sábado, 10 de março de 2012

Portugal registou 205 casos de salmonela em 2010

SAÚDE

por Ana Bela Ferreira08 Março 2012


O relatório da União Europeia sobre as tendências e as origens das
zoonoses (doenças de animais transmissíveis ao homem), agentes
zoonóticos e surtos de origem alimentarem 2010 revelam os casos de
salmonelas em humanos diminuíram quase 9%, enquanto que os casos de
campilobacteriose são os mais comuns desde 2005 e continuam a aumentar
nos últimos cinco anos.

Em 2010, foram confirmados 205 casos de salmonela em Portugal. Um
número que tem vindo a diminuir desde 2006, à semelhança do que
acontece no resto da Europa, como refere o relatório da EFSA
(Autoridade Europeia de Segurança Alimentar) e a ECDC (Centro Europeu
de Controlo e Prevenção de Doenças).
Em sentido oposto, o número de casos de campilobacteriose ( que pode
causar diarreia e febre) continua a aumentar na União Europeia, embora
não existam dados para Portugal, que não tem sistema de vigilância
deste vírus. E que para a EFSA revelam a necessidade de maior
investimento em programas de controlo da mesma.
Portugal regista, no entanto, o terceiro maior número de casos de
brucelose em humanos, 88, depois de em 2009 terem sido 80. Os casos
somados aos 103 registados em Espanha e aos 97 na Grécia (os outros
dois países que não são considerados livres desta bactéria) totalizam
74% do total europeu. Não se registaram mortes.
Os responsáveis pelo relatório sublinham " progresso positivo na
redução de casos de salmonela em humanos e aves". Claudia Heppner,
diretora interina da EFSA de Avaliação de Risco e Assistência
Científica elogiou ainda os esforços da maioria dos Estados-Membros
para cumpriram as metas estabelecidas para a redução de salmonelas em
bandos de aves em 2010 .
A Salmonella, que geralmente provoca cólicas, diarreia e febre foi
responsável por 99 020 casos notificados humanos em 2010 em comparação
com 108.618 em 2009. É encontrada com mais frequência em carne de
frango e peru.
Registaram-se ainda 212 064 casos de Campylobacter em humanos foram,
um aumento pelo quinto ano consecutivo com casos 7% a mais em relação
a 2009. A Campylobacter encontra-se principalmente na carne de aves
crua.
O relatório contabiliza 5262 surtos de origem alimentar, menos do que
em 2009. Estes surtos notificados afetaram mais de 43 mil pessoas e
causaram 25 mortes. No entanto, as autoridades europeias sublinham que
estes números podem ser maiores devido à subnotificação. A bactérias
mais reportada foi Salmonella (31% dos surtos), seguida de vírus como
o norovírus (15%) e Campylobacter (9%). As fontes alimentares mais
importantes nos surtos foram ovos e seus derivados, refeições
preparadas, vegetais e produtos derivados.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2350126&page=-1

Regras na alimentação animal em modo biológico podem mudar

por Diogo Pereira
9 de Março - 2012
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, admitiu mudar as regras
da alimentação animal no modo de produção biológico, para colmatar a
falta de pastagens provocada pela seca. Trata-se de uma medida que o
Governo quer implementar, a par do pedido de ajuda a Bruxelas.

Numa entrevista à RTP, a ministra sublinhou que foi criado um grupo de
trabalho que está a analisar a possibilidade de ser tomado "um
conjunto muito amplo de medidas, algumas que não contemplam dinheiro,
mas que têm consequências muito concretas na vida dos agricultores,
por exemplo, o número de cabeças de gado ou a possibilidade de
alimentar com ração os animais que estão em modo de produção
biológico".

Aveleda lança vinho kosher para mercado judaico “e não só”

por Diogo Pereira
6 de Março - 2012
A Quinta da Aveleda vai estrear-se na produção de vinho kosher "para
judeus e não só", nas palavras do enólogo Manuel Soares.

Destinado à exportação, este vinho está certificado para ser consumido
durante a Páscoa Judaica (Passover), entre 6 e 14 de abril, e tem como
alvo um mercado de 10,5 milhões de consumidores, avança o semanário
Expresso.
A produção, semelhante aos outros vinhos da Aveleda na fase da vinha,
teve o acompanhamento de um rabino francês e dois membros da
comunidade judaica de Belmonte a partir do momento da vindima, até ao
engarrafamento.

Produtores de leite não se conformam com descida do preço

LACTICOOP
Direcção da Lacticoop argumenta que tentou até à segunda semana de
Fevereiro que o preço não sofresse alterações, sem sucesso
Os produtores associados da Lacticoop foram informados no dia 29 de
Fevereiro da descida de um cêntimo do preço da compra do leite, uma
medida com retroactivos, já que a redução tem efeitos a partir de 1 de
Fevereiro.

Palmela “Cidade Europeia do Vinho 2012” assina protocolo com a RECEVIN

No dia 1 de Março realizou-se em Palmela, a assinatura do protocolo
entre o Município de Palmela - "Cidade Europeia do Vinho 2012" e a
Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), na casa Mãe da Rota de
Vinho da Península de Setúbal.
O protocolo, agora assinado, contou com a presença do presidente da
RECEVIN, da autarquia do Cartaxo, e da Associação de Municípios
Portugueses do Vinho (AMPV), Paulo Varanda e da presidente da Câmara
de Palmela, Ana Teresa Vicente.
Para a autarca trata-se de "uma oportunidade única e um momento
especial para comemorar a cultura tradicional da nossa região, os seus
produtos e a produção vitivinícola. Por este motivo foi elaborado um
programa de iniciativas sociais e culturais ao longo de 2012" com o
intuito de "valorizar as nossas raízes e tradições, tornando-as
visíveis e apreciadas mundialmente".

Incêndios: Protecção Civil vai acionar alerta azul devido ao perigo de fogo florestal

19:01 Quinta feira, 8 de março de 2012

Lisboa, 08 mar (Lusa) -- A Autoridade Nacional de Protecção Civil
(ANPC) decidiu hoje que vai acionar na sexta-feira o alerta azul de
incêndios florestais devido às previsões de tempo seco com condições
favoráveis à propagação de fogos.

Segundo a ANPC, o nível azul, o estado de alerta mais baixo de uma
escala de quatro do sistema de operações e socorro, vai ser acionado
às 08:00 de sexta-feira e prolonga-se até às 20:00 do dia 20 de março.

A Proteção Civil explica que o acionamento do alerta azul pressupõe o
reforço da monitorização e intensificação da capacidade de resposta do
dispositivo de combate a incêndios florestais, bem como a realização
de ações preparatórias com vista ao aumento do grau de prontidão.

http://aeiou.expresso.pt/incendios-proteccao-civil-vai-acionar-alerta-azul-devido-ao-perigo-de-fogo-florestal=f710247#ixzz1ojhb6CzF

Açores: CDS-PP defende ministra da Agricultura face a críticas do Governo Regional

19:04 Quinta feira, 8 de março de 2012

Ponta Delgada, 08 mar (Lusa) -- O CDS-PP dos Açores acusou hoje o
secretário regional da Agricultura de "mentir" ao negar ter conhecido
"em primeira mão" a nomeação de uma universitária açoriana para o
grupo de peritos que estuda a reforma da PAC.

"Na recente visita aos Açores, a ministra da Agricultura comunicou ao
secretário regional da Agricultura e Florestas que tencionava nomear
um açoriano, nomeadamente um docente da Universidade dos Açores, para
integrar o grupo de peritos nacional que está a estudar as implicações
da Política Agrícola Comum", assegura o CDS-PP num comunicado hoje
distribuído.

Neste documento, que surge como resposta às críticas do executivo
regional socialista à ministra da Agricultura, Assunção Cristas, o
CDS-PP admite estar em questão a alegada pretensão do Governo Regional
de "nomeação [para esse grupo] de um socialista para poder controlar".


http://aeiou.expresso.pt/acores-cds-pp-defende-ministra-da-agricultura-face-a-criticas-do-governo-regional=f710249#ixzz1ojh41sp7

Beterraba: Associação contesta refinadores e reafirma importância da retoma da produção nacional

08-03-2012


A Associação Nacional dos Produtores de Beterraba contestou a posição
dos refinadores que consideram «arriscada» a retoma, neste momento, da
produção de beterraba sacarina.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Associação Nacional dos
Produtores de Beterraba (Anprobe) declara a sua discordância com a
tomada de posição dos refinadores, sublinhando que a intenção de
reabilitar a cultura de beterraba sacarina em Portugal «não está
relacionada com os preços do mercado mundial», mas sim com a
expectativa de retomar a produção pós 2015 inscrita na actual
Organização Comum do Mercado (OCM) única.

A direcção da Anprobe lamenta que, «nesta fase em que se negoceia a
reforma da OCM para um período alargado sejam utilizados argumentos
puramente comerciais no sentido de pressionar o poder político,
esquecendo propositadamente o papel importantíssimo que a cultura da
beterraba poderá voltar a ter».

O comunicado refere a importância da beterraba na rotação de culturas
e, «especialmente», como «dinamizadora da introdução do regadio na
região do Alqueva», sublinhando o «tremendo sucesso» que representou
no restante território nacional.

«A Anprobe lembra que o fim da cultura em Portugal veio agravar a
actual situação do país ao nível do desequilíbrio da balança
comercial, uma vez que a importação de ramas de cana do açúcar agrava
essa balança em mais de 150 milhões de euros/ano, facto que pode ser
substancialmente invertido através da produção nacional», afirma o
comunicado.

A nota refere as «inerentes mais-valias não só para o senhor produtivo
e tecido económico conexo, repondo os inúmeros postos de trabalho
perdidos, 50 directos e 1.500 indirectos, «mas igualmente para a
sustentabilidade das populações locais e para o ambiente».

Em reacção às referências feitas pelos refinadores às ajudas recebidas
pelos produtores, a associação lembra que também estes «receberam
elevadas ajudas à sua reestruturação». «O que a produção recebeu foi o
valor pela alienação de um activo, os seus Direitos de Produção -até
final de 2014», sublinha.

O comunicado frisa ainda que, nos 12 anos de abastecimento da fábrica
da DAI, em Coruche, a produtividade média nacional cresceu 8 por cento
ao ano, enquanto no resto da Europa ia pouco além de dois por cento.

«Tal feito deve-se a um rigoroso trabalho de experimentação levado a
cabo por produtores e indústria, situação impar em toda a agricultura
nacional», afirma, sublinhando, «com orgulho, que na última campanha
de produção os produtores nacionais apresentaram o mais alto
rendimento de açúcar por hectare de toda a Europa».

A Anprobe tem procurado sensibilizar o poder político para a
importância da reintrodução da produção de açúcar de beterraba em
Portugal, frisando a disponibilidade da DAI de restaurar a dupla
capacidade de refinar ramas e produzir açúcar de beterraba.

Na semana passada, a Assembleia da República discutiu dois projectos
de resolução, do PSD e do PCP, que recomendam ao Governo que retome a
produção da beterraba sacarina, o que levou os refinadores a reagirem,
considerando a ideia «surrealista».

A Anprobe insiste agora que esta é «uma excelente alternativa», que o
projecto «foi pioneiro na criação de um eficaz interprofissionalismo
ao longo da fileira do açúcar» e sublinha que a flutuação de preços,
um dos argumentos dos refinadores, está igualmente presente noutras
culturas.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia43544.aspx

Grupo Montalva vai apostar na exportação

quarta-feira, 7 de Março de 2012 | 10:06
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O recém-formado grupo Montalva, antigamente denominado grupo MIF,
faturou 240 milhões de euros no ano passado, tendo exportado 16
milhões de euros, naquilo que será o maior produtor nacional de carne,
revelou a empresa.
Em comunicado, o grupo composto por marcas como Izidoro, Damatta,
Montalva, DIN, Intergados e Progado, explicou que a estratégia de
desenvolvimento "passa pelo reforço da internacionalização", com a
empresa a exportar já para cerca de 20 países, entre os quais Angola e
Brasil, nos quais querem reforçar a aposta.
"A recente aquisição da Montebravo alargou a atividade do grupo das
carnes de suíno às de bovino, contribuindo para um aprofundamento das
relações com os atuais clientes, bem como para conquistar novos
clientes em Portugal e no exterior", escreveu a empresa.

Produção do Vinho Leve mantém-se um exclusivo das Regiões de Lisboa e Tejo

Como consequência das diligências empreendidas pela direcção da
Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, presidida por Vasco
d'Avillez, o IVV reviu a sua posição e decidiu manter a produção de
Vinho Leve um exclusivo das Regiões de Lisboa e do Tejo.
Esta informação foi dada pelo próprio Secretário de Estado da
Agricultura ao Presidente da CVR Lisboa, numa reunião que teve lugar
no passado dia 24 de Fevereiro, no Ministério da Agricultura.
Entretanto, a CVR Lisboa reuniu com os responsáveis da região da
Península de Setúbal e sugeriu que a partir de agora, os produtores
desta região, utilizem a expressão "Baixo Grau" que para mais tem uma
tradução simples e imediata: "low alcohol" .

UE: Conselho aprova novas regras para os sumos de fruta

O Conselho1 aprovou2 hoje um texto de compromisso que visa uma maior
harmonização da directiva da UE relativa aos sumos de fruta às normas
alimentares internacionais do Codex Alimentarius3 (74/11 + 6834/12 ADD
1), na sequência de um acordo em primeira leitura com o Parlamento
Europeu. Isto significa que a directiva foi aprovada. Espera-se a
entrada em vigor o mais tardar no início de Junho, quando for
publicada no Jornal Oficial da União Europeia.
Os Estados-Membros terão 18 meses para transpor a directiva para o
direito nacional, e aplicar as novas regras a partir do final deste
período.

Seca: Ministra vai pedir a Bruxelas que permita duplicar o teto mínimo das ajudas de Estado

10:21 Sexta feira, 9 de março de 2012
Bruxelas, 09 mar (Lusa) -- A ministra da Agricultura, Assunção
Cristas, disse hoje, em Bruxelas, que vai pedir à Comissão Europeia a
duplicação do teto mínimo das ajudas de Estado a conceder aos
agricultores por causa da seca para os 15 mil euros.
"Esse teto (de 7.500 euros por exploração durante três anos) tem que
subir", disse a ministra, lembrando que em França, no ano passado e
numa situação de seca, Bruxelas permitiu que duplicasse.
"Faremos um pedido para não termos um tratamento pior", sublinhou
Assunção Cristas, que falava à entrada do Conselho de Ministros do
Ambiente dos 27.

Seca: Ministra Agricultura vai pedir autorização à CE para que animais de produção biológica comam rações

10:13 Sexta feira, 9 de março de 2012
Bruxelas, 09 mar (Lusa) -- A ministra da Agricultura, Assunção
Cristas, disse hoje, em Bruxelas, que vai pedir autorização à Comissão
Europeia (CE) para que o gado de produção biológica possa ser
alimentado com rações, por causa da seca no país.
A ministra sublinhou que foi criado num grupo de trabalho que está a
analisar a possibilidade de ser tomado "um conjunto muito amplo de
medidas, algumas que não contemplam dinheiro, mas que têm
consequências muito concretas na vida dos agricultores, por exemplo, o
número de cabeças de gado ou a possibilidade de alimentar com ração os
animais que estão em modo de produção biológico".

Vinhos: Bebidas passam a poder usar Indicação Geográfica 'Açores'

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
17:49 Sexta feira, 9 de Mar de 2012
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Ponta Delgada, 09 mar (Lusa) -- O vinho espumante, o vinho rosé, o
vinho licoroso, a aguardente de vinho, a bagaceira e o vinagre de
vinho produzidos na região passam a poder usar a designação 'Açores',
desde que cumpram determinadas condições.
A decisão consta de uma portaria da Secretaria Regional da Agricultura
hoje publicada no Jornal Oficial, que reconhece como Indicação
Geográfica a designação 'Açores'.

Loja dedicada ao azeite abre quinta-feira no Porto

A primeira loja nacional especializada na fileira da oliveira abre no
Porto, na quinta-feira, pretendendo, para além de vender azeite,
organizar "iniciativas para dinamizar e dar a conhecer o setor".
Helena Ferreira, responsável pelo projeto, refere que a abertura desta
loja dedicada ao azeite "é uma aposta na nova ruralidade do século 21,
em que a inovação e criatividade se misturam com o tradicional,
reinventando-o".
Denominada "Oliva & Co", a loja abre portas a partir das 16:30, com
provas de seis azeites virgem extra, diferentes e provenientes de
novas colheitas de Trás-os-Montes e Alto Douro, orientadas por um
especialista.

Capoulas Santos solicita debate em Estrasburgo

SECA

por Lusa07 Março 2012


Efeitos da seca no Alentejo Fotografia © João Girão - Global Imagens
O eurodeputado socialista Capoulas Santos solicitou um debate no
Parlamento Europeu sobre os efeitos da seca no setor agrícola, ao
mesmo tempo que exorta o Governo português a atuar rapidamente, em vez
de "invocar a fé".

Uma nota hoje divulgada em Bruxelas, o porta-voz dos Socialistas
Europeus para os assuntos agrícolas indica que apresentou, em nome do
grupo, um pedido de debate no hemiciclo, "numa das próximas sessões
plenárias", com o objetivo de poder interpelar a Comissão Europeia em
Estrasburgo sobre esta matéria.
Capoulas Santos aponta que, face à gravidade da situação, quer
pressionar a Comissão Europeia no sentido de Bruxelas elevar o
montante máximo que cada Estado-membro pode atribuir como ajudas de
Estado, em situações excecionais, como é o caso da seca, e que neste
momento têm como limite 7.500 euros por exploração agrícola.
De acordo com o eurodeputado, a abertura desta possibilidade "é muito
importante para acudir ao problema da alimentação dos animais, ainda
que nada impeça o Governo português de acionar mecanismos de apoio até
este montante".
Para Capoulas Santos, esta é de resto "a principal medida que, nesta
fase do processo de evolução da seca em Portugal, se impõe adotar".
"O governo português pode e deve agir e não invocar a fé ou reclamar
da Comissão aquilo que sabe que a Comissão não pode dar", afirma o
antigo ministro da Agricultura, que critica ainda "algumas
intervenções sem aderência à realidade, tornadas públicas
recentemente, visando reclamar apoios da Comissão para os quais se
sabe que não existe nem base legal nem instrumento financeiro
disponível".
A 01 de março, o Ministério da Agricultura divulgou um relatório sobre
a situação da seca no país até 15 de fevereiro segundo o qual 70 por
cento do território do Continente estava em seca severa e 5 por cento
em seca extrema em zonas do litoral norte e Douro (entretanto o
Observatório da Seca do Instituto de Meteorologia indicou que a 29 de
fevereiro estas taxas eram já de 68 e 32 por cento, respetivamente).

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2347821&page=-1

Capoulas Santos pede ao Governo acção contra a seca em vez de fé

Eurodeputado solicita debate no Parlamento Europeu
07.03.2012 - 13:58 Por Lusa
20 de 32 notícias em Economia« anteriorseguinte »
Segundo o Instituto de Meteorologia, 68% do território de Portugal
Continental está em seca severa
(Rui Gaudêncio)
O eurodeputado socialista Capoulas Santos solicitou um debate no
Parlamento Europeu sobre os efeitos da seca no sector agrícola, ao
mesmo tempo que exorta o Governo português a actuar rapidamente, em
vez de "invocar a fé".

Vítor Gaspar vai coordenar a gestão de todos os fundos europeus

07 Março 2012 | 13:51
Eva Gaspar - egaspar@negocios.pt
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O Conselho de Ministros aprovou hoje a criação de uma ampla comissão
interministerial, coordenada pelo ministro das Finanças, que será
responsável pela selecção dos domínios em que serão prioritariamente
investidos todos os fundos da União Europeia e os que estão
disponíveis no quadro do Espaço Económico Europeu.
Vítor Gaspar vai passar a ter uma palavra incontornável na definição
das áreas prioritárias de investimento co-financiado pelos fundos
estruturais que alimentam o QREN (Fundo Social Europeu, FEDER e Fundo
de Coesão), mas também relativamente aos investimentos na Agricultura
e Pescas, cujo financiamento comunitário dispõe de um enquadramento
autónomo.

Como o Negócios hoje noticia, durante o período em que vigorar a
assistência externa (que, à partida, termina no final de 2013) o
ministro das Finanças passa a coordenar a comissão interministerial
que supervisionará "todos os programas e estruturas de governação
nacionais criados no quadro do Fundo Europeu de Desenvolvimento
Regional (FEDER), do Fundo de Coesão (FC) e do Fundo Social Europeu
(FSE), do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), do
Fundo Europeu das Pescas (FEP), do Programa-Quadro Solidariedade e
Gestão de Fluxos Migratórios (SOLID), do Mecanismo Financeiro do
Espaço Económico Europeu e de outros fundos comunitários e
extracomunitários que se encontrem em vigor ou venham a vigorar".

A gestão do QREN e o acompanhamento das suas intervenções no terreno
manter-se-á a cargo do ministro da Economia, assim como o programa da
Agricultura e das Pescas se manterá sob a tutela de Assunção Cristas.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, à comissão
interministerial compete "a definição e coordenação de orientações
estratégicas para a utilização das verbas nacionais de fundos
comunitários e extracomunitários; definição das prioridades
estratégicas financeiras e orçamentais em matéria de aplicação das
verbas nacionais dos fundos comunitários e extracomunitários; e
articulação das prioridades de aplicação das verbas dos fundos
comunitários e extracomunitários com as prioridades de política
económica, previstas no PAEF [programa de assistência externa],
designadamente em matéria de consolidação orçamental".

A comissão "é composta pelo Ministro das Finanças, que coordena, e
pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Administração Interna, da
Economia e do Emprego, da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território, da Educação e Ciência e da Solidariedade e
da Segurança Social".

Centralização nas Finanças foi iniciada no Outono

O processo de maior centralização no Ministério de Gaspar do
planeamento e execução financeira dos fundos comunitários foi iniciado
no Outono, com a passagem do Observatório do QREN da tutela da
Economia para a das Finanças. A resolução do Conselho de Ministros de
28 de Novembro justificava a mudança com a "racionalização e
priorização dos investimentos públicos através de um melhor
aproveitamento das oportunidades de financiamento decorrente de
programas co-financiados pela União Europeia".

Entre as razões para esta mudança estava ainda a necessidade de
realizar um "mapeamento preciso entre o orçamento e execução anuais e
a programação plurianual".

Ao contrário da coordenação política do QREN, essa passagem não parece
ter gerado susceptibilidades, tendo sido entendida por alguns dos
envolvidos como um passo para melhorar a gestão financeira dos fundos
num contexto de recursos escassos, mas também para Passos Coelho se
apropriar do QREN, cujas prioridades foram integralmente moldadas pelo
Governo de José Sócrates, que negociou e lançou o actual ciclo de
fundos comunitários.

O "Novas Oportunidades", muito associado ao antigo primeiro-ministro,
foi então emagrecido, com o fecho de vários centros de formação. Em
contrapartida, Passos Coelho quererá agora redireccionar os cerca de
seis mil milhões de euros que restam do QREN para proceder a uam
"revisão estratégica" capaz de dar conteúdo à promessa de que, por
exemplo, libertaria mais recursos para a economia social ou para
facilitar o acesso ao crédito por parte das PME.

Em curso, está ainda a montagem de um programa de combate ao
desemprego juvenil que, para já, conta com 350 milhões de euros.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=542949

USDA anuncia medidas para promover mundo rural

07-03-2012


Seguindo a estratégia marcada pelo presidente norte-americano, Barack
Obama, baptizada como "We Can't Wait", para reforçar a economia e
criar emprego, o departamento de Agricultura dos Estados Unidos
apresentou três novas medidas dirigidas ao mundo rural.

Promover a bioeconomia, aumentando as compras de bioprodutos não
alimentares nos próximos anos, como sabonetes, detergentes e pinturas
obtidas através de plantas e não de produtos químicos ou derivados de
petróleo, o que implementava mais inovação e emprego neste campo, é
uma das três medidas.

Outras das propostas é promover, mediante acordos com os centros
educativos, a formação de profissionais sanitários, que trabalhem em
clínicas e hospitais rurais, prevendo-se que estes profissionais
venham a aumentar cerca de 20 por cento em 2014 para satisfazer a
procura e, por último, dirigir 15 milhões de dólares para projectos
que promovam a criação de emprego, encorajando a inovação.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia43540.aspx

Seca no Ribatejo “induzida artificialmente” por retenção de água em Espanha

Edição de 2012-03-08

O Movimento pelo Tejo - ProTejo afirma que a seca no Ribatejo está a
ser "induzida artificialmente" pelo facto de Espanha não obrigar o
operador hidroeléctrico das barragens da Extremadura a descarregar
parte dos 2.610 hectómetros cúbicos (hm3) de água armazenados.

Em declarações à Agência Lusa, Paulo Constantino, porta-voz daquele
movimento, assegurou que o caudal em Portugal, depois de Cedilho, se
encontra no "limiar mínimo" estipulado na Convenção de Albufeira e
"muito abaixo do caudal enviado para o levante espanhol pelo transvase
Tejo - Segura".

Para o ProTejo, "a descarga de apenas uma parcela da água armazenada
nas barragens da Extremadura poderia aumentar o caudal do rio Tejo e
afastar o cenário de seca" do Ribatejo, compensando a falta de chuva e
evitando o consequente aumento dos custos com a rega das produções.

Paulo Constantino disse que o actual caudal do rio "está
excessivamente baixo" e referiu que a água armazenada "poderá deixar
de estar disponível se vier a ser construído um novo transvase", da
Extremadura para o levante espanhol. "Este risco ainda persiste, uma
vez que o Governo espanhol nunca recusou peremptoriamente a construção
desse transvase, nem está garantido que venha a recusar esta intenção
no futuro plano hidrológico da bacia do Tejo em Espanha", disse o
responsável, reportando-se a um documento que está em vias de ser
publicado.

No caso português, o Movimento Pelo Tejo já elaborou o seu contributo
no processo de participação pública sobre o projecto de Plano de
Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, que se traduz num conjunto de
propostas em diversos (11) vectores de análise.

Paulo Constantino destacou a importância do que considerou ser o
"princípio de unidade de gestão" da bacia hidrográfica do Tejo,
defendendo um plano único para a bacia internacional e uma coordenação
mais eficaz das administrações hidrográficas de Portugal e Espanha,
com uma uniformização de abordagens, processos e metodologias.

Além disso propôs o cumprimento integral da Convenção de Albufeira,
com a respectiva emenda aprovada na Conferência das Partes, em Madrid,
em 2008. "É uma medida fundamental e que vai possibilitar o
estabelecimento de indicadores do estado ecológico das massas de água
transfronteiriças, avaliação do estado ecológico no relatório sobre o
cumprimento da convenção e a determinação de caudais ambientais nos
vários troços de rio e na chegada à foz, em função do objectivo de
estado ecológico", referiu.

Por outro lado, acrescentou, tal medida permitirá a aproximação do
caudal ambiental ao caudal instantâneo, a quantificação dos caudais
ambientais em hm3 e metros cúbicos/segundo, defendendo ainda o
"instaurar de sanções por incumprimento da convenção, de carácter
financeiro e ambiental, em termos de restauração fluvial".

http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=538&id=81654&idSeccao=8972&Action=noticia

Vinho do Porto: Associação de "Amigos" procura novos públicos

18:37 Quarta feira, 7 de março de 2012

Porto, 07 mar (Lousa) - O clube Amigos do Vinho do Porto, hoje
apresentado nesta cidade, pretende divulgar "a cultura" associada a
este vinho, o seu "conhecimento de uma forma descontraída" e também a
sua "comercialização".

Criada há um mês, a estrutura resultou de uma parceria entre a empresa
Tasting Lovers, que opera no setor turístico, e a Enoteca, um clube de
venda de vinhos à distância, apresentando-se como "um clube aberto a
qualquer pessoa ou organização com interesse afetivo ou profissional
face ao vinho do Porto".

"A nossa grande aposta é a vertente social", disse Gonçalo Condé
Pinto, da primeira daquelas empresas, explicando depois que o Amigos
do Vinho do Porto pretende conquistar "novos segmentos" de potenciais
consumidores, investindo em jantares, tertúlias, concertos, formações
e provas.


http://aeiou.expresso.pt/vinho-do-porto-associacao-de-amigos-procura-novos-publicos=f709954#ixzz1ohz8Ywp4

O regresso do vinho de Carcavelos

A propósito da nova loja do vinho de Carcavelos, Mariana Correia de
Barros fez uma viagem pela era do Marquês de Pombal, e descobriu a
interessante produção vínica de Oeiras.

Enquanto reconstruía a Baixa de Lisboa e endireitava as contas do
país, o Marquês de Pombal geria uma pequena produção vinícola na sua
propriedade de Oeiras. Atente no adjectivo: pequena. Habituado a
pensar em grande, o também Conde de Oeiras formulou um decreto que
obrigava a Companhia do Alto Douro – no século XVIII esta companhia
detinha o exclusivo da produção dos vinhos do Porto – a comprar parte
da produção do vinho de Carcavelos para, justificava na altura,
encorpar o produto. Assim garantia o escoamento do seu próprio vinho.
Este é um dos muitos episódios associados à história do vinho de
Carcavelos, que está a ser recuperado pela Câmara Municipal de Oeiras.
"Estou baralhado, Oeiras ou Carcavelos?" Carcavelos, caro leitor.
Maria de Lurdes Vaz, secretária geral da Confraria do Vinho de
Carcavelos, explica: "No tempo do Marquês de Pombal, e dentro da sua
quinta, o Palácio pertencia à zona de Oeiras, e as vinhas estavam no
território de Carcavelos. Nessa altura havia ainda uma produção na
Quinta do Barão, em Carcavelos."
Podíamos recuar ainda mais no tempo e falar de alguns registos dos
romanos sobre a existência de um vinho na zona, ou de dados que
confirmam o cultivo de vinhas no século XIV. Mas sejamos francos: o
momento de glória foi em meados do século XVIII, altura em que,
inclusivamente, o Rei D. José I enviou duas garrafas do vinho de
Carcavelos à Corte de Pequim. E os chineses começaram a mostrar
interesse em Portugal.
No século XIX, à semelhança do que aconteceu no resto do mundo, a
filoxera – simultaneamente o nome da praga e do insecto que a causou,
atacando as vinhas – chegou a Carcavelos e fez com que o vinho
entrasse em decadência.
À excepção de algumas produções locais, como a Herdade dos Pesos ou a
Quinta do Barão (ainda encontra garrafas à venda da Garrafeira
Nacional), não se produziu mais vinho na quinta do Marquês de Pombal –
mesmo quando Carcavelos se tornou região demarcada, a 18 de Setembro
de 1908.
Quase 100 anos depois, a Câmara de Oeiras entrou em acção. Em 1999
estabeleceu um protocolo com a Estação Agronómica Nacional, instalada
nos terrenos da quinta desde 1961, para explorar a vinha. "No total
são 12,5 hectares, que podem ser estendidos até aos 25", diz Maria de
Lurdes Vaz. E só têm a agradecer à Estação, que em boa hora deixou um
talhão experimental para estudo. "Isso permitiu voltar a plantar as
vinhas para a produção do vinho."
Até agora foram investidos cerca de dois milhões de euros na
recuperação da produção. "Não só para reabilitar a antiga adega, mas
também para tornar os terrenos aráveis e plantar a vinha." Depois de
um primeiro lote de experiência que não chegou a ser comercializado,
lançaram em 2009 o lote inaugural do vinho de Carcavelos, de seu nome
Conde de Oeiras. "Produzimos uma média de sete mil garrafas. Este ano
esperamos produzir oito mil, e o objectivo é, em 2016, estar a
produzir 30 mil."
Mas não pense que lá por ter como produtor alguém mais habituado a
tratar de despachos do que a plantar uvas, este vinho é uma
brincadeira de meninos. Para ter uma ideia, as pipas que a Câmara
adquiriu são de carvalho francês, feitas numa tanoaria em Palaçoulo,
Miranda do Douro e, apesar de o Conde de Oeiras ser um branco doce
(juntamente com o Porto, Madeira e Moscatel de Setúbal, é um dos
quatro generosos portugueses), os enólogos já estão a fazer
experiências com tintos e meios secos. Mais: a adega, que fica no topo
da quinta, trabalha todos os dias (está aberta ao público nos últimos
sábados de cada mês) até às duas e meia da tarde. Graças a uma
história rica como esta, nasceu a Confraria do Vinho de Carcavelos.
"Foi fundada em 2009 com a ideia de agregar as Câmaras de Oeiras e
Cascais." É que parte deste último concelho está dentro da região
demarcada, apesar de actualmente não produzir vinho. Entre pessoas
ligadas à produção e curiosos, conta com 82 confrades, que dão
notoriedade ao vinho, e organizam jantares vínicos, provas, cursos e
visitas guiadas à adega.
Actividades que se intensificaram com a abertura da Loja da Confraria
do Vinho de Carcavelos, no centro de Oeiras, dia 11 de Novembro de
2011 – "dia de São Martinho, o padroeiro do vinho", aponta Pedro
Caetano, também confrade. A loja é um dos únicos pontos de venda do
Conde de Oeiras (30€/garrafa), já que não se encontra no mercado em
geral. "Também temos algumas garrafas antigas, oferecidas por pessoas
daqui." Infelizmente, apenas em exposição. Para cálices, tem de pedir
a garrafa da casa. Um conselho: acompanhe-o com um dos bolos criados
para o efeito. Doce mais doce não há.
Rua Cândido dos Reis, 51 (Oeiras). 21 441 4908. Seg-Sáb 11.00-19.00
quarta-feira, 7 de Março de 2012

http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=7463

UTAD recebe apoio para a conservação da Natureza no Douro

Escrito por CienciaPT
07-MAR-2012
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) celebrou na
passada sexta-feira (dia 2 de Março) um protocolo de cooperação com a
Symington Family Estates, (produtora, entre outros, dos vinhos ALTANO
DOC Douro), no âmbito do qual esta organização apoiará financeiramente
o trabalho desenvolvido pelo Hospital Veterinário da Universidade na
recuperação e preservação das diversas aves de rapina existentes na
região do Douro.


O referido protocolo entre as duas partes traduz-se num apoio
financeiro, que tem por objectivo encorajar o trabalho que a
Universidfade tem levado a cabo – nomeadamente nas suas instalações do
Centro de Recuperação de Animais Selvagens.

Paul Symington, Presidente do Conselho de Administração da SFE,
considerou este acto, enquanto proprietários de vinhas na Região
Demarcada do Douro, como o dever de contribuir para a preservação dos
ecossistemas da região: "Praticamos nas nossas vinhas uma viticultura
sustentável e possuímos a maior área de vinha em modo de produção
biológico em Portugal (126 hectares), a qual fornece uma parte
substancial das uvas para os nossos vinhos ALTANO". Por outro lado,
realçou o mesmo empresário, "não é por acaso que o símbolo do Altano é
a o Mocho d'orelhas, uma das aves de rapina emblemáticas do Douro, e
uma das espécies abrangidas pelas acções do Hospital Veterinário."

Refira-se que os Symington são produtores de vinho do Porto há cinco
gerações desde 1882, mas o seu envolvimento no vinho do Porto remonta
a 1652, catorze gerações através da sua bisavó Beatrice Atkinson. A
empresa familiar é o principal produtor de Portos de qualidade premium
com marcas como Graham's, Cockburn's, Warre's e Dow's. A familia está
entre os principias proprietários de vinhas no vale do Douro, com 947
hectares (2.322 acres) de vinha distribuidos por 26 Quintas, estando
estas entre as melhores propriedades da região.

http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=105901&Itemid=302

Açores: Governo critica ministra da Agricultura por não ter informado sobre nomeação de açoriana para grupo sobre reforma da PAC

20:54 Quarta feira, 7 de março de 2012

Ponta Delgada, 07 mar (Lusa) -- O Governo dos Açores criticou hoje a
ministra da Agricultura, Assunção Cristas, por não ter informado o
executivo regional da nomeação da açoriana Emiliana Silva para o Grupo
de Peritos para a Reforma da Política Agrícola Comum (PAC).

"A ministra da Agricultura, depois de uma reunião de trabalho com a
Secretaria Regional da Agricultura e Florestas e a Federação Agrícola
dos Açores, realizada na ilha Terceira a 2 de março, não teve sequer a
nobreza de dar qualquer conhecimento da nomeação", refere uma nota
divulgada pelo gabinete de comunicação do Governo dos Açores.

A nota surge na sequência de críticas feitas hoje pelo líder do CDS-PP
nos Açores, Artur Lima, pelo facto de o executivo regional não ter
privilegiado a Universidade dos Açores na realização de um estudo
sobre a carne produzida no arquipélago, mas para o Governo dos Açores
o dirigente popular deveria era estar "descontente" com a ministra,
que é também vice-presidente do CDS-PP.


http://aeiou.expresso.pt/acores-governo-critica-ministra-da-agricultura-por-nao-ter-informado-sobre-nomeacao-de-acoriana-para-grupo-sobre-reforma-da-pac=f709973#ixzz1ohyUFzve

Governo aprova entrada do sector agro-alimentar no conselho da internacionalização

Conselho de Ministros

07.03.2012 - 13:36 Por Pedro Crisóstomo
17 de 32 notícias em Economia« anteriorseguinte »

Primeira reunião do novo conselho foi a 24 de Fevereiro
(Foto: Daniel Rocha)
O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, a inclusão dos
sectores agro-alimentar e florestal no Conselho Estratégico de
Internacionalização da Economia (CEIE), a entidade que avalia as
políticas públicas e as iniciativas privadas para a
internacionalização da economia portuguesa.

A alteração à resolução que estabelece a coordenação estratégica para
a diplomacia económica acontece depois de o CEIE ter proposto que o
Ministério da Agricultura e a Confederação dos Agricultores de
Portugal passem a fazer parte da estrutura do novo organismo.

O conselho, que se reuniu pela primeira vez a 24 de Fevereiro para
analisar as prioridades para a internacionalização do sector privado,
abordou também a integração da Confederação do Comércio e Serviços de
Portugal.

Liderado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o CEIE conta
ainda na sua estrutura com os ministros dos Negócios Estrangeiros,
Paulo Portas, das Finanças, Vítor Gaspar, e da Economia e Emprego,
Álvaro Santos Pereira. No conselho estão já representadas a
Confederação Empresarial de Portugal, a Associação Empresarial de
Portugal, a Confederação do Turismo Português e a Associação
Industrial Portuguesa.

O conselho, que veio na prática substituir o extinto Conselho para a
Promoção da Internacionalização, analisou as prioridades do sector
privado sobre os seus mercados-alvo, as condições financeiras para a
internacionalização, e os passos a dar para a simplificação
administrativa e o enquadramento fiscal da internacionalização.

http://economia.publico.pt/Noticia/governo-aprova-entrada-do-sector-agroalimentar-no-novo-conselho-da-internacionalizacao-1536754

10 enólogas: Há dezenas e dezenas de mulheres a fazer vinho

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Por Pedro Garcias
15.04.2011
O mercado está cada vez mais de olho nas mulheres, produzindo vinhos
que vão ao encontro dos seus gostos e sensibilidade. Mas há uma ironia
nesta dinâmica: muitos dos vinhos que enchem as garrafeiras das lojas
da especialidade ou das grandes cadeias de distribuição já são feitos
por mulheres. Elas ainda não dominam o negócio, mas também já não
estão remetidas ao seu papel mitológico de bacantes, nem fechadas
apenas nas paredes de um laboratório.
Há menos de duas décadas, encontrar 10 enólogas em Portugal para uma
reportagem sobre a presença das mulheres no mundo do vinho era quase
uma utopia. Hoje, já somos obrigados a delimitar o grupo e a deixar
muita gente de fora. Para este retrato do vinho no feminino escolhemos
10 enólogas com influência no sector, mas podíamos seleccionar muitas
mais. De norte a sul do país, da Madeira aos Açores, há dezenas e
dezenas de mulheres a fazer vinho. Muitas não são conhecidas, vivendo
subordinadas à figura tutelar do enólogo consultor, mas há cada vez
mais a assumir as tarefas da enologia sozinhas.

A história do vinho está cheia de figuras femininas lendárias. Em
Portugal, nenhuma se aproximou do protagonismo que atingiu Dona
Antónia Ferreira, "A Ferreirinha", no século XIX. Foi uma pioneira,
não só por ter assumido a liderança do negócio das vinhas e do vinho
da família, mas também por ter sido bem sucedida. Algumas das quintas
mais importantes do Douro actual, como o Vallado e o Vale Meão, são um
legado seu.

As "Ferreirinhas" de hoje são Leonor Freitas, que dirige a Casa
Ermelinda de Freitas (Terras do Sado), Ana Cristina Ventura, a
proprietária da Herdade dos Cadouços (Tejo), Catarina Vieira, a líder
da Herdade do Rocim, Luísa Amorim, a responsável pelos negócios do
vinho no Douro da família Amorim (Quinta Nova de Nossa Senhora do
Carmo), e Laura Regueiro, a matriarca da duriense Quinta da Casa
Amarela. Não são as únicas, há muitas mais, embora não com a mesma
relevância. Se descermos da administração para a adega, aí o panorama
é outro. No espaço sagrado do vinho, ainda dominado por homens, há um
acento cada vez mais feminino.

Graça Gonçalves, enóloga da Quinta do Monte d'Oiro, não atribui um
significado especial ao fenómeno. "Há mais mulheres no mundo do vinho
como há em todas as outras profissões. Antes não víamos mulheres na
tropa, agora vemos. Antes não havia mulheres a conduzir autocarros,
agora há", diz. Graça fala de uma conquista da democracia. "Hoje as
coisas acontecem mais naturalmente. Antes, só estavam no vinho as
filhas ou as mulheres dos proprietários. Os homens só queriam as
mulheres para os laboratórios, para estarem ali paradinhas. A minha
geração [tem 42 anos] ainda sentiu isso na pele", diz. Ela própria
viveu uma experiência que espelha bem a estigmatização da mulher
enóloga (ver texto ao lado).

Filipa Tomás da Costa, a directora de enologia da Bacalhôa e decano
das enólogas portuguesas, acha que as mulheres do vinho estão a fazer
o mesmo percurso e a sentir as "mesmas dificuldades que todas as
mulheres sentem quando exercem profissões antes reservadas apenas aos
homens". "A Europa ainda é um mundo de homens", sustenta.

Mas não valoriza muito a ideia de que as mulheres estão a afirmar-se
no mundo do vinho porque são mais sensíveis. "Todos nós temos
tendência para colocar um pouco do nosso gosto pessoal nos vinhos. Eu,
por exemplo, não gosto de vinhos abrutalhados. Mas o importante é
sempre a matéria-prima. Com um peixe mau, não podemos fazer um bom
prato de peixe", diz.

O mundo da comida vem mesmo a propósito e é revelador dos novos
tempos. Até há bem pouco tempo, a cozinha estava reservada às
mulheres. Agora, são os homens que mandam nos tachos dos restaurantes.
No vinho está a acontecer o mesmo. Agora são elas que começam a dar
cartas na adega.

http://fugas.publico.pt/Vinhos/282625_ha-dezenas-e-dezenas-de-mulheres-a-fazer-vinho?pagina=-1

Agricultores da Terceira querem evitar redução do preço do leite no Verão

Publicado: 2012-03-07 13:06:26 | Actualizado: 2012-03-07 13:06:26

Por: Luciano Barcelos

Os agricultores da Terceira dizem-se sufocados com os aumentos do
preço dos fatores de produção e argumentam que não há condições para
uma descida do valor do leite durante os meses de verão.
A Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT) refere que se ao aumento
sucessivo dos combustíveis, adubos e rações se adicionar a redução do
preço do leite ao produtor poderá ser "catastrófico" para muitas
explorações agrícolas.

A AAIT pede mesmo à indústria de laticínios que não aplique os
princípios da sazonalidade e que mantenha o preço ao produtor durante
a chamada campanha de verão.

http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=25734&visual=3&layout=10&tm=5

Agricultura biológica cresce 20% ao ano em Portugal

Quarta-Feira, 07 Março de 2012
Com uma superfície agrícola cultivada acima da média europeia, a
agricultura biológica em Portugal está em grande crescimento como
demonstram os números oficiais: volume de facturação de 22 milhões de
euros por ano e uma evolução de 20% por ano. O SISAB Green, que vai
ter lugar em 2012, assume-se como uma excepcional montra do que melhor
se faz na produção agrícola sustentável em Portugal.

O volume de negócios da agricultura biológica em Portugal atinge mais
de 22 milhões de euros e cresce 20% anualmente, sendo que a área
cultivada apresentou um aumento de 60% em 2011, de acordo com o
ministério da Agricultura. Os valores foram conhecidos na Biofach, que
decorreu em Nuremberga, evento no qual o ministério revelou os números
ligados à agricultura biológica em Portugal.
Existem no país 5.847 produtores agrícolas biológicos que cultivam uma
superfície total de 210.981 hectares, o que representa cerca de 5,5%
da superfície agrícola utilizada, ligeiramente acima da média
comunitária. Os produtores nacionais mostram que estão atentos às
vantagens que a agricultura biológica proporciona: produtos com melhor
qualidade quanto ao teor de vitaminas, minerais, hidratos de carbono e
proteínas e com o seu verdadeiro aroma e sabor.
A título de exemplo, calcula-se que o mercado dos produtos biológicos
na Alemanha valha cerca de 5,9 mil milhões de euros por ano, sendo que
a capacidade de produção deste país, apenas cobre metade das suas
necessidades de consumo. Assim, a Alemanha é um mercado ao qual os
produtores de agricultura biológica devem estar atentos pelo seu
enorme potencial como destino de exportação dos produtos biológicos
portugueses.

Madeira: 500 hectares em 2015
O Governo Regional da Madeira assume como objetivo alcançar os 500
hectares de produção biológica em 2015, como referiu recentemente,
Bernardo Melvill Araújo, diretor regional de Agricultura e
Desenvolvimento Rural. Em 2011 e já em 2012 foram elaborados cerca de
70 projetos para novas explorações de agricultura biológica na região
autónoma, sendo que, neste momento, este tipo de produção agrícola
ocupa já cerca de 200 hectares de cerca de 90 produtores. No caso dos
70 projetos avançarem, serão ocupados mais cerca de 140 hectares.

SISAB Green: sustentabilidade
Com a mesma filosofia do SISAB Portugal, que há 17 anos traz ao país
decisores internacionais da indústria alimentar - e convida-os a
descobrir os saberes e sabores de Portugal - o SISAB Green pretende
promover os melhores produtos portugueses da agricultura sustentável
aos compradores ligados a grandes cadeias alimentares internacionais.
Portugal dispõe de condições únicas para o desenvolvimento de produtos
biológicos, aos quais se juntam o saber secular de sabores que se
reflete na nossa gastronomia. O SISAB Green vai dar a visibilidade que
este sector merece há muito tempo e conferir uma dinâmica de
exportação que as empresas presentes no SISAB Portugal há muito
conhecem.

PORQUÊ CONSUMIR PRODUTOS BIOLÓGICOS?
Valor nutritivo: produtos com melhor qualidade quanto ao teor em
vitaminas, hidratos de carbono e proteínas
Biodiversidade: a agricultura biológica perpetua a diversidade das
sementes e das variedades locais
Sabor: o verdadeiro aroma, as cores autênticas e o sabor original. Uma
oportunidade para redescobrir o verdadeiro gosto dos alimentos
Harmonia: ecossistema mais saudável fruto de um maior equilíbrio entre
a agricultura, a floresta e as rotações das culturas
Saúde: estudos toxicológicos reconhecem relações existentes entre os
pesticidas e certas patologias, como o cancro, alergias e asma
Água pura: a ausência de produtos perigosos nem grandes quantidades de
azoto na agricultura biológica, garante a não contaminação de lençóis
de água potável
Certificação: os produtores agro-biológicos seguem um caderno de
normas rigoroso, controlado por organismos de certificação segundo
regras internacionais.

http://www.mundoportugues.org/content/1/10315/agricultura-biologica-cresce-ano-portugal/

sexta-feira, 9 de março de 2012

Homem fica ferido em acidente com tractor

No concelho de Viseu

Um homem com cerca de 60 anos ficou na tarde desta terça-feira
gravemente ferido na sequência do capotamento de um tractor agrícola,
em Passos de Silgueiros, no concelho de Viseu, disse à agência Lusa
fonte dos bombeiros.
06 Março 2012Nº de votos (1) Comentários (0)

De acordo com Rui Coimbra, chefe dos Bombeiros Voluntários de Tondela,
o homem "andaria a fresar uma terra quando o tractor tombou",
provocando-lhe "múltiplas fracturas".
O homem foi transportado pelos bombeiros para o Hospital de S.
Teotónio, em Viseu, com o acompanhamento de uma viatura do Instituto
Nacional de Emergência Médica (INEM).
Rui Coimbra acrescentou que "uma senhora, que supostamente é a esposa
e estava a acompanhar os trabalhos, ficou num estado de grande
ansiedade e foi transportada ao hospital de Tondela", por precaução.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/homem-fica-ferido-em-acidente-com-tractor

Agricultura e indústria transformadora cresceram em 2011

Por Agência Lusa, publicado em 9 Mar 2012 - 15:53 | Actualizado há 1
hora 20 minutos
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A agricultura e as indústrias transformadoras foram os únicos setores
da economia que cresceram em 2011, segundo dados hoje divulgados pelo
Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os dados das contas nacionais para o último trimestre do ano
passado, o PIB de Portugal caiu 1,6 por cento em 2011. Os únicos
setores a contrariar esta quebra foram agricultura, silvicultura e
pescas e as várias indústrias transformadoras.

Na agricultura, o valor acrescentado bruto (VAB) cresceu 2,8 por
cento; nas indústrias transformadoras, subiu 0,4 por cento.

Pelo contrário, houve quebras no VAB das indústrias de energia, água e
saneamento (menos 1,4 por cento) e da construção (menos 9,2 por
cento).

Já nos serviços houve quebras em todos os setores: transportes e
atividades de informação (menos 0,9 por cento), atividades financeiras
(menos 0,2 por cento), comércio e hotelaria (menos 1,3 por cento).


http://www.ionline.pt/portugal/agricultura-industria-transformadora-cresceram-2011

Capoulas Santos pede ao Governo acção contra a seca em vez de fé

07.03.2012
Lusa

O eurodeputado socialista Capoulas Santos solicitou um debate no
Parlamento Europeu sobre os efeitos da seca no sector agrícola, ao
mesmo tempo que exorta o Governo português a actuar rapidamente, em
vez de "invocar a fé".

O porta-voz dos Socialistas Europeus para os assuntos agrícolas quer
que a seca seja debatida "numa das próximas sessões plenárias" do
Parlamento Europeu, com o objectivo de poder interpelar a Comissão
Europeia em Estrasburgo sobre esta matéria, disse hoje Capoulas Santos
numa nota divulgada hoje. Face à gravidade da situação, o responsável
entende que Bruxelas deve elevar o montante máximo que cada
Estado-membro pode atribuir como ajudas de Estado, em situações
excepcionais, como é o caso da seca, e que neste momento têm como
limite 7500 euros por exploração agrícola.

"É muito importante acudir ao problema da alimentação dos animais,
ainda que nada impeça o Governo português de accionar mecanismos de
apoio até este montante".

Para Capoulas Santos, esta é de resto "a principal medida que, nesta
fase do processo de evolução da seca em Portugal, se impõe adoptar".

"O Governo português pode e deve agir e não invocar a fé ou reclamar
da Comissão aquilo que sabe que a Comissão não pode dar", afirma o
antigo ministro da Agricultura, que critica ainda algumas intervenções
divulgadas recentemente, visando reclamar apoios da Comissão para os
quais se sabe que não existe nem base legal nem instrumento financeiro
disponível".

Comissão Europeia à espera de mais detalhes

Hoje, o porta-voz do executivo comunitário para a Agricultura, Roger
Waite, disse que a Comissão Europeia está em contacto com as
autoridades portuguesas e espera uma carta formal do Governo com
detalhes sobre a situação. "Temos estado em contacto com as
autoridades portuguesas e sabemos que vão enviar uma carta formal,
esta semana, com detalhes mais precisos sobre a situação e
necessidades específicas", disse à Lusa. Waite esclareceu que Bruxelas
só terá uma palavra a dizer sobre a seca e possíveis ajudas a conceder
a Portugal depois de ter analisado a situação.

O porta-voz adiantou também a ministra da Agricultura, Assunção
Cristas, pediu para que o tema fosse introduzido no Conselho de
Ministros dos 27, no próximo dia 19, em Bruxelas.

Segundo o Instituto de Meteorologia, 68% do território de Portugal
Continental está em seca "severa" e 32% em seca "extrema".

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1536757

Assunção Cristas envia carta a Bruxelas

SECA

por LusaOntem


A ministra da agricultura, Assunção Cristas Fotografia © João
Girão/Global Imagens
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse na quarta-feira que
o Governo português já enviou "uma carta" para Bruxelas por causa da
seca e dos seus efeitos na agricultura.

Em entrevista à RTP, Assunção Cristas disse que "hoje [quarta-feira]
mesmo seguiu uma carta formal para o comissário da Agricultura" a dar
conta dos efeitos na agricultura da seca que se tem sentido em
Portugal nos últimos meses e a pedir para que sejam "acionadas"
medidas.
A ministra tinha já pedido para que o tema fosse introduzido no
Conselho de Ministros dos 27, no próximo dia 19, em Bruxelas.
Roger Waite, porta-voz do executivo comunitário para a Agricultura,
tinha anteriormente afirmado que a Comissão Europeia está em contacto
com as autoridades portuguesas por causa da seca na agricultura.
"Temos estado em contacto com as autoridades portuguesas e sabemos que
vão enviar uma carta formal, esta semana, com detalhes mais precisos
sobre a situação e necessidades específicas", disse à Lusa Roger
Waite.

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2349453

Cristas apela à duplicação de ajudas aos agricultores

SECA

por João Francisco GuerreiroHoje


Fotografia © João Girão/Global Imagens
O governo quer duplicar as verbas para ajudar os agricultores, mas sem
autorização de Bruxelas, não poderá ir além dos 7500 euros por
exploração para um período de três anos.

A ministra da Agricultura e do Ambiente tem "a expetativa que a
Comissão Europeia tenha um tratamento, no mínimo, igual àquele que foi
dado a outros países". Assunção Cristas refere-se em concreto a
França, que no ano passado foi autorizada a conceder ajudas de 15 mil
euros.
No entanto, "estão a ser estudas outras possibilidades", admitiu a
ministra, antes do início do Conselho do Ambiente, no qual participa
hoje. "Algumas que não implicam dinheiro", adiantou a ministra,
acrescentando que são medidas com "concretas consequências na vida dos
agricultores".
De acordo com Assunção Cristas, "a possibilidade de alimentar, com
ração, os animais que estão em modo de produção biológica" é apenas um
dos exemplos.
"Há outros pontos que têm a ver com a antecipação das ajudas
comunitárias e ainda outros que têm que ver com medidas nacionais e de
alguma reafetação de verbas", admitiu.
A ministra prefere não se comprometer com uma data, para que o
processo esteja concluído. Por agora afirma apenas que o trabalho "que
há a fazer está a ser feito".
"Ainda esta semana houve uma reunião técnica com a comissão para
começar a agilizar as medidas que têm a ver com flexibilizações e com
pedidos de antecipação de verbas", adiantou a ministra, convicta que
antes da seca atingir "esta gravidade" não seria possível "justificar
situações de exceção".
A ministra aproveitou o Conselho do Ambiente para "expor a situação"
perante os parceiros europeus e prometeu "reforçar a posição de
Portugal", no próximo conselho da Agricultura e Pescas, marcado para
19 e 20 de Março.


http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2351131&page=-1

Indústria: Lucros da Altri caem 63,6% para 22,6 ME em 2011

19:06 Quarta feira, 7 de março de 2012

Porto, 07 mar (Lusa) -- A empresa de produção de pasta de eucalipto
Altri obteve lucros de 22,6 milhões de euros em 2011, uma quebra de
63,6 por cento face aos números de 2010, revelou hoje em comunicado à
CMVM.

Segundo o documento enviado à Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM), a Altri registou uma redução de três por cento em
termos de receitas totais obtidas em 2011 em comparação com 2010,
passando de 500,4 para 486,6 milhões de euros.

Apesar das reduções de vendas e de lucros, a Altri atingiu um valor
recorde de produção de pasta, fixando-se em 847 mil toneladas nas três
unidades industriais, mais oito por cento do que em 2010.


http://aeiou.expresso.pt/industria-lucros-da-altri-caem-636-para-226-me-em-2011=f709948#ixzz1ockh2ee1

Cervejeiras estimam nova queda de 10% das vendas em 2012

Estudo

Dírcia Lopes
07/03/12 07:05


O consumo fora de casa é o mais penalizado. As empresas apostam na
exportação para minimizar efeitos da crise.

As produtoras nacionais de cerveja - Central de Cervejas (SCC),
Unicer, Empresa de Cervejas da Madeira e Font Salem - continuam
preocupadas com o impacto da crise e estimam nova queda de consumo
fora de casa. "Em 2011 já houve uma queda de 10% no consumo fora de
casa. Temo que, este ano, volte a cair de novo 10%", admitiu ontem
António Pires de Lima, presidente da Associação Portuguesa dos
Produtores de Cerveja (APCV) e também presidente da comissão executiva
da Unicer.

O responsável assumiu estar "preocupado com este canal de consumo
[horeca]", que considerou ser "fundamental para o futuro do sector".
"Nos últimos três a quatro anos, temos assistido a quebras de consumo
no canal horeca [hotéis, restaurantes e cafés]", avançou, à margem do
"Fórum Brinde à Cerveja", que reuniu ontem, em Lisboa, vários
responsáveis de empresas do sector.

Para travar a queda das vendas no mercado interno, as empresas têm
apostado no reforço das exportações. A média de exportação nacional
prevista para 2012 é de cerca de 35%, o que supera a média europeia de
19% registada no ano passado.

http://economico.sapo.pt/noticias/cervejeiras-estimam-nova-queda-de-10-das-vendas-em-2012_139719.html

Seca: Pedido de ajuda a Bruxelas "já vem tarde" - agricultores e ambientalistas

12:22 Quinta feira, 8 de março de 2012

Lisboa, 08 Fev (Lusa) - Agricultores e ambientalistas consideram que o
pedido de ajuda que a ministra da Agricultura fez a Bruxelas por causa
da seca "já vem tarde" e que o Governo devia tomar outras medidas.

"Tendo em conta que a seca já vai no terceiro mês, podemos considerar
que o pedido é tardio", disse o dirigente da Confederação Nacional da
Agricultura, João Dinis.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse na quarta-feira que
o Governo português já enviou "uma carta" para Bruxelas por causa da
seca e dos seus efeitos na agricultura e a pedir para que sejam
"acionadas" medidas.


http://aeiou.expresso.pt/seca-pedido-de-ajuda-a-bruxelas-ja-vem-tarde-agricultores-e-ambientalistas=f710101#ixzz1ocjeUOBC

quinta-feira, 8 de março de 2012

GNR/Beja: “Operação Azeitona Segura 2011/2012”

Regional | 07:00 | 07-03-2012

"Operação Azeitona Segura 2011/2012", do Comando Territorial de Beja
da Guarda Nacional Republicana (GNR) terminou apenas, com um furto…

Entre o mês de Novembro, do ano passado, e o de Fevereiro, deste ano,
o Comando Territorial de Beja da Guarda Nacional Republicana (GNR)
desenvolveu a "Operação Azeitona Segura 2011/2012".

Naquele período, a GNR reforçou o patrulhamento dos campos para
prevenção e repressão do furto de azeitona.

Em comunicado, a GNR revela que estabeleceu "contactos com as
associações de produtores" e que desenvolveu "acções extraordinárias
de fiscalização nas vias de acesso aos lagares de azeite, nos locais
de recolha e armazenamento e ainda nos pontos de passagem de fronteira
a fim de controlar e verificar a circulação de azeitona e a
documentação inerente ao seu transporte e proveniência".

No comunicado enviado à nossa estação, o Comando Territorial de Beja
da GNR realça que a operação terminou com apenas um furto de 360 kg de
azeitona, na zona de Sobral da Adiça, concelho de Moura.

Ana Elias de Freitas

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/48081

Ciência: Investigadores da UMinho descobrem que lactoferrina é "decisiva" contra cancro da mama

Por , publicado em 7 Mar 2012 - 18:12 | Actualizado há 1 dia 52 minutos

Braga, 07 mar (Lusa) - Investigadores do Centro de Engenharia
Biológica da Universidade do Minho (UMinho) descobriram que a
lactoferrina, uma proteína do leite, é decisiva no tratamento e
prevenção do cancro da mama, foi hoje anunciado.
O estudo, recentemente publicado no "Journal of Dairy Science",
concluiu que o tratamento de células cancerosas com lactoferrina
reduziu a sua viabilidade para metade e a sua proliferação em quase
dois terços.
A equipa de Lígia Rodrigues defende que produtos de leite e derivados
devem ser enriquecidos com lactoferrina, como forma natural de não
contrair cancro da mama ou prevenir a evolução da doença.

http://www.ionline.pt/ciencia-investigadores-da-uminho-descobrem-lactoferrina-decisiva-contra-cancro-da-mama

Seca: Bruxelas está em contacto com Lisboa e aguarda informação mais detalhada

12:52 Quarta feira, 7 de março de 2012


Bruxelas, 07 mar (Lusa) -- A Comissão Europeia está em contacto com as
autoridades portuguesas por causa da seca na agricultura e espera uma
carta formal do Governo com detalhes sobre a situação, disse hoje à
Agência Lusa fonte comunitária.

"Temos estado em contacto com as autoridades portuguesas e sabemos que
vão enviar uma carta formal, esta semana, com detalhes mais precisos
sobre a situação e necessidades específicas", disse à Lusa o porta-voz
do executivo comunitário para a Agricultura, Roger Waite.

O porta-voz adiantou também a ministra da Agricultura, Assunção
Cristas, pediu para que o tema fosse introduzido no Conselho de
Ministros dos 27, no próximo dia 19, em Bruxelas.

http://aeiou.expresso.pt/seca-bruxelas-esta-em-contacto-com-lisboa-e-aguarda-informacao-mais-detalhada=f709825#ixzz1oYjcrQH3

UE: Portugal vai receber 2,8 ME de Bruxelas para distribuição de fruta nas escolas

12:32 Quarta feira, 7 de março de 2012

Bruxelas, 07 mar (Lusa) -- Portugal vai receber mais de 2,8 milhões de
euros de fundos comunitários para cofinanciar o programa de
distribuição gratuita de fruta nas escolas no ano letivo de 2012/2013,
anunciou hoje a Comissão Europeia.

O executivo comunitário anunciou hoje que os Estados-membros aprovaram
na segunda-feira a atribuição de 90 milhões de euros de fundos
comunitários para o esquema de distribuição escolar de fruta,
destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos, de 24 Estados-membros
(Suécia, Finlândia e Reino Unido optaram novamente por ficar de fora),
apontando que a disponibilização do montante será formalmente adotada
pela Comissão "nas próximas semanas".

Os principais beneficiários do programa para 2012/2013 são a Itália,
que receberá 20,5 milhões de euros, seguida da Alemanha (11,6) e da
Roménia (9,8), sendo Portugal o 11.º país em termos de montante a
receber, com um valor de 2,872 milhões de euros.


http://aeiou.expresso.pt/ue-portugal-vai-receber-28-me-de-bruxelas-para-distribuicao-de-fruta-nas-escolas=f709820#ixzz1oYjMUN8J

ESCLARECIMENTO / COMUNICADO: ANPROBE

A Anprobe, Associação Nacional dos Produtores de Beterraba, não
concorda, mas não fica admirada com as declarações dos refinadores de
cana do açúcar, porquanto esta foi a posição que sempre assumiram.

A Anprobe afirma que a intenção dos produtores em reabilitar a cultura
não está relacionada com os preços do mercado mundial, cenário que
fomos capazes de prever e para o qual chamamos à atenção, aquando da
última reforma, mas sim em torno da expectativa de retomar a produção
após 2015 inscrita na actual OCM única:

Por se tratar de uma excelente alternativa.
Por não concordarmos que açúcar fora de quota seja reclassificado
dentro de quota à luz dos objectivos da última reforma.
Porque a flutuação de preços está igualmente presente noutras culturas.
Porque permitirá à DAI restaurar a dupla capacidade de refinar ramas e
produzir açúcar de beterraba.
Porque o projecto beterrabeiro foi pioneiro na criação de um eficaz
interprofissionalismo ao longo da fileira do açúcar.
A Anprobe lembra que o fim da cultura em Portugal veio agravar a
actual situação do País ao nível do desequilíbrio da balança
comercial, uma vez que a importação de ramas de cana do açúcar agrava
essa balança em mais de 150M€/ano, facto que pode ser substancialmente
invertido através da produção nacional, com as inerentes mais valias
não só para o sector produtivo e tecido económico conexo, repondo os
inúmeros postos de trabalho perdidos (50 directos e 1500 indirectos),
mas igualmente para a sustentabilidade das populações locais e para o
ambiente.

Os refinadores receberam elevadas ajudas à sua reestruturação razão
pela qual não compreendemos a referência às ajudas recebidas pelos
produtores. O que a produção recebeu foi o valor pela alienação de um
activo – os seus Direitos de Produção - até final de 2014.

A Anprobe realça que nos doze anos de abastecimento da fábrica com
beterraba a produtividade média nacional cresceu 8% ao ano, enquanto
no resto da Europa ia pouco além de 2%. Tal feito deve-se a um
rigoroso trabalho de experimentação levado a cabo por produtores e
industria, situação impar em toda a agricultura nacional. A Anprobe
realça, com orgulho, que na última campanha de produção os produtores
nacionais apresentaram o mais alto rendimento de açúcar por hectare de
toda a Europa.

Finalmente lamentamos que, nesta fase em que se negoceia a reforma da
OCM para um período alargado sejam utilizados argumentos puramente
comerciais no sentido de pressionar o poder político, esquecendo
propositadamente o papel importantíssimo que a cultura da beterraba
poderá voltar a ter, não só na rotação cultural dos actuais sistemas
regados nacionais, mas, especialmente, como a cultura dinamizadora da
introdução do regadio na região do Alqueva, tal como o foi
anteriormente no restante território nacional um tremendo sucesso.

A DIRECÇÂO

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/03/07g.htm

quarta-feira, 7 de março de 2012

Consumo: Setor do leite podia fazer muito mais pelos consumidores portugueses -- APED

18:35 Terça feira, 6 de março de 2012

Lisboa, 06 mar (Lusa) -- O presidente da Associação Portuguesa das
Empresas de Distribuição (APED) disse hoje que "o setor do leite
poderia fazer muito mais pelo consumidor português" e salientou que a
eficiência funciona melhor do que a maledicência".

Luís Reis, que falava à margem do fórum "Brinde à Cerveja!", declarou
que "o setor da cerveja é um setor onde há eficiência na agricultura,
eficiência no vidro, eficiência na distribuição, eficiência na
produção", mas noutros setores "infelizmente há muita maledicência e
pouca eficiência".

Sem nomear expressamente o setor do leite, o presidente da APED,
assinalou que "o importante é ver que há um círculo virtuoso da
eficiência que funciona muito melhor do que o ciclo vicioso da
maledicência" e que os setores onde há muita concorrência, como o da
cerveja, beneficiam os consumidores.

http://aeiou.expresso.pt/consumo-setor-do-leite-podia-fazer-muito-mais-pelos-consumidores-portugueses-aped=f709661#ixzz1oRitx95c

Ausência de resposta da Comissão Europeia à seca portuguesa "não é normal", diz Nuno Melo

Por Agência Lusa, publicado em 7 Mar 2012 - 08:23 | Actualizado há 7
horas 1 minuto
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O eurodeputado do CDS-PP Nuno Melo considerou hoje não ser "normal" a
ausência de resposta da Comissão Europeia à seca na agricultura em
Portugal e sublinhou a necessidade de mecanismos de apoio para os
agricultores afetados por catástrofes meteorológicas.

Em declarações à Agência Lusa, Nuno Melo disse ser "muito previsível
que situações de seca extrema" como a atual "voltem a acontecer"
devido às especificidades geográficas e climatéricas dos países do Sul
da Europa e particularmente de Portugal.

Defendeu que o país deveria beneficiar da "coesão e da solidariedade"
da União Europeia, "mais ainda tendo em conta prejuízos que agora já
são mensuráveis no âmbito da agricultura portuguesa".

Daí o requerimento que apresentou à CE, "por um lado para tentar
perceber se as instituições europeias e a comissão em particular não
reconhecem as especificidades de Portugal e dos países do Sul da
Europa no que tem que ver com circunstâncias que tornam previsíveis
estas situações de seca extrema".

"Por outro lado, para defender mecanismos que faz sentido que sejam
criados para apoio aos agricultores no caso de catástrofes
meteorológicas, de que é exemplo esta seca", defendeu, considerando
haver espaço para isso dentro da nova Politica Agrícola Comum (PAC
2014-2020).

Questionado pela Agência Lusa sobre a atuação governamental nesta
matéria, o eurodeputado do CDS-PP disse não ter "dúvida nenhuma de que
o Governo e o Ministério da Agricultura em particular estão a fazer
tudo o que podem e continuarão a fazer", considerando, no entanto, que
isso não invalida que, no plano europeu, se continue a "fazer pressão
e obrigar as instituições a refletir sobre uma realidade que é
conhecida".

"O que não será normal é que perante uma circunstância que é
extraordinária, causa dano que é conhecido e põe em causa a
viabilidade económica de tantos investimentos nesta área em Portugal,
a Comissão Europeia não tenha uma resposta", condenou.

Na opinião de Nuno Melo, "cada um de nós, nos diferentes setores, deve
dar o seu contributo para que, de futuro, neste caso concreto possa
existir alguma ajuda caso seja possível e possam ser criados novos
mecanismos".

"E tal como Portugal é solidário com muitos outros países em termos de
catástrofes climatéricas de qualquer natureza, também o resto da União
Europeia deve ser compreensivo em relação às nossas circunstâncias e
às consequências do aquecimento global do planeta", defendeu ainda.

http://www.ionline.pt/portugal/ausencia-resposta-da-comissao-europeia-seca-portuguesa-nao-normal-diz-nuno-melo

Indústria cervejeira quer mais produção de cevada nacional

O presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Cerveja (APPC)
desafiou hoje os agricultores a cultivarem mais cevada para a
indústria nacional e considerou que o regadio cria novas oportunidades
para o desenvolvimento desta matéria-prima.

António Pires de Lima adiantou que a indústria cervejeira nacional
precisa de cerca de cem mil toneladas anuais de cevada, mas nos
últimos dois anos só 30 a 40 por cento da cevada usada para produzir
cerveja foi cultivada em terra portuguesas.
A queda da produção de cevada, face aos anos de 2007 e 2008, em que
cobria cerca de 60 por cento das necessidades da indústria
justifica-se com os efeitos climatéricos, mas também pela falta de
incentivos a esta cultura [cevada dística], segundo Pires de Lima.
"Acho que valia a pena criar alguns incentivos, nomeadamente nas novas
terras de regadio que estamos a conquistar no Alentejo e no Ribatejo
para que quase toda a produção possa ser feita em terras portuguesas",
afirmou o também presidente da Unicer, acrescentando que já lançou
"este desafio" à ministra da Agricultura.

Meia centena de agricultores contestaram venda de secadores de arroz em Alcácer do Sal

ARTIGO | TER, 06/03/2012 - 15:06
Meia centena de agricultores participaram hoje, em Alcácer do Sal,
numa concentração de protesto contra a venda em hasta pública dos
secadores de arroz da região, prevista para 14 de março.
"Estamos a falar de um atentado social e de um crime contra os
pequenos e médios agricultores", disse à Lusa Avelino Antunes, da
Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal, durante o desfile
de dezenas de viaturas e de tratores pelas ruas de Alcácer do Sal.
Avelino Antunes defendeu a necessidade de se travar a venda dos
secadores de arroz de Alcácer do Sal e de Águas de Moura, que
considerou fundamentais para a sobrevivência de muitos orizicultores
da região.

Castelo Branco: Associação de Agricultores defende novo regadio agrícola a sul da Gardunha

15:03 Terça feira, 6 de março de 2012
Castelo Branco, 06 mar (Lusa) - A Associação Distrital de Agricultores
de Castelo Branco vai procurar parcerias no ensino superior para
estudar um novo regadio agrícola a sul da Serra da Gardunha, disse
hoje o seu presidente, Mesquita Milheiro.
De acordo com aquele responsável, o sopé da encosta sul da Serra da
Gardunha "tem atualmente uma grande dinâmica de implantação de
pomares".

Homem morre debaixo de tractor

Em Alvelos

Um homem de 42 anos faleceu ao inicio da tarde desta terça-feira em
Alvelos, quando manobrava um tractor, junto à sua habitação.
O acidente ocorreu perto do meio-dia, quando Manuel Ferreira, de 47
anos manobrava a máquina agrícola, num terreno junto à sua casa, na
Rua de Santa Cruz. Ao que conseguimos apurar, o acidente aconteceu
quando um muro, com cerca de metro e meio de altura, e que suportava
os terrenos onde estava o tractor cedeu sobre o seu peso. O tractor
captou e um dos rodados traseiros acabou por cair em cima das costas
do homem, provocando-lhe a morte por esmagamento de forma quase
imediata.

Energia: Governo suspende projetos das mini-hídricas no valor de 200 milhões

15:48 Terça feira, 6 de março de 2012
Lisboa, 06 mar (Lusa) - O Governo deu hoje instruções às autoridades
competentes na área dos recursos hídricos para poderem "emitir
informações prévias desfavoráveis ou indeferimentos liminares" aos
projetos das mini-hídricas por estarem suspensas as atribuições de
potência na rede elétrica.
A construção de mini-hídricas era um projeto do anterior Governo com o
qual pretendia encaixar 200 milhões de euros com as licenças
atribuídas, mas, após a saída de Manuel Pinho como ministro da
Economia e, mais tarde, com a dissolução do Executivo de José Sócrates
e o resgate a Portugal, os projetos ficaram parados.

Açores: Tribunal de Ponta Delgada iniciou julgamento de fraude com subsídios agrícolas com tentativa de acordo

14:31 Terça feira, 6 de março de 2012

Ponta Delgada, 06 mar (Lusa) -- O Tribunal de Ponta Delgada, nos
Açores, iniciou hoje o julgamento de 15 pessoas, incluindo dois
ex-funcionários do Serviço de Desenvolvimento Agrário de S. Miguel,
acusadas de fraude na obtenção de subsídios no valor de 515 mil euros.

Os 13 arguidos presentes na sessão, já que dois estiveram ausentes por
motivos de saúde, decidiram confessar os fatos de que são acusados,
nomeadamente terem recebido apoios indevidamente, na sequência de um
acordo que estabeleceram com o Ministério Público.

O acordo establece que os arguidos sejam condenados a penas suspensas
entre dois e cinco anos, com a condição de pagarem ao Estado o que
receberam indevidamente, mas o tribunal não entendeu os pressupostos
deste acordo e pediu esclarecimentos.


http://aeiou.expresso.pt/acores-tribunal-de-ponta-delgada-iniciou-julgamento-de-fraude-com-subsidios-agricolas-com-tentativa-de-acordo=f709553#ixzz1oQ9b8jzr

Douro: "A agregação é fundamental para a afirmação internacional"

O grupo alltodouro apresentou-se no Instituto dos Vinhos do Douro e
Porto (IVDP), Porto, e na Bolsa de Turismo de Lisboa. Nicolau Santos,
director adjunto do Expresso, e Manuel Cabral, presidente do IVDP,
consideram que esta união inédita de empresas no Douro é "fundamental"
para a afirmação do vinho do Porto e do Douro nos mercados
internacionais.


"Fiquei particularmente contente com o facto de 13 empresas se terem
unido para afirmar o Alto Douro vinhateiro e produtos que vão desde o
turismo aos vinhos nos mercados internacionais. É um excelente sinal
de que há uma nova geração de empresários empreendedores, que sabem o
que querem, que têm objectivos definidos e que percebem que a
associação é fundamental para a afirmação internacional". Nicolau
Santos, director adjunto do jornal Expresso, falava sobre "Agregação,
a melhor estratégia para trabalhar mercados externos", a convite do
próprio grupo alltodouro, que se apresentou na Bolsa de Turismo de
Lisboa, na passada quinta e sexta-feira (1 e 2 de Março,
respectivamente).

Casa de Mendiz, Casa de Pasto Chaxoila, Casas do Coro, Douro Family
Estates, Ervas Finas, Galeria de Momentos, Hotel Teatro, Lavradores de
Feitoria, Museu do Coa, Pipadouro, Quinta Nova, restaurantes DOC e DOP
(Rui Paula) e Wine & Soul (Pintas) são as empresas das áreas dos
vinhos, turismo e cultura que se uniram em torno de um objectivo:
valorizar os vinhos do Porto e DOC e o território Douro como destino
turístico, bem como outros produtos da região.

É uma agregação de vontades inédita no Douro. Trata-se de criar
economia de escala entre empresas dinâmicas, inovadoras e abertas ao
risco em torno de um projecto voltado para a exportação e para a
afirmação internacional da única região de vinhos do Velho Mundo que
ainda está por descobrir. "A cooperação e competição, num quadro de
afirmação externa, dá ganhos e diminui custos para toda a gente",
sublinhava Nicolau Santos.

Insistindo que "exportar é preciso", o jornalista especializado em
assuntos económicos vê boas perspectivas de crescimento da quota que
Portugal detém no mercado mundial de turismo, que actualmente se situa
em três por cento. Mas, adverte, é necessário "um esforço importante
na área da promoção, do marketing e das vendas".

Para aumentar as exportações, as empresas têm que ter uma "estratégia
clara" - definir mercados a atingir, clientes a captar, que produtos
vender e se estes estão adaptados aos mercados em causa - ser
competitivas, flexíveis e ter um óptimo serviço. Essencial, sublinhou
Nicolau Santos, é também a existência de uma marca e conhecimento dos
países para onde se quer exportar, de forma a identificar parceiros e
canais de distribuição.

De resto, as empresas têm ainda que ter capacidade financeira e de
inovação: "É preciso ter produtos inovadores que fidelizem e marquem a
memória dos clientes", rematou. O conhecido jornalista exortou ainda
as empresas a "descobrirem novos mercados", reconhecendo que este
objectivo "exige tempo, dinheiro, conhecimento e bons parceiros" nos
mercados externos.

Vinho é a matriz do Douro

Visão e estratégia colectiva, marca, inovação e fidelização são temas
que estão no centro das atenções do grupo alltodouro, como sublinhou
Paulo Romão, fundador das Casas do Coro (situadas na aldeia histórica
de Marialva): "O alltodouro.com é um projecto de agregação de
vontades, só está neste grupo quem acredita na eficiência colectiva e
tem mentalidade de longo prazo". "Só colectivamente conseguiremos
contribuir para a afirmação internacional do Douro vinhateiro",
acrescentou Fernando Real, director do Museu do Coa.

De forma consensual, o grupo alltodouro acredita que só uma estratégia
colectiva fará com que a região do Alto Douro vinhateiro inverta o
actual paradoxo, em que cerca de 80 por cento dos turistas que a
procuram são portugueses quando aproximadamente 85 por cento do vinho
do Porto é vendido nos mercados externos.

Manuel Cabral, novo presidente do IVDP, concorda: "O Douro precisa
deste tipo de projectos de desenvolvimento, de encontro de vontades e
de iniciativa privada, precisa de encontrar outros formatos de
valorizar o território e de o promover", sublinhou. Mas precisou, a
"matriz do Douro é o vinho" e, desde logo, o vinho do Porto, que
representa cerca de 50 por cento das exportações de vinhos
portugueses. "Isto é absolutamente inquestionável", frisou.

Manuel Cabral falava sobre "A importância do território na valorização
do vinho do Porto", palestra que realizou na passada sexta-feira a
convite do grupo alltodouro e que contou com a presença da secretária
de Estado do Turismo, Cecília Meireles, e do presidente do Turismo de
Portugal, Frederico Costa. "[O IVDP] esqueceu-se muitas vezes das suas
responsabilidades históricas perante a região e o território e
centrou-se demasiado no produto. Nós não podemos esquecer o nosso
papel de promoção e desenvolvimento na região onde o vinho é
produzido", sustentou Manuel Cabral.

A importância dada à valorização do território representa uma mudança
estratégica encabeçada pelo novo presidente do IVDP. "Acredito que o
Douro vinhateiro Património Mundial, o território onde o vinho do
Porto é produzido, tem um valor e nós temos que ser capazes de o
adicionar ao valor do próprio produto", sublinhou. Nesta área, um
exemplo emblemático, é dado pelos franceses que "não vendem só os seus
vinhos, vendem uma ideia de cultura, de luxo, uma certa forma de estar
e de viver", rematou.

Fonte: Greengrape

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/03/07a.htm

Termómetros vão ficar acima da média para março

TEMPERATURA EM PORTUGAL

por LusaHoje


O aumento das temperaturas previsto para os próximos dias em Portugal
continental fará com que os termómetros fiquem um pouco acima das
médias normais para o mês de março, disse hoje à agência Lusa fonte do
Instituto de Meteorologia .

Segundo a meteorologista Joana Sanches, até sexta-feira está previsto
um "aumento gradual" das temperaturas que devem subir, nalguns casos,
"entre os quatro e os cinco graus".
"Em relação ao que nós usamos como normais de referência da década de
1961-1990. Se vierem a registar-se estes valores, elas (as
temperaturas) estão um bocadinho acima das médias normais para o mês
de março", afirmou.
As temperaturas máximas previstas hoje em Portugal continental são de
20º em Lisboa, 18º no Porto e 21º em Faro.
"Nós voltamos a ter um anticiclone localizado a Norte, Noroeste do
território. Voltamos a ter situações de céu pouco nublado ou limpo e
uma massa de ar um bocadinho mais quente nos próximos dias, que se vai
sentir hoje e levar ao aumento das temperaturas nos próximos dias",
explicou.
O mês de fevereiro foi o mais seco dos últimos 81 anos em Portugal
Continental, caracterizando-se como "excecionalmente frio" e pela
"quase ausência de precipitação", indicou o Instituto de
Segundo aquele organismo, fevereiro registou um valor de precipitação
cerca de 50 vezes inferior ao valor normal, o que permite classificar
o último mês como "extremamente seco", colocando-o como o mais seco
desde que se iniciaram os registos continuados de observação, em 1931.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2347194&page=-1

Quebra nos cereais obriga a mais 105 milhões em importações

Por Filipe Paiva Cardoso, publicado em 7 Mar 2012 - 03:10 |
Actualizado há 5 horas 49 minutos
O pior da crise ainda está para vir: produção de hortícolas em risco
de quebra até 40%

Com 100 mil hectares de produção de cereais já condenada, os mais de
2500 produtores afectados pela seca que se instalou em Portugal já
perderam 40 milhões em investimento na produção, segundo a Associação
Nacional dos Produtores de Cereais (ANPOC). Mas se os produtores já
estão a perder, a falta de oferta nacional para a procura do país vai
levar o impacto da seca às contas públicas.

"Num quadro geral, Portugal vai ter de aumentar a sua exposição aos
cereais importados", avançou Bernardo Albino, presidente da ANPOC, em
declarações ao i, especificando de seguida que cada hectare produz
pouco mais de 5 toneladas de cereais, tonelada essa avaliada em 200
euros. Contas feitas, os cem mil hectares perdidos vão obrigar a
comprar 105 milhões de euros a produtores de fora. Isto quando o
equilíbrio da balança comercial é crítico para apaziguar a troika.

Mas a factura que a seca vai impor ao país e aos produtores ultrapassa
os cereais. Das batatas à saúde animal, passando pelo feijão, pelas
couves ou pelas ervilhas, os riscos actuais para a agricultura ainda
são imprevisíveis. A Confederação Nacional de Agricultores (CNA)
chamou a atenção do i para os riscos acrescidos que a falta de chuva
cria à produção deste ano: a falta de pastos está a obrigar os
produtores de ovinos, caprinos e bovinos a incorrer em custos
inesperados com rações – e o aumento da procura está a fazer disparar
os preços até 80%. Depois há a questão dos terrenos. "A continuada
ausência de chuva, se persistir em Março ou Abril, ou se a chuva não
surgir de forma lenta e constante, vai deixar mais culturas em risco",
apontou Armando Carvalho, dirigente nacional do CNA. É que não é
qualquer chuva que vai acalmar a crise: "Se as primeiras chuvas forem
fortes vão surtir pouco efeito, o chão está muito seco para absorver
demasiada água. Precisamos de chuvas lentas e progressivas", explica
Armando Carvalho. Outro risco que vive lado a lado com uma
pluviosidade elevada prende-se com ataques de doenças que entraram em
hibernação nas folhas caídas durante o Inverno e que pela falta de
chuva não se degradaram. Outro risco que se vem registando este ano
são as geadas negras, que congelam a planta por dentro, matando-a.

Há assim várias culturas em risco de ser afectadas pela seca. A
produção de batata, por exemplo, exige solos húmidos. Também a vinha,
que "começa a desenvolver-se em Março, sem um chão húmido" vê o seu
"desenvolvimento natural em risco", diz o responsável da CNA. Mas
falar só de batata ou vinha é limitativo: tomate, pimento, pepino,
feijão, melão [tudo horticultura de estufa], couves, favas, ervilhas
ou nectarinas são produções hoje em risco de sofrer quebras de 20% a
40% à conta da seca.

A esta produção juntam-se ainda as oliveiras, em risco devido à geada
negra: este fenómeno ocorre com temperaturas mais baixas que o normal,
temperaturas essas que provocam o congelamento da seiva das plantas,
que acabam por morrer. Ainda no final de Fevereiro, 250 agricultores
perderam 3200 toneladas de batata na região do Ribatejo à conta deste
fenómeno. Já no caso das oliveiras, a geada negra envolve um risco
diferente: abre fendas nos ramos por onde entram larvas que atacam a
plantação.

Também nos citrinos, e na região do Douro, estimam-se já prejuízos de
80% da produção só à conta das baixas temperaturas.

http://www.ionline.pt/dinheiro/quebra-nos-cereais-obriga-mais-105-milhoes-importacoes