quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Vinhos do Tejo investem cerca de €1M em promoção



A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) anunciou ontem, no Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), durante a apresentação do seu plano estratégico para 2014 o investimento de cerca de €1M em promoção no mercado nacional e internacional.

Do orçamento previsto, 70% diz respeito a acções em mercados de exportação e 30% em iniciativas no mercado nacional, tais como acções no ponto de venda, cursos de vinhos e presenças em eventos e feiras importantes do setor.

Relativamente aos mercados externos, a CVR Tejo revelou que os EUA e o Brasil vão continuar a ser os destinos de maior investimento da região.

"Do total do orçamento previsto em promoção, estimamos que 32% diga respeito aos EUA, 21% ao Brasil, 16% à China e 11% à Rússia", afirmou José Pinto Gaspar, presidente dos Vinhos do Tejo.

Com o Plano Estratégico e de Investimento previsto para 2014, a CVR Tejo tem como objectivo fazer com que a região continue a crescer da forma como tem feito desde 2008.

Entre 2008 e 2013 a região dos Vinhos do Tejo cresceu cerca de 50% na certificação de selos, passando dos 10 milhões de garrafas para mais de 15 milhões de garrafas certificadas no ano transacto.

No que diz respeito às exportações, os Vinhos do Tejo cresceram 78% entre 2008 e 2013, passando dos 4,5 milhões de garrafas exportadas para cerca de 8 milhões, sendo que os mercados que registaram maior evolução foram Angola, Suécia e China.

A CVR Tejo tem sido, assim, uma das regiões vitivinícolas com maior crescimento nos últimos anos, não só a nível nacional, mas sobretudo nos mercados internacionais.

Fonte:  PressMedia

Quercus estranha que PGR não apure responsabilidades na falta de limpeza da floresta

A Quercus pretende insistir no pedido de intervenção da PGR nesta matéria e vai listar os "casos concretos" de falta de cuidados na delimitação das faixas de segurança

A Quercus estranha que a Procuradoria-Geral da República se escuse a apurar responsabilidades da administração central e das autarquias nos incêndios florestais, por incumprimento da obrigação legal de limpeza das matas, disse hoje o seu vice-presidente.

A associação de conservação da natureza pediu, em início de agosto, à Procuradoria-Geral da República (PGR), a fiscalização da atuação das entidades competentes, tanto da administração central como das câmaras municipais, nas ações de prevenção de combate aos incêndios florestais, e o apuramento de responsabilidades.

Em resposta, a que a agência Lusa teve acesso, a PGR diz não dispor "de norma, estatutária ou legal, que a habilite a proceder a uma fiscalização da atuação das entidades competentes para as ações de prevenção de combate aos incêndios florestais e responsáveis pelo cumprimento da legislação de defesa da floresta contra incêndios".

"Achamos estranho que não se apurem responsabilidades do Estado, administração central e local, no cumprimento da lei a que são obrigadas" na prevenção de incêndios, salientou à Lusa o vice-presidente da Quercus, João Branco.

"Não percebemos por que razão não é feita investigação aos incêndios florestais que até causaram mortes. Não compreendemos por que razão a PGR não pede às entidades competentes para investigar", se foram cumpridas as ações de prevenção, como a limpeza das faixas de segurança em vários locais, disse João Branco.

A PGR justifica ainda a sua posição dizendo que "não foram sinalizados casos concretos de incumprimento, existindo completa omissão no que concerne à específica identificação, em termos territoriais, dos casos considerados como integrando situações em que é 'notória' a não-execução das faixas de gestão de combustível devidas".

A Quercus pretende insistir no pedido de intervenção da PGR nesta matéria e vai listar os "casos concretos" de falta de cuidados na delimitação das faixas de segurança, que o responsável da associação salienta abrangerem todo o país.

No início de outubro do ano passado, a Quercus divulgou um comunicado em que responsabilizava o Governo, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e os municípios pela "negligência no cumprimento das políticas florestais" e de ordenamento do território, considerando que agravou a propagação dos fogos e provocou elevados prejuízos.

Poucos dias depois, o ICNF publicava um relatório de incêndios florestais, com dados provisórios de 2013, no qual verificava que a área ardida de 01 de janeiro a 15 de outubro aumentara cerca de 28 por cento em relação a 2012.

No balanço do período crítico de defesa da floresta contra incêndios, que terminou em setembro, a associação de defesa do ambiente refere que "o deficiente cumprimento da legislação de defesa da floresta contra incêndios, bem como a negligência e o laxismo das administrações locais e central relativamente a este tema, tem agravado o problema da propagação dos fogos florestais em Portugal, com elevados prejuízos ambientais, materiais e humanos".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Espanha e Portugal colaboram na promoção de feiras, exposições, conferências e seminários nos sectores agrícola e Agroalimentar


O acordo foi subscrito ontem pelo ministro espanhol da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, Miguel Arias Cañete e pela ministra de Agricultura do Mar de Portugal, Assunção Cristas. Foto: MAGRAMA


O ministro da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente de Espanha, Miguel Arias Cañete e a ministra da Agricultura e do Mar de Portugal, Assunção Cristas, subscreveram ontem um Memorando de entendimento para a promoção de feiras, exposições, conferências e seminários nos sectores agrícola e Agroalimentar. O objectivo é impulsionar a colaboração entre os dois países e potenciar a presencia dos agentes de cada país nesses fóruns.

O Memorando, assinado ontem em Madrid na sede do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, tem também como finalidade melhorar a compreensão das realidades agrícolas e agroalimentares de ambos os países e ajudar a promover os intercâmbios de peritos e o  conhecimento das melhores práticas.

Em matéria de financiamento, o acordo estabelece que cada país assumirá as despesas para a implementação das actividades contempladas no Memorando.

O texto contempla também a criação de um Comité de Acompanhamento que se encarregará de fomentar e promover a elaboração de planos de trabalho, ou acordos de colaboração específicos, entre as instituições, organismos ou associações nos seus países, com o fim de concretizar a sua presença em feiras ou eventos relevantes.

Fonte:  MAGRAMA

II Congresso Europeu de Jovens Agricultores

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 A CAP, em colaboração com o Eurodeputado português Nuno Melo, o PPE e a Asociación Agrária de Jóvenes Agricultores (ASAJA), promovem no Parlamento Europeu, nos dias 28 e 29 de Janeiro, o 2º Congresso Europeu de Jovens Agricultores do Parlamento Europeu. Num momento vital de redefinição do futuro da PAC (Política Agrícola Comum), os Eurodeputados propõem-se dar a conhecer e colocar a concurso no Parlamento Europeu, em Bruxelas, projectos de jovens agricultores, representantes dos 28 Estados, tendo como objectivo final a atribuição dos prémios "Melhor Jovem Agricultor da Europa", "Projecto Mais Sustentável", "Projecto Mais Inovador".

Portugal apresenta o seu projecto a concurso, que foi o vencedor no concurso nacional realizado em Junho, por ocasião da Feira Nacional de Agricultura. A renovação do tecido agrícola continua a ser uma das maiores preocupações da União Europeia. Pretende-se assim que II Congresso Europeu de Jovens Agricultores permita que as diferentes organizações agrícolas europeias, a sociedade e os jovens agricultores, vejam no Parlamento Europeu um parceiro forte e proactivo na discussão do sector e dos seus agentes.

Fonte:  CAP

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tendências chave para a indústria alimentar em 2014


por Ana Rita Costa
21 de Janeiro - 2014
A New Nutrition Business apresentou as "12 Tendências Chave para 2014" para a indústria alimentar e da saúde. De acordo com Julian Mellentin, autor destas tendências, 2014 será um ano marcado pelos "laticínios como alimentos completos e naturalmente funcionais, energia prolongada, peso saudável, snacks saudáveis e permissão para 'pecar'".

 
Os criadores de produtos vão, em 2014, voltar-se para os hidratos de carbono de digestão lenta, como a aveia, a cevada, o sorgo e o milheto e para as proteínas lácteas que, de acordo com o estudo, fornecem energia prolongada, o que pode ser uma oportunidade para a indústria alimentar e de bebidas, devido ao crescente interesse mundial por esse tipo de produtos.

A tendência "peso saudável" é também apontada pelo autor como uma das mais marcantes para este ano. A manutenção do peso vai deixar de ser uma categoria especial de alimentos e vai passar a fazer parte das escolhas alimentares diárias dos consumidores que veem o seu peso como uma forma de manter o bem-estar e a saúde. Julian Mellentin refere que "isto resulta em vencedores e perdedores. As estratégias para a manutenção de peso da Unilever e Nestlé estão a fracassar porque se baseiam numa compreensão do mercado que está desatualizada desde há cinco anos atrás". As vendas dos produtos Slim-Fast diminuíram 80% e a Nestlé está a vender a maioria da sua empresa especializada em programas de perda de peso Jenny Craig.

2014 será ainda o ano de produtos sem glúten, de produtos com quantidades mínimas de açúcares, de produtos que fornecem maiores quantidades de proteínas dos produtos que utilizam ingredientes naturais como o chocolate preto para permitir que os consumidores 'pequem'.

Nota: Imagem da New Nutrition Business

Franceses definem a sua estratégia para 2014 no sector da batata-sementea


Na sua reunião anual, em 14 de janeiro, em Carhaix, França, a Bretagne Plants, revelou as suas perspectivas que se baseiam essencialmente em três prioridades: a procura de novos produtores, continuar a aumentar a rentabilidade do sector, e renovar as ferramentas de detecção fitossanitária.

Preparar-se para o futuro com novos produtores:

"Querer passar de 5.000 para 7.000 hectares, é uma fasquia a um nível elevado", diz Dominique Morvan , Presidente da Bretagne Plants. E continua: "mas nós vamos ganhar esta área adicional porque queremos seguir em frente". Uma campanha de informação intitulada "Sair da linha, produzir a planta" já surgiu no final de 2013. Deu os seus frutos, uma vez que quarenta produtores mostraram interesse. A Bretagne Plants e os armazenistas/colectores vão acompanhar tecnicamente esses produtores. Esta acção será renovada. Outras ferramentas também irão surgir, como a criação de um diretório de explorações e do equipamento usado.

Aumentar a rentabilidade do setor:

"É a rentabilidade dos nossos armazéns que irá motivar os novos produtores ", afirma o presidente. Com a genética e com as técnicas culturais, "devemos pensar em 40 toneladas por hectare de batata-semente comercializável, como um nível acessível". O desenvolvimento do portefolio de variedades deve ser continuado, para estar presente em todos os segmentos de mercado. As primeiras tendências estimam que 80.000 t serão exportadas na actual campanha. Atualmente, a variedade Spunta continua líder e beneficia de uma procura crescente, enquanto, as variedades locais protegidas também são bastante procuradas para exportação e a disponibilidade atual não é suficiente, lamentam as empresas comercializadoras de batata-semente. A qualidade este ano esteve muito boa, com 72 % dos campos, classificados como batata-semente base. Mas essa produção de qualidade "elite" para exportação continua a estar sujeita a condições menos favoráveis, particularmente no que respeita ao míldio, afídeos e alfinetes.

Renovar as ferramentas:

Para aprovisionar o setor com tubérculos de qualidade, será construído um novo laboratório em Hanvec, França (departamento nº 29). O desafio é de permitir a detecção precoce de agentes patogénicos, para preservar o estado sanitário do solo na região de produção, controlar a qualidade dos lotes produzidos, ganhar rapidez na recepção dos lotes após a colheita e assim manter a confiança dos clientes.

Fonte: Carole David – em Paysan Breton (França).

Publicada: 21-01-2014 10:00

Agricultura, Silvicultura e Pesca • Indicadores 2012

O Gabinete de Planeamento e Políticas apresentou a recente edição da publicação "Agricultura, Silvicultura e Pesca • Indicadores 2012" que abrange uma compilação da informação mais relevante ao nível dos indicadores estatísticos no domínio do território e clima, agricultura, silvicultura e pesca.

Da sua Nota de Abertura retira-se:

Agricultura

A Superfície Agrícola Utilizada (SAU) de Portugal é de cerca de 3,7 milhões de hectares, dos quais 23% são ocupados por culturas temporárias, 19% por culturas permanentes e quase metade por prados e pastagens permanentes.

As explorações agrícolas, pouco mais de 305 mil, em 2009, diminuíram 27% em dez anos. Contudo, a SAU média por exploração passou de 9 hectares em 1999 para 12 hectares em 2009, sendo de 67,6 hectares no Alentejo e de 5,8 no Norte.

Apenas 14,7% da SAU é irrigável.

Em termos de estrutura, perto de 3,4% das explorações têm mais de 50 hectares, enquanto as de pequena dimensão, com menos de 5 hectares, representam 75,6% do total.

Comparando as características dos produtores singulares entre 1999 e 2009 verifica-se a diminuição do número de produtores agrícolas singulares (-27%). Atendendo ao sexo, idade e nível de instrução, as quebras são mais significativas para os produtores do sexo masculino (-35%), nos de idade inferior a 45 anos (-53%) e no estrato dos que não têm qualquer nível de instrução (-53%). Pelo contrário, regista-se um aumento dos produtores singulares nas classes de instrução de níveis secundário (+39%) e superior (+26%).

Cada exploração utiliza, em média, 1,2 Unidades de Trabalho Anuais (UTA), sendo 80% Mão-de-obra Familiar.

O efectivo pecuário diminuiu entre 1999 e 2009 em todas as espécies, excepto nos bovinos, embora o número de animais por exploração tenha aumentado em todas.

Nos produtos com nome protegido destacam-se os frutos. A área das culturas efectuadas em Modo de Produção Biológico representava no ano do Recenseamento Agrícola, 2009, 6% da SAU.

Quanto à estrutura da produção agrícola, 52% do seu valor é relativo à produção vegetal, com destaque para as frutas (17,3%), e 43% à produção animal, realçando-se neste grupo o sector leiteiro (11,4%).

O Valor Acrescentado Bruto do Complexo Agroflorestal a preços correntes (base 2006) era de 8 256 Meuro em 2010, representando 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

A repartição do VABpb por NUT II concentrava-se, em 2010, no Centro (27%), no Norte (22%) e no Alentejo (22%).

O volume de mão-de-obra das explorações era, em 2011, de 357 mil UTA. A sua redução entre os dois últimos Recenseamentos Agrícolas (1999 e 2009) foi de 16%. O peso do trabalho não assalariado no total manteve-se neste período à volta de 80%.

A produtividade da mão-de-obra agrícola, entre 2006 e 2011, aumentou 14,5%, tendo o Rendimento Empresarial Líquido por UTA não assalariada diminuído e por UTA assalariada aumentado. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) diminuiu 15%.

Das Ajudas Directas, o maior montante foi afectado à exploração de bovinos (57% em 2007–2011).

A orientação exportadora (peso das saídas na produção) tem aumentado para todos os grupos de produtos considerados no Complexo Agroflorestal, destacando-se os das indústrias florestais.

Nas transacções com o exterior (taxa de cobertura), as saídas de produtos face às aquisições no exterior impõem-se nas indústrias florestais opostamente aos produtos da agricultura.

Portugal é auto-suficiente em vinho, hortícolas, arroz, ovos e leite, apresenta um bom nível de abastecimento próprio em azeite, carne de ave de capoeira, de ovinos e de caprinos, sendo muito deficitário em cereais.

A dependência do exterior no sector agroalimentar aproxima-se de 85% (peso da produção no consumo aparente), enquanto nos produtos da silvicultura e respectivas indústrias existe um balanço positivo muito relevante.

Silvicultura

Os espaços florestais ocupam cerca de 5,88 milhões de hectares, correspondendo a 2/3 do território de Portugal continental, constituindo por isso o principal grupo de uso do solo, sendo 93% propriedade privada, 6,5% comunitária e apenas 1,5% pública.

A ocupação florestal actual, que ascende a 3,45 milhões de hectares, apresenta uma grande diversidade de espécies, dominando contudo as indígenas (74%).

O número de caçadores licenciados tem vindo a diminuir ao longo da última década, contudo a relação entre caçadores com licença de caça e sem licença manteve-se durante este período.

Pesca

Estima-se que em 2009 o VAB do ramo de actividade da Pesca e Aquicultura tenha sido de 376 milhões de Euros.
A produção nacional de pescado em 2010 foi de cerca de 230 mil toneladas - 97% captura (19% dos quais provenientes de capturas em pesqueiros externos) e 3% aquicultura.

Os desembarques de pescado fresco e refrigerado na lota atingiram as 164 mil toneladas em 2011, menos 2 mil toneladas que em 2010.

A produção aquícola registou entre 1995 e 2010 um crescimento de 60%, devendo-se essencialmente ao aumento da produção em águas marinhas e salobras.

Em 2011, a produção de sal situou-se na 48 mil toneladas, 94% da qual proveniente do Algarve.

A frota portuguesa foi sujeita a um processo de reestruturação, com redução do número de embarcações de cerca de 34% e da sua capacidade total em 32% desde 1993 a 2011.

Em 2010, existiam 1 561 estabelecimentos de aquicultura (98% de águas salobra e marinhas) que ocupavam uma área de 1 658 hectares; 191 empresas de transformação de produtos da pesca e da aquicultura e 40 salinas em actividade, ocupando estas, uma área de 792 hectares.

Fonte:  GPP

EDIA promove plantas aromáticas e medicinais



Na sequência da criação da "Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva", em Junho passado, a EDIA alarga o seu âmbito de acção à pequena propriedade dos perímetros de rega do Projecto, promovendo sessões de divulgação junto dos agricultores.

Esta acção, a ter lugar amanhã, dia 23 de Janeiro em Brinches e Beringel, pretende dar a conhecer as potencialidades da cultura de plantas aromáticas e medicinais enquanto alternativa cultural, ao mesmo tempo que serão apresentadas propostas para a sua comercialização.

Numa altura em que se encontram concluídos 68 000 ha de regadios em Alqueva, verifica-se que a adesão ao regadio configura uma situação de sucesso. Porém, no que diz respeito às explorações de regadio situadas na zona de pequena propriedade, os valores não são tão significativos, devido fundamentalmente à sua inadequação para a produção sustentada de um leque alargado de culturas.

Com estas sessões de divulgação pretende-se dinamizar a agricultura de regadio associada à pequena propriedade, e fornecer apoio e enquadramento aos projectos instalados e a instalar neste sector, numa altura em que se verifica a existência de um interesse crescente nas "Plantas Aromáticas e Medicinais" (PAM), o que se traduz no número elevado de candidaturas de projectos de investimento e na procura de terrenos para o seu desenvolvimento.

Esta iniciativa, desenvolvida em parceria com o Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos, CEVRM e com as Cooperativas Agrícolas de Beringel e a de Beja e Brinches, terá lugar em Beringel, no CCB (antigo Mercado) às 09:30h, e em Brinches, nas instalações da Cooperativa (Monte Acima), às 14:30h.

Ministra da Agricultura quer uso de rolha de cortiça identificado no rótulo dos vinhos

A ministra da Agricultura acredita que um trabalho conjunto de Portugal e Espanha a este nível seria útil para promover a utilização das rolhas
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, defendeu hoje que o uso de rolha de cortiça deve estar devidamente identificado nas garrafas de vinho e pediu a ajuda de Espanha para apoiar esta pretensão junto da Comissão Europeia.

Assunção Cristas, que hoje inaugurou em Madrid (Espanha) a conferência 'Sobreiros e o Setor da Cortiça' com o seu homólogo espanhol, destacou que Portugal e Espanha representam, em conjunto, 80% comércio mundial de cortiça e derivados e apelou à valorização destes produtos.

"Hoje em dia é impossível para um consumidor saber se uma determinada garrafa de vinho tem ou não rolha de cortiça e essa identificação devia ser visível no rótulo", disse a ministra à Lusa, acrescentando que o Governo português já consultou a Comissão Europeia (CE) sobre esta matéria, que foi rejeitada por vários países.

A ministra da Agricultura acredita que um trabalho conjunto de Portugal e Espanha a este nível seria útil para promover a utilização das rolhas, associando o produto também à sustentabilidade do montado e à economia verde.

Além disso, se a iniciativa tiver um caráter voluntário, explicou, não é necessário haver consulta à Comissão Europeia.

Portugal é o maior produtor mundial de cortiça e exportou, em média, mais de 800 milhões de euros entre 2005 e 2012, dos quais 580 milhões relativos a rolhas.

Assunção Cristas sublinhou que o convite para inaugurar a conferência é "um reconhecimento da parte de Espanha da importância de unir esforços com Portugal" neste domínio e adiantou que aproveitou a ocasião "para relançar" o Observatório da Cortiça e apelar à valorização de outros produtos, além da rolha.

"A cortiça é cada vez mais usada em peças de design e mobiliário, acessórios de moda e na indústria aeronáutica", exemplificou.

A ministra da Agricultura anunciou também que assinou um memorando de entendimento para melhorar a "presença recíproca nas feiras agrícolas de Portugal e Espanha".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Agricultores da Guarda pedem ao Governo que anule as alterações fiscais


Lusa
22 Jan, 2014, 12:22

A Associação Distrital de Agricultores da Guarda (ADAG) apelou hoje ao Governo que proceda à "imediata anulação" das novas exigências fiscais, por estar em causa o futuro da agricultura familiar.
"Ao ir por diante esta lei, é a última machadada. Os anteriores governos puseram a agricultura moribunda e estes senhores deste Governo vêm fazer o funeral", disse à agência Lusa o presidente da ADAG, António Machado, durante a realização de uma manifestação em frente das instalações da Segurança Social, na Guarda.

Todos os agricultores com atividade comercial, para além do pagamento da prestação mensal para a Segurança Social, vão passar a ser obrigados a declarar o início de atividade e têm de passar fatura de todas as transações comerciais, terminando o prazo de inscrição nas Finanças no dia 31 de janeiro.

"O país não é todo igual. O pequeno agricultor não é igual ao agricultor do Alentejo com dois, três, quatro ou cinco mil hectares de terra. Têm que anulá-la ou reformá-la [a legislação], porque nenhum pequeno agricultor pode pagar à Segurança Social 124 euros e, depois, para poder vender o seu produto, ainda tem de ser coletado", denunciou António Machado.

Os cerca de 150 agricultores presentes na contestação exibiram cartazes com reivindicações e preocupações e tentaram pagar as prestações sociais à Segurança Social com vários produtos agrícolas como maças, couves, nabos, abóboras, cebolas, azeitonas, milho e cenouras, entre outros.

Junto dos produtos colocados na rua, em frente do edifício da Segurança Social foi colocado um cartaz com a justificação: "Já nos tiraram todo o dinheiro. Só podemos pagar com o que produzimos".

Os participantes na concentração exibiram bandeiras pretas e entoaram a canção de Zeca Afonso "Grândola Vila Morena" e o hino nacional.

Também ergueram cartazes e tarjas com as mensagens: "Governo e `troikas` assassinam a agricultura" e "Este Governo é o coveiro da agricultura familiar".

Rosa Celeste, de 67 anos, agricultora em Gouveia, viajou até à Guarda para participar na manifestação e denunciar que os agricultores da região não escoam os seus produtos.

"Se não vendemos nada, como é que podemos pagar à Segurança Social?", questionou.

Diamantino Andrade, de 58 anos, de Celorico da Beira, desafiou o Governo a aplicar uma medida que leve cada agricultor a pagar as taxas consoante os rendimentos, alegando que "não podem pagar todos o mesmo valor".

"O agricultor trabalha de sol a sol, os fatores de produção são caros e, no final, não consegue vender os seus produtos", alertou.

Manuel Madeira, de 61 anos, de Seia, disse à Lusa que os agricultores da região passam por dificuldades económicas e "não ganham para pagar ao Estado".

O protesto, iniciado pelas 10:00, terminou uma hora e meia depois, após uma delegação da ADAG ter entregado um documento ao diretor do serviço distrital de Segurança Social com as preocupações dos agricultores da região.

Florestas dão trabalho a 100 mil pessoas


O setor da floresta representa 10% das exportações nacionais. "Estamos perante uma imensa jazida de riqueza. Quanto a isso não restam dúvidas."
Vítor Andrade

11:00 Sábado, 18 de janeiro de 2014
Florestas dão trabalho a 100 mil pessoas

O setor da floresta dá trabalho a mais de 100 mil pessoas, com a particularidade desses empregos se distribuírem praticamente por todos os distritos do país. Representa 10% das exportações nacionais e contribui com dois milhões de euros para o Produto Interno Bruto.

"Estamos perante uma imensa jazida de riqueza. Quanto a isso não restam dúvidas. A floresta é um recurso endógeno fundamental. Agora só temos é que prolongar o mais possível a cadeia de valor e exportar produtos florestais com o máximo possível de incorporação nacional". A ideia foi defendida esta semana por Augusto Mateus, economista e ex-ministro da Economia, no lançamento da iniciativa "Portugal pela Floresta".


Procura de mirtilos está em alta nos EUA


Uma investigação do U. S. Highbush Blueberry Council (USHBC) mostra que o número de norte americanos predispostos a comprar mirtilos no próximo ano duplicou desde há nove anos atrás e o número de famílias que afirmam ter comprado mirtilos durante o mês anterior (69%) quase duplicou relativamente ao ano de 2008. 

Em concordância com o objetivo do sector de fazer crescer o consumo, os consumidores atuais de mirtilos são mais jovens e mais diversificados do que em 2004, situando-se sobretudo na faixa etária entre 35 e 44 anos. Destaca-se também o aumento do consumo pelas minorias, designadamente pelo mercado hispânico.

Os principais resultados do estudo são:

99% acreditam que o mirtilo é um alimento saudável.
Quando questionados sobre as características que preferem nos mirtilos os consumidores citam alimento saudável (84%), sabor (81%), a conveniência (61%) e a versatilidade (44%).

A maioria dos consumidores prefere mirtilos frescos (84%), sendo que  60% preferem comê-los simples, 54% com iogurte, 49% em smoothies e 48% com cereais.

Os mirtilos congelados são consumidos sob as seguintes formas (dados referentes a mulheres na faixa etária entre os 25-44 anos): em smoothies (54%), 29% simples, 27% sobre panquecas e 27% com iogurte.

Quando num menu de um restaurante existem pratos com mirtilos, 58% dos consumidores pensam que o prato é mais saudável, 24% são da opinião que o restaurante é um local que serve comida saudável e quase 20% pedem esse prato em concreto.

57% dos consumidores confirmam ter visto notícias sobre os benefícios saudáveis dos mirtilos e mais de 50% dizem tê-las visto na Internet.

Cerca de 60% dizem que é muito provável que comprem mirtilos baseando-se na informação que terão obtido nas redes sociais.


Preços atuais do milho não cobrirão custos em 2014


por Ana Rita Costa
20 de Janeiro - 2014
A queda de 40% dos preços do milho em 2013 está a ser um problema para os produtores desta cultura e, de acordo com o Banco Central norte-americano, o valor ganho pelos produtores não vai chegar para cobrir as despesas de cultivo.

 
"Os preços atuais do milho não cobrirão os custos esperados para a produção de 2014", revelou o Federal Reserve no relatório publicado recentemente.

Cabernet Sauvignon é a casta mais popular do mundo


Estudos recentes da Universidade de Adelaide, na Austrália, divulgaram que a casta Cabernet Sauvignon tem vindo a substituir a espanhola Airen como a mais plantada no mundo. De acordo com as pesquisas, a Cabernet Sauvignon fechou o ano de 2010 com 300 mil hectares cultivados no mundo, três vezes mais do que os 100 mil calculados há duas décadas.

O relatório australiano analisa as plantações de 44 países responsáveis por 99% da produção mundial de vinho. A partir desses dados pode-se notar a crescente popularidade de variedades francesas nativas, que têm beneficiado de uma adoção mais ampla nos países do Novo Mundo.

Outras castas que perderam terreno nas últimas duas décadas são Trebbiano Toscano, Mazuelo e Rkatsiteli, que tiveram muitas vinhas arrancadas ou substituídas na década de 1990.

Este estudo serve como um aviso sobre a diminuição da diversidade de castas. 

Veja a lista das top 10 mais plantadas no mundo (segundo a Revista Adega):

1. Cabernet Sauvignon

2. Merlot

3. Airen

4. Tempranillo

5. Chardonnay

6. Syrah

7. Garnacha Tinta

8. Sauvignon Blanc

9. Trebbiano Toscano

10. Pinot Noir

Fonte: Revista Adega

Publicada: 21-01-2014 15:00

Alqueva: Governo cria Conselho para o Acompanhamento do Regadio


Terça, 21 Janeiro 2014 13:07
O Ministério da Agricultura criou o Conselho para o Acompanhamento do Regadio de Alqueva (CAR Alqueva), para acompanhar a exploração hidroagrícola do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA).

Segundo o despacho, publicado hoje em Diário da República, o conselho é um "órgão com funções consultivas do membro de Governo responsável pelo desenvolvimento rural".

É composto por um representante da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, Empresa de Desenvolvimento das Infraestruturas de Alqueva, Centro Operativo de Tecnologia do Regadio, Federação Nacional de Regantes de Portugal e várias confederações e associações de agricultores.


APG pede mais meios para que GNR aplique multas na hora aos donos de terrenos florestais


Sandra Henriques
21 Jan, 2014, 10:38 / atualizado em 21 Jan, 2014, 10:38

O presidente da Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR) considera positiva a aplicação de multas na hora aos proprietários florestais que não limpam os terrenos. César Nogueira sublinha, porém, que a GNR precisa de mais profissionais e de mais meios para cumprir a medida que está a ser preparada pelo Governo.

"A medida achamos que é boa. Como é que a vão conseguir implementar no terreno é que temos que saber mais pormenores. A GNR tem sempre condições para assumir essa tarefa. É lógico que o que nos preocupa é que com os meios humanos e materiais que a GNR atualmente possui. Alguma coisa tem que ser feita nesse sentido", afirma César Nogueira à Antena 1.

O responsável acrescenta que a "tutela sabe que a GNR tem um défice muito grande de profissionais, por isso o ideal era haver mais vagas para cursos para a GNR e mais meios para chegar a todos os proprietários". "As matas têm os acessos muito difíceis e o atual parque automóvel da GNR, para além de estar deficitário, está degradado", argumenta.

Este comentário surge depois do anúncio feito à Antena 1 pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, de que está a estudar um sistema com o Ministério da Administração Interna para que os proprietários florestais que não limpam os terrenos passem a ser multados na hora pela GNR.

Proprietários florestais concordam com pagamento de multas na hora


Sandra Henriques
21 Jan, 2014, 09:45 / atualizado em 21 Jan, 2014, 09:48

O presidente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, Vasco Campos, aplaude o anúncio feito à Antena 1 pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, de que está a estudar com o Ministério da Administração Interna um sistema para que os proprietários florestais que não limpam os terrenos passem a ser multados na hora pela GNR.

Em declarações ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues, Vasco Campos considera que a "medida vai aplicar-se a proprietários que não tomam conta das suas propriedades". "Os bombeiros em vez de estarem a fazer um combate aos fogos florestais passam grande parte do tempo a defender casas por causa desses proprietários inconscientes, que não limpam os seus terrenos. Por isso, vemos com agrado esta medida", refere.

O responsável admite que o modelo atual "não está a funcionar, salvo honrosas exceções". "É que para além da questão de as Câmaras [Municipais] não notificarem os proprietários, ainda existe uma outra questão primária que é identificar esses proprietários, e esse trabalho também não está a ser feito. Embora a lei o preveja, o trabalho de identificação dos proprietários que estão em falta antes do período crítico não está a ser feito", alerta.

No final do verão passado, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, tinha afirmado que o Governo iria repensar o modelo de fiscalização e aplicação das coimas por não cumprimento das regras de defesa da floresta, como por exemplo limpeza de terrenos ou queimadas em alturas de risco. Na altura, o ministro admitiu que o modelo em vigor estava a criar um sentimento de impunidade, porque a GNR levantava os autos, mas as autarquias não estavam a aplicar as coimas.

Não limpar terrenos florestais vai dar multa na hora

Florestas

Medida está a ser estudada em conjunto pelo Ministério da Agricultura e o da Administração Interna.
21 de Janeiro 2014


 
A falta de limpeza em terrenos florestais vai passar a dar multa na hora, avançou a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, esta terça-feira em entrevista à Antena 1. A medida ainda está a ser estudada entre o Ministério da Agricultura e o da Administração Interna.

"O formato é um bocadinho como uma multa de trânsito, [o que implica] pagar logo. Depois quando é preciso outro processo temos que ver qual é o melhor organismo disponível para isso, sendo certo que estamos a trabalhar com o Ministério da Administração Interna para que no próximo verão as coisas estejam definidas desse ponto de vista", explica Assunção Cristas.
Pergunta CMTem terrenos florestais?SIMNÃOVer Resultados

Esta hipótese surge depois de, no verão passado, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, ter afirmado que iria analisar o modelo de fiscalização e aplicação das multas a quem não cumpre as regras de defesa da floresta.

O modelo atualmente em vigor, segundo o próprio ministro, estava a criar um sentimento de impunidade em quem não limpa os terrenos ou faz queimadas em alturas de risco. De acordo com o plano ainda em vigor, a GNR levanta os autos, mas as autarquias não aplicam as multas.

Brasil: Agricultores do Rio Grande do Sul investem em olival

Agricultores do Estado brasileiro do Rio Grande do Sul estão a investir no olival. A produção vai ser maior este ano.

O agrónomo peruano Fernando Rotondo chegou ao Brasil em busca de um local adequado à cultura das oliveiras e encontrou no Pampa Gaúcho as condições favoráveis. O negócio começou em 2008 e hoje são 30 hectares de área plantada com mais de 10 mil pés em produção de pelo menos cinco variedades diferentes de azeitonas.

A cultura das oliveiras está em expansão no Estado, principalmente na região da Campanha Gaúcha. Segundo dados da Emater, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, o Rio Grande do Sul já tem aproximadamente mil hectares de área plantada. A produção deste ano deve ser 50% maior que a anterior e somente nesta propriedade, a expectativa é colher entre 50 a 70 mil quilos de azeitona.

De acordo com um estudo realizado pelo Governo do Estado, a projecção para este ano é ultrapassar 22 mil litros de azeite produzido, fora as azeitonas de mesa.

O Rio Grande do Sul já possui quatro indústrias neste sector e com a intenção de aumentar o número de olivais, técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura estão a visitar todos os produtores gaúchos de azeitona. "Nós temos trabalhado com a Emater na assistência técnica, com pesquisadores, temos buscado intercâmbio com outros países e acho que temos um futuro muito promissor na área das oliveiras no Rio Grande do Sul", explica Paulo Lipp, assessor técnico da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul.

O Brasil ainda é um grande importador deste tipo de produto. Chega a comprar cerca de 40 mil toneladas de azeite e 85 mil de azeitona de mesa.

Fonte:  ExpressoMT

Rolha inteligente da Universidade de Aveiro garante (ou desmente) a qualidade do vinho

Investigação de Ricardo Gonçalves, aluno de Doutoramento do Departamento de Engenharia Eletrónica, Telecomunicações e Informática


O investigador Ricardo Gonçalves e o protótipo da rolha inteligente. Clique para ver pormenor do protótipo.
Protótipo da rolha inteligente ainda com os circuitos electrónicos no exterior


Aparentemente parece uma vulgar rolha de cortiça. Mas desenganem-se os olhos. Desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA), esta rolha do futuro vai permitir, através de um normal telemóvel ou computador, receber informações sobre o vinho que o pequeno cilindro de cortiça protege. Nome da bebida, números de série, do lote e da produção e a origem da bebida são apenas alguns dos dados a que o consumidor poderá ter acesso com um simples clique no telemóvel. O segredo da rolha pensada especialmente para vinhos e espumantes reside no interior onde, envolvida pela cortiça, há um circuito electrónico e uma minúscula antena que emite a informação aos consumidores. O projecto da UA pretende contornar as fraudes a que os rótulos das garrafas podem estar sujeitos e assegura que o consumidor compra exactamente aquilo que quer beber.

"A rolha tem inserido uma antena que integra um chip RFID [identificação por radiofrequência], o mesmo que é utilizado, por exemplo, nos acessos a transportes públicos, gestão de acesso a edifícios ou nos sistemas de portagens das auto-estradas", explica Ricardo Gonçalves. O aluno de Doutoramento do Departamento de Engenharia Electrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da UA, e inventor da rolha, garante que o sistema, com um número de identificação único para cada rolha, "permite identificar as garrafas através da rolha sem depender de rótulos que podem ser removidos e adulterados". Pelo contrário, "se o RFID for modificado isso é detectável".

Para obter o número de identificação da rolha e as restantes informações sobre o líquido em causa é preciso um leitor RFID compatível. "Existem diversos leitores à venda no mercado. Para o consumidor comum as soluções mais interessantes são leitores pequenos que conseguem interagir com os RFIDs e enviar a informação por bluetooth para um computador ou smartphone/tablet", explica o jovem investigador. Mas a ideia é que, brevemente, os dados possam também ser acedidos através de um vulgar smartphone ou tablet sem necessidade de outro equipamento externo, tirando partido das tecnologias de NFC (comunicação de curta distância) que vêm sendo integradas nestes dispositivos.

A próxima inovação a inserir na rolha já vem a caminho. Ricardo Gonçalves prepara-se para juntar à electrónica instalada na cortiça um sensor de temperatura através do qual "vai ser possível criar um histórico das temperaturas a que a bebida esteve sujeita dentro da garrafa". Uma informação que, juntamente com as que são já possíveis de obter, estarão instantaneamente ao alcance do consumidor munido de um leitor RFID. Se se pensar na influência que as temperaturas têm sobre a qualidade do vinho, os consumidores serão poupados, futuramente, a más surpresas depois de aberta a garrafa, especialmente aquelas cujo preço deveria garantir sempre um produto de excelência.

O sistema desenvolvido por Ricardo Gonçalves vai, naturalmente, encarecer a rolha. "Mas dada a disseminação dos sistemas RFID esta tecnologia tornou-se bastante acessível, pelo que o aumento do custo é mínimo", garante. De qualquer forma, aponta, "este aumento não se deverá reflectir no custo dos produtos para o consumidor final".

O trabalho de doutoramento de Ricardo Gonçalves contou com a orientação de Nuno Borges Carvalho, investigador do IT, e com a colaboração de Roberto Magueta, investigador no mesmo instituto da academia de Aveiro.

Fonte:  UA

Feira Nacional de Agricultura 2014

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A 51ª Feira Nacional de Agricultura / 61ª Feira do Ribatejo realiza-se de 07 a 15 de Junho no Centro Nacional de Exposições, em Santarém - espaço que este ano comemora o 20º aniversário – e incidirá principalmente na "Produção Nacional", temática que pretende realçar a importância dos produtos genuinamente portugueses no sector agrícola e que servirá de base para diversas actividades: seminários, colóquios, apresentações de produtos, demonstrações, etc.

No âmbito da Feira, realce para o Salão Prazer de Provar que agrega o Salão Nacional do Azeite, o Salão Nacional da Alimentação e o Festival Nacional do Vinho, para a Fersant, organizada pelo Nersant e Lusoflora de Verão, promovida pela APPPFN.

Na zona exterior, a exposição de maquinaria e equipamentos agrícolas promete trazer até Santarém as novidades do mercado e proporcionar às empresas bastantes contactos e muitos e bons negócios.

De 07 a 15 de Junho a Feira Nacional de Agricultura será o palco principal do mundo agrícola português, o local apropriado para a discussão de algumas das principais problemáticas relacionadas com o sector através das "Conversas de Agricultura".

Como sempre, animação será uma constante ao longo de nove dias com concertos, largadas de toiros, desfiles de campinos, ranchos folclóricos, música popular, entre outras surpresas.

A 51ª Feira Nacional de Agricultura também será marcada pelo 20º aniversário do Centro Nacional de Exposições, espaço que acolheu pela primeira vez o evento em 1994 abrindo portas a 8 de Junho.

Fonte:  CNEMA


Governo dos Açores apoia projetos agrÍcolas no Âmbito da cultura do inhame, afirma luÍs neto viveiros

2014 JAN 20AÇORES, PORTUGALPONTA DELGADAPUBLICADO POR GERSON INGRÊS+
 
PONTA DELGADA – O Secretário Regional dos Recursos Naturais afirmou hoje, na vila das Capelas, em São Miguel, que o Governo dos Açores tem "mecanismos próprios para apoiar e dinamizar projetos de âmbito agrícola", nomeadamente a cultura do inhame.
 
Luís Neto Viveiros referiu que, do ponto de vista do Programa do Governo, a cultura do inhame "insere-se perfeitamente no desenvolvimento da política agrícola da Região", nomeadamente no que se refere à implementação da diversificação agrícola, contribuindo também para o rendimento dos produtores, para a redução da dependência do exterior e para o incremento das culturas tradicionais.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à Associação Norte Crescente, sediada na Quinta do Norte, o Secretário Regional salientou que é importante "acarinhar e reorganizar" a cultura do inhame, permitindo aos agricultores "obter o melhor rendimento das suas culturas e contribuindo também para o escoamento dessa cultura com uma marca própria".

De acordo com o Secretário Regional, trata-se de "uma cultura que se insere perfeitamente naquilo que está a ser desenvolvido neste momento, nomeadamente a marca Açores".
 
Segundo Luís Neto Viveiros, o apoio do Governo neste âmbito consiste na "promoção do espírito associativo entre os produtores, assim como na disponibilização dos apoios no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio".

Questionado pelos jornalistas sobre as perdas das pescas nos últimos anos e sobre a eventual realização de um Conselho Consultivo das Pescas, solicitado pela Cooperativa Porto de Abrigo, o Secretário Regional referiu que não foi "abordado nesse sentido", afirmando, no entanto, que tem mantido reuniões com o presidente daquela associação, no sentido de "encontrar soluções para minimizar os problemas expostos pela Cooperativa".

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Notícias em Destaque7º Colóquio Nacional do Milho - 2014

7º Colóquio Nacional do Milho - 2014

A Anpromis vai levar a cabo no próximo dia 12 de Fevereiro, no Teatro Municipal Pax Julia, em Beja, o seu 7º Colóquio Nacional do Milho. 

À semelhança das edições anteriores esta é uma iniciativa que acaba por marcar a agenda da agricultura nacional de regadio, estando para este ano prevista a participação de cerca de 400 participantes oriundos de todo o país. 

No dia 11 de Fevereiro, estará presente entre nós para a realização de mais um Workshop subordinado ao tema "A produção de milho em Portugal: cuidados técnicos mais relevantes", o Eng.º Albert Porte Laborde, consultor agrícola e perito para a cultura do milho. 
Esta iniciativa terá lugar no auditório da Escola Superior Agrária de Beja, entre as 10h00 e as 17h30 e será ministrado em língua castelhana.

Consultar aqui o Programa do 7º Colóquio Nacional do Milho

Consultar aqui a Ficha de Inscrição do 7º Colóquio Nacional do Milho

Consultar aqui o Cartaz do 7º Colóquio Nacional do Milho

Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro



Concentração de Delegações de Agricultores frente à Segurança Social - Vila Real
21 Janeiro - 2014 - 10 H. 30
Pela anulação das novas obrigações fiscais!
NÃO, a mais impostos sobre os pequenos Agricultores!
NÃO, ao aumento da contribuição para a Segurança Social!

Estes foram os motes principais para esta Concentração promovida pela AVIDOURO no âmbito da Jornada Descentralizada (que está em curso) de protesto e reclamação da CNA.

Uma centena de Participantes - em várias delegações - juntou-se frente ao edifício da Segurança Social, em Vila Real, a partir das 10 horas e tal como estava previsto.

A maioria eram Mulheres. Aliás, são as Mulheres Agricultoras as primeiras a deixarem de pagar as (caras) Contribuições Mensais para a Segurança Social por não terem dinheiro dada a continuada redução dos rendimentos das Explorações Agrícolas Familiares.

Viam-se Bandeiras da AVIDOURO e da CNA. Outras Bandeiras negras a simbolizar as dificuldades. Muitos Cartazes com dizeres oportunos e também muito críticos em relação aos governantes e às suas políticas agro-rurais…

O tema central das preocupações era - e é - o grande problema causado à Lavoura pelas novas obrigações fiscais decretadas pelo governo, sendo que termina a 31 deste mês de Janeiro o novo prazo para todos os pequenos e médios Agricultores se colectarem nas Finanças. Para passarem a emitir facturas sobre "qualquer coisa" que queiram vender. Para, assim, serem já fiscalizados; para serem taxados e multados, a seguir. Para acabarem por ser eliminados caso estas obrigações fiscais vão para a frente.

E para além das consequências fiscais e burocráticas, também há repercussões ao nível da Segurança Social pois muitos e muitos dos pequenos e médios Agricultores que agora se tenham que colectar nas Finanças - a darem início ou reinício de actividade - também podem vir a sofrer o pagamento de alguma Contribuição mais para a Segurança Social.

Ou seja, há más repercussões ao nível do Fisco e há más repercussões ao nível das Contribuições para a Segurança Social num contexto em que a Agricultura Familiar Portuguesa já está com enormes dificuldades para continuar a produzir.

Eis uma situação que a CNA e Filiadas mantêm no centro da sua luta desde inícios do ano passado o que até já levou o governo a adiar sucessivamente o prazo para a inscrição obrigatória nas Finanças e a arranjar alguns paliativos.

Mas a principal reclamação mantém-se:- anulação das novas obrigações fiscais sobre os pequenos e médios Agricultores!

SIMBOLICAMENTE, OS AGRICULTORES QUISERAM PAGAR EM GÉNEROS AS CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL…

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Foto: AVIDOURO


Mas foram antidemocraticamente impedidos de entrar no edifício da Segurança Social, em Vila Real.

Tendo exactamente em conta as sérias dificuldades económicas e financeiras em que a Agricultura Familiar vive e produz, a organização da Concentração tinha anunciado que iriam "pagar em géneros" as Contribuições Mensais dos Agricultores para a Segurança Social…

Pois ali estavam vários dos Participantes na Concentração com os seus Produtos Agro-Alimentares bem visíveis para os entregarem à Segurança Social. Era o tal pagamento "em géneros"…

Oportunidade para as intervenções - muito críticas - a cargo de Dirigentes da AVIDOURO e da CNA (ver documento da AVIDOURO ali aprovado).

Oportunidade para a CNA já deixar "nos ouvidos" a hipótese de uma grande Concentração em Lisboa, provavelmente em Abril, o que foi aplaudido por muitos dos Participantes.

Depois de, elas e eles próprios, terem prestado depoimentos para a Comunicação Social (que compareceu em peso), as Agricultoras e os Agricultores presentes dirigiram-se para a entrada do edifício da Segurança Social onde pretendiam entregar os seus Produtos no acto anunciado de pagamento simbólico.

Porém, a (muita) polícia de serviço barrou-os à entrada da porta por, disseram, "terem ordens do Director Regional da Segurança Social de Vila Real para deixar entrar, apenas, quatro pessoas" !...

Esta situação - antidemocrática - não caiu nada bem. Houve protestos e mais intervenções, mas a polícia manteve-se intransigente, repetindo que:- "temos ordens para não deixar entrar o grupo".

Na agitação, zangados, os Agricultores derramaram no chão - com indignação mas também com alguma pena - os Produtos que traziam.

Alguém então disse:- " nós somos Gente de paz e de trabalho. Se viéssemos para entregar o nosso dinheirinho a pagar a Segurança Social, o Director Regional deixava-nos entrar todas as vezes. Mas como é para pagar "em géneros" já não nos deixa entrar… É um pequeno ditador de nomeação política por este governo, e também por isso é preciso corrermos com eles todos do governo e das regiões!". Esta curta alocução motivou aplausos.

No chão, estavam, agora, os bons Produtos que o Director Regional de Segurança Social não quis deixar entrar no edifício, em Vila Real. Um coelho - que também para ali fora levado - hesitava entre o largar a correr ou ficar-se a roer umas couves… Alguém o puxou pelas orelhas enquanto dizia:- "pelas orelhas, precisa o outro ´coelho´ que a gente o agarre e o atire pra fora do governo!..." (mais aplausos…).

E, assim, foi terminando esta animada Concentração de Agricultoras e Agricultores, promovida pela AVIDOURO com o apoio da CNA, frente à Segurança Social, em Vila Real.

Com a promessa - firme - de novas e maiores lutas em defesa dos sagrados direitos dos nossos Agricultores.

Durante 2014 - o "Ano Internacional da Agricultura Familiar" !
Durante 2014 - o ano do 40º Aniversário do 25 de Abril !

Por outras e melhores políticas agro-rurais !
Por outro governo capaz de as definir e aplicar !

21 de Janeiro de 2014

AVIDOURO

Subscritores da Plataforma pela Floresta exigem a revogação do Decreto-Lei nº 96/2013 (Regime Jurídico de Acções de Arborização e Rearborização)



20 organizações e 15 subscritores em nome individual exigem aos organismos responsáveis que promovam todas as iniciativas necessárias para revogar o Decreto-Lei nº 96/2013, de 19 de Julho, considerando que o mesmo é um incentivo à perpetuação da situação de descontrolo e desordenamento existente neste momento na floresta portuguesa. Entre os subscritores estão organizações ambientalistas, associações profissionais de arquitectos paisagistas e bombeiros, agricultores e de industriais da floresta.

Segue abaixo reprodução do documento constituinte da plataforma, assim como os seus subscritores.


Considerando que:

1. As florestas portuguesas necessitam de investimento racional e que garanta uma adaptação à variabilidade e alterações climáticas em curso, garantindo a viabilidade económica no médio e longo prazo;

2. As florestas portuguesas padecem de gravíssimos problemas de abandono, de falta de ordenamento territorial e de ocupação por espécies invasoras;

3. As florestas portuguesas sofrem ano após ano um nível de incêndios superior a qualquer outro país do Sul da Europa, com intoleráveis perdas humanas e gravíssimos custos sociais, ambientais e económicos;

4. As superfícies florestais portuguesas têm sofrido a massificação de uma espécie exótica, o Eucalyptus globulus, que ocupa hoje 26% do território florestal e 8,9% do território nacional, sem que tal tivesse sido planificado e, consequentemente, sem que tivessem sido avaliados os impactos dessa alteração na floresta;

5. O Decreto-Lei nº 96/2013, aprovado em Conselho de Ministros, não só não acautela nenhum dos problemas acima descritos como, por omissão, incentiva a perpetuação da situação de descontrolo e desordenamento que existe na floresta portuguesa;

6. A entrada em vigor deste decreto-lei põe em causa a viabilidade de longo prazo de parte significativa do território nacional, optando por incentivar a plantação de espécies de crescimento rápido e, simultaneamente, aumentar a dificuldade da aposta na florestação com espécies autóctones no país, o que incentivará por lei a reconfiguração radical da composição da floresta;

7. Apenas uma floresta diversa, ordenada e devidamente planificada de acordo com a aptidão ecológica do território pode ter resiliência ambiental e económica para um futuro que apenas os incautos e temerários poderão não considerar cheio de incertezas;

Os subscritores individuais e colectivos desta Plataforma pela Floresta exigem a todos os organismos responsáveis – Assembleia da República, Ministério da Agricultura e do Mar, Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Ministério da Administração Interna – que promovam as iniciativas necessárias para garantir a revogação do Decreto-Lei nº 96/2013, de 19 de Julho, pela salvaguarda da sustentabilidade da floresta portuguesa.

Os subscritores,

A Rocha Portugal – Associação Cristã de Estudo e Defesa do Ambiente
Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal
AIMMP – Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal
ALFA – Associação Lusitana de Fitossociologia
Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve
ANBP – Associação Nacional de Bombeiros Profissionais
APAP – Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas
APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
BALADI – Federação Nacional dos Baldios
BALFLORA – Secretariado dos Baldios do Distrito de Viseu
CNA - Confederação Nacional da Agricultura
FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
GEOTA – Grupos de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente
Grupo Flamingo – Associação de Defesa do Ambiente
LPN – Liga para a Protecção da Natureza
Oikos – Cooperação e Desenvolvimento
Oikos Ambiente – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria
Quercus ANCN – Associação Nacional para a Conservação da Natureza
SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

Subscritores individuais

Boaventura de Sousa Santos, Professor Catedrático Jubilado – Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Filipa Torres Manso, Professora do Departamento de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade de
Trás-Os-Montes e Alto Douro
Filipe Duarte Santos, Professor Catedrático, Faculdade de Ciências – Universidade de Lisboa
Francisco Castro Rego, Professor Agregado, Instituto Superior de Agronomia – Universidade Técnica de Lisboa
Francisco Louçã, Professor Catedrático, Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa
Helena Freitas, Professora Catedrática, Faculdade de Ciências e Tecnologia – Universidade de Coimbra
João Bau, Investigador-Coordenador – Laboratório Nacional de Engenharia Civil
Jorge Capelo, Investigador, Vice-Presidente da Associação Lusitana de Fitossociologia
Jorge Paiva, Investigador Principal aposentado, Departamento de Botânica – Universidade de Coimbra
José Lima Santos, Professor do Instituto Superior de Agronomia – Universidade Técnica de Lisboa
Luísa Schmidt, Investigadora, Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa
Margarida Silva, Professora da Escola Superior de Biotecnologia (Porto) da Universidade Católica Portuguesa
Miguel Sequeira, Professor do Centro de Ciências da Vida, Universidade da Madeira
Tito Rosa, Engenheiro Agrónomo, Ex-Presidente do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB)
Viriato Soromenho-Marques, Professor Catedrático, Faculdade de Letras – Universidade de Lisboa

Distribuidora Lusovini cresceu 20% em 2013

A distribuidora de vinhos portugueses Lusovini anunciou hoje ter crescido 20% em 2013, passando o mercado externo e o interno a terem o mesmo ritmo de vendas.

"Não foram só Angola, Brasil e Norte da Europa a assegurar a boa 'performance' da distribuidora de vinhos no difícil ano de 2013: as vendas no mercado português cresceram ao mesmo ritmo", refere a Lusovini, em comunicado, sublinhando que, quer em Portugal, quer fora, cresce o reconhecimento das marcas que representa.

No ano passado, a distribuidora aumentou o volume de negócios em 20% e duplicou os resultados operacionais consolidados face a 2012, tendo os mercados externos continuado a ser responsáveis "pela maior parte da faturação (70%), embora as vendas de vinho em Portugal tenham crescido exatamente na mesma proporção do que no estrangeiro (20%)", acrescenta.

Agência Lusa

A produção de mirtilo em vaso é tema de seminário na Universidade do Algarve

20-01-2014 
  
A produção de mirtilo em vaso no Algarve vai estar em destaque num seminário a decorrer na sexta-feira, em Faro, que visa demonstrar como o sul de Portugal tem condições ímpares para a produção daquele fruto «em contra estação».

«Apesar do enorme impulso que a cultura do mirtilo tem recebido em Portugal, as regiões do sul (…) têm passado ao lado do advento desta cultura», segundo a empresa Contamais–Algarve, de consultoria agronómica, que organiza o seminário em parceira com a Universidade do Algarve.

Segundo a empresa, a cultura em vaso tem aberto as portas para a cultura do mirtilo nestas regiões mais tépidas e, quando feita a sua produção sob abrigo, túneis e estufas, abre-se um conjunto de oportunidades técnicas, como a produção ultra temporã ou ultra tardia.

«O sul de Portugal tem condições ímpares para a produção de mirtilo em contra estação, aproveitando as melhores cotações, à semelhança do que é feito com a cultura da framboesa», segundo a página da Internet da Universidade do Algarve (UALg), onde é anunciado o seminário.

O seminário vai decorrer no Campus das Gambelas, da UALg, entre as 10:00 e as 17:30 horas, e vai contar com a participação de uma produtora de mirtilo e pioneira na produção de mirtilo em vaso e de um especialista na área dos pequenos frutos.

A cultura do mirtilo, aspectos económicos da cultura do mirtilo em vaso ou o mercado do mirtilo são temas a abordar no seminário.

Fonte: Lusa

Manifestação em Berlim para uma agricultura mais verde

Janeiro 20
19:13
2014

Aproveitando a organização da feira agrícola de Berlim, que estará aberta até ao próximo dia 26 de Janeiro e cuja organização prevê receber a visita de 72 Ministros da Agricultura, realizou-se uma manifestação nessa cidade, em frente à chancelaria, que contou com a presença de 30.000 manifestantes com 70 tractores, segundo dados dos organizadores.

A organização foi levada a cabo por associações ambientais e de produções biológicas e serviu para contestar a possibilidade de um futuro acordo de comércio com os Estados Unidos, que trará problemas ao nível da segurança alimentar na Europa.

Os manifestantes protestavam contra o que chamam de apoio às grandes explorações agrícolas, que põe em causa os pequenos agricultores e, também, contra os OGM, que consideram pôr o consumidor em risco.

Em relação ao acordo com os Estados Unidos, os promotores afirmam que os consumidores europeus não querem frango desinfectado com cloro, nem carne com hormonas, nem produtos geneticamente modificados, afirmando que este acordo pode vir a pôr em causa os elevados padrões de segurança alimentar europeia.

Copa-Cogeca destaca melhores formas para produzir mais alimentos com menos recursos

20-01-2014 
  
O Copa-Cogeca, perante a expectativa de um aumento de 60 por cento da procura mundial de alimentos até 2050 e a escassez de recursos, destacou as melhores formas para produzir mais alimentos com menos recursos durante uma conferência sobre "Como alimentar o mundo em 2050", celebrada no âmbito da Semana Verde, em Berlim.

São já 842 milhões de pessoas no mundo que passam fome de forma permanente e a procura de alimentos tem vindo a aumentar. O desafio é produzir mais com menos recursos, eficazmente e com inovação.

Se os fertilizantes são utilizados de forma adequada, assegurem aos agricultores rendimentos mais elevados e aos consumidores o abastecimento de alimentos com o mínimo de impacto ambiental. A agricultura de precisão faz parte do crescimento verde. Um recente estudo da Comissão Europeia destaca que poderá ser necessário o dobro dos fertilizantes para proporcionar alimentos suficientes em 2050, mas a União Europeia tem vindo a eliminar progressivamente o uso de muitos produtos fitossanitários, sem nenhuma evidência científica que o justifique e quando são necessárias soluções alternativas, o que provocou uma descida da produção de cerca de 30 por cento.

Na sua intervenção durante a conferência, o director de produtos básicos e comércio do Copa-Cogeca, Arnaud Petit, sublinhou que «os agricultores europeus reduziram o uso de fertilizantes em cerca de 36 por cento, o que é inadmissível. Os agricultores já não podem produzir os alimentos que os consumidores querem. No entanto, as mudanças no sector da energia são animadoras».

Arnaud disse ainda que os agricultores europeus utilizam energias renováveis, tais como o biogás para a produção de electricidade nas suas explorações, defendendo que se deve «colocar em prática uma semelhante aproximação para os nutrientes de forma a responder ao crescimento da procura mundial de alimentos, ou seja, produzir mais e melhor, com mais inovação a nível das explorações agrícolas.

Fonte: COPA-COGECA

Copa-Cogeca destaca melhores formas para produzir mais alimentos com menos recursos

20-01-2014 
 
O Copa-Cogeca, perante a expectativa de um aumento de 60 por cento da procura mundial de alimentos até 2050 e a escassez de recursos, destacou as melhores formas para produzir mais alimentos com menos recursos durante uma conferência sobre "Como alimentar o mundo em 2050", celebrada no âmbito da Semana Verde, em Berlim.

São já 842 milhões de pessoas no mundo que passam fome de forma permanente e a procura de alimentos tem vindo a aumentar. O desafio é produzir mais com menos recursos, eficazmente e com inovação.

Se os fertilizantes são utilizados de forma adequada, assegurem aos agricultores rendimentos mais elevados e aos consumidores o abastecimento de alimentos com o mínimo de impacto ambiental. A agricultura de precisão faz parte do crescimento verde. Um recente estudo da Comissão Europeia destaca que poderá ser necessário o dobro dos fertilizantes para proporcionar alimentos suficientes em 2050, mas a União Europeia tem vindo a eliminar progressivamente o uso de muitos produtos fitossanitários, sem nenhuma evidência científica que o justifique e quando são necessárias soluções alternativas, o que provocou uma descida da produção de cerca de 30 por cento.

Na sua intervenção durante a conferência, o director de produtos básicos e comércio do Copa-Cogeca, Arnaud Petit, sublinhou que «os agricultores europeus reduziram o uso de fertilizantes em cerca de 36 por cento, o que é inadmissível. Os agricultores já não podem produzir os alimentos que os consumidores querem. No entanto, as mudanças no sector da energia são animadoras».

Arnaud disse ainda que os agricultores europeus utilizam energias renováveis, tais como o biogás para a produção de electricidade nas suas explorações, defendendo que se deve «colocar em prática uma semelhante aproximação para os nutrientes de forma a responder ao crescimento da procura mundial de alimentos, ou seja, produzir mais e melhor, com mais inovação a nível das explorações agrícolas.

Fonte: COPA-COGECA

Governo elimina taxa de uso portuário


por Ana Rita Costa
20 de Janeiro - 2014
O Governo eliminou a taxa de uso portuário paga pelos exportadores, a TUP Carga, e congelou os valores das restantes taxas portuárias.

 
De acordo com o Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, "nós, sob proposta do regulador, decidimos eliminar integralmente a taxa que os exportadores pagam na utilização dos portos, que é comummente designada TUP Carga".

Sérgio Monteiro revelou ainda que o Governo estava, desde 2012, a reduzir a TUP Carga e que se esta redução não tivesse sido feita a taxa "correspondia a um pagamento extra que os exportadores fariam pela utilização dos portos de 25 milhões de euros".

FAO emite alerta sobre risco de contaminação da gripe das aves


O número de casos de gripe das aves causada pelo vírus H7N9 pode aumentar nos próximos dias, alertou ontem a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O risco vem China: a movimentação de pessoas no feriado do Ano Novo chinês, celebrado no dia 31 de Janeiro, pode espalhar a doença, que já infectou 30 pessoas desde o começo do ano.

A expectativa é que milhões de aves sejam transportadas por pessoas nas suas viagens pelo país durante o feriado. Além disso, muitos desses animais serão abatidos dentro de residências. Apesar das medidas para reduzir riscos, como o encerramento temporário de mercados de aves vivas e iniciativas para aumentar as condições de higiene, a China e os demais países precisam continuar em alerta.

"O vírus continua a circular nas aves sem mostrar sinais clínicos. O risco para os humanos permanece, especialmente nos próximos meses e principalmente durante o período do feriado do Ano Novo chinês", afirma Juan Lubroth, chefe do departamento veterinário da FAO.

Desde o início do ano, cerca de 30 novos casos da doença foram registados na China, sete apenas em Xangai. Seis pessoas já morreram em decorrência da gripe no país. "O vírus não está sob controle", afirmou o epidemiologista chefe do Centro de Controle de Epidemias da China, Zeng Guang.

Até o momento, nenhum outro país relatou casos de gripe aviária em humanos neste ano. Em 2013, segundo a Comissão Nacional de Saúde e Planeamento Familiar da China, o país registou 144 casos de H7N9 e 46 mortes.

Fonte:  DW