sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tomate: entidades europeias desaprovam patentes


Ago 28, 2015Destaque Home, Notícias0Like

A coligação internacional No patents on seeds condenou, num comunicado emitido a 25 de Agosto, a patente que o Instituto Europeu de Patentes (EPO) concedeu a uma variedade específica de tomates com maior teor de flavonoides – compostos químicos – desenvolvida pela Monsanto.

O que está em causa é a patente EP1515600 que foi atribuída a sementes que resultam do cruzamento entre variedades de tomates selvagens e domesticadas, através de métodos clássicos de reprodução, advoga a coligação.

Algo que a No Patents on Seeds diz não ir ao encontro da lei europeia de patentes, que «proíbe as patentes de variedades de plantas e de métodos clássicos de reprodução».

«Ao conceder estas patentes o EPO está a ignorar os interesses do público em geral e simplesmente a servir os interesses do lobby das patentes. Caso esta tendência continue, ficaremos ainda mais dependentes de um grupo de grandes empresas internacionais», notou Christoph Then, coordenador da coligação.

Alguns países, como a Holanda, Alemanha e França, parecem concordar com os problemas apontados e também planeiam intervir contra o EPO.

A No Patents on Seeds é uma coligação criada por um grupo de organizações de nível nacional que pretendia lutar por leis de patentes mais claras. Hoje, a sua causa é apoiada por mais de 300 organizações não-governamentais, entre as quais a Plataforma Transgénicos Fora e as 11 organizações e associações portuguesas que representa.

Produtores do Dão esperam aumento de 20 a 30 por cento na produção de vinho

28-08-2015 
 

 
A União Demarcada das Adegas Cooperativas do Dão (UDACA) espera um bom ano para o vinho daquela região e prevê um aumento de 20 a 30 por cento na produção, que será acompanhado por um incremento da qualidade.

«Este ano, haverá um crescimento de 20 a 30 por cento na região do Dão, dependendo das castas», disse à agência Lusa o presidente da UDACA, Fernando Figueiredo, prevendo uma produção de 12 a 15 milhões de litros no sector cooperativo e uns totais de 30 a 35 milhões de litros no total dos produtores da região.

Apesar do receio de que os níveis de maturação pudessem ser afectados devido à falta de chuva, a ocorrência de precipitação recentemente vem garantir «uma boa maturação» do vinho, sublinhou.

«A chuva veio ajudar à maturação e a tendência é para que as vindimas sejam antecipadas para o início de Setembro», acrescentou Fernando Figueiredo, salientando que se espera uma «boa colheita» este ano.

Em 2014, apesar de uma «boa qualidade e cor de vinho, em termos de grau as coisas já não foram tão boas», recordou, considerando que este poderá ser um melhor ano, com níveis de açúcar elevados «e uma maturação mais acentuada».

«Está tudo preparado para termos uma boa vindima, com quantidade e qualidade excepcionais», frisou. O presidente da UDACA afirmou ainda que a ocorrência de incêndios na região demarcada do Dão poderá ter levado à «queima de alguma vinha, mas não deverá afectar a produção» total.

A região demarcada do Dão, instituída em 1908, tem cerca de 376 mil hectares de terra, estendendo-se por concelhos do distrito de Coimbra, Guarda e Viseu.

Fonte: Lusa

Governo promete plano para salvar produtores de leite

Publicado hoje às 08:48
Nuno Guedes

Foto: Lusa
Ministra diz que leite nos hipermercados está com preços demasiado baratos que podem ser a ruína do sector leiteiro português. Governo vai a Bruxelas pedir medidas de apoio e promete promover o consumo de leite "made in Portugal".
O Ministério da Agricultura vai avançar com um plano nacional de apoio para o sector do leite. O governo admite que o fim das quotas europeias, desde abril, afetou gravemente os produtores portugueses.

A ministra, Assunção Cristas, diz à TSF que o preço do leite nos hipermercados portugueses está abaixo do sustentável: "se formos às grandes superfícies vemos preços baixíssimos (45 ou 47 cêntimos) que não são sustentáveis e que só existem pagando muito pouco aos produtores, o que significa a condenação de um sector".

Perante o embargo russo e o fim dos limites à produção (quotas) que existiam nos países europeus, a Ministra da Agricultura admite que são sérias as dificuldades sentidas pelos produtores nacionais.

Com o objetivo de chegar a propostas conjuntas, Cristas reúne esta sexta-feira em Madrid com os responsáveis da agricultura de Espanha, França e Itália.

Portugal coloca-se na linha da frente contra baixa de preço do leite



Assunção Cristas quer soluções europeias e nacionais. Foto: Lusa

"Subsídios, não. Preços competitivos, sim". O recado do sector leiteiro para Madrid
Produtores de leite protestam em Vila do Conde por "uma luz ao fundo do túnel"
Governo quer produtores de leite a apostar na inovação
Trás-os-Montes teme futuro da produção leiteira
Leite português em risco. Produtores aflitos com fim do regime de quotas
Portugal defende a criação de uma "frente conjunta" com Espanha, Itália e França, para travar a queda do preço do leite. A ideia é traçar um plano de acção que inclua mecanismos alternativos ao fim das quotas leiteiras. 

O plano proposto por Portugal vai marcar o encontro desta sexta-feira em Madrid entre os ministros da Agricultura dos três países. Assunção Cristas e os seus homólogos vão analisar "soluções conjuntas" que possam ser apresentadas na cimeira de ministros da Agricultura da União Europeia, no dia 7 de Setembro, em Bruxelas. 

"Fomos sempre contra o fim das quotas leiteiras", afirma a ministra portuguesa à agência Lusa. "Entendíamos que ia provocar uma desregulação do mercado, coisa que está a acontecer, e logo na altura dissemos: se não há maneira de evitar esta decisão então é preciso trabalhar desde já mecanismos alternativos", acrescentou. 

Do plano de acção do leite vão constar, entre outras medidas, a implementação de mecanismos de curto prazo, que "podem passar, por exemplo, pelo aumento dos preços de referência para aquilo que são os mecanismos de retirada de produto de mercado, de maneira a que os preços não baixem tanto". 

Quanto às medidas de longo prazo, Assunção Cristas insiste na necessidade de encontrar "uma alternativa ao sistema das quotas, com um montante de produção de referência, mas que não penalize quem produz a mais" e que obrigue quem produz a retirar o produto do mercado durante algum tempo. 

Ao nível nacional, a ministra considera ser necessário implementar medidas que apostem na promoção do consumo interno, no aumento das exportações, na inovação e valorização do sector e, por fim, no rendimento dos produtores. 

O Governo decidiu, por isso, antecipar em dois meses o pagamento das ajudas ao sector leiteiro (para Outubro), o que representa um adiantamento de 50% do envelope financeiro anual de cerca de 12,5 milhões de euros. Os restantes 50% serão pagos em Dezembro. 

Assunção Cristas disse ainda que está em cima da mesa a criação de uma linha de crédito apoiada pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), quer para a tesouraria, quer para a modernização e inovação. 

Está também a ser analisada a criação de um Fundo de Estabilização de Rendimentos, no âmbito dos fundos comunitários que o país vai receber até 2020.

Ministros da Agricultura debatem em Madrid preços do leite



Espanha quer o apoio de Portugal, França e Itália para mudar regras de apoio à produção leiteira na UE, entre as quais uma subida do valor abaixo do qual um Estado pode comprar leite para controlar os preços.

A ministra da Agricultura, Alimentação e Ambiente espanhola, Isabel García Tejerina, recebe hoje em Madrid a sua homóloga de Portugal, Assunção Cristas, bem como os de Itália (Maurizio Martina) e de França (Stéphane Le Foll). E o objetivo do encontro é concertar uma posição comum para o Conselho Europeu extraordinário do dia 07 de setembro.
No encontro de setembro, Espanha vai propor um aumento temporário dos preços de referência para o leite em pó desnatado e a manteiga. Estes preços de referência são preços garantidos abaixo dos quais um organismo de intervenção designado por um Estado-membro pode comprar e armazenar as quantidades produzidas pelos agricultores, para assim obter efeitos no preço final.

Madrid considera que o preço do leite em Espanha (cuja produção leiteira representa 4,8% de toda a UE) está diretamente ligado ao preço de mercado da União Europeia.
Após o fim do sistema de quotas leiteiras na UE (abril deste ano), os preços do leite têm vindo a baixar. Em julho, o preço médio comunitário estava nos 0,299 euros/quilo.
Em França, a fileira do leite (em toda a cadeia de valor, desde a produção à distribuição) concertou-se para elevar o preço do leite para os 0,34 euros/quilo. Em maio, a média em França era de 0,296 euros/quilo).
O setor leiteiro espanhol pediu medidas semelhantes, mas a ministra da Agricultura recordou que a fixação de preços mínimos é contrária às leis de livre concorrência na União Europeia. Em alternativa, o governo espanhol anunciou um subsídio de 300 euros por cada vaca para as explorações leiteiras que estejam a vender abaixo da rentabilidade.
Nestes cinco meses sem quotas de leite (abril, maio, junho, julho e agosto), os preços têm sido os mais baixos desde janeiro de 2013.
Em junho, Portugal registou o seu preço mais baixo: 0,288 euros/quilo. É um valor ainda mais baixo do que os "mínimos" de Espanha (0,294 euros/quilo) e de Itália (0,347 euros/quilo), também registados em junho.

Na terça-feira, o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, descartou, para já, a possibilidade de subir os preços de referência para que um Estado possa comprar e armazenar leite, fixados atualmente nos 0,21 euros/quilo.
Hogan considerou que esse tipo de alteração «poderia prejudicar a concorrência do setor lácteo da EU», bem como o «necessário ajuste da oferta». No entanto, confirmou que está em preparação o alargamento (além do prazo de 30 de setembro) das ajudas públicas e para o armazenamento privado de leite.

«Os atuais níveis [dos preços de referência para intervenção estatal] para a manteiga e o leite em pó desnatado, tal como foi acordado no Parlamento Europeu e no Conselho durante a reforma da PAC [Política Agrícola Comum] de 2013, estão num nível apropriado para evitar a volatilidade extrema de preços, uma vez que desincentivam a sobreprodução», considerou Hogan.

Enquanto não se criam novas medidas de apoio aos agricultores, que possam acalmar um setor que se diz em crise, o Governo espanhol enfrenta protestos da fileira do leite. Os produtores espanhóis iniciaram na semana passada uma 'Marcha Branca' em León, que chegará na próxima semana a Madrid, onde preveem manifestar-se em frente ao ministério de Isabel García Tejerina.
Dinheiro Digital com Lusa

Procuram-se bons projetos na agricultura e no mar

AGRONEGÓCIOS

28 Agosto 2015, 10:00 por Caixa Empresas

O Gabinete de Agronegócio da CGD está a trabalhar para potenciar investimentos e minimizar riscos no setor primário da economia.
Quatro mil milhões de euros até 2020. Eis a soma dos fundos comunitários para os setores agrícola e do mar, apoios que voltam a cativar os empresários portugueses, os quais já procuram crédito e aconselhamento para os seus projetos.

Nesta matéria, o Gabinete de Agronegócio da Caixa Geral de Depósitos está no terreno. Além do apoio especializado à vasta rede comercial do banco, cabe-lhe avaliar as candidaturas de quem procura crédito para se financiar e investir no setor primário.

Passo a passo, "analisamos cada projeto, vamos ao terreno, recolhemos informação e mitigamos o risco", enumera Filipe Ravara, diretor do Gabinete de Agronegócio da CGD.

Para o gestor, que recentemente participou na conferência Blue Business Forum, em junho, em Lisboa, as linhas de atuação da CGD no setor primário são claras: na agricultura, na pecuária, nas florestas, na aquacultura e nas pescas – cujo programa comunitário está em fase de arranque – "o nosso papel é financiar e promover o desenvolvimento de soluções financeiras à medida dos projetos e seus contextos".

Mas a atuação da CGD não se fica pelo simples suporte a investimentos. Procura também descobrir e incentivar bons negócios. "Muito além do apoio financeiro, apostamos na promoção das fileiras. Procuramos boas oportunidades e bons projetos com vista ao desenvolvimento global do setor", salienta Filipe Ravara.

Vinho e azeite, tal como as frutas e as hortícolas – em que Portugal antecipa a produção relativamente à generalidade dos países –, continuam a ser fileiras com franco potencial. Mas há também oportunidades em atividades como a aquacultura, que representa apenas 1,5 por cento da produção nacional de pescado. "Temos ótimas condições para a área e têm-nos aparecido muitos projetos", assegura o diretor do Gabinete de Agronegócio da CGD.

Além desta equipa especializada, no total, a CGD disponibiliza 155 milhões de euros para financiamento através de linhas enquadradas nos programas comunitários destinados a empresas (Portugal 2020 e PME Crescimento). Há soluções para problemas de financiamento, de tesouraria ou do âmbito dos serviços e seguros.

Disponíveis no universo da CGD existem assim vários instrumentos de apoio a curto e médio prazo para os empresários do setor primário.
Para as necessidades mais imediatas de exploração de unidades produtivas, enquanto apoio à tesouraria, existe o "Crédito de campanha IFAP – Agricultura" e o "Crédito para antecipação de subsídios".

Consulte mais detalhes em www.cgd.pt.

Faça as malas e parta para as vindimas


     
José Manuel Moroso José Manuel Moroso | 27/08/2015 15:46 603 Visitas   
Faça as malas e parta para as vindimas


A mais antiga região demarcada do mundo espera por nós para uma experiência inesquecível: as vindimas. Três quintas no Douro - Quinta do Pôpa, Quinta de La Rosa e Quinta das Carvalhas (Real Companhia Velha) - apresentam-nos programas para viver de perto a azáfama das vindimas (que começam habitualmente em Setembro) e usufruir momentos únicos numa paisagem de cortar a respiração.

Poderá optar pelo programa de cada quinta ou, e penso que esta seja a decisão mais apetecível, gozar três dias no Douro encadeando as três propostas.

Que tal começar pela Quinta do Pôpa, situada na mais bela estrada do mundo, a Nacional 222, que liga a Régua ao Pinhão? Aqui poderá fazer o corte dos cachos de uvas, fazer a pisa a pé no lagar, provar alguns vinhos da Quinta e terminar com um almoço onde estará presente a tradicional sopa de cebola, uns pezinhos de coentrada, rojões e pratos quentes de bacalhau e carne. A marcação é obrigatória e pode fazê-la para o 924 382 643 ou para rita@quintadopopa.com.

Daqui, pode ir já dormir à Quinta de La Rosa, acordar na manhã seguinte e refrescar-se num retemperador banho de piscina, preparando-se para começar o programa 'I Trod La Rosa (Eu Pisei La Rosa)' que terá início às 15h30, com a duração de sete horas. Depois de uma prova de vinhos, irão jantar às 19h30 e às 21h começarão a pisa a pé nos lagares da Quinta. A reserva (obrigatória) deve ser feita para 254 732 254 ou para vindimas@quintadelarosa.com.

Por último, rumamos à lindíssima Quinta das Carvalhas, da Real Companhia Velha, para uma visita seguida de almoço na famosa Casa Redonda (no topo da Quinta), de onde se avista um panorama que ficará para sempre guardado na nossa memória. O almoço será uma apetitosa feijoada à transmontana. Depois, segue-se para a Quinta da Granja (também da Real Companhia Velha), onde podem aprender como se escolhem as uvas. Segue-se uma lagarada nos típicos lagares de granito. Finalmente, regresso à Quinta das Carvalhas para uma prova de vinhos. Faça a sua marcação (obrigatória) para quintadascarvalhas@realcompanhiavelha.pt.

Com um programa destes, ficará a conhecer bem melhor o Douro e os vinhos que chegam à sua mesa. Aconselha-se que as reservas sejam feitas desde já. Boas vindimas!


Olh’ó chícharo de Alvaiázere


     
Pedro d´Anunciação Pedro d´Anunciação | 27/08/2015 22:14 625 Visitas   

O chícharo, ainda pouco conhecido mas apreciadíssimo por quem o prova, é uma leguminosa (como as ervilhas e as favas), cuja semelhança anda entre o grão-de-bico e os tremoços, muito rica em proteínas, hidratos de carbono e sais minerais, sem gordura (como convém aos tempos). Cultiva-se normalmente de forma intercalar, entre oliveiras, figueiras e outras árvores de produção, aparecendo também associada ao cultivo do grão-de-bico – pedindo terrenos áridos e não exigindo manutenção ou acompanhamento enquanto se desenvolve na terra.

Foi sinónimo de pobreza – era 'a carne dos pobres' –, mas tem sido recuperado como produto tradicional. Sem exigências de amanho nem terrenos, cresce em qualquer quintal. A recompensa que oferece este chícharo é um paladar requintado e a polivalência de ser usado para pão, doces, sopas, guisados, purés...
A zona da sua produção é fundamentalmente Alvaiázere, uma vila de Leiria, e tem extremas em Ansião, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Ourém e Pombal.

O nome parece vir do latim, Cícer; os romanos denominavam-no de 'círcula'. De origem discutível, é dado como seguro o aparecimento no Mediterrâneo Oriental: Grécia, Turquia e Síria. Daí se expandiu, com relativa rapidez, pelo mundo habitado. Há para alimentação humana na Ásia, África Oriental e países mediterrânicos da Europa. É usado há quatro mil anos na Índia.

O consumo contínuo pode produzir uma intoxicação denominada 'latirismo', que afecta tanto homem como animais. Caracteriza-se esta intoxicação por tremores, paraplegia e parestesias. E surgiu com intensidade em Espanha, durante a grande fome que se seguiu à guerra civil de 1936-39.

Parece assente que entrou em Portugal pelo SuI, sendo trazido para as Beiras pelas populações nos seus movimentos sazonais. Foi sempre sinónimo de pobreza, considerado a 'carne dos pobres'. Teve um papel importante na alimentação nos anos 30 e 40, sobretudo no SuI do país e nas Beiras. Servia também de alimento a rebanhos de gado bovino e caprino.

Está agora a ser recuperado a partir da região de Alvaiázere, como produto tradicional, e é cada vez mais usado nas gastronomias de todo o país. Os jovens não são ainda muito adeptos, mas para lá se pretende caminhar (havendo até programas intensivos nesse sentido, por instituições turísticas e ligadas à gastronomia tradicional).

Cozido, em fresco ou seco, é a forma mais garantida de o comer. O paladar considera-se requintado e agradável. Mas os Festivais de Alvaiázere (aí por Junho) pretendem ir avançando com receitas diversas, desde o pão (há uma padaria local que o vende, diz-se que agridoce e de sabor muito suave, perfeito para sanduíches e não só) e do puré ao chocolate, bombons e queques, passando por doces e licores (ver texto em cima). E há sopas, guisados, saladas, pudins, crepes, enfim, todo um mundo de iguarias.

Como não tem exigências de terrenos nem de amanho, o leitor pode experimentar em qualquer quintal a que tenha acesso, mesmo entre árvores e outras culturas. Se não gostar do resultado, tem fama de funcionar como óptimo adubo.

E, embora se cultive e use bastante noutros locais de Leiria (Santa Catarina da Serra também lhe dedica um Festival), Alvaiázere é efectivamente a sua capital.

A vindima como trabalho de campo

Colher e fermentar uvas ajuda-nos a avaliar um vinho com rigor. É uma festa didática. 


28.08.2015 00:30 

A educação dos portugueses em matéria de vinhos deve-se muito à figura do enólogo transformado em técnico de relações-públicas nas feiras vínicas, num exercício copiado ao detalhe do que se passava no novo mundo do vinho (Califórnia, Austrália, Argentina, Nova Zelândia, África do Sul, Uruguai ou Chile). Noutros tempos, o enólogo era um engenheiro (por vezes nem isso) que vivia fechado na adega, com um ou outro passeio às vinhas em setembro e outubro. Hoje, ele é a cara do vinho. Ele é quem explica, educa e seduz os consumidores. 

Ora, se as feiras funcionam, por assim dizer, como sala de aula dos consumidores, as vindimas são uma espécie de trabalho de campo. É durante o período da apanha e fermentação das uvas que o enófilo empenhado reúne um conjunto de informações importantes que o ajudarão a avaliar corretamente um vinho. Conceitos como vindima de precisão, escolha no tapete, fermentações a baixa temperatura, leveduras indígenas ou não, batonnage, barricas de meia tosta, fermentações maloláticas no inverno, colagens e outros termos são explicados aos consumidores pelo enólogo/relações-públicas. 

É por isso que as empresas apostam – e bem – na oferta de programas de vindima para iniciados e enófilos encartados, regra geral com programas lúdicos associados. Podemos ir cortar uvas, pisá-las, almoçar em grande estilo, fazer uns passeios interessantes à volta das vinhas, comprar umas garrafas mais em conta e regressar a casa vinicamente mais cultos. 

Quem quiser saber onde há programas de vindimas deverá contactar as comissões vitivinícolas regionais ou as entidades regionais de turismo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

IFAP: DECLARAÇÕES DE ATIVIDADE APÍCOLA - Anos 2014 a 2015


O IFAP disponibilizou informação estatística atualizada relativa às «Declarações de Atividade Apícola» para os anos de 2014 e 2015.

Esta informação pode ser consultada na página Estatísticas do Portal do IFAP.

CNA fala de «crise» na agricultura familiar


Ago 27, 2015Destaque Home, Notícias0Like

A expressão é de João Dinis, membro da direcção da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A declaração surge na sequência de uma manifestação organizada por um grupo de agricultores britânicos, frente à delegação da Comissão Europeia em Belfast, na Irlanda do Norte, Reino Unido, a 24 de Agosto.

Os produtores uniram-se para pedir a criação de preços mínimos à produção, assegurando uma retribuição justa na agricultura familiar e o consumo de produtos nacionais antes de se proceder à exportação.

Em Portugal, na fileira hortofrutícola, «os agricultores ficam com 10% do preço que chega ao consumidor final». Este aspecto, diz o responsável da CNA à Frutas, Legumes e Flores, transforma os pequenos produtores em «meros fornecedores de matéria-prima para a transformação, a agro-indústria e o agro-comércio».

O caminho defendido por João Dinis passa pela criação de «preços justos garantidos à produção». Algo que, reconhece, implicará «mudar os regulamentos», mas que não requer «alterar muito os preços no consumo».

João Dinis explica que «a agricultura familiar é aquela que recorre predominantemente a mão-de-obra da família, que não utiliza modos de produção super-intensivos, ocupa o território, mantém e vivifica os recursos naturais».

Em Portugal, existem actualmente cerca de 300.000 pequenas e médias explorações de tipo familiar que produzem mais de metade daquilo que se consome no país. No mundo, estas estruturas garantem 80% dos bens alimentares consumidos.

Seminário “ As Políticas Públicas na Gestão e no Ordenamento da Floresta”



Publicado em quarta, 26 agosto 2015 09:33
 

A necessidade de dotar os produtores e proprietários florestais de conhecimento e dos mecanismos fundamentais à gestão adequado do espaço florestal, num quadro de gestão equilibrada do território, de competitividade e de responsabilidade social, conduziu à formatação por parte do Município de Penela, da Junta de Freguesia do Espinhal e da Flopen do IX Seminário Florestal subordinado ao Tema " As Políticas Públicas na Gestão e no Ordenamento da Floresta" que decorrerá no dia 5 de Setembro de 2015, integrado na XXVI Feira do Mel da Vila do Espinhal.

Programa (pdf)

Ficha de inscrição.

Ciclo de Conferências PDR2020



Publicado em quinta, 27 agosto 2015 15:09
 

Ciclo de Conferências «PDR2020 e empreendedorismo agrícola»

Beja 16 Setembro | Alqueva: a espinha dorsal da agricultura portuguesa

A entrada é gratuita, mediante inscrição.


Beja
CICLO DE CONFERÊNCIAS «PDR2020 E EMPREENDEDORISMO AGRÍCOLA

Título: Alqueva: a espinha dorsal da agricultura portuguesa?
Local/Data: Beja (auditório da EDIA), 16 de Setembro

PROGRAMA

14h30 | Sessão de Abertura
Nuno Vieira Brito, Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar
Francisco Santos Murteira, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo
 
15h00| José Pedro Salema, EDIA, «Alqueva: uma nova realidade económica, social e ambiental»
15h30 | António Campeã da Mota, DGADR, «Políticas de Gestão de Regadio»
15h50 | Francisco Gomes da Silva, Agro.GES, «Regadio em Alqueva: custos, tarifas e competitividade na utilização da água para rega»
16h10 | Jorge Gaspar, Santander,«Financiamento do Setor Agrícola e Agroindustrial»
 
Coffe-break
 
Mesa Redonda: Que novos projetos no Alqueva e para o Alqueva?

Regime de aplicação da ação n.º 7.11, «Investimentos não produtivos» - PDR2020

Publicado em quinta, 27 agosto 2015 15:05

Portaria n.º 261/2015 - Diário da República n.º 167/2015, Série I- Ministério da Agricultura e do Mar

Foi publicada a Portaria que estabelece o regime de aplicação da ação n.º 7.11, «Investimentos não produtivos», integrada na medida n.º 7, «Agricultura e recursos naturais», da área n.º 3, «Ambiente, eficiência no uso dos recursos e clima», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, abreviadamente designado por PDR 2020.

Para aceder à Portaria n.º 261/2015.

Alemanha insiste na proibição de OGM



 27 Agosto 2015, quinta-feira  Cerealicultura
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O ministro da Agricultura alemão, Christian Schmidt, escreveu aos governos regionais, no sentido de lhes manifestar a sua intenção de aproveitar a nova legislação europeia para proibir o cultivo de sementes OGM - Organismos Geneticamente Modificados, mesmo das variedades autorizadas por Bruxelas.
Os governos regionais têm até 11 de setembro de 2015 para se pronunciarem e informarem o governo central alemão da sua decisão.
Neste momento, os países que quiserem exercer esse direito devem notificar dessa intenção a Comissão, até ao dia 2 de outubro.
Esta posição alemã vem juntar-se à posição do governo escocês, que também quer proibir todo o cultivo de OGM's na região.
Fonte: Reuters/Agronegócios 

Évora acolhe em 2016 congresso mundial sobre sistemas silvo-pastoris



 27 Agosto 2015, quinta-feira  Agropecuária
silvo pastoril

De 27 a 30 setembro de 2016 a universidade de Évora é palco do Congresso Mundial sobre Sistemas Silvo-Pastoris.

Durante quatro dias são diversos os temas em análise, a saber: "tendências em grande escala: a avaliação e o mapeamento nas escalas regionais e globais", "paisagem avaliação e classificação: consistência em padrões difusos", "os sistemas de pastoreio, gestão de gado e de produtos animais", "a gestão florestal", "pragas e doenças", "incêndios florestais e riscos naturais", "água, carbono e as alterações climáticas", "madeira, cortiça, bioenergia e produtos não lenhosos", "transformação e indústria", "conservação da biodiversidade e funcionamento ecológico", "os serviços do ecossistema como um quadro que permita a transição em direção a sistemas silvo pastoris sustentáveis", "economia dos sistemas silvo pastoril, incluindo novos mercados", entre outros.

O evento irá reunir investigadores de diferentes disciplinas, profissionais e decisores políticos aos diferentes níveis de governação que lidam com a gestão e a sustentabilidade dos sistemas silvo-pastoris.

Este Congresso é promovido pela Universidade de Évora em colaboração com outras universidades espanholas.  



Açores entregam a 21 de Setembro candidatura das fajãs de S. Jorge a reserva da biosfera

27-08-2015 
 
 
Os Açores formalizam a 21 de Setembro a candidatura das fajãs da ilha de São Jorge a Reserva da Biosfera da Unesco, que terá uma resposta em Março de 2016, anunciou o executivo regional na quarta-feira.

O Governo Regional dos Açores, as duas câmaras municipais da ilha (Velas e Calheta), o Parque Natural de São Jorge e o Comité Nacional do Programa MAB – O Homem e a Biosfera assinaram na quarta-feira à noite, numa cerimónia pública, em São Jorge, o formulário da candidatura que vai ser entregue à Comissão Nacional da Unesco a 21 de Setembro e que depois segue para Paris, para o secretariado desta agência das Nações Unidas.

A decisão em relação à candidatura será conhecida em Março de 2016, no Peru, onde decorrerá o próximo Congresso Mundial de Reservas da Biosfera. Miguel Clusener, da Unesco, felicitou as autoridades regionais e locais pelo trabalho que fizeram para concluir esta candidatura e fez votos para que «termine bem», ressalvando que o desfecho «não depende apenas da Unesco», mas «principalmente da comunidade internacional», ou seja, dos estados membros da agência das Nações Unidas para a educação e cultura.

Os Açores possuem três ilhas classificadas como reserva da biosfera, Flores, Corvo e Graciosa, havendo no total do país oito zonas com esta distinção.

Este "peso dos Açores" nas reservas da biosfera portuguesas foi destacado por Jorge Mesquita, da comissão nacional da Unesco, que considerou, em declarações aos jornalistas, «impressionante» a «riqueza natural» do arquipélago, «a dimensão das fajãs de São Jorge» e «a sua ligação com a identidade cultural e o modo de vida» local, dizendo que «tudo isto é reconfortante» em relação a esta nova candidatura.

Também o secretário regional da Agricultura e Ambiente do Governo dos Açores, Neto Viveiros, se mostrou confiante no êxito da candidatura, dizendo que as suas «enormes potencialidades» foram reconhecidas «por todos».

«Estão reunidas todas as condições, do ponto de vista humano, cultural, social, económico, para que esta candidatura possa sair vencedora», disse aos jornalistas.

Neto Viveiros destacou ainda «os ganhos» que a classificação da Unesco traz consigo, como «tornar os Açores mais conhecidos no mundo» e «tornar mais conhecidos os produtos» que se fazem na ilha de São Jorge, que poderão passar a ostentar o selo da reserva da biosfera.

Tal como a generalidade dos intervenientes nesta cerimónia, Neto Viveiros destacou que a classificação de um local como reserva da biosfera «não representa» a imposição de restrições.

Uma reserva da biosfera é «um lugar vivo», que «necessariamente tem de ter pessoas e actividade humana», onde a conservação da riqueza natural e do património cultural se alia ao desenvolvimento sustentável, acrescentou, por seu turno, Anabela Trindade, do Programa MAB.

«Se uma reserva da biosfera não está a contribuir para o desenvolvimento regional e local não está a cumprir a sua função» e acabará por ser desclassificada, sublinhou, afirmando que a sua gestão exige cooperação de diversas entidades e o envolvimento das populações.

As fajãs de São Jorge - que são mais de 70 e, diversos casos, são de difícil acesso - são terrenos planos ao nível do mar numa ilha que é muito escarpada e com alguma altitude.

As fajãs resultaram da acumulação de detritos, na sequência de terramotos, ou de escoadas lávicas das erupções vulcânicas e os seus terrenos planos e férteis, onde existe um clima mais ameno do que nos pontos altos da ilha, acabaram por ser usados pelas populações, ao longo dos séculos, para a agricultura.

Fonte: Lusa

Nova Zelândia anuncia apoio de 14,5 milhões de dólares para sectores do café e cacau timorenses

 27-08-2015 


 
O Governo neozelandês anunciou um programa de apoio de 14,5 milhões de dólares neozelandeses, 8,26 milhões de euros, ao longo de cinco anos, para o desenvolvimento dos sectores do café e do cacau em Timor-Leste.

Murray McCully, ministro dos Negócios Estrangeiros neozelandês, disse que o apoio pretende ajudar a estimular sectores que podem ser potenciados em Timor-Leste.

«O café é a maior exportação de Timor-Leste depois de petróleo e gás, mas problemas de produtividade significam que o sector tem um desempenho significativamente abaixo do seu potencial», explicou Murray McCully

«Quase 20 por cento das famílias timorenses dependem exclusivamente de café para o seu rendimento, mas a produtividade por árvore é menos 20 por cento do que a média global. O investimento da Nova Zelândia visa aumentar a produtividade global do sector e o retorno para os produtores», explicou.

O projecto, denominada Oportunidades de Agronegócio no Café e Cacau, incidirá em particular na renovação dos campos de café, na melhoria da qualidade da produção de sementes e no fornecimento de ferramentas e equipamentos para os agricultores.

Prevê ainda formação e a criação de campos de demonstração, que ajudem a melhorar os conhecimentos e capacidades dos agricultores através de cursos práticos de curta duração.

Segundo o Governo neozelandês, espera-se que o projecto crie 4.680 novos empregos, permanentes e sazonais, duplicando o rendimento dos 19 mil agricultores participantes, «proporcionando-lhes maior acesso aos mercados internacionais e melhores preços através da estrutura cooperativa de agricultores», explicou McCully. O café é o principal produto exportado de Timor-Leste, com o seu valor ainda a ser reduzido, em torno a 15 milhões de dólares anuais.

Fonte: Lusa

Arqueólogos descobriram lagar de vinho romano em Alijó


27/8/2015, 12:27
Arqueólogos acreditam ter descoberto um dos lagares de vinho mais antigos do Douro e Trás-os-Montes, datado do século I d. C., em Vale de Mir. Há quatro anos estudam a evolução da ocupação em Alijó.


Vista de uma zona industrial em Alijó.
Rui Manuel Ferreira / Global Imagens


Arqueólogos acreditam ter descoberto um dos lagares de vinho mais antigos do Douro e Trás-os-Montes, datado do século I d. C., em Vale de Mir, onde há quatro anos estudam a evolução da ocupação humana no concelho de Alijó.

"É a primeira vez que se encontra um lagar de vinho desta época, fim do século I d. C. nesta zona de Portugal. Temos um lagar de vinho e em baixo temos uma adega", afirmou esta quarta-feira o arqueólogo Tony Silvino.

O investigador nasceu em França mas os seus pais são naturais de Pegarinhos, freguesia onde se localiza a aldeia de Vale de Mir. O sonho de criança de escavar nesta região concretizou-se em 2012, ano em que arrancou o projeto de investigação sobre a "Ocupação Humana em torno da Aldeia de Pegarinhos".

Durante a primeira campanha foram feitas sondagens num terreno junto ao castro de Vale de Mir, através das quais foram descobertas estruturas e vestígios de ocupação humana que datam de há cerca de 2500 a 1500 anos. As escavações decorrem junto ao vale do Douro, onde existem várias "lagaretas" e lagares de vinho romanos escavados na rocha.

No entanto, segundo Tony Silvino, neste local foi posta agora a descoberto uma 'vila' romana, uma grande quinta, onde se descobriu a estrutura de um lagar de vinho e de uma adega, que se pensa "ser o mais antigo datado nesta zona do país".

"Aqui temos a chamada parte rústica, a zona económica da quinta. Temos várias atividades, temos os estábulos, encontramos muitas mós, zonas de trabalho do minério (ferro) e temos uma coisa muito importante, um lagar de vinho", salientou.

O que, na sua opinião, prova que se produzia vinho "há muito tempo nesta região". Agora, segundo o responsável, o lagar vai ser estudado para se tentar perceber como se fazia o vinho e com se conservava, se em talhas de cerâmica ou em pipas de madeira.

O projeto termina este verão, mas Tony Silvino diz que é importante restaurar e musealizar este espaço. "É muito importante preservar o sítio", sublinhou. Os trabalhos de campo são dirigidos conjuntamente com o arqueólogo Pedro Pereira e a mão-de-obra é quase toda voluntária, de estudantes ou populares.

Ana Marinho, estudante de mestrado de arqueologia, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é natural de Alijó e há quatro anos que abdica das férias no mês de agosto para trabalhar nestas escavações.

"É para ganhar experiência, aprender e acrescentar coisas ao que sabemos", salientou. A jovem salientou que no primeiro ano não se tinha a percepção do que este espaço é. "É um grande orgulho depois de tanto tempo investido, tanto esforço físico e também de interpretação, conseguirmos ter este resultado tão fantástico", sublinhou.

Tiago Ferreira é de Penafiel e frequenta também o curso de Arqueologia. Para o jovem este trabalho tem sido aliciante pelas descobertas que têm sido feitas, desde as estruturas dos edifícios, às moedas e cerâmicas.

Hoje mesmo foi encontrada uma moeda de bronze que se pensa que remonta ao século I d.C., mas segundo Tony Silvino aqui também já foram descobertas moedas de prata e ferramentas.

O arqueólogo salientou que esta zona do país, desde o vale do Douro a Trás-os-Montes "tem estado um pouco esquecida", ou seja, está cheio de potencial arqueológico mas tem sido pouco estudado e escavado.

"Sabíamos que havia qualquer coisa aqui, mas não tínhamos ideia da dimensão. Foi uma boa surpresa", frisou. Tony Silvino referiu que e projeto só é possível devido ao mecenato de empresas, como a Gran Cruz, a Unicer, a Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão e da junta de Pegarinhos.

Vindimas do Dão vão ser em festa

Programa cultural prevê 60 horas de várias iniciativas. Por Luís Oliveira Quem pretender participar na vindima e no processo de produção de vinho do Dão poderá fazê-lo entre os dias 18 e 21 de setembro, no distrito de Viseu. É a Festa das Vindimas, um evento que além do trabalho na vinha e adega, prevê mais 60 horas de programação cultural. A iniciativa, ontem apresentada no Solar do Vinho do Dão, conta com a adesão de 12 quintas dos concelhos de Viseu, Carregal do Sal, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo. As quintas vão proporcionar "experiências reais de vindima", onde se inclui a pisa tradicional e degustação de vinhos. "A cidade-região de Viseu está a consolidar-se como destino enoturístico e quer afirmar o Dão como uma região vinhateira vibrante e dinâmica", disse Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu. Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola do Dão, refere que, devido ao clima favorável, as vindimas este ano "vão ser antecipadas duas semanas", prevendo-se uma produção de 35 milhões de litros de vinho do Dão. O ponto alto da festa é o Baile das Vindimas (dia 18) e o concerto dos Deolinda (dia 19).

Afinal Monsanto já não quer a Syngenta


por Ana Rita Costa
27 de Agosto - 2015
 
A Monsanto retirou a oferta de aquisição da Syngenta, depois da empresa suíça ter dito que a oferta de 41 mil milhões de euros não correspondia às suas expectativas. Desde o anúncio, as ações da Monsanto dispararam em mais de 8%.

"Sem uma base construtiva de acordo por parte da Syngenta, a Monsanto vai continuar focada nas oportunidades de crescimento construídas nos seus negócios", referiu a Monsanto em comunicado.

As ações da Syngenta, por outro lado, sofreram uma quebra abrupta após o anúncio, caindo mais de 20% no mercado norte-americano.

A Monsanto fez pela primeira vez uma oferta sobre a Syngenta em maio deste ano, proposta desde logo recusada pela Syngenta que defendeu que "a oferta da Monsanto não reflete as projeções de crescimento da companhia."

De acordo com o Financial Times, o presidente da Syngenta, Michel Demaré, explicou na altura que cotação da empresa está desvalorizada devido à evolução do franco suíço, no entanto, "os lançamentos recentes de novos produtos estão a atingir rapidamente crescimentos nas vendas, devido à forte procura por novas tecnologias. Além disso temos um forte 'pipeline' de inovações de produtos para proteção de culturas em desenvolvimento, que garantem um potencial de vendas de mais de três mil milhões de dólares."

Agricultores do Alentejo e de Castelo Branco aflitos com a seca


Publicado hoje às 12:09

A Associação dos Agricultores de Castelo Branco recebe todos os dias queixas dos agricultores por causa dos prejuízos causados pela seca prolongada. Há culturas que estão a ser afectadas pela falta de água, mas o maior problema são as pastagens.

 
Em declarações à TSF, José Mesquita Milheiro,dirigente daquela Associação, diz que as pastagens estão secas e "os agricultores estão a comprar rações para os animais a um custo elevado. Além disso , os animais já estão a comer o feno que estava armazenado para o inverno".
José Mesquita Milheiro pede ao Governo medidas urgentes como "a implementação do regadio ao sul da serra da Gardunha (uma medida viável, mas que depende da vontade política), também apoio financeiro aos agricultores nomeadamente a criação de linhas de crédito especiais com juros bonificados a médio e longo prazo para permitir aos agricultores da região equilibrar a tesouraria".
João Girão/Global Imagens
Agricultores do Alentejo e de Castelo Branco aflitos com a seca 
O dirigente considera que estes apoios são indispensáveis e aproveita para criticar a decisão do Governo que vai antecipar para outubro os apoios comunitários ao setor do leite . "Esta decisão é uma não medida já que em anos normais os pagamentos já são antecipados com o pagamento de metade das ajudas em outubro e a outra metade a 31 de dezembro . Por isso, o que está anunciado é igual a zero e não tem impacto nos problemas que os agricultores estão a enfrentar neste momento", acrescentou .
As dificultades são sentidas também no Alentejo . O presidente da Federação dos Agricultores do Baixo Alentejo e do Alentejo litoral , também ouvido pela TSF, considera que a antecipação das ajudas comunitárias "não passa de um paliativo ".
Manuel Castro e Brito lembra que houve muito investimento na agricultura, também por parte dos jovens agricultores, e refere que " o governo tem obrigação de saber o que se passa porque tem os números sobre os investimentos que foram feitos e todos sabem que, quando se investe, o retorno não é imediato". Manuel Castro e Brito sublinha que "se houver possibilidade, seria bom que o Governo apoiasse os agricultores, independentemente de haver eleições ou não".
No Alentejo e em Castelo Branco não se fizeram ainda contas aos prejuízos provocados por esta seca prolongada. Existe, no entanto, uma certeza: se não chover com abundância em setembro a situação, que já é considerada grave, vai piorar .
Paula Dias

Biomassa, riqueza energia e floresta


00:05 Económico

O Governo vai alargar o prazo para a construção de centrais de biomassa licenciadas no âmbito de um concurso lançado em 2006.

A ideia era criar uma rede de centrais de biomassa florestal com uma potência total de 250 megawatts e um investimento de 500 milhões de euros, criando entre 500 e mil postos de trabalho.

Na altura foram licenciadas 15 centrais, das quais só foram construídas duas e uma delas já deixou mesmo de funcionar. As razões para o falhanço desse concurso vão desde a má localização, a problemas de aprovisionamento, à burocracia de procedimentos dos concursos e à dificuldade de acesso ao crédito. Ora, a produção de energia a partir de biomassa diminui o consumo de combustíveis fósseis – petróleo, gás natural e carvão – importados e com graves problemas ambientais. Portugal tem mais de um terço do território constituído por florestas.

O custo anual do combate aos incêndios é superior a 100 milhões de euros e os prejuízos que advêm dos produtos que deixam de ser fabricados no nosso país por falta de madeira são várias vezes superiores, havendo quem fale em mil milhões de perdas anuais. 

A biomassa tem valor energético, cria riqueza e emprego e contribui para a limpeza das florestas. Além disso, a biomassa é considerada verde uma vez que as emissões que produz são neutras. Com efeito, as plantas fixam o dióxido de carbono da atmosfera e a quantidade que é libertada na combustão é a que foi armazenada no processo de crescimento. Por isso, é necessário que a produção de biomassa florestal seja acarinhada e, se necessário, que sejam autorizadas culturas energéticas para viabilizar os projectos.

Seca leva governo a apertar fiscalização do uso da água


Publicado hoje às 08:13

Ministério do Ambiente sublinha que seca meteorológica ainda não causou seca hidrológica. Não há falta de água, mas, na dúvida sobre a chuva que pode cair (ou não) em setembro, o governo "prepara-se para o pior".

Jornalista Nuno Guedes entrevistou o secretário de Estado do Ambiente.
 
Por causa da seca, o Ministério do Ambiente apertou a fiscalização do uso da água em rios e barragens para fins industriais e agrícolas. Esta é uma das medidas do governo para evitar consequências graves da seca meteorológica severa e grave que atinge 79% do Continente.
Em entrevista à TSF, o Secretário de Estado do Ambiente sublinha que, por agora, ainda não há falta de água no país e a "principal preocupação é que as albufeiras consigam responder aos vários usos necessários como para a produção de energia, o abastecimento de água, as indústrias e a agricultura".
Paulo Lemos admite que a situação pode agravar-se se setembro, como o resto do ano, até agora, tiver menos chuva do que o normal: "se não chover, os níveis de armazenamento vão naturalmente baixar e em algumas barragens teremos situações preocupantes. Esperamos que chova com alguma intensidade pois o ano tem sido de escassez".
Tony Dias/Global Imagens
Seca leva governo a apertar fiscalização do uso da água
O governante sublinha que, na dúvida, "estamos a preparar-nos para o pior que, se acontecer, terá uma resposta imediata".
A aposta do Ministério tem sido aumentar e apertar a fiscalização do uso da água. Paulo Lemos recorda que têm sido feitas mais ações para verificar melhor as descargas, mas também se existem captações ilegais e se as legalizadas estão a captar a água para que estão licenciadas.
A ideia do governo é aumentar a presença das autoridades (Agência Portuguesa do Ambiente e GNR) para "punir os infratores e sensibilizar os envolvidos de que, estando em seca meteorológica, é preciso mais cuidado no uso da água".
As ações de fiscalização feitas até agora já motivaram multas, nomeadamente no Rio Tejo. Se a seca se agravar, o governo admite ainda accionar um mecanismo exceptional previsto na lei e mudar as regras e prioridades do uso da água armazenada nas barragens.
Nuno Guedes

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CDU e PS criticam visita de Portas e Cristas a obras do Alqueva



Partidos acusam vice-primeiro-ministro e a ministra da Agricultura de campanha eleitoral "encapotada"

hoje às 12:23 Redação Paulo Portas (NUNO VEIGA/LUSA)

A CDU e o PS acusaram hoje o vice-primeiro-ministro e a ministra da Agricultura de "utilização do aparelho de Estado", "oportunismo político" e campanha eleitoral "encapotada" na visita que efetuaram na terça-feira a obras do Alqueva. 

Num comunicado enviado à agência Lusa, a CDU refere que a visita de Paulo Portas e Assunção Cristas, que decorreu "a pouco mais de um mês das eleições legislativas" e contou com a presença da cabeça-de-lista da coligação PSD/CDS-PP por Beja, Nilza de Sena, "representa uma inaceitável utilização do aparelho de Estado para a promoção dos governantes do CDS-PP e de propaganda eleitoral". 

Também num comunicado enviado à Lusa, a Federação do Baixo Alentejo do PS considera que a visita "revela falta de decoro e oportunismo político, naquela que é uma forma encapotada de campanha antecipada", e "demonstra falta de respeito pelos baixo alentejanos, pela região e pelo futuro do interior do país". 

Paulo Portas e Assunção Cristas visitaram na terça-feira as obras da Estação Elevatória de São Matias e do Sistema Elevatório das Almeidas, do projeto Alqueva, num investimento total de 48,8 milhões de euros para beneficiar a área de regadio de São Matias, no concelho de Beja, a qual irá abranger um total de cerca de 5.800 hectares. 

A CDU e o PS criticam a presença, durante a visita, de Nilza de Sena, que, frisam os comunistas, "não é nem deputada da comissão de obras públicas, nem eleita pelo distrito". 

A CDU acusa os governantes de quererem "agora capitalizar politicamente" com o projeto Alqueva, que "durante muitos anos não defenderam", e contesta que PSD e CDS "façam uso dos meios públicos para campanha eleitoral". 

Segundo o PS, o projeto Alqueva "é hoje uma realidade devido ao esforço e empenho dos governos socialistas, por entenderem a importância vital e a estratégica para o desenvolvimento da região, tantas vezes esquecida e ostracizada pelo atual Governo". 

Na sua intervenção durante a visita, Paulo Portas considerou o projeto Alqueva "um investimento público do bom" e "produtivo", porque atrai empresas privadas e criação de riqueza, cria oportunidades de emprego e tem "um multiplicador económico altíssimo". 

Na atual campanha de rega, o Alqueva já rega 88 mil hectares e, após ficar concluído, no final deste ano, chegará, na campanha de 2016, aos 120 mil hectares previstos no sistema global de rega do projeto. 

A conclusão do projeto, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Governo PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013, o que acabou por não ser possível, segundo o atual Executivo PSD/CDS-PP, que, entretanto, assumiu o compromisso de terminar as obras este ano.

Problemas em setores do leite e da suinicultura prometem dominar reunião de ministros da Agricultura da UE em setembro


26/08 16:05 CET

Consciente do possível agravamento do tom dos protestos, o comissário Europeu responsável pela Agricultura e Desenvolvimento Rural anunciou que os problemas com que setores como o dos laticínios e da suinicultura se deparam serão debatidos na reunião dos ministros da União Europeia, a 7 de setembro.

Sem concretizar possíveis medidas, Phil Hogan descartou a implementação de um sistema temporário de quotas: "Não vamos reintroduzir quotas. Acredito que ainda temos grandes oportunidades no futuro especialmente em mercados na Ásia e em África. Queremos ser capazes de tirar partido disso. Teremos uma volatilidade de preços de curto prazo, mas indiquei sempre isso desde que me tornei comissário em novembro passado."

O verão ficou marcado pelos protestos de produtores belgas e franceses contra a queda dos preços no setor dos laticínios. Apelaram à União Europeia para introduzir um sistema temporário de quotas, pelo menos até à estabilização do mercado.

Para 7 de setembro, dia em que está prevista uma reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia, já se anunciaram protestos.

Maior olival da Península Ibérica está em curso em Alcoentre


por Ana Rita Costa
26 de Agosto - 2015
 
Está já em curso a plantação, nas freguesias de Alcoentre e de Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, daquele que será o maior olival da Península Ibérica. De acordo com o meio regional Valor Local, a exploração está a desenvolver-se em terrenos da cadeia de Alcoentre e da Torrebela, a cargo da empresa de Córdoba, Campo Nuevo Técnicas Agrícolas, SLU.

Oscar Orihuela, representante da empresa e responsável da Torrebela, revelou à publicação que "numa fase inicial, a empresa, uma das líderes do setor no país vizinho, pensou no Alentejo, onde já possui olivais mais pequenos, mas depressa mudou de ideias ao verificar a qualidade dos solos bem como a existência de muita água nestas terras".

Dentro de dois anos, altura em que o olival com cerca de 700 hectares poderá ser apelidado de "o maior da Península Ibérica", a produção de azeitona estará pronta a ser colhida e será canalizada para outros países. A produção já emprega cinco pessoas, mas quando atingir o seu pico deverão ser cerca de 200 pessoas a trabalhar, 10 meses por ano.

O objetivo é que daqui a quatro anos a extensão de olival tenha já 2200 hectares, o suficiente para exportar para países como "Espanha, Brasil e Itália." Por outro lado, parte da produção ficará por terras lusas e servirá para produzir 5 mil toneladas de azeite diretamente nos terrenos, onde existem lagares antigos.

Ainda de acordo com o meio regional, a plantação é de azeitona da variedade espanhola Arbequina e apanha será totalmente mecanizada, a rega será feita pelo sistema gota a gota e com recurso a "duas lagoas existentes na propriedade, com interligação através de tubagens e que abastecem as bombas de rega existentes."

Bruxelas admite "dificuldades" em vários setores agrícolas

O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, reconheceu hoje que os setores dos laticínios e da suinicultura enfrentam "dificuldades", que serão debatidas na reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia no dia 07 de setembro.

POR LUSA
   
Os custos da produção, os preços e as quebras nas exportações são, disse o comissário, em conferência de imprensa, problemas que a agricultura enfrenta, salientando que "há dificuldades especialmente nos setores dos laticínios e da carne de porco".

Hogan salientou ter pedido uma análise da situação dos mercados agrícolas e espera poder apresentar, no dia 07 de setembro ao Conselho de Ministros e no dia seguinte à comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, "resposta abrangente à situação atual".

"Espero apresentar propostas concretas" ao conselho, referiu.

O comissário adiantou manter contactos regulares com os ministros da Agricultura dos Estados-membros mais afetados, mas sublinhou que as medidas a adotar na reunião dos ministros da Agricultura "não podem pôr em causa a orientação para o mercado"da política agrícola comum.

Hogan recordou que a 'rede de segurança' criada para os setores do leite e das frutas e hortaliças foi prolongada até 29 de fevereiro e 30 de junho de 2016, respetivamente.

Esta rede de segurança permite, no caso da produção de leite, a intervenção (compras públicas) e ajudas ao armazenamento de manteiga e de leite em pó desnatado e, salientou o comissário, "foi acionada por vários Estados-membros".

Com o embargo russo a produtos da União Europeia, Hogan adiantou ainda estar a trabalhar na procura de novos mercados, exemplificando com o Vietname, México e EUA.

Timor-Leste recorre à ajuda indonésia para melhorar a agricultura


LUSA26 de Agosto de 2015, às 15:26


Timor-Leste vai contar com a ajuda indonésia para desenvolver a agricultura e diversificar a produção, com vista a melhorar a economia e combater a má nutrição, afirmou hoje o ministro da Agricultura e Pesca timorense.
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Estanislau da Silva falava à agência Lusa em Jacarta no mesmo dia em que Timor-Leste e a Indonésia assinaram dois memorandos de entendimento para a cooperação agrícola e para a cooperação técnica no setor da silvicultura, no âmbito da primeira visita oficial ao estrangeiro do primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo.

Embora já existissem acordos entre os dois países na área da agricultura, o governante espera que, a partir de agora, estejam criadas as bases para a "aquisição de conhecimento e tecnologia" e para "desenvolver, de uma forma mais acentuada, a investigação".

Para além do envio de técnicos timorenses para se formarem no país vizinho, tirando vantagem das facilidades no idioma, da experiência indonésia e da similitude dos produtos cultivados, como o arroz, o governante admite "até recrutar técnicos indonésios para trabalhar em Timor-Leste".

O também coordenador dos Assuntos Económicos no governo que assumiu funções a 16 de fevereiro explicou que, apesar da recente distribuição de tratores, a produtividade no setor agrícola "continua a não crescer de forma efetiva, tendo inclusive descido", sendo por isso necessária mais formação.

A economia não-petrolífera de Timor-Leste baseia-se fundamentalmente na agricultura, com 70 por cento dos cidadãos a depender deste setor, embora a produção seja maioritariamente de subsistência e rudimentar, explicou.

Estanislau da Silva quer "diversificar a agricultura para diversificar a dieta alimentar" e lutar contra os "problemas sérios de má nutrição" existentes no país, mas também "diminuir os custos de produção" e "tornar os nossos produtos competitivos no mercado".

Foi igualmente decidido trabalhar em conjunto com a Indonésia num plano de gestão hidrográfico transfronteiriço, por forma a melhorar o abastecimento de água e a agricultura.

"A reflorestação e a proteção das florestas em Timor-Leste e a gestão das bacias hidrográficas são um assunto importantíssimo, de certa forma determinante, para manter o abastecimento de água para as populações", alertou.

Segundo o ministro responsável pela pasta da Agricultura, "Timor-Leste felizmente ainda tem alguma cobertura vegetal, mas há uma degradação bastante significativa" quando comparada com a que se verifica em outros países asiáticos.

Uma das causas, respondeu, é o corte de árvores para a energia nas habitações, mas, ressalvou, para resolver esse problema não basta educar a população, sendo outrossim imperativo encontrar "fontes de energia alternativas".

No âmbito do acordo hoje assinado, o governo timorense espera ainda retirar conhecimentos do quadro legal indonésio para a área das florestas.

"Não temos um quadro legal devidamente estabelecido", embora já exista trabalho a decorrer nesse sentido, adiantou.

"Há uma cooperação entre os dois países no sentido de proibir o abate e o comércio ilegal dos produtos florestais", acrescentou Estanislau da Silva.

O mais jovem país do Sudeste Asiático tenciona ainda contar com a experiência indonésia para o futuro jardim botânico, cujo estabelecimento já conta com verbas do orçamento deste ano, disse, sem no entanto conseguir precisar o valor em causa.

"Queremos manter um banco genético das espécies nativas de Timor-Leste, assim como das espécies não indígenas", justificou, respondendo que o acordo celebrado em 2002 com o Brasil para a implementação deste projeto nunca saiu do papel.

O executivo timorense deseja apostar em parques e reservas naturais para "um aproveitamento turístico sustentável", rematou.

AYN//APN

Lusa/Fim

Bragança: Agrobio convida a “cultivar uma PAC mais verde”



 25 Agosto 2015, terça-feira  Agricultura Biológica
agricultura biologica
A 28 de agosto (sexta-feira) tem lugar no auditório Paulo Quintela, em Bragança, um seminário intitulado "Cultivar uma PAC mais verde", promovido pela Agrobio - Associação Portuguesa de Agricultura Biológica.
A iniciativa conta com as intervenções do presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, do diretor regional da DRAP-Norte e do presidente da Agrobio, Jaime Ferreira. Irão abordar as temáticas da agricultura biológica, a alimentação biológica, formação, produção e comercialização bem como a Política Agrícola Comum (PAC) e os apoios ao setor.
A segunda parte do seminário será dedicada à Bolsa de Terras.
«Esta ação, enquadrada na campanha 'Grow Green - Cultive o Verde', pretende divulgar a Agricultura Biológica e os novos apoios ao alcance dos produtores no atual quadro comunitário», refere a Agrobio, em comunicado.
No âmbito da nova PAC 2014-2020, recorda a associação, «o acesso a ajudas obriga ao cumprimento de requisitos básicos ambientais (as medidas greening)».
«A agricultura biológica, enquanto modelo de agricultura 'verde', permite valorizar o património ambiental e acrescentar valor de mercado aos produtos locais de qualidade e representa uma oportunidade para o crescimento económico no nosso País», salienta.
O evento, que decorre entre as 09h30 e as 12h00, conta com a parceria da Câmara Municipal de Bragança. 

Palmela é palco da Festa das Vindimas



 25 Agosto 2015, terça-feira  Viticultura
vindimas

A 53.ª edição da Festa das Vindimas decorre entre 3 e 8 de setembro, numa grande celebração da tradição vitivinícola do concelho, ligado, desde sempre, ao trabalho na terra.
Entre as várias iniciativas, destaque para a Pisa da Uva e a Bênção do 1.º Mosto, o Cortejo dos Camponeses e os Cortejos Alegóricos de domingo e terça-feira, este ano, dedicados ao tema "As uvas são vida".
No Largo de S. João, as empresas vinícolas da região da Península de Setúbal dão corpo a uma Feira de Vinhos onde o Moscatel de Setúbal tem lugar de destaque.
A Festa das Vindimas é promovida pela Associação das Festas de Palmela e conta com o apoio da Câmara Municipal de Palmela e da Junta de Freguesia de Palmela. 

Regime de Autorizações para Plantações de Vinhas



Publicado em terça, 25 agosto 2015 22:35
 

Decreto-Lei n.º 176/2015 - Diário da República n.º 165/2015, Série I - Ministério da Agricultura e do Mar

O presente Decreto-Lei estabelece as regras de gestão do regime de autorizações para plantações de vinhas, nos termos do Regulamento (UE) n.º 1308/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro de 2013, que estabelece uma organização comum dos mercados dos produtos agrícolas.

Para aceder ao Decreto-Lei n.º 176/2015. https://dre.pt/application/conteudo/70095702