sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Todos os factores a favor do mercado avícola

11-09-2015 
 

 
As previsões para a indústria mundial das aves domésticas são favoráveis para o final de 2015 e 2016, de acordo com a última informação divulgada pelo Rabobank.
 
Todas as variáveis alinharam-se a favor do sector. A oferta está equilibrada, o preço da carne de bovino mantém-se alto, pelo que se reduz a concorrência e os preços das rações encontram-se em baixa.
 
Neste cenário favorável, a única excepção é a China, apesar da situação do seu mercado avícola poder vir a melhorar caso os preços da carne de porco aumentem. Na União Europeia e nos Estados Unidos os mercados estão equilibrados e na Rússia tudo indica uma melhoria na rentabilidade do sector.
 
A gripe das aves continua a ser a maior preocupação do sector, já que os casos alargaram-se pela maior parte das regiões do mundo, à excepção da América do Sul e Austrália, apesar da redução do número de casos. A doença mudou o panorama do comércio mundial, devido às restrições sanitárias que beneficiaram as exportações do Brasil e da Tailândia, que aumentaram a sua quota de exportação à custa dos Estados Unidos e da China.
 
Fonte: Agrodigital

Pêra rocha bate recordes de exportação mas está mais barata com embargo russo

 11-09-2015 

 
A pêra rocha do Oeste ultrapassou este ano o recorde de exportações de 2013/2014, mas o seu preço baixou com o embargo russo e o consequente aumento da oferta de fruta nos mercados europeus, anunciou hoje a associação do sector.
 
Das 201 mil toneladas colhidas em Agosto de 2014 e escoadas até Agosto de 2015, 102 mil foram vendidas no mercado externo, ultrapassando as 100 mil toneladas exportadas na campanha de 2013/2014, de acordo com dados da Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha. (ANP).
 
Apesar dos receios dos efeitos do embargo da Rússia, um dos principais consumidores de pêra rocha, para onde foram exportadas 6.500 toneladas em 2013/2014, cerca de 6,5% das exportações, o sector conseguiu escoar a pera para outros mercados», explicou Aristides Sécio, presidente da ANP, à agência Lusa. A pêra rocha era o produto português mais vendido em quantidade na Rússia.
 
O sector da pêra rocha não só exportou mais fruta para mercados já seus consumidores, como alargou o leque dos países emergentes que começam a provar a pera rocha do Oeste, entre os quais a Arábia Saudita, China, Singapura, Sri Lanka, Nigéria, Gana, Emirados Árabes Unidos e o Uruguai.
 
Contudo, o efeito mais negativo da proibição da Rússia à entrada de produtos europeus foi o aumento da fruta nos mercados europeus, os principais absorvedores dessa oferta. «Como se aumentou a oferta, os preços caíram», frisou.
 
Segundo o dirigente, a desvalorização do Real, no Brasil, o país que mais consome aquela fruta, contribui também para a desvalorização do preço.
 
«Não foi uma boa campanha, porque, por um lado o efeito do embargo russo fez com que os mercados da Europa sobretudo ficassem inundados de fruta e por outro lado assistimos ao esmagamento dos preços. É um ano de má memória para os fruticultores», rematou Aristides Sécio.
 
Na colheita, que decorreu durante o mês de Agosto, o sector conseguiu uma produção de 133 mil toneladas, abaixo de 2014, com 202 toneladas colhidas. Contudo, as pêras são maiores e avizinham-se preços mais altos.
 
«Por razões climáticas e sanitárias, a produção teve uma quebra de 32 por cento. Houve uma quebra de vigamentos que, por si só, é responsável por uma quebra de 10 a 15 por cento da produção. Depois tivemos o problema de um fungo junto à colheira, que afetou entre 25 a 30 por cento», justificou o dirigente.
 
Com o sector a viver das poupanças para evitar despedimentos, a ANP estima que os problemas se possam agravar, a manter-se o embargo russo.
 
«Com menos produção, mesmo que se consiga um melhor preço de venda e com o efeito do embargo russo, naturalmente no horizonte se perspectiva um cenário pouco animador», adianta o presidente da associação. Em 2014/2015, a pêra rocha rendeu ao país cerca de 120 milhões de euros, dos quais 90 milhões obtidos na exportação.
 
Fonte: Lusa

PS "pagará com gosto fatura" de mais 200 milhões para agricultura



Governo anunciou reforço da verba do Programa de Desenvolvimento Rural. Socialistas, confiantes que vão liderar o próximo executivo, dizem que pagam essa fatura, embora considerem medida eleitoralista

Se formar Governo, o PS diz que "pagará com gosto a fatura" do orçamento do Ministério da Agricultura, num total de 200 milhões de euros em cinco anos, mas considera eleitoralista a medida do atual executivo. 

Esta posição consta de uma nota assinada pelo dirigente socialista Luís Capoulas Santos, em reação ao anúncio pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, de que o Governo reforçará em 200 milhões de euros a verba do Programa de Desenvolvimento Rural destinada às medidas agroambientais, para responder ao elevado número de candidaturas.
"O mesmo Governo que apresentou o PDR/2020 há poucos meses e se 'esqueceu' de o dotar da contrapartida nacional necessária, resolveu agora, a 23 dias das eleições, reforçar o orçamento do Ministério da Agricultura em 40 milhões de euros por ano, durante os próximos cinco anos. Uma fatura que o governo do PS pagará com gosto, obviamente".

Segundo Assunção Cristas, o Governo está "em condições de anunciar que será reforçado o PDR, que é o programa de fundos comunitários de apoio à agricultura, em 200 milhões de euros, que provêm do Orçamento do Estado, para acomodar todas as candidaturas às medidas agroambientais", passando a um total de 774 milhões de euros. 

Inicialmente estava prevista uma dotação de 574 milhões de euros para esta área, que inclui a ajuda à agricultura biológica, ao modo de produção integrado, ao uso eficiente da água e às culturas tradicionais de sequeiro, como o castanheiro, o olival ou o amendoal.

Med. Veterinário

Ribeiro Cardona Lda  

Clínica veterinária em Viana do Castelo procura médico veterinário com ou sem experiência. Os interessados devem enviar currículo para:

CNA: COMUNICADO

MINISTRA  ANUNCIA  REFORÇO  ORÇAMENTAL  DO   P D R  -  MEDIDAS  AGRO-AMBIENTAIS

COM  QUASE  DOIS  ANOS  DE  ATRASO  E   SÓ  EM  VÉSPERAS  DE  ELEIÇÕES

E ainda falta esclarecer como e a quem é que esse reforço vai ser pago...

A Ministra da Agricultura veio agora anunciar, note-se que em plena campanha eleitoral, um reforço em 200 Milhões de Euros para o PDR 2020 destinados às Medidas Agro-Ambientais. Um reforço para ser pago pelos Orçamentos de Estado dos próximos  4 anos, portanto é "promessa" para o próximo Governo pagar…se puder ! 

Todavia, é um reforço que, à partida, pode ser positivo.  Aliás, desde o início da programação do actual PDR, Programa de Desenvolvimento Rural - e já lá vão dois anos - que a  CNA  está a reclamar, precisamente, o reforço das verbas para as Agro-Ambientais porque, fica provado também agora, o PDR 2020 foi mal preparado pela Ministra da Agricultura e pelo Governo, na pressa (propagandística…) de serem dos primeiros a apresentar um PDR (nacional) a Bruxelas.

Entretanto, importa fazer algumas considerações para podermos avaliar melhor a medida e as reais intenções da Ministra da Agricultura e do Governo.  Assim:

Reafirma-se como nada inocente, do ponto de vista eleitoralista, o anúncio, feito nesta altura, do reforço orçamental para o PDR – Medidas Agro-Ambientais.

Anunciar um compromisso desta natureza, gera expectativas nos Agricultores e até influencia a opinião pública a virar-se contra os Agricultores – "os Agricultores estão sempre e receber milhões e milhões de subsídios e ainda por cima se queixam" …  Ou seja, há falta de cuidado institucional e mesmo falta de pudor democrático por parte da Ministra da Agricultura!

O anúncio é feito agora mas, de facto, remete para o próximo Governo a obrigação de pagar, nos próximos anos e se tiver Orçamento, aquilo que esta Ministra da Agricultura e este Governo estão a prometer em vésperas de eleições…

Meses e meses a fio, o Ministério da Agricultura não divulgou (até agora) dados importantes – que a CNA lhe tem solicitado - e, também por isso, não se sabe se este reforço será só para pagar as candidaturas já feitas ou se prevê verbas para manter as medidas Agro-Ambientais abertas a novas candidaturas.

Está a ser iniciada uma nova campanha agrícola e os Agricultores continuam sem saber ao certo quando vão receber as suas Ajudas referentes à última campanha. Este problema tem maior importância ao nível das Medidas Agro-Ambientais, em que os Agricultores não sabem qual é a sua situação face aos compromissos que já assumiram. 
A Ministra da Agricultura também fala em fazer alguns pagamentos de Agro-Ambientais até 31 de Outubro. Para haver hipótese de assim ser, é primeiro necessária a aprovação prévia por parte da Comissão Europeia, e lá vai andar tudo a "mata-cavalos" sem necessidade caso o PDR tivesse sido programado tal como a CNA desde cedo alertou.

Sendo verdade que esta iniciativa do Governo mais vale aparecer hoje ( e tarde) do que nunca, não será menos verdade que a Ministra da Agricultura e o Governo estão mais "motivados" pelo 4 de Outubro - a data das próximas eleições legislativas - do que pelo 31 de Outubro - a data prevista para alguns pagamentos das Ajudas da PAC e, sabe-se agora, também do PDR 2020… 

Os dados que se conhecem, e são poucos já que o MAM não divulga qual a real dimensão do problema, repete-se, apontam para uma grave de insuficiência financeira na dotação orçamental para parte das medidas Agro-Ambientais do PDR 2020.  Isso é notório nas medidas de apoio à Produção Integrada e ao Uso Sustentável da Água.

Para além disso, importa saber quem de fato vai usufruir destas medidas, por exemplo na Produção Integrada? Qual é o peso das áreas candidatas com culturas de Milho Transgénico ? 

Recorde-se que o Ministério da Agricultura incluiu, pela primeira vez, o pagamento destas áreas nas medidas Agro-Ambientais quando, na UE, são cada vez mais os países que não permitem sequer o cultivo de Transgénicos.  Porém, em Portugal, a Ministra da Agricultura fomenta a produção de Milho OGM, concedendo-lhe até um pagamento por supostos benefícios para o Ambiente ?!

Importa ainda avaliar, nas medidas do Uso Sustentável da Água, qual é a importância do Olival super-intensivo, sistema que de sustentável tem muito pouco…

Ou seja, importa saber que parte da verba agora "prometida", para reforço do PDR 2020 nas MAA, vai para a Agricultura Familiar e quanto vai ser abocanhado "só" pelo Milho Transgénico, pelo Olival super-intensivo e outras culturas do género.

***
Assim, a CNA defende que, para além de um reforço financeiro nas Medidas do PDR 2020, importa reformular tais medidas dando prioridade a sistemas tradicionais e à Agricultura Familiar em vez da constante prioridade ao "reforço" do apoio financeiro e institucional ao grande agro-negócio, como têm feito esta Ministra da Agricultura e este Governo.
Sim, são necessárias outras políticas agrícolas de facto alternativas !




Coimbra, 11 de Setembro de 2015           
A Direcção da  C N A

CONFAGRI: NOTA DE IMPRENSA



A CONFAGRI manifesta satisfação pelo reconhecimento das 

preocupações transmitidas ao Ministério da Agricultura

A resolução do Conselho de Ministros que aprova um Plano de Acção para Apoio ao Sector 

Leiteiro, em crise devido ao fim das quotas de produção na União Europeia e ao embargo aos 

produtos europeus decidido pela Rússia, vem responder a algumas das solicitações 

apresentadas pela CONFAGRI ao Ministério da Agricultura, para um sector que atravessa uma 

Também as declarações difundidas hoje, publicamente, pela Senhora Ministra da Agricultura, 

anunciando o reforço do Programa de Desenvolvimento Rural – PDR2020, em 200 milhões de 

euros, do Orçamento do Estado, para acomodar todas as candidaturas às «medidas 

agroambientais» e evitar, assim, a aplicação de critérios de selecção que excluiriam milhares 

de agricultores, é a melhor resposta às preocupações que a CONFAGRI tem vindo a manifestar 

nos últimos meses, e cuja resposta efectiva tardava.

A CONFAGRI fica a aguardar com expectativa informações relativas à concretização da 

antecipação dos apoios aos agricultores. 

CONFAGRI, 11 de Setembro de 2015

Apanhados a roubar 14 toneladas de cortiça


REIS PINTO | Ontem
A GNR deteve no Montijo, ao final da tarde de quarta-feira, três homens que foram surpreendidos a roubar cerca de 14 toneladas de cortiça com o auxilio de maquinaria pesada.
 

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JUSTIÇA
O alerta foi dado, cerca das 19.30 horas, e para o local foram enviados elementos dos núcleos de Investigação Criminal e de Proteção Ambiental e dos postos do Montijo, Alcochete, Moita e Canha. Os três homens, com idades compreendidas entre os 31 e 32 anos, foram vistos a carregar para um camião 14,2 toneladas de cortiça, com o valor aproximado de 11 860 euros.

A GNR, que está a efetuar mais diligências, apreendeu o camião, 7 600 euros em dinheiro e a cortiça.

Os detidos foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial na Instância Local do Montijo do Tribunal da Comarca de Lisboa.

Sector leiteiro vai ter linha de crédito nacional de 50 milhões de euros


10 Setembro 2015, 13:22 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt

O Governo desenhou um plano de acção para apoiar um sector que se ressente ainda do fim das quotas e do embargo russo à UE. Há ajudas a curto prazo mas Assunção Cristas defende que plano contempla medidas estruturais.
Está a caminho um plano nacional de acção para ajudar o sector leiteiro, paralelo ao que está a ser desenhado pela Comissão Europeia. Um dos passos a incluir é a concessão de uma linha de crédito de 50 milhões de euros aos produtores. Mas são quatro os eixos de actuação deste plano, aprovado pelo Conselho de Ministros desta quinta-feira, 10 de Setembro.
 
Segundo explicou a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, na conferência de imprensa após o Conselho, o primeiro eixo tem que ver com medidas de estímulo ao consumo interno. O segundo passa por dinamizar as exportações - "trabalhar ainda mais intensamente para agarrar oportunidades junto de países terceiros".
 
O terceiro eixo do plano apresentado pela governante pretende "estabilizar os rendimentos" dos produtores leiteiros. É aqui que está a "linha de crédito para ajudar um sector que tem dívida", seja "transformá-la em dívida mais barata" seja para investimento, incluindo modernização. A linha de crédito poderá ascender a 50 milhões de euros. "Não sei ao concreto quantos produtores é que poderão a ela recorrer. Foi feita à semelhança da linha desenhada há três anos, quando tivemos uma situação de seca muito grave no país", respondeu a ministra quando questionada sobre esta ajuda financeira. Além do financiamento, também consta a antecipação para Outubro das ajudas no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC), previstas para Dezembro.
 
A quarta dimensão do plano português passa por uma medida de ajuda no curto prazo – a possibilidade de haver isenção nas contribuições, de forma a retirar os encargos da contribuição para a segurança social dos produtores de leite por três meses, segundo explicou Assunção Cristas.
 
Neste momento, o sector leiteiro vive um momento de tensão dado que, entre outros momentos, vive o fim do regime de quotas, desde Abril, e também sofre do embargo da Rússia os produtos alimentares vindos da União Europeia. Este último aspecto afecta, sobretudo, os países nórdicos e menos Portugal, como explicou a ministra. 
 
Na Europa, está a ser preparado um plano de ajuda de 500 milhões de euros, "maioritariamente para o sector leiteiro" mas não só. Por agora, ainda há dúvidas, sabendo-se apenas que uma parte importante deste plano é o apoio directo ao sector leiteiro. O valor aqui incluído ainda não está definido. Segundo disse a governante, é expectável que, na próxima semana, haja um fecho dos pormenores do dossiê europeu.

Sobre o fim das quotas leiteiras, Assunção Cristas diz que é necessário pensar em medidas distintas, insistindo na ideia de criação de um grupo de trabalho a alto nível na União Europeia para estudar mecanismos alternativos. 

Monsanto terá de indenizar agricultor francês intoxicado por herbicida

AFPPor Por Daniel ABELOUS, Sandra LAFFONT | AFP – 19 horas atrás
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A justiça francesa confirmou nesta quinta-feira a responsabilidade da Monsanto na intoxicação de um agricultor que utilizava um herbicida do grupo agroindustrial americano, que terá que indenizar a vítima.
Paul François foi intoxicado em abril de 2004 ao inalar vapores de Lasso, um herbicida da Monsanto que ele utilizava em sua plantação de milho no sudoeste da França.
Após a inalação, o agricultor desmaiou e foi parar na emergência de um hospital cuspindo sangue. Após cinco semanas de tratamento, continuou apresentando problemas com a fala, momentos de ausência mental e fortes dores de cabeça. No fim de novembro de 2004, voltou a sofrer desmaios.
Em maio de 2005, após um longo período de internação, no qual esteve, inclusive, em coma, foi descoberta a causa de sua doença: o monoclorobenzeno, um solvente altamente tóxico e que representa 50% da composição do herbicida da Monsanto.
A multinacional foi condenada em primeira instância em 2012 a indenizar o agricultor de 47 anos que sofre graves sequelas, mas recorreu da decisão, confirmada nesta quinta-feira pelo tribunal de apelações de Lyon.
Na audiência deste tribunal, em maio deste ano, a Monsanto alegou que seu produto "não é perigoso" e que "os prejuízos apontados não existem".
Paul François, contudo, está convencido de que a empresa sabia dos riscos da utilização do Lasso muito antes de sua proibição na França, em novembro de 2007.
Esse herbicida já havia sido considerado perigoso e foi retirado do mercado no Canadá em 1985, e na Bélgica e no Reino Unido em 1992.
O advogado da Monsanto, Jean-Daniel Bretzner, declarou à AFP que a decisão é "surpreendente, consideradas as imprecisões e os erros que permeiam a tese de Paul François".
O advogado acrescentou que "o combate vai continuar", dando a entender que a Monsanto recorrerá mais uma vez da decisão.
"As empresas não estão acima das leis", declarou Paul François. "Davi pode ganhar de Golias", acrescentou seu advogado, em Paris.

https://br.noticias.yahoo.com/monsanto-ter%C3%A1-indenizar-agricultor-franc%C3%AAs-intoxicado-herbicida-170344792--finance.html

Taxas Euribor caem para novos mínimos a 3 e 6 meses e mantêm-se a 9 e 12 meses


11-09-2015 10:14 | Economia
Porto Canal com Lusa 
Lisboa, 11 set (Lusa) -- As taxas Euribor desceram hoje para novos mínimos históricos a três e seis meses e mantiveram-se inalteradas a nove e 12 meses em relação a quinta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, foi hoje fixada em 0,037%, um novo mínimo histórico e menos 0.001 pontos do que na quinta-feira.

A Euribor a três meses, em terreno negativo desde 21 de abril passado, caiu hoje para -0,038%, um novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos do que na véspera.

A nove meses, a Euribor foi fixada pela quinta sessão consecutiva em 0,088%, depois de ter caído a 04 de setembro até 0,087%, atual mínimo histórico.

No prazo de doze meses, a Euribor foi fixada, de novo, em 0,157%, o atual mínimo histórico, registado pela primeira vez a 10 de setembro.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

MC // MSF

Lusa/Fim

Dois novos satélites em órbita do Galileo


11-09-2015 08:52 | Mundo
Porto Canal com Lusa 

Paris, 11 set (Lusa) -- Dois novos satélites destinados ao sistema europeu de navegação Galileo foram colocados em órbita "com sucesso" hoje pelo vaivém russo Soyouz, anunciou a sociedade francesa aeroespacial.

Trata-se do 9.º e do 10.º satélites da constelação Galileo, que deve contar com 30 até 2020.

"A missão foi um sucesso completo. Hoje, é um sucesso para o Galileu", declarou Stéphane Israel, da Sociedade aeroespacial.

O vaivém Soyouz descolou do porto espacial europeu de Kourou, na Guiana francesa, a 10 de setembro na hora prevista, cerca das 23:08 locais (pelas 03:08 em Lisboa, já na madrugada de 11 de setembro).

Tudo decorreu como previsto e Fregar, o estágio superior do vaivém, largou os satélites na sua orbita a uma altitude próxima dos 23.500 quilómetros, três horas e 48 minutos depois de ter sido lançado.

"Com número cada vez maior de satélites em órbita e com a implementação de novas estações terrestres em todo o mundo, Galileo vai ter em breve cobertura mundial", estimou Jan Woerner, diretor geral da ESA citado em comunicado, acrescentando que se aproxima o dia em que a capacidade operacional de Galileo está completa e esse será "um grande dia".

Um projeto emblemático da Comissão Europeia, Galileo visa reduzir a dependência da Europa sobre o GPS norte-americano, melhorando os serviços prestados aos utilizadores graças à sua grande precisão em três domínios específicos: rodoviário, marítimo e agrícola, entre outros.

RCP // SB

Lusa/fim

Porto de Sines embarca 3.650 bovinos em operação portuária inédita com gado vivo



Cerca de 3.650 cabeças de gado bovino vivo começaram hoje a ser embarcadas no navio Holstein Express, no porto de Sines, numa operação de exportação por via marítima de animais inédita em Portugal, que tem como destino Israel.


A operação de embarque dos animais, com pesos que variam entre os 200 e os 600 quilos, num total de aproximadamente 1.400 toneladas de gado vivo, começou hoje à tarde com a chegada ao Terminal Multipurpose do porto de Sines, gerido pela concessionária PortSines, de 3.650 bovinos transportados em perto de 70 camiões.
"É um negócio novo que está hoje a começar", disse à agência Lusa João Franco, presidente da Administração do Porto de Sines.
Para o embarque de animais vivos, não foi necessária qualquer adaptação da infraestrutura portuária, que "já tinha todas as condições necessárias" para o efeito, segundo assegurou o mesmo responsável.
"O que foi exigido, foi a presença das autoridades sanitárias para acompanhar toda a operação", disse.
Antes do embarque, todos os animais, de origem alentejana, foram inspecionados "um a um" por veterinários da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária para garantir as condições sanitárias.
Esta é a primeira vez que são embarcados animais vivos no porto de Sines, estando prevista a continuação do transporte deste tipo de mercadoria "de forma regular".
"A ideia é que o transporte de gado vivo para o estrangeiro seja regular", adiantou João Franco, destacando que a via marítima "tem melhores condições e melhor preço" para este serviço do que a via rodoviária.
O próximo transporte de gado vivo a partir de Sines está previsto para 15 de novembro, com "o embarque de mais 4.500 animais", segundo divulgou hoje a Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, num comunicado enviado à Lusa.
A exportação dos 3.650 animais representa um negócio de quatro milhões de euros, destacou ainda Secretaria de Estado.
"Este é um acontecimento relevante para a internacionalização deste setor e para a economia nacional", segundo o Governo.
Até agora, "esta exportação era feita por via marítima através de Espanha, com perdas de rendimento para os agricultores portugueses, operadores e economia nacional", referiu a Secretaria de Estado.
O navio Holstein Express deverá partir de Sines no próximo sábado com destino ao porto de Haifa, em Israel.
Pelo Terminal Multipurpose do Porto de Sines, vocacionado para a movimentação de granéis sólidos, passam geralmente tipos de cargas variadas, como o carvão ou a madeira.
Dinheiro Digital com Lusa

CAP aplaude reforço do PDR 2020


Nuno Rodrigues - Antena 1

11 Set, 2015, 09:30 / atualizado em 11 Set, 2015, 11:02 | Economia

As confederações de agricultores aplaudem o reforço de 200 milhões de euros, anunciado pelo governo para o Programa de Desenvolvimento Rural, o PDR 2020.

Luis Mira, secretário geral da CAP -  Confederação dos Agricultores de Portugal -  aplaude o reforço do PDR 2020  e adianta que o momento escolhido pouco importa, tendo em conta os interesses dos agricultores.

O governo acredita que o dinheiro poderá começar a chegar aos agricultores já a partir do próximo mês de outubro.

"A ministra parece o Pai Natal", diz CNA


Marcos Celso - Antena 1
11 Set, 2015, 09:37 / atualizado em 11 Set, 2015, 11:02 | Economia
logotipo Antena1
A Confederação Nacional de Agriculturas aplaude o reforço de 200 milhões de euros para o PDR 2020 mas estranha o momento escolhido para o anúncio do governo.

João Dinis, dirigente da CNA - Confederação Nacional de Agricultura - admite que o refoço do programa com mais 200 milhões de euros é positivo mas questiona o momento escolhido para fazer este anúncio, afirma não ser "inocente".

Governo aprova Plano de Ação para Apoio ao Setor Leiteiro



O Governo aprovou um plano de ação para apoio ao setor leiteiro que inclui a isenção contributiva para a Segurança Social, durante três meses, a criação de uma linha de crédito, o incentivo às exportações e ao consumo.

O plano foi hoje aprovado em Conselho de Ministros e detalhado pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, num momento em que o setor leiteiro atravessa uma crise, tanto em Portugal como na Europa, devido ao fim das quotas leiteiras e ao embargo russo aos produtos alimentares da União Europeia.
Um dos quatro eixos do plano é uma "medida excecional e temporária de isenção contributiva para a Segurança Social, por um período de três meses".
A ministra afirmou que "a medida está pensada para ser reavaliada ao fim desse período [de três meses]" e tem "um custo estimado de 1,9 milhões de euros" e admitiu que a mesma poderá ser eventualmente prolongada se houver necessidade.
Outra vertente do plano é a criação de uma linha de crédito especial no valor de 50 milhões de euros para apoio à tesouraria das empresas ou ao investimento, ou seja, "para ajudar o setor que tem dívida" e que, desta forma, poderá torná-la mais barata.
Assunção Cristas anunciou ainda a antecipação para outubro de 2015 dos pagamentos ao setor do leite, "na percentagem máxima autorizada pela Comissão Europeia".
O plano visa ainda estimular o consumo interno e incentivar as exportações, destacando aqui Assunção Cristas que "vale a pena trabalhar ainda mais intensamente para agarrar mercados terceiros" e recordou ainda a visita a Portugal que o maior comprador chinês do setor agroalimentar realizou na semana passada.
"Esperamos que daí possam sair negócios. É preciso definir uma ação ainda mais intensa ao estrangeiro e trabalhar com o setor para identificar que outros mercados externos à união Europeia podemos trabalhar", disse.
Sobre a decisão da Comissão Europeia desta semana de criação de um pacote de ajuda no valor de 500 milhões de euros para apoiar os produtores agrícolas europeus, Cristas disse que se trata de "um início de plano de ação que precisa de ser detalhado" e que ainda não está definido quanto caberá a cada país, lembrando que este pacote destina-se "maioritariamente para o setor leiteiro, mas não só".
Questionada sobre se os Açores receberão uma maior fatia deste apoio, já que a sua economia está muito dependente da produção de leite, sendo responsável por uma percentagem elevada do leite nacional, a ministra da agricultura reiterou não ter expectativa quanto ao valor concreto e afirmou que os instrumentos da Política Agrícola Comum "diferenciam de forma muito significativa a Região Autónoma dos Açores", afirmando que existem 6.000 mil produtores em Portugal, metade nos Açores e metade no continente.
Dinheiro Digital com Lusa

Mercado de Vinhos reúne mais de 100 produtores nacionais no Campo Pequeno10 Setembro,

2015 03:27 | Revista de Vinhos

De 23 a 25 de outubro, o Campo Pequeno vai acolher o Mercado de Vinhos, evento de referência no panorama vitivinícola nacional que vai reunir mais de 100 produtores portugueses com o objetivo de divulgar produtos nacionais exclusivos e de alta qualidade a preços competitivos.

Na sua quarta edição, e com os mais de 10.000 visitantes esperados, este é um dos principais encontros do público lisboeta com os pequenos produtores de vinhos de qualidade e uma oportunidade única de apender com enólogos, formadores e escanções, através de provas, workshops e outras iniciativas programadas.

"Queremos afirmar-nos como o grande encontro entre apreciadores e produtores dos mais autênticos vinhos portugueses e este ano contamos com mais de 40 novos e excelentes projetos, vindos de todo o país e com todos os tipos de vinhos", refere Tomás Caldeira Cabral, responsável pela organização.

Todas as regiões vão estar presentes no Mercado de Vinhos, do Minho até aos Vinhos Verdes do Algarve, passando pelas Ilhas da Madeira e Açores, Douro, Dão, Bairrada, Lisboa, Tejo, Península de Setúbal ou Alentejo. A par dos vinhos, o mercado apresenta ainda uma seleção de 20 dos melhores produtores de Queijo (Serra, Serpa, Azeitão, etc.), Enchidos, Presuntos, Pães, Azeites e outros produtos gourmet, complemento fundamental desta cultura tão portuguesa.

"Esta é a grande oportunidade de muitos dos mais pequenos, desconhecidos, exclusivos e experimentais vinhos, que naturalmente não fariam sentido num supermercado, se apresentarem ao consumidor final, às lojas especializadas e aos muitos jornalistas e bloggers que nos visitam todos os anos", conclui Tomás Caldeira Cabral.

O Mercado de Vinhos tem lugar entre as 11:30h e as 21:30h, de 23 a 25 de outubro na Arena do Campo Pequeno. O bilhete de entrada tem um valor de 3€, sendo que 2€ são reversíveis em compras iguais ou superiores a 16€.

Amorim Cork Ventures desafia empreendedores e lança 2ª Call



·         Programa de capacitação de empreendedores será realizado em Lisboa

·         Inscrições abertas de 10 de Setembro a 15 Outubro



Lisboa foi o lugar escolhido para a nova fase de captação da Amorim Cork Ventures, a incubadora da Corticeira Amorim que, tendo sido criada há cerca de um ano, já recebeu mais de 140 candidaturas. A realização do programa de capacitação na capital portuguesa visa facilitar o acesso de empreendedores com ideias, aplicações ou propostas de negócio inovadoras para o setor da cortiça, evitando assim que se percam oportunidades por restrições geográficas relacionadas com a sua localização.

A segunda call, hoje lançada, estende-se até ao dia 15 de outubro e será materializada em parceria com a Beta-i, num modelo que contempla programa de capacitação e workshops diversos, que se iniciarão no final de Outubro, nas instalações da Beta-i. A decisão dos projetos a apoiar será tomada na primeira semana de dezembro.

Segundo Paulo Bessa, Diretor Geral da Amorim Cork Ventures, "Na análise das candidaturas, continuaremos a privilegiar os princípios de seleção definidos como prioritários no lançamento da incubadora e que estão relacionados com o grau de inovação do projeto, a importância da cortiça na proposta de negócio, o potencial exportador e, não menos importante, o perfil do empreendedor ou equipa empreendedora."

O balanço do primeiro ano da atividade da Amorim Cork Ventures é extremamente positivo.  Além das 140 candidaturas recebidas, foram já constituídas duas startups, a que se juntam 10 projetos em incubação. A empresa está a apoiar o desenvolvimento destes projetos, dos quais se espera uma evolução até ao final do ano – prototipagem, análise de mercado e aprofundamento dos modelos de negócio – altura em que se tomará decisão de constituição ou não de startup.

Da primeira convocatória, que decorreu no início do ano, evidenciaram-se os projetos das áreas de construção, soluções de habitação e refrigeração industrial e uma predominância de propostas com aglomerado de cortiça expandido (que se caracteriza pelo seu cariz 100% natural e por uma tonalidade mais escura), sendo que da primeira fase resultou o apoio a projetos das áreas de calçado, bio compósitos, design de interiores, mobilidade suave/ urbana e desporto.

Particularmente vocacionada para apoiar startups, a Amorim Cork Ventures proporciona aos empreendedores o acesso não apenas a financiamento, como também a um conjunto de competências de gestão, know-how e a redes de contactos em diferentes setores e países. Os interessados em participar nesta fase de seleção, agora anunciada, poderão submeter a sua candidatura até 15 de Outubro através do link www.amorim.com/corkventures<http://www.amorim.com/corkventures> .


Índice de preços dos alimentos com maior queda mensal desde 2008

ANA RUTE SILVA 10/09/2015 - 17:58
Em Agosto os preços dos alimentos caíram 5,2% face ao mês anterior, revela a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

 
Preço do leite e dos lacticínios caiu 9,1% em Agosto no índice compilado pela FAO DANIEL ROCHA

O índice de preços da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) registou em Agosto a maior queda mensal desde Dezembro de 2008.

Este instrumento da agência das Nações Unidas acompanha a evolução dos preços nos mercados internacionais de cinco grandes grupos de matérias-primas: cerais, carne, lacticínios, óleos vegetais e açúcar. Em Agosto chegou aos 155,7 pontos, menos 5,2% em comparação com Julho. É a maior queda desde Dezembro de 2008, indica a FAO.

O índice de preços dos óleos vegetais derrapou 8,6% face a Julho, para os 134,9 pontos, o nível mais baixo desde Março de 2009, reflectindo seis anos e meio de baixa de preços no óleo de palma. Nos cereais a descida foi de 7% e de 15,1% em comparação com Agosto de 2014. Nos lacticínios, registou-se uma queda "substancial" no leite em pó, queijo e manteiga de 9,1% para 135,5 pontos, numa tendência explicada por menos procura por parte da China e Norte de África. O mesmo se passou no açúcar, onde o índice derrapou 10% em Agosto, para 163,2 pontos, resultado de uma "contínua depreciação do real brasileiro face ao dólar. Na carne, os preços mantiveram-se, mas comparado com Agosto de 2014 a queda foi de 18%.

Medidas agroambientais do PDR vão ter mais 200 milhões


HÁ 2 HORAS
O Governo reforçou em 200 milhões de euros a verba do Programa de Desenvolvimento Rural destinada às medidas agroambientais, para responder ao elevado número de candidaturas.

"Estamos em condições de anunciar que vamos reforçar o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), que é o programa de fundos comunitários de apoio à agricultura, em 200 milhões de euros, que provêm do Orçamento do Estado, para acomodar todas as candidaturas às medidas agroambientais", passando a um total de 774 milhões de euros, avançou à agência Lusa Assunção Cristas, ministra da Agricultura..

Inicialmente estava prevista uma dotação de 574 milhões de euros para esta área, que inclui a ajuda à agricultura biológica, ao modo de produção integrado, ao uso eficiente da água e às culturas tradicionais de sequeiro, como o castanheiro, o olival ou o amendoal.

Mas, estas medidas "tiveram um sucesso tal que vimo-nos a braços com o problema de não termos verba suficiente para acudir a todas as candidaturas, a menos que tivéssemos um reforço do Orçamento do Estado", explicou a ministra da Agricultura e do Mar.

As candidaturas na área do modo de produção biológico e do modo de produção integrado, exemplificou Assunção Cristas, mais do que duplicaram em relação ao ano passado, "o que demonstra o sucesso destas medidas". Assim, o Governo optou por atribuir mais 200 milhões de euros a esta área do PDR, verba que será distribuída por cada ano do período até 2020.

A portaria que rege a aplicação das medidas agroambientais já apontava a possibilidade de ser necessário aplicar critérios de seleção, o que significava apoiar alguns projetos, mas não todos. Porém, esta eventual situação é entendida pela ministra como "um mau caminho", pois as medidas apoiam a agricultura na tarefa de tornar-se mais "amiga do ambiente" ou de incentivar uma atividade que já é ecológica, como a cultura de sequeiro.

"Se tivemos uma boa adesão neste tipo de medidas é positivo, era o que nós queríamos, é a tendência que achamos relevante a estimular na nossa agricultura", mas foi necessário estudar "todas as consequências" para a decisão de reforçar a verba, realçou Assunção Cristas.

Portugal é responsável pelo cofinanciamento de 15% das medidas agroambientais e à União Europeia cabe responder pelos restantes 85%. "Quando o Orçamento do Estado for preparado para o próximo ano, teremos de ter em consideração que será necessário colocar mais dinheiro da componente nacional", acrescentou a ministra. Estão em causa 69 mil candidaturas e uma área de 1,9 milhões de hectares, uma lista liderada pela medida destinada a apoiar as culturas tradicionais, neste caso a cultura tradicional do olival, com mais de 25 mil projetos apresentadas.

A governante recordou a "inquietude" do setor porque ainda não tinha sido publicado o calendário de pagamento das medidas agroambientais, como já tinha acontecido com outras.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) é uma das organizações que transmitiu preocupação com este tema, devido aos receios de que o elevado número de candidaturas pudesse deixar alguns agricultores de fora.

Ministra anuncia projecto para modernizar regadio da Cela


Set 09, 2015Notícias0Like
A candidatura do regadio da Cela, no concelho de Alcobaça, a fundos comunitários foi submetida a 1 de Setembro, anunciou a 6 de Setembro a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, durante uma conferência organizada pelo jornal Região de Cister (Made in Cister: Fruticultura). O projecto está avaliado em 10 milhões de euros. Segundo a ministra, «esta é uma infra-estrutura muito antiga, com muitas deficiências, a carecer de uma intervenção, que estava sinalizada e que, muitas vezes, disse que era prioritária para entrar na primeira leva do PDR 2020. Estou certa que estaremos perante um caso bem-sucedido e expectante que, com este projecto de modernização e aproveitamento agrícola, se chegue aos 100% de adesão dos terrenos».

Na mesma ocasião, Assunção Cristas revelou, ainda, a vontade de transformar a Estação Vieira Natividade num centro de competências da fruticultura. «Acredito que é a produção que pode orientar uma investigação aplicada. Hoje também as universidades querem trabalhar com a produção e encontrar linhas de investigação que sejam consequentes e que respondam aos desafios e aos obstáculos e problemas no curto e médio prazo, mas que também saibam antecipar problemas e, muitas vezes, encontrar oportunidades onde, porventura, elas ainda não tinham sido identificadas.»

Produção mundial de azeite prevê-se acima dos valores de 2014/2015


Set 10, 2015Destaque Home, Notícias0Like

As mais recentes previsões, apresentadas no relatório do Conselho Oleícola Internacional (COI), apontam para a produção de 2.500.000 toneladas de azeite, em todo o munto, durante a campanha de 2015/2016. Este valor fica acima do registado em 2014/2015 (2.287.000 t) e abaixo da quantidade produzida em 2013/2014 (3.244.000 t).

No caso de Espanha, o maior produtor de azeite do mundo, o COI prevê um aumento de 40% em relação à campanha anterior. Contudo, o relatório sublinha «o elevado grau de incerteza» sobre o total da produção espanhola de 2015/2016.

Entre os aspectos que contribuem para as dúvidas sobre o resultado exacto da produção espanhola de "ouro líquido" estão «as condições meteorológicas complicadas e as temperaturas verificadas em momentos fenológicos fundamentais para o azeite», diz José María Penco, um agrónomo da Associação Espanhola de Municípios de Azeite (AEMO).

O técnico da AEMO nota também que a persistência do enfraquecimento do euro face ao dólar «irá provocar a quebra no consumo por mais um ano».

De facto, na Austrália e no Canadá, dois dos maiores importadores de azeite, registou-se, entre Outubro de 2014 e Junho de 2015, uma quebra nas importações de azeite. Na Austrália, a queda foi mais significativa (13%). No mesmo período, no Canadá registou-se 1% menos de importações de azeite do que em 2013.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Colmeia inteligente desenvolvida na U. Aveiro já se encontra em pré-venda



 10 Setembro 2015, quinta-feira  ApiculturaAgrobótica
A ApisTechnology, empresa sediada na Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro, está agora a colocar em pré-venda a colmeia inteligente e o sistema de monitorização desenvolvido.
Decidido a combater a morte prematura de abelhas, por motivos que vão desde as temperaturas mais baixas ao ataque de ácaros como a varroa, Miguel Bento, de 25 anos, apicultor e engenheiro eletrónico de formação, desenvolveu uma solução que não só reduz o número de mortes nas colmeias, como permite aos apicultores fazerem uma gestão intensa, em tempo real e à distância das suas colónias.
A Apis Technology dispõe agora de uma campanha de pré-venda na plataforma de crowdfunding Indiegogo em que apicultores, entusiastas ou apenas curiosos podem adquirir os sistemas ou contribuir, simplesmente, com um valor simbólico. No próximo número do suplemento Agrobótica, da revista AGROTEC, poderá ficar a saber mais sobre esta tecnologia.
Ler aqui.

Produtores de leite isentos de pagar segurança social durante três meses

ANA RUTE SILVA 10/09/2015 - 13:52 (actualizado às 14:33)

Plano de acção para o sector foi aprovado nesta quinta-feira em conselho de ministros.

 
Assunção Cristas aguarda por decisão de Bruxelas sobre divisão do pacote de 500 milhões de euros de ajudas à agricultura PEDRO CUNHA


 Pacote de 500 milhões anunciado por Bruxelas não convence agricultores
 Protestos contra quebra do preço do leite cortam acessos a Bruxelas
Os produtores de leite vão ficar isentos de pagar as contribuições à Segurança Social durante três meses. Esta é uma das medidas incluídas no plano de acção para o sector que o Governo aprovou, nesta quinta-feira, em conselho de ministros.

Na conferência de imprensa habitual que marca o final da reunião, Assunção Cristas, ministra da Agricultura, adiantou que esta medida "pode ser reavaliada no final desse período" e tem um custo estimado de 1,9 milhões de euros. No plano de acção, e como já tinha sido divulgado, estão 12 iniciativas, divididas em quatro áreas: estímulo ao consumo interno, às exportações, inovação e valorização e estabilização de rendimentos.

Assunção Cristas destacou a antecipação das ajudas da Política Agrícola Comum (PAC) específicas para o sector para Outubro. Segunda-feira, a Comissão Europeia decidiu antecipar uma tranche maior dos pagamentos. Está prevista a criação de uma linha de crédito para ajudar o sector "que tem dívida", para a tornar "mais barata". "Além destas medidas temos vindo a trabalhar em outras medidas ao sector agrícola, no âmbito da PAC, de forma a garantir que outros produtores possam antecipar medidas agro-ambientais", disse a ministra, prometendo mais detalhes dentro de uma semana.

Questionada sobre o pacote de 500 milhões de euros que Bruxelas anunciou e que se baseia,em grande parte, na antecipação de verbas já previstas, Assunção Cristas disse que na próxima reunião informal de ministros da Agricultura, marcada para segunda-feira no Luxemburgo, poderá ser melhor detalhada a forma como a verba se irá distribuir por países. "A Comissão tem a preocupação de que a ajuda seja dirigida e diferenciada. Há países com pressão maior, como os que estão mais próximos da Rússia e que tiveram quedas [no preço do leite pago à produção] de 40%", exemplificou, acrescentando que em Portugal foi "abaixo da média europeia".

Os dados de Julho do observatório do mercado do leite mostram que a queda face ao mesmo mês do ano passado foi de 13% enquanto na média na UE foi de 19%. Nos últimos 18 meses os preços pagos aos produtores na Europa passaram de 40,21 cêntimos por quilo em Dezembro de 2013 para 29,66 cêntimos em Julho.

O plano de acção do Governo não contempla o pedido da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (Confagri) de atribuir um subsídio de 300 euros por vaca aos produtores, à semelhança do que foi decidido em Espanha. E mesmo as ajudas anunciadas por Bruxelas na segunda-feira, dia em que milhares de agricultores se manifestaram contra a crise no sector, não convenceram as organizações do sector.

A Confederação Nacional da Agricultura diz que os 500 milhões de verba disponibilizada não passam de "uma panaceia e barata". "Note-se que mais do que isso - 600 milhões de euros - já a França anunciou disponibilizar para os produtores pecuários franceses; a Espanha anunciou uma ajuda especial de 300 euros por vaca aos produtores espanhóis – o que dá uma ajuda nacional de uns três cêntimos por litro de Leite - e que outros países vão tomar medidas semelhantes", refere a CNA, em comunicado. Contas feitas, a ajuda de Bruxelas "se distribuída igualitariamente por toda a produção leiteira da UE, daria apenas a 'miséria' de 0,32 cêntimos por quilo (litro) de leite mas acontece que também vai abarcar a Carne Suína!…".

Também João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, afirmou esta semana que a verba de 500 milhões de euros é "curta" para toda a União Europeia. A Fenalac, federação das uniões de cooperativas leiteiras, partilha a opinião e não escondeu a desilusão com as medidas anunciadas.

Estrangeiros que visitam regiões vitícolas serão embaixadores de Portugal


Setembro 09
12:59
2015

A convite da Lusovini, deslocaram-se a Portugal quarenta estrangeiros que visitaram as regiões vitícolas, contactando com os diferentes vinhos e com a gastronomia portuguesa.

A visita, que abrangeu todo o país de Sul a Norte, teve resultados que excederam todas as expectativas. Assim, os quarenta clientes da distribuição, garrafeira, restaurantes, hotelaria, jornalistas e críticos de vinhos dos Estados Unidos, do Brasil, de Angola, de Moçambique, da China, da França, da Polónia e da Inglaterra, visitaram vinhas no Alto Tejo, Bairrada, Douro e Dão, onde se produzem as cerca de 80 marcas que a Lusovini comercializa.

A receptividade foi de tal maneira forte, que a organização considera que todos vão ser embaixadores dos vinhos portugueses nos seus países.

Estas acções são extremamente importantes, uma vez que, a divulgação directa "boca a boca" das qualidades e propriedades do nosso vinho, é a melhor publicidade que se pode ter.

Não foi a primeira vez que esta distribuidora fez acções deste género, no entanto, esta foi a primeira vez que contou com representantes de vários países e o resultado foi considerado ainda mais positivo.

Autarcas de Trás-os-Montes querem plano de erradicação das doenças do castanheiro

Setembro 10
13:19
2015

A Comunidade Inter-municipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes anunciou que pretende juntar várias entidades, no sentido de definir um plano concreto de acção para erradicação das doenças do castanheiro.

O primeiro passo será a convocação de uma reunião entre a CIM, o Centro Nacional de Competências de Frutos Secos, Instituto Politécnico de Bragança e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

Este projecto vai avançar agora, pois as doenças que afectam o castanheiro, como o cancro e a vespa das galhas do castanheiro, manifestam-se, sobretudo, na Primavera e é preciso definir um plano de acção atempado.

O Politécnico de Bragança está já a trabalhar, no sentido de encontrar uma solução que permita a erradicação destas doenças.

O castanheiro é uma importante fonte de rendimento para a comunidade rural de Trás-os-Montes e 80% da produção nacional está concentrada na região.

O castanheiro tem vindo, nos últimos anos, a ser flagelado com várias doenças, como recentemente a vespa das galhas do castanheiro, que podem pôr em causa uma produção normal.

Rabobank prevê recuperação do sector do leite em 2016

09-09-2015 
 

 
Os preços dos lacticínios no mercado mundial podem começar a recuperar a partir de meados de 2016, segundo a estimativa do Rabobank.

A recuperação deve-se a um ajuste da oferta nos Estados Unidos e na União Europeia com um aumento do consumo de lacticínios, o que irá ajudar a gastar as actuais existências. Esta previsão também tem o apoio do Conselho para a exportação de lacticínios dos Estados Unidos, o qual estima que o mercado em 2016 não se encontre sobre tanta pressão.

O Rabobank assinalada ainda que a Nova Zelândia foi o país mais afectado pela quebra mundial dos preços, sobretudo devido à força do dólar neozelandês e à evolução do mercado chinês.

Fonte: Agrodigital

CONFAGRI reúne com ministra e pede campanha de promoção de leite

 10-09-2015 

 
A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (Confagri) pediu ontem à ministra da Agricultura uma ajuda directa à produção de vacas de 300 euros por cabeça.

Uma reivindicação que visa igualar os apoios que os produtores espanhóis já têm e assim eliminar eventuais distorções de concorrência com o país vizinho. Na lista de pedidos que a associação apresentou ontem a Assunção Cristas esteve está ainda o lançamento de uma campanha de promoção do consumo de leite associada a questões de saúde.

A secretária-geral da Confagri, Maria Antónia Figueiredo, disse ao Económico que a ministra da Agricultura «recebeu de forma positiva» as reivindicações da confederação, apresentadas depois do Conselho de Ministros europeus da Agricultura, de segunda-feira, ter concedido um pacote de ajuda de 500 milhões de euros, mas também em antecipação do conselho extraordinário no Luxemburgo na próxima semana, depois do qual será decidido quanto dinheiro caberá a cada Estado. Assunção Cristas vai «equacionar» as propostas apresentadas e «analisar com as Finanças a possibilidade» de as levar a cabo, disse Maria Antónia Figueiredo.

Entre os pedidos estão também a criação de linhas de crédito bonificado, uma ajuda para a diminuição da produção de leite através da eliminação dos animais com muitos anos de produção ou ainda a isenção da Segurança Social, uma medida que já recebeu luz verde do Executivo.

Fonte: Económico

Ministra da Agricultura apresenta à CONFAGRI Medidas de Apoio à Agricultura


CRISE NA AGRICULTURA

Ministra da Agricultura apresenta à CONFAGRI Medidas de Apoio à Agricultura

No seguimento das decisões do Conselho de Ministros da Agricultura do passado dia 7 de Setembro, a CONFAGRI reuniu esta quarta-feira, dia 9 de Setembro, com a Senhora Ministra da Agricultura e do Mar para análise do pacote de ajudas entretanto anunciado.

Dos assuntos debatidos destacam-se os seguintes pontos:

Pacote de 500 milhões de euros em ajudas aos Agricultores europeus – a CONFAGRI foi informada da não existência, ainda, de um critério para a distribuição do envelope a nível europeu (entre os Estados-membros), sendo a posição da tutela que o mesmo deveria ser repartido em função do valor da última quota nacional. A CONFAGRI defendeu que os critérios utilizados não podem ser discriminatórios, tanto a nível europeu como nacional, ou mesmo regional.

Adiantamento dos pagamentos ligados – a CONFAGRI foi informada da intenção do Ministério da Agricultura em proceder à antecipação dos pagamentos ligados. A CONFAGRI considera benéficas as medidas que possam contribuir para a melhoria da tesouraria dos agricultores.

Plano Nacional para o Leite - a CONFAGRI foi ainda informada da criação de um pacote para o leite, aprovado esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, que contempla tanto medidas de apoio à tesouraria dos agricultores, como ao nível da Segurança Social.

Ajudas nacionais à produção de leite – A CONFAGRI defendeu, também, a criação de um incentivo ao abate de animais leiteiros em fim de carreira produtivo, visando a redução da oferta de leite em Portugal e o reequilibro do mercado. Por outro lado, a CONFAGRI expressou a importância para o sector de Portugal acompanhar eventuais ajudas excepcionais que venham ser criadas em Espanha (anunciada ajuda de 300€/vaca) no sentido de evitar distorções da concorrência.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

1.º Congresso Português de Turismo Equestre



Publicado em terça, 08 setembro 2015 10:38
 

18 de Setembro de 2015 - Centro Cultural de Belém (Sala Luís Freitas Branco)

O 1º Congresso Português de Turismo Equestre, organizado pela Associação Nacional de Turismo Equestre (ANTE), é uma iniciativa a que se associaram, desde logo, também como promotores, o Ministério da Agricultura e do Mar, a Companhia das Lezírias, o Turismo de Portugal I.P e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, entre outras, será um ponto de encontro de partilha e de debate, que urgem na atualidade, para que Portugal se possa definir e afirmar como destino turístico equestre, de excelência, pelas suas potencialidades, num segmento de mercado que todos desejam que seja significativo e produtivo.


Regime de aplicação de operações no âmbito da medida 8, «Proteção e reabilitação dos povoamentos florestais»



Publicado em terça, 08 setembro 2015 09:21
 

Portaria n.º 274/2015 - Diário da República n.º 175/2015, Série I - Ministério da Agricultura e do Mar

A presente Portaria estabelece o regime de aplicação das operações 8.1.1, «Florestação de terras agrícolas e não agrícolas», 8.1.2, «Instalação de sistemas agroflorestais», 8.1.5, «Melhoria da resiliência e do valor ambiental das florestas», e 8.1.6, «Melhoria do valor económico das florestas», inseridas na ação 8.1, «Silvicultura sustentável», da medida 8, «Proteção e reabilitação dos povoamentos florestais», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, abreviadamente designado por PDR 2020.

Aceder à Portaria n.º 274/2015. https://dre.pt/application/conteudo/70215252

Cada vez menos tradicional

GINALDO RODRIGUES DE ALMEIDA

 A adesão à CEE, na década de 80, revolucionou por completo a agricultura portuguesa. 

06.09.2015 00:30 

A agricultura, prática ancestral, remonta aos primórdios da sedentarização e está na base de toda a atividade económica do Mundo. Está também no esteio da primeira divisão de trabalho conhecida, pois, nos primórdios da fixação das populações ao solo, os excedentes permitiram que vários elementos do grupo pudessem dedicar-se a outras atividades, tais como a caça e a pastorícia. Também em Portugal, a agricultura sempre foi de importância extrema e até durante décadas, em contraponto com outras nações que promoviam a sua industrialização, foi considerado um país essencialmente agrícola. A adesão à então CEE, na década de 80, revolucionou por completo a agricultura portuguesa, ao que parece nem sempre pelos melhores caminhos e grande foi o descrédito neste setor. No entanto, passadas duas décadas, outra auréola está a afirmar-se no tecido agrícola, pois uma nova geração de agricultores, com forte vocação tecnológica, distancia-se cada vez mais do 'sol a sol' e da visão bíblica do pão ganho com o suor do rosto. Não há dúvida, as autoestradas da informação estão a dar um novo rumo que se assinala e festeja.

Conferência Internacional do Vinho e da Vinha acontece em Reguengos de Monsaraz


8 de Setembro de 2015 às 10:48 por Publituris

Conferência internacional reguengosReguengos de Monsaraz foi seleccionada pela a RECEVIN (Rede Europeia das Cidades do Vinho) para ser a Cidade Europeia do Vinho 2015.

Integrada numa ampla programação anual da Cidade Europeia do Vinho 2015, vai realizar-se de 14 a 15 de outubro, no Pavilhão Álamo do Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz, a Conferência Internacional do Vinho e da Vinha.

Na Conferência serão abordadas várias temáticas, nomeadamente a Viticultura, a Enologia, o Enoturismo, o Marketing & Comercialização – Tendências & Oportunidades e o Social Media & Marketing Digital. Esta iniciativa pretende construir um pólo de encontro de especialistas das diversas áreas, posicionando Reguengos de Monsaraz no epicentro do debate, reflexão e conhecimento ligado à área da vinha e do vinho. A Conferência Internacional do Vinho e da Vinha pretende também ser um ponto de partida para a reflexão, assim como para a construção de know-how determinante para o setor vitivinícola, sector determinante para a economia local, regional e nacional.

Para organizar e garantir o sucesso desta Conferência foram criadas uma Comissão Científica e uma Comissão de Honra. Fazem parte da Comissão Científica os principais produtores do Concelho, assim como duas instituições de Ensino Superior, nomeadamente a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), a Herdade do Esporão, a Ervideira e a Granacer, a Universidade de Évora e a Universidade Aberta, garantido estas instituições o rigor científico que deve pautar esta Conferência.

No que diz respeito à Comissão de Honra esta é constituída pela Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, Associação de Municípios Portugueses do Vinho, ViniPortugal, RECEVIN, Instituto do Vinho e da Vinha, Agência de Promoção Turística do Alentejo e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

Porque esteve o leite sujeito a quotas de produção na União Europeia?


08 Setembro 2015, 13:41 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt

As quotas de leite na Europa acabaram a 1 de Abril deste ano. O preço médio do leite pago ao produtor caiu para um valor que os agricultores dizem ser abaixo do custo de produção. Os protestos em Bruxelas resultaram já no anúncio pela Comissão Europeia de um apoio de 500 milhões de euros, que o sector diz ser insuficiente. Um guia para perceber o que está a acontecer.
A Política Agrícola Comum (PAC), matéria que continua no centro da União Europeia e que mantém orçamento autónomo das restantes matérias comuns, tem vindo contudo a ser reformada no sentido de uma maior orientação de mercado. Na última reforma da PAC, em 2003, Bruxelas determinou o fim das quotas à produção de leite na União Europeia. O sector vale 55 mil milhões de euros na Europa a 28 Estados-membros.

Porque surgiram os recentes protestos dos agricultores?
O fim das quotas leiteiras, determinado pela reforma da Política Agrícola Comum (PAC) de 2003, junta-se à pressão sobre outras matérias-primas agrícolas que os produtores da União Europeia foram submetidos desde que a Rússia decidiu no Verão de 2014, em retaliação ao conflito na Ucrânia e a sanções da UE, impor um embargo ao agro-alimentar comunitário. Cenário, aliás, que o próprio sector já tinha antecipado. Da China, onde os agricultores e produtores agro-pecuários europeus viam a esperança de escoar os seus produtos, as notícias recentes de abrandamento do consumo ajudaram a um excesso de oferta na Europa. Os preços do leite europeu caíram 20% nos últimos 12 meses, enquanto os valores pagos pela carne de porco – que têm feito manchete em França e Espanha – estão 16% mais baixos do que em Setembro de 2014, escreve a Bloomberg, citando dados da indústria na EU. Em França, os agricultores obtiveram já, no início deste mês, uma ajuda de mil milhões de euros de François Hollande – entre financiamento, subvenções e ajudas fiscais directas e indirectas – com o presidente da República francês a apelar ao sector da distribuição do país para privilegiar a produção nacional. Bruxelas, no dia em que a cidade foi invadida por 6.000 agricultores e 2.000 tractores, a Comissão anunciou uma ajuda suplementar de 500 milhões. Só que não disse quem irá beneficiar dos novos apoios e como serão eles cedidos e financiados.

Em Portugal, os protestos organizados dos empresários do sector têm-se focado sobretudo sobre as quotas leiteiras – muito à conta da produção no mercado estar muito concentrado, no continente, num número relativamente pequeno de grandes cooperativas, apesar da recente entrada da distribuição, e nos Açores, ser parte fundamental da economia da região autónoma. Recorde-se que a liberalização aérea ocorrida nos últimos meses tem uma relação directa com os receios de perda de competitividade do sector à escala europeia, num contexto de fim de quotas para os Estados-membros da União. Assunção Cristas, ministra da tutela, que acompanhou o processo de extinção das quotas em Abril, já manifestou preocupação pelas consequências da medida, sublinhando a recente reacção de Bruxelas. 
 
Quando e porque foram criadas as quotas?
Por decisão tomada em Março de 1984 (dois anos antes de Portugal aderir à Comunidade) foi decretada a introdução que quotas de produção de leite (somente de vaca) no espaço comum europeu. Bruxelas justificou a medida pelo excesso de produção registada na década de 70 e inícios de 80, que levaram aos mediatizados derramamentos de leite em praça pública e à designada "montanha de manteiga" da Europa. O preço estava garantido independentemente da real procura no mercado e não havia limite de produção.
 
Como funcionou o sistema de quotas?
O sistema introduziu inicialmente uma quota para cada produtor ou comprador no arranque de cada campanha. Se a ultrapassasse, teria de pagar uma multa. Posteriormente, recorda a Comissão Europeia, a quota individual foi associada à quota nacional: só era paga pelo produtor caso o Estado-membro também excedesse o limite imposto por Bruxelas. No caso de Portugal, a avaliação de Bruxelas era feita globalmente – somando Portugal Continental e Açores. Portugal chegou mesmo a pagar multas por excesso de produção, durante a década de 2000. Recentemente, Bruxelas decidiu dar três anos adicionais aos Estados-membros que tenham ainda multas por pagar.

O sistema foi bem sucedido?
Para Bruxelas, sim. "O sistema de quotas – e a ameaça de multas – ajudou a suster a expansão da produção da UE" e reduziu os excedentes existentes, que chegaram a um milhão de toneladas de leite em pó, garantiu a Comissão Europeia em comunicado divulgado na passada semana. Para a Fenalac, a aplicação do sistema de quotas leiteiras "contribuiu decisivamente para a estabilidade de preços e de rendimentos dos produtores" e para a "modernização, reestruturação e desenvolvimento das respectivas estruturas de produção", em específico de Estados-membros cujo "patamar de organização e robustez apresentavam défices consideráveis aquando da adesão comunitária".

Quando e porquê foi decidida a sua abolição?
A reforma da PAC de 2003 decidiu a abolição das quotas leiteiras na UE, reafirmada na avaliação intercalar de 2008, "com passos concretos para permitir uma 'aterragem suave' até ao final de Março de 2015". Nos últimos 30 anos muita coisa mudou: a Comissão foi diminuindo as garantias aos preços e reduzindo a intervenção, em alguns casos, a situações extraordinárias (como a do embargo russo). Bruxelas vê agora as quotas como um "impedimento" à resposta dos agricultores comunitários à "procura mundial crescente" de lacticínios. Para isso, quis que vigorasse a lei do mercado, embora mantenha uma "rede de segurança" para limitar qualquer "volatilidade extrema dos preços" que ocorra no futuro, através, por exemplo, da compra, pelo sector público, de manteiga e leite em pó desnatado ou de ajudas ao armazenamento privado.

Há período de transição?
Não. A partir de 1 de Abril é um novo sistema que entrou em vigor na UE a 28 – "o leite é produzido em todos os Estados-membros, sem excepção, em cerca de 650.000 explorações agrícolas", recorda a Comissão. "Com [um valor] de 55 mil milhões de euros, o sector dos lacticínios representa 15% do total da produção agrícola da UE". O tempo da "aterragem suave", contudo começou em 2008/2009, recorda a Aprolep, com o "aumento gradual da quota leiteira em todos os países da UE, de modo a dar gradualmente a liberdade de produzir". 

Reacções do COPA-COGECA às decisões do Conselho de Ministros

Setembro 08
13:56
2015

No seguimento da grande demonstração de descontentamento organizada pelo COPA-COGECA, que contou com 6.000 agricultores e 2.000 tractores, a desolação foi um pouco a palavra de ordem depois da resolução do Conselho de Ministros.

Assim, o COPA-COGECA emitiu um comunicado em que, depois de felicitar o Conselho pelas medidas tomadas, como o adiantamento dos pagamentos aos agricultores e as medidas de promoção e abertura de novos mercados, lamenta que:

1 – No sector do leite, apesar de algum dinheiro do super levy vir a ser utilizado no sector, isto não cobre o montante total do super levy;

2 – Está desapontada de não serem dados seguros de créditos às exportações;

3 – Não houve também aumento no preço de intervenção do leite;

4 – No sector da carne de porco, regista a abertura da stockagem privada, mas avisa que temos de aprender com os erros do passado, ou seja, temos de incluir as gorduras e toucinhos no pacote;

5 – No sector da carne de bovino o desapontamento é total, uma vez que nada foi falado, dando a entender que o Conselho não considera este sector como estando em crise.

Imagem - eurasiatx.com

Acidente com trator faz um morto em Estarreja


Lusa 08 Set, 2015, 20:12 | País

Um homem de 48 anos morreu hoje em Pardilhó, no concelho de Estarreja, vítima do capotamento de um trator agrícola, informaram os bombeiros.

O alerta para os bombeiros foi dado às 16:15.

Quando os bombeiros chegaram ao local, encontraram o homem ao lado do trator em paragem cardiorrespiratória.

Os Bombeiros ainda tentaram manobras de reanimação, mas a vítima não resistiu aos ferimentos, tendo o óbito sido declarado no local.

O corpo foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Aveiro.

No local, estiveram os Bombeiros de Estarreja com sete homens, apoiados por uma ambulância e um carro de desencarceramento, e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do hospital de Aveiro, além da GNR.

Luís Neto Viveiros considera “má” e “tardia” decisão anunciada por Bruxelas para apoio ao setor do leite


Por Gerson Ingrês -  Set 8, 2015 3 0

 
GRACIOSA – O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente afirmou hoje, em Santa Cruz da Graciosa, que as medidas propostas pela Comissão Europeia no âmbito do Conselho Europeu extraordinário dos Ministros da Agricultura que decorre em Bruxelas, e de acordo com o que é já conhecido publicamente, derivam de uma decisão que "peca por tardia e peca também por ser má".

"Não foi por falta de alertas, incluindo os do Governo dos Açores, diretamente com o Comissário [Europeu da Agricultura] ou através do Governo da República", frisou Luís Neto Viveiros, em declarações aos jornalistas, salientando que foi atempadamente chamada a atenção para a necessidade de "reverter a situação que se vislumbrava" face aos efeitos previsíveis do embargo russo e da retração do consumo estimado dos mercados emergentes, coincidindo com o desmantelamento do regime de quotas leiteiras no espaço comunitário.

Luís Neto Viveiros considerou, por isso, que é "má" a decisão hoje conhecida de, genericamente e em princípio, a Comissão Europeia propor a afetação de mais 500 milhões de euros para o setor agrícola de todos os 28 Estados – Membros e sem prejuízo dos próximos desenvolvimentos negociais.

Para o Secretário Regional, esta verba "é manifestamente pouco para todo o espaço comunitário".

"Não é uma resposta robusta", afirmou o titular da pasta da Agricultura do Governo dos Açores, Região que representa mais de 30% da produção de leite de Portugal e cerca de 50% da produção de queijo do País.

Luís Neto Viveiros frisou, contudo, que sendo essa a decisão final que vier a ser tomada pela Comissão Europeia e aceite pelos Estados-Membros, o Governo dos Açores entende que a proporção desse montante que possa ser "adstrita à Região" deve respeitar e ser coincidente com o peso económico, fatual, do setor nos Açores e o que é o seu contributo real para o todo nacional, na "ordem dos 40 a 45%, para se afigurar como uma solução justa".

Por isso, salientou que, para o Governo dos Açores, as medidas genéricas e a afetação global de fundos conhecida afigura-se "uma solução frágil face à dimensão deste problema", que "aflige todos os produtores, em todo o espaço europeu" mas em que as significativas e consecutivas descidas do preço pago ao produtor têm tido um efeito ainda mais penalizador nos Açores, pelo peso que a fileira do leite representa na economia regional e pela sua condição ultraperiférica.

Portucel lamenta ter de plantar eucaliptos em Moçambique em vez de Portugal


O presidente do grupo Portucel-Soporcel disse hoje que o megaprojeto florestal de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) em Moçambique podia ter acontecido em Portugal, se não houvesse resistências à plantação de eucaliptos.

«Só tenho pena que tenhamos de vir para tão longe quando isto até podia ter sido feito em Portugal se houvesse mais eucalipto», declarou Pedro Queiroz Pereira, no distrito de Ile, província da Zambézia, à Lusa, à margem da inauguração do maior viveiro de plantas em África, e que vai abastecer a futura fábrica de pasta de papel no centro de Moçambique.
«Por respeito com aqueles que entendem combater uma plantação que é vital para este tipo de empreendimentos, acabámos por cair em Moçambique e achamos que para eles vai ser muito importante», afirmou o investidor, salientando a perspetiva de mil milhões de dólares (890 milhões de euros) anuais em exportações de celulose, a partir do momento em que a fábrica estiver operacional, em 2023.
Queiroz Pereira considerou que, «em Portugal, há uma tendência para criticar o eucalipto, é difícil plantar, mesmo que exista, é complicado» e observou que já há fábricas a importarem árvores para poderem produzir.
«Aqui [em Moçambique] estamos a fazer uma base florestal com toda a gente a favor, não seria o caso em Portugal. Vai ser importante para a balança comercial [moçambicana] e as coisas têm condições para correr melhor», referiu o presidente do grupo Portucel-Soporcel, comentando que «todos os países do mundo procuram atrair investimento para fazer os crescer níveis de desenvolvimento do seu povo e uns criam mais, outros menos».
O presidente do grupo destacou que o projeto florestal em Moçambique, ao longo de cerca de 350 mil hectares nas províncias da Zambézia e de Manica, «é muito grande e vai representar, numa só fábrica, mais ou menos o mesmo que a celulose produzida em Portugal».
Para já, não está prevista a produção de papel, «isso ficará para uma segunda volta», mas o presidente da empresa entende que se está a fazer «uma nova Portucel em Moçambique», reconhecendo os riscos inerentes à circunstância de o valor do investimento, um dos maiores fora do setor extrativo no país, se aproximar do total da capitalização bolsista do grupo.
«Os empresários correm riscos e a empresas têm de correr riscos, porque senão não progridem», sustentou.
Pedro Queiroz Pereira referiu que existe uma grande apetência por celulose na Índia e noutros mercados asiáticos e que a cotação internacional deste produto se encontra «em níveis muito satisfatórios», havendo a perspetiva de que, nos próximos anos, «o crescimento da demanda absorva toda a produção de pasta por esse mundo fora».
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, é esperado hoje em Luá, no interior da província da Zambézia, para inaugurar o viveiro da Portucel que vai alimentar o megaprojeto florestal e que inclui também uma unidade de produção de energia através de biomassa.
Estima-se que o viveiro, o mais moderno do grupo, tenha uma capacidade de produção de 12 milhões de plantas por ano, num projeto dirigido pela Portucel Moçambique, com uma participação de 20% do International Finance Corporation, do Banco Mundial.
Na cerimónia de inauguração, são também esperados os ministros moçambicanos da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, e da Terra, Desenvolvimento Rural e Ambiente, Celso Correia.
Segundo a empresa, foram respeitadas todas as normas ambientais num projeto que prevê um conceito de mosaico, em que um terço da área será destinado às atividades tradicionais das comunidades locais, num investimento que espera criar sete mil postos de trabalho.
Dinheiro Digital com Lusa

Açores reivindicam 45% das ajudas do sector do leite que venha a ser atribuído a Portugal


Setembro 08
14:06
2015

Após o anúncio de que 420 milhões de euros vão ser distribuídos pelos Estados Membros, para ajuda ao sector do leite, o Secretário Regional da Agricultura dos Açores não perdeu tempo e reivindica 45% do montante que venha a ser atribuído a Portugal, para os Açores.

Este pedido é justificado, pois os Açores produzem 30% a 35% do leite e 50% do queijo português e é uma região ultraperiférica.

O Secretário Regional, Neto Viveiros, reagiu, assim, à decisão do Conselho de Ministros de Agricultura considerando, no entanto, que esta decisão peca por tardia, pois o fim das quotas leiteiras implicou uma forte descida de preços, com graves prejuízos para os produtores.

Considera, também, que esta é uma má decisão, pois fica aquém do que o sector precisava para fazer face à forte crise que os produtores de leite atravessam.

A decisão da Comissão foi no sentido de distribuir o dinheiro, privilegiando os países que mais estão a sofrer, sobretudo devido ao embargo russo.

Isso vai favorecer, sobretudo, os Estados Bálticos e a Polónia. Portugal não foi directamente afectado pelo embargo russo, pelo que, vamos esperar para saber qual o montante que nos vai tocar.

Eurodeputados dão luz verde a proibição de clonagem para fins agropecuários


8/9/2015, 18:58

O Parlamento Europeu avalizou por uma larga maioria regras que proíbem a clonagem de animais para fins agropecuários e a importação de alimentos e outros produtos provenientes desses animais.


O Parlamento Europeu avalizou hoje por uma larga maioria regras que proíbem a clonagem de animais para fins agropecuários e a importação de alimentos e outros produtos provenientes desses animais.

Os eurodeputados aprovaram, por 529 votos a favor, 120 contra e 57 abstenções, a proibição da clonagem de "todas as espécies de animais mantidos e reproduzidos para fins agropecuários", bem como a "importação de clones animais, clones em fase de embrião, descendentes de clones animais, produtos germinais [como sémen e embriões] de clones animais e seus descendentes, bem como géneros alimentícios e alimentos para animais provenientes de clones animais e seus descendentes".

Atualmente, a clonagem não é utilizada para fins agropecuários na União Europeia, mas a técnica é utilizada em alguns países terceiros, como os EUA, o Canadá, a Argentina, o Brasil e a Austrália.

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) considera a clonagem principalmente como um perigo de bem-estar animal.

Um parecer da AESA refere existirem problemas com a saúde das mães-hospedeira (nas quais os clones são implantados) e dos próprios clones.

CNA Comunicado: O anunciado pacote de ajudas da ue ao sector da pecuária leite /carne é demagogia barata e ainda assim forçada pela luta dos produtores

O Conselho Agrícola da UE – o conjunto dos ministros da PAC – e a Comissão Europeia estiveram reunidos ontem, 7 de Setembro, em Bruxelas, debaixo dos protestos de milhares de Produtores de Leite e Carne durante duas manifestações que decorreram em simultâneo e que em conjunto foram as maiores de sempre dos Agricultores, nesta cidade. 
Cerca de 5 mil Produtores Pecuários vieram a Bruxelas provenientes de vários Estados-Membro. Mais de 2 mil tractores provenientes da Bélgica, do Luxemburgo, de França, da Holanda e da Alemanha, ocuparam as ruas e avenidas do centro de Bruxelas, até bem próximo dos edifícios oficiais da UE.
Só por estes números se pode avaliar a enorme dimensão do protesto e atestar das razões que há para lutar contra a situação de ruina que foi criada pelas políticas destrutivas aplicadas pela UE ao Sector Leiteiro sobretudo nos últimos 5 anos, até ao fim das quotas leiteiras imposto pela UE em 1 de Abril deste ano, embora já decidido no ano 2 000.
A  CNA  fez-se representar na manifestação promovida pelo EMB – European Milk Board (Comité Europeu do Leite), e integrou-se na delegação da Coordenadora Europeia Via Campesina, organização da qual a CNA faz parte e que também apoiou esta manifestação.
Saliente-se que a reunião (extraordinária - 7 Setembro) dos Ministros da PAC e do Comissário Europeu da Agricultura foi, já ela, um resultado da forte luta que, designadamente, os Produtores de Leite vêm desenvolvendo nos últimos meses em vários países da UE, incluindo Portugal.

MINISTROS  DA  PAC  E  COMISSÃO  EUROPEIA  NÃO  QUEREM  RECONHECER          
OS  ERROS  ESTRATÉGICOS  DAS  SUAS  POLÍTICAS  AGRÍCOLAS  E  REINCIDEM  NELES
O "pacote" das ajudas anunciado no final da reunião do Conselho Agrícola por um membro da Comissão Europeia destaca os 500 milhões de euros da ajuda especial, com o objectivo não tanto de apoiar eficazmente os Produtores Pecuários mas mais de manipular a opinião pública e de a procurar virar contra os Agricultores. Aliás, esta é uma "técnica" sistematicamente utilizada pelos governantes europeus e nacionais.  
Segundo a informação prestada, esta ajuda dos 500 milhões de euros é para apoiar os Produtores Pecuários – Leite e Carne Suína – "mais afectados pela crise". Falta agora ver como e quando é que isso vai ser feito, preto no branco, país a país.  
A verba em causa, assim enfatizada e "a seco", pode impressionar a opinião pública… Mas, de facto, não passa de uma panaceia, e "barata", embora tudo o que vier seja bem-vindo dadas as grandes dificuldades da Produção e, até, de alguma agro-indústria do Leite/Lacticínios como acontece em Portugal. 
O mesmo representante da Comissão Europeia chegou a classificar como "robusta" esta ajuda financeira, o que até pode ser interpretado como uma forma de "gozar" com as dificuldades dos Agricultores.
Note-se que mais do que isso - 600 milhões de euros - já a França anunciou disponibilizar para os Produtores Pecuários Franceses; que a Espanha anunciou uma ajuda especial de 300 euros por Vaca aos Produtores Espanhóis – o que dá uma ajuda nacional (Espanha) de uns 3 cêntimos por litro de Leite - e que outros países vão tomar medidas semelhantes.
Aliás, esta ajuda agora anunciada, se distribuída igualitariamente por toda a Produção Leiteira da UE, daria apenas a "miséria" de 0, 32 cêntimos por quilo (litro) de Leite mas acontece que também vai abarcar a Carne Suína!…
Lembramos ainda que só este ano o Banco Central Europeu vai disponibilizar mil vezes mais dinheiro para apoiar a especulação do sector financeiro.
Ao mesmo tempo, a Comissão diz que "não há orçamento" e assim rejeita o aumento do baixo preço de referência – 23 cêntimos/litro - para a "intervenção" no mercado – ou seja a compra pública de excedentes de Leite (e seus derivados, leite em pó e manteigas).
As outras ajudas agora (re)anunciadas – promoção do consumo de Leite – ajudas alimentares – manutenção das ajuda à armazenagem – pequena antecipação do pagamento de algumas das ajudas da PAC - eventual bonificação de  crédito bancário aos Produtores Pecuários – repetem as promessas feitas pela Comissão desde 2009 por ocasião do chamado "Exame de Saúde da PAC" que decidiu o fim "final" das quotas leiteiras e apresentou essas medidas para preparar aquilo que cinicamente apelidou de "aterragem suave" do Sector Leiteiro até 2015, mas que de facto se revelou ser um desastre para o qual a CNA e a CE VC desde logo alertaram e denunciaram.

CONSELHO  AGRÍCOLA  E  COMISSÃO EUROPEIA  TEIMAM  EM  PROSSEGUIR  
E  ATÉ  EM  AGRAVAR  AS  SUAS  POLÍTICAS  MAIS  DESTRUTIVAS
Lamentavelmente, o Conselho Agrícola e a Comissão Europeia não reconhecem os principais erros estratégicos que cometeram e que estão na base das causas próximas da "crise" de grande parte do Sector Leiteiro ( e da Carne). 
Falamos do fim das quotas leiteiras e da recusa de qualquer outro regime de controlo público da produção, e falamos do alargamento da liberalização dos mercados com os acordos ditos de "livre comércio" com países terceiros. Aliás, na prática, anunciam é o seu agravamento, o que demonstra estarem -- os governantes e esta UE - determinados apenas em promover os interesses de meia dúzia de multinacionais do grande agro-negócio – da produção – da transformação – da comercialização – de Leite e Lacticínios  (e Carne) a quem a actual "lei da selva" do sistema muito convém.

CNA  RECLAMA  À  MINISTRA  DA  AGRICULTURA  E  AO  GOVERNO  PORTUGUÊS
A  TOMADA  DE  MEDIDAS  NACIONAIS   DE  APOIO  MAIS  EFICAZ  AOS  AGRICULTORES
Não podemos esquecer que os Agricultores Portugueses e os Produtores Pecuários em particular também estão a ser afectados pela Seca que grandes prejuízos lhes causa.
No difícil contexto, compete à Ministra da Agricultura e ao Governo Português passarem do palavreado aos actos e tomarem as medidas que a situação exige e nomeadamente :
-- Apoios financeiros especiais para acudir à "crise" do sector da Pecuária e outros mais afectados pela baixa de preços à Produção e pela Seca.
-- Redução da carga fiscal na Electricidade e nos Combustíveis para a Agricultura. 
-- Isenção (temporária) do pagamento das Contribuições Mensais dos Agricultores para a Segurança Social.
-- Pagamento imediato aos Produtores Pecuários da comparticipação pública na Sanidade Animal.
-- Definição de linhas de crédito altamente bonificado e a médio/longo prazos para as Explorações Agrícolas de tipo Familiar e para o Sector Cooperativo.
NECESSÁRIO  CONTINUAR  A  LUTA
POR   OUTRAS  POLÍTICAS  AGRÍCOLAS  DE  FACTO  ALTERNATIVAS !
Os Agricultores e em particular os Produtores Pecuários têm lutado com  persistência em defesa dos seus sagrados direitos.
Os governantes teimam em fazer orelhas moucas às nossas principais reclamações e não tomam as medidas necessárias e antes pelo contrário como agora se viu.
É pois necessário continuar a luta !
Por outras políticas agrícolas e de mercados de facto alternativas !
Pela melhoria dos rendimentos das Explorações Agrícolas Familiares !
Em defesa da Soberania e da Segurança Alimentares !
Podem contar com a CNA e Filiadas !

Coimbra, 8 de Setembro de 2015     
A Direcção da  CNA

CONFRAGRI: Comunicado - Comissão Europeia Reage à Manifestação Massiva de Agricultores em Bruxelas

Comissão Europeia Reage à Manifestação Massiva de Agricultores de 7 de Setembro em Bruxelas 

- Pacote de Medidas anunciado é positivo mas ainda insuficiente    

A Comissão Europeia anunciou, esta segunda-feira, um pacote de 500 milhões de euros para apoiar os agricultores europeus em dificuldades. A CONFAGRI -Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Portugal, que participou activamente na manifestação em Bruxelas, considera que este pacote é uma resposta directa da Comissão Europeia à grande mobilização dos agricultores e dos representantes das Cooperativas Agrícolas em Bruxelas.

Consideramos que a resposta da Comissão, através deste pacote de medidas, é positiva, mas ainda insuficiente face à gravidade da situação.

Em relação ao sector do leite, a Comissão propõe:
- Alterações ao nível das medidas de Intervenção, nomeadamente a revisão dos valores para a sua activação, sendo certo que  o processo legislativo para o efeito será sempre demorado.
- antecipação do pagamento das ajudas aos agricultores, de Dezembro para 16 de Outubro de 2015. A Comissão autoriza que Portugal faça o adiantamento de 70% dos pagamentos das ajudas directas e o adiantamento de 85% dos pagamentos das ajudas do desenvolvimento rural nos sectores pecuários, medidas aliás já antes reivindicadas reivindicação pela CONFAGRI e por isso positivas. No entanto, estes adiantamentos estão dependentes da eficácia da Administração Pública Portuguesa, nomeadamente os controlos "in loco" aos agricultores, pelo que apelámos as sentido de responsabilidade das entidades envolvidas. 
- Aumento da comparticipação de 50% para 70-80% em programas de promoção para o leite e os lacticínios, o que se traduzirá num efeito positivo mas muito diferido no tempo (finais de 2016).

Para os suínos, a Comissão propõe abrir a armazenagem privada, pela segunda vez, mas num período ainda menos favorável ao consumo, e que não irá resolver o problema. Pelo que é mesmo a solução menos favorável. Propõe, também, o aumento da comparticipação de 50% para 70-80% em programas de promoção.

Para os bovinos, a Comissão propõe a antecipação das ajudas directas e de desenvolvimento rural, a pagar a 16 de Outubro, nas mesmas condições referidas anteriormente para o leite.

Tanto a nível europeu através da COGECA, como em Portugal junto da Tutela, a CONFAGRI vai continuará a pugnar para que as medidas agora determinadas sejam implementadas com celeridade, pois a situação dramática dos agricultores e das suas cooperativas agrícolas assim o exige.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Portucel inaugura hoje no centro de Moçambique o maior viveiro de plantas de África


LUSA8 de Setembro de 2015, às 06:12

A Portucel inaugura hoje em Moçambique o maior viveiro de plantas em África, com capacidade de produção de 12 milhões de árvores por ano, para abastecer o seu megaprojeto florestal nas províncias da Zambézia e de Manica.

Além da administração do grupo Portucel-Soporcel, a cerimónia de inauguração contará com a presença do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que em julho, no âmbito da sua visita de Estado a Portugal, conheceu o complexo industrial da empresa em Setúbal.

A Portucel prevê que a capacidade do viveiro a ser hoje inaugurado possa ser duplicada até 2016.

O projeto florestal, à base de eucaliptos, desenvolve-se ao longo de 350 mil hectares no centro de Moçambique e prevê a construção, em 2023, de uma fábrica para o processamento de pasta de papel, num investimento em 2,3 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros), um dos maiores fora da indústria extrativa no país, prevendo-se a criação de sete mil postos de trabalho.

Ao longo da área de desenvolvimento florestal, a empresa adotou um conceito mosaico, em que convivem no mesmo território a área florestal industrial e a nativa, a atividade agrícola das comunidades, habitações e zonas de proteção ambiental.

A Portucel Moçambique tem como parceiro institucional o International Finance Corporation (IFC), membro do Banco Mundial, que detém 20% do projeto e presta consultoria para as relações com as comunidades locais.

HB // VC

Lusa/fim