quinta-feira, 20 de março de 2014

Extratos de plantas podem ter efeitos anti-inflamatórios em suínos


por Ana Rita Costa
18 de Março - 2014
Incluir extratos de plantas na alimentação de suinos pode ter efeitos anti-inflamatórios na saúde destes animais e ajudar a combater doenças como a E.coli e o Síndrome Reprodutivo e Respiratório Suíno.

 
Para chegar a estas conclusões, um grupo de investigadores alimentou vários porcos com quatro dietas distintas, uma de controlo e três adicionais que incluíram alho, oleoresina de cúrcuma extraída do gengibre e capsicum oleorresina de pimenta. Metade dos suínos sujeitos a esta alimentação sofria de uma das doenças e a outra metade não possuía nenhuma destas condições.

“Sabemos há muito tempo que os extratos de plantas, também conhecidos como óleos essenciais, têm determinados efeitos em certas ações biológicas. Podem, por exemplo, atuar como antioxidantes ou como antimicrobióticos”, refere Yanhong Liu, responsável pela investigação.

A E.coli, uma doença bacteriana do intestino, provoca diarreia, diminuição do apetite, diminuição do peso e, em alguns casos, pode ser fatal. Por outro lado, os sintomas de Síndrome Reprodutivo e Respiratório Suíno podem ir de febres, dificuldades respiratórias e perda de apetite até problemas no desenvolvimento e crescimento do animal.

O estudo demonstrou que os suínos portadores das doenças e que foram alimentados com os três extratos de plantas tiveram diarreia com menos frequência que os porcos sujeitos à dieta de controlo. O investigador revela também que os porcos sem qualquer tipo de doença, e com diarreia pouco frequente, também beneficiaram dos extratos de plantas. 

CEEV saúda a reforma das regras da ue sobre os produtos vitivinÍcolas aromatizados

CEEV 

COMUNICADO DE IMPRENSA 

Os produtores de vinho da UE acolhem com agrado este novo quadro regulamentar da UE, o qual respeita as especificidades dos produtos tradicionais do sector do vinho, conferindo espaço para a inovação na sua elaboração, e clarificando a apresentação comercial destes produtos. 

Bruxelas, 20 de Março de 2014 - O CEEV saúda a publicação deste novo regulamento da UE (que substitui o regulamento de 1991) sobre os produtos vitivinícolas aromatizados, que oferece um quadro regulamentar claro para estes produtos à base de vinho, de acordo com as regras internacionais e padrões da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) sobre definições e práticas enológicas. 

Este regulamento apresenta uma abordagem qualitativa do setor dos produtos vitivinícolas aromatizados, promovendo - entre outros fatores - a quantidade de vinho usado durante o processo de elaboração, reforçando a ligação com o sector do vinho e sua economia. A cada ano, mais de 2 milhões de hectolitros de vinho são usados pelo setor de produtos vitivinícolas aromatizados na Europa. 

Este regulamento também protege a produção e a apresentação comercial tradicionais de alguns destes produtos bem reconhecidos pelos consumidores, i.a. o status quo em regras de rotulagem aplicáveis a denominações de venda de produtos tradicionais, como a Sangria. 

Este regulamento também reconhece plenamente a inovação tecnológica dos últimos 20 anos, o que permite que os produtores garantam a qualidade e diversidade de seus produtos, e ao mesmo tempo assegurando a competitividade do sector e a protecção dos interesses dos consumidores. 

"O setor de produtos vitivinícolas aromatizados está intrinsecamente ligado à família Europeia do vinho, para a qual representa um trunfo importante. Um quadro regulamentar renovado da UE foi altamente necessário para garantir uma produção de qualidade, assegurando, por um lado, que os produtos tradicionais guardam as características principais que contribuíram para a sua reputação, e, por outro lado, que o sector permanece inovador e competitivo. Isto foi conseguido através deste novo regulamento ", disse Enrique Fabregat, Presidente da Comissão de “Vinhos Aromatizados” do CEEV. 


SIMPÓSIOS ANIPLA 2014 "A AGRICULTURA TEM FUTURO"


COMUNICADO DE IMPRENSA

19 de Março 2014


Dia 25 de Março a ANIPLA – Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas vai organizar, um Simpósio, de âmbito nacional, intitulado – “AGRICULTURA TEM FUTURO”. O evento, cuja abertura será assegurada pelo Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Dr. Nuno Vieira e Brito, terá lugar no Centro de Congressos do Estoril.

Esta iniciativa, representativa do contributo do setor para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, pretende ser um espaço de informação e reflexão sobre temas atualmente em foco no setor agrícola nacional, caracterizando e valorizando a atividade agrícola no desenvolvimento social e económico do país. Entre os temas a abordar, destacamos as exigências, alterações e impactos para o setor fitofarmacêutico, que resultam da publicação da Lei nº 26/2013 e respetivo Plano de Ação Nacional.

Em 2014, propomos que o debate incida sobre a atual legislação e as eventuais necessidades de adaptação para um correto cumprimento da mesma. A Anipla e as suas empresas associadas entendem ser fundamental focar a discussão em temas que requerem uma análise mais detalhada, apoiando e sensibilizando os participantes para uma atuação responsável, e disponibilizando as ferramentas necessárias ao cumprimento das exigências nacionais.

Conscientes do desafio que é colocado ao Sector agrícola nacional, tendo em conta todas as preocupações relacionadas com a segurança alimentar, a saúde pública e a necessidade de contribuir, de forma positiva, para a construção de um futuro promissor no que respeita à competitividade da agricultura em Portugal, pretendemos criar um espaço de informação e debate que permita esclarecer e orientar todos os intervenientes com vista ao desenvolvimento de uma agricultura cada vez mais competitiva e sustentável.

Considerando o interesse nacional dos temas a abordar e o distinto conjunto de oradores convidados, a ANIPLA espera contar com uma audiência mista de participantes, entre os quais: Associações/Organizações de Agricultores; Agricultores; Aplicadores; Distribuidores de produtos fitofarmacêuticos; Empresas de aplicação; Ensino; Associadas Anipla e Entidades Oficiais.



Empresários e gestores discutem ideias de gestão nos agronegócios

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18 de Março - 2014
Cerca de 200 empresários agrícolas já reservaram o seu lugar no AgroIN, o congresso que vai discutir ideias de gestão num dia exclusivamente dedicado à partilha de informação entre agricultores e gestores de empresas agrícolas e agroindustriais. Um evento que não pode perder, dia 9 de Abril, no Centro de Congressos do Estoril. Já reservou o seu lugar? 

 
Onde e quando devemos inovar? Como valorizar produtos agrícolas criando valor? O que se deve ter em consideração na análise de rentabilidade? Onde somos competitivos? Como devemos planear investimentos em novos mercados? Que mecanismos de defesa existem na negociação de contratos com a grande distribuição?

Estas são algumas questões decisivas que serão levantadas e discutidas no AgroIN, um congresso que vai juntar o setor num dia de networking, com o foco apontado na gestão da actividade agrícola e agroindustrial.
 
Criar valor, rentabilidade e margem, novos mercados e negociação com a distribuição são os quatro temas chave deste fórum, que vão dar mote a um dia de apresentações, casos práticos e mesas redondas onde vão passar perto de duas dezenas de nomes como Augusto Mateus (Augusto Mateus e Associados), Francisco Avillez (Agrogés), João Miranda (Frulact), Joaquim Candeias (Intermarché) Jorge Soares (Campotec), Jorge Tomé (Banif), José Manuel Gomes (Casa de Prisca),Manuel Évora (Luís Vicente e Portugal Fresh), Manuel Rocha (Adega de Borba), Ondina Afonso (Portugal Foods) e Pedro Pimentel (Centromarca).
 
Marque já o dia 9 de abril na sua agenda e garanta o seu lugar em www.agroin.ife.pt

A entrada é livre, com inscrição obrigatória.http://www.ife.pt/sistema_de_acreditacao_v2/Formulario.aspx?evt=2548

Vendas de azeite em Espanha crescem 34% entre outubro e fevereiro


por Ana Rita Costa
19 de Março - 2014
As vendas de azeite em Espanha cresceram cerca de 34% entre outubro e fevereiro, alcançando um total de 1,5 milhões de toneladas.

 
De acordo com o ministro de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente de Espanha, Miguel Arias Cañete, estes resultados são “um recorde histórico para um país com 27 Denominações de Origem” e “com uma superfície de 650 000 hectares”.

“É verdade que temos que continuar a tentar exportar mais azeite engarrafado e menos a granel, mas pelo menos já estamos a exportar cerca de 49% do nosso produto em embalagens, o que é uma diferença substancial”, referiu o ministro.

Idoso morre em acidente agrícola

Um homem de 82 anos morreu depois de o trator que conduzia se despistar e capotar. 17 de Março 2014, 16h57Nº de votos (0) Comentários (0)   Um homem de 82 anos morreu ao início da tarde de segunda-feira, na localidade de Estevais, concelho de Mogadouro, vítima de acidente com um trator agrícola, disse à agência Lusa fonte do comando dos Bombeiros locais. Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu cerca das 14h10, tendo o óbito sido declarado no Urgência Básica do Centro de Saúde de Mogadouro. "Tratou-se de um despiste da máquina agrícola, seguido de diversos capotamentos. O trator foi parar a cerca de 100 metros da faixa de rodagem da estrada municipal, tendo o homem ficado prostrado a pouco mais de dois metros da berma da via", contou à Lusa o adjunto do comando dos Bombeiros de Mogadouro, José Carrasco. Ainda de acordo com a mesma fonte, a vítima foi encontrada em paragem cardiorrespiratória, motivo que levou a proceder a um conjunto de manobras de reanimação, "mas sem efeito". Nas operações de socorro participaram os Bombeiros Voluntários de Mogadouro, uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e elementos da GNR.

Primavera chega amanhã, em dia de verão e inverno

PORTUGAL

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

Primavera chega amanhã, em dia de verão e inverno
A primavera chega na quinta-feira à tarde, quando o dia é exatamente do tamanho da noite em todo o planeta e o sol atravessa o equador, com previsões de um dia com sol, mas também com chuva.
Diz o Instituto Português do Mar e da Atmosfera que estão previstas nuvens até ao final da manhã no litoral oeste e que de tarde as nuvens e talvez a chuva regressam ao interior norte e centro. Vai também ficar mais frio.
É num dia assim, à tardinha, que chega a primavera, quando forem 16:57. Suzana Ferreira, astrónoma do Observatório Astronómico de Lisboa, explica que todos os anos o início da estação difere (por vezes é no dia 21), devido ao alinhamento da terra em relação ao sol e também porque a terra não é um círculo perfeito nem o seu movimento é igual.
A hora do início do equinócio da primavera depende portanto desses ajustamentos devido ao eixo de rotação do planeta e o mesmo acontece nas outras três estações. Os dias vão agora começar a ficar cada vez maiores até ao Equinócio do outono, quando voltam a ser iguais às noites.
São os únicos momentos em que tal acontece. No hemisfério sul, na cidade de Ushuaia, Argentina, uma das mais a sul do planeta, o sol vai nascer às 10:30 e pôr-se às 22:46. E no ponto mais setentrional (a norte), numa pequena localidade da ilha de Spitsbergen chamada Longyerbyen, o sol nasce às 04:52 e põe-se às 17:21. Doze horas em ambos os casos.
Mas lembra Suzana Ferreira que, excetuando quem vive na linha do equador, tudo muda a seguir. Se em Portugal os dias vão ficando maiores à razão de um minuto em cada 24 horas, naqueles locais a diferença é de 15 minutos diários. Quando chegar o verão de Portugal Longyerbyen terá dias intermináveis e Ushuaia a noite mais longa.
"Nos dias a seguir e nos anteriores (à primavera) as diferenças são mínimas em Portugal", diz a responsável, palavras que indicam uma chegada discreta de uma estação que simbolizava o início do verão (que chega oficialmente a 21 de junho). A palavra deriva da expressão em latim "primo ver", ou primeiro verão.
É na verdade associada aos dias de sol, ao renascer da natureza e ao calor. Mas também às alergias provocadas pelos pólenes, cada vez mais agressivos devido à poluição, de acordo com especialistas.
E é ainda ela que determina a Páscoa, que é marcada para o domingo que se seguir à primeira noite de lua cheia após o equinócio.
Tirando as alergias, é por norma uma estação do agrado dos portugueses e antecede também outro momento normalmente apreciado, a mudança da hora, no último domingo do mês, quando o sol se põe, de um dia para o outro, uma hora mais tarde.
E ainda assim é discreta na chegada.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Agroalimentar dá discussão de números na Assembleia da República


A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse hoje na Assembleia da República que 2013 foi um "ano recorde" para as exportações do sector agroalimentar, números que foram contestados pelos socialistas que apontaram para um "recorde das importações".

Assunção Cristas, que está a ser ouvida na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, salientou que as exportações agroalimentares atingiram um recorde de 5.477 milhões de euros em 2013, mais 400 milhões de euros do que no ano anterior, mas o deputado Miguel Freitas (PS) contrariou a "euforia do governo", questionando os números.

"Houve também um recorde das importações do setor agroalimentar, houve um agravamento da balança comercial em 77 milhões de euros", afirmou o deputado socialista, pedindo à ministra que dê a conhecer "outros números que não os do INE", já que estes apontam para um valor de exportações na ordem dos 5,1 milhões de euros.

Na resposta a Miguel Freitas, Assunção Cristas insistiu que "não é verdade que tenha havido um agravamento" da balança comercial, mantendo que "houve um desagravamento em 21 milhões de euros" e reafirmou o "progresso notável das exportações", com um crescimento de 7,8% no ano passado.

Assunção Cristas reconheceu também que houve um aumento das importações, facto que justificou com "questões climáticas", nomeadamente no que diz respeitas a frutas, como as maçãs e os citrinos.

A ministra deu também conta da abertura de novos mercados para os produtos alimentares, com 55 decisões concluídas e 115 novos produtos.

Por outro lado, sublinhou que houve uma "melhoria da execução" do PROMAR (Programa Operacional de Pescas), que estimou rondar os 50%, tendo entrado 140 candidaturas desde o início do ano, com investimento associado de 40 milhões de euros.

Quanto à execução do PRODER, atingiu já os 79% e Assunção Cristas prevê chegar ao final de 2014 com 92%.

Desde o início do ano foram aprovadas 500 candidaturas no valor de 42 milhões de euros, acrescentou.

Fonte:  Lusa

Proposta de Enquadramento e Revitalização do investimento florestal em Portugal - síntese

ACRESCIMO

Comemora-se no próximo dia 21 de março o Dia Internacional da Floresta, este ano acompanhado pela comemoração dos 40 anos de vigência do regime democrático em Portugal, perfazendo ainda 28 anos desde a adesão do país à Comunidade Económica Europeia. A altura é oportuna para um diagnóstico do período decorrido e a análias aos seus impactos ao nível das florestas e do setor florestal nacional. Todavia, mais importante do que um diagnóstico, que não é famoso, o início da primavera é ideal para a apresentação de propostas que permitam atenuar erros do passado recente e revitalizar as florestas e, também por esta via, as regiões rurais de Portugal.

Efetivamente, apesar dos apoios da Política Agrícola Comum (PAC) às florestas portuguesas nos últimos 28 anos, através da alocução de milhares de milhões de euros de fundos públicos, não se constata uma redução dos riscos nas florestas, um reforço da economia florestal, um crescimento do emprego no setor, a valorização do território: o combate ao despovoamento e à desertificação, muito pelo contrário.

A oportunidade de futuros apoios públicos da PAC às florestas, agora no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) para o período 2014 a 2020, pode aportar um de dois resultados:

1. A persistência no histórico dos últimos 28 anos; ou,
2. Um corte radical com os modelos anteriormente definidos para a atribuição dos apoios.
A Acréscimo envereda determinadamente pela opção que garanta o retorno económico, ambiental e social ao investimento dos contribuintes nas florestas em Portugal.

Neste contexto, a associação elaborou a sua Proposta de Enquadramento e Revitalização (PER) do investimento florestal em Portugal, adiante apresentada sinteticamente.

Para o enquadramento, parte-se de uma situação única a nível mundial: a posse das superfícies florestais assume em Portugal a caraterística de estar esmagadoramente sob o regime privado. As propriedades com superfícies florestais e silvestres pertencem essencialmente a famílias e a comunidades rurais (baldios). As pessoas, não as espécies arbóreas, têm de ser os agentes ativos na mudança, seja a nível individual, seja enquanto integrantes de estruturas representativas.

Os apoios públicos às florestas, como noutros domínios das atividades rurais, têm de estar centradas numa estratégia de desenvolvimento e valorização do mundo rural. Essa estratégia deve não só suster a sistémica perda de população, mas terá de garantir os meios para fomento das migrações litoral-interior, sobretudo dos estratos populacionais mais jovens e mais qualificados.

A presença constante e ativa das pessoas junto das suas áreas florestas é fundamental para o sucesso dos investimentos que em tais áreas venham a ser concretizados, seja enquanto gestores diretos ou através da delegação dessas funções nos seus representantes.

 Todavia, não basta assegurar a presença das pessoas nos meios rurais, é fundamental garantir condições condignas para o seu sustento, ou seja, entre outros, proporcionando que estas possam desenvolver negócios sustentados economicamente, sustentáveis ambientalmente e socialmente responsáveis.

Temos assim dois fatores essenciais de enquadramento: pessoas e negócios.

Na PER, a Acréscimo sustenta que os apoios às florestas portuguesas de devem centrar em três pilares básicos: Pesquisa, Extensão e Regulação.

Ao nível da pesquisa deverá ser dado especial destaque à investigação aplicada, a que permita responder a questões práticas, nomeadamente criar modelos de silvicultura e de gestão que permitam rentabilizar as produções florestais e minimizar os riscos, em particular os relativos aos incêndios florestais, mas também em relação às pragas e às doenças.

Preponderante deve ainda ser toda a investigação que se desenvolva com vista á quantificação e à qualificação de bens e serviços ainda sem valor de mercado (designadas por externalidades). Hoje em dia, dificilmente a economia florestal se sustenta apenas na produção dos tradicionais bens, como a madeira ou a cortiça. Estas produções têm cada vez mais de ser complementados com a produção de outros bens e com a prestação de serviços, nomeadamente dos serviços ambientais. Bens e serviços esses que terão de ter cotação nos mercados. As ações de investigação neste domínio serão fundamentais para a rotura com uma lógica de subsidiodependência e a sua substituição para uma coerente política de pagamento de serviços ambientais e sociais, associadas às superfícies florestais e concretizados pelas famílias e comunidades que as detêm.

A extensão florestal, mais do que a divulgação ou a assistência técnica à produção, tem subjacente uma linha de comunicação entre a produção de conhecimento e a concretização de negócios nas florestas. Esta é a razão para a adoção desta terminologia. O PDR 2014-2020 deve ter aqui o seu campo de ação principal no que aos apoios às florestas respeita.

Mais, este serviço de extensão deve ser centrado nas organizações de agricultores e produtores florestais, sob supervisão da autoridade florestal nacional. Associado diretamente a este serviço de extensão florestal estarão necessariamente as Autarquias e as empresas florestais, seja ao nível dos serviços, seja as da indústria.

Na perspetiva do PER, no que aos apoios do PDR 2014-2020 respeita, a Acréscimo defende, como condição necessária para a atribuição de financiamento público a um investidor, a obrigatoriedade da sua filiação numa organização de produção florestal. Esta última, através de contratos-programa com o Estado, deverá ser o garante do retorno económico para a Sociedade do esforço desta para com as florestas.

Igualmente, o PDR 2014-2020 deverá dar destaque a investimentos da indústria florestal no reforço do seu autoabastecimento, seja por si, seja através de contratos específicos com as famílias e comunidades detentoras de superfícies florestais, diretamente ou através das suas organizações representativas.

Aspeto preponderante para uma boa concretização dos investimentos, sobretudo atendendo às características específicas dos florestais, é a intervenção de agentes devidamente qualificados, seja através de sistemas de certificação ou da criação de alvarás apropriados.

Pilar determinante para o sucesso, até face ao diagnóstico das últimas décadas, é a criação de uma entidade reguladora dos mercados de bens e de serviços de base florestal, dando inclusive concretização ao, a este respeito, definido no guião “Um Estado Melhor”, aprovado em Conselho de Ministros, a 30 de outubro de 2013 (pág. 60).

Lisboa, 18 de Março de 2014

Quercus contesta uso de fundos comunitários para apoiar eucaliptos


19-03-2014 11:12 | País
Fonte: Agência Lusa 
Lisboa, 19 mar (Lusa) - A associação ambientalista Quercus contestou hoje o apoio à plantação de eucaliptos previsto no próximo Plano de Desenvolvimento Rural (PDR 2014-2020), que pode ir até 40% a fundo perdido, e exigiu a retirada desta proposta.

O comunicado da Quercus surge após a análise da proposta do PDR (versão de 10 de março), tendo os ambientalistas considerado "inaceitável" que os fundos comunitários sejam usados para financiar novos eucaliptais, em terras agrícolas e em espaços florestais onde concorrem com espécies autóctones.

"Constatando-se que as condições de acesso propostas permitem apoiar até 40% a fundo perdido a plantação para as espécies de rápido crescimento - leia-se eucaliptais em rotações com uma duração entre oito e 20 anos - tal configura uma ajuda pública a iniciativas particulares ou empresariais que concorrem livremente no mercado e não necessitam de mais incentivos", observou a Quercus.

A associação destaca que o eucalipto já é a espécie mais representativa na floresta portuguesa, ultrapassando os 820 mil hectares, e que 92% dos pedidos feitos no âmbito do novo regime de arborização se destinam a plantações deste tipo.

"É muito estranho que a política pública se concentre em aumentar ainda mais a área ocupada por monoculturas de eucalipto", frisa, criticando a "fraca produtividade" desta espécie "devido à sua má instalação e gestão" que obriga a importações para alimentar a indústria de celulose.

A Quercus defende que os fundos públicos e comunitários devem ser usados para reconverter os eucaliptais "mal instalados e sem gestão" em novos eucaliptais ou na substituição do eucalipto por espécies autóctones para "resolver o problema de abastecimento e mitigar os impactes ambientais".

A proposta do PDR contém, apesar de tudo, segundo a Quercus, alguns aspetos positivos para o desenvolvimento sustentável do mundo rural, como a instalação de mosaicos agroflorestais para minimizar o risco de incêndios e aumento do financiamento comunitário para a gestão da floresta que pode chegar aos 80% a fundo perdido.

RCR // MSF

Lusa/fim

Governo deve alterar leis para melhorar combate ao desperdício alimentar, diz Jonet

Jonet defendeu que os agricultores devem ser apoiados para "darem excedentes de produção" e assinalou que isso "exige vontade política e a tomada de medidas"
A presidente do Banco Alimentar contra a Fome afirmou hoje que Portugal deve alterar a legislação para aumentar o combate ao desperdício alimentar e permitir que excedentes de frutos, legumes e hortaliças possam ser canalizados para instituições.

"O desperdício alimentar é uma coisa inadmissível, por isso no meu entender têm de ser criadas as condições para o combater, isso faz-se pela via fiscal, criando incentivos para a doação de bens em detrimento do seu desperdício, mas faz-se sobretudo com uma grande vontade política", afirmou Isabel Jonet aos jornalistas em Bruxelas, depois de ter participado num colóquio sobre soberania alimentar organizado pelo grupo parlamentar do Partido Popular Europeu.

A responsável referiu que Portugal já teve "um regime de retirada de produtos hortofrutícolas muito mais fácil do que o de hoje em dia, em que as organizações de produtores têm de por as retiradas a par com investimentos na estrutura [produtiva], o que dificulta aos agricultores fazerem a opção entre uma e outra coisa".

Jonet defendeu que os agricultores devem ser apoiados para "darem excedentes de produção" e assinalou que isso "exige vontade política e a tomada de medidas".

"Há algumas coisas que podiam ser feitas em Portugal e não foram e, por exemplo, a vizinha Espanha adotou, nomeadamente, a transposição dos preços pagos aos agricultores no caso destes produtos, e era importante que fossem regulamentados [em Portuga] e que se refletisse o quadro atual das políticas europeias".

Neste contexto, a presidente do Banco Alimentar contra a Fome considerou que tem de haver "uma transposição célere para a legislação nacional" da legislação europeia.

Também o presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses, João Machado, um dos oradores convidados deste colóquio, afirmou aos jornalistas que a "política comunitária premeia os agricultores" que canalizam a fruta que não cumpre os requisitos necessários para o mercado, nomeadamente de dimensão, para instituições de solidariedade ou bancos alimentares e que "esses mecanismos não têm estado a funcionar tão bem em Portugal nos últimos anos".

Machado apontou responsabilidades ao Governo, "que tem responsabilidades nessa matéria", e defendeu que é preciso "voltar aos esquemas anteriores, que funcionavam bem".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Feira do Porco Alentejano em Ourique é "a maior de sempre" apesar da crise


LUSA 19/03/2014 - 12:48
A feira pretende "afirmar" a vila como a "capital do Porco Alentejano".

 
BRUNO SIMOES CASTANHEIRA

Mais de 100 expositores participam na Feira do Porco Alentejano deste ano, que arranca na sexta-feira em Ourique para promover os produtos derivados daquela raça suína autóctone e será "a maior de sempre" apesar da crise.

A feira vai decorrer até domingo com iniciativas em vários locais da vila, sobretudo no recinto principal, o Pavilhão Multiusos, onde vão estar instalados 107 expositores, "o dobro do ano passado, disse nesta quarta-feira à agência Lusa o vereador da Câmara de Ourique Marcelo Guerreiro.

"Apesar da crise, vai ser a maior edição de sempre da Feira do Porco Alentejano", frisou, referindo que houve "um enorme interesse" de empresas em participar no certame deste ano e "muitas ficaram de fora, porque não havia capacidade logística para mais expositores".

A feira, organizada pela Câmara de Ourique e pela Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA), pretende "afirmar" a vila como a "capital do Porco Alentejano" e promover a fileira e "a qualidade" dos produtos derivados da carne daquela raça, explicou o autarca.

No sábado, às 15h00, a Câmara de Ourique e a ACPA inauguram o Centro Interpretativo do Porco Alentejano - Loja Gourmet, que vai funcionar num edifício junto à sede da associação na vila.

Através do centro, os visitantes poderão conhecer as características e o processo de criação do porco alentejano e na loja gourmet poderão comprar produtos derivados da carne daquela raça suína, "mais difíceis de encontrar no mercado normal", explicou Marcelo Guerreiro.

Petiscos e pratos à base de carne de porco alentejano, espectáculos musicais, demonstrações de cozinha, uma conferência, um colóquio e dois concursos lúdicos já tradicionais, o de "jovens porquinhas", que vão disputar o título de "Miss Piggy", e o de grunhidos, para testar os dotes dos humanos na imitação da voz dos porcos, são algumas das ofertas da feira.

O cartaz cultural da feira, além de actuações de grupos corais alentejanos e de música popular e de sessões de dj's, inclui os concertos da banda Fagulha e de Berg, na sexta-feira, de Hugo Ferracci e de Rita Guerra, no sábado, e do grupo Adiafa, no domingo.

Quercus acusa o Ministério da Agricultura de querer cobrir o país de eucaliptos


Arlinda Brandão
19 Mar, 2014, 17:53 / atualizado em 19 Mar, 2014, 17:53

Em causa a proposta de desenvolvimento rural 2014-2020.
Os ambientalistas exigem a retirada da intenção de financiar a plantação de espécies de crescimento rápido a 40% a fundo perdido e censuram uma medida que consideram um contrasenso face ao objetivo de diminuir os incêndios florestais.

A Quercus não entende como, por um lado, se pretende reduzir os fogos florestais e, ao mesmo tempo, se dá incentivos para a plantação de eucaliptos.

EDIA promove visitas a infraestruturas de Alqueva no âmbito da Feira da Água



Integrando o programa da Feira da Água, a decorrer em Beja de 21 a 23 de Março, a EDIA vai promover duas visitas a infraestruturas de Alqueva assinalando desta forma o primeiro dia da feira, dia 21, dia consignado a este Projecto.

Esta iniciativa, realizada em parceria com a organização da feira, Câmara Municipal de Beja e ACOS, terá lugar às 11:30h e às 14:30h da próxima sexta-feira, e é dirigida ao público em geral.

A visita consta de uma deslocação a Trigaches, local onde serão visitadas as seguintes infraestruturas:

· Canal da Rede Primária Alvito/Pisão

· Central Mini Hídrica do Pisão

· Barragem do Pisão

· Estação Elevatória do Pisão

No decurso da visita serão dadas explicações sobre a função de cada infraestrutura enquadradas no projecto de Alqueva.

As inscrições são limitadas ao número de lugares vagos no autocarro e podem ser efectuadas no Secretariado da Feira.

A partida e a chegada do autocarro serão junto à entrada principal da feira, no Parque de Feiras e Exposições de Beja.

A EDIA faz-se representar neste certame com o pavilhão “Alqueva, uma nova terra de água” e com uma exposição de Cartoons sobre Alqueva, da autoria de Carlos Rico e Luis Afonso, publicados no Diário do Alentejo ao longo dos anos.

Fonte:  EDIA

Meia centena de produtores de vinhos do Porto e do Douro numa "montra para o mundo" | ProWein 2014

 


IVDP promove vinhos do Porto e do Douro na que é considerada a maior feira do mundo no setor

 

Meia centena de produtores de vinhos do Porto e do Douro numa “montra para o mundo”

 

23 a 25 de março, Messe Düsseldorf, Alemanha

 

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) renova a sua aposta na ProWein e leva ao certame 48 produtores da Região Demarcada do Douro (RDD) à procura de novas oportunidades de negócio. Considerada a maior e mais importante feira de vinhos do mundo, a ProWein vai já na sua 20ª edição e decorre em Düsseldorf, na Alemanha, de 23 a 25 de março. São esperados mais de 45 mil compradores, vindos dos mais diversos pontos do globo. O presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, descreve que os objetivos desta aposta passam por “solidificar mercados onde os vinhos do Porto e do Douro já têm um desempenho interessante e avaliar novas oportunidades noutros países como, por exemplo, os asiáticos, cuja presença é potenciada na sequência da ProWein realizada na China em novembro do ano passado”. “Estar na ProWein, é estar numa montra para o mundo em contínua interação. Tirando partido do excelente desempenho no ano passado do Vintage 2011, a mais recente declaração Vintage, vamos apostar na força das categorias especiais para promover os vinhos da RDD”, conclui o presidente.

 

É no espaço de 259 metros quadrados do IVDP que os produtores vão dar a conhecer e a provar os seus vinhos. No espaço da ViniPortugal, o IVDP promove três provas de vinho do Porto e duas provas de vinhos do Douro, dinamizadas pelo especialista alemão da World of Port, Axel Probst. “Tipos de vinho do Porto”, “Tawny Jewels” e “Vintage 2011” são os temas de cada uma das provas de vinho do Porto, e as provas de vinhos do Douro intitulam-se "Os magníficos vinhos do Douro".

 

Desde a primeira edição, em 1994, a ProWein aumentou em 15 vezes o número de expositores, conta com 30 vezes mais visitantes e seis vezes mais países, num espaço 18 vezes maior. De 1994 a 2013, passaram pela ProWein 50.511 expositores e 496.270 visitantes.


 


www.mediana.pt

 


terça-feira, 18 de março de 2014

Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural inaugura Adutor de Pedrógão e Barragem de São Pedro


Vai ser inaugurada no próximo dia 22 de Março, sábado, dia mundial da água, pelas 10:30 h, a Barragem de São Pedro e o Adutor de Pedrógão, numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva.

O Adutor de Pedrógão / Margem Direita, com cerca de 8 500 metros de extensão, liga o reservatório de Pedrógão à Barragem de São Pedro, localizada perto de Baleizão.

A barragem de São Pedro, com 24 metros de altura máxima, tem um coroamento com 753 metros de extensão com 7 metros de largura e cria uma albufeira com uma capacidade de 10 milhões e 800 mil metros cúbicos. Como órgãos de exploração e segurança dispõe de circuitos de entrada, tomada de água e caudal ecológico e de descargas de superfície e de fundo.

O circuito de entrada, aquele que permite receber a água desde o reservatório de Pedrógão, irá ser aberto durante a cerimónia, assinalando desta forma a conclusão dos trabalhos e operacionalização das infraestruturas.

A barragem de São Pedro será a responsável pela adução de água a três importantes blocos de Rega do Sub Sistema de Pedrógão, nomeadamente os blocos de São Matias, São Pedro / Baleizão e Baleizão / Quintos, equipados com duas estações Elevatórias e totalizando cerca de 20 mil hectares.

A barragem de S. Pedro e adutor de Pedrógão / Margem Direita representaram um investimento de 20.986.000,00 €, cofinanciados em  17.487.000,00 €  pelo Fundo de Coesão, programa POVT, Programa Operacional de Valorização do Território. 

Estas duas infraestruturas integram o circuito hidráulico de Pedrógão / Margem Direita do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

Exportações de derivados de carne aumentaram mais de 20% em 2013


Espanha foi a origem da maior parte das importações (mais de 60%), seguindo-se a Alemanha e a França
As exportações de produtos derivados de carne aumentaram 20,5% em 2013, atingindo os 135 milhões de euros, com Angola a representar mais de 70% do total, segundo um estudo da consultora Informa D&B.

O valor da produção deste setor situou-se nos 945 milhões de euros em 2013 (+0,5%), tendo o défice da balança comercial sido reduzido de 61 milhões de euros em 2010 para 19 milhões de euros em 2013.

O número de empresas decresceu de forma significativa em 2012, ano em que foram contabilizadas 399 empresas, -4,5% do que no ano anterior, e cerca de 6.300 trabalhadores, face aos 7.000 empregados do setor em 2011.

Angola absorveu mais de70% das exportações de derivados de carne, enquanto Espanha ocupou a segunda posição, com uma quota de 7,5% nos dez primeiros meses de 2013.

Espanha foi a origem da maior parte das importações (mais de 60%), seguindo-se a Alemanha e a França.

As importações de derivados de carne cresceram 6,2% entre 2012 e 2013.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Agricultores da Guarda recolhem assinaturas em feiras contra alterações fiscais



A Associação Distrital dos Agricultores da Guarda (ADAG) inicia uma recolha de assinaturas em feiras da região, na terça-feira, em Celorico da Beira, para contestação das alterações fiscais do setor que podem levar ao abandono da atividade.

"Já temos muitas centenas de assinaturas, mas amanhã [terça-feira], vamos começar a recolher assinaturas em feiras, iniciando essa fase em Celorico da Beira. Na quarta-feira, estaremos em Seia, na quinta-feira em Gouveia e na sexta-feira em Trancoso", disse hoje à agência Lusa António Machado, presidente da ADAG.
Segundo o responsável, a ADAG vai marcar presença no recinto do mercado de Celorico da Beira, a partir das 09:00, para recolher assinaturas e para informar e sensibilizar os agricultores daquele concelho para as implicações originadas pelas alterações fiscais previstas pelo Governo.
O novo regime declarativo obriga à inscrição de todos os agricultores com atividade comercial, ficando isentos de IVA os que têm um volume de negócios anual inferior a 10 mil euros, lembrou o responsável.
A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, anunciou que os agricultores com rendimentos ou ajudas da Política Agrícola Comum (PAC) inferiores a 1.670 euros não têm de se inscrever na Segurança Social, nem entregar declaração de IRS, embora se mantenha a obrigatoriedade de se inscreverem nas Finanças, mas a decisão não agrada à ADAG que apela à reforma da lei por representar "o fim da agricultura familiar".
"No distrito da Guarda, em concelhos como Trancoso, Aguiar da Beira, Pinhel ou Figueira de Castelo Rodrigo, 80% dos agricultores são reformados por invalidez. Se se fossem coletar nas Finanças, perdiam automaticamente o direito à reforma", alertou António Machado.
Referiu que a agricultura praticada no distrito da Guarda está "em risco" com a nova lei que "generaliza o país, quando o país não é todo igual".
"Ou reformam a lei ou o interior acaba totalmente. Se querem acabar com a população do interior na totalidade, então é levarem esta lei para a frente", alerta o presidente da ADAG.
O responsável apela ao Governo, uma vez mais, que "tenha em conta que o interior não é igual ao litoral nem ao sul do país".
"Acabem também, de uma vez por todas, de dar dinheiro a quem nada produz na agricultura. Nós importamos produtos que não eram necessários importar. Importamos, por exemplo, 60 por cento das batatas que consumimos, quando no distrito da Guarda se cultivavam milhares de toneladas", lembrou António Machado.
A recolha de assinaturas que a ADAG vai realizar em Celorico da Beira e em outras feiras da região está inserida no âmbito da jornada de protesto marcada para o mês de abril em Lisboa, contra as recentes imposições fiscais sobre os pequenos e médios agricultores.
Dinheiro Digital com Lusa

Livro "Os Asininos no Distrito de Bragança", de Armando Aníbal Marins, já está disponível


Posted on 17 de Março de 2014 | Leave a comment
osasininosO novo livro de Armando Aníbal Martins, “Os Asininos no Distrito de Bragança”, é editado pela Agrobook (do Grupo Publindústria) e está disponível a 5€, clicando aqui.

O mundo, afinal, não é ocupado por inteiro pelos chamados, um tanto ambiguamente, espertos. Os burros sabem o caminho.

Este livro apresenta uma abordagem do asinino que, partindo do facto de se atribuírem a este animal, convencionalmente, serviços menores, muita teimosia e «burrice», desmonta esse ponto de vista com argumentos que procuram convencer o leitor a posicionar-se, na matéria em causa, de modo diferente. Inclui também dados estatísticos bastante exaustivos no que aos concelhos e povoações do distrito de Bragança diz respeito.

Agricultores de 20 países da UE defenderam em Sevilha o carácter sustentável, inovador e estratégico do Setor Agrícola


Posted on 17 de Março de 2014 | Leave a comment

Mais de 300 agricultores de 20 países da União Europeia participaram nas jornadas da Conferência Europeia organizada pela ASAJA, em Sevilha. O principal resultado a retirar destas jornadas é a defesa do caráter sustentável, inovador e estratégico que tem a atividade agrícola na Europa, e apostam também no reforço da PAC, que garante alimentos saudáveis e de qualidade a preços razoáveis, contribui para preservar o meio ambiente e a biodiversidade, combate as alterações climáticas e mantém o emprego nas áreas rurais.

Esta Conferência, organizada sob a temática “A nova PAC 2014-2020: Futuro para os agricultores, futuro para a sociedade” pôs fim a um ano de atividades organizadas pela ASAJA – Sevilha, com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a União de Agricultores e Ganadeirows de Navarra (UAGN), o Comité de Organizações Profissionais Agrárias e Cooperativas Agrárias da União Europeia (COPA-Cogeca), entre outras entidades, com o objetivo de dar a conhecer a PAC e os benefícios que esta atividade traz a todos os cidadãos europeus.

As decisões nacionais de implementação da PAC vão perfilar até 2020 e os agricultores necessitam da segurança jurídica necessária para planificar a sua atividade. Foi neste contexto que os participantes e organizações membros do Comité de Organizações Profissionais Agrárias (COPA) presentes na Conferência de Sevilha elaboraram a declaração final deste ciclo de conferências.

Os principais enfoques da declaração são:

O setor agrário defende e aposta numa PAC que continue a ser Politica, Agrária e Comum. Este novo modelo da reforma deverá colocar-se ao serviço daqueles que são verdadeiramente agricultores e ganadeiros, proporcionar instrumentos para melhorar a competitividade e valorizar a contribuição da PAC para o meio ambiente e a sustentabilidade. Os agricultores europeus ainda não perderam a esperança de que algum dia se possa articular um sistema menos complexo, menos burocrático e mais simples.

Num mundo globalizado, a política comercial deve ser coerente com a PAC e com o modelo agrícola em vigor na UE. A UE conta com uma balança comercial agrícola positiva de 12.6 mil milhões de euros mas o comércio não pode ser um fim em si mesmo, mas sim um instrumento para conseguir um desenvolvimento equilibrado dos territórios europeus. Os acordos comerciais que a UE está a negociar atualmente (E.U.A., Japão, Canadá, países do sul do Mediterrâneo…) não podem contribuir para consolidar fora da fronteira da UE aquilo que não é permitido dentro do território. Os agricultores europeus não temem o comercio nem a eliminação de fronteiras, estando conscientes das oportunidades proporcionadas, reclamam apenas regras uniformes que evitem a concorrência desleal e não reduzam a confiança do consumidor europeu no sistema.

As explorações da UE necessitam da inovação e das novas tecnologias para poderem modernizar-se, otimizar o uso dos recursos naturais e melhorar a produtividade. A nova Associação Europeia para a Inovação deve centrar-se nas necessidades reais da atividade agrária, apoiar as iniciativas dos agricultores e aumentar a competitividade das explorações europeias.

Os agricultores europeus continuam a lutar para conseguir um preço justo para os seus produtos. Assim, é necessário um sistema que vá mais além do que os códigos voluntários de boas práticas e se baseie numa legislação europeia e em mecanismos de aplicação apropriados. Alguns Estados Membros têm já uma legislação na matéria, pelo que a UE deve recuperar a liderança e apostar em iniciativas mais ambiciosas que permitam equilibrar a cadeia alimentar, proíbam práticas desleias e abusivas e consolidem um mecanismo de controlo e sanção eficaz.

A PAC é hoje um instrumento de beneficia a sociedade. O êxodo rural e as alterações no modo de vida dos cidadãos deixaram-nos progressivamente mais longe da atividade agrária e da realidade rural. Hoje, mais do que nunca, os agricultores europeus desejam reforçar a sua relação com os consumidores para que se valorize a atividade agrária e a sua vertente económica, social e ambiental.

Cadaval: 13ª Semana da Floresta inspira-se na Biodiversidade de Montejunto


A 13ª Semana da Floresta volta a ter como cenário o património natural da serra de Montejunto, constituindo uma iniciativa anual da Câmara Municipal do Cadaval que tem por base o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, assinalado a 21 de Marco.

Este ano a actividade lúdico-pedagógica tem por base um percurso temático de explicação da Estação da Biodiversidade de Montejunto, a realização de alguns jogos ou desafios e, por fim, a plantação de uma árvore, com vista a dar continuidade ao processo de reflorestação da serra do Montejunto.

O circuito da iniciativa decorrerá, mais precisamente, em redor do Centro de Interpretação Ambiental, situado na referida serra.

A rota iniciar-se-á com a recepção escalonada aos diferentes grupos de crianças, momento em que cada grupo visionará, no Centro de Interpretação Ambiental, um pequeno documentário no âmbito da biodiversidade.

Numa segunda fase, os diferentes grupos estudantis seguirão, acompanhados pelo guia do percurso, percorrendo os oito pontos do trajecto, deparando-se, pelo caminho, com alguns desafios a superar, tais como um puzzle gigante, uma actividade de olfacto, outra de tacto e ainda uma caça ao tesouro.

A seguir, as crianças irão participar na plantação de uma pequena árvore, junto à Casa da Eira, na serra de Montejunto, com o apoio dos sapadores da APAS Floresta, entidade que cede, também, as pequenas árvores para realização desta ação.

No final, o grupo receberá, da parte do município, um diploma de participação bem como um pequeno brinde de lembrança.

Quanto à calendarização prevista, de 20 a 25 de Marco sobem à serra os alunos do 1.º ciclo do concelho; de 26 a 28 Marco, é a vez das crianças dos jar dins de infancies e, por ultimo, dia 31 de Marco, avançam os estudantes do 5.º ano de escolaridade.

Refira-se que a Estação da Biodiversidade de Montejunto trata-se de um percurso pedestre circular, de 1,8 Km, com oito painéis dispersos ao longo do caminho, onde pode consultar-se informação sobre a diversidade biológica existente naquela serra. Os painéis funcionam como uma espécie de guia de campo, onde constam imagens e comentários sobre plantas e animais comuns que podem ser observados naquela Área de Paisagem Protegida.

Fonte:  CMC

Federação de Regantes alerta para os custos da factura energética e reivindica tarifário competitivo e justo

FENAREG

Agricultores pagam por um serviço que não utilizam fora da época de rega 


A Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) alerta para o aumento dos custos energéticos que se tem agravado nos últimos anos e que podem por em risco a competitividade da agricultura de regadio em Portugal. Só no último ano, o aumento das tarifas eléctricas foi de 68%, sendo esmagador para a actividade na qual o custo energético chega a representar 70% do custo da água de rega.

A FENAREG reclama um tarifário justo pois os contratos de potência são desajustados ao sector da agricultura, devido à sazonalidade da actividade. Mesmo que não utilizem energia fora da época de rega (entre os meses de Outubro a Abril) os agricultores são obrigados a contratar para todo o ano a potência mais elevada que permita o funcionamento do seu sistema de rega.

Noutros países europeus os contratos de energia atendem à sazonalidade da actividade agrícola e de outros sectores.

Em Portugal, o Governo só abriu à industria esta possibilidade, na legislação que publicou em julho de 2013. A FENAREG exige que as mesmas condições sejam alargadas à agricultura e reivindica condições de tarifa eléctrica para os agricultores portugueses iguais aos de outros países da União Europeia, como França, onde além do pagamento justo pela electricidade, se recebem os mais elevados pagamentos da PAC.

A FENAREG apresentou o assunto à Sra. Ministra da Agricultura e ao Sr. Ministro da Economia.

Coruche, 17 de Março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fim dos grupos consultivos agrícolas em Bruxelas

Março 10
13:24
2014

Os grupos consultivos vão acabar em 1 de Julho próximo, sendo substituídos por grupos de reflexão civil.

Os grupos consultivos eram constituídos maioritariamente por produtores agrícolas e englobavam, também, todos os outros sectores da fileira alimentar e eram extremamente úteis para que as fileiras dos diferentes sectores agrícolas pudessem discutir com a Comissão os seus problemas e apresentar propostas para o futuro.

Agora e por decisão do Comissário Ciolos, vão ser substituídos pelos grupos de reflexão civil, onde vão ter acesso as organizações não-governamentais (ONG) do meio ambiente,do  bem-estar animal e todas as outras.

Esta decisão recolheu grande apoio junto das ONG’s, cujo entusiasmo é tão grande que já reivindicaram 50% dos lugares para si. Existe, no entanto, grande apreensão pela parte dos operadores da fileira, que temem que estas reuniões deixem de servir para discutir os reais problemas dos sectores e se passe a discutir o “sexo dos anjos”.

Tudo está muito confuso, pois ainda ninguém sabe ao certo como vão funcionar estes grupos de reflexão civil e qual a sua composição.

Esta preocupação foi também transmitida ao Comissário Ciolos, numa carta assinada por doze organizações profissionais agrícolas, Jovens agricultores (CEJA), comércio agro-alimentar (CELCAA), fabricante de máquinas agrícolas (CEMA), proprietários florestais (CEPF), comércio de cereais (COCEREAL), COPA-COGECA, protecção das culturas (ECPA), proprietários agrícolas (ELO), fabricantes de rações (FEFAC), sector dos adubos (Fertilizers Europe), sanidade animal (IFAH) e indústria alimentar (Food Drink Europe).

Nesta carta é manifestada a preocupação de querer ouvir menos os profissionais da fileira em detrimento de grupos de lobby, que por vezes só se representam a eles próprios. É também dito que é uma injustiça algumas dessas ONG’s receberem subsídios comunitários, enquanto as organizações profissionais agrícolas vivem das cotizações dos agricultores.

Esta situação é tanto mais grave, no sentido que mostra os problemas cada vez maiores que o sector agrícola atravessa, com condicionalismos impostos por grupos de pressão, que, na maioria dos casos, não representam a vontade dos consumidores, mas sim de alguns lunáticos, desfasados da realidade e que se querem fazer notar.

Mais de 100 amostras de todo o mundo no Concurso de Azeite Ovibeja

Júri internacional reúne-se em Beja a 20 e 21 de Março 



Mais países participantes e mais amostras. Este é o resultado da adesão ao IV Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio Ovibeja que recebeu mais de 100 amostras de azeite provenientes de produtores de todo o mundo. Além dos habituais países concorrentes, como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Chile, Argentina, este ano foram entregues amostras para concurso provenientes do Uruguai, da Eslovénia, de Israel, entre outros.

O Concurso Prémio Ovibeja é já uma referência a nível internacional e a prová-lo está o facto de estar classificado como o 2º com maior notoriedade, entre os principais 19 concursos internacionais, no ranking dos “50 Melhores Azeites do Mundo”, imediatamente a seguir ao concurso Mário Solinas, do Conselho Oleícola Internacional (COI). Para seleccionar os melhores entre os melhores o Júri do Concurso vai reunir-se em Beja – no Hotel Vila Galé - nos próximos dias 20 e 21 de Março. Composto por 40 provadores altamente qualificados e credenciados pelo COI, metade dos elementos são portugueses e a outra metade de outros países concorrentes. O presidente do Júri é José Gouveia, professor catedrático jubilado do Instituto Superior de Agronomia, reconhecido como um dos maiores especialistas em azeites a nível mundial.

Os azeites vão ser classificados em 4 categorias de acordo com o tipo e intensidade: Frutado Maduro, Frutado Verde Ligeiro, Frutado Verde Médio e Frutado Intenso. Os prémios vão ser entregues na Ovibeja, a 3 de Maio, dia dedicado especialmente ao sector do azeite. A cerimónia de entrega dos prémios vai contar com a presença de várias entidades oficiais portuguesas e internacionais, de entre as quais se contam embaixadas de vários países participantes no concurso.

Os melhores azeites das mais diversas geografias do mundo vão ser dados a conhecer aos visitantes da Ovibeja que podem prová-los – em primeira mão – no Pavilhão Sabor Alentejo, entre os dias 30 de Abril e 04 de Maio.

E sabor a Alentejo é o que tem a maioria dos azeites produzidos em Portugal. A campanha deste ano ascendeu a 627 milhões de toneladas de azeitona que representarão uma produção a rondar as 90 mil toneladas de azeite, sendo que cerca de 70 por cento serão provenientes do Alentejo.

Promover e reforçar a qualidade dos azeites portugueses e a sua posição no mercado exportador são alguns dos objectivos do IV Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra, da responsabilidade da Ovibeja e da Casa do Azeite – Associação do Azeite de Portugal.

Fonte:  ACOS

Fim das quotas leiteiras em debate



A AJADP, Associação dos Jovens Agricultores do Distrito do Porto (www.ajadp.net) e a APROLEP, Associação dos Produtores de Leite de Portugal (www.aprolep.pt), organizam no próximo dia 20 de Março, pelas 14h30, no Auditório da Cooperativa Agrícola de Vila do Conde, um seminário subordinado ao tema: “PREPARAR O FIM DAS QUOTAS LEITEIRAS”.

A sessão de abertura do evento será presidida por Manuel Cardoso, Diretor Regional de Agricultura do Norte. O enquadramento da produção de leite na nova PAC 2014-2020 estará também em discussão e o tema será apresentado por um Técnico do GPP – Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e do Mar.

A Eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves fará, por sua vez, uma intervenção sobre “Preparar o fim das Quotas Leiteiras”. Na última parte do seminário haverá espaço para intervenção do público e debate dos temas apresentados.
Este seminário visa despertar a fileira do leite em Portugal para a necessidade de preparar a entrada em vigor de novas regras políticas e económicas, no âmbito da nova PAC, e do fim anunciado das quotas leiteiras.

“Há uma apreensão enorme por parte dos produtores, pois o fim das quotas poderá ser catastrófico quando o mercado internacional deixar de absorver todo o leite produzido na Europa. Vários países europeus estão já com a produção de leite acima da quota de produção e prepararam-se para produzir muito mais, após o fim das quotas leiteiras a 31 de Março de 2015”, afirma Joaquim Costa, presidente da AJADP.

“Neste momento as importações da China favorecem uma fase positiva no mercado internacional, que não tem beneficiado os produtores portugueses da mesma forma que os colegas do Norte da Europa, a receber preços superiores, mas quando a crise voltar será para todos e será pior para os países que não se prepararem”, considera Carlos Neves, presidente da APROLEP.

Esta iniciativa é apoiada pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Esposende e pela Cooperativa Agrícola de Vila do Conde.


Sete medidas para promover a agricultura familiar

Março 11
12:17
2014

A Coordenação Europeia Via Campesina (sindicato de esquerda dos pequenos agricultores europeus) realizou a sua assembleia-geral nos dias 3 e 4 de Março, em Evenstad (Noruega) e as conclusões traduziram-se num apelo aos governos e às instituições europeias no sentido de se comprometerem com um programa de sete medidas, que irão permitir a manutenção, na Europa, de uma agricultura familiar. Isto passa-se num momento em que a crise económica tornou mais atractivos os investimentos no sector agrícola, favorecendo a concentração das terras e as mono-culturas em grande escala, assim como o desenvolvimento da pecuária industrial em detrimento dos pequenos produtores.

Entre as principais reivindicações, encontram-se:

- Suspensão imediata das negociações para um acordo de livre comércio com os EUA

- Utilizar as últimas arbitragens da Política Agrícola Comum (PAC) para favorecer os pequenos produtores

- Reconhecer os direitos dos produtores a produzirem, reproduzirem e comercializarem as suas sementes ou, ainda, proteger as produções locais e os circuitos de comercialização de proximidade

Baixa da produção de laranja no Algarve


Março 10
12:23
2014

A produção de Inverno da laranja do Algarve deve registar uma queda de 10 a 20%, em relação ao ano passado, devido às condições atmosféricas deste Inverno, em que se registou uma humidade muito acima do normal.

Estas condições anormais fazem baixar a qualidade do produto e potenciam o aparecimento de doenças, obrigando os agricultores a investirem em mais tratamentos fitossanitários.

Devido a esta situação, a produção da Primavera vai seguramente ser afectada, prevendo-se quebras na ordem dos 10%.

A laranja da colheita de Inverno tem, normalmente, uma valorização, pois cerca de 50% é exportada para países como a França, a Alemanha, a Suíça e a Polónia, que nesta altura do ano não têm produção deste fruto.

A situação para os produtores algarvios não é nada fácil, pois já em 2013, na campanha de Verão, tinham tido uma forte quebra na produção, devido à onda de calor no período da floração, que impediu a normal evolução da laranja.

Começou a contagem decrescente para a Feira da Água

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Rádio Pax - 17/03/2014 - 00:08

Começou a contagem decrescente para a Feira da Água  

    
Beja acolhe, a partir da próxima sexta-feira, a primeira edição da Feira da Água.  

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Beja, a ACOS - Agricultores do Sul e a Alentejo XXI.

“Conhecer as novas tecnologias e culturas agrícolas, criar dinâmica empresarial, estimular a cooperação e promover a atividade económica associada à agricultura e ao turismo, com vista ao desenvolvimento sustentável do concelho” são os desígnios da Feira segundo os organizadores.

Marcam o certame colóquios, exposições e venda de equipamentos e serviços associados à temática, espaços de degustação e de apreciação da gastronomia regional, música e animação, bem como diversas actividades lúdicas e de sensibilização para a importância deste limitado recurso natural.

Manuel Oliveira, vereador da Câmara de Beja, realça que têm presença confirma uma centena de expositores. O número supera as expectativas dos organizadores.

O certame tem lugar no Parque de Feiras e Exposições de Beja.

domingo, 16 de março de 2014

PROGRAMA VITIS - CAMPANHA 2014-2015


Março 10
09:57
2014

O prazo para apresentação das candidaturas ao regime de apoio à reestruturação e reconversão da vinha (VITIS) foi prorrogado pelo IVV, I.P., considerando a necessária adaptação pelos viticultores à nova plataforma informática que desmaterializou o procedimento de submissão destas candidaturas.

Assim, de acordo com a Portaria n.º 357/2013, de 10 de dezembro, que permite a prorrogação do prazo, a data limite para a receção de candidaturas ao regime de apoio à reestruturação e reconversão da vinha é excecionalmente alterada para 24 de março de 2014.


Requerimento para exclusÃo de enquadramento no regime dos trabalhadores independentes


Março 14
09:54
2014

Os agricultores que pretendam apresentar o requerimento para exclusão do regime dos trabalhadores independentes devem seguir os procedimentos previstos na nota informativa disponibilizada no sítio da Segurança Social utilizando para o efeito o modelo RV1027-DGSS.

A comunicação dos valores dos subsídios ou subvenções, no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC), será efetuada pelo IFAP diretamente à Segurança Social, após entrega dos formulários (modelo RV1027-DGSS) nas Organizações de Agricultores ou nos Serviços da Segurança Social.

Informamos, ainda, que estão abrangidos por esta medida os agricultores que tenham reiniciado a atividade nas Finanças e que recebam subsídios ou subvenções no âmbito da PAC, de montante anual inferior a quatro vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) (1.676,88€), e que não tenham quaisquer outros rendimentos suscetíveis de os enquadrar no regime dos trabalhadores independentes (Despacho n.º 2764/2014).

Laboratório de Ensaio de Sementes (LES)

Março 10
10:12
2014

O Laboratório de Ensaio de Sementes (LES), Divisão de Variedades e Sementes da Direção de Serviços de Sanidade Vegetal (DSSV), acreditado desde 2001 pela Associação Internacional de Ensaio de Sementes (ISTA), foi auditado no final de 2013, visando a manutenção da sua acreditação e o alargamento do âmbito da mesma.

Como resultado desta Auditoria, o Comité Executivo da ISTA aprovou a renovação da acreditação por um período de 3 anos, assim como o alargamento do âmbito da acreditação para os testes em misturas de sementes.

O LES é o único laboratório nacional acreditado para a amostragem de semente e realização de testes e ensaios em sementes, com  vista à certificação de sementes e à emissão de Certificados Internacionais.

Aumenta a produção do azeite Oliveira da Serra


Março 12
12:46
2014

A Sovena, empresa do grupo Nutrinveste e dona da marca Oliveira da Serra, produziu, no ano passado, 12 mil toneladas de azeite, ou seja, 15% da produção nacional, o que representa um aumento muito considerável em relação a 2012, onde produziu 7,6 mil toneladas.

O ano de 2013 foi recorde de produção em Portugal e os 10.000 hectares de olival da Sovena produziram 80.000 toneladas, ou seja, mais 38% que em 2012.

A marca Oliveira da Serra é actualmente líder de mercado, com 18,3% de quota, tendo ultrapassado a Gallo da Unilever Gerónimo Martins.

Grande parte das vendas do grupo são feitas no estrangeiro, exportando para mais de setenta países e a estratégia é para crescer cada vez mais, pois o potencial é muito grande. Por exemplo, nos Estados Unidos, que são o principal cliente, o consumo per capita de azeite é de 1 lt, enquanto na Europa é de 8 lt. Outro mercado que vai ser explorado é o da China, com a instalação de uma equipa comercial.

A estratégia do grupo não passa neste momento por aumentar a área agrícola, pois o investimento é muito grande e Portugal já produz azeitona de muita boa qualidade, mas sim consolidar as vendas e impor a marca a nível mundial.