05 Setembro 2012 | 15:23
Lusa
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O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai disponibilizar
apoios para compensar, na medida do possível, as perdas materiais
causadas pelos incêndios dos últimos dias, conforme fez no caso dos
incêndios ocorridos no Algarve em Julho.
Em declarações aos jornalistas, na Autoridade Nacional da Protecção
Civil, em Lisboa, Pedro Passos Coelho ressalvou que "não é possível,
como é evidente", compensar todas as perdas materiais causadas pelos
incêndios, mas afirmou que o Governo vai "trabalhar com as autoridades
locais no sentido de se fazer o apuramento de todos os prejuízos mais
importantes e, nessa medida, poder responder a uma ajuda de reparação
para aqueles que têm maiores dificuldades".
Sem falar em valores, o primeiro-ministro referiu que no caso dos
incêndios do Algarve "o Governo disponibilizou apoios para pessoas que
perderam bens e que foram afectadas nas suas actividades
profissionais", de forma "expedita", e acrescentou: "O mesmo faremos
agora com todas as situações que vierem a ocorrer".
Com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, ao seu lado,
Pedro Passos Coelho anunciou também que, por proposta deste, o
Conselho de Ministros vai aprovar esta quinta-feira "um mecanismo que
permite que todos os funcionários que sejam bombeiros e que, portanto,
estão nesta altura muito envolvidos neste esforço de combate aos
incêndios, possam, do ponto de vista da Administração Interna, ter uma
facilidade de responderem mais facilmente a estas situações sem com
isso enfrentarem constrangimentos administrativos maiores".
Pedro Passos Coelho, que esteve reunido com a Autoridade Nacional de
Protecção Civil durante cerca de uma hora, louvou a forma como esta
tem coordenado o combate aos incêndios e elogiou a actuação dos
bombeiros, considerando que estes "têm feito o seu melhor" e evitado
"tragédias maiores".
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=576675
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Ministra 'totalmente disponível' para ir ao parlamento falar sobre incêndios
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5 de Setembro, 2012
A ministra da Agricultura disse hoje, no Cartaxo, estar totalmente
disponível para ir ao Parlamento responder às questões dos deputados
sobre os incêndios, estando a tentar encontrar disponibilidade de
agenda.
A ministra da Agricultura foi chamada, juntamente com o ministro da
Administração Interna, Miguel Macedo, pela oposição parlamentar, para
ir à Assembleia da República explicar o que aconteceu nos incêndios de
Julho no Algarve.
«Com certeza que é preciso trabalhar em muitas áreas para poder ajudar
a prevenir o mais possível e sobretudo reagir o mais possível», disse,
referindo a necessidade de intervir em áreas como a gestão da
floresta, o cadastro, o conhecimento da propriedade, a existência de
políticas activas de mobilização dessa propriedade, e de uma «grande
articulação das forças no terreno», matérias que abordará no
parlamento.
Por outro lado, Assunção Cristas sublinhou que o grupo
interdisciplinar está a trabalhar sobre o problema da seca e das
alterações climáticas, de forma a encontrar «vários domínios de
respostas prontas, de forma a prevenir as dificuldades que fazem parte
do clima».
Assunção Cristas visitou hoje a Agroglobal, Feira do Milho e das
Grandes Culturas, que decorre até quinta-feira em Valada, onde
participou numa mesa redonda sobre 'o que tem a agricultura para dar
aos portugueses', que contou ainda com as participações de António
Borges e de João Ferreira do Amaral.
A ministra adiantou que a área ardida antes dos grandes incêndios
desta semana estava em cerca de 70.000 hectares, faltando contabilizar
as áreas agora afectadas.
A ministra recusou ver no requerimento da sua ida ao Parlamento
qualquer «ataque da esquerda» à sua pasta, declarando-se disponível
para «dar todas as explicações».
Assunção Cristas recusou ainda comentar referências a uma possível
remodelação governamental que incluiria o seu nome, afirmando apenas
que o seu ministério passou a coordenar um conjunto de áreas que têm a
ver muito umas com as outras.
«Nada disso me perturba. Sinto-me muito confortável a fazer o que me
foi pedido», disse, considerando que a «extensão» do seu ministério é
uma «oportunidade para resolver matérias que nunca foram resolvidas».
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=58449
5 de Setembro, 2012
A ministra da Agricultura disse hoje, no Cartaxo, estar totalmente
disponível para ir ao Parlamento responder às questões dos deputados
sobre os incêndios, estando a tentar encontrar disponibilidade de
agenda.
A ministra da Agricultura foi chamada, juntamente com o ministro da
Administração Interna, Miguel Macedo, pela oposição parlamentar, para
ir à Assembleia da República explicar o que aconteceu nos incêndios de
Julho no Algarve.
«Com certeza que é preciso trabalhar em muitas áreas para poder ajudar
a prevenir o mais possível e sobretudo reagir o mais possível», disse,
referindo a necessidade de intervir em áreas como a gestão da
floresta, o cadastro, o conhecimento da propriedade, a existência de
políticas activas de mobilização dessa propriedade, e de uma «grande
articulação das forças no terreno», matérias que abordará no
parlamento.
Por outro lado, Assunção Cristas sublinhou que o grupo
interdisciplinar está a trabalhar sobre o problema da seca e das
alterações climáticas, de forma a encontrar «vários domínios de
respostas prontas, de forma a prevenir as dificuldades que fazem parte
do clima».
Assunção Cristas visitou hoje a Agroglobal, Feira do Milho e das
Grandes Culturas, que decorre até quinta-feira em Valada, onde
participou numa mesa redonda sobre 'o que tem a agricultura para dar
aos portugueses', que contou ainda com as participações de António
Borges e de João Ferreira do Amaral.
A ministra adiantou que a área ardida antes dos grandes incêndios
desta semana estava em cerca de 70.000 hectares, faltando contabilizar
as áreas agora afectadas.
A ministra recusou ver no requerimento da sua ida ao Parlamento
qualquer «ataque da esquerda» à sua pasta, declarando-se disponível
para «dar todas as explicações».
Assunção Cristas recusou ainda comentar referências a uma possível
remodelação governamental que incluiria o seu nome, afirmando apenas
que o seu ministério passou a coordenar um conjunto de áreas que têm a
ver muito umas com as outras.
«Nada disso me perturba. Sinto-me muito confortável a fazer o que me
foi pedido», disse, considerando que a «extensão» do seu ministério é
uma «oportunidade para resolver matérias que nunca foram resolvidas».
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=58449
Abriu a época das vindimas...
Roteiro Sul
...e com elas a oportunidade de experimentar esta atividade, ao vivo e
a cores. A festa vive-se dentro e fora das vinhas e adegas!
Sandra Pinto (texto)
0:00 Quinta, 6 de Setembro de 2012
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Filipe Paiva
AZAMBUJA
O dia já está marcado, 15 de setembro é a data escolhida para se fazer
vindimas, em Aveiras de Cima, no concelho da Azambuja. Das 17 adegas
que integram o projeto Vila Museu do Vinho, cinco vão estar
disponíveis para receber os "enólogos" improvisados. Faça a sua
inscrição prévia, experimente a pisa da uva no lagar e junte-se à
visita guiada à adega em plena laboração. O programa, que se estende
das 9 às 16 horas, inclui ainda um almoço típico (também ele
confecionado com a sua ajuda) e uma prova de vinho conduzida por um
enólogo. Inscrições T. 263 400 476, 96 929 1774, 96 929 179. €25/pax,
inclui o chapéu, tesoura de vindima, almoço, prova de vinho e 1
garrafa de vinho.
BEJA
O hotel Vila Galé Clube de Campo, em Santa Vitória, organiza, até 15
de setembro, o programa Mais Vindimas. Este inclui participação nas
vindimas (da apanha à pisa a pé no lagar), visita à adega Casa de
Santa Vitória e zona de vinificação, almoço no hotel e visita à cave
com prova de vinhos. €45/pax. Reservas 707 214 214, e-mail: campo.
reservas@vilagale.pt.
RIBATEJO
Nos dias 8 e 9 de setembro, 19 produtores de vinho da região do
Ribatejo, abrem as portas das suas adegas e mostram as suas vinhas a
todos os visitantes que queiram arregaçar mangas e juntar-se às
vindimas. Mais informações em www.cvrtejo.pt.
http://visao.sapo.pt/abriu-a-epoca-das-vindimas=f684256
...e com elas a oportunidade de experimentar esta atividade, ao vivo e
a cores. A festa vive-se dentro e fora das vinhas e adegas!
Sandra Pinto (texto)
0:00 Quinta, 6 de Setembro de 2012
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Filipe Paiva
AZAMBUJA
O dia já está marcado, 15 de setembro é a data escolhida para se fazer
vindimas, em Aveiras de Cima, no concelho da Azambuja. Das 17 adegas
que integram o projeto Vila Museu do Vinho, cinco vão estar
disponíveis para receber os "enólogos" improvisados. Faça a sua
inscrição prévia, experimente a pisa da uva no lagar e junte-se à
visita guiada à adega em plena laboração. O programa, que se estende
das 9 às 16 horas, inclui ainda um almoço típico (também ele
confecionado com a sua ajuda) e uma prova de vinho conduzida por um
enólogo. Inscrições T. 263 400 476, 96 929 1774, 96 929 179. €25/pax,
inclui o chapéu, tesoura de vindima, almoço, prova de vinho e 1
garrafa de vinho.
BEJA
O hotel Vila Galé Clube de Campo, em Santa Vitória, organiza, até 15
de setembro, o programa Mais Vindimas. Este inclui participação nas
vindimas (da apanha à pisa a pé no lagar), visita à adega Casa de
Santa Vitória e zona de vinificação, almoço no hotel e visita à cave
com prova de vinhos. €45/pax. Reservas 707 214 214, e-mail: campo.
reservas@vilagale.pt.
RIBATEJO
Nos dias 8 e 9 de setembro, 19 produtores de vinho da região do
Ribatejo, abrem as portas das suas adegas e mostram as suas vinhas a
todos os visitantes que queiram arregaçar mangas e juntar-se às
vindimas. Mais informações em www.cvrtejo.pt.
http://visao.sapo.pt/abriu-a-epoca-das-vindimas=f684256
Mudança de clima obriga produtor de vinho a mudar-se para o litoral
2012 15:22
As mudanças do clima empurraram um produtor de vinhos do Alentejo para perto do mar, neste caso para a zona de Milfontes, onde irá plantar 40 hectares de vinha.
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2012/09/05/mudanca-de-clima-obriga-produtor-de-vinho-a-mudar-se-para-o-litoral
Nova embalagem da Tetra Pak oferece maior funcionalidade ao consumidor e mais espaço para a comunicação das marcas
A Tetra Pak, líder em soluções de tratamento e embalagem para
alimentos, divulga hoje a sua mais recente inovação em embalagens de
cartão, a Tetra Brik® Aseptic 1000 Mid LightCap 24.
A nova embalagem, que vem reforçar o sucesso da embalagem Tetra Brik
Aseptic 1000 Base, oferece o sistema de abertura com rosca mais
económico da Tetra Pak, garante aos consumidores uma funcionalidade
acrescida e oferece aos produtores mais espaço para a comunicação das
suas marcas.
Resposta às necessidades dos consumidores
A Tetra Brik Aseptic 1000 Mid LightCap 24 apresenta várias
características que garantem a segurança e frescura dos produtos e
que, ao mesmo tempo, aumentam a funcionalidade da embalagem.
A nova embalagem é adequada para o enchimento de diferentes produtos,
como leites UHT, sumos 100% e néctares, bebidas de fruta sem gás ou
vinho; a protecção barreira das embalagens assépticas garante a
frescura dos alimentos durante vários meses sem necessidade de
distribuição ou armazenagem refrigeradas. Adicionalmente, o sistema de
abertura com membrana de protecção aumenta a segurança para o
consumidor.
O sistema de rosca LightCap 24 combina uma abertura pré-laminada com a
tecnologia de Moldagem por Injecção Directa (DIMC), oferecendo ao
consumidor uma abertura de maior diâmetro que melhora o desempenho da
embalagem ao mesmo tempo que é utilizada uma menor quantidade de
matérias-primas - alia-se funcionalidade para o consumidor com
eficiência de custos para os produtores.
Eficiência e flexibilidade para os produtores
A nova embalagem de cartão da Tetra Pak permite também melhorar a
eficiência ao nível da distribuição que anteriormente era
proporcionada pela Tetra Brik Aseptic 1000 Base com abertura por
perfuração, possibilitando seis camadas por palete. Isto permite aos
produtores distribuir o mesmo volume por palete com maior
funcionalidade para o consumidor devido ao novo sistema de abertura.
"Estamos muito satisfeitos com o melhor aproveitamento das paletes
conseguido pela Tetra Brik Aseptic 1000 Mid LightCap 24, que permite
uma distribuição mais eficiente na medida em que a embalagem ocupa
menos espaço no transporte. Isto permite-nos paletizar em seis
camadas, mais uma que as cinco possíveis com a anterior embalagem.
Agora somos capazes de fazer uma armazenagem na vertical mais
eficiente ao mesmo tempo que reduzimos o desperdício resultante de um
menor número de perdas", refere Fernando Koch, responsável da unidade
fabril da SOPROLE, um produtor de lacticínios do Grupo Fonterra.
"Além disso, a máquina de enchimento Tetra Pak A3/Flex funciona sem
problemas. Estamos muito satisfeitos com o desempenho do equipamento",
acrescenta o mesmo responsável.
A embalagem Tetra Brik Aseptic 1000 Mid LightCap 24 é formada e cheia
na máquina de enchimento Tetra Pak A/3Flex 0400V. Isto permite aos
clientes aumentar o número de embalagens produzidas por hora, passando
de 6,000 unidades Tetra Brik Aseptic 1000 Base com abertura perfurada
(máquina de enchimento TBA/8) para 8.000 embalagens/hora.
"Num mercado cada vez mais competitivo, os nossos clientes valorizam a
possibilidade e a flexibilidade de poderem responder às exigências dos
seus consumidores em diferentes mercados, mantendo uma elevada
eficiência a baixos custos", afirma Seda Solmaz, gestora de produto da
Tetra Brik Aseptic Baseline e Midline
A Tetra Brik Aseptic Mid LightCap 24 estará disponível a nível global
em Março de 2013.
Fonte: gci
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/06d.htm
alimentos, divulga hoje a sua mais recente inovação em embalagens de
cartão, a Tetra Brik® Aseptic 1000 Mid LightCap 24.
A nova embalagem, que vem reforçar o sucesso da embalagem Tetra Brik
Aseptic 1000 Base, oferece o sistema de abertura com rosca mais
económico da Tetra Pak, garante aos consumidores uma funcionalidade
acrescida e oferece aos produtores mais espaço para a comunicação das
suas marcas.
Resposta às necessidades dos consumidores
A Tetra Brik Aseptic 1000 Mid LightCap 24 apresenta várias
características que garantem a segurança e frescura dos produtos e
que, ao mesmo tempo, aumentam a funcionalidade da embalagem.
A nova embalagem é adequada para o enchimento de diferentes produtos,
como leites UHT, sumos 100% e néctares, bebidas de fruta sem gás ou
vinho; a protecção barreira das embalagens assépticas garante a
frescura dos alimentos durante vários meses sem necessidade de
distribuição ou armazenagem refrigeradas. Adicionalmente, o sistema de
abertura com membrana de protecção aumenta a segurança para o
consumidor.
O sistema de rosca LightCap 24 combina uma abertura pré-laminada com a
tecnologia de Moldagem por Injecção Directa (DIMC), oferecendo ao
consumidor uma abertura de maior diâmetro que melhora o desempenho da
embalagem ao mesmo tempo que é utilizada uma menor quantidade de
matérias-primas - alia-se funcionalidade para o consumidor com
eficiência de custos para os produtores.
Eficiência e flexibilidade para os produtores
A nova embalagem de cartão da Tetra Pak permite também melhorar a
eficiência ao nível da distribuição que anteriormente era
proporcionada pela Tetra Brik Aseptic 1000 Base com abertura por
perfuração, possibilitando seis camadas por palete. Isto permite aos
produtores distribuir o mesmo volume por palete com maior
funcionalidade para o consumidor devido ao novo sistema de abertura.
"Estamos muito satisfeitos com o melhor aproveitamento das paletes
conseguido pela Tetra Brik Aseptic 1000 Mid LightCap 24, que permite
uma distribuição mais eficiente na medida em que a embalagem ocupa
menos espaço no transporte. Isto permite-nos paletizar em seis
camadas, mais uma que as cinco possíveis com a anterior embalagem.
Agora somos capazes de fazer uma armazenagem na vertical mais
eficiente ao mesmo tempo que reduzimos o desperdício resultante de um
menor número de perdas", refere Fernando Koch, responsável da unidade
fabril da SOPROLE, um produtor de lacticínios do Grupo Fonterra.
"Além disso, a máquina de enchimento Tetra Pak A3/Flex funciona sem
problemas. Estamos muito satisfeitos com o desempenho do equipamento",
acrescenta o mesmo responsável.
A embalagem Tetra Brik Aseptic 1000 Mid LightCap 24 é formada e cheia
na máquina de enchimento Tetra Pak A/3Flex 0400V. Isto permite aos
clientes aumentar o número de embalagens produzidas por hora, passando
de 6,000 unidades Tetra Brik Aseptic 1000 Base com abertura perfurada
(máquina de enchimento TBA/8) para 8.000 embalagens/hora.
"Num mercado cada vez mais competitivo, os nossos clientes valorizam a
possibilidade e a flexibilidade de poderem responder às exigências dos
seus consumidores em diferentes mercados, mantendo uma elevada
eficiência a baixos custos", afirma Seda Solmaz, gestora de produto da
Tetra Brik Aseptic Baseline e Midline
A Tetra Brik Aseptic Mid LightCap 24 estará disponível a nível global
em Março de 2013.
Fonte: gci
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/06d.htm
Auchan compra mais de 80% dos frescos em Portugal
Retalho
Dírcia Lopes
06/09/12 00:05
12 Leitores Online 2953 Pageviews Diários
O grupo, que detém os hipermercados Jumbo e Pão de Açúcar, justifica a
aposta na produção nacional com as poupanças nos custos de logística.
O grupo Auchan, que detém os hipermercados Jumbo e Pão de Açúcar,
garante que está a privilegiar as compras junto de fornecedores
portugueses. Na área dos produtos frescos, o grupo francês revela que
84,4% dos bens vendidos são de origem nacional. O director da área de
produtos frescos da Auchan, Aníbal Marques, justifica a aposta, em
entrevista ao Diário Económico, com o facto de conseguir poupanças de
custos de transporte e logísticos.
Numa altura em que os operadores da grande distribuição continuam a
figurar entre os maiores importadores, o responsável da Auchan, cujo
volume de vendas em Portugal ascende a 1,5 mil milhões de euros,
assegura que "a regra é importar o mínimo e só quando não há
disponível em Portugal". Aníbal Marques sublinha que "só compramos
fora quando não temos a quantidade ou o preço disponível no mercado
nacional". "Temos muitos exemplos de produtores locais, que começam
por fornecer as lojas das regiões onde estão inseridos e mais tarde
passam a vender a nível nacional para o grupo". Nesta fase, a
retalhista tem 600 fornecedores na área dos produtos frescos, dos
quais cerca de 490 são nacionais.
De acordo com a mesma fonte, "há poupanças em comprar nacional, já que
nos produtos frescos o transporte de frio é caro, logo a produção
nacional é competitiva face a qualquer oferta que venha do
estrangeiro".
http://economico.sapo.pt/noticias/auchan-compra-mais-de-80-dos-frescos-em-portugal_151176.html
Dírcia Lopes
06/09/12 00:05
12 Leitores Online 2953 Pageviews Diários
O grupo, que detém os hipermercados Jumbo e Pão de Açúcar, justifica a
aposta na produção nacional com as poupanças nos custos de logística.
O grupo Auchan, que detém os hipermercados Jumbo e Pão de Açúcar,
garante que está a privilegiar as compras junto de fornecedores
portugueses. Na área dos produtos frescos, o grupo francês revela que
84,4% dos bens vendidos são de origem nacional. O director da área de
produtos frescos da Auchan, Aníbal Marques, justifica a aposta, em
entrevista ao Diário Económico, com o facto de conseguir poupanças de
custos de transporte e logísticos.
Numa altura em que os operadores da grande distribuição continuam a
figurar entre os maiores importadores, o responsável da Auchan, cujo
volume de vendas em Portugal ascende a 1,5 mil milhões de euros,
assegura que "a regra é importar o mínimo e só quando não há
disponível em Portugal". Aníbal Marques sublinha que "só compramos
fora quando não temos a quantidade ou o preço disponível no mercado
nacional". "Temos muitos exemplos de produtores locais, que começam
por fornecer as lojas das regiões onde estão inseridos e mais tarde
passam a vender a nível nacional para o grupo". Nesta fase, a
retalhista tem 600 fornecedores na área dos produtos frescos, dos
quais cerca de 490 são nacionais.
De acordo com a mesma fonte, "há poupanças em comprar nacional, já que
nos produtos frescos o transporte de frio é caro, logo a produção
nacional é competitiva face a qualquer oferta que venha do
estrangeiro".
http://economico.sapo.pt/noticias/auchan-compra-mais-de-80-dos-frescos-em-portugal_151176.html
Assunção Cristas disponível para ir ao Parlamento
Deputados questionam combate aos incêndios
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse nesta quarta-feira,
no Cartaxo, que está totalmente disponível para ir ao Parlamento
responder às questões dos deputados sobre os incêndios, estando a
tentar encontrar disponibilidade de agenda.
05 Setembro 2012Nº de votos (1) Comentários (1)
Por:Lusa
A governante foi chamada, juntamente com o ministro da Administração
Interna, Miguel Macedo, pela oposição parlamentar, para ir à
Assembleia da República explicar o que aconteceu nos incêndios de
Julho no Algarve.
"Com certeza que é preciso trabalhar em muitas áreas para poder ajudar
a prevenir o mais possível e sobretudo reagir o mais possível", disse,
referindo a necessidade de intervir em áreas como a gestão da
floresta, o cadastro, o conhecimento da propriedade, a existência de
políticas activas de mobilização dessa propriedade, e de uma "grande
articulação das forças no terreno", matérias que abordará no
Parlamento.
Por outro lado, Cristas sublinhou que o grupo interdisciplinar está a
trabalhar sobre o problema da seca e das alterações climáticas, de
forma a encontrar "vários domínios de respostas prontas, de forma a
prevenir as dificuldades que fazem parte do clima".
Assunção Cristas visitou a Agroglobal - Feira do Milho e das Grandes
Culturas, que decorre até quinta-feira em Valada, onde participou numa
mesa redonda sobre 'o que tem a agricultura para dar aos portugueses',
que contou ainda com as participações de António Borges e de João
Ferreira do Amaral.
A ministra adiantou que a área ardida antes dos grandes incêndios
desta semana estava em cerca de 70 mil hectares, faltando contabilizar
as áreas agora afectadas.
Cristas recusou ver no requerimento da sua ida ao Parlamento qualquer
"ataque da esquerda" à sua pasta, declarando-se disponível para "dar
todas as explicações".
Recusou ainda comentar referências a uma possível remodelação
governamental que incluiria o seu nome, afirmando apenas que o seu
ministério passou a coordenar um conjunto de áreas que têm a ver muito
umas com as outras.
"Nada disso me perturba. Sinto-me muito confortável a fazer o que me
foi pedido", disse, considerando que a "extensão" do seu ministério é
uma "oportunidade para resolver matérias que nunca foram resolvidas".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/assuncao-cristas-disponivel-para-ir-ao-parlamento
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse nesta quarta-feira,
no Cartaxo, que está totalmente disponível para ir ao Parlamento
responder às questões dos deputados sobre os incêndios, estando a
tentar encontrar disponibilidade de agenda.
05 Setembro 2012Nº de votos (1) Comentários (1)
Por:Lusa
A governante foi chamada, juntamente com o ministro da Administração
Interna, Miguel Macedo, pela oposição parlamentar, para ir à
Assembleia da República explicar o que aconteceu nos incêndios de
Julho no Algarve.
"Com certeza que é preciso trabalhar em muitas áreas para poder ajudar
a prevenir o mais possível e sobretudo reagir o mais possível", disse,
referindo a necessidade de intervir em áreas como a gestão da
floresta, o cadastro, o conhecimento da propriedade, a existência de
políticas activas de mobilização dessa propriedade, e de uma "grande
articulação das forças no terreno", matérias que abordará no
Parlamento.
Por outro lado, Cristas sublinhou que o grupo interdisciplinar está a
trabalhar sobre o problema da seca e das alterações climáticas, de
forma a encontrar "vários domínios de respostas prontas, de forma a
prevenir as dificuldades que fazem parte do clima".
Assunção Cristas visitou a Agroglobal - Feira do Milho e das Grandes
Culturas, que decorre até quinta-feira em Valada, onde participou numa
mesa redonda sobre 'o que tem a agricultura para dar aos portugueses',
que contou ainda com as participações de António Borges e de João
Ferreira do Amaral.
A ministra adiantou que a área ardida antes dos grandes incêndios
desta semana estava em cerca de 70 mil hectares, faltando contabilizar
as áreas agora afectadas.
Cristas recusou ver no requerimento da sua ida ao Parlamento qualquer
"ataque da esquerda" à sua pasta, declarando-se disponível para "dar
todas as explicações".
Recusou ainda comentar referências a uma possível remodelação
governamental que incluiria o seu nome, afirmando apenas que o seu
ministério passou a coordenar um conjunto de áreas que têm a ver muito
umas com as outras.
"Nada disso me perturba. Sinto-me muito confortável a fazer o que me
foi pedido", disse, considerando que a "extensão" do seu ministério é
uma "oportunidade para resolver matérias que nunca foram resolvidas".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/assuncao-cristas-disponivel-para-ir-ao-parlamento
Nações Unidas defendem intervenção nos preços para evitar crise
Alimentos
As três agências das Nações Unidas responsáveis pelas questões
alimentares apelaram hoje para uma intervenção internacional "rápida e
coordenada" que impeça a repetição da crise alimentar de 2008, numa
altura em que os preços dos alimentos continuam a subir.
04 Setembro 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Num comunicado comum, o director-geral da organização das Nações
Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva,
o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola
(FIDA), Kanayo F. Nwanze, e a directora executiva do Programa
Alimentar Mundial (PAM), Ertharin Cousin, apelam ainda para "o combate
às causas profundas do aumento do preço dos alimentos".
"A situação nos mercados globais de alimentos, caracterizada por um
forte aumento dos preços do trigo, milho e soja, provocou receios de
uma repetição da crise alimentar de 2007-2008. Uma resposta rápida e
coordenada à escala internacional pode evitar a sua repetição",
consideraram os três responsáveis.
Trata-se de "agir prontamente para assegurar que esses choques de
preços não levem a uma catástrofe que venha a afligir dezenas de
milhões de pessoas ao longo dos próximos meses", advertiram.
A FAO, PAM e FIDA, consideram que "os preços elevados dos alimentos
são um sintoma, não a doença" e defendem que a comunidade
internacional "deve tomar medidas preventivas para evitar aumentos
excessivos, fazendo uma intervenção ao nível das causas profundas que
estão na origem do aumento dos preços".
Os responsáveis defendem a "produção sustentável nos países pobres
importadores de alimentos, que geralmente têm um enorme potencial para
o aumento da produção".
"Tal permitiria abastecer os mercados locais e criar empregos e
receitas, particularmente nas zonas rurais onde vivem 70 por cento dos
pobres do planeta", consideraram.
"Devemos abordar também o problema do desperdício e da perda de um
terço dos alimentos produzidos no mundo devido a alterações,
deterioração ou outras causas", acrescentaram.
As três agências defendem ainda uma "dupla abordagem" com o objectivo
de apoiar os investimentos a longo prazo na agricultura, nomeadamente
dos pequenos agricultores, garantindo ao mesmo tempo o estabelecimento
de redes de segurança para produtores e consumidores pobres que evitem
situações de fome e pobreza a curto prazo.
As organizações apontam ainda algumas medidas a evitar: "os países
devem abster-se de fazer compras impulsionadas pelo pânico e pelas
restrições às exportações, que apesar de ajudarem temporariamente
alguns consumidores, se revelam ineficazes e dificultam a vida a todos
os outros".
"A crescente conversão de culturas de alimentos em biocombustíveis e a
especulação financeira desempenharam um papel no aumento e na
volatilidade dos preços", denunciam ainda as organizações das Nações
Unidas, renovando uma recomendação da reunião do G20 de 2011 em Paris,
que vai no sentido de que as autorizações para a produção de
biocombustíveis sejam ajustadas quando o abastecimento de alimentos
esteja ameaçado.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/nacoes-unidas-defendem-intervencao-nos-precos-para-evitar-crise
As três agências das Nações Unidas responsáveis pelas questões
alimentares apelaram hoje para uma intervenção internacional "rápida e
coordenada" que impeça a repetição da crise alimentar de 2008, numa
altura em que os preços dos alimentos continuam a subir.
04 Setembro 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Num comunicado comum, o director-geral da organização das Nações
Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva,
o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola
(FIDA), Kanayo F. Nwanze, e a directora executiva do Programa
Alimentar Mundial (PAM), Ertharin Cousin, apelam ainda para "o combate
às causas profundas do aumento do preço dos alimentos".
"A situação nos mercados globais de alimentos, caracterizada por um
forte aumento dos preços do trigo, milho e soja, provocou receios de
uma repetição da crise alimentar de 2007-2008. Uma resposta rápida e
coordenada à escala internacional pode evitar a sua repetição",
consideraram os três responsáveis.
Trata-se de "agir prontamente para assegurar que esses choques de
preços não levem a uma catástrofe que venha a afligir dezenas de
milhões de pessoas ao longo dos próximos meses", advertiram.
A FAO, PAM e FIDA, consideram que "os preços elevados dos alimentos
são um sintoma, não a doença" e defendem que a comunidade
internacional "deve tomar medidas preventivas para evitar aumentos
excessivos, fazendo uma intervenção ao nível das causas profundas que
estão na origem do aumento dos preços".
Os responsáveis defendem a "produção sustentável nos países pobres
importadores de alimentos, que geralmente têm um enorme potencial para
o aumento da produção".
"Tal permitiria abastecer os mercados locais e criar empregos e
receitas, particularmente nas zonas rurais onde vivem 70 por cento dos
pobres do planeta", consideraram.
"Devemos abordar também o problema do desperdício e da perda de um
terço dos alimentos produzidos no mundo devido a alterações,
deterioração ou outras causas", acrescentaram.
As três agências defendem ainda uma "dupla abordagem" com o objectivo
de apoiar os investimentos a longo prazo na agricultura, nomeadamente
dos pequenos agricultores, garantindo ao mesmo tempo o estabelecimento
de redes de segurança para produtores e consumidores pobres que evitem
situações de fome e pobreza a curto prazo.
As organizações apontam ainda algumas medidas a evitar: "os países
devem abster-se de fazer compras impulsionadas pelo pânico e pelas
restrições às exportações, que apesar de ajudarem temporariamente
alguns consumidores, se revelam ineficazes e dificultam a vida a todos
os outros".
"A crescente conversão de culturas de alimentos em biocombustíveis e a
especulação financeira desempenharam um papel no aumento e na
volatilidade dos preços", denunciam ainda as organizações das Nações
Unidas, renovando uma recomendação da reunião do G20 de 2011 em Paris,
que vai no sentido de que as autorizações para a produção de
biocombustíveis sejam ajustadas quando o abastecimento de alimentos
esteja ameaçado.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/nacoes-unidas-defendem-intervencao-nos-precos-para-evitar-crise
Ministra da Agricultura fria e insensível como o granizo
Ou como um sorriso afável pode esconder uma pedra de gelo…
Berta Santos
Em Maio e Julho passados, violentas quedas de granizo "vindimaram"
mais de mil hectares de Vinha e estragaram outras culturas em várias
freguesias dos concelhos de Vila Real, Alijó, Sabrosa, Murça e S. João
da Pesqueira, dentro da Região Demarcada do Douro. Foi um desastre
que, de um momento para o outro, fez desaparecer o investimento, o
produto do trabalho e o sustento de centenas de famílias de
Vitivinicultores que se encontram desesperados.
Ainda o granizo não se tinha derretido, e já a AVIDOURO, Associação
dos Vitivinicultores Independentes do Douro, estava no terreno a
acompanhar e a apoiar os Vitivinicultores afectados, ao mesmo tempo
que apresentava, à Ministra da Agricultura e ao Governo, um conjunto
de propostas e reclamações para acudir ao problema de graves
consequências económicas e sociais.
De igual forma, Autarcas e Autarquias, das zonas atingidas pelo
granizo, expressavam a sua solidariedade e a preocupação face ao
sucedido e também apelavam para uma intervenção do Governo.
Pressionada, a Ministra da Agricultura fez publicamente algumas
promessas que, para além de vagas, são muito insatisfatórias. Mas, a
Ministra da Agricultura recusou logo qualquer apoio financeiro a fundo
perdido, apoio esse que a AVIDOURO considera indispensável para
permitir a centenas de Vitivinicultores continuar a produzir como a
Região e o País tanto precisam.
Nas posições até agora assumidas - e para se desresponsabilizarem - a
Ministra e o Governo remetem para as indemnizações via seguros
agrícolas qualquer apoio financeiro para o desastre, como se não
soubessem que os seguros agrícolas são demasiado caros e
desinteressantes para a Lavoura, e estão é feitos para servir as
Seguradoras. Portanto, ao remeter o assunto dos prejuízos causados
pelo granizo para o âmbito quase exclusivo dos seguros agrícolas, a
Ministra da Agricultura parece ser Ministra das Seguradoras e não dos
Agricultores.
Aliás, a Ministra da Agricultura - que tanto gosta de aparecer na
comunicação social a anunciar e a voltar a anunciar "coisas"
supostamente "boas" - esteve noutro concelho muito perto das zonas
afectadas apenas dois dias depois da pior queda de granizo. Pois não
foi capaz de se deslocar um pouco mais para visitar as freguesias
atingidas e avaliar melhor o desastre e o drama dos Agricultores. É
por isso que a AVIDOURO e os Vitivinicultores classificaram - e
classificam - esta Ministra da Agricultura como sendo fria e
insensível como o granizo ! E com políticas agro-rurais que não cessam
de provocar prejuízos à Lavoura e aos Agricultores…
Mas também é necessário chamar a atenção para o silêncio
(comprometedor…) do Primeiro-Ministro, dos Deputados e outros
representantes do partido (PSD) maioritário no actual Governo pois
este mesmo partido, em 2006, propôs na Assembleia da República (à data
com o PS no Governo) a atribuição, aos Vitivinicultores então
afectados, de um apoio financeiro a fundo perdido face a idêntico
problema provocado por queda de granizo na Região Demarcada do Douro.
Então e agora ?...
Bom, a Ministra da Agricultura diz-se cristã-católica. Se nos é
permitido utilizar a ideia, diremos que se Jesus Cristo fosse
Primeiro-Ministro teria imediatamente demitido esta Ministra da
Agricultura "só" pela frieza e insensibilidade por ela demonstradas
neste caso dos prejuízos do granizo no Douro !
Berta Santos
Presidente da Direcção da AVIDOURO
Publicado em 05/09/2012
http://www.agroportal.pt/a/2012/bsantos.htm
Berta Santos
Em Maio e Julho passados, violentas quedas de granizo "vindimaram"
mais de mil hectares de Vinha e estragaram outras culturas em várias
freguesias dos concelhos de Vila Real, Alijó, Sabrosa, Murça e S. João
da Pesqueira, dentro da Região Demarcada do Douro. Foi um desastre
que, de um momento para o outro, fez desaparecer o investimento, o
produto do trabalho e o sustento de centenas de famílias de
Vitivinicultores que se encontram desesperados.
Ainda o granizo não se tinha derretido, e já a AVIDOURO, Associação
dos Vitivinicultores Independentes do Douro, estava no terreno a
acompanhar e a apoiar os Vitivinicultores afectados, ao mesmo tempo
que apresentava, à Ministra da Agricultura e ao Governo, um conjunto
de propostas e reclamações para acudir ao problema de graves
consequências económicas e sociais.
De igual forma, Autarcas e Autarquias, das zonas atingidas pelo
granizo, expressavam a sua solidariedade e a preocupação face ao
sucedido e também apelavam para uma intervenção do Governo.
Pressionada, a Ministra da Agricultura fez publicamente algumas
promessas que, para além de vagas, são muito insatisfatórias. Mas, a
Ministra da Agricultura recusou logo qualquer apoio financeiro a fundo
perdido, apoio esse que a AVIDOURO considera indispensável para
permitir a centenas de Vitivinicultores continuar a produzir como a
Região e o País tanto precisam.
Nas posições até agora assumidas - e para se desresponsabilizarem - a
Ministra e o Governo remetem para as indemnizações via seguros
agrícolas qualquer apoio financeiro para o desastre, como se não
soubessem que os seguros agrícolas são demasiado caros e
desinteressantes para a Lavoura, e estão é feitos para servir as
Seguradoras. Portanto, ao remeter o assunto dos prejuízos causados
pelo granizo para o âmbito quase exclusivo dos seguros agrícolas, a
Ministra da Agricultura parece ser Ministra das Seguradoras e não dos
Agricultores.
Aliás, a Ministra da Agricultura - que tanto gosta de aparecer na
comunicação social a anunciar e a voltar a anunciar "coisas"
supostamente "boas" - esteve noutro concelho muito perto das zonas
afectadas apenas dois dias depois da pior queda de granizo. Pois não
foi capaz de se deslocar um pouco mais para visitar as freguesias
atingidas e avaliar melhor o desastre e o drama dos Agricultores. É
por isso que a AVIDOURO e os Vitivinicultores classificaram - e
classificam - esta Ministra da Agricultura como sendo fria e
insensível como o granizo ! E com políticas agro-rurais que não cessam
de provocar prejuízos à Lavoura e aos Agricultores…
Mas também é necessário chamar a atenção para o silêncio
(comprometedor…) do Primeiro-Ministro, dos Deputados e outros
representantes do partido (PSD) maioritário no actual Governo pois
este mesmo partido, em 2006, propôs na Assembleia da República (à data
com o PS no Governo) a atribuição, aos Vitivinicultores então
afectados, de um apoio financeiro a fundo perdido face a idêntico
problema provocado por queda de granizo na Região Demarcada do Douro.
Então e agora ?...
Bom, a Ministra da Agricultura diz-se cristã-católica. Se nos é
permitido utilizar a ideia, diremos que se Jesus Cristo fosse
Primeiro-Ministro teria imediatamente demitido esta Ministra da
Agricultura "só" pela frieza e insensibilidade por ela demonstradas
neste caso dos prejuízos do granizo no Douro !
Berta Santos
Presidente da Direcção da AVIDOURO
Publicado em 05/09/2012
http://www.agroportal.pt/a/2012/bsantos.htm
Moçambique: Necessário identificar papel da agricultura no processo de industrialização do país
Moçambique tem múltiplos planos de desenvolvimento agrícola, mas não
consegue identificar o papel da agricultura no processo de
industrialização do país, considerou o director do Instituto de
Estudos Sociais e Económicos (IESE) moçambicano, Carlos Nuno
Castel-Branco.
Falando na III conferência internacional do IESE, o responsável pela
instituição de pesquisa disse "haver vários interesses" no sector
agrícola moçambicano, mas ressalvou: "Não está tão claro qual é o
interesse na agricultura".
O IESE iniciou hoje uma série de debates subordinados ao tema
"Moçambique: Acumulação e Transformação num Contexto de Crise
Internacional", visando introduzir novas perspectivas e abordagens
fundadas numa análise de economia política do país.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/05d.htm
consegue identificar o papel da agricultura no processo de
industrialização do país, considerou o director do Instituto de
Estudos Sociais e Económicos (IESE) moçambicano, Carlos Nuno
Castel-Branco.
Falando na III conferência internacional do IESE, o responsável pela
instituição de pesquisa disse "haver vários interesses" no sector
agrícola moçambicano, mas ressalvou: "Não está tão claro qual é o
interesse na agricultura".
O IESE iniciou hoje uma série de debates subordinados ao tema
"Moçambique: Acumulação e Transformação num Contexto de Crise
Internacional", visando introduzir novas perspectivas e abordagens
fundadas numa análise de economia política do país.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/05d.htm
Preços regulados
Ministério da agricultura intervém
O Ministério da Agricultura vai regular os preços no sector do
produtor à distribuição. A intenção foi anunciada ontem pela ministra
Assunção Cristas, na visita à Agroglobal, Feira do Milho e Grandes
Culturas, no Cartaxo.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
"Este é o momento, auscultámos todo o sector, recebemos todos os
contributos antes do Verão e, neste momento, estamos a fechar as
propostas", afirmou, referindo o trabalho que tem vindo a ser
desenvolvido com o Ministério da Economia no âmbito da Plataforma de
Acompanhamento das Relações da Cadeia Agroalimentar. O sector leiteiro
será o primeiro a testar o modelo. A ministra garantiu que o Governo
se tem "batido sempre pela manutenção das quotas leiteiras",
assegurando que pedirá "possibilidades específicas para o sector".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/precos-regulados
O Ministério da Agricultura vai regular os preços no sector do
produtor à distribuição. A intenção foi anunciada ontem pela ministra
Assunção Cristas, na visita à Agroglobal, Feira do Milho e Grandes
Culturas, no Cartaxo.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
"Este é o momento, auscultámos todo o sector, recebemos todos os
contributos antes do Verão e, neste momento, estamos a fechar as
propostas", afirmou, referindo o trabalho que tem vindo a ser
desenvolvido com o Ministério da Economia no âmbito da Plataforma de
Acompanhamento das Relações da Cadeia Agroalimentar. O sector leiteiro
será o primeiro a testar o modelo. A ministra garantiu que o Governo
se tem "batido sempre pela manutenção das quotas leiteiras",
assegurando que pedirá "possibilidades específicas para o sector".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/precos-regulados
António Borges defende redução dos custos de produção
AGRICULTURA
por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaOntem
O economista António Borges apontou hoje as formas de tornar a
agricultura portuguesa mais competitiva e mais orientada para os
mercados internacionais.
António Borges participou hoje, na qualidade de professor convidado da
Universidade Católica e de agricultor, numa mesa redonda sobre "o que
tem a agricultura para dar aos portugueses", organizada pela
Associação Nacional de Produtores de Milho (Anpromis) no âmbito da
Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas, que decorre até
quinta-feira em Valada, no concelho do Cartaxo.
Para António Borges, a política seguida em Portugal nos últimos anos
"fez muito mal à competitividade portuguesa em todos os setores
expostos à concorrência estrangeira, de que a agricultura é um exemplo
absolutamente evidente".
Por outro lado, apontou "uma certa dificuldade" dos agricultores
portugueses em se organizarem e trabalharem em conjunto, sobretudo na
área da comercialização.
"Sabemos produzir, temos competências técnicas e capacidade de
produção, mas não sabemos vender", disse, apontando o vinho e o azeite
como exemplos demonstrativos da dificuldade de criar marca e de criar
valor.
"Julgo que isto vem do tempo do Dr. Salazar, em que os agricultores se
limitavam a produzir e o Estado tinha os monopólios que lhes garantiam
a comercialização", disse, defendendo que os produtores nacionais têm
que "ultrapassar essa fase" e habituarem-se a vender o que produzem.
Além desta organização dos agricultores, que lhes daria dimensão e
capacidade negocial, António Borges defendeu uma atuação do Governo,
em várias áreas (desde a concorrência à intervenção nos preços por
exemplo da energia, entre outros) cuja atuação tem, no seu entender,
gerado um impacto negativo na competitividade das empresas.
"Era bom que houvesse, em todas essas frentes, uma preocupação em
tornar as nossas empresas mais competitivas, incluindo na
agricultura", afirmou.
O debate contou ainda com as participações do professor do Instituto
Superior de Economia e Gestão João Ferreira do Amaral, da ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, e do presidente da Anpromis, Luis
Vasconcellos e Souza,tendo sido moderado pela jornalista Raquel
Abecassis.
A Agroglobal decorre num terreno de 200 hectares junto ao rio Tejo,
propriedade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e
Veterinária (INIAV), no qual foram instalados extensos campos de
cultura, zonas de demonstração de máquinas agrícolas e de exposição de
empresas e instituições ligadas a toda a fileira.
A feira, que vai na sua terceira edição, é organizada pelas empresas
Valinveste, Investimentos e Gestão Agrícola, e Agroterra, pelo INIAV e
pela Câmara Municipal do Cartaxo.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2753795&page=-1
por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaOntem
O economista António Borges apontou hoje as formas de tornar a
agricultura portuguesa mais competitiva e mais orientada para os
mercados internacionais.
António Borges participou hoje, na qualidade de professor convidado da
Universidade Católica e de agricultor, numa mesa redonda sobre "o que
tem a agricultura para dar aos portugueses", organizada pela
Associação Nacional de Produtores de Milho (Anpromis) no âmbito da
Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas, que decorre até
quinta-feira em Valada, no concelho do Cartaxo.
Para António Borges, a política seguida em Portugal nos últimos anos
"fez muito mal à competitividade portuguesa em todos os setores
expostos à concorrência estrangeira, de que a agricultura é um exemplo
absolutamente evidente".
Por outro lado, apontou "uma certa dificuldade" dos agricultores
portugueses em se organizarem e trabalharem em conjunto, sobretudo na
área da comercialização.
"Sabemos produzir, temos competências técnicas e capacidade de
produção, mas não sabemos vender", disse, apontando o vinho e o azeite
como exemplos demonstrativos da dificuldade de criar marca e de criar
valor.
"Julgo que isto vem do tempo do Dr. Salazar, em que os agricultores se
limitavam a produzir e o Estado tinha os monopólios que lhes garantiam
a comercialização", disse, defendendo que os produtores nacionais têm
que "ultrapassar essa fase" e habituarem-se a vender o que produzem.
Além desta organização dos agricultores, que lhes daria dimensão e
capacidade negocial, António Borges defendeu uma atuação do Governo,
em várias áreas (desde a concorrência à intervenção nos preços por
exemplo da energia, entre outros) cuja atuação tem, no seu entender,
gerado um impacto negativo na competitividade das empresas.
"Era bom que houvesse, em todas essas frentes, uma preocupação em
tornar as nossas empresas mais competitivas, incluindo na
agricultura", afirmou.
O debate contou ainda com as participações do professor do Instituto
Superior de Economia e Gestão João Ferreira do Amaral, da ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, e do presidente da Anpromis, Luis
Vasconcellos e Souza,tendo sido moderado pela jornalista Raquel
Abecassis.
A Agroglobal decorre num terreno de 200 hectares junto ao rio Tejo,
propriedade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e
Veterinária (INIAV), no qual foram instalados extensos campos de
cultura, zonas de demonstração de máquinas agrícolas e de exposição de
empresas e instituições ligadas a toda a fileira.
A feira, que vai na sua terceira edição, é organizada pelas empresas
Valinveste, Investimentos e Gestão Agrícola, e Agroterra, pelo INIAV e
pela Câmara Municipal do Cartaxo.
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2753795&page=-1
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Alqueva corre risco de ficar incompleto
Capoulas Santos, ex-ministro da Agricultura acusa Governo de ter
desviado €500 milhões de Alqueva para outros pequenos projetos. O
regadio do 'grande lago' pode assim ficar incompleto.
23:00 Sexta feira, 31 de agosto de 2012
O projeto de regadio de Alqueva, no Alentejo, está em risco não ser
terminado por falta de dinheiro.
O objetivo de irrigar 110 mil hectares até 2013 traçado pelo governo
de José Sócrates está longe de ser atingido, pois em 2011 a água do
'grande lago' regou apenas 30 mil hectares. Ou seja, ainda há muita
obra para fazer, mas o dinheiro foi para outro lado.
O alerta é deixado por Capoulas Santos, ex-ministro da agricultura
socialista e atualmente deputado no Parlamento Europeu, que garante
que o Governo desviou as verbas disponíveis para a conclusão do
regadio de Alqueva (¤500 milhões entre financiamento comunitário e
nacional) para outros pequenos projetos, comprometendo dessa forma a
conclusão da totalidade do projeto.
http://expresso.sapo.pt/alqueva-corre-risco-de-ficar-incompleto=f750159
desviado €500 milhões de Alqueva para outros pequenos projetos. O
regadio do 'grande lago' pode assim ficar incompleto.
23:00 Sexta feira, 31 de agosto de 2012
O projeto de regadio de Alqueva, no Alentejo, está em risco não ser
terminado por falta de dinheiro.
O objetivo de irrigar 110 mil hectares até 2013 traçado pelo governo
de José Sócrates está longe de ser atingido, pois em 2011 a água do
'grande lago' regou apenas 30 mil hectares. Ou seja, ainda há muita
obra para fazer, mas o dinheiro foi para outro lado.
O alerta é deixado por Capoulas Santos, ex-ministro da agricultura
socialista e atualmente deputado no Parlamento Europeu, que garante
que o Governo desviou as verbas disponíveis para a conclusão do
regadio de Alqueva (¤500 milhões entre financiamento comunitário e
nacional) para outros pequenos projetos, comprometendo dessa forma a
conclusão da totalidade do projeto.
http://expresso.sapo.pt/alqueva-corre-risco-de-ficar-incompleto=f750159
Douro: Diariamente dezenas de viticultores pedem para deixar uvas na Adega de Vila Real
19:42 Sexta feira, 31 de agosto de 2012
Vila Real, 31 ago (Lusa) -- Dezenas de viticultores pedem diariamente
para entregar as uvas desta vindima na Adega de Vila Real, uma das
poucas que tem as "contas em dia" no Douro e onde decorrem
investimentos de dois milhões de euros.
Foi este "bom exemplo" que o secretário de Estado da Agricultura, José
Diogo Albuquerque, fez questão de visitar esta tarde.
É por ter as contas em dia que, por estes dias, muitos viticultores
batem às portas da cooperativa a pedir uma ajuda que, neste caso, se
traduz na entrega das uvas da próxima vindima.
http://expresso.sapo.pt/douro-diariamente-dezenas-de-viticultores-pedem-para-deixar-uvas-na-adega-de-vila-real=f750305
Vila Real, 31 ago (Lusa) -- Dezenas de viticultores pedem diariamente
para entregar as uvas desta vindima na Adega de Vila Real, uma das
poucas que tem as "contas em dia" no Douro e onde decorrem
investimentos de dois milhões de euros.
Foi este "bom exemplo" que o secretário de Estado da Agricultura, José
Diogo Albuquerque, fez questão de visitar esta tarde.
É por ter as contas em dia que, por estes dias, muitos viticultores
batem às portas da cooperativa a pedir uma ajuda que, neste caso, se
traduz na entrega das uvas da próxima vindima.
http://expresso.sapo.pt/douro-diariamente-dezenas-de-viticultores-pedem-para-deixar-uvas-na-adega-de-vila-real=f750305
Évora: Universidade e Fundação da Casa de Bragança fazem parceria para atividades agrícolas
17:12 Terça feira, 4 de setembro de 2012
Évora, 04 set (Lusa) -- A Universidade de Évora (UÉvora) e a Fundação
da Casa de Bragança assinaram um protocolo que vai permitir à academia
alentejana aproveitar um espaço em Vendas Novas para realizar
atividades de cursos e possíveis projetos de investigação.
O protocolo, assinado no final de agosto, vai permitir a utilização do
espaço da Escola Agrícola D. Carlos I, situada em Vendas Novas e
propriedade da fundação, para a realização de atividades dos cursos de
2.º e 3.º ciclos de Silvicultura e Agronomia da academia.
O reitor da UÉvora, Carlos Braumann, adiantou hoje à agência Lusa que
a parceria entre as duas instituições possibilita aos alunos da
universidade prepararem as suas "teses de doutoramento e mestrado" na
escola agrícola.
http://expresso.sapo.pt/evora-universidade-e-fundacao-da-casa-de-braganca-fazem-parceria-para-atividades-agricolas=f751015
Évora, 04 set (Lusa) -- A Universidade de Évora (UÉvora) e a Fundação
da Casa de Bragança assinaram um protocolo que vai permitir à academia
alentejana aproveitar um espaço em Vendas Novas para realizar
atividades de cursos e possíveis projetos de investigação.
O protocolo, assinado no final de agosto, vai permitir a utilização do
espaço da Escola Agrícola D. Carlos I, situada em Vendas Novas e
propriedade da fundação, para a realização de atividades dos cursos de
2.º e 3.º ciclos de Silvicultura e Agronomia da academia.
O reitor da UÉvora, Carlos Braumann, adiantou hoje à agência Lusa que
a parceria entre as duas instituições possibilita aos alunos da
universidade prepararem as suas "teses de doutoramento e mestrado" na
escola agrícola.
http://expresso.sapo.pt/evora-universidade-e-fundacao-da-casa-de-braganca-fazem-parceria-para-atividades-agricolas=f751015
Governo prepara alterações ao regulamento de vendas com prejuízos e práticas desleais
05-09-2012
O Governo vai apresentar, este mês, as propostas de alterações às leis
que regulam as práticas negociais abusivas aos produtores, indústria e
grande distribuição, no âmbito da Plataforma de Acompanhamento das
Relações na Cadeia Agro-alimentar.
Depois de os produtores, indústria e distribuição terem apresentado
propostas no seio da Plataforma de Acompanhamento das Relações na
Cadeia Agro-alimentar (PARCA), os ministérios da Agricultura e da
Economia estão a «trabalhar na revisão da legislação», cuja intenção é
de apresentar propostas concretas ainda este mês, avançou ao Público
fonte
oficial do Ministério da Agricultura.
Em causa estão diplomas que regulam práticas comerciais desleais e,
por exemplo, as multas aplicadas em casos de venda com prejuízo. O
montante das coimas definidas na lei nos casos de venda abaixo do
preço de custo tem sido criticado não só pelos produtores e indústria,
mas também pela própria Autoridade da Concorrência (AdC), que já
admitiu ser pouco significativo o limite de 30 mil euros.
O caso mais recente foi o do Pingo Doce, que depois de ter colocado à
venda todos os produtos com 50 por cento de desconto numa campanha foi
multado com a coima máxima, uma decisão que levou a cadeia do grupo
Jerónimo Martins a analisar a possibilidade de recorrer, ou não.
Pedro Queiroz, director-geral da Federação das Indústrias Portuguesas
Agro-Alimentares (FIPA), afirma que a revisão do valor destas coimas
«é um dos pontos» defendidos pela FIPA na proposta de alteração
legislativa que fez em conjunto com a CIP, organização a que pertence.
Entre as várias sugestões, está ainda uma clarificação do papel
fiscalizador da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e
da AdC na instrução dos processos, nomeadamente por vendas com
prejuízo.
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) também
apresentou «um vasto documento» com propostas de alteração à
regulamentação e defende que é «preciso simplificar e desburocratizar
um conjunto de diplomas». «Estamos com expectativa para ver que
propostas o Governo vai apresentar», diz Ana Isabel Trigo de Morais,
directora-geral da APED.
Para melhorar as relações sempre tensas entre produtores, indústria e
distribuição, o Ministério da Agricultura criou a PARCA, que tem no
seu plano de trabalho a elaboração de um novo Código de Boas Práticas.
Em Janeiro, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, adiantou que
o documento poderia ser assinado ainda no primeiro trimestre do ano, o
que não sucedeu até agora.
O Ministério da Agricultura, contactado pelo Público, esclarece que
«não há documento final aprovado», assinalando que o Código de Boas
Práticas «está nos objectivos da PARCA para este quarto trimestre».
Pedro Queiroz diz que não há atrasos, sublinhando que sempre
defenderam «que as boas práticas devem ter como pano de fundo uma
regulamentação e revisão da legislação actual».
Fonte: Público
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44594.aspx
O Governo vai apresentar, este mês, as propostas de alterações às leis
que regulam as práticas negociais abusivas aos produtores, indústria e
grande distribuição, no âmbito da Plataforma de Acompanhamento das
Relações na Cadeia Agro-alimentar.
Depois de os produtores, indústria e distribuição terem apresentado
propostas no seio da Plataforma de Acompanhamento das Relações na
Cadeia Agro-alimentar (PARCA), os ministérios da Agricultura e da
Economia estão a «trabalhar na revisão da legislação», cuja intenção é
de apresentar propostas concretas ainda este mês, avançou ao Público
fonte
oficial do Ministério da Agricultura.
Em causa estão diplomas que regulam práticas comerciais desleais e,
por exemplo, as multas aplicadas em casos de venda com prejuízo. O
montante das coimas definidas na lei nos casos de venda abaixo do
preço de custo tem sido criticado não só pelos produtores e indústria,
mas também pela própria Autoridade da Concorrência (AdC), que já
admitiu ser pouco significativo o limite de 30 mil euros.
O caso mais recente foi o do Pingo Doce, que depois de ter colocado à
venda todos os produtos com 50 por cento de desconto numa campanha foi
multado com a coima máxima, uma decisão que levou a cadeia do grupo
Jerónimo Martins a analisar a possibilidade de recorrer, ou não.
Pedro Queiroz, director-geral da Federação das Indústrias Portuguesas
Agro-Alimentares (FIPA), afirma que a revisão do valor destas coimas
«é um dos pontos» defendidos pela FIPA na proposta de alteração
legislativa que fez em conjunto com a CIP, organização a que pertence.
Entre as várias sugestões, está ainda uma clarificação do papel
fiscalizador da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e
da AdC na instrução dos processos, nomeadamente por vendas com
prejuízo.
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) também
apresentou «um vasto documento» com propostas de alteração à
regulamentação e defende que é «preciso simplificar e desburocratizar
um conjunto de diplomas». «Estamos com expectativa para ver que
propostas o Governo vai apresentar», diz Ana Isabel Trigo de Morais,
directora-geral da APED.
Para melhorar as relações sempre tensas entre produtores, indústria e
distribuição, o Ministério da Agricultura criou a PARCA, que tem no
seu plano de trabalho a elaboração de um novo Código de Boas Práticas.
Em Janeiro, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, adiantou que
o documento poderia ser assinado ainda no primeiro trimestre do ano, o
que não sucedeu até agora.
O Ministério da Agricultura, contactado pelo Público, esclarece que
«não há documento final aprovado», assinalando que o Código de Boas
Práticas «está nos objectivos da PARCA para este quarto trimestre».
Pedro Queiroz diz que não há atrasos, sublinhando que sempre
defenderam «que as boas práticas devem ter como pano de fundo uma
regulamentação e revisão da legislação actual».
Fonte: Público
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44594.aspx
Paulo Portas destaca crescimento de exportações para o Brasil
04.09.2012 - 19:25 Por Lusa
21 de 24 notícias em Economia« anteriorseguinte »
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, destacou
hoje em São Paulo o aumento das exportações de Portugal para o Brasil,
apesar da situação de crise económica, e defendeu que ainda existe
potencial de crescimento.
"É extraordinário que Portugal e as empresas portuguesas consigam
aumentar as exportações quando a economia está em recessão, e a
maioria dos mercados importantes na Europa está em recessão ou
estagnação", disse Portas a jornalistas em São Paulo, onde está em
viagem oficial, referindo um aumento de nove por cento nas exportações
portuguesa para o Brasil no primeiro semestre deste ano.
O total das exportações para o Brasil em 2011, 1,58 mil milhões de
euros, foi o maior valor desde sempre e Paulo Portas sublinhou hoje
que é um bom sinal para a economia portuguesa o crescimento das
exportações para mercados não tradicionais, os não europeus, como
Brasil, China e países da África.
Portas defendeu que o relacionamento económico com o Brasil tem
potencial para crescer ainda mais, já que os países são apenas os
décimos clientes em exportações um do outro.
A deslocação de Paulo Portas ao Brasil inclui encontros com
empresários e autoridades em São Paulo e em Brasília, onde presidirá
na sexta-feira à abertura do Ano de Portugal no Brasil.
De acordo com o chefe da diplomacia portuguesa, o principal objectivo
da visita é "avançar" em diversos temas, como no contencioso do vinho,
no reconhecimento dos títulos de engenharia e na participação de
empresas portuguesas em obras de infraestrutura no Brasil.
Em relação ao vinho, o Governo brasileiro está a estudar uma
salvaguarda para proteger a produção local, o que poderia implicar
mais impostos sobre os produtores portugueses.
Portas afirmou que tanto os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da
Agricultura como os agricultores e institutos públicos ligados ao
vinho "fizeram tudo o que estava ao seu alcance para proteger-se de
uma taxa injusta". As autoridades brasileiras devem decidir ainda este
ano sobre a aplicação de novas taxas sobre as importações de vinho.
O ministro português participou hoje numa conferência para membros de
instituições financeiras e no seminário "Caminho das Exportações", com
empresas portuguesas e brasileiras, promovido pelo jornal Expresso.
Na quarta-feira terá reuniões na Federação das Indústrias de São
Paulo, com o governador do estado, Geraldo Alckmin, e com o reitor e
estudantes da Universidade de São Paulo.
Portas parte depois para Brasília, onde tem agendados encontros com o
ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Fernando Pimentel, e com o ministro das Relações Exteriores, Antonio
Patriota.
http://economia.publico.pt/Noticia/paulo-portas-destaca-crescimento-de-exportacoes-para-o-brasil-1561706
21 de 24 notícias em Economia« anteriorseguinte »
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, destacou
hoje em São Paulo o aumento das exportações de Portugal para o Brasil,
apesar da situação de crise económica, e defendeu que ainda existe
potencial de crescimento.
"É extraordinário que Portugal e as empresas portuguesas consigam
aumentar as exportações quando a economia está em recessão, e a
maioria dos mercados importantes na Europa está em recessão ou
estagnação", disse Portas a jornalistas em São Paulo, onde está em
viagem oficial, referindo um aumento de nove por cento nas exportações
portuguesa para o Brasil no primeiro semestre deste ano.
O total das exportações para o Brasil em 2011, 1,58 mil milhões de
euros, foi o maior valor desde sempre e Paulo Portas sublinhou hoje
que é um bom sinal para a economia portuguesa o crescimento das
exportações para mercados não tradicionais, os não europeus, como
Brasil, China e países da África.
Portas defendeu que o relacionamento económico com o Brasil tem
potencial para crescer ainda mais, já que os países são apenas os
décimos clientes em exportações um do outro.
A deslocação de Paulo Portas ao Brasil inclui encontros com
empresários e autoridades em São Paulo e em Brasília, onde presidirá
na sexta-feira à abertura do Ano de Portugal no Brasil.
De acordo com o chefe da diplomacia portuguesa, o principal objectivo
da visita é "avançar" em diversos temas, como no contencioso do vinho,
no reconhecimento dos títulos de engenharia e na participação de
empresas portuguesas em obras de infraestrutura no Brasil.
Em relação ao vinho, o Governo brasileiro está a estudar uma
salvaguarda para proteger a produção local, o que poderia implicar
mais impostos sobre os produtores portugueses.
Portas afirmou que tanto os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da
Agricultura como os agricultores e institutos públicos ligados ao
vinho "fizeram tudo o que estava ao seu alcance para proteger-se de
uma taxa injusta". As autoridades brasileiras devem decidir ainda este
ano sobre a aplicação de novas taxas sobre as importações de vinho.
O ministro português participou hoje numa conferência para membros de
instituições financeiras e no seminário "Caminho das Exportações", com
empresas portuguesas e brasileiras, promovido pelo jornal Expresso.
Na quarta-feira terá reuniões na Federação das Indústrias de São
Paulo, com o governador do estado, Geraldo Alckmin, e com o reitor e
estudantes da Universidade de São Paulo.
Portas parte depois para Brasília, onde tem agendados encontros com o
ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Fernando Pimentel, e com o ministro das Relações Exteriores, Antonio
Patriota.
http://economia.publico.pt/Noticia/paulo-portas-destaca-crescimento-de-exportacoes-para-o-brasil-1561706
Previsão de forte queda na produção suinícola nos EUA
31-08-2012
Fonte: FPAS/Eurocarne
Chris Hurt, economista especializado em assuntos agrícolas da
Universidade de Purdue (EUA) publicou um trabalho em que prognostica
importante redução na produção suinícola neste país como resultado da
seca
Segundo Hurt, as percas poderão chegar aos 24 euros por animal durante
este verão, prevendo que poderão chegar aos 48 euros no final deste
ano.
Este especialista e investigador aponta para que nos próximos 12 meses
o sector suinícola venha a perder neste país qualquer coisa como 3.200
milhões de euros.
O governo dos EUA autorizou entretanto a compra de parte dessa
produção mas, na opinião de Hurt, esta medida não será suficiente para
estancar a queda de preços já que "o volume de carne de porco
adquirida só reduzirá as perdas indicadas em cerca de um dólar por
carcaça".
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44569.aspx
Fonte: FPAS/Eurocarne
Chris Hurt, economista especializado em assuntos agrícolas da
Universidade de Purdue (EUA) publicou um trabalho em que prognostica
importante redução na produção suinícola neste país como resultado da
seca
Segundo Hurt, as percas poderão chegar aos 24 euros por animal durante
este verão, prevendo que poderão chegar aos 48 euros no final deste
ano.
Este especialista e investigador aponta para que nos próximos 12 meses
o sector suinícola venha a perder neste país qualquer coisa como 3.200
milhões de euros.
O governo dos EUA autorizou entretanto a compra de parte dessa
produção mas, na opinião de Hurt, esta medida não será suficiente para
estancar a queda de preços já que "o volume de carne de porco
adquirida só reduzirá as perdas indicadas em cerca de um dólar por
carcaça".
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44569.aspx
Berta Cabral quer mais fundos comunitários
A líder do PSD/Açores comprometeu-se ontem a trazer para a Região
fundos comunitários que não estão a ser aproveitados a nível nacional.
A candidata do PSD/Açores a Presidente do Governo comprometeu-se,
ontem, a efectuar diligências para trazer para a Região fundos
comunitários que não estão a ser aproveitados a nível nacional,
garantindo que os sociais-democratas têm "melhores condições" para
fazer essa negociação.
"Porque há já várias medidas esgotadas no PRORURAL, gostaria de deixar
aqui a minha grande vontade de diligenciar no sentido de podermos
trazer para os Açores mais fundos comunitários, que hoje não estão a
ser aproveitados a nível nacional", afirmou Berta Cabral.
A líder social-democrata salientou que a taxa de execução dos fundos
comunitários para a agricultura a nível nacional "é baixa", enquanto
que nos Açores é superior, devendo essas verbas ser aplicadas no
Arquipélago de modo a evitar a devolução de verbas à União Europeia
por parte de Portugal.
"Vamos demonstrar que aqui somos capazes de executar melhor e de forma
permanente os fundos que ainda estão disponíveis no País, para que não
haja retorno de verbas a Bruxelas", disse.
Berta Cabral considerou também fundamental rever os apoios, agilizar a
forma destes serem aplicados e a sua aprovação para melhor ajudar os
produtores.
A candidata do PSD/Açores assegurou que os sociais-democratas estão em
melhores condições de liderar esse processo pois têm técnicos "muito
bons nesta área" no governo da República e na União Europeia, além de
terem a vantagem de quem "chega de novo, com uma nova argumentação e
não tem de justificar o que está para trás".
Para a líder social-democrata, é "imperioso apostar no apoio aos
factores de produção", cujo preço constitui actualmente "um grande
problema" para o sector agrícola, causando perdas no rendimento dos
agricultores.
"Os adubos subiram mais de 60%, as rações subiram 98% nos últimos sete
anos, o gasóleo subiu 90% nos últimos sete anos e o preço leite está
estável. Isto significa que há uma perda de rendimento objectiva",
alertou.
Berta Cabral acrescentou que os Açores têm pela frente "grandes
desafios", como o próximo quadro comunitário de apoio 2014/2020, a
reforma da Política Agrícola Comum e do POSEI, bem como continuar a
reivindicar a manutenção do sistema de quotas leiteiras.
JornalDiario
2012-08-31 14:00:00
http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=42966
fundos comunitários que não estão a ser aproveitados a nível nacional.
A candidata do PSD/Açores a Presidente do Governo comprometeu-se,
ontem, a efectuar diligências para trazer para a Região fundos
comunitários que não estão a ser aproveitados a nível nacional,
garantindo que os sociais-democratas têm "melhores condições" para
fazer essa negociação.
"Porque há já várias medidas esgotadas no PRORURAL, gostaria de deixar
aqui a minha grande vontade de diligenciar no sentido de podermos
trazer para os Açores mais fundos comunitários, que hoje não estão a
ser aproveitados a nível nacional", afirmou Berta Cabral.
A líder social-democrata salientou que a taxa de execução dos fundos
comunitários para a agricultura a nível nacional "é baixa", enquanto
que nos Açores é superior, devendo essas verbas ser aplicadas no
Arquipélago de modo a evitar a devolução de verbas à União Europeia
por parte de Portugal.
"Vamos demonstrar que aqui somos capazes de executar melhor e de forma
permanente os fundos que ainda estão disponíveis no País, para que não
haja retorno de verbas a Bruxelas", disse.
Berta Cabral considerou também fundamental rever os apoios, agilizar a
forma destes serem aplicados e a sua aprovação para melhor ajudar os
produtores.
A candidata do PSD/Açores assegurou que os sociais-democratas estão em
melhores condições de liderar esse processo pois têm técnicos "muito
bons nesta área" no governo da República e na União Europeia, além de
terem a vantagem de quem "chega de novo, com uma nova argumentação e
não tem de justificar o que está para trás".
Para a líder social-democrata, é "imperioso apostar no apoio aos
factores de produção", cujo preço constitui actualmente "um grande
problema" para o sector agrícola, causando perdas no rendimento dos
agricultores.
"Os adubos subiram mais de 60%, as rações subiram 98% nos últimos sete
anos, o gasóleo subiu 90% nos últimos sete anos e o preço leite está
estável. Isto significa que há uma perda de rendimento objectiva",
alertou.
Berta Cabral acrescentou que os Açores têm pela frente "grandes
desafios", como o próximo quadro comunitário de apoio 2014/2020, a
reforma da Política Agrícola Comum e do POSEI, bem como continuar a
reivindicar a manutenção do sistema de quotas leiteiras.
JornalDiario
2012-08-31 14:00:00
http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=42966
Empreendedores?
País Real
Talvez nunca como nos últimos meses, a palavra 'empreendedorismo'
tenha sido tão utilizada no nosso país.
31 Agosto 2012 Nº de votos (1) Comentários (0)
Por:José Martino, engenheiro e consultor agrónomo
Não deixa de ser, aliás, um paradoxo que tanto apelo se faça à
iniciativa privada num país habituado a viver dos subsídios e à custa
do Estado Providência.
Pergunto-me mesmo se sabem os políticos do que falam quando se referem
a empreendedorismo. Somos realmente um povo de empreendedores? A
resposta é simples: não.
Olhando para o sector da actividade económica que conheço bem, a
agricultura, digo que sim: somos empreendedores. Baseio-me em dados da
actualidade e na realidade histórica que me diz que as más políticas
agrícolas de sucessivos governos apostaram em destruir a agricultura
portuguesa e só não a mataram porque os agricultores são
empreendedores.
A questão é: somos todos empreendedores? A resposta é não. E é esta
selecção que os políticos e os governos não têm sabido, ou podido, ou
querido, fazer. O Estado tem um papel importante para defender os
empreendedores nacionais. Aqueles que, por ignorância ou má-fé, acham
que um bom empreendedor deve estar o mais longe possível do Estado e
ser deixado à sua sorte não deveriam nunca ocupar cargos políticos.
Porque estão a fazer mal ao país, ao seu empreendedorismo e aos seus
empreendedores.
Nos últimos meses, uma média mensal de 200 novos jovens agricultores
tem lançado projectos agrícolas inovadores, criadores de emprego e
riqueza. Têm avançado com os seus parcos recursos próprios e
desesperam pelo apoio financeiro que a banca não lhes concede porque
são empresas 'start up'.
Se querem falar de empreendedorismo, ponham a bolsa de terras em
funcionamento e criem uma linha de crédito, tipo habitação, na CGD
para a Agricultura.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/empreendedores
Talvez nunca como nos últimos meses, a palavra 'empreendedorismo'
tenha sido tão utilizada no nosso país.
31 Agosto 2012 Nº de votos (1) Comentários (0)
Por:José Martino, engenheiro e consultor agrónomo
Não deixa de ser, aliás, um paradoxo que tanto apelo se faça à
iniciativa privada num país habituado a viver dos subsídios e à custa
do Estado Providência.
Pergunto-me mesmo se sabem os políticos do que falam quando se referem
a empreendedorismo. Somos realmente um povo de empreendedores? A
resposta é simples: não.
Olhando para o sector da actividade económica que conheço bem, a
agricultura, digo que sim: somos empreendedores. Baseio-me em dados da
actualidade e na realidade histórica que me diz que as más políticas
agrícolas de sucessivos governos apostaram em destruir a agricultura
portuguesa e só não a mataram porque os agricultores são
empreendedores.
A questão é: somos todos empreendedores? A resposta é não. E é esta
selecção que os políticos e os governos não têm sabido, ou podido, ou
querido, fazer. O Estado tem um papel importante para defender os
empreendedores nacionais. Aqueles que, por ignorância ou má-fé, acham
que um bom empreendedor deve estar o mais longe possível do Estado e
ser deixado à sua sorte não deveriam nunca ocupar cargos políticos.
Porque estão a fazer mal ao país, ao seu empreendedorismo e aos seus
empreendedores.
Nos últimos meses, uma média mensal de 200 novos jovens agricultores
tem lançado projectos agrícolas inovadores, criadores de emprego e
riqueza. Têm avançado com os seus parcos recursos próprios e
desesperam pelo apoio financeiro que a banca não lhes concede porque
são empresas 'start up'.
Se querem falar de empreendedorismo, ponham a bolsa de terras em
funcionamento e criem uma linha de crédito, tipo habitação, na CGD
para a Agricultura.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/empreendedores
Eurodeputada defende "intervenção urgente" para minimizar quebras na produção vitivinícola no Pico
Lusa/AO online / Regional / 31 de Ago de 2012, 15:21
264 visualizações
A eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves defendeu
hoje uma "intervenção urgente" do Governo dos Açores para minimizar a
quebra estimada de 80 por cento na produção vitivinícola deste ano na
ilha do Pico
"São necvessárias medidas extraordinárias de apoio aos produtores, o
Governo Regional deve ter uma intervenção urgente face às previsões,
já que dispõe de fundos comunitários para intervir", afirmou Maria do
Céu Patrão Neves, em declarações à Lusa, no final de uma reunião com
responsáveis da Cooperativa Vitivinícola Regional.
Para a eurodeputada social-democrata, que acompanhou esta manhã as
vindimas no Pico, este ano "os prejuízos serão avultados", apesar de
reconhecer que se deve "aguardar pelo fim do processo para apurar os
números reais do problema".
"Receio que as vindimas este ano sejam tão más como em 2010, quando a
produção foi de 86 toneladas", frisou, recordando que, em média, essa
produção "atinge normalmente 450 a 500 toneladas".
Maria do Céu Patrão Neves recordou que, há dois anos, a situação foi
ultrapassada por existir "uma boa reserva das 700 toneladas da
produção de 2009", frisando que este ano "não há qualquer reserva".
Na ilha do Pico, a área dedicada à vinha, classificada como Património
Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2004, tem cerca de 1.000
hectares, mas apenas 200 estão cultivados.
"Com os atuais prejuízos, corremos o risco de parte destes 200
hectares ficarem ao abandono. O que temos de fazer é reabilitar os 800
hectares que já estão abandonados, uma vez que isso constitui um
prejuízo económico, turístico e social", defendeu.
Maria do Céu Patrão Neves salientou ainda que, para a agricultura
açoriana "poder dar o salto", necessita "cada vez mais" de uma
assistência técnica e científica de proximidade, já que com as
constantes alterações climáticas "os conhecimentos ancestrais dos
agricultores não chegam".
"É cada vez mais importante apoiar a agricultura ao nível do
conhecimento científico e de uma assistência técnica de proximidade
para melhorar a qualidade e a quantidade das produções", afirmou a
eurodeputada, que também visitou hoje a Associação de Agricultores da
Ilha do Pico.
A produção vitivinícola no Pico divide-se em vários tipos de castas,
nomeadamente as não classificadas, como o 'vinho de cheiro', as castas
tradicionais brancas, destinadas à produção de vinhos licorosos e
vinhos regionais, como o Verdelho, Arinto e Terrantez, e as castas
europeias tintas.
O período de vindimas na ilha do Pico arrancou a 24 de agosto para as
castas brancas e termina em meados de setembro com as castas tintas.
http://www.acorianooriental.pt/noticia/eurodeputada-defende-intervencao-urgente-para-minimizar-quebras-na-producao-vitivinicola-no-pico
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A eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves defendeu
hoje uma "intervenção urgente" do Governo dos Açores para minimizar a
quebra estimada de 80 por cento na produção vitivinícola deste ano na
ilha do Pico
"São necvessárias medidas extraordinárias de apoio aos produtores, o
Governo Regional deve ter uma intervenção urgente face às previsões,
já que dispõe de fundos comunitários para intervir", afirmou Maria do
Céu Patrão Neves, em declarações à Lusa, no final de uma reunião com
responsáveis da Cooperativa Vitivinícola Regional.
Para a eurodeputada social-democrata, que acompanhou esta manhã as
vindimas no Pico, este ano "os prejuízos serão avultados", apesar de
reconhecer que se deve "aguardar pelo fim do processo para apurar os
números reais do problema".
"Receio que as vindimas este ano sejam tão más como em 2010, quando a
produção foi de 86 toneladas", frisou, recordando que, em média, essa
produção "atinge normalmente 450 a 500 toneladas".
Maria do Céu Patrão Neves recordou que, há dois anos, a situação foi
ultrapassada por existir "uma boa reserva das 700 toneladas da
produção de 2009", frisando que este ano "não há qualquer reserva".
Na ilha do Pico, a área dedicada à vinha, classificada como Património
Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2004, tem cerca de 1.000
hectares, mas apenas 200 estão cultivados.
"Com os atuais prejuízos, corremos o risco de parte destes 200
hectares ficarem ao abandono. O que temos de fazer é reabilitar os 800
hectares que já estão abandonados, uma vez que isso constitui um
prejuízo económico, turístico e social", defendeu.
Maria do Céu Patrão Neves salientou ainda que, para a agricultura
açoriana "poder dar o salto", necessita "cada vez mais" de uma
assistência técnica e científica de proximidade, já que com as
constantes alterações climáticas "os conhecimentos ancestrais dos
agricultores não chegam".
"É cada vez mais importante apoiar a agricultura ao nível do
conhecimento científico e de uma assistência técnica de proximidade
para melhorar a qualidade e a quantidade das produções", afirmou a
eurodeputada, que também visitou hoje a Associação de Agricultores da
Ilha do Pico.
A produção vitivinícola no Pico divide-se em vários tipos de castas,
nomeadamente as não classificadas, como o 'vinho de cheiro', as castas
tradicionais brancas, destinadas à produção de vinhos licorosos e
vinhos regionais, como o Verdelho, Arinto e Terrantez, e as castas
europeias tintas.
O período de vindimas na ilha do Pico arrancou a 24 de agosto para as
castas brancas e termina em meados de setembro com as castas tintas.
http://www.acorianooriental.pt/noticia/eurodeputada-defende-intervencao-urgente-para-minimizar-quebras-na-producao-vitivinicola-no-pico
“Produzimos o melhor kiwi de toda a Europa”
Primeiro Emprego
Quase trinta anos depois de ter plantado os primeiros pés de kiwi,
Manuel Torres coloca no mercado mais
de 400 toneladas deste fruto rico em vitamina C. E a maioria segue o
caminho da exportação
31 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Secundino Cunha
Quando, em 1983, rasgou três hectares da sua propriedade em Valongo
para pôr na terra umas plantas vindas de França, o kiwi ainda era uma
novidade em Portugal. Hoje, Manuel Torres estende a sua plantação por
27 hectares e coloca no mercado mais de 400 toneladas deste fruto rico
em sais minerais e vitamina C, sendo um dos maiores produtores de kiwi
do País.
"Actualmente, o kiwi já tem um certo peso no nosso tecido agrícola e
até pode dizer-se que é um fruto que está na moda, mas a verdade é que
se trata de uma cultura recente", explica este engenheiro civil que,
por opção, resolveu dedicar-se a tempo inteiro à agricultura.
Quando, no início da década de 80 do século passado, herdou uma vasta
área de terras, na linha de fronteira dos concelhos da Maia e Valongo,
onde os seus pais praticavam uma agricultura tradicional, mas já com
uma área substancial de vinha, Manuel Torres procurou uma cultura que
lhe assegurasse uma "razoável" rentabilidade económica.
"Importei as primeiras plantas de França e com as plantas veio também
o conhecimento necessário para que começássemos a produzir bem. Como o
nosso clima e o nosso solo são privilegiados para este tipo de
cultura, passámos rapidamente a colocar no mercado um fruto muito
superior ao que é colhido na França ou na Itália", diz Manuel Torres,
assegurando que "nós, em Portugal, produzimos o melhor kiwi de toda a
Europa".
"Houve até franceses que alugaram cá terras e passaram a produzir cá,
uma vez que, nesta corda, entre Oiã (Aveiro) e Amares (Braga), este
fruto atinge o dobro da maturação, da doçura e das restantes
qualidades, do que é produzido na França ou na Itália. Só na Espanha,
nomeadamente na Galiza, se consegue algo semelhante", acrescenta.
Portugal produz, actualmente, cerca de 20 mil toneladas de kiwi, sendo
que dez mil, ou seja, 50 por cento da produção, são destinadas à
exportação.
"O que produzimos não chega para o consumo interno, só que o kiwi
português atinge preços que só os consumidores de países mais ricos
podem pagar, pelo que nós acabamos por consumir muito kiwi importando
da Espanha ou da Itália", sublinha Manuel Torres, referindo que, "no
ano passado, só um grande grupo espanhol, chamado Eurobanana, comprou
em Portugal sete mil toneladas de kiwi".
Por se tratar de uma cultura relativamente recente, a fileira do kiwi
conta com uma organização exemplar, que permite a colocação no mercado
de toda a produção.
No entanto, neste aparente mar de rosas, também há espinhos, uma vez
que, além do investimento da plantação, os custos de produção por
hectare variam entre os 9 e os 12 mil euros por ano. E a rega exige 30
a 40 metros cúbicos de água por hectare, o que não é, de todo, fácil.
Cada hectare produz uma média de 25 toneladas, sendo o preço pago ao
produtor na ordem dos 50 a 70 cêntimos por quilo, segundo a qualidade.
"Isto exige muita mão-de--obra, conhecimento e um acompanhamento
permanente. Uma opção errada pode representar prejuízos difíceis ou
até impossíveis de recuperar", afirma Manuel Torres, que tenciona
produzir, em 2014, 600 toneladas.
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=6A44A113-08EA-45C8-81F6-A844164B222F&channelID=00000011-0000-0000-0000-000000000011
Quase trinta anos depois de ter plantado os primeiros pés de kiwi,
Manuel Torres coloca no mercado mais
de 400 toneladas deste fruto rico em vitamina C. E a maioria segue o
caminho da exportação
31 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Secundino Cunha
Quando, em 1983, rasgou três hectares da sua propriedade em Valongo
para pôr na terra umas plantas vindas de França, o kiwi ainda era uma
novidade em Portugal. Hoje, Manuel Torres estende a sua plantação por
27 hectares e coloca no mercado mais de 400 toneladas deste fruto rico
em sais minerais e vitamina C, sendo um dos maiores produtores de kiwi
do País.
"Actualmente, o kiwi já tem um certo peso no nosso tecido agrícola e
até pode dizer-se que é um fruto que está na moda, mas a verdade é que
se trata de uma cultura recente", explica este engenheiro civil que,
por opção, resolveu dedicar-se a tempo inteiro à agricultura.
Quando, no início da década de 80 do século passado, herdou uma vasta
área de terras, na linha de fronteira dos concelhos da Maia e Valongo,
onde os seus pais praticavam uma agricultura tradicional, mas já com
uma área substancial de vinha, Manuel Torres procurou uma cultura que
lhe assegurasse uma "razoável" rentabilidade económica.
"Importei as primeiras plantas de França e com as plantas veio também
o conhecimento necessário para que começássemos a produzir bem. Como o
nosso clima e o nosso solo são privilegiados para este tipo de
cultura, passámos rapidamente a colocar no mercado um fruto muito
superior ao que é colhido na França ou na Itália", diz Manuel Torres,
assegurando que "nós, em Portugal, produzimos o melhor kiwi de toda a
Europa".
"Houve até franceses que alugaram cá terras e passaram a produzir cá,
uma vez que, nesta corda, entre Oiã (Aveiro) e Amares (Braga), este
fruto atinge o dobro da maturação, da doçura e das restantes
qualidades, do que é produzido na França ou na Itália. Só na Espanha,
nomeadamente na Galiza, se consegue algo semelhante", acrescenta.
Portugal produz, actualmente, cerca de 20 mil toneladas de kiwi, sendo
que dez mil, ou seja, 50 por cento da produção, são destinadas à
exportação.
"O que produzimos não chega para o consumo interno, só que o kiwi
português atinge preços que só os consumidores de países mais ricos
podem pagar, pelo que nós acabamos por consumir muito kiwi importando
da Espanha ou da Itália", sublinha Manuel Torres, referindo que, "no
ano passado, só um grande grupo espanhol, chamado Eurobanana, comprou
em Portugal sete mil toneladas de kiwi".
Por se tratar de uma cultura relativamente recente, a fileira do kiwi
conta com uma organização exemplar, que permite a colocação no mercado
de toda a produção.
No entanto, neste aparente mar de rosas, também há espinhos, uma vez
que, além do investimento da plantação, os custos de produção por
hectare variam entre os 9 e os 12 mil euros por ano. E a rega exige 30
a 40 metros cúbicos de água por hectare, o que não é, de todo, fácil.
Cada hectare produz uma média de 25 toneladas, sendo o preço pago ao
produtor na ordem dos 50 a 70 cêntimos por quilo, segundo a qualidade.
"Isto exige muita mão-de--obra, conhecimento e um acompanhamento
permanente. Uma opção errada pode representar prejuízos difíceis ou
até impossíveis de recuperar", afirma Manuel Torres, que tenciona
produzir, em 2014, 600 toneladas.
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=6A44A113-08EA-45C8-81F6-A844164B222F&channelID=00000011-0000-0000-0000-000000000011
Leite: Preço por litro pago aos produtores desceu quase 3,5 cêntimos desde o início do ano
13:39 Terça feira, 4 de setembro de 2012
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8 comentários
Lisboa, 04 set (Lusa) - O preço por litro pago aos produtores de leite
caiu 3,5 cêntimos desde o início do ano, ameaçando centenas de
explorações que viram os seus custos de produção agravar-se devido ao
efeito da seca.
Os produtores de leite vão hoje à Assembleia da República exigir a
intervenção do poder político na proteção do setor e dizem que está em
jogo "o futuro de milhares de famílias".
Segundo dados da Associação dos Produtores de Leite de Portugal
(APROLEP), que convocou a manifestação, o preço médio pago pela
indústria aos produtores de leite desceu mais um cêntimo em setembro e
ronda atualmente os 28 cêntimos.
http://expresso.sapo.pt/leite-preco-por-litro-pago-aos-produtores-desceu-quase-35-centimos-desde-o-inicio-do-ano=f750940
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Lisboa, 04 set (Lusa) - O preço por litro pago aos produtores de leite
caiu 3,5 cêntimos desde o início do ano, ameaçando centenas de
explorações que viram os seus custos de produção agravar-se devido ao
efeito da seca.
Os produtores de leite vão hoje à Assembleia da República exigir a
intervenção do poder político na proteção do setor e dizem que está em
jogo "o futuro de milhares de famílias".
Segundo dados da Associação dos Produtores de Leite de Portugal
(APROLEP), que convocou a manifestação, o preço médio pago pela
indústria aos produtores de leite desceu mais um cêntimo em setembro e
ronda atualmente os 28 cêntimos.
http://expresso.sapo.pt/leite-preco-por-litro-pago-aos-produtores-desceu-quase-35-centimos-desde-o-inicio-do-ano=f750940
Agricultura: Profissionalismo do setor exposto em 200 hectares de terreno junto ao Tejo
11:23 Terça feira, 4 de setembro de 2012
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Santarém, 04 set (Lusa) -- O elevado nível tecnológico da agricultura
portuguesa vai estar patente, na quarta e na quinta-feira, na terceira
edição da Agroglobal, Feira das Grandes Culturas, que decorre numa
área de 200 hectares, em Valada do Ribatejo (Cartaxo).
Pedro Torres, da organização do certame, disse à agência Lusa que a
feira tem vindo a afirmar o seu modelo "bastante profissional",
contando este ano com a presença de mais de 180 expositores.
Nos campos, pertencentes ao Instituto Nacional de Investigação Agrária
e Veterinária (que coorganiza o certame com as empresas Valinveste,
Investimentos e Gestão Agrícola e Agroterra, em colaboração com a
Câmara Municipal do Cartaxo), estão já a ser colocadas vastas
extensões de culturas e a ser preparados os stands de exposição.
http://expresso.sapo.pt/agricultura-profissionalismo-do-setor-exposto-em-200-hectares-de-terreno-junto-ao-tejo=f750923
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Santarém, 04 set (Lusa) -- O elevado nível tecnológico da agricultura
portuguesa vai estar patente, na quarta e na quinta-feira, na terceira
edição da Agroglobal, Feira das Grandes Culturas, que decorre numa
área de 200 hectares, em Valada do Ribatejo (Cartaxo).
Pedro Torres, da organização do certame, disse à agência Lusa que a
feira tem vindo a afirmar o seu modelo "bastante profissional",
contando este ano com a presença de mais de 180 expositores.
Nos campos, pertencentes ao Instituto Nacional de Investigação Agrária
e Veterinária (que coorganiza o certame com as empresas Valinveste,
Investimentos e Gestão Agrícola e Agroterra, em colaboração com a
Câmara Municipal do Cartaxo), estão já a ser colocadas vastas
extensões de culturas e a ser preparados os stands de exposição.
http://expresso.sapo.pt/agricultura-profissionalismo-do-setor-exposto-em-200-hectares-de-terreno-junto-ao-tejo=f750923
262 incêndios mobilizaram mais de 5000 operacionais
Proteção Civil assinala fogos em Viseu e Seia e alerta para as
"condições meteorológicas altamente propícias à propagação de
incêndios florestais"
21:32 Terça feira, 4 de setembro de 2012
Nuno Botelho
Mais de 5000 operacionais combateram hoje 262 incêndios em Portugal
Continental, informa a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC),
que alerta para a continuação de tempo propício à propagação de fogos
florestais.
De acordo com o portal da ANPC, com valores atualizados às 20h45,
desde as 00h de hoje ocorreram 262 incêndios no território
continental.
Doze fogos estavam em curso às 20h45, incluindo seis mais
significativos nos distritos de Guarda, Viseu, Porto e Lisboa, que
mobilizam mais de 1.200 operacionais, apoiados por cerca de 300
viaturas.
Num comunicado divulgado às 19h30, a ANPC assinalava que o combate às
chamas tinha envolvido até às 19h de hoje a intervenção de 5248
operacionais e 1421 veículos.
Segundo a autoridade, os incêndios mais complexos são o da Quinta da
Sobreira/Cepões (Viseu), o da Azenha/Oliveira do Conde (Carregal do
Sal, também no distrito de Viseu) e o de Carragozela (Seia, distrito
da Guarda).
As chamas em Quinta da Sobreira lavram mato em quatro frentes, que
estão a ser combatidas por 343 operacionais, com o apoio de 86
veículos. Foram empenhados para este incêndio dois helicópteros
bombardeiros pesados, dois aviões bombardeiros pesados espanhóis e
dois aviões bombardeiros pesados franceses.
Em Azenha, 272 operacionais, auxiliados por 59 viaturas, tentam
controlar uma frente ativa, enquanto em Carragozela 212 operacionais,
com 41 veículos, enfrentam duas frentes.
A Autoridade Nacional da Proteção Civil adianta que estão no terreno
24 grupos de reforço (626 bombeiros e 192 veículos), bem como cinco
máquinas de rasto do Exército, duas máquinas de rasto da Força Aérea
Portuguesa (FAP) e um helicóptero da FAP para ações de coordenação
aérea.
A ANPC alerta que se mantêm "condições meteorológicas altamente
propícias à propagação de incêndios florestais, com a manutenção de
valores reduzidos de humidade relativa do ar e vento do quadrante
Leste".
http://expresso.sapo.pt/262-incendios-mobilizaram-mais-de-5000-operacionais=f751050
"condições meteorológicas altamente propícias à propagação de
incêndios florestais"
21:32 Terça feira, 4 de setembro de 2012
Nuno Botelho
Mais de 5000 operacionais combateram hoje 262 incêndios em Portugal
Continental, informa a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC),
que alerta para a continuação de tempo propício à propagação de fogos
florestais.
De acordo com o portal da ANPC, com valores atualizados às 20h45,
desde as 00h de hoje ocorreram 262 incêndios no território
continental.
Doze fogos estavam em curso às 20h45, incluindo seis mais
significativos nos distritos de Guarda, Viseu, Porto e Lisboa, que
mobilizam mais de 1.200 operacionais, apoiados por cerca de 300
viaturas.
Num comunicado divulgado às 19h30, a ANPC assinalava que o combate às
chamas tinha envolvido até às 19h de hoje a intervenção de 5248
operacionais e 1421 veículos.
Segundo a autoridade, os incêndios mais complexos são o da Quinta da
Sobreira/Cepões (Viseu), o da Azenha/Oliveira do Conde (Carregal do
Sal, também no distrito de Viseu) e o de Carragozela (Seia, distrito
da Guarda).
As chamas em Quinta da Sobreira lavram mato em quatro frentes, que
estão a ser combatidas por 343 operacionais, com o apoio de 86
veículos. Foram empenhados para este incêndio dois helicópteros
bombardeiros pesados, dois aviões bombardeiros pesados espanhóis e
dois aviões bombardeiros pesados franceses.
Em Azenha, 272 operacionais, auxiliados por 59 viaturas, tentam
controlar uma frente ativa, enquanto em Carragozela 212 operacionais,
com 41 veículos, enfrentam duas frentes.
A Autoridade Nacional da Proteção Civil adianta que estão no terreno
24 grupos de reforço (626 bombeiros e 192 veículos), bem como cinco
máquinas de rasto do Exército, duas máquinas de rasto da Força Aérea
Portuguesa (FAP) e um helicóptero da FAP para ações de coordenação
aérea.
A ANPC alerta que se mantêm "condições meteorológicas altamente
propícias à propagação de incêndios florestais, com a manutenção de
valores reduzidos de humidade relativa do ar e vento do quadrante
Leste".
http://expresso.sapo.pt/262-incendios-mobilizaram-mais-de-5000-operacionais=f751050
CAP alerta “troika” para risco das exportações e investimentos agrícolas
4 de Setembro - 2012
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) reuniu com a
delegação da "troika" que se encontra em Portugal. No encontro, a CAP
apresentou a sua posição sobre matérias que condicionam a agricultura,
como o aumento das exportações e investimento agrícola que "está neste
momento em risco".
Em comunicado, a CAP sublinha que ao ano "difícil" para a agricultura,
com a "seca que ainda subsiste", acrescentar-se "uma eventual não
resolução do problema de acesso ao crédito", o "risco de perdermos o
contributo que a agricultura está a dar ao aumento das exportações é
francamente considerável".
A eventualidade de não existir crédito disponível "compromete a
recuperação da agricultura, tendo em conta que se trata de um setor
com investimentos a longo prazo".
Para além disso, a CAP considera que o Estado terá de criar
"mecanismos internos de controlo dos custos de combustíveis e da
energia, fatores cruciais para a produção agrícola".
A Confederação chamou ainda a atenção para a necessidade de ser
implementado um sistema de seguros agrícolas eficaz.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6620&bl=1
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) reuniu com a
delegação da "troika" que se encontra em Portugal. No encontro, a CAP
apresentou a sua posição sobre matérias que condicionam a agricultura,
como o aumento das exportações e investimento agrícola que "está neste
momento em risco".
Em comunicado, a CAP sublinha que ao ano "difícil" para a agricultura,
com a "seca que ainda subsiste", acrescentar-se "uma eventual não
resolução do problema de acesso ao crédito", o "risco de perdermos o
contributo que a agricultura está a dar ao aumento das exportações é
francamente considerável".
A eventualidade de não existir crédito disponível "compromete a
recuperação da agricultura, tendo em conta que se trata de um setor
com investimentos a longo prazo".
Para além disso, a CAP considera que o Estado terá de criar
"mecanismos internos de controlo dos custos de combustíveis e da
energia, fatores cruciais para a produção agrícola".
A Confederação chamou ainda a atenção para a necessidade de ser
implementado um sistema de seguros agrícolas eficaz.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6620&bl=1
Preço do leite pago à produção sobe 2,5 cêntimos em S. Miguel
4 de Setembro - 2012
Os produtores de leite da ilha açoriana de S. Miguel vão receber mais
2,5 cêntimos por litro. A Unileite, Bel, Prolacto e Insulac também vão
aplicar este aumento, que permite compensar o maior custo das rações.
De lembrar que em 2011 a Unileite, que é uma cooperativa de
produtores, não aplicou a sazonalidade na primavera/verão, mantendo o
preço do leite, mas aplicou-a depois no outono/inverno, subindo o
preço em 1,5 cêntimos por litro, em linha com as necessidades dos
mercados e com a subida dos fatores de produção, avança o portal da
ANIL.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6622&bl=1
Os produtores de leite da ilha açoriana de S. Miguel vão receber mais
2,5 cêntimos por litro. A Unileite, Bel, Prolacto e Insulac também vão
aplicar este aumento, que permite compensar o maior custo das rações.
De lembrar que em 2011 a Unileite, que é uma cooperativa de
produtores, não aplicou a sazonalidade na primavera/verão, mantendo o
preço do leite, mas aplicou-a depois no outono/inverno, subindo o
preço em 1,5 cêntimos por litro, em linha com as necessidades dos
mercados e com a subida dos fatores de produção, avança o portal da
ANIL.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6622&bl=1
Produção de vinho deve crescer 5%
3 de Setembro - 2012
A produção de vinho deverá ser este ano superior em qualidade e
quantidade, com o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) a estimar um
volume de 5,8 milhões de hectolitros, um aumento de 4% a 5% face à
campanha anterior.
O aumento de produção é esperado na maioria das regiões vitivinícolas
do continente, com exceção do Minho (-15%) onde as chuvas e
temperaturas baixas prejudicaram a fecundação, Bairrada (-10%) e Dão
(-10%) onde a principal causa apontada para a redução é a pouca
precipitação ocorrida durante a campanha.
No Douro e apesar das previsões no final de junho, apontarem para um
aumento de produção na ordem dos 20% face ao ano de 2011, neste
momento prevê-se um aumento de 5%.
Nas regiões Tejo, Setúbal e Lisboa também se prevê crescimento na
ordem dos 20 a 25%. Já o Alentejo deverá registar uma ligeira quebra
de 3% a 5%.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6619&bl=1
A produção de vinho deverá ser este ano superior em qualidade e
quantidade, com o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) a estimar um
volume de 5,8 milhões de hectolitros, um aumento de 4% a 5% face à
campanha anterior.
O aumento de produção é esperado na maioria das regiões vitivinícolas
do continente, com exceção do Minho (-15%) onde as chuvas e
temperaturas baixas prejudicaram a fecundação, Bairrada (-10%) e Dão
(-10%) onde a principal causa apontada para a redução é a pouca
precipitação ocorrida durante a campanha.
No Douro e apesar das previsões no final de junho, apontarem para um
aumento de produção na ordem dos 20% face ao ano de 2011, neste
momento prevê-se um aumento de 5%.
Nas regiões Tejo, Setúbal e Lisboa também se prevê crescimento na
ordem dos 20 a 25%. Já o Alentejo deverá registar uma ligeira quebra
de 3% a 5%.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6619&bl=1
Açores: Agricultura foi o único setor económico que cresceu no segundo trimestre
12:13 Terça feira, 4 de setembro de 2012
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Ponta Delgada, 04 set (Lusa) -- A agricultura foi o único setor da
economia açoriana com evolução positiva no segundo trimestre deste
ano, registando aumentos de produção nas áreas do leite e da carne,
revelam dados hoje divulgados pelo Serviço Regional de Estatística
(SREA).
O boletim trimestral do SREA indica que, entre março e junho,
ocorreram quebras de desempenho nas pescas, na construção civil e no
turismo, em linha com o que já tinha acontecido em algumas destas
atividades nos três meses anteriores.
A evolução ocorrida na economia dos Açores entre o primeiro e o
segundo trimestre deste ano traduziu-se num agravamento de 1,7 pontos
percentuais na taxa de desemprego, que atingiu 15,6 por cento.
http://expresso.sapo.pt/acores-agricultura-foi-o-unico-setor-economico-que-cresceu-no-segundo-trimestre=f750920
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Ponta Delgada, 04 set (Lusa) -- A agricultura foi o único setor da
economia açoriana com evolução positiva no segundo trimestre deste
ano, registando aumentos de produção nas áreas do leite e da carne,
revelam dados hoje divulgados pelo Serviço Regional de Estatística
(SREA).
O boletim trimestral do SREA indica que, entre março e junho,
ocorreram quebras de desempenho nas pescas, na construção civil e no
turismo, em linha com o que já tinha acontecido em algumas destas
atividades nos três meses anteriores.
A evolução ocorrida na economia dos Açores entre o primeiro e o
segundo trimestre deste ano traduziu-se num agravamento de 1,7 pontos
percentuais na taxa de desemprego, que atingiu 15,6 por cento.
http://expresso.sapo.pt/acores-agricultura-foi-o-unico-setor-economico-que-cresceu-no-segundo-trimestre=f750920
Leite: Espanha estuda possíveis práticas irregulares no setor - Bruxelas
14:56 Sexta feira, 31 de agosto de 2012
Bruxelas, 31 ago (Lusa) - A Comissão Europeia revelou hoje que as
autoridades espanholas estão a estudar possíveis práticas irregulares
no setor do leite em Espanha, nomeadamente fraudulentos acordos de
partilha de informação.
As investigações, indicou o comissário da Concorrência, Joaquín
Almunia, centram-se no mercado de fornecimento de leite de vaca não
pasteurizado.
Almunia anunciou as averiguações de Bruxelas em resposta a uma
pergunta de uma eurodeputado espanhol, tendo o comissário adiantado
também que a maioria da investigação se tem centrado em empresas na
Catalunha.
http://expresso.sapo.pt/leite-espanha-estuda-possiveis-praticas-irregulares-no-setor-bruxelas=f750223
Bruxelas, 31 ago (Lusa) - A Comissão Europeia revelou hoje que as
autoridades espanholas estão a estudar possíveis práticas irregulares
no setor do leite em Espanha, nomeadamente fraudulentos acordos de
partilha de informação.
As investigações, indicou o comissário da Concorrência, Joaquín
Almunia, centram-se no mercado de fornecimento de leite de vaca não
pasteurizado.
Almunia anunciou as averiguações de Bruxelas em resposta a uma
pergunta de uma eurodeputado espanhol, tendo o comissário adiantado
também que a maioria da investigação se tem centrado em empresas na
Catalunha.
http://expresso.sapo.pt/leite-espanha-estuda-possiveis-praticas-irregulares-no-setor-bruxelas=f750223
Recuperação de área ardida no Algarve deve custar mais de 3,7 milhões de euros
Incêndios
30.08.2012 - 23:17 Por Idálio Revez
Votar | 0 votos 9 de 12 notícias em Sociedade« anteriorseguinte »
Populações viram arder os seus haveres enquanto os meios aguardavam
por ordens para avançar (Foto: Adriano Miranda)
Mais de 3,7 milhões é a estimativa de custos só da estabilização do
solo e remoção do material ardido do incêndio da serra do Caldeirão. O
valor é avançado num relatório elaborado pela Unidade de Defesa
Florestal, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas,
destinado a minimizar os efeitos da erosão com a queda das primeiras
chuvas.
No entanto, contando com a recuperação do potencial agrícola e apoio
social às famílias afectadas, os prejuízos atingirão os 12 milhões de
euros no concelho de Tavira, mais 13 milhões no município de São Brás
de Alportel.
O fogo, que teve início em 18 de Julho na Catraia, alastrou ao
concelho vizinho de São Brás de Alportel. O presidente da Câmara de
Tavira, Jorge Botelho, lembra que o levantamento feito pelas entidades
responsáveis pela área das florestas "fica-se apenas pela
estabilização do solo, para evitar que se dê contaminação dos
aquíferos, logo que se verifiquem as primeiras chuvadas".
Além dos prejuízos agrícolas, o incêndio, que queimou 24.843 hectares
de mato, sobreiros e pinheiro-manso, "afectou ainda cerca de 17% da
zona especial de conservação e zona de protecção especial do
Caldeirão", registando-se ainda um "impacto negativo considerável na
actividade apícola".
A nível social, o Governo disponibilizou 600 mil euros, a dividir
pelos dois concelhos atingidos pelo incêndio, para recuperar as casas
ardidas e garantir as necessidades básicas das famílias mais
carenciadas. O apoio, de 400 euros por pessoa do agregado familiar, em
prestação única, começou a ser pago. As candidaturas estão abertas até
2 de Outubro.
Quanto aos milhões que serão necessários para repor, dentro do
possível, o que foi destruído, Jorge Botelho aguarda pelo cumprimento
das promessas governamentais. "Espero que haja a possibilidade de
apresentar, em breve, candidaturas no sector agrícola, com 75% a fundo
perdido, através do Proder [Programa de Desenvolvimento Rural]". As
pessoas que viram desaparecer pomares, motores de rega e árvores de
cultivo, sublinha, "têm expectativas de que serão ajudadas".
O relatório sobre a avaliação dos impactos nos espaços florestais, diz
o autarca, refere valores "abaixo dos preços de mercado". A título de
exemplo, exemplifica, cinco euros para corte e remoção de cada árvore
ardida parece-lhe "baixo". Situação idêntica verifica-se na limpeza de
valetas: 15 mil euros para intervir em 100 quilómetros de rede viária
está abaixo do que a câmara tem pago para esse tipo de trabalho.
Porém, interpreta os valores como "referência" e "uma estimativa".
O perigo de contaminação das linhas de água surge como uma das
primeiras preocupações ambientais. O fogo afectou a bacia hidrográfica
do rio Gilão, que desagua na ria Formosa, e as sub-bacias da Foupana e
de Odeleite, afluentes do rio Guadiana. Os efeitos dos primeiros
chuvas, salienta o relatório do director da Unidade de Defesa da
Floresta, Rui Almeida, "poderão provocar a erosão dos solos,
arrastando-os e transportando-os para as zonas de vales e linhas de
água, assoreando campos e poços".
Proteger origem da água
A área afectada pelo incêndio, acrescenta o documento, apresenta
"condições propícias à erosão por ravinamento". Por outro lado, o
facto de a albufeira de Odeleite ser a origem do abastecimento público
de água do Sotavento algarvio, "exige uma atenção redobrada" nas
acções a desenvolver "como forma de salvaguardar a origem da água". O
fogo atingiu também a zona de protecção especial da serra do
Caldeirão, que abriga algumas espécies protegidas e em risco,
destacando-se o lince ibérico, a águia de Bonelli, águia cobreira e o
bufo real. Ao nível do património cinegético, o incêndio atingiu 33
zonas de caça.
No âmbito do Proder deverão ser apoiados projectos, entre 50 a 100%,
para "estabilização de emergência"; "restabelecimento do potencial
silvícola"; "controlo de pragas e doenças em espécies florestais", e
"controlo de espécies invasoras".
Por seu lado, António Eusébio, presidente da Câmara de São Brás de
Alportel, defende um "novo ordenamento florestal" para que uma
catástrofe semelhante não se repita. A serra da Caldeirão, recorda, de
tempos a tempos - em períodos inferiores a dez anos - é fustigada
pelas chamas. "Um sobreiro leva 50 anos a dar a primeira cortiça". Por
isso, acrescenta o autarca, se não existir uma "outra visão" na forma
com se olha o interior do Algarve, "de nada valerão os planos de
defesa da floresta, onde as câmaras têm investido muito
dinheiro".Falhas no combate
Apesar de mais de mil bombeiros e meios aéreos para combater as chamas
que tiveram início na Catraia (Tavira), as populações viram arder os
seus bens, com os bombeiros parados nas estradas, a aguardar ordens
para entrar em acção. O comandante da Autoridade Nacional de Protecção
Civil assumiu "falhas de coordenação", mas o Governo pediu uma segunda
avaliação para apurar eventuais responsabilidades.
http://www.publico.pt/Sociedade/florestas-estimam-em-37-milhoes-de-euros-recuperacao-de-area-ardida-no-algarve-1561052?all=1
30.08.2012 - 23:17 Por Idálio Revez
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Populações viram arder os seus haveres enquanto os meios aguardavam
por ordens para avançar (Foto: Adriano Miranda)
Mais de 3,7 milhões é a estimativa de custos só da estabilização do
solo e remoção do material ardido do incêndio da serra do Caldeirão. O
valor é avançado num relatório elaborado pela Unidade de Defesa
Florestal, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas,
destinado a minimizar os efeitos da erosão com a queda das primeiras
chuvas.
No entanto, contando com a recuperação do potencial agrícola e apoio
social às famílias afectadas, os prejuízos atingirão os 12 milhões de
euros no concelho de Tavira, mais 13 milhões no município de São Brás
de Alportel.
O fogo, que teve início em 18 de Julho na Catraia, alastrou ao
concelho vizinho de São Brás de Alportel. O presidente da Câmara de
Tavira, Jorge Botelho, lembra que o levantamento feito pelas entidades
responsáveis pela área das florestas "fica-se apenas pela
estabilização do solo, para evitar que se dê contaminação dos
aquíferos, logo que se verifiquem as primeiras chuvadas".
Além dos prejuízos agrícolas, o incêndio, que queimou 24.843 hectares
de mato, sobreiros e pinheiro-manso, "afectou ainda cerca de 17% da
zona especial de conservação e zona de protecção especial do
Caldeirão", registando-se ainda um "impacto negativo considerável na
actividade apícola".
A nível social, o Governo disponibilizou 600 mil euros, a dividir
pelos dois concelhos atingidos pelo incêndio, para recuperar as casas
ardidas e garantir as necessidades básicas das famílias mais
carenciadas. O apoio, de 400 euros por pessoa do agregado familiar, em
prestação única, começou a ser pago. As candidaturas estão abertas até
2 de Outubro.
Quanto aos milhões que serão necessários para repor, dentro do
possível, o que foi destruído, Jorge Botelho aguarda pelo cumprimento
das promessas governamentais. "Espero que haja a possibilidade de
apresentar, em breve, candidaturas no sector agrícola, com 75% a fundo
perdido, através do Proder [Programa de Desenvolvimento Rural]". As
pessoas que viram desaparecer pomares, motores de rega e árvores de
cultivo, sublinha, "têm expectativas de que serão ajudadas".
O relatório sobre a avaliação dos impactos nos espaços florestais, diz
o autarca, refere valores "abaixo dos preços de mercado". A título de
exemplo, exemplifica, cinco euros para corte e remoção de cada árvore
ardida parece-lhe "baixo". Situação idêntica verifica-se na limpeza de
valetas: 15 mil euros para intervir em 100 quilómetros de rede viária
está abaixo do que a câmara tem pago para esse tipo de trabalho.
Porém, interpreta os valores como "referência" e "uma estimativa".
O perigo de contaminação das linhas de água surge como uma das
primeiras preocupações ambientais. O fogo afectou a bacia hidrográfica
do rio Gilão, que desagua na ria Formosa, e as sub-bacias da Foupana e
de Odeleite, afluentes do rio Guadiana. Os efeitos dos primeiros
chuvas, salienta o relatório do director da Unidade de Defesa da
Floresta, Rui Almeida, "poderão provocar a erosão dos solos,
arrastando-os e transportando-os para as zonas de vales e linhas de
água, assoreando campos e poços".
Proteger origem da água
A área afectada pelo incêndio, acrescenta o documento, apresenta
"condições propícias à erosão por ravinamento". Por outro lado, o
facto de a albufeira de Odeleite ser a origem do abastecimento público
de água do Sotavento algarvio, "exige uma atenção redobrada" nas
acções a desenvolver "como forma de salvaguardar a origem da água". O
fogo atingiu também a zona de protecção especial da serra do
Caldeirão, que abriga algumas espécies protegidas e em risco,
destacando-se o lince ibérico, a águia de Bonelli, águia cobreira e o
bufo real. Ao nível do património cinegético, o incêndio atingiu 33
zonas de caça.
No âmbito do Proder deverão ser apoiados projectos, entre 50 a 100%,
para "estabilização de emergência"; "restabelecimento do potencial
silvícola"; "controlo de pragas e doenças em espécies florestais", e
"controlo de espécies invasoras".
Por seu lado, António Eusébio, presidente da Câmara de São Brás de
Alportel, defende um "novo ordenamento florestal" para que uma
catástrofe semelhante não se repita. A serra da Caldeirão, recorda, de
tempos a tempos - em períodos inferiores a dez anos - é fustigada
pelas chamas. "Um sobreiro leva 50 anos a dar a primeira cortiça". Por
isso, acrescenta o autarca, se não existir uma "outra visão" na forma
com se olha o interior do Algarve, "de nada valerão os planos de
defesa da floresta, onde as câmaras têm investido muito
dinheiro".Falhas no combate
Apesar de mais de mil bombeiros e meios aéreos para combater as chamas
que tiveram início na Catraia (Tavira), as populações viram arder os
seus bens, com os bombeiros parados nas estradas, a aguardar ordens
para entrar em acção. O comandante da Autoridade Nacional de Protecção
Civil assumiu "falhas de coordenação", mas o Governo pediu uma segunda
avaliação para apurar eventuais responsabilidades.
http://www.publico.pt/Sociedade/florestas-estimam-em-37-milhoes-de-euros-recuperacao-de-area-ardida-no-algarve-1561052?all=1
ACRAL prolonga campanha de recolha de donativos para vítimas de incêndios
A Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL)
decidiu prolongar, até ao dia 15 de setembro, a campanha de recolha de
donativos para as vítimas dos incêndios que devastaram a Serra do
Caldeirão em julho.
O encerramento desta campanha, destinada às vítimas dos fogos que
afetaram os concelhos de Tavira e São Brás de Alportel, estava
inicialmente previsto para hoje, 31 de agosto, mas, devido ao
"sucesso" que a mesma está a ter, a associação entendeu prolongá-la.
"Esta campanha solidária está a ter um grande impacto junto da
população e os contributos estão a superar as melhores expetativas.
Por esse facto, tomámos a decisão de a alargar", explica o presidente
da instituição, João Rosado.
Cinco centenas de mealheiros oferecidos pelo BES estão colocados nos
estabelecimentos aderentes do comércio local de Vila Real de Santo
António, Tavira, Olhão, Faro, Loulé e São Brás de Alportel, onde todos
os clientes podem efetuar o seu donativo.
No final, os donativos recolhidos serão divididos e depositados em
partes iguais nas contas criadas para o efeito pelas autarquias de São
Brás de Alportel e Tavira.
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=130172
decidiu prolongar, até ao dia 15 de setembro, a campanha de recolha de
donativos para as vítimas dos incêndios que devastaram a Serra do
Caldeirão em julho.
O encerramento desta campanha, destinada às vítimas dos fogos que
afetaram os concelhos de Tavira e São Brás de Alportel, estava
inicialmente previsto para hoje, 31 de agosto, mas, devido ao
"sucesso" que a mesma está a ter, a associação entendeu prolongá-la.
"Esta campanha solidária está a ter um grande impacto junto da
população e os contributos estão a superar as melhores expetativas.
Por esse facto, tomámos a decisão de a alargar", explica o presidente
da instituição, João Rosado.
Cinco centenas de mealheiros oferecidos pelo BES estão colocados nos
estabelecimentos aderentes do comércio local de Vila Real de Santo
António, Tavira, Olhão, Faro, Loulé e São Brás de Alportel, onde todos
os clientes podem efetuar o seu donativo.
No final, os donativos recolhidos serão divididos e depositados em
partes iguais nas contas criadas para o efeito pelas autarquias de São
Brás de Alportel e Tavira.
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