terça-feira, 18 de junho de 2013

Milhares de amostras destruídas por falta de dinheiro

GRANDE INVESTIGAÇÃO DN


por Marina Marques e Sílvia FrechesOntem48 comentários

Os laboratórios de referência constituem uma das maiores brechas do
longo percurso de controlo da cadeia alimentar. A Comissão Europeia já
ameaçou o País com pesadas multas. Portugal tem gasto dinheiro na
recolha de amostras, mas nem sempre a sua análise é feita e, por
vezes, quando o resultado chega, já o produto foi consumido.

A história repete-se desde 2006: Portugal não consegue cumprir o Plano
Nacional de Controlo Plurianual Integrado, que engloba os 36 planos de
segurança alimentar, imposto pela Comunidade Europeia, devido a
dificuldades financeiras que afetam sobretudo os laboratórios de
referência. Anualmente, milhares de amostras de alimentos recolhidas
no âmbito dos planos nacionais de controlo de resíduos e de pesticidas
acabam por ser destruídas porque não há resposta dos laboratórios.
Isso mesmo foi verificado pelo DN em documentos oficiais a que teve
acesso e confirmado pelo secretário de Estado da Alimentação e
Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito. Mas o governante
garantiu ao DN, na entrevista publicada ontem, no arranque da Grande
Investigação sobre segurança alimentar, que este ano todos serão
integralmente cumpridos.

Outra situação preocupante nesta área essencial para o controlo e
prevenção de problemas de origem alimentar é o longo tempo que separa
a recolha da amostra e a obtenção do resultado das análises. O atraso
chega quase aos dois anos em alguns casos, o que significa que mesmo
que seja detetado qualquer problema, já o produto em causa desapareceu
das prateleiras das lojas.

Estas situações têm sido alvo de fortes críticas por parte do Serviço
Alimentar e Veterinário (Food and Veterinary Office, na designação
inglesa), a entidade fiscalizadora da segurança alimentar da Comissão
Europeia, que anualmente realiza várias auditorias nos países da União
Europeia.

Portugal já foi mesmo ameaçado da aplicação de multas pelo
incumprimento na análise das amostras. Ainda no ano passado, o atual
secretário de Estado, Nuno Vieira e Brito, então diretor-geral da
Alimentação e Veterinária (DGAV), teve de enviar para um laboratório
de Inglaterra grande parte das cerca de oito mil amostras do Plano
Nacional de Controlo de Resíduos (PNCR). Foi a solução encontrada para
evitar que Portugal pagasse uma pesada multa e uma repreensão que
poderia ter custos económicos elevados.

Isto porque, apesar das recomendações feitas em auditorias realizadas
em 2003 e 2008 pelo Serviço Alimentar e Veterinário (SAV), em 2012
alguns dos problemas apontados continuavam sem resolução. E o mais
recente relatório da entidade europeia, de fevereiro deste ano,
assinala que "face aos sucessivos atrasos dos laboratórios portugueses
em desenvolveram os métodos acreditados e validados para responder ao
requisitos comunitários em várias áreas, existe a necessidade de
implementação de uma estratégia global para os laboratórios que
racionalize os recursos dentro de um período de tempo bem definido".

Fonte oficial do Serviço Alimentar e Veterinário da Comissão Europeia
afirmou ao DN que "as autoridades portuguesas competentes asseguraram
a resolução das deficiências apontadas pelas auditorias".

O que não foi feito

Um documento ao qual o DN teve acesso mostra que a 11 de maio de 2007
foi decidido "proceder à destruição das 900 amostras referentes ao
PNCR de 2006". Uma decisão tomada por unanimidade pela Direção-Geral
de Veterinária, a ASAE e o Laboratório Nacional de Investigação
Veterinária (LNIV), atual INIAV (Instituto Nacional de Investigação
Agrária e Veterinária).

Uma realidade que não surge referenciada no relatório de resultados do
PNCR de 2006. Logo à partida, este relatório mostra que ficaram por
recolher 975 amostras das 7666 planeadas, ou seja, 12,7% do plano não
tinha sido executado. Um valor que aumenta para quase 25% depois de se
juntar as 924 amostras que foi decidido destruir. No entanto, o
documento não faz qualquer referência ao facto de terem ficado por
analisar as referidas amostras.

Mas este não foi caso único. Em 2009, mais precisamente a 4 de
dezembro, o diretor-geral de Veterinária, ao LNIV, reconhece novo
incumprimento deste importante plano: "No âmbito do Plano Nacional de
Controlo de Resíduos de 2008, verificou-se a impossibilidade do
Laboratório Nacional de Investigação Veterinária realizar algumas
determinações analíticas por motivos vários." Por isso, "atendendo à
sua inutilidade na medida em que os resultados do PNCR já foram dados
como concluídos e apresentados à Comissão Europeia, foi determinada a
destruição das amostras em stock".

Desta vez, o universo chega às 924 amostras e este incumprimento torna
a ser omitido no relatório apresentado em Bruxelas. O documento indica
a recolha de 8467 amostras, mais 828 do que as planeadas, mas regista
que todas foram analisadas: 8430 com resultados negativos e 37
positivos, perfazendo as 8467 recolhidas.

Só no relatório dos resultados do PNCR de 2011, surge pela primeira
vez o reconhecimento por parte de Portugal que das 7809 amostras
recolhidas pela ASAE e pela então DGV, agora DGAV, 2200 ficaram por
analisar. E, segundo confirmou ao DN Nuno Vieira e Brito, a situação
em 2012 corria o risco de seguir caminho semelhante. O plano foi
iniciado apenas em agosto e, para assegurar o seu cumprimento,
Portugal teve de recorrer a um laboratório inglês, o LGC Science &
Technology.

Mas os problemas não existem apenas neste plano - um dos 36
referenciados no Plano Nacional de Controlo Plurianual Integrado de
2009-2011, o último disponível, sendo que, segundo fonte oficial do
Ministério da Agricultura, o próximo está a ser ultimado. No Plano de
Controlo de Pesticidas, também têm surgido vários incumprimentos. No
ano passado, não foi executado, apesar de algumas amostras terem sido
recolhidas. E no relatório referente a 2011 são apontadas algumas
falhas, apesar de também assinalar o acréscimo de amostras
relativamente ao ano anterior (mais 116, para um total de 865), com
uma taxa de cumprimento do programa de 88,9%.

"Lamenta-se, tal como nos anos anteriores, o facto de o programa não
ter sido executado na totalidade por limitações técnicas, que incluem
a não disponibilidade de equipamento apropriado para a determinação de
alguns pesticidas e pela falta de recursos humanos em alguns
laboratórios da rede nacional. Também se verificaram dificuldades por
parte da ASAE na colheita de algumas amostras."

Quanto ao seguimento dado às infrações detetadas (em 24 das 865
amostras), "a eficácia destas ações poderá ter sido limitada pelos
tempos entre a receção das amostras e a obtenção pelo laboratório do
resultado da análise pelo LRP. Em consequência das falhas, sobretudo
de equipamentos e de recursos humanos, ocorreram elevados tempos de
resposta no Laboratório Nacional de Referência (LRP em Oeiras).

O relatório de uma auditoria europeia realizada no final de 2011 a
este plano, juntamente com o de resíduos de medicamentos veterinários,
assinala a discrepância de informações prestadas pela então DGV e a
análise dos dados: "De acordo com a DGV, o Plano de Controlo de
Resíduos de 2010 foi completamente aplicado. Porém, a análise dos
dados revelou que tal não era o caso."

A diretora de serviços do Departamento de Riscos Alimentares e
Laboratórios da ASAE, Graça Mariano, confirmou ao DN que a entidade
que representa fez a recolha de amostras, mas não esclareceu qual o
destino dado às mesmas: "A ASAE faz apenas a colheita das amostras de
acordo com o plano que nos é remetido anualmente. As análises são
feitas em laboratórios do Ministério da Agricultura."

Efeitos na saúde pública

O presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Saúde Pública
admite que -independentemente do plano ser plenamente cumprido -
existe algum risco para a saúde publica associado à questão dos
pesticidas, uma vez que o controlo é "muito complexo". Mário Jorge
Santos explica que as análises que são feitas "podem não contemplar
muitos pesticidas porque não estão homolgados pelo Ministério da
Agricultura. Há dezenas de produtos dessa natureza que surgem e que,
muitas vezes, não são analisados."

O especialista em saúde pública identifica ainda como problema "a
aliteracia de alguns agricultores que não sabem utilizar os
pesticidas: ou utilizam em alturas indevidas ou em quantidades
elevadas, que podem ser prejudiciais para a saúde pública".

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3269477&page=-1

Inspeções da ASAE levam 1915 à prisão

GRANDE INVESTIGAÇÃO - SEGURANÇA ALIMENTAR



por Sílvia FrechesHoje23 comentários

Desde que foi criada, em 2006, a Autoridade de Segurança Alimentar e
Económica já enviou para os tribunais 3477 processos-crime. Só nos
primeiros três meses deste ano, nas 1885 inspeções realizadas foram
detidas 164 pessoas e encerrados 319 estabelecimentos

Vinte cinco mil operações, 45 mil brigadas, 126 mil operadores
inspecionados, 34,4 milhões de euros de mercadoria apreendida... Os
números, por si só, "denunciam" o seu responsável: Autoridade da
Segurança Alimentar e Económica, ASAE.

Segundo o relatório a que o DN teve acesso, só na área alimentar,
desde que começou a atuar em 2006 e até março do corrente ano, esta
entidade fiscalizadora já deteve 1915 pessoas. Um número que
representa 29,5% das detenções totais da ASAE (6503). Nos primeiros
três meses deste ano já foram levadas ao juiz 164 pessoas que
manuseiam alimentos. Esta é, sem dúvida, uma taxa elevada quando
comparado com 2012: em 12 meses houve 283 detenções.

O abate ilegal, a venda de produtos estragados e a fraude sobre
mercadorias estão na base da maioria das detenções efetuadas pela
ASAE, que tem competência para deter quando existe flagrante delito.
Uma das mais importantes ações aconteceu numa exploração em Sines,
onde era feito o abate ilegal para consumo humano. O local funcionava
como um minimatadouro e teve uma vigilância apertada da ASAE durante
algum tempo, até que as suas brigadas avançaram para o terreno numa
altura em que se procedia ao abate de ovinos e caprinos. Sete pessoas
foram detidas e acabaram por ser condenadas com penas de prisão,
convertidas em multa. Foi apreendida a mercadoria constituída por
animais vivos e outros já abatidos. "Esta foi uma das operações mais
marcantes da ASAE", como admitiu ao DN Filipe Meirinho, diretor de
operações da entidade, que conta com cerca de 260 inspetores e que por
mês têm que realizar pelo menos 600 operações.

No balanço da atividade acumulada (até março de 2013), em todos os
campos de atuação, a ASAE realizou 51997 operações, 48% das quais na
área alimentar. O número de infrações detetadas ascendem a 113 mil e
mais de metade (64565) são provenientes da alimentação (57%). Na
sequência dessas ações foram instaurados 13536 processos crime, 25,6%
(3477) alimentares. Já do total (8049) dos estabelecimentos
encerrados, 6641(82,5%) foram operadores que lidam com alimentos .

"Numa altura destas de crise profunda a ASAE só ajuda a agravar mais
as dificuldades financeiras dos comerciantes", desabafou ao DN um
responsável de um operador que recusou identificar-se e que diz
receber quase todos os meses a visita de uma brigada .

O abuso de poder é, aliás, uma das críticas frequentes dirigidas à
ASAE ao longo dos anos. E a mais "forte" terá sido a do então líder do
PSD/Algarve, Mendes Bota, que, em 2008, comparou a ASAE à PIDE,
acusando aquele organismo de perseguir os cidadãos. Filipe Meirinho
sorri e desvaloriza: "As pessoas olham para a ASAE como amiga do
consumidor. Há um estudo que colocava a ASAE com um nível de
popularidade acima de qualquer político nacional. Quando os nossos
inspetores estão no terreno quase sempre são bem recebidos. Apenas me
recordo de uma situação há uns tempos em que um inspetor nosso foi
violentamente sovado, mas foi a única situação." E o diretor de
inspeções reforça essa opinião relatando um episódio. "Tenho um amigo
que um dia me disse: "Ainda bem que existe a ASAE. Antes, quando ia ao
restaurante, chegava à casa de banho pelo cheiro, agora tenho de
perguntar onde é.""

Ana Isabel Trigo Morais , diretora geral da Associação Portuguesa de
Empresas de Distribuição (APED), que tem como associados a maioria dos
grandes operadores, não fala em abuso de autoridade, mas alerta para a
necessidade da ASAE usar o seu poder da mesma forma com todos os
operadores. "Os consumidores necessitam que o País tenha a sua
autoridade fiscalizadora. Nós também apoiamos que haja uma entidade
fiscalizadora forte. Somos dos sectores mais cumpridores, é natural e
desejável que a ASAE também cumpra, mas é necessário que fiscalizem
todos os operadores económicos e que haja uma atitude pedagógica. Não
é só fiscalizar, apreender e multar, é necessário ir ao terreno e ter
um caráter de pedagogia."

Filipe Meirinho explica que os grandes hipermercados têm mais
intervenções devido ao seu volume de transações, que exige que tenham
um maior controlo. "Não temos nada contra", afirma, salientando que o
tratamento é igual para todos e que a ASAE não sofre pressões. "Não
fechamos a cantina da Assembleia da República? Fui eu que mandatei. Os
dois inspetores chegaram ao local, suspenderam a atividade do bar da
AR e saíram. Passados dois dias foram chamados para reabrir o local.
Reabriu e eu era um inspetor-chefe e o diretor-geral não me disse
nada. Foi tratado como um caso normal."

O número de infrações na área alimentar tem decrescido ao longo dos
anos. Recuando a 2007 (o primeiro ano completo de atividade da ASAE)
foram detetadas 15 514 infrações, mais cerca de 5 mil do que no ano
seguinte e mais seis mil do que em 2009. A este nível, 2012 foi o que
registou o menor número de infrações, 6811. Uma situação que, segundo
Meirinho, se justifica pelo facto de os operadores terem percebido ao
longo dos anos que isto da "segurança alimentar é para levar mesmo a
sério" e elogia: "a grande maioria, agora cumpre com as normas".

Entre as apreensões - que vão desde produtos com identificação errada
ou informação fraudulenta, fora de prazo, guardados ou expostos em
locais sem condições de higiene - a ASAE regista um total (em todas as
áreas) de 21,6 milhões de produtos, 8,9 milhões dos quais alimentares
(41%). "A maioria desses produtos são distribuídos por entidades de
solidariedade social", garante Meirinho. Falando de euros, as
apreensões totais têm o valor de 155,3 milhões, com os produtos
alimentares a "contribuírem" com 34,4 milhões de euros.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3270247&page=-1

Projecto Terraprima - UNAC / Fundo Português de Carbono - Controlo dos Matos - 3.ª fase de adesão

Seja remunerado pelo sequestro de carbono no solo em áreas de montado,
pinheiro manso e carvalho-negral, no sul e interior centro do país, ao
controlar o mato com recurso a métodos não destrutivos para o solo.

Está neste momento a decorrer a 3.ª fase de adesão ao Projecto
Controlo dos Matos, um projecto da Terraprima – Serviços Ambientais,
Lda., implementado em colaboração com a UNAC (União da Floresta
Mediterrânica) e com o apoio do Fundo Português de Carbono.

Os aderentes totalizam uma área total contratada que já ultrapassa os
40.000 hectares, tendo já recebido o pagamento referente ao primeiro
ano de compromisso, o que evidencia o interesse que este projecto está
a gerar.

Ao aderir ao projecto, os agricultores comprometem-se a fazer o
controlo de mato com recurso a métodos não lesivos para o solo durante
os quatro anos do Projecto (1 de Janeiro de 2011 a 31 de Dezembro de
2014). A consequente acumulação de matéria orgânica permitirá
sequestro de carbono, um serviço ambiental pelo qual os agricultores
serão remunerados a 40 EUR por ha.

São elegíveis os agricultores que já procediam ao controlo dos matos
com corta-matos ou destroçador antes do período de compromisso ou os
que, tendo utilizado grade antes do projecto, pretendam mudar para um
destes métodos. São elegíveis áreas de sobro, azinho, pinheiro manso e
carvalho negral, no sul e interior centro do país, periodicamente
submetidas a controlo de mato e que não tenham sido gradadas desde 1
de Janeiro de 2011.

Para aderir formalmente ao Projecto, ou para obter esclarecimentos
relativamente à sua elegibilidade, o agricultor deve dirigir-se a uma
das Associadas da UNAC, com os P3 das áreas intervencionadas ou a
intervencionar no período de compromisso e com um planeamento das
intervenções. Os técnicos das Associadas farão o devido acompanhamento
do processo de adesão.

Mais informações em http://agricultores.extensity.pt/

Fonte: UNAC

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/18b.htm

Grupo Golden quer captar €50M para o Douro até 2016

O 'Douro Map' (com 3m de comprimento) foi licitado por €8.200 no
passado dia 6 de Junho em Londres

A Golden Estate Douro Valley (GEDV), empresa do Grupo Golden, quer
captar um volume de capital na ordem dos €50M para a região do Douro
nos próximos 3 anos, com o objectivo de potenciar os sectores do
turismo, imobiliário e agrícola.

Para levar o Douro à cena internacional, a empresa apostou em colocar
a leilão – na Christie's – o famoso 'Mapa do Douro', da autoria do
escritor/pintor britânico David Eley, que traduz em aguarelas 78
vinhas das melhores quintas do Douro.

"Conseguimos que o mapa fosse o rosto do mais importante leilão anual
de vinhos na Christie's, pois era nosso objectivo demonstrar a
dimensão e o potencial da região do Douro para os investidores",
explica Pedro Barros Rolo, CEO da GEDV.

Em consequência desta iniciativa, o 'Douro Map' (com 3m de
comprimento) foi licitado por €8.200 no passado dia 6 de Junho em
Londres por um investidor asiático.

"Na verdade, foram 6 seis lotes de vinho do Porto a leilão, sendo que
o primeiro lote incluía o mapa, mas na totalidade, venderam-se todos
os lotes nacionais por €17,5 mil em 5 minutos, numa sessão que atingiu
os €1,4M", sublinha aquele responsável.

A GEDV está focada no negócio das quintas do Douro e todos os seus
negócios adjacentes, como o turismo, a agricultura, o imobiliário e
está empenhada em trazer investimento para as 60 quintas que tem já em
carteira para aplicar capital.

"Estamos, também, apostados na recuperação de espaços, gestão, criação
de marcas de vinho, até à negociação com os canais de distribuição",
adianta Pedro Barros Rolo.

Este responsável destaca ainda que a captação de investimento
combinada com a oferta de vistos de residência dourados pode ser um
excelente aliciante, pois quem investir mais de €500 mil acaba por
conseguir o respectivo visto.

"Podemos, muito a curto prazo, vir a fechar uma parceria com a
Christie's, que tem também uma imobiliária com uma área de negócios
especializada em vinhas e vê no Douro uma excelente oportunidade para
investidores oriundos dos nossos mercados alvo: América do Sul,
Europa, Médio Oriente e África", conclui o responsável da GEDV.

A empresa irá agora preparar investidas similares à de Londres, em
Nova Iorque, Hong Kong e Rio de Janeiro.

Fonte: PressMedia

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/18.htm

Produção da castanha de caju em Moçambique vai atingir 110 mil toneladas este ano

A produção da castanha de caju em Moçambique vai atingir este ano 110
mil toneladas, recuperando da fraca campanha de 2012, ano em que foram
produzidas 64 mil toneladas, disse a presidente do Instituto Nacional
do Caju (INCAJU).

Com a produção prevista para este ano, Moçambique volta a estar
próximo do máximo alcançado em 2010, quando foram produzidas 113 mil
toneladas, e melhora face à época 2011-2012, ano em que registou a
pior campanha dos últimos dez anos.

Falando numa reunião do INCAJU, Filomena Maiopuè afirmou que a safra
até agora conseguida dá sinais de que a produção da castanha de caju
está numa fase de "retoma", tendo já atingido 85 mil toneladas este
ano.

O tratamento de cajueiros e a formação dos camponeses sobre o combate
a doenças que atingem esta cultura são dois dos principais fatores de
recuperação da produção da castanha de caju, indicou a presidente do
INCAJU.

No ano passado, assinalou a fonte, foram distribuídas milhões de
plantas de cajueiro, esforço que garante a continuação da tendência de
aumento da produção da castanha de caju.

A castanha de caju é um dos produtos de maior peso na balança
comercial de Moçambique e é exportada para a União Europeia (UE), EUA
e Médio Oriente.

PMA // VM

Lusa/Fim

http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/producao-da-castanha-de-caju-em-mocambique-vai-atingir-110-mil-toneladas-este-ano_16284854.html

Feira Nacional da Agricultura Onde nem tudo o que parece é… e onde é mais aquilo que lá não aparece…

________________________________

João Dinis

A edição deste ano da Feira Nacional da Agricultura ( FNA), entre 8 e
16 de Junho, encheu o olho mas não (nos) aqueceu o coração…

À vista desarmada, foi um certame que apareceu vistoso, diversificado
e concorrido.

E, na verdade, já tínhamos visto Feiras Nacionais da Agricultura
anteriores bastante menos participadas e a todos os níveis.

A Comunicação Social divulgou-a "intensivamente" pelo que lhe
potenciou muito o impacto junto da opinião pública.

Ou seja, dir-se-á que esta edição da FNA ( e do Ribatejo) foi um
grande sucesso e que reflecte o apregoado "sucesso" da Agricultura
Nacional.

Bem, esta FNA reflectiu a presença do grande agro-negócio, de tipo
capitalista - hipermercados incluídos - da indústria agro-alimentar
super-intensiva e até de sectores da Banca que tanto têm explorado a
Lavoura.

Esta FNA continuou a não reflectir ( ou reflectiu no mínimo dos
mínimos) a dura realidade vivida pelos pequenos e médios
Agricultores-cultores-do-agro, pela pequena e média agro-indústria
nacional, pelo agro-comércio que não seja o dos hipermercados ( e
mesmo entre estes há diferenças). E são estes sectores que mais têm a
ver com a realidade genuinamente nacional que não é de "levante" ao
sabor da localização do lucro e das respectivas taxas. São estes
sectores que mais mexem com as Pessoas concretas, que poderiam
contribuir mais e melhor para a produção, para a qualidade alimentar
das portuguesas e dos portugueses, caso as políticas agrícolas e de
mercados - definidas e aplicadas pela União Europeia e por sucessivos
(des)governos - tivessem em conta os verdadeiros Agricultores e as
populações em geral e não fossem prioritariamente definidas "a mando"
das multinacionais e de outras grandes empresas do agro-negócio e do
lucro também este multinacional.

Aliás, os recursos públicos aplicados no agro-alimentar, desde
subsídios directos a isenções fiscais de todos os tipos, são
canalizados de forma sócio-económica verdadeiramente "criminosa" (até
sem a obrigatoriedade de produzirem…) para os bolsos dos grandes
"beneficiários" do nosso dinheirinho público -- as maiores empresas,
as multinacionais e os maiores proprietários absentistas -- e que,
depois, "roncam grosso" a auto-intitularem-se de "competitivos"…

Nesta edição da FNA, de facto também lá vimos coloridos "stands" com
associações, empresas, produtores-comerciantes individuais que não são
propriamente grandes empresas capitalistas do agro-negócio. Porém,
interessante seria fazer-se um "tac" à situação desses
"empreendedores" que estão a arriscar trabalho e investimentos. Para
sabermos quanto devem à Banca e em que condições; como vão sobreviver
aos preços especulativos dos factores de produção e aos preços baixos
que lhes pagam (quando pagam) pelas respectivas produções. Nos tempos
que correm, também estão sujeitos à concorrência mais do que desleal
dos hipermercados que esmagam em baixa os preços à (boa) Produção
Nacional.

Portanto, que elucidativo seria que a organização da FNA divulgasse as
listas desses "empreendedores" que estiveram em Santarém na edição de
há cinco anos atrás e que estiveram nesta edição de agora… Para se
poder vir a comparar com a lista daqueles que estiverem na FNA daqui
a…três anos, por exemplo…

Ainda por cima, quem faz projectos de investimentos de pequena e média
dimensão (sem isenções fiscais…) no agro-rural, está agora sujeito,
sem grandes hipóteses de fuga, às taxas e aos impostos especulativos.
Por exemplo, um Agricultor a título individual vê 75% do total da
ajuda pública financeira ao seu projecto de investimento ser
tributável em IRS ! Um autêntico roubo fiscal ! Ou seja, um Agricultor
instala-se hoje…e desinstala-se amanhã também por causa dos impostos
que o obrigam a pagar…sobre projectos de investimento em princípio
para produzir mais e melhor…

Eis porque não devamos embarcar, feitos "borboletas", na "onda"
colorida do "sucesso" da Agricultura e da Alimentação nacionais. Seria
bom, seria bom, que assim fosse de facto. Mas não é ! E não o será por
muita propaganda que faça a FNA, em conjunto com a propaganda fácil do
Presidente da República, seguidos pela ministra Assunção Cristas, pelo
"ex-agricultor" Paulo Portas…e por uma certa empresa de hipermercados
"assessorada" (entre outras) pela Câmara Municipal de Lisboa e pela
Televisão Pública…

Sim ! São necessárias outras políticas agro-rurais !

Sim! É necessário outro governo capaz de as definir e aplicar !

17 de Junho de 2013

João Dinis

http://www.agroportal.pt/a/2013/jdinis4.htm

Publicado em 17/06/2013

Frio e chuva devem-se a massa de ar frio do Norte

18.06.2013 08:15

PAÍS

A chuva e descida de temperatura dos últimos dias, que chegou a
possibilitar queda de neve na Serra da Estrela, deveu-se a ventos
frios do Norte, mas o tempo vai melhorar, disse hoje à Lusa um
meteorologista.

O meteorologista Bruno Café, do Instituto Português do Mar e da
Atmosfera (IPMA), adiantou hoje à agência Lusa que as baixas
temperaturas e os aguaceiros ocorridos a poucos dias do início do
verão tiveram origem numa depressão que "originou ventos de norte que
trouxeram uma massa de ar frio que costuma estar a latitudes mais a
norte".

"Esta massa acabou por vir para as nossas latitudes e fez baixar as
temperaturas, nomeadamente a máxima. Tivemos também alguns dias com
nebulosidade. Tudo isto fez com que se criassem condições para a
possibilidade de ocorrência de queda de neve nos pontos mais altos da
Serra da Estrela, local onde se registaram, até hoje de madrugada, 4
a 5 graus de máxima", explicou.

O meteorologista disse que esta situação "não é normal para a época",
mas a situação foi condicionada pela depressão, pelas baixas
temperaturas nas Penhas Douradas, nebulosidade e precipitação.

Contudo, de acordo com Bruno Café, esta situação vai mudar a partir
de sexta-feira, dia em que começa o verão e em que se prevê um aumento
da temperatura máxima de 3 a 4 graus Celsius.

"Para hoje preveem-se períodos de céu muito nublado, diminuindo de
nebulosidade a partir da tarde na região sul. Em termos de
precipitação, vamos ter aguaceiros que vão diminuir de frequência a
partir da tarde na região sul e o vento vai soprar fraco a moderado
de noroeste e moderado a forte do quadrante norte das regiões do
norte e cento até ao final da manhã", adiantou, acrescentando que vai
registar-se uma subida da temperatura máxima.

De acordo com Bruno Café, prevê-se para quarta-feira períodos de céu
muito nublado, aguaceiros no norte e centro, mas fracos, e o vento
fraco a moderado no litoral oeste em especial durante a tarde e nas
terras altas e uma subida da temperatura máxima.

"Na sexta-feira é que vamos ter uma subida maior com as temperaturas
máximas a chegarem aos 25 graus em Lisboa, no interior alentejano com
29 graus e Bragança e Vila Real com 23 e 25", disse.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/06/18/frio-e-chuva-devem-se-a-massa-de-ar-frio-do-norte

Sociedade Civil da RTP 2 sobre "Alterações climáticas vão mudar a agricultura em Portugal"

17-06-2013

No programa Sociedade Civil da RTP 2, será emitido o programa
"Alterações climáticas vão mudar a agricultura em Portugal", esta
segunda-feira, 17 de Junho, entre as 14:00 e as 15:30 horas.

Mais de 30 por cento das emissões de gases com efeito de estufa provém
da actividade agrícola e os agricultores estão entre os primeiros a
serem afectados pelos efeitos das alterações climáticas, através, por
exemplo, da devastação das culturas por condições meteorológicas
extremas.

De acordo com o relatório "Agricultura: do problema à solução",
apostar em sistemas sustentáveis de produção reduz a contribuição
humana para as alterações climáticas e aumenta a capacidade da
agricultura para lidar com as alterações climáticas.

As alterações já se sentem em Portugal? Há culturas a desaparecer?
Como podemos adoptar as culturas tradicionais para fazerem face a um
novo clima? Há inovação científica nesta área? Está implementada em
Portugal?"

A CONFAGRI participará neste programa, estando representada pela Eng.ª
Cátia Rosas, Técnica da CONFAGRI.

O programa Sociedade Civil é apresentado pela jornalista Eduarda Maio.
Conta com convidados e reportagens jornalísticas sobre o tema. O
programa visa esclarecer e fornecer soluções úteis e inovadoras aos
cidadãos sobre temas que estejam na ordem do dia: agricultura,
cidadania, educação, saúde, alimentação, justiça, sociedade, entre
outros.

O programa emitido estará disponível logo depois da emissão em
http://multimedia.rtp.pt.

Fonte: CONFAGRI

VIDEO: http://www.rtp.pt/play/p1043/e120637/sociedade-civil-viii

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46702.aspx

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tecnologia pioneira pode melhorar vinho e azeite luso

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013



Tecnologia portuguesa permite, de forma rápida e eficaz, a propagação
e preservação "in vitro" das castas mais relevantes para que estas
estejam protegidas em caso, por exemplo, de secas ou cheias

Chama-se QualityPlant e é um projeto pioneiro no país que pretende
aumentar a produção e melhorar a qualidade do vinho e do azeite
nacionais, tornando-os mais competitivos além-fronteiras, através da
preservação das castas em vias de extinção e das variedades nacionais
relevantes.

A empresa responsável pelo projeto, já premiado como melhor ideia de
negócio e melhor prova de conceito no concurso nacional de
empreendedorismo Arrisca C, é a QualityPlant - Investigação e Produção
em Biotecnologia Vegetal, a mais recente "spin-off" da Universidade de
Coimbra (UC) criada pelas portuguesas Elisa Figueiredo e Mónica
Zuzarte.

De acordo com um comunicado da UC, a tecnologia da QualityPlant aposta
em métodos de cultura in vitro (técnicas de clonagem) para preservação
e propagação de plantas que são muito mais rápidos e eficazes do que
os convencionais.

Elisa Figueiredo e Mónica Zuzarte explicam que a solução permite "não
só garantir a produção de plantas de elevada qualidade fitossanitária
mas, essencialmente, assegurar a redução dos custos de produção para
os viveiristas e agricultores e melhorar a sua produtividade".

A redução dos custos prende-se com o facto de a tecnologia portuguesa
ser eficaz "na eliminação de pragas ou doenças", ao passo que a
valorização "dos produtos nacionais" e o estímulo "da economia com
produtos mais competitivos, também a nível mundial" poderá ser uma
vantagem ao nível da produtividade.

Um banco para conservar "património genético" das plantas

Além da propagação e preservação "in vitro" das plantas, a
QualityPlant ambiciona também apostar na criação de um banco de
germoplasma (Germplasm Bank) com o objetivo de conservar o património
genético das plantas e que funcionará como uma espécie de "seguro de
vida".

Neste banco, os produtores portugueses vão poder "guardar" o
germoplasma das suas variedades mais promissoras, garantindo a sua
preservação e futura utilização em caso, por exemplo, de perdas
naturais (causadas por problemas como cheias, secas ou pragas), e
evitando que a qualidade de produtos como o vinho e o azeite fique
comprometida.

Segundo a Universidade de Coimbra, "a preservação de germoplasma de
variedades nacionais com potencial económico é uma aposta inovadora",
constituindo-se como "a grande mais-valia da recém-criada empresa".

http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_tecnologia-pioneira-quer-melhorar-vinho-e-azeite-luso_16116.html

PCP: Reforma agrária "mantém toda a atualidade"

Beja



Jerónimo de Sousa destacou o processo da reforma agrária e a sua
importância para o desenvolvimento da região do Alentejo

16 de Junho, 00h02


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que a
reforma agrária "mantém toda a atualidade", porque garantir a terra a
quem a trabalha é a "alavanca imprescindível" para o desenvolvimento
do Alentejo.

"A reforma agrária que garanta a terra a quem a trabalha não só mantém
toda a atualidade, como é, nas atuais circunstâncias, a alavanca
imprescindível para garantir o desenvolvimento destas terras de todo o
Alentejo", disse.

O secretário-geral do PCP discursava este sábado em Beja, no âmbito de
um espetáculo musical comemorativo do centenário do nascimento do
histórico líder comunista Álvaro Cunhal.

Ao abordar as "profundas transformações revolucionárias" na sociedade
portuguesa surgidas com a revolução do 25 de Abril, o secretário-geral
do PCP destacou o processo da reforma agrária.

O responsável frisou que, apesar de a reforma agrária ter sido
"destruída por uma ofensiva que durou 14 anos, que pôs o Alentejo a
ferro e fogo", continua a ser "uma necessidade de agora".

No Alentejo, o líder comunista também não esqueceu o empreendimento do
Alqueva (que dispõe já de 67 mil hectares de regadios, mais de metade
dos 110 mil hectares previstos no projeto global), defendendo que o
seu aproveitamento integral é "uma imediata exigência".

"Um aproveitamento que se impõe ser a favor das populações e da
criação de emprego, não da especulação", exigiu.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/pcp-reforma-agraria-mantem-toda-a-atualidade

Alqueva é marca Novo site online a partir de hoje 17 de Junho de 2013

Alqueva é um projecto da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e
Infra-estruturas do Alqueva, S.A., orientado para garantir o
desenvolvimento sustentado da região Alentejo, através da agricultura,
utilizando a sua maior riqueza: a água.

Para tornar esta região mais apetecível a investidores nacionais e
estrangeiros nasceu a necessidade de criar uma marca para Alqueva.

Hoje, a região procura um novo nível de desenvolvimento na agricultura
de regadio, trazendo oportunidades únicas no desenvolvimento da
fileira agroindustrial ampliadas pela dimensão do projecto. São os
sectores agrícola e agroindustrial que mais podem contribuir para o
progresso da região e para a rentabilização das infraestruturas que
compõem o Projecto de Alqueva. O espaço, a qualidade da terra e o
clima fazem o resto.

Estes foram os principais argumentos, definidos pela EDIA, empresa
gestora de Alqueva, a utilizar na estratégia de potenciação da marca
territorial "Alqueva".

A marca "Alqueva" transmite o futuro que nasce da comunhão entre a
terra, o sol e a água.

Com a assinatura "Uma nova terra de água" (A fresh new land na versão
em inglês), é reforçado o futuro que nasce e cresce todos os dias,
pela agricultura, onde as ideias e as oportunidades são cada vez mais
frescas para que os novos negócios dêem novos frutos.

Alqueva, Uma nova terra de água a partir de hoje online no novo site:
www.alqueva.com.pt

Fonte: EDIA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/17b.htm

A Vindima “Portugal Sou Eu” lança evento de valorização da produção nacional

No âmbito da iniciativa do Governo "Portugal Sou Eu", a Associação
Empresarial de Portugal (AEP) lança "A Vindima", um evento de
valorização da oferta nacional, que promove, em simultâneo, uma das
mais emblemáticas tradições culturais dos portugueses.

A iniciativa foi apresentada na quinta-feira, no Centro de Congressos
da Exponor, em Leça da Palmeira, na presença do Secretário de Estado
do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Dr. Franquelim Alves,
e do Presidente da AEP, Eng. José António Barros.

"A Vindima" é uma enorme lagarada, que vai acontecer no dia 20 de
Setembro de 2013 no Campo dos Mártires da Pátria, no Porto, com o
propósito de sensibilizar a opinião pública para a importância dos
produtos portugueses, e particularmente do vinho, no crescimento
económico do país.

No coração da cidade invicta, onde o vinho é internacionalmente
reconhecido como um produto de excelência, recupera-se a tradição da
vindima para mostrar aos portugueses e ao mundo o que Portugal tem de
melhor.

Residentes e visitantes vão ser convidados a pisar as uvas de um
grande lagar com 60 metros quadrados, montado estrategicamente no
centro da cidade, até que as uvas fiquem reduzidas a mosto.

A piza da uva vai decorrer durante a noite, como manda a tradição, e é
acompanhada de apontamentos musicais e provas de vinho. O lagar
funcionará em ambiente animado, como uma enorme pista de dança por
onde deverão passar cerca de 1000 pessoas.

Pretende-se, desta forma, lançar um acontecimento distintivo, de
perfil fortemente mediático, focado em mensagens chave de valorização
da oferta nacional que, num futuro próximo, possa também ser um evento
potenciador do turismo, semelhante a outros que já se tornaram
referências turísticas internacionais.

"A Vindima" é, no fundo, a transposição para o universo português de
um formato de eventos, já testado internacionalmente, apoiado em
elementos tradicionais e distintivos de determinadas cidades ou
regiões, que são elevados ao patamar de produto turístico, com forte
impacto nos media e na opinião pública. Eventos como La Tomatina, em
Buñol, Espanha, que acontece anualmente na praça central de um
município cuja produção de tomate é o elemento estruturante da
economia local, e que junta uma multidão para uma guerra com tomates,
ou a Batalha das Laranjas, em Ivrea, Itália, uma região de grande
produção de citrinos, em que o Carnaval é tradicionalmente comemorado
com uma batalha de laranjas, ou ainda a Oktober Fest, em Munique, na
Alemanha, um festival realizado em redor da bebida tradicional daquela
região - a cerveja – que mobiliza anualmente centenas de milhar de
visitantes de todo o mundo.

A campanha de divulgação de "A Vindima", que agora se inicia, assenta
em passatempos online, acções de marketing directo e publicidade na
imprensa. O Chef Hélio Loureiro, o bi-campeão mundial do PWRC Armindo
Araújo e a estilista Katty Xiomara são, até à data, os padrinhos e
madrinha do evento, protagonizando algumas das iniciativas de
comunicação mais mediáticas.

Fonte: JP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/16a.htm

Gatão também tem espumante

Vinhos Borges reforçam gama para conquistar novos consumidores nos
mercados nacional e estrangeiro




Com o verão à porta, a Sociedade dos Vinhos Borges (SVB) lança no
mercado o Gatão Espumante. Esta é uma das apostas da empresa para
imprimir uma nova vitalidade no mercado dos espumantes. Versátil,
fresco e jovial, o Gatão Espumante vem reforçar a gama Gatão, composta
por um Vinho Verde branco e um vinho rosé, ampliando, assim, a oferta
e abrindo portas à conquista de novos mercados.



Produzido de acordo com o método clássico, em que a segunda
fermentação ocorre em garrafa, o Gatão Espumante apresenta-se límpido,
com bolha fina e de cor amarelo palha. No nariz, predominam as notas
florais e frescas, evidenciando a complexidade resultante dos cerca de
15 meses de estágio. Na boca, tem uma acidez delicada e um sabor
aveludado, envolvidos por uma doçura fresca.



O Gatão, um dos ícones do vinho português além-fronteiras, tem vindo a
consolidar a sua presença nos mercados internacionais, estando já
presente em cerca de 50 países dos cinco continentes. Assim, com o
lançamento do Gatão Espumante, "a Sociedade dos Vinhos Borges quer
conquistar novos consumidores e fidelizar os já apreciadores da marca
Gatão, agora nas três opções", sublinha Pedro Guerreiro, diretor de
marketing da Sociedade dos Vinhos Borges.



Destacando-se pela sua versatilidade, o Gatão Espumante pode ser
consumido em qualquer ocasião. A proposta ideal para um aperitivo, mas
acompanha igualmente bem refeições leves e algumas sobremesas.

fonte: mediana

Fundação Politécnico do Porto vai ser extinta e 23 pessoas despedidas

29/05/2013 - 22:42


O Instituto Politécnico do Porto confirmou hoje que a Fundação
Politécnico do Porto vai ser extinta e que 23 pessoas vão ser
despedidas, como consequência de uma resolução do Conselho de
Ministros que aconselhava a sua extinção.

Questionada pela agência Lusa sobre a decisão de extinguir a Fundação
Politécnico do Porto, uma instituição de direito privado, fonte do
Instituto Politécnico do Porto confirmou esta informação, sendo também
certo o despedimento de 23 pessoas.

De acordo com a mesma fonte, "infelizmente o Politécnico do Porto não
pode satisfazer a integração" dos trabalhadores, "ainda que tivesse
necessidades no quadro de pessoal que poderiam ser satisfeitas com a
'mobilidade' de alguns destes funcionários".

"Esta solução foi por diversas vezes colocada à tutela sem resposta
positiva", adianta.

Esta decisão é, segundo a mesma fonte oficial, "uma consequência do
nº6 do Anexo I da Resolução do Conselho de Ministros n.º 79-A/2012,
que aconselha a extinção de um conjunto de fundações, entre as quais
se incluiu a Fundação Politécnico do Porto, completada pela Resolução
do Conselho de Ministros nº13-A/2013 de 28 de Fevereiro".

A 28 de Fevereiro, o Governo aprovou a resolução com a decisão final
referente ao processo de censo às fundações, divulgado inicialmente em
Setembro de 2012.

De acordo com o site oficial da fundação, esta "tem por missão a
promoção do desenvolvimento e inovação nas áreas das tecnologias, da
gestão, da educação, das artes e da cultura, com base nas competências
residentes nas escolas e serviços do Instituto Politécnico do Porto,
na perspectiva do seu contributo para o bem-estar social,
designadamente na sua região envolvente".

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/fundacao-politecnico-do-porto-vai-ser-extinta-e-23-pessoas-despedidas-1595896

Cortiça: Chegou o sistema de abertura fácil

Corticeira Amorim e O-I, dois líderes mundiais no respetivo segmento,
associaram-se e desenvolveram rolha e garrafa de vidro com rosca



Rolha e garrafa com abertura fácil
D.R.
17/06/2013 | 06:00 | Dinheiro Vivo

A Corticeira Amorim e a O-I, o maior fabricante mundial de recipientes
de vidro, apresentam hoje, na Vinexpo, em Bordéus, o resultado de
quatro anos de investigação e desenvolvimento conjuntos: o sistema de
abertura fácil com cortiça.

O Helix, assim foi batizado o novo conceito, combina uma rolha de
cortiça ergonomicamente desenvolvida e uma garrafa de vidro com rosca
no interior do gargalo que permite não só uma abertura simples, como
uma fácil reinserção da rolha.

O novo conceito é hoje apresentado naquela que é a maior feira de
vinhos do mundo, mas as primeira garrafas só deverão chegar às
prateleiras dos supermercado durante o próximo ano. Destina-se ao
segmento de vinhos tranquilos de consumo rápido, ou seja, com preço ao
consumidor a situar-se entre os cinco e os dez euros.

Carlos de Jesus, responsável de comunicação da Corticeira Amorim,
salienta que este é o resultado de uma parceria "iniciada há quatro
anos", entre os dois líderes mundiais do setor corticeiro e do vidro,
que, em conjunto, servem "mais de 16 mil caves em todo o mundo". E que
receberam entusiasmo o "inovador 'packaging' de vinho de cortiça e
vidro".

"O Helix foi sujeito a testes exaustivos, com mais de uma dezena de
caves em todo o mundo, e a reação foi extremamente positiva. Houve uma
aceitação muito importante num segmento que representa um pouco mais
de 30% do consumo anual de vinho em todo o mundo", adiantou ao
Dinheiro Vivo o diretor de comunicação da Corticeira Amorim. Ou seja,
qualquer coisa como 4,5 mil milhões de garrafas ao ano.

Itália, França, Portugal e Espanha são os quatro mercados onde a
Corticeira antecipa que o Helix faça uma "entrada mais robusta, nesta
fase inicial de lançamento". Sem especificar o preço final desta nova
solução, Carlos de Jesus assegura que ambas as empresas tiveram
"sempre em conta a necessidade de competitividade do Helix a vários
níveis". Não só em termos do factor preço, mas, também, da facilidade
da sua implementação nas caves.

"Um dos objetivos prioritários em todo o processo de desenvolvimento e
inovação foi garantir que o produto final não implicava grandes custos
ou tempo de adaptação nas linhas de engarrafamento", diz. Nos
equipamentos de engarrafamento mais recentes, por exemplo, assegura
que a "adaptação demora 10 minutos e tem custos residuais".

A empresa assegura, também, estar "perfeitamente consciente" de que o
Helix terá de ser competitivo a nível de custo para as caves, "para
que o produto tenha sucesso".

Sobre o investimento realizado, a Corticeira destaca, apenas, que
"parte substancial" do seu orçamento anual de cinco a seis milhões de
euros para I&D foi alocado a este projeto que, além de preservar toda
a imagem ligada ao consumo de vinho, já que "mantém o som festivo, o
'pop' caraterístico associado à abertura da garrafa, mantém, também,
inalteradas as características técnicas intrínsecas do vinho e da
rolha".

Carlos de Jesus destaca, ainda, que uma inovação "deste calibre, tem
um papel que está muito para além do seu impacto direto", na medida em
que "será fundamental para reforçar a capacidade competitiva da
própria indústria corticeira portuguesa, o único setor em que somos
líderes mundiais".

Já António Amorim, CEO da Corticeira, destaca que o Helix "vai ao
encontro da crescente exigência de sustentabilidade e de qualidade por
parte dos consumidores, respondendo simultaneamente às necessidades da
indústria vinícola que, cada vez mais, faz uma gestão criteriosa do
valor das suas marcas".

Por seu turno, Eric Bouts, presidente da O-I Europa, salienta que o
futuro da inovação passa pelo estabelecimento de parcerias. "Este é um
exemplo concreto do que pode ser alcançado quando se juntam os líderes
mundiais de embalagem de vidro e de cortiça, satisfazendo tanto os
consumidores como a fileira do vinho", frisa.

Com um volume de negócios superior a 500 milhões de euros, obtidos com
presença em 103 países, a Corticeira Amorim vende, só no segmento de
rolhas, 3,6 mil milhões de unidades ao ano. Já a multinacional
americana O-I (Owens-Illinois) tem 79 fábricas em 21 países, dá
emprego a mais de 22.500 pessoas e gera receitas anuais de sete mil
milhões de dólares (5,25 mil milhões de euros).

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO176803.html?page=0

Bêbedos atacam enólogos! Não é piada, é xenofobia

por LEONÍDIO PAULO FERREIRAHojeComentar

Umas 50 herdades compradas por chineses na região bordalesa; ameaça de
Pequim de taxar mais os vinhos franceses; seis chineses estudantes de
Enologia agredidos por bêbedos em Hostens, terra a sul de Bordéus. Só
se pode concluir que estão animadas as relações vinícolas entre a
França e o gigante asiático. E que nem tudo, apesar de estarem em
causa belos vinhos, merece um brinde.

Soube-se há dias que os sete hectares da herdade Le Bon Pasteur foram
vendidos a um magnata de Hong Kong. O vinho com esse nome é um dos
mais prestigiados em França e calcula-se que a colheita só dê para
umas mil caixas por ano. A família Rolland, dona do Le Bon Pasteur há
um século, cedeu também as denominações Rolland Maillet e Château
Bertineau.

Ora, se a febre chinesa pelos bordéus faz fortunas, deixa preocupada
muita gente na região. Temem que a tradição esteja em risco e que os
orientais aprendam os segredos do vinho para depois o recriarem no seu
país.

Um receio legítimo (já houve apreensões do célebre Château Lafite
falsificado) que se transformou em agressão absurda quando três jovens
alcoolizados atacaram no sábado um grupo de futuros enólogos, a
estagiar em França. Uma chinesa de 24 anos sofreu ferimentos graves no
rosto depois de atingida com uma garrafa, o que levou a uma vaga de
indignação.

O ministro francês do Interior classificou o incidente de "xenófobo",
pois os agressores proferiram insultos racistas. E o colega da
Agricultura disse temer pela imagem da França na China.

Os vinhos franceses são uma perdição para os novos ricos chineses, que
também andam às compras na Borgonha, onde se fizeram donos do Château
de Gevrey-Chambertin, com fama de ter sido o preferido de Napoleão.
Aliás, a marca França vale também milhões quando se trata de perfumes
ou de marroquinaria e têm sido as importações asiáticas a permitir à
indústria do luxo passar ao lado da crise.

Os negócios da China não têm, porém, só um sentido. Os franceses não
podem fazer loas à globalização quando exportam por ano 1,4 mil
milhões de euros em vinhos e bebidas espirituosas para o gigante
asiático e depois assustarem-se quando os bilionários chineses se
lembram de vir às compras no Ocidente, ficando com a Volvo sueca, os
cinemas americanos AMC, a EDP ou as belas herdades de Bordéus.

Há mais de mil anos que a China faz vinho. E hoje em quantidade até
entra nos dez maiores produtores, apesar de importar. O seu novo
líder, Xi Jinping, aprecia um bom tinto, como o prova uma curiosa foto
da Reuters de 2012. E a classe média emergente, centenas de milhões de
pessoas, associa cada vez mais a bebida ao êxito, mesmo que só possa
pagar esses ningxia que em certas provas cegas já bateram os bordéus.

Que franceses e chineses brindem ao amor partilhado pelos bons vinhos.
E a essa globalização que, consumida com moderação, torna o mundo mais
próspero e um pouco mais justo.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3269406&seccao=Leon%EDdio%20Paulo%20Ferreira&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1

Portas volta a ser "Paulinho das feiras" em Santarém

Natália Carvalho15 Jun, 2013, 13:22 / atualizado em 15 Jun, 2013, 14:21

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, despiu o fato de
governante por umas horas e voltou a ser este sábado "o Paulinho das
feiras", na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém.

Paulo Portas recusou comentar quaisquer outros assuntos que não
estivessem relacionados com agricultura. "Aconteça o que acontecer, só
falarei de agricultura", avisou.

Com o discurso da agricultura preparado, Portas saiu em defesa da
escolha do tema para a intervenção do Presidente da República no 10 de
junho e até adaptou a sigla do FMI. Fundo Monetário Internacional
passou a significar "Fruta, Milho e Investimento", na expressão do
também presidente do CDS-PP.

(com Sandra Henriques)

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=659465&tm=9&layout=123&visual=61

MAMAOT: Período crítico de incêndios de 01 de Julho a 30 de Setembro

14-06-2013




Publicada, em Diário da República, a Portaria nº202/2013, que
estabelece o período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da
Floresta Contra Incêndios, de 01 de Julho a 30 de Setembro de 2013.



A adopção de medidas e acções especiais de prevenção contra incêndios
florestais decorre especialmente durante o período crítico, que é
definido todos os anos em Portaria.



Para a definição do período em questão no presente anos, relevam, para
além do regime termo pluviométrico de Portugal continental o histórico
das ocorrências de incêndios florestais e ainda as condicionantes
associadas á organização dos dispositivos de prevenção e combate a
incêndios florestais.



Anexo: Portaria n.º 202/2013, de 14 de Junho



Fonte: Diário da República

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46691.aspx

ÉVORA: CURSO DE HORTAS URBANAS SUPERA EXPETATIVAS

O Curso de Hortas Urbanas promovido pelo Núcleo de Formação Contínua
da Universidade de Évora (NUFOR), em parceria com o Grupo Água, Solo e
Clima do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas
(ICAAM), envolveu mais 16 participantes do que os 20 inicialmente
previstos.

Com início a 12 de abril no Pólo da Mitra, o curso decorre até ao
próximo sábado, com sessões teórico-práticas. Os formandos envolvidos
têm à sua disposição um talhão na Horto da Mitra (Valverde), onde têm
produzido produtos hortícolas, à medida que adquirem novos
conhecimentos.

Os 20 participantes iniciais são oriundos de diversas áreas do
conhecimento e zonas geográficas, vindo alguns deles propositadamente
de Lisboa para frequentar o curso. Interessados em aprender as
técnicas hortícolas centenárias e modernas para a produção de
alimentos, juntaram-se os formandos de um curso profissional do
concelho de Redondo.

Muito embora a ação de formação termine, os formandos irão dar
continuidade aos trabalhos até ao final do Verão, para que possam
cuidar e colher o que plantaram: tomate, alface, pimento, beringela,
abóbora, curgete, entre outras culturas.

Uma vez que houve formandos que não conseguiram inscrição, excedendo
as expetativas, o Professor Shakib Shahidian falou da possibilidade
de, no próximo ano, poderem vir a realizar uma nova edição do Curso de
Hortas Urbanas.

http://www.radioelvas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=13553:evora-curso-de-hortas-urbanas-supera-expetativas&catid=1:regional&Itemid=25

Jerónimo de Sousa critica “mudança de discurso” de Cavaco sobre agricultura

Portugal

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje a mudança
de discurso do Presidente da República sobre a agricultura, afirmando
que Cavaco Silva esqueceu "as dificuldades" para falar "apenas dos
êxitos".

"Aqui hás uns meses atrás, o Presidente da República fazia quase
apelos lancinantes para o regresso à terra, falava das dificuldades
tremendas, falava do défice alimentar, e de repente todo esse discurso
de preocupações desapareceu para ir apenas falar dos êxitos", lembrou
Jerónimo de Sousa para criticar a "mudança de discurso" de Cavaco
Silva, durante as comemorações do 10 de Junho.

"Essa mudança de discurso não muda a realidade" de um setor em que
"nem tudo são rosas", como constatou hoje o líder do PCP durante a
visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, uma mostra "que
não procura esconder as dificuldades sérias que continuam a existir
para milhares de pequenos e médios agricultores".

Demarcando-se do posicionamento do Presidente da República, Jerónimo
do Sousa frisou a importância de persistir "na luta" para que
produtores e agricultores "desempenhem um papel importantíssimo no
combate ao défice alimentar, respeitando os seus direitos e os seus
rendimentos, a sua produção".

Esse "é o caminho" e não "o recurso verbativo de circunstância",
concluiu Jerónimo de Sousa.

Jerónimo de Sousa foi o último líder partidário a visitar a Feira
Nacional de Agricultura, que hoje encerra no Centro Nacional de
Exposições, em Santarém.

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/jeronimo-sousa-critica-mudanca-discurso-cavaco-sobre-agricultura

domingo, 16 de junho de 2013

DECO Casos de fraude alimentar fragilizam imagem da ASAE

por LusaHoje12 comentários

O secretário-geral da DECO afirmou hoje que os casos de fraude
relacionados com produtos alimentares "fragilizam" a imagem da
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e lamentou o
"apagamento público" desta entidade na vigência do atual Governo.

Jorge Morgado, que comentava uma possível fraude hoje denunciada pelo
Diário de Notícias, disse à Lusa que a regularidade com que estes
casos têm acontecido fragiliza a imagem da ASAE e revelam um "certo
apagamento público" desta entidade.

"Este apagamento público da ASAE, uma certa redução da sua atividade,
tem a ver com a vigência deste Governo. Tanto quanto nos parece, a
ASAE está a trabalhar quase exclusivamente nas suas obrigações
comunitárias [...] e está a descurar a fiscalização e o controle do
dia-a-dia em Portugal", criticou o responsável da associação de defesa
dos consumidores DECO.

O Diário de Notícia revelou que um peixe de venda ilegal está a ser
vendido como bacalhau em refeições pré-cozinhadas da marca Polegar,
vendidas nos hipermercados Jumbo, do grupo Auchan.

Os produtos em causa, que apresentam um rótulo que incentiva o
comércio nacional ("Compro o que é nosso") não contêm qualquer
vestígio de bacalhau, mas sim peixe-caracol, e o caso já está a ser
investigado pela ASAE.

Para Jorge Morgado, está em causa o controle de qualidade da empresa
num "caso de falsificação" acerca do qual "é preciso ter a certeza" de
que não põe em risco a saúde pública.

"A ASAE tem de fazer as pesquisas adequadas e tem de informar os
consumidores relativamente às questões de saúde pública", reforçou.

O responsável adiantou ainda que a DECO foi desafiada para participar
na campanha "Compro o que é Nosso", mas não quis aderir por falta de
garantias quanto à qualidade e segurança dos produtos.

"É um processo que tem alguma falta de controlo quanto à veracidade
das afirmações. Se o porco nasceu na Bélgica, se engordou na Alemanha,
se foi abatido na Itália e a sua carne foi transformada em Portugal,
isto é um produto português ou não? Quem é que garante essa
informação? Onde está a rastreabilidade desses produtos?" questionou.

O dirigente da DECO sublinhou que a associação defende, em primeiro
lugar, a segurança e qualidade dos produtos.

"Se comprarmos produtos portugueses em que não há garantia de
segurança e a qualidade deixa muito a desejar estamos a prestar um mau
serviço à economia nacional", concluiu.

Em declarações anteriores à Lusa, o presidente da ASAE, Francisco
Lopes, disse que já está a ser recolhida e analisada informação sobre
o caso e sublinhou que a ASAE mantém níveis de operação "suficientes"
para garantir a segurança alimentar dos consumidores.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3269319&page=-1

Projeto transnacional pede subsídios para agricultores pela preservação do lobo

Lusa
16:26 Sexta feira, 14 de junho de 2013

Bragança, 14 jun (Lusa) -- Associações de seis países, incluindo
Portugal, vão propor à Comissão Europeia uma remuneração direta aos
agricultores das zonas onde existem alcateias de lobos pelo papel que
desempenham na preservação da espécie protegida, anunciou hoje fonte
ligada ao projeto.

Promover a coexistência pacífica da atividade pastorícia com o lobo é
o propósito do projeto de cooperação transnacional "Wolf: Wild Life &
Farmers" (Lobo: Vida Selvagem e Agricultores) que junta grupos de ação
local de Portugal, Espanha, Estónia, Suécia, Polónia e Roménia.

Além das compensações que existem, nomeadamente pelos ataques de lobos
a rebanhos, os promotores deste projeto defendem um reforço dos apoios
nas verbas comunitárias para o período entre 2014-2020, que incluam
uma "remuneração direta aos agricultores das zonas onde está
identificada a existência de alcateias, por meio de pagamento por
serviços ambientais".


http://expresso.sapo.pt/projeto-transnacional-pede-subsidios-para-agricultores-pela-preservacao-do-lobo=f814014

Feira Nacional de Agricultura ultrapassa a crise e promove o mundo rural português

A 50ª Feira Nacional de Agricultura / 60ª Feira do Ribatejo, que teve
início no passado dia 8 de Junho, encerra hoje portas com um balanço
muito positivo tanto na participação de expositores como com a forte
adesão do público.

Uma afluência de mais de 170.000 visitantes e mais de 600 expositores
fazem do certame um dos melhores de sempre que constitui um marco no
sector agrícola. Um evento de grande vitalidade, que mostrou aos
visitantes tecnologia de ponta e deu especial relevo ao consumidor,
com destaque para os produtos nacionais e o seu importante contributo
para a economia portuguesa.

Durante os nove dias do certame, a Feira marcou a agenda política
nacional e contou com a presença do 1º Ministro, inúmeros membros do
governo e dos líderes de todos os partidos políticos com assento
parlamentar, demonstrando a dimensão económica e política da Feira
Nacional de Agricultura.

As diversas personalidades presentes no evento consideraram o sector
agrícola primordial para o crescimento económico de modo a permitir a
criação de riqueza e emprego. Neste âmbito, realce para a recepção
cordial a todos os governantes e a todos os representantes dos
partidos políticos.

As Conversas de Agricultura voltaram a registar uma forte adesão. Ao
longo dos nove dias de feira realizaram-se vários seminários
subordinados a temas como a "Importância dos Jovens Agricultores", o
"Futuro da PAC – Impacto na Península Ibérica" ou a "Contabilidade e
Fiscalidade na Agricultura", entre outros. No total, contabilizaram-se
5531 participantes em 31 seminários organizados por 17 entidades, o
que por si só demonstra a dimensão e o interesse desta vertente da
feira.

O Salão Prazer de Provar reuniu algumas das maiores empresas do país
que actuam no sector agro-alimentar, bem como os pequenos produtores
individuais, e proporcionou aos visitantes uma mostra de grande
qualidade destacando-se o programa de "Cozinha ao Vivo" com horários
completamente preenchidos. Esta exibição ofereceu ao público um vasto
leque de produtos nacionais de qualidade como é exemplo o azeite, o
vinho, o mel, o queijo, os enchidos, entre outros.

No campo de acção do Salão Prazer de Provar, realce também para a área
exposicional relacionada com a iniciativa "Portugal Sou Eu" que
colocou em evidência mostras e acções de provas de produtos nacionais.

Exposição do Mundo Rural

A Feira Nacional de Agricultura foi palco de uma assinalável mostra
pecuária. Diferentes raças autóctones bovinas nacionais e exóticas,
equinos representando as principais coudelarias nacionais, suínos de
raça bísara e raça alentejana, caprinos e ovinos estiveram diariamente
em exposição ao público que visita a feira.

Neste contexto, destacam-se as multiplas provas do sector equino,
nomeadamente o Concurso Nacional Oficial de Coudelarias Portuguesas,
Concurso Nacional de Equitação do Trabalho e o Concurso de Dressage,
entre outras, que contabilizaram mais de 150 exemplares em competição.

Ainda no sector pecuário, realce para os Concursos de Bovinos de Raça
Charolesa, de Ovinos e de Suínos da Raça Bísara e Alentejana, uma
demonstração do interesse que as organizações e os criadores
apresentam na Feira Nacional de Agricultura.

Em exposição estiveram permanentemente 547 efectivos e passaram pelo
certame outros 500 exemplares entre Toiros, Vacas Bravas, Cabrestos,
Cães, etc.

Animação

Para além dos Concertos que cativaram milhares de espectadores, a mesa
da tortura, as largadas de toiros, os desfiles, as provas de campinos,
as demonstrações de escolas de toureio, os treinos de forcados, as
provas de velocidade, perícia e condução, bem como os espectáculos de
ranchos, folclore e musica popular animaram e preencheram os nove dias
de evento.

50 Anos de Feiras

Recorde-se ainda que a edição deste ano contou com um programa de
celebrações evocativo dos 50 anos da feira. Neste âmbito, realce para
a Exposição "50 Anos, 50 Imagens" que esteve patente durante o
certame, e que retrata a evolução da feira através do olhar dos
fotógrafos e dos cartazes das 50 feiras. Destaque também para a mostra
de pintura "50 Anos, 50 Traços" em exibição durante a Feira Nacional
de Agricultura e dinamizada pela Galeria 55.

A 50ª Feira Nacional de Agricultura termina assim, depois de 9
intensos dias, com um balanço muito positivo para os expositores,
público em geral e agricultura portuguesa. E com o sentimento de ter
cumprido, mais uma vez, após 50 edições, o desígnio de promover a
agricultura e os agricultores, que são hoje, como foram no passado, os
objectivos de Celestino Graça quando a criou há 50 anos.

fonte: CNEMA

França aumentou consumo de vinho do Porto

IVDP leva 25 produtores à maior Feira de vinhos do mundo, a Vinexpo, em Bordéus


O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) vai levar 25
produtores à Vinexpo, a maior feira do sector vitivinícola realizada
em Bordéus, França, país que ocupa o primeiro lugar dos consumidores
mundiais de vinho do Porto. No primeiro quadriénio de 2013, a França
aumentou em 2,5% a quantidade adquirida de vinho do Porto e 2,8% em
valor - um dado motivador numa altura de contracção da economia
europeia e mundial. Para Manuel de Novaes Cabral, presidente do IVDP,
o crescimento das vendas de vinho do Porto para o mercado Francês "vem
comprovar a eficácia da estratégia seguida pelo Instituto, em conjunto
com o sector e já definida no Plano de Promoção e Internacionalização
para 2013, que visa, entre outras metas, a concentração da estratégia
de promoção em países alvo, dos quais a França tem, naturalmente,
destaque".

A Vinexpo é considerada a maior e principal feira de vinhos de todo o
mundo e, no ano em que assinala a sua décima sétima edição, conta com
2400 expositores, de 45 países diferentes. No total, entre
compradores, investidores e amantes do vinho, são esperadas cerca de
50 mil pessoas nos cinco dias de certame. De 16 a 20 de Junho, a
comitiva que acompanha o IVDP na Vinexpo pretende atrair e conquistar
compradores e investidores de todo o mundo, de forma a consolidar a
estratégia lançada no Plano de Promoção e Internacionalização para
2013: alargar os mercados de exportação.

Para além do contacto entre produtores e investidores, o IVDP aposta
ainda, durante os cinco dias de duração da Vinexpo, num total de cinco
seminários sobre harmonizações de vinho do Porto com queijo e
patisserie franceses. Os seminários, que se realizam nos dias 17 (2),
18 (1) e 19 (2) vão ser orientados pelos produtores e expositores
portugueses que acompanham o IVDP.

A área comum de animação do stand do IVDP, num total de 223 m2, vai
ser dinamizada em colaboração com a ViniPortugal, também presente no
certame.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/15a.htm

"O meu boi é melhor que o Cristiano, ganha é menos"

CHEGAS DE BOIS DE MONTALEGRE


por Suraia Cláudia Ferreira, agência LusaHoje8 comentários

O campeonato de Chegas de Boi de Montalegre, desporto-rei da região,
já deu a "cornada" de saída e, até agosto, touros fortes e de tons
castanhos competirão no "chegódromo" para arrecadar o prémio final de
750 euros.

As tardes de domingo, até 08 de agosto, são sinónimas de romaria nesta
vila de Trás-os-Montes. No recinto próprio para a luta dos animais -
"chegódromo" - os bois de raça barrosã são colocados frente a frente,
enfrentam-se, entrelaçam os cornos, afastam-se e voltam ao confronto
que termina quando um dos touros fugir, assumindo a derrota.

A tradição é antiga, passa de geração em geração e atrai pessoas como
se de um jogo de futebol se tratasse com primeira e segunda jornada,
quartos-de-final, meias-finais e final.

Independentemente do resultado da chega, cada animal recebe 500 euros
e na final o prémio sobe para os 750 euros.

Miúdos e graúdos conhecem os touros, os nomes, os donos, e entre
comentários, reclamações e aplausos, fazem prognósticos.

Tal como no mundo do futebol, as chegas têm um "Mourinho dos Bois",
Jaime Ribeiro, produtor da raça, que ganhou este apelido por ter,
durante vários anos, o boi campeão.

"O meu boi é melhor do que o Cristiano, ganha é menos", disse à Lusa,
em tom de brincadeira.

A tratar de animais desde criança, Jaime Ribeiro realçou que um boi dá
"muito trabalho" e uma despesa mensal de cerca de 250 euros.

Dono de um boi, também ele campeão, Acácio Lopes revelou que a tática
da vitória está em ter um "bom" touro, que é como quem diz forte,
dar-lhe muito de comer, andar com ele no monte e treiná-lo.

O criador revelou que lhe ofereceram 6.000 euros pelo boi, que faz
oito anos em agosto, mas não o vendeu.

António Duarte, produtor há 40 anos, não rói as unhas durante a chega,
mas perde o apetite.

"Se o Benfica perder fico aborrecido, mas supero, agora se perder o
meu boi, o do meu filho ou o do meu sócio fico sem vontade de comer",
afirmou.

Umas vezes campeão, outras derrotado, António afirmou que, por vezes,
antes de entrar em campo "dá umas falas" aos bois e consegue
resultados positivos.

Organizadas pela Associação "O Boi do Povo", as chegas têm por
objetivo preservar uma tradição e a raça barrosã em vias de extinção,
bem como atrair pessoas a Montalegre.

O presidente, Nuno Duarte, frisou que o campeonato tem 13 bois
inscritos e vai ser "renhido".

"Juntamos mais de mil pessoas. Isto parece mesmo um campeonato do
mundo", rematou.

Tal como numa romaria, o "chegódromo" tem, numa carrinha improvisada,
cervejas, sumos, água e tremoços à venda e, para distrair os
espetadores no intervalo, um ecrã com chegas de anos anteriores.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3269122&page=-1

Portas: há mais de 50 novos mercados de exportação agrícola

Destaque de MNE Paulo Portas em visita à feira de agricultura de Santarém

Por: tvi24 | 2013-06-15 16:50

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, sublinhou neste
sábado a colaboração entre o seu ministério e o da Agricultura na
abertura de mais de 50 novos mercados exportadores e apelou aos
portugueses para comprarem produtos nacionais.

«Nestes últimos dois anos nós abrimos conjuntamente 51 mercados novos
para exportações agroalimentares e florestais de Portugal, dos quais
35 estão decididos a nosso favor e 16 estão em negociação», afirmou
Paulo Portas, sublinhando a «colaboração positiva» entre os
ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Agricultura.

Acompanhado da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, numa visita
à Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, Portas considerou estes
novos mercados como sinais de «um ritmo novo» na exportação de
produtos agroalimentares a que se junta uma taxa de execução de 65% do
PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), que coloca Portugal «dois
pontos acima da média europeia».

«Longe vão os tempos em que Portugal se podia envergonhar de ter
fundos comunitários para investir na agricultura e não os aplicar»,
lembrou Portas, satisfeito com o país que ultrapassou «quatro países»
e que «está a usar até ao limite os fundos para investir na
agriculta».

E se o «dinheiro de Bruxelas» já não «fica fechado no cofre» mas, pelo
contrário, «vai para a economia e para os agricultores», o mesmo
acontece com os pagamentos do IFAP (Instituto de Financiamento da
Agricultura e Pescas) que, segundo o ministro, «hoje em dia paga na
última semana ou perto do último dia do mês, todos os meses», num
esforço do Ministério da Agricultura para dar garantias aos
agricultores de que «os pagamentos são feitos a tempo e horas».

Ao panorama positivo Portas juntou ainda elogios à adesão crescente a
um programa de compra de produtos portugueses [Portugal sou eu] e
incentivou as famílias portuguesas a, «em igualdade de circunstâncias,
escolherem produtos portugueses, o que se produz em Portugal, a nossa
qualidade e as nossas marcas».

Na Feira Nacional de Agricultura, que termina este domingo, Paulo
Portas deu o exemplo comprando alguns produtos, recusou falar aos
jornalistas de qualquer outro tema que não a agricultura, seguindo a
mesma linha que Cavaco Silva no discurso comemorativo do 10 de Junho.

http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/agricultura-economia-mne-paulo-portas-feira-agricultura-tvi24/1460500-6377.html

Paulo Portas: defender a agricultura não é crime nem pecado

Publicado ontem às 15:33

O ministro Paulo Portas diz não compreender as críticas que foram
feitas ao Presidente da República.

A repórter Ana Catarina Santos descreve a visita de Paulo Portas e a
interação do ministro com os vendedores na Feira Nacional da
Agricultura

Paulo Portas fala sobre os mercados para onde Portugal exporta
produtos agrícolas



Paulo Portas diz que defender a agricultura não é crime, delito ou
pecado. Por isso não compreende as críticas que foram feitas ao
Presidente da República, no discurso do 10 de junho.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, que esteve este
sábado de manhã presente na 50ª edição da Feira Nacional da
Agricultura com a ministra Assunção Cristas, quis centrar-se
exclusivamente nas questões da agricultura e recusou-se a falar de
quaisquer outros assuntos de atualidade.

Durante várias horas deu a volta completa ao recinto numa visita que
mais parecia uma campanha eleitoral.

Ainda assim, Paulo Portas aproveitou para anunciar que, em dois anos,
Portugal conseguiu a abertura de mais 50 novos mercados à agricultura
portuguesa, o que, diz o ministro, favorece as exportações e a
economia portuguesa.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3268803

Portugal exporta sémen de bovinos para o Brasil

Raça alentejana


Após duas décadas de "avanços e recuos", Portugal exportou, pela
primeira vez, material genético de bovinos de raça alentejana para o
Brasil, uma "oportunidade de negócio" que os produtores portugueses
querem agarrar, sobretudo em tempos de crise.

15 de Junho, 08h09


"É uma oportunidade de negócios", porque o Brasil importa, por ano,
"12 milhões de doses de sémen de bovino", explicou hoje à agência Lusa
o secretário técnico da Associação dos Criadores de Bovinos de Raça
Alentejana (ACBRA), Pedro Espadinha.

O responsável realçou que esta primeira exportação pode "despertar" um
"nicho de mercado", com benefícios para os produtores portugueses que
"tiverem os melhores animais" e para a própria raça, cuja qualidade da
carne é reconhecida.

"Normalmente, as fêmeas utilizam-se em cruzamentos ou em linha pura e
os machos para [produção de] carne com Denominação de Origem Protegida
(DOP). Se conseguirmos vender genética, é mais um produto que esta
raça pode dar aos criadores", referiu.

A ACBRA enviou, no final de maio, 1.500 doses de sémen para o Brasil,
as quais vão ser utilizadas por criadores da raça caracu, que tem
descendência da alentejana, mas também para o cruzamento com animais
da raça nelore.

"Das 1.500 doses, 500 vão para um produtor, que, no Brasil, tem 32 mil
fêmeas. Portanto, o potencial é enorme e nós temos de agarrar a
oportunidade", indicou, considerando que esta venda é o "abrir de uma
porta" e que "o negócio pode vir a seguir".

Os produtores brasileiros, explicou, pretendem utilizar o sémen para
inseminação em bovinos caracu para "melhorar o morfotipo e dar algum
incremento genético à raça" e em animais nelore para lhes "dar outro
tipo de conformação, crescimento e aptidão cárnica".

CONTACTOS COM ANGOLA E MOÇAMBIQUE

Pedro Espadinha assinalou que os bovinos de raça alentejana têm
características que permitem o seu desenvolvimento num clima
subtropical, porque são "animais de extensivo que comem o que a terra
dá".

O interesse dos produtores brasileiros nos bovinos de raça alentejana
começou na década de 90 do século XX, mas só este ano um criador "fez
o pedido de importação" de sémen para inseminação em animais da raça
caracu, contou o mesmo responsável.

"Estamos a abrir uma porta que nos tem custado" e que "levou anos
demais", por "burocracia e má vontade" de algumas entidades, lamentou.

O secretário técnico da associação avançou que também existem
"contactos com Angola e Moçambique para enviar material genético" e
que, em breve, será remetido "outro contentor para o Brasil já com
mais doses".

"A ACBRA tem em banco com 30 a 40 mil doses de sémen para utilizar ou
para vender", o que é suficiente para "um arranque" das exportações,
disse Pedro Espadinha, frisando que, se o negócio crescer, terão de se
"fazer mais colheitas" de material genético.

Com um efetivo de cerca de 11 mil animais explorados em linha pura,
por quase 200 criadores, a ACBRA, com sede em Assumar, no concelho de
Monforte (Portalegre), é uma das maiores associações do setor em
Portugal.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/portugal-exporta-semen-de-bovinos-para-o-brasil

Cristas diz que há gente a melhorar de vida com agricultura

ENTREVISTA TUDO É ECONOMIA


por Miguel Pacheco e Hugo NeutelOntem94 comentários

A ministra Assunção CristasFotografia © Diana Quintela/ Global Imagens

No discurso, no Dia de Portugal, a palavra mais repetida pelo
Presidente da República foi "agricultura": 14 vezes. Cavaco Silva fez
elogios mas admitiu um problema: a agricultura está envelhecida. Como
é que se chama mais gente? E mais nova? A ministra Assunção Cristas
responde.

A agricultura está a atravessar um bom momento, mas sofre com o
estigma social. Apesar de o desemprego se aproximar dos 19%, muitos
portugueses recusam-se a trabalhar no campo, diz a ministra da
Agricultura. A mão-de-obra acaba por vir do Nepal.

OUVIR ENTREVISTA AQUI:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3268580

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3268580

Assunção Cristas "Na agricultura pode começar-se com pouco e ir crescendo"

Em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, a ministra da
Agricultura, do Mar e do Ambiente, Assunção Cristas, salientou o "bom
momento" que a agricultura nacional está a atravessar, mas admitiu que
em Portugal ainda existe um "estigma" que não atrai as pessoas para os
campos.
DR
ECONOMIA
11:13 - 15 de Junho de 2013 | Por Notícias Ao Minuto
Share on printShare on emailMore Sharing Services
PUB

"A agricultura está a atravessar um bom momento, está muito dinâmica".
Foi assim que a ministra da Agricultura, do Mar e do Ambiente,
Assunção Cristas, começou a entrevista ao Diário de Notícias e à TSF.
A governante mostra-se satisfeita com os números alcançados, mas
lamenta que muitos portugueses ainda sintam receio em abraçar uma vida
no campo.

Assunção Cristas diz que, apesar de tudo, vê "gente nova a instalar-se
na agricultura" e que "há candidaturas de jovens agricultores". "Há
gente nova a chegar à agricultura, e a melhor forma de trazer mais
gente é mostrar que há coisas boas a acontecer, que há pessoas
satisfeitas a ganhar dinheiro, a viver melhor", disse.

"Na agricultura pode começar-se com pouco e depois ir crescendo",
salientou a ministra que não deixou de lembrar que o sector "tem a
parte do auto-emprego, da criação da sua própria pequena empresa
agrícola, muitas vezes ligada à família".

A mecanização é um dos assuntos que mais preocupam as pessoas ligadas
ao sector, e quanto a isso, a ministra diz que é uma "crítica" de que
tem consciência, e que o "estigma" criado em torno da agricultura
dificulta a chegada de novas 'mãos'.

"É um emprego muitas vezes sazonal e esse é um dos aspectos que
dissuade as pessoas, mas há ainda o estigma sobre o trabalho no
campo", pois, defende, "a agricultura sempre foi vista como muito
ligada à pobreza, um trabalho árduo, de sol a sol".

Assunção Cristas diz que tem noção de que a agricultura não é a
primeira opção dos portugueses: "procuram outras coisas e não querem
voltar aqui". "As pessoas muitas vezes sentem que não têm aqui um
emprego por muitos meses e não trocam algo certo que, apesar de tudo,
tem alguma incerteza", concluiu.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/82361/na-agricultura-pode-come%C3%A7ar-se-com-pouco-e-ir-crescendo#.Ub19ufmW-C0

Exposição Agro Pecuária, 21 a 30 Junho 2013




fonte: AJASUL

F.M.I. – “Fruta, Milho e Investimentos” segundo Paulo Portas, hoje na Feira Nacional de Agricultura

"A Feira Nacional de Agricultura é um acontecimento único e uma enorme
mostra da capacidade económica do mundo rural em Portugal", afirmou
hoje o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas,
em visita à Feira Nacional de Agricultura, acompanhado pela Ministra
da Agricultura, Assunção Cristas, pelo Secretário de Estado da
Agricultura, José Diogo Albuquerque e Secretário de Estado da
Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, Nuno Vieira e Brito.



Salientando o papel da agricultura na economia, o governante afirmou
que "uma geração de proprietários agrícolas está a transformar-se em
empresários agrícolas, estando a contribuir para a riqueza do país e
para a criação de emprego como nenhum outro sector. É extraordinário o
contributo que os sectores agrícola, agro-alimentar e agro-florestal
estão a dar para criar riqueza e emprego, apesar da recessão e da
situação duríssima de desemprego que Portugal atravessa."



Paulo Portas sublinhou a colaboração existente entre o Ministério da
Agricultura e o Ministério dos Negócios Estrangeiros. "Nestes últimos
dois anos abrimos conjuntamente 51 novos mercados para exportações
agro-alimentares e florestais de Portugal, 35 dos quais estão
decididos a nosso favor e outros 16 estão em negociação. É um ritmo
novo e diferente para favorecer as nossas exportações em produtos como
o vinho, o azeite, a fruta, a carne de porco ou carne de aves, entre
outros, para países como o Brasil, a Venezuela, a China e a Turquia."



O Ministro dos Negócios Estrangeiros enalteceu a capacidade de
execução do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) com uma taxa de
65%, dois pontos acima da média europeia. "Ultrapassámos 4 países e
isto significa que Portugal está a usar até ao limite os fundos para
investir na Agricultura e que o dinheiro vindo de Bruxelas vai para a
Economia e para os agricultores." Valorizando uma vez mais o papel do
Ministério da Agricultura, salientou que "hoje em dia o IFAP
(Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas) paga ou na última
semana ou perto do ultimo dia do mês. O agricultor conta assim com
pagamentos certos e regulares."



O líder do CDS elogiou também o Programa Portugal Sou Eu, programa do
Ministério da Economia e do Emprego que visa a valorização da oferta
nacional e o aumento da visibilidade dos produtos portugueses. As
famílias portuguesas "em igualdade de circunstâncias devem escolher
produtos portugueses e as nossas marcas, já que ao fazê-lo estão a
ajudar à manutenção de muitos postos de trabalho e à segurança de
muitas empresas."



Por último, Paulo Portas reconheceu as negociações muito difíceis em
torno da Política Agrícola Comum, mas que ainda não estão terminadas.
"Tem que ser nítido que há equidade entre os grandes, os médios e os
pequenos Países.



Também de visita à Feira Nacional de Agricultura esteve Jorge Moreira
da Silva vice-presidente do PSD que assumiu aquele que considerou ser
um momento importante para a Economia Nacional num sector fundamental
para o crescimento da economia e do emprego.



Jorge Moreira da Silva considerou ainda que a Agricultura é o sector
mais penalizado na área das alterações climáticas e se nada for feito,
a Peninsula Ibérica e o Sul da Europa estarão numa situação de seca
severa no prazo de uma década e por este motivo tudo terá de ser feito
para adaptar a nossa Agricultura a condições atmosféricas mais severas
das que hoje se fazem sentir.



Igualmente na Feira Nacional de Agricultura, D. Duarte de Bragança,
considerou que o certame "acompanha a evolução da agricultura
portuguesa, mostra a qualidade dos produtos tradicionais portugueses e
expõe com grande visibilidade maquinaria agrícola inovadora".



Ao longo do dia os interessados puderam participar em Wokshops
relacionados com "Pintura e Azeite", "Fruticultura e Apicultura", na
"Sessão Vale Inovação", promovida pelo Nersant ou assistir à
apresentação pública "IX Manifesta e III Mosaico Social" organizada
pela Animar.



O dia contou com muita animação. Mercados Tradicionais, Ranchos
Folclóricos, Cantadores ao Desafio, entre outros, proporcionaram aos
visitantes um verdadeiro ambiente de festa que não deixou ninguém
indiferente. A noite foi de Fafá de Belém e das sempre emotivas Mesa
da Tortura e Largadas de Toiros.

fonte: CNEMA