quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Associação de Agricultores pede investimento em regadio

Urbi · quarta, 26 de agosto de 2015 · Região

Esta e outras medidas são vistas pelo organismo albicastrense como necessárias para combater os efeitos do prolongamento da seca que assola o país.

Os agricultores lembram que é necessário apostar em projetos de regadio. 


A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) defende a necessidade de investir em projetos de regadio na região. Esta é uma das soluções avançadas pelo organismo filiado na Confederação Nacional de Agricultura (CNA) para fazer face a situações de seca como aquela que se verifica atualmente. "É necessário passar das promessas à prática, avançar rapidamente com as obras dos Regadio a sul da Gardunha e concluir o regadio da Cova da Beira, nomeadamente levar a água à zona da Gramenesa [Fundão]", salienta o organismo, em comunicado.

De acordo com os números apresentados pelos agricultores, a região está a ser afetada por uma das piores secas desde o ano 2000 e, em julho, o País estava com cerca de 80 por cento da sua área em situação de seca severa e extrema. Em resultado disto, "escasseia a alimentação animal nas pastagens, aumentam os custos com outros tipos de alimentação animal, a vinha e os pomares (não regados) não se desenvolvem bem", descreve a ADACB, lembrando que a "floresta e os matos estão ressequidos e vítimas dos inúmeros incêndios florestais".

Ao Governo, a Associação Distrital dos Agricultores pede apoios financeiros a fundo perdido; mais rápida antecipação e flexibilização das ajudas da PAC e das ajudas que exigem comparticipação do Orçamento de Estado; isenção temporária da Taxa de Recursos Hídricos; ajuda à Eletricidade Verde; isenção temporária do pagamento das contribuições para a Segurança Social; medidas de apoio de incidência fiscal; e linhas especiais de crédito de longo prazo.

Frimor - Feira Nacional da Cebola espera atrair 70 mil visitantes

Rio Maior

   
                          Inauguração da Frimor 2014 A edição de 2015 da Frimor – Feira Nacional da Cebola vai decorrer de 1 a 6 de Setembro, em Rio Maior, tendo como principal aposta a dinamização e promoção da fileira agroalimentar do concelho, presente com diversos produtores e expositores no 1º andar do Pavilhão Multiusos de Rio Maior, onde terão oportunidade de dar a conhecer os seus produtos. A promoção do setor inclui ainda um conjunto de workshops e sessões de Networking onde participarão os expositores presentes e diversas associações de promoção do setor, como a Aproder ou a Nersant, e que será dinamizado pelo Centro de Negócios de Rio Maior, contando ainda com a presença do seu parceiro e congénere de Málaga e da Universidade local.

   Para a presidente da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais, a aposta no setor alimentar justifica-se plenamente pois este é um dos setores chave do plano estratégico de Rio Maior e um dos mais importantes para a dinamização da região em que nos inserimos.

   Para além desta exposição e dos tradicionais ceboleiros da região presentes na "Avenida dos Ceboleiros" com os seus melhores produtos para comercialização, a Feira Nacional da Cebola contará novamente com um espaço equestre renovado e a já conhecida aposta num vasto programa de animação, do qual se destacam o concurso Miss Frimor, o IV Festival de Fanfarras de Rio Maior e o concerto com Ruth Marlene a encerrar a Feira, na noite de domingo 6 de setembro.

   Quem quiser disfrutar dos prazeres da boa gastronomia encontrará no certame diversos restaurantes especializados em carnes certificadas de produção nacional, caso das raças Mertolenga, Marinhoa, Arouquesa e Mirandesa.

   A organização acredita que, este ano, o certame poderá atrair cerca de 70 mil visitantes, fruto do trabalho que tem sido levado a cabo para promover e fortalecer o certame ao longo dos últimos anos e também pelo facto de esta ser uma feira franca, com entradas gratuitas.

   Paralelamente ao Pavilhão Multiusos e espaço envolvente, onde decorrem a maioria das atividades do certame, têm lugar outros eventos como é o caso do Encontro Nacional de Colecionadores ou da Feira de artigos em 2ª mão que também atraem a Rio Maior inúmeros visitantes que, tal como todos os outros, podem ainda disfrutar de visitas a diversos pontos turísticos do concelho, como é o caso das Marinhas do Sal.

   Do ponto de vista histórico a FRIMOR – Feira Nacional da Cebola é o certame mais antigo de Rio Maior, remontando a sua criação ao século XVIII quando, em 1760, D. José a instituiu como feira franca. A feira durava então três dias, com início a 13 de setembro, junto da capela de S. Sebastião, onde se transacionavam desde produtos agrícolas, pecuários, metalúrgicos e têxteis a sal das Salinas de Rio Maior. Atualmente é uma feira agrícola, comercial e industrial que pretende divulgar as potencialidades económicas e potenciar a economia do concelho de Rio Maior.

   A Frimor 2015 será inaugurada pelas 11h30m do dia 1 de Setembro com a presença do Secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira.
As entradas no certame são gratuitas e pode consultar o programa em anexo.

   Fonte: GCI|CMRM

IFAP: BOVINOS - INFORMAÇÃO RESIDENTE NA BD SNIRA




O IFAP disponibilizou informação estatística atualizada relativa aos animais da espécie Bovina, residente na base de dados do SNIRA, em 30.6.2015.

Esta informação pode ser consultada no menu Estatísticas do portal do IFAP (http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_estatisticas#.Vd1cfbJViko).

Um homem detido e aves apreendidas em operação de fiscalização de caça


PÚBLICO 16/08/2015 - 17:41
Os animais foram entregues na Santa Casa da Misericórdia de Mértola, após exame da veterinária municipal.

Um indivíduo detido, a apreensão de uma rola turca, de um rola comum, de um pombo-bravo e de duas espingardas. É o balanço de uma operação da GNR neste domingo, destinada a fiscalizar a actividade de caça. Teve lugar entre as seis da manhã e o meio-dia na zona de acção do Destacamento de Almodôvar.

Em comunicado, a GNR explica que no âmbito da chamada Operação Artémis 2015, o Destacamento Territorial de Almodôvar realizou "uma operação de fiscalização à actividade de caça e matérias relacionadas".

Foi, diz, "o culminar de várias diligências realizadas pelo Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial de Almodôvar do Comando Territorial de Beja". Ao longo de todo o ano foram encetadas "várias pesquisas de informações, acções de reconhecimento e fiscalização". E neste domingo foi detido um indivíduo, "pelo crime contra a preservação da fauna e das espécies cinegéticas (caçar espécies não cinegéticas, nomeadamente a rola turca)".

Para além disso, foram apreendidas "uma rola turca, duas espingardas de caça e duas cartas de caçador", bem como "um pombo-bravo" e "uma rola comum, devido à proibição do exercício de caça a menos de 100 metros de local artificial de alimentação".

O Núcleo de Protecção Ambiental elaborou um auto de notícia pelo crime contra a preservação da fauna e das espécies cinegéticas (caçar por métodos ou meios não permitidos) e apreendeu cinco laços utilizados para a caça maior. Foram, por fim, elaborados cinco autos de contraordenação no âmbito da legislação que regula a actividade de caça.

Os animais apreendidos, conclui o balanço da GNR, foram entregues na Santa Casa da Misericórdia de Mértola, após exame da veterinária municipal do concelho de Mértola

Apanham 800 kg de pera-rocha por dia a troco de 35 euros


JOÃO PAULO COSTA | Hoje às 00:00

"Poucas mas boas" é força de expressão quando se fala em milhares de toneladas mas este ano é assim na produção de pera-rocha em Portugal.
 

HENRIQUES DA CUNHA/GLOBAL IMAGENSA quantidade é inferior à de 2014, devido a um fungo, mas o fruto é o melhor dos últimos anos

A quantidade é inferior à de 2014, devido a um fungo, mas o fruto é o melhor dos últimos anos. "Muito doce", resume Paulo Silva, 55 anos, produtor e diretor da Associação de Produtores de Pera-rocha do Oeste ANP), cujos 25 associados (cooperativas, empresas e produtores) representam 85% da produção nacional. Em 2014, os 25 conseguiram 176 mil toneladas, este ano as contas ainda não estão feitas, "estamos na última das três semanas da colheita, mas as quebras podem chegar aos 50%".

Sabia que os morcegos podem ser os melhores amigos das vinhas?


O nosso projeto de construção de abrigos para esta espécie na Herdade do Esporão, foi reconhecido pela americana Smithsonian Magazine, num artigo que demonstra como a parceria sustentável que fomentamos com os morcegos pode contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas e da biodiversidade.

ARTIGO:





Arouca cria Quinta-Museu da Raça Arouquesa para pedagogia e incentivo à gastronomia

 25-08-2015 
 

 
A Câmara de Arouca vai adquirir a Quinta da Picota, na freguesia de Alvarenga, para aí criar uma quinta-museu da raça arouquesa destinada a promover o conhecimento sobre aquela espécie bovina autóctone e a sua gastronomia própria.

Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia, José Artur Neves, explicou que o projecto integra a área de influência dos Passadiços do Paiva e deverá funcionar com complemento turístico desse percurso a partir de 2017.

«A Quinta da Picota já é uma referência de Alvarenga e da produção de carne arouquesa, mas vai agora ser adquirida pela Câmara, para ser um polo de valorização da raça e ajudar a interpretar a sua qualidade», afirmou. «A ideia é que as escolas e os visitantes em geral percebam como é que o gado é tratado e cuidado, como é que se alimentam e como é que são guardados, antes de se transformarem nesta carne especial», acrescentou.

Para a quinta-museu estão anunciados «os melhores exemplares da espécie», que tem Denominação de Origem Controlada, e a expectativa da autarquia é que a visita ao novo espaço estimule a procura da gastronomia local.

«Em Alvarenga há hoje sete restaurantes a confeccionar bife e vitela arouquesa, e todos estão a ter um impacto muito positivo à custa do Passadiço do Paiva, que fica a uns 200 metros da Quinta da Picota», declarou José Artur Neves. «Com a quinta-museu, esperamos que a procura vá ser maior e se repercuta noutros estabelecimentos do concelho também», realçou.

O investimento previsto para a reconversão da Quinta da Picota é na ordem dos 500 mil euros e deverá ser candidatado a financiamento pelo PROVER - Programa de Desenvolvimento Rural ou pelo PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.

Fonte: Lusa

Organizações rejeitam patentes sobre melhoramento de plantas


25/8/2015, 20:30
Foi aprovada uma patente de um tomate que é um cruzamento de uma forma selvagem com variedades domesticadas. As organizações contestam patente porque se trata de "melhoramento clássico".


Os tomates patenteados têm um teor mais elevado de componentes saudáveis conhecidos como flavonóides
MÁRIO CRUZ/LUSA

Várias organizações portuguesas juntam-se a outras europeias para exigir a intervenção dos governos de modo a impedir o Instituto Europeu de Patentes (IEP) de conceder a empresas o monopólio sobre plantas com melhoramentos, como o tomate.

A Plataforma Transgénicos Fora, que reúne 11 associações de defesa do ambiente e da agricultura, como a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), a Agrobio ou a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), e a coligação internacional 'No Patents on Seeds!' "exigem que os governos europeus levantem a questão no conselho administrativo do IEP, que é o único órgão com algum controlo político" sobre esta organização.

"Através de uma concertação entre governos é possível impedir o IEP de continuar a conceder patentes sobre plantas e animais derivados de melhoramento clássico", salienta um comunicado hoje divulgado. Segundo os ambientalistas, o IEP concedeu à empresa suíça Syngenta "um amplo monopólio sobre tomates com teor mais elevado de componentes saudáveis conhecidos como flavonóides, a patente cobre as plantas, as sementes e os frutos".

Esta patente "descreve o cruzamento de tomate selvagem com variedades domesticadas", salientam as organizações, explicando que as plantas não são geneticamente modificadas mas derivadas de melhoramento clássico. Ora, realçam, a lei europeia "proíbe patentes sobre variedades de plantas assim como sobre métodos de melhoramento clássico", mas em março, o IEP autorizou "o patenteamento de sementes e frutos de plantas derivadas de melhoramento clássico", optando por uma interpretação "inaceitável" das regras.

A tomada de decisão do IEP "provocou várias reações políticas", avançam as organizações e listam exemplos como a Holanda, que anunciou uma iniciativa política na União Europeia, ou a Alemanha e a França, que "estão entre os países dispostos a unir esforços" contra o instituto europeu. "Ao conceder estas patentes, o IEP ignora os interesses do público e serve simplesmente os interesses do lóbi das patentes. Se isto continuar, estaremos todos cada vez mais dependentes de uma mão cheia de grandes corporações como a Monsanto, Syngenta e Dupont", disse Cristoph Then, da coligação 'No Patents on Seeds!', que integra a Plataforma Transgénicos Fora, citado no comunicado.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Já se vindima no Douro


No Douro, já começaram um pouco por todo o lado as vindimas e a perspectiva é de uma boa colheita em qualidade e quantidade, que poderá atingir os 20% este ano.
O tempo quente e seco acelerou as maturações e média de precipitação no Douro este ano foi cerca de 450 mililitros, enquanto a média dos últimos 30 anos foi de 750 mililitros
De acordo com as perspetivas de vindima do Instituto da Vinha e do Vinho, a produção de vinho na Região Demarcada do Douro deve aumentar 20% em 2015/2016 face à campanha anterior para cerca de 1,7 milhões de hectolitros.
Na região as previsões de vindima são feitas pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), que avançou com uma produção nesta vindima a rondar entre as 278 e as 300 mil pipas de vinho, o que se traduz num aumento de 20 a 30% comparativamente com o ano passado.

Cristas diz que Portas foi determinante no financiamento das obras de Alqueva

   Carlos Dias   
25/08/2015 - 15:49
 
Quando Portas se encontrar com Costa vai perguntar-lhe: "Atão estás de abalada?"
   
Paulo Portas " ajudou muitas vezes a resolver o problema financeiro de Alqueva, sobretudo nas reuniões em Bruxelas" confidenciou esta manhã no Alentejo, onde se deslocou para visitar obras do sistema de rega, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

E Portas, que acompanhou a ministra, recordou como ela "sofreu muito para que a obra fosse concluída", explicando como ao longo dos últimos quatro anos se "viveram muitas horas de stress, alguma angústia, mas nunca desânimo" quando estava em causa a conclusão do Alqueva.

"Não queríamos mais uma obra de Santa Engrácia" observou Portas, lembrando que Assunção Cristas "sempre acreditou que era possível concluir" o empreendimento do Alqueva. No entanto, em Setembro de 2011, na sequência de uma reunião que manteve com representantes dos agricultores alentejanas, um assessor de imprensa do Ministério da Agricultura disse então ao PÚBLICO que o objectivo da ministra passava por "concluir apenas as obras da rede primária e secundária em curso para não perder os fundos comunitários".

Hoje o financiamento está garantido para a conclusão do projecto através dos "fundos de coesão" e de acordo como o modelo financeiro "que escolhemos e que implicou menos financiamento do orçamento português"  e em 2016 "estarão em condições de ser regados os 120 mil hectares" previstos no projecto de regadio do Alqueva, comprometeram-se Assunção Cristas e Paulo Portas.

A ministra exultou com a afluência do sector privado ao regadio. "Vem gente de todo o país e do estrangeiro pela garantia de água" que o empreendimento oferece, ou seja durante quatro anos, mesmo que a região seja assolada por seca extrema, garante por sua vez, Pedro Salema, presidente da EDIA.


"Sempre acreditei que era possível chegar à última etapa" do projecto Alqueva que ao longo de dezenas de anos "foi andando e parando" sublinha Portas lembrando que quando assumiram funções governativas "não havia dinheiro para nada", mas mesmo assim "concluímos uma obra que não é faraónica".

O vice-primeiro ministro disse preferir "resultados a promessas" e "sem implicar o endividamento excessivo da EDIA" prosseguiu Portas frisando ser assim que se faz "coesão territorial. Contudo e como teve oportunidade de observar, a mão-de-obra envolvida na vindima era romena, tal como acontece na apanha da azeitona e nos trabalhos de poda.

"Atão estás de abalada?"

Na sua deslocação esta manhã ao Alentejo no âmbito do seu roteiro de investimentos, o vice-primeiro ministro Paulo Portas esteve no Alentejo para se inteirar de como estão a decorrer as obras finais do Alqueva e visitar uma adega vinícola na Vidigueira.

Cativado pela abundância do gerúndio na pronúncia alentejana do anfitrião, Portas recordou as suas ligações à região e, oportuno, aproveitou para dar mais uma "bicada" no seu principal adversário político. "Quando estiver com o Costa vou-lhe perguntar: "Atão estás de abalada?" proferida num tom que provocou uma gargalhada quase geral.

Momentos antes, na conversa com os jornalistas estranhou que não lhe fosse colocada a questão dos debates, tema que ele próprio fez questão de introduzir. "Heloísa Apolónio? Estou encantado" reagiu Portas.

O vice-primeiro ministro teve oportunidade de viver o seu momento de contacto com o trabalho rural, pedindo a um trabalhador romeno que lhe emprestasse a tesoura para cortar cachos de uvas, enquanto era filmado e fotografado, uma tarefa que partilhou com a ministra da Agricultura, que se dedicou ao momento Zen, com particular afinco a revelar uma destreza que não era extensiva a Portas .


Governo aprova entidade para a organização de corridas de cavalos


por Ana Rita Costa
25 de Agosto - 2015
 
O Governo português reconheceu a Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (LPCPCC) como entidade oficial organizadora das corridas de cavalos em Portugal objeto de apostas hípicas, depois da aprovação da nova lei das apostas hípicas em fevereiro passado.

A portaria 176/2015 de junho, do Ministério da Agricultura e do Mar, pretende impulsionar o desenvolvimento da atividade de apostas hípicas no país e atribui, em exclusivo, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a exploração das apostas hípicas, que podem vir a gerar cerca de 300 milhões de euros por ano e mais de 6 mil postos de trabalho, sendo as contas apresentadas pela LPCPCC e pelos seus associados.

"A aprovação governamental advém do reconhecimento do mérito do modelo de apostas hípicas por nós preconizado e pelo trabalho que temos vindo a desenvolver como entidade organizadora de corridas de cavalos em Portugal", explica Ricardo Carvalho, presidente da LPCPCC.

A LPCPCC é perentória ao afirmar o crescente interesse no mercado das corridas de cavalos, não só por parte das entidades portuguesas mas também por parte de vários parceiros internacionais, com experiência nesta atividade.

Portas diz que Alqueva é “investimento público do bom”


Paulo Portas afirmou que o projeto Alqueva é "um investimento público do bom" e "produtivo", porque atrai empresas privadas e cria emprego.


O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, considerou esta terça-feira que o projeto Alqueva é "um investimento público do bom" e "produtivo", porque atrai empresas privadas e criação de riqueza, cria oportunidades de emprego e tem "um multiplicador económico altíssimo".

"O que aqui está em causa é, aliás, quero chamar a atenção, investimento público do bom, no sentido que é investimento público produtivo", disse Paulo Portas, durante uma visita a obras de infraestruturas do Alqueva a decorrerem no concelho de Beja, no Alentejo.

Frisando que, atualmente, decorrem 14 empreitadas em simultâneo com vista à conclusão do projeto até ao final deste ano, Paulo Portas disse que o que se está a fazer em Alqueva "atrai criação de riqueza, atrai empresas privadas, cria oportunidades de emprego e, portanto, tem um multiplicador económico altíssimo".

"Por isso, é investimento público seletivo e bom, não são obras faraónicas, são obras ao serviço da economia", frisou o vice-primeiro-ministro, salientando "o valor económico" que o Alqueva tem para o Alentejo, que "não está condenado a ser uma região pobre" e "pode ser uma região empresarial com criação de emprego desenvolvida".

"É assim que se faz coesão territorial", defendeu Paulo Portas, mostrando-se "muito feliz" por ter sido "possível chegar" à "etapa final" do Alqueva, que, na atual campanha de rega, já rega 88 mil hectares e, após ficar concluído, no final deste ano, chegará, na campanha de 2016, aos 120 mil hectares previstos no sistema global de rega do projeto.

A conclusão do projeto, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Governo PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013, o que acabou por não ser possível, segundo o atual executivo PSD/CDS-PP, que, entretanto, assumiu o compromisso de terminar as obras este ano.

Paulo Portas confessou que ele e outros membros do Governo, como a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, passaram "muitas horas de 'stress', algumas de angústia, nunca de desânimo" para "encontrar" verbas para a "causa" de concluir o projeto.

"Nós nem queríamos 'obras de santa Engrácia', nem queríamos novas 'capelas imperfeitas'. Queríamos Alqueva terminado para que o Alentejo se possa desenvolver", disse Paulo Portas, referindo que foi possível chegar à última etapa do projeto "sem recurso a endividamento novo, excessivo" da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), "com libertação de recursos para a agricultura e boa gestão dos fundos europeus e garantia das comparticipações comunitárias".

Paulo Portas, acompanhado por Assunção Cristas, visitou as obras da Estação Elevatória de São Matias e do Sistema Elevatório das Almeidas, num investimento total de 48,8 milhões de euros para beneficiar a área de regadio de São Matias, no concelho de Beja, a qual irá abranger um total de cerca de 5.800 hectares.

Na sua intervenção durante a visita, Assunção Cristas disse que o Alqueva é um "caso de sucesso europeu" e representa "50% do regadio de iniciativa pública" e "1/4 da superfície irrigável" existentes em Portugal.

Em Portugal "há crescimento económico, temos de acelerar, há investimento a disparar, as exportações estão a comportar-se bem, a criação de emprego está a melhorar e nunca será suficiente enquanto houver pessoas sem emprego e sem oportunidades de trabalho", afirmou Paulo Portas, na sua intervenção durante a visita.

"O país está neste momento a viver um ciclo em que os níveis de confiança dos consumidores e dos empreendedores são bastante elevados" e "os próprios índices macroeconómicos do país estão objetivamente a melhorar", disse.

Paulo Portas visitou depois uma herdade agrícola no concelho de Vidigueira, onde, em declarações aos jornalistas, disse que está a realizar um "roteiro do investimento", porque "é preciso que os portugueses saibam que estão a acontecer muitos investimentos neste momento em Portugal".

"Há muitos investidores nacionais e externos que estão a escolher Portugal, e este momento em concreto, para fazer investimento. Só há investimento quando há confiança e o investimento é a condição crítica da criação de emprego", afirmou.

Agricultores exigem medidas adequadas contra a seca prolongada


A Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (ADACB) anunciou hoje que a seca prolongada "exige urgentemente" a tomada de medidas adequadas e considera "manifestamente insuficientes" as medidas anunciadas pela tutela.
   
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a associação reforça que "a seca prolongada está a afetar gravemente os agricultores e exige urgentemente medidas adequadas".

"As recentes medidas anunciadas pela ministra da Agricultura são manifestamente insuficientes, porque não passam de medidas recorrentes", explica no documento o presidente da associação, Mesquita Milheiro.

Este responsável adianta ainda que todos os anos é frequente o pagamento das ajudas da União Europeia (UE) ser antecipado, pelo que "as medidas agora avançadas pelo Governo são incapazes de minimizar os prejuízos sofridos pela seca".

Os agricultores reafirmam ainda um conjunto de exigências, como seja a concretização do regadio a sul da Serra da Gardunha, apoios a fundo perdido, isenção temporária da taxa de recursos hídricos e do pagamento das contribuições para a segurança social dos pequenos e médios agricultores.

A ajuda à eletricidade verde, as medidas de apoio com incidência fiscal e a criação de linhas especiais de crédito a longo prazo, altamente bonificado, são outras das medidas enunciadas no documento.

"Sem a implementação destas medidas, os agricultores têm grandes dificuldades em manter a sua atividade e de garantir o bem-estar e saúde animal", lê-se no documento.

Portucel: produtores florestais preocupados com processo anti-dumping nos EUA

Associação teme que processo da Portucel nos EUA possa afetar a imagem do setor e ter implicações ao nível das exportações

Portucel conhece no início de janeiro de 2016 decisão final das autoridades norte-americanas
Tony Dias/Global Imagens
25/08/2015 | 13:22 |  Dinheiro Vivo
A Acréscimo - Associação de Promoção ao Investimento Florestal manifestou-se hoje preocupada que a alegada venda abaixo do custo pela Portucel nos Estados Unidos possa ter implicações na imagem do setor florestal no exterior.
Na semana passada, a Portucel anunciou que as autoridades norte-americanas tinham aplicado à empresa de pasta e papel portuguesa uma taxa sobre as vendas de 29,53% por alegada venda abaixo do custo, adiantando que iria contestar a medida provisória e que já se tinha constituído assistente do processo.
Em declarações à Lusa, o presidente da direção da Acréscimo, Paulo Pimenta de Castro, afirmou que esta notícia "não é um bom presságio para uma empresa que tem o peso que tem" no mercado português.
A associação teme que este processo de 'dumping' (venda abaixo do custo) nos Estados Unidos possa afetar a imagem do setor e ter implicações ao nível das exportações.
"Toda a imagem negativa pode ter implicações na estratégia" das exportações, afirmou, nomeadamente "nos mercados transatlânticos".
Além disso, defendeu que, à semelhança do que foi feito com o setor da cortiça, a Autoridade da Concorrência deveria também fazer uma investigação sobre o eucalipto e o pinho.
O objetivo desta investigação é saber "se os bens de base florestal estão a ser bem remunerados ou não", disse.
Em comunicado hoje divulgado, a Acréscimo refere que "será expectável que o Estado português, através das autoridades competentes, investigue as práticas de mercado levadas a cabo pelo grupo Portucel Soporcel em Portugal", sublinhando que "será o desejável para a empresa, para o setor florestal e para o próprio Estado na sua obrigação de defesa dos superiores interesses nacionais".
O processo da Portucel nos Estados Unidos teve início a 21 de janeiro do ano passado, quando um grupo de produtores de papel e escritório norte-americanos e um conjunto de sindicatos do setor entregaram uma queixa tendente à investigação de alegadas práticas de 'dumping' nas importações de papel de diversos formatos provenientes de cinco países: Austrália, Brasil, China, Indonésia e Portugal.
Na altura, a produtora de papel portuguesa constituiu-se como parte interessada no início das investigações, e a 06 de março último, a International Trade Comissionan deliberou a continuação das investigações e o envio do processo para o Departamento de Comércio norte-americano, tendo a Portucel respondido aos questionários dessa segunda fase de investigação.
A 20 de agosto, o Departamento de Comércio divulgou os resultados preliminares do processo, tendo determinado margens provisórias relativamente aos diversos exportadores em causa.
No que respeita à Portucel, a margem provisória aplicada foi de 29,53%, ou seja, uma espécie de taxa alfandegária que vai encarecer as vendas da empresa portuguesa nos Estados Unidos.
"Esta medida permanecerá em vigor durante quatro meses, altura em que será determinada a margem de 'dumping' final que substituirá a provisória e que fixará a respetiva taxa antidumping", adiantou na semana passada a produtora de pasta e papel portuguesa.

Produtores de milho apresentam tecnologias ecoeficientes em Coruche


A Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, visita no próximo dia 1 de Setembro a Estação
Experimental António Teixeira, em Coruche, para conhecer os resultados do projeto Sanimilho, no âmbito do qual a ANPROMIS está a estudar sistemas de rega ecoeficientes e outras técnicas de condução que visam melhorar o itinerário cultural do milho, produzindo mais e melhor com menos recursos.

A ANPROMIS- Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo promove no próximo dia 1 de Setembro, pelas 10h00, um Dia de Campo em Coruche, dando continuidade ao trabalho de dinamização da cultura do milho na Estação Experimental António Teixeira, onde instalou em 2014 diversos campos de ensaio de milho que visam aprofundar assuntos tão relevantes para esta fileira como o estudo da cefalosporiose ou a eficiência dos sistemas de rega.

Este ano, além dos ensaios levados a cabo sob o pivot de rega, que contou com a participação de empresas de sementes, produtos fitofarmacêuticos e fertilizantes, está em estudo um sistema de gota-a-gota enterrada a 35 cm, numa área com cerca de 5 hectares, cujos resultados poderão ser avaliados in loco, neste dia de campo.

A ANPROMIS acredita que a utilização de sistemas de rega mais eficientes, tanto do ponto de vista da utilização da água, como da energia, é fundamental, uma vez que estes dois fatores de produção representam cerca de 20% da conta de cultura do milho.

«Enquanto produtores do Sul da Europa, sabemos que a via para competir no mercado global é aumentando a eficiência das nossas explorações agrícolas. É neste contexto que surge o projeto Sanimilho e o trabalho técnico que a Anpromis está a levar a cabo na Estação Experimental António Teixeira, em conjunto com entidades públicas e privadas, cujo objetivo é melhorar a competitividade da cultural do milho, produzindo mais e melhor com menos recursos», afirma Luís Vasconcellos e Souza, presidente da ANPROMIS.

O projeto Sanimilho resulta de um protocolo de colaboração técnico-científica, assinado em 2013, com o INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária), pelo período de 8 anos, que tem por objetivo dinamizar estudos, atividades e projetos no âmbito da cultura do milho e do sorgo, na Estação Experimental António Teixeira.

O Dia de Campo contará com a presença e intervenção da Ministra da Agricultura, Profª Assunção Cristas, do Diretor do Gabinete de Políticas e Planeamento, Eng.º Eduardo Diniz, que traçará um panorama sobre o mercado do milho em Portugal, e ainda do Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dr.º Francisco Silvestre de Oliveira, e do Presidente do INIAV, Dr.º Nuno Canada.



Fonte: ANPROMIS



EDIA confirma mancha de jacinto-de-água a três quilómetros do Alqueva

CARLOS DIAS 25/08/2015 - 09:19

Nos últimos três anos a planta aquática percorreu cerca de 60 quilómetros, rompeu barreiras colocadas à sua progressão, resistiu à recolha massiva e já se encontra em território português.

 
Planta invasora prejudica a qualidade da água PAULO RICCA/ARQUIVO

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 Ex-secretário de Estado diz que o preço da água em Alqueva "é excessivo"
O jacinto-de-água (Eichhornia crassipes), planta infestante oriunda da bacia amazónica, já "atingiu a fronteira entre Portugal e Espanha, coincidente com a confluência do rio Caia" confirmou ao PÚBLICO a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA). Há três anos o foco mais extenso da praga encontrava-se retido em Mérida, a cerca de 60 quilómetros da fronteira portuguesa.

A mancha de uma das mais perigosas e resistentes pragas aquáticas do mundo encontra-se, neste momento, a cerca de três quilómetros do início da albufeira do Alqueva (na zona da ponte da Ajuda), apesar da Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG), entidade responsável pela gestão da bacia do rio ibérico em território espanhol, ter instalado recentemente mais uma barreira para impedir a sua progressão para território português.

Ao todo, as autoridades espanholas já colocaram sete quilómetros de barreiras no Guadiana para travar a progressão do jacinto-de-água. A EDIA instalou duas barreiras, uma delas junto à fronteira. A empresa que detém a concessão do domínio público hídrico do Alqueva diz que está fazer a recolha da planta "a jusante da fronteira com Espanha", através de intervenções semanais "realizadas com meios técnicos e humanos da EDIA". 

No final de 2012, a subida repentina do caudal do Guadiana em território espanhol provocou a ruptura nas barreiras de protecção (redes) colocadas na linha de água para impedir a proliferação de planta. Na ocasião, o director técnico da CHG, José Martínez, admitiu que alguns dos fragmentos "poderiam vir a colonizar Alqueva", admitindo que se tal viesse a acontecer seria um desastre ambiental de "consequências graves".

Os receios confirmaram-se e em meados de 2014 a EDIA iniciou a extracção não apenas de fragmentos mas sim de plantas inteiras, concentradas numa mancha retida nas barreiras que colocou no Guadiana em território nacional. 

A presença do jacinto-de-água acaba também de ser registada, pela primeira vez, frente a Badajoz. A CHG informou os órgãos de comunicação locais que a mancha tem um hectare de extensão, e que está a enviar de Mérida meios humanos e mecânicos para retirar o tufo que está imobilizado no troço do Guadiana junto à cidade espanhola.

Em resposta ao PÚBLICO, a EDIA admite que a presença da infestante aquática junto à confluência com o rio Caia "é preocupante", em especial por se tratar de uma espécie invasora "com elevada capacidade de dispersão e consequentemente com elevada capacidade de degradação da qualidade da água". A empresa diz "estar consciente das implicações" associadas a eventos extremos, "nomeadamente cheias significativas no Outono", quando a planta "ainda apresenta vigor vegetativo e consequentemente capacidade de flutuabilidade e de colonização", subsistindo o receio de que "tal possa vir a acontecer em relação ao Alqueva". 

Quando as primeiras manchas de jacinto-de-água foram detectadas no troço do médio Guadiana, em Mérida, em 2005, uma equipa de investigadores da Universidade da Extremadura afirmou ser impossível que a planta invasora chegasse a Badajoz. Decorrida uma década, a planta chegou às portas do Alqueva.

Acresce ainda que numa massa de água de grandes dimensões, onde desaguam 37 ribeiras cujas bacias, no seu conjunto, preenchem uma área com 4200 quilómetros quadrados, as variações térmicas sazonais provocam inevitavelmente o afloramento de nutrientes e de matéria orgânica, o que prejudica a actividade biológica na albufeira e nos seus afluentes. A qualidade da água deteriora-se ao longo do período da Primavera-Verão, criando o habitat propício à proliferação das plantas invasoras.

As autoridades espanholas recolheram em dez anos quase 300 mil toneladas de jacinto-de-água e investiram cerca de 25 milhões de euros nas diversas intervenções efectuadas, sobretudo em 2009. Mesmo assim já admitiram ser impossível erradicar a infestante exótica.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

6 programas de vindimas no Douro e no Alentejo

ENOTURISMO
24/8/2015, 10:56171 PARTILHAS

A tendência não é nova, mas é desconhecida de muitos. Há quintas que convidam a fazer parte das vindimas, com apanha da uva e lagarada incluídas. É caso para dizer: ponha aqui o seu pezinho.


Reunimos seis propostas para fazer parte da vindima, desde a apanha à pisa da uva.
D.R

Mãos na uva, pés no mosto. Se em tempos as vindimas foram única e exclusivamente trabalho de gentes da terra, atualmente a exigente tarefa de apanhar a uva (e, num sentido mais lato, de trabalhá-la) é considerado um pequeno luxo para quem vê no vinho uma arte e quer ir além das tradicionais provas, onde cheiro, cor e estrutura são analisadas a mando do gosto pessoal. Por todo o país, mas com maior incidência no Douro, existem quintas que promovem programas de enoturismo apostados nas vindimas, a época mais gratificante do ano vinícola. O convite passa por perceber o trabalho que é feito nos bastidores da produção de um vinho para, no final, o beber melhor. Assim, fique a par das seis propostas que reunimos para si e que decorrem no final de agosto e durante o mês de setembro. 

1. Quinta de La Rosa

Na propriedade que se estende por 55 hectares ao longo da encosta direita do rio Douro há um programa de vindimas com a duração de sete horas, que arranca ao início da tarde e se prolonga pela noite dentro. A primeira etapa é precisamente o corte da uva, cujo jeito se vai ganhando a cada cacho removido (aconselha-se o uso do chapéu quando estiver em plenos socalcos durienses). Segue-se uma visita à adega e ao armazém, a qual culmina com uma prova de seis vinhos, três de consumo e três do Porto. O jantar é servido pelas 19h30 num dos terraços com vista para o rio e a lagarada, essa, acontece já o sol se pôs e o relógio marca as 21h00. Agora sim, é tempo de arregaçar as calças e colocar os pés no mosto frio e escorregadio q.b. — o ideal será apoiar-se nos seus colegas de equipa para que não haja qualquer descuido. E, no final, existe a possibilidade de ficar hospedado na quinta, que dispõe de 10 quartos e quatro suítes, todos com acesso à piscina (vale a pena o desvio).


A Quinta de La Rosa é constituída por 55 hectares.
ANTÓNIO PINTO - fotografia@anto
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50 euros por pessoa, com possibilidade de adquirir as atividades de forma avulsa (ao valor indicado acrescem 100 euros em caso de estadia). O programa decorre durante o mês de setembro, mediante reserva (tel.: 25 473 2254) e para um grupo mínimo de seis pessoas.

2. Real Companhia Velha

Na Real Companhia Velha o regresso à terra também se faz por esta altura, com um programa que, à semelhança do primeiro, promete ser preenchido e inclui duas propriedades. Na Quinta das Carvalhas é feita a apanha da uva que, por ali e por tradição, é manual e raramente realizada por homens — não há, no entanto, restrições de sexo no que aos turistas diz respeito. Recolhidos os cachos sob um sol quente de verão, e esgotadas as primeiras energias do dia, é tempo de provar a feijoada à transmontana, regada com uma trilogia de néctares da casa (branco, tinto e Porto). Já na Quinta do Casal da Granja todo o enófilo poderá participar na mesa de escolha e na lagarada. Se a primeira consiste na seleção das uvas e na remoção de cachos menos bons e suas folhas, a segunda envolve cantorias entoadas ao som de brindes constantes, além de uma pisa da uva nos tradicionais lagares de granito. A euforia prolonga-se ainda numa prova de vinhos comentada, a ter lugar na loja de vinhos da Quinta das Carvalhas.


O programa acontece em duas quintas da Real Companhia Velha.
D.R
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85 euros por pessoa, para grupos de 6 a 18 pessoas; marcação obrigatória (tel.: 22 377 51 00). Todas as visitas são acompanhadas por um técnico da Real Companhia Velha. 

3. Quinta do Pôpa

Já antes falámos sobre a quinta gerida por Stéphane e Vanessa Ferreira, uma propriedade que leva no nome a alcunha do avô dos dois irmãos — um homem que nasceu entre vinhas que não lhe pertenciam e que cresceu a sonhar ter um "pedacinho do Douro". E é neste pedaço que com o tempo perdeu o "inho" que se realizam vindimas num regime de exclusividade. A ideia é juntar um grupo de 12 a 25 pessoas, escolher uma data e arregaçar as mangas — a pequenada também está convidada. A quinta abre as portas a todo o curioso que queira estar por dentro do processo de vinificação, da uva que cresce nos socalcos na encosta da melhor estrada do mundo, a N222, ao copo meio cheio (ou meio vazio, se preferir) aquando das provas incluídas no programa. Ao corte da uva e respetiva pisa no lagar, acrescentam-se ainda visitas à adega, cave e garrafeira, além do almoço num jardim sobre o rio Douro, onde não vão faltar propostas tradicionais portuguesas: sopa de cebola, pezinhos de coentrada, rojões, bacalhau com grão e pratos de bacalhau e carne. O vinho, como seria de esperar, está presente em todo o processo.


O projeto é gerido pelos irmãos Stéphane e Vanessa Ferreira.
D.R
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60 euros por pessoa; marcação obrigatória, com uma antecedência mínima de 15 dias (tel.: 92 438 2643).

4. Herdade do Esporão

Do Douro seguimos para o Alentejo, começando pelo Esporão — esse nome que num ápice faz lembrar néctares como Monte Velho e Esporão Reserva. A herdade que já leva 40 anos de existência ficou entre as 100 melhores adegas do mundo, segundo a Wine & Spirits, em 2014. E se há pouco tempo abriu as portas para entreter os amantes de vinho durante 24 horas, agora convida-os a participar nas vindimas, tidas como um "acontecimento cultural que se mantém até aos dias hoje" e que continua a reunir tradições e saberes populares. Tudo começa com um passeio pelas vinhas e consequente participação nas vindimas — não tenha problemas em sujar-se e fique atento às explicações de quem sabe, até porque vale a pena conhecer que castas vai roubando às plantas à medida que corta os cachos. Não muito tempo depois, faz-se uma viagem até 12 metros de profundidade para conhecer as caves e a adega. Para o fim fica o almoço ao comando do chef Pedro Pena Bastos, que inclui bochecha de porco preto em folha de videira, pastinaca e borras de alicante bouschet, com os devidos vinhos a acompanhar.


A herdade tem cerca de quatro décadas de história.
Francisco Rivotti
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85 euros por pessoa (65 euros sem harmonização de vinhos no menu de almoço), mediante marcação com 48 horas de antecedência. 



5. Herdade das Servas

Por aqui há lagares de mármore e não de granito, não estivesse a herdade da família Serrano Mira — uma das mais antigas na produção de vinho no Alentejo — situada em Estremoz. Mas as diferenças, tendo em conta os restantes programas, não se ficam por aqui: uma vez que na vinha as temperaturas são elevadas e estão algo longe da propriedade central (a herdade tem um património vitivinícola de 300 hectares), não há apanha da uva, pelo menos não diretamente do cacho. O trabalho de recolha começa na mesa de escolha, onde são selecionadas as melhores uvas. E, ainda antes de se aconchegar o estômago com um almoço de encher as medidas, há a tão popular pisa que, com os novos tempos e as novas tecnologias, tem perdido protagonismo. A proposta na Herdade das Servas não fica completa sem antes ser oferecida uma t-shirt da vindima (um souvenir para, mais tarde, provocar saudade), bem como um diploma de participação e uma garrafa em sinal de agradecimento.


A família da Herdade das Servas é uma das mais antigas na produção de vinho no Alentejo.
D.R
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50 euros por pessoa (25 euros sem almoço), mediante marcação (tel.: 29 632 2949).

6. L'And Vineyards

O luxuoso L'And Vineyards, construído na pacatez de Montemor-o-Novo, é conversa recorrente quando em debate está a cozinha do chef Miguel Laffan, um dos rostos mais associados ao projeto. Comida à parte, este é um wine resort, pelo que o vinho também faz parte da sua identidade. Como se o nome não fosse suficiente para o provar, a unidade tem uma vinha com castas típicas alentejanas cultivadas com métodos naturais, além de uma pequena adega integrada no edifício principal, mesmo a jeito de ser descoberta pelos hóspedes. Assim não é de estranhar que o L'And aposte num programa de vindimas diurnas e noturnas — sim, noturnas, daquelas que incluem pequenas lanternas para todo o enófilo transportar à cabeça, como se de um mineiro se tratasse. A aventura não fica completa sem duas noites de estadia e um jantar que se distribui por sete pratos. É, pois, a melhor maneira de vindimar, beber e dormir à luz das estrelas (o teto dos quartos pode ser recolhido se o cliente assim o desejar).



A partir de 650 euros para duas pessoas em suite (obrigatoriedade de duas noites), valor que inclui um jantar de degustação, um pack de duas garrafas L'And Reserva 2011 personalizadas e ainda degustação de vinho L'And. O programa decorre durante o mês de setembro.

Metade dos cursos de água em Portugal falha meta europeia de qualidade



  Ricardo Garcia   
24/08/2015 - 07:55
 

À luz das normas europeias, só 52% cumprem o "estado bom" da água requerido pela legislação europeia, segundo o diagnóstico do novo Plano Nacional da Água.
 
 Cerca de metade dos rios e albufeiras do país ainda está poluída ou razoavelmente alterada, quinze anos após a adopção de uma directiva europeia que pretendia que todos os cursos de água estivessem limpos em 2015.

De todas as massas de água superficiais do território continental, 52% atingem o "estado bom" em termos químicos e ecológicos exigido pela directiva-quadro da água, aprovada pela União Europeia em 2000. Cerca de 45% estão abaixo disso e pouco mais de 2% não são classificáveis, por falta de dados.

Na bacia do Guadiana, a proporção de massas de água que não atingem o estado bom chega a 61%. Nas bacias do Sado e Mira, o valor é de 57% e na região do Tejo e Oeste – responsável por pouco mais de um terço do consumo de água no país – é de 51%.

O diagnóstico consta de um novo Plano Nacional da Água, cuja consulta pública terminou esta sexta-feira. Também em consulta, até Dezembro, estão mais oito planos, um para cada região hidrográfica do território continental. Este conjunto de documentos estratégicos destina-se a atingir nos próximos 12 anos aquilo que não se conseguiu fazer em uma década em meia.

A directiva-quadro da água previa que o estado bom dos rios, lagos e albufeiras fosse atingido em 2015. Mas admitia a prorrogação do prazo até 2027, em casos justificados, se fosse tecnicamente impossível fazer tudo em 15 anos ou se os custos fossem desproporcionadamente elevados. "Não há nenhum país europeu que tenha conseguido atingir esta situação em 2015. É um esforço titânico", afirma o secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos.

Portugal pretende chegar a 2021 com 73% da água a cumprir o que Bruxelas exige e 100% em 2027.

O Plano Nacional da Água revela também grandes lacunas na monitorização do que se passa nos recursos hídricos. Somente em duas regiões hidrográficas a rede de estações de medição cobre mais de 50% dos cursos de água: nas bacias do Minho e Lima (57%) e nas ribeiras do Algarve (67%).

Sem investimento e sem manutenção, parte da rede da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que media os fluxos dos rios, por exemplo, entrou em colapso em 2010. O próprio laboratório da APA chegou a perder a certificação exigida para poder ser considerado como uma unidade de referência, na prática impedindo que fizesse análises legalmente válidas.

A certificação foi entretanto recuperada e, no ano passado, o Governo aplicou quatro milhões de euros, com recurso a verbas europeias, para solucionar o problema das estações para medir o escoamento dos rios.

Mas ainda se mantêm as deficiências na rede que mede a qualidade da água. Para pôr a monitorização a funcionar, será necessário investir mais quatro milhões de euros até 2020. Um primeiro concurso vai ser brevemente lançado, segundo o secretário de Estado do Ambiente.

Se há algo em que a proposta de Plano Nacional da Água agrada às associações ambientalistas é o facto de reconhecer as falhas e os principais problemas até agora. "É um bom diagnóstico da situação actual", afirma Carla Graça, da associação Quercus.

O GEOTA salienta que o documento enquadra bem o que correu errado na primeira geração de planos de gestão de regiões hidrográficas. "As metas foram pouco ambiciosas, a informação insuficiente, o risco de incumprimentos variados é significativo, houve uma fraca avaliação económica da relação custo-benefício das medidas, houve falhas ao nível da monitorização", refere a associação, numa posição emitida durante a discussão do documento.

O problema, dizem os ambientalistas, é a terapêutica perante o diagnóstico. O plano apresenta um conjunto de medidas, mas Carla Graça sustenta que são genéricas. "Não há concretização de meios ou de recursos humanos", afirma. "Que meios é que temos para fazer cumprir a legislação?", indaga, citando recentes casos de poluição do Tejo

Paula Chainho, da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), também saúda o bom diagnóstico, mas critica o momento em que o documento surge. O plano, uma exigência da chamada Lei da Água, aprovada em Portugal em 2005, deveria ser um chapéu-de-chuva para outros que se seguiriam. Mas aparece ao mesmo tempo em que os planos de gestão das regiões hidrográfica, exigidos pela directiva europeia e que deveriam antes ser inspirados pela estratégia nacional. Na prática, diz Paula Chainho, o primeiro acaba por ser sobretudo uma compilação do que está nos segundos. "A meu ver, é deitar dinheiro fora", afirma.

"Reconheço que houve algum atraso", diz o secretário de Estado do Ambiente. "Mas estamos a articular as duas coisas, ambas interligam-se", completa.

É o segundo Plano Nacional da Água em Portugal. O primeiro foi aprovado em 2002. Desde então, houve uma vaga de investimentos em estações de tratamento de águas residuais, para reduzir a poluição dos rios.

Mas não foi suficiente. Das 526 obras financiadas desde 2007 com verbas do anterior quadro comunitário de apoio financeiro, pelo menos 52 não cumprem as normas europeias. Portugal enfrenta um contencioso com Bruxelas por causa desta situação. Há outros dois processos por incumprimento da directiva europeia sobre águas residuais urbanas, um deles passível de multas milionárias (ver caixa).

O secretário de Estado do Ambiente afirma que, na nova vaga de fundos europeus, está a ser dada prioridade aos investimentos que solucionem problemas de incumprimento da legislação, de modo a evitar mais conflitos com a Comissão Europeia. "Não queremos deixar para o próximo Governo a herança que o anterior nos deixou", diz Paulo Lemos.

As estações de tratamento que têm vindo a ser construídas, porém, cuidam sobretudo dos esgotos urbanos. Um dos desafios para cumprir a directiva-quadro da água será resolver o problema da poluição difusa da agricultura e a da indústria agro-alimentar. "Ainda há muito a fazer", reconhece o secretário de Estado do Ambiente.

Paulo Lemos argumenta que, embora a situação actual ainda seja problemática, isto não significa que nada tenha sido feito. "Há 20 anos, tínhamos 24% de saneamento. Agora temos 78%", afirma. "No rio Ave, sabia-se a cor da moda pela cor do rio. Agora há lá concursos de pesca", completa.

O Plano Nacional da Água, depois da consulta pública, ainda deverá ser submetido ao Conselho Nacional da Água e provavelmente só será aprovado já pelo próximo Governo, depois das legislativas de Outubro.

CTT lança livros com selos

 'Viver Portugal com o Mediterrâneo à Mesa' foi escrito por Fortunato Câmara. Por J. Pires Santos Os Correios de Portugal acabam de editar o livro 'Viver Portugal com o Mediterrâneo à mesa', da autoria de Fortunato Câmara e que surge na sequência da emissão filatélica recentemente emitida com o título 'Dieta Mediterrânica'. Os quatro selos e o bloco dessa emissão fazem parte integrante do livro.   Para o presidente dos CTT, Francisco Lacerda, esta é uma "obra de referência para a análise e evolução gastronómica lusitana". Organizado em torno de catorze capítulos, o livro sublinha a importância do Mar Mediterrâneo na dinamização de práticas e hábitos civilizacionais com rasto secular, nomeadamente do que diz respeito à alimentação dos povos do sul da Europa e Norte de África.    'Viver Portugal com o Mediterrâneo à mesa' segue a linha editorial de anteriores edições do Clube do Colecionador dos Correios: tem cerca de 250 páginas, dezenas de fotografias a cores e edição bilingue. Completa-se com a emissão filatélica 'Dieta Mediterrânica', e com dois selos da série 100 Anos das Regiões Demarcadas, editada em 2008; seis selos da emissão 'O Azeite' (também de 2008) e ainda dois selos da emissão 'Pão Tradicional Português' (de 2009 e 2010).   Todo o País está representado neste livro e nos selos que inclui. Estes últimos destacam as seguintes especialidades: sopa de beldroegas; carapaus de escabeche; cozido de grão com pêras; broas de batata-doce; caldeirada de polvo; moscatel de Setúbal; pão alentejano e pão de testa do Algarve. Focam ainda a cultura associada ao azeite que percorre o nosso território.   A cultura gastronómica de árabes e romanos é lembrada, o mesmo acontecendo com as primeiras receitas registadas com Portugal já como nação.

Crédito Agrícola aumenta lucros em 16%

24 Agosto 2015, 11:51 por Sara Antunes | saraantunes@negocios.pt


O Crédito Agrícola aumentou os seus lucros em 16% no primeiro semestre do ano, num período em que a margem no negócio bancário diminuiu. Do lado positivo esteve a evolução do crédito e dos recursos de clientes.
O Crédito Agrícola fechou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 25,6 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 16% quando comparado com os 22,1 milhões obtidos em igual período do ano passado, revelou esta segunda-feira, 24 de Agosto, o banco em comunicado.
 
Só no que respeita ao negócio bancário, o Crédito Agrícola registou uma quebra dos lucros de 20% para 20,0 milhões de euros. E o banco explica porquê: em causa está a "redução da margem financeira, em larga medida explicada pelos reduzidos níveis das taxas Euribor."
 
A carteira de crédito da instituição aumentou em 1,8% para 8,25 mil milhões de euros, num período em que os "recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizaram, nos primeiros seis meses do ano, 10,7 mil milhões de euros, evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 5,7%, que corresponde a 580 milhões de euros", explica a mesma fonte.
 
As imparidades e provisões aumentaram em 13,3% para 897 milhões de euros.
 
O rácio de solvabilidade, common equity tier I caiu de 13,1%, no final do ano passado, para 13,0% no final do primeiro semestre.

McDonald's Portugal de portuguesa tem muito pouco

McDonald's Portugal de portuguesa tem muito pouco

24-08-2015 18:21 | Economia
Porto Canal (CYM) 

A cadeia de fast food norte-americana, McDonald's, aposta em mercados que centralizam a produção e reduzem os custos. Portugal está desviado dessa rota.

A McDonald's Portugal não mente quando no anúncio diz: "Sabia que mais de 30% das nossas compras são feitas a fornecedores nacionais?" porque, na realidade, são 30%. Mas ficam por aí.

Porque "o que é dos outros é sempre melhor" e porque Portugal gosta de honrar costumes e, neste caso, ditados.

A verdadeira questão é: porquê tão pouco? A resposta veio da própria cadeia norte-americana, comparando o mercado português com nuestros hermanos: o deles é "bem mais maduro". Por esta razão, no país vizinho a percentagem de fornecedores locais atinge uns incríveis 75%.

Em declarações ao Diário de Notícias, uma fonte oficial da McDonald's Portugal afirma que o facto das parcerias estarem constituídas há muito mais tempo em Espanha se reproduz na preferência: "(...) está presente em Espanha há 34 anos (...). Alguns deles desde a abertura do primeiro restaurante, em 1981".

Já a carne de vaca portuguesa incorpora cerca de 40% nos hambúrgueres, vinda de todos os pontos do país.

Uma aplicação web que diz quando regar o olival


Ago 24, 2015Destaque Home, Notícias0Like
Investigadores espanhóis do Instituto de Investigação e Formação Agrária e Pesqueira (Ifapa) de Córdoba e do Instituto de Agricultura Sustentável desenvolveram uma aplicação web que calcula as necessidades hídricas dos olivais. A tecnologia foi apresentada a 25 de Junho, durante as jornadas que tinham como tema «As Inovações no cultivo do olival», em Córdoba.

Javier Hidalgo, um dos investigadores responsáveis pelo desenvolvimento do projecto, explica que a aplicação tem em conta no seu cálculo os diferentes tipos de olival, distinguindo os jovens dos adultos, e permite a criação de um plano baseado nas necessidades de diferentes macro-nutrientes.

Para fazer a sua avaliação, esta aplicação requer a inserção de dados como a localização exacta dos terrenos, a província a que pertencem ou os hábitos de rega da exploração.

Por enquanto, a tecnologia está apenas disponível para o olival cultivado em solo andaluz. Segundo dados do Ifapa, entre 2012 e 2014, 1.541.980 hectares (ha) da Região da Andaluzia estavam ocupados com oliveiras.

Lisboa acolhe conferência sobre culturas do tomate e da vinha



 24 Agosto 2015, segunda-feira  Hortofruticultura & FloriculturaViticultura
tomates

De 27 a 30 de setembro de 2015 o Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, é palco da 4.ª Conferência Internacional dedicada ao tema "Fleshy Fruit".
A iniciativa, da Ação Cost fa 1106 Quality Fruit, é nesta edição dedicada à análise de trabalhos desenvolvidos na cultura do tomate e da vinha, e onde serão apresentados e discutidos os últimos avanços na investigação.
Segundo o ISA trata-se de uma conferência internacional dedicada ao tema "fleshy fruit" que conta com «a participação de investigadores de todo o mundo, constituindo, igualmente, um evento de networking para a comunidade científica».
As inscrições decorrem até 28 de agosto sendo que a comissão nacional da Conferência conta com os contributos de Sara Amâncio, do ISA da Universidade de Lisboa e DE Hernâni Gerós, da Universidade do Minho. 

Madeira: produção de uvas para fabrico de vinho regista aumento de 500 toneladas



 24 Agosto 2015, segunda-feira  Viticultura
A produção de uvas para o fabrico de vinho Madeira deverá atingir este ano as 4500 toneladas, valor superior em 500 toneladas ao de 2014, informou o secretário regional da Agricultura e Pescas.
«Este é, sem dúvida, um grande ano de vinha e ainda bem que assim é, porque funciona como um prémio para os agricultores continuarem o seu trabalho», disse Humberto Vasconcelos, após uma visita a 24 de agosto a quatro explorações no concelho de Câmara de Lobos, na zona oeste da ilha da Madeira, onde se encontra a maior mancha de vinhedos.
O governante aproveitou para anunciar que a abertura oficial das vindimas na região autónoma está marcada para 31 de agosto e revelou que o preço pago ao viticultor rondará um euro por quilo, valor semelhante ao praticado no ano passado.
«Como é um ano com maior produção, isto significa maior rendimento», sublinhou Humberto Vasconcelos, destacando, por outro lado, que o Governo Regional ativou um sistema de incentivos destinado à reconversão das castas tintas por castas brancas.
O secretário regional explicou que o mercado se encontra atualmente saturado de vinho produzido com a casta tinta negra, a mais usada na Madeira, havendo uma procura cada vez maior por castas brancas, como verdelho, sercial e terrantez.
«Aumentando a produção de castas brancas, aumentará também a rentabilidade do viticultor», salientou Humberto Vasconcelos, vincando que o executivo está a desenvolver um estudo no sentido de definir a área ideal a reconverter face às necessidades e exigências do mercado.
Fonte: Lusa

PDR 2020: criadas estruturas locais de apoio à agricultura

 24 Agosto 2015, segunda-feira  Política AgrícolaAgricultura
PDR 2020

Foi publicado esta segunda-feira (24 de agosto de 2015) em Diário da República o despacho dos ministérios do Ambiente e da Agricultura e do Mar, que cria as Estruturas Locais de Apoio (ELA) à agricultura e recursos naturais, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020).
Ao todo são oito as estruturas, a saber: Estrutura Local de Apoio Peneda -Gerês; Estrutura Local de Apoio Montesinho -Nogueira; Estrutura Local de Apoio Douro Internacional, Sabor, Maçã e Vale do Côa; Estrutura Local de Apoio Tejo Internacional; Estrutura Local de Apoio Alto Alentejo; Estrutura Local de Apoio Alentejo Central; Estrutura Local de Apoio Baixo Alentejo; e Estrutura Local de Apoio Costa Sudoeste.

Todas estas estruturas têm como objetivo promover uma melhor execução dos apoios de caráter agroambiental e investimentos nesta área.

VER DESPACHO 

Agroalimentar: CNA diz que em 2014 o rendimento do setor baixou 3%


 24 Agosto 2015, segunda-feira  IndústriaIndústria alimentar
agroalimentar

Na sequência das recentes estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as perspetivas agrícolas a CNA – Confederação Nacional da Agricultura considera que em relação ao agroalimentar o rendimento do setor baixou 3%.
Em comunicado, a CNA refere que «as estatísticas divulgadas pelo INE dão conta de uma baixa de 3% no rendimento da atividade agrícola por UTA (Unidade de Trabalho Ano) em 2014 comparativamente com 2013 e também da redução, menos 3,1%, da mão-de-obra».
«Em termos meramente estatísticos, esta baixa resulta da redução (nominal) do VAB - Valor Acrescentado Bruto da produção agrícola – com menos 3,2% – e das ajudas públicas com menos 4,2%. Mas, de facto, em 2014 também se registaram baixas – média de 6% – nos preços à produção como sobretudo aconteceu no leite, na carne e na batata, e também em várias frutas», lê-se no comunicado.
Para a CNA, «o défice da balança comercial agroalimentar – a diferença, negativa, entre aquilo que importamos e aquilo que exportamos – apesar de ter reduzido, atingiu os 3,2 mil milhões de euros, dados oficiais». «É um défice que continua muito alto para Portugal, sabendo-se que na economia real o défice é ainda maior», afiança a CNA.
Em termos alimentares, «o défice continua muito alto nos cereais – importamos cerca de 75% – e aumenta nas carnes e miudezas comestíveis que, em termos financeiros, nominais, passou para o primeiro lugar, com as importações a atingirem já 28% do consumo interno. Nos frutos, as importações atingiram uma média de 23,2 % do consumo».
Porém, alerta a CNA, «o INE não esclarece qual é o défice na produção nacional das componentes como as proteaginosas muito utilizadas nas rações para a alimentação animal. Défice que continua a ser, sem dúvida, aquele que apresenta um valor (negativo) percentualmente superior. Algumas estimativas apontam para um défice, nessas componentes para rações, acima dos 85%, das necessidades e onde se mantém um nível inadmissível de especulação e monopólio na respetiva importação/comercialização».
«Certas produções, como o azeite e as hortícolas, aumentaram mas em resultado da concentração da produção em grandes empresas do agronegócio e dos métodos de produção super-intensivos (delapidadores dos recursos naturais), o que também provoca a ruína da produção mais tradicional de bom azeite», considera a Confederação.
Agricultura familiar

A CNA refere ainda, no mesmo comunicado, que «a seca, as baixas nos preços à produção, a redução do consumo, o aumento de custo de vários fatores de produção, os incêndios florestais, estão na base da situação muito difícil (2015) que vive a Agricultura Familiar e que aponta para prejuízos incomportáveis».
E apela ao Governo que tome «medidas urgentes com apoios excecionais - como aqueles que a CNA reclama - para acudir a uma situação de excecional gravidade».
De outra forma,« a ruína ameaça dezenas de milhar de explorações agroflorestais, com pesadas consequências para a economia agrícola, para a soberania alimentar do país e para a qualidade alimentar da nossa população», conclui a CNA

França: colheita de trigo com bons resultados na campanha 2015



 24 Agosto 2015, segunda-feira  Cerealicultura
O mês de julho, pautado por chuvas em França, deixou algumas dúvidas em relação à produtividade e às colheitas.
Contudo, o resultado final, de acordo os dados do Agreste, serviço estatístico do Ministério da Agricultura francês, mostram que a produção de trigo deve aumentar cerca de 5% em relação a 2014 e atingir o valor de 39,3 milhões de toneladas.
Valores que fazem com que 2015 seja um ano com uma produção 10% superior à média dos últimos cinco anos.
Este aumento de produção deve-se a um ligeiro aumento das áreas cultivadas e, sobretudo, ao aumento da produtividade, que atingiu a média de 7,6 toneladas por hectare.
As culturas de inverno beneficiaram muito de uma primavera amena e com muito sol, adianta aquele organismo.
Em relação às culturas de verão, sobretudo, o milho, o cenário pode ser bem diferente, com uma baixa significativa de produtividade, devido à falta de chuvas durante a floração.
Assim, prevê-se uma diminuição da produção de milho grão de 28% em relação a 2014 (que foi um ano de produção recorde) e situar-se nas 13,5 milhões de toneladas.
O fator determinante desta queda é a perda de produtividade que está estimada em 2 toneladas por hectare.
Este ano regista-se, também, uma diminuição de produção de colza de 9%, devido à diminuição da área cultivada.
O girassol também deve registar uma diminuição de 17% e a batata de consumo, 13%.
Fonte: Reuters/Agronegócios 

Feira do Vinho do Dão

24 Ago 2015 
Decorre no Largo do Município de 4 a 6 de setembro de 2015 a 24ª Feira do Vinho do Dão. Consulte aqui o programa.

CIN lança tinta para combater fungo da indústria vitivinícola


Por Filipe Gil
24 de Agosto - 2015
 
A CIN acaba de lançar uma tinta aquosa mate capaz de combater um resistente fungo que habitualmente se desenvolve nas caves de vinho.  A tinta Stridor forma uma película resistente ao desenvolvimento da maioria dos fungos, em particular do Mucor, que é insensível aos tratamentos clássicos e que habitualmente prolifera na indústria vitivinícola, danificando anualmente muitas produções de vinho, indica a marca em comunicado.

A nova tinta Stridor é um produto certificado no que respeita à Qualidade do Ar e tem ainda a certificação Excell+, que assegura que as emissões de compostos químicos voláteis não deterioram a qualidade organolética do vinho ou de qualquer outro produto agroalimentar.

De acordo com a CIN, esta nova tinta é  "também aconselhada para a indústria agroalimentar, cozinhas, instalações de saúde e cantinas. Não contém qualquer composto passível de alterar o sabor dos alimentos".  A Stridor encontra-se disponível em branco, em embalagens de 15L, e é comercializada em todas as lojas CIN e nas lojas da Sotinco.

Situação do mercado europeu da carne de porco

24-08-2015 
 

 
A situação do mercado da carne de porco na Europa domina as atenções. Depois de na semana passada a bolsa francesa MPB nem sequer ter chegado a uma cotação, esta semana, à semelhança da generalidade das bolsas europeias registou uma queda do preço.
França é o país onde os suinicultores mais se têm manifestado quanto ao preço pago ao produtor. Segundo um artigo do "Politico", onde se faz uma análise ao sistema de produção francês, conclui-se que é preciso uma reformulação ao modelo para que os produtores franceses possam ser competitivos.
No Reino Unido os produtores exigem medidas que promovam e impulsionem o consumo de carne nacional. Exemplo disso é a reivindicação que as taxas que pagam para a Agricultural and Horticultural Development Board (AHDB) sejam investidas em campanhas de marketing. Outra medida é ir além da União Europeia no que diz respeito às regras de rotulagem. O que é facto é que as vendas a retalho da carne britânica continuam a ficar aquém do esperado.
Na Irlanda, o governo alocou um fundo de 17 milhões de euros para financiar a modernização das explorações suinícolas e avícolas, comparticipando até 40 por cento dos investimentos das empresas.
Na Alemanha, a preocupação principal é a implementação de mais regras de bem-estar animal, aproximando-se às práticas suecas, onde os custos de produção chegam aos 2,0 euros o quilo de peso vivo.
Na Estónia, a prioridade é a prevenção contra a Peste Suína Africana, o que levou o governo a criar um fundo de 17,2 milhões de euros para financiar medidas de biossegurança nas explorações.
Fonte: FPAS

Vindimas chegam esta terça-feira ao centro de Lisboa

Instituto Superior de Agronomia desenvolve apanha de uva


Vindima começa esta terça-feira nas terras do Instituto Superior de Agronomia
24/08/2015 | 10:22 |  Dinheiro Vivo
Há vinhas e vindimas no centro de Lisboa. Admirado? Pois é. O Instituto Superior de Agronomia (ISA) desenvolve esta terça-feira uma apanha de uva nos 5 hectares que envolvem aquela faculdade na Tapada da Ajuda.
A vindida começa às 08h00 desta terça-feira e vai envolver meia centena de voluntários e funcionários do ISA. Será vindimado um terço da vinha académica, numa parceria que envolve a equipa da Casa Santos Lima, o agente escolhido.
As uvas do ISA serão, posteriormente, colocadas para venda nos circuitos comerciais através do vinho Experiências com a assinatura da Casa Santos Lima. Este vinho já foi galardoado quatro vezes em competições nacionais e internacionais.
"A nossa participação nesta vindima é o espelho da forma como os Vinhos de Lisboa se posicionam no mercado, já que damos especial atenção aos processos de inovação e a modernização da vinha e do vinho", refere Vasco d"Avillez, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa).
Lisboa é já a segunda maior região vitivinicola do País, logo a seguir ao Douro. Produz 100 milhões de listros de vinho todos os anos.

domingo, 23 de agosto de 2015

Cortiça portuguesa terá maior destaque no novo catálogo IKEA


Marca sueca estreou-se em nome próprio em Portugal com loja de Alfragide mas já tem mais duas lojas de grandes dimensões, em Matosinhos e Loures.

É já a partir de segunda-feira que a gigante do mobiliário começa a dar a conhecer aos portugueses o seu novo catálogo. E um dos 'ex-libris' das exportações portuguesas terá destaque.

Revela o Jornal de Negócios na sua edição online que, a partir de amanhã, dia 24 de agosto, começaram a ser distribuídos os cerca de 2,13 milhões de cópias impressas do novo catálogo da marca nórdica de mobiliário e decoração de interiores.

O principal destaque vai para o facto de este ano se notar uma maior presença de produtos que contam com cortiça portuguesa.

Recorde-se que no último ano as exportações portuguesas de cortiça registaram um aumento de 1,5% face ao ano anterior, o que significou um valor de 846 milhões de euros, segundo dados divulgados em março pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).