sábado, 26 de novembro de 2016

Prémio ADVID 2016 abre candidaturas


por Ana Rita Costa- 22 Novembro, 2016

A Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) já abriu as candidaturas para mais uma edição dos seus prémios anuais. De acordo com a organização, o objetivo é distinguir "investigadores de diversas áreas científicas para as especificidades técnicas, culturais e sociais da vitivinicultura da Região Demarcada do Douro".

Poderão candidatar-se a esta distinção "investigadores, alunos de licenciatura, mestrado ou doutoramento, ou equipas de investigação, independentemente da sua nacionalidade, que tenham publicado trabalho inédito em áreas científicas com relevante importância para a vitivinicultura da Região Demarcada do Douro".

O trabalho vencedor receberá um prémio de 5000 euros ou uma bolsa de igual valor, caso os vencedores aceitem desenvolver um projeto de investigação dedicado à vitivinicultura da Região Demarcada do Douro.

As candidaturas podem ser apresentadas até ao próximo dia 31 de dezembro através de um formulário disponível online: http://www.advid.pt/candidatura


Pera rocha é o “hortofrutícola com maior saldo positivo na balança comercial”


por Ana Rita Costa- 24 Novembro, 2016

A Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha promoveu recentemente, no Cadaval, a 19ª Cerimónia da Pera Rocha, uma iniciativa que mais uma vez colocou em destaque a fileira da pera e o setor hortofrutícola nacional.

Para além de diversas figuras do setor marcaram presença no evento o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que aproveitou a ocasião para destacar o papel da agricultura na criação de riqueza para o país. "Estar convosco aqui é estar com quem está, todos os dias, a criar riqueza para Portugal", referiu.

O Presidente da República lembrou ainda que a pera rocha é "o produto hortofrutícola com maior saldo positivo na balança comercial, vendido em mais de 20 países" e aludiu aos 5000 produtores associados da ANP, com uma área de produção de mais de 10 mil hectares, "gerando milhares de postos de trabalho, diretos e indiretos".

Durante a iniciativa houve ainda tempo para distinguir "os melhores produtores, os maiores exportadores, os melhores técnicos e personalidades de destaque do setor". Isabel Patrocínio foi a primeira galardoada da noite, pelo trabalho desenvolvido, desde 1973, no setor das frutas, legumes e flores, ao serviço da hoje designada AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Já Emídio Martins, emigrante no Brasil oriundo de Bragança, foi distinguido pelo "mérito, visão e empenho na afirmação da pera portuguesa num mercado tão importante como o brasileiro", Pedro Nuno Silva foi reconhecido "por ter dedicado muito da sua vida à fileira da pera rocha", em particular ocupando cargos de dirigente em organizações como a Cooperativa Agrícola dos Fruticultores do Cadaval e a ANP.

Destaque ainda para os prémios 'Melhor Exportador', um galardão que distingue "os associados da ANP que, com o seu esforço e empenho, fazem desta fruta a quinta mais vendida do mundo, chegando a 25 países". Na campanha de 2015/2016 os vencedores foram: em primeiro lugar a Coopval, em segundo lugar a TriPortugal, e em terceiro lugar a Lusopera.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Governo defende que respeitará direitos de propriedade na reforma da floresta

22/11/2016, 14:14

Nas Jornadas Parlamentares do PS, na Guarda, numa intervenção dedicada ao tema da reforma da floresta, Capoulas Santos falou sobre os direitos da propriedade, que serão concluídos em março de 2019.

Partilhe

Estas posições foram assumidas por Capoulas Santos nas Jornadas Parlamentares do PS, na Guarda
PAULO NOVAIS/LUSA

O ministro da Agricultura afirmou esta terça-feira que os planos regionais de ordenamento florestal estarão concluídos em março e assegurou que o banco de terras, a lançar em 2019, terá período de interdição de venda por 15 anos.

Estas posições foram assumidas por Capoulas Santos nas Jornadas Parlamentares do PS, na Guarda, numa intervenção dedicada ao tema da reforma da floresta.

Um processo que – disse – deveria ter sido feito ao longo da legislatura, mas, em resultado da vaga de incêndios florestais no verão passado, teve de ser definido em dois meses.

Na sua intervenção, o titular da pasta da Agricultura procurou afastar a ideia de que a reforma florestal proposta pelo Governo possa colidir e em última instância desrespeitar direitos de propriedade, sobretudo de pequenos proprietários, como tem alegado o PCP, e prometeu "amplo debate público" sobre esta matéria.

Temos problemas de gestão e ordenamento florestal, de titularidade da propriedade e de defesa da floresta. Temos de quebrar este ciclo vicioso", justificou Capoulas Santos.
O ministro da Agricultura defendeu então o projeto de reforma do executivo, que, numa das suas principais componentes, abre com um período até ao final de 2018 para o registo sem cobrança de taxas da propriedade florestal de cada proprietário, sendo, para o efeito, criado um balcão único de registo predial.

A parte do território florestal que não for legalizada até ao final de 2018, de acordo com o membro do Governo, ficará registada como "terras sem dono conhecido" e agregada num banco de terras, o qual poderá ser cedido pelo Estado a sociedades de gestão florestal, a cooperativas ou autarquias.

O Estado não pode vender nada deste banco de terras por um período de 15 anos. Neste período, o proprietário pode reclamar as suas terras. Não estamos a pôr em causa a propriedade privada", frisou Capoulas Santos.
Outra vertente da intervenção do ministro da Agricultura passou pela defesa da tese de que a floresta portuguesa, assente numa lógica de minifúndio, "precisa de uma gestão profissionalizada" e de maior escala.

Capoulas Santos disse então que o seu ministério terá concluído até março o conjunto de planos regionais de ordenamento florestal, seguindo-se um processo em que as diferentes câmaras do país definirão as suas áreas florestais.

Em termos globais, na sequência deste processo, a área de eucalipto não vai aumentar. Recusamos a eucaliptização do país, mas o eucalipto é uma fileira importante na dinâmica exportadora do país", advertiu o membro do executivo.
Perante os deputados socialistas, Capoulas dos Santos voltou a referir que, nos próximos quatro anos, haverá cerca de 600 milhões de euros para apoiar a floresta e que o Estado só é prioritário em termos de conjunto de três por cento do total da área florestal.

Horticultores da Póvoa de Varzim registam “um dos melhores anos de sempre”

21/11/2016, 7:07271

As duas mil explorações hortícolas da Póvoa de Varzim faturaram cerca de 80 milhões de euros. Metade deste valor é gerado através de exportações.


Os horticultores do concelho da Póvoa de Varzim estão registar "um dos melhores anos de sempre", em contraciclo com outros subsetores agrícolas, e preveem terminar 2016 com os maiores índices de rentabilidade de que têm memória.

Em conjunto e até ao final do terceiro trimestre deste ano, as duas mil explorações hortícolas da Póvoa de Varzim faturaram cerca de 80 milhões de euros, sendo metade desse valor gerado através de exportações, segundo cálculos da Horpozim, uma associação local que reúne vários empresários do setor.

Apesar de preencherem uma área de cultivo relativamente pequena – cerca de dois mil hectares, o que corresponde sensivelmente a dois mil campos de futebol – os horticultores desta região têm maximizado as suas produções, seguindo técnicas passadas de geração em geração, mas também inovando, nomeadamente com a utilização de estufas.

Manuel Silva, que além de produtor é também presidente da Horpozim, considerou que a conjugação de vários fatores levou a que 2016 tenha sido "um dos melhores anos de sempre", ao contrário do que sucede noutros subsetores agrícolas.

"Este verão foi muito quente, e outras zonas não tiveram tanta capacidade para produzir, levando a que os preços tenha sido pagos acima da média", explicou o horticultor.

Além disso, e no âmbito da Horpozim, Manuel Silva explicou que houve uma aposta forte na presença em várias feiras agrícolas para divulgar os produtos, aproximando produtores, distribuidores e consumidores.

"Como a procura e a oferta estabelecem os preços, tal ajudou a proporcionar-nos um ano excecional", completou.

Claro que tudo isto só foi possível porque a qualidade das alfaces, tomates, pepinos ou pimentos que crescem nos solos do concelho poveiro têm agradado os consumidores, contribuindo para isso o que Manuel Silva apelidou de "características únicas da região".

"Como estamos entre os rios Cávado e Ave forma-se aqui um microclima favorável que, conjugado com as condições do solo muito propícias e temperaturas amenas, proporciona produtos de excelência", analisou.

A juntar a tudo isto, o produtor e presidente da Horpozim lembra que a Póvoa de Varzim está "estrategicamente localizada" a cerca de 50 quilómetros das principais das capitais de distrito do Norte, como Porto, Braga ou Viana do Castelo, e a fronteira com Espanha está localizada a 90 quilómetros.

"Cerca de 50 a 60% do que produzimos é destinado ao mercado galego", partilhou Manuel Silva.

O dirigente não consegue prever se nos próximos anos os resultados se poderão repetir, mas lembra que a organização dos produtores numa associação tem boas bases para que o "crescimento continue a acontecer".

"Queremos caminhar para uma associação empresarial agrícola, que abraça não só os produtores mas toda uma fileira de empresas que estão envolvidas no setor. Queremos que no negócio seja bom para todos", contou Manuel Silva.

O presidente da Horpozim alerta, no entanto, "que mais de metade dos produtores locais têm mais de 50 anos" considerando que é preciso atrair mais jovens para o setor, "até porque há espaço para tal".

"Precisamos de mais jovens empresários e quadros com formação, porque a tendência é que as empresas cresçam e produzam mais" tornando "necessária a renovação etária no setor", lembrou Manuel Silva, que vinca que a horticultura na Póvoa de Varzim movimenta mais de 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

A seguir a recomendação de Manuel Silva, está Pedro Torres, um horticultor de 37 anos, que além de se dedicar ao setor, tem aplicado novas técnicas para otimizar a sua produção de tomates, nomeadamente a hidroponia, um sistema de cultivo caracterizado por não precisar de terra, já que as raízes das plantas ficam dentro da água.

"Os meus pais já trabalhavam neste setor e eu continuei, tentando inovar e evoluir. Tenho usado esta cultura que não precisa de solo, pois toda adubação da planta é feita através da água, permitindo um maior controlo sobre a cultura e conseguindo rentabilizar as produções", explicou.

Pedro Torres reconheceu que, profissionalmente, teve um "ano que apesar de não ser excelente, foi muito bom", exportando grande parte dos seus produtos para clientes "que, mais que a quantidade, apreciam a quantidade".

"Prefiro ter menos área e mais qualidade, mas isso dá muito trabalho e aplicação e não estou a ver muitos jovens aqui da região a seguirem esta atividade", analisou Pedro Torres.

Paulino Almeida, outro produtor da Póvoa de Varzim e também dirigente associativo, considera que o caminho e evolução do setor passam por encontrar mais mão-de-obra qualificada.

Considerou que a organização associativa destes produtores "têm um papel fundamental, não só na transmissão e partilha de informações e práticas no terreno como também na escala que podem ter".

domingo, 20 de novembro de 2016

Capoulas quer dar preferência ao Estado na compra de terrenos de regadio

9/11/2016, 20:45

Ministro da Agricultura admitiu vir a criar legislação para que o Estado possa exercer o direito de preferência na compra de terrenos beneficiados por perímetros de rega

O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Florestas admitiu nesta quarta-feira vir a criar legislação para que o Estado possa exercer o direito de preferência na compra de terrenos beneficiados por perímetros de rega, para incorporar nos bancos de terra. "Provavelmente vamos produzir legislação para criar direitos de preferência do Estado nos perímetros de rega", afirmou Luís Capoulas Santos, na Assembleia da República, durante a discussão do Orçamento do Estado para 2017.

"Quando alguém que teve essa mais-valia [regadio, financiado por fundos públicos] quer vender o terreno porque não há de o Estado ter preferência e poder comprar?", sugeriu o governante, explicando que esta é uma das ideias para ir renovando o banco de terras.


De acordo com o diploma aprovado no Conselho de Ministros dedicado à reforma das florestas, que está em consulta pública até 31 de janeiro, o banco de terras vai integrar terrenos pertencentes ao Estado, institutos públicos e sem dono conhecido, não podendo estes ser cedidos ou arrendados por um período superior a sete anos, no caso de utilização agrícola, nem superior a 25 anos, para usos florestais.

O Fundo de Mobilização de Terras será o instrumento financeiro de gestão do banco de terras, financiando-se com as receitas provenientes do arrendamento e da venda do património do Banco de Terras para adquirir mais terrenos e ir, desta forma, renovando as parcelas disponíveis.

Segundo o ministro, cerca de um terço das receitas obtidas desta forma vão reverter para o fundo, um terço para a Direção Geral do Tesouro e Finanças e a parte restante será entregue às entidades que cederam o terreno.

O diploma que está em consulta pública refere que a seleção dos candidatos às terras será feita "preferencialmente por concurso, sendo admissível a utilização do ajuste direto, a título excecional, exclusivamente quanto a entidades públicas", em termos a definir posteriormente.

Será dada prioridade aos jovens agricultores (com mais de 18 e menos de 41 anos), candidatos com formação específica adequada ao exercício da atividade, proprietários de terrenos confinantes e refugiados.

Os terrenos sem dono conhecido podem ser devolvidos ao proprietário caso estes reivindiquem a propriedade num período de 15 anos. Neste caso, terão direito a receber o montante correspondente às rendas ou a outros proveitos entretanto recebidos pelo Estado, mas poderão também ter de reembolsar a entidade gestora do Fundo de Mobilização de Terras, "de despesas ou benfeitorias necessárias".

Caso a terra tenha sido arrendada, o proprietário não pode resolver unilateralmente o contrato.

sábado, 19 de novembro de 2016

Assunção Cristas acusa o Governo de paralisar a agricultura


11/11/2016, 16:41

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou o Governo de paralisar o setor agrícola, argumentando que não há aprovações novas de fundos comunitários nem reembolsos dos projetos já existentes.

Partilhe

Assunção Cristas acusa o governo de ser culpado da paralisação da agricultura.
MARIO CRUZ/LUSA

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou esta sexta-feira o Governo de paralisar o setor agrícola, argumentando que não há aprovações novas de fundos comunitários nem reembolsos dos projetos já existentes, o que é dramático para os agricultores.

Os fundos comunitários estão parados, não há aprovações novas de fundos comunitários e não há reembolsos das despesas que as pessoas vão fazendo na execução dos seus projetos, o que é dramático, porque os agricultores avançam com o seu dinheiro e ficam muitos meses à espera dos reembolsos", afirmou Assunção Cristas.


Numa visita à Feira Nacional do Cavalo, na Golegã, a ex-ministra da Agricultura do anterior Governo afirmou que "mais uma vez" o PS fica "com uma fotografia muito feia em matéria de agricultura, o que é pena porque o setor estava motivado, mobilizado, cheio de vontade de ir para a frente, em investir bem, em inovar".

Certamente que continuará todo esse esforço e empenho, mas sem a ajuda do Governo e dos fundos comunitários, o que é muito mais difícil", declarou.
Assunção Cristas chegou a cavalo ao Largo do Arneiro, trajando à amazona portuguesa, acompanhada por Veiga Maltez, antigo presidente da Câmara da Golegã em quatro mandatos, independente eleito pelo PS, e presidente da Assembleia Municipal, por um movimento independente.

A líder centrista esteve acompanhada também pelo coordenador autárquico, Domingos Doutel, e pela deputada eleita por Santarém Patrícia Fonseca.

A presidente do CDS recusou pronunciar-se sobre outros assuntos da atualidade, como as questões em torno da administração da Caixa Geral de Depósitos, para se concentrar nos temas do mundo rural.

Tenho vindo todos os anos à Golegã e certamente este ano não deixaria de vir, para dar uma volta, para estar com as pessoas que trabalham todos os dias pelo mundo rural, todos os dias pelo cavalo, que é um dos maravilhosos produtos que o nosso país tem e que tanto pode ser embaixador de Portugal", afirmou.
"O país tem de ser feito de tudo um pouco, não é só de 'startups' tecnológicas, também de tradições, daquilo que corresponde à nossa identidade. O mundo rural representa muito bem essas tradições e pode ajudar a que elas sejam cada vez mais fonte de riqueza para o país", reforçou.
Questionada sobre uma reunião que teve com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, avançada pelo Observador, Cristas recusou revelar o conteúdo do encontro, cuja realização confirmou ter acontecido na quarta-feira.

Primavera chuvosa e verão quente ditam mau ano agrícola


17/11/2016, 13:37

O inverno pouco frio, a primavera chuvosa e o calor de julho e agosto determinaram um mau ano agrícola para a generalidade das culturas, antecipando-se várias perdas em vários sectores.

Primavera chuvosa e verão quente ditam mau ano agrícola e várias perdas, em vários sectores
PAULO CUNHA/LUSA

O inverno pouco frio, a primavera chuvosa e o calor de julho e agosto determinaram um mau ano agrícola para a generalidade das culturas, antecipando-se perdas de 20% na produção de vinho, 15% nos olivais e 30% nas maçãs.

As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (até ao dia 31 de outubro) indicam que "as adversidades climatéricas, concretamente a primavera muito chuvosa" foram negativas para a vinha, propiciando o desenvolvimento de doenças como o míldio e implicando uma redução de 20% da produção.

CONVERSAS OBS | PARA QUE A VIDA NÃO PARE Museu do Oriente 23 nov. 18h
No entanto, embora em menor quantidade, o vinho produzido deverá apresentar boa qualidade tendo em conta que os teores de açúcar foram aumentando ao longo da vinha.

Nos olivais, as previsões apontam para uma diminuição de 15% da produtividade face à campanha passada, "apesar das chuvas outonais terem promovido o aumento do calibre das azeitonas".

Para as produções de maçã, pera e kiwi, afetadas pela falta de frio no inverno e deficientes condições de polinização e vingamento dos frutos, preveem-se quebras de 30%, 20% e 25%, respetivamente.

A qualidade da maçã é "heterogénea", com os frutos da região Oeste a apresentarem um calibre menor do que o habitual, "embora com elevada quantidade de açúcar e consistência", enquanto que em Trás-os-Montes existe uma quantidade significativa de fruta sem "as características mínimas exigidas para o consumo em fresco".

A diminuição de produção nos amendoais deverá rondar os 25%, tendo em conta as condições climatéricas adversas e o facto de muitos amendoais instalados nas regiões tradicionalmente produtoras estarem "bastante decrépitos", enquanto na castanha é esperada uma redução de 5% e frutos com menores calibres.

Os picos de calor em julho e agosto tiveram também impacto no milho, prevendo-se uma produção total de milho para grão próxima das 700 mil toneladas (-15% face a 2015), e no arroz, cuja produção deverá cair 10%.

As elevadas temperaturas condicionaram também o rendimento do tomate para a indústria, estimando-se uma diminuição de 15% da produção.

Apesar disso, o ligeiro aumento da área plantada face a 2015 permitiu produzir mais de 1,5 milhões de toneladas (a segunda maior das últimas três décadas), ainda assim bastante abaixo da campanha anterior (1,832 milhões de toneladas).

Envelhecimento dos produtores na maior bacia leiteira do país alarma setor


19/11/2016, 8:30

A idade média dos produtores de leite de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, na bacia leiteira de Entre Douro e Minho, a maior do país, está aumentar a um ritmo "alarmante".

Partilhe

"Quem herdar alguma coisa ainda poderá pensar em continuar, mas para quem pretende começar do zero, certamente vai perceber que será melhor seguir por outro caminho"
JOSÉ COELHO/LUSA

Segundo dados divulgados pela Agros, a união de cooperativas que domina na região, apesar do aumento da capacidade produtiva nas explorações, restam hoje 1.500 dos 16 mil produtores que a instituição englobava na década de 90, sendo que a maior parte tem já mais de 50 anos.

No seu âmbito, a Agros calcula que os produtores com menos de 40 anos não chegam, atualmente, aos 13%, havendo mais de mil entre os 40 e os 65 anos, sendo que a idade média já ultrapassa os 53 anos.

Numa recente intervenção pública, Fernando Capela, presidente desta união de cooperativas, considerou que "o envelhecimento progressivo é alarmante e urge ser combatido com o estímulo à entrada de novos produtores e incentivos à transmissão familiar das explorações existentes".

As medidas apontadas pelo presidente da Agros são também defendidas por Carlos Neves, líder da Associação de Produtores de Leite de Portugal (Aprolep), que fez à Lusa um retrato inquietante da falta de rejuvenescimento dos operadores do setor.

"O envelhecimento é preocupante, não só porque perdemos massa crítica nas empresas, nas associações e nas cooperativas, mas sobretudo porque teremos, a longo prazo, um decréscimo na produção de leite e mais campos abandonados", anteviu o presidente Aprolep. Carlos Neves reconhece que, atualmente, "o setor não é atrativo para a entrada de jovens", apontando uma série de fatores.

Com o final das quotas leiteiras, devido a uma decisão errada da Europa, o setor sofreu uma crise, agravada com várias medidas da indústria e distribuição que fizeram descer o preço pago ao produtor", afirmou.
Carlos Neves acrescentou que as "burocracias para se iniciar um projeto e obter com licenças de construção e legalização das vacarias são complicadas", levando quem quer entrar no setor ao desânimo. "Se a atividade não é rentável, não há motivação para investir, até porque para se iniciar um projeto é preciso um grande esforço financeiro", apontou o dirigente da Aprolep.

Assim, o parco rejuvenescimento que tem havido no setor, nomeadamente nos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, tem acontecido com a transmissão familiar de explorações, mas, mesmo neste caso, as dificuldades são grandes.

O desânimo dos novos

Isso mesmo confirmou Miguel Silva, de 35 anos, produtor da freguesia de Mindelo, Vila do Conde, que tenta dar continuidade ao negócio de família, mas ainda sem uma autonomia total. O jovem produtor partilhou que atualmente está a receber 28 cêntimos pelo litro de leite vendido, quando os custos de produção rondam os 34 cêntimos.

"Neste momento estamos com preços tão baixos que não chegam para cobrir os custos que temos para produzir. Isto origina a que jovens como eu não consigam entrar ou vingar na atividade", desabafou. Miguel Silva vai mais longe, e garante que atualmente "avançar com um investimento para novo projeto seria um suicídio", garantindo que "pagar as despesas já tem sido muito difícil".

"Quem herdar alguma coisa ainda poderá pensar em continuar, mas para quem pretende começar do zero, certamente vai perceber que será melhor seguir por outro caminho", completou. O jovem produtor lembrou, também, que o empenho necessário para atividade. "Com 12 horas de trabalho por dia e sem fins de semana é pouco atrativo para os jovens", disse.

Só se tiveram a sorte de ganhar o euromilhões e não tiverem mais nada para fazer. Caso contrário, é perder dinheiro todos os dias. É impossível um jovem instalar-se neste setor com os preços que estão a ser pagos", desabafou.
Apesar do desânimo de Miguel, o seu pai, António Silva, de 68 anos, e que há mais de 40 se dedica à produção de leite, acredita que o cenário poderá inverter. "Estou convencido que as coisas vão, pelo menos, normalizar. Tal como está, não dá para aguentar. Em 2016 foi um grande aperto. Se se alterar, creio que vai animar os jovens para continuarem", perspetivou o experiente agricultor.

António Silva confessou que já "houve tempos em que se trabalhou muito, mas era-se recompensado", apontando uma das principais diferenças em relação há algumas décadas. "O que tem vindo a complicar é que além dos preços pagos aos produtores terem descido, os custos dos fatores de produção, como as rações, o gasóleo ou a eletricidade, não param de aumentar", analisou.

Pai e filho concordaram que "a globalização do setor, com o fim das quotas facilitou a entrada de leite vindo de fora, complicando a vida aos produtores nacionais". Ora para combater isso, a Aprolep tem vindo a sensibilizar o Governo e os consumidores. Estão a ser promovidas ações de promoção do leite e dos produtos derivados portugueses, havendo, para já, segundo refere o dirigente associativo Carlos Neves, uma reação positiva.

"Tem de haver um esforço da indústria e da distribuição para passar o máximo de valor para o produtor, e identificar a origem do leite para que o consumidor que nos quer ajudar possa saber que está consumir leite, queijo ou iogurte realmente português", vincou.

Cidadãos vão poder limpar terrenos de vizinhos se estes não o fizerem


MARIANA OLIVEIRA 27/10/2016 - 17:04

Banco de Terras público irá tomar posse de terrenos sem dono conhecido e cedê-los a terceiros. Reforma vai estar em discussão pública até Janeiro.

 
Ministro da Agricultura diz que se vai fazer uma reforma profunda da floresta. MIGUEL MANSO


O governante explicou que foram aprovados 12 diplomas que pretendem introduzir uma reformar profunda no ordenamento das florestas, não dando muitos detalhes sobre esta medida específica. "Vamos tornar mais exigente a limpeza das áreas circundantes às habitações", afirmou o ministro. Neste momento, os proprietários são obrigados por lei a limpar uma faixa de 50 metros à volta das casas, o que nem sempre é fácil já que, por vezes, os terrenos não pertencem à pessoa que detém essa habitação. Neste caso, resta aos cidadãos fazer queixa às autoridades, que devem notificar o dono dessas terras para as limpar. Isto sob pena de se não o fizer, o próprio Estado proceder à limpeza e imputar os custos, acrescidos de multas, ao proprietário.

Travar eucaliptos
O executivo quer ainda travar a expansão do eucalipto em Portugal, uma espécie que já se tornou dominante no país e que, segundo Capoulas Santos, já ocupa uma área estimada de 900 mil hectares. A ideia é não aumentar a área global de eucaliptal, passando as novas plantações a estar condicionadas a que se deixe de produzir esta espécie noutras zonas. Também será possível replantar áreas anteriormente ocupadas por eucaliptos, de forma a aumentar a produtividade desses terrenos e esta matéria-prima, essencial à indústria do papel.

Como o PÚBLICO noticiou esta quinta-feira o Governo pretende criar um Banco de Terras público que integrará o património rústico do Estado e também os terrenos agrícolas e florestais sem dono conhecido. Para facilitar a identificação destes proprietários, o Governo vai permitir que estes registem gratuitamente os seus terrenos agrícolas e florestais até final de 2018. "Por exclusão de partes vamos ficar a conhecer o património sem dono conhecido", afirmou o ministro na conferência de imprensa. Os registos, adiantou, vão poder ser feitos num balcão único.

O banco ficará com a posse das propriedades sem dono conhecido durante 15 anos, período após o qual o terreno passa a ser detido pelo Estado. Isto, sem prejuízo, de durante esse prazo o proprietário fazer prova que o terreno lhe pertence, sendo a sua posse restituída, sem necessidade de uma acção judicial.

O Estado pretende entregar a gestão das propriedades agrícolas prioritariamente a jovens agricultores por um período mínimo de sete anos, findo o qual estes poderão comprar os terrenos. No caso das propriedades florestais, estas deverão ser cedidas através de um arrendamento de 25 anos. O governo espera incentivar a criação de sociedades de gestão florestal, que poderão ser formadas por particulares ou por autarquias, a quem irá atribuir incentivos fiscais – em sede de IRS, IRC, Imposto de Selo e regime de mais valias. Terão ainda acesso prioritário ao Banco de Terra.

Nesta quinta-feira o ministro da Agricultura realçou que esta reforma será sujeita a um período de discussão pública, a partir de 7 de Novembro e até Janeiro. Capoulas Santos disse querer obter "o máximo consenso nacional", realçando que esta reforma não se faz num dia nem numa década. "Quando falamos de florestas falamos de uma perspectiva de muito longo prazo", sustentou o governante. 

Reforma das florestas em consulta pública até 31 de Janeiro

  09-11-2016 

 
Os dez diplomas que foram aprovados no Conselho de Ministros dedicado à reforma das florestas vão estar em consulta pública até 31 de Janeiro, podendo ser descarregados através do portal do Governo.

As medidas legislativas estão divididas por três áreas de intervenção: titularidade da propriedade, gestão e ordenamento florestal e defesa da floresta a nível de prevenção e combate aos incêndios.

Segundo um comunicado do Gabinete do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, o processo de discussão pública estende-se até 31 de Janeiro de 2017, decorrendo ao longo deste período a outras acções de divulgação.


No dia 16 de Novembro, o ministério reúne o Conselho Florestal Nacional com o objetivo de apresentar e debater com as organizações representativas do sector florestal este pacote legislativo, seguindo-se uma reunião do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS) no dia 22.


Entre Novembro e Janeiro estão programadas sete acções de apresentação e debate da Reforma da Floresta envolvendo as autarquias locais, deputados, organizações de produtores agrícolas e florestais, universidades e institutos politécnicos e a sociedade civil.


O ministro da tutela, Luís Capoulas Santos, citado no comunicado classifica esta reforma legislativa como «um momento histórico, uma oportunidade extraordinária para travar o flagelo dos incêndios e o abandono das terras, criando novas oportunidades e novos modelos de negócio, com grande interesse económico e social para o país».

Fonte: Lusa

ONU: Os cinco anos de 2011 a 2015 foram os mais quentes de sempre

08-11-2016 
 
Os efeitos das alterações climáticas tornaram-se mais frequentes nos últimos anos, com o período 2011-2015 a ser o conjunto de cinco anos mais quente desde que há registos, segundo um relatório das Nações Unidas divulgado esta terça-feira.

As alterações climáticas têm provocado mais ondas mortais de calor, mais furacões, inundações e secas, que têm sido mais frequentes e intensas nos últimos anos.

Segundo dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), à margem das negociações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, que decorrem em Marraquexe, a pegada ecológica dos seres humanos é cada vez mais visível nos fenómenos climáticos.

A última meia década foi o período de cinco anos mais quente desde que há registos, com 2014 e 2015 a serem os mais quentes de todos os anos. Segundo a OMM, organização do universo das Nações Unidas, 2016 pode mesmo bater 2014 e 2015.

A mudança climática «tem aumentado os riscos de eventos extremos, tais como ondas de calor, secas, chuvas e inundações prejudiciais», disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, citado pelas agências France Presse e AP.

Cerca de 300 mil pessoas morreram em catástrofes estimuladas pelos fenómenos climáticos, durante o período 2011-2015.

A grande maioria do excesso de mortalidade, a atribuída ao impacto adicional da mudança climática, ocorreu durante a 2010-2012, nas secas da África Oriental.

O furacão Haiyan nas Filipinas, em 2013, e as ondas de calor na Índia e no Paquistão, em 2015, foram outros dos fenómenos que mais contribuíram para a mortalidade provocada por fenómenos extremos.

De acordo com o relatório divulgado em Marraquexe, a cobertura de gelo do Ártico, no verão, esteve 28 por cento abaixo da média de 1981-2010, alcançando o nível mais baixo em 2012. Pelo contrário, o gelo no mar Antártico ficou acima da média, especialmente no inverno.

Também a superfície de gelo derretido na Gronelândia, que contribui para a elevação do nível do mar, no período de 2011 a 2015, continuou em valores acima da média, registados todos os cinco anos, de 1981 a 2010.

Fonte: Diáriodigital

Emissões de gás com efeito de estufa estáveis mas insuficientes para travar aquecimento

16-11-2016 
  
As emissões de gás com efeito de estufa (GEE), geradas pelas energias fósseis, mantiveram-se estáveis pelo terceiro ano consecutivo, um progresso inédito mas insuficiente para travar o aquecimento do planeta, concluiu um estudo divulgado segunda-feira.

Esta «ruptura clara» em relação ao aumento das emissões, verificada na década anterior, foi possível graças à China, primeiro emissor mundial, que reduziu o recurso ao carvão, sublinha o Global Carbon Project, no 11.º balanço anual, realizado por cientistas de todo o mundo.

No ano passado, o total das emissões mundiais ligadas à indústria e à combustão de energias fósseis não aumentou e deverá registar uma pequena subida este ano, de 0.2 por cento, considera o estudo, publicado na Earth System Science Data, à margem da conferência do clima, a decorrer em Marraquexe.

Em 2014, a subida das emissões de GEE tinha sido de 0,7 por cento, contra um aumento médio anual de 2,3 por cento na década 2004-2013. «Este terceiro ano quase sem aumento de emissões não tem precedentes em período de forte crescimento económico», sublinha a autora principal, Corinne Le Quérè, da universidade britânica East Anglia.

«Trata-se de uma contribuição essencial para a luta contra as alterações climáticas, mas não é suficiente», acrescenta. «As emissões mundiais devem agora baixar rapidamente, e não apenas parar de crescer».

Para limitar a menos de dois graus centígrados (2ºC) a subida média dos termómetros em relação aos níveis anteriores à Revolução Industrial, limiar crítico estabelecido pela comunidade internacional no final de 2015, em Paris, as emissões devem baixar, em média, 0,9 por cento até 2030, lembra este estudo.

O mundo já emitiu os dois terços do que lhe é permitido, se quiser ficar abaixo deste limite de 2ºC. Ao ritmo actual, este «orçamento carvão» será consumido integralmente nos próximos 30 anos. «Se os negociadores conseguissem em Marraquexe acelerar a redução de emissões, daríamos um enorme passo na luta climática», insiste Le Quéré.

Devido à inércia dos GEE, que perduram muito tempo, a sua concentração na atmosfera nunca foi tão elevada como no ano passado, sublinha o estudo. «Em 2015 e 2016, as florestas absorveram menos dióxido de carbono (CO2) devido ao calor, ligado nomeadamente ao fenómeno El Niño», explica a cientista.

Os países emissores mostraram também situações muito diversas. A China, que emite 29 por cento dos GEE, viu as emissões baixarem 0,7 por cento em 2005. Os Estados Unidos, segundo emissor, 15 por cento, reduziram as suas emissões 2,6 pontos percentuais (p.p.) em 2015, recorrendo ao gás e ao petróleo, mais do que ao carvão.

As energias «eólica, solar e o gás continuam a substituir o carvão no consumo eléctrico norte-americano», nota Glen Peters, um dos co-autores. Já a União Europeia (UE), 10 p.p. das emissões globais, conheceu um aumento das emissões de 1,4 pontos em 2015. A Índia continua a aumentar as emissões, com 5,2 por cento no ano passado.

A comunidade internacional, que se reúne em Marraquexe até sexta-feira, tenta chegar a acordo sobre a aplicação do acordo de Paris contra as alterações climáticas, nomeadamente para reforçar os compromissos nacionais, até agora insuficientes.

Fonte: Público

Vila Real acolhe comemorações de 15 anos do Douro Património Mundial

17-11-2016 
 

 
A cidade de Vila Real acolhe a 14 de Dezembro as comemorações do 15.º aniversário da elevação do Alto Douro Vinhateiro (ADV) a Património Mundial da Unesco, disse à agência Lusa fonte ligada à organização.


Foi a 14 de Dezembro de 2001 que o Douro foi inscrito na lista do Património Mundial da Humanidade, na categoria de Paisagem Cultural Evolutiva e Viva.


«Vila Real é porta do Douro, entrada privilegiada para esta região classificada, e é para nós uma honra, um gosto, comemorar aquilo que é uma data marcante e simbólica para toda a região» afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos. O autarca referiu que a classificação pela Unesco, conquistada há 15 anos, «permitiu avançar na transformação do território».


«Ainda não temos tudo o que queríamos, é verdade que esta classificação também implicou responsabilidades, nomeadamente na capacidade de mexer no território em termos urbanísticos, de construção e de cuidado com o território, mas julgo que é inegável que foi um factor positivo», frisou.


Para Rui Santos, «hoje o Douro é claramente uma marca em expansão e em afirmação em termos mundiais». Uma das consequências mais visíveis da inscrição pela Unesco é, segundo o presidente, o turismo.


Mas o Património Mundial tem sido, ao longo destes 15 anos, palco para investimentos quer na área do enoturismo, hotelaria quer também em vinhas e centros de vinificação.


A sessão evocativa dos 15 anos do Património Mundial está a ser organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), através da Missão Douro, em parceria com a Câmara de Vila Real, a Comunidade Intermunicipal do Douro e a Liga dos Amigos do Alto Douro Vinhateiro.


A sessão terá como objectivo apresentar um balanço da projecção do ADV nos últimos anos e demonstrar como é que o território tem sabido preservar e conciliar os valores fundamentais da região com o seu crescimento.


O ADV corresponde à área mais representativa e melhor conservada da Região Demarcada do Douro (RDD), que é a mais antiga região vitícola demarcada e regulamentada do mundo, com delimitações desde 1756.


A área classificada compreende 24.600 hectares, cerca de um décimo do total da RDD, tendo a sua zona tampão uma área de 225.400 hectares, e abrange 13 municípios.


São eles Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Mesão Frio, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Tabuaço, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real, e a sua zona tampão inclui ainda os municípios de Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela, Murça, Resende, Vila Flor, na região Norte, e Figueira de Castelo Rodrigo e Meda, na região Centro.

Fonte: Lusa

Produção de leite continua em queda


por Ana Rita Costa- 9 Novembro, 2016

A produção mundial de leite ainda não parou de cair. De acordo com o portal Agrodigital, desde que se iniciou a campanha 2016/2017 no hemisfério sul, em junho deste ano, a produção global de leite "ainda não parou de descer".

Segundo a publicação, os principais exportadores – UE, Nova Zelândia, Austrália, EUA e Argentina – viram a sua produção de leite cair cerca de 0,3% em agosto desde ano face ao mês anterior.

Na União Europeia, em particular, a produção de leite caiu nos primeiros quatro meses da campanha, atingindo, porém, o equilíbrio em agosto, com a produção a cair apenas 0,1% face a agosto de 2015.

Por outro lado, também a produção acumulada de leite tem baixado. Entre abril e agosto, na Argentina a quebra foi de 16,8%, na Austrália chegou aos 7,3%, na Nova Zelândia foi de 1,1% e na UE de 0,3%. Apenas os EUA viram a sua produção crescer no acumulado dos meses entre abril e agosto, ainda que apenas 1,5%.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Governo vai reequipar sapadores florestais e criar 20 novas equipas até 2020


27/10/2016, 17:27

O Governo vai reequipar 44 equipas de sapadores florestais em 2018 e criar 20 novas equipas por ano até 2020, anunciou o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.

O Governo vai reequipar 44 equipas de sapadores florestais em 2018 e criar 20 novas equipas por ano até 2020, anunciou esta quinta-feira o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.

"O reequipamento e a criação de novas equipas representa um esforço financeiro considerável", disse o governante, no final da reunião do Conselho de Ministros dedicado à reforma do setor florestal, que decorreu no Centro de Operações e Técnicas Florestais da Lousã, distrito de Coimbra.

O ministro da Agricultura, que falava em conferência de imprensa, anunciou ainda o aumento da comparticipação das equipas de sapadores florestais de 35 para 40 mil euros já a partir do próximo ano.

Por outro lado, acrescentou, o Governo vai ainda "redefinir as competências e limitar a área geográfica em que estas equipas exercerão as suas funções, reduzindo-as à escala do respetivo município".

Capoulas dos Santos referiu ainda que está em equação a introdução de novos instrumentos para reforço da rede de vigilância, "designadamente vigilância área com naves tripuladas ou não tripuladas".

O Governo está a analisar com detalhe e a admitir a possibilidade da operação dos meios aéreos atualmente existentes passarem a ser operados pela Força Aérea Portuguesa (FAP) ", assim que terminar o contrato do Estado com as empresas que operam no combate aos incêndios, disse o governante.
De acordo com o ministro da Agricultura, no caderno de encargos das FAP para aquisição de novas aeronaves deve estar contemplada a sua utilização para combate aos fogos.

O Governo aprovou ainda um diploma que institui a adoção do Programa Nacional de Fogo Controlado, para o qual está estimado um investimento anual na ordem dos dois milhões de euros.

O programa, segundo o ministro Capoulas Santos, "irá disciplinar o uso do fogo por particulares e por profissionais, neste casos bombeiros e forças habilitadas", como técnica de prevenção e também de combate aos incêndios.

Ordem dos Engenheiros defende pacto de regime para a floresta nacional


por Ana Rita Costa- 25 Outubro, 2016

A Ordem dos Engenheiros promoveu no passado dia 17 de outubro o fórum 'A Floresta que precisamos…', um debate sobre política florestal e a floresta nacional. Durante a iniciativa os engenheiros defenderam um pacto de regime para a floresta portuguesa e o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, garantiu que "a gestão e ordenamento florestal serão prioritários na agenda do Governo".

O governante reconheceu que desde 1996, ano em que foi aprovada a Lei de Bases da Política Florestal, que o tema das florestas e dos incêndios florestais são recorrentes no debate público. Para além disso, lembrou que os instrumentos legislativos existem, mas falta "aplicá-los com rigor."

A comissão organizadora do fórum aproveitou também para apresentar um conjunto de conclusões e recomendações e relembrou que "a floresta, apesar da sua perspetiva e dos seus resultados de médio a longo prazo, tem que ser pensada e acompanhada 365 dias por ano".

De resto, a organização recomendou que a "alteração do formato da dupla tutela que incide sobre o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ficando este só sob tutela do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural"; "a dinamização de um programa permanente de educação e sensibilização para a importância da floresta, riscos dos fogos e sua prevenção, adaptado aos diferentes públicos-alvo"; "o reforço da fiscalização e monitorização efetiva do território, garantindo a aplicação e eficácia das soluções resultantes dos instrumentos de planeamento, em detrimento de pressupostos de proibição transversais sob as opções de gestão"; "incentivos fiscais fortes e efetivos com vista a estimular as ações de emparcelamento florestal e as ações tendentes a evitar o fracionamento da propriedade florestal"; "a criação da figura da 'Sociedade de Gestão Florestal', permitindo que as ZIF evoluam para soluções empresariais que garantam um adequado uso do solo e uma diversificação das fontes de rendimento"; "a instituição do sistema de seguros florestais"; e "a criação de uma estrutura dedicada à defesa da floresta, integrando a prevenção e apoiando o combate que permitisse defender a floresta além da defesa das vidas e das populações".

Pelo aumento dos preços da madeira na produção

C N A

CNA solicita uma reunião da PARF, Plataforma de Acompanhamento das Relações nas Fileiras Florestais, especialmente para discutir o problema - determinante - dos continuamente baixos preços da madeira na Produção.

Já no "rescaldo" dos catastróficos Incêndios Florestais deste Verão, a Floresta Nacional continua em debate público e institucional. Motivou até uma reunião recente,  específica, do Conselho de Ministros e  o subsequente anúncio de (mais) um "pacote" legislativo, alegadamente da "reforma da Floresta", que se encontra em fase de consulta pública até 31 de Janeiro do próximo ano.

É matéria que merece a maior atenção por parte de Entidades Públicas, bem como por Produtores Florestais e suas Organizações e pela Opinião Pública em geral.

Porém, desde logo a nível oficial-governamental, permanece descurado um aspecto da maior importância:- os continuamente baixos Preços da Madeira na Produção. Preços que acabam por ser impostos pela grande indústria  que opera nas Fileiras Florestais - aliás uma Indústria cada vez mais concentrada em grandes grupos económicos e financeiros.

CNA reafirma que é fundamental alterar, rápida e positivamente, esta situação de autêntica "ditadura" de baixos preços impostos à Produção de Madeira pela grande Indústria das Fileiras Florestais.  

Sem ser resolvido esse magno problema, promovendo o aumento dos Preços da Madeira na Produção, pouco mais se poderá resolver quanto a outros dos maiores "males" da Floresta Nacional. Sobretudo se forem respeitados, como devem ser, os direitos e interesses dos Pequenos e Médios Produtores Florestais e dos Compartes dos Baldios, incluindo o respeito pelo direito de propriedade plena sobre as suas parcelas e áreas, florestadas ou (ainda) não.

Assim, e tendo como principal objectivo a discussão dos Preços da Madeira à Produção e medidas a tomar para os melhorar,  a CNA acaba de solicitar ao Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e ao Ministro da Economia, a rápida convocação de uma reunião da PARF, Plataforma de Acompanhamento das Relações nas Fileiras Florestais - este um organismo institucional de que fazem parte representantes, ao mais alto nível, de ambos os Ministérios da tutela e das Organizações das Fileiras Florestais (de entre outros).

Não se pode aceitar a continuada prática dos baixos Preços à Produção da Madeira, na Mata ou à entrada das Fábricas de transformação, e também nada já pode justificar o continuado silêncio governamental – de sucessivos Governos - acerca do assunto.




Coimbra, 11 de Novembro de 2016       //       A Direcção da  C N A

sábado, 12 de novembro de 2016

New Holland conclui aquisição da Kongskilde Agriculture


por Ana Rita Costa- 2 Novembro, 2016

A New Holland Agriculture adquiriu o negócio agrícola de Forragem e Preparação de Solos da Kongskilde Industries, que faz parte do grupo dinamarquês Group Dansk Landbrugs Grovvareselskab (DLG A.m.b.A.). Esta empresa desenvolve soluções para aplicações agrícolas nos segmentos de lavoura, sementeira e feno sob diversas marcas e vai permitir que a New Holland alargue sua gama de alfaias agrícolas.

"Esta aquisição irá permitir aumentar e otimizar consideravelmente a oferta da New Holland, com o acréscimo de um portefólio de produtos fundamentais. A longa história de liderança da New Holland no âmbito das ferramentas para feno remonta a 1940, quando introduziu nas explorações agrícolas americanas uma importante inovação na colheita de feno, a primeira enfardadeira com atador automático. Ao longo dos anos, a empresa foi motivada pelo seu compromisso visionário de responder aos requisitos dos clientes e desenvolveu uma oferta completa de equipamento de corte, viragem, apanha, enfardamento e empilhamento de feno", refere a empresa em comunicado.

De acordo com a New Holland, este acordo representa um "elemento importante na estratégia" da companhia, nomeadamente ao adicionar equipamento de lavoura e sementeira ao seu portefólio de produtos.

"A aquisição dos segmentos de Lavoura, Sementeira, e Feno & Forragem da Kongskilde acrescenta uma importante gama de produtos que irá ampliar ainda mais a oferta de produtos da New Holland Agriculture no setor da maquinaria agrícola. Entretanto, a rede de concessionários e importadores da Kongskilde vai continuar a ser o ponto de referência para os respetivos clientes. Este acordo irá criar oportunidades de crescimento e uma plataforma sólida para desenvolver o negócio da Kongskilde e das respetivas marcas. Além disso, iremos integrar gradualmente os seus produtos no portefólio da New Holland", sublinha Carlo Lambro, Presidente de Marca da New Holland Agriculture.

Assunção Cristas acusa o Governo de paralisar a agricultura


11/11/2016, 16:41

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou o Governo de paralisar o setor agrícola, argumentando que não há aprovações novas de fundos comunitários nem reembolsos dos projetos já existentes.

Assunção Cristas acusa o governo de ser culpado da paralisação da agricultura.
MARIO CRUZ/LUSA

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou esta sexta-feira o Governo de paralisar o setor agrícola, argumentando que não há aprovações novas de fundos comunitários nem reembolsos dos projetos já existentes, o que é dramático para os agricultores.

Os fundos comunitários estão parados, não há aprovações novas de fundos comunitários e não há reembolsos das despesas que as pessoas vão fazendo na execução dos seus projetos, o que é dramático, porque os agricultores avançam com o seu dinheiro e ficam muitos meses à espera dos reembolsos", afirmou Assunção Cristas.
Numa visita à Feira Nacional do Cavalo, na Golegã, a ex-ministra da Agricultura do anterior Governo afirmou que "mais uma vez" o PS fica "com uma fotografia muito feia em matéria de agricultura, o que é pena porque o setor estava motivado, mobilizado, cheio de vontade de ir para a frente, em investir bem, em inovar".

Certamente que continuará todo esse esforço e empenho, mas sem a ajuda do Governo e dos fundos comunitários, o que é muito mais difícil", declarou.
Assunção Cristas chegou a cavalo ao Largo do Arneiro, trajando à amazona portuguesa, acompanhada por Veiga Maltez, antigo presidente da Câmara da Golegã em quatro mandatos, independente eleito pelo PS, e presidente da Assembleia Municipal, por um movimento independente.

A líder centrista esteve acompanhada também pelo coordenador autárquico, Domingos Doutel, e pela deputada eleita por Santarém Patrícia Fonseca.

A presidente do CDS recusou pronunciar-se sobre outros assuntos da atualidade, como as questões em torno da administração da Caixa Geral de Depósitos, para se concentrar nos temas do mundo rural.

Tenho vindo todos os anos à Golegã e certamente este ano não deixaria de vir, para dar uma volta, para estar com as pessoas que trabalham todos os dias pelo mundo rural, todos os dias pelo cavalo, que é um dos maravilhosos produtos que o nosso país tem e que tanto pode ser embaixador de Portugal", afirmou.
"O país tem de ser feito de tudo um pouco, não é só de 'startups' tecnológicas, também de tradições, daquilo que corresponde à nossa identidade. O mundo rural representa muito bem essas tradições e pode ajudar a que elas sejam cada vez mais fonte de riqueza para o país", reforçou.
Questionada sobre uma reunião que teve com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, avançada pelo Observador, Cristas recusou revelar o conteúdo do encontro, cuja realização confirmou ter acontecido na quarta-feira.

Ministro afirma que Portugal está a recuperar atraso no financiamento da Agricultura


11/11/2016, 16:39

O ministro da Agricultura disse que o país atingiu os 24% de execução dos fundos do Programa de Desenvolvimento Rural, tendo recuperado o atraso existente.

Portugal estará a recuperar o atraso que tem no financiamento da agricultura, diz ministro
PAULO CUNHA/LUSA

O ministro da Agricultura disse esta sexta-feira na Golegã que o país atingiu os 24% de execução dos fundos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), tendo recuperado o atraso e sendo o 5.º dos 28 Estados-membros com melhor execução.

Capoulas Santos falava durante a cerimónia que esta sexta-feira assinalou os 30 anos da Agrotejo — União Agrícola do Norte do Vale do Tejo, entidade que agraciou com a "medalha de honra" do ministério, num dia que dedicou à Feira Nacional do Cavalo/Feira de São Martinho, que decorre até domingo na Golegã.

Referindo o aumento de 100 milhões de euros de despesa pública orçamentada para 2017 (662 milhões de euros) em relação à despendida este ano, o ministro afirmou que o Governo tem feito um esforço para colocar o PDR, principal instrumento de fundos para a agricultura, "em velocidade cruzeiro", recuperando o atraso que disse ter encontrado quando entrou em funções há um ano.

Capoulas Santos afirmou que nos primeiros dez meses do ano a execução financeira anual atingiu os 77% (434 milhões de euros), sendo atualmente Portugal o 5.º país dos 28 Estados-membros com melhor execução.

Repetindo que quando tomou posse, em novembro de 2015, havia "zero projetos de investimento contratados no âmbito do PDR 2020", o ministro afirmou que até ao momento foram analisadas mais de 20.000 candidaturas, estando 7.200 projetos de investimento na agricultura e na agroindústria "já a pagamento", num montante global de 750 milhões de euros (450 milhões de despesa pública).

O responsável pela pasta da agricultura disse esperar ter a situação dos cerca de 30.000 projetos que foram entrando nos sucessivos avisos de abertura "completamente normalizada até ao final do primeiro trimestre" de 2017.

Já se avançou imenso e em relação a pagamentos só no mês de outubro pagaram-se cerca de 520 milhões de euros aos agricultores", antecipando o pagamento das ajudas na ordem dos 70%, no que foi "provavelmente o maior pagamento de sempre", disse.
Capoulas Santos afirmou ainda que estão neste momento em negociação 150 processos de internacionalização com três dezenas de países, referindo a abertura recente dos mercados da Costa Rica e da Colômbia e a negociação "muito avançada" com os Estados Unidos da América e com a China.

Sobre o projeto de emparcelamento da Golegã, Azinhaga e Riachos, promovido pela Agrotejo, o ministro afirmou que, sendo o único candidato ao concurso que foi aberto, só depende dos promotores conseguir os 5 milhões de euros disponíveis para avançar com a obra em 2017.

Capoulas Santos afirmou que a distinção da Agrotejo com a medalha de honra do Ministério da Agricultura vem reconhecer a capacidade de liderança e de vontade dos agricultores se organizarem, tornando-se competitivos, num "percurso notável" que "corresponde ao da nossa integração europeia".

A sessão terminou com a entronização do ministro como "romeiro honorário" de S. Martinho – confraria criada há 16 anos para defender as tradições equestres portuguesas -, durante a bênção dos romeiros realizada em frente à igreja matriz da Golegã, tendo Capoulas Santos recebido a capa vermelha cortada ao meio que é colocada sobre o ombro esquerdo.

Sublinhando que a lenda de S. Martinho se baseia "num gesto de solidariedade por aqueles que mais precisam", o ministro disse à Lusa que esses são valores que o "norteiam, também enquanto socialista", e que são "mais necessários do que nunca no mundo conturbado em que vivemos".

Capoulas Santos cruzou-se à saída do edifício com a sua antecessora, a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, que compareceu, montada a cavalo e na companhia do anterior presidente da Câmara da Golegã, Veiga Maltez, já no final de uma cerimónia que contou com a presença de outros antigos ministros da Agricultura, como Gomes da Silva e Arlindo Cunha.

Voluntários da Corticeira Amorim plantam 2000 sobreiros em Mora



Iniciativa será feita em parceria com a Quercus e decorrerá no próximo sábado, assinalando a plantação de mais de 15000 árvores autóctones pelos colaboradores da empresa

 

Numa iniciativa conjunta, 80 voluntários  da Corticeira Amorim vão plantar 2000 sobreiros em Mora, com o apoio da Quercus. A ação terá lugar no próximo sábado, dia 12 de Novembro, a partir das 10h30m, na Herdade da Barroca, na Freguesia da Pavia, uma propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Mora.

Promovida pelos voluntários da Corticeira Amorim, no âmbito do Programa Escolha Natural da empresa e à luz do Projeto Floresta Comum, da Quercus, esta nova reflorestação resultará num total de 15500 árvores autóctones plantadas em Portugal,  especialmente sobreiros, desde 2011.

Como habitual, os sobreiros foram cedidos pelo Projeto Floresta Comum, mas desta vez a plantação terá lugar  na região do Alentejo, uma das áreas do país onde se encontra uma grande mancha de florestas de sobro e onde aquela que é a Árvore Nacional de Portugal encontra condições ideais de sobrevivência.

Portugal é líder mundial em termos de área de florestas de sobreiros, que estão distribuídas pela Bacia Ocidental do Mediterrâneo e que desempenham um papel muito relevante em termos de retenção de CO2 (estudos recentes apontam para uma capacidade de absorção que pode atingir 14,7 toneladas por hectare/ano), na regulação do ciclo hidrológico, fomentando simultaneamente uma biodiversidade de importância equiparada a regiões como a Amazónia, o Bornéu ou a savana africana.

A Corticeira Amorim é parceira do Projeto Floresta Comum desde o lançamento da iniciativa, apoiada pelas receitas do programa de reciclagem de rolhas Green Cork, que revertem na totalidade para o financiamento da preservação da floresta autóctone portuguesa.

 

Presidente da República incentiva regresso à agricultura


 11.11.2016 08h31

Presidente da República disse hoje no Cadaval que a aposta na agricultura assegura o futuro do país, defendendo que os produtores são "heróis anónimos" ao contribuírem para a riqueza nacional.

"Já toda a gente percebeu a importância da agricultura e o regresso à terra só dá razão àqueles que sempre estiveram ligados à terra a produzir com qualidade e com a preocupação de se associarem", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa num jantar com produtores e exportadores de pera rocha em Pragança, Cadaval.

Para o chefe de Estado, apostar na agricultura é "construir o futuro do país".

Nesse sentido, elogiou o papel dos agricultores enquanto "heróis anónimos", "não só por criarem riqueza, como também por contribuírem para a economia", com o investimento e a exportação de produtos para todo o mundo.

Dando o exemplo da pera rocha, sublinhou que é o produto hortofrutícola com maior saldo positivo na balança comercial, é vendida em mais de 20 países, tem uma produção de 200 mil toneladas, cinco mil produtores e 10 mil hectares de pomares, o que permite "gerar milhares de postos de trabalho".

Para Marcelo Rebelo de Sousa, que admitiu gostar de pera rocha, "valeu a pena e vale a pena" a produção associar-se para tornar o setor mais competitivo.

Lusa

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

97% dos alimentos da União Europeia não apresentam resíduos de fitofarmacêuticos, diz EFSA


por Ana Rita Costa- 2 Novembro, 2016

A conclusão é do mais recente relatório anual da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA): de todas as amostras recolhidas em 2014 na União Europeia, 97% encontravam-se livres de resíduos de produtos fitofarmacêuticos ou continham vestígios que estão dentro dos limites legais.

O estudo analisou cerca de 83 000 amostras de alimentos recolhidos nos 28 Estados-Membros da União Europeia e confirma que a indústria tem cumprido a legislação comunitária. O Diretor Executivo da ANIPLA, António Lopes Dias, refere que a associação está satisfeita com estes resultados e indica que "este estudo vem apenas reconfirmar algo sobre o qual nos batemos diariamente: os produtos alimentares produzidos na Europa têm elevada segurança."

António Lopes Dias espera ainda que estes estudos possam trazer alguma tranquilidade aos cidadãos, porque, "apesar de haver um enorme volume de informação segura e válida sobre segurança na produção dos alimentos, as famílias europeias mostram-se cada vez mais vulneráveis a campanhas agressivas de contrainformação e desinformação contra a indústria agroalimentar. São campanhas que apresentam factos pouco fundamentados e estudos pouco claros, que colocam em causa métodos e práticas de uma indústria séria e segura que atua sobre intenso escrutínio das agências europeias"

As conclusões mostram ainda que das amostras aos alimentos para bebés, 91,8% continham valores não quantificáveis de resíduos de pesticidas. Jose Vicente Tarazona, Head of Unit na EFSA, explica em comunicado que "as elevadas taxas de conformidade registadas para 2014 estão em conformidade com os resultados dos anos anteriores, o que significa que a UE continua a proteger os consumidores".

Olivicultores do Sul preocupados com execução do PDR 2020


por Ana Rita Costa- 9 Novembro, 2016

A Olivum – Associação de Olivicultores do Sul está preocupada com a execução do PDR 2020, nomeadamente "no que respeita a alguns atrasos na análise aos projetos submetidos". Numa nota enviada esta semana às redações, a associação refere que existe um "desajuste de critérios de elegibilidade que penalizam os olivicultores e o setor em geral."

"A Olivicultura tem sido um dos maiores exemplos de modernização e investimento agrícola no país, onde se destaca a zona sul alentejana, sendo prova evidente o facto de a cultura representar mais de 50% da área abrangida pelo perímetro de rega do Alqueva e ter contribuído decisivamente para os elevados níveis de produção atingidos por Portugal na passada campanha, que permitiram superar os históricos níveis de produção da década de 50 do século passado. A produtividade agora alcançada, graças aos investimentos recentemente feitos no setor, permite que Portugal se posicione no panorama mundial como um país exportador de azeite de qualidade, contribuindo favoravelmente com essas exportações (sobretudo para Espanha e Itália) para o equilíbrio da balança comercial do país", defende a Olivum em comunicado.

De acordo com a associação é "imperativo" que sejam "revistos e reajustados os critérios de hierarquização que estão a ser utilizados nas candidaturas, sendo claramente penalizadores para o setor da olivicultura".

A Olivum acredita que embora alguns desses critérios sejam "legítimos e adequados a outro tipo de culturas/atividades", não estão adaptados à "realidade da olivicultura moderna". "Assim, os projetos de investimento nos novos olivais apenas poderão aspirar a uma pontuação máxima de 60% da VGO (12 pontos) o que, atendendo às baixas dotações orçamentais e aos inúmeros projetos apresentados, faz com que o setor fique praticamente excluído de ajudas no âmbito deste programa PDR2020, pelo que se torna imperativo salientar a necessidade de reajustes que não travem a dinâmica do setor", sublinha.

Nesse sentido, a associação diz já ter alertado o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, pedindo uma "discussão positiva sobre este tema, com vista à construção de uma solução para os problemas apresentados, realçando que ao manterem-se as regras de candidatura do PDR2020 os olivicultores saem objetivamente enfraquecidos e em desvantagem aos demais agricultores."

Sapec Agro vende unidade agrícola


por Ana Rita Costa- 8 Novembro, 2016

A Sapec chegou a acordo para vender a sua unidade de produtos agrícolas ao fundo de private equity Bridgepoint. De acordo com o Jornal de Negócios, a operação está avaliada em 456 milhões de euros e pode fazer deste um dos maiores negócios do ano em Portugal.

O Grupo Sapec já havia anunciado a sua intenção de alienar a unidade agrícola do seu negócio, mas parece que o acordo só agora chegou. Como explica o Jornal de Negócios, as empresas que serão vendidas estão "integradas na portuguesa Sapec Agro e espanhola Trade Corporation International", sendo que 318,38 milhões de euros dizem respeito aos ativos da companhia e o restante valor é dívida.

O negócio está agora sujeito à aprovação das autoridades reguladoras, mas de acordo com as empresas não deverão ser colocados problemas de regulação. A Sapec Agro é conhecida pela distribuição de produtos como herbicidas, fungicidas e inseticidas e em 2015 arrecadou receitas de 223 milhões de euros.

Eric van Innis, CEO da Sapec Agro Business, que continuará a liderar o negócio na nova estrutura acionista refere que "considero esta transação, por um lado como um reconhecimento dum trabalho bem feito de toda uma equipa de pessoas e profissionais e, por outro, como uma prova muito forte de confiança do novo acionista nesta mesma equipa, que vai ter de corresponder e respeitá-lo. O novo acionista partilha as nossas ambições e o objetivo passa por acelerar o crescimento do nosso negócio criando oportunidades em novos mercados, lançando novos desenvolvimentos e novas soluções agrícolas para os nossos clientes. Estes são tempos muito entusiasmantes para a Sapec Agro Business e para os seus clientes, num mercado muito atrativo e em crescimento".

Este tem sido um ano em grande para as empresas do setor. No início de setembro, e depois de um longo 'namoro', a Bayer chegou finalmente a acordo para a compra da Monsanto por 59 mil milhões de euros.

sábado, 5 de novembro de 2016

Baixa do preço do milho e soja nos mercados internacionais

03-11-2016 
 

 
O início da semana foi muito animado no mercado internacional dos cereais, que recebeu muita pressão pelas cotações dos Estados Unidos da América e com o dólar a debilitar-se perante o euro.

Esta situação favoreceu a ascensão da oferta comunitária. O final da colheita norte-americana, com 90 por cento de soja e 80 por cento de milho, confirmam-se as estimativas previstas para a produção, tendo também em conta a pressão dos fundos de venda antes das eleições dos Estados Unidos e a possível subida dos tipos de interesses em Dezembro por parte do FED, de acordo com a avaliação de Toño Catón, director das Culturas Arvenses das Cooperativas Agroalimentarias.

O preço da soja baixou perante a expectativa que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA) reviu em alta para os valores da produção. Um aspecto positivo é a procura seguir a um ritmo recorde, evitando que as existências disparem.

Em relação ao milho, os preços também caíram, apesar de uma activa procura e das boas exportações dos Estados Unidos da América (EUA). A descida é consequência da preocupação nos EUA para que se possa dar uma fácil saída à grande oferta e manter um bom ritmo exportador. Espera-se que a informação de previsões do USDA de Novembro, publicada na próxima semana, tenha um importante efeito nos mercados.

Quanto ao trigo, é um cereal que não manteve o retorno do preço, devido à pressão em baixa de milho e soja, para além da influência da meteorologia, assinala Toño Catón, já que as próximas chuvas beneficiam os trigos cultivados. Ou seja, o trigo necessita de uma maior procura para manter os preços a longo prazo.

No caso do trigo duro do Canadá, o excesso de chuvas tem vindo a prejudicar e afecta as perspectivas pra o grão de qualidade. Água e neve retardaram e, inclusive, parou a colheita, oque vai afectar a sanidade do grão.  

Fonte: Agrodigital

Área de agricultura biológica aumentou 14,4% desde 2010 em Portugal


Portugal chegou a 2015 com uma área dedicada a agricultura biológica de 241.375 hectares. Na União Europeia, só o Reino Unido e a Holanda registaram um decréscimo entre 2010 e 2015.
Área de agricultura biológica aumentou 14,4% desde 2010 em Portugal
Correio da Manhã

Isabel  Aveiro Isabel Aveiro ia@negocios.pt

27 de Outubro de 2016 às 20:22~

O território português tinha, no final do ano passado, 214.375 hectares de área agrícola dedicada a culturas biológicas, segundo os últimos dados analisados pelo Eurostat, divulgados esta quarta-feira, 25 de Outubro.

Os números, segundo o gabinete de estatística da União Europeia, representam um aumento de 14,4% face à área de agricultura biológica que o país detinha em 2010. Em termos de peso sobre toda a á área agrícola cultivada, o peso aumento 0,7 pontos percentuais entre 2010 e 2015, para 6,5%.

A agricultura biológica ("orgânica" na definição inglesa e adoptada por alguns Estados-membros) "combina as melhores práticas ambientais, um nível elevado de biodiversidade, a preservação de recursos naturais e padrões elevados de produção baseados em substâncias e processos naturais", recorda o Eurostat. "Fornece uma resposta específica do mercado a uma procura específica do consumidor", ao mesmo tempo que cumpre os requisitos em termos de "protecção do ambiente, bem-estar animal e desenvolvimento rural", acrescenta.

Nos 28 Estados-membros que compõem a União Europeia, havia "mais de 11 milhões de hectares de área certificada ou em conversão em 2015" de agricultura biológica, representativa de 6,2% ta área agrícola utilizada na UE naquele ano.

No espaço europeu comunitário, a "Espanha, Itália, França e Alemanha registaram as mais extensas áreas agrícolas biológicas assim como o maior número de produtores biológicos em 2015, respondendo em conjunto por mais de 52%" quer do total da área dedicada como dos produtores dedicados.

A maior percentagem de área agrícola utilizada dedicada a culturas biológicas "foi registada na Áustria", com um quinto (20% ou 552 mil hectares). É seguida pela Suécia (17%, ou 510 mil hectares) e pela Estónia (16% ou 156 mil hectares).

Malta (com 0,3% ou 30 hectares), Irlanda (1,6% ou 73 mil hectares) e Roménia (1,8% ou 246 mil hectares) são os países em que a percentagem de agricultura biológica é a mais baixa sobre a área total agrícola utilizada.

Entre 2010 e 2015, 26 dos 28 Estados-membros, ainda assim, registaram aumentos das suas áreas agrícolas biológicas. Apenas o Reino Unido e os Países Baixos registaram um decréscimo da área dedicada a esta forma de fazer agricultura, de 29% e 4%, respectivamente.

Em sentido contrário, os maiores aumentos verificaram-se na Croácia (mais 377%), Bulgária (mais 362%) a França (mais 61%) e a Irlanda (mais 53%) foram os Estados-membros em que se verificaram maiores crescimentos da área agrícola biológica entre 2010 e 2015.

domingo, 30 de outubro de 2016

Governo dedica próximo Conselho de Ministros à Reforma da Floresta


25/10/2016, 23:30

O Conselho de Ministros de quinta-feira vai ser dedicado à Reforma da Floresta, com a reunião agendada para o Centro de Operações e Técnicos Florestais, na Lousã, anunciou esta terça-feira o Governo.

"Mais do que combater incêndios é necessário preveni-los e para os prevenir é preciso uma gestão ativa de uma floresta sustentável"

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou em setembro um conselho de ministros exclusivamente dedicado à política florestal.

A reunião deverá começar pelas 10h15, depois da habitual "fotografia de família" e apresentação de cumprimentos ao primeiro-ministro pelo grupo de sapadores florestais em formação naquele centro.

Vamos ter um Conselho de Ministros extraordinário dedicado exclusivamente à política florestal, porque a valorização do nosso território significa valorizar um dos maiores ativos, que é a floresta", explicou António Costa, ao discursar em Braga, a 11 de setembro, numa iniciativa da Juventude Socialista.
Costa frisou, na altura, que o país não pode conformar-se em ver, todos os anos, a floresta a arder.

Temos de fazer agora da floresta uma reforma com a dimensão da de há 10 anos. […] Mais do que combater incêndios é necessário preveni-los e para os prevenir é preciso uma gestão ativa de uma floresta sustentável, de uma floresta sofisticada, de uma floresta que seja fonte de riqueza e não uma ameaça à segurança das populações e dos seus bens", salientou então o primeiro-ministro.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Terrenos florestais e agrícolas não registados vão passar para o Estado

27/10/2016, 8:00572

Medida será aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, e prevê isenção de taxas para o registo de terrenos até ao fim de 2018. Depois, os terrenos não reclamados passam para o Estado.


A partir de 2019, os terrenos que não tiverem sido registados passam para o chamado Banco de Terras, gerido durante 15 anos pelo Estado
PAULO NOVAIS/LUSA

Há novas regras para os terrenos agrícolas e florestais que não estejam registados. O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, leva esta quinta-feira ao Conselho de Ministros dedicado à reforma florestal, na Lousã, uma medida que prevê a integração dos terrenos sem proprietário num banco de terrenos gerido pelo Estado, que depois as entregará a sociedades gestoras. O objetivo é promover a criação de postos de trabalho nas regiões rurais, no entender do Ministério.

Para já, os proprietários de terrenos não registados têm dois anos anos — até 31 de dezembro de 2018 — para efetuar esse registo. Se o fizerem antes desse prazo, ficam isentos de taxas e emolumentos. Ouvido pelo Jornal de Notícias, Capoulas Santos sublinha que, "por vezes, diz-se que custa mais registar um terreno do que o valor que o prédio tem". A solução encontrada foi a criação de um Balcão Único Predial, onde poderá ser feito este registo sem custos até ao final de 2018.

A partir de 2019, os terrenos que não tiverem sido registados passam para o chamado Banco de Terras, gerido durante 15 anos pelo Estado. Ainda será possível, durante esses 15 anos, reclamar o terreno e registá-lo, mas, agora, sem isenção de custos. No final desse período, os terrenos passam definitivamente para o Estado, e serão geridas por sociedades de Gestão Florestal, que terão incentivos à exploração dos terrenos para promoverem o emprego rural. Um dos principais deveres destas sociedades, que poderão ser compostas por qualquer grupo de cidadãos, é a de manter os terrenos limpos e prevenir os incêndios.

O Governo vai promover um "generoso regime de incentivos financeiros e fiscais", nas palavras de Capoulas Santos ao JN. O dinheiro para este programa, segundo a TSF, deverá vir do Fundo Florestal Permanente e dos fundos comunitários (até 2020, serão cerca de 500 milhões para as florestas).

O Conselho de Ministros desta quinta-feira vai ser dedicado à Reforma da Floresta, com a reunião agendada para o Centro de Operações e Técnicos Florestais, na Lousã, no distrito de Coimbra. O primeiro-ministro, António Costa, anunciou em setembro um conselho de ministros exclusivamente dedicado à política florestal. Costa frisou, na ocasião, que o país não pode conformar-se em ver, todos os anos, a floresta a arder.

"Temos de fazer agora da floresta uma reforma com a dimensão da de há 10 anos. […] Mais do que combater incêndios é necessário preveni-los e para os prevenir é preciso uma gestão ativa de uma floresta sustentável, de uma floresta sofisticada, de uma floresta que seja fonte de riqueza e não uma ameaça à segurança das populações e dos seus bens", salientou então o primeiro-ministro.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

AICEP: “Alqueva tem sido um íman para atrair investidores a Portugal”

O sector agrícola nacional tem vindo a atrair novos investidores nos últimos anos, tendo o regadio do Alqueva como catalisador, explicou esta terça-feira Luís Castro Henriques, da AICEP.

Isabel  Aveiro Isabel Aveiro ia@negocios.pt
25 de Outubro de 2016 às 17:57

Há duas novas tendências no Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no sector agrícola nacional, explicou esta terça-feira, 25 de Outubro, Luís Castro Henriques (na foto), administrador da AICEP – Portugal durante a segunda edição da McDonald's Business Iniciative for Agriculture (MBIA) Talk, que decorreu em Lisboa.

Uma é local. "O desenvolvimento do Alqueva tem atraído cada vez mais investidores estrangeiros a Portugal", afirmou, que vêem na "área de regadio" permitida pela barragem a possibilidade de expansão.

Sem nunca mencionar os nomes das empresas e entidades que contactaram a agência de captação de investimento estrangeiro para o país, Castro Henriques assegurou que à AICEP tanto chegam pedidos de investidores para a localização de "100 mil hectares" de terreno arável, como em "procura de parceiros específicos" em troca de "acesso a mercados" internacionais.

"O Alqueva tem sido um íman para atrair investidores a Portugal", garantiu o administrador da AICEP, enfrentando uma vantagem – "muitos produtores de nicho com muita qualidade" e uma desvantagem – "um problema de escala" quando toca a abastecer mercados maiores. No entanto, para Castro Henriques, "a vantagem da qualidade sobrepõe-se" normalmente sobre potenciais ameaças.

Na análise feita pelo gestor da agência de investimento, há ainda que salientar uma "alteração gradual da proveniência dos investidores". Ou seja, se antes o IDE na agricultura nacional estava indexado aos nossos principais parceiros de comércio internacional – "Espanha, França, Alemanha e Reino Unido" – actualmente "cada vez vêem mais de outros países".
A diversificação faz-se sobretudo pela Ásia. "Do Japão", de onde vem uma "taxa de interesse crescente", e "da China" – cujos investidores "ou querem fazer parcerias ou comprar empresas" no sector agro-alimentar em Portugal.

"São pedidos de esclarecimento e projectos tangíveis" vindos do continente asiático, mas também americano, garantiu, que estão a acontecer neste momento no sector agrícola português. E que, em alguns casos de interesse chinês, têm trazido já cadeias de distribuição ao território, à procura de fornecedores alimentares.

A procura é, sobretudo, pela qualidade. E é nesta que o gestor da AICEP defende que produtores portugueses têm que assentar a sua estratégia e marketing nos contactos comerciais internacionais.

Castro Henriques salientou ainda que, nos últimos anos, as empresas agro-alimentares registaram um crescimento de 30% nas exportações. Frisou que "a exportação média" de uma empresa do sector primário é de "um milhão de euros". Ganhar escala pela cooperação com vários produtores é crucial no acesso ao mercado, concluiu.

Governo já contratou investimento de 760 milhões na agricultura

Nos últimos 11 meses, foi aprovada a contratação pelo Estado de 7.100 projectos com investimentos de 760 milhões de euros em explorações e na transformação e comercialização de produtos agrícolas, segundo o secretário de Estado da Agricultura.

Governo já contratou investimento de 760 milhões na agricultura

Isabel  Aveiro Isabel Aveiro ia@negocios.pt
25 de Outubro de 2016 às 15:54

Quando tomaram posse das funções executivas, há pouco menos de um ano, os actuais titulares da pasta da Agricultura encontraram "29 mil candidaturas a apoios" no investimento no sector, dos quais "70% já foram analisadas" desde então, defendeu esta terça-feira, 25 de Outubro, Luís Medeiros Vieira.

O actual secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, que falava durante a segunda edição da Mcdonald's Business Iniciative for Agriculture (MBIA) Talk, garantiu ainda que, nos últimos 11 meses, foram "contratados 7.100" projectos para investimento no sector – nomeadamente em explorações agrícolas e na transformação e comercialização de produtos agrícolas.

Tal contratação – entre os Estado e as entidades responsáveis pelas candidaturas, onde se contam agricultores, empresas, associações e organizações de produtores – representa, contabilizou Medeiros Vieira na manhã desta terça-feira, 25 de Outubro, 760 milhões de euros de investimento no global. Com "400 milhões de euros de apoios a fundo perdido", financiados pelo Plano de Desenvolvimento Rural 2020 (PDR 2020), sublinhou.

"No final do primeiro trimestre de 2017", estimou, o Ministério espera "ter todas as candidaturas decididas" deste lote. Paralelamente, no próximo mês de Novembro, garantiu ainda o governante, "vão abrir em Novembro novas candidaturas" para as mesmas medidas – investimento em explorações agrícolas (3.2.1) e na transformação e comercializações de produtos agrícolas (3.3.1) – conforme, aliás, está previsto no calendário do PDR 2020.

Investigação com 30 milhões
No caso específico de projectos de inovação na agricultura em parceria – agricultores, organizações de produtores, empresas e academia – foram recebidos 360 candidaturas, das quais "foram já seleccionadas 250", adiantou o secretário de Estado. Neste processo, que estará terminado até 30 de Novembro, os candidatos concorrem a financiamento (também do PDR 2020) de 30 milhões de euros – dos quais 75% do valor elegível é apoiado a fundo perdido.

À plateia de empreendedores em projectos agrícolas, Medeiros Vieira relembrou ainda que, além do financiamento ao investimento viabilizado pela Política Agrícola Comum (PAC) e materializado no actual PDR 2020, existe um protocolo, em vigor, subscrito entre o Estado e nove bancos, que totaliza 900 milhões de euros de apoios.

Quatro tornados registados no Alentejo e Algarve


 25.10.2016 22h43

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) admitiu existirem "registos compatíveis" com a ocorrência de quatro tornados no Algarve e no Alentejo, na segunda-feira e terça de madrugada.

"De acordo com os relatos existentes e com as declarações da Autoridade Nacional de Proteção Civil e das corporações locais dos Bombeiros, há registos compatíveis com a ocorrência de quatro tornados", refere, em comunicado, o IPMA.

O primeiro tornado ocorreu na cidade de Olhão às 19:45 de segunda-feira e pouco antes das 21:30 um outro ocorreu no concelho de Serpa, no distrito de Faro e Beja, respetivamente.

"Cerca das 23:00 foi atingida uma zona rural em Pedrogão do Alentejo, no concelho da Vidigueira [distrito de Beja], e pouco depois da meia-noite (inicio da madrugada de hoje), novamente no concelho de Serpa, a quarta ocorrência afetou uma exploração agrícola", explica o IPMA.

Os quatro casos estão a "ser documentado em detalhe pelo IPMA e vão ser analisados com base na observação meteorológica existente, devendo a informação ser disponibilizada assim que possível", acrescenta no comunicado o Instituto.

O mau tempo registado durante segunda-feira e início da madrugada provocou inundações e queda de árvores nos distritos Beja, Évora, Faro.

Lusa