sábado, 16 de novembro de 2013

Previsão da produção de maçã e pêra

14-11-2013

A produção de maçã na União Europeia deverá aumentar cerca de sete por
cento em 2013, relativamente ao ano anterior, por outro lado, os
produtores de pêra europeus prevêem um aumento de 18 por cento da
produção.

A previsão relativamente à produção de maçãs é de 10.798.000 toneladas
(Ton), cerca de seis por cento mais elevada do que a média dos últimos
três anos. No que diz respeito às variedades, a produção de Golden
Delicious deverá aumentar 11 por cento, atingindo as 2.545.000 Ton, a
variedade Gala aumentará perto de sete por cento, para as 1.189.000
Ton, a Idared rondará os oito pontos percentuais (p.p.) de aumento,
com 1.060.000 Ton, enquanto a Red Delicious deverá aumentar cinco
pontos, alcançando as 569.000 Ton.

Nos Estados Unidos da América (EUA), espera-se um aumento de 15 p.p.,
na Turquia o aumento será de cerca de 10 pontos e na Ucrânia poderá
atingir os cinco por cento, devendo a produção diminuir na China, -8
pontos e na Rússia, -14 por cento.

A safra de pêra Europeia em 2013 chegará às 2.236.000 Ton, valor,
ainda assim, dois por cento inferior à média dos últimos três anos.
Das principais variedades, a Conference vai ter um aumento de produção
de cerca de 14 por cento, para 794.000 Ton e a Abate F vai aumentar
aproximadamente 20 p.p., para as 308.000 Ton, enquanto a William BC
vai diminuir cerca de 10 pontos, rondando as 279.000 Ton.

Nos EUA prevê-se um ligeiro aumento, de quatro por cento, tal como na
Turquia, quatro pontos, e na Ucrânia, de dois por cento. A estimativa
para a China é de -5 por cento e na Rússia -14 pontos

Devido a uma floração tardia e a uma Primavera fria, em muitos dos
países produtores, a colheita decorrerá mais tarde do que o normal em
grande parte da Europa, variando o atraso entre duas semanas e um mês,
de acordo com o país.

Apesar do aumento do volume das maçãs, a oferta total no mercado
fresco deverá manter-se semelhante ao do ano passado, com mais volume
esperado para o processamento. O tamanho dos frutos deve ser
ligeiramente inferior à média. Independentemente das irregularidades
durante a estação, esperam-se frutos de boa qualidade.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia48001.aspx

Despiste de trator mata jovem

14/11/2013, 16:25

Um despiste de um trator, ocorrido na estrada municipal 531, freguesia
de Ponte S. Vicente, provocou, no passado sábado, um morto e um ferido
grave. O despiste do trator agrícola em que seguiam as duas vítimas,
uma de 32 e outra de 19 anos, ocorreu pelas 12h44. A vítima mortal,
Ricardo Gonçalves, era natural e residente em Gême, ao passo que o
ferido grave é natural de Lanhas. Ambos procediam ao transporte de uma
carga de lenha.

Ao que tudo indica, Ricardo Gonçalves tinha ido ajudar o amigo para ir
buscar lenha a um monte da freguesia. Pegou no trator do pai,
juntamente com o atrelado, e com Alexandre Rodrigues foram buscar os
troncos de eucalipto. No regresso, com o atrelado cheio de troncos, o
trator entrou em despiste numa curva acentuada.

O atrelado acabou por resvalar e capotou, acabando por projetar o
trator. Ricardo Gonçalves, assim como Alexandre, caíram do trator que
os esmagou.

Apesar dos esforços dos bombeiros e do INEM presentes no local, para
tentar reanimar uma das vítimas, esta acabou por falecer no local.

A família de Ricardo Gonçalves, trabalhador numa empresa de pladure e
pai de uma menor, ficou em estado de choque. A esposa da vítima mortal
esteve no local do acidente e teve que receber auxílio psicológico.

A GNR assumiu as investigações sobre as causas do acidente. É mais um
final trágico a envolver acidentes com tratores, num concelho
fortemente fustigado por este tipo de sinistro.

Recorde-se que, ainda recentemente, em Vila Verde, no seminário
'Acidentes com Tratores: como prevenir...?', responsáveis da
Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), da GNR e Bombeiros
alertavam para o facto da mortalidade em acidentes com tratores
agrícolas chegar a ser oito vezes superior aos acidentes registados
com outro tipo de veículos. É uma trágica realidade com particular
repercussão no Minho e no concelho de Vila Verde.

http://www.imprensaregional.com.pt/terrasdohomem/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czo5OiJpZF9zZWNjYW8iO3M6MjoiMTciO3M6MTA6ImlkX25vdGljaWEiO3M6NToiMTI3OTAiO30=

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

França prevê descida de rendimentos do milho

15-11-2013


Os rendimentos de cereais de Verão em França são inferiores à média de
2008/2012, em especial no caso do milho. A produção prevista deste
cereal é de 15,2 milhões de toneladas, de acordo com os últimos dados
do Ministério da Agricultura francês, o que supõe menos 300 mil
toneladas que as estimativas anteriores, no entanto a um nível
semelhante ao do ano passado.

Espera-se um rendimento médio de 8.680 quilos por hectare, ou seja,
uma descida de 540 quilos em comparação ao ano anterior e claramente
inferior à média dos últimos cinco anos. As parcelas de sequeiro
sofreram temperaturas muito mais altas no mês de Agosto, estimando-se
um resultado de 7.860 quilos por hectare, enquanto nos regadios seria
de 9.970 quilos.

A colheita de milho, assim como a de girassol, progride lentamente e
são penalizadas em várias regiões por chuvas sucessivas, prevendo-se
que a humidade dos grãos seja elevada.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia48010.aspx

CNA acusa Governo e celuloses de quererem "produzir pau" em vez de pão

Lusa
19:20 Quinta feira, 14 de novembro de 2013

Coimbra, 14 nov (Lusa) - A Confederação Nacional da Agricultura (CNA)
acusou hoje o Governo de agir segundo os interesses da indústria de
pasta de papel, ao querer intervir nas terras abandonadas ou
alegadamente sem dono, "para produzir pau" em detrimento de bens
alimentares.

O Governo, através do gabinete da ministra da Agricultura e do Mar,
Assunção Cristas, reagiu às acusações, garantindo "total respeito pela
propriedade privada".

"Querem arregimentar grandes áreas para a produção de pau, mas não
para produzir pão", criticou João Dinis, da CNA, em declarações à
agência Lusa.

http://expresso.sapo.pt/cna-acusa-governo-e-celuloses-de-quererem-produzir-pau-em-vez-de-pao=f841097

O cão tornou-se o nosso amigo na Europa pré-agrícola

ANA GERSCHENFELD

15/11/2013 - 10:00

Quando e onde é que o cão deixou de ser lobo e passou a ser o melhor
amigo do homem? Uma análise comparativa do ADN de lobos e cães,
modernos e antigos, forneceu agora a resposta.

O cão terá sido domesticado na Europa OLAF THALMANN

Uma equipa internacional de cientistas conclui na revista Science
datada desta sexta-feira que os lobos foram domesticados na Europa,
pelos caçadores-recolectores, durante a última grande Idade do Gelo,
há 19 mil a 32 mil anos. As suas conclusões invalidam uma velha teoria
segundo a qual a domesticação do cão teria acontecido no leste da Ásia
há apenas 15 mil anos.

De facto, esta teoria tinha um problema: os mais antigos restos
fósseis de animais parecidos com cães que se conhecem provêm da Europa
e da Sibéria e têm 30 mil anos. Mas agora, Olaf Thalmann, da
Universidade de Turku, na Finlândia, e colegas – entre os quais Svante
Pääbo, do Instituto Max Planck de Leipzig, na Alemanha, mais conhecido
pela sequenciação do genoma dos Neandertais –, realizaram uma análise
genética e resolveram essa aparente contradição.

Os cientistas compararam o chamado ADN mitocondrial de uma série de
lobos, cães e afins. O ADN mitocondrial é um bocadinho de material
genético que é exclusivamente transmitido pelas mães à sua
descendência e que os geneticistas das populações usam para construir
as árvores genealógicas das espécies por via matrilinear.

Mais precisamente, a equipa incluiu no estudo 18 lobos e canídeos
pré-históricos e 77 cães e 49 lobos modernos – entre os quais o dingo,
os coiotes da América do Norte, várias raças de cães chineses e os
mais antigos restos fósseis de cães conhecidos, ambos encontrados na
Alemanha (um com 12.500 anos e o outro com 14.700 anos).

Conclusão: o ADN dos cães modernos é muito parecido com o dos cães
europeus, antigos e modernos, mas não com o dos lobos de fora da
Europa.

Os resultados desta análise genética surpreenderam os próprios
autores, lê-se num comunicado da Universidade de Tubinga (Alemanha),
onde trabalha Johannes Krauss, especialista em sequenciação de ADN
antigo, que também assina o artigo da Science. "Fiquei pasmado pela
clareza com que [os resultados] mostram que todos os cães actuais
descendem de apenas quatro linhagens, todas elas originárias da
Europa", diz Thalmann, citado nesse comunicado. Mais: a maioria do ADN
dos cães modernos pertence a uma única linhagem, que apresenta um alto
grau de parentesco com a de um esqueleto de lobo encontrado numa gruta
no norte da Suíça.

"Os nossos resultados implicam que os cães já eram nossos amigos muito
antes de começarmos a criar cabras, ovelhas e gado", diz Krausse. Ou
seja, a domesticação do lobo antecede o advento da agricultura e eles
foram muito provavelmente domesticados pelas comunidades de
caçadores-recolectores que dominaram a Europa durante a última grande
Idade do Gelo.

Os cientistas especulam que o processo de domesticação terá começado
com os lobos a serem atraídos pelos caçadores, cujo rasto seguiam
comendo os restos de animais que eles deixavam para trás.

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-cao-tornouse-o-nosso-amigo-na-europa-preagricola-1612615

Fruta Feia quer aproveitar desperdícios dos supermercados

por Ana Rita Costa15 de Novembro - 2013

Quatro portugueses criaram uma cooperativa chamada Fruta Feia que
pretende aproveitar cerca de um terço da fruta e vegetais que os
supermercados desperdiçam porque não têm o aspeto que os consumidores
procuram.

Esta cooperativa vai abrir no dia 18 de novembro na Casa Independente,
nos Anjos, em Lisboa e vai concretizar uma ideia que "surge da
identificação do problema do desperdício alimentar devido à aparência
e da motivação de querer fazer qualquer coisa para contrariar essa
tendência. A motivação necessária surgiu com o anúncio do concurso da
Gulbenkian", disse Isabel Soares, uma das mentoras da Fruta Feia, à
Lusa.

"Gente bonita come fruta feia" é o lema do projeto que pretende
associar " bons ideais às pessoas que estão dispostas a comer" esta
fruta não normalizada para evitar o desperdício alimentar, explicou
Isabel Soares.

Até ao momento são 12 os produtores da zona Oeste que vão colaborar
com a delegação de Lisboa, mas a Fruta Feia tem tido contactos de
vários interessados em participar no projeto de variadas zonas do
país.

"O nosso projeto também implica uma proximidade aos agricultores,
tornando-se inviável irmos buscar laranja ao Algarve. Teria um custo
de transporte que seria refletido nos custos ao consumidor. Para já
não conseguimos dar resposta pela questão do transporte, mas esperamos
no futuro replicar a ideia noutros pontos do país", conclui.

Dois dias depois de ter sido publicado na página oficial que as
inscrições na Cooperativa estavam abertas, já há mais de 60 pessoas
sócias da Fruta Feia dispostas a pagar a quota anual de cinco euros
além dos 3,5 euros por uma cesta pequena de fruta ou sete, pela cesta
grande.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7730&bl=1

Sonae compra 527 milhões de euros em perecíveis a produtores nacionais

por Ana Rita Costa14 de Novembro - 2013

A Sonae aumentou em cerca de 3,5% as compras a produtores nacionais na
área dos perecíveis, que representam cerca de 527 milhões de euros
para os produtores portugueses.

Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, refere que "num contexto económico
difícil, a Sonae e o Continente reforçaram a sua relação com os
produtores nacionais, contribuindo com o seu investimento e
conhecimento para o desenvolvimento em Portugal de uma indústria
agroalimentar competitiva, eficiente e inovadora. As compras a
produtores nacionais representaram cerca de 80% do total na área dos
perecíveis e ajudaram muitas empresas agroalimentares e pequenos
produtores a desenvolver a sua atividade com segurança."

De acordo com o comunicado divulgado pela Sonae, também o Clube de
Produtores Continente continuou a sua missão de apoiar os produtores
nacionais do setor agroalimentar no desenvolvimento dos seus negócios
e de processos de inovação, tendo alargado o seu número de associados
em 5% para 266 membros, que incluem produtores individuais,
associações de produtores e cooperativas.

O Clube de Produtores Continente foi responsável por compras de cerca
de 171 milhões de euros, representando 32% das compras totais a
produtores nacionais na área dos perecíveis.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7727&bl=1

2013 poderá ser um dos dez anos mais quentes desde 1850

15 de Novembro, 2013
O ano de 2013 poderá ser um dos dez mais quentes desde 1850, segundo a
Organização Mundial de Meteorologia (OMM), sendo que em Portugal
continental a temperatura está a ser 0.4 ºC superior ao valor médio.

Em Portugal continental, "a temperatura média registada no período
entre Janeiro e Outubro foi cerca de 0.4°C superior ao valor médio
registado entre 1971 e 2000", refere o Instituto Português do Mar e da
Atmosfera, sublinhando que valores superiores aos registados este ano
ocorrem em cerca de 30% dos anos.

Por isso, em Portugal, o ano de 2013 não ficará entre os dez mais
quentes, ainda que a temperatura média seja próxima ou superior ao
valor médio.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, o período entre Janeiro
a Setembro de 2013 foi o sétimo mais quente, com temperatura global
média de 0.48°C superior ao valor médio entre 1961 e 1990.

Este ano, as temperaturas globais mantiveram-se altas e ocorreram
vários fenómenos extremos de grande impacto, designadamente cheias na
Europa Central (as maiores dos últimos 60 anos) em finais de Maio e
princípio de Junho, e a situação de seca severa (a maior dos últimos
30 anos) em Angola e na Namíbia.

Mais recentemente, o tufão Haiyan atingiu na semana passada as
Filipinas, transformando-se no evento extremo mais intenso do ano: a
intensidade do vento, em terra, atingiu dos valores mais elevados de
sempre.

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=92630

Casa do Douro queria ter participado com o Governo no plano para o futuro

Lusa14 Nov, 2013, 12:53

O presidente da Casa do Douro lamentou hoje não ter sido chamado a
participar ativamente na elaboração do plano para a dívida da
instituição, de 160 milhões de euros, embora saudasse o Governo por
trabalhado "bastante" este dossiê.

"Gostaria de ter participado na solução, ter um diálogo mais
esclarecedor com o Governo e não ser confrontado com uma decisão saída
do Conselho de Ministros que, não concordando ser a melhor, será
difícil de alterar", disse à Lusa Manuel António Santos. "A linguagem
fria dos números, por vezes, não reflete a realidade e poderão
cometer-se injustiças", acrescentou.

Uma comissão interministerial, coordenada pelo ministério da
Agricultura, elaborou um plano de ação, que passará pela revisão dos
estatutos e pagamento da dívida, e que está pronto para ser discutido
em Conselho de Ministros.

A Casa do Douro, explicou Manuel António Santos, apenas entregou os
documentos pedidos, não tendo "qualquer" intervenção direta ou
indireta na solução.

O responsável salientou que não é a primeira vez que membros do
Governo dizem ter um plano para a instituição, por isso, a exigência e
expectativa são agora maiores.

Sem conhecer as propostas do documento, o responsável relembrou que o
organismo vive dias "muito difíceis", pelo que espera que a decisão
quanto ao seu futuro chegue rapidamente.

"A Casa do Douro não aguenta este impasse muito mais tempo", frisou.

"Espero que se faça justiça a esta casa com mais de 80 anos que não
quer favores, mas ser tratada com dignidade", acrescentou.

Na sua opinião, o Douro precisa de um organismo "forte e coeso" para
representar e defender os viticultores.

Manuel António Santos garantiu que a "pulverização" de associações é
inimiga da força, "altamente" negativa para o Douro e vai complicar os
problemas da região.

Apesar das críticas quanto ao não envolvimento direto da Casa do Douro
na solução para o problema, Manuel António Santos afirmou à Lusa que o
atual Governo tem trabalhado "bastante" este dossiê, mais do que o
anterior.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, afirmou aos jornalistas,
durante uma visita a Trás-os-Montes, na semana passada, que está a ser
feito um "trabalho profundo" com os grupos de trabalho e já com
resultados "muito concretos".

"Esperamos ter esse dossiê fechado, do ponto de vista do seu estudo
aprofundado, até ao final do ano", rematou.

O organismo, que representa a produção vitícola na região do Douro, é
uma associação privada de direito público e de inscrição obrigatória
para os viticultores durienses. De uma dívida total de 160 milhões de
euros, 30 milhões correspondem a juros.

Atualmente, tem cerca de 70 trabalhadores, dos quais 25 são
funcionários privados. Estes não recebem ordenados há quase três anos
(38 meses), tal como a direção.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=695726&tm=6&layout=121&visual=49

CPLP tem 28 milhões de pessoas com carência alimentar e nutricional

Lusa13 Nov, 2013, 16:35

O secretário executivo da CPLP defendeu hoje uma conjugação de
esforços para diminuir significativamente o total de 28 milhões de
pessoas que são afetadas pela carência alimentar e nutricional no
espaço lusófono.

Murade Murargy, que lidera a Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP), falava aos jornalistas na Cidade da Praia, após a
sessão de abertura do IV Simpósio de Segurança Alimentar e Nutricional
e Desenvolvimento Sustentável (SANDS) no espaço lusófono, que reúne
especialistas dos oito Estados-membros.

Salientando ser "difícil" definir metas - "o ideal seria atingir os
100%" -, Murargy destacou o "enorme potencial de produção agrícola" de
qualquer um dos países da CPLP, pelo que se torna necessário
desenvolver estratégias conjuntas.

"É difícil falar de metas, porque é um processo longo, que vai
implicar muitas ações até que se possa definir uma meta exata. Os
nossos países têm um potencial enorme em recursos naturais. Temos
tecnologia, caso do Brasil, temos todos os requisitos indispensáveis.
O que é preciso é trabalhar", defendeu.

"Temos de criar condições para que os pequenos produtores, neste caso
ligados à agricultura familiar, possam ter os instrumentos e meios
financeiros para aumentarem a produção", acrescentou.

O quarto simpósio o SANDS - os três primeiros decorreram em Luanda
(2007), Brasília (2009) e Bissau (2010) -, começou hoje na Cidade da
Praia e, até quinta-feira, vai refletir sobre os dois temas e
encontrar soluções e meios para ações conjuntas na CPLP.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=695516&tm=7&layout=121&visual=49

Ministra brasileira alarmada com destruição da Amazónia convoca reunião de emergência

RTP15 Nov, 2013, 16:28

Roberto Jayme, Reuters

A ministra Izabella Teixeira convocou os secretários regionais do
Ambiente para tomar medidas contra a desflorestação da floresta
amazónica - o "pulmão do planeta". Teixeira regressava de uma cimeira
ambiental da ONU em Varsóvia, onde foi denunciado um agravamento de 28
por cento da desflorestação no ano passado. Mas os activistas da
Greepeace questionam a surpresa do Governo e responsabilizam-no pela
catástrofe.

A ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira, citou ontem
estatísticas provisórias entre Agosto de de 2012 e Julho de 2013, para
confirmar "um aumento de 28 por cento no ritmo da desflorestação,
atingindo 5.843 quilómetros quadrados".

Segundo a ministra, os principais motivos para o agravamento da
situação resultam da prática da agricultura extensiva e da produção
industrial de soja no Estado nordestino de Pará e no Estado
centro-ocidental de Mato Grosso. Ambos teriam registado agravamentos
superiores à média, respectivamente de 37 e 52 por cento.

A ministra, que regressava de uma cimeira ambiental da ONU em
Varsóvia, afirmou que iria reunir-se com os secretários regionais do
Ambiente, para lhes pedir explicações pela aceleração das actividades
destrutivas da maior mancha verde da Terra. E afirmou: "O Governo
brasileiro não tolera e não aceita nenhum aumento de desflorestação
ilegal".

No entanto, a Greenpeace sustenta que o Governo de Brasília não
precisa de pedir explicações a terceiros, visto que a explicação
fundamental do alarmante agravamento se encontra na sua própria
política.

O coordenador da Greenpeace para a campanha pela Amazónia, Paulo
Adário, afirmou que "o Governo não pode estar surpreendido por este
incremento da desflorestação, visto que está a promovê-lo com a sua
própria acção". E explicou: "A alteração do Código Florestal e a
amnistia daí resultante para aqueles que abateram ilegalmente a
floresta enviou a mensagem de que esses crimes não têm consequências".

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=696113&tm=7&layout=121&visual=49

Madeira sugere levantamento de restrições à reexportação de produtos com matéria-prima subsidiada

Actualizado ontem, às 17:28
Lusa
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Madeira, matéria-prima
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O Governo Regional da Madeira sugere à Comissão Europeia o
levantamento das restrições à reexportação de produtos com
matéria-prima subsidiada no contributo para a consulta pública de
revisão do POSEI, programa "importante" para a agricultura da região.
"No essencial, o contributo da região foi no sentido de, por um lado,
manifestar a sua oposição a eventuais alterações do actual regime
POSEI, pois consideramos que o actual dá às regiões ultraperiféricas a
possibilidade de serem elas a definirem os seus próprios modelos de
desenvolvimento agrícola face às suas características territoriais e
socioeconómicas muito diversas", declarou à agência Lusa o secretário
do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira.
Por outro lado, a região sugeriu "que sejam levantadas as restrições à
exportação e expedição de produtos transformados de produtos
transformados que incorporam matérias-primas que beneficiaram do
Regime Específico de Abastecimento".
Para Manuel António Correia, o levantamento "dessas restrições seria
uma forma de atenuar as contingências que resultam" de a Madeira ser
uma região ultraperiférica, opinião já expressa ao comissário europeu
da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que visitou a ilha em
Setembro.
Notando que "a pequena dimensão dos mercados regionais é uma
característica comum das regiões ultraperiféricas", o governante
sustentou que as limitações actuais à exportação ou expedição daqueles
produtos "funcionam, na prática, como uma restrição ao crescimento das
agroindústrias", o que não deixa de ser "contraditório com o objetivo
expresso para o regime, no regulamento e no próprio relatório, quanto
à necessidade de aumentar a criação de emprego local".
O secretário regional adiantou que a Madeira defendeu também "a
eliminação dos atuais destinos de exportação, deixando livres os
países terceiros, bem como a união dos contingentes previstos para
países comunitários e países terceiros, no âmbito do comércio
regional".
Quanto aos valores previstos no âmbito do POSEI - Programa de Opções
Específicas relativas ao Afastamento e à Insularidade, Manuel António
Correia apontou que, "neste momento, o principal constrangimento
decorre do pacote financeiro aprovado para Portugal não ser suficiente
para as necessidades de apoio ao sector para fazer face aos
sobrecustos da ultraperiferia".
"A importância da agricultura para a economia e para o emprego nas
regiões ultraperiféricas justifica a manutenção de medidas específicas
de apoio, através de um programa flexível adaptado às realidades
regionais e gerido pelas administrações regionais", acrescentou,
observando que na Madeira o POSEI desempenha "um papel extremamente
importante no desenvolvimento agrícola, bem como no da indústria a ela
associada e ao abastecimento".
Em 2013, por exemplo, ao abrigo do POSEI, foram concedidas ajudas num
valor que ascendeu a 29 milhões de euros, sendo 18,8 milhões através
de medidas de apoio à produção e outros 10,3 milhões de apoio ao
abastecimento, informou Manuel António Correia.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/desporto/416348-madeira-sugere-levantamento-de-restricoes-a-reexportacao-de-produtos-com

Mar e Agricultura são os temas centrais do evento

18 A 24 DE NOVEMBRO



14 | 11 | 2013 14.38H

A SGE – Global Entrepreneurship Week, a maior celebração mundial dos
criadores de startups inovadoras que impulsionam o crescimento
económico, terá lugar este ano de 18 a 24 de novembro e será
inteiramente dedicado aos temas do Mar e da Agricultura.

Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

Os embaixadores da Semana Global do Empreendedorismo são Garrett
McNamara para o tema Mar - surfista que detém o Record Mundial de Surf
Guiness com uma onda surfada na Nazaré, Portugal, - e António José
Ramos Silvestre Ferreira para o tema Agricultura – fundador da empresa
Vale da Rosa.

O evento conta, à semelhança dos anos anteriores, com o mais alto
patrocínio do Presidente da República e irá decorrer simultaneamente
em 136 países do mundo e em todos a palavra de ordem é o
empreendedorismo, fator impulsionador e fulcral para o desenvolvimento
da economia.

http://www.destak.pt/artigo/179335-mar-e-agricultura-sao-os-temas-centrais-do-evento

Parlamento Europeu: Votação final da reforma da PAC, em plenário, na próxima semana

Na próxima quarta-feira o Parlamento Europeu deverá aprovar a reforma
da política agrícola comum (PAC), já acordada entre os eurodeputados e
os governos nacionais. De acordo com as novas regras, em 2014-2020 a
PAC deverá ser mais amiga do ambiente, mais justa entre
Estados-Membros e agricultores e mais transparente. Luís Capoulas
Santos foi relator de duas das quatro propostas que integram o pacote
agrícola, uma sobre os pagamentos directos e a outra sobre o
desenvolvimento rural.

As quatro propostas legislativas sobre a reforma da PAC dizem respeito
aos pagamentos directos aos agricultores, à organização comum de
mercado (OCM única), ao desenvolvimento rural e a um regulamento
horizontal sobre o financiamento, a gestão e o acompanhamento da PAC.
É a primeira vez que o Parlamento Europeu legisla em pé de igualdade
com o Conselho de Ministros da UE sobre a política agrícola.

Envelope nacional

A PAC terá um orçamento de 362,8 mil milhões de euros para os próximos
sete anos. Portugal receberá 7,7 mil milhões de euros (a preços
constantes de 2011), dos quais 4,1 mil milhões para os pagamentos
directos e medidas de mercado (1° pilar da PAC) e 3,6 mil milhões para
o desenvolvimento rural (2° pilar).

De acordo com as novas regras, a taxa máxima de co-financiamento
comunitário para o desenvolvimento rural das regiões menos
desenvolvidas e ultraperiféricas em Portugal aumenta de 85% para 95%,
pelo menos até 2016. Capoulas Santos calcula que "tal representará uma
poupança para o orçamento do Estado português de cerca de 250 milhões
de euros durante aquele período".

O pilar do desenvolvimento rural contém, por exemplo, os apoios para o
investimento nas explorações agrícolas, na agro-indústria, nos
regadios e nas florestas.

Uma PAC mais verde

Para acabar com os diferentes sistemas do regime de pagamentos
directos na UE, as regras estabelecem um novo regime de "pagamento de
base". Este estará, como actualmente, subordinado ao respeito de
certas normas ambientais (eco-condicionalidade), mas com diversas
simplificações.

Além deste pagamento de base, cada exploração deverá receber um
pagamento por hectare por respeitar uma série de práticas agrícolas
benéficas para o clima e o ambiente ("greening" ou "ecologização"). O
acordo prevê que os Estados-Membros utilizem 30% das dotações
nacionais para esse pagamento.

As três medidas centrais do "greening" são a diversificação das
culturas, a manutenção dos prados permanentes e a criação das zonas de
interesse ecológico. O PE introduziu uma maior flexibilidade para
estas medidas, para que sejam tidas em conta questões como a dimensão
das explorações agrícolas.

Maior convergência entre países e entre agricultores

O PE procurou reduzir as discrepâncias entre os níveis de pagamentos
entre Estados-Membros (convergência externa) e entre agricultores do
mesmo país (convergência interna).

Em 2019, nenhum Estado-Membro deverá receber menos de 75% da média
europeia. Em relação à convergência interna, os eurodeputados
asseguraram que, em 2019, nenhum agricultor receba menos de 60% da
média nacional. A futura PAC prevê também um "mecanismo de travão"
para assegurar que as perdas ao nível de cada agricultor não sejam
superiores a 30%.

O acordo prevê, por outro lado, uma redução obrigatória de pelo menos
5% para os pagamentos que ultrapassem os 150 mil euros por exploração
ou, em alternativa, um pagamento redistributivo de pelo menos 5% da
dotação nacional para serem distribuídos pelos primeiros hectares de
todas as explorações (no caso de Portugal, pode vir a ser até aos 30
hectares).

Pagamentos só para os agricultores activos

Os pagamentos directos só serão concedidos a agricultores activos, e
não a outras entidades, como aeroportos ou campos de golfe, que não
utilizem os seus terrenos primordialmente para actividades agrícolas.

Mais apoio aos jovens e pequenos agricultores

A nova PAC prevê a majoração obrigatória dos pagamentos aos jovens
agricultores (até aos 40 anos) nas ajudas directas, juntamente com
apoios ao acesso à terra através de garantias bancárias ou juros de
empréstimos.

De acordo com as novas regras, os jovens agricultores beneficiarão de
um pagamento suplementar de 25% em relação à média nacional/regional
até um máximo de 90 hectares. Até 2% dos envelopes nacionais deverão
ser dedicados a estes financiamentos.

A nova legislação estabelece também um estatuto mais vantajoso e menos
burocrático para os pequenos agricultores.

Organizações de produtores

As novas regras reforçam a posição negocial das organizações de
produtores e organizações interprofissionais em todos os sectores
abrangidos pela OCM única. A reforma da PAC alarga a possibilidade de
negociação colectiva de contratos de fornecimento de azeite, carne de
bovino, cereais e outras culturas aráveis.

Maior transparência

A divulgação obrigatória dos beneficiários da PAC ficou também
incluída na legislação, para que seja facultada informação aos
cidadãos europeus sobre o uso de dinheiros públicos.

Apoio ao regadio

Graças ao Parlamento Europeu, o financiamento de novas infraestruturas
de regadio ficou também contemplada na reforma da PAC. A proposta
inicial da Comissão apenas previa - no caso dos "antigos"
Estados-Membros, como Portugal - apoios a infraestruturas já
existentes.

Açúcar e vinho

O regime de quotas no sector do açúcar, previsto expirar em 2015, será
prolongado até ao final de Setembro de 2017. O actual regime de
direitos de plantação no sector vitivinícola será substituído em 2016
por um novo sistema de autorizações para plantação, que vigorará até
2030.

Fonte: PE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/11/15a.htm

UE: 23 EM queixam-se da falta de fidelidade da Comissão aos acordos sobre a PAC

Na reunião do Comité Especial da Agricultura (CEA), realizada esta
semana em Bruxelas, 23 Estados-Membros (Bel, Bul, Cz, Dk, Est, Ire,
Esp, Fr, HR, It, Cyp, Lat, Lux, Hun, Mal, Aus, Pol, Port, Rom, Sln,
Svk, Fin e Swe) apresentaram uma carta conjunta na qual se queixam de
inconsistência entre vários Actos Delegados (os antigos regulamentos
da Comissão), que estão a ser preparados para o desenvolvimento do PAC
pela DG AGRI, e o acordo a que o Conselho e o Parlamento Europeu
tinham chegado sobre a reforma da Política Agrícola Comum
Comum.2014-2020.

A carta conjunta não foi assinada pela Alemanha, Holanda e Reino Unido
devido a algumas discordâncias de redacção, apesar de concordarem com
as ideias principais. Lituânia e Grécia também não assinaram , mas
alegaram que um detém a presidência da UE (no caso da Lituânia ) e
outro vai ocupá-la a partir do próximo 01 de Janeiro (no caso da
Grécia).

Os dois destaques da nota conjunta relacionam-se com os jovens e à
agricultura biológica. Em relação aos jovens, a proposta da Comissão
seria demasiado restritiva, o que impediria o acesso ao auxílio
previsto para este grupo. Além disso, a Comissão está a ponderar a
introdução de uma redução de pagamentos para a agricultura biológica
para impedir a duplicação de ajudas.

Entretanto, a próxima reunião do CEA de 18 de Novembro foi cancelada,
com fontes a dizerem que a reunião prevista para 25 de Novembro também
pode não se realizar devido à falta de agenda.

Fonte: Agrodigital e AgE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/11/14f.htm

CAP e AICEP promovem mostras de produtos nacionais

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Agência para o
Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e estão a
organizar uma Mostra de Produtos Nacionais, em Bruxelas e Luxemburgo,
nos dias 19 e 20 de Novembro, respectivamente.

O certame tem como principal objectivo contribuir para a promoção do
sector agro-alimentar nacional no mercado belga e luxemburguês.

A integrar a mostra estão produtores nacionais de vinhos, queijos,
azeites, enchidos e mel - todos produtos lusos que foram premiados
recentemente.

A Mostra de Produtos Nacionais, nestes moldes, irá depois viajar até à
Suíça e à Holanda no primeiro trimestre de 2014.

Fonte: CAP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/11/14d.htm

Valorfito em digressão nacional sobre uso sustentável de pesticidas

A Sigeru está em digressão pelo país no âmbito dos seminários "Uso
sustentável de produtos fitofarmacêuticos", aos quais se associou a
convite da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), para
apresentar o funcionamento do sistema Valorfito, integrando o painel
sobre Gestão de Resíduos e Embalagens.

Os seminários realizaram-se em Santarém, Vila Real, Évora, Faro e
terminam a 21 de Novembro em Viseu.

O Valorfito, sistema integrado de gestão de embalagens e resíduos em
agricultura, recolheu desde o início da sua actividade, em 2006, 1,4
milhões de kg de embalagens vazias, dispondo de uma rede nacional com
mais de 700 pontos de retoma. Em 2012 o Valorfito recolheu 243
toneladas de embalagens, aumentando em 4% o volume recolhido face ao
ano anterior, com uma taxa de retoma de 31% face ao total de
embalagens colocadas no mercado (786 t).

Apesar do sucesso do sistema, António Lopes Dias, director-geral do
Valorfito, considera que «é necessário continuar a apostar fortemente
na sensibilização dos agricultores para entrega das embalagens vazias
nos pontos de retoma, sobretudo na região Norte do país, onde a taxa
de retoma ainda é bastante reduzida».

Os desafios futuros do Valorfito passam por duplicar a taxa de retoma
nacional para 60%, até 2017, e integrar na sua actividade a retoma das
embalagens vazias de sementes e biocidas, alargamento para o qual
aguarda licenciamento por parte da Agência Portuguesa do Ambiente.

Os seminários da DGAV têm como objectivo divulgar e debater com
agricultores e técnicos, informação relevante sobre a Lei nº 26/2013,
de 11 de Abril, que regula as actividades de distribuição, venda e
aplicação de produtos fitofarmacêuticos. Esta nova legislação prevê
que todos os pontos de venda destes produtos passem a ter a
obrigatoriedade de fazer a recolha das respectivas embalagens vazias.

Uma das mais recentes medidas em divulgação neste périplo nacional é o
Plano de Acção Nacional para o Uso Sustentável dos Produtos
Fitofarmacêuticos, que acaba de ser aprovado pela portaria 304/2013,
de 16 de Outubro. Trata-se do guião que enquadra as medidas
prioritárias para fazer cumprir em Portugal a legislação comunitária
nesta matéria. O Plano contém 47 medidas, 144 acções e 143 indicadores
e tem a vigência de cinco anos.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/11/14a.htm

Governo vai vender vinho para pagar dívida da Casa do Douro

Publicado às 14.46


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O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque,
afirmou, esta sexta-feira, que a solução para a Casa do Douro, com uma
dívida de 160 milhões de euros, passa pela venda de vinho, património
e revisão dos estatutos.


foto JOSÉ MOTA/GLOBAL IMAGENS
O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, ao
centro, durante uam cerimónia da Confraria do Leite, em 2011


"Uma das primeiras etapas era identificar a dívida, trabalho feito,
por isso, uma das decisões é vender o vinho do Porto da Casa do Douro,
que está em armazém, e, eventualmente, património", frisou o
governante, à margem da comemoração dos 50 anos da Caves de Murça.

A venda do vinho, explicou, será trabalhada e articulada com o setor
para não perturbar o mercado.

Outra das medidas, avançou, é redefinir os estatutos do organismo,
passando de inscrição obrigatória para os viticultores do Douro para
voluntária.

Uma comissão interministerial, coordenada pelo ministério da
Agricultura, elaborou um plano de ação para o futuro da Casa do Douro,
pronto para ser discutido em Conselho de Ministros.

"Todas as áreas do Governo estão envolvidas na preparação do plano de
ação para este organismo, numa estratégica única, e isso vai fazer a
diferença na solução porque não são trabalhos avulso", frisou.

José Diogo Albuquerque salientou que os oito grupos de trabalho estão
em fase de "diagnóstico", tendo já identificado a dívida, os critérios
de avaliação do vinho, para não criar polémicas, e as soluções para
que a venda do vinho não seja sujeita a mais-valias.

O levantamento do património, tarefas que o organismo poderá prestar
aos viticultores e soluções para os funcionários públicos e regime
laboral são outras das tarefas já realizadas pelo Governo.

E, acrescentou, "só falta fazer uma concertação com a Casa do Douro e
elaborar o projeto de lei que altere os estatutos do organismo para
submete-lo à Assembleia da República".

O governante garantiu que, até ao final do ano, o plano de ação estará
concluído porque "grande parte" do trabalho está feito.

"A Casa do Douro tem um problema altamente complexo, que envolve
várias vertentes, mas que terá uma solução", rematou.

Na sua opinião, é "fundamental" que a instituição esteja mais centrada
no apoio aos viticultores e muito menos na resolução da dívida e
bancas de tribunais.

"Gostaria de ter participado na solução, ter um diálogo mais
esclarecedor com o Governo e não ser confrontado com uma decisão saída
do Conselho de Ministros que, não concordando ser a melhor, será
difícil de alterar", disse o presidente da Casa do Douro, Manuel
António Santos, em anteriores declarações à Lusa.

O responsável relembrou que o organismo vive dias "muito difíceis",
pelo que espera que a decisão quanto ao seu futuro chegue rapidamente.

A Casa do Douro, que representa a produção vitícola na região, é uma
associação privada de direito público e de inscrição obrigatória para
os viticultores durienses. De uma dívida total de 160 milhões de
euros, 30 milhões correspondem a juros.

Atualmente, tem cerca de 70 trabalhadores, dos quais 25 são
funcionários privados. Estes não recebem ordenados há quase três anos
(38 meses), tal como a direção.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3535279&page=-1

Bruxelas e Luxemburgo recebem mostra de produtos lusos

2013.11.15 (00:00) Portugal
A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep) e
a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) estão a organizar
uma Mostra de Produtos Nacionais, em Bruxelas e Luxemburgo, nos dias
19 e 20 de Novembro, respetivamente.

O certamente tem como principal objetivo contribuir para a promoção do
setor agro-alimentar nacional no mercado belga e luxemburguês, segundo
avança a Aicep em comunicado.

A integrar a mostra estão produtores nacionais de vinhos, queijos,
azeites, enchidos, mel, produtos hortícolas e frutas - todos produtos
lusos que foram premiados recentemente.

Segundo o mesmo comunicado, "as exportações nacionais para o mercado
belga atingiram um novo recorde, em 2012, ao registar um total de
cerca de 1.500 mil milhões de euros". Em 2013, entre Janeiro e Agosto,
as mesmas registaram um aumento de 8,7 por cento.

A Mostra de Produtos Nacionais, nestes moldes, irá depois viajar até à
Suíça e à Holanda no primeiro trimestre de 2014.

FONTE: Boas Noticias

http://anilact.pt/informacao-74/8513-bruxelas-e-luxemburgo-recebem-mostra-de-produtos-lusos

Famalicão vai ter centro tecnológico agro-alimentar

2013.11.13 (00:00) Portugal
Criar um ADN empreendedor no concelho de Vila Nova de Famalicão é um
dos objectivos traçados pelo presidente da Câmara Municipal de Vila
Nova de Famalicão, Paulo Cunha, no sentido de dinamizar o tecido
empresarial concelhio. O mote foi lançado, numa manhã dedicada ao
empreendedorismo que começou por mostrar a capacidade empreendedora
dos alunos dos cursos profissionais do concelho numa mostra do
concurso 'O Meu Projecto é Empreendedor 2013' na Casa do Território,
no Parque da Devesa.

"Hoje fala-se de investigação e desenvolvimento e isto são exemplos
notáveis", disse Paulo Cunha numa mensagem de incentivo à capacidade
empreendedora dos jovens famalicenses, vincando que "é objectivo da
câmara municipal que estes jovens que se formaram no concelho aqui se
realizem".

Nesse sentido a autarquia vai criar o gabinete de apoio ao
empreendedor e uma incubadora concelhia com o propósito de fazer a
ponte entre a formação e as necessidades da comunidade. "A sociedade
que investiu tanto na formação dos nossos jovens não pode desperdiçar
esse investimento, largando ao seu destino que, muitas vezes, não se
cumpre no país. Como autarca de Famalicão quero que o destino dos
jovens se cumpra no concelho para que haja um retorno local do
investimento feito" assegurou o edil famalicense.

E numa clara e inequívoca demonstração da excelência de algumas
empresas do concelho, o presidente da câmara de Famalicão visitou as
instalações da fábrica de chocolate 'Casa Grande do Chocolate', em
Ribeirão, que se dedica ao desenvolvimento de uma linha inteiramente
artesanal dirigida mercado gourmet.

"O concelho de Famalicão tem muitos e bons exemplos de empresas de
excelência. Há empresas notadas como a Casa Grande do Chocolate, a
Vieira de Castro ou as Carnes Verdes" destacou Paulo Cunha. O autarca
elogiou a ousadia de um arquitecto ligado ao têxtil que resolveu
empreender na arte do chocolate. "Este é um bom exemplo de que ao
longo da vida as pessoas podem escolher diferentes percursos e se numa
fase da nossa vida exercemos determinada actividade nada nos impede de
ao longo da vida assumirmos outras vocações e de estarmos disponíveis
para desempenhar outras tarefas".

Durante visita à fábrica, o dono da Grande Casa do Chocolate, Luciano
Barroso, lançou um desafio a Paulo Cunha, no sentido de aliar símbolos
concelhios ao chocolate, à semelhança de outros símbolos nacionais,
como o Galo de Barcelos ou os eléctricos de Lisboa que estão a ser
utilizados no papel de embrulho dos chocolates. Um desafio prontamente
aceite pelo autarca, sugerindo a imagem de Camilo Castelo Branco, um
dos ícones do concelho de Famalicão.

Apesar da tradicional ligação de Famalicão ao sector têxtil, o sector
agro-alimentar, a par dos acessórios auto têm vindo a ganhar cada vez
mais terreno. Um crescimento que justifica a criação de um centro
tecnológico ligado ao agro-alimentar para dar capacidade de
investigação e desenvolvimento que foi anunciado, ontem, pelo autarca
que já estabeleceu contactos com Comissão de Coordenação de
Desenvolvimento Regional Norte.

"Trata-se de um sector empresarial que me parece muito importante e
que está muito ligado à nossa tradição. Famalicão já é notado há muito
anos por ser o principal concelho no pais onde a nível da
transformação de carnes verdes, nomeadamente no sector porcino, onde
somos notados pela excelência das nossas empresas" vincou o autarca
famalicense ressalvando, contudo, que "a minha missão não é defender
um sector é criar uma dinâmica que pretenda através dos bons exemplos
criar condições para que em Famalicão a genética empreendedora se
solidifique".

FONTE: Correio do Minho

http://anilact.pt/informacao-74/8500-famalicao-vai-ter-centro-tecnologico-agro-alimentar

CNA acusa Governo e celuloses de quererem «produzir pau» em vez de pão

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) acusou hoje o Governo de
agir segundo os interesses da indústria de pasta de papel, ao querer
intervir nas terras abandonadas ou alegadamente sem dono, «para
produzir pau» em detrimento de bens alimentares.

O Governo, através do gabinete da ministra da Agricultura e do Mar,
Assunção Cristas, reagiu às acusações, garantindo «total respeito pela
propriedade privada».

«Querem arregimentar grandes áreas para a produção de pau, mas não
para produzir pão», criticou João Dinis, da CNA, em declarações à
agência Lusa.

Dinheiro Digital / Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=207057

Oliveiras cheias de azeitona em Trás-os-Montes. "Excelência" é a palavra

Não houve pragas e o tempo ajudou. A previsão é a melhor que se pode ter

Foto"Excelência" é a palavra mais usada para caracterizar a azeitona e
o azeite transmontanos este ano

Áudio Ano de excelente azeite em Trás-os-Montes

A meteorologia ajudou e os olivicultores prevêem ano de excelência no
azeite transmontano. Trás-os-Montes produz cerca de 90 milhões de
quilos de azeitona por ano, o que corresponde a 35% do azeite
produzido no país.
14-11-2013 8:58 por Olímpia Mairos

Os olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro estimam um ano
"excepcional" para a produção de azeite. A safra só agora está a
começar, mas os técnicos dizem que será uma das melhores colheitas dos
últimos anos.

"As oliveiras estão cheias de azeitona. Temos mais 25 a 30% de
produção e de boa qualidade", refere à Renascença o presidente da
Cooperativa de Olivicultores de Valpaços, Paulo Ribeiro, realçando que
"o ano vai ser de excelência".

"Vai ser umas das melhores campanhas de azeite dos últimos anos",
afirma também o técnico da Associação de Olivicultores de
Trás-os-Montes e Alto Douro Emanuel Baptista.
"Temos excelentes previsões e prevemos produzir cerca de 15 milhões de
litros", enfatiza, salientando que "a meteorologia foi uma aliada ao
longo do ano".

"As condições climáticas foram propícias ao desenvolvimento da
oliveira, floração, vingamento e crescimento do fruto", explica o
técnico, realçando a "ausência de qualquer praga na região".

À espera de um bom ano olivícola está ainda o director regional de
Agricultora do Norte. Manuel Cardoso refere à Renascença que "o
mercado do azeite em Trás-os-Montes vai ser excelente".

A região de Trás-os-Montes produz cerca de 90 milhões de quilos de
azeitona por ano, o que corresponde a 35% do azeite produzido no país.
O sector envolve 37 mil olivicultores e representa um volume de
negócios na ordem dos 30 milhões de euros.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=129249

Cartaxo Máquinas substituem tradições na produção do vinho

A evolução tecnológica e a crescente mecanização do setor vitivinícola
fizeram com que tradições como a vindima manual com dezenas de pessoas
ou a pisa do vinho, que atravessaram gerações no concelho do Cartaxo,
caíssem em desuso.
PAÍS
Lusa
09:56 - 10 de Novembro de 2013 | Por Lusa
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Conhecida como uma das zonas do país mais conceituadas na produção
vitivinícola, o Cartaxo assistiu nas últimas décadas a uma profunda
inversão nos métodos e nas tradições utilizadas pelos
vitivinicultores, muitos deles hoje visíveis apenas no Museu Rural e
do Vinho do concelho.

"As tradições, como a vindima realizada por 100 ou 200 pessoas, muitas
vindas do norte do país só para isso, os cantares, as vestes e as
adiafas [festa feitas no final da vindima], além da pisa da uva nos
lagares típicos caíram em desuso. Hoje, com a vindima mecânica e com a
evolução tecnológica ao nível da produção, essas tradições são apenas
residuais", explicou à agência Lusa, Pedro Gil, enólogo da Adega
Cooperativa do Cartaxo.

O especialista em vinho, de 44 anos, salientou que uma das principais
razões que levaram à gradual diminuição destas tradições foi o
desaparecimento, na década de 1980, de muitas casas agrícolas do
concelho que eram as grandes dinamizadoras destes métodos seguidos de
geração em geração.

A partir daí, com a tecnologia, os produtores foram adotando as novas
tendências, acima de tudo, por uma questão de custos.

"As máquinas de certa forma substituíram o homem com sucesso. Hoje em
dia faço a vindima mecânica com mais três pessoas, que é o equivalente
ao trabalho feito por 100 pessoas há 30 ou 40 anos. Naquele tempo uma
pessoa apanhava 600 quilos num dia, hoje vindimamos 60 toneladas",
sublinhou Joaquim Travessa, um dos poucos vitivinicultores do Cartaxo
que ainda faz questão de ter produção própria.

O agricultor, de 46 anos, produz cerca de 200 mil litros de vinho por
ano, entre brancos e tintos, nos cerca de 30 hectares que tem na
freguesia de Vila Chã de Ourique, local onde faz venda ao público.

Joaquim Travessa recorda os serões com dezenas de trabalhadores a
pisarem as uvas nos lagares da adega do seu pai. Há cerca de 15 anos
que o vitivinicultor se dedica exclusivamente à produção do vinho,
juntamente com a esposa, mas diz ser caso raro no Cartaxo.

"Mais de 90% dos produtores do vinho aqui da zona limitam-se a apanhar
as uvas e a levarem-nas para a adega. Muitos foram obrigados pelas
exigências legais, pois não compensava fazer todo o processo de
produção. Há ainda meia dúzia de teimosos, como eu, que ainda mantêm
produção própria, mas praticamente todos trabalham com as novas
tecnologias", salientou o vitivinicultor.

Na Adega Cooperativa do Cartaxo -- que, num ano normal, recebe entre
oito a nove milhões de quilos e produz seis a sete milhões de litros
de vinho por ano - o enólogo Pedro Gil confirma a tendência.

"Atualmente, 70 a 80% das uvas que a adega recebe anualmente dos cerca
dos 300 sócios é vindimada à máquina. A produção é também feita
através de métodos mecanizados", frisou o especialista, que aconselhou
uma visita ao Museu Rural e do Vinho do concelho do Cartaxo, onde
podem ser vistas e recordadas algumas das tradições perdidas no tempo.

JYS // ROC

Noticias Ao Minuto/Lusa

http://www.noticiasaominuto.com/pais/129139/maquinas-substituem-tradicoes-na-producao-do-vinho#.UoWpxvlBy3i

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Semillas Fitó lança kit infantil para a criação de hortas

por Ana Rita Costa12 de Novembro - 2013

A Semillas Fitó lançou um kit para crianças entre os 5 e os 10 anos
que pretende ajudar os mais pequenos a criarem a sua própria horta.

Intitulado "A Minha Primeira Horta", este kit inclui sementes de
tomate, espinafres e de dois tipos de alface, um saco de substrato, 30
vasos biodegradáveis, uma bandeja para os vasos e etiquetas
reutilizáveis para identificar as plantas.

Para além disso, este kit traz ainda um livro ilustrado que explica
passo a passo como semear as plantas e colhe-las.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7719&bl=1&page=1

FAO espera mercados alimentares mais equilibrados e menos volatilidade de preços

por Ana Rita Costa12 de Novembro - 2013

A FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations)
publicou um relatório onde revela que os mercados alimentares estão
cada vez mais equilibrados e com preços menos voláteis do que nos
últimos anos.

"Os preços da maioria dos produtos alimentares básicos têm baixado nos
últimos meses. Isto resulta do aumento da produção e da expectativa de
que na atual temporada teremos um aumento do abastecimento, maiores
quantidades para exportação e reservas mais altas", referiu David
Hallam, Diretor da Divisão de Comércio e Mercados da FAO.

O aumento da produção de cereais em 2013 deve-se principalmente a uma
recuperação das culturas de milho nos Estados Unidos e a colheitas
recorde de trigo nos países da Comunidade de Estados Independentes
(CEI). A produção mundial de arroz em 2013 deve observar apenas um
crescimento modesto.

De acordo com o relatório, também se prevê que as reservas mundiais,
que terminam em 2014, tenham um aumento de 13% para os 564 milhões de
toneladas, com os cereais secundários a subirem até 30%,
principalmente nos Estados Unidos da América. As reservas de trigo e
arroz também deverão subir 7% e 3%, respetivamente.

Para além disso, em 2013 a fatura mundial da importação de alimentos
deverá cair 3% para 1,15 mil milhões de dólares, com os cereais, o
açúcar, os óleos vegetais e as bebidas tropicais a cair, mas os
laticínios, a carne e o pescado a manterem os níveis estáveis.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7724&bl=1&page=1

Estudo: Interior do país pode perder um terço da população em 30 anos

HOJE às 09:57

Por Sandra Gonçalves


A manter-se a actual tendência da evolução do índice de fecundidade no
país e não havendo migrações, no ano de 2040 a faixa do interior do
país que vai desde Trás-os-Montes ao Alentejo terá perdido 157 mil
habitantes, cerca de um terço da população actual.

Esta é a principal conclusão de um estudo coordenado pela Universidade
de Aveiro (UA) no âmbito do projecto DEMOSPIN que, a longo prazo,
aponta que as mesmas regiões podem, no cenário em que a actual
tendência se mantém inalterada, perder em 90 anos 75 por cento da
população em relação a 2011. As regiões de Pinhal Interior Sul, Beira
Interior Norte, Alto Trás-os-Montes, Douro e Serra da Estrela serão as
principais vítimas do declínio demográfico que assola o interior de
Portugal.

O caso mais preocupante, aponta o estudo dirigido por Eduardo Castro
da UA, situa-se na zona do Pinhal Interior Sul que engloba os
concelhos de Vila de Rei, Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova.

A investigação aponta aquela região como o pior exemplo à escala
europeia no que ao declínio demográfico diz respeito: 35 é a
percentagem de habitantes que aquela zona se prepara para perder até
2040 se não ocorrerem mudanças na taxa de natalidade e no fluxo
migratório. Os quatro concelhos, que já viram a sua população ser
reduzida de 90 mil habitantes, em 1950, para 40 mil em 2010,
prepara-se para registar 26 mil habitantes em 2040. Destes, apenas
3.500 serão menores.

Guarda e Pinhel (Beira Interior Norte), Bragança (Trás-os-Montes),
Vila Real e Lamego (Douro) e Gouveia, Seia e Manteigas (serra da
Estrela) são os restantes concelhos que, segundo o DEMOSPIN, mais
serão afectados pela baixa natalidade.

O estudo financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e que,
além da UA, envolveu as universidades de Coimbra e da Beira Interior e
os Institutos Politécnicos de Castelo Branco e Leiria, tem por
finalidade alertar as autoridades para o desenvolvimento de
estratégias que possam atrair pessoas para o interior do país. «E as
decisões têm de ser tomadas de imediato pois os resultados só serão
visíveis dentro das próximas décadas», afirma Eduardo Castro,
investigador do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do
Território da UA.

«Estas previsões têm dois sentidos. Um é o de alerta aos decisores
políticos, o outro é de constituírem um guia para a acção. O estudo
não só diz que se a situação não for revertida a população vai
encolher como diz quanto vai encolher», explica o investigador.

Eduardo Castro garante que o despovoamento do interior é um processo
que não se vai resolver naturalmente. «O problema tem de ser resolvido
através de políticas fortes que decorram de decisões de investimento
naquelas regiões», afirma o investigador que aponta «as auto-estradas
com portagens, o fecho de hospitais, de tribunais, de escolas e de
outros tantos serviços» como o alimentar do ciclo vicioso do
despovoamento. «Quanto mais se fecha menos gente há. Isto é um ciclo
vicioso que é preciso romper», diz.

«O país até pode admitir que é mais barato colocar as pessoas todas no
litoral, acontece é que o património histórico e natural se degrada e
que uma série de infra-estruturas feitas para o interior deixam de
fazer sentido porque não há quem as use», alerta.

«Este estudo serve assim para alertar a consciência dos decisores
políticos porque o deixar andar não pode ser. Ou o país decide fechar
o interior e toma as consequências disso, ou não quer isso e tem de
agir em conformidade já para que não acorde daqui a 30 anos, quando já
for tarde para resolver a situação», concluiu Eduardo Castro.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=668623

Projecto português financiado pela UE revoluciona agricultura

HOJE às 10:55

Por Sandra Gonçalves

O desenvolvimento do polietileno sob a forma de uma película para a
cobertura do solo permitiu optimizar o sistema de produção e a
rentabilidade de culturas. No entanto, a utilização destes plásticos
tem impactos ambientais significativos durante e após o ciclo da
cultura.


O consórcio Agrobiofilm, liderado pela empresa portuguesa Silvex, e
com o investimento da União Europeia em Inovação e Desenvolvimento,
teve como objectivo desenvolver um plástico de cobertura de solo
biodegradável para resolver os problemas de contaminação. Os
resultados mais recentes comprovam os benefícios deste novo produto,
não só em termos ambientais como ao nível do rendimento das culturas
que, em alguns casos, foi superior ao registado com o plástico de
polietileno. Perante os bons resultados, a Silvex foi convidada a
partilhar a sua experiência e conhecimento em Universidades e Escolas
Técnicas Europeias na área da Engenharia Biotecnológica e também na
Belgian Farmers' Association.

Os plásticos para cobertura de solo (mulch) são, hoje em dia,
essenciais para o sucesso de uma cultura. No entanto, o uso destas
películas derivadas de petróleo, como é o caso do polietileno – o mais
usado –, são prejudiciais para o solo, levando a custos acrescidos
para os agricultores com a sua remoção do solo e encaminhamento para o
centro de recolha autorizado.

Assim, o objectivo global do projecto foi criar um substituto viável
aos mulch de polietileno, através de plásticos biodegradáveis. Isso
implicou a optimização da formulação biodegradável, em função da
cultura (e.g., duração do ciclo e porte), do solo e das condições
climáticas da região. Assim, foi desenvolvido um mulch biodegradável
de amido de milho e óleos vegetais como alternativa ao mulch
tradicional (polietileno), testado nas culturas de morango (em
Portugal e Espanha), de melão e de pimento (ambos em Portugal),
podendo ser utilizado em outras culturas com características
semelhantes.

Foi também testado na vinha, como alternativa inovadora, tanto ao
mulch de polietileno (utilizado em algumas regiões de França), como ao
solo nu e aos tubos de protecção/crescimento. Os parâmetros de
processamento industrial do mulch e a utilização de reciclado
biodegradável foram outras componentes da investigação, tendo como
objectivo produzir um mulch sustentável, quer em termos ambientais
quer em termos económicos.

Após três anos de investigação, os principais resultados comprovaram
os benefícios para o ambiente e para as culturas. A qualidade dos
frutos não apresentou diferenças significativas, sendo o rendimento
obtido nas culturas de melão, pimento e morango igual ou superior ao
obtido com o plástico de polietileno.

Na vinha registou-se um aumento significativo da expressão vegetativa
das videiras, com mais raízes e de maior peso do que aquelas
plantadas, quer em mulch de polietileno quer em solo nu, com a
primeira vindima comercial a ser realizada no ano seguinte ao da
plantação. Paralelamente concluiu-se que a aplicação do mulch ao solo
pode ser feita com as mesmas alfaias. A nível ambiental o mulch
biodegradável Agrobiofilm cumpriu com os requisitos da norma NFU52-001
relativos à biodegradação no solo.

A comercialização do Agrobiofilm já arrancou em Portugal, Espanha e
França e destina-se maioritariamente a agricultores profissionais,
podendo também ser utilizado em pequenas hortas ou jardins. Os
agricultores que fazem parte de organizações de produtores
reconhecidas oficialmente, podem beneficiar de uma subvenção ao abrigo
das medidas ambientais dos programas operacionais. Em Portugal, a
acção «7.6 utilização de plásticos biodegradáveis» concede um apoio de
52,2% sobre o valor da factura.

O investimento total do projecto foi cerca de 1,5 milhões de euros
tendo recebido 1 milhão de euros da União Europeia através do 7º
Programa-Quadro. De acordo com Paulo Azevedo, director-geral da
Silvex, «o apoio da União Europeia foi fundamental para o sucesso do
Agrobiofilm. O projecto foi aprovado com 14 pontos em 15 possíveis e
permitiu-nos contar com o apoio crucial das Universidades que compõem
este consórcio».


A Silvex é uma das 476 PME portuguesas que beneficiaram de 112,40
milhões de euros de financiamento para investigação da União desde
2007, o que representa 24,66% do valor total disponibilizado a
Portugal nesse período. Até ao final de 2013 a União Europeia terá
apoiado 15 mil PME que receberam apoios superiores a 5 mil milhões de
euros.

No início do actual programa-quadro de investigação da União Europeia
foi estabelecida uma meta para PME, para a partilha de 15 por cento do
financiamento disponível para projectos de investigação em cooperação
transfronteiriça. Na última contagem, em Outubro, a taxa foi de 17,5
por cento, com desempenhos por país variando entre 12 por cento na
Finlândia a 36 por cento na Hungria e na Eslováquia.

No próximo programa de investigação da UE, Horizonte 2020, que será
lançado em Janeiro, o objectivo é ainda maior – 20 por cento dos
orçamentos disponíveis para a pesquisa sobre os desafios sociais e
tecnologias de ponta –, o que significa que serão disponibilizados 9
mil milhões de euros às pequenas empresas durante sete anos. Deste
montante, 3 mil milhões serão distribuídos para estudos de viabilidade
e projectos de demonstração para ajudar a trazer ideias para o
mercado. Parte do orçamento de investigação da UE será utilizado para
fazer empréstimos às PME pelos credores públicos e privados.

Michael Jennings, porta-voz europeu para a Investigação, Inovação e
Ciência refere que «os 9 mil milhões de euros deverão ser encarados
com um objectivo mínimo. As PME são a espinha dorsal da economia
europeia e são responsáveis por dois terços do emprego total.
Pretendemos alargar o financiamento ao maior número de PME possível
para gerar novos produtos, serviços e emprego. Os detalhes de como as
empresas se podem envolver serão anunciados quando lançarmos nossos
primeiros convites à apresentação de propostas em Dezembro».


SOBRE O CONSÓRCIO AGROBIOFILM

O consórcio AGROBIOFILM é formado por um núcleo principal de 3 PME:
SILVEX, Indústria de plásticos e papéis, S.A. (coordenadora do
projecto, Portugal), BIOBAG (Noruega) e ICSE (França). As outras PME:
Hortofrutícolas Campelos (Portugal), Olivier Mandeville (França) e
Explotaciones Agrarias Garrido Mora (Espanha) são os utilizadores
finais, onde se realizaram os ensaios de campo. As universidades e
centros de investigação, subcontratados para realizarem o trabalho
científico são: Instituto Superior de Agronomia (Portugal), Centro
Tecnológico ADESVA (Espanha), Université Montpellier 2 (França) e
Faculty of Agricultural Sciences, Aarhus University (Dinamarca).

SOBRE O FINANCIAMENTO EUROPEU NAS ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO

Em 2014, a União Europeia irá lançar um novo Programa-Quadro de
Financiamento na área de Desenvolvimento e Inovação, denominado
Horizonte 2020. Desde 2007, a Europa já investiu cerca de 50 mil
milhões de euros em projectos de desenvolvimento e inovação para
apoiar a competitividade da economia europeia e ampliar as fronteiras
do conhecimento humano. O orçamento europeu para esta área representa
12 por cento do total de investimento público em desenvolvimento feito
pelos 27 Estados-Membros e incide, maioritariamente, em áreas como a
saúde, o ambiente, os transportes, a alimentação e a energia. Têm sido
estabelecidas parcerias com indústrias farmacêuticas, electrónicas e
aeroespaciais de forma a incentivar o investimento privado, para
garantir o crescimento e a criação de postos de trabalho
especializados. O programa Horizonte 2020 procurará também transformar
ideias excelentes em produtos, processos e serviços comercializáveis.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=668630

Temperaturas caem oito graus nos próximos dias

METEOROLOGIA



por Patrícia JesusHoje1 comentário

O frio chega este fim de semana a Portugal: depois de um outubro e de
um início de novembro quentes, os termómetros vão descer oito graus
até domingo.

A descida vai ser gradual, com as mínimas a atingir valores mais
típicos de inverno, sobretudo no interior, indica o Instituto
Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

"O fim de semana terá os dias mais frios do ponto de vista da
temperatura mínima. Nas zonas mais frias, o interior e as terras
altas, a temperatura vai oscilar entre um grau negativo e três. Já as
máximas, nas zonas mais frias, podem atingir sete ou dez graus",
indica Ângela Lourenço, do IPMA.

No litoral, as descidas não são tão acentuadas, mas também se vão
notar, prevendo-se temperaturas mínimas de três graus em cidades como
Porto e Setúbal, seis em Lisboa e oito em Faro. As máximas vão rondar
os 14 graus, acrescenta Ângela Lourenço.

A meteorologista lembra que o outono é uma estação de transição e que
portanto é normal ter episódios pontuais de bom tempo, como o início
desta semana - embora "com noites frias devido à diminuição do número
de horas de sol" - seguidos de episódios de frio, como o próximo fim
de semana.

Tudo aponta para que haja "uma ligeira mudança das condições
meteorológicas" no início da próxima semana: "Ainda será um início de
semana frio, mas com uma ligeira subida ou um estabilizar da
temperatura", sublinha Ângela Lourenço. Se a temperatura estabilizar e
regressar a chuva, podemos mesmo assistir a queda de neve nas terras
altas, como na serra da Estrela, indica, ressalvando que ainda há
muita incerteza.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3531933

Estado vai intervir nas terras abandonadas e sem dono

Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural afirma que
o projecto de lei visa permitir dar a essas terras um "uso agrícola,
florestal ou silvopastorícia"

O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural,
Francisco Gomes da Silva, disse hoje, em Coimbra, que o Estado vai
intervir nas "propriedades aparentemente sem dono e visivelmente
abandonadas" para as "colocar sob melhor gestão".

Já está concluída uma proposta de lei que "procura operacionalizar" o
artigo do Código Civil determinando que "qualquer propriedade
abandonada pertence ao Estado", anunciou o governante, que falava na
sessão de abertura de um seminário sobre "Grandes incêndios
florestais: causas, consequências e propostas de prevenção e
minimização de impactos", que decorre hoje numa iniciativa da Ordem
dos Engenheiros (OE).

"Não é objetivo do Estado apoderar-se da propriedade privada",
assegurou Francisco Gomes da Silva, sublinhando que o projeto de lei
visa permitir ao Estado dar "o destino que entender melhor" às
"propriedades aparentemente sem dono e visivelmente abandonadas", isto
é, sem "uso agrícola, florestal ou silvopastorícia".

O melhor destino para as terras naquela situação – que o governante
não sabe se "são muitas ou poucas", sendo certo que "as estimativas
apontam para números muito diversos" – é associá-las à necessária
correção da "estrutura fundiária" em Portugal, que "é deficiente" e
"impede uma maior geração de valor", afirmou o secretário de Estado.

"Não se trata de expropriação, trata-se de um procedimento de procura
de donos", sublinhou o governante, adiantando que se os proprietários
"existirem ser-lhes-ão pedidas responsabilidades", se "não existirem o
Estado tem obrigação de encontrar forma de colocar [essas
propriedades] sob melhor gestão".

Este cenário constitui uma "oportunidade de atuar sobre as parcelas
pequenas, tornando-as maiores, do ponto de vista da sua utilização
exclusivamente", sustentou.

Francisco Gomes da Silva anunciou, também, que "estão a ser
preparadas" iniciativas de "âmbito fiscal, fundamentalmente no que diz
respeito aos impostos sobre o património e de maneira muito concreta
sobre o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis], que na propriedade
rural é muito pouco eficaz".

"É essencial que, do ponto de vista dos interesses da floresta em
Portugal, as questões ligadas à propriedade rural possam ser revistas
rapidamente", defendeu o governante, revelando que "estão a ser
trabalhadas propostas" neste sentido.

O seminário, que decorre, até ao final da tarde de hoje, no auditório
da OE em Coimbra, conta com a participação de especialistas de
diversas áreas, que debatam a "problemática dos incêndios florestais",
procurando "identificar as suas causas e as suas consequências" e
apontar soluções, sobretudo no plano da prevenção.

O encontro, cuja sessão de encerramento está agendada para as 18:30, é
uma organização conjunta dos colégios regionais da OE do Centro das
engenharias Florestal, Agronómica, do Ambiente, Mecânica e Geográfica.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado
pela Agência Lusa

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/estado-vai-intervir-nas-terras-abandonadas-sem-dono/pag/-1

Na UE as explorações biológicas são maiores que as convencionais

13-11-2013

Na União Europeia há mais de 186 mil explorações biológicas, que
cultivam 9,6 milhões de hectares, segundo dados de 2011. Embora esta
superfície suponha apenas 5,4 por cento da área total agrícola, a
produção biológica tem crescido rapidamente nos últimos anos.

Em 2011, apenas havia 5,7 milhões de hectares, o que supõe uma média
de aumento de 500 mil hectares por ano, de acordo com a informação
"Factos e números da produção biológica", publicada pela União
Europeia (UE), a qual mostra que estas são, em média, maiores que as
convencionais e os seus titulares mais jovens.

Na UE-27, a dimensão média de uma exploração é de 34 hectares,
enquanto a convencional é de 15. No caos particular da Espanha, este
tipo de exploração é apenas um par de hectares superior aos 25
hectares das convencionais.

Os titulares deste tipo de exploração com menos de 55 anos supõem
cerca de 61,3 por cento, contra os 44 por cento das convencionais A
Itália é o país da UE com maior números das mesmas, cerca de 44 mil,
um valor que representa o dobro das registadas em Espanha, pais que
junto com a Áustria ocupam o segundo lugar como o estado com mais
explorações biológicas, cada um com 21 mil.

O tamanho varia segundo o país, com a Eslováquia a ter as maiores, com
453 hectares; seguida pela República Checa, com 169; o Reino Unido,
com 114 e a Estónia, com 91 hectares, enquanto as menores encontram-se
em Malta, com três hectares; no Chipre, com seis e a Grécia com
explorações de oito hectares.

As pastagens permanentes representam a maior percentagem de superfície
biológica, com mais de 45 por cento; seguidas pelos cereais, com 15
por cento e culturas permanentes, com 13 por cento.

Na pecuária, a avicultura é a que regista o maior número de animais
biológicos, seguida pelos ovinos e bovinos, com 45 e 30 por cento,
respectivamente.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia47992.aspx

Parlamento Europeu vota orçamento da UE para 2014-2020

13-11-2013


Os eurodeputados reúnem-se nas suas respectivas comissões
parlamentares e preparam a sessão plenária de 18 a 21 de Novembro. Na
quinta-feira, a comissão dos orçamentos vota o orçamento de
longo-prazo da União (UE) Europeia para o período 2014-2020 e as
equipas de negociação do Parlamento e do Conselho tentam chegar a
acordo relativamente ao orçamento da UE para 2014. A comissão das
liberdades cívicas continua a sua investigação sobre o escândalo de
espionagem NSA.

Após meses de duras negociações com os governos nacionais, a comissão
parlamentar dos orçamentos vota, esta quinta-feira, o Quadro
Financeiro Plurianual (QFP) para 2014-2020. O orçamento de longo-prazo
da UE ainda terá que ser aprovado pelo Parlamento para que possa
entrar em vigor.

Na segunda-feira, negociadores do Parlamento e do Conselho vão tentar
chegar a acordo sobre o orçamento da UE para 2014. Se o acordo foi
alcançado, a comissão parlamentar dos orçamentos poderá votá-lo na
quinta-feira.

Na quinta-feira, a comissão parlamentar das liberdades cívicas vai
votar o acordo alcançado com o Conselho sobre uma proposta legislativa
que pretende dar melhores condições de trabalho e de vida aos
trabalhadores sazonais oriundos de países terceiros na UE.

As novas regras pretendem acabar com a exploração e evitar que
estadias temporárias se tornem permanentes. A Comissão Europeia estima
que mais de 100 mil trabalhadores sazonais entrem na união Europeia
anualmente, de acordo com estimativas da Comissão Europeia.

Na quinta-feira, o departamento que dá assessoria aos eurodeputados em
matérias de ciência e tecnologia, STOA, organiza a sua conferência
anual sobre Sustentabilidade Sustentável.

Também no dia 14 de Novembro, o Parlamento Europeu organiza a segunda
conferência da série ReACT. O evento terá lugar em Varsóvia e vai
focar-se em temas como a protecção de dados, a relação da UE com os
vizinhos a leste e o mercado da energia.

Fonte: Parlamento Europeu

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia47987.aspx

CE negoceia protocolo de exportação de pêra e maçã para os EUA

13-11-2013

Esta semana, em Bruxelas, decorre a segunda ronda de negociações do
Acordo de Investimento e Comércio Transatlântico, entre a Comissão
Europeia e os Estados Unidos.

No sector de frutas e hortícolas, a Comissão continua a negociar o
protocolo que permite a exportações de pêra e maçã para os Estados
Unidos, o qual prevê-se que consista num plano de enquadramento das
explorações cuja produção seja destinada o Estados Unidos,
contemplando um registo de parcelas e armazéns, assim como um programa
de gestão de pragas consideradas de interessa e inspecções de campo.

Este programa de gestão inclui uma série de requisitos gerais
aplicáveis a todos os países produtores exportadores da União Europeia
e outras condições particulares, implicando as especificidades por
cada país, segundo uma informação avançada na reunião do Grupo de
Trabalho de Frutas e Hortícolas do Plano de Internacionalização do
Sector Agro-alimentar, celebrada na sexta-feira passada.

A exportação de frutas e hortícolas para os Estados Unidos situa-se
nas 56.049 toneladas, das quais, 50.738 correspondem a frutas e 5.311
a produtos hortícolas, sendo que, segundo os dados do Departamento de
Alfândegas e Impostos Especiais, a principal fruta exportada foi a
tangerina.

A exportação da União Europeia para os Estados Unidos em 2012
totalizou 114.028 toneladas, das quais 73.780 corresponderam a frutas
e 40.248 a hortícolas, de acordo com dados do Eurostat, processados
pela FEPEX.

A ronda de negociações entre a Comissão Europeia e os Estados Unidos a
decorrer desde segunda-feira até a próxima sexta-feira, em Bruxelas, é
a segunda, e espera-se uma terceira na semana de 16 de Dezembro.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia47988.aspx

Conselho Oleícola Internacional sobe previsões para produção mundial de azeite

11-11-2013

O Conselho Oleícola Internacional (COI) aumentou em 20 mil toneladas
as suas estimativas de Outubro para a produção mundial de azeite, em
comparação com os dados de Setembro, prevendo uma produção mundial de
3,2 milhões de toneladas.

Este aumento das estimativas é consequência de melhores colheitas
aguardadas nos grandes países produtores. Em Espanha, prevê-se uma
produção de 1,5 milhões e toneladas, tal como na Itália, onde as
perspectivas aumentaram, atingindo um total de 500 mil toneladas.

Pelo contrário, na Grécia, devido à seca que durante o Verão se fez
sentir, prevê-se uma importante redução da produção, até 230 mil
toneladas. Nos restantes países da União Europeia, aguarda-se 76.200
toneladas para Portugal, 5.600 no Chipre, cinco mil na França e quatro
mil na Croácia.

Nos países do norte de África a situação é variada, mas permanecem as
previsões de Setembro. Para a Turquia e Tunísia prevê-se uma quebra da
produção, com menos 180 e 80 mil toneladas, respectivamente, enquanto
espera-se um aumento para Marrocos, com um total de 120 mil toneladas.

As exportações de azeite a nível global na campanha de 2013/2014 podem
exceder as 750 mil toneladas, das quais, cerca de 70 por cento são
procedentes da União Europeia, em especial de Espanha e Itália.

As importações situaram-se nas 770 mil toneladas, sendo que o consumo
previsto para esta campanha é semelhante ao período anterior e ronda
um total de três milhões de toneladas.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia47971.aspx

Açores querem envelope financeiro complementar da UE para compensar fim das quotas leiteiras

Lusa
13:25 Quarta feira, 13 de novembro de 2013

Ponta Delgada, 13 nov (Lusa) -- O Governo dos Açores defende no seu
contributo para a consulta pública de revisão do programa POSEI a
necessidade de a Comissão Europeia avançar com um envelope financeiro
complementar para o setor do leite das regiões ultraperiféricas (RUP).

A Comissão Europeia lançou a 15 de outubro uma consulta pública, que
terminou na terça-feira, sobre a revisão do programa POSEI, que
financia medidas especiais que garantam o abastecimento de produtos
essenciais e o apoio à produção local das RUP dos Açores, Madeira,
Canárias e dos departamentos ultramarinos franceses (DOM).

No parecer do executivo açoriano, a que a agência Lusa teve acesso,
defende-se que se pretende "colmatar qualquer perda de rendimento"
face ao impacto da liberalização do regime de quotas leiteiras,
prevista para 2015 no espaço comunitário.


http://expresso.sapo.pt/acores-querem-envelope-financeiro-complementar-da-ue-para-compensar-fim-das-quotas-leiteiras=f840829

I Seminário de Suinicultura Biológica - 29 de Novembro 2013 - ESA Coimbra

Pela primeira vez a Associação Internacional de Estudantes de
Agricultura (IAAS Coimbra) e a Escola Superior Agrária de Coimbra
(ESAC) organizam o I Seminário de Suinicultura Biológica, no dia 29 de
Novembro, no auditório da Escola Superior Agrária de Coimbra.

Sendo a Escola Superior Agrária de Coimbra a única a ter a
Licenciatura em Agricultura Biológica, e com o forte crescimento dos
jovens a apostar na agricultura biológica, queremos incentivar a
produção de suinicultura biológica. Deste modo decidimos organizar
este seminário com o objectivo de informar/criar ligações entre os
jovens estudantes e produtores, e até mesmo "convencer" os produtores
a converterem para o Modo de Produção Biológica. Outro dos objectivos
deste seminário é identificar as lacunas que existem no Modo de
Produção Biológico e como resolvê-los, para isso, vamos reunir
especialistas, técnicos, produtores, investigadores, professores e
estudantes para debater a suinicultura biológica no nosso pais.

Haverá vários stands onde estarão presentes várias empresas do sector.

Convidamos assim, todos os interessados a estarem presentes no I
Seminário de Suinicultura Biológica.

Site: http://iaascoimbra.wix.com/suiniculturabiologic
Evento no facebook:https://www.facebook.com/events/539266239480814/

fonte. IAAS

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Empresa portuguesa desenvolve plástico biodegradável para agricultura

Silvex é uma das pequenas e médias empresas portuguesas que beneficiou
do financiamento de investigação da União Europeia

Por: Redacção | 2013-11-13 11:52

Um consórcio liderado por uma empresa portuguesa desenvolveu um
plástico biodegradável que substitui as películas de polietileno
utilizadas para cobrir solos agrícolas, com benefício para as culturas
e para o ambiente.

As informações foram divulgadas esta quarta-feira pela Comissão Europeia(CE.

Em comunicado, a CE explica que o produto desenvolvido pela
Agrobiofilm, promete revolucionar a agricultura, ao substituir os
plásticos para cobertura de solos. Embora estes plásticos sejam
essenciais para o sucesso da agricultura, têm impactos ambientais
significativos durante e após o ciclo da cultura, por serem derivados
do petróleo.

Além disso, por terem de ser removidas e encaminhadas para centros de
recolha, as películas de polietileno obrigam os agricultores a custos
acrescidos.

Desenvolvido ao longo dos últimos três anos por um consórcio liderado
pela portuguesa Silvex, o plástico biodegradável agora apresentado
pela CE apresentou benefícios, «não só em termos ambientais, como ao
nível do rendimento das culturas que, em alguns casos, foi superior ao
registado com o plástico de polietileno».

Este plástico biodegradável é composto de amido de milho e óleos
vegetais e foi testado nas culturas de morango, de melão e de pimento,
podendo ser utilizado em outras culturas com características
semelhantes.

Foi também testado na vinha, tanto como alternativa ao polietileno,
como ao solo nu e aos tubos de proteção e crescimento.

Os resultados mostram que a qualidade dos frutos não apresentou
diferenças significativas, enquanto na vinha se registou um aumento
significativo da expressão vegetativa das videiras, com mais raízes e
de maior peso do que as plantadas em polietileno e em solo nu.

O Agrobiofilm, que teve um investimento total de cerca de 1,5 milhões
de euros, já começou a ser comercializado em Portugal, Espanha e
França e destina-se maioritariamente a agricultores profissionais,
podendo também ser utilizado em pequenas hortas ou jardins.

A Silvex é uma das 225 pequenas e médias empresas portuguesas (PME)
que beneficiaram do financiamento de investigação da UE desde 2007,
num total de 305 milhões de euros.

Até ao final de 2013 a União Europeia terá apoiado 15 mil PME que
receberam apoios superiores a cinco mil milhões de euros.

http://www.tvi24.iol.pt/503/tecnologia/tvi24-agricultura-pme-plastico--biodegradavel/1509369-4069.html