domingo, 8 de abril de 2012
Satélites podem ajudar as florestas
Por: tvi24 / CLC | 8- 4- 2012 11: 8
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Os satélites podem possibilitar a produção de mais madeira, usando
menos árvores, segundo um teste que está a ser feito pela Agência
Espacial Europeia (ESA), que combina satélites e serviços de
telecomunicações móveis.
Segundo um comunicado da ESA, no teste está envolvida uma empresa
irlandesa que possibilita a comunicação em tempo real: os responsáveis
pela recolha das árvores podem enviar instruções para os computadores
das viaturas que estão no local.
Como nem todas as árvores são criadas da mesma forma, os satélites
detetam, por exemplo, aquelas que podem ser destinadas para toros
(pedaços de madeira) ou para o fabrico de celulose.
As árvores-toro têm maiores diâmetros, menos nós e são direitas e
podem ser identificadas através do sistema irlandês que consiste em
usar «scanners» a três dimensões a laser para medir a forma, tamanho e
linearidade.
Concentrações muito elevadas de pólenes até 12 de Abril
inShareAs concentrações de pólen no ar vão estar muito elevadas nos
próximos sete dias em Portugal continental, predominando os pólenes de
azinheira, carvalho, pinheiro e ervas parietárias, segundo o Boletim
Polínico hoje divulgado.
Nos Açores e na Madeira, os técnicos prevêem concentrações de pólen
baixas durante o mesmo período, entre 6 e 12 de Abril.
«Em caso de precipitação, os níveis de pólen tenderão a baixar
momentaneamente, mas voltarão a subir rapidamente na ausência de
precipitação», adianta o Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de
Alergologia e Imunologia.
Comissão Vitivinícola da Bairrada solicita período de carência no pagamento da renda
A Direcção da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) solicitou à
Câmara de Anadia um período de carência de pagamanento da renda das
instalações onde está localizada a sede, junto ao Museu do Vinho
Bairrada, por um período de tempo correspondente ao mandato da actual
Direcção que é de três anos.
Este pedido para não pagar a renda deve-se ao facto de a CVB enfrentar
algumas dificuldades graves, nomeadamente a nível financeiro, as
quais, segundo a Direcção daquela entidade, "derivam de circunstâncias
diversas, de entre as quais se devem referir a crise generalizada do
sector, devido à contração do mercado", bem como "as despesas
acrescidas que a Comissão tem suportado, devido ao processo de
candidatura para acreditação segundo a norma ISO 45.011".
De acordo com o documento enviado ao Executivo, "é propósito da
Direcção dedicar o período deste mandato ao cumprimento de tarefas que
entendemos como prioritárias, destacando-se o relançamento da marca
Bairrada, assim como a implementação da nova marca para os vinhos
regionais Beira Atlântico".
Moçambique: Agricultores precisam adotar tecnologias para sair da insegurança alimentar
Chimoio, 08 abr (Lusa) - Os agricultores moçambicanos precisam adotar
tecnologias, com sementes melhoradas e adubos, apesar do alto custo,
para aumentar o rendimento agrícola e saírem da constante insegurança
alimentar, disse à Lusa um investigador agrónomo.
Magalhães Miguel, coordenador do projeto corredor da Beira, da Aliança
para a Revolução Verde em Africa (AGRA), que está a potenciar pequenos
agricultores a deixarem a agricultura rudimentar, defende que os
camponeses precisam aplicar novas técnicas agrícolas nas suas
"machambas" (quintas), embora reconheça serem onerosas.
"Sabemos que os adubos são de difícil acesso e têm custos altos, mas o
camponês precisa de alternativas para melhorar a fertilidade dos solos
e alcançar maiores rendimentos. Estamos a ensinar os camponeses a
fazer rotatividade dos campos com leguminosas e aplicar metade das
quantidades de adubos recomendáveis para atingir o mesmo rendimento",
disse à Lusa Magalhães Miguel.
Quase 60 por cento do território nacional continua em seca extrema
Apesar da chuva dos últimos dias, quase 60 por cento do território nacional continua em seca extrema e as previsões indicam que em Abril a situação vai manter-se, mesmo que chova acima da média.
sábado, 7 de abril de 2012
PAC/Açores: Exportação é o desafio dos produtores agrícolas
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A exportação é o principal desafio que se coloca aos produtores
agrícolas açorianos, agravado pelas dificuldades de escoamento de um
arquipélago, defendeu Emiliana Silva, representante dos Açores no
Grupo de Peritos para a Reforma da Política Agrícola Comum (PAC).
"Nós todos sabemos que produzimos leite e carne, mas depois, para os
colocar no continente, tem de ser de avião, não é como levar de carro
para um sítio qualquer", afirmou Emiliana Silva, que participa
segunda-feira, pela primeira vez, na reunião do grupo de peritos que
apoia o Ministério da Agricultura na análise do impacto da reforma da
PAC em Portugal.
Açores: Emiliana Silva quer defender especificidades da região no grupo de peritos sobre reforma da PAC
13:49 Sábado, 7 de Abr de 2012
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Angra do Heroísmo, 07 abr (Lusa) - A exportação é o principal desafio
que se coloca aos produtores agrícolas açorianos, agravado pelas
dificuldades de escoamento de um arquipélago, defendeu Emiliana Silva,
representante dos Açores no Grupo de Peritos para a Reforma da
Política Agrícola Comum (PAC).
"Nós todos sabemos que produzimos leite e carne, mas depois, para os
colocar no continente, tem de ser de avião, não é como levar de carro
para um sítio qualquer", afirmou Emiliana Silva, que participa
segunda-feira, pela primeira vez, na reunião do grupo de peritos que
apoia o Ministério da Agricultura na análise do impacto da reforma da
PAC em Portugal.
CNA CONVOCA PROTESTO PARA 4 DE MAIO
nacional em defesa do mundo rural. Uma acção que pretende chamar a
atenção para os vários problemas que o sector está a atravessar.
Em comunicado, a CNA aponta como principais preocupações a falta de
apoios financeiros para fazer face à conjuntura de seca, o aumento dos
custos dos factores de produção, como por exemplo os combustíveis, e
ainda os cortes nos financiamentos nacionais para o programa de apoio
ao desenvolvimento rural.
A confederação tece ainda críticas ao governo pelo facto de estar
bloqueado o sistema de candidaturas às ajudas da PAC (politica
agrícola comum) e em que devido a problemas informáticos milhares de
agricultores estão impedidos de submeter as suas candidaturas
Nuno Miguel
[ 2012-04-07 13:48:22
Desertificação do país em tribunal
7 de Abril, 2012por Sónia Balasteiro
«O Estado não tem razão ao tentar desviar a sua legitimidade para a
imputar aos ministérios (...) que nem sequer têm personalidade
jurídica». É assim que reage o advogado António Moreira – que interpôs
uma acção contra o Estado pela desertifcação do país – aos argumentos
usados pela defesa do réu em tribunal.
É que na contestação, para defender o Estado, a procuradora Gabriela
Gonçalves Coelho, alega que, a haver responsabilidades, estas serão do
poder executivo e legislativo: «O Estado não pratica actos
administrativos», alega. E empurra as culpas para o Ministério da
Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, por ser este e
os seus antecessores que têm competências na área, nomeadamente na
negociação de fundos com Bruxelas.
Abertas candidaturas para reestruturação e reconversão das vinhas
5 de Abril - 2012
As candidaturas para a campanha de 2012/2013, do regime de apoio à
reestruturação e reconversão das vinhas (RARRV) estão a decorrer até
ao dia 30 de abril. De acordo com o estabelecido no Despacho nº
1722/2012, de 6 de fevereiro, estas candidaturas serão decididas até
31 de agosto de 2012.
A atual reforma da PAC prevê, nas questões relativas ao potencial
vitícola, a reestruturação e reconversão da vinha, para execução no
período de 2009-2013. Considerando que decorre até 30 de abril de 2012
a apresentação das candidaturas para a campanha de 2012-2013, importa
dar um sinal, quer aos viticultores, quer às entidades da fileira, em
particular ao setor viveirista, sobre a continuidade deste regime de
apoio, avança o portal Maria João de Almeida.
ESPANHA NÃO ATINGE A SUA QUOTA LEITEIRA NACIONAL
Espanha não atingirá esta campanha a sua quota leiteira nacional,
fixada em 6,42 milhões de toneladas para entregas à indústria. No
final do mês de Janeiro, as entregas em Espanha ascendiam a 5,1
milhões de toneladas produzidas por 20 mil produtores. As previsões do
sector colocam os valores do final de campanha em 6,2 milhões de
toneladas.
Nos últimos meses registou-se um ligeiro incremento da produção,
consequência de uma alimentação animal mais cara baseada em rações,
face à falta de pasto, mas ainda assim não o suficiente para cobrir a
quota leiteira espanhola. A procura interna, no país vizinho, ascende
a quase nove milhões de toneladas. Esta circunstância obriga a
elevadas importações de outros países da União Europeia, sobretudo de
produtos transformados e, em especial, de queijos.
Os trabalhadores da UNICER
A cervejeira UNICER é uma imagem de marca de Santarém, surgiu
emparceirada com outras unidades agro-indústriais que trouxeram
abundância: criaram-se novos postos de trabalho, incrementou-se o
negócio local, levou-se o nome da cidade além portas, acalentaram-se
sonhos para uma liderança regional. A UNICER é uma empresa âncora,
teve lucros avultados no último exercício, tem 110 trabalhadores,
muitas famílias a dependerem dos rendimentos que dali auferem, mas tem
o fecho anunciado para Março de 2013. O "carrasco" foi inflexível e
anunciou já a concordância dos investidores em levar avante o projeto
em que não entra a unidade escalabitana. Serão mais de 40 milhões para
o novo investimento, muitos dos quais ganhos com o suor dos
trabalhadores da UNICER de Santarém, que vão agora ser chutados com
uma frieza atroz. Não fazemos ideia do que estão a passar!
Há muito mais notícia numa floresta queimada do que em árvores a arder
Está aí a começar - ou já começou, e não me dei conta - a época
oficial dos fogos florestais. A ideia de existir uma "época oficial"
para o flagelo que destrói o arvoredo e ameaça populações seria
patusca se não fosse trágica. Imagino sempre que, sendo uma "época
oficial", haja inaugurações, discursos com a imprescindível "na
certeza porém", bênção e formaturas de bombeiros a apresentarem
machadinhos e agulhetas, a esposa do ministro, muito cumprimentada
pelo elegante chapéu e luvas, soltando graciosamente um cocktail
Molotov, preparado em garrafa que teve patriótico espumante português,
contra um pinheiro previamente besuntado de resina para uma chama
rápida - uma espécie de batismo de fogo a imitar os lançamentos de
navios à água. E "época oficial" faz pensar em guardas florestais a
autuar incendiários furtivos - por lançarem fogo na época de defeso...
Passado este cerimonial imaginável, estarão aí os fogos - e os jornais
e televisões a competir com imagens nas notícias de tragédia. É a
corrida ao horrivelmente belo, as fotos e os filmes em disputa
adjetiva do relato do desastre. É, por isso, necessário refletir sobre
como cobrir esses fogos gigantescos.
Aumento de roubos de colmeias preocupa apicultores
06.04.2012 - 19:24 Por Helena Geraldes
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Só este ano já desapareceram 610 colmeias em Bragança (Paulo Ricca)
A Federação Nacional dos Apicultores prepara estratégia nacional para
evitar roubo de colmeias. Já há vigias à noite em Trás-os-Montes e no
Algarve propõe-se alterar os apoios comunitários.
Tudo acontece sempre na calada da noite, quando as abelhas estão
dentro das colmeias. Nas últimas semanas, ao longo de uma extensão de
cerca de 80 quilómetros do IP4 - entre Quintela de Lampaças (Bragança)
e Franco (Mirandela) - pelo menos 300 colmeias foram roubadas de
apiários em várias aldeias. Os apicultores começaram a dar por falta
das suas abelhas na semana passada.
Só este ano, à Guarda Nacional Republicana, em Bragança, já chegaram
cinco queixas, correspondentes ao desaparecimento de 610 colmeias - um
número muito superior aos quatro roubos reportados o ano passado de
165 colmeias.
Em Trás-os-Montes vigia-se o mel à noite
06.04.2012 - 19:32 Por António Gonçalves Rodrigues
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A lua cheia espreita por cima das nuvens, dando à noite um
lusco-fusco quase de final de tarde. Pouco depois das 22h, um dos
postos de combustível da cidade de Mirandela enche-se, subitamente, de
gente. É quando cerca de 20 apicultores saem à rua para mais uma noite
de vigia às suas colmeias.
Os roubos das últimas semanas, sobretudo, no Nordeste transmontano,
Estarreja e Algarve, puseram os produtores em sentido. "A união faz a
força", diz Paulo Vilarinho, de Macedo de Cavaleiros, que soma um
prejuízo superior a três mil euros.
Este enfermeiro aproveita as horas antes de entrar ao serviço para
vigiar colmeias, numa das rotas criadas pelos produtores. "Vigiamos as
colmeias uns dos outros. Vamo-nos revezando", explicava José Domingos
Cordeiro, o presidente da Cooperativa de Apicultores da Terra Quente,
que tem cerca de 300 associados.
Produtores algarvios culpam regras do Proder
06.04.2012 - 19:37 Por Idálio Revez
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Os produtores algarvios lamentam os roubos, mas continuam renitentes
em apresentar queixas à GNR. "Acham que é perder tempo", diz o
presidente da Associação de Apicultores do Algarve (Melgarbe), Manuel
Dias.
O incremento dos roubos, diz Manuel Dias, coincide com o aumento de
apicultores, através dos incentivos do programa de apoio financeiro ao
desenvolvimento rural - Proder. O montante dos subsídios situa-se na
casa dos 40 % do valor do projecto. Porém, o auxílio à promoção da
actividade só contempla aquisição de material. "E onde é que vão
comprar as abelhas?", pergunta o veterano apicultor. Faz uma ressalva:
"Não digo que sejam os novos apicultores que roubam as colmeias, até
porque não têm experiência, mas haverá alguém que faz esse trabalho."
Dias defende uma alteração do Proder: "Se a aquisição de abelhas
estivesse incluída pelo sistema incentivos, não se compravam enxames
sem factura e o controlo seria mais eficaz." Nos últimos dois a três
anos, a apicultura cresceu 30% a 40% no Algarve.
Insecticidas e telemóveis perturbam apicultura no Alentejo
06.04.2012 - 19:38 Por Carlos Dias
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À semelhança do que acontece por todo o país, o Alentejo não é
excepção no aumento dos roubos de colmeias com abelhas. Os apicultores
contactados são unânimes em reconhecer que há vários factores que
vieram potenciar o furto de apiários.
Um dos expedientes encontrados é roubar colmeias para conseguir -
relata um apicultor de Almodôvar - completar uma candidatura a apoios
comunitários para a produção de mel. Ainda recentemente o produtor
Laurentino Mendes viu na Internet um anúncio a vender colmeias, só que
as colmeias apresentadas não eram de quem as estava a vender. A GNR
terá actuado, conta, quando as caixas estavam a ser carregadas para
uma camioneta.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Seca: Bragança necessitará da ajuda do exército e de Espanha para garantir água à população
Bragança, 04 abr (Lusa) -- A câmara de Bragança necessitará da
mobilização de meios de todo o país, incluindo a intervenção do
exército, para garantir o abastecimento de água à população se a seca
se prolongar, disse hoje a autarquia.
Este é o pior dos cenários, que contempla também um pedido de ajuda a
Espanha, e está a ser trabalhado num plano de emergência que deverá
estar pronto dentro de pouco mais de uma semana.
O vice-presidente da autarquia, Rui Caseiro, explicou hoje à Lusa que
o plano contemplará "os vários cenários possíveis" e está a ser
elaborado devido à possibilidade de uma rutura total das reservas.
Azeite Andorinha dobra os investimentos no ponto de venda e anuncia crescimento inédito nas vendas do mês de março
Dando continuidade a ação iniciada em fevereiro deste ano com a
Andorinha Dorinha, a Sovena - produtora do azeite Andorinha -, dobra
seus investimentos nos pontos de venda e inicia a distribuição de
novas gargalheiras e papéis de forração em todos os supermercados do
país, com a personagem como a estrela da campanha.
Pelo segundo ano consecutivo, a empresa investe em ações direcionadas
ao fortalecimento da marca no ponto de venda. "Retomar a linha de
frente e investir em ações no ponto venda completa toda a nossa
campanha iniciada em fevereiro. O consumidor acompanha a Andorinha
Dorinha na televisão e nas mídias sociais e, ao chegar no ponto de
venda, identifica-se imediatamente com todo o conteúdo", diz Nuno
Miranda, gestor de mercado da Sovena para a América Latina
O material será disponibilizado aos supermercados de todo o Brasil
pela Bunge Alimentos, empresa que distribui os azeites Andorinha em
território nacional. O tema utilizado para a criação das gargalheiras
e papéis de forração é um convite aos consumidores para que enviem
sugestões de receitas a Andorinha Dorinha, para a criação de seu novo
livro com pratos típicos do Brasil e para que visitem a sua página no
Facebook (www.facebook.com/andorinhadorinha), onde a personagem
interage com os internautas.
MAI antecipa 400 mil euros para bombeiros com mais trabalho
30.03.2012 - 10:42 Por Lusa
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O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou hoje que
antecipou a entrega de 400 mil euros às 100 corporações de bombeiros
que tiveram mais actividade no último mês.
"O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, determinou a
antecipação de mais 401.890 euros às 100 corporações de bombeiros que
registaram maior actividade operacional no período de 25 de Fevereiro
a 25 de Março", refere um comunicado do MAI enviado à Lusa.
Já em Fevereiro, Miguel Macedo tinha determinado "a antecipação de
386.000 euros às corporações sob maior pressão devido à ocorrência
anormal de incêndios florestais", acrescenta a nota ministerial.
Na altura, o MAI anunciou ainda que os meios humanos seriam reforçados
com 86 operacionais.
De acordo com dados da Autoridade Florestal Nacional (AFN) divulgados
esta semana, os incêndios florestais consumiram este ano 15.288
hectares de floresta, cinco vezes mais do que no mesmo período de
2011.
O resumo estatístico provisório indica que entre 1 de Janeiro e 15 de
Março arderam mais de 15 mil hectares de florestas, dos quais 3.696
dizem respeito a povoamentos e 11.592 a matos, enquanto em período
idêntico de 2011 a área ardida situava-se nos 2.887.
De acordo com a AFN, desde 2002 que não se registava uma área ardida
tão elevada nos primeiros meses do ano, sendo os números mais próximos
os de 2005, ano em que arderam 7.199 hectares.
Às 6252 ocorrências podem já ser acrescentados os cerca de 2.200 fogos
que deflagraram entre 15 e 28 de Março e contabilizados pela
Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
http://www.publico.pt/Sociedade/mai-antecipa-400-mil-euros-para-bombeiros-com-mais-trabalho--1540043
Mês de Março foi o sexto mais seco desde 1931
Económico com Lusa
06/04/12 09:23
O mês de março foi o sexto mais seco desde 1931, mantendo-se a seca em
Portugal Continental.
"No mês de março em Portugal Continental os valores da precipitação
registados foram em média cerca de um terço dos valores normais, o que
faz deste mês o sexto março mais seco desde 1931", refere um relatório
do Instituto de Meteorologia (IM) publicado no site.
Contudo, na região de Lisboa e no sul do país os valores mensais da
precipitação estiveram próximos dos valores normais, consequência dos
elevados valores da precipitação verificados no final do mês, que
contribuíram para atenuar a situação de seca extrema nestas regiões,
sublinha.
Como consequência, o mês de março pode caraterizar-se como "muito seco
a extremamente seco nas regiões do Norte e Centro, excetuando a região
de Lisboa, que foi normal, e seco a normal nas regiões do sul, com
exceção da região de Sines, onde foi chuvoso", acrescenta.
De acordo com o IM, a seca meteorológica mantém-se em todo o
território do continente, com um ligeiro desagravamento nas regiões do
sul, distribuindo-se por 57% em seca extrema, 41% em seca severa e 2%
em seca moderada.
Igualmente no Arquipélago da Madeira a precipitação foi muito inferior
ao normal, sendo de destacar a ausência de precipitação no Funchal
durante todo o mês, situação excecional que se verificou apenas em 2
anos desde que existem registos (1897 e 1927).
"Também na temperatura se observou uma anomalia relativamente aos
valores normais para este mês no continente, apresentando os valores
médios da temperatura máxima um desvio de +2,83%, o que a coloca como
a sexta mais alta desde 1931 no mês de março", refere o IM, que
destaca a ocorrência de temperaturas máximas superiores ou iguais a
25ºC em muitos locais do território.
Devido às temperaturas elevadas persistentes verificou-se a ocorrência
de duas ondas de calor, a primeira, no período de 8 a 15 de março, que
atingiu a região Norte e o vale do Tejo e Alto Alentejo, e a segunda
na última semana do mês, na região Norte e Centro e na zona de Sines.
http://economico.sapo.pt/noticias/mes-de-marco-foi-o-sexto-mais-seco-desde-1931_142043.html
Galinhas desconfortáveis, preço dos ovos dispara em Portugal
Situação agrava-se na Páscoa e pode levar a Portugal ter de importar
numa área até agora exportadora. 06-04-2012 9:31 por Daniel Rosário
Tudo por causa da implementação da nova directiva europeia sobre
bem-estar animal, que obriga a facultar gaiolas mais confortáveis às
galinhas poedeiras desde o passado dia 1 de Janeiro.
No caso português, apenas os animais responsáveis por 40% da produção
estão instalados nas chamadas "gaiolas melhoradas". Em contrapartida,
ao nível europeu, este valor atinge os 86%. Numa leitura estrita da
nova legislação, os ovos que não sejam produzidos nestas condições são
"ilegais" e não podem ser comercializados.
No entanto, em virtude de um acordo informal estabelecido ao nível
europeu e que teve em conta a situação de crise, Portugal e os países
mais atrasados comprometeram-se a canalizar os ovos "ilegais"
exclusivamente para a indústria e não directamente para o consumidor.
Em contrapartida, os países cumpridores das novas regras
"comprometeram-se a não adoptar medidas unilaterais, como por exemplo
fechar as suas fronteiras à importação de ovos". Este entendimento
teve como consequência o desvio maciço da produção para a indústria, o
que fez com que a quantidade de ovos frescos disponíveis caísse a
pique e o respectivo preço para o consumidor evoluísse no sentido
oposto.
Mas acontece que também na indústria os preços dispararam, devido ao
súbito aumento da procura por parte de países em situação semelhante à
portuguesa, um quadro que se agravou na época da Páscoa.
O Ministério da Agricultura reconhece que a implementação total da
referida directiva comunitária deixará Portugal com uma capacidade de
produção de ovos equivalente a metade da actual o que, além do aumento
de preços, levará o país a ter que passar a importar, numa área em que
até ao momento é exportador.
Gaia: Autarquia negoceia com cooperativas agrícolas aquisição de excedentes para famílias carenciadas
Porto, 05 abr (Lusa) -- A câmara de Gaia está a negociar com
cooperativas agrícolas locais a possibilidade de adquirir, a preços
reduzidos, os excedentes que depois possam ser encaminhados para
famílias carenciadas.
"Estamos a negociar diretamente com determinadas cooperativas de
agricultores da região para podermos adquirir-lhes a preços muito
reduzidos determinado tipo de excedentes da sua produção e isso poder
depois ser tratado pela empresa que nos fornece as refeições e poder
quer complementar refeições escolares quer poder ser um cabaz social
para determinado tipo de famílias", disse hoje Luís Filipe Menezes à
margem de uma visita ao Centro Escolar do Parque da Cidade.
O autarca referiu ainda que este "é um trabalho que vai precisar de
algum apoio da rede de assistentes sociais" e "eventualmente algum
apoio da DREN".
Empresários Florestais debatem problemática do Nemátodo da Madeira do Pinheiro
Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente
Foi no passado dia 3, que a ANEFA - Associação Nacional de Empresas
Florestais, Agrícolas e do Ambiente, organizou na Lousã um encontro
técnico para debater a problemática do Nemátodo da Madeira do Pinheiro
(NMP).
O workshop que contou com a participação de mais de 160 empresários,
técnicos e operadores florestais, demonstrou a grande preocupação em
torno da fileira do pinho, apontando alguns dos principais entraves e
identificando os requisitos necessários ao abate, eliminação de
sobrantes, circulação, e armazenamento de material de coníferas
hospedeiras, face às novas condicionantes legais.
Pedro Serra Ramos, Presidente da ANEFA, alertou para o facto de se ter
de olhar para esta questão como um problema de todos, uma vez que a
floresta de pinho está fragilizada, e todos são responsáveis pela sua
sustentabilidade. "É importante entender que a prevaricação de um,
poderá condenar todos os empresários, e a própria fileira".
MAMAOT: Aprovado em Conselho de Ministros Linhas de Crédito de 50 milhões para a Agricultura
Ciente das grandes dificuldades com que se debatem muitos agricultores
e uma larga parte do sector agrícola, devido às consequências da
situação de seca que o país está viver, o governo aprovou linhas de
crédito no valor de 50 milhões de euros destinados a apoiar a
agricultura.
Para a ministra Assunção Cristas, este é "mais um sinal claro da forma
como o governo está sensível, atento e preocupado com a situação dos
agricultores".
"É uma medida de grande importância que procura atenuar os efeitos do
problema. Já são no total 26 as medidas aplicadas que procuram dar
respostas concretas para minimizar os efeitos da situação de seca que
estamos a atravessar", salienta a ministra da Agricultura.
Em resumo, esta decisão do governo hoje aprovada em Conselho de
Ministros, cria uma linha de crédito com juros bonificados dirigida
prioritariamente às empresas do sector da pecuária extensiva, podendo
ser alargado a outros sectores de atividade agrícola, e que serão
definidos por portaria do MAMAOT
O montante global de crédito a conceder no âmbito desta linha é de 50
milhões de euros, com os empréstimos a serem concedidos pelo prazo
máximo de um ano.
A cobertura orçamental dos encargos financeiros é assegurada por
verbas do orçamento do MAMAOT.
Esta medida é justificada pela situação de seca em que o país se
encontra e que tem impedido o normal desenvolvimento das pastagens e
forragens de algumas espécies vegetais que constituem uma componente
da alimentação animal, com repercussões negativas no setor pecuário
extensivo, designadamente na bovinicultura, caprinicultura,
ovinicultura, equinicultura, suinicultura bem como no sector da
apicultura, colocando em causa a manutenção dos respetivos efetivos,
em especial devido ao agravamento dos encargos com a alimentação
animal.
É reconhecida a urgência de criação de apoios de carácter prioritário
para fazer face aos efeitos nefastos no sector da pecuária extensiva,
no entanto, as consequências da seca atingem outros sectores da
atividade agrícola, em especial a agricultura de sequeiro, que se
encontram igualmente em dificuldades acrescidas nas respetivas
produções sendo expectável uma diminuição do rendimento dos
produtores.
Assim sendo, é criado um apoio financeiro, que permita o acesso ao
crédito em condições mais favoráveis, com prioridade para o sector da
pecuária extensiva, admitindo-se desde já o acesso de outros sectores
de atividade agrícola, que em função da avaliação dos efeitos da seca
venham a revelar perdas igualmente significativas.
Montante global de crédito
O montante global de crédito a conceder no âmbito desta linha de
crédito é de 50 milhões de euros.
Sendo que, o montante a conceder às atividades da pecuária extensiva é
de 30 milhões de euros, sendo o restante a conceder aos demais
sectores da atividade agrícola que venham a aceder a esta linha de
crédito.
Adega de Palmela casa vinhos da região com pratos internacionais
será apresentado na próxima edição da festa das vindimas, onde os
vinhos da região vão ser "casados" com vários pratos da gastronomia
nacional e internacional. José Caleira, da Adega Cooperativa de
Palmela, deseja, a partir da iniciativa "Adega sem fronteiras", levar
a "qualidade dos vinhos da região ao reconhecimento por todo o
território, nacional e internacional".
"Se for possível casar os vinhos de Palmela com todos os pratos
nacionais será ótimo para a divulgação destes em mercados onde não têm
o destaque merecido", afirma José Caleira. Incluído nas celebrações da
"Cidade Europeia dos Vinhos", a iniciativa "Adega sem fronteiras" teve
início no mês de março e prolonga-se até agosto.
José Caleira adianta a realização de "vários intercâmbios com
confrarias gastronómicas que têm a responsabilidade de propor um prato
que será acompanhado por um vinho da região de Palmela". Apesar de não
ter a confirmação por parte de algumas entidades, o responsável pela
Adega Cooperativa de Palmela revela a participação das "confrarias do
bacalhau, da chanfana, entre outras".
A confraria gastronómica de Palmela é a primeira a contribuir para o
objetivo de José Caleira que admite "a cooperação da entidade angolana
e outras de forma a dar um caráter internacional ao livro de
receitas". "É preciso que todos os produtores vinícolas vejam o título
internacional entregue a ao concelho como uma forma de, além de
aumentar o poder de venda dos vinhos, alargarem as suas carteira de
clientes", prossegue o responsável pela Adega Cooperativa de Palmela.
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=16833
Inovação na Agricultura
Ilídio Martins
No âmbito das jornadas técnicas promovidas pela FENAREG sob o tema
Inovação no Regadio, realizadas nos dias 27 e 28 de Março, no litoral
alentejano, foram tiradas diversas conclusões.
Actualmente o sector agrícola vive num contexto mundial de quase total
liberalização comercial e de concorrência global, tornando-se
imperioso inovar para poder competir. Mais do que nunca, há que ter em
conta as necessidades do consumidor, produzindo de acordo com elevados
padrões de segurança alimentar, atendendo aos condicionalismos
ambientais e de acordo com padrões sociais exigentes. O desafio é
gigantesco, se atendermos que em inúmeros países emergentes que fazem
concorrência com a agricultura da UE, não se leva em conta qualquer
aspecto ambiental ou social, produzindo de forma desregrada e com
estruturas de custos substancialmente inferiores.
É nesta conjuntura difícil, desfavorável para a economia e em
particular para o sector agrícola, que devemos, mais do que nunca,
encarar a inovação como factor crucial para emergir nesta competição
global. A história diz-nos que é nos momentos difíceis, nas
depressões, nas crises, que surgem as melhores ideias, as melhores
soluções, em que nasceram grandes empresas que hoje são referências
mundiais. Até se costuma dizer que a necessidade faz o engenho…
No sector agrícola a oportunidade actual está claramente numa
agricultura que consiga produzir em quantidade, com qualidade, de uma
forma eficiente, com objectivos centrados na segurança alimentar e
tendo em conta as necessidades do consumidor. Essa agricultura deverá
passar pelo regadio, uma vez que, no nosso clima mediterrânico, a
irregularidade e imprevisibilidade da pluviosidade obriga
necessariamente a regar para garantir o sucesso das produções
agrícolas. Numa agricultura competitiva, ter água de qualidade e saber
utiliza-la no momento e quantidade adequada, é claramente um factor
chave do sucesso das produções agrícolas.
Nas cinco exemplos de explorações agrícolas analisadas -
AtlanticGrowers/Hortas do Mira, Camposol, Frupor, Vitacress,
Driscolis, Lusomorango - todas destacaram como fundamentais para o seu
sucesso os aspectos climáticos favoráveis, as suas ligações
empresariais ao mercado e a garantia da existência de água,
disponibilizada pelo Aproveitamento Hidroagrícola do Mira. Estas
empresas têm conseguido aliar os factores naturais do litoral
alentejano, utilizando os recursos endógenos entre eles a água, de uma
forma inovadora, recorrendo á mais avançada tecnologia mundial, para
produzir os alimentos, as ornamentais, as aromáticas, ou outros
produtos agrícolas que são exigidos pelos mercados consumidores.
Em que sentido se poderá inovar na agricultura? Basicamente tem-se
inovado de três formas: inovar na redução de custos; inovar produzindo
mais; inovar produzindo diferente.
Claramente tem sido mais "fácil" inovar na primeira, quer através da
redução e racionalização dos inputs, quer pela mecanização, quer pela
eficiência. Se considerarmos os elevados custos do combustível, da
electricidade, dos fertilizantes, fitofarmacos e sementes, produzir
alimentos na Europa só é possível porque existe uma elevada eficiência
na mecanização, na racionalização dos meios e na organização do
trabalho. Ao nível do aumento produtivo também se tem inovado,
sobretudos através da evolução e melhoramento genético, das quais
resultam melhores sementes, da alteração qualitativa das técnicas de
regadio e fertirrigação, a que não será alheio também uma melhoria do
planeamento, bem como na utilização de ferramentas tecnológicas.
Inovar produzindo diferente tem sido claramente mais difícil. Neste
caso há que dominar e estar atento ao mercado e aos consumidores. Mais
do que nunca as oportunidades produtivas passam pela capacidade de
sentir as necessidades objectivas do mercado, sabendo antecipar as
suas expectativas de consumo. Não é demais repetir o que inúmeros
técnicos já identificaram: um dos principais problemas da nossa
agricultura é a organização da produção e do escoamento, levando até
ao consumidor os seus produtos. Apenas acrescentaria que hoje em dia
não basta, porque vamos com um atraso de anos numa corrida desigual.
Mais que organizar há que pensar em inovar.
É isso que se está a fazer nas empresas que visitámos no litoral
alentejano. Não se produz mais alfaces para abastecer um mercado
inundado de alfaces, dizendo apenas que as nossas são melhores. O que
se faz é um produto único, diferente, melhor: as saladas embaladas,
prontas a usar, com uma variedade e qualidade que antes seria
impensável. Este é apenas um exemplo para ilustrar esta perspectiva.
Podem estes exemplos replicar-se na nossa agricultura? Até certo ponto
sim, mas há que atender que a massificação produtiva com inovação
parcial pode ser perigosa. Veja-se o caso do olival no Alentejo: em
três ou quatro anos aumentou-se extraordinariamente a área de olival,
com as mais modernas tecnologias e com novas técnicas produtivas, com
clara inovação ao nível do aumento produtivo e na redução unitária de
custos. No entanto, não se tem inovado ao nível do consumo, pelo que
todos concorrem com o mesmo produto, limitam-se a mudar os rótulos ou
embalagens, confundindo os consumidores com inúmeras designações e
classificações, levando a que sucessivamente tenha vindo a baixar o
preço do produto. Aparentemente este aumento extraordinário de área e
produção não foi planeado ao nível do mercado, sendo claro que há que
inovar na ligação da produção ao mercado e aos consumidores, para
valorizar o produto.
Uma solução inovadora no sector agrícola necessita necessariamente de
escala para poder ser competitiva, mas não poderá ter uma escala tão
grande que ultrapasse as necessidades do mercado, correndo nesse caso
o risco de anular a sua rentabilidade. A área de couve chinesa ou
plantas aromáticas que se produz no litoral alentejano não poderá ser
aumentada até a um nível acima da capacidade de consumo do seu mercado
específico. O que há que procurar é respostas inovadoras para as novas
necessidades e expectativas dos consumidores.
A FENAREG com estas jornadas pretendeu alertar para estes casos de
sucesso e para a necessidade de reflectirmos sobre a nossa
agricultura. Somos claramente defensores do regadio e da boa
utilização da água, sendo este um dos factores de produção
fundamentais. Saber regar é importante, mas a agricultura de hoje é
muito mais do que é isso, é tecnologia é inovação.
30 de Março de 2012
Ilídio Martins,
Vice-Presidente da FENAREG - Federação Nacional de Regantes de
Portugal, em representação da Associação de Regantes e Beneficiários
de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS)
Agricultura regional bem entregue
Rui Pedro Barreiro*
O deputado do PSD Vasco Cunha considera que o Governo liderado pelo
seu partido deve corrigir a situação que levou à nomeação do
socialista Nuno Russo para o cargo de director regional de Agricultura
de Lisboa e Vale do Tejo. Confesso que tenho boa relação com Vasco
Cunha e fiquei surpreendido com esta tomada de posição. Acredito que a
coligação tenha provocado problemas na gestão política dos lugares de
nomeação no distrito, ficando muito gente sem o almejado lugar!
Infelizmente, o responsável político não conseguiu ultrapassar essa
pressão inaceitável das nomenclaturas partidárias. Fui eu que escolhi
a actual equipa da DRAPLVT. Tinha a certeza que iriam fazer um bom
trabalho. As associações de agricultores sempre me deram o melhor
testemunho do seu desempenho. Nuno Russo e Paulo Corado trabalharam
comigo e conheço e atesto a sua capacidade profissional e a sua
integridade pessoal. Esteve bem a equipa governativa liderada por
Assunção Cristas em manter esta jovem dupla à frente da DRAPLVT. Tenho
a certeza que, enquanto desempenharem as suas funções, pautarão sempre
a sua actuação na defesa da agricultura e dos agricultores da região.
A sua condição de servidores públicos será honrada independentemente
das suas convicções políticas e das suas opções ideológicas e serão
capazes de dar o melhor de si em prol do sector em que trabalham. São
cidadãos empenhados no desenvolvimento de Portugal e a região tem
sorte em ter jovens deste calibre. Ao deputado Vasco Cunha deixo,
neste momento difícil do País, o desejo que perceba rapidamente o erro
de avaliação que cometeu e a esperança que o combate ao desemprego
preencha a sua preocupação.
*Ex-secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural
http://www.oribatejo.pt/2012/04/agricultura-regional-bem-entregue/
Março teve duas ondas de calor
PÚBLICO
As temperaturas elevadas no mês de Março trouxeram duas ondas de
calor, segundo o Instituto de Meteorologia. Além disso, os valores de
precipitação foram, em média, cerca de um terço dos normais.
Durante o mês de Março registou-se uma "anomalia relativamente aos
valores normais para este mês no continente", sendo de realçar a
"ocorrência de temperaturas máximas superiores ou iguais a 25ºC em
muitos locais do território", revela hoje o Instituto de Meteorologia.
"Como consequência das temperaturas elevadas persistentes verificou-se
a ocorrência de duas ondas de calor, a primeira, no período de 8 a 15
de Março, que atingiu a região Norte e o vale do Tejo e Alto Alentejo,
e a segunda na última semana do mês, na região Norte e Centro e na
zona de Sines".
Março também ficou marcado pelos baixos níveis de precipitação. Nas
regiões do Norte e Centro, este foi um Março "muito seco" a
"extremamente seco". Mas na região de Lisboa e no Sul do país, a chuva
que caiu no final do mês aproximou os valores de precipitação do
normal. Por isso, o Instituto de Meteorologia considera que o mês foi
"normal" na região de Lisboa e "normal" a "seco" no Sul do país, com
excepção da região de Sines onde foi chuvoso.
No arquipélago da Madeira, "a precipitação foi muito inferior ao
normal, sendo de destacar a ausência de precipitação no Funchal
durante todo o mês, situação excepcional que se verificou apenas em
dois anos desde que existem registos (1897 e 1927)",salienta o
instituto.
Actualmente, "a seca meteorológica mantém-se em todo o território do
continente, com um ligeiro desagravamento nas regiões do Sul,
distribuindo-se por 57% em seca extrema, 41% em seca severa e 2% em
seca moderada", informa o instituto.
Ambiente: Jaime Melo Baptista reconduzido à frente do regulador de águas e resíduos
Lisboa, 05 abr (Lusa) -- O presidente da Entidade Reguladora dos
Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), Jaime Melo Baptista, foi
reconduzido no cargo, segundo uma decisão aprovada hoje em Conselho de
Ministros.
Jaime Melo Batista assumiu a presidência do organismo que precedeu a
ERSAR em 2003 (Instituto Regulador de Águas e Resíduos), permanecendo
à frente da entidade reguladora dos serviços de abastecimento de água,
de saneamento de águas residuais e de gestão de resíduos urbanos em
Portugal, desde essa altura.
A ERSAR exerce competências de regulação sobre um universo que abrange
cerca de 500 entidades gestoras.
Agrocluster do Ribatejo já conta com 70 associados
Redação em Quinta, Abril 5, 2012 - 22:49
A adesão dos municípios de Mação e Coruche aumentou para 70 o número
de associados do Agrocluster do Ribatejo, distribuídos por empresas,
entidades do STCN, instituições de Ensino Superior, Associações
Empresarias e Entidades Públicas. O cluster agro-industrial, cujo
objectivo é promover a cooperação entre as empresas da Fileira, é
responsável por um volume de negócios de 1.600 mil milhões de euros,
5.000 postos de trabalho, 400 milhões de euros em exportações e 63% da
superfície agrícola utilizada no continente.
O âmbito de actuação do cluster do Agrocluster Ribatejo-Portugal,
região que conta com condições naturais únicas e um forte potencial de
crescimento e inovação, é o sector agro-industrial, com especial
incidência em cinco subsectores: Frutos, Produtos Hortícolas e grandes
culturas (incluindo produção agrícola); Gorduras vegetais e
condimentos; Carnes e alimentação animal; Subprodutos; Serviços e
equipamentos. A linha de intervenção dominante é a exploração da
cooperação no cruzamento da competitividade com negócio, não deixando,
neste momento, de usar essa cooperação como contributo para a
superação das difíceis condições económicas que se vivem.
Tem como principais objectivos a introdução de novas tecnologias no
processo produtivo para a conservação de alimentos; o estabelecimento
da relação entre o território e a especificidade das matérias-primas e
produtos acabados, valorizando a diferença da sua especificidade; a
valorização e integração dos resíduos e subprodutos da fileira com
resíduos e subprodutos de outras actividades produtivas; o aumento da
qualificação das empresas do sector na sequência das sinergias
resultantes da sua integração em rede, potenciando o reforço da sua
competitividade e o fomento do empreendedorismo e proporcionando a
renovação e qualificação da base empresarial do sector.
A sua acção visa ainda colmatar a falta de cooperação entre os actores
do sector e fomentar a Inovação e I&D e o desenvolvimento de produtos
inovadores. Pretende aproximar as empresas das instituições de ensino
e I&D; apoiá-las nos seus processos de internacionalização e aumento
do conhecimento (nomeadamente tecnológico) e da sua qualificação.
As linhas estratégicas para o futuro passam pelo incremento da aposta
Inovação e I&D, através da criação de um observatório tecnológico e da
inserção em redes internacinais; pela internacionalização, através da
concertação de uma estratégia de acção comum com e para o sector
(apoio directo às pequenas e médias empresas numa relação de
proximidade que permita o apoio à exportação) que permita chegar aos
mercados-alvo (Norte da Europa, PALOP, Japão, Rússia, países árabes)
com os produtos mais revelantes (tomate, pimento, vinagre e molhos,
azeite, enchidos); pelo alargamento do Cluster ao Alentejo com base
nos produtos comuns e no regadio e na disseminação e reforço da
cultura de cooperação.
Sendo a agro-indústria um dos mais avançados sectores da economia
Portuguesa, no que respeita à sua capacidade de produção de bens de
consumo de elevada qualidade, a ambição do Agrocluster do Ribatejo
passa pelo reconhecimento da sua capacidade a nível nacional e
internacional e pela interacção e cooperação entre todos os agentes do
sector.