sexta-feira, 4 de abril de 2014

Consumo de cerveja aumenta pela primeira vez desde 2006


ANA RUTE SILVA 03/04/2014 - 16:49
Evolução ainda é tímida e foi impulsionada pelas vendas na grande distribuição. Consumo na restauração continua em queda.

 
 Cervejeiros esperam ano difícil nas exportações para Angola
Ainda é um aumento tímido, mas pela primeira vez desde 2006 as vendas de cerveja aumentaram em Portugal, depois de anos consecutivos de queda. Em 2013, os portugueses consumiram um total de 4,9 milhões de hectolitros, uma subida de 0,2% face a 2012 conseguida muito à custa das vendas nos supermercados.

“Diria que é um primeiro sinal tímido de retoma e deixa-nos prudentemente optimistas”, comenta João Abecasis, presidente da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja (Apcv). O crescimento das vendas nas prateleiras da grande distribuição contrasta com a queda sentida na restauração, o canal por excelência para a comercialização desta bebida. No ano passado, 66% da cerveja vendida em Portugal foi consumida nos restaurantes, abaixo dos 67,5% registados em 2012. Ao mesmo tempo, o consumo em casa cresceu de 32,5% para 34% do total.

“O consumo aumentou explicitamente devido à grande distribuição é não à horeca [hotéis, restaurantes e bares], que é o mais importante para o sector, que tem vindo a ser penalizado desde o acentuar da crise em 2011, e pelo aumento do IVA na restauração de 13 para 23% em 2012. O ano de 2013 veio a revelar-se um ano de copo meio cheio: o primeiro semestre foi de declínio e o segundo foi de alguma retoma”, continua o presidente da Apcv, que também lidera a Unicer, dona da Super Bock.



 
Dados recentes da Kantar Worldpanel, empresa de estudos de mercado, indicam que a cerveja foi um dos produtos com mais promoções nos supermercados. Questionado sobre a descida de rentabilidade das empresas, obrigadas a descer os preços para impulsionar o consumo, João Abecasis preferiu antes destacar a “resiliência do sector ao longo dos anos”. “Em 2013 conseguiu dar a volta pela primeira vez”, sublinhou.

Num ano em que se perdeu uma unidade fabril (a Unicer transferiu a produção em Santarém para Leça do Balio), as seis fábricas do sector cervejeiro a funcionar em Portugal tiveram a menor produção desde 2007: 7,3 milhões de hectolitros, uma descida de 8,3%. As exportações caíram 22% (2,5 milhões de hectolitros), com o principal cliente, Angola a comprar menos 26,3 milhões de euros, de acordo com os dados do INE. Este país absorve perto de 62% da cerveja nacional e teve uma influência decisiva para a quebra total das exportações desta bebida. A greve nos Portos, problemas de desalfandegamento no destino - que atrasaram em vários meses a entrada de cerveja em Angola - e a incerteza causada pelo aumento das pautas aduaneiras (entretanto em vigor), ajudam a explicar esta diminuição de vendas. 

Com sinais “tímidos” de recuperação, a Apcv defende que são precisas medidas concretas, nomeadamente “a reposição da taxa do IVA aplicado à restauração” para garantir que o sector mantenha a trajectória. “Este é o momento de os agentes políticos, económicos e da sociedade civil terem discussões de forma aberta sobre as medidas a tomar”, defende João Abecasis. O ano de 2014 dependerá muito da revisão fiscal e o IVA é “fundamental para estimular o emprego e a vitalidade do sector da restauração e hotelaria”, continua.

Em impostos indirectos, o sector contribuiu em mais de 226 milhões de euros para o Estado, o que representa um aumento de 1,6% face a 2012.

A Apcv representa todas as empresas cervejeiras em Portugal, como a Unicer , Sociedade Central de Cervejas, Empresas de Cervejas da Madeira ou Font Salem.

Agricultores do nordeste transmontano não compreendem novas imposições fiscais Virgílio Cavaco


03 Abr, 2014, 09:04 / atualizado em 03 Abr, 2014, 09:06

Grande parte dos agricultores do nordeste transmontano já está coletada nas Finanças, apesar de não saberem muito bem para quê. Na maioria trata-se de pequenos agricultores, idosos, que usam a agricultura para complementar a parca reforma.
Ouvidos pela Antena 1, os agricultores da aldeia de Terroso, perto de Bragança, mostram-se pouco esclarecidos com as novas imposições fiscais sobre os pequenos e médios agricultores.

A Confederação Nacional da Agricultura promove esta quinta-feira uma concentração em Lisboa para exigir a anulação destas novas regras.

(com Sandra Henriques)

Nova política agrícola comum é «boa notícia para o interior»


«A nova PAC revela-se contrária àquilo que tem acontecido nas últimas décadas como o despovoamento das regiões mais periféricas»

Por: tvi24 / EC    |   2014-04-03 21:03
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) disse esta quinta-feira que a nova Política Agrícola Comum não vai permitir que haja despovoamento dos territórios como é o caso do interior do país.

«Isto são boas notícias para o interior do país. A nova PAC revela-se contrária àquilo que tem acontecido nas últimas décadas como o despovoamento das regiões mais periféricas», frisou João Machado.

O dirigente afirmou que o retorno de pessoas ao interior já se está a verificar de momento, embora «em pequena escala» havendo um conjunto de jovens que tem retornado à agricultura tendo mesmo investido no setor «à revelia da sua própria formação», acrescentou o dirigente.

João Machado falava à margem do Conselho Regional de Trás-os-Montes promovido pela CAP, em Torre de Moncorvo que juntou 47 associações da lavoura que se fizeram representar por mais de 80 dirigentes.

«Há jovens com formação em outras áreas profissionais que têm vindo a investir na agricultura, tendo de ser aproveitada uma política agrícola que é incentivadora deste retorno à terra», enfatizou.

Trata-se para já, segundo os dirigentes da CAP, de um «movimento contido», mas nos últimos anos foram instalados cerca de três mil jovens no setor agrícola.

«Não é uma grande política de povoamento do território. Agora, poderá ajudar a inverter uma situação que era de despovoamento e transformá-la em povoamento, tornando-se numa inversão positiva que merece ser assinalada», observou.

«Mais fome mais miséria», dizem agricultores


Manifestação de agricultores frente à Assembleia da República juntou mais de cinco mil pessoas

Por: Redacção / PP    |   2014-04-03 15:23


Atualizado às 18:54

A manifestação de agricultores contra a proposta de Lei dos Baldios e as novas imposições fiscais para o setor juntou hoje cerca de cinco mil pessoas em frente à Assembleia da República, em Lisboa, segundo números da organização.

«Esta manifestação excedeu largamente as expectativas», disse João Dinis, da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), em declarações à agência Lusa, referindo que o protesto contou com «agricultores e amigos do mundo rural».

De acordo com o dirigente, este é «um sinal das dificuldades e da determinação dos pequenos e médios agricultores em luta, para que a situação mude em favor de quem trabalha e de quem produz».

João Dinis referiu também que os manifestantes, reunidos hoje na capital, reivindicam a «anulação das imposições e o direito dos povos e dos compartes a permanecerem legítimos donos dos terrenos baldios».

Os participantes na manifestação começaram por concentrar-se no Príncipe Real, onde já se ouviu palavras de ordem e se viu cartazes com frases como «mais fome, mais miséria», seguindo depois para o parlamento.

Segundo a CNA, as novas imposições fiscais a pequenos e médios agricultores vão levar à ruína dezenas de milhares de explorações agrícolas e, por consequência, à desertificação do interior.

O novo regime obriga à inscrição de todos os agricultores com atividade comercial, ficando isentos de IVA os que têm um volume de negócios anual inferior a 10 mil euros.

Os agricultores com atividade comercial vão ser obrigados a declarar o início de atividade e têm de passar fatura de todas as transações comerciais, além de pagarem uma prestação mensal para a Segurança Social.

Sob as críticas do setor está também a «tentativa de roubo dos baldios aos povos» através da nova Lei dos Baldios - a CNA critica sobretudo o alargamento do conceito e dos «direitos de comparte para o domínio de toda uma freguesia, independentemente de uma ou mais povoações da mesma freguesia confinarem ou não com a área do baldio».

No seu entender, que a revisão levará a que os baldios passem para um regime fiscal que «fere o conceito da propriedade comunitária e abre as portas para a alienação e privatização de áreas baldias», trazendo «conflitualidade ao meio rural».

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A confusão nas energias renováveis é quase igual à dos outros problemas do País: A falta de uma visão estratégica

Pensar a Região
por António Jardim
(Engenheiro) 



Nos últimos tempos, despoletada pela atitude do Governo no que respeita às renováveis, (foi ideia de Sócrates portanto está mal por definição), têm aparecido várias opiniões mais ou menos esdrúxulas sobre a sua utilidade. É preciso pois pôr a discussão no seu contexto recordando alguns pontos:

– A ideia base por trás da promoção das renováveis é diminuir a nossa dependência das energias fósseis permitindo assim não só cumprir o protocolo de Quioto como melhorar a nossa balança de pagamentos (neste momento cerca de 800 a 900 milhões de euros anuais dependendo das fontes). Secundariamente é objetivo criar um "cluster" de renováveis que permita criar riqueza e emprego exportando ou consumindo internamente. 
 
– As Energias Renováveis, tirando o solar térmico e  a biomassa, estão quase todas totalmente viradas para a produção de electricidade, cerca de 27 % do consumo final em Portugal ou seja substituem mais de 15 % da energia  primária importada que o País consome, o que, embora sendo um dos valores mais altos a nível Mundial, não é propriamente esmagador.
 
– O petróleo já não é praticamente usado  na produção de electricidade mas é ainda quase insubstituivel para o fabrico de combustiveis liquidos (transportes) e como matéria prima sobretudo para os inumeros plásticos que correntemente são usados. No nosso caso estamos a falar de um consumo mínimo de cerca de 10.000.000 Tons / ano que, sem a utilização maciça de biocombustiveis ou de viaturas elétricas ou no mínimo hibridas, dificilmente pode diminuir significativamente a curto prazo.
 
– De todas as energias renováveis, as unicas que são pouco aleatórias são a das marés, a geotérmica, os CDR e parcialmente a da biomassa, sendo que só esta ultima tem alguma importância. Quase todas as outras portanto têm que ter "back-ups" ou seja uma qualquer capacidade de armazenagem se produzirem de mais e uma capacidade de produção associada fiável se produzirem de menos. A solar (fotovoltaica ou concentrada) é um caso especial pois a sua produção (quando há), coincide com as horas cheias ou de ponta e portanto normalmente não precisará de qualquer apoio.
 
– No caso português no entanto, das renováveis, são as energias eólica, a hídrica e a cogeração a biomassa (papeleiras) as que mais se afirmaram, sendo que apenas a eólica é realmente nova. A nível de custos as hídricas são as mais vantajosas, seguidas pelas de biomassa (em cogeração) e pelas eólicas, já competitivas comercialmente (independentemente das tarifas que lhes são pagas e que ainda têm pouco a ver com a realidade).
 
– As de biomassa produzem também calor necessário ao processo pelo que a sua flexibilidade é menor. Para a produção de eletricidade para a rede o conjunto ideal seria portanto as eólicas e as hídricas, pelo menos enquanto não houver mais opções de armazenagem maciça.
 
E aqui digamos que acaba a "conversa de café". Supondo que há todo o interesse (qualquer que seja o Governo) em produzir e consumir o máximo de energia de fontes endógenas (desde que a preços aceitáveis), diminuindo a nossa dependência, têm de se colocar várias questões, entre as quais:
    
– Que interesse haverá, face ao aquecimento global em curso, em aumentar quanto e onde) as reservas de água para irrigação ou para consumo?
 
– Qual a evolução previsível de penetração de viaturas elétricas no mercado, atendendo à tecnologia e preços? E qual o ponto de situação no que respeita aos pontos de carga?
 
– Qual a previsão para a evolução do solar elétrico quer em painéis quer concentrador? São de esperar aumentos significativos de rendimento (comercial) a curto prazo sobretudo das células fotovoltaicas?
 
– Como diminuir a necessidade de apoio térmico (fóssil) em caso de baixa de produção não compensável pelas hídricas? 
 
A partir destas (e outras) diretivas de base é que se pode então, analisando os perfis de produção e consumo, planear o que fazer, desde o não fazer nada, até ao criar uma capacidade de armazenagem quase total mesmo com periodicidades estatísticas muito raras, certamente com custos económicos e sociais insuportáveis.
 
Trata-se de um assunto da maior importância (a energia em geral) e que ultrapassa em muito o período de uma ou duas legislaturas pelo que devia ser objeto de compromissos entre os Partidos. Como é usual a virtude estará com certeza algures no meio embora na atual situação politica portuguesa sejam muito mais de esperar extremismos que uma análise séria.

António Jardim - 03-04-2014 09:15


Ministra da Agricultura visita entidade receptora da CONFAGRI

  01-04-2014 
 


 
A Senhora Ministra da Agricultura e do Mar, Professora Doutora Assunção Cristas visitou, esta terça-feira, 1 de Abril, a Caixa Agricola Alentejo Central, em Évora para observar in loco o evoluir da recepção de candidaturas e do Parcelário Agricola.
 
A Caixa Agricola Alentejo Central é um Balcão Verde ligado à CONFAGRI e acreditado pelo IFAP para a recepção de candidaturas dos agricultores, no âmbito da Politica Agricola Comum (PAC).
 
O Presidente da Caixa Agricola, Professor José Luis Tirapicos apresentou à Senhora Ministra a forma de trabalho implementada pela Caixa Agricola, maximizando todos os balcões com vista a dar resposta às diversas necessidades e exigências dos agricultores.
 
A Engenheira Maria Antónia Figueiredo -Secretária Geral Adjunta da CONFAGRI, apresentou alguns dos aspectos mais relevantes desta campanha, tendo por exemplo solicitado o apoio da Senhora Ministra, para ultrapassar o constrangimento relativo à criação de marcas de exploração para Equídeos da responsabilidade da DGAV, que está a impedir a submissão dos pedidos de pagamento.
 
Por outro lado, apesar do bom desempenho da aplicação informática do Pedido Único, Tem-se verificado uma certa lentidão da aplicação do Parcelário Agricola, ferramenta essencial para a recolha de candidaturas.
 
A ministra enalteceu o trabalho das Organizações de Agricultores, nomeadamente da Caixa Agricola Alentejo Central, no âmbito da transferência de funções, sem o qual não seria possível recolher todos os pedidos de pagamento e garantir as ajudas a todos os agricultores do país.
 
A CONFAGRI como mais representativa, a nível nacional, com 48 por cento dos agricultores, sentiu o seu trabalho reconhecido.
 
Fonte: CONFAGRI

UE: Proibição de entrada de algumas frutas e hortícolas provenientes da Índia



 
Na reunião do Comité Permanente Fitossanitário especialistas dos Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram medidas de emergência para proibir a importação de algumas frutas e hortícolas provenientes da Índia.
 
Estas medidas, propostas pela Comissão Europeia (CE), proíbem a entrada de alguns produtos, como por exemplo, manga, abóbora e beringela, devido à existência  de deficiências significativas no sistema de certificação fitossanitária de produtos importados pela União Europeia.
 
Esta decisão surge em resposta ao risco da entrada de insectos não europeus, como a mosca da fruta. Embora a percentagem dos produtos proibidos seja inferior a cinco por cento do total de frutas e hortícolas importados pela UE da Índia, pretende-se desta forma assegurar a introdução de novas potenciais pragas, que podem representar uma ameaça para a agricultura e produção europeia.
 
Estas pragas já foram detectadas em 207 carregamentos de frutas e hortícolas procedentes da Índia em 2013 e serão aplicadas a partir de Maio, com uma revisão prevista para 31 de Dezembro de 2015.
 
Fonte: Copa-Cogeca

Instituto da meteorologia vai fornecer previsões hora a hora

No entender da ministra, os novos sistemas permitem trabalhar mais na previsão e na forma como a informação de prevenção chega aos utilizadores
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera vai oferecer aos cidadãos previsões meteorológicas hora a hora, graças a novos equipamentos que a ministra da Agricultura considerou hoje colocarem o instituto “na linha da frente”.

O instituto (IPMA) apresentou hoje o novo sistema de videowall, um equipamento que permite a visualização de dados de satélite, radar e descargas elétricas atmosféricas, e o Supercomputador P7, que será usado para modelação numérica atmosférica e marinha, além de uma nova aplicação para ‘smartphones’ e ‘tablets’, que oferece aos cidadãos previsões meteorológicas hora a hora.

Equipamento que a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, enalteceu, considerando que vão permitir uma melhor recolha, investigação e tratamento dos dados meteorológicos.

“O IPMA está na linha da frente do trabalho meteorológico das previsões e tem procurado fazer uma atualização sistemática”, disse Assunção Cristas em declarações aos jornalistas no final da apresentação, salientando que os novos sistemas apresentados hoje vão ser importantes para cidadãos e para áreas específicas como a economia e a agricultura.

No entender da ministra, os novos sistemas permitem trabalhar mais na previsão e na forma como a informação de prevenção chega aos utilizadores.

“Assim, estaremos mais preparados para dar resposta a fenómenos delicados extremos. Estamos a falar das questões do litoral, do mar, das questões dos fogos florestais e rurais e como se pode antecipar alguma coisa por exemplo em matéria de vento”, disse.

Assunção Cristas disse ainda que o objetivo dos sistemas é dar informações atualizadas todos os dias.

“É um investimento essencial não só ponto de vista da investigação, mas também da prestação de serviços e o IPMA é um prestador de serviços”, salientou.

Também o presidente do IPMA, Miguel Miranda, destacou à agência Lusa a importância dos sistemas apresentados.

“O supercomputador, que vai estar em funcionamento dentro de um mês, vai permitir triplicar no mínimo a nossa capacidade de modulação numérica atmosférica e marinha”, disse, adiantando que ser essencial nas áreas da vigilância aeronáutica sob responsabilidade nacional (Península Ibérica e boa parte do oceano Atlântico) bem como na área correspondente à Plataforma continental.

Miguel Miranda destacou também o novo sistema de videowall que vai apoiar as equipas de vigilância aeronáutica e fazer previsões diárias e a nova aplicação (App IPMA) que vai oferecer aos cidadãos de forma gratuita informação meteorológica de hora a hora.

O presidente do IPMA disse que o investimento não foi muito grande e o retorno vai ser rápido.

“Não estamos a falar de investimentos muito grandes como os radares ou balões. O supercomputador teve um custo de cerca de 800 mil euros e o videowall umas dezenas de milhares de euros”, disse.

O responsável lembrou que esta apresentação está inserida nas comemorações do Dia da Meteorologia (23 de março) e dos 160 anos da meteorologia em Portugal.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Agricultura sustentável e Familiar

Ideias


PEDRO MACHADO

2014-04-02visitas (69)


Na situação económica que o país atravessa, assiste-se a um ressurgimento de atividades que há cerca de duas décadas deixaram de ser estratégicas. 
A nossa agricultura está novamente a despertar como atividade estratégica, o setor tornou-se novamente fundamental. 

A agricultura pode ser um caminho para desenvolver o empreendedorismo, potenciar o emprego e as exportações é, portanto, uma área a ter em conta. Por exemplo, a raça Barrosã, uma raça autóctone do norte do país, já esteve em risco de desaparecer e, neste momento, devido a muitos projetos de jovens agricultores, a raça Barrosã tem um efetivo de animais que garante a sua sustentabilidade futura.

A agricultura é um setor próspero que tem vindo a aumentar as nossas exportações, é um setor estratégico para a economia nacional. Acima de tudo, mais do que em grandes quantidades, o potencial do nosso país é a diferenciação pela qualidade, devemos apostar em produtos diferenciadores e de elevada qualidade de modo a potenciar as exportações.

Deveremos também apostar na agricultura sustentável, garantir a continuidade dos ecossistemas e, simultaneamente, retirar do próprio ecossistema os recursos necessários às culturas. A agricultura sustentável tem três objetivos principais. Em primeiro lugar, a conservação do meio ambiente. 

Mais uma vez, temos que compreender que os recursos naturais do planeta são limitados, o futuro só poderá ser garantido e sustentável se, compreendendo este facto, fizermos tudo para conservar os recursos de que dispomos. Para além dos meios de produção, a agricultura sustentável também deve ter em conta a correta gestão dos resíduos que gera. Contudo, ao retirar muitos dos recursos utilizados do ecossistema, a quantidade de resíduos gerada será também menor.

Uma das formas de agricultura sustentável é a agricultura biológica que tem vindo a ser uma aposta cada vez mais certeira. Apesar dos produtos gerados poderem ter uma qualidade inferior em termos de aparência e serem um pouco mais caros, tornam a alimentação mais saudável e natu ral pois não utilizam pesticidas. Ora numa sociedade que, cada vez mais, valoriza a saúde e o retorno aos produtos tradicionais, os produtos biológicos acrescentam valor e poderão ser um nicho de mercado em crescimento. 

Muito importante também, é a utilização de fertilizantes da nova geração. Com a entrada em funcionamento da nova CVO/TMB (Central de Valorização Orgânica com Tratamento Mecânico e Biológico) no Ecoparque Braval, prevista para junho, serão produzidas 5000 toneladas de composto de verdes e orgânicos, disponíveis para utilização na agricultura. Também aqui, a nova geração de jovens agricultores será chamada a consumir este tipo de fertilizante altamente rentável para a produção agrícola.

Portanto, a agricultura sustentável tem também como objetivos a criação de unidades agrícolas lucrativas e prósperas, ou seja, a capacidade que uma determinada unidade agrícola tem de continuar a produzir, sem esgotar os recursos do solo e com o mínimo de aquisições do exterior.
Este ano assinala-se também o Ano Internacional da Agricultura Familiar por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em reconhecimento da contribuição da agricultura familiar para a segurança alimentar e para a erradicação da pobreza no mundo.

Na nossa região as unidades agrícolas familiares estão muito enraizadas, quer como atividade principal, quer como complemento de rendimentos. 
A agricultura familiar preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação equilibrada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos rurais.

A agricultura familiar representa também uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades.

A agricultura, durante tanto tempo menosprezada, é atualmente um setor em franco crescimento e que deve ser tido em conta no desenvolvimento económico do país.
Os erros estratégicos do passado devem ser reparados urgentemente.

Agricultores podem candidatar-se a fundos comunitários até ao final de abril



01 Abr, 2014, 13:42
Os agricultores têm todo este mês de Abril para se candidatarem a fundos comunitários. A ministra da Agricultura fez questão de alertar, esta manhã em Évora, todos os agricultores, também novos agricultores ou antigos proprietários, para os prazos em que se devem inscrever. São cerca de 600 milhões de euros por ano que voltam a estar disponíveis. Assunção Cristas lembra que o período de candidatura termina no dia 30 deste mês de Abril e que o ministério não quer devolver dinheiro a Bruxelas.


Vencedores do 4º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra - Prémio Ovibeja

Os azeites portugueses seleccionados no 4º Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio Ovibeja – o 2º melhor concurso do mundo - foram distinguidos com uma medalha de ouro, duas de prata, duas de bronze e com seis menções honrosas. Os melhores azeites portugueses seleccionados pelo Júri internacional são provenientes de Beja, Ferreira do Alentejo, Vila Velha de Ródão, Pernes, Azambuja, Suçães, Sabrosa, Alferrarede, Valpaços e Lisboa.

A Elosua Portugal, da Azambuja, venceu a categoria de Frutado Verde Ligeiro com a medalha de ouro. Na mesma categoria a medalha de prata foi atribuída à Sociedade Agrícola Vale do Ouro, de Ferreira do Alentejo. Ainda nesta categoria foram distinguidos com menções honrosas os azeites portugueses de Herdeiros de Manuel Sousa Athaíde Pavão, Suçães e da Quinta do Crasto, de Sabrosa.

Na categoria de Frutado Verde Médio, a medalha de prata foi atribuída à Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, de Alferrarede e a de Bronze coube a Lameira de Cima, de Ferreira do Alentejo. Ainda nesta categoria foram atribuídas duas menções honrosas aos azeites nacionais, uma para a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços e a outra a PSF Agrícola, com sede em Lisboa.

Nas provas do azeite Frutado Maduro, a Rodoliv – Cooperativa de Azeites do Ródão foi premiada com a medalha de Bronze. Na mesma categoria, Fio Dourado, de Pernes e a Sociedade Agrícola Vale da Umbria, de Beja, mereceram menções honrosas.

Os espanhóis, que entregaram 44 amostras, arrecadaram uma medalha de ouro, duas de prata, uma de bronze e ainda cinco menções honrosas.

A Itália arrecadou duas medalhas de ouro (uma em Frutado Verde Médio e outra em Frutado Verde Intenso) e ainda uma medalha de bronze na categoria de Verde Ligeiro. Ao Chile coube também uma medalha de bronze, na categoria Frutado Verde Ligeiro.

O Júri internacional, constituído por cerca de 40 especialistas de 10 países e liderado pelo português José Gouveia, professor catedrático do Instituto Superior de Agronomia seleccionou, em provas cegas, 100 amostras de azeite de todo o mundo.

São os melhores azeites do mundo que os visitantes da Ovibeja podem provar no decorrer da Ovibeja, entre 30 de Abril e 04 de Maio. Quem quiser participar em provas comentadas por especialistas pode faze-lo, de forma gratuita, bastando, para tal, inscrever-se no espaço das provas, no Pavilhão Sabor Alentejo.

Os prémios vão ser entregues aos vencedores no dia 3 de Maio, às 13h00, numa cerimónia em que vão participar entidades oficiais nacionais e internacionais.

O Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra é organizado pela Ovibeja e pela Casa do Azeite.

Fonte:  ACOS

Comissão saúda acordo tripartido provisório sobre Promoção dos produtos agrícolas da UE

A Comissão Europeia congratula-se pelo facto de ter sido alcançado ontem à noite o acordo tripartido entre a Comissão, o Conselho e o Parlamento Europeu sobre a política de promoção da UE, acordo sujeito à aprovação formal por parte das diferentes instituições. O compromisso desta noite vem menos de 5 meses após a Comissão ter apresentado as propostas legislativas em Novembro passado. As mudanças prevêem um aumento do financiamento da UE de cerca de 60.000.000 € neste momento até € 200 milhões em 2020 - , com vista a investir mais recursos, em especial, em programas de promoção em mercados de países terceiros.

Após a reunião do trílogo, o comissário de Agricultura da UE, Dacian Ciolos afirmou ontem à noite:

"Estou muito contente por termos conseguido resolver as nossas diferenças e encontrar um compromisso sobre a política de promoção da UE. Não tem sido fácil, e todas as partes tiveram de ceder terreno, mas eu sinto que este é um bom acordo, que respeita o nosso objectivo básico de usar fundos da UE de forma mais eficiente para promover os produtos agrícolas europeus e da iniciativa da Comissão de criar um verdadeiro instrumento da UE para a promoção de um sector com forte potencial económico. Esta é uma boa notícia para o sector agrícola na UE, uma vez que irá aumentar a nossa capacidade de encontrar novos mercados em linha com a nossa estratégia comercial e a nossa política de qualidade, e por isso é uma boa notícia para os contribuintes da UE. Eu acredito que este é mais um exemplo de como a política da UE pode dar um contributo para o emprego e o crescimento. Para mim, uma das principais mudanças é a nova ênfase que vamos dar para a promoção de produtos fora da UE, a fim de ajudar a estabelecer novos mercados e para mais programas multi-país, a fim de estabelecer uma melhor cooperação e, portanto, um valor acrescentado europeu mais genuíno. Actualmente, os programas para os países terceiros representam apenas 30 % do orçamento, e os programas "multi" 16 % - e um dos nossos principais objectivos desta reforma é incentivar um maior número desses programas e inverter a tendência".

Antecedentes

Na sequência deste acordo provisório no diálogo tripartido, o texto precisa agora de ser levado à reunião extraordinária do CEA (*) e ao COMAGRI EP da próxima segunda-feira, com o objectivo de que o compromisso possa ser formalmente votado pelo Plenário do Parlamento Europeu (na semana de 14-18 Abril) e formalmente aprovado no Conselho nas próximas semanas. Isso tornaria esta importante proposta da PAC sujeita a co-decisão, a mais rápida de sempre, potencialmente dentro de 5-6 meses da propostas legislativas da Comissão em 21 de Novembro de 2013.

(*)  Promotion of agricultural products: the compromise is approved by the SCA: http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_Data/docs/pressdata/en/agricult/142089.pdf EN (original version)

Concentração nacional de agricultores e amigos do mundo rural


Quinta-feira, 3 Abril - 2014 - Lisboa
Início 14h30 - no Príncipe Real e ida até à Assembleia da República

CNA e Filiadas – Sempre com os Agricultores – promovem uma (grande) Concentração Nacional de Agricultores e Amigos do Mundo Rural, na próxima Quinta-Feira, 3 de Abril em Lisboa, com início às 14 h 30, no Príncipe Real e ida até à Assembleia da República.

O objectivo central é a defesa da Agricultura Familiar e do Mundo Rural Português.

No ano do 40º Aniversário do 25 de Abril. No ano - 2014 - consagrado pela ONU como “Ano Internacional da Agricultura Familiar”.

Por isso, e perante a falta de medidas concretas por parte do Ministério da Agricultura e do Governo para acudir à difícil situação da Agricultura Familiar; perante as novas e injustas imposições fiscais sobre os pequenos e médios Agricultores; perante um novo ataque à Lei dos Baldios com o objectivo de espoliar os Povos e Compartes dos Baldios Comunitários; perante um ataque governamental à Casa do Douro e ao Património da Lavoura Durienses; perante a carestia dos Factores de Produção; perante a baixo de preços à Produção; perante a falta de medidas efectivas para apoiar a Agricultura Familiar na PAC e no novo PDR, Programa de Desenvolvimento Rural, 2014 – 2020; os Agricultores, a CNA e Filiadas, vão estar novamente nas ruas de Lisboa a protestar contra a situação e a propor alternativas capazes de resolver os problemas.

Haverá formas simbólicas de expressar o sentir dos Agricultores e Agricultoras.

Por melhores políticas agro-rurais !         Por outro governo capaz de as promover !
 
Na lavra de Abril semear do novo !          Viva o 25 de Abril !
 
Viva o Ano Internacional da Agricultura Familiar !

Coimbra 31 de Março de 2014   //   A  Direcção da  C N A

Reforma da PAC: Declaração da Comissão sobre actos delegados

Na reunião de hoje do Colégio da Comissão foi aprovada uma declaração especial relativa aos actos delegados da Reforma da PAC. Além disso, um número de notas interpretativas serão adicionadas aos actos delegados para esclarecer uma série de questões.

Durante todo o processo de preparação dos actos delegados, a Comissão tem trabalhado muito de perto com o Parlamento Europeu e os Estados-Membros, permanecendo em linha com os actos de base da reforma da PAC.

A Declaração de hoje aborda questões que têm sido levantadas sobre a Área de Foco Ecológico (AFE ou EFA, na sigla inglesa), reiterando a possibilidade de adaptar o Acto Delegado relevante no futuro.

Resta aos Estados-Membros definirem as regras precisas que serão aplicadas à AFE nos seus territórios, nomeadamente que culturas podem ser cultivadas e quais tecnologias podem ser utilizadas, desde que isso aumente a biodiversidade, conforme estipulado no Acto Básico.

Quanto à produção de culturas fixadoras de azoto e no que respeita à AFE, a Comissão decidiu ajustar o coeficiente no anexo - a tempo para a execução da reforma em 2015 - de tal forma que 1 hectare de uma plantação fixadora de azoto, como a luzerna, o trevo ou o tremoço, pode ser equivalente a 0,7 ha de AFE (em vez de 0,3 ha no texto original), a fim de tornar a opção mais atraente. Isso também deve ser visto dentro do contexto de forte dependência da UE das importações de proteaginosas.

Claro que, qualquer cultura fixadora de azoto cultivada em AFE terá de ser feita de uma maneira que aumente a biodiversidade, respeitando as condições de produção definidas para a AFE pelos Estados-Membros.

As notas interpretativas são destinadas a fornecer clareza jurídica para a forma pela qual os Estados-Membros interpretam aspectos particulares da reforma, e, assim, fornecer garantias adicionais para a implementação nacional 'vis-à-vis' futuras auditorias.

Fonte:  Europa

Cada pessoa desperdiça quase 300 quilos de comida por ano - FAO


Lusa
22:39 Quarta feira, 2 de abril de 2014

Bucareste, 02 abr (Lusa) -- A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) denunciou hoje que, em média, cada habitante da Terra desperdiça quase 300 quilos de alimentos por ano, enquanto mais de 800.000 pessoas passam fome.

Durante uma conferência regional da FAO para a Europa e a Ásia Central, centrada no desperdício de alimentos, o diretor-geral da organização, o brasileiro José Graziano da Silva, destacou que se perdem por ano cerca de 1.300 milhões de toneladas de alimentos.

"Se os desperdícios e perdas pudessem reduzir-se simplesmente a metade, o aumento de alimentos necessários para alimentar a população mundial em 2050 seria de apenas 25%, em vez dos 60% estimados atualmente", sublinhou o ex-ministro brasileiro da Segurança Alimentar em declarações à agência Efe.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

19 regiões vinícolas internacionais juntas em nome da proteção das Denominações de Origem


 

A Denominação de Origem Porto é signatária fundadora da Declaration of Place

 

19 regiões vinícolas internacionais juntas em nome da proteção das Denominações de Origem

 

Proteger o consumidor, garantir a verdade na rotulagem e promover os nomes de origem vitivinícolas são os principais objetivos da Declaration of Place que agora obteve a adesão de três novos membros. No encontro realizado em Épernay, na região francesa do Champagne, a região vitícola norte-americana Santa Bárbara, na Califórnia, e as regiões vitícolas francesas Bordeaux e Bourgogne/Chablis aderiram à declaração assinada a 26 de julho de 2005, em Napa Valley, Califórnia, que visa mover esforços no sentido de proteger a Denominação de Origem dos vinhos. Desde então, o número de regiões signatárias tem vindo a aumentar, agregando neste momento 19 regiões norte-americanas, europeias e australianas. Diversas atividades vão ser desenvolvidas em conjunto pelas regiões aderentes da declaração, de forma a sensibilizar o consumidor para a importância da origem geográfica dos produtos e para a sua identidade. O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (Porto) é um dos membros fundadores da Declaration of Place.

 

Todos concordam que cada região é única, produzindo vinhos que não são possíveis de obter noutro local, que o terroir de cada região torna cada vinho único. A Declaration of Place tem também como objetivo informar os consumidores da proveniência dos vinhos para que possam ter confiança no que leem no rótulo, considerando que é do interesse do consumidor, do comerciante, das regiões e da indústria como um todo.

 

Até à data foram desenvolvidas múltiplas ações de sensibilização para a importância da origem geográfica dos produtos e realizados inquéritos de opinião sobre a importância do local na decisão de escolha do consumidor (Study of American Wine Consumers). Foi ainda feito o levantamento de todos os rótulos aprovados nos Estados Unidos contendo as designações Port, Champagne e Sherry (COLA – Certified of Label Approval – Research and Analysis).

 

Para o presidente do IVDP, “a existência desta declaração conjunta vem dar força à importância das Denominações de Origem ao nível mundial e contribui para que outros países, como os Estados Unidos ou a Austrália, desenvolvam as suas próprias indicações geográficas dos vinhos. É ainda fundamental para a contínua afirmação da exclusividade das regiões, nomeadamente da Região Demarcada do Douro”, conclui Manuel de Novaes Cabral.

 

Sobre a Declaração

A Declaration of Place foi assinada em Napa Valley a 26 de julho de 2005. São ainda signatários as seguintes regiões: Champagne, Chianti Classico, Jerez-Xérès-Sherry, Long Island, Napa Valley, Oregon, Paso Robles, Porto, Rioja, Sonoma County, Victoria, Tokaj, Walla Walla Valley, Washington State, Willamette Valley and Western Australia. Mais informação em www.protectplace.com


fonte: MEDIANA

Fenadegas sensibiliza jovens para consumo responsável de bebidas alcoólicas

 


Fenadegas sensibiliza jovens para consumo responsável de bebidas alcoólicas


Em 2014 a Fenadegas continua a investir e a procurar mais apoios no sentido de prosseguir com o programa europeu “Vinho com Moderação”. Trata-se de uma iniciativa que tem como objetivo o combate ao consumo em excesso de bebidas alcoólicas, essencialmente entre os jovens. A educação para o consumo moderado de álcool continua a ser uma premissa para a Federação Nacional das Adegas e Cooperativas de Portugal que conta com a adesão das suas associadas. Em 2013 o programa passou por 17 estabelecimentos de ensino de todas as regiões do país, abrangendo mais de dois mil jovens a partir dos 16 anos. Este ano a iniciativa pretende chegar a Universidades, Politécnicos, Escolas Profissionais Agrícolas e Escolas de Hotelaria e Turismo, abrangendo ainda sete feiras agrícolas, perfazendo 21 ações em redor deste tema.


A ação “Vinho e Saúde” da Fenadegas, com o apoio do IVV - Instituto da Vinha e do Vinho, consiste em sensibilizar os jovens para a problemática do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, no seu comportamento generalizado e também na condução de veículos motorizados, para o teor alcoólico das diversas bebidas, para as quantidades que podem ser ingeridas e para a Taxa de Alcoolemia em vigor pela lei portuguesa. Esta ação estará também em sete feiras agrícolas/vitivinícolas: Braga, Penafiel, Santarém, Bombarral, Cadaval, Beja e Lagoa.


A Fenadegas defende o vinho como um bem alimentar que quando ingerido com moderação tem inúmeras vantagens para a saúde dos consumidores. É neste prisma que desde 2009 a Fenadegas tem percorrido todo o país e abordado milhares de jovens com o programa “Vinho e Saúde”.


A Fenadegas continua a preocupar-se com as consequências nefastas em resultado de consumos abusivos de álcool, pelo que reafirma a sua postura de batalhar pela moderação e pela responsabilidade, junto da generalidade dos consumidores.


Sobre a Fenadegas


A Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal foi fundada em 1981, por um conjunto de 24 adegas. Atualmente conta com 56 cooperativas associadas diretamente e ainda com três Uniões – UNIDOURO, UDACA e VERCOOPE –, representando quase todas as regiões do país.


fontes: mediana


 

 

Alterações climáticas: Portugal em alerta com megaincêndios

Temperatura média sobe 7ºC no verão. Ventos fortes, quentes e secos preocupam especialistas. 

01 de Abril 2014

 Por:André Pereira   

Os grandes incêndios em Portugal são uma das preocupações do Painel Intergovernamental da ONU sobre Alterações Climáticas (IPCC). O relatório, ontem apresentado em Yokohama (Japão), deixa Portugal e toda a região Sul da Europa em alerta máximo devido aos efeitos das alterações climáticas, especialmente no verão: aumento médio de 7ºC da temperatura do ar, ondas de calor mais intensas e frequentes e ventos fortes e quentes. "Temos uma floresta com espécies altamente combustíveis. A conjugação de todos os fatores deixa Portugal numa posição muito vulnerável", explica Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas e revisor do relatório do IPCC, apontando a prevenção como a melhor forma de reduzir os efeitos "Isto é um alerta vermelho. É impossível estar otimista, quando vemos os grandes investimentos nos combustíveis fósseis", afirma Filipe Duarte Santos, dando conta que "Portugal e toda a Europa vão sofrer com as ondas de calor e períodos de seca mais frequentes, com a precipitação intensa em períodos curtos de tempo e com a subida do nível médio do mar". " A solução passa pela transição energética. "Temos de apostar nas energias renováveis e parar a emissão de gases com efeito de estufa", sublinhando: "Se não o fizermos, o Mundo não acaba, mas o impacto será terrível".

CAULE aplaude realização do cadastro predial nos concelhos de Oliveira do Hospital e Seia

O presidente da CAULE- Associação Florestal da Beira Serra, José Vasco Campos, aplaude o facto de Oliveira do Hospital - a par com o Município de Seia, ter sido escolhido como um dos primeiros concelhos do país para a realização do cadastro predial, no âmbito do SINERGIC (Sistema Nacional de Exploração e Gestão de Informação Cadastral), cumprindo-se assim uma “aspiração” com vários anos desta organização florestal.

“É com muito gosto que vejo começar este trabalho na nossa terra”, garante o dirigente daquela associação florestal, para quem “estes concelhos não foram escolhidos ao acaso”, mas devido à grande dinâmica na gestão florestal, uma vez que Oliveira do Hospital, por iniciativa da CAULE, já tinha sido pioneiro na constituição de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) em 2006.

Estes “condomínios florestais” abrangem todo o território do concelho de Oliveira do Hospital e uma área significativa do concelho de Seia, e funcionam numa lógica comum a todos os proprietários, com planos de gestão florestal e planos específicos de intervenção florestal de defesa da floresta contra incêndios e de combate a pragas e doenças florestais que, de forma isolada, dificilmente seriam executados.

Para o presidente da Associação Florestal da Beira Serra, os dois concelhos da região agora contemplados com este projecto, foram-no sobretudo pelo facto dos seus territórios estarem “cobertos de ZIF”, pelo que, no seu entender, o cadastro era o documento que faltava às organizações do sector para uma maior eficácia na gestão da floresta.

“Ao permitir a rápida identificação dos proprietários, vai possibilitar uma maior sensibilização e o cumprimento, mais facilmente, da legislação em vigor, o que até aqui era uma dificuldade sentida no terreno”, considera Vasco Campos, aludindo nomeadamente à legislação que obriga os proprietários a limparem os terrenos em redor das habitações, e que continua sem efeitos práticos em muitos casos, devido à inexistência de cadastro predial.

Vasco Campos lembra que a partir de agora “os proprietários absentistas que tenham os seus terrenos abandonados, vão ter de cumprir a lei”, sendo que em relação aos outros “vai ser também mais fácil contactá-los para sugerir novos projectos e medidas de gestão”.

Entende também o presidente da CAULE que a realização do cadastro deverá contribuir para a dinamização do mercado imobiliário rústico, na medida em que “ao se conhecer os proprietários e a área exacta dos seus terrenos, mais facilmente se compra e vende terra”. Apesar de se congratular com o anúncio da execução do projecto do cadastro em dois municípios da região, Vasco Campos lembra ainda a necessidade deste processo se estender aos restantes territórios abrangidos pelas Zonas de Intervenção Florestal.

"Faço do meu país o melhor para mim" Campanha de TV do "Portugal Sou Eu" arranca hoje



Arranca hoje, dia 31 de março, a primeira campanha de televisão do "Portugal Sou Eu" com um spot publicitário (nas versões 15 e 30 segundos) que evidencia os valores económicos e sociais do projeto e a forte ligação afetiva dos consumidores aos produtos produzidos em Portugal. (http://youtu.be/60gEINPCgj4)

Recorrendo a imagens fortes, baseadas em grandes planos de produtos emblemáticos para a nossa economia, o filme aposta em tons quentes e suaves que remetem para um ambiente de modernidade e prosperidade, que todos pretendemos prosseguir no futuro.

A campanha de televisão do “Portugal Sou Eu” decorre, em duas vagas, nos canais generalistas e por cabo da RTP, SIC, TVI e Económico TV e também nos canais online Hollywood, AXN, TVI/TVI 24 e RTP.

Até ao final de junho de 2014 esta campanha complementa a que decorre noutros suportes promocionais, com o objetivo de sensibilizar o grande público para a escolha informada e para as vantagens sociais e económicas do consumo de produtos portugueses. Nos demais suportes (rádio, imprensa, muppies, banners, online, etc) além do objectivo de informar os consumidores, a campanha também visa captar empresas e produtos aderentes para o projeto, e dinamizar uma rede comercial mais competitiva entre empresas nacionais.

No final do fevereiro de 2014 já tinham sido qualificados para usarem o selo “Portugal Sou Eu” cerca de 1600 produtos de 200 empresas. No seu conjunto estas empresas representam um volume de negócios agregado de 800 milhões de euros e empregam cerca de 6 mil trabalhadores, numa dimensão média de 35 trabalhadores por empresa. Até à data, a esmagadora maioria dos produtos qualificados tem patentes e/ou marcas registadas e 76 por cento são do setor alimentar. Já estão registadas no portal www.portugalsoueu.pt mais de 860 empresas, cujos produtos estão em processo de qualificação.

O que rende a investigação agronómica

1 de Abril de 2014



Miguel Mota

“Ao longo de muitos anos – a última vez no “Público” de 5-2-2014 (“A Ciência como investimento”) - tenho chamado a atenção, com os escassos elementos de que dispomos, para o fabuloso investimento que é o dinheiro “gasto” em investigação agronómica. Quando trabalhei em Elvas, como Chefe do Laboratório de Citogenética da Estação de Melhoramento de Plantas, propus, num Colóquio e num escrito entregue ao Director e ao Subsecretário de Estado da Agricultura, a criação dum pequeno Gabinete de Estudos Económicos. A sua função seria medir, ano a ano, o que a agricultura e, portanto, a economia, tinham ganho a mais com o cultivo das variedades de cereais e forragens criadas na Estação.

Nada se concretizou. Mas em 1967, nas comemorações do 25º aniversário da Estação, o Secretário de Estado da Agricultura declarou que, por escassas dezenas de milhar de contos despendidos ao longo desses 25 anos, a lavoura tinha colhido, a mais, um valor estimado em um milhão de contos.

Há mais de 15 anos, um cientista do Instituto Internacional de Investigação do Arroz (IRRI, das iniciais em inglês), nas Filipinas, fez na Estação Agronómica Nacional uma conferência sobre os trabalhos realizados na sua instituição. No final, e depois de algumas perguntas de carácter técnico, perguntei-lhe qual era o orçamento anual do Instituto. A resposta foi “35 milhões de dólares”. Perguntei-lhe, então, se tinha informação sobre o aumento de ganhos, para os agricultores, como consequência do trabalho ali realizado. Respondeu-me que não tinham números exactos mas que era certamente de vários biliões (que aqui chamam “milhares de milhões”).
É bem evidente que o dinheiro investido em investigação agronómica rende juros absolutamente fabulosos. Juros que os nossos economistas não sabem que existem e por isso têm sistematicamente destruído quase tudo o que havia e era menos do que o país necessitava. A não ser que o tenham feito deliberadamente, para destruir Portugal.

Ministra da Agricultura acredita que Portugal não vai devolver verbas a Bruxelas

“Temos um ‘overbooking’ que nos dá as garantias de termos uma plena execução do dinheiro comunitário”, disse Assunção Cristas
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse hoje esperar que Portugal atinja a “plena execução” das ajudas comunitárias, sem devolver verbas a Bruxelas, e apelou aos agricultores para se candidatarem “o quanto antes” aos apoios europeus disponíveis.

“Temos um ‘overbooking’ que nos dá as garantias de termos uma plena execução do dinheiro comunitário”, disse, acrescentando, quando questionada sobre se Portugal vai ter de devolver verbas a Bruxelas: “De forma nenhuma”.

Segundo Assunção Cristas, um indicador desse aproveitamento de fundos comunitários é o Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), que está, atualmente, com “quase 80% de execução”.

“Estamos é com o desafio de rapidamente começarmos a utilizar os 500 milhões de euros que temos sem cofinanciamento nacional, o que nos dá muita folga para, já este ano e no próximo ano, termos uma boa execução de todas as verbas, do atual e do próximo quadro” comunitário de apoio, sublinhou.

A ministra da Agricultura falava aos jornalistas em Évora, onde quis alertar e motivar os agricultores para que apresentem rapidamente os seus pedidos às ajudas comunitárias que têm candidaturas a decorrer, até dia 30 deste mês.

A governante visitou várias salas de candidaturas a apoios europeus existentes naquela cidade alentejana, nomeadamente na Associação dos Jovens Agricultores do Sul (AJASUL) e na Associação Nacional dos Pequenos e Médios Agricultores (ANPEMA).

“As candidaturas terminam no prazo de um mês, dia 30 de abril, e estão a decorrer a bom ritmo, mas é bom que os agricultores se venham inscrever com tranquilidade, com tempo”, alertou.

Escusando-se a responder a outras perguntas dos jornalistas, não relacionadas com o atual período de candidaturas a apoios europeus ao nível agrícola, a ministra reforçou o apelo.

“Não vou fazer nenhum comentário hoje que não seja o apelo aos agricultores” para que “utilizem este tempo para fazerem a sua candidatura às verbas europeias do Regime de Pagamento Único (RPU)”, disse.

O RPU, segundo Assunção Cristas, envolve “uma verba muito significativa”, pois, são “cerca de 600 milhões de euros por ano que chegam aos bolsos dos agricultores”.

“E é muito importante que se venham inscrever porque tudo o que ficar inscrito neste ano também vai ser relevante para os próximos anos”, alertou, insistindo que os agricultores se devem candidatar “o quanto antes”.

A ministra afiançou ainda que, este ano, ao contrário do passado, o funcionamento da plataforma informática através da qual se efetuam as candidaturas registou “um progresso significativo”.

“Tem havido problemas informáticos ao longo dos últimos anos, muitas associações queixavam-se que o sistema ia abaixo. Este ano tenho ouvido elogios, o sistema está muito melhor e nós continuamos a trabalhar no melhoramento do sistema.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa 

Maior parte dos casos de exploração laboral acontece no Alentejo


No relatório do SEf consta mesmo o caso de uma operação de inspecção e fiscalização a uma herdade agrícola na zona de Beja, onde foram identificados 29 cidadãos romenos vítimas de exploração laboral
Mais de 60% dos casos de exploração laboral registados em 2013 pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras foram identificados no Alentejo, com 119 casos encontrados no distrito de Beja, revela o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

De acordo com o SEF, no distrito de Beja foram encontrados 119 casos de exploração laboral, mais concretamente nos municípios de Ferreira do Alentejo (72), Beja (32) e Serpa (15), sinalizações associadas principalmente à exploração laboral na agricultura.

No relatório consta mesmo o caso de uma operação de inspeção e fiscalização a uma herdade agrícola na zona de Beja, onde foram identificados 29 cidadãos romenos vítimas de exploração laboral.

“Foi possível apurar que os documentos de identificação destes cidadãos haviam sido retirados pela entidade patronal, que viviam em condições precárias e de elevada insalubridade”, lê-se no relatório.

Conta ainda que “as vítimas foram mantidas em regime de subjugação com base numa falta de meios decorrente da ausência de pagamento e da servidão das dívidas que entretanto foram contraindo para obterem bens alimentares (vendidos a preços inflacionados pelos exploradores)”.

Os 119 casos de exploração laboral identificados no Alentejo constituem mais de 60% do total de 198 vítimas identificadas em 2013 pelo SEF.

Por outro lado, as 198 vítimas de exploração laboral são elas próprias a maioria (66,2%) dos 299 casos identificados em Portugal de presumíveis vítimas de tráfico de seres humanos.

De acordo com os dados do RASI, o SEF sinalizou em 2013 308 presumíveis vítimas de tráfico de seres humanos, 299 das quais em Portugal e nove portugueses identificados no estrangeiro.

De acordo com SEF, durante o ano passado houve um aumento de 146% em relação ao número de pessoas sinalizadas, já que em 2012 foram 125 e em 2013 um total de 308.

Também em relação às presumíveis vítimas de tráfico de seres humanos identificadas em Portugal há um aumento exponencial, passando de 81 em 2012 para 299 o ano passado, o que representa um crescimento de 269%.

Já em relação aos portugueses identificados no estrangeiro, o número diminuiu bastante, já que em 2013 foram nove depois de no ano anterior terem sido 44, uma quebra de 80%.

“O forte acréscimo de sinalizações em Portugal está associado a 198 sinalizações de tráficos para fins de exploração laboral, em que se incluem 185 sinalizações na agricultura, maioritariamente na região do Alentejo na apanha da azeitona (tráfico de migrantes sazonais)”, diz o SEF.

No que diz respeito à imigração ilegal, o RASI mostra que os casos têm diminuído nos últimos anos, “em parte devido à plena adesão dos países do leste europeu, fazendo assim com que os cidadãos oriundos daquela zona fiquem de fora desta realidade”.

Em termos de vítimas, o SEF disse ter identificado o ano passado 162, cujas nacionalidades se dividem entre portuguesas (63), brasileiras (38), romenas (31), nigerianas (17) e da Guiné-Conacri (5).

Já em matéria de criminalidade associada à imigração ilegal, o SEF destaca os crimes conexos de falsificação de documentos (140), auxílio à imigração ilegal (48), casamento de conveniência (39), violação de interdição de entrada (15), tráfico de pessoas (6) e lenocínio (4).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa 

Produtos alimentares de qualidade: "Requeijão da Beira Baixa" obtem protecção da UE

A Comissão Europeia aprovou a adição de um novo produto agrícola de qualidade de Portugal ao registo das denominações de origem protegidas (DOP) e indicações geográficas protegidas (IGP) da União europeia (UE).

Trata-se do "Requeijão da Beira Baixa" (DOP), um sub-produto obtido a partir do soro separado do leite no processo de produção dos Queijos da Beira Baixa (Queijo de Castelo Branco DOP, Queijo Amarelo da Beira Baixa DOP, Queijo Picante da Beira Baixa DOP).

Água potável e leite cru de ovelha ou de cabra da mesma zona são adicionadas ao soro de leite para fazer este produto não fermentado, fresco, com uma forma de cone truncado e rendilhado característico, que lhe é transmitido pelos tradicionais cestos de verga fina (açafates) ou plástico, onde é colocada a massa para drenar o excesso de rescaldão, massa de consistência macia e textura bem ligada e granulosa, de cor branca e sabor láctico adocicado.

A área geográfica de produção das matérias primas e a sua transformação e acondicionamento coincide com a área geográfica de produção dos queijos da Beira Baixa, ficando circunscrita aos concelhos de Belmonte, Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova, Mação, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão e às freguesias de Aldeia de S. Francisco, Aldeia do Souto, Barco, Boidobra, Casegas, Conceição, Covilhã, Dominguiso, Ferro, Orjais, Ourondo, Peraboa, Peso, Santa Maria, São Jorge da Beira, São Martinho, São Pedro, Sobral de S. Miguel, Teixoso, Tortosendo, Vale Formoso e Vales do Rio, do concelho da Covilhã.

Esta denominação é adicionada à lista de mais de 1.200 produtos já protegidos.

Fonte:  Lusa e Europa

UE: Comissão propõe uma disciplina financeira de 1,30% para o orçamento de 2015


A Comissão Europeia adoptou uma proposta para a implementação do mecanismo de disciplina financeira para o orçamento da PAC para o ano de 2015.

Para garantir que a reserva de € 433.000.000 para as crises de mercado está disponível no orçamento de 2015, a Comissão propõe a redução de 1,301951 % nos pagamentos directos da PAC superiores a € 2.000, excepto para os pagamentos directos aos agricultores na Bulgária, Roménia e Croácia, pois esses pagamentos ainda estão a ser introduzidas nesses Estados-Membros. Em 2014, a taxa aplicada foi de 2,453658 %.

De acordo com as regras orçamentais, a Comissão é obrigada a apresentar uma proposta para uma taxa financeira de disciplina antes do final de Março, se as estimativas para o ano seguinte (incluindo a reserva de crise) são maiores do que o orçamento máximo disponível para os pagamentos directos e as medidas de mercado da PAC (o chamado "primeiro pilar" da PAC, financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Garantia) definidos no QFP 2014-2020. Na aplicação destas regras, o Conselho e o Parlamento Europeu terão agora até 30 de Junho de 2014 para fixar a taxa de disciplina financeira. Na ausência de acordo até 30 de Junho, é a Comissão que fixa essa taxa.

Em Outubro, a Comissão irá apresentar uma alteração ao projecto de orçamento de 2015 que actualizará as necessidades orçamentais previsionais e, portanto, também irá actualizar a taxa de disciplina financeira, o mais tardar a 1 de Dezembro. De acordo com a legislação relativa à PAC, os montantes gerados pela disciplina financeira que estiverem disponíveis no orçamento do FEAGA no final do ano, incluindo a reserva de crise, são reembolsados aos agricultores .

Fonte:  Europa

Cientistas portugueses no maior projecto da UE contra a degradação dos solos europeus

Equipa da Universidade de Aveiro vai estudar a mitigação da erosão do solo que ocorre depois dos incêndios florestais 

Alguns dos investigadores da UA no RECARE (à frente) María Rivas, Dalila Serpa, Sandra Valente, Celeste Coelho, (atrás) Frank Verheijen, Jan Keizer

Ninguém sabe em que estado se encontra a saúde dos solos portugueses. Certo é que a variedade e a intensidade das ameaças são enormes. Entre os culpados, a desertificação e a impermeabilização dos terrenos surgem à cabeça de uma imensa lista de fenómenos. Para avaliar pela primeira vez o estado dos solos nacionais, identificar e estudar os fenómenos que os afectam e desenvolver soluções inovadoras para impedir que, a longo prazo, o sul do país – principalmente – se transforme num deserto árido, uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) tem já as mangas arregaçadas. A missão dos cientistas portugueses faz parte do RECARE. O projecto, o maior da União Europeia no que toca ao estudo de medidas de prevenção e remediação da degradação dos solos europeus, é lançado oficialmente a 1 de Abril e conta com uma equipa multidisciplinar de investigadores de 27 organizações do velho continente.

“Neste momento é-nos difícil fazer uma avaliação global do estado dos solos em Portugal, não só pela variedade de ameaças mas também porque há muito falta de informação, tanto no que diz respeito ao estado de degradação dos solos como sobre a intensidade com que muitos dos processos de degradação estão a decorrer”, garante Jan Jacob Keizer investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) da UA. Ainda assim, o coordenador do RECARE em Portugal e especialista em erosão, em particular na que ocorre depois dos incêndios florestais, aponta que “entre os principais problemas que o país enfrenta em termos dos seus solos figuram, sem dúvida nenhuma, a desertificação e a impermeabilização”.

Uma das pioneira em Portugal no estudo dos processos erosivos e em medidas de combate ao fenómeno, a equipa da UA, a única nacional presente no RECARE, vai focar-se essencialmente nos processos de erosão do solo português após a ocorrência de incêndios e, em particular, na sua mitigação através de medidas de estabilização de emergência. “Durante os últimos anos, a nossa equipa de investigação tem testado, de forma bastante exaustiva, algumas das chamadas medidas de estabilização de emergência pós-fogo”, aponta Jan Jacob Keizer. “Uma vez que o solo é um recurso natural que não é renovável, pelo menos em períodos tão curtos como uma ou até mais gerações humanas, nunca é cedo demais para prevenirmos a degradação dos solos e para começar a restaurar os que já estão muito degradados”, diz.

O responsável pelo RECARE em Portugal garante que “esses estudos têm demonstrado que a aplicação de um coberto de materiais orgânicos, como por exemplo resíduos florestais [‘mulching’, na língua inglesa], sobre um solo queimado permite reduzir significativamente não só as perdas do solo mas também as perdas de muitos nutrientes contidas nas cinzas e nas camadas superficiais do solo”. É de realçar, diz Jan Jacob Keizer, que “o mulching provou ser eficaz tanto quando efectuado logo após um incêndio como após o corte de árvores”.

A contaminação dos solos, seja pela ação do fogo, seja por práticas agrícolas, e as perdas de matéria orgânica e de biodiversidade do solo são outros dos aspectos a que os investigadores da UA se têm dedicado quando o tema é a degradação dos terrenos e que, naturalmente, estarão também em cima da mesa durante os cinco anos de duração do RECARE.

Europa unida em prol dos solos

“A parte interessante deste projecto é que ele procura observar os solos em toda a Europa. O projecto RECARE inclui 17 casos de estudo de ameaças ao solo, onde se irão estudar as várias condições que ocorrem pela Europa e encontrar soluções apropriadas usando uma abordagem inovadora, combinando conhecimentos científico e local”, explica Coen Ritsema, investigador do Departamento de Física do Solo e Ordenamento do Território da Universidade de Wageningen (Holanda) e coordenador do projecto financiado em 9 milhões de euros.

“Dado o estado crítico do ambiente”, aponta o responsável pelo RECARE, “é essencial que os resultados e os produtos da investigação sejam partilhados entre cientistas mas também disseminados aos que trabalham com os solos e aos que prestam consultoria e apoio à sua gestão e utilização, para que os solos possam funcionar o mais efectivamente possível, para benefício de todos”.

A partilha de informações entre os cientistas das 27 instituições presentes no RECARE é mesmo um dos grandes objectivos do projecto de forma a que, no futuro, se possa proteger com maior eficácia os solo da Islândia ao Chipre. “Devido ao aumento da intervenção humana e à gestão não sustentável, os solos estão actualmente sob crescente ameaça de um amplo conjunto de processos de degradação, como a erosão do solo, a compactação, a desertificação, a salinização, a impermeabilização e a perda de matéria orgânica e de biodiversidade”, aponta Coen Ritsema. Os solos, conclui o responsável, “necessitam de ser protegidos e conservados adequadamente para assegurar que as múltiplas funções que desempenham para toda a sociedade não são destruídas ou reduzidas”.

Fonte:  UA

terça-feira, 1 de abril de 2014

4º Concurso Nacional de Enchidos, Ensacados e Presuntos Tradicionais Portugueses : "Melhor dos Melhores" é de Trás-os-Montes

4º Concurso Nacional de Enchidos, Ensacados e Presuntos Tradicionais Portugueses
 

“Melhor dos Melhores” é de Trás-os-Montes

 

O Salpicão de Vinhais produzido pela Vifumeiro – Fumeiro e Carnes, Lda. (vifumeiro@gmail.com) inserido na categoria Salpicão de Vinhais ganhou o prémio “Melhor dos Melhores” da 4º edição do Concurso Nacional de Enchidos, Ensacados e Presuntos, organizado pelo CNEMA e pela Qualifica, e que decorreu no Centro Nacional de Exposições, em Santarém no passado dia 21 de Março, cujo júri avaliou em prova cega 53 amostras, representativas das várias categorias a Concurso.
 
Nesta categoria a Medalha de Prata foi atribuída à Fumituela (fumituela@gmail.com), enquanto a Salsicharia Amarantina, Lda. (fumeirosaogoncalo@hotmail.com conseguiu a Medalha de Ouro pelo “Salpicão”. 
 
Um dos produtos com maior representatividade em Enchidos foi a Alheira. Nas diversas categorias foram premiadas as seguintes amostras: “Alheira de Mirandela IG”, Medalha de Ouro – Alheiras Angelina (sonia@alheirasangelina.com); “Alheira de Vinhais”, Medalha de Ouro – Fumituela; “Alheira”, Medalha de Prata – MinhoFumeiro, Lda. (qualidade@minhofumeiro.pt) e “Alheira de Caça”, Medalha de Ouro – MinhoFumeiro, Lda.
 
Nas diferentes categorias de Butelo a preferência do júri incidiu sobre as seguintes: “Butelo de Vinhais IGP”, Medalha de Prata – Fumituela e “Butelo” com  duas Medalhas de Prata – Alheiras Angelina e Casa da Prisca (helder.santos@casadaprisca.com).
 
Dos produtos integrados nas categorias “Chouriça” destacam-se a “Chouriça de Vinhais IGP”, Medalha de Prata – Vifumeiro; a “Chouriça Doce de Vinhais IGP”, Medalha de Ouro - Fumituela e Medalha de Prata – Vifumeiro e a “Chouriça de Cebola”, Medalha de Ouro – MinhoFumeiro, Lda. e Medalha de Prata – Fumeinor, Indústria de Fumeiro e Conexos, Lda. (a.rosinha@sapo.pt).
 
Dos diversos tipos de “Chouriço” analisados foram premiados: “Chouriço Azedo de Vinhais IGP”, Medalha de Ouro – Fumituela; “Chouriço Azedo”, Medalha de Ouro – Alheiras Angelina e Medalha de Prata – “Topitéu – Alheiras de Mirandela, Lda. (pedro.caldeira@topiteu.pt) e “Chouriço de Abóbora”, Medalha de Prata – Fumeinor, Lda. Na categoria “Chouriço de Carne” a Medalha de Ouro foi para António Abrantes – Salsicharia Valverde, Lda. (geral@antonioabrantes.pt), enquanto a Medalha de Prata recaiu sobre os produtos apresentados pelas empresas Enchido Serrano – Enchidos Tradicionais da Serra da Estrela, Lda. (jjdr-97@hotmail.com), MinhoFumeiro, Lda e Salsicharia Amarantina, Lda.
Em “Chouriço Doce” as Medalhas de Ouro e Prata foram ganhas, respectivamente, pelas Alheiras Angelina e Topitéu. Na categoria “Chouriço Grosso”, destaque para a Salsicharia Os Lobinhos (salsicharialobinhos@sapo.pt) com a Medalha de Ouro, enquanto em “Chouriço Mouro”, realce para Medalha de Prata conseguida pela Salsicharia Amarantina.
 
O júri premiou com Medalha de Ouro as Farinheiras produzidas por Salsicharia Os Lobinhos, na categoria “Farinheira de Estremoz e Borba IGP” e António Abrantes – Salsicharia Valverde, Lda.
 
O “Painho de Portalegre IGP”, da Montanheira (qualidade@montanheira.com) conquistou a Medalha de Ouro e o “Painho” da António Abrantes – Salsicharia Valverde, Lda. foi distinguido com Medalha de Prata. Esta empresa foi ainda galardoada com a Medalha de Ouro “Paio do Lombo”, categoria em que a MinhoFumeiro, Lda. foi segunda classificada, com Medalha de Prata.
Mereceram também Medalha de Ouro a “Linguiça”, da Salsicharia Amarantina e a “Morcela de Arroz”, da MinhoFumeiro.
 
Alentejo destaca-se em Ensacados e Presuntos

 
O “Lombo Branco de Portalegre IGP” da Montanheira foi premiado com Medalha de Ouro. Igual distinção obtiverem a “Cabeça de Xara”, o “Lombo de Porco Alentejano - Peça de Preza” e a “Paia de Toucinho”, produtos produzidos pela Salsicharia Canense (salsicharia_canense@hotmail.com). O “Maranho” premiado com Medalha de Ouro foi produzido por António Abrantes – Salsicharia Valverde, Lda.
 
Em “Presuntos” foi atribuída a Medalha de Prata a Montaraz de Garvão – Transformação Artesanal de Porco Alentejano, Lda. (montaraz@montaraz.pt), pelo “Presunto de Santana da Serra IGP”. Esta empresa apresentou também a “Paleta de Santana da Serra IGP”, premiada com Medalha de Ouro, tal como a “Paleta” produzida pela empresa a Miguel & Miguel – Transformação do Porco Preto, Lda. (esmeraldo.miguel@miguelemiguel.pt).


 



Évora: Comissão vitivinícola forma guias turísticos

 31-03-2014 
 
“À Conquista dos Vinhos do Alentejo” foi o tema da acção de formação para guias turísticos promovida em Évora, pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), com o objectivo de reforçar a componente de enoturismo na região.
 
Segundo a CVRA, que pretende dar continuidade à iniciativa, ao longo do ano, esta primeira acção de formação teve a participação de 18 guias turísticos.
 
O curso, ministrado pelo escanção Manuel Moreira, pretende facultar mais conhecimentos sobre os vinhos aos profissionais que desempenham funções na área do turismo regional.
 
Fonte: Lusa

Especialista alerta para subida de preços da carne e ovos com crise na Ucrânia

 31-03-2014 
 


 
A crise política não afectou as exportações da Ucrânia, principal fornecedor de milho a Portugal, mas agravou os custos logísticos, o que pode reflectir-se nos preços da alimentação animal e encarecer a carne e os ovos.

Na perspectiva do especialista em mercado de cereais, Paulo Costa e Sousa, «esta crise política não afectou em nada as exportações», mas se o conflito piorar será «dramático».

«Se a crise se agravar e houver um conflito, obviamente que para nós é dramático, mas até agora as exportações continuaram a subir: em Dezembro, as exportações da Ucrânia superaram os três milhões de toneladas, o que é um recorde absoluto», sublinhou, lembrando que Portugal depende fortemente da Ucrânia em termos da importação de milho, cerca de 80 a 85 por cento do total.

Fonte: Diáriodigital; Lusa

Produtores de cereais devem seguir a bolsa para vender melhor

 31-03-2014 
  
Os produtores de cereais devem estar atentos ao comportamento das bolsas mundiais onde estes são transaccionados e usar essa ferramenta para vender melhor os seus produtos, defendeu o especialista em mercados agrícolas, Paulo Costa e Sousa.

«Para o produtor de cereais é fundamental tomar consciência de que o mecanismo de formação de preço depende da importação e a importação depende da bolsa de futuros, há que estar atento e perceber esses movimentos da bolsa», destacou.

Para o responsável da Louis Dreyfus Commodities, uma multinacional que opera no mercado de bens transaccionáveis, os agricultores tendem a deixar de ser meros produtores agrícolas para se transformarem em empresários e é preciso saber vender a produção, um aspecto que está pouco desenvolvido em Portugal.

«O produtor português é excelente do ponto de vista técnico. Do ponto de vista comercial está francamente abaixo da média», comentou, acrescentando que é importante aprender a usar instrumentos como a bolsa de futuros.

«Uma vez que os preços estão indexados à importação e que a importação está indexada à bolsa de futuros há que começar a olhar para esta ferramenta de maneira a formular uma opinião de mercado que aumente a possibilidade de sucesso» das vendas, salientou Paulo Costa e Sousa, afirmando que é a partir daqui «que o agricultor vai tirar conclusões sobre quando e o que há-de vender, quando semear, a margem que vai fazer…».

Quando compram contratos de futuros, os investidores compram determinados activos numa data futura ao preço acordado hoje, o mesmo acontecendo com a venda.Os preços dos cereais regem-se pelos indexantes da bolsa de futuros de Chicago, que variam em função da colheita e do consumo, ou seja, segundo a lei da oferta e da procura, mas também de acordo com as operações dos fundos financeiros.

Os fundos financeiros baseiam-se em análises de comportamento dos mercados para comprar ou vender contratos de futuro que englobam vários tipos de operações financeiras, como a cobertura de risco ou outras, meramente especulativas, explicou Paulo Costa e Sousa, ressalvando que a especulação significa «apenas uma tomada de risco» para os investidores, sem sentido depreciativo.

Ou seja, o comportamento da bolsa de futuros nem sempre é determinado por factores como a abundância ou escassez de colheitas. «Como o peso dos fundos financeiros é muito grande, muito maior do que o de todas as companhias que transaccionam o cereal em físico, isso pode determinar movimentos da bolsa até “anti-natura”», reforçou.

O tema vai ser abordado em Salvaterra de Magos, no Fórum Baycereais organizado pela Bayer Cropscience, num evento que visa debater questões ligadas às culturas dos cereais, sobretudo o milho, englobando a problemática do mercado e a protecção das culturas.

Fonte: Lusa

Boas perspectivas para a campanha 2014/2015 de oleaginosas e proteaginosas na UE-28

31-03-2014 
 


 
O Copa-Cogeca publicou novas estimativas para a campanha 2014/2015 de oleaginosas e proteaginosas na União Europeia dos 28 (UE-28), que revelam perspectivas de mercado positivas e uma boa cultura de Inverno.
 
Estes valores foram obtidos após a reunião de trabalho “Oleaginosas e proteaginosas”, durante a qual, muitos Estados-membros revelaram confiança param as culturas, devido a um Inverno ameno e boas plantações de Inverno.
 
Apesar de a campanha ainda estar a decorrer, as culturas apresentam boas condições, pelo que o Copa-Cogeca prevê boas colheitas para 2014, em particular para a produção de colza na UE-28, de cerca de 21 milhões de toneladas, com um aumento de 1,7 por cento da superfície, frente ao ano passado. Resta esperar que os produtores da UE obtenham bons resultados e, por conseguinte, aliviando assim as consequências de uma quebra da produção nos hemisférios norte e sul.  
 
O presidente do Grupo de Trabalho, Gérard Tubery, mostrou-se satisfeito com as boas perspectivas de mercado, destacando que a produção total de oleaginosas na UE-28 deverá aumentar cerca de 2,2 por cento em comparação com a campanha anterior.
 
O responsável é também favorável à decisão adoptada pelo grupo consultivo da UE “Cereais e oleaginosas”, no que diz respeito à criação de um instrumento de supervisão das culturas de proteaginosas e vegetais da UE-28, de forma a conhecer melhor o panorama da dependência europeia das importações, para além do próprio mercado.
 
Este instrumento pode também servir para avaliar a incidência directa ou indirecta de certas políticas europeias na produção agrícola da União, como pode ser a politica em matéria de biocombustíveis.
 
Fonte: Copa-Cogeca

Só nos faltava meter mais fundos em eucaliptos

DANIEL DEUSDADO

Publicado em 2014-03-27
 

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Entre as opções de curto prazo e longo prazo, normalmente ganham as primeiras. Sobretudo quando umas geram lucros de imediato e as outras requerem a sabedoria do tempo. O caso da continuada propagação do eucalipto em Portugal, no entanto, já tem algumas décadas de histórico para deixarmos de ser ingénuos.

Estamos a destruir o território das futuras gerações através de uma espécie de crescimento rápido, que gera dinheiro em vida a quem tem os terrenos, mas a comprometer gradualmente a base de biodiversidade que gera alimentação, saúde e riqueza sustentável. Porquê? Porque faltam as espécies arbóreas que demoram décadas a crescer e todo o ecossistema a elas associado. Plantar árvores de crescimento lento representa pensar em filhos e netos. Esse tipo de pensamento foi quase banido em épocas de crise pela sociedade e também pelo Governo.

Não é de espantar, portanto, que a Secretaria de Estado das Florestas esteja a incluir nos regulamentos de acesso aos fundos comunitários agrícolas/silvícolas, pacotes de financiamento até 40% a fundo perdido para investimentos em eucaliptos em cima de uma lei que já facilita a expansão desta espécie mesmo para terrenos agrícolas. Decisões impensáveis à luz dos últimos verões em que o país ardeu de forma devastadora, muito por consequência da monocultura do eucalipto não estar cercada de zonas "tampão" com agricultura ou espécies autóctones (como o castanheiro, sobreiro, carvalho, nogueiras, etc.) para travar o fogo.

A Quercus manifestou-se contra esta proposta do Governo na qual só encontra uma ponta benigna: que os montantes sejam usados em maus terrenos nacionais reaproveitados para eucaliptos, ou então, para a reconversão de eucaliptais de baixíssima produção, transformando-os em explorações mais rentáveis por hectare. Mas, diz a associação ambientalista, e bem, que o balanço final dos apoios comunitários não deveria traduzir-se no crescimento de área desta espécie exótica.

O Governo nunca se compromete com o princípio de não deixar aumentar o eucalipto e ele já é a principal espécie nacional, com mais de 25% da floresta continental. Obviamente, os financiamentos comunitários na silvicultura deveriam ir massivamente para árvores autóctones (como as referidas há pouco) e para apoio às zonas agrícolas.

Portugal exporta papel para todo o Mundo - vale 5% do total das exportações. A maior empresa do setor, a Soporcel, é a principal exportadora com valor acrescentado e fatura mais de 1,5 mil milhões de euros/ano. Ainda por cima, a capacidade nacional é tão grande que Portugal tem de importar matéria-prima para pôr a trabalhar as gigantescas fábricas cá instaladas. Há um forte lobby das celuloses a estimular a vertigem de um retângulo chamado Portugal como plataforma territorial desqualificada que alimenta uma das fileiras industriais mais agressivas, como é a do papel.

Isto não é só lucro - tem um preço, altíssimo. Ele está à vista com a absurda e radical mudança da paisagem, com a perda de ecossistemas que prejudicam em cadeia a produtividade agrícola e, sobretudo, com os fogos que arrancam do interior as pessoas que ainda lá vivem.

Não é possível continuarmos a exigir um país com agricultura sustentável e um turismo de qualidade se não atribuirmos estes tais fundos comunitários a projetos que cuidem do território e apoiem as pessoas que ainda não sucumbiram ao mais fácil: plantar desertos de eucaliptos e fugir para a cidade.

Os nossos agricultores, sobretudo os de montanha e do interior profundo, estão como os índios da Amazónia para o Mundo: toda a gente precisa deles mas ninguém quer pagar-lhes para que cuidem da nossa maior riqueza - da biodiversidade, das águas subterrâneas, ou do ciclo natural que começa e acaba nos rios. Estas linhas fluviais, nunca é de mais recordar, alimentam os oceanos e esse é o processo gerador da maior fonte de oxigénio do Planeta, superior à da própria floresta.

Nas últimas décadas temos vivido num país onde se quer tudo depressa. Na verdade, é um país liderado por tecnocratas de gabinete, repletos de certezas sobre milagres económicos que, constata-se depois, nunca são sustentáveis. Gastarem--se os novos fundos comunitários com modelos de "progresso" do passado é desesperante e sinistro.