O parlamento debate na quarta-feira um projeto de lei do Bloco de
Esquerda (BE) que visa a legalização do cultivo de canábis para uso
pessoal e a criação de clubes próprios para consumo.
O projeto tem por objetivo "legalizar o cultivo para consumo pessoal,
contempla os limites desse auto cultivo [até 10 pés de canábis no
máximo] e cria enquadramento legal para clubes sociais de canábis,
onde pode haver cultivo coletivo e onde os associados podem consumir",
explicou à Lusa a deputada do BE Helena Pinto.
No entanto, este projeto não contempla o consumo de canábis por
doentes para uso terapêutico, uma prática que em Portugal continua a
ser ilegal.
Para a deputada, uma das grandes vantagens deste diploma é a criação
dos clubes sociais, espaços "devidamente legalizados e enquadrados,
com regulamento próprio", com um funcionamento perfeitamente
enquadrado e balizado.
Helena Pinto refere algumas das restrições previstas no enquadramento
legal desses clubes sociais, como a proibição de acesso a menores de
18 anos, de venda de bebidas alcoólicas, de acesso a máquinas de
jogos, ou o impedimento de existirem espaços desses a menos de 300
metros de estabelecimentos de ensino.
Segundo o BE, os clubes sociais de canábis existentes noutros países,
como Espanha, são casos de "sucesso", porque passou a haver "pontos de
referência, locais fiscalizados, que para abrir têm que obedecer a
normas".
"Nos clubes sociais de canábis, o ambiente é controlado e sabe-se o
que lá se passa. Esta medida irá trazer duas coisas: informação,
porque no clube social vai haver informação, e controlo, que
atualmente não existe, quer em termos de quantidade como de
qualidade", esclareceu Helena Pinto.
O projeto de lei sublinha a diferença entre os clubes sociais e o
modelo holandês dos coffee-shops, uma vez que, ao contrário destas
últimas, permite certificar a origem da canábis produzida e garantir
que não é importada pelas redes de narcotráfico.
Por outro lado, retira a componente comercial e a procura de lucro
associadas às coffee-shops, uma vez que nos clubes sociais os
consumidores têm obrigatoriamente que ser associados dos clubes,
mediante pagamento de uma quota, e comprometer-se com o consumo
responsável.
Quanto à legalização do cultivo de canábis para uso próprio, a
deputada considera a medida necessária até pela conformidade com a lei
da despenalização do consumo atualmente em vigor.
"A descriminalização por si só não responde ao problema principal, uma
vez que não deixa nenhuma alternativa ao consumidor que não seja a
aquisição da canábis no mercado ilegal", lê-se no diploma.
O documento acrescenta que existe uma "contradição evidente entre a
proteção do consumidor e a proibição do chamado autocultivo, que não
prejudica terceiros e até contribui para o combate ao tráfico ilegal".
Este é, aliás, outro dos argumentos de defesa deste projeto de lei,
apontados pelo BE, que considera tratar-se de um modelo que combate o
tráfico e que dá mais "um passo no caminho do progresso".
O Bloco reconhece que a canábis não é uma substância inócua, mas
lembra que o seu consumo "não está diretamente associado a efeitos
despersonalizantes e acarreta iguais ou menores riscos para a saúde
pública do que outras substâncias legais, como o álcool ou o tabaco".
No entanto, este projeto só contempla o consumo de canábis para uso
recreativo, deixando de fora as questões relacionadas com o uso
terapêutico.
Helena Pinto explicou que essa é uma questão que o BE entendeu não
colocar neste projeto, mas salvaguardou que ao permitir-se o cultivo,
dá-se aos doentes a oportunidade de cultivarem a sua própria canábis,
sem terem que recorrer ao mercado ilegal.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/legalizacao-cultivo-canabis-clubes-consumo-debate-na-ar
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Japão reforça medidas preventivas contra H7N9
06.05.2013 08:46
MUNDO
O governo japonês ordenou hoje o reforço das medidas preventivas face
ao receio de possível propagação ao país da nova estirpe da gripe
aviária H7N9 que já provocou 27 mortes na China entre os cerca de 130
infetados.
As novas medidas, refere o governo nipónico, permitirão às autoridades
locais conceder baixa e internar preventivamente pessoas que tenham
sintomas da doença.
O Japão aprovou as novas medidas devido à rápida propagação do vírus
na China num momento em que muitos turistas japoneses regressam a casa
depois da semana de férias da primavera no Japão, também conhecida
como "semana dourada" e que hoje termina.
Com a revelação da gripe H7N9 na China, o Japão iniciou questionários
nos seus aeroportos para as pessoas oriundas da China numa tentativa
de identificar sintomas da gripe das aves.
A Organização Mundial de Saúde, que enviou peritos à China para
estudar a doença, alertou para a necessidade de tomar medidas contra
a H7N9 que considera um dos vírus gripais mais letais, apesar de não
ser conhecida qualquer transmissão do vírus entre humanos.
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2013/05/06/japao-reforca-medidas-preventivas-contra-h7n91
MUNDO
O governo japonês ordenou hoje o reforço das medidas preventivas face
ao receio de possível propagação ao país da nova estirpe da gripe
aviária H7N9 que já provocou 27 mortes na China entre os cerca de 130
infetados.
As novas medidas, refere o governo nipónico, permitirão às autoridades
locais conceder baixa e internar preventivamente pessoas que tenham
sintomas da doença.
O Japão aprovou as novas medidas devido à rápida propagação do vírus
na China num momento em que muitos turistas japoneses regressam a casa
depois da semana de férias da primavera no Japão, também conhecida
como "semana dourada" e que hoje termina.
Com a revelação da gripe H7N9 na China, o Japão iniciou questionários
nos seus aeroportos para as pessoas oriundas da China numa tentativa
de identificar sintomas da gripe das aves.
A Organização Mundial de Saúde, que enviou peritos à China para
estudar a doença, alertou para a necessidade de tomar medidas contra
a H7N9 que considera um dos vírus gripais mais letais, apesar de não
ser conhecida qualquer transmissão do vírus entre humanos.
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2013/05/06/japao-reforca-medidas-preventivas-contra-h7n91
terça-feira, 7 de maio de 2013
Portalegre vai ter centro de bioenergia num investimento superior a 1,7ME
Lusa
16:03 Segunda feira, 6 de maio de 2013
Portalegre, 06 mai (Lusa) -- Um centro de bioenergia vai ser criado em
Portalegre, num investimento superior a 1,7 milhões de euros, em
terrenos pertencentes ao instituto politécnico, revelou hoje à agência
Lusa um dos parceiros do projeto.
Tiago Gaio, da Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte
Alentejano e Tejo (AREANATejo), adiantou que a iniciativa pertence ao
Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e que deverá estar
implementada em "2014 ou 2015".
"O IPP pretende criar uma incubadora de empresas, ou seja, uma nave
com pequenas unidades industriais para piloto e de teste na área da
bioenergia, com diversas unidades a funcionar e com diferentes
biocombustíveis", explicou.
http://expresso.sapo.pt/portalegre-vai-ter-centro-de-bioenergia-num-investimento-superior-a-17me=f805054
16:03 Segunda feira, 6 de maio de 2013
Portalegre, 06 mai (Lusa) -- Um centro de bioenergia vai ser criado em
Portalegre, num investimento superior a 1,7 milhões de euros, em
terrenos pertencentes ao instituto politécnico, revelou hoje à agência
Lusa um dos parceiros do projeto.
Tiago Gaio, da Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte
Alentejano e Tejo (AREANATejo), adiantou que a iniciativa pertence ao
Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e que deverá estar
implementada em "2014 ou 2015".
"O IPP pretende criar uma incubadora de empresas, ou seja, uma nave
com pequenas unidades industriais para piloto e de teste na área da
bioenergia, com diversas unidades a funcionar e com diferentes
biocombustíveis", explicou.
http://expresso.sapo.pt/portalegre-vai-ter-centro-de-bioenergia-num-investimento-superior-a-17me=f805054
23 mortos em acidentes de trabalho na agricultura em 2012
06.05.2013 13:19
São números da Autoridade para as Condições de Trabalho. Os acidentes
de trabalho na agricultura e florestas causaram 23 mortos em 2012, um
número que tem vindo a aumentar nos últimos três anos.
Num balanço do plano de ação para contrariar a subida "inusitada" do
número de acidentes de trabalho mortais nestas áreas, a ACT refere que
em 2011 abriu inquéritos a 15 situações.
Em 2010 foram abertos 12 inquéritos e no ano anterior foram
contabilizados 10 mortos.
Os números de 2012 voltaram a aproximar-se do valor máximo desde 2001
e que foi atingido em 2002, com 25 vítimas mortais.
Os últimos dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do
Ministério da Solidariedade e Segurança Social (MSSS) são de 2010,
abrangem também situações ocorridas fora do contexto profissional e
referem uma tendência diferente entre a evolução dos acidentes na
agricultura e no resto dos setores de atividade.
Assim, na agricultura o número de mortos devido a acidente de trabalho
subiu, enquanto no conjunto dos setores tem vindo a cair desde 2007.
No âmbito do plano de combate aos acidentes de trabalho na
agricultura, em 2012, a ACT efetuou quase 250 visitas inspetivas e 75
ações de formação e sensibilização, para cerca de 2.800 participantes.
Foram envolvidos 25 serviços da ACT, 45 associações, 63 técnicos de
prevenção e 77 inspetores do trabalho.
A informação da ACT aponta que foram levantados 11 autos de notícia,
quatro autos de advertência e efetuadas duas recomendações para a área
da agricultura.
Como resultado da intervenção realizada, verificou-se que quase 60%
das 428 medidas com prazo foram cumpridas e quase metade das medidas
encontram-se em acompanhamento por parte dos serviços desconcentrados
da ACT.
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/05/06/23-mortos-em-acidentes-de-trabalho-na-agricultura-em-2012
São números da Autoridade para as Condições de Trabalho. Os acidentes
de trabalho na agricultura e florestas causaram 23 mortos em 2012, um
número que tem vindo a aumentar nos últimos três anos.
Num balanço do plano de ação para contrariar a subida "inusitada" do
número de acidentes de trabalho mortais nestas áreas, a ACT refere que
em 2011 abriu inquéritos a 15 situações.
Em 2010 foram abertos 12 inquéritos e no ano anterior foram
contabilizados 10 mortos.
Os números de 2012 voltaram a aproximar-se do valor máximo desde 2001
e que foi atingido em 2002, com 25 vítimas mortais.
Os últimos dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do
Ministério da Solidariedade e Segurança Social (MSSS) são de 2010,
abrangem também situações ocorridas fora do contexto profissional e
referem uma tendência diferente entre a evolução dos acidentes na
agricultura e no resto dos setores de atividade.
Assim, na agricultura o número de mortos devido a acidente de trabalho
subiu, enquanto no conjunto dos setores tem vindo a cair desde 2007.
No âmbito do plano de combate aos acidentes de trabalho na
agricultura, em 2012, a ACT efetuou quase 250 visitas inspetivas e 75
ações de formação e sensibilização, para cerca de 2.800 participantes.
Foram envolvidos 25 serviços da ACT, 45 associações, 63 técnicos de
prevenção e 77 inspetores do trabalho.
A informação da ACT aponta que foram levantados 11 autos de notícia,
quatro autos de advertência e efetuadas duas recomendações para a área
da agricultura.
Como resultado da intervenção realizada, verificou-se que quase 60%
das 428 medidas com prazo foram cumpridas e quase metade das medidas
encontram-se em acompanhamento por parte dos serviços desconcentrados
da ACT.
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/05/06/23-mortos-em-acidentes-de-trabalho-na-agricultura-em-2012
Nova lei das sementes fortemente contestada
Arlinda Brandão06 Mai, 2013, 09:57 / atualizado em 06 Mai, 2013, 09:58
A proposta de alteração da lei das sementes é votada esta
segunda-feira pelos comissários europeus em Bruxelas. O documento é
contestado por agricultores e ambientalistas.
A nova legislação proíbe a troca de sementes entre agricultores ou
associações, ilegalizando a comercialização de milhares de variedades
que não se encontram registadas nos catálogos nacionais e europeus.
A Confederação Nacional da Agricultura garante que a maioria das
variedades de sementes em Portugal não está registada, o que vai
obrigar os pequenos e médios agricultores a comprarem e cultivarem
apenas espécies que têm sementes disponíveis nas lojas, como a que a
Antena1 visitou na Praça da Figueira, em Lisboa, uma das mais antigas
do país.
Um total de 28 organizações ambientalistas e agrícolas portuguesas
entregaram na semana passada ao presidente da Comissão Europeia, Durão
Barroso, uma carta aberta contra a proposta de alteração da lei das
sementes, classificando-a como um ataque à agro-biodiversidade e à
segurança alimentar local.
(com Sandra Henriques)
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=649119&tm=8&layout=123&visual=61
A proposta de alteração da lei das sementes é votada esta
segunda-feira pelos comissários europeus em Bruxelas. O documento é
contestado por agricultores e ambientalistas.
A nova legislação proíbe a troca de sementes entre agricultores ou
associações, ilegalizando a comercialização de milhares de variedades
que não se encontram registadas nos catálogos nacionais e europeus.
A Confederação Nacional da Agricultura garante que a maioria das
variedades de sementes em Portugal não está registada, o que vai
obrigar os pequenos e médios agricultores a comprarem e cultivarem
apenas espécies que têm sementes disponíveis nas lojas, como a que a
Antena1 visitou na Praça da Figueira, em Lisboa, uma das mais antigas
do país.
Um total de 28 organizações ambientalistas e agrícolas portuguesas
entregaram na semana passada ao presidente da Comissão Europeia, Durão
Barroso, uma carta aberta contra a proposta de alteração da lei das
sementes, classificando-a como um ataque à agro-biodiversidade e à
segurança alimentar local.
(com Sandra Henriques)
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=649119&tm=8&layout=123&visual=61
Governo recebe 280 candidaturas por mês para jovens agricultores
Ministra da tutela diz que a agricultura é uma alternativa
Por: tvi24 | 2013-05-06 17:28
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, diz que o Governo
recebia, no final do ano, uma média de 280 candidaturas mensais ao
apoio à instalação de jovens agricultores, o que «mostra que a
agricultura é uma alternativa».
«Quando o Governo começou, abrimos em permanência medidas de apoio à
instalação dos jovens agricultores. Na altura, a cadência mensal de
candidaturas era de 200, passado uns meses subiu para 240 e no final
do ano era de 280 por mês», disse Assunção Cristas, à margem da
Conferência do Expresso sobre agricultura sustentável.
Citada pela Lusa, a governante afirmou que os jovens estão a
aproximar-se da agricultura, onde encontram uma alternativa e veem já
«bons exemplos a vários níveis, desde as explorações mais sofisticadas
até outras com grande escala empresarial».
De acordo com Assunção Cristas, metade destes jovens tem formação
superior, «não necessariamente em agricultura» mas em áreas
completamente diferentes.
«Este é um sinal positivo de um setor agrícola que consegue renovar-se
e atrair gente com outros conhecimentos e tecnologia», disse.
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/cristas-agricultura-jovens-agricultores-candidaturas/1446749-6377.html
Por: tvi24 | 2013-05-06 17:28
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, diz que o Governo
recebia, no final do ano, uma média de 280 candidaturas mensais ao
apoio à instalação de jovens agricultores, o que «mostra que a
agricultura é uma alternativa».
«Quando o Governo começou, abrimos em permanência medidas de apoio à
instalação dos jovens agricultores. Na altura, a cadência mensal de
candidaturas era de 200, passado uns meses subiu para 240 e no final
do ano era de 280 por mês», disse Assunção Cristas, à margem da
Conferência do Expresso sobre agricultura sustentável.
Citada pela Lusa, a governante afirmou que os jovens estão a
aproximar-se da agricultura, onde encontram uma alternativa e veem já
«bons exemplos a vários níveis, desde as explorações mais sofisticadas
até outras com grande escala empresarial».
De acordo com Assunção Cristas, metade destes jovens tem formação
superior, «não necessariamente em agricultura» mas em áreas
completamente diferentes.
«Este é um sinal positivo de um setor agrícola que consegue renovar-se
e atrair gente com outros conhecimentos e tecnologia», disse.
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/cristas-agricultura-jovens-agricultores-candidaturas/1446749-6377.html
Ambiente: o investimento nas infraestruturas verdes criará múltiplos benefícios para a natureza, a sociedade e as pessoas
Comissão Europeia
COMUNICADO DE IMPRENSA
A Comissão Europeia adoptou hoje uma nova estratégia que visa
incentivar a utilização de infraestruturas verdes e assegurar que a
melhoria dos processos naturais é sistematicamente tida em conta no
domínio do ordenamento do território. A infraestrutura verde é um
instrumento bem conhecido que recorre à natureza para criar benefícios
ecológicos, económicos e sociais. Por exemplo, em vez da construção de
infraestruturas de protecção contra as inundações, a infraestrutura
verde é uma solução que permite que as zonas húmidas naturais absorvam
o excesso de água das grandes chuvadas.
O Comissário do Ambiente, Janez Potočnik, afirmou: «A criação de
infraestruturas verdes é frequentemente um bom investimento para a
natureza, para a economia e para o emprego. Devemos proporcionar à
sociedade soluções que lhe permitam cooperar com a natureza, em vez de
a prejudicar, sempre que tal faça sentido do ponto de vista económico
e ambiental».
A infraestrutura verde é muitas vezes mais barata e mais resistente do
que as alternativas convencionais oferecidas pela engenharia civil. Os
parques ricos em biodiversidade, espaços verdes e corredores de ar
fresco podem, por exemplo, atenuar os efeitos negativos das vagas de
calor estivais. Para além dos benefícios para a saúde e o ambiente, a
infraestrutura verde também proporciona muitos benefícios sociais:
cria postos de trabalho, torna as cidades mais atraentes para viver e
trabalhar e permite um bom desenvolvimento da fauna selvagem, mesmo
num contexto urbano.
A estratégia lançada hoje tem os seguintes objectivos:
Promover as infraestruturas verdes nos principais domínios de
intervenção como a agricultura, silvicultura, ambiente, água, mar e
pescas, política regional e de coesão, atenuação e adaptação às
alterações climáticas, transportes, energia, prevenção de catástrofes
e políticas de utilização dos solos. Até ao final de 2013, a Comissão
vai elaborar orientações para demonstrar como a infraestrutura verde
pode ser integrada na aplicação destas políticas entre 2014 e 2020.
Melhorar a investigação e os dados, reforçar a base de conhecimentos e
promover tecnologias inovadoras que apoiem as infraestruturas verdes.
Melhorar o acesso ao financiamento para os projectos de
infraestruturas verdes — até 2014, a Comissão vai criar, juntamente
com o Banco Europeu de Investimento, um instrumento de financiamento
da UE destinado a apoiar projectos de infraestruturas verdes.
Apoiar projectos de infraestruturas verdes a nível da UE - a Comissão
vai realizar um estudo, até ao final de 2015, para avaliar as
possibilidades de desenvolver uma rede de infraestruturas verdes à
escala da UE.
Próximas etapas
Até ao final de 2017, a Comissão vai analisar os progressos no
desenvolvimento da infraestrutura verde e publicar um relatório sobre
os ensinamentos obtidos, juntamente com recomendações para a acção
futura.
Antecedentes
A paisagem europeia está mudar drasticamente todos os dias, pela
fragmentação, alteração e intensificação da utilização dos solos, em
resultado do contínuo desenvolvimento humano. A expansão urbana e a
construção de infraestruturas rodoviárias e energéticas têm degradado
e dividido ecossistemas preciosos, afectando os seus habitats e
espécies e reduzindo a coerência espacial e funcional da paisagem. Os
ecossistemas degradados tendem a apresentar pouca riqueza de espécies
e são incapazes de proporcionar a mesma gama de serviços que os
ecossistemas saudáveis. Estes têm um valor imediato para a nossa
economia e, por conseguinte, o investimento em infraestruturas verdes
faz sentido em termos económicos.
Normalmente, o investimento na infraestrutura verde tem uma alta
rentabilidade. Por exemplo, num projecto de reabilitação de planícies
aluviais ao longo do rio Elba, na Alemanha, a restruturação do sistema
de diques, o investimento na gestão agrícola adaptada aos aluviões e a
construção de eclusas para peixes traduzem-se em benefícios até quatro
vezes superiores aos custos. As actividades de lazer, a protecção
contra inundações e os benefícios a nível das emissões de carbono, que
não foram quantificados monetariamente, aumentariam ainda mais o valor
estimado destes benefícios.
As infraestruturas verdes em ambiente urbano, como os telhados verdes,
parques e corredores verdes contribuem para a saúde humana e para
fazer face aos problemas sociais, poupar energia e facilitar o
escoamento das águas. Um melhor planeamento das infraestruturas também
contribui para políticas de mobilidade e de construção mais
eficientes.
A comunicação sobre infraestruturas verdes baseia-se no Roteiro para
uma Europa Eficiente na utilização de recursos e na Estratégia de
Biodiversidade da UE para 2020, a fim de promover o investimento e a
utilização de infraestruturas verdes na Europa.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/06d.htm
COMUNICADO DE IMPRENSA
A Comissão Europeia adoptou hoje uma nova estratégia que visa
incentivar a utilização de infraestruturas verdes e assegurar que a
melhoria dos processos naturais é sistematicamente tida em conta no
domínio do ordenamento do território. A infraestrutura verde é um
instrumento bem conhecido que recorre à natureza para criar benefícios
ecológicos, económicos e sociais. Por exemplo, em vez da construção de
infraestruturas de protecção contra as inundações, a infraestrutura
verde é uma solução que permite que as zonas húmidas naturais absorvam
o excesso de água das grandes chuvadas.
O Comissário do Ambiente, Janez Potočnik, afirmou: «A criação de
infraestruturas verdes é frequentemente um bom investimento para a
natureza, para a economia e para o emprego. Devemos proporcionar à
sociedade soluções que lhe permitam cooperar com a natureza, em vez de
a prejudicar, sempre que tal faça sentido do ponto de vista económico
e ambiental».
A infraestrutura verde é muitas vezes mais barata e mais resistente do
que as alternativas convencionais oferecidas pela engenharia civil. Os
parques ricos em biodiversidade, espaços verdes e corredores de ar
fresco podem, por exemplo, atenuar os efeitos negativos das vagas de
calor estivais. Para além dos benefícios para a saúde e o ambiente, a
infraestrutura verde também proporciona muitos benefícios sociais:
cria postos de trabalho, torna as cidades mais atraentes para viver e
trabalhar e permite um bom desenvolvimento da fauna selvagem, mesmo
num contexto urbano.
A estratégia lançada hoje tem os seguintes objectivos:
Promover as infraestruturas verdes nos principais domínios de
intervenção como a agricultura, silvicultura, ambiente, água, mar e
pescas, política regional e de coesão, atenuação e adaptação às
alterações climáticas, transportes, energia, prevenção de catástrofes
e políticas de utilização dos solos. Até ao final de 2013, a Comissão
vai elaborar orientações para demonstrar como a infraestrutura verde
pode ser integrada na aplicação destas políticas entre 2014 e 2020.
Melhorar a investigação e os dados, reforçar a base de conhecimentos e
promover tecnologias inovadoras que apoiem as infraestruturas verdes.
Melhorar o acesso ao financiamento para os projectos de
infraestruturas verdes — até 2014, a Comissão vai criar, juntamente
com o Banco Europeu de Investimento, um instrumento de financiamento
da UE destinado a apoiar projectos de infraestruturas verdes.
Apoiar projectos de infraestruturas verdes a nível da UE - a Comissão
vai realizar um estudo, até ao final de 2015, para avaliar as
possibilidades de desenvolver uma rede de infraestruturas verdes à
escala da UE.
Próximas etapas
Até ao final de 2017, a Comissão vai analisar os progressos no
desenvolvimento da infraestrutura verde e publicar um relatório sobre
os ensinamentos obtidos, juntamente com recomendações para a acção
futura.
Antecedentes
A paisagem europeia está mudar drasticamente todos os dias, pela
fragmentação, alteração e intensificação da utilização dos solos, em
resultado do contínuo desenvolvimento humano. A expansão urbana e a
construção de infraestruturas rodoviárias e energéticas têm degradado
e dividido ecossistemas preciosos, afectando os seus habitats e
espécies e reduzindo a coerência espacial e funcional da paisagem. Os
ecossistemas degradados tendem a apresentar pouca riqueza de espécies
e são incapazes de proporcionar a mesma gama de serviços que os
ecossistemas saudáveis. Estes têm um valor imediato para a nossa
economia e, por conseguinte, o investimento em infraestruturas verdes
faz sentido em termos económicos.
Normalmente, o investimento na infraestrutura verde tem uma alta
rentabilidade. Por exemplo, num projecto de reabilitação de planícies
aluviais ao longo do rio Elba, na Alemanha, a restruturação do sistema
de diques, o investimento na gestão agrícola adaptada aos aluviões e a
construção de eclusas para peixes traduzem-se em benefícios até quatro
vezes superiores aos custos. As actividades de lazer, a protecção
contra inundações e os benefícios a nível das emissões de carbono, que
não foram quantificados monetariamente, aumentariam ainda mais o valor
estimado destes benefícios.
As infraestruturas verdes em ambiente urbano, como os telhados verdes,
parques e corredores verdes contribuem para a saúde humana e para
fazer face aos problemas sociais, poupar energia e facilitar o
escoamento das águas. Um melhor planeamento das infraestruturas também
contribui para políticas de mobilidade e de construção mais
eficientes.
A comunicação sobre infraestruturas verdes baseia-se no Roteiro para
uma Europa Eficiente na utilização de recursos e na Estratégia de
Biodiversidade da UE para 2020, a fim de promover o investimento e a
utilização de infraestruturas verdes na Europa.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/06d.htm
Melhor regulamentação para uma alimentação mais segura: a Comissão propõe um ambicioso pacote de medidas para modernizar, simplificar e reforçar a cadeia agroalimentar na Europa
Comissão Europeia
COMUNICADO DE IMPRENSA
A Comissão Europeia adoptou hoje um pacote de medidas destinadas a
reforçar a execução das normas de saúde e segurança em toda a cadeia
agroalimentar. A segurança dos alimentos é fundamental para garantir a
confiança dos consumidores e a sustentabilidade da produção alimentar.
O pacote de medidas estabelece uma abordagem modernizada e
simplificada em matéria de protecção da saúde, com uma maior ênfase
nos riscos, e prevê ferramentas de controlo mais eficientes para
assegurar a aplicação efectiva das regras que regem o funcionamento da
cadeia alimentar.
O pacote responde aos apelos no sentido de uma simplificação da
legislação e da adopção de regulamentação mais inteligente, mediante a
redução dos encargos administrativos para os operadores e a
simplificação do quadro regulamentar. É prestada especial atenção ao
impacto desta legislação nas PME e nas microempresas, sendo estas
isentadas dos elementos mais onerosos estabelecidos nas novas regras.
O actual acervo legislativo da UE no domínio da cadeia alimentar é
constituído por quase 70 actos legislativos. O pacote de reformas hoje
adoptado reduzirá para cinco o número de actos legislativos em causa e
diminuirá igualmente os procedimentos burocráticos impostos aos
agricultores, obtentores e operadores de empresas do sector alimentar
(produtores, indústria transformadora e distribuidores), para lhes
facilitar o exercício das respectivas profissões.
Tonio Borg, Comissário para a Saúde e Defesa do Consumidor, afirmou:
«A indústria agroalimentar, que emprega mais de 48 milhões de pessoas
e representa cerca de 750 mil milhões de euros por ano, é o segundo
maior sector económico na UE. A Europa dispõe das normas de segurança
alimentar mais rigorosas do mundo. No entanto, o recente escândalo da
carne de cavalo, embora não tenha implicado riscos sanitários, mostrou
que há ainda aspectos a melhorar. O pacote de reformas de hoje chega
num momento oportuno, uma vez que demonstra que o sistema pode
responder a desafios, e incorpora igualmente algumas das lições
aprendidas. Em resumo, o pacote visa estabelecer uma regulamentação
mais inteligente para uma alimentação mais segura.»
Para as empresas, os benefícios da adopção de regras mais simples,
baseadas nos conhecimentos científicos e nos riscos, traduzir-se-ão em
menores encargos administrativos, processos mais eficientes e medidas
para o financiamento e o reforço dos controlos e da erradicação das
doenças animais e pragas dos vegetais. Para os consumidores, os
benefícios traduzir-se-ão em produtos mais seguros e num sistema mais
eficaz e transparente de controlos ao longo da cadeia alimentar.
Principais elementos da proposta
Controlos oficiais
A Comissão reconheceu a necessidade de reformar os instrumentos de que
as autoridades competentes dos Estados-Membros dispõem para verificar
o cumprimento da legislação da UE no terreno (através de controlos,
inspecções e testes).
Os recentes escândalos alimentares demonstraram mais uma vez a
necessidade de uma acção mais eficaz da parte das autoridades
responsáveis pela execução da regulamentação no sentido de protegerem
os consumidores e os operadores honestos dos riscos (também
económicos) que podem surgir devido a infracções às regras cometidas
ao longo da cadeia alimentar.
As novas regras seguem uma abordagem mais baseada nos riscos, o que
permitirá às autoridades competentes concentrar os recursos nas
questões mais relevantes.
O actual sistema de taxas destinadas a financiar a realização dos
controlos de forma sustentável ao longo de toda a cadeia alimentar
será alargado a outros sectores dessa cadeia que actualmente não são
abrangidos.
As microempresas serão isentadas do pagamento dessas taxas, mas não da
realização de controlos, para não prejudicar a sua competitividade.
Os Estados-Membros serão instados a integrar plenamente os controlos
antifraude nos seus planos nacionais de controlo e a garantir que as
sanções financeiras impostas nestes casos são fixadas a um nível
verdadeiramente dissuasivo.
Saúde animal
O pacote introduzirá um único ato legislativo para regulamentar a
saúde animal na UE, baseado no princípio «mais vale prevenir do que
remediar».
Tem por objectivo melhorar as normas e estabelecer um sistema comum
que permita detectar e controlar melhor as doenças e abordar de modo
mais coordenado os riscos no domínio da saúde e dos alimentos para
consumo humano e animal.
Este sistema aperfeiçoado, associado a melhores regras de
identificação e registo, permitirá que as pessoas que trabalham para
proteger a nossa cadeia alimentar, como os agricultores e os
veterinários, reajam rapidamente, limitem a propagação de doenças e
minimizem o seu impacto nos animais e os efeitos para os consumidores
Além disso, prevê-se a categorização e o estabelecimento de
prioridades no que diz respeito a doenças que requerem intervenção ao
nível da UE. Assegura-se, assim, uma abordagem mais baseada nos riscos
e uma utilização adequada dos recursos.
É assegurada uma flexibilidade suficiente para que as medidas de saúde
animal sejam ajustadas em função da dimensão e do tipo dos
estabelecimentos (p. ex., pequenas e médias empresas, explorações para
fins de lazer, etc.) e das circunstâncias locais, em especial no que
diz respeito aos requisitos de registo e aprovação dos
estabelecimentos e de detenção de animais e produtos.
A um nível mais amplo, a legislação deve ser suficientemente flexível
e robusta para permitir uma resposta eficaz de toda a UE em caso de
alterações climáticas importantes, proporcionando os instrumentos
necessários para tratar os riscos novos e emergentes desconhecidos e
assegurar uma rápida adaptação aos novos conhecimentos científicos e à
evolução das normas internacionais.
Fitossanidade
O valor das culturas produzidas na UE ascende a 205 mil milhões de
euros por ano. Sem a protecção garantida pelas regras de
fitossanidade, este sector sofreria graves prejuízos económicos.
A agricultura, as florestas e o património natural da Europa são
ameaçados por pragas e doenças que atacam os vegetais. A introdução de
novas espécies de pragas aumentou em resultado da globalização do
comércio e das alterações climáticas.
Para impedir o estabelecimento de novas pragas na UE e proteger os
agricultores, os horticultores e o sector silvícola, a Comissão
propõe-se aperfeiçoar o regime fitossanitário existente.
Será dada mais atenção aos produtos de alto risco provenientes de
países terceiros e à melhoria da rastreabilidade do material de
plantação no mercado interno.
A legislação introduz igualmente uma melhor vigilância e a erradicação
precoce de surtos de novas espécies de pragas, bem como a compensação
financeira dos cultivadores afectados por tais pragas de quarentena.
Material de reprodução vegetal (incluindo sementes)
60 % do valor das exportações mundiais de sementes tem origem na UE.
O pacote estabelece regras simplificadas e mais flexíveis para a
comercialização de sementes e outro material de reprodução vegetal, a
fim de garantir a produtividade, adaptabilidade e diversidade das
culturas e florestas na Europa e facilitar o comércio destes produtos.
A ampla gama de materiais e a melhoria dos requisitos relativos aos
testes contribuirão para proteger a biodiversidade e orientar o
melhoramento vegetal para uma agricultura mais sustentável.
A utilização de sementes em jardins privados não é abrangida pela
legislação da UE e as pessoas que se dedicam à jardinagem a título
privado podem continuar a comprar qualquer tipo de material vegetal e
a vender as suas sementes em pequenas quantidades. Além disso, será
clarificado que quem não seja profissional (como os jardineiros a
título privado) pode trocar sementes com outros jardineiros a título
privado sem estar sujeito às regras do regulamento proposto.
A legislação tem por objectivo introduzir uma maior possibilidade de
escolha para os utilizadores, incluindo, assim, novas variedades
melhoradas e testadas, material que não corresponde à definição de
variedade (material heterogéneo), variedades tradicionais e material
para nichos de mercado.
No entanto, em consonância com a estratégia «legislar melhor» da
Comissão, as novas regras têm em conta o tipo de material, as
condições de produção e a dimensão da empresa em causa. Deste modo,
para as variedades tradicionais antigas e para o material heterogéneo
prevêem-se apenas regras de registo aligeiradas. Tais categorias estão
isentas dos requisitos de teste e de outros requisitos da legislação.
Além disso, são reduzidos os encargos administrativos das
microempresas, que podem comercializar qualquer tipo de material como
«material para nichos de mercado» sem ser registado.
As microempresas são também, de um modo geral, isentadas do pagamento
de taxas de registo.
Próximas etapas
As outras instituições da UE, designadamente o Parlamento Europeu e o
Conselho, examinarão o pacote de medidas proposto pela Comissão e
adoptarão as suas posições em devido tempo. Nesta fase, estima-se que
o pacote entrará em vigor em 2016.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/06e.htm
COMUNICADO DE IMPRENSA
A Comissão Europeia adoptou hoje um pacote de medidas destinadas a
reforçar a execução das normas de saúde e segurança em toda a cadeia
agroalimentar. A segurança dos alimentos é fundamental para garantir a
confiança dos consumidores e a sustentabilidade da produção alimentar.
O pacote de medidas estabelece uma abordagem modernizada e
simplificada em matéria de protecção da saúde, com uma maior ênfase
nos riscos, e prevê ferramentas de controlo mais eficientes para
assegurar a aplicação efectiva das regras que regem o funcionamento da
cadeia alimentar.
O pacote responde aos apelos no sentido de uma simplificação da
legislação e da adopção de regulamentação mais inteligente, mediante a
redução dos encargos administrativos para os operadores e a
simplificação do quadro regulamentar. É prestada especial atenção ao
impacto desta legislação nas PME e nas microempresas, sendo estas
isentadas dos elementos mais onerosos estabelecidos nas novas regras.
O actual acervo legislativo da UE no domínio da cadeia alimentar é
constituído por quase 70 actos legislativos. O pacote de reformas hoje
adoptado reduzirá para cinco o número de actos legislativos em causa e
diminuirá igualmente os procedimentos burocráticos impostos aos
agricultores, obtentores e operadores de empresas do sector alimentar
(produtores, indústria transformadora e distribuidores), para lhes
facilitar o exercício das respectivas profissões.
Tonio Borg, Comissário para a Saúde e Defesa do Consumidor, afirmou:
«A indústria agroalimentar, que emprega mais de 48 milhões de pessoas
e representa cerca de 750 mil milhões de euros por ano, é o segundo
maior sector económico na UE. A Europa dispõe das normas de segurança
alimentar mais rigorosas do mundo. No entanto, o recente escândalo da
carne de cavalo, embora não tenha implicado riscos sanitários, mostrou
que há ainda aspectos a melhorar. O pacote de reformas de hoje chega
num momento oportuno, uma vez que demonstra que o sistema pode
responder a desafios, e incorpora igualmente algumas das lições
aprendidas. Em resumo, o pacote visa estabelecer uma regulamentação
mais inteligente para uma alimentação mais segura.»
Para as empresas, os benefícios da adopção de regras mais simples,
baseadas nos conhecimentos científicos e nos riscos, traduzir-se-ão em
menores encargos administrativos, processos mais eficientes e medidas
para o financiamento e o reforço dos controlos e da erradicação das
doenças animais e pragas dos vegetais. Para os consumidores, os
benefícios traduzir-se-ão em produtos mais seguros e num sistema mais
eficaz e transparente de controlos ao longo da cadeia alimentar.
Principais elementos da proposta
Controlos oficiais
A Comissão reconheceu a necessidade de reformar os instrumentos de que
as autoridades competentes dos Estados-Membros dispõem para verificar
o cumprimento da legislação da UE no terreno (através de controlos,
inspecções e testes).
Os recentes escândalos alimentares demonstraram mais uma vez a
necessidade de uma acção mais eficaz da parte das autoridades
responsáveis pela execução da regulamentação no sentido de protegerem
os consumidores e os operadores honestos dos riscos (também
económicos) que podem surgir devido a infracções às regras cometidas
ao longo da cadeia alimentar.
As novas regras seguem uma abordagem mais baseada nos riscos, o que
permitirá às autoridades competentes concentrar os recursos nas
questões mais relevantes.
O actual sistema de taxas destinadas a financiar a realização dos
controlos de forma sustentável ao longo de toda a cadeia alimentar
será alargado a outros sectores dessa cadeia que actualmente não são
abrangidos.
As microempresas serão isentadas do pagamento dessas taxas, mas não da
realização de controlos, para não prejudicar a sua competitividade.
Os Estados-Membros serão instados a integrar plenamente os controlos
antifraude nos seus planos nacionais de controlo e a garantir que as
sanções financeiras impostas nestes casos são fixadas a um nível
verdadeiramente dissuasivo.
Saúde animal
O pacote introduzirá um único ato legislativo para regulamentar a
saúde animal na UE, baseado no princípio «mais vale prevenir do que
remediar».
Tem por objectivo melhorar as normas e estabelecer um sistema comum
que permita detectar e controlar melhor as doenças e abordar de modo
mais coordenado os riscos no domínio da saúde e dos alimentos para
consumo humano e animal.
Este sistema aperfeiçoado, associado a melhores regras de
identificação e registo, permitirá que as pessoas que trabalham para
proteger a nossa cadeia alimentar, como os agricultores e os
veterinários, reajam rapidamente, limitem a propagação de doenças e
minimizem o seu impacto nos animais e os efeitos para os consumidores
Além disso, prevê-se a categorização e o estabelecimento de
prioridades no que diz respeito a doenças que requerem intervenção ao
nível da UE. Assegura-se, assim, uma abordagem mais baseada nos riscos
e uma utilização adequada dos recursos.
É assegurada uma flexibilidade suficiente para que as medidas de saúde
animal sejam ajustadas em função da dimensão e do tipo dos
estabelecimentos (p. ex., pequenas e médias empresas, explorações para
fins de lazer, etc.) e das circunstâncias locais, em especial no que
diz respeito aos requisitos de registo e aprovação dos
estabelecimentos e de detenção de animais e produtos.
A um nível mais amplo, a legislação deve ser suficientemente flexível
e robusta para permitir uma resposta eficaz de toda a UE em caso de
alterações climáticas importantes, proporcionando os instrumentos
necessários para tratar os riscos novos e emergentes desconhecidos e
assegurar uma rápida adaptação aos novos conhecimentos científicos e à
evolução das normas internacionais.
Fitossanidade
O valor das culturas produzidas na UE ascende a 205 mil milhões de
euros por ano. Sem a protecção garantida pelas regras de
fitossanidade, este sector sofreria graves prejuízos económicos.
A agricultura, as florestas e o património natural da Europa são
ameaçados por pragas e doenças que atacam os vegetais. A introdução de
novas espécies de pragas aumentou em resultado da globalização do
comércio e das alterações climáticas.
Para impedir o estabelecimento de novas pragas na UE e proteger os
agricultores, os horticultores e o sector silvícola, a Comissão
propõe-se aperfeiçoar o regime fitossanitário existente.
Será dada mais atenção aos produtos de alto risco provenientes de
países terceiros e à melhoria da rastreabilidade do material de
plantação no mercado interno.
A legislação introduz igualmente uma melhor vigilância e a erradicação
precoce de surtos de novas espécies de pragas, bem como a compensação
financeira dos cultivadores afectados por tais pragas de quarentena.
Material de reprodução vegetal (incluindo sementes)
60 % do valor das exportações mundiais de sementes tem origem na UE.
O pacote estabelece regras simplificadas e mais flexíveis para a
comercialização de sementes e outro material de reprodução vegetal, a
fim de garantir a produtividade, adaptabilidade e diversidade das
culturas e florestas na Europa e facilitar o comércio destes produtos.
A ampla gama de materiais e a melhoria dos requisitos relativos aos
testes contribuirão para proteger a biodiversidade e orientar o
melhoramento vegetal para uma agricultura mais sustentável.
A utilização de sementes em jardins privados não é abrangida pela
legislação da UE e as pessoas que se dedicam à jardinagem a título
privado podem continuar a comprar qualquer tipo de material vegetal e
a vender as suas sementes em pequenas quantidades. Além disso, será
clarificado que quem não seja profissional (como os jardineiros a
título privado) pode trocar sementes com outros jardineiros a título
privado sem estar sujeito às regras do regulamento proposto.
A legislação tem por objectivo introduzir uma maior possibilidade de
escolha para os utilizadores, incluindo, assim, novas variedades
melhoradas e testadas, material que não corresponde à definição de
variedade (material heterogéneo), variedades tradicionais e material
para nichos de mercado.
No entanto, em consonância com a estratégia «legislar melhor» da
Comissão, as novas regras têm em conta o tipo de material, as
condições de produção e a dimensão da empresa em causa. Deste modo,
para as variedades tradicionais antigas e para o material heterogéneo
prevêem-se apenas regras de registo aligeiradas. Tais categorias estão
isentas dos requisitos de teste e de outros requisitos da legislação.
Além disso, são reduzidos os encargos administrativos das
microempresas, que podem comercializar qualquer tipo de material como
«material para nichos de mercado» sem ser registado.
As microempresas são também, de um modo geral, isentadas do pagamento
de taxas de registo.
Próximas etapas
As outras instituições da UE, designadamente o Parlamento Europeu e o
Conselho, examinarão o pacote de medidas proposto pela Comissão e
adoptarão as suas posições em devido tempo. Nesta fase, estima-se que
o pacote entrará em vigor em 2016.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/06e.htm
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Ser agricultor está na moda ou é uma alternativa?
Assunção Cristas refere que o sector está a renovar-se e a atrair
gente jovem com "outros conhecimentos e tecnologia".
06-05-2013 16:52
Há cada vez mais candidaturas ao programa de desenvolvimento rural
Jovens de Vieira do Minho pegam na enxada para virar costas à crise
Jovens licenciados recorrem à agricultura como saída profissional
Novos rurais devem ser mais acompanhados no arranque dos projectos
A ministra da Agricultura disse esta segunda-feira que o Governo está
a receber mais candidaturas mensais ao apoio à instalação de jovens
agricultores, o que "mostra que a agricultura é uma alternativa".
"Quando o Governo começou, abrimos em permanência as medidas de apoio
à instalação dos jovens agricultores. Na altura, a cadência mensal de
candidaturas era de 200, passado uns meses subiu para 240 e no final
do ano era de 280 por mês", afirmou Assunção Cristas, à margem de uma
conferência do semanário "Expresso" sobre agricultura sustentável.
A ministra afirmou que os jovens estão a aproximar-se da agricultura,
onde encontram uma alternativa, e sustenta que já se vêem "bons
exemplos a vários níveis, desde as explorações mais sofisticadas até
outras com grande escala empresarial".
De acordo com Assunção Cristas, metade destes jovens tem formação
superior, "não necessariamente em agricultura" mas em áreas
completamente diferentes". "Este é um sinal positivo de um sector
agrícola que consegue renovar-se e atrair gente com outros
conhecimentos e tecnologia."
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=106491
gente jovem com "outros conhecimentos e tecnologia".
06-05-2013 16:52
Há cada vez mais candidaturas ao programa de desenvolvimento rural
Jovens de Vieira do Minho pegam na enxada para virar costas à crise
Jovens licenciados recorrem à agricultura como saída profissional
Novos rurais devem ser mais acompanhados no arranque dos projectos
A ministra da Agricultura disse esta segunda-feira que o Governo está
a receber mais candidaturas mensais ao apoio à instalação de jovens
agricultores, o que "mostra que a agricultura é uma alternativa".
"Quando o Governo começou, abrimos em permanência as medidas de apoio
à instalação dos jovens agricultores. Na altura, a cadência mensal de
candidaturas era de 200, passado uns meses subiu para 240 e no final
do ano era de 280 por mês", afirmou Assunção Cristas, à margem de uma
conferência do semanário "Expresso" sobre agricultura sustentável.
A ministra afirmou que os jovens estão a aproximar-se da agricultura,
onde encontram uma alternativa, e sustenta que já se vêem "bons
exemplos a vários níveis, desde as explorações mais sofisticadas até
outras com grande escala empresarial".
De acordo com Assunção Cristas, metade destes jovens tem formação
superior, "não necessariamente em agricultura" mas em áreas
completamente diferentes". "Este é um sinal positivo de um sector
agrícola que consegue renovar-se e atrair gente com outros
conhecimentos e tecnologia."
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=106491
32% da carne de suíno que consumimos vem do exterior
Em 2011, o grau de auto-aprovisionamento de Portugal foi de 67,8% o
que traduz um
grau de dependência do exterior situado em 32%.
É este o alerta feito pelo Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações
Agro-Alimentares, com a publicação de um estudo "Evolução da Balança Comercial
do Setor da Carne de Suíno".
Os dados do estudo em causa referem que o défice, após uma ligeira melhoria em
2010, sofreu um agravamento em 2011 atingindo um valor de 330 186 482 euros -
uma situação que faz de Portugal um país dependente das exportações
deste alimento.
Neste momento é uma realidade os portugueses estarem a consumir carne de suíno
proveniente de Espanha, França e Alemanha.
Segundo a Federação Portuguesa da Associação de Suinicultores os custos de
produção poderá levar muitos produtores a abandonar o setor nos próximos tempos.
Por todo o país em talhos e outros pontos de venda, o preço da carne
aumentou, em
média 0,1% ao ano, entre 2005 e 2011, mas os custos de produção para os
agricultores disparou o que põe em causa a sustentabilidade do setor.
A lembrar ainda que a carne suína representa 46% do volume de total de carnes
produzidas em Portugal.
fonte: Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações
Agro-Alimentares
que traduz um
grau de dependência do exterior situado em 32%.
É este o alerta feito pelo Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações
Agro-Alimentares, com a publicação de um estudo "Evolução da Balança Comercial
do Setor da Carne de Suíno".
Os dados do estudo em causa referem que o défice, após uma ligeira melhoria em
2010, sofreu um agravamento em 2011 atingindo um valor de 330 186 482 euros -
uma situação que faz de Portugal um país dependente das exportações
deste alimento.
Neste momento é uma realidade os portugueses estarem a consumir carne de suíno
proveniente de Espanha, França e Alemanha.
Segundo a Federação Portuguesa da Associação de Suinicultores os custos de
produção poderá levar muitos produtores a abandonar o setor nos próximos tempos.
Por todo o país em talhos e outros pontos de venda, o preço da carne
aumentou, em
média 0,1% ao ano, entre 2005 e 2011, mas os custos de produção para os
agricultores disparou o que põe em causa a sustentabilidade do setor.
A lembrar ainda que a carne suína representa 46% do volume de total de carnes
produzidas em Portugal.
fonte: Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações
Agro-Alimentares
FAO reconheceu trabalho de Fidel para acabar com a fome
HOJE às 03:32 actualizada às 09:11
O diretor-geral da organização das Nações Unidas para a Agricultura e
Alimentação (FAO), reconheceu hoje ao líder cubano Fidel Castro o
cumprimento da meta proposta pela agência para a erradicação da fome
na ilha, informou a televisão estatal.
José Graziano da Silva enviou a Fidel Castro e ao povo cubano uma
carta pelo «importante marco» de Cuba ter conseguido cumprir
antecipadamente a meta traçada pela Reunião Anual da FAO em 1996 em
Roma onde foi proposto reduzir a metade o número de pessoas
desnutridas em cada país até ao final de 2015.
O mesmo responsável recordou na missiva a presença de Fidel Castro
nessa reunião e o «discurso breve, mas com impacto e que ainda hoje
perdura na memória coletiva da organização», assinalou.
Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=631234
O diretor-geral da organização das Nações Unidas para a Agricultura e
Alimentação (FAO), reconheceu hoje ao líder cubano Fidel Castro o
cumprimento da meta proposta pela agência para a erradicação da fome
na ilha, informou a televisão estatal.
José Graziano da Silva enviou a Fidel Castro e ao povo cubano uma
carta pelo «importante marco» de Cuba ter conseguido cumprir
antecipadamente a meta traçada pela Reunião Anual da FAO em 1996 em
Roma onde foi proposto reduzir a metade o número de pessoas
desnutridas em cada país até ao final de 2015.
O mesmo responsável recordou na missiva a presença de Fidel Castro
nessa reunião e o «discurso breve, mas com impacto e que ainda hoje
perdura na memória coletiva da organização», assinalou.
Diário Digital / Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=631234
Dependência da Europa atecta contas da Corticeira Amorim
Prejuízo
Sónia Santos Pereira
06/05/13 00:05
Lucro da empresa cai 8,1% no primeiro trimestre. Venda de rolhas não
acompanha subida do consumo de vinho.
A Corticeira Amorim não está a conseguir capitalizar a tendência do
aumento do consumo mundial de vinho. As vendas do negócio das rolhas
cresceram 6,7% para 81,6 milhões de euros, no primeiro trimestre deste
ano face ao homólogo de 2012, mas essa performance positiva deve-se à
integração nas contas do grupo Trefinos. Numa base comparável, a
unidade de rolhas registou uma quebra de 1% nas vendas. "Os principais
mercados reflectem uma retracção nos engarrafamentos, provocada por
condicionalismos de disponibilidade de matéria", justifica a empresa
em comunicado.
Em termos consolidados, a Corticeira Amorim apresentou um volume de
negócios de 133,5 milhões nos três primeiros meses do ano, um aumento
de 1,7% face ao mesmo período de 2012. Contudo, e mais uma vez, este
crescimento prende-se com a contribuição da Trefinos, líder na
produção e comercialização de rolhas de champanhe na Catalunha. A
Trefinos, adquirida em Junho do ano passado por 15,1 milhões, impactou
positivamente as vendas da corticeira em seis milhões de euros, caso
contrário a facturação apresentaria uma "ligeira quebra", adianta o
comunicado.
http://economico.sapo.pt/noticias/dependencia-da-europa-atecta-contas-da-corticeira-amorim_168448.html
Sónia Santos Pereira
06/05/13 00:05
Lucro da empresa cai 8,1% no primeiro trimestre. Venda de rolhas não
acompanha subida do consumo de vinho.
A Corticeira Amorim não está a conseguir capitalizar a tendência do
aumento do consumo mundial de vinho. As vendas do negócio das rolhas
cresceram 6,7% para 81,6 milhões de euros, no primeiro trimestre deste
ano face ao homólogo de 2012, mas essa performance positiva deve-se à
integração nas contas do grupo Trefinos. Numa base comparável, a
unidade de rolhas registou uma quebra de 1% nas vendas. "Os principais
mercados reflectem uma retracção nos engarrafamentos, provocada por
condicionalismos de disponibilidade de matéria", justifica a empresa
em comunicado.
Em termos consolidados, a Corticeira Amorim apresentou um volume de
negócios de 133,5 milhões nos três primeiros meses do ano, um aumento
de 1,7% face ao mesmo período de 2012. Contudo, e mais uma vez, este
crescimento prende-se com a contribuição da Trefinos, líder na
produção e comercialização de rolhas de champanhe na Catalunha. A
Trefinos, adquirida em Junho do ano passado por 15,1 milhões, impactou
positivamente as vendas da corticeira em seis milhões de euros, caso
contrário a facturação apresentaria uma "ligeira quebra", adianta o
comunicado.
http://economico.sapo.pt/noticias/dependencia-da-europa-atecta-contas-da-corticeira-amorim_168448.html
L´AND Vineyards apresenta o vinho L´AND Vineyards Reserva 2010
HOJE às 11:02
O segundo vinho L´AND Vineyards (Reserva 2010) foi apresentado ao
mercado no L'AND Vineyards resort. Com assinatura do enólogo Paulo
Laureano, o vinho foi produzido com uvas das castas Touriga Nacional,
Alicante Bouschet e Touriga Franca que desenham as cores, sabores e
aromas das seis mil garrafas.
Uma rigorosa selecção de uvas, com uma vinificação muito cuidada e uma
maturação em barricas de carvalho francês produziram um vinho de cor
granada, aromas de frutas negras, mentas, especiarias e tosta, num
conjunto estruturado, longo e de enorme elegância.
Nos vinhos L'AND só são usadas castas nacionais, sendo a produção de
uva reduzida substancialmente por forma a concentrar o vinho e
aumentar a sua qualidade.
Sob o olhar de Paulo Laureano e da directora de enologia do L'AND,
Patrícia Batista, procura-se também que a uva tenha uma produção
natural, só usando adubos orgânicos e evitando o uso de químicos de
síntese. Cada colheita é feita à mão em caixas de pequena quantidade
com rigorosa selecção de uvas.
Segundo Paulo Laureano, «nascido nas encostas sobranceiras a
Montemor-o-Novo este L'And Reserva Tinto 2010 revela o despertar de um
"terroir" diferente, onde as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e
Alicante Bouschet começam a marcar o seu espaço. Para beber já ou
guardar, este é um vinho que revela a paixão de todos os que rodeiam
este projecto».
Os vinhos L'AND Vineyards são actualmente comercializados em exclusivo
na loja de produtos L'AND Made localizada no hotel L'AND Vineyards, e
tem o valor de 17 euros a garrafa.
Brevemente também estarão disponíveis na loja online em
http://www.l-andmade.com/.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=631315
O segundo vinho L´AND Vineyards (Reserva 2010) foi apresentado ao
mercado no L'AND Vineyards resort. Com assinatura do enólogo Paulo
Laureano, o vinho foi produzido com uvas das castas Touriga Nacional,
Alicante Bouschet e Touriga Franca que desenham as cores, sabores e
aromas das seis mil garrafas.
Uma rigorosa selecção de uvas, com uma vinificação muito cuidada e uma
maturação em barricas de carvalho francês produziram um vinho de cor
granada, aromas de frutas negras, mentas, especiarias e tosta, num
conjunto estruturado, longo e de enorme elegância.
Nos vinhos L'AND só são usadas castas nacionais, sendo a produção de
uva reduzida substancialmente por forma a concentrar o vinho e
aumentar a sua qualidade.
Sob o olhar de Paulo Laureano e da directora de enologia do L'AND,
Patrícia Batista, procura-se também que a uva tenha uma produção
natural, só usando adubos orgânicos e evitando o uso de químicos de
síntese. Cada colheita é feita à mão em caixas de pequena quantidade
com rigorosa selecção de uvas.
Segundo Paulo Laureano, «nascido nas encostas sobranceiras a
Montemor-o-Novo este L'And Reserva Tinto 2010 revela o despertar de um
"terroir" diferente, onde as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e
Alicante Bouschet começam a marcar o seu espaço. Para beber já ou
guardar, este é um vinho que revela a paixão de todos os que rodeiam
este projecto».
Os vinhos L'AND Vineyards são actualmente comercializados em exclusivo
na loja de produtos L'AND Made localizada no hotel L'AND Vineyards, e
tem o valor de 17 euros a garrafa.
Brevemente também estarão disponíveis na loja online em
http://www.l-andmade.com/.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=631315
O Hazard Analysis and Critical Control Points (HACCP)
Publicado a 5 de Maio de 2013 . Na categoria: Opinião Rubricas Semanais .
Seja o primeiro a comentar este artigo.
O mundo, e nós com ele, vivemos submersos em siglas.
Esta veio-me à memória, por causa do 25 de Abril, que me apanhou a
cumprir o serviço militar, ao tempo obrigatório, e me "tornou" militar
de Abril!
A primeira vez que fiz serviço como oficial de dia – lembro-me como se
fosse hoje! – no Quartel General em Évora, começava a primavera de
1973. Após o render da parada, quase me estatelei ao entrar – melhor
derrapar – no lodo da cozinha! O aspecto era tal que puxei dos galões
e mandei lavar tudo de alto a baixo. E até estar tudo não se cozinhou!
Foi o meu primeiro, e talvez único, golpe militar…
E também por isto resolvi escrevinhar, agora que vivo as questões da
gastronomia, sobre o Hazard Analysis and Critical Control Points
(HACCP), ou seja a Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos,
que é uma abordagem sistemática e estruturada sobre o processo
produtivo dos alimentos e, assim, se permite obter produtos com
elevada segurança.
O sistema HACCP foi desenvolvido nos EUA e após vários anos de
experiência, é hoje recomendado por organizações como a Organização
Mundial de Saúde (OMS), a Comissão Internacional de Especificações
Microbiológicas dos Alimentos (ICMSF) e a Organização das Nações
Unidas para a Agricultura (FAO). Em 1993 foi publicado o código de
HACCP pela Comissão do Codex Alimentarius (FAO/OMS) o qual foi
transposto para a legislação comunitária pela Directiva 93/43 do
Conselho de 14 de Junho de 1993. Em Portugal, o sistema HACCP
transcrito da Directiva Comunitária, foi publicado no Decreto-Lei
nºº67/98 de 18 de Março.
Deverá ser realçada a sua compatibilidade com sistemas de qualidade já
implementados, como por exemplo ISO 9000, onde os procedimentos de
HACCP podem ser integrados em termos de segurança alimentar.
O Sistema de HACCP baseia-se em sete princípios que devem ser usados e
considerados na sua aplicação: a análise dos perigos; determinação dos
pontos críticos de controlo (PCC); estabelecimento dos limites
críticos para cada ponto crítico de controlo (PCC); estabelecimento de
procedimentos de monitorização para controlo de cada ponto crítico;
estabelecimento das acções correctivas a tomar quando um dado PCC se
encontra fora dos níveis aceitáveis; estabelecimento de procedimentos
para a verificação que evidenciem que o sistema de HACCP funciona
efectivamente; estabelecimento de sistemas de registo e arquivo de
dados que documentam todo o plano de HACCP.
Ponto crítico de controlo é entendido como procedimento, operação ou
etapa no qual o controlo deve ser aplicado, sendo essencial para
prevenir, reduzir a níveis aceitáveis ou eliminar um perigo,
relacionado com a inocuidade dos alimentos.
Esta terminologia, demasiado técnica, constitui um código de conduta.
Todos os princípios visam conseguir uma mais exigente prática
quotidiana que afaste comportamentos menos cuidados, a que todos,
infelizmente, continuamos a assistir, seja nas salas dos
estabelecimentos hoteleiros, de restauração e afins, seja nas suas
cozinhas, comportamentos que consistem, por exemplo, na manipulação de
alimentos crus ou já preparados, sem cuidados de higiene.
João Reboredo
joaoreboredo@gmail.com
http://www.gazetacaldas.com/31069/ze-dos-papas-o-hazard-analysis-and-critical-control-points-haccp/
Seja o primeiro a comentar este artigo.
O mundo, e nós com ele, vivemos submersos em siglas.
Esta veio-me à memória, por causa do 25 de Abril, que me apanhou a
cumprir o serviço militar, ao tempo obrigatório, e me "tornou" militar
de Abril!
A primeira vez que fiz serviço como oficial de dia – lembro-me como se
fosse hoje! – no Quartel General em Évora, começava a primavera de
1973. Após o render da parada, quase me estatelei ao entrar – melhor
derrapar – no lodo da cozinha! O aspecto era tal que puxei dos galões
e mandei lavar tudo de alto a baixo. E até estar tudo não se cozinhou!
Foi o meu primeiro, e talvez único, golpe militar…
E também por isto resolvi escrevinhar, agora que vivo as questões da
gastronomia, sobre o Hazard Analysis and Critical Control Points
(HACCP), ou seja a Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos,
que é uma abordagem sistemática e estruturada sobre o processo
produtivo dos alimentos e, assim, se permite obter produtos com
elevada segurança.
O sistema HACCP foi desenvolvido nos EUA e após vários anos de
experiência, é hoje recomendado por organizações como a Organização
Mundial de Saúde (OMS), a Comissão Internacional de Especificações
Microbiológicas dos Alimentos (ICMSF) e a Organização das Nações
Unidas para a Agricultura (FAO). Em 1993 foi publicado o código de
HACCP pela Comissão do Codex Alimentarius (FAO/OMS) o qual foi
transposto para a legislação comunitária pela Directiva 93/43 do
Conselho de 14 de Junho de 1993. Em Portugal, o sistema HACCP
transcrito da Directiva Comunitária, foi publicado no Decreto-Lei
nºº67/98 de 18 de Março.
Deverá ser realçada a sua compatibilidade com sistemas de qualidade já
implementados, como por exemplo ISO 9000, onde os procedimentos de
HACCP podem ser integrados em termos de segurança alimentar.
O Sistema de HACCP baseia-se em sete princípios que devem ser usados e
considerados na sua aplicação: a análise dos perigos; determinação dos
pontos críticos de controlo (PCC); estabelecimento dos limites
críticos para cada ponto crítico de controlo (PCC); estabelecimento de
procedimentos de monitorização para controlo de cada ponto crítico;
estabelecimento das acções correctivas a tomar quando um dado PCC se
encontra fora dos níveis aceitáveis; estabelecimento de procedimentos
para a verificação que evidenciem que o sistema de HACCP funciona
efectivamente; estabelecimento de sistemas de registo e arquivo de
dados que documentam todo o plano de HACCP.
Ponto crítico de controlo é entendido como procedimento, operação ou
etapa no qual o controlo deve ser aplicado, sendo essencial para
prevenir, reduzir a níveis aceitáveis ou eliminar um perigo,
relacionado com a inocuidade dos alimentos.
Esta terminologia, demasiado técnica, constitui um código de conduta.
Todos os princípios visam conseguir uma mais exigente prática
quotidiana que afaste comportamentos menos cuidados, a que todos,
infelizmente, continuamos a assistir, seja nas salas dos
estabelecimentos hoteleiros, de restauração e afins, seja nas suas
cozinhas, comportamentos que consistem, por exemplo, na manipulação de
alimentos crus ou já preparados, sem cuidados de higiene.
João Reboredo
joaoreboredo@gmail.com
http://www.gazetacaldas.com/31069/ze-dos-papas-o-hazard-analysis-and-critical-control-points-haccp/
O caso da carne de cavalo “é uma prova de que o sistema funciona”
ALEXANDRA PRADO COELHO
05/05/2013 - 20:21
Tornar produtos tradicionais mais saudáveis, realizar testes
alimentares mais fiáveis, definir que informação deve vir nos rótulos
– a Comissão Europeia quer os cientistas a inovar o sector alimentar
na Europa, diz Antonio Di Giulio, responsável pela política de
investigação do organismo europeu, em entrevista ao PÚBLICO.
O número de testes à carne na Europa aumentou NUNO FERREIRA SANTOS
A quantidade de testes feitos à carne na Europa aumentou depois da
descoberta de que carne de cavalo estava a ser vendida como sendo de
vaca – um escândalo que veio provar que "a legislação e os testes que
temos funcionam", afirma António Di Giulio, director-geral para a
Investigação e Inovação – Biotecnologias, Agricultura e Alimentação da
Comissão Europeia.
"As pessoas no exterior [da União] sabem agora que temos um sistema
que funciona, caso contrário não teríamos descoberto" a fraude, disse,
numa conversa com o PÚBLICO. "Mas claro que há sempre espaço para
melhorar, e é aí que a ciência entra em cena, para aumentar a
qualidade dos testes, a velocidade, e fiabilidade".
Di Giulio esteve em Lisboa para participar na conferência de
encerramento do ciclo dedicado ao Futuro da Alimentação, organizado
pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo jornal PÚBLICO – conferência
que coincidiu também com o lançamento do livro O Futuro da
Alimentação: Ambiente, Saúde, Economia, organizado por José Lima
Santos, Isabel do Carmo, Pedro Graça e Isabel Ribeiro.
O responsável europeu veio explicar qual o papel da sua
direcção-geral, e de que forma a União Europeia está a apostar na
inovação ligada à Alimentação, Agricultura e Pescas, apoiando
projectos de investigação nestas áreas. "Hoje, graças a técnicas
científicas, o custo dos testes reduziu-se muito. Isto é também um
elemento importante. Há dez ou quinze anos o preço era menos eficaz.
Além disso, temos trabalhado muito na questão da amostragem. Qual a
forma mais eficaz de retirar amostras de um produto? Temos promovido
vários projectos ligados a este tema", explica Di Giulio.
A importância da rotulagem
Outra área, que se cruza também com a segurança alimentar, e na qual
têm trabalhado é a da rotulagem. "Os rótulos são muito importantes,
mas a pesquisa diz que há um limite de informação que conseguimos
reter, e que é de três, quatro, cinco elementos no máximo. Isto faz
parte do debate: até onde devemos ir na rotulagem? O que as pessoas
lêem é a data de validade ou o 'consumir antes de…', ou, se tiverem
algum problema de saúde, tentam perceber se há algum elemento que lhes
faça mal. Há um debate aberto, e é aqui que a indústria e os
accionistas entram, com diferentes pontos de vista, e a ciência tem
que ajudar a garantir que no final o que for feito é para ajudar os
consumidores."
Reduzir a informação nos rótulos por incapacidade das pessoas a
entenderem toda não pode ser uma desculpa, usada pela indústria, para
não a dar? Di Giulio garante que não. "O que queremos é que as pessoas
possam fazer uma escolha informada. Não é escolher, sublinho, é fazer
uma escolha informada."
A Comissão Europeia lançou em Julho do ano passado o segundo convite à
apresentação de propostas (o prazo terminou em Fevereiro) para
financiamentos nestas áreas no âmbito do Horizonte 2020 da EU. Já
foram seleccionados os projectos a apoiar, mas os resultados ainda não
foram anunciados publicamente.
Um exemplo: como tornar os produtos tradicionais melhores para a saúde
sem que percam as qualidades? "Como é que se pode reduzir a quantidade
de sal que geralmente se coloca nestes produtos? Ou reduzir a gordura
sem prejudicar o gosto? Lançámos há três ou quatro anos um projecto
chamado True Food quer serviu, por exemplo, para perceber como é que
se pode curar presunto de forma tradicional sempre tentando atingir
patamares mais saudáveis". No mais recente convite à apresentação de
propostas, foi lançado outro tema: como é que se garante a
transferência dos saberes tradicionais? "Quando uma pessoa que sabe
fazer uma coisa se reforma, o novo será tão eficaz como ele? Esta é
uma questão que deve ser debatida pelos cientistas".
http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-caso-da-carne-de-cavalo-e-uma-prova-de-que-o-sistema-funciona-1593424
05/05/2013 - 20:21
Tornar produtos tradicionais mais saudáveis, realizar testes
alimentares mais fiáveis, definir que informação deve vir nos rótulos
– a Comissão Europeia quer os cientistas a inovar o sector alimentar
na Europa, diz Antonio Di Giulio, responsável pela política de
investigação do organismo europeu, em entrevista ao PÚBLICO.
O número de testes à carne na Europa aumentou NUNO FERREIRA SANTOS
A quantidade de testes feitos à carne na Europa aumentou depois da
descoberta de que carne de cavalo estava a ser vendida como sendo de
vaca – um escândalo que veio provar que "a legislação e os testes que
temos funcionam", afirma António Di Giulio, director-geral para a
Investigação e Inovação – Biotecnologias, Agricultura e Alimentação da
Comissão Europeia.
"As pessoas no exterior [da União] sabem agora que temos um sistema
que funciona, caso contrário não teríamos descoberto" a fraude, disse,
numa conversa com o PÚBLICO. "Mas claro que há sempre espaço para
melhorar, e é aí que a ciência entra em cena, para aumentar a
qualidade dos testes, a velocidade, e fiabilidade".
Di Giulio esteve em Lisboa para participar na conferência de
encerramento do ciclo dedicado ao Futuro da Alimentação, organizado
pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo jornal PÚBLICO – conferência
que coincidiu também com o lançamento do livro O Futuro da
Alimentação: Ambiente, Saúde, Economia, organizado por José Lima
Santos, Isabel do Carmo, Pedro Graça e Isabel Ribeiro.
O responsável europeu veio explicar qual o papel da sua
direcção-geral, e de que forma a União Europeia está a apostar na
inovação ligada à Alimentação, Agricultura e Pescas, apoiando
projectos de investigação nestas áreas. "Hoje, graças a técnicas
científicas, o custo dos testes reduziu-se muito. Isto é também um
elemento importante. Há dez ou quinze anos o preço era menos eficaz.
Além disso, temos trabalhado muito na questão da amostragem. Qual a
forma mais eficaz de retirar amostras de um produto? Temos promovido
vários projectos ligados a este tema", explica Di Giulio.
A importância da rotulagem
Outra área, que se cruza também com a segurança alimentar, e na qual
têm trabalhado é a da rotulagem. "Os rótulos são muito importantes,
mas a pesquisa diz que há um limite de informação que conseguimos
reter, e que é de três, quatro, cinco elementos no máximo. Isto faz
parte do debate: até onde devemos ir na rotulagem? O que as pessoas
lêem é a data de validade ou o 'consumir antes de…', ou, se tiverem
algum problema de saúde, tentam perceber se há algum elemento que lhes
faça mal. Há um debate aberto, e é aqui que a indústria e os
accionistas entram, com diferentes pontos de vista, e a ciência tem
que ajudar a garantir que no final o que for feito é para ajudar os
consumidores."
Reduzir a informação nos rótulos por incapacidade das pessoas a
entenderem toda não pode ser uma desculpa, usada pela indústria, para
não a dar? Di Giulio garante que não. "O que queremos é que as pessoas
possam fazer uma escolha informada. Não é escolher, sublinho, é fazer
uma escolha informada."
A Comissão Europeia lançou em Julho do ano passado o segundo convite à
apresentação de propostas (o prazo terminou em Fevereiro) para
financiamentos nestas áreas no âmbito do Horizonte 2020 da EU. Já
foram seleccionados os projectos a apoiar, mas os resultados ainda não
foram anunciados publicamente.
Um exemplo: como tornar os produtos tradicionais melhores para a saúde
sem que percam as qualidades? "Como é que se pode reduzir a quantidade
de sal que geralmente se coloca nestes produtos? Ou reduzir a gordura
sem prejudicar o gosto? Lançámos há três ou quatro anos um projecto
chamado True Food quer serviu, por exemplo, para perceber como é que
se pode curar presunto de forma tradicional sempre tentando atingir
patamares mais saudáveis". No mais recente convite à apresentação de
propostas, foi lançado outro tema: como é que se garante a
transferência dos saberes tradicionais? "Quando uma pessoa que sabe
fazer uma coisa se reforma, o novo será tão eficaz como ele? Esta é
uma questão que deve ser debatida pelos cientistas".
http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-caso-da-carne-de-cavalo-e-uma-prova-de-que-o-sistema-funciona-1593424
Químico vira costas a Lisboa e cria empresa de sabonetes de azeite em Marvão
4 de Maio, 2013
Uma empresa que produz sabonetes de azeite está a dar os primeiros
passos em Marvão, no Alentejo, pelas mãos de Nuno Matos, de 34 anos,
que abandonou o emprego em Lisboa para realizar o seu sonho de
criança.
"Os meus avós eram de Marvão e eu vinha sempre de Lisboa passar as
férias de verão com eles e, desde pequeno, sempre quis vir viver para
esta zona e aqui trabalhar", disse o empresário, em declarações à
agência Lusa.
Licenciado em química, Nuno Matos trabalhava em Lisboa, como
responsável da qualidade numa empresa de moldes e plásticos, mas
decidiu radicar-se no Alto Alentejo e produzir os sabonetes, desde que
observou que a produção de azeite na propriedade agrícola da família
era superior ao consumo.
Para a produção do sabonete, que deixa a pele "hidratada, macia e sem
resíduos", o empresário utiliza, além de azeite, castanha de Marvão
transformada em farinha, mel produzido na propriedade e óleo de coco,
entre outras essências naturais.
"Os sabonetes são feitos a partir de azeite da propriedade, são
saponificados com soda cáustica e estão durante 30 dias a secar num
local escuro e seco", explicou.
O processo de elaboração, segundo Nuno Matos, "é extremamente
simples", podendo o sabonete ser feito por qualquer pessoa em casa,
"mas só pode ser comercializado por um técnico responsável".
Os primeiros sabonetes de azeite que Nuno Matos está a produzir estão
a ser comercializados numa loja de Marvão, decorrendo as vendas a bom
ritmo, situação que deixa o empresário "bastante satisfeito".
O empresário, que produz os sabonetes em instalações ainda
provisórias, espera abrir "em breve" uma fábrica na propriedade, uma
vez que o seu objectivo passa por "expandir" o laboratório para um
espaço "com mais condições".
Após essa fase, Nuno Matos não descarta a possibilidade de explorar
outros sectores de mercado, como os cremes para as mãos produzidos à
base de azeite.
Manifestando a esperança de criar dois ou três postos de trabalho,
após a empresa, denominada "Oliveban", ser instalada num novo espaço e
estar estabilizado o projecto, o empresário considerou que "há
mercado" em Portugal para que o produto seja aceite por parte dos
consumidores.
Nuno Matos acredita que o produto "tem tudo" para alcançar o sucesso,
uma vez que o azeite possui propriedades extremamente benéficas para a
pele e "não tem tantos produtos químicos" como os sabonetes
normalmente comercializados, que "utilizam gorduras animais e ou
outras gorduras vegetais provenientes de petróleo".
"Estes sabonetes vêm de azeite, que é uma gordura 100 por cento
vegetal", vincou.
A empresa de Nuno Matos venceu, em 2012, o concurso lançado pelo
município de Marvão sobre ideias de negócio, subordinado ao tema
"Novas Ideias, Novos Negócios", tendo a iniciativa contado com a
participação de sete concorrentes, em ramos de actividade diferentes e
que incidiam no empreendedorismo jovem.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74311
Uma empresa que produz sabonetes de azeite está a dar os primeiros
passos em Marvão, no Alentejo, pelas mãos de Nuno Matos, de 34 anos,
que abandonou o emprego em Lisboa para realizar o seu sonho de
criança.
"Os meus avós eram de Marvão e eu vinha sempre de Lisboa passar as
férias de verão com eles e, desde pequeno, sempre quis vir viver para
esta zona e aqui trabalhar", disse o empresário, em declarações à
agência Lusa.
Licenciado em química, Nuno Matos trabalhava em Lisboa, como
responsável da qualidade numa empresa de moldes e plásticos, mas
decidiu radicar-se no Alto Alentejo e produzir os sabonetes, desde que
observou que a produção de azeite na propriedade agrícola da família
era superior ao consumo.
Para a produção do sabonete, que deixa a pele "hidratada, macia e sem
resíduos", o empresário utiliza, além de azeite, castanha de Marvão
transformada em farinha, mel produzido na propriedade e óleo de coco,
entre outras essências naturais.
"Os sabonetes são feitos a partir de azeite da propriedade, são
saponificados com soda cáustica e estão durante 30 dias a secar num
local escuro e seco", explicou.
O processo de elaboração, segundo Nuno Matos, "é extremamente
simples", podendo o sabonete ser feito por qualquer pessoa em casa,
"mas só pode ser comercializado por um técnico responsável".
Os primeiros sabonetes de azeite que Nuno Matos está a produzir estão
a ser comercializados numa loja de Marvão, decorrendo as vendas a bom
ritmo, situação que deixa o empresário "bastante satisfeito".
O empresário, que produz os sabonetes em instalações ainda
provisórias, espera abrir "em breve" uma fábrica na propriedade, uma
vez que o seu objectivo passa por "expandir" o laboratório para um
espaço "com mais condições".
Após essa fase, Nuno Matos não descarta a possibilidade de explorar
outros sectores de mercado, como os cremes para as mãos produzidos à
base de azeite.
Manifestando a esperança de criar dois ou três postos de trabalho,
após a empresa, denominada "Oliveban", ser instalada num novo espaço e
estar estabilizado o projecto, o empresário considerou que "há
mercado" em Portugal para que o produto seja aceite por parte dos
consumidores.
Nuno Matos acredita que o produto "tem tudo" para alcançar o sucesso,
uma vez que o azeite possui propriedades extremamente benéficas para a
pele e "não tem tantos produtos químicos" como os sabonetes
normalmente comercializados, que "utilizam gorduras animais e ou
outras gorduras vegetais provenientes de petróleo".
"Estes sabonetes vêm de azeite, que é uma gordura 100 por cento
vegetal", vincou.
A empresa de Nuno Matos venceu, em 2012, o concurso lançado pelo
município de Marvão sobre ideias de negócio, subordinado ao tema
"Novas Ideias, Novos Negócios", tendo a iniciativa contado com a
participação de sete concorrentes, em ramos de actividade diferentes e
que incidiam no empreendedorismo jovem.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74311
Associação de Municípios Portugueses do Vinho celebrou 6º aniversário
by Virginia Galvan
Maio 3, 2013
CARTAXO – No passado dia 30 de abril, a Associação de Municípios
Portugueses do Vinho (AMPV) comemorou o seu 6.º aniversário, no âmbito
do qual foram atribuídos os Prémios Prestígio AMPV 2012.
Constituída em 2007 por 18 municípios, a AMPV tem atualmente 75
municípios associados, de todas as regiões do país. O percurso da
associação tem sido "muito positivo", na opinião do seu
secretário-geral, José Arruda, que recordou nesta sessão as
iniciativas que mais têm marcado a atividade da AMPV.
"A AMPV tem procurado promover iniciativas que façam com que os
municípios possam estar na linha da frente da promoção dos vinhos e
dos territórios, tem sido seis anos de atividade intensa", frisou,
dando como exemplos a criação da Cidade do Vinho, do Dia Europeu do
Enoturismo e do Dia do Vinho, o trabalho realizado no âmbito das Rotas
do Vinho, as redes de parcerias estabelecidas com entidades nacionais
e internacionais e, mais recentemente, os fóruns regionais que vão
culminar na realização do Congresso Nacional "O Vinho e Mundo Rural",
em junho, na Feira Nacional de Agricultura.
Marcaram também presença nesta sessão comemorativa do 6.º aniversário
da AMPV Manuel Coutinho, presidente da Assembleia Intermunicipal da
AMPV, Bernardo Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal do
Cartaxo, e Pedro Gil, vereador da Câmara Municipal do Cartaxo.
Instituto da Vinha e do Vinho recebe Prémio Entidade 2012
A AMPV decidiu desta vez distinguir o Instituto da Vinha e do Vinho
(IVV), com o prémio Entidade do Vinho 2012.
O Instituto da Vinha e do Vinho foi criado em 1986, sucedendo à Junta
Nacional do Vinho, e a sua criação teve como principal objetivo
adequar a organização corporativa ainda existente aos princípios e
regras próprias da Organização Comum do Mercado (OCM).
Desde a sua criação, o Instituto tem sido objeto de várias alterações
e reestruturações orgânicas, visando adequar a sua atuação à reforma
institucional do setor vitivinícola e às mudanças de paradigmas
económicos.
Atualmente a missão do IVV consiste em coordenar e controlar a
organização institucional do setor vitivinícola, auditar o sistema de
certificação de qualidade, acompanhar a política da União Europeia e
preparar as regras para a sua aplicação, bem como participar na
coordenação e supervisão da promoção dos produtos vitivinícolas e
assegurar o funcionamento da Comissão Nacional da Organização
Internacional da Vinha e do Vinho.
Desenvolve ainda atividade na participação e acompanhamento de
processos relativos ao setor vitivinícola, desenvolve ações tendentes
à melhoria da qualidade dos produtos vitivinícolas, ao reforço da
competitividade e internacionalização e ao desenvolvimento sustentável
do setor vitivinícola, coordena e gere o Sistema Nacional Integrado de
Informação da Vinha e do Vinho, atua na cobrança de taxas e define e
coordena a aplicação de medidas de gestão do património vitícola
nacional e da sua valorização.
Prémio Personalidade do Vinho entregue a Manuel Novaes Cabral
Manuel Novaes Cabral é atualmente presidente do Instituto dos Vinhos
Douro e Porto (IVDP) e foi a personalidade distinguida este ano com o
Prémio Prestígio da AMPV.
Manuel Novaes Cabral é licenciado em Direito, Pós-graduado em Estudos
Europeus (dominante Económica), pela Universidade Católica Portuguesa,
e Auditor do Instituto de Defesa Nacional (CDN-94).
Foi Director Municipal da Presidência da Câmara Municipal do Porto
(2003-2011), Chefe de Gabinete do Ministro das Obras Públicas,
Transportes e Habitação do XV Governo Constitucional (2002-03) e ainda
Secretário-Geral da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas,
Bordéus (1998-2001). É desde 2003 o representante da Câmara do Porto
da Rede das Capitais de Grandes Vinhedos (Great Wine Capitals Global
Network).
É ainda autor da obra "Aspectos da Política Vitivinícola das Regiões
Europeias" e em 2012 assumiu a presidência do IVDP, tendo-lhe
imprimido uma liderança dinâmica na promoção dos vinhos do Porto e
Douro.
http://local.pt/associacao-de-municipios-portugueses-do-vinho-celebrou-6o-aniversario/
Maio 3, 2013
CARTAXO – No passado dia 30 de abril, a Associação de Municípios
Portugueses do Vinho (AMPV) comemorou o seu 6.º aniversário, no âmbito
do qual foram atribuídos os Prémios Prestígio AMPV 2012.
Constituída em 2007 por 18 municípios, a AMPV tem atualmente 75
municípios associados, de todas as regiões do país. O percurso da
associação tem sido "muito positivo", na opinião do seu
secretário-geral, José Arruda, que recordou nesta sessão as
iniciativas que mais têm marcado a atividade da AMPV.
"A AMPV tem procurado promover iniciativas que façam com que os
municípios possam estar na linha da frente da promoção dos vinhos e
dos territórios, tem sido seis anos de atividade intensa", frisou,
dando como exemplos a criação da Cidade do Vinho, do Dia Europeu do
Enoturismo e do Dia do Vinho, o trabalho realizado no âmbito das Rotas
do Vinho, as redes de parcerias estabelecidas com entidades nacionais
e internacionais e, mais recentemente, os fóruns regionais que vão
culminar na realização do Congresso Nacional "O Vinho e Mundo Rural",
em junho, na Feira Nacional de Agricultura.
Marcaram também presença nesta sessão comemorativa do 6.º aniversário
da AMPV Manuel Coutinho, presidente da Assembleia Intermunicipal da
AMPV, Bernardo Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal do
Cartaxo, e Pedro Gil, vereador da Câmara Municipal do Cartaxo.
Instituto da Vinha e do Vinho recebe Prémio Entidade 2012
A AMPV decidiu desta vez distinguir o Instituto da Vinha e do Vinho
(IVV), com o prémio Entidade do Vinho 2012.
O Instituto da Vinha e do Vinho foi criado em 1986, sucedendo à Junta
Nacional do Vinho, e a sua criação teve como principal objetivo
adequar a organização corporativa ainda existente aos princípios e
regras próprias da Organização Comum do Mercado (OCM).
Desde a sua criação, o Instituto tem sido objeto de várias alterações
e reestruturações orgânicas, visando adequar a sua atuação à reforma
institucional do setor vitivinícola e às mudanças de paradigmas
económicos.
Atualmente a missão do IVV consiste em coordenar e controlar a
organização institucional do setor vitivinícola, auditar o sistema de
certificação de qualidade, acompanhar a política da União Europeia e
preparar as regras para a sua aplicação, bem como participar na
coordenação e supervisão da promoção dos produtos vitivinícolas e
assegurar o funcionamento da Comissão Nacional da Organização
Internacional da Vinha e do Vinho.
Desenvolve ainda atividade na participação e acompanhamento de
processos relativos ao setor vitivinícola, desenvolve ações tendentes
à melhoria da qualidade dos produtos vitivinícolas, ao reforço da
competitividade e internacionalização e ao desenvolvimento sustentável
do setor vitivinícola, coordena e gere o Sistema Nacional Integrado de
Informação da Vinha e do Vinho, atua na cobrança de taxas e define e
coordena a aplicação de medidas de gestão do património vitícola
nacional e da sua valorização.
Prémio Personalidade do Vinho entregue a Manuel Novaes Cabral
Manuel Novaes Cabral é atualmente presidente do Instituto dos Vinhos
Douro e Porto (IVDP) e foi a personalidade distinguida este ano com o
Prémio Prestígio da AMPV.
Manuel Novaes Cabral é licenciado em Direito, Pós-graduado em Estudos
Europeus (dominante Económica), pela Universidade Católica Portuguesa,
e Auditor do Instituto de Defesa Nacional (CDN-94).
Foi Director Municipal da Presidência da Câmara Municipal do Porto
(2003-2011), Chefe de Gabinete do Ministro das Obras Públicas,
Transportes e Habitação do XV Governo Constitucional (2002-03) e ainda
Secretário-Geral da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas,
Bordéus (1998-2001). É desde 2003 o representante da Câmara do Porto
da Rede das Capitais de Grandes Vinhedos (Great Wine Capitals Global
Network).
É ainda autor da obra "Aspectos da Política Vitivinícola das Regiões
Europeias" e em 2012 assumiu a presidência do IVDP, tendo-lhe
imprimido uma liderança dinâmica na promoção dos vinhos do Porto e
Douro.
http://local.pt/associacao-de-municipios-portugueses-do-vinho-celebrou-6o-aniversario/
Secretário do Ambiente madeirense contra lei que obriga agricultores acolectarem-se
O Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António
Correia, pediu ontem à Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para
revogar a lei que obriga os agricultores a colectarem-se nas Finanças.
Ao intervir na sessão de encerramento da Festa do Limão, na freguesia
da Ilha, no concelho de Santana, Manuel António Correia declarou: "eu
faço, aqui, um apelo público ao Governo da República um apelo veemente
em nome e defesa dos agricultores da Região - mudem essa lei, que essa
lei não serve, prejudica os agricultores e este apelo é dirigido à
senhora Ministra da Agricultora".
A Freguesia da Ilha é o principal pólo de produção do limão que, em
2012, atingiu as 1.242 toneladas.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/05a.htm
Correia, pediu ontem à Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para
revogar a lei que obriga os agricultores a colectarem-se nas Finanças.
Ao intervir na sessão de encerramento da Festa do Limão, na freguesia
da Ilha, no concelho de Santana, Manuel António Correia declarou: "eu
faço, aqui, um apelo público ao Governo da República um apelo veemente
em nome e defesa dos agricultores da Região - mudem essa lei, que essa
lei não serve, prejudica os agricultores e este apelo é dirigido à
senhora Ministra da Agricultora".
A Freguesia da Ilha é o principal pólo de produção do limão que, em
2012, atingiu as 1.242 toneladas.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/05a.htm
UTAD e Quercus apresentam em Seia “Projeto SAVE”
Teve lugar em Seia, no passado dia 10 de Abril, a primeira
apresentação pública do "Projeto SAVE – Valorização de Serviços
Ambientais de Agroecossistemas em Áreas Protegidas". Trata-se de uma
iniciativa coordenada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
(UTAD), em parceria com a Quercus e com o apoio da Câmara Municipal de
Seia, que tem como principal objectivo «a produção, divulgação e
difusão de conhecimento sobre serviços de ecossistema proporcionados
pelos sistemas agro-silvo-pastoris em áreas rurais com estatuto de
protecção, com vista à sua valorização e governança».
A primeira apresentação e discussão pública dos resultados já obtidos
decorreu no CISE, cabendo a Carlos Filipe Camelo, presidente da Câmara
de Seia, Lívia Madureira, da UTAD, e a Paulo Magalhães, da Quercus,
apresentar os benefícios dos ecossistemas agro-silvo-pastoris do
Parque Natural da Serra da Estrela, que incluem o conhecimento,
informação e experiência sobre a importância dos serviços de
ecossistemas em áreas de montanha protegidas. Os coordenadores do
projecto salientaram também que o SAVE pretende adoptar uma «visão
partilhada pelos agentes locais do valor dos serviços de ecossistema e
mecanismos de valorização, que potenciará a implementação de modelos
de governança eficazes, eficientes e equitativos nas áreas protegidas
portuguesas».
Durante a discussão, que envolveu agentes locais, foram transmitidos e
identificados a delimitação dos benefícios dos ecossistemas
agro-silvo-pastoris do PNSE (produção de madeira, leite, qualidade e
disponibilidade de água, controle de erosão, prevenção de fogo,
recreio e lazer, etc.) e a valorização destes benefícios em favor dos
gestores dos ecossistemas agro-silvo-pastoris do PNSE (agricultores,
pastores, proprietários florestais, associações, empresas, etc.)
Financiado pelo Programa da Rede Rural Nacional, o projecto iniciou-se
em Fevereiro de 2012 e tem uma duração prevista de 16 meses.
http://www.portadaestrela.com/noticia.asp?idEdicao=382&id=16923&idSeccao=3678&Action=noticia
apresentação pública do "Projeto SAVE – Valorização de Serviços
Ambientais de Agroecossistemas em Áreas Protegidas". Trata-se de uma
iniciativa coordenada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
(UTAD), em parceria com a Quercus e com o apoio da Câmara Municipal de
Seia, que tem como principal objectivo «a produção, divulgação e
difusão de conhecimento sobre serviços de ecossistema proporcionados
pelos sistemas agro-silvo-pastoris em áreas rurais com estatuto de
protecção, com vista à sua valorização e governança».
A primeira apresentação e discussão pública dos resultados já obtidos
decorreu no CISE, cabendo a Carlos Filipe Camelo, presidente da Câmara
de Seia, Lívia Madureira, da UTAD, e a Paulo Magalhães, da Quercus,
apresentar os benefícios dos ecossistemas agro-silvo-pastoris do
Parque Natural da Serra da Estrela, que incluem o conhecimento,
informação e experiência sobre a importância dos serviços de
ecossistemas em áreas de montanha protegidas. Os coordenadores do
projecto salientaram também que o SAVE pretende adoptar uma «visão
partilhada pelos agentes locais do valor dos serviços de ecossistema e
mecanismos de valorização, que potenciará a implementação de modelos
de governança eficazes, eficientes e equitativos nas áreas protegidas
portuguesas».
Durante a discussão, que envolveu agentes locais, foram transmitidos e
identificados a delimitação dos benefícios dos ecossistemas
agro-silvo-pastoris do PNSE (produção de madeira, leite, qualidade e
disponibilidade de água, controle de erosão, prevenção de fogo,
recreio e lazer, etc.) e a valorização destes benefícios em favor dos
gestores dos ecossistemas agro-silvo-pastoris do PNSE (agricultores,
pastores, proprietários florestais, associações, empresas, etc.)
Financiado pelo Programa da Rede Rural Nacional, o projecto iniciou-se
em Fevereiro de 2012 e tem uma duração prevista de 16 meses.
http://www.portadaestrela.com/noticia.asp?idEdicao=382&id=16923&idSeccao=3678&Action=noticia
FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz arranca a 8 de Maio
by Daniel Rijo
Maio 3, 2013
ESTREMOZ – Irá decorrer de 8 a 12 de maio de 2013 a 27.ª edição da
FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz, no Parque de
Feiras e Exposições desta cidade.
A feira abrirá ao público às 16h00 do dia 8 de maio, contando a
cerimónia oficial de inauguração com a presença do Presidente do
Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses,
Dr. Fernando Ruas.
A FIAPE contará com mais de 250 expositores, nas mais diversas áreas
de atividade: pecuária, maquinaria agrícola, atividades comerciais e
industriais, artesanato, produtos regionais, instituições,
restaurantes, ramo automóvel, divertimentos e muito mais.
Integrada na FIAPE acontece a Feira de Artesanato de Estremoz, que
este ano comemora a sua 31.ª edição e conta com a presença de 90
artesãos, das mais diversas áreas, confirmando a estatuto da maior e
melhor feira do setor no Sul do País.
A Juvemoz – Festa da Juventude de Estremoz, para além do espaço de
bares e discoteca, que já é uma referência na noite da FIAPE, irá
contar com a realização de várias atividades direcionadas ao público
jovem, das quais se destacam os colóquios, uma zona institucional
dedicada à juventude, área de desportos radicais e zona de atividades
digitais.
No palco principal atuarão os seguintes artistas: dia 8 BANDALUSA, dia
9 UNIÃO & DEZALINHADOS, dia 10 EXPENSIVE SOUL, dia 11 TONY CARREIRA e
dia 12 FOLCLORE com os Ranchos do concelho e seus convidados.
Diariamente, após os espetáculos, a diversão será garantida no Espaço
Juvemoz e no Espaço Studio 80 com Bares e Discoteca.
Dos 5 dias de feira, três são com entrada gratuita, sendo necessário
adquirir bilhete para o dia 10 (4€) e para o dia 11 (4€), havendo a
possibilidade de adquirir a pulseira (7€) que dará entrada livre para
todos os dias. Os bilhetes já se encontram à venda online, ou no Posto
de Turismo e estarão à venda nas bilheteiras da feira a partir do dia
8 de maio.
http://local.pt/fiape-feira-internacional-de-agropecuaria-de-estremoz-arranca-a-8-de-maio/
Maio 3, 2013
ESTREMOZ – Irá decorrer de 8 a 12 de maio de 2013 a 27.ª edição da
FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz, no Parque de
Feiras e Exposições desta cidade.
A feira abrirá ao público às 16h00 do dia 8 de maio, contando a
cerimónia oficial de inauguração com a presença do Presidente do
Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses,
Dr. Fernando Ruas.
A FIAPE contará com mais de 250 expositores, nas mais diversas áreas
de atividade: pecuária, maquinaria agrícola, atividades comerciais e
industriais, artesanato, produtos regionais, instituições,
restaurantes, ramo automóvel, divertimentos e muito mais.
Integrada na FIAPE acontece a Feira de Artesanato de Estremoz, que
este ano comemora a sua 31.ª edição e conta com a presença de 90
artesãos, das mais diversas áreas, confirmando a estatuto da maior e
melhor feira do setor no Sul do País.
A Juvemoz – Festa da Juventude de Estremoz, para além do espaço de
bares e discoteca, que já é uma referência na noite da FIAPE, irá
contar com a realização de várias atividades direcionadas ao público
jovem, das quais se destacam os colóquios, uma zona institucional
dedicada à juventude, área de desportos radicais e zona de atividades
digitais.
No palco principal atuarão os seguintes artistas: dia 8 BANDALUSA, dia
9 UNIÃO & DEZALINHADOS, dia 10 EXPENSIVE SOUL, dia 11 TONY CARREIRA e
dia 12 FOLCLORE com os Ranchos do concelho e seus convidados.
Diariamente, após os espetáculos, a diversão será garantida no Espaço
Juvemoz e no Espaço Studio 80 com Bares e Discoteca.
Dos 5 dias de feira, três são com entrada gratuita, sendo necessário
adquirir bilhete para o dia 10 (4€) e para o dia 11 (4€), havendo a
possibilidade de adquirir a pulseira (7€) que dará entrada livre para
todos os dias. Os bilhetes já se encontram à venda online, ou no Posto
de Turismo e estarão à venda nas bilheteiras da feira a partir do dia
8 de maio.
http://local.pt/fiape-feira-internacional-de-agropecuaria-de-estremoz-arranca-a-8-de-maio/
Homem morre em acidente com tractor perto de Torres Vedras
4 de Maio, 2013
Um homem de 70 anos morreu hoje num acidente com um tractor num
terreno agrícola em São Domingos de Carmões, Torres Vedras, revelou à
agência Lusa o comandante dos Bombeiros da localidade, Fernando Barão.
O acidente ocorreu cerca das 18:00 numa zona de cultivo onde um homem
manobrava um tractor, que resvalou para um pequeno riacho, tendo
ficado preso debaixo da máquina.
No local estiveram uma equipa de assistência médica do INEM, elementos
da GNR e 12 homens da corporação de bombeiros de Torres Vedras,
auxiliados por quatro viaturas.
Nas operações foi utilizada uma retroescavadora, dado que o terreno
agrícola não tinha acessos para outro tipo de viaturas.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74332
Um homem de 70 anos morreu hoje num acidente com um tractor num
terreno agrícola em São Domingos de Carmões, Torres Vedras, revelou à
agência Lusa o comandante dos Bombeiros da localidade, Fernando Barão.
O acidente ocorreu cerca das 18:00 numa zona de cultivo onde um homem
manobrava um tractor, que resvalou para um pequeno riacho, tendo
ficado preso debaixo da máquina.
No local estiveram uma equipa de assistência médica do INEM, elementos
da GNR e 12 homens da corporação de bombeiros de Torres Vedras,
auxiliados por quatro viaturas.
Nas operações foi utilizada uma retroescavadora, dado que o terreno
agrícola não tinha acessos para outro tipo de viaturas.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74332
Agricultura : Portugal e a Holanda
06 Maio 2013
Miguel Mota
A revista americana TIME publicou, no seu número de 11-3-2013 um
extenso artigo dedicado à agricultura da Holanda e particularmente à
sua produção de tomate, ao longo de todo o ano, em estufas,
naturalmente, com a mais avançada tecnologia, tomate que exporta para
diversos países. Em subtítulo tem uma frase lapidar:
"Se a Grécia, onde o sol abunda, fosse capaz de produzir e exportar
tomate tão eficientemente como a Holanda, talvez não estivesse em tão
má situação e podia ajudar a salvar a Europa".
Esta frase também assenta como uma luva em relação a Portugal. Tenho
dito o mesmo variadas vezes. E note-se que o tomate ainda é das
culturas em que o país está menos atrasado e consegue exportar uma
razoável quantidade.
Não me admira nada o relato da TIME. Há muitos anos aponto a
excelência da agricultura da Holanda, fruto principalmente duma
investigação agronómica de alto nível, tanto nas universidades como no
Ministério da Agricultura. É uma lição que os nossos ministros da
Agricultura, infelizmente, não têm sido capazes de aprender. Vale a
pena referir uma história elucidativa.
Em 1993, num programa de televisão, Terça à noite, em que se tratou
da Agricultura, um antigo ministro dessa pasta declarou, enfática e
perentoriamente, que as nossas condições naturais não nos permitem
competir e deu como "prova" o facto da Holanda produzir 8 toneladas de
trigo por hectare e Portugal apenas 2 toneladas.
Como nenhum dos presentes soube corrigir esse antigo ministro,
publiquei no Expresso de 17 de Julho de 1993 um artigo em que chamei a
atenção para alguns pontos que alteravam completamente a declaração.
Lembrei que a Holanda produzia 8 T de trigo por hectare nessa altura.
Se recuasse uns 20 ou 30 anos só produzia 5 T e anos mais atrás apenas
3 T, SEMPRE COM AS MESMAS CONDIÇÕES NATURAIS. O que fez a diferença
foi a sua excelente investigação agronómica, a causa da constante
inovação e dessa espectacular subida da produtividade.
Portugal, nas últimas décadas, tem andado criminosamente a destruir a
sua agricultura, começando exactamente por destruir a sua investigação
agronómica. No citado artigo no Expresso lembrei uma frase do ilustre
Professor de Agronomia Engenheiro Agrónomo D. Luís de Castro, no
Prefácio do livro "A cultura do trigo", editado em 1908:
"....poderia transformar a cultura cerealífera em Portugal pela
Ciência. É extraordinário, é fantástico, o susto, o pavor ou a piedade
que inspira entre nós, esta palavra aplicada à Agricultura!"
Ao longo de mais de um século, o único Ministro da Agricultura que
compreendeu a importância da ciência na agricultura e fez a única boa
reforma que deu um enorme avanço a este sector foi o Dr. Rafael Duque,
com a sua excelente legislação de 1936, que incluiu a criação da
Estação Agronómica Nacional. Essa reforma e o ter conseguido encontrar
pessoas com capacidade para a executar foi um enorme passo em frente,
não só para a agricultura e para a investigação agronómica, mas para a
ciência portuguesa. O modelo criado permitiu que outros sectores,
utilizando-o, pudessem conseguir excelentes progressos, o primeiro dos
quais foi a criação do prestigiado Laboratório Nacional de Engenharia
Civil, que também tanto deu ao país e que hoje é uma fracção do que já
foi.
De então para cá apenas pequenos remendos mal deitados e, depois do 25
de Abril, muitas acções de destruição. Começou com a famigerada
Reforma Agrária do PREC, que bastante destruiu. Depois disso a
destruição foi de outro tipo, talvez mais sofisticada e perniciosa,
atacando e demolindo os serviços do Ministério da Agricultura a quem
cabe a tarefa de promover a subida de nível da agricultura portuguesa.
Exactamente o contrário do que fizeram, ao longo dos anos, os
Ministros da Agricultura da Holanda. É imenso o que Portugal perdeu,
em economia e finanças, como resultado dessa destruição, encargo que
não cai apenas sobre os agricultores mas sim, pelos seus efeitos,
sobre todos os portugueses, talvez com excepção dos importadores de
produtos agrícolas, que devem ter feito fabulosas fortunas à custa da
economia de todos nós. O máximo de destruição ocorreu durante o
governo PS de Sócrates, que chegou ao cúmulo de devolver a Bruxelas
centenas de milhões de euros destinados à agricultura. A actual
ministra conseguiu travar essa destruição e teve algumas acções
meritórias que já se fizeram notar. Mas, na minha modesta opinião,
quase nada se fez na direcção que julgo necessária e que teria sido
possível iniciar logo no verão de 2011, há quase dois anos e de que já
se poderiam estar a colher alguns resultados. Tenho pena.
http://clubedospensadores.blogspot.pt/2013/05/agricultura-portugal-e-holanda.html
Miguel Mota
A revista americana TIME publicou, no seu número de 11-3-2013 um
extenso artigo dedicado à agricultura da Holanda e particularmente à
sua produção de tomate, ao longo de todo o ano, em estufas,
naturalmente, com a mais avançada tecnologia, tomate que exporta para
diversos países. Em subtítulo tem uma frase lapidar:
"Se a Grécia, onde o sol abunda, fosse capaz de produzir e exportar
tomate tão eficientemente como a Holanda, talvez não estivesse em tão
má situação e podia ajudar a salvar a Europa".
Esta frase também assenta como uma luva em relação a Portugal. Tenho
dito o mesmo variadas vezes. E note-se que o tomate ainda é das
culturas em que o país está menos atrasado e consegue exportar uma
razoável quantidade.
Não me admira nada o relato da TIME. Há muitos anos aponto a
excelência da agricultura da Holanda, fruto principalmente duma
investigação agronómica de alto nível, tanto nas universidades como no
Ministério da Agricultura. É uma lição que os nossos ministros da
Agricultura, infelizmente, não têm sido capazes de aprender. Vale a
pena referir uma história elucidativa.
Em 1993, num programa de televisão, Terça à noite, em que se tratou
da Agricultura, um antigo ministro dessa pasta declarou, enfática e
perentoriamente, que as nossas condições naturais não nos permitem
competir e deu como "prova" o facto da Holanda produzir 8 toneladas de
trigo por hectare e Portugal apenas 2 toneladas.
Como nenhum dos presentes soube corrigir esse antigo ministro,
publiquei no Expresso de 17 de Julho de 1993 um artigo em que chamei a
atenção para alguns pontos que alteravam completamente a declaração.
Lembrei que a Holanda produzia 8 T de trigo por hectare nessa altura.
Se recuasse uns 20 ou 30 anos só produzia 5 T e anos mais atrás apenas
3 T, SEMPRE COM AS MESMAS CONDIÇÕES NATURAIS. O que fez a diferença
foi a sua excelente investigação agronómica, a causa da constante
inovação e dessa espectacular subida da produtividade.
Portugal, nas últimas décadas, tem andado criminosamente a destruir a
sua agricultura, começando exactamente por destruir a sua investigação
agronómica. No citado artigo no Expresso lembrei uma frase do ilustre
Professor de Agronomia Engenheiro Agrónomo D. Luís de Castro, no
Prefácio do livro "A cultura do trigo", editado em 1908:
"....poderia transformar a cultura cerealífera em Portugal pela
Ciência. É extraordinário, é fantástico, o susto, o pavor ou a piedade
que inspira entre nós, esta palavra aplicada à Agricultura!"
Ao longo de mais de um século, o único Ministro da Agricultura que
compreendeu a importância da ciência na agricultura e fez a única boa
reforma que deu um enorme avanço a este sector foi o Dr. Rafael Duque,
com a sua excelente legislação de 1936, que incluiu a criação da
Estação Agronómica Nacional. Essa reforma e o ter conseguido encontrar
pessoas com capacidade para a executar foi um enorme passo em frente,
não só para a agricultura e para a investigação agronómica, mas para a
ciência portuguesa. O modelo criado permitiu que outros sectores,
utilizando-o, pudessem conseguir excelentes progressos, o primeiro dos
quais foi a criação do prestigiado Laboratório Nacional de Engenharia
Civil, que também tanto deu ao país e que hoje é uma fracção do que já
foi.
De então para cá apenas pequenos remendos mal deitados e, depois do 25
de Abril, muitas acções de destruição. Começou com a famigerada
Reforma Agrária do PREC, que bastante destruiu. Depois disso a
destruição foi de outro tipo, talvez mais sofisticada e perniciosa,
atacando e demolindo os serviços do Ministério da Agricultura a quem
cabe a tarefa de promover a subida de nível da agricultura portuguesa.
Exactamente o contrário do que fizeram, ao longo dos anos, os
Ministros da Agricultura da Holanda. É imenso o que Portugal perdeu,
em economia e finanças, como resultado dessa destruição, encargo que
não cai apenas sobre os agricultores mas sim, pelos seus efeitos,
sobre todos os portugueses, talvez com excepção dos importadores de
produtos agrícolas, que devem ter feito fabulosas fortunas à custa da
economia de todos nós. O máximo de destruição ocorreu durante o
governo PS de Sócrates, que chegou ao cúmulo de devolver a Bruxelas
centenas de milhões de euros destinados à agricultura. A actual
ministra conseguiu travar essa destruição e teve algumas acções
meritórias que já se fizeram notar. Mas, na minha modesta opinião,
quase nada se fez na direcção que julgo necessária e que teria sido
possível iniciar logo no verão de 2011, há quase dois anos e de que já
se poderiam estar a colher alguns resultados. Tenho pena.
http://clubedospensadores.blogspot.pt/2013/05/agricultura-portugal-e-holanda.html
domingo, 5 de maio de 2013
Seminário «Promoção dos Territórios Vitivinícolas» no Cartaxo
by Virginia Galvan
Maio 3, 2013
CARTAXO – O Auditório Municipal da Quinta das Pratas, na cidade do
Cartaxo, recebeu no dia 30 de abril o seminário "Promoção dos
Territórios Vitivinícolas", integrado na Festa do Vinho e realizado no
âmbito da comemoração do 6.º aniversário da Associação de Municípios
Portugueses do Vinho (AMPV).
Autarcas e técnicos de municípios de todo o país, incluindo as ilhas,
e representantes de entidades ligadas ao setor do vinho e ao turismo
marcaram presença nesta iniciativa, que proporcionou a reflexão e o
debate sobre as potencialidades do território e dos produtos nacionais
e as melhores formas de os divulgar no exterior.
O seminário teve como oradores José João Santos, da empresa Essência
do Vinho, e Cristina Azevedo, da Rota do Vinho da Bairrada, tendo a
sessão de abertura contado com a presença de José Arruda,
secretário-geral da AMPV, e Pedro Gil, vereador da Câmara Municipal do
Cartaxo, responsável pela área do Turismo e do projeto Cartaxo –
Capital do Vinho.
Pedro Gil considerou que "Portugal é um caso de estudo no mundo,
porque temos uma enorme diversidade de produtos, incluindo um vinho de
excelência, e uma oferta turística muito grande, mas não temos
conseguido tirar partido deste potencial", constatou.
Para o vereador, as Rotas do Vinho deveriam ser ferramentas
fundamentais da promoção dos territórios, contudo, "tem-se perdido
muito tempo e dinheiro, sem que tenhamos uma legislação que defina
concretamente as regras e incentive a sua implementação. Sinto-me
desgostoso porque não vejo concretizadas no terreno ações que
valorizem o vinho como um verdadeiro impulsionador da economia local e
nacional", afirmou.
Rota do Vinho da Bairrada e Essência do Vinho são "casos de sucesso" em Portugal
A Bairrada é uma das regiões do país que tem ganho uma maior
visibilidade com a dinamização da sua Rota do Vinho. Os projetos que
têm vindo a ser desenvolvidos nesse âmbito foram apresentados neste
seminário por Cristina Azevedo, que afirmou que a associação criada
para a Rota do Vinho da região permitiu "unir os vários intervenientes
do setor do vinho e do turismo, organizando de forma integrada e
estruturada a oferta do território".
Tal como as restantes Rotas do Vinho nacionais, a da Bairrada surgiu
em 1995 e 12 anos depois foi constituída a Associação Rota da
Bairrada. Desde então tem sido desenvolvido um conjunto de atividades
e projetos que têm atraído cada vez mais visitantes – entre 2008 e
2011, a região registou um aumento de 55 mil visitantes,
correspondendo a um crescimento médio anual de quase 42%.
A "Essência do Vinho" é uma empresa especializada na produção de
eventos enogastronómicos, fundada em 2004, no Porto. O percurso da
empresa foi apresentado neste seminário por José João Santos, que
frisou que o "caráter inovador da empresa, a aposta numa imagem
arrojada e a desmistificação do vinho para a generalidade dos
consumidores" têm sido fatores fundamentais para o sucesso das
iniciativas promovidas.
Entre as iniciativas de referência que a empresa organiza destacam-se
a "Essência do Vinho – Porto", a "Essência do Gourmet" e "Peixe em
Lisboa". José João Santos acredita que "Portugal pode afirmar-se ainda
mais pelo eixo do vinho e da gastronomia" e defende como princípios
fundamentais que "o mercado é o mundo" e "o que não é bem comunicado
não existe, saber fazer é ficar mais próximo do sucesso".
http://local.pt/seminario-promocao-dos-territorios-vitivinicolas-no-cartaxo/
Maio 3, 2013
CARTAXO – O Auditório Municipal da Quinta das Pratas, na cidade do
Cartaxo, recebeu no dia 30 de abril o seminário "Promoção dos
Territórios Vitivinícolas", integrado na Festa do Vinho e realizado no
âmbito da comemoração do 6.º aniversário da Associação de Municípios
Portugueses do Vinho (AMPV).
Autarcas e técnicos de municípios de todo o país, incluindo as ilhas,
e representantes de entidades ligadas ao setor do vinho e ao turismo
marcaram presença nesta iniciativa, que proporcionou a reflexão e o
debate sobre as potencialidades do território e dos produtos nacionais
e as melhores formas de os divulgar no exterior.
O seminário teve como oradores José João Santos, da empresa Essência
do Vinho, e Cristina Azevedo, da Rota do Vinho da Bairrada, tendo a
sessão de abertura contado com a presença de José Arruda,
secretário-geral da AMPV, e Pedro Gil, vereador da Câmara Municipal do
Cartaxo, responsável pela área do Turismo e do projeto Cartaxo –
Capital do Vinho.
Pedro Gil considerou que "Portugal é um caso de estudo no mundo,
porque temos uma enorme diversidade de produtos, incluindo um vinho de
excelência, e uma oferta turística muito grande, mas não temos
conseguido tirar partido deste potencial", constatou.
Para o vereador, as Rotas do Vinho deveriam ser ferramentas
fundamentais da promoção dos territórios, contudo, "tem-se perdido
muito tempo e dinheiro, sem que tenhamos uma legislação que defina
concretamente as regras e incentive a sua implementação. Sinto-me
desgostoso porque não vejo concretizadas no terreno ações que
valorizem o vinho como um verdadeiro impulsionador da economia local e
nacional", afirmou.
Rota do Vinho da Bairrada e Essência do Vinho são "casos de sucesso" em Portugal
A Bairrada é uma das regiões do país que tem ganho uma maior
visibilidade com a dinamização da sua Rota do Vinho. Os projetos que
têm vindo a ser desenvolvidos nesse âmbito foram apresentados neste
seminário por Cristina Azevedo, que afirmou que a associação criada
para a Rota do Vinho da região permitiu "unir os vários intervenientes
do setor do vinho e do turismo, organizando de forma integrada e
estruturada a oferta do território".
Tal como as restantes Rotas do Vinho nacionais, a da Bairrada surgiu
em 1995 e 12 anos depois foi constituída a Associação Rota da
Bairrada. Desde então tem sido desenvolvido um conjunto de atividades
e projetos que têm atraído cada vez mais visitantes – entre 2008 e
2011, a região registou um aumento de 55 mil visitantes,
correspondendo a um crescimento médio anual de quase 42%.
A "Essência do Vinho" é uma empresa especializada na produção de
eventos enogastronómicos, fundada em 2004, no Porto. O percurso da
empresa foi apresentado neste seminário por José João Santos, que
frisou que o "caráter inovador da empresa, a aposta numa imagem
arrojada e a desmistificação do vinho para a generalidade dos
consumidores" têm sido fatores fundamentais para o sucesso das
iniciativas promovidas.
Entre as iniciativas de referência que a empresa organiza destacam-se
a "Essência do Vinho – Porto", a "Essência do Gourmet" e "Peixe em
Lisboa". José João Santos acredita que "Portugal pode afirmar-se ainda
mais pelo eixo do vinho e da gastronomia" e defende como princípios
fundamentais que "o mercado é o mundo" e "o que não é bem comunicado
não existe, saber fazer é ficar mais próximo do sucesso".
http://local.pt/seminario-promocao-dos-territorios-vitivinicolas-no-cartaxo/
Fileira do tomate quer seguro específico
por Ana Rita Costa3 de Maio - 2013
O setor de transformação industrial do tomate solicitou a mediação da
ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para promover uma reunião
com as companhias seguradoras com o objetivo de criar um seguro
específico para esta fileira.
As unidades transformadoras do tomate e as organizações produtoras de
tomate para a indústria querem um seguro que permita alargar a duração
da campanha até 15 de outubro e que inclua o risco de chuvas
persistentes.
Até aqui, as companhias de seguros têm feito seguros agrícolas
genéricos que excluem a cobertura para os riscos mais relevantes para
esta cultura e que incluem outras com menos importância para o setor,
dizem os industriais.
Até agora os produtores e organizações que solicitaram a mediação da
ministra da Agricultura nesta temática ainda não obtiveram resposta.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7259&bl=1&page=1
O setor de transformação industrial do tomate solicitou a mediação da
ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para promover uma reunião
com as companhias seguradoras com o objetivo de criar um seguro
específico para esta fileira.
As unidades transformadoras do tomate e as organizações produtoras de
tomate para a indústria querem um seguro que permita alargar a duração
da campanha até 15 de outubro e que inclua o risco de chuvas
persistentes.
Até aqui, as companhias de seguros têm feito seguros agrícolas
genéricos que excluem a cobertura para os riscos mais relevantes para
esta cultura e que incluem outras com menos importância para o setor,
dizem os industriais.
Até agora os produtores e organizações que solicitaram a mediação da
ministra da Agricultura nesta temática ainda não obtiveram resposta.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7259&bl=1&page=1
Sapec esclarece sobre segurança de Fitofarmacêuticos em vinhos para exportação
3 de Maio - 2013
A Sapec Agro Portugal realizou no passado mês de abril duas ações de
esclarecimento relacionadas com a correta aplicação de Produtos
Fitofarmacêuticos e o seu uso seguro em vinhos para exportação.
Efetuadas, em Évora (Alentejo) e Pinhão (Douro) estas duas sessões de
trabalho serviram também para apresentação dos resultados inerentes
aos estudos realizados com o penconazol e seus eventuais resíduos em
vinho, tendo a empresa aproveitado para fazer uma dissertação sobre a
correta utilização dos produtos fitofarmacêuticos e dos LMR´s a
respeitar em produtos destinados à exportação.
Para tal, a Sapec Agro Portugal contou com a presença do consultor
Peter Kaul bem como do Diretor Técnico do Grupo Sapec, o agrónomo
Manuel Duarte.
No final destas ações, "todos os presentes ficaram com uma imagem
bastante clara da abordagem que se deve ter sempre que se pense em
exportação e sem qualquer tipo de dúvidas relativamente ao uso do
penconazol em vinhas que se destinem à produção de vinho para
exportação para os Estados Unidos da América", revelou a empresa em
comunicado, adiantando ainda que "Pode dizer-se que a confusão gerada
pela polémica NI 01/2012 do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV),
amplamente divulgada em 2012, bem como alguma confusão e desconfiança,
injustificada, relativamente ao uso destes produtos, ficou claramente
desfeita, como aliás o atesta a reposição dos factos levada a cabo
pelo mesmo organismo na sua NI01/2013 de 4 de abril. Assim e de forma
clara e inequívoca, está confirmada a segurança no uso do nosso
produto fitossanitário Douro para controlo de Oídio em vinhas para
produção de vinho para exportação".
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7267&bl=1&page=1
A Sapec Agro Portugal realizou no passado mês de abril duas ações de
esclarecimento relacionadas com a correta aplicação de Produtos
Fitofarmacêuticos e o seu uso seguro em vinhos para exportação.
Efetuadas, em Évora (Alentejo) e Pinhão (Douro) estas duas sessões de
trabalho serviram também para apresentação dos resultados inerentes
aos estudos realizados com o penconazol e seus eventuais resíduos em
vinho, tendo a empresa aproveitado para fazer uma dissertação sobre a
correta utilização dos produtos fitofarmacêuticos e dos LMR´s a
respeitar em produtos destinados à exportação.
Para tal, a Sapec Agro Portugal contou com a presença do consultor
Peter Kaul bem como do Diretor Técnico do Grupo Sapec, o agrónomo
Manuel Duarte.
No final destas ações, "todos os presentes ficaram com uma imagem
bastante clara da abordagem que se deve ter sempre que se pense em
exportação e sem qualquer tipo de dúvidas relativamente ao uso do
penconazol em vinhas que se destinem à produção de vinho para
exportação para os Estados Unidos da América", revelou a empresa em
comunicado, adiantando ainda que "Pode dizer-se que a confusão gerada
pela polémica NI 01/2012 do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV),
amplamente divulgada em 2012, bem como alguma confusão e desconfiança,
injustificada, relativamente ao uso destes produtos, ficou claramente
desfeita, como aliás o atesta a reposição dos factos levada a cabo
pelo mesmo organismo na sua NI01/2013 de 4 de abril. Assim e de forma
clara e inequívoca, está confirmada a segurança no uso do nosso
produto fitossanitário Douro para controlo de Oídio em vinhas para
produção de vinho para exportação".
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7267&bl=1&page=1
Simpósio Nacional Biodiversidade e Apicultura
3 de Maio - 2013
Vai realizar-se no próximo dia 17 de maio, no Auditório Vergílio Pinto
de Andrade da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de
Castelo Branco, o Simpósio Nacional de Biodiversidade e Apicultura.
O programa deste simpósio inclui a discussão de temas como os Produtos
de Colmeia, a polinização e o incremento da produção agrícola, os
insetos polinizadores em pereira Rocha e a Diversidade do espetro
polínico em méis nacionais e a flora usada pelas abelhas.
Para mais informações contacte o email secretariado.esa@ipcb.pt.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7256&bl=1&page=1
Vai realizar-se no próximo dia 17 de maio, no Auditório Vergílio Pinto
de Andrade da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de
Castelo Branco, o Simpósio Nacional de Biodiversidade e Apicultura.
O programa deste simpósio inclui a discussão de temas como os Produtos
de Colmeia, a polinização e o incremento da produção agrícola, os
insetos polinizadores em pereira Rocha e a Diversidade do espetro
polínico em méis nacionais e a flora usada pelas abelhas.
Para mais informações contacte o email secretariado.esa@ipcb.pt.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7256&bl=1&page=1
Utilização de Compostos Naturais na Industria Alimentar em debate
por Ana Rita Costa3 de Maio - 2013
O Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar INOV'LINEA, do
TAGUSVALLEY, e o BIOCANT PARK vão realizar um evento subordinado ao
tema "Os Compostos Naturais na Indústria Alimentar".
Dividas em dois momentos, um no dia 15 de maio em Cantanhede e outro
no dia 29 em Abrantes, estas Jornadas Técnicas têm como objetivo
sensibilizar as empresas para o uso de compostos naturais nos seus
produtos alimentares.
No dia 15 de maio, as conferências serão sobre a aplicação dos
compostos em produtos de origem vegetal como sumos, sopas, purés,
hortofrutícolas, compotas. No dia 29 de maio, por sua vez, as
conferências serão destinadas a lácteos, carnes e pescado.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7266&bl=1&page=1
O Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar INOV'LINEA, do
TAGUSVALLEY, e o BIOCANT PARK vão realizar um evento subordinado ao
tema "Os Compostos Naturais na Indústria Alimentar".
Dividas em dois momentos, um no dia 15 de maio em Cantanhede e outro
no dia 29 em Abrantes, estas Jornadas Técnicas têm como objetivo
sensibilizar as empresas para o uso de compostos naturais nos seus
produtos alimentares.
No dia 15 de maio, as conferências serão sobre a aplicação dos
compostos em produtos de origem vegetal como sumos, sopas, purés,
hortofrutícolas, compotas. No dia 29 de maio, por sua vez, as
conferências serão destinadas a lácteos, carnes e pescado.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7266&bl=1&page=1
50ª Feira Nacional de Agricultura promove Exposição “50 Anos, 50 Imagens”
A Feira Nacional de Agricultura inaugura no próximo dia 8 de Maio,
pelas 18.00 horas, a Exposição "50 Anos, 50 Imagens", evento que se
enquadra nas comemorações do cinquentenário do certame e que decorre
no Convento de São Francisco, em Santarém até 2 de Junho.
Reviver 50 anos de feiras, homenagear a cultura ribatejana, colocar em
evidência os principais acontecimentos e intervenientes na história da
Feira Nacional de Agricultura são os objectivos da exibição que
retrata a evolução do evento desde 1964 até aos nossos dias através do
olhar dos fotógrafos.
Para além de 50 fotografias de várias épocas, a exibição contará com
os cartazes das 50 edições da Feira Nacional de Agricultura.
Recorde-se que a 50ª Feira Nacional de Agricultura / 60ª Feira do
Ribatejo decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, entre
os dias 8 e 16 de Junho e conta com expositores em sectores tão
diversos como maquinaria agrícola, produtos e serviços para a
agricultura, comércio, artesanato e gastronomia, entre outros.
Fonte: cnema
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/04e.htm
pelas 18.00 horas, a Exposição "50 Anos, 50 Imagens", evento que se
enquadra nas comemorações do cinquentenário do certame e que decorre
no Convento de São Francisco, em Santarém até 2 de Junho.
Reviver 50 anos de feiras, homenagear a cultura ribatejana, colocar em
evidência os principais acontecimentos e intervenientes na história da
Feira Nacional de Agricultura são os objectivos da exibição que
retrata a evolução do evento desde 1964 até aos nossos dias através do
olhar dos fotógrafos.
Para além de 50 fotografias de várias épocas, a exibição contará com
os cartazes das 50 edições da Feira Nacional de Agricultura.
Recorde-se que a 50ª Feira Nacional de Agricultura / 60ª Feira do
Ribatejo decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, entre
os dias 8 e 16 de Junho e conta com expositores em sectores tão
diversos como maquinaria agrícola, produtos e serviços para a
agricultura, comércio, artesanato e gastronomia, entre outros.
Fonte: cnema
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/04e.htm
Governo pondera alargar prazo de inscrição no IVA para os agricultores
03.05.2013 23:41
ECONOMIA
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse hoje estar a
trabalhar em conjunto com o Ministério das Finanças para simplificar
e, se necessário, alargar o prazo para os pequenos agricultores
fazerem a inscrição para efeitos de IVA.
"Temos estado a trabalhar com o Ministério das Finanças para podermos
simplificar o mais possível esse trabalho e se, necessário, dar mais
prazo para que as pessoas possam regularizar as situações", disse a
ministra, ao inaugurar em Albergaria-a-Velha a Expoflorestal.
"É uma situação nova, com a qual ficámos confrontados com esta
condenação de que Portugal foi alvo e não está em causa as pessoas
passarem a pagar impostos que hoje não pagam, porque há isenção até
aos 10 mil euros", esclareceu.
O regime de isenção de IVA aplicável aos agricultores portugueses foi
revogado, passando a ser aplicado o regime geral, na sequência de uma
decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, que o considerou
contrário a uma diretiva comunitária.
A diferença, segundo Assunção Cristas, reside no facto de também os
pequenos agricultores terem de fazer agora a sua inscrição nas
finanças e, perante as dificuldades surgidas, o Governo equaciona a
possibilidade de alargar o prazo que expira a 15 de maio.
"Estamos a trabalhar intensamente para sensibilizar as Finanças, que
estão a monitorizar também o ritmo a que são feitas as inscrições por
parte dos agricultores, e estou crente de que haverá sensibilidade
suficiente para termos um alargamento do prazo, se necessário, para
que não haja gente que fique de fora e não se perca qualquer verba da
União Europeia", disse Assunção Cristas aos jornalistas.
Questionada se mantém a promessa de mais Incentivos aos agricultores,
perante a perspetiva de mais cortes na despesa pública, a ministra
explicitou referir-se "essencialmente a uma boa utilização da reforma
da Política Agrícola Comum e a uma boa utilização dos fundos para o
desenvolvimento regional, que são importantes para manter e
intensificar o investimento na agricultura e na floresta".
Assunção Cristas realçou "o dinamismo do setor florestal e o interesse
de todas as fileiras em crescer", ao inaugurar em Albergaria-a-Velha
"a maior exposição florestal da Península Ibérica" e referiu estar a
bater-se na União europeia para aumentar as taxas de comparticipação
das ações na floresta.
"Temos de nos unir em torno do que são as riquezas e as condições
próprias de Portugal para crescer e a floresta, olhando para o
território que ocupa e para o contributo para o PIB (Produto Interno
Bruto) nacional de cerca de 3%, e para as exportações em 11%, é uma
área de apoio inequívoco por parte do Governo", concluiu.
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/05/03/governo-pondera-alargar-prazo-de-inscricao-no-iva-para-os-agricultores
ECONOMIA
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse hoje estar a
trabalhar em conjunto com o Ministério das Finanças para simplificar
e, se necessário, alargar o prazo para os pequenos agricultores
fazerem a inscrição para efeitos de IVA.
"Temos estado a trabalhar com o Ministério das Finanças para podermos
simplificar o mais possível esse trabalho e se, necessário, dar mais
prazo para que as pessoas possam regularizar as situações", disse a
ministra, ao inaugurar em Albergaria-a-Velha a Expoflorestal.
"É uma situação nova, com a qual ficámos confrontados com esta
condenação de que Portugal foi alvo e não está em causa as pessoas
passarem a pagar impostos que hoje não pagam, porque há isenção até
aos 10 mil euros", esclareceu.
O regime de isenção de IVA aplicável aos agricultores portugueses foi
revogado, passando a ser aplicado o regime geral, na sequência de uma
decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, que o considerou
contrário a uma diretiva comunitária.
A diferença, segundo Assunção Cristas, reside no facto de também os
pequenos agricultores terem de fazer agora a sua inscrição nas
finanças e, perante as dificuldades surgidas, o Governo equaciona a
possibilidade de alargar o prazo que expira a 15 de maio.
"Estamos a trabalhar intensamente para sensibilizar as Finanças, que
estão a monitorizar também o ritmo a que são feitas as inscrições por
parte dos agricultores, e estou crente de que haverá sensibilidade
suficiente para termos um alargamento do prazo, se necessário, para
que não haja gente que fique de fora e não se perca qualquer verba da
União Europeia", disse Assunção Cristas aos jornalistas.
Questionada se mantém a promessa de mais Incentivos aos agricultores,
perante a perspetiva de mais cortes na despesa pública, a ministra
explicitou referir-se "essencialmente a uma boa utilização da reforma
da Política Agrícola Comum e a uma boa utilização dos fundos para o
desenvolvimento regional, que são importantes para manter e
intensificar o investimento na agricultura e na floresta".
Assunção Cristas realçou "o dinamismo do setor florestal e o interesse
de todas as fileiras em crescer", ao inaugurar em Albergaria-a-Velha
"a maior exposição florestal da Península Ibérica" e referiu estar a
bater-se na União europeia para aumentar as taxas de comparticipação
das ações na floresta.
"Temos de nos unir em torno do que são as riquezas e as condições
próprias de Portugal para crescer e a floresta, olhando para o
território que ocupa e para o contributo para o PIB (Produto Interno
Bruto) nacional de cerca de 3%, e para as exportações em 11%, é uma
área de apoio inequívoco por parte do Governo", concluiu.
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/05/03/governo-pondera-alargar-prazo-de-inscricao-no-iva-para-os-agricultores
PSD: Propõe “terceira via” para a gestão da água de Alqueva…
Regional | 07:00 | 03-05-2013
O PSD de Beja vai propor, na próxima semana, à ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, uma "terceira via" para a gestão da
água do regadio do Alqueva, que considera realizável e que, na opinião
daquele partido, poderá terminar com o conflito existente, entre EDIA
e associações de regantes.
O PSD de Beja propõe que a EDIA por via de subconcessão ou contratação
de serviços, num modelo experimental, envolva as associações de
regantes do Roxo e de Odivelas, dada a sua experiência acumulada ao
longo de dezenas de anos e que se apresenta como uma mais-valia
importante na gestão da água e dos interesses dos agricultores.
Mário Simões, presidente da distrital laranja, considera que esta
poderá ser uma solução interessante face ao cenário actual.
Mário Simões prosseguiu esclarecendo que a proposta do PSD de Beja
supõe ainda, que às associações de regantes recentemente criadas nos
três subsistemas de Alqueva e a outras que venham a ser criadas no
futuro próximo, com o evoluir e finalização da obra, iria sendo
concedido um período experimental de adequação à nova realidade e que
quando revelassem as apetências necessárias ser-lhes-ia, igualmente,
sub-concessionados os respetivos blocos de rega.
Para o presidente da Distrital de Beja do PSD esta terceira via
respeita a intenção do Ministério da Agricultura, o diploma que já foi
publicado, as competências da EDIA e das associações de regantes.
Mário Simões terminou frisando que o PSD de Beja acredita que esta
possa ser uma solução viável e que seria reveladora de um compromisso
aceite pelas partes.
Ana Elias de Freitas
http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/53874
O PSD de Beja vai propor, na próxima semana, à ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, uma "terceira via" para a gestão da
água do regadio do Alqueva, que considera realizável e que, na opinião
daquele partido, poderá terminar com o conflito existente, entre EDIA
e associações de regantes.
O PSD de Beja propõe que a EDIA por via de subconcessão ou contratação
de serviços, num modelo experimental, envolva as associações de
regantes do Roxo e de Odivelas, dada a sua experiência acumulada ao
longo de dezenas de anos e que se apresenta como uma mais-valia
importante na gestão da água e dos interesses dos agricultores.
Mário Simões, presidente da distrital laranja, considera que esta
poderá ser uma solução interessante face ao cenário actual.
Mário Simões prosseguiu esclarecendo que a proposta do PSD de Beja
supõe ainda, que às associações de regantes recentemente criadas nos
três subsistemas de Alqueva e a outras que venham a ser criadas no
futuro próximo, com o evoluir e finalização da obra, iria sendo
concedido um período experimental de adequação à nova realidade e que
quando revelassem as apetências necessárias ser-lhes-ia, igualmente,
sub-concessionados os respetivos blocos de rega.
Para o presidente da Distrital de Beja do PSD esta terceira via
respeita a intenção do Ministério da Agricultura, o diploma que já foi
publicado, as competências da EDIA e das associações de regantes.
Mário Simões terminou frisando que o PSD de Beja acredita que esta
possa ser uma solução viável e que seria reveladora de um compromisso
aceite pelas partes.
Ana Elias de Freitas
http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/53874
CONFAGRI fez-se ouvir
A CONFAGRI vem reivindicando há largas semanas junto de vários
Ministérios, nomeadamente o das Finanças, a suspensão de um conjunto
de medidas fiscais aplicáveis aos pequenos agricultores.
As posições da CONFAGRI levaram a que os Partidos que suportam o
Governo, tenham avançado na Assembleia da República com um projecto de
Resolução para que as medidas contestadas pela CONFAGRI sejam adiadas.
A CONFAGRI uma vez que lhe é reconhecida razão, reafirma a necessidade
que deve ser claramente definida uma política fiscal ajustada à
pequena agricultura e que a mesma seja atempadamente divulgada e os
agricultores sejam esclarecidos, gerando-se assim um clima de sã
confiança, actualmente inexistente.
03/05/2013
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/04b.htm
Ministérios, nomeadamente o das Finanças, a suspensão de um conjunto
de medidas fiscais aplicáveis aos pequenos agricultores.
As posições da CONFAGRI levaram a que os Partidos que suportam o
Governo, tenham avançado na Assembleia da República com um projecto de
Resolução para que as medidas contestadas pela CONFAGRI sejam adiadas.
A CONFAGRI uma vez que lhe é reconhecida razão, reafirma a necessidade
que deve ser claramente definida uma política fiscal ajustada à
pequena agricultura e que a mesma seja atempadamente divulgada e os
agricultores sejam esclarecidos, gerando-se assim um clima de sã
confiança, actualmente inexistente.
03/05/2013
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/05/04b.htm
Reforma agrária focada na preservação ambiental divide opiniões na União Europeia
UNIÃO EUROPEIA
De acordo com a proposta do comissário europeu da Agricultura, os
agricultores só receberiam ajuda financeira após o cumprimento de uma
série de normas ambientais. Setor agrário reclama do excesso de
burocracia.
O comissário europeu de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Dacian
Ciolos, tinha um grande plano – sua reforma agrária deveria ser uma
revolução verde. Ciolos deseja impedir danos ambientais graves e a
exploração massiva de recursos naturais. Entre as propostas do
comissário, está o financiamento público mediante o cumprimento de
normas ambientais de conservação da natureza e proteção das espécies.
Assim, a partir do próximo ano, somente agricultores que cumprirem
essas metas receberão o subsídio integral da União Europeia. Caso
contrário, eles terão um desconto de até 30% no valor total do
repasse.
Repasse à agricultura corresponde a 40% do orçamento
Cerca de 60 bilhões de euros do orçamento da União Europeia para 2013,
ou seja mais de 40% do total, é destinado ao setor agrícola. Essa
quantia é bastante expressiva para um setor que engloba menos de 5%
dos postos de trabalho do bloco.
O problema é que os recursos de Bruxelas diminuem a cada ano. É um
ciclo vicioso: quanto mais apertado fica o orçamento da UE, menor será
a quantia destinada aos agricultores. A União Europeia está dividida –
de um lado, os países do leste que desejam mais verbas, e do outro, os
países que consideram os cortes propostos ainda insuficientes.
Dacian Ciolos propõe que os agricultores cumpram normas ambientais
antes de receberem o subsídio
Em novembro de 2012, as propostas de Ciolos foram rejeitadas pelos
representantes dos países da União Europeia. Mas mesmo assim, por
enquanto, a única certeza é que o dinheiro só será liberado quando as
normas ambientais forem cumpridas. Ou seja, mais imposições e mais
burocracia.
Até então, o cálculo para a ajuda financeira era muito simples,
baseado na extensão da área e independente do que era cultivado ou
produzido. "Se alguém cultivava milho na Itália, mas há cinco anos
começou a cultivar trigo, ele ainda recebia mil euros por hectare",
explica Albert Dess, membro do Parlamento Europeu, da Comissão da
Agricultura e integrante do partido União Democrata Cristã (CDU).
Aumento da burocracia assusta
"Na Alemanha, os agricultores preferem menos dinheiro ao invés de mais
burocracia", afirma Dess. Os interesses de defensores do setor
agrícola – desde de pequenos agricultores até as grandes empresas –
são tão diferente entre os países para uni-los em um mesmo âmbito.
"Há também uma grande diferença nos valores recebidos pelos países.
Enquanto um agricultor lituano recebe 78 euros, um grego recebe 575
euros. Isso é um muito grave. Não pode continuar depois de vinte anos
da abertura das fronteiras", completa o parlamentar.
Albert Dess cultiva terras na Baviera, e por estar em contato direto
com outros os agricultores conhece os problemas que surgirão com esse
novo sistema. "O nosso Parlamento decidiu que não desejávamos um novo
sistema de pagamento que nos levará a um novo mecanismo de controle e
sanções. Foi a decisão de 90% do Parlamento. O comissário não cumpriu
o que foi decidido, e agora há esse novo sistema."
O presidente da Associação dos Agricultores Alemães em Bruxelas, Willy
Kampmann, também é crítico com relação ao assunto. "A política agrária
é complexa e, provavelmente, vai ficar ainda mais complicada. A forma
de pagamentos diretos terá mais burocracia."
A PAC da União Europeia
Os pagamentos diretos são o núcleo da Política Agrícola Comum (PAC) da
União Europeia. Eles foram introduzidos no final da década de noventa,
para garantir o preço dos produtos e segurar o rendimento dos
agricultores. Os subsídios têm sido criticados por muitos países em
desenvolvimento.
Devido ao baixo custo das terras e da força de trabalho, os países em
desenvolvimento têm uma vantagem no setor agrícola do mercado mundial.
Uma situação de conforto que se modifica com o subsídio para os países
da União Europeia.
Os baixos preços das terras também favorecem a entrada de novos países
da UE nesse setor. Lutz Ribbe, diretor de proteção à natureza da
organização Euronatur e membro da Comissão de Agricultura, é cético
quanto ao desenvolvimento agrícola na Europa.
"A Holanda é um exemplo de país que atingiu os seus limites. O
rendimento dos agricultores não está mais de acordo e o meio ambiente
está destruído. As grandes empresas que não conseguem mais evoluir vão
embora de lá e são recebidas pelos países do leste europeu de braços
abertos", afirma Ribbe
O orçamento anual da União Europeia para a agricultura é de 60 bilhões de euros
Na direção certa
Ribbe acredita que a reforma agrária esbarra nas diferenças entre os
países membros da União Europeia. Ele afirma que a culpa não é apenas
de Ciolos, mas também do grupo de antigos políticos que têm outros
interesses por trás da reforma agrária. "E é contra esse lobby agrário
que Ciolos tem que lutar", afirma Ribbe.
Para ele, a proposta do comissário é um passo na direção certa, pois
os agricultores que trabalham de forma ecológica têm desvantagens
perante a concorrência. "A nova forma de pagamento direto deve
compensar essas desvantagens, através da remuneração pelo desempenho
ambiental", ressalta Ribbe.
Albert Dess observou que há a vontade dos agricultores de implementar
os planos de Ciolos. Para ele, porém, uma agricultura ecologicamente
correta só é possível, se levada em consideração a realidade da
paisagem de cada um dos países.
"Eu acho incompreensível que 27, logo 28, Estados devam atender aos
mesmos requisitos. Seria preciso um catálogo nacional para que
agricultores, desde a Finlândia até o Chipre, pudessem escolher as
medidas mais adequadas para a sua região", explica.
A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros
têm até o dia 20 de junho para discutir o pacote de reformas. Antes de
Dacian Ciolos, outros comissários agrícolas tentaram fazer revoluções.
Resta agora esperar que os políticos, os grupos interessados e os
lobistas não esqueçam que o objetivo é implantar uma política agrícola
comum.
http://www.dw.de/reforma-agr%C3%A1ria-focada-na-preserva%C3%A7%C3%A3o-ambiental-divide-opini%C3%B5es-na-uni%C3%A3o-europeia/a-16782434
De acordo com a proposta do comissário europeu da Agricultura, os
agricultores só receberiam ajuda financeira após o cumprimento de uma
série de normas ambientais. Setor agrário reclama do excesso de
burocracia.
O comissário europeu de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Dacian
Ciolos, tinha um grande plano – sua reforma agrária deveria ser uma
revolução verde. Ciolos deseja impedir danos ambientais graves e a
exploração massiva de recursos naturais. Entre as propostas do
comissário, está o financiamento público mediante o cumprimento de
normas ambientais de conservação da natureza e proteção das espécies.
Assim, a partir do próximo ano, somente agricultores que cumprirem
essas metas receberão o subsídio integral da União Europeia. Caso
contrário, eles terão um desconto de até 30% no valor total do
repasse.
Repasse à agricultura corresponde a 40% do orçamento
Cerca de 60 bilhões de euros do orçamento da União Europeia para 2013,
ou seja mais de 40% do total, é destinado ao setor agrícola. Essa
quantia é bastante expressiva para um setor que engloba menos de 5%
dos postos de trabalho do bloco.
O problema é que os recursos de Bruxelas diminuem a cada ano. É um
ciclo vicioso: quanto mais apertado fica o orçamento da UE, menor será
a quantia destinada aos agricultores. A União Europeia está dividida –
de um lado, os países do leste que desejam mais verbas, e do outro, os
países que consideram os cortes propostos ainda insuficientes.
Dacian Ciolos propõe que os agricultores cumpram normas ambientais
antes de receberem o subsídio
Em novembro de 2012, as propostas de Ciolos foram rejeitadas pelos
representantes dos países da União Europeia. Mas mesmo assim, por
enquanto, a única certeza é que o dinheiro só será liberado quando as
normas ambientais forem cumpridas. Ou seja, mais imposições e mais
burocracia.
Até então, o cálculo para a ajuda financeira era muito simples,
baseado na extensão da área e independente do que era cultivado ou
produzido. "Se alguém cultivava milho na Itália, mas há cinco anos
começou a cultivar trigo, ele ainda recebia mil euros por hectare",
explica Albert Dess, membro do Parlamento Europeu, da Comissão da
Agricultura e integrante do partido União Democrata Cristã (CDU).
Aumento da burocracia assusta
"Na Alemanha, os agricultores preferem menos dinheiro ao invés de mais
burocracia", afirma Dess. Os interesses de defensores do setor
agrícola – desde de pequenos agricultores até as grandes empresas –
são tão diferente entre os países para uni-los em um mesmo âmbito.
"Há também uma grande diferença nos valores recebidos pelos países.
Enquanto um agricultor lituano recebe 78 euros, um grego recebe 575
euros. Isso é um muito grave. Não pode continuar depois de vinte anos
da abertura das fronteiras", completa o parlamentar.
Albert Dess cultiva terras na Baviera, e por estar em contato direto
com outros os agricultores conhece os problemas que surgirão com esse
novo sistema. "O nosso Parlamento decidiu que não desejávamos um novo
sistema de pagamento que nos levará a um novo mecanismo de controle e
sanções. Foi a decisão de 90% do Parlamento. O comissário não cumpriu
o que foi decidido, e agora há esse novo sistema."
O presidente da Associação dos Agricultores Alemães em Bruxelas, Willy
Kampmann, também é crítico com relação ao assunto. "A política agrária
é complexa e, provavelmente, vai ficar ainda mais complicada. A forma
de pagamentos diretos terá mais burocracia."
A PAC da União Europeia
Os pagamentos diretos são o núcleo da Política Agrícola Comum (PAC) da
União Europeia. Eles foram introduzidos no final da década de noventa,
para garantir o preço dos produtos e segurar o rendimento dos
agricultores. Os subsídios têm sido criticados por muitos países em
desenvolvimento.
Devido ao baixo custo das terras e da força de trabalho, os países em
desenvolvimento têm uma vantagem no setor agrícola do mercado mundial.
Uma situação de conforto que se modifica com o subsídio para os países
da União Europeia.
Os baixos preços das terras também favorecem a entrada de novos países
da UE nesse setor. Lutz Ribbe, diretor de proteção à natureza da
organização Euronatur e membro da Comissão de Agricultura, é cético
quanto ao desenvolvimento agrícola na Europa.
"A Holanda é um exemplo de país que atingiu os seus limites. O
rendimento dos agricultores não está mais de acordo e o meio ambiente
está destruído. As grandes empresas que não conseguem mais evoluir vão
embora de lá e são recebidas pelos países do leste europeu de braços
abertos", afirma Ribbe
O orçamento anual da União Europeia para a agricultura é de 60 bilhões de euros
Na direção certa
Ribbe acredita que a reforma agrária esbarra nas diferenças entre os
países membros da União Europeia. Ele afirma que a culpa não é apenas
de Ciolos, mas também do grupo de antigos políticos que têm outros
interesses por trás da reforma agrária. "E é contra esse lobby agrário
que Ciolos tem que lutar", afirma Ribbe.
Para ele, a proposta do comissário é um passo na direção certa, pois
os agricultores que trabalham de forma ecológica têm desvantagens
perante a concorrência. "A nova forma de pagamento direto deve
compensar essas desvantagens, através da remuneração pelo desempenho
ambiental", ressalta Ribbe.
Albert Dess observou que há a vontade dos agricultores de implementar
os planos de Ciolos. Para ele, porém, uma agricultura ecologicamente
correta só é possível, se levada em consideração a realidade da
paisagem de cada um dos países.
"Eu acho incompreensível que 27, logo 28, Estados devam atender aos
mesmos requisitos. Seria preciso um catálogo nacional para que
agricultores, desde a Finlândia até o Chipre, pudessem escolher as
medidas mais adequadas para a sua região", explica.
A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros
têm até o dia 20 de junho para discutir o pacote de reformas. Antes de
Dacian Ciolos, outros comissários agrícolas tentaram fazer revoluções.
Resta agora esperar que os políticos, os grupos interessados e os
lobistas não esqueçam que o objetivo é implantar uma política agrícola
comum.
http://www.dw.de/reforma-agr%C3%A1ria-focada-na-preserva%C3%A7%C3%A3o-ambiental-divide-opini%C3%B5es-na-uni%C3%A3o-europeia/a-16782434
Subscrever:
Mensagens (Atom)
