quarta-feira, 26 de junho de 2013

Vamos convergir solidariamente na reclamação e no protesto:

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA

Vamos convergir solidariamente na reclamação e no protesto:
-- por outras políticas !
-- por outro governo capaz de as definir e aplicar !

O Governo e as tróikas, com a cumplicidade do Presidente da República,
persistem, antidemocraticamente, na aplicação deste verdadeiro
programa de desastre nacional que afunda cada vez mais o nosso País,
sector Agro-Rural incluído.

De facto, cortam em tudo aquilo de que os Agricultores - e a População
em geral - mais precisam para trabalhar e viver enquanto nos aumentam
brutalmente os impostos !

Na verdade, as únicas medidas que este Governo tomou, especificamente
para os pequenos e médios Agricultores, foram as novas imposições
fiscais. Para lhes aumentar os impostos e as contribuições para a
Segurança Social. Para os eliminar.

Mas continua sem pagar as dívidas que tem, por exemplo, para com os
Produtores Pecuários e as suas Organizações, pelos reembolsos de parte
dos gastos com a Sanidade Animal - ano 2012 e metade deste ano de 2013
- num total estimado em cerca de 20 milhões de Euros.

Eis porque é tempo de convergência, de solidariedade e de luta por
parte de todos - Agricultores - Trabalhadores - Jovens - Reformados -
com o objectivo de se interromper este caminho desastroso.

A derrota deste Governo e das suas políticas de desastre é da maior
importância para os pequenos e médios Agricultores, para as Populações
Rurais ( e citadinas), para a Agro-Indústria nacional, para o Comércio
agro-alimentar mais tradicional.

Assim, com os objectivos que tem, a Greve Geral de 27 de Junho -
convocada pela generalidade dos sectores laborais - assume enorme
relevância e merece a solidariedade de todos nós.

SIM ! É NECESSÁRIO INTERROMPER O PROGRAMA DE DESASTRE NACIONAL DO
GOVERNO E DAS TRÓIKAS !

Coimbra, 25 de Junho de 2013 // A Direcção Nacional da C N A

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/25f.htm

Azeite português vai continuar a ser exportado para os EUA

(atual)

Publicado a 22 JUN 13 às 10:15

Portugal e União Europeia conseguiram travar a aplicação de uma medida
protecionista. A Casa do Azeite, que representa os produtores,
congratula-se com a decisão.




É uma vitória da diplomacia económica portuguesa e europeia. Portugal
e a União Europeia impediram a aplicação de uma medida protecionista
que visava travar a entrada de azeite europeu nos EUA.

A proposta de lei estava a ser impulsionada congressistas
luso-descendentes e previa adicionar o azeite à lista de produtos que
têm de passar por uma série de análises à entrada nos Estados Unidos.

Portugal e a Itália seriam as principais vítimas desse proteccionismo
já que os Estados Unidos são um dos maiores mercados para os dois
países. 98 por cento do azeite consumido pelos norte-americanos é
importado e o grosso da fatia tem origem na União Europeia.

Ouvida pela TSF, a secretária geral da Casa do Azeite fica satisfeita
com a vitória da diplomacia económica portuguesa e europeia. Mariana
Matos não esconde o alivio por esta decisão e salienta a importância
deste mercado para os produtores portugueses.

(Notícia atualizada às 11h20 com reação da Casa do Azeite)

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3284874

Banco Popular reforça apoios ao sector agrícola

Jovens que iniciam actividade na agricultura vão ter acesso a spreads
mais atractivos


A agricultura está a atrair cada vez mais jovens que optam por esta
actividade como a sua vocação e a sua opção profissional. Neste
sentido, o Banco Popular, no seguimento da sua política de intervenção
e apoio ao sector primário, lançou uma nova oferta dirigida aos jovens
agricultores que pretendam iniciar a sua actividade no sector
agrícola, através da qual podem ter acesso a spreads atractivos.

No âmbito do Protocolo assinado com o IFAP, em Dezembro de 2012, o
Banco Popular também decidiu reduzir para 4,5% o spread praticado nos
financiamentos ao abrigo dos projectos aprovados no âmbito dos
programas ProDeR e ProMar.

Dando seguimento à forte aposta no sector agrícola, o Banco Popular
reforça assim o seu apoio ao sector primário, que conta já com um
vasto conjunto de soluções de crédito e financiamento por parte da
instituição bancária e de protocolos sectoriais, como por exemplo com
a CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal) e com a EDIA
(empresa responsável pelo desenvolvimento do projecto de Alqueva).

Fonte: CV&A

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/25b.htm

Azeite “Porca de Murça” à conquista da China

Áudio Produzem-se à volta de 400 mil litros de azeite ano em Murça

Produzem-se à volta de 400 mil litros de azeite por ano e grande parte
vai para o mercado externo, para países como Angola, Estados Unidos,
Canadá, Japão, Macau, Argentina e Brasil.
04-01-2013 12:06 por Olímpia Mairos


O azeite "Porca de Murça", produzido pela cooperativa de olivicultores
de Murça, já chegou à China. O negócio prevê o envio de um contentor
de 12 mil litros de azeite por mês e, a médio prazo, render até um
milhão de euros por época.

Uma empresa de distribuição da China deslocou-se à região e fez
negócio com a Cooperativa de Olivicultores de Murça, que vai enviar
para o Oriente cerca de 130 mil litros de azeite por ano. "A parir de
Janeiro, vai ser enviado um contentor de 12 mil litros, por mês",
explica José Aires, presidente da cooperativa.

No final de cada campanha são produzidos 130 mil litros de azeite.

"O mercado nacional está um bocado em baixo e ao enviarmos para lá
estamos a abrir também para outros", reflecte o responsável.

O azeite de Murça já era exportado para Angola, Estados Unidos,
Canadá, Japão, Macau, Argentina e Brasil - um sucesso que José Aires
justifica com a excelente qualidade do produto.

"Temos três qualidades tradicionais - e por isso é considerado o
melhor azeite do mundo -, que é a azeitona madural, cordovil e
verdeal. E os lavradores, quando fazem as plantações, mantêm a
tradição, por isso estamos garantidos", assegura.

Em Murça produzem-se à volta de 400 mil litros de azeite por ano,
sendo que grande parte vai para o mercado externo.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=91332

Estado das negociações para a reforma da PAC

25-06-2013

Todos os intervenientes nas negociações sobre a reforma da política
agrícola comum (PAC) parecem estar muito interessados em encerrar esta
semana o acordo.

Do lado da presidência irlandesa já é público que consideraria um
êxito terminar a reforma da PAC durante o seu mandato. O comissário
europeu da Agricultura já manifestou frequentemente que não será
difícil chegar a uma posição comum e até a Comissão de Agricultura do
Parlamento Europeu, que pela primeira ver que participa nas
negociações sobre a reforma da PAC e que em algumas ocasiões já
ameaçou bloquear, marca presença em Luxemburgo.

No encontro desta terça-feira, um dos pontos de maior controversa é a
convergência interna, embora as posições começam a aproximar-se. A
ideia seria uma redução máxima para o sector de 30 por cento, um
critério que prevalecia sobre a tendência de um pagamento único por
hectare de 60 por cento da média.

Em relação às ajudas associadas, as percentagens que actualmente estão
em discussão oscilam entre os oito e 13 por cento, enquanto a questão
do "greening" parece manter cerca de 30 por cento sobre o valor do
envelope, mas com maior flexibilidade de critérios, continuando o
problema do financiamento duplo para os dois pilares da PAC

Na convergência externa, a postura intermédia é limitar para 300 mil
euros o pagamento máximo por exploração e aplicar reduções
progressivas aos pagamentos compreendidos entre os 150 e 300 mil
euros.

Em relação à definição de agricultor activo, tudo indica para uma
lista negativa, que poderá ser voluntária, por parte da Comissão e do
Parlamento Europeu (PE), ou obrigatória, defendida pelo Conselho.

Por último, no que diz respeito ao prolongamento do sistema de quotas
de açúcar, 2017 ganha peso. Como data intermédia entre a proposta da
Comissão, 2015, e a do PE, para 2020, esta última com o apoio da
presidência irlandesa.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46760.aspx

Confederações defendem descida urgente de impostos

Publicado a 24 JUN 13 às 13:05

As Confederações da Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura
defendem uma descida de impostos generalizada e urgente.

Jornalista Rita Costa registou as declarações dos dirigentes das confederações

As quatro confederações juntaram-se, esta manhã, para apresentarem um
projecto conjunto que visa promover o crescimento económico.

«De uma vez por todas há que ter a coragem de o assumir e a ousadia de
não insistir numa receita que não é uma solução para Portugal e cuja
continuidade nos pode levar para um caminho sem retorno. É preciso
coragem e humildade para reconhecer que precisamos de alterar o rumo»,
referiram os signatários deste compromisso hoje apresentado em
conferência de imprensa.

De acordo com o presidente da CIP, António Saraiva, esta iniciativa
surgiu, nomeadamente, porque as confederações patronais consideram que
o Governo está «a usar mal» uma boa ferramenta que é a Concertação
Social.

Entre as medidas que consideram urgentes que Portugal venha a adotar,
as quatro confederações patronais referem a necessidade de um «alívio
fiscal» que será «determinante para a retoma do investimentos das
empresas, para a recuperação do emprego e do consumo das famílias».

«O assim que for possível» do Governo, segundo o presidente da
Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira
Lopes, «não é suficiente».

«Queremos propostas mais concretas e datadas», sublinhou.

A este propósito, o presidente da Confederação dos Agricultores de
Portugal (CAP), João Machado, lembrou que a promessa de reestruturação
do IRC é importante, mas não terá efeito imediato na situação do poder
de compra das famílias.

«É preciso olhar com mais atenção para o IRS e também para o IVA,
todas estas matérias tÊm que estar em cima da mesa, a par do IRC»,
disse.

A CAP, a CCP, a CIP e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP)
pretendem assim, em linhas gerais, que sejam concretizadas as linhas
gerais do "Acordo para o Crescimento, Competitividade e Emprego",
subscrito em janeiro do ano passado.

«Estamos unidos em torno das medidas que sejam capazes de recuperar os
postos de trabalho, que estão a deixar perto de um quarto de população
ativa no desemprego. Estamos unidos na ambição de travar a contração
do investimento e na tarefa de tirar da letargia a nossa economia»,
referem.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3287152&page=-1

CONFAGRI APELA À DEFESA DAS PRODUÇÕES NACIONAIS NAS NEGOCIAÇÕES DA PAC

A CONFAGRI manifesta uma vez mais a sua profunda preocupação pelas
negociações que decorrem atualmente referentes à Política Agrícola
Comum.

Tais negociações, nesta reta final, se não forem conduzidas com grande
sentido de equilíbrio e de defesa intransigente de algumas das
principais produções agrícolas portuguesas, tais como o leite, o
tomate e o arroz, podem pôr em risco a sobrevivência dessas mesmas
produções e das fileiras que lhe estão associadas.

A CONFAGRI considera fundamental que a PAC apoie os agricultores que
efetivamente produzem e que as regras de atribuição dos pagamentos
diretos privilegiem estes. A produção agrícola deverá ser
necessariamente o retorno dos agricultores pelos apoios de
que beneficiam.


A CONFAGRI manifesta ainda a sua preocupação com as regras
do chamado "greening". Estas não devem conduzir a um excessivo
aumento dos seus custos de produção e à consequente perda de
competitividade dos agricultores portugueses.

A CONFAGRI apela assim, aos negociadores, para que sejam
intransigentes na defesa da viabilidade da agricultura portuguesa.



Lisboa, 24 de junho de 2013

fonte: CONFAGRI

Fórum Fruticultura no Alentejo: Valorização do Potencial de Produção

Vai decorrer no próximo dia 28 de junho de 2013, em Ferreira do
Alentejo, o Fórum Fruticultura no Alentejo: Valorização do Potencial
de Produção, uma iniciativa organizada conjuntamente pelo Centro de
Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (CEBAL), Centro
Operativo e de Tecnologia do Regadio (COTR) e o Instituto Politécnico
de Beja (IPBeja), com a colaboração da Exploração Agrícola Vale da
Rosa, Governo da Extremadura, Câmara Municipal e Centro de
Desenvolvimento Económico de Ferreira do Alentejo. O Fórum decorrerá
no âmbito da XV Feira Nacional do Regadio e da Água, a ter lugar no
Parque de Feiras e Exposição de Ferreira do Alentejo.

O interesse no setor frutícola e no seu potencial de produção e
comercialização tem vindo a aumentar nos últimos tempos. A
transferência para o setor empresarial do conhecimento acumulado e de
novos desenvolvimentos tecnológicos, estreitando a relação cooperativa
entre a comunidade científica e o tecido empresarial são premissas
importantes para o crescimento do setor.

O Fórum pretende-se bastante transversal contando com a participação
ativa de produtores, investigadores e variadíssimos outros atores
nacionais e internacionais no setor frutícola.

Serão apresentados alguns dos resultados decorrentes do projeto
"Tecnologia de Pós-colheita e IV Gama: Valorização de Frutas e
Hortícolas de Interesse Regional" no âmbito da rede transfronteiriça
RITECA (www.riteca.eu), na ótica de análise das potencialidades do
Alentejo para a produção de frutos de elevada qualidade, no ponto de
vista tecnológico, sensorial e nutricional. Alguns dos exemplos que
serão apresentados referem-se à utilização de rega deficitária
controlada; avaliação pós-colheita na conservação e preservação de
frutas e hortaliças; e aptidão de variedades de uva, sem grainha, para
secagem. O Fórum contará ainda com a presença ativa da Portugal Fresh
(Associação para a promoção das frutas, legumes e flores de Portugal).

fonte: CEBAL

PAC: Governo acredita num aumento das ajudas diretas aos agricultores

Publicado a 24 JUN 13 às 10:23

A convicção foi revelada à TSF pelo secretário de Estado da
Agricultura no dia em que arranca a última etapa das negociações da
PAC.

José Diogo Albuquerque explica o que é possível conseguir nas negociações da PAC

O secretário de Estado da Agricultura fala dos setores que podem
sofrer penalizações



O Governo português parte para a última etapa das negociações da
Política Agrícola Comum (PAC) em Bruxelas convencido que o país,
apesar das limitações orçamentais impostas pela Comissão Europeia, vai
obter um aumento das ajudas directas aos agricultores.

Em declarações à TSF, poucos minutos antes da reunião do conselho de
ministros que já se iniciou em Bruxelas, o secretário de Estado José
Diogo Albuquerque adiantou que em média os agricultores portugueses
deverão conseguir um aumento nas ajudas de cerca de dez euros por
hectare.

A confirmar-se, este será um aumento médio. Poderá haver setores mais
penalizados mas José Diogo Albuquerque parte para as negociações
determinado a não aceitar cortes que possam originar rupturas. O
secretário de Estado da Agricultura aponta como exemplos os setores do
leite e do arroz.

O Orçamento comunitário já aprovado em Bruxelas prevê um corte de 14
por cento na Política Agrícola Comum. Portugal deverá receber menos
oito por cento o que, pelas contas do Governo, representa cerca de 500
milhões de euros.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3286833

Agricultura atrai sete jovens por dia

Investimento: Produção de mirtilo vai passar de 400 para dez mil toneladas

Ministério quer aproveitar o interesse crescente dos jovens pela
Agricultura e tenta manter apoios europeus na reforma da Política
Agrícola Comum

24 de Junho, 01h00

Por:Secundino Cunha

Todos os dias, desde o início de 2012, sete jovens resolveram
dedicar-se à agricultura e, em particular, à plantação de pequenos
frutos, como mirtilo ou amora.

Os dados do ministério de Assunção Cristas, a que o Correio da Manhã
teve acesso, apontam para um número ligeiramente acima dos 200 jovens
– o Governo considera jovens agricultores as pessoas entre os 18 e os
40 anos – por mês a solicitar a aprovação de projetos com
cofinanciamento dos fundos comunitários: quase 4 mil jovens a
dedicarem-se à terra em apenas ano e meio.

E desses, mais de 1500 resolveram apostar na cultura dos pequenos
frutos e, em particular, do mirtilo, um setor em grande expansão no
País. Nesta altura estão a ser plantados cerca de mil hectares de
mirtilo, o que representará, dentro de quatro anos, uma produção
aproximada de dez mil toneladas e um volume de negócios a rondar os 65
milhões de euros.

Fonte do Ministério da Agricultura disse ao CM que a ministra está a
fazer os possíveis por manter os apoios europeus, ao nível da reforma
da PAC, no sentido de aproveitar esta onda de interesse pela terra.

As previsões do Instituto Nacional de Investigação Agrária e
Veterinária apontam para um crescimento, na produção de mirtilo, na
ordem dos 2500%, passando das atuais 400 toneladas para as referidas
dez mil. Dizem essas previsões que o mirtilo será responsável por 50%
do total da fileira dos pequenos frutos, que deve, em 2017, valer 130
milhões de euros.

"Estamos perante uma aposta clara, por parte dos jovens agricultores e
que pode, a curto prazo, fazer com que a agricultura portuguesa
apresente ganhos ao nível da balança comercial", disse ao CM José
Martino, consultor agrícola e membro da organização do primeiro
Congresso do Mirtilo, que terá lugar nos próximos dias 28 e 29, em
Sever do Vouga, integrado na Feira Nacional do Mirtilo.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/agricultura-atrai-sete-jovens-por-dia

Incêndios e área ardida este ano com valores inferiores aos da última década

Lusa
15:44 Terça feira, 25 de junho de 2013


Lisboa, 25 jun (Lusa) -- Mais de 2400 incêndios florestais deflagraram
este ano, consumindo 2.700 hectares de floresta, o que permite valores
"substancialmente inferiores" às médias mensais dos últimos dez anos,
segundo o relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF).

O relatório provisório de incêndios florestais destaca que, entre 01
de janeiro e 15 de junho, se registaram menos 58 por cento de
ocorrências de fogo, em relação à média verificada nos últimos dez
anos, e que ardeu menos 77 por cento do que o valor médio da área
ardida no mesmo período.

O documento do ICNF indica que, até 15 de junho, ocorreram 2.413
ocorrências de fogo, menos 75 por cento do que no mesmo período de
2012, quando já tinham deflagrado 9.962 incêndios florestais.


http://expresso.sapo.pt/incendios-e-area-ardida-este-ano-com-valores-inferiores-aos-da-ultima-decada=f816226

Provas anuais promovem vinhos portugueses no Brasil

O mercado brasileiro continua a ser extremamente importante para a
promoção dos vinhos portugueses e as duas provas anuais, que vão ser
organizadas nos próximos dias 25 e 27 de Junho, em S. Paulo e no Rio
de Janeiro, são a prova dessa aposta da ViniPortugal no Brasil,
enquadradas num investimento anual de um milhão de euros.

Nestas duas Provas Anuais Dirceu Viana Júnior conduzirá o seminário
subordinado ao tema "Apreciar a Diversidade dos Vinhos de Portugal". O
Master of Wine foi escolhido para dirigir esta palestra, que assume o
papel central nas provas, por lhe caber este ano a tarefa de
seleccionar os 50 melhores vinhos para o mercado brasileiro. Ele é o
único Master of Wine da América do Sul e o único de língua portuguesa
e é profundo conhecedor dos vinhos portugueses, tendo tirado partido
da sua estadia em Portugal este mês para aprender mais sobre os vinhos
nacionais, as diversas regiões vinícolas e as características
diferenciadoras das nossas castas.

Em cada uma das Provas Anuais o público convidado - nomeadamente
jornalistas, distribuidores, importadores e público em geral – terá
possibilidade de degustar os cerca de 400 vinhos em prova, estando a
acção dividida em dois horários de acordo com o tipo de público:
profissionais das 16.00h às 21.00, e consumidores das 18h00 às 21.00h

Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal destaca "as Provas Anuais
nas mais importantes cidades dos mercados estratégicos em que estamos
presentes correspondem ao perfil de evento que maior adesão tem da
parte dos produtores ou seus importadores. São Paulo é anualmente
palco dessas Provas, alternando com Brasília ou Rio de Janeiro. Este
ano será nesta cidade, na antiga Embaixada de Portugal no Brasil
edifício emblemático que empresta a sua beleza a este evento. Além
disso o Rio de Janeiro foi escolhido por ser um centro sede da
preparação da Copa do Mundo."

"Juntamente com a França e a Itália Portugal é um dos grandes
fornecedores de vinho do mercado Brasileiro, sendo muito importante
manter uma presença forte, competindo não só com estes seus rivais
europeus mas também com o Chile e a Argentina, países que beneficiam
da isenção de taxa aduaneira (cerca de 27%) naquele mercado.
Pretendemos consolidar, mas sobretudo ganhar quota neste mercado, sem
perda de posicionamento " defende o mesmo responsável.

Fonte: ViniPortugal

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/25.htm

Capoulas Santos no Luxemburgo para pressionar Conselho e Comissão na última ronda negocial da PAC

O deputado Capoulas Santos está hoje no Luxemburgo para participar na
recta final das negociações da reforma da Política Agrícola Comum para
o período 2014-2020. Enquanto relator dos principais capítulos da
reforma (ajudas directas aos agricultores e desenvolvimento rural),
Capoulas Santos é o negociador do Parlamento Europeu naqueles que
deverão ser os derradeiros encontros com os representantes da
presidência irlandesa do Conselho e da Comissão Europeia com vista a
um acordo sobre a política agrícola comum para os próximos 7 anos.

Antes de entrar para mais uma ronda de trílogos no Luxemburgo, o
deputado português reafirmou a disponibilidade do Parlamento Europeu
em alcançar um acordo esta semana, mas mostrou-se intransigente caso
as outras instituições comunitárias recusem negociar: "O Conselho da
UE e a Comissão Europeia devem negociar e respeitar o mandato do
Parlamento Europeu. Caso contrário, o Parlamento não dará o seu
acordo".

O negociador do PE pressiona assim as outras duas instituições,
sobretudo o Conselho da UE. Nas últimas semanas, os Estados-membros
mostraram-se inflexíveis em negociar alguns dos principais capítulos
da reforma como a distribuição dos envelopes nacionais que cada pais
deverá receber.

De acordo com o mandato negocial que Capoulas Santos viu aprovado pelo
PE, em Março, Portugal receberá um aumento das ajudas agrícolas em
mais de 350 milhões de euros durante o próximo período de programação
2014/20. Mas o deputado tem alertado para o facto de os ministros
estarem a negociar uma proposta que prevê uma redução de cerca de 600
milhões para Portugal conforme foi acordado no Conselho Europeu de 8
de Fevereiro pelos chefes de Estado e de governo, incluindo o
português. "Nós, no Parlamento, queremos chegar a um acordo que seja
bom para a Europa. Apelo ao sentido de responsabilidade das outras
instituições europeias", afirmou Capoulas Santos à entrada para as
negociações.

Fonte: Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/24g.htm

Setor do tomate em risco de perder mais de 80% dos apoios da UE - associação

A Associação dos Industriais de Tomate alertou hoje que a fileira do
tomate corre o risco de perder 86% dos fundos comunitários, o que vai
fazer com que Portugal deixe de ser um dos maiores exportadores do
mundo.

"Cultivar um hectare de tomate tem um custo médio de 5 a 6 mil euros,
o que a torna numa das produções mais caras da nossa agricultura. A
concretizar-se o pior cenário no Conselho de Ministros da Agricultura
de 24 e 25 de junho, os apoios comunitários serão drasticamente
reduzidos (menos 86 por cento)", sublinhou, em comunicado, a
Associação dos Industriais de Tomate.

Esta estrutura alertou que, nesse caso, muitos produtores vão
abandonar esta cultura em favor de outras mais baratas e com mais
apoios comunitários.

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/setor-do-tomate-em-risco-de-perder-mais-de-80-dos-apoios-da-ue-associacao_16313941.html

Milhares de agricultores desfilam em Paris para pressionar mudanças na PAC

LUSA

23/06/2013 - 16:10

Cavalos, vacas e ovelhas participaram na marcha no centro de Paris

REUTERS/GONZALO FUENTES
1 / 5


Milhares de agricultores franceses marcharam hoje em Paris com as
atenções postas nas negociações da Política Agrícola Comum (PAC)

Os manifestantes levaram para a capital de França cavalos, vacas,
ovelhas, porcos e outros animais, numa marcha que contou com mais de
11 mil pessoas, de acordo com a organização, e seis mil segundo as
contas da polícia.

À cabeça da marcha, organizada pela Fédération Nationale des Syndicats
d'Exploitants d'Agricoles (FNSEA, a maior organização de profissionais
do setor em França) e pelos Jeunes Agriculteurs (JA), um cartaz
resumia as principais reivindicações.

Aí, podiam ler-se mensagens como "preço do leite: a grande
distribuição prejudica-nos", "sem agricultura não há alimentação" ou
"a agricultura não é deslocalizável".

O protesto acontece quando há uma confrontação entre os agricultores e
o ministro do sector, Stéphane Le Foll, a quem o presidente da FNSEA,
Xavier Beulin, tem criticado por se preocupar mais com os problemas do
Partido Socialista do que com o sector.

Os agricultores também querem fazer pressão sobre as negociações da
PAC, em que Le Foll disse querer conseguir uma mudança nos subsídios
em favor dos agricultores e em detrimento de grandes explorações de
cereais, que em sua opinião beneficiam mais das ajudas.

O Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia reúne-se esta
semana, a 24 e 25 de Junho.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/milhares-de-agricultores-desfilam-em-paris-para-pressionar-mudancas-na-pac-1598150#/0

UE: Presidência irlandesa conta com esforço final do Conselho, do Parlamento Europeu e da Comissão para alcançar um acordo político global sobre a reforma da PAC

A reforma da PAC é o único item da agenda da última reunião de
Ministros da Agricultura da UE, sob a Presidência irlandesa, a
decorrer hoje segunda-feira e amanhã terça-feira, 24 e 25 de Junho, no
Luxemburgo, reunião presidida pelo Ministro da Agricultura irlandês
Simon Coveney.

O Presidente tentará concluir as negociações que tiveram lugar nos
últimos 18 meses e finalizar um acordo que irá definir o quadro para a
agricultura europeia para o resto da década. Apoiando-se, em
particular sobre os progressos alcançados pelas três instituições,
desde Abril, durante as negociações tripartidas, o ministro espera um
acordo sobre as questões pendentes restantes com os seus colegas dos
Estados-Membros, com o Parlamento e com a Comissão Europeia.

O ministro Coveney disse: «Chegou a hora de tomar decisões. No início
da Presidência irlandesa eu defini a minha lista de prioridades de
forma muito clara, com um programa ambicioso que eu esperava que iria
levar a um acordo político sobre a reforma da PAC até o final de
Junho. Com o empenho e apoio dos Estados-Membros, do Parlamento
Europeu e da Comissão, temos sido capazes de manter o cronograma. Após
a adopção formal das nossas respectivas posições em Março, e após uma
intensa série de discussões tripartidas e contactos políticos
paralelos, eu acredito que um acordo global está agora ao nosso
alcance.»

O ministro explicou que a reunião do Luxemburgo vai ser essencialmente
composta por um número de elementos. Em primeiro lugar, o Conselho de
Ministros reúne-se para discutir e afirmar o progresso feito até o
momento nas negociações, e identificar potenciais compromissos sobre
as questões pendentes que ainda precisam ser resolvidas. As
negociações trilaterais irão ter lugar, com as três instituições a
serem lideradas pelo ministro Coveney, pelo Presidente da Comissão de
Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, o
deputado Paolo de Castro, e pelo Comissário Dacian Ciolos. O Conselho
irá finalizar a análise das questões na terça-feira 25 de Junho e
espera-se concluir as negociações com um acordo em Bruxelas na
quarta-feira 26 de Junho.

O Ministro Coveney disse ainda -
«A reunião no Luxemburgo será muito focada, com um cronograma
desafiador. Após as trocas iniciais com alguns Estados-Membros, no
domingo, a segunda-feira vai ser composta de sessões do Conselho
alternadas com as negociações com o Parlamento Europeu que visam
encontrar soluções mutuamente aceitáveis para as questões mais
sensíveis que ainda precisam de ser resolvidas. Espero que o Conselho
e o Parlamento sejam capazes de finalizar um acordo na terça-feira ou
quarta-feira.

Não obstante a oportunidade que agora foi apresentada, o ministro
enfatizou a dimensão do desafio que ainda temos pela frente. Em termos
de processo, as três instituições estão a entrar em águas
desconhecidas, na tentativa de concluir as negociações directas sobre
a reforma da PAC, pela primeira vez. Além disso, é muito claro que
ainda há muito trabalho a ser feito sobre a matéria, com questões
pendentes em todos os quatro projectos de regulamentos. Essas questões
incluem a distribuição de pagamentos directos nos Estados-Membros,
'greening', quotas de açúcar, o funcionamento das medidas de apoio do
mercado, a administração das áreas de handicapsnaturais, bem como
disposições financeiras e monitorização. Embora as reuniões
tripartidas tenham sido encorajadores em termos de processo, e a
abordagem construtiva até aqui dos Estados-Membros e dos deputados
sejam motivo de optimismo sobre as questões pendentes, o ministro
salientou que a escala da tarefa não pode ser exagerada.

"Estou profundamente consciente dos grandes desafios que temos de
enfrentar ao longo dos próximos dias. Somos todos principiantes neste
processo, e temos que chegar a acordo sobre uma série de questões
altamente sensíveis em que as instituições têm visões muito fortes. No
entanto, devemos abordar as negociações com optimismo, é preciso estar
disposto a ser flexível e, acima de tudo, temos de demonstrar um
compromisso claro e determinação para levar o processo a uma
conclusão. Estou pronto para fazer o meu papel, e estou confiante que
o Parlamento Europeu e a Comissão está prontos para jogar o deles".

Concluindo, o ministro Coveney apelou a todos os protagonistas que
abordem as negociações desta semana da mesma maneira construtiva que
tinha caracterizado o processo nos últimos meses. Disse ainda que o
tempo para uma decisão final sobre a reforma da PAC tinha chegado. Os
agricultores europeus e todo o sector agro-alimentar europeu estavam a
olhar para as instituições para moldar o futuro do sector, tendo
pedido a todos os interessados para enfrentar o desafio.

Fonte: eu2013.ie

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/24e.htm

Especialistas norte-americanos e canadianos visitam maior região demarcada do país

Vinhos Verdes exportaram 12 milhões de euros em 2012 para EUA e Canadá


Uma comitiva de oito jornalistas especializados em vinhos dos EUA e do
Canadá vai visitar, de 24 a 28 de junho, a região dos Vinhos Verdes. A
ação, promovida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos
Verdes (CVRVV), está englobada na forte aposta de promoção prevista
para 2013, ano em que a CVRVV prevê investir cerca de três milhões de
euros. O objetivo da visita é apresentar aos profissionais
norte-americanos e canadianos as condições de produção de um vinho
único no Mundo e dar a conhecer a maior região demarcada portuguesa.
Os mercados dos EUA e do Canadá representam 12 milhões de euros em
vendas.

Em 2012, as exportações para os EUA cresceram 14 por cento, num
mercado que representou 8,9 milhões de euros e quatro milhões de
litros exportados. Para o Canadá, o crescimento atingiu os 18%, ou
seja, mais meio milhão de euros do que em 2011. No total, o volume de
negócios com aquele país do continente americano chegou aos 3,2
milhões de euros, o que equivale a um milhão de litros.

O programa da visita, com a duração de cinco dias, inclui um jantar de
boas-vindas no BB Gourmet, dia 24, com degustação de Vinhos Verdes. O
dia seguinte começa com uma visita à sede da CVRVV, a que se segue as
visitas à Quinta da Aveleda e Quinta da Lixa. Para o fim do dia, está
prevista uma viagem a bordo do balão de ar quente do Vinho Verde.

Já na quarta-feira, dia 26, os jornalistas americanos e canadianos vão
participar numa prova de Vinhos Verdes selecionados de Monção e
Melgaço, no Paço do Alvarinho. Seguem, depois, para a quinta de
Anselmo Mendes e, ao fim da tarde, visitam as Quintas de Melgaço. Na
quinta-feira, dia 27, rumam aos Arcos de Valdevez e a Santo Tirso,
para visitas à Aphros e à Quinta de Gomariz, respetivamente. A visita
termina com um jantar na Vinhos Norte, em Fafe.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/24.htm

A Fileira do Tomate Industria tem futuro?

________________________________

Ilídio Martins

A produção de tomate para indústria em Portugal deveria ser um caso de
estudo, que para políticos e decisores, poderia ser exemplar.

Os agricultores que hoje produzem tomate para abastecer o sector
industrial de transformação deste produto são profissionais altamente
qualificados e com provas dadas de grande capacidade empresarial.
Estes agricultores atingem produções ao nível ou acima da média
mundial, demonstrando que podemos e conseguimos produzir em
quantidade, com qualidade.

Portugal em 2012 foi o 4º maior exportador mundial de concentrado de
tomate, produzindo 1,2 milhões de toneladas, sendo reconhecido
internacionalmente a excelência da qualidade do nosso produto. Com a
entrada em funcionamento do sistema de rega de Alqueva poderíamos
aumentar consideravelmente a produção.

Apesar disto, nesta altura, corre-se o risco desta fileira
desaparecer. Parece estranho que assim seja, mas de facto, tal pode
acontecer, …. e não será por culpa dos agricultores.

Ao nível do agricultor a grande mudança deu-se em 1996 com a
obrigatoriedade de pertencerem a um agrupamento/organização de
produtores para poderem comercializar as suas produções. Foi uma
imposição a nível da união europeia que, obrigando a deveres, também
veio proporcionar muitos benefícios aos produtores de tomate. Em
muitas regiões esta obrigação foi uma oportunidade de trabalharem em
conjunto, de ganharem escala, de evoluírem tecnologicamente, de serem
acompanhados por técnicos especializados e de poderem negociar melhor
com os fornecedores e com a indústria.

Como fundador de uma dessas organizações acompanhei todo o processo e
posso afirmar que de facto foi positivo, tendo-se transformado um
sector agricola desorganizado, disperso e amador, numa fileira
produtiva altamente especializada, com capacidade de organização
conjunta, com todos os meios necessários para dar resposta á
necessidade da industria.

No caso da AlenSado, em 1996 a média produtiva era de 40 t/ha, apenas
em 25% da área eram utilizadas plantas seleccionadas produzidas em
viveiro certificado, apenas 30% da área cultivada foi regada com
sistema gota a gota, penas 5% da produção foi colhida por máquinas
especializadas e o transporte para as indústrias efectuou-se com
viaturas de pequena tonelagem, de forma desorganizada, gerando o caos
nas entregas, com graves prejuízos na qualidade do produto. Não
existia qualquer registo ou planeamento da produção, nem controlo dos
adubos e fitofármacos aplicados.

Hoje, nesta organização de produtores toda a área de tomate produzida
pelos associados obedece a um plano de produção rigorosamente
concebido, planeado e acompanhado por técnicos. A escolha das
variedades, a produção das plantas, a época de plantação e o seu
escalonamento, e os produtos agroquimicos utilizados e todos os
factores de produção, ou são fornecidos, ou são aconselhados pela
AlenSado, sendo feito um acompanhamento e um controle produtivo
permanente, por forma a que seja obtida, por parte de cada associado,
uma produção de qualidade e em quantidade, de acordo com as exigências
da industria e com pleno respeito pelas regras ambientais. Hoje esta
cultura está plenamente mecanizada, desde a plantação até à colheita.
As colheitas são coordenadas com os transportes, de acordo com o
planeamento efectuado conjuntamente com a indústria. A média produtiva
situa-se nas 100 t/ha de tomate indústria com certificação de
qualidade Globalgap.

Os agricultores fizeram o seu trabalho, investiram, mudaram, evoluíram
e obtiveram resultados.

Mas estamos na Europa e em Portugal. Produzir muito, produzir com
qualidade pode não ser suficiente se a estrutura de custos for
insuportável e se o preço pago pela indústria estiver ao nível tão
baixo que não permita suportar esses custos. Hoje um Kg de tomate
entregue na industria vale em média 0,075 €, quando em 1996 valia
0,095 €, sabendo-se que em 17 anos todos os factores de produção têm
aumentado anualmente. Hoje produzir um ha de tomate é um pesado
investimento e um investimento de alto risco. Em média, será
necessário investir 6000 a 6500 €/ha, esperando que S.Pedro seja
benévolo ou que não ocorra qualquer anormalidade que permita obter
pelo menor 90 t/ha para poder recuperar o investimento e poder obter
alguma remuneração do seu trabalho. É um risco demasiado elevado, com
muito pouca "rede" uma vez que os seguros ou não existem ou estão
desenquadrados das reais necessidades de cobertura, sendo cada vez
menos os agricultores que se dispõem a arriscar, sobretudo quando
encontram alternativas produtivas de menor investimento e menor risco,
como por exemplo o milho.

Com o recente desligamento total e a perspectiva da vinda da nova PAC,
com incertezas que tardam em ser esclarecidas, com um mercado
liberalizado e altamente concorrencial de países com claras vantagens
competitivas, nomeadamente ao nível das suas estruturas de custos, a
produção de tomate poderá ser altamente problemática nos próximos
anos.

Há que tomar medidas que acautelem o futuro da cultura, medidas
politica e decisões estratégicas que possam melhorar a competitividade
industrial e apoios dirigidos aos agricultores que possam compensar os
desequilíbrios de uma concorrência desleal de outros países em que as
exigências laborais e ambientais são menosprezadas.

Os produtores de tomate não querem "ajudas", querem simplesmente que a
sua conta de cultura seja positiva, que possam obter, como em qualquer
sector de actividade, a justa remuneração do seu trabalho e o retorno
do seu investimento. Cabe á industria e aos decisores políticos estar
atentos e criar as condições para a manutenção e expansão de uma
cultura que tem um elevado potencial de exportador e de criação de
valor acrescentado para Portugal.

Ilídio Martins
Presidente da Assembleia Geral da AlenSado

http://www.agroportal.pt/a/2013/ilmartins3.htm

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Fraude fiscal faz disparar preço da batata

foto RUI DA CRUZ/GLOBAL IMAGENS
Silvino Tomás, agricultor de Vagos

As autoridades estão a averiguar uma denúncia sobre a fuga ao Fisco no
setor agrícola, com uma lista de empresários que, alegadamente,
compram batatas aos agricultores e abastecem o mercado, sem faturação.

"A fuga ao Fisco neste setor é quase generalizada", afirma ao JN o
membro de uma associação de produtores que, preocupado com o que se
está passar na "campanha das batatas" que arrancou há um mês,
denunciou o problema ao Ministério Público, Finanças, GNR e Polícia
Judiciária. Oficialmente, a GNR garantiu que a denúncia "está a ser
objeto de análise e averiguação, para possível ação". O JN sabe que a
PJ está igualmente atenta, mas não percebeu como reagiram os
departamentos do Ministério Público e Finanças que também a receberam
há duas semanas.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3286163

Pastores querem medidas compensatórias para quem pratica a pastorícia em zonas de lobos

inShare

22 de Junho, 2013
Os pastores europeus querem ver incluídas no documento da Política
Agrícola Comum para 2014-2020 medidas compensatórias directas a quem
pratica uma actividade de pastorícia extensiva em zonas de alcateias,
pelos serviços ambientais que são prestados.

O tema foi hoje discutido no concelho de Vimioso, por técnicos e
pastores oriundos de países como Portugal, Espanha, Estónias, Roménia,
Suécia e Polónia, no âmbito do projeto transnacional "Lobo: Vida
Selvagem e Agricultores".

"Tem de haver indemnizações directas e indirectas", defendeu Filipe
Marrão, da Corane - Associação de Desenvolvimento da Terra Fria
Transmontana, segundo o qual, quando há um ataque a ovelhas, existem
uma série "de danos colaterais que se irão manter no futuro, tais como
abortos e stresse".

Outro dos pontos a incluir no documento reivindicativo passa pela
criação de Unidades Especializadas em Assistência Pecuária, para
responderem aos ataques de lobos, dotadas com pessoal especializado
para "dar um serviço de qualidade e reduzir a burocracia".

Os objectivos dos pastores é o de serem considerados como
interlocutores "indispensáveis" na tomada de decisões, havendo ainda a
sugestão de criação de Comissões Setoriais Ambientais, que contemplem
a participação de agentes sociais, económicos, territoriais e meio
ambientais.

Durante os trabalhos, foram realizadas acções de sensibilização junto
das comunidades rurais, tendo sido identificado património material
relacionado com a pastorícia, recolhidos testemunhos, preparados
livros e documentários.

O documento, a entregar à União Europeia, defende ainda a criação de
medidas preventivas, como a implementação de cercas ou a criação de
seguros específicos, bem como de etiquetas de certificação de
qualidade para produtos oriundos de zonas rurais com alcateias.

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78411

Já se fazem passeios a cavalo junto do Chalet da Condessa d' Edla

Por Alexandra Prado Coelho

23.06.2013

A Parques de Sintra - Monte da Lua inaugurou a recém-recuperada
Abegoaria, um edifício rural do século XIX que estava em ruínas, na
Quinta da Pena, e que servirá de base para turismo equestre.

Os convidados da Parques de Sintra - Monte da Lua (PSML) estão em
frente ao recém-recuperado edifício da Abegoaria à espera da ministra
da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção
Cristas, e observam, curiosos, quatro cavaleiros chineses que acabam
de passar montados nos seus cavalos. A inauguração oficial da
Abegoaria da Quinta da Pena só aconteceu na sexta-feira, mas o turismo
equestre, que é a grande aposta deste novo pólo turístico de Sintra,
já é uma realidade, como comprovam os inesperados cavaleiros chineses.

Os cavalos que acabaram de passar são da Companhia das Lezírias, com a
qual a Parques de Sintra estabeleceu um protocolo para a oferta de
programas de passeios equestres em antigas propriedades reais
(Lezírias, Mafra e Pena). Mas há outros cavalos na Abegoaria - e vão
relinchar entusiasticamente durante a apresentação do novo espaço pelo
presidente da PSML, António Lamas.

Trata-se de três cavalos Ardennais, que apoiam os trabalhos florestais
e que são utilizados nos passeios de charrete, e quatro cavalos de
sela e recreio para turismo equestre. A estrela, no entanto, é um
pónei, que poderá ser montado por crianças, e que tem uma mancha
branca em forma de mapa de Portugal. Os cavalos estão já instalados
nas novas cavalariças integradas no projecto de recuperação da
Abegoaria - um investimento de perto de 916 mil de euros, financiado
pela PSML.

Esta corresponde à segunda fase da reabilitação da Quinta da Pena,
depois da recuperação do Jardim do Chalet da Condessa d' Edla. A zona
era a antiga Tapada da Vigia, um conjunto de terrenos agrícolas
comprados em 1843 pelo rei D. Fernando II que, com a ajuda do barão de
Eschwege, os transformou parcialmente na Quinta da Pena. O estilo
introduzido pelo rei foi o de uma Ferme Ornée, ou Quinta Ornamental,
onde, explica o material disponibilizado pela PSML, "as funções
produtivas e cénicas proporcionavam agradáveis percursos".

A Abegoaria - vê-se nas imagens de uma pequena exposição sobre o
projecto - era praticamente uma ruína até há pouco tempo. O edifício
do século XIX estava bastante degradado, mas a situação piorou
consideravelmente com um incêndio em 1999. Agora, depois das obras,
este antigo apoio às actividades agrícolas, com estábulos, armazém de
alimento para animais e instrumentos de lavoura, que servia também
para guardar viaturas de trabalho e carruagens, passa a ter uma sala
de exposições e conferências, e os serviços de gestão das actividades
no local.

Nas traseiras da Abegoaria havia um edifício construído na década de
50 do século XX pela Direcção-Geral de Florestas que ali instalou um
centro de formação para guardas florestais, e que foi agora demolido,
permitindo a construção das cavalariças. Mas não há apenas cavalos na
Quinta da Pena. Quando se entra pelo antigo Portão das Vacas
encontra-se logo à direita um grupo de cabras que nos olham admiradas.
Noutras zonas há ovelhas, coelhos, e aves de capoeira, numa recriação
da quinta que ali terá existido no tempo de D. Fernando II. Um
trabalho de pesquisa permitiu encontrar várias referências às hortas e
aos animais que no passado por aqui existiram.

Junto às cavalariças foi construído um paddock para aquecimento dos
cavalos. E na encosta por detrás criou-se um reservatório para combate
a incêndios, com sala para os equipamentos de bombagem, abastecido com
água proveniente de minas. Mas as obras ainda não terminaram
completamente. Vai haver uma terceira fase onde será recuperado o
complexo de estufas, que é constituído por um aviário, uma estufa
principal aquecida e dois estufins de produção de plantas, para além
de uma casa de jardineiro que será transformada em cafetaria.

http://fugas.publico.pt/Noticias/321847_ja-se-fazem-passeios-a-cavalo-junto-do-chalet-da-condessa-d-edla

Preços de laticínios e ovos em Portugal acima da média europeia

21.06.2013 16:13

ECONOMIA


Os preços do leite, queijo e ovos em Portugal atingiram em 2012
valores acima da média comunitária, segundo um relatório hoje
divulgado pelo Eurostat.

O documento do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia
(UE), que compara os níveis de preços de produtos alimentares, bebidas
não alcoólicas e tabaco na Europa, revela grandes disparidades nos
níveis dos preços ao consumo entre os 27, com o preço de um "cabaz de
compras" comparável a chegar a atingir, no Estando-membro mais caro da
União, o dobro do valor registado no Estado-membro mais barato.

A Dinamarca apresentou em 2012 o nível de preços de produtos
alimentares e de bebidas não alcoólicas mais elevado da UE, com 143%
da média da UE, encontrando-se no extremo oposto a Polónia, com 61%,
enquanto Portugal está um pouco abaixo da média comunitária, com 90%.

No entanto, em Portugal , enquanto o preço do pão e cereais esteve
ligeiramente abaixo da média da UE (97%) e o da carne foi apenas 75%
relativamente à média europeia, o custo do leite, do queijo e dos ovos
esteve acima da média, atingindo os 105%.

Quanto às bebidas não alcoólicas e ao tabaco, os preços em Portugal
no ano passado estavam abaixo da média comunitária (respetivamente 89%
e 84%), com as variações, no caso das bebidas, a oscilarem entre os
67% na Bulgária e os 175% na Finlândia, e no caso do tabaco a ir dos
52% na Hungria aos 199% na Irlanda.

Lusa

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/06/21/precos-de-laticinios-e-ovos-em-portugal-acima-da-media-europeia

BEL investe 2 milhões em fábrica de Vale de Cambra

Publicado por Daniel Rijo
Junho 22, 2013

VALE DE CAMBRA – A Bel Portugal vai investir, até ao final do ano,
três milhões de euros nas fábricas Portuguesas. Um milhão vai ser
investido na fábrica da Ribeira Grande, nos Açores onde são produzidos
os produtos da marca Terra Nostra e dois milhões vão ser aplicados na
unidade de Vale de Cambra, nomeadamente, na implementação de uma nova
área de ralação de queijo e, também, na reformulação de linhas de
produção já existentes, com o objetivo de aumentar a flexibilidade de
produção e a produtividade.

A medida foi anunciada numa visita à fábrica de Vale de Cambra, que
contou na presença de Nuno Vieira e Brito, Secretário de Estado da
Alimentação e da Investigação Agroalimentar e de José António Bastos,
Presidente da Câmara de Vale de Cambra.

"Portugal é um mercado estratégico e muito relevante, a nível
internacional, para a Bel. Somos líderes de mercado, com as nossas
marcas a ter uma penetração e uma aceitação ímpar juntos dos
consumidores. Por outro lado, é com enorme orgulho que contribuímos
para a economia nacional, dando emprego a cerca de 600 colaboradores
nas nossas três fábricas, duas nos Açores e uma em Vale de Cambra",
defendeu Ana Cláudia Sá, Diretora Geral da Bel em Portugal.

A unidade de Vale de Cambra é onde se produz a marca Limiano, queijo
líder em Portugal com 50 anos de história, e onde se concentra também
a unidade de fatiamento, que é utilizada por todas as marcas da
empresa.

O aumento da capacidade de produção vai permitir alavancar a
exportação para mercados como Angola e noutros países onde as marcas
portuguesas têm relevância. Os chamados mercados da saudade, como a
França ou Suíça, são igualmente uma prioridade para a Bel. A visão da
Bel é que a exportação represente 10% das vendas nacionais no espaço
de 3 anos.

"Vale de Cambra conseguiu impulsionar-se com a presença de empresas de
prestígio, como a BEL. Orgulhamo-nos de ter bons exemplos empresariais
no nosso município…."

"Vale de Cambra tem um índice de desemprego baixo e deve-o a empresas
como a BEL que continuam a apostar e a investir, mesmo numa conjuntura
de crise, como a que vivemos atualmente…", declarou Eng.º José António
Bastos, Presidente da Câmara de Vale de Cambra.

"A dinâmica do sector agroalimentar rege-se por empresas que investem
mesmo em momentos económicos menos favoráveis.". "A aposta na inovação
e na procura constante de novas oportunidades, permitem suplantar
certas dificuldades e a dinâmica que a BEL imprime no setor promove a
melhoria do mercado e, consequentemente do país, tal como ele merece…"
Nuno Vieira e Brito, Secretário de Estado da Alimentação e da
Investigação Agroalimentar.

Apesar da atual conjuntura económica, a Bel Portugal tem conseguido
crescer de ano para ano. Em 2012, faturou cerca de 118 milhões de
euros, mais 2 milhões do que em igual período do ano anterior. O
primeiro semestre de 2013 apresenta 4% de crescimento em volume,
estando a conseguir cumprir o objetivo de crescimento anual.

Sobre a Fromageries Bel Portugal

A Bel Portugal (www.belportugal.pt) é uma empresa especialista em
queijo, com várias marcas que fazem parte dos hábitos alimentares dos
portugueses há gerações. É líder do mercado de queijo, detendo as duas
maiores marcas – Limiano (www.limiano.pt) e Terra Nostra
(www.terra-nostra.pt) – que lideram também o segmento de flamengo. A
marca ícone mundial da Bel é A Vaca que ri (www.avacaqueri.pt), que
lidera em Portugal o segmento de queijo fundido. Com 3 fábricas em
Portugal (2 nos Açores e 1 em Vale de Cambra) e cerca de 600
colaboradores, a Bel tem uma forte presença local, sendo ativa de
ponto de vista social e ambiental.

http://local.pt/bel-investe-2-milhoes-em-fabrica-de-vale-de-cambra/

domingo, 23 de junho de 2013

Ministro britânico do ambiente apela em prol dos OGM

RICARDO GARCIA

20/06/2013 - 18:17

Em discurso criticado por ambientalistas, governante diz que a Europa
está a perder tempo em relação aos transgénicos.


O ministro britânico do Ambiente, Owen Paterson, fez esta quinta-feira
um firme apelo em favor dos alimentos geneticamente modificados, cujo
cultivo na Europa tem desde sempre enfrentado forte resistência.

Num longo discurso exclusivamente dedicado ao tema, num dos principais
institutos britânicos de investigação agrária, o Rothamsted Research,
Paterson repetiu argumentos conhecidos em favor dos organismos
geneticamente modificados (OGM) e disse que a Europa está a perder
tempo.

O ministro mencionou estatísticas da OCDE e da ONU, de que será
preciso aumentar a produção de alimentos em 60% nos próximos 40 anos.
"Precisamos de novas tecnologias, entre elas os OGM", afirmou.

Bem utilizados, os transgénicos "prometem formas efectivas de
protecção e aumento das colheitas", afirmou. "Têm também o potencial
de reduzir o uso de fertilizantes e químicos, aumentando a eficiência
na produção agrícola e reduzindo os danos após as colheitas".

As culturas transgénicas continuam a expandir-se no mundo, com 170
milhões de hectares cultivados em 2012, em 28 países, segundo o
Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de
Agro-biotecnologia. Mas quase 90% das plantações estão concentradas em
cinco países: Estados Unidos (41%), Brasil (21%), Argentina (14%),
Canadá (7%) e Índia (6%).

A União Europeia responde por menos de 1% das culturas, com apenas uma
variedade de milho transgénico aprovada para cultivo. "Enquanto o
resto do mundo está a avançar e a colher os benefícios das novas
tecnologias, a Europa corre o risco de ficar para trás", disse
Patterson. "A utilização dos OGM pode ser tão transformadora como a
primeira revolução agrícola", completou.

O discurso foi prontamente criticado por algumas organizações. "Na
verdade, os OGM são um estranho no ninho. Afastam e destróem os
sistemas (...) de que precisamos para alimentar o mundo", sustenta
Peter Melchett, da Soil Association, uma organização britânica do
sector da agricultura biológica.

Owen Paterson foi nomeado pelo primeiro-ministro David Cameron em
Setembro de 2012, gerando um grande desconforto entre ambientalistas,
devido a posições públicas sobre temas como as alterações climáticas,
a caça à raposa e a exploração de gás de xisto.

"É difícil tomar lições de ciência de um céptico das alterações
climáticas", diz Doug Parr, cientista-chefe do Greenpeace no Reino
Unido. "Paterson devia indagar-se sobre o que está a funcionar, ao
invés de seguir cegamente a propaganda do agro-negócio".

Parr recorda que na chamada Revolução Verde, que aumentou
drasticamente a produção de alimentos no mundo a partir dos anos 1940,
os cientistas criaram variedades de milho resistente à seca, sem
recurso à manipulação genética, aumentando em 20 a 30% as colheitas.

http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/ministro-britanico-do-ambiente-apela-em-prol-dos-ogm-1597927

17,3 milhões de agricultores cultivam transgénicos

Existem 170 milhões de hectares e mais de 17,3 milhões de agricultores
em todo o mundo utilizam variedades geneticamente modificadas, o que
corresponde a cerca de 10% de ocupação da área arável mundial.

Vítor Andrade
13:05 Quarta feira, 19 de junho de 2013


Trinta anos após a primeira demonstração de que é possível obter
plantas geneticamente modificadas, 170 milhões de hectares e mais de
17,3 milhões de agricultores em todo o mundo utilizam variedades
melhoradas com recurso a esta tecnologia, o que corresponde a cerca de
10% de ocupação da área arável mundial.

Esta informação acaba de ser divulgada pelo Centro de Informação de
Biotecnologia (CIB), que no passado fim-de-semana discutiu em Santarém
o futuro da investigação científica aplicada à agricultura..

Durante as últimas três décadas foram gastos 300 milhões de euros por
mais de 400 grupos de investigação, só na Europa, para se estudar os
níveis de segurança das variedades geneticamente modificadas,
"confirmando-se que estas variedades são mais seguras que as
convencionais e que não colocam riscos superiores aos das variedades
melhoradas por outras metodologias", esclarece o CIB.

O mesmo organismo de investigação acrescenta que após três milhares de
milhões de refeições contendo produtos provenientes destas variedades,
"não se detectaram quaisquer casos de saúde pública. Da mesma forma
não existem registos de impactos negativos na saúde dos animais que
são alimentados com rações contendo estas variedades".

"Por todo o mundo as instituições públicas desenvolveram soluções para
os mais variados problemas agrícolas, agro-alimentares e ambientais,
os quais se encontram à espera de uma oportunidade para serem
testados", sublinham os técnicos do CIB.

Europa num impasse político sobre transgénicos


Note-se, porém, que apesar do sucesso desta tecnologia de melhoramento
de plantas, a União Europeia "encontra-se numa situação de impasse
político sendo incapaz de tomar uma decisão quanto à utilização dos
produtos desta tecnologia e recusando a aprovação de novos eventos com
base no conhecimento científico", notam os mesmos especialistas.

Esta "incapacidade" prejudica, segundo o CIB, a economia europeia pois
calculam-se em "mais de 9,6 mil milhões de euros os custos
desnecessários associados e mais de 443 milhões de euros de lucros
perdidos pelos agricultores europeus. Devido a esta incapacidade para
decidir o número de ensaios de campo na Europa tem vindo a diminuir,
apesar de existirem novos eventos, como o que permite melhorar a
absorção do fósforo pelos animais ruminantes, reduzindo os impactos
ambientais da excreção e acumulação no solo de fósforo, ou o que
aumenta o teor de omega3 em soja e em colza, melhorando as
características dos óleos alimentares produzidos a partir destas
plantas".

Com a sua posição, "a União Europeia não só está a prejudicar a sua
economia, impedindo os seus agricultores de usufruírem desta
tecnologia e obrigando-os a competir em desigualdade com agricultores
de países terceiros, como também condiciona a utilização desta
tecnologia em países de outros continentes como é o caso de muitos
países africanos", concluem os responsáveis do CIB.

Mundo vai precisar de mais comida


Este organismo nota ainda que "num mundo em mudança, em que serão
necessários aumentos de produtividade de cerca de 30% para alimentar
uma população, que em 2050 se espera ser de 9 mil milhões de pessoas,
em que as alterações climáticas condicionam as produções e em que é
impossível aumentar a área de solo arável, só a utilização de todo o
conhecimento científico disponível permitirá à agricultura alcançar os
objectivos de sustentabilidade ambiental, mas também social e
económica, que lhe são exigidos. A agrobiotecnologia tem um contributo
decisivo a dar neste contexto".


http://expresso.sapo.pt/173-milhoes-de-agricultores-cultivam-transgenicos=f814915

Helicópteros já podem avançar para o fogo

Ministro da Administração Interna confirmou o visto do Tribunal de Contas.
18-06-2013 19:57


Desbloqueado contrato dos helicópteros para combate a incêndios

O Tribunal de Contas deu luz verde ao fornecimento ao Estado, em
regime de aluguer, de 28 helicópteros de combate a incêndios
florestais.

A indicação foi dada no Parlamento pelo ministro da Administração
Interna, Miguel Macedo. "O contrato já tem visto para os [meios
aéreos] médios e os anfíbios. Esse problema está resolvido", disse.

Os oito helicópteros médios deviam ter entrado em funcionamento no
passado sábado, num dispositivo integrado na fase Bravo de combate a
incêndios florestais, que começou a 15 de Maio e termina a 30 de
Junho.

O ministro da Administração Interna adiantou que os helicópteros vão
entrar em funcionamento logo que possível.

Já os aviões anfíbios vão entrar o dispositivo de combate a incêndios
florestais a 20 de Junho.

O ministro esteve na Assembleia da República onde discutiu o Relatório
Anual de Segurança Interna (RASI) de 2012.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=111485

sábado, 22 de junho de 2013

Componente "verde" da PAC continua a ser tema de discórdia

20-06-2013


O Conselho de Ministros da União Europeia da próxima semana será
decisivo para a agricultura do bloco europeu dos próximos anos, com o
componente "verde" da política agrícola comum (PAC) a ser tema de
destaque esta semana.

A divergência de opiniões sobre o tema é clara sobre se este deveria
ser aplicado a hectares elegíveis ou aos que recebem os direitos. Por
outro lado, ganha cada vez mais adeptos, a existência de uma lista de
medidas equivalentes às propostas da Comissão, como a diversificação
de culturas, manutenção das pastagens permanentes e zonas de interesse
ecológico.

Contudo, há uma diferença de opiniões sobre como deveria ser esta
lista, ou seja, fechada, na qual apenas a Comissão possa adicionar
novas medidas ou aberta a todos os Estados-membros.

A duplo financiamento do componente "verde", uma medida que recebe
apoio pelo primeiro e segundo pilar, também tem sido tema de debate,
tal como a percentagem de ajudas associadas. O acordo de concertação
tripartida estabelece uma variação de 10 a 15 por cento. Quinze
países, entre os quais, a Espanha, Itália e França, são a favor de um
aumento até os 15 por cento de ajudas não associadas.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46732.aspx

Preço de bens alimentares dispara no Interior

Publicado em 2013-06-20



foto AMMAR AWAD/REUTERS

25 0 0

Para encher um cabaz com 85 produtos, todos de marcas de fabricantes,
ou para comprar os mesmos produtos, mas fazendo um mix entre marcas de
fabricantes e as marcas próprias da distribuição, o sítio mais barato
do país é o Jumbo da Amadora. O Interior paga mais caro.

A Deco Proteste visitou, mais uma vez este ano, 581 lojas de todo o
país, analisou 50 617 preços para dois cabazes e revela agora onde se
podem fazer as maiores poupanças.

Analisando o estudo, é possível verificar que o preço médio subiu em
quase todos os distritos, mas nos do interior essa subida foi maior.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3277262

Portugal depende menos do exterior para se alimentar

No espaço de um ano, entre 2011 e 2012, Portugal viu o seu défice
alimentar reduzir-se de 4,5 mil milhões para 3,9 mil milhões.
Vítor Andrade
9:27 Sábado, 22 de junho de 2013
Paulo Buchinho
TEXTO A A Imprimir Enviar

Entre 2011 e 2012 Portugal viu o seu défice alimentar reduzir-se de
4,5 mil milhões para 3,9 mil milhões, em grande parte devido a um
aumento das exportações, mas também à quebra nas importações.

Naturalmente que o abrandamento do consumo interno das famílias também
ajudou mas, na verdade, Portugal assiste a um ressurgimento da
atividade agroalimentar e há mais portugueses a comprar o que é nosso.

No cômputo geral, os segmentos do agroalimentar, pescas e ainda
produtos florestais contribuíram para uma redução de 54% da
dependência do exterior, tendo-se passado de um défice de 3,3 mil
milhões para 1,5, entre 2011 e 2012.

Lei mais na edição de 22 de junho do Expresso


http://expresso.sapo.pt/portugal-depende-menos-do-exterior-para-se-alimentar=f815473

Jumbo eleito pela Deco Proteste como o mais barato

ANA RUTE SILVA

20/06/2013 - 00:29

Comparação entre um cabaz de 85 produtos.

NUNO OLIVEIRA

O hipermercado Jumbo na Amadora é o mais barato para quem encher o
carrinho de compras com os mesmos 85 produtos escolhidos pela
revistaProteste, uma publicação da Deco. Para as compras de mercearia
e drogaria, também se destaca outra loja Jumbo, do grupo Auchan, em
Carnaxide. Nos frescos, o mesmo hipermercado na Amadora consegue a
melhor classificação. E, finalmente, nos cabazes que combinam produtos
de fabricante e de marca da distribuição, "ganha" o Pão de Açúcar de
Vila Nova de Gaia, supermercado do mesmo grupo.

O estudo da Proteste baseou-se na comparação de 50.617 preços,
recolhidos em 581 lojas de todo o país e três online. Foram abrangidos
81 concelhos e, pela primeira vez, a revista incluiu o "cabaz mix" que
combina produtos de marca com os mais baratos, da insígnia da
distribuição. "Mais adaptado aos novos hábitos, este cabaz reflecte o
consumo real dos portugueses", justifica.

Da amostra, foram excluídas 12 lojas (todas do grupo Auchan e da
Sonae, dona do Continente e do PÚBLICO) por "falta de transparência e
de confiança". "O trabalho dos nossos inquiridores foi condicionado na
hora da visita à loja, ou detectámos um posicionamento anómalo nos
preços expostos nessa altura", denuncia a revista. Entre essas lojas
está, por exemplo, o Continente da Amadora, que concorre directamente
com o Jumbo na mesma localidade, considerado o mais barato neste
artigo.

Olhando apenas a tabela que distingue as lojas mais baratas para
comprar o que a Proteste designa de "cabaz mix", o Jumbo e o Pão de
Açúcar ocupam os dois primeiros lugares. Segue-se o Continente Modelo,
o Continente e o Continente Bom Dia, que tem a mesma classificação do
Pingo Doce, detido pela Jerónimo Martins. Em 17 cadeias analisadas, o
supermercado Intermarché ocupa a 9ª posição, o Minipreço a 10ª e o
Lidl a 11ª.

O artigo diz ainda que trocar produtos por outros equivalentes mas
mais baratos pode representar uma poupança média de 20%. "Nos
estabelecimentos Ponto Fresco atinge o recorde de 24%, e no Lidl e Pão
de Açúcar ronda os 22%", lê-se no documento.

A escolha da loja também determina o nível de poupança conseguido:
comprar produtos de mercearia, drogaria e frescos no Pão de Açúcar do
centro comercial Amoreiras significa uma poupança de 348 euro ano, em
comparação com o El Corte Inglés.

No geral, os preços mais altos são praticados no distrito de Beja,
Bragança e Guarda. Pelo contrário, Lisboa, Porto e Vila Real
destacam-se por oferecer os produtos (seleccionados para este estudo)
mais em conta.

A Proteste alerta ainda que os supermercados online cobram preços
acima da média em comparação com as lojas físicas da mesma cadeia. Em
cerca de metade dos distritos, a revista "descobriu uma loja com
preços iguais ou inferiores aos dos supermercados virtuais".

http://www.publico.pt/economia/noticia/jumbo-eleito-pela-deco-proteste-como-o-mais-barato-1597843

Estado é dono de 10% das terras

Agricultura: Dois milhões de hectares abandonados sem qualquer gestão



Estado perde "largas centenas de milhões de euros" em terras de que é
proprietário. Entre 500 mil e 1 milhão de hectares continuam ao
abandono

20 de Junho, 01h00

Por:Paulo Pinto Mascarenhas


O Estado é dono de mais de 10% das terras em Portugal, num valor
calculado de "largas centenas de milhões de euros". São 500 mil a 1
milhão de hectares de terras sem qualquer tipo de gestão rural. Quem o
garante é o estudo 'O Cadastro e a Propriedade Rústica em Portugal', a
que o CM teve acesso e é hoje apresentado no Porto.

Os autores e especialistas, Rodrigo Sarmento de Beires, João Gama
Amaral e Paula Ribeiro, chamam a atenção para o facto de o Estado não
saber ao certo de quantas propriedades é dono. Para isso, é
indispensável que seja realizado o cadastro predial, um instrumento
público que se prevê oficialmente custar "690 milhões de euros em 15
anos".

No estudo apresentam-se alternativas para reduzir os custos e os
prazos dessa investigação considerada essencial. Neste momento, ainda
segundo os autores, "o universo dos prédios rústicos sem gestão" em
Portugal "rondará os 2 milhões de hectares" e "muitas dessas terras
estão pura e simplesmente abandonadas". O Estado perde ainda muitos
milhões de euros todos os anos em "IMI rústico".

Na obra, lançada hoje com o patrocínio da Fundação Francisco Manuel
dos Santos, indica-
-se que "nos 308 concelhos do País, a componente rústica do Imposto
Municipal sobre Imóveis, o IMI rústico, como passaremos a dizer, rende
apenas cerca de 8 milhões de euros, num montante global de mais 1065
milhões de euros do IMI coletado sobre os prédios urbanos". Ou seja,
"não chega a 1% do IMI total".

Em resposta ao CM, o autor Rodrigo Sarmento de Beires afirma que "será
sempre complexo gerir e fazer aproveitar" todo o património do Estado,
"ou será mesmo impossível fazê-lo enquanto a Administração mantiver a
sua postura autoritária e centralista". O que falta, acrescenta, "é
uma estratégia programática concertada, com instrumentos operacionais
adaptados e regionalizados".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/estado-e-dono-de-10-das-terras

Verão vai ser menos quente do que o habitual

Rita Roque21 Jun, 2013, 08:16 / atualizado em 21 Jun, 2013, 11:25

O verão começou esta madrugada, às 6h04. As previsões dos
meteorologistas apontam para um verão mais frio do que nos últimos
anos.

Embora as estimativas a longo prazo não sejam tão fiáveis quanto as de
curto prazo, os meteorologistas do Instituto Português do Mar e da
Atmosfera afirmam que o estado do tempo deverá apresentar-se instável
nos próximos três meses.

(com Sandra Henriques)

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=661010&tm=8&layout=123&visual=61