31-08-2012
Fonte: Lusa
A seca afetou pouco a produção europeia de cereais que deve descer
apenas 2,2 por cento, segundo estimativas da Comissão Europeia, ao
contrário de Portugal, que teve as maiores quebras dos últimos sete
anos.
A seca está a afetar gravemente a produção cerealífera nos Estados
Unidos e a fazer disparar os preços para níveis recorde, mas Bruxelas
prevê que na Europa a campanha 2012/2013 não seja muito diferente da
anterior: 278,6 milhões de toneladas face aos 284,7 milhões da
campanha precedente.
A produção de milho deve diminuir 11 por cento face à campanha
anterior e a de trigo 1,0 por cento.
Ainda assim, a produção 2012/2013 deve ser significativamente maior do
que a terrível campanha 2007/2008 que ficou 25 milhões de toneladas
abaixo destas previsões.
Comparando a média dos últimos cinco anos, a produção de trigo devem
manter-se estável nos 127,3 milhões de toneladas e a de milho deve
subir 2 por cento, para 60,2 milhões de toneladas, segundo a Comissão
Europeia.
A Europa fica assim como exportadora líquida, com um excedente de 10
milhões de toneladas, contrariamente ao que aconteceu em 2007/2008,
quando se registou um défice de 8 milhões de toneladas.
A nível mundial, os preços do milho atingiram níveis recorde em
agosto, devido à redução da produção nos EUA, enquanto o trigo seguiu
também uma trajetória ascendente.
A Comissão Europeia prevê que os preços se mantenham elevados devido à
volatilidade.
O comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, considerou que os
preços altos, nomeadamente do milho e da soja, "ameaçam desestabilizar
certos setores da agricultura europeia".
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44568.aspx
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Produção europeia de cereais pouco afectada pela seca
Ao contrário dos Estados Unidos
A seca afectou pouco a produção europeia de cereais que deve descer
apenas 2,2 por cento, segundo estimativas da Comissão Europeia, ao
contrário de Portugal, que teve as maiores quebras dos últimos sete
anos.
31 Agosto 2012Nº de votos (1) Comentários (0)
A seca está a afectar gravemente a produção cerealífera nos Estados
Unidos e a fazer disparar os preços para níveis recorde, mas Bruxelas
prevê que na Europa a campanha 2012/2013 não seja muito diferente da
anterior: 278,6 milhões de toneladas face aos 284,7 milhões da
campanha precedente.
A produção de milho deve diminuir 11 por cento face à campanha
anterior e a de trigo 1,0 por cento.
Ainda assim, a produção 2012/2013 deve ser significativamente maior do
que a terrível campanha 2007/2008 que ficou 25 milhões de toneladas
abaixo destas previsões.
Comparando a média dos últimos cinco anos, a produção de trigo devem
manter-se estável nos 127,3 milhões de toneladas e a de milho deve
subir 2 por cento, para 60,2 milhões de toneladas, segundo a Comissão
Europeia.
A Europa fica assim como exportadora líquida, com um excedente de 10
milhões de toneladas, contrariamente ao que aconteceu em 2007/2008,
quando se registou um défice de 8 milhões de toneladas.
A nível mundial, os preços do milho atingiram níveis recorde em
agosto, devido à redacção da produção nos EUA, enquanto o trigo seguiu
também uma trajectória ascendente.
A Comissão Europeia prevê que os preços se mantenham elevados devido à
volatilidade.
O comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, considerou que os
preços altos, nomeadamente do milho e da soja, "ameaçam desestabilizar
certos sectores da agricultura europeia".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/producao-europeia-de-cereais-pouco-afectada-pela-seca
A seca afectou pouco a produção europeia de cereais que deve descer
apenas 2,2 por cento, segundo estimativas da Comissão Europeia, ao
contrário de Portugal, que teve as maiores quebras dos últimos sete
anos.
31 Agosto 2012Nº de votos (1) Comentários (0)
A seca está a afectar gravemente a produção cerealífera nos Estados
Unidos e a fazer disparar os preços para níveis recorde, mas Bruxelas
prevê que na Europa a campanha 2012/2013 não seja muito diferente da
anterior: 278,6 milhões de toneladas face aos 284,7 milhões da
campanha precedente.
A produção de milho deve diminuir 11 por cento face à campanha
anterior e a de trigo 1,0 por cento.
Ainda assim, a produção 2012/2013 deve ser significativamente maior do
que a terrível campanha 2007/2008 que ficou 25 milhões de toneladas
abaixo destas previsões.
Comparando a média dos últimos cinco anos, a produção de trigo devem
manter-se estável nos 127,3 milhões de toneladas e a de milho deve
subir 2 por cento, para 60,2 milhões de toneladas, segundo a Comissão
Europeia.
A Europa fica assim como exportadora líquida, com um excedente de 10
milhões de toneladas, contrariamente ao que aconteceu em 2007/2008,
quando se registou um défice de 8 milhões de toneladas.
A nível mundial, os preços do milho atingiram níveis recorde em
agosto, devido à redacção da produção nos EUA, enquanto o trigo seguiu
também uma trajectória ascendente.
A Comissão Europeia prevê que os preços se mantenham elevados devido à
volatilidade.
O comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, considerou que os
preços altos, nomeadamente do milho e da soja, "ameaçam desestabilizar
certos sectores da agricultura europeia".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/producao-europeia-de-cereais-pouco-afectada-pela-seca
Douro/Granizo: Viticultores aproveitam visita para pedirem ajuda ao secretário Estado Agricultura
19:06 Quinta feira, 30 de agosto de 2012
Vila Real, 30 ago (Lusa) -- A Associação dos Vitivinicultores
Independentes do Douro (AVIDOURO) quer aproveitar a visita do
secretário de Estado da Agricultura sexta-feira, a Vila Real, para
reivindicar apoios para os produtores afetados pela queda de granizo.
O granizo e o vento forte provocaram elevados prejuízos em vinhas e
pomares da Região Demarcada do Douro. O mau tempo fez-se sentir em
maio e em julho.
A AVIDOURO quer alertar para esta situação e reclamar medidas
concretas de apoio aos viticultores afetados, aproveitando, para o
efeito, a visita do secretário de Estado da Agricultura, José Diogo
Albuquerque, sexta-feira, à Adega Cooperativa de Vila Real.
http://expresso.sapo.pt/dourogranizo-viticultores-aproveitam-visita-para-pedirem-ajuda-ao-secretario-estado-agricultura=f750011
Vila Real, 30 ago (Lusa) -- A Associação dos Vitivinicultores
Independentes do Douro (AVIDOURO) quer aproveitar a visita do
secretário de Estado da Agricultura sexta-feira, a Vila Real, para
reivindicar apoios para os produtores afetados pela queda de granizo.
O granizo e o vento forte provocaram elevados prejuízos em vinhas e
pomares da Região Demarcada do Douro. O mau tempo fez-se sentir em
maio e em julho.
A AVIDOURO quer alertar para esta situação e reclamar medidas
concretas de apoio aos viticultores afetados, aproveitando, para o
efeito, a visita do secretário de Estado da Agricultura, José Diogo
Albuquerque, sexta-feira, à Adega Cooperativa de Vila Real.
http://expresso.sapo.pt/dourogranizo-viticultores-aproveitam-visita-para-pedirem-ajuda-ao-secretario-estado-agricultura=f750011
Vindima em França vai ser a menor desde 1991
inShare
30 de Agosto, 2012
A vindima em França vai ser este ano a mais baixa desde 1991, com a
produção prevista a cair 17 por cento em relação à de 2011, para 42,5
milhões de hectolitros de uva para vinho, noticia a agência Efe.
A previsão foi divulgada pelo ministro da Agricultura francês,
Stéphane Le Foll, em comunicado, com os representantes do setor a
atribuírem a queda às condições climáticas.
A divulgação da informação ocorreu no final de uma reunião do ministro
e de representantes do sector vitivinícola francês.
O ministro disse, no texto, que a queda da produção «é uma situação
que se constata globalmente a nível mundial».
Os representantes do sector atribuem a redução da produção às geadas
da primavera, ao granizo e ainda à seca em algumas regiões, mas
garantem que a qualidade da uva anuncia-se «prometedora».
O ministro realçou o dinamismo da actividade vitivinícola em França,
que exportou 14 milhões de hectolitros por mais de sete mil milhões de
euros em 2011.
Este montante, comparou, equivale à venda de 154 aviões Airbus.
O ministro deu ainda conta da criação de uma plataforma europeia
comum, com Alemanha, Espanha e Itália, para defesa da manutenção do
direito de plantação de vinha na União Europeia, que em princípio
deverá acabar em 2015.
Um porta-voz do ministro disse à Efe que os quatro países querem «que
se mantenham os direitos de plantação» para além desse ano, porque
entendem que constituem «um sistema de regulação» e «apoio» ao
mercado, ao contribuir para a estabilidade dos preços.
Acrescentou ainda que o actual dispositivo permite um «seguimento da
qualidade», por exemplo das denominações de origem.
Os quatro países vão apresentar a sua pretensão à Comissão Europeia em
Setembro, a qual deverá ser discutida na reunião de um grupo de alto
nível especializado, programa para dia 21.
A supressão dos direitos de plantação a partir de 2015 foi decidida em 2008.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=58017
30 de Agosto, 2012
A vindima em França vai ser este ano a mais baixa desde 1991, com a
produção prevista a cair 17 por cento em relação à de 2011, para 42,5
milhões de hectolitros de uva para vinho, noticia a agência Efe.
A previsão foi divulgada pelo ministro da Agricultura francês,
Stéphane Le Foll, em comunicado, com os representantes do setor a
atribuírem a queda às condições climáticas.
A divulgação da informação ocorreu no final de uma reunião do ministro
e de representantes do sector vitivinícola francês.
O ministro disse, no texto, que a queda da produção «é uma situação
que se constata globalmente a nível mundial».
Os representantes do sector atribuem a redução da produção às geadas
da primavera, ao granizo e ainda à seca em algumas regiões, mas
garantem que a qualidade da uva anuncia-se «prometedora».
O ministro realçou o dinamismo da actividade vitivinícola em França,
que exportou 14 milhões de hectolitros por mais de sete mil milhões de
euros em 2011.
Este montante, comparou, equivale à venda de 154 aviões Airbus.
O ministro deu ainda conta da criação de uma plataforma europeia
comum, com Alemanha, Espanha e Itália, para defesa da manutenção do
direito de plantação de vinha na União Europeia, que em princípio
deverá acabar em 2015.
Um porta-voz do ministro disse à Efe que os quatro países querem «que
se mantenham os direitos de plantação» para além desse ano, porque
entendem que constituem «um sistema de regulação» e «apoio» ao
mercado, ao contribuir para a estabilidade dos preços.
Acrescentou ainda que o actual dispositivo permite um «seguimento da
qualidade», por exemplo das denominações de origem.
Os quatro países vão apresentar a sua pretensão à Comissão Europeia em
Setembro, a qual deverá ser discutida na reunião de um grupo de alto
nível especializado, programa para dia 21.
A supressão dos direitos de plantação a partir de 2015 foi decidida em 2008.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=58017
Especialistas reunidos em Montemor concluem que a diferenciação e as normas de comercialização são fundamentais para a recuperação do sector do Porco Alentejano
O sector do porco alentejano esteve em exposição durante a Expomor -
Feira da Luz 2012, em Montemor-o-Novo, com várias actividades
representativas de toda a fileira. O evento foi organizado pela ANCPA
- Associação Nacional dos Criadores do Porco Alentejano em parceria
com a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e a APORMOR.
As dificuldades que o sector do porco alentejano atravessa desde 2008,
com a queda significativa de margem para a produção e preocupante
abandono da actividade, com consequente redução drástica do efectivo
nacional desta raça autóctone, foram o grande tema de discussão, com
enfoque na busca de soluções. A discussão foi enriquecida com a
presença da produção nacional - ANCPA, e produção espanhola -
AECERIBER, das indústrias Barrancarnes e Senorio de Montanera, do
Ex.mo Director Regional de Agricultura e Pescas, Eng.º Francisco
Murteira e pela Directora Adjunta do Gabinete de Planeamento e
Politicas, Eng.ª Cláudia Costa.
Foi unânime, entre os presentes, que o Porco Alentejano produzido de
forma extensiva proporciona produtos únicos e de grande valor, e que
só as estratégias de diferenciação para o mercado podem representar
uma mais-valia e uma sustentabilidade sólida para a fileira. Ficou
claro que a confundibilidade para o consumidor das expressões porco
ibérico e porco preto têm sido responsáveis pela degradação dos
mercados de qualidade. No país vizinho a norma de qualidade espanhola
deve ser melhorada, e em Portugal devem surgir normas de qualidade e
comercialização que impeçam que qualquer porco esteja no mercado com o
nome de porco preto. Esta necessidade foi reconhecida pelos
intervenientes ao ponto de todos se comprometerem em encontrar a forma
mais eficaz e célere para o desenvolvimento das referidas normas. O
Presidente da ANCPA Eng.º Luís Bulhão Martins, acrescentou ainda a
necessidade de ajudas para o sector ao nível do próximo quadro de
apoios e reforçou a necessidade da produção encontrar medidas para a
melhoria da eficiência produtiva, de forma a responder à principal
ameaça à produção, que é a constante subida das matérias-primas e
outros factores de produção.
Durante a feira esteve sempre aberto um espaço de degustação dos
produtos do Porco Alentejano, com mais ênfase para os Presuntos
produzidos no Alentejo e para a Carne de Porco Alentejano. Foi
realizado mais um concurso Nacional dos Presuntos do Porco Alentejano.
O primeiro prémio foi atribuído à Barrancarnes S.A. - Casa do Porco
Preto, ficando em segundo e terceiro as empresas Miguel e Miguel e
Boleta Barranquenha, respectivamente.
A exposição de animais e concurso de alfeiros enriqueceram a qualidade
do evento e garantiram a constante presença dos produtores na Feira.
Esteve aberto mais um ano o restaurante do "Porco Alentejano - a
melhor carne do mundo", em parceria com a ANCPA - Associação Nacional
dos Criadores do Porco Alentejano, que permitiu ao consumidor aprender
ou confirmar o sabor Único da verdadeira Carne do Porco Alentejano.
Évora, 4 de Setembro de 2012
Fonte: ANCPA
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/05.htm
Feira da Luz 2012, em Montemor-o-Novo, com várias actividades
representativas de toda a fileira. O evento foi organizado pela ANCPA
- Associação Nacional dos Criadores do Porco Alentejano em parceria
com a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e a APORMOR.
As dificuldades que o sector do porco alentejano atravessa desde 2008,
com a queda significativa de margem para a produção e preocupante
abandono da actividade, com consequente redução drástica do efectivo
nacional desta raça autóctone, foram o grande tema de discussão, com
enfoque na busca de soluções. A discussão foi enriquecida com a
presença da produção nacional - ANCPA, e produção espanhola -
AECERIBER, das indústrias Barrancarnes e Senorio de Montanera, do
Ex.mo Director Regional de Agricultura e Pescas, Eng.º Francisco
Murteira e pela Directora Adjunta do Gabinete de Planeamento e
Politicas, Eng.ª Cláudia Costa.
Foi unânime, entre os presentes, que o Porco Alentejano produzido de
forma extensiva proporciona produtos únicos e de grande valor, e que
só as estratégias de diferenciação para o mercado podem representar
uma mais-valia e uma sustentabilidade sólida para a fileira. Ficou
claro que a confundibilidade para o consumidor das expressões porco
ibérico e porco preto têm sido responsáveis pela degradação dos
mercados de qualidade. No país vizinho a norma de qualidade espanhola
deve ser melhorada, e em Portugal devem surgir normas de qualidade e
comercialização que impeçam que qualquer porco esteja no mercado com o
nome de porco preto. Esta necessidade foi reconhecida pelos
intervenientes ao ponto de todos se comprometerem em encontrar a forma
mais eficaz e célere para o desenvolvimento das referidas normas. O
Presidente da ANCPA Eng.º Luís Bulhão Martins, acrescentou ainda a
necessidade de ajudas para o sector ao nível do próximo quadro de
apoios e reforçou a necessidade da produção encontrar medidas para a
melhoria da eficiência produtiva, de forma a responder à principal
ameaça à produção, que é a constante subida das matérias-primas e
outros factores de produção.
Durante a feira esteve sempre aberto um espaço de degustação dos
produtos do Porco Alentejano, com mais ênfase para os Presuntos
produzidos no Alentejo e para a Carne de Porco Alentejano. Foi
realizado mais um concurso Nacional dos Presuntos do Porco Alentejano.
O primeiro prémio foi atribuído à Barrancarnes S.A. - Casa do Porco
Preto, ficando em segundo e terceiro as empresas Miguel e Miguel e
Boleta Barranquenha, respectivamente.
A exposição de animais e concurso de alfeiros enriqueceram a qualidade
do evento e garantiram a constante presença dos produtores na Feira.
Esteve aberto mais um ano o restaurante do "Porco Alentejano - a
melhor carne do mundo", em parceria com a ANCPA - Associação Nacional
dos Criadores do Porco Alentejano, que permitiu ao consumidor aprender
ou confirmar o sabor Único da verdadeira Carne do Porco Alentejano.
Évora, 4 de Setembro de 2012
Fonte: ANCPA
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/05.htm
Ministros Miguel Macedo e Assunção Cristas vão ser ouvidos no Parlamento
04.09.2012 - 20:08 Por Lusa
Votar | 1 votos 17 de 21 notícias em Política« anteriorseguinte »
A audição dos ministros da Administração Interna e da Agricultura,
sobre o grande incêndio ocorrido em Julho, no Algarve, foi hoje
aprovada pela Comissão parlamentar de Agricultura e Pescas, disse o
presidente da Comissão.
A presença de Miguel Macedo e Assunção Cristas fora solicitada pelos
grupos parlamentares do PCP e do PS.
Os comunistas requereram também a audição da titular da pasta da
Agricultura sobre a situação no setor leiteiro, que foi igualmente
aprovada por unanimidade, acrescentou o deputado do PSD Vasco Cunha,
contactado pela agência Lusa.
Assunção Cristas deverá comparecer logo que possível, em dois momentos
diferentes, para ser questionada sobre as medidas que o Governo
pretende tomar para enfrentar as consequências do fogo no Algarve e
sobre a situação no sector da produção de leite.
Já Miguel Macedo deverá comparecer perante os deputados no início de
Outubro, depois de ser conhecido o relatório que está a ser elaborado
por peritos independentes sobre a forma como foram combatidas as
chamas que devastaram uma grande extensão da serra algarvia,
acrescentou Miguel Freitas.
A propósito do fogo ocorrido nos concelhos de S. Brás de Alportel e
Tavira há mês e meio, o maior incêndio da última década em Portugal,
os deputados aprovaram também a proposta do PCP para que fossem
ouvidos o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses e os
presidentes das câmaras dos dois concelhos algarvios, acrescentou
Miguel Freitas.
Embora os requerimentos fossem apenas sobre o fogo que destruiu cerca
de 24.800 hectares de montado algarvio, os deputados decidiram que os
governantes poderão ser confrontados com questões relativas a outros
incêndios de maiores dimensão entretanto ocorridos, caso do fogo
registado no concelho de Ourém, disse ainda.
Ainda a propósito do fogo no Algarve, o PS anunciou hoje que dirigiu
uma pergunta ao ministro Miguel Relvas, coordenador da comissão
interministerial criada pelo Governo para apoiar as populações
atingidas, disse à Lusa o deputado socialista Miguel Freitas.
"O Governo está a prever criar o necessário regime especial de
excepção ao Código de Contracção Pública, de forma a permitir a
contratação pública para que a realização dos trabalhos de
estabilização de emergência daquela área ardida se iniciem o mais
rápido possível", questionam os socialistas.
Miguel Freitas argumenta que o regime especial se torna necessário
porque o Governo tomou a "decisão política" de recusar o estado de
calamidade nos dois concelhos, o que teria permitido fazer os
investimentos necessários.
O PS questiona ainda Miguel Relvas se já foram tomadas medidas para
que sejam aprovadas candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural
(ProDeR) para promover a recuperação das áreas ardidas.
O deputado socialista Miguel Freitas, eleito pelo Algarve, disse que
tanto as câmaras municipais como os produtores florestais dos dois
concelhos pretendem candidatar-se ao ProDeR.
"Se o Governo não tomar medidas, os próximos meses são de risco" nas
áreas ardidas, já que ausência de vegetação levará ao arrastamento dos
solos para os cursos de água quando caírem as primeiras chuvas,
alertou Miguel Freitas.
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/ministros-miguel-macedo-e-assuncao-cristas-vao-ser-ouvidos-no-parlamento-1561714
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A audição dos ministros da Administração Interna e da Agricultura,
sobre o grande incêndio ocorrido em Julho, no Algarve, foi hoje
aprovada pela Comissão parlamentar de Agricultura e Pescas, disse o
presidente da Comissão.
A presença de Miguel Macedo e Assunção Cristas fora solicitada pelos
grupos parlamentares do PCP e do PS.
Os comunistas requereram também a audição da titular da pasta da
Agricultura sobre a situação no setor leiteiro, que foi igualmente
aprovada por unanimidade, acrescentou o deputado do PSD Vasco Cunha,
contactado pela agência Lusa.
Assunção Cristas deverá comparecer logo que possível, em dois momentos
diferentes, para ser questionada sobre as medidas que o Governo
pretende tomar para enfrentar as consequências do fogo no Algarve e
sobre a situação no sector da produção de leite.
Já Miguel Macedo deverá comparecer perante os deputados no início de
Outubro, depois de ser conhecido o relatório que está a ser elaborado
por peritos independentes sobre a forma como foram combatidas as
chamas que devastaram uma grande extensão da serra algarvia,
acrescentou Miguel Freitas.
A propósito do fogo ocorrido nos concelhos de S. Brás de Alportel e
Tavira há mês e meio, o maior incêndio da última década em Portugal,
os deputados aprovaram também a proposta do PCP para que fossem
ouvidos o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses e os
presidentes das câmaras dos dois concelhos algarvios, acrescentou
Miguel Freitas.
Embora os requerimentos fossem apenas sobre o fogo que destruiu cerca
de 24.800 hectares de montado algarvio, os deputados decidiram que os
governantes poderão ser confrontados com questões relativas a outros
incêndios de maiores dimensão entretanto ocorridos, caso do fogo
registado no concelho de Ourém, disse ainda.
Ainda a propósito do fogo no Algarve, o PS anunciou hoje que dirigiu
uma pergunta ao ministro Miguel Relvas, coordenador da comissão
interministerial criada pelo Governo para apoiar as populações
atingidas, disse à Lusa o deputado socialista Miguel Freitas.
"O Governo está a prever criar o necessário regime especial de
excepção ao Código de Contracção Pública, de forma a permitir a
contratação pública para que a realização dos trabalhos de
estabilização de emergência daquela área ardida se iniciem o mais
rápido possível", questionam os socialistas.
Miguel Freitas argumenta que o regime especial se torna necessário
porque o Governo tomou a "decisão política" de recusar o estado de
calamidade nos dois concelhos, o que teria permitido fazer os
investimentos necessários.
O PS questiona ainda Miguel Relvas se já foram tomadas medidas para
que sejam aprovadas candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural
(ProDeR) para promover a recuperação das áreas ardidas.
O deputado socialista Miguel Freitas, eleito pelo Algarve, disse que
tanto as câmaras municipais como os produtores florestais dos dois
concelhos pretendem candidatar-se ao ProDeR.
"Se o Governo não tomar medidas, os próximos meses são de risco" nas
áreas ardidas, já que ausência de vegetação levará ao arrastamento dos
solos para os cursos de água quando caírem as primeiras chuvas,
alertou Miguel Freitas.
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/ministros-miguel-macedo-e-assuncao-cristas-vao-ser-ouvidos-no-parlamento-1561714
Produtores de leite acusam Governo de “tramar” um sector onde fecham mil empresas por ano
Por Agência Lusa, publicado em 4 Set 2012 - 19:15 | Actualizado há 16
horas 57 minutos
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O leite "está tramado" e o Governo "está parado": as palavras, ditas
ao microfone, sintetizam a indignação dos produtores que hoje se
manifestaram frente ao parlamento, chamando a atenção para um setor
que perde mil empresas por ano.
Sob um sol abrasador, cerca de dois milhares de produtores, vindos
sobretudo do Norte, concentraram-se junto às escadarias da Assembleia
da República para protestar contra, o que dizem ser, a inação do
Governo e não pouparam nas críticas à ministra da Agricultura,
gritando: "Cristas escuta, o leite está em luta".
Mas deixaram também recados ao ministro dos Negócios Estrangeiros,
Paulo Portas, lamentando que "o ministro da lavoura" esteja mais
"preocupado com os submarinos".
A manifestação foi convocada pela APROLEP (Associação dos Produtores
Leite), depois do preço do leite pago ao produtor, que já caiu 3,5
cêntimos desde o início do ano, voltar a descer em setembro, para se
fixar nos 28 cêntimos.
O presidente da APROLEP disse à Lusa que o setor está confrontado com
grandes dificuldades devido "aos aumentos brutais dos custos de
produção e à descida dos preços do leite", salientando que os
produtores se sentem "abandonados pelo Governo".
Carlos Neves defendeu "ações concretas e imediatas" em termos
legislativos, mas também políticos de forma a "pressionar quem
negoceia" no sentido de uma distribuição de valor mais equilibrada
entre os vários intervenientes da cadeia alimentar (produção,
indústria e distribuição).
"Temos vindo a perder mil empresas por ano. A este ritmo, a produção
desaparece em quatro anos", avisou o presidente da APROLEP.
Entre os manifestantes encontravam-se também alguns parlamentares que
quiseram mostrar a sua solidariedade como o comunista Agostinho Lopes
e o anterior ministro socialista, António Serrano que apelou ao
Governo que regulamente "urgentemente" as relações entre a indústria e
a produção.
"O preço que [os produtores] recebem é consumido pelos fatores de
produção", sublinhou o anterior governante e atual deputado,
salientando que não se pode "deixar destruir" este setor.
Um cartaz afixado numa vaca leiteira resumia o teor do protesto: "com
o rumo que isto está a levar, o meu dono não vai ter comer para me
dar".
Manuel Barbosa, proprietário de uma exploração em Barcelos, confirma:
"A margem que fica para o produtor é praticamente nula. É uma morte
lenta", disse este agricultor que admite vir a encerrar portas.
"Com o caminho que estamos a seguir, não há outra alternativa a não
ser o encerramento", desabafou.
Manuel Barbosa considerou que os consumidores portugueses preferem
"leite de qualidade", mas muitas vezes têm dificuldade em distinguir o
que é nacional do que não é.
"Isso tem de estar visível", exigiu, apelando também a medidas de
proteção que garantam "uma margem mínima aos agricultores, "o elo mais
fraco da fileira do leite".
Segundo o produtor, "para que o setor trabalhasse bem e de forma
saudável", o preço razoável a pagar seria de 40 cêntimos.
Uma delegação de produtores foi recebida pela Comissão de Agricultura,
a quem entregou um documento exigindo "ação do poder político para
salvar a produção de leite em Portugal".
Entre as reivindicações destacam-se: a imposição de maior
transparência no estabelecimento das cotações dos cereais, para
minorar os custos da alimentação animal, legislação que equilibre as
relações na cadeia de valor, reforço da fiscalização da ASAE sobre as
importações de produtos lácteos, rotulagem que indique expressamente a
origem do produto e maior rapidez da Autoridade da Concorrência na
decisão dos processos de infração das leis que regulam a concorrência,
de forma a prevenir práticas de comercialização lesivas do setor
alimentar.
Os produtores de leite chamam também a atenção para a reforma da
Política Agrícola Comum (PAC) atualmente em curso e consideram
"fundamental garantir a manutenção das quotas leiteiras para lá de
2015, ou a existência de mecanismos que garantam uma concorrência leal
entre os produtores dos vários países".
O setor do leite português representa 1,2 por cento do Produto Interno
Bruto e cerca de 100 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
aplicado pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/dinheiro/produtores-leite-acusam-governo-tramar-sector-onde-fecham-mil-empresas-ano
horas 57 minutos
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O leite "está tramado" e o Governo "está parado": as palavras, ditas
ao microfone, sintetizam a indignação dos produtores que hoje se
manifestaram frente ao parlamento, chamando a atenção para um setor
que perde mil empresas por ano.
Sob um sol abrasador, cerca de dois milhares de produtores, vindos
sobretudo do Norte, concentraram-se junto às escadarias da Assembleia
da República para protestar contra, o que dizem ser, a inação do
Governo e não pouparam nas críticas à ministra da Agricultura,
gritando: "Cristas escuta, o leite está em luta".
Mas deixaram também recados ao ministro dos Negócios Estrangeiros,
Paulo Portas, lamentando que "o ministro da lavoura" esteja mais
"preocupado com os submarinos".
A manifestação foi convocada pela APROLEP (Associação dos Produtores
Leite), depois do preço do leite pago ao produtor, que já caiu 3,5
cêntimos desde o início do ano, voltar a descer em setembro, para se
fixar nos 28 cêntimos.
O presidente da APROLEP disse à Lusa que o setor está confrontado com
grandes dificuldades devido "aos aumentos brutais dos custos de
produção e à descida dos preços do leite", salientando que os
produtores se sentem "abandonados pelo Governo".
Carlos Neves defendeu "ações concretas e imediatas" em termos
legislativos, mas também políticos de forma a "pressionar quem
negoceia" no sentido de uma distribuição de valor mais equilibrada
entre os vários intervenientes da cadeia alimentar (produção,
indústria e distribuição).
"Temos vindo a perder mil empresas por ano. A este ritmo, a produção
desaparece em quatro anos", avisou o presidente da APROLEP.
Entre os manifestantes encontravam-se também alguns parlamentares que
quiseram mostrar a sua solidariedade como o comunista Agostinho Lopes
e o anterior ministro socialista, António Serrano que apelou ao
Governo que regulamente "urgentemente" as relações entre a indústria e
a produção.
"O preço que [os produtores] recebem é consumido pelos fatores de
produção", sublinhou o anterior governante e atual deputado,
salientando que não se pode "deixar destruir" este setor.
Um cartaz afixado numa vaca leiteira resumia o teor do protesto: "com
o rumo que isto está a levar, o meu dono não vai ter comer para me
dar".
Manuel Barbosa, proprietário de uma exploração em Barcelos, confirma:
"A margem que fica para o produtor é praticamente nula. É uma morte
lenta", disse este agricultor que admite vir a encerrar portas.
"Com o caminho que estamos a seguir, não há outra alternativa a não
ser o encerramento", desabafou.
Manuel Barbosa considerou que os consumidores portugueses preferem
"leite de qualidade", mas muitas vezes têm dificuldade em distinguir o
que é nacional do que não é.
"Isso tem de estar visível", exigiu, apelando também a medidas de
proteção que garantam "uma margem mínima aos agricultores, "o elo mais
fraco da fileira do leite".
Segundo o produtor, "para que o setor trabalhasse bem e de forma
saudável", o preço razoável a pagar seria de 40 cêntimos.
Uma delegação de produtores foi recebida pela Comissão de Agricultura,
a quem entregou um documento exigindo "ação do poder político para
salvar a produção de leite em Portugal".
Entre as reivindicações destacam-se: a imposição de maior
transparência no estabelecimento das cotações dos cereais, para
minorar os custos da alimentação animal, legislação que equilibre as
relações na cadeia de valor, reforço da fiscalização da ASAE sobre as
importações de produtos lácteos, rotulagem que indique expressamente a
origem do produto e maior rapidez da Autoridade da Concorrência na
decisão dos processos de infração das leis que regulam a concorrência,
de forma a prevenir práticas de comercialização lesivas do setor
alimentar.
Os produtores de leite chamam também a atenção para a reforma da
Política Agrícola Comum (PAC) atualmente em curso e consideram
"fundamental garantir a manutenção das quotas leiteiras para lá de
2015, ou a existência de mecanismos que garantam uma concorrência leal
entre os produtores dos vários países".
O setor do leite português representa 1,2 por cento do Produto Interno
Bruto e cerca de 100 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
aplicado pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/dinheiro/produtores-leite-acusam-governo-tramar-sector-onde-fecham-mil-empresas-ano
Aumento inesperado da produção de tomate leva fábricas a trabalhar no "máximo de capacidade"
Por Agência Lusa, publicado em 4 Set 2012 - 18:43 | Actualizado há 17
horas 32 minutos
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O secretário-geral da Associação dos Industriais do Tomate (AIT) disse
à agência Lusa que as fábricas de transformação de tomate estão a
trabalhar "no máximo da sua capacidade", tendo em conta o "aumento
inesperado da produtividade" alcançada nesta campanha.
Miguel Cambezes disse que a rentabilidade está a ultrapassar a média
portuguesa, que se situa nas 85 a 90 toneladas por hectare,
situando-se este ano acima das 100 toneladas/hectare.
O responsável da AIT admitiu que a produtividade acima do esperado e
do contratualizado entre a indústria e as organizações de produtores
possa ter reflexos na gestão e organização da campanha, assegurando,
contudo, que acabará por não ter grandes consequências.
"As fábricas estão a trabalhar no máximo da sua capacidade para poder
ir ao encontro dos interesses dos agricultores e tudo estão a fazer
para os ajudar neste momento, de forma a que a descarga de tomate se
processe o mais rapidamente possível", afirmou.
Segundo o secretário-geral da AIT, as fábricas estão a trabalhar a 100
por cento, 24 horas por dia, sete dias por semana, tendo em conta que
a campanha dura apenas dois meses.
Miguel Cambezes referiu ainda o facto de, devido às condições
climatéricas, a campanha não se ter iniciado na última semana de
julho, como era esperado, mas apenas a 06 de agosto, o que provocou um
"ligeiro atraso", abrigando a um esforço de recuperação, de modo a
provocar o mínimo de perdas possível.
Fonte de uma organização de produtores disse à Lusa que este está a
ser um ano de "boa produção" e "excelente qualidade" do tomate,
admitindo que o atraso de cerca de 15 dias no início da campanha e a
produção acima do esperado possam gerar algumas perdas.
"A seguir a um ano mau, este é vital para os produtores, que não podem
perder tomate", disse, sublinhando esperar que a indústria consiga
responder à necessidade de escoamento, já que o fruto corre o risco de
excesso de maturação se ficar muito tempo no campo.
Portugal é um dos maiores produtores do Mundo de concentrado de
tomate, reconhecido mundialmente como um produto de alta qualidade e
com características únicas, com a produção média anual a ultrapassar
um milhão de toneladas, realça uma nota da AIT enviada à Lusa.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
aplicado pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/portugal/aumento-inesperado-da-producao-tomate-leva-fabricas-trabalhar-no-maximo-capacidade
horas 32 minutos
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O secretário-geral da Associação dos Industriais do Tomate (AIT) disse
à agência Lusa que as fábricas de transformação de tomate estão a
trabalhar "no máximo da sua capacidade", tendo em conta o "aumento
inesperado da produtividade" alcançada nesta campanha.
Miguel Cambezes disse que a rentabilidade está a ultrapassar a média
portuguesa, que se situa nas 85 a 90 toneladas por hectare,
situando-se este ano acima das 100 toneladas/hectare.
O responsável da AIT admitiu que a produtividade acima do esperado e
do contratualizado entre a indústria e as organizações de produtores
possa ter reflexos na gestão e organização da campanha, assegurando,
contudo, que acabará por não ter grandes consequências.
"As fábricas estão a trabalhar no máximo da sua capacidade para poder
ir ao encontro dos interesses dos agricultores e tudo estão a fazer
para os ajudar neste momento, de forma a que a descarga de tomate se
processe o mais rapidamente possível", afirmou.
Segundo o secretário-geral da AIT, as fábricas estão a trabalhar a 100
por cento, 24 horas por dia, sete dias por semana, tendo em conta que
a campanha dura apenas dois meses.
Miguel Cambezes referiu ainda o facto de, devido às condições
climatéricas, a campanha não se ter iniciado na última semana de
julho, como era esperado, mas apenas a 06 de agosto, o que provocou um
"ligeiro atraso", abrigando a um esforço de recuperação, de modo a
provocar o mínimo de perdas possível.
Fonte de uma organização de produtores disse à Lusa que este está a
ser um ano de "boa produção" e "excelente qualidade" do tomate,
admitindo que o atraso de cerca de 15 dias no início da campanha e a
produção acima do esperado possam gerar algumas perdas.
"A seguir a um ano mau, este é vital para os produtores, que não podem
perder tomate", disse, sublinhando esperar que a indústria consiga
responder à necessidade de escoamento, já que o fruto corre o risco de
excesso de maturação se ficar muito tempo no campo.
Portugal é um dos maiores produtores do Mundo de concentrado de
tomate, reconhecido mundialmente como um produto de alta qualidade e
com características únicas, com a produção média anual a ultrapassar
um milhão de toneladas, realça uma nota da AIT enviada à Lusa.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
aplicado pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/portugal/aumento-inesperado-da-producao-tomate-leva-fabricas-trabalhar-no-maximo-capacidade
Menos água nos rios
Bacia do Arade, no Algarve, é a que está em pior situação
As barragens portuguesas estão com menos água e há casos, como a bacia
hidrográfica do Arade, no Algarve, que começam a preocupar: está com
apenas 12,6 por cento da capacidade de armazenamento, quando a média
para esta altura do ano é de 34,1 por cento.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Edgar Nascimento
As duas barragens que constituem esta bacia são as que menos água têm
em todo o território nacional: 11,9% (Funcho) e 13,8% (Arade).
O último relatório do Instituto da Água, divulgado ontem, apresenta os
dados relativos a 31 de Agosto. Em 11 bacias hidrográficas, o volume
de água é inferior à média dos últimos vinte anos. Apenas as bacias do
Ave e do Mira apresentam volumes de armazenagem superiores à média.
Das 57 albufeiras monitorizadas, apenas duas têm disponibilidades
hídricas superiores a 80 por cento; 16 têm menos de 40 por cento da
capacidade preenchida.
Portugal atravessa uma situação de seca meteorológica: segundo o
último relatório de acompanhamento e avaliação dos impactos da seca,
publicado pelo Ministério da Agricultura a 14 de Agosto, 58% do País
está em seca extrema e 26% em seca severa. A ausência de chuva – que
se deve manter nos próximos dias – levou a uma quebra de 62% na
produção de energia hídrica nos últimos meses, obrigando à importação
de energia – subiu 129 por cento.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/menos-agua-nos-rios
As barragens portuguesas estão com menos água e há casos, como a bacia
hidrográfica do Arade, no Algarve, que começam a preocupar: está com
apenas 12,6 por cento da capacidade de armazenamento, quando a média
para esta altura do ano é de 34,1 por cento.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Edgar Nascimento
As duas barragens que constituem esta bacia são as que menos água têm
em todo o território nacional: 11,9% (Funcho) e 13,8% (Arade).
O último relatório do Instituto da Água, divulgado ontem, apresenta os
dados relativos a 31 de Agosto. Em 11 bacias hidrográficas, o volume
de água é inferior à média dos últimos vinte anos. Apenas as bacias do
Ave e do Mira apresentam volumes de armazenagem superiores à média.
Das 57 albufeiras monitorizadas, apenas duas têm disponibilidades
hídricas superiores a 80 por cento; 16 têm menos de 40 por cento da
capacidade preenchida.
Portugal atravessa uma situação de seca meteorológica: segundo o
último relatório de acompanhamento e avaliação dos impactos da seca,
publicado pelo Ministério da Agricultura a 14 de Agosto, 58% do País
está em seca extrema e 26% em seca severa. A ausência de chuva – que
se deve manter nos próximos dias – levou a uma quebra de 62% na
produção de energia hídrica nos últimos meses, obrigando à importação
de energia – subiu 129 por cento.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/menos-agua-nos-rios
Com a seca escasseia a comida para os animais
Agricultura
A seca está a dificultar a vida aos produtores de gado da região. A
falta de água e os pastos secos obrigam os agricultores a recorrer às
reservas de Inverno para alimentarem os animais.
É o caso de Amadeu Caetano. Este criador de Calvelhe, no concelho de
Bragança, garante que se não chover o feno e a palha não chegam até ao
final do Verão.
"Está muito complicado. As principais dificuldades são a comida e a
água. Costumavam andar no pasto, agora a gente tem que lhe dar de
comer em casa. Os rolos que se recolheram já os comeram quase todos.
Temos algum milho, mas também não há água para o regar", lamenta o
agricultor, que tem cerca de 30 animais de raça mirandesa.
António Fernandes, produtor de gado nas Quintas do Vilar, na freguesia
de Milhão, também se queixa da seca. "Os pastos não têm água e é
preciso transportá-la em contentores. Eu gasto mil litros de água por
dia só para os animais beberem. E estamos cada vez pior", realça o
criador de gado.
Para contornar esta situação, os produtores têm que comprar alimento
para o gado, o que resulta na diminuição do rendimento.
Rendimento não chega
"Estes animais para darem algum resultado deviam-se governar no
terreno. Agora se é preciso comprar ração, é preciso levar-lhe a água
e comprar palha. Todo o rendimento que eles dão não chega para os
governar", garante António Fernandes.
O responsável da Cooperativa Agro-Pecuária Mirandesa, Nuno Paulo,
reconhece as dificuldades dos agricultores, mas garante que não é
possível aumentar o preço da carne. "Falar em aumento de preços da
carne seria um erro estratégico. Os criadores têm que ser mais
eficientes. Têm que ser mais contidos em investimentos que não sejam
cruciais para o desenvolvimento da sua exploração", acrescenta o
responsável.
http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=435&id=17643&idSeccao=3894&Action=noticia#.UEZ90Y1mQ41
A seca está a dificultar a vida aos produtores de gado da região. A
falta de água e os pastos secos obrigam os agricultores a recorrer às
reservas de Inverno para alimentarem os animais.
É o caso de Amadeu Caetano. Este criador de Calvelhe, no concelho de
Bragança, garante que se não chover o feno e a palha não chegam até ao
final do Verão.
"Está muito complicado. As principais dificuldades são a comida e a
água. Costumavam andar no pasto, agora a gente tem que lhe dar de
comer em casa. Os rolos que se recolheram já os comeram quase todos.
Temos algum milho, mas também não há água para o regar", lamenta o
agricultor, que tem cerca de 30 animais de raça mirandesa.
António Fernandes, produtor de gado nas Quintas do Vilar, na freguesia
de Milhão, também se queixa da seca. "Os pastos não têm água e é
preciso transportá-la em contentores. Eu gasto mil litros de água por
dia só para os animais beberem. E estamos cada vez pior", realça o
criador de gado.
Para contornar esta situação, os produtores têm que comprar alimento
para o gado, o que resulta na diminuição do rendimento.
Rendimento não chega
"Estes animais para darem algum resultado deviam-se governar no
terreno. Agora se é preciso comprar ração, é preciso levar-lhe a água
e comprar palha. Todo o rendimento que eles dão não chega para os
governar", garante António Fernandes.
O responsável da Cooperativa Agro-Pecuária Mirandesa, Nuno Paulo,
reconhece as dificuldades dos agricultores, mas garante que não é
possível aumentar o preço da carne. "Falar em aumento de preços da
carne seria um erro estratégico. Os criadores têm que ser mais
eficientes. Têm que ser mais contidos em investimentos que não sejam
cruciais para o desenvolvimento da sua exploração", acrescenta o
responsável.
http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=435&id=17643&idSeccao=3894&Action=noticia#.UEZ90Y1mQ41
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Governo dispensa funcionários públicos que sejam bombeiros
INCÊNDIOS
por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaHoje
Fotografia © Henriques da Cunha/Global Imagens
O Governo vai dar dispensa aos funcionários públicos que sejam
bombeiros voluntários para ajudarem no combate aos incêndios, revelou
hoje o ministro da Administração Interna (MAI), que recusa a ideia de
que pediu ajuda externa tarde demais.
"Hoje de manhã, em articulação com o Ministério das Finanças decidimos
tomar uma outra medida: conceder dispensa de serviço a todos aqueles
que sendo funcionários públicos sejam também bombeiros voluntários e
sejam requisitados pelas respetivas corporações de bombeiros", disse
Miguel Macedo.
O governante falava aos jornalistas no final do briefing com o
comandante operacional nacional, Vítor Vaz Pinto, na sede da
Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Ao fazer um balanço da situação no terreno, o ministro disse que
continua "muito difícil do ponto de vista meteorológico" e adiantou
que estão no terreno "meios pesados que ontem [segunda-feira] foram
solicitados", bem como "todo o fortíssimo dispositivo da proteção".
Por isso, disse estar confiante de que, "com o trabalho que hoje se
vai desenvolver, se possa minorar algumas das situações mais
difíceis".
Miguel Macedo não considera que o pedido de ajuda ao Mecanismo Europeu
de Proteção Civil tenha sido feito muito tarde, afirmando que "foi
pedido quando foi necessário pedir".
"Nesta situação difícil o que fizemos, e bem, do ponto de vista
preventivo, logo que identificámos uma situação meteorológica mais
complicada foi acionar em tempo esses meios para que hoje possam estar
no terreno", acrescentou.
Os quatro aviões (dois espanhóis que chegaram segunda-feira e dois
franceses que chegaram hoje) estão ao serviço de Portugal durante 48
horas, que podem ser prorrogadas, indicou o MAI.
O ministro admitiu pedir mais meios ao Mecanismo Europeu de Proteção
Civil se for preciso, mas considera que, "para já, os que existem são
os necessários".
O governante recusou também que a austeridade seja uma das causas para
a difícil luta contra os incêndios e frisou que existem mais meios que
existiam no ano passado.
"Temos para esta época um dispositivo superior do ponto de vista dos
meios aéreos àquilo que tínhamos o ano passado. E de homens", disse.
"Na fase Charlie, as equipas que temos são em maior número dos que as
do ano passado. Não houve nenhuma restrição, pelo contrário houve um
reforço dos meios que aéreo, quer humanos", acrescentou.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2751566&page=-1
por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaHoje
Fotografia © Henriques da Cunha/Global Imagens
O Governo vai dar dispensa aos funcionários públicos que sejam
bombeiros voluntários para ajudarem no combate aos incêndios, revelou
hoje o ministro da Administração Interna (MAI), que recusa a ideia de
que pediu ajuda externa tarde demais.
"Hoje de manhã, em articulação com o Ministério das Finanças decidimos
tomar uma outra medida: conceder dispensa de serviço a todos aqueles
que sendo funcionários públicos sejam também bombeiros voluntários e
sejam requisitados pelas respetivas corporações de bombeiros", disse
Miguel Macedo.
O governante falava aos jornalistas no final do briefing com o
comandante operacional nacional, Vítor Vaz Pinto, na sede da
Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Ao fazer um balanço da situação no terreno, o ministro disse que
continua "muito difícil do ponto de vista meteorológico" e adiantou
que estão no terreno "meios pesados que ontem [segunda-feira] foram
solicitados", bem como "todo o fortíssimo dispositivo da proteção".
Por isso, disse estar confiante de que, "com o trabalho que hoje se
vai desenvolver, se possa minorar algumas das situações mais
difíceis".
Miguel Macedo não considera que o pedido de ajuda ao Mecanismo Europeu
de Proteção Civil tenha sido feito muito tarde, afirmando que "foi
pedido quando foi necessário pedir".
"Nesta situação difícil o que fizemos, e bem, do ponto de vista
preventivo, logo que identificámos uma situação meteorológica mais
complicada foi acionar em tempo esses meios para que hoje possam estar
no terreno", acrescentou.
Os quatro aviões (dois espanhóis que chegaram segunda-feira e dois
franceses que chegaram hoje) estão ao serviço de Portugal durante 48
horas, que podem ser prorrogadas, indicou o MAI.
O ministro admitiu pedir mais meios ao Mecanismo Europeu de Proteção
Civil se for preciso, mas considera que, "para já, os que existem são
os necessários".
O governante recusou também que a austeridade seja uma das causas para
a difícil luta contra os incêndios e frisou que existem mais meios que
existiam no ano passado.
"Temos para esta época um dispositivo superior do ponto de vista dos
meios aéreos àquilo que tínhamos o ano passado. E de homens", disse.
"Na fase Charlie, as equipas que temos são em maior número dos que as
do ano passado. Não houve nenhuma restrição, pelo contrário houve um
reforço dos meios que aéreo, quer humanos", acrescentou.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2751566&page=-1
Leite: FENALAC pede «arrefecimento do clima de guerra comercial» na distribuição
quinta-feira, 30 de Agosto de 2012 | 18:15
Imprimir Enviar por Email
A Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENALAC)
apelou, em comunicado, a um "arrefecimento do clima de autêntica
guerra comercial entre os maiores operadores da distribuição" e pediu
a intervenção do Governo.
"Nesta matéria, a intervenção governativa é, também, decisiva pois
aguarda-se há vários meses a introdução de regras mais vigorosas na
regulação das relações entre a grande distribuição e os seus
fornecedores, de forma a evitar os recentes abusos registados, os
quais foram sancionados com coimas ridículas, face aos valores das
transações envolvidos", escreveu a FENALAC em comunicado datado de
quarta-feira.
Também na quarta-feira, a Associação dos Produtores de Leite de
Portugal (Aprolep) reclamou a "urgente" intervenção dos ministros da
Agricultura e da Economia, "com o patrocínio do primeiro-ministro",
para regular o preço do leite a produtor.
No mesmo dia, o eurodeputado português Capoulas Santos instou a
Comissão Europeia a adotar medidas urgentes ao nível comunitário para
fazer face à crise no setor leiteiro, advertindo que muitas
explorações correm o risco de ter de encerrar "a muito curto prazo".
De acordo com o Sistema de Informação de Mercados Agrícolas do
Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território, o leite adquirido a produtores individuais no continente
passou de 0,324 euros/quilo em janeiro para 0,294 em junho.
No que toca ao leite adquirido a postos de receção e salas coletivas,
o quilo passou de 0,253 euros/quilo no começo do ano para 0,221.
"Os produtores de leite nacionais passam por grandes dificuldades na
sua atividade, em resultado da menor valorização da matéria-prima e
dos aumentos generalizados dos custos de produção, nomeadamente das
matérias alimentares, como sejam os cereais (cujas cotações têm
sofrido aumentos sucessivos), mas também dos combustíveis e da energia
elétrica", acrescentou o FENALAC, que pediu, também, uma retração das
"estratégias agressivas das 'marcas brancas' da distribuição".
Diário Digital com Lusa
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=186095
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A Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENALAC)
apelou, em comunicado, a um "arrefecimento do clima de autêntica
guerra comercial entre os maiores operadores da distribuição" e pediu
a intervenção do Governo.
"Nesta matéria, a intervenção governativa é, também, decisiva pois
aguarda-se há vários meses a introdução de regras mais vigorosas na
regulação das relações entre a grande distribuição e os seus
fornecedores, de forma a evitar os recentes abusos registados, os
quais foram sancionados com coimas ridículas, face aos valores das
transações envolvidos", escreveu a FENALAC em comunicado datado de
quarta-feira.
Também na quarta-feira, a Associação dos Produtores de Leite de
Portugal (Aprolep) reclamou a "urgente" intervenção dos ministros da
Agricultura e da Economia, "com o patrocínio do primeiro-ministro",
para regular o preço do leite a produtor.
No mesmo dia, o eurodeputado português Capoulas Santos instou a
Comissão Europeia a adotar medidas urgentes ao nível comunitário para
fazer face à crise no setor leiteiro, advertindo que muitas
explorações correm o risco de ter de encerrar "a muito curto prazo".
De acordo com o Sistema de Informação de Mercados Agrícolas do
Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território, o leite adquirido a produtores individuais no continente
passou de 0,324 euros/quilo em janeiro para 0,294 em junho.
No que toca ao leite adquirido a postos de receção e salas coletivas,
o quilo passou de 0,253 euros/quilo no começo do ano para 0,221.
"Os produtores de leite nacionais passam por grandes dificuldades na
sua atividade, em resultado da menor valorização da matéria-prima e
dos aumentos generalizados dos custos de produção, nomeadamente das
matérias alimentares, como sejam os cereais (cujas cotações têm
sofrido aumentos sucessivos), mas também dos combustíveis e da energia
elétrica", acrescentou o FENALAC, que pediu, também, uma retração das
"estratégias agressivas das 'marcas brancas' da distribuição".
Diário Digital com Lusa
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=186095
Feira do Porco no Montijo quer dar projeção ao setor
A 21ª Feira Nacional do Porco, que vai decorrer no Montijo de 21 a 23
de setembro, surge este ano com o principal objetivo de devolver a
grande projeção que a suinicultura tem perdido devido à crise
económica. "O Montijo é a capital do setor agropecuário do país e
possui todas as condições para tornar-se autossuficiente neste campo,
disponibilizando um produto inigualável em termos de qualidade",
afirma Vítor Menino, presidente da Associação Livre de Suinicultores,
entidade organizadora do certame.
"O historial do setor agropecuário no Montijo é um sucesso que tem
sido abalado pela crise que se alastrou a todos os ramos de
atividade", prossegue Vítor Menino, que prentende, com o certame,
"criar uma rede do porco em Portugal com sede no Montijo". "É preciso
potenciar o setor com a elaboração de novas parcerias e estendê-lo a
outros", afirma o presidente da Associação Livre de Suinicultores,
justificando assim a junção da 21ª Feira Nacional do Porco à 19ª Feira
Nacional da Salsicharia e à primeira Feira das Atividades Agrícolas.
Vítor Menino entende que esta união vai criar motivação extra para o
objetivo fundamental de todos os suinicultores, que passa pela
"autossustentabilidade financeira através de novas dinâmicas para
combater a falta de oportunidades". O certame vai disponibilizar
espaço para provas de vinhos da Península de Setúbal, tasquinhas, mas
também conferências sobre "Empresas Sustentáveis" e "Potencialidades
para o Desenvolvimento Regional", ou jornadas técnicas de suinicultura
sobre a temática relativa ao "Interprofissional da Fileira da Carne de
Porco" e "Constrangimentos e Oportunidades do Setor Agrícola".
"Não existe qualquer ponto alto da feira porque esta distingue-se por
várias temáticas que merecem destaque semelhante", avança Vítor
Menino. O orçamento destinado à realização do evento ronda os
cinquenta mil euros, verba que a organização não conseguiu angariar no
ano passado e impossibilitou, por isso, a realização do certame que
espera, este ano, que a população "adira em peso por tudo aquilo
disponível". O cartaz musical da feira, que se vai realizar no Parque
de Exposições do Montijo, vai contar com a presença de Quim Barreiros
no dia 21 e o grupo "Três Sangres", no dia 22.
Rogério Matos - 30-08-2012 18:07
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=17722&utm_medium=rss
de setembro, surge este ano com o principal objetivo de devolver a
grande projeção que a suinicultura tem perdido devido à crise
económica. "O Montijo é a capital do setor agropecuário do país e
possui todas as condições para tornar-se autossuficiente neste campo,
disponibilizando um produto inigualável em termos de qualidade",
afirma Vítor Menino, presidente da Associação Livre de Suinicultores,
entidade organizadora do certame.
"O historial do setor agropecuário no Montijo é um sucesso que tem
sido abalado pela crise que se alastrou a todos os ramos de
atividade", prossegue Vítor Menino, que prentende, com o certame,
"criar uma rede do porco em Portugal com sede no Montijo". "É preciso
potenciar o setor com a elaboração de novas parcerias e estendê-lo a
outros", afirma o presidente da Associação Livre de Suinicultores,
justificando assim a junção da 21ª Feira Nacional do Porco à 19ª Feira
Nacional da Salsicharia e à primeira Feira das Atividades Agrícolas.
Vítor Menino entende que esta união vai criar motivação extra para o
objetivo fundamental de todos os suinicultores, que passa pela
"autossustentabilidade financeira através de novas dinâmicas para
combater a falta de oportunidades". O certame vai disponibilizar
espaço para provas de vinhos da Península de Setúbal, tasquinhas, mas
também conferências sobre "Empresas Sustentáveis" e "Potencialidades
para o Desenvolvimento Regional", ou jornadas técnicas de suinicultura
sobre a temática relativa ao "Interprofissional da Fileira da Carne de
Porco" e "Constrangimentos e Oportunidades do Setor Agrícola".
"Não existe qualquer ponto alto da feira porque esta distingue-se por
várias temáticas que merecem destaque semelhante", avança Vítor
Menino. O orçamento destinado à realização do evento ronda os
cinquenta mil euros, verba que a organização não conseguiu angariar no
ano passado e impossibilitou, por isso, a realização do certame que
espera, este ano, que a população "adira em peso por tudo aquilo
disponível". O cartaz musical da feira, que se vai realizar no Parque
de Exposições do Montijo, vai contar com a presença de Quim Barreiros
no dia 21 e o grupo "Três Sangres", no dia 22.
Rogério Matos - 30-08-2012 18:07
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=17722&utm_medium=rss
Aviões franceses e espanhóis já chegaram a Portugal
FOGOS
por Patrícia Jesus com AgênciasHoje
Helicóptero lança água perto de Ourém Fotografia © Rafael Marchante - Reuters
Já chegaram a Portugal os quatro aviões bombardeiros Canadair pedidos
aos parceiros europeus para ajudar a combater as chamas.
Os aparelhos foram enviados por Espanha e França e os dois Canadair
espanhóis já ajudaram a combater o incêndio que deflagrou ontem na
região de Viseu (norte) e mobilizou cerca de 200 bombeiros.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2751115
por Patrícia Jesus com AgênciasHoje
Helicóptero lança água perto de Ourém Fotografia © Rafael Marchante - Reuters
Já chegaram a Portugal os quatro aviões bombardeiros Canadair pedidos
aos parceiros europeus para ajudar a combater as chamas.
Os aparelhos foram enviados por Espanha e França e os dois Canadair
espanhóis já ajudaram a combater o incêndio que deflagrou ontem na
região de Viseu (norte) e mobilizou cerca de 200 bombeiros.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2751115
Agroglobal - Feira do Milho e das Grandes Culturas em Valada do Ribatejo
É já amanhã que tem início a 3ª edição da Agroglobal - Feira do Milho
e das Grandes Culturas que se realiza a 5 e 6 de Setembro (das 9h30m
às 18h).
Mais uma vez na Lezíria do Tejo, em campos cultivados e preparados
para o efeito, teremos a maior reunião de empresas e instituições
ligadas ao agronegócio do nosso país, permitindo a todos os
profissionais do sector um amplo debate sobre os produtos e soluções
hoje disponíveis para todas as áreas da actividade agrícola e o
estabelecimento de contactos entre mais de 180 expositores e
visitantes cujo número a organização do evento espera ultrapasse os
15.000 da última edição.
Pelo auditório da Agroglobal vai passar toda a informação actualizada
sobre o estado da "nação" agrícola. Personalidades como Henrique
Medina Carreira, António Borges e João Ferreira do Amaral, entre
outros, vão dar a sua opinião sobre o futuro da agricultura
Portuguesa.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/04c.htm
e das Grandes Culturas que se realiza a 5 e 6 de Setembro (das 9h30m
às 18h).
Mais uma vez na Lezíria do Tejo, em campos cultivados e preparados
para o efeito, teremos a maior reunião de empresas e instituições
ligadas ao agronegócio do nosso país, permitindo a todos os
profissionais do sector um amplo debate sobre os produtos e soluções
hoje disponíveis para todas as áreas da actividade agrícola e o
estabelecimento de contactos entre mais de 180 expositores e
visitantes cujo número a organização do evento espera ultrapasse os
15.000 da última edição.
Pelo auditório da Agroglobal vai passar toda a informação actualizada
sobre o estado da "nação" agrícola. Personalidades como Henrique
Medina Carreira, António Borges e João Ferreira do Amaral, entre
outros, vão dar a sua opinião sobre o futuro da agricultura
Portuguesa.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/04c.htm
Gallo aposta no picante
Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
A marca portuguesa de azeite Gallo acaba de lançar um novo produto:
piri piri com azeite.
"Este produto reforça a ligação e aposta da marca em inovação,
alargando o portfólio de produtos junto dos consumidores", justifica a
marca, indicando que o novo produto Gallo Piri Piri com Azeite se
encontra disponível nos vários canais de distribuição.
Meios&Publicidade - 3.9.2012
http://www.portaldoazeite.com/2012/09/gallo-aposta-no-picante.html
A marca portuguesa de azeite Gallo acaba de lançar um novo produto:
piri piri com azeite.
"Este produto reforça a ligação e aposta da marca em inovação,
alargando o portfólio de produtos junto dos consumidores", justifica a
marca, indicando que o novo produto Gallo Piri Piri com Azeite se
encontra disponível nos vários canais de distribuição.
Meios&Publicidade - 3.9.2012
http://www.portaldoazeite.com/2012/09/gallo-aposta-no-picante.html
Açores/Eleições: PSD promete melhorar abastecimento de água à agricultura na Terceira
17:00 Segunda feira, 3 de setembro de 2012
Angra do Heroísmo, 03 set (Lusa) - O presidente do PSD na Terceira,
António Ventura, comprometeu-se hoje a melhorar o abastecimento de
água à agricultura nesta ilha dos Açores "em quantidade e qualidade",
acusando o executivo regional socialista de falta de "planeamento
estratégico".
"O nosso compromisso passa pela reabertura de postos públicos que
estão encerrados, construir novos postos e investir no abastecimento
de água às explorações agrícolas, em coordenação com as organizações
de produtores e a Universidade dos Açores", afirmou António Ventura,
que é também o cabeça de lista do PSD pelo círculo da Terceira nas
eleições regionais marcadas para 14 de outubro.
António Ventura, que falava numa conferência de imprensa em Angra do
Heroísmo, recordou que estão encerrados na ilha seis postos de
abastecimento de água à lavoura, o que obriga alguns agricultores a
percorrer diariamente cerca de "10 quilómetros para se abastecer".
http://expresso.sapo.pt/acoreseleicoes-psd-promete-melhorar-abastecimento-de-agua-a-agricultura-na-terceira=f750769
Angra do Heroísmo, 03 set (Lusa) - O presidente do PSD na Terceira,
António Ventura, comprometeu-se hoje a melhorar o abastecimento de
água à agricultura nesta ilha dos Açores "em quantidade e qualidade",
acusando o executivo regional socialista de falta de "planeamento
estratégico".
"O nosso compromisso passa pela reabertura de postos públicos que
estão encerrados, construir novos postos e investir no abastecimento
de água às explorações agrícolas, em coordenação com as organizações
de produtores e a Universidade dos Açores", afirmou António Ventura,
que é também o cabeça de lista do PSD pelo círculo da Terceira nas
eleições regionais marcadas para 14 de outubro.
António Ventura, que falava numa conferência de imprensa em Angra do
Heroísmo, recordou que estão encerrados na ilha seis postos de
abastecimento de água à lavoura, o que obriga alguns agricultores a
percorrer diariamente cerca de "10 quilómetros para se abastecer".
http://expresso.sapo.pt/acoreseleicoes-psd-promete-melhorar-abastecimento-de-agua-a-agricultura-na-terceira=f750769
Incêndios: Portugal vai receber ajuda de Espanha e França - Comissão Europeia
20:02 Segunda feira, 3 de setembro de 2012
Bruxelas, 03 set (Lusa) - Espanha disponibilizou dois aviões Canadair
para ajudar no combate aos incêndios que lavram em Portugal e a
Comissão Europeia concordou com o envio imediato de duas aeronaves de
França, anunciou hoje o executivo comunitário.
"A Comissão Europeia está a apoiar os esforços para combater os graves
incêndios florestais que lavram em Portugal. As autoridades em Lisboa
pediram assistência e Espanha ofereceu dois aviões Canadair, através
do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Comissão também concordou
com o envio imediato de duas aeronaves, financiado pela União
Europeia, a partir de França", segundo um comunicado de imprensa
distribuído em Bruxelas.
A comissária europeia da Cooperação Internacional, Kristalina
Georgieva, citada no comunicado, salientou a importância da
solidariedade europeia em situações como a que Portugal está a viver.
http://expresso.sapo.pt/incendios-portugal-vai-receber-ajuda-de-espanha-e-franca-comissao-europeia=f750807
Bruxelas, 03 set (Lusa) - Espanha disponibilizou dois aviões Canadair
para ajudar no combate aos incêndios que lavram em Portugal e a
Comissão Europeia concordou com o envio imediato de duas aeronaves de
França, anunciou hoje o executivo comunitário.
"A Comissão Europeia está a apoiar os esforços para combater os graves
incêndios florestais que lavram em Portugal. As autoridades em Lisboa
pediram assistência e Espanha ofereceu dois aviões Canadair, através
do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Comissão também concordou
com o envio imediato de duas aeronaves, financiado pela União
Europeia, a partir de França", segundo um comunicado de imprensa
distribuído em Bruxelas.
A comissária europeia da Cooperação Internacional, Kristalina
Georgieva, citada no comunicado, salientou a importância da
solidariedade europeia em situações como a que Portugal está a viver.
http://expresso.sapo.pt/incendios-portugal-vai-receber-ajuda-de-espanha-e-franca-comissao-europeia=f750807
Frutas e legumes portugueses lançam-se no mercado asiático
Por Agência Lusa, publicado em 3 Set 2012 - 15:35 | Actualizado há 19
horas 52 minutos
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Os produtores de frutas e legumes nacionais vão estrear-se,
quarta-feira, nas feiras asiáticas, à procura de oportunidades num
mercado com potencial para os produtos de valor acrescentado e os
pequenos frutos, como framboesas e mirtilos.
Em declarações à Lusa, o diretor executivo da Portugal Fresh
(Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal),
José Canha considerou que estes "são os produtos que neste momento têm
condições" para chegar à Ásia.
Em destaque na Asia Fruit Logistica, que decorre em Hong Kong, vão
estar produtos da 4ª gama (prontos a consumir, como saladas e
preparados para sopas), tomate "cherry" e "berry", e frutos como
morangos, framboesas e mirtilos que podem ser transportados por via
aérea "com preços competitivos", nomeadamente desde que se iniciaram
os voos diretos diários para os Emirados Árabes Unidos.
José Canha adiantou ainda que há condições para o transporte marítimo
de outros produtos que Portugal quer promover como a pera, maçã e
ameixas, e eventualmente os citrinos e os pêssegos.
"Neste momento há um transporte marítimo muito importante da China
para a Europa e no regresso os contentores voltam vazios", o que
poderá beneficiar o comércio em sentido inverso.
As empresas da Portugal Fresh vão estar em Hong Kong, entre quarta e
sexta-feira, a fazer uma prospeção do mercado asiático, nomeadamente
de países como a China, explorando a proximidade a Macau.
"Queremos explorar este mercado porque tem capacidade de compra e o
consumo está a crescer", salientou o mesmo responsável, acrescentando
que estão a ser contactados parceiros comerciais locais que já estão a
promover o vinho e o azeite naquela região.
Embora o mercado europeu continue a ser o mais importante para os
produtores nacionais, outras regiões têm assumido preponderância nos
últimos anos, como a América Latina, com destaque para o Brasil e
África, onde sobressai Angola.
José Canha frisou que o objetivo passa não só pela internacionalização
das empresas portuguesas, "que têm investido muito na inovação", mas
também por exportar esse conhecimento e vender serviços a países que
querem apostar na produção própria
Na edição de 2011 da Asia Fruit Logistica participaram 332 empresas de
33 países, maioritariamente asiáticas (36 por cento).
A participação da Portugal Fresh neste certame enquadra-se num
conjunto de ações financiadas com fundos comunitários que incluirão
ainda, este ano, missões empresariais ao Brasil e a Madrid e uma
missão empresarial inversa da América Latina.
http://www.ionline.pt/portugal/frutas-legumes-portugueses-lancam-se-no-mercado-asiatico
horas 52 minutos
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Os produtores de frutas e legumes nacionais vão estrear-se,
quarta-feira, nas feiras asiáticas, à procura de oportunidades num
mercado com potencial para os produtos de valor acrescentado e os
pequenos frutos, como framboesas e mirtilos.
Em declarações à Lusa, o diretor executivo da Portugal Fresh
(Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal),
José Canha considerou que estes "são os produtos que neste momento têm
condições" para chegar à Ásia.
Em destaque na Asia Fruit Logistica, que decorre em Hong Kong, vão
estar produtos da 4ª gama (prontos a consumir, como saladas e
preparados para sopas), tomate "cherry" e "berry", e frutos como
morangos, framboesas e mirtilos que podem ser transportados por via
aérea "com preços competitivos", nomeadamente desde que se iniciaram
os voos diretos diários para os Emirados Árabes Unidos.
José Canha adiantou ainda que há condições para o transporte marítimo
de outros produtos que Portugal quer promover como a pera, maçã e
ameixas, e eventualmente os citrinos e os pêssegos.
"Neste momento há um transporte marítimo muito importante da China
para a Europa e no regresso os contentores voltam vazios", o que
poderá beneficiar o comércio em sentido inverso.
As empresas da Portugal Fresh vão estar em Hong Kong, entre quarta e
sexta-feira, a fazer uma prospeção do mercado asiático, nomeadamente
de países como a China, explorando a proximidade a Macau.
"Queremos explorar este mercado porque tem capacidade de compra e o
consumo está a crescer", salientou o mesmo responsável, acrescentando
que estão a ser contactados parceiros comerciais locais que já estão a
promover o vinho e o azeite naquela região.
Embora o mercado europeu continue a ser o mais importante para os
produtores nacionais, outras regiões têm assumido preponderância nos
últimos anos, como a América Latina, com destaque para o Brasil e
África, onde sobressai Angola.
José Canha frisou que o objetivo passa não só pela internacionalização
das empresas portuguesas, "que têm investido muito na inovação", mas
também por exportar esse conhecimento e vender serviços a países que
querem apostar na produção própria
Na edição de 2011 da Asia Fruit Logistica participaram 332 empresas de
33 países, maioritariamente asiáticas (36 por cento).
A participação da Portugal Fresh neste certame enquadra-se num
conjunto de ações financiadas com fundos comunitários que incluirão
ainda, este ano, missões empresariais ao Brasil e a Madrid e uma
missão empresarial inversa da América Latina.
http://www.ionline.pt/portugal/frutas-legumes-portugueses-lancam-se-no-mercado-asiatico
CAP Reúne com Troika e Defende Redução da Despesa do Estado
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) reuniu hoje com a
delegação da "troika" que se encontra em Portugal para avaliar o
processo de implementação do programa de assistência financeira ao
nosso país. No âmbito do encontro, a CAP comunicou aos representantes
da "troika" a sua apreciação geral quanto ao estado da nossa economia
e apresentou a sua posição relativamente a matérias específicas que
condicionam a agricultura em particular e o setor produtivo de uma
forma genérica.
Para a CAP, o governo tem vindo a demonstrar o seu empenho na redução
do défice e o país está a cumprir os compromissos que assumiu no
quadro do referido programa de assistência. Perante as dificuldades
acrescidas no cumprimento da meta do défice estabelecida para este
ano, a Confederação considera que a solução para esse problema terá de
ser encontrada através da redução da despesa e não pela imposição de
novas medidas de austeridade ou pelo aumento de impostos, sob pena de
termos de enfrentar uma situação dramática, com um abrandamento brutal
da economia e um agravamento do desemprego.
A Confederação manifestou-se contra a hipótese de estabelecer um corte
do subsídio de natal ou do subsídio de férias dos trabalhadores do
setor privado uma vez que, além de não diminuir a despesa do Estado,
possui um potencial acrescido de reduzir ainda mais as suas receitas,
ao contribuir para agravar a queda do consumo interno e a situação das
empresas que dele carecem para subsistir.
No que concerne às questões setoriais, a CAP frisou que o aumento das
exportações e do investimento que tem vindo a verificar-se no setor
agrícola está neste momento em risco. Com efeito, se a um ano
conjunturalmente difícil para a agricultura portuguesa, tendo em conta
a seca que ainda subsiste, acrescentarmos uma eventual não resolução
do problema de acesso ao crédito por parte das empresas agrícolas,
assim como por parte de todo o setor produtivo nacional, o risco de
perdermos o contributo que a agricultura está a dar ao aumento das
exportações é francamente considerável.
Com efeito, o acesso ao crédito pelos empresários agrícolas não é
apenas um problema de tesouraria e de gestão corrente dos negócios, é
fundamental para que os agricultores invistam e esgotem a aplicação
dos fundos do Proder. A eventualidade de não existir crédito
disponível, em volume e em juro compatível com as necessidades,
compromete a recuperação da agricultura, tendo em conta que se trata
de um setor com investimentos a longo prazo, os quais não suportam a
persistência de uma situação de inacessibilidade de crédito e de taxas
de juro extremamente elevadas.
Para além disso, a CAP considera que o Estado português terá de criar
mecanismos internos de controlo dos custos dos combustíveis e da
energia, fatores cruciais para a produção agrícola, e ter em conta que
o aumento das taxas camarárias, nomeadamente para o máximo legal em
cerca de cem municípios sujeitos ao programa de desendividamento,
constitui na prática já um aumento de impostos.
A Confederação chamou ainda a atenção para a necessidade de ser
implementado um sistema de seguros agrícolas eficaz, nomeadamente
tendo em conta que existe uma diretiva comunitária nesse sentido.
Assim, o governo deverá retomar o quanto antes a reformulação do
sistema de seguros, no sentido de evitar novas comparticipações e
apoios do Estado em caso de calamidade, o que na actual conjuntura
financeira poderá vir a revelar-se particularmente comprometedor para
o país.
CAP, 1 de Setembro de 2012
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/03d.htm
delegação da "troika" que se encontra em Portugal para avaliar o
processo de implementação do programa de assistência financeira ao
nosso país. No âmbito do encontro, a CAP comunicou aos representantes
da "troika" a sua apreciação geral quanto ao estado da nossa economia
e apresentou a sua posição relativamente a matérias específicas que
condicionam a agricultura em particular e o setor produtivo de uma
forma genérica.
Para a CAP, o governo tem vindo a demonstrar o seu empenho na redução
do défice e o país está a cumprir os compromissos que assumiu no
quadro do referido programa de assistência. Perante as dificuldades
acrescidas no cumprimento da meta do défice estabelecida para este
ano, a Confederação considera que a solução para esse problema terá de
ser encontrada através da redução da despesa e não pela imposição de
novas medidas de austeridade ou pelo aumento de impostos, sob pena de
termos de enfrentar uma situação dramática, com um abrandamento brutal
da economia e um agravamento do desemprego.
A Confederação manifestou-se contra a hipótese de estabelecer um corte
do subsídio de natal ou do subsídio de férias dos trabalhadores do
setor privado uma vez que, além de não diminuir a despesa do Estado,
possui um potencial acrescido de reduzir ainda mais as suas receitas,
ao contribuir para agravar a queda do consumo interno e a situação das
empresas que dele carecem para subsistir.
No que concerne às questões setoriais, a CAP frisou que o aumento das
exportações e do investimento que tem vindo a verificar-se no setor
agrícola está neste momento em risco. Com efeito, se a um ano
conjunturalmente difícil para a agricultura portuguesa, tendo em conta
a seca que ainda subsiste, acrescentarmos uma eventual não resolução
do problema de acesso ao crédito por parte das empresas agrícolas,
assim como por parte de todo o setor produtivo nacional, o risco de
perdermos o contributo que a agricultura está a dar ao aumento das
exportações é francamente considerável.
Com efeito, o acesso ao crédito pelos empresários agrícolas não é
apenas um problema de tesouraria e de gestão corrente dos negócios, é
fundamental para que os agricultores invistam e esgotem a aplicação
dos fundos do Proder. A eventualidade de não existir crédito
disponível, em volume e em juro compatível com as necessidades,
compromete a recuperação da agricultura, tendo em conta que se trata
de um setor com investimentos a longo prazo, os quais não suportam a
persistência de uma situação de inacessibilidade de crédito e de taxas
de juro extremamente elevadas.
Para além disso, a CAP considera que o Estado português terá de criar
mecanismos internos de controlo dos custos dos combustíveis e da
energia, fatores cruciais para a produção agrícola, e ter em conta que
o aumento das taxas camarárias, nomeadamente para o máximo legal em
cerca de cem municípios sujeitos ao programa de desendividamento,
constitui na prática já um aumento de impostos.
A Confederação chamou ainda a atenção para a necessidade de ser
implementado um sistema de seguros agrícolas eficaz, nomeadamente
tendo em conta que existe uma diretiva comunitária nesse sentido.
Assim, o governo deverá retomar o quanto antes a reformulação do
sistema de seguros, no sentido de evitar novas comparticipações e
apoios do Estado em caso de calamidade, o que na actual conjuntura
financeira poderá vir a revelar-se particularmente comprometedor para
o país.
CAP, 1 de Setembro de 2012
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/03d.htm
AJAP preocupada com o sector do leite
A AJAP encontra-se profundamente apreensiva com o estado actual do
Sector do Leite e as recentes notícias relativas à redução do preço
por litro de leite pago ao Produtor.
De facto, o agravamento da situação que se vive no Sector Leiteiro,
causado nomeadamente pelo baixo preço pago aos Produtores, assim como
pelos elevados custos de produção, coloca em causa a sustentabilidade
económica das explorações agrícolas e designadamente as dos Jovens
Agricultores.
A AJAP apela para que sejam tomadas decisões coerentes com as
necessidades, com capacidade de contrariar a tendência de declínio que
se vive no sector.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/03e.htm
Sector do Leite e as recentes notícias relativas à redução do preço
por litro de leite pago ao Produtor.
De facto, o agravamento da situação que se vive no Sector Leiteiro,
causado nomeadamente pelo baixo preço pago aos Produtores, assim como
pelos elevados custos de produção, coloca em causa a sustentabilidade
económica das explorações agrícolas e designadamente as dos Jovens
Agricultores.
A AJAP apela para que sejam tomadas decisões coerentes com as
necessidades, com capacidade de contrariar a tendência de declínio que
se vive no sector.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/03e.htm
Visita do Sr. Secretário de Estado ao Baixo Mondego
Após alguma reflexão sobre as notícias vindas a público na imprensa
Regional e Nacional sobre a visita do Sr. Secretário de Estado das
Florestas e Desenvolvimento Rural, Eng.º Daniel Campelo ao Baixo
Mondego, temos a informar:
1. O convite para esta visita foi feito pela Associação de
Agricultores do Vale do Mondego e em consonância com a Associação de
Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego:
1. Não existe qualquer divergência entre as duas Associações até
porque a maioria dos directores de qualquer uma delas é comum a ambas.
Não estamos a competir entre nós, pois todas as posições que foram
tomadas, o foram na manhã da visita entre ambas as Direcções.
A nossa competição tem como objectivo: a melhoria das condições de
trabalho (obras que competem ao Estado fazer) em defesa da produção
Nacional.
3. Nesta divergência de visão dos factos não queremos envolver o Sr.
Secretário de Estado.
Montemor-o-Velho, 3 de Setembro de 2012
Associação de Agricultores
do Vale do Mondego Associação de Beneficiários da Obra
de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/03a.htm
Regional e Nacional sobre a visita do Sr. Secretário de Estado das
Florestas e Desenvolvimento Rural, Eng.º Daniel Campelo ao Baixo
Mondego, temos a informar:
1. O convite para esta visita foi feito pela Associação de
Agricultores do Vale do Mondego e em consonância com a Associação de
Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego:
1. Não existe qualquer divergência entre as duas Associações até
porque a maioria dos directores de qualquer uma delas é comum a ambas.
Não estamos a competir entre nós, pois todas as posições que foram
tomadas, o foram na manhã da visita entre ambas as Direcções.
A nossa competição tem como objectivo: a melhoria das condições de
trabalho (obras que competem ao Estado fazer) em defesa da produção
Nacional.
3. Nesta divergência de visão dos factos não queremos envolver o Sr.
Secretário de Estado.
Montemor-o-Velho, 3 de Setembro de 2012
Associação de Agricultores
do Vale do Mondego Associação de Beneficiários da Obra
de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/03a.htm
Incêndios: Bruxelas já entrou em contacto com Estados-membros após receber pedido de Portugal
15:56 Segunda feira, 3 de Setembro de 2012
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Bruxelas, 03 set (Lusa) -- A Comissão Europeia confirmou hoje ter
recebido um pedido de apoio de Portugal para combater os incêndios que
lavram no país e indicou que já entrou em contacto com os países que
integram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Depois de a Proteção Civil portuguesa ter anunciado hoje que iria
pedir o apoio do Mecanismo Europeu de Proteção Civil perante a atual
situação operacional em Portugal, o porta-voz para a Cooperação
Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta a Crises da Comissão
Europeia confirmou à Lusa que o Centro de Monitorização e Informação
recebeu o pedido e "está a seguir de perto a situação e em contacto
regular com as autoridades portuguesas".
"A informação foi partilhada com os Estados-membros e outros países
participantes do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia" e os
países vão agora "avaliar se podem oferecer a assistência requerida",
disse David Sharrock.
http://visao.sapo.pt/incendios-bruxelas-ja-entrou-em-contacto-com-estados-membros-apos-receber-pedido-de-portugal=f684252
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Bruxelas, 03 set (Lusa) -- A Comissão Europeia confirmou hoje ter
recebido um pedido de apoio de Portugal para combater os incêndios que
lavram no país e indicou que já entrou em contacto com os países que
integram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Depois de a Proteção Civil portuguesa ter anunciado hoje que iria
pedir o apoio do Mecanismo Europeu de Proteção Civil perante a atual
situação operacional em Portugal, o porta-voz para a Cooperação
Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta a Crises da Comissão
Europeia confirmou à Lusa que o Centro de Monitorização e Informação
recebeu o pedido e "está a seguir de perto a situação e em contacto
regular com as autoridades portuguesas".
"A informação foi partilhada com os Estados-membros e outros países
participantes do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia" e os
países vão agora "avaliar se podem oferecer a assistência requerida",
disse David Sharrock.
http://visao.sapo.pt/incendios-bruxelas-ja-entrou-em-contacto-com-estados-membros-apos-receber-pedido-de-portugal=f684252
Incêndios: Portugal vai pedir apoio a Mecanismo Europeu de Proteção Civil
13:37 Segunda feira, 3 de setembro de 2012
Lisboa, 03 set (Lusa) - A Proteção Civil portuguesa vai pedir o apoio
do Mecanismo Europeu de Proteção Civil perante a atual situação
operacional em Portugal, onde o fogo mais preocupante continua a
lavrar em Ourém, revelou hoje esta entidade em comunicado.
Este mecanismo, segundo a página da Proteção Civil na Internet,
destina-se a reforçar a cooperação em intervenções de socorro que
exijam intervenções urgentes, quer dentro da união europeia, quer
noutros países.
Em termos práticos, este mecanismo pode, por exemplo, criar um Centro
de Informação e Vigilância na Comissão Europeia para acompanhar o
desenrolar dos acontecimentos e pronto a intervir imediatamente, assim
como mobilizar "equipas de avaliação e de coordenação que poderão ser
enviadas no mais breve espaço de tempo possível de acordo com as
necessidades".
http://expresso.sapo.pt/incendios-portugal-vai-pedir-apoio-a-mecanismo-europeu-de-protecao-civil=f750721
Lisboa, 03 set (Lusa) - A Proteção Civil portuguesa vai pedir o apoio
do Mecanismo Europeu de Proteção Civil perante a atual situação
operacional em Portugal, onde o fogo mais preocupante continua a
lavrar em Ourém, revelou hoje esta entidade em comunicado.
Este mecanismo, segundo a página da Proteção Civil na Internet,
destina-se a reforçar a cooperação em intervenções de socorro que
exijam intervenções urgentes, quer dentro da união europeia, quer
noutros países.
Em termos práticos, este mecanismo pode, por exemplo, criar um Centro
de Informação e Vigilância na Comissão Europeia para acompanhar o
desenrolar dos acontecimentos e pronto a intervir imediatamente, assim
como mobilizar "equipas de avaliação e de coordenação que poderão ser
enviadas no mais breve espaço de tempo possível de acordo com as
necessidades".
http://expresso.sapo.pt/incendios-portugal-vai-pedir-apoio-a-mecanismo-europeu-de-protecao-civil=f750721
Principal barragem do Vale da Vilariça já deixou de regar
inShare
3 de Setembro, 2012
A principal barragem do Vale da Vilariça, no Nordeste Transmontano,
deixou de regar por falta de água, pondo em causa a produção e o
investimento numa das zonas mais férteis do país, confirmou hoje a
Associação de Regantes.
O presidente daquela organização, Fernando Brás, adiantou à Lusa que a
barragem da Burga foi fechada no sábado por ter atingido a cota mínima
de exploração, a partir da qual não é permitido retirar mais água.
Segundo a descrição feita por aquele responsável, apesar de nesta
altura o pêssego estar em final de colheita, ainda há fruto nas
árvores que fica comprometido, a azeitona de conserva dificilmente
atingirá o calibre necessário e os pomares do Vale da Vilariça podem
não resistir se a seca se prolongar.
«As árvores não conseguirão frutificar em condições no próximo ano e
perdem-se milhões de investimento», afirmou.
Há quase um ano que os agricultores do vale vêm alertando para o
problema e, em Fevereiro, transmitiram as suas preocupações
directamente à ministra da Agricultura, numa visita de Assunção
Cristas à região.
Naquela ocasião, a falta de pastos era a consequência mais visível da
seca, mas também já era notória a falta de água na principal das três
barragens do regadio, a da Burga, que este ano ficou a um terço da sua
capacidade de armazenamento, devido à falta de chuva no inverno.
Em Junho, no início do período crítico de rega, o presidente da
Associação de Regantes, Fernando Brás, voltou a alertar que as
reservas existentes seriam insuficientes para aguentar a rega durante
todo o verão, o que veio a confirmar-se.
A associação que representa cerca de 800 beneficiários tem um projecto
para minimizar a situação que já tem assegurado financiamento do
PRODER para os 2,2 milhões de euros necessários, mas que «continuam à
espera que o Ministério da Agricultura desbloqueie as verbas
comunitárias e a respectiva comparticipação nacional de 25 por cento»,
segundo o dirigente agrícola.
O projecto prevê a construção de um dique para reforço do caudal da
barragem da Burga, embora o presidente da associação defenda que a
solução definitiva para o problema de armazenamento de água terá de
passar pela construção de mais uma pequena barragem no caudal da
Burga.
O projecto contempla ainda a instalação de contadores para
racionalizar o uso da água e faz parte de um plano de investimentos da
organização agrícola que abrange também a actualização do cadastro, a
elaboração de um sistema de informação geográfica e a reorganização
cultural do vale para adequar o tipo de cultura ao clima e solo.
Nos planos estão também a criação de um agrupamento de produtores para
comercializar os produtos da zona, nomeadamente a fruta.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=58241
3 de Setembro, 2012
A principal barragem do Vale da Vilariça, no Nordeste Transmontano,
deixou de regar por falta de água, pondo em causa a produção e o
investimento numa das zonas mais férteis do país, confirmou hoje a
Associação de Regantes.
O presidente daquela organização, Fernando Brás, adiantou à Lusa que a
barragem da Burga foi fechada no sábado por ter atingido a cota mínima
de exploração, a partir da qual não é permitido retirar mais água.
Segundo a descrição feita por aquele responsável, apesar de nesta
altura o pêssego estar em final de colheita, ainda há fruto nas
árvores que fica comprometido, a azeitona de conserva dificilmente
atingirá o calibre necessário e os pomares do Vale da Vilariça podem
não resistir se a seca se prolongar.
«As árvores não conseguirão frutificar em condições no próximo ano e
perdem-se milhões de investimento», afirmou.
Há quase um ano que os agricultores do vale vêm alertando para o
problema e, em Fevereiro, transmitiram as suas preocupações
directamente à ministra da Agricultura, numa visita de Assunção
Cristas à região.
Naquela ocasião, a falta de pastos era a consequência mais visível da
seca, mas também já era notória a falta de água na principal das três
barragens do regadio, a da Burga, que este ano ficou a um terço da sua
capacidade de armazenamento, devido à falta de chuva no inverno.
Em Junho, no início do período crítico de rega, o presidente da
Associação de Regantes, Fernando Brás, voltou a alertar que as
reservas existentes seriam insuficientes para aguentar a rega durante
todo o verão, o que veio a confirmar-se.
A associação que representa cerca de 800 beneficiários tem um projecto
para minimizar a situação que já tem assegurado financiamento do
PRODER para os 2,2 milhões de euros necessários, mas que «continuam à
espera que o Ministério da Agricultura desbloqueie as verbas
comunitárias e a respectiva comparticipação nacional de 25 por cento»,
segundo o dirigente agrícola.
O projecto prevê a construção de um dique para reforço do caudal da
barragem da Burga, embora o presidente da associação defenda que a
solução definitiva para o problema de armazenamento de água terá de
passar pela construção de mais uma pequena barragem no caudal da
Burga.
O projecto contempla ainda a instalação de contadores para
racionalizar o uso da água e faz parte de um plano de investimentos da
organização agrícola que abrange também a actualização do cadastro, a
elaboração de um sistema de informação geográfica e a reorganização
cultural do vale para adequar o tipo de cultura ao clima e solo.
Nos planos estão também a criação de um agrupamento de produtores para
comercializar os produtos da zona, nomeadamente a fruta.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=58241
Leite nacional "em risco de desaparecer"
Produtores sem lucro aumentam dívidas à banca e milhares podem ficar
no desemprego
"A produção de leite nacional está em risco de desaparecer, pondo
milhares de pessoas no desemprego", avisa ao CM o presidente da
Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP), que hoje se
manifestam em frente ao Parlamento a partir das 15h00.
1h00Nº de votos (1) Comentários (0)
Por: J.P.
Carlos Neves confessa que "com o preço médio do litro de leite a 28
cêntimos o produtor fica praticamente sem lucro devido aos altos
custos de produção, inflacionados pelo aumento do preço dos cereais e
do gasóleo". Desta forma, "ficam sem dinheiro para investir e aumentam
as dívidas à banca e aos fornecedores".
As soluções possíveis para recuperar este sector "é subir o preço do
litro de leite em 3 a 5 cêntimos" e "indexar custos para que os preços
correspondam aos gastos de produção", explica Carlos Neves ao CM.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/leite-nacional-em-risco-de-desaparecer
no desemprego
"A produção de leite nacional está em risco de desaparecer, pondo
milhares de pessoas no desemprego", avisa ao CM o presidente da
Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP), que hoje se
manifestam em frente ao Parlamento a partir das 15h00.
1h00Nº de votos (1) Comentários (0)
Por: J.P.
Carlos Neves confessa que "com o preço médio do litro de leite a 28
cêntimos o produtor fica praticamente sem lucro devido aos altos
custos de produção, inflacionados pelo aumento do preço dos cereais e
do gasóleo". Desta forma, "ficam sem dinheiro para investir e aumentam
as dívidas à banca e aos fornecedores".
As soluções possíveis para recuperar este sector "é subir o preço do
litro de leite em 3 a 5 cêntimos" e "indexar custos para que os preços
correspondam aos gastos de produção", explica Carlos Neves ao CM.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/leite-nacional-em-risco-de-desaparecer
Falta de chuva reduziu vinho
Economia: Produção em quebra nas últimas cinco campanhas
A produção de vinho no Algarve caiu para menos de metade no espaço de
apenas cinco anos. Uma tendência que se irá manter na campanha
2012/2013, segundo o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), que aponta
para uma descida de 15% em comparação com a campanha anterior.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:José Carlos Eusébio
A nível nacional, pelo contrário, é esperado um aumento de 4 a 5%.
Segundo dados do IVV, a região produziu em 2007/2008 uma quantidade de
2,8 milhões de litros de vinho, registando, desde então, uma quebra
contínua. Na campanha 2012/2013 o volume não deverá ultrapassar os 1,1
milhões de litros.
A quebra da produção "prende-se com a fraca pluviosidade no Inverno e
na Primavera", explica o IVV. No entanto, apesar de haver menos vinho,
"prevê-se uma produção de boa qualidade", devido "às características
das uvas e ao seu estado sanitário", diz o instituto.
A descida da produção ao longo dos últimos anos resulta, segundo
fontes do sector, de haver menos viticultores a entregarem uva na
Cooperativa Única, em Lagoa – a que resiste em toda a região.
Em relação aos produtores privados, pelo contrário, tem havido um
aumento da quantidade. A grande aposta passa pela produção de vinhos
de qualidade.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/falta-de-chuva-reduziu-vinho
A produção de vinho no Algarve caiu para menos de metade no espaço de
apenas cinco anos. Uma tendência que se irá manter na campanha
2012/2013, segundo o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), que aponta
para uma descida de 15% em comparação com a campanha anterior.
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Por:José Carlos Eusébio
A nível nacional, pelo contrário, é esperado um aumento de 4 a 5%.
Segundo dados do IVV, a região produziu em 2007/2008 uma quantidade de
2,8 milhões de litros de vinho, registando, desde então, uma quebra
contínua. Na campanha 2012/2013 o volume não deverá ultrapassar os 1,1
milhões de litros.
A quebra da produção "prende-se com a fraca pluviosidade no Inverno e
na Primavera", explica o IVV. No entanto, apesar de haver menos vinho,
"prevê-se uma produção de boa qualidade", devido "às características
das uvas e ao seu estado sanitário", diz o instituto.
A descida da produção ao longo dos últimos anos resulta, segundo
fontes do sector, de haver menos viticultores a entregarem uva na
Cooperativa Única, em Lagoa – a que resiste em toda a região.
Em relação aos produtores privados, pelo contrário, tem havido um
aumento da quantidade. A grande aposta passa pela produção de vinhos
de qualidade.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/falta-de-chuva-reduziu-vinho
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
FENCAÇA critica autos contra caçadores sem guias de transporte de espécies migradoras mortas
29-08-2012 às 19:401
A Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA) considerou esta quarta-feira
"inútil, abusivo e sem base legal" o levantamento de autos de
contraordenação pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente
(SEPNA) a caçadores sem guias de transporte das espécies migradoras.
Segundo a federação, desde a abertura da caça, a 19 de Agosto, o
SEPNA, que pertence à GNR, começou a levantar autos por ter alterado a
interpretação de um artigo do decreto regulamentar da caça, tal como o
Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.
"Não deram conhecimento prévio desse facto às organizações do sector
da caça, aos caçadores e entidades gestoras de zonas de caça", afirma
a FENCAÇA.
A federação protestou junto do secretário de Estado responsável por
considerar que tanto o "Instituto de Conservação da Natureza e
Florestas como o SEPNA focaram a sua prioridade não na informação dos
caçadores, mas sim na repressão".
"A fiscalização que deveriam efectuar junto dos locais de caça é
colmatada com a que facilmente efectuam numa qualquer estrada nacional
do país, onde sem esforço conseguem aumentar o número de autos",
critica a federação.
Ao secretário de Estado Daniel Campelo, a federação pediu que
"ordenasse à auditoria do Ministério da Agricultura a interpretação
dos preceitos legais em causa".
Para a FENCAÇA, "salvo melhor opinião, o Instituto de Conservação da
Natureza e Florestas e o SEPNA estão a desenvolver um trabalho inútil,
abusivo e sem base legal, porque aos caçadores não deve ser exigida a
exibição de guias de transporte de aves migradoras mortas, na época
venatória em curso".
A federação aguarda resposta da Secretaria de Estado das Florestas.
A agência Lusa tentou obter sem êxito esclarecimentos junto da GNR.
Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=589462
A Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA) considerou esta quarta-feira
"inútil, abusivo e sem base legal" o levantamento de autos de
contraordenação pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente
(SEPNA) a caçadores sem guias de transporte das espécies migradoras.
Segundo a federação, desde a abertura da caça, a 19 de Agosto, o
SEPNA, que pertence à GNR, começou a levantar autos por ter alterado a
interpretação de um artigo do decreto regulamentar da caça, tal como o
Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.
"Não deram conhecimento prévio desse facto às organizações do sector
da caça, aos caçadores e entidades gestoras de zonas de caça", afirma
a FENCAÇA.
A federação protestou junto do secretário de Estado responsável por
considerar que tanto o "Instituto de Conservação da Natureza e
Florestas como o SEPNA focaram a sua prioridade não na informação dos
caçadores, mas sim na repressão".
"A fiscalização que deveriam efectuar junto dos locais de caça é
colmatada com a que facilmente efectuam numa qualquer estrada nacional
do país, onde sem esforço conseguem aumentar o número de autos",
critica a federação.
Ao secretário de Estado Daniel Campelo, a federação pediu que
"ordenasse à auditoria do Ministério da Agricultura a interpretação
dos preceitos legais em causa".
Para a FENCAÇA, "salvo melhor opinião, o Instituto de Conservação da
Natureza e Florestas e o SEPNA estão a desenvolver um trabalho inútil,
abusivo e sem base legal, porque aos caçadores não deve ser exigida a
exibição de guias de transporte de aves migradoras mortas, na época
venatória em curso".
A federação aguarda resposta da Secretaria de Estado das Florestas.
A agência Lusa tentou obter sem êxito esclarecimentos junto da GNR.
Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=589462
Adegas do Tejo abrem portas e vindimas às visitas
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Por Fugas
29.08.2012
Vários produtores do Tejo vão abrir as portas das suas adegas para
receber visitantes. Durante dois dias, poder-se-á vindimar e
participar nas várias actividades organizadas pelos produtores.
A Comissão Vitivinícola do Tejo volta a lançar este ano uma iniciativa
que irá levar turistas e apreciadores das artes do vinho a visitarem
as adegas do Tejo e a participarem em todo o processo da vindima nos
dias 8 e 9 de Setembro. São esperados mais de dois mil participantes.
Vinte produtores da região Tejo aliaram-se ao projecto e apresentaram
várias propostas de animação. Para os dois dias de iniciativa está já
reservado um leque de actividades. Vão poder fazer-se provas de
vinhos, de mostos e doces regionais, passeios de charrete e tractor,
participar em almoços nas adegas e assistir a vários espectáculos.
Nesta edição do Portas Abertas do Tejo, os visitantes vão receber
algumas ofertas especiais e terão também direito a vários descontos na
compra de vinhos nas lojas dos produtores que fazem parte desta
iniciativa.
"De ano para ano, verificámos que os produtores aderentes encaram esta
acção com entusiasmo renovado e preparam programas de actividades cada
vez mais completos e criativos, pensados para cativar e aproximar as
diferentes gerações de visitantes das tradições e da cultura do
vinho", disse José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo, em
comunicado.
Adegas participantes
Agro Batoréu, Alveirão, Casa Cadaval, Casa Paciência, Casal do Conde,
Companhia das Lezírias, Falua, Fiúza & Bright, Herdade dos Templários,
João Barbosa, Pinhal da Torre, Quinta da Alorna, Quinta da Lapa,
Quinta da Ribeirinha, Quinta do Falcão, Quinta Vale de Fornos, Quinta
Vale do Armo, Quinta da Lagoalva, Quinta da Atela Pinhal da Torre
(Alpiarça), Quinta da Ribeirinha (Santarém), Herdade dos Templários
(Tomar), João M Barbosa Vinhos (Rio Maior) e Casal Cadaval (Muge) são
alguns dos vinte nomes que fazem parte da lista dos produtores
participantes desta edição.
http://fugas.publico.pt/Noticias/309586_adegas-do-tejo-abrem-portas-e-vindimas-as-visitas
Por Fugas
29.08.2012
Vários produtores do Tejo vão abrir as portas das suas adegas para
receber visitantes. Durante dois dias, poder-se-á vindimar e
participar nas várias actividades organizadas pelos produtores.
A Comissão Vitivinícola do Tejo volta a lançar este ano uma iniciativa
que irá levar turistas e apreciadores das artes do vinho a visitarem
as adegas do Tejo e a participarem em todo o processo da vindima nos
dias 8 e 9 de Setembro. São esperados mais de dois mil participantes.
Vinte produtores da região Tejo aliaram-se ao projecto e apresentaram
várias propostas de animação. Para os dois dias de iniciativa está já
reservado um leque de actividades. Vão poder fazer-se provas de
vinhos, de mostos e doces regionais, passeios de charrete e tractor,
participar em almoços nas adegas e assistir a vários espectáculos.
Nesta edição do Portas Abertas do Tejo, os visitantes vão receber
algumas ofertas especiais e terão também direito a vários descontos na
compra de vinhos nas lojas dos produtores que fazem parte desta
iniciativa.
"De ano para ano, verificámos que os produtores aderentes encaram esta
acção com entusiasmo renovado e preparam programas de actividades cada
vez mais completos e criativos, pensados para cativar e aproximar as
diferentes gerações de visitantes das tradições e da cultura do
vinho", disse José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo, em
comunicado.
Adegas participantes
Agro Batoréu, Alveirão, Casa Cadaval, Casa Paciência, Casal do Conde,
Companhia das Lezírias, Falua, Fiúza & Bright, Herdade dos Templários,
João Barbosa, Pinhal da Torre, Quinta da Alorna, Quinta da Lapa,
Quinta da Ribeirinha, Quinta do Falcão, Quinta Vale de Fornos, Quinta
Vale do Armo, Quinta da Lagoalva, Quinta da Atela Pinhal da Torre
(Alpiarça), Quinta da Ribeirinha (Santarém), Herdade dos Templários
(Tomar), João M Barbosa Vinhos (Rio Maior) e Casal Cadaval (Muge) são
alguns dos vinte nomes que fazem parte da lista dos produtores
participantes desta edição.
http://fugas.publico.pt/Noticias/309586_adegas-do-tejo-abrem-portas-e-vindimas-as-visitas
Confirmam-se as piores expectativas para os produtores de leite em Setembro
A maioria dos produtores de leite portugueses foi já informada da
baixa de mais um cêntimo por litro de leite vendido à indústria a
partir de um de Setembro. Em sentido inverso, muitos produtores
tomaram conhecimento da subida de dois cêntimos por Kg de ração para
alimentação dos animais para o mesmo mês.
Esta é uma situação incompreensível e insustentável economicamente que
está deixar os produtores revoltados, indignados e desiludidos.
Apesar das boas intenções manifestadas por todos os intervenientes da
cadeia de valor e Governo, o facto é que o leite já baixou 3,5
cêntimos por litro em sentido inverso aos custos com a alimentação
animal que subiram.
A dura realidade é que não temos tempo para aguardar pelos resultados
de propostas legislativas que o Governo prometeu apresentar em
Setembro. Entre a apresentação, debate, aprovação, promulgação,
publicação e regulamentação passará demasiado tempo, aumentarão as
dívidas e fecharão as portas muitas explorações. Assim:
- Face à subida vertiginosa dos custos de produção nos últimos meses,
propomos que a Senhora Ministra da Agricultura e o Ministro da
Economia, com o patrocínio do Primeiro-ministro, promovam, com
carácter de urgência, negociações extraordinárias entre a indústria e
a distribuição para actualizar o preço ao produtor para um nível
superior aos custos de produção;
- Desafiamos também os responsáveis das várias associações agrícolas,
cooperativas, indústria e distribuição a pronunciarem-se publicamente
sobre a situação actual dos produtores e a avançarem com propostas
concretas e positivas para a sobrevivência da produção de leite em
Portugal.
Sim à partilha de esforços e valores; Não à asfixia da produção!
29 de Agosto de 2012
Associação dos Produtores de Leite de Portugal
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/29a.htm
baixa de mais um cêntimo por litro de leite vendido à indústria a
partir de um de Setembro. Em sentido inverso, muitos produtores
tomaram conhecimento da subida de dois cêntimos por Kg de ração para
alimentação dos animais para o mesmo mês.
Esta é uma situação incompreensível e insustentável economicamente que
está deixar os produtores revoltados, indignados e desiludidos.
Apesar das boas intenções manifestadas por todos os intervenientes da
cadeia de valor e Governo, o facto é que o leite já baixou 3,5
cêntimos por litro em sentido inverso aos custos com a alimentação
animal que subiram.
A dura realidade é que não temos tempo para aguardar pelos resultados
de propostas legislativas que o Governo prometeu apresentar em
Setembro. Entre a apresentação, debate, aprovação, promulgação,
publicação e regulamentação passará demasiado tempo, aumentarão as
dívidas e fecharão as portas muitas explorações. Assim:
- Face à subida vertiginosa dos custos de produção nos últimos meses,
propomos que a Senhora Ministra da Agricultura e o Ministro da
Economia, com o patrocínio do Primeiro-ministro, promovam, com
carácter de urgência, negociações extraordinárias entre a indústria e
a distribuição para actualizar o preço ao produtor para um nível
superior aos custos de produção;
- Desafiamos também os responsáveis das várias associações agrícolas,
cooperativas, indústria e distribuição a pronunciarem-se publicamente
sobre a situação actual dos produtores e a avançarem com propostas
concretas e positivas para a sobrevivência da produção de leite em
Portugal.
Sim à partilha de esforços e valores; Não à asfixia da produção!
29 de Agosto de 2012
Associação dos Produtores de Leite de Portugal
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/29a.htm
Anpromis convida António Borges e João Ferreira do Amaral a debater “o que tem a agricultura para dar aos Portugueses”
Com a presença de Assunção Cristas, Ministra da Agricultura, do Mar,
do Ambiente e do Ordenamento do Território
No âmbito da 3ª edição da Feira do Milho e das Grandes Culturas -
Agroglobal 2012, a ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de
Milho e Sorgo promove no próximo dia 5 de Setembro, quarta-feira,
pelas 12h00 uma mesa redonda subordinada ao tema "O que tem a
Agricultura para dar aos portugueses".
Para Luís Vasconcellos e Souza, Presidente Anpromis «a crescente
importância que a agricultura tem vindo a adquirir, enquanto fator de
criação de valor acrescentado na economia, é hoje uma realidade
indiscutível. Este é um dos setores que mais poderá contribuir para o
crescimento de um país e para o equilíbrio da sua balança comercial. É
fundamental valorizar o setor e fazer dele uma preocupação não apenas
dos agricultores mas sim de toda a sociedade.»
A realizar-se em Valada do Ribatejo (Cartaxo), esta é uma iniciativa
que conta com a participação de Assunção Cristas, Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e que
coloca "frente a frente" dois dos mais conceituados economista
nacionais: António Borges e João Ferreira do Amaral ambos consultores
para as mais variadas áreas da politica nacional.
Moderado pela jornalista Raquel Abecassis este é um "frente a frente"
que colocará em discussão o presente e futuro da agricultura enquanto
eixo estratégico para a economia nacional.
A Agroglobal é hoje uma das mais importantes feiras agrícolas
realizadas em Portugal para profissionais. Na Lezíria do Tejo, em
campos cultivados e preparados para o efeito, marcarão presença as
principais empresas e instituições nacionais ligadas ao agro negócio.
fonte: multicom
do Ambiente e do Ordenamento do Território
No âmbito da 3ª edição da Feira do Milho e das Grandes Culturas -
Agroglobal 2012, a ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de
Milho e Sorgo promove no próximo dia 5 de Setembro, quarta-feira,
pelas 12h00 uma mesa redonda subordinada ao tema "O que tem a
Agricultura para dar aos portugueses".
Para Luís Vasconcellos e Souza, Presidente Anpromis «a crescente
importância que a agricultura tem vindo a adquirir, enquanto fator de
criação de valor acrescentado na economia, é hoje uma realidade
indiscutível. Este é um dos setores que mais poderá contribuir para o
crescimento de um país e para o equilíbrio da sua balança comercial. É
fundamental valorizar o setor e fazer dele uma preocupação não apenas
dos agricultores mas sim de toda a sociedade.»
A realizar-se em Valada do Ribatejo (Cartaxo), esta é uma iniciativa
que conta com a participação de Assunção Cristas, Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e que
coloca "frente a frente" dois dos mais conceituados economista
nacionais: António Borges e João Ferreira do Amaral ambos consultores
para as mais variadas áreas da politica nacional.
Moderado pela jornalista Raquel Abecassis este é um "frente a frente"
que colocará em discussão o presente e futuro da agricultura enquanto
eixo estratégico para a economia nacional.
A Agroglobal é hoje uma das mais importantes feiras agrícolas
realizadas em Portugal para profissionais. Na Lezíria do Tejo, em
campos cultivados e preparados para o efeito, marcarão presença as
principais empresas e instituições nacionais ligadas ao agro negócio.
fonte: multicom
Mr. Magoo e o MAMAOT
Paulo Pimenta de Castro
Quincy Magoo era um velhinho baixo, careca e com grave deficiência
visual que se envolvia em situações cómicas e perigosas devido à sua
pouca visão. A personagem, um desenho animado, mais conhecida por Mr.
Magoo, foi criada pela United Productions of America.
A falta de visão de Mr. Magoo tem paralelismo com a atual falta de
Visão do MAMAOT para as florestas e para o setor florestal, facto que
também proporciona, a este último, situações caricatas e perigosas.
Analisemos os factos respeitantes ao caso específico da proposta de
alteração legislativa sobre as ações de (re)florestação com eucalipto.
Tal como concebida, tornou-se em si numa situação caricata e perigosa.
Tendo em consideração:
Que nos últimos 30 anos, apesar da ausência de apoios públicos a ações
de arborização com a espécie, a área de eucaliptal aumentou 354.000
hectares, um acréscimo de 91,7%, situando-se hoje nos 740.000
hectares, ou seja 21% da área florestal do Pais. Esta área florestal,
da qual depende a industria da pasta celulósica e do papel, e detida
maioritariamente por produtores privados, na sua grande maioria com
explorações de reduzida dimensão, abaixo dos 5 hectares, estas ultimas
situadas com maior destaque nas regiões Centro e Norte.
Que apesar do significativo aumento de área registado, os
especialistas reconhecem que a produtividade media nacional nos
eucaliptais se situa hoje ao nível de... 1928 (10 m3/hectare/ano),
facto que, sou por si, deveria recomendar uma aposta estratégica na
promoção da melhoria da qualidade dos eucaliptais atualmente
existentes em Portugal.
Que os preços pagos a porta da fabrica, nos últimos 30 anos, de acordo
com os dados publicados na Estratégia Nacional para as Florestas
(1975/2005) e os dados registados pelo Instituto Nacional de
Estatística, nas Contas Económicas da Silvicultura (2000/2010),
evidenciam queda sistemática, apesar de alguns picos registados na
década de 90. Isto, apesar do aumento no consumo intermédio na
produção, sobretudo dos custos com mão de obra e com gasóleo, bem como
da evolução favorável do preço da pasta celulósica de eucalipto no
mercado internacional. O rendimento empresarial líquido da
silvicultura e exploração florestal registou uma tendência de queda no
último decénio, situação desfavorável aos produtores silvícolas.
Que o setor da industria da pasta celulósica, de primeira
transformação, mais ligada a produção, era ate há alguns anos atrás
constituído por 4 empresas: a Portucel, a Soporcel, a Celbi e a Caima;
empresas essas que se foram fundindo, sendo o mercado atual ocupado
apenas por 2 empresas: a Portucel Soporcel e a Altri; uma das quais em
dificuldades financeiras, podendo perspetivar-se uma potencial
concentração numa única empresa.
Que, segundos dados dos últimos Inventários Florestais Nacionais
(1980/1989 e 2005/2006), os especialistas registam indícios de
crescente abandono da gestão nos eucaliptais nacionais, com especial
evidencia no período 1992 a 2005. Aguardam-se com expectativa os
números do ultimo Inventario (2011/2012), cujos valores deverão ser
disponibilizados ao longo do ultimo trimestre de 2012, no que respeita
a áreas, e inicio de 2013, nos referentes a volumes.
Que, segundo os dados disponíveis nos Serviços Florestais, o eucalipto
ocupa a segunda posição em termos de área ardida, no conjunto das
espécies existentes na floresta portuguesa, seguindo-se ao pinheiro
bravo. A área ardida de eucaliptal tem vindo a aumentar nas ultimas
três décadas, consequencia do aumento de área, claramente, mas também
da crescente ausência de gestão florestal (o que não gera negocio e
abandonado, logo desprotegido).
Em consequência, pode-se então resumir que, na história dos
eucaliptais nacionais nos últimos 30 anos, apesar de um aumento
significativo de área, a produtividade média nacional remonta a 1928,
os preços à produção têm decrescido ao longo dos anos, é evidente a
concentração do setor industrial da celulose, são cada vez mais
evidentes os indícios de abandono dos povoamentos com eucalipto e
aumenta a vulnerabilidade da espécie aos incêndios florestais.
Regista-se por um lado a aposta na massificação da cultura (aumento de
área, manutenção da produtividade), bem como um ajustamento, por parte
de milhares de produtores florestais, da gestão dos seus eucaliptais
(absentismo) às expectativas de negócios gerados pelo eucalipto.
O que se constata em 2012:
O MAMAOT apresentou uma proposta de alteração legislativa as ações de
arborização e rearborização com eucalipto, com o objetivo de facilitar
a massificação desta cultura, em concreto no minifúndio. Esta proposta
aparece de forma avulsa, extemporânea a discussão de uma estratégia
nacional para as florestas e irresponsável do ponto de vista da gestão
e do planeamento florestal, bem como da proteção dos recursos
naturais.
O Ministério, com esta proposta, conseguiu a proeza de opor a fome a
vontade de comer, situação caricata e potencialmente perigosa.
Instaurou no setor florestal uma verdadeira "guerra civil", com a
fileira da madeira e mobiliário e a fileira da pasta e papel a
degladiarem-se publicamente, dois verdadeiros "tigres de papel",
dependentes que são de uma floresta de sustentabilidade, no mínimo,
duvidosa. Foi feito tudo o que não se deveria esperar do Ministério da
tutela, o fomento da conflitualidade por uma postura de parcialidade.
A iniciativa esta longe de ser inovadora, de quebrar ciclos, de
aproveitar oportunidades. Ao invés, fomenta mais ainda a estratégia de
massificação da cultura dos últimos 30 anos. Mais quantidade, igual ou
menos qualidade. Uma pobreza politica (muita politics, nenhuma
policy).
A proposta do MAMAOT e estrategicamente negativa, perde uma excelente
oportunidade de valorizar a gestão florestal ativa e a certificação
florestal. Independentemente da dimensão (em área) da ação de
arborização ou rearborização, não faz sentido a exigência de
requerimento de autorização para quaisquer povoamentos florestais
sujeitos a Planos de Gestão Florestal (PGF), já de si aprovados pelos
Serviços Florestais, muito menos por explorações com áreas florestais
certificadas, em concreto de eucalipto, as quais, para alem do PGF
aprovado oficialmente, são ainda auditadas regularmente por entidades
terceiras especializadas. Ora, são precisamente as áreas com maiores
indícios de absentismo que a proposta isenta de autorização (indicio
evidente da aposta numa campanha de massificação da cultura).
A iniciativa perde ainda uma excelente oportunidade de ser
politicamente audaz, ao não anular definitivamente a cobrança de taxas
no inicio de processos biológicos de evidente e reconhecido sequestro
de carbono. Quanto muito fará sentido a analise de taxas ao nível de
procedimentos de libertação do carbono retido pelos eucaliptais.
Se o objetivo e o aumento das exportações, as arborizações e
rearborizações só gerarão material lenhoso a 12 anos, pelo que será
mais consequente a intervenção nos eucaliptais já instalados,
melhorando a sua gestão, garantindo a sua proteção e, quando possível,
melhorando a sua produtividade. A 12 anos, só mesmo para apoio à
liquidação dos encargos com as PPP, de 2025 em diante.
O Ministério conseguiu ainda a proeza de, a nascença, estigmatizar o
recém criado Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas
(ICNF), com uma proposta caricata, do ponto de vista conservação da
Natureza, e perigosa, do ponto de vista florestal. Dificilmente será
possível dissociar, no futuro, o ICNF da "Campanha do Eucalipto".
A via da qualidade representa árduo trabalho (investigar, divulgar,
formar). A via do facilitismo favorece a aposta na quantidade, na
massificação
indiscriminada, como visa a proposta legislativa do MAMAOT. Todavia,
mais tarde o diferencial (económico, ambiental e social) entre estas
duas vias terá de ser liquidado, acrescido de juros (aliás, como
atualmente todos nós bem sabemos).
A contestação à iniciativa do MAMAOT, não deve ser centrada na árvore
em si, com lugar na floresta produtiva nacional, tal como a indústria
papeleira, mas sim na estratégia do MAMAOT, semelhante à Campanha do
Trigo implementada pelo Estado Novo. Todavia, no caso presente, não
são assegurados serviços de extensão rural, para apoio à gestão dos
eucaliptais, nem condições justas de acesso aos mercados, permanecendo
os agricultores e produtores florestais à mercê de posições
monopolistas da indústria transformadora, cada vez mais centrada num
único operador económico.
Tal como Quincy Magoo teria hoje disponíveis inúmeras soluções
técnicas para melhorar significativamente a sua visão, evitando assim
envolver-se em situações cómicas e perigosas, também o MAMAOT tem a
oportunidade de definir uma Visão que represente uma verdadeira
mudança de paradigma nas florestas em Portugal, não se expondo a
situações caricatas, nem se estigmatizando em soluções perigosas. Será
capaz de operar essa mudança? Condições políticas não lhe faltam, mas
a cada dia que passa adensam-se as dúvidas que a consiga operar.
Lisboa, 3 de setembro de 2012
Paulo Pimenta de Castro
Engenheiro Florestal
Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao
Investimento Florestal
http://www.agroportal.pt/a/2012/pcastro5.htm
Quincy Magoo era um velhinho baixo, careca e com grave deficiência
visual que se envolvia em situações cómicas e perigosas devido à sua
pouca visão. A personagem, um desenho animado, mais conhecida por Mr.
Magoo, foi criada pela United Productions of America.
A falta de visão de Mr. Magoo tem paralelismo com a atual falta de
Visão do MAMAOT para as florestas e para o setor florestal, facto que
também proporciona, a este último, situações caricatas e perigosas.
Analisemos os factos respeitantes ao caso específico da proposta de
alteração legislativa sobre as ações de (re)florestação com eucalipto.
Tal como concebida, tornou-se em si numa situação caricata e perigosa.
Tendo em consideração:
Que nos últimos 30 anos, apesar da ausência de apoios públicos a ações
de arborização com a espécie, a área de eucaliptal aumentou 354.000
hectares, um acréscimo de 91,7%, situando-se hoje nos 740.000
hectares, ou seja 21% da área florestal do Pais. Esta área florestal,
da qual depende a industria da pasta celulósica e do papel, e detida
maioritariamente por produtores privados, na sua grande maioria com
explorações de reduzida dimensão, abaixo dos 5 hectares, estas ultimas
situadas com maior destaque nas regiões Centro e Norte.
Que apesar do significativo aumento de área registado, os
especialistas reconhecem que a produtividade media nacional nos
eucaliptais se situa hoje ao nível de... 1928 (10 m3/hectare/ano),
facto que, sou por si, deveria recomendar uma aposta estratégica na
promoção da melhoria da qualidade dos eucaliptais atualmente
existentes em Portugal.
Que os preços pagos a porta da fabrica, nos últimos 30 anos, de acordo
com os dados publicados na Estratégia Nacional para as Florestas
(1975/2005) e os dados registados pelo Instituto Nacional de
Estatística, nas Contas Económicas da Silvicultura (2000/2010),
evidenciam queda sistemática, apesar de alguns picos registados na
década de 90. Isto, apesar do aumento no consumo intermédio na
produção, sobretudo dos custos com mão de obra e com gasóleo, bem como
da evolução favorável do preço da pasta celulósica de eucalipto no
mercado internacional. O rendimento empresarial líquido da
silvicultura e exploração florestal registou uma tendência de queda no
último decénio, situação desfavorável aos produtores silvícolas.
Que o setor da industria da pasta celulósica, de primeira
transformação, mais ligada a produção, era ate há alguns anos atrás
constituído por 4 empresas: a Portucel, a Soporcel, a Celbi e a Caima;
empresas essas que se foram fundindo, sendo o mercado atual ocupado
apenas por 2 empresas: a Portucel Soporcel e a Altri; uma das quais em
dificuldades financeiras, podendo perspetivar-se uma potencial
concentração numa única empresa.
Que, segundos dados dos últimos Inventários Florestais Nacionais
(1980/1989 e 2005/2006), os especialistas registam indícios de
crescente abandono da gestão nos eucaliptais nacionais, com especial
evidencia no período 1992 a 2005. Aguardam-se com expectativa os
números do ultimo Inventario (2011/2012), cujos valores deverão ser
disponibilizados ao longo do ultimo trimestre de 2012, no que respeita
a áreas, e inicio de 2013, nos referentes a volumes.
Que, segundo os dados disponíveis nos Serviços Florestais, o eucalipto
ocupa a segunda posição em termos de área ardida, no conjunto das
espécies existentes na floresta portuguesa, seguindo-se ao pinheiro
bravo. A área ardida de eucaliptal tem vindo a aumentar nas ultimas
três décadas, consequencia do aumento de área, claramente, mas também
da crescente ausência de gestão florestal (o que não gera negocio e
abandonado, logo desprotegido).
Em consequência, pode-se então resumir que, na história dos
eucaliptais nacionais nos últimos 30 anos, apesar de um aumento
significativo de área, a produtividade média nacional remonta a 1928,
os preços à produção têm decrescido ao longo dos anos, é evidente a
concentração do setor industrial da celulose, são cada vez mais
evidentes os indícios de abandono dos povoamentos com eucalipto e
aumenta a vulnerabilidade da espécie aos incêndios florestais.
Regista-se por um lado a aposta na massificação da cultura (aumento de
área, manutenção da produtividade), bem como um ajustamento, por parte
de milhares de produtores florestais, da gestão dos seus eucaliptais
(absentismo) às expectativas de negócios gerados pelo eucalipto.
O que se constata em 2012:
O MAMAOT apresentou uma proposta de alteração legislativa as ações de
arborização e rearborização com eucalipto, com o objetivo de facilitar
a massificação desta cultura, em concreto no minifúndio. Esta proposta
aparece de forma avulsa, extemporânea a discussão de uma estratégia
nacional para as florestas e irresponsável do ponto de vista da gestão
e do planeamento florestal, bem como da proteção dos recursos
naturais.
O Ministério, com esta proposta, conseguiu a proeza de opor a fome a
vontade de comer, situação caricata e potencialmente perigosa.
Instaurou no setor florestal uma verdadeira "guerra civil", com a
fileira da madeira e mobiliário e a fileira da pasta e papel a
degladiarem-se publicamente, dois verdadeiros "tigres de papel",
dependentes que são de uma floresta de sustentabilidade, no mínimo,
duvidosa. Foi feito tudo o que não se deveria esperar do Ministério da
tutela, o fomento da conflitualidade por uma postura de parcialidade.
A iniciativa esta longe de ser inovadora, de quebrar ciclos, de
aproveitar oportunidades. Ao invés, fomenta mais ainda a estratégia de
massificação da cultura dos últimos 30 anos. Mais quantidade, igual ou
menos qualidade. Uma pobreza politica (muita politics, nenhuma
policy).
A proposta do MAMAOT e estrategicamente negativa, perde uma excelente
oportunidade de valorizar a gestão florestal ativa e a certificação
florestal. Independentemente da dimensão (em área) da ação de
arborização ou rearborização, não faz sentido a exigência de
requerimento de autorização para quaisquer povoamentos florestais
sujeitos a Planos de Gestão Florestal (PGF), já de si aprovados pelos
Serviços Florestais, muito menos por explorações com áreas florestais
certificadas, em concreto de eucalipto, as quais, para alem do PGF
aprovado oficialmente, são ainda auditadas regularmente por entidades
terceiras especializadas. Ora, são precisamente as áreas com maiores
indícios de absentismo que a proposta isenta de autorização (indicio
evidente da aposta numa campanha de massificação da cultura).
A iniciativa perde ainda uma excelente oportunidade de ser
politicamente audaz, ao não anular definitivamente a cobrança de taxas
no inicio de processos biológicos de evidente e reconhecido sequestro
de carbono. Quanto muito fará sentido a analise de taxas ao nível de
procedimentos de libertação do carbono retido pelos eucaliptais.
Se o objetivo e o aumento das exportações, as arborizações e
rearborizações só gerarão material lenhoso a 12 anos, pelo que será
mais consequente a intervenção nos eucaliptais já instalados,
melhorando a sua gestão, garantindo a sua proteção e, quando possível,
melhorando a sua produtividade. A 12 anos, só mesmo para apoio à
liquidação dos encargos com as PPP, de 2025 em diante.
O Ministério conseguiu ainda a proeza de, a nascença, estigmatizar o
recém criado Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas
(ICNF), com uma proposta caricata, do ponto de vista conservação da
Natureza, e perigosa, do ponto de vista florestal. Dificilmente será
possível dissociar, no futuro, o ICNF da "Campanha do Eucalipto".
A via da qualidade representa árduo trabalho (investigar, divulgar,
formar). A via do facilitismo favorece a aposta na quantidade, na
massificação
indiscriminada, como visa a proposta legislativa do MAMAOT. Todavia,
mais tarde o diferencial (económico, ambiental e social) entre estas
duas vias terá de ser liquidado, acrescido de juros (aliás, como
atualmente todos nós bem sabemos).
A contestação à iniciativa do MAMAOT, não deve ser centrada na árvore
em si, com lugar na floresta produtiva nacional, tal como a indústria
papeleira, mas sim na estratégia do MAMAOT, semelhante à Campanha do
Trigo implementada pelo Estado Novo. Todavia, no caso presente, não
são assegurados serviços de extensão rural, para apoio à gestão dos
eucaliptais, nem condições justas de acesso aos mercados, permanecendo
os agricultores e produtores florestais à mercê de posições
monopolistas da indústria transformadora, cada vez mais centrada num
único operador económico.
Tal como Quincy Magoo teria hoje disponíveis inúmeras soluções
técnicas para melhorar significativamente a sua visão, evitando assim
envolver-se em situações cómicas e perigosas, também o MAMAOT tem a
oportunidade de definir uma Visão que represente uma verdadeira
mudança de paradigma nas florestas em Portugal, não se expondo a
situações caricatas, nem se estigmatizando em soluções perigosas. Será
capaz de operar essa mudança? Condições políticas não lhe faltam, mas
a cada dia que passa adensam-se as dúvidas que a consiga operar.
Lisboa, 3 de setembro de 2012
Paulo Pimenta de Castro
Engenheiro Florestal
Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao
Investimento Florestal
http://www.agroportal.pt/a/2012/pcastro5.htm
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