sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Tetra Pak reconhecida por design de «embalagem excepcional»

A Tetra Pak, líder mundial em sistemas de tratamento e embalagem para alimentos, recebeu um prémio do International Forum Packaging Design 2014 (prémios iF) pela Tetra Evero Aseptic, a primeira garrafa asséptica de cartão para leite ultrapasteurizado.

A embalagem foi reconhecida por um júri, composto por 50 especialistas de renome internacional, pelo seu conceito «inovador, atractividade, facilidade de utilização e excepcional desempenho ambiental».
 
«A Tetra Evero Aseptic baseia-se num design imaginativo que combina a facilidade de utilização de uma garrafa com a protecção alimentar e as vantagens ambientais das embalagens assépticas de cartão. O ergonómico formato cilíndrico, com os painéis laterais planos, facilita a utilização tanto a adultos como a crianças, enquanto o espaço de impressão ao longo de toda a superfície da embalagem maximiza o impacto das marcas na captação da atenção dos consumidores», afirma Lars Bengtsson, product group director da Tetra Pak.
«Tudo isto é possível através de uma série de avanços tecnológicos que incluem a primeira moldagem por injecção para embalagens assépticas. A atribuição de um iF Packaging Design Award testemunha o intenso trabalho da nossa equipa de Pesquisa e Desenvolvimento.»  
 
Criado em 1953, o iF Industrie Forum Design é uma organização independente que tem atuado como mediador entre o design e o mundo dos negócios. Os prémios iF estão entre as mais importantes distinções de design a nível mundial, reconhecendo o trabalho dos profissionais no desenvolvimento, comunicação e embalagem. Este ano o iF Packaging Design Award contou com um total de 264 inscrições.
 
A atribuição deste prémio permite à Tetra Pak utilizar o logotipo do iF em todas as embalagens Tetra Evero dos seus clientes. A empresa recebe o prémio hoje no BMW Welt, em Munique, e a embalagem fará parte da exposição de design do iF em Hamburgo.

Aquecimento climático causará perda de colheitas e outros danos, diz IPCC



O aquecimento climático reduzirá a produção mundial de cereais em até 2% a cada dez anos e poderá representar 1,45 biliões de dólares até ao fim deste século, segundo um projecto de relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), difundido por um jornal japonês esta sexta-feira.
Este documento, que teve o projecto publicado pelo jornal Yomiuri Shimbun, será discutido e adoptado durante uma reunião de cinco dias do IPCC no próximo mês, em Yokohama, subúrbio de Tóquio.
Segundo o rascunho atribuído ao IPCC, a produção mundial global perderá entre 0,2 e 2% se a temperatura aumentar 2,5 graus.
Uma fonte do ministério do Ambiente japonês não queria que o projecto fosse tornado público para a imprensa local.
A comunidade internacional fixou o objectivo de concluir até ao final de 2015, durante a Conferência sobre o Clima da ONU em Paris, um acordo global e urgente de redução das emissões de gases com efeito de estufa para limitar o aquecimento a 2°C em relação à era pré-industrial.

Universidade de Lisboa distingue João Lobo Antunes

Universidade de Lisboa distingue João Lobo Antunes

A Universidade de Lisboa celebra hoje a abertura do ano académico com uma cerimónia em que o neurocirurgião João Lobo Antunes recebe o prémio da instituição e o anterior reitor Sampaio da Nóvoa as insígnias de honra.
A instituição que resultou da fusão da Clássica com a Técnica tem hoje cerca de 50.000 alunos em todos os ciclos, da licenciatura ao doutoramento, disse à agência o reitor, António Cruz Serra, para quem a transição decorre de forma tranquila, «apesar dos muitos problemas no terreno e dos regulamentos que é preciso harmonizar».
Hoje assinala-se a primeira "Aula Magna" da nova universidade de Lisboa, cujo processo de fusão foi concretizado pelo atual reitor, António Cruz Serra, e pelo anterior, António Sampaio da Nóvoa, que agora vai receber as insígnias de honra.
Cruz Serra considera que o processo de concretização da fusão foi «muito tranquilo», devido ao empenhamento da comunidade académica.
«Todos compreendem a importância da fusão para as diferentes escolas, para a universidade e até para o país», declarou.
De acordo com Cruz Serra, o primeiro sinal de reconhecimento da universidade - conseguido com a escala da fusão - foi o segundo lugar num ranking ibero-americano divulgado este mês, que avalia a produção científica das universidades (Scimago).

«Teremos um resultado que nunca podia ser ambicionado pelas anteriores universidades», defendeu, sublinhando também a participação da universidade em consórcios europeus.
João Lobo Antunes vai receber o prémio Universidade de Lisboa, no valor de 25.000 euros, que distingue anualmente uma individualidade portuguesa ou estrangeira e cujos trabalhos tenham contribuído o progresso da ciência ou da cultura e para a projeção internacional do país.
Em 2006, este prémio foi atribuído a Odete Santos Ferreira (coordenadora da Comissão Nacional de Luta contra a Sida), cuja obra contribuiu para a descoberta do VIH-2.
António Coutinho (diretor do Instituto Gulbenkian de Ciência), Filipe Duarte Santos (climatologista), Jorge Gaspar (geógrafo), Jorge Miranda (constitucionalista), Eduardo Lourenço (filósofo) receberam o prémio nos anos seguintes.
Diário Digital com Lusa

Essência do Vinho "é o tipo de evento de que o Porto precisa", considera Rui Moreira


Lusa
27 Fev, 2014, 20:36

O presidente da Câmara Municipal do Porto disse que a Essência do Vinho (EV), cuja décima primeira edição começou hoje, "é o tipo de evento de que a cidade precisa" por ser já uma das suas "grandes marcas".
Rui Moreira inaugurou esta tarde o evento, provou alguns dos "mais de 3.000 vinhos" presentes e ouviu produtores.

O autarca afirmou que "cerca de 70%" dos visitantes da Essência do Vinho são de fora da Área Metropolitana do Porto e "isso tem um impacto muito grande na restauração e na hotelaria" portuense.

"O Vinho e a gastronomia fazem parte da nossa cultura, não queremos uma cultura diferente. Não queremos uma cultura tão restritiva como alguns nos querem tentar impor", sustentou.

Rui Moreira é de opinião que "este é o tipo de evento de que a cidade precisa, que os empreendedores da cidade devem promover e que a Câmara do Porto nunca deixará de acarinhar".

Um dos diretores da EV, Nuno Botelho, que acompanhou o autarca, afirmou que o certame "é uma grande festa, é o grande acontecimento ligado ao vinho realizado em Portugal e é também uma grande celebração do que é português, que é bom e tem qualidade".

Nuno Botelho defendeu, também, que o evento pode "ajudar" o vinho português "posicionando-o numa fasquia alta".

Ao mesmo tempo, prosseguiu, contribuiu para a democratização do consumo do vinho "trazendo-o aos mais jovens", pois é preciso "atrair consumidores menos óbvios" e transformá-los em "consumidores normais".

O responsável explicou que a EV mantém-se fiel ao Palácio da Bolsa por este ser um espaço com "magia", apesar de, por vezes, ser difícil circular nas suas salas e salões devido à afluência maciça de público.

"Ano após ano, continuamos a ter listas de espera e mais expositores. A Essência do Vinho é um produto de excelência", salientou, assinalando ainda que estão presentes "cerca de 50 jornalistas estrangeiros".

O presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, Manuel Cabral, declarou-se em sintonia com Rui Moreira e Nuno Botelho sobre a importância da EV, que disse ter-se transformado num "grande momento do vinho em Portugal".

"Os nossos vinhos estão a atravessar um bom momento ", disse Manuel Cabral.

Segundo referiu, a quantidade de vinhos do Douro e do Porto exportada em 2013 "diminuiu ligeiramente", mas, em contrapartida, "o valor aumentou de forma sensível, o que quer dizer que estamos a valorizar o produto".

A Essência do Vinho termina no domingo e do seu programa constam, nomeadamente provas de "vinhos raros e exclusivos" e, por outro lado, "desafiou conceituados chefes", alguns com estrelas Michelin, a prepararem "criações inovadoras" para combinar com grandes néctares.

O certame é organizado pela empresa homónima, em parceria com a Associação Comercial do Porto.

Casa do Douro confiante numa solução dos problemas que agrade a todas as partes


Lusa
27 Fev, 2014, 18:51

O presidente da Casa do Douro (CD) mostrou-se hoje confiante numa solução para os problemas da instituição que agrade a todas as partes, depois da atitude de inclusão e de diálogo demonstrada pelo Governo.
"Não trazemos nada resolvido, mas viemos com a convicção de que as mentes se abriram e que dessa postura poderão surgir soluções que agradem a todas as partes", afirmou Manuel António Santos à agência Lusa.

A direção da CD reuniu novamente com o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, na quarta-feira, uma semana depois de o governante ter apresentado uma proposta de solução dos problemas da organização duriense que Manuel António Santos classificou como "indecorosa".

Esta associação, sediada no Peso da Régua, é de direito público e de inscrição obrigatória para os viticultores durienses e possui uma dívida total que rondará os 160 milhões de euros, dois quais 30 milhões correspondem a juros de mora.

O secretário de Estado da Agricultura já disse que a solução para a CD passa pela venda de vinho, património e revisão dos estatutos, passando a ser de inscrição voluntária.

Para analisar a situação da CD e encontrar uma solução final, o Governo criou um grupo de trabalho interministerial, dividido em oito subgrupos.

Manuel António Santos não quer entrar em pormenores sobre o documento apresentado pelo Governo e explicou que, esta semana, a instituição entregou a sua própria argumentação.

"Demonstramos porque é que o documento é inaceitável e muitos dos nossos argumentos foram tidos como válidos. Portanto achamos que reentramos no bom caminho, isto é, reentramos nos carris", salientou.

O dirigente referiu ainda que "finalmente" o Governo "teve uma postura de incluir" e de "ouvir" a CD.

Manuel António Santos disse ainda que, nos próximos tempos, decorrerão reuniões regulares entre a instituição e o Ministério da Agricultura, no sentido de se trabalhar numa solução final.

E, se se mantiver "o clima de bom entendimento", o dirigente espera que, no final, se consiga "um acordo que satisfaça e seja honesto para todos".

"Os próximos meses, não muitos, já mostrarão claramente se chegamos ou não a um acordo ", sublinhou.

Para além da dívida, a instituição possui ainda o problema da falta de pagamento de vencimentos.

Dentro da CD trabalham funcionários pagos pelo Estado e outros privados, sendo que alguns destes acumulam 40 meses, cerca de três anos, de salários em atraso.

Governo mantém papel essencial da Câmara da Mealhada na gestão da Mata do Buçaco


Lusa
17:50 Quinta feira, 27 de fevereiro de 2014

Mealhada, 27 fev (Lusa) -- O Conselho de Ministros aprovou hoje a alteração do diploma que criou a Fundação Mata do Bussaco, mantendo "a essencialidade da participação" da Câmara da Mealhada na "gestão de todo o património" integrado neste espaço verde.

A decisão reconhece e mantém, assim, o papel do município na gestão da mata, através daquela fundação que, tendo como "fins a recuperação, requalificação e revitalização, gestão, exploração e conservação de todo o património, natural e edificado, da Mata Nacional do Buçaco", foi instituída em 2009.

"Mantém-se a essencialidade da participação da Câmara Municipal da Mealhada na gestão de todo o património inserto na Mata Nacional do Buçaco, dada a sua contribuição ativa para a eficácia e eficiência na referida gestão, e consagra-se um modelo de organização e funcionamento conjunto do Estado com a Câmara Municipal da Mealhada", sublinha o comunicado final da reunião de hoje do Conselho de Ministros.



Governo admite rever ajudas aos agricultores do Campo Branco

As ajudas financeiras pagas aos agricultores do Campo Branco no âmbito da Intervenção Territorial Integrada (ITI) de Castro Verde poderão vir a ser revistas pelo Governo.
A garantia é dada ao “CA” pelo secretário de Estado da Agricultura, revelando que de momento o Governo está a fazer todos os cálculos necessários antes de avançar com qualquer alteração. 
“Não o fizemos antes porque estávamos à espera da legislação mais concreta da União Europeia. Sem esses detalhes não podíamos avançar e estamos neste momento a trabalhar, por isso vamos ver”, diz José Diogo Albuquerque.
O governante revela igualmente ser difícil haver mais medidas agro-ambientais para o Campo Branco, nomeadamente para culturas arvenses e florestais.
“Estamos a analisar, mas com uma ITI mais flexível, com uma medida de pastoreio extensivo e com uma medida de pagamento Natura não está mau…. Vamos ver, é uma questão de contas e de ver o que é operacional. Não excluo nada à partida, mas também não digo que sim. Estamos a analisar”, afirma José Diogo Albuquerque.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Portugal "não está atrasado" na preparação do novo quadro comunitário


O secretário de Estado considerou "normal" o facto de "o período de passagem de um quadro para o outro demorar mais de um ano", mas referiu que o Governo português pretende que, desta vez, o processo "demore apenas um ano"
 O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida, garantiu hoje que Portugal "não está atrasado" na preparação do próximo quadro comunitário de apoio, mantendo o objetivo de existirem "movimentos financeiros" no segundo semestre deste ano.

Castro Almeida falava à agência Lusa no final de uma reunião com os presidentes das 14 câmaras do distrito de Évora, na sede da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), em Évora.

O responsável afirmou que o Governo português "apresentou a sua proposta de acordo de parceria [à Comissão Europeia] há menos de um mês" e que "ainda não apresentou os programas operacionais". "Mas não estamos atrasados. Pelo contrário, Portugal foi o quarto Estado-membro da União Europeia a apresentar a sua proposta de acordo de parceria", ressalvou.

O secretário de Estado considerou "normal" o facto de "o período de passagem de um quadro para o outro demorar mais de um ano", mas referiu que o Governo português pretende que, desta vez, o processo "demore apenas um ano".

"Precisamos de, o mais rapidamente possível, injetar dinheiro na economia e acelerar o investimento que é preciso fazer em Portugal para gerar riqueza e emprego", realçou.

Nesse sentido, segundo o governante, o objetivo do Executivo é que, "no segundo semestre deste ano, já possa haver movimentos financeiros no âmbito do [programa] 'Portugal 2020'".

"Se conseguirmos esse resultado, e não é seguro que vamos conseguir, significará um avanço de um ano relativamente àquilo que aconteceu no lançamento do quadro anterior", disse.

Castro Almeida adiantou que o Governo está "a terminar agora" a definição dos programas operacionais regionais e temáticos, indicando que está a reunir com as comunidades intermunicipais para a "elaboração de planos estratégicos ao nível sub-regional".

Estas reuniões servem para "podermos preparar a melhor forma de investir e rentabilizar os fundos europeus", afirmou, alegando que "é muito dinheiro que está em causa" e que não deve ser desperdiçado.

Depois de reunir com os autarcas de Évora, o governante seguiu para Beja para um encontro com os presidentes das câmaras daquele distrito.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Projecto europeu quer fazer as pazes entre agricultores e charcos temporários

MARISA SOARES 27/02/2014 - 09:12
Parecem simples poças de água mas são muito mais do que isso. Os charcos temporários dão abrigo a espécies pré-históricas que resistem faça chuva ou faça sol. Em Odemira, luta-se para manter os que restam.


Charcos temporários têm espécies de flora resistentes aos extremos meteorológicosCARLA PINTO CRUZ/DR


Serão pouco mais que uma centena os charcos temporários mediterrânicos que restam no sudoeste alentejano, sobretudo no concelho de Odemira. No início da década de 1990, eram 300. A agricultura intensiva tornou-se a principal ameaça para estes pequenos habitats, espalhados por charnecas, planaltos e bosques. Agora, os agricultores são parceiros de um projecto europeu que visa conservar os que restam.

“Queremos encontrar formas de compatibilizar a agricultura feita no concelho de Odemira com a manutenção destes habitats”, explica Rita Alcazar, coordenadora do LIFE Charcos. Este projecto de 1,9 milhões de euros, financiados em 75% pela Comissão Europeia, é coordenado pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e tem na lista de parceiros a Associação de Beneficiários do Mira, que reúne os agricultores inseridos no perímetro de rega do rio Mira.

“Esperamos conseguir mostrar-lhes que há medidas simples que permitem conservar os charcos, com benefícios para a actividade agrícola”, diz a bióloga da LPN. O projecto, que arrancou em Julho de 2013, prevê várias sessões de esclarecimento para a população e particularmente para os proprietários de terrenos, e a primeira decorre nesta quinta-feira às 14h na sede da Associação de Beneficiários do Mira, em Odemira.

Os charcos temporários, que enchem no período das chuvas e secam no pino do Verão, são considerados pela União Europeia como um dos habitats prioritários para a conservação da natureza. O LIFE Charcos visa a preservação dos charcos existentes no Sítio de Interesse Comunitário da Costa Sudoeste da Rede Natura 2000 – que coincide, em parte, com o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) –, nas charnecas do concelho de Odemira e no planalto de Vila do Bispo, onde estão alguns dos principais núcleos a nível nacional.

O objectivo é inverter a tendência de declínio: entre 1991 e 2009, aquela zona perdeu 56% dos charcos temporários. Destes, 89,3% foram destruídos por actividades agrícolas como o cultivo intensivo e a drenagem dos solos, segundo um estudo realizado por Mário Ferreira e Pedro Beja, biólogos do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (Cibio). Muitos destes lagos naturais foram transformados em charcos permanentes, para irrigação. Outros deram lugar a estufas. E nem a criação do PNSACV impediu a sua destruição.

Mas que riquezas se escondem, afinal, nos charcos temporários? Nestas bolsas de água, cujo tamanho pode variar entre poucas dezenas de metros quadrados a um hectare, vivem crustáceos que existem desde o tempo dos dinossauros e podem dar pistas sobre como sobreviver a extremos climáticos. “A biodiversidade existente nestes lagos encerra mecanismos de sobrevivência que podem ser aproveitados pela medicina e pela biotecnologia”, observa Rita Alcazar.

Uma das espécies dependentes dos charcos é o Triops vicentinus, também chamado de camarão-girino, que apurou ao longo de milhões de anos estratégias e técnicas de reprodução para sobreviver à falta de água. Este crustáceo endémico do sudeste alentejano, considerado um dos animais mais antigos do mundo ainda vivos, cresce até sete centímetros (sem contar com a cauda), tem 70 pares de patas e três olhos. Os seus ovos podem permanecer no solo seco dos charcos durante anos, eclodindo apenas quando caem as primeiras chuvas.

Além desta espécie há outras, desde insectos a plantas, aves, mamíferos, répteis e anfíbios, que vivem e morrem ao ritmo das estações do ano. A lista é extensa: inclui o sapo-de-unha-negra, o sapo-corredor, o tritão-de-ventre-laranja, o cágado-de-carapaça-estriada e o rato de cabrera, entre muitos outros. Em comum têm uma característica: todas dependem dos charcos temporários para sobreviver. Para os anfíbios, este é mesmo o único habitat de água doce onde se encontram quase todas as espécies que ocorrem no sudoeste alentejano.

O LIFE Charcos tem também como parceiros a Câmara de Odemira, as universidades de Évora e do Algarve e o Centro de Ciências do Mar. Até ao final de 2017, os biólogos vão cartografar todos os charcos e a biodiversidade associada, estabelecer normas de gestão para a conservação destes habitats, mostrar como podem ser recuperados e até criar um banco de sementes para salvaguardar a referência genética da flora.

IVV, I.P. distinguido pelos prémios da Revista de Vinhos "Melhor Organização Vitivinícola 2013"



O Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) congratula-se pela distinção do Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. enquanto "Melhor Organização Vitivinícola 2013" prémio atribuído pela Revista de Vinhos no âmbito dos prémios "Os Melhores do Ano 2013". Estes prémios têm como objetivo premiar o que de melhor se fez nos sectores do vinho e da gastronomia portuguesa durante o ano 2013.

A atribuição deste prémio vem realçar a atuação do IVV, I.P. ao longo de 2013. O IVV, I.P. é um instituto público sob tutela do Ministério da Agricultura e do Mar, que tem por missão coordenar e controlar a organização institucional do Sector Vitivinícola, auditar o sistema de certificação de qualidade, acompanhar a política comunitária e preparar as regras para a sua aplicação, bem como participar na coordenação e supervisão da promoção dos produtos vitivinícolas. Ao longo de 2013 o IVV, I.P. destacou-se por uma maior agilização de processos e por uma maior abertura para a compreensão dos problemas do sector.

Segundo José Diogo Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura: "Estamos bastante satisfeitos com a atribuição deste prémio e já felicitámos o IVV, I.P. por este reconhecimento. Este prémio é merecido e demonstra a forma como temos vindo a trabalhar. A simplificação de processos e um contacto direto e articulado, com o sector e com os restantes serviços do MAM, têm sido os nossos objetivos e o trabalho realizado e a eficiência do mesmo começam agora a ser mais visíveis para o exterior. É um prémio merecido, principalmente porque se trata de um instituto público que está a ser reconhecido pelo trabalho que presta aos seus beneficiários".

Quanto ao sector vitivinícola os resultados agora divulgados são também eles merecedores de realce já que as exportações de vinho relativas ao ano de 2013 revelam novamente um crescimento em 2,4% com um desempenho de 725 milhões euros. A Europa Comunitária mantém-se como principal destino em volume (54% do total) e também em valor (57%), mas as exportações para países extracomunitários revelaram uma boa dinâmica tendo chegado aos 314 milhões euros e mais de 140 milhões de litros.

Por mercados, destaca-se o contributo positivo para o valor exportado alcançado em Angola, EUA, Polónia, Suíça e Canadá. Em quantidade, os mercados repetem-se, mas Angola é substituída pelo Luxemburgo. Angola mantém-se como principal destino da quantidade exportada (21%), apesar da diminuição registada mas que foi compensada por um crescimento de 17% no preço médio.

Adega Mayor distinguida com o Prémio Melhor Enoturismo



A Adega Mayor, referência nacional vitivinícola pertencente ao Grupo Nabeiro, acaba de ser distinguida pelo Turismo do Alentejo com o prémio Melhor oferta de Enoturismo.

Os voos de balão, os passeios de Btt, as provas de orientação, as experiências de vindima, as acções de team building, entre muitas outras experiências desenhadas ao pormenor e personalizadas para cada consumidor, permitiu que a Adega Mayor fosse mais uma vez reconhecida pela oferta de excelência que proporciona a todos os visitantes.

A quarta edição dos Prémios "Turismo do Alentejo", promovida pela Turismo do Alentejo, ERT, reuniu 66 projectos, divididos por diferentes categorias, e premiou os que apresentavam uma oferta inovadora e de qualidade.

"É com muito orgulho que vemos a Adega Mayor ser distinguida num dos conceituados concursos do Alentejo. Cada vez mais é importante valorizar o que Portugal tem de melhor. Desta forma, procuramos sempre levar uma oferta diversificada e de excelência a todos os públicos.", sublinha Rita Nabeiro, Administradora da Adega Mayor.

Fonte:  Lusa

3 mil vinhos para provar no Porto

Mais de três mil vinhos de 350 produtores, nacionais e estrangeiros, estarão em prova este fim de semana no Palácio da Bolsa


Milhares acorrem à Essência do Vinho
D.R.
27/02/2014 | 00:00 | Dinheiro Vivo
A 11ª edição do Essência do Vinho arranca esta quinta-feira no Porto, prolongando-se até 2 de março. São mais de três mil vinhos, de 350 produtores, nacionais e estrangeiros, que estarão em prova no Palácio da Bolsa, a par de um extenso programa de ações temáticas conduzidas por conceituados especialistas.
Hoje mesmo, Paul e Charles Symington, respetivamente presidente e enólogo do grupo Symington, têm a seu cargo a apresentação de 13 vinhos do Porto Vintage 2011, enquanto Rui Falcão, crítico de vinhos da revista Wine, está encarregue de conduzir a prova 'Vinhos da Madeira de sonho', que reúne exemplares raros do século XIX, incluindo o Blandy's Verdelho 1887 e o Barbeito Cercial 1898, entre outros.
Leia também: 50 melhores vinhos para americano apreciar
Críticos, sommeliers, líderes de opinião e jornalistas portugueses, brasileiros, dinamarqueses, espanhóis, finlandeses, suecos e britânicos estão encarregues, esta sexta-feira, de uma das provas de referência do evento - o Top 10 Vinhos Portugueses -, que será constituído por um Porto Vintage, um vinho branco e oito tintos.
Luís Sottomayor, enólogo da Sogrape, será o guia de uma prova vertical de vinho do Porto 'Late Bottled Vintage' da Ferreira, de 1987 a 2009, enquanto José Maria da Fonseca terá a seu cargo a apresentação de um “coleção única” de moscatéis de Setúbal, incluindo o JMF Moscatel Setúbal Superior 1955, o JMF Moscatel Roxo Superior 1960 e o JMF Bastardinho de Azeitão 30 anos, entre outros.
Mas nem só de vinhos é feito o programa do Essência. O champanhe tem lugar de destaque garantido, através da maison Drappier – era a predileta de Charles de Gaulle -, estando a prova a cargo do proprietário, Michel Drappier. E a Super Bock apresentará o mais recente lançamento da gama Selecção 1927, a cerveja artesanal Scotish Smoked Lager. 
Não esquecer as harmonizações, com chefs distinguidos com estrelas Michelin, ou a antecipação do Campeonato do Mundo de Futebol, através do 'Brasil, 12 cidades sede da Copa do Mundo, 12 vinhos, 12 receitas'. Veja aqui o programa completo de um evento que contará, ainda, com o lançamento do Guia de Gastronomia e Vinhos da Cidade do Porto, da autoria de Paulo Russel-Pinto e Sérgio Jacques.

O Essência do Vinho – Porto é uma organização da empresa EV – Essência do Vinho, líder portuguesa na produção de eventos enogastronómicos e que está agora a comemorar 10 anos de existência. Veja aqui os resultados da empresa em 2013.

Capoulas Santos fala das potencialidades da agricultura a jovens de zonas rurais com dificuldades

                                                   


Capoulas Santos foi convidado para representar o Parlamento Europeu (PE) perante um público de jovens de regiões rurais com constrangimentos socioeconómicos que se deslocaram esta semana à sede desta instituição em Estrasburgo para recolher informação sobre as políticas europeias de apoio à agricultura e ao mundo rural.

 

“A agricultura é uma atividade económica que precisa de jovens para assegurar a sua continuidade e a introdução de novas técnicas que possam melhorar a qualidade dos produtos e a proteção do ambiente”, referiu o eurodeputado.

 

O evento teve lugar no âmbito do projeto financiado pela Comissão Europeia denominado Popeye: promover a agricultura biológica e o emprego jovem, que tem o objetivo de reunir jovens de zonas rurais de seis países – França, Estónia, Chipre, Bulgária, Croácia e Itália – e decisores políticos para uma melhor tomada de consciência sobre as necessidades desta realidade e as possibilidades promovidas pelas políticas públicas e pelas oportunidades de mercado.

 

“Os produtos provenientes da agricultura biológica têm cada vez mais procura no mercado sem no entanto deixarem de representar um nicho, o que se deve sobretudo ao preço. Mas é por isso, e pelo reconhecido papel que pode ter a agricultura biológica nos ecossistemas, que a nova política de desenvolvimento rural ao nível europeu concede a possibilidade de apoios a este tipo de atividade” esclareceu Capoulas Santos, que foi o negociador da reforma da política agrícola comum do lado do PE.

 

“O maior desafio com que nos deparamos, e que foi a nosso fio condutor durante todo o processo da reforma, é como conciliar competitividade e sustentabilidade na agricultura. Não há dúvida de que o ingrediente essencial para reforçar esses dois aspetos é promover de forma eficaz a entrada de jovens na atividade e a nova política também contempla medidas nesse sentido”, concluiu.


Banco Mundial adverte que desperdício ameaça a segurança alimentar


Banco Mundial adverte que desperdício ameaça a segurança alimentar

O Banco Mundial (BM) soou o alarme esta quinta-feira sobre o desperdício de alimentos no mundo, que representa uma «grave ameaça» para a segurança alimentar.
«Milhões de pessoas no mundo dormem com fome todas as noites, enquanto milhões de toneladas de alimentos acabam no lixo ou a apodrecer antes de serem comercializados», denunciou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, num comunicado da instituição.
De acordo com o relatório do Banco Mundial sobre os preços dos alimentos, entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos a cada ano são desperdiçados ou perdidos em algum ponto da cadeia de produção.
Cerca de 35% deste desperdício é de responsabilidade do consumidor final, especialmente nos países desenvolvidos. Além disso, 24% perde-se durante a produção de alimentos e 24% durante o armazenamento e distribuição, indica o Banco Mundial, sem especificar onde o restante é perdido.

Vintage 2011 na prova anual de vinhos portugueses em Londres


Em 2013 a exportação de categorias especiais para o Reino Unido cresceu 6,6% em quantidade e 10,6% em valor

 

Vintage 2011 na prova anual de vinhos portugueses em Londres

 

5 de Março, RHS Lindley Hall Victoria, em Londres
 

 

O Reino Unido é o segundo maior mercado em volume de negócios de exportação de vinho do Porto, tendo registado um crescimento contínuo nos dois últimos anos. Neste contexto estratégico e exigente, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) apresenta, no âmbito da prova anual de vinhos portugueses em Londres da ViniPortugal, o Vintage 2011, a mais recente declaração Vintage. A apresentação integra 14 vinhos de oito marcas e são esperadas 700 pessoas. A prova anual da ViniPortugal acontece no dia 5 de março, no RHS Lindley Hall Victoria, em Londres. Em 2013, ano de declaração oficial do Vintage 2011, a exportação de categorias especiais para o Reino Unido cresceu em quantidade 6,6% e em valor 10,6%, tendo o Vintage 2011 representado 47% das exportações de Vintage para a Reino Unido.
 

O presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, considera que “o Reino Unido é um mercado fundamental para o vinho do Porto e a apresentação neste grande evento da ViniPortugal reforça a nossa intervenção junto deste público tão exigente”.

 

As exportações de vinho do Porto para o Reino Unido cresceram em 2013, 5,8% em quantidade e 8,5% em valor, em relação a 2012. Ocupa assim a terceira e segunda posição, respetivamente, nos mercados de exportação.

 

ASAE já tem em mãos 50 processos sobre más práticas do comércio


ANA RUTE SILVA 25/02/2014 - 20:00
Nova lei, que entrou terça-feira em vigor, dá mais poderes à autoridade de segurança alimentar, que criou três brigadas especializadas para fiscalizar empresas.

Indústria alimentar pediu adiamento da entrada em vigor da nova lei DANIEL ROCHA
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já tem em mãos 50 processos de práticas restritivas do comércio que, até agora, estavam a ser analisados pela Autoridade da Concorrência (AdC). A nova lei que regula as vendas com prejuízo ou práticas negociais abusivas entrou terça-feira em vigor e transferiu da AdC para a ASAE a competência para instruir processos.

Em resposta enviada ao PÚBLICO, fonte oficial do Ministério da Economia, que tutela a ASAE, afirmou que, tal como previsto, estes casos já transitaram para a autoridade alimentar “para a realização da instrução”. Mas, nesta fase, não é possível “adiantar a que matérias se referem”. Há vários meses que o PÚBLICO tenta, sem sucesso, obter mais informações da AdC sobre o número de casos em análise durante o ano de 2013.

As informações mais recentes sobre este assunto foram divulgadas em Março do ano passado durante uma audição parlamentar a Manuel Sebastião, ex-presidente da AdC. Entre 2003 e 2012, foram abertos 781 processos e 44% resultaram em condenações. Quase 240 prescreveram. De entre as condenações das vendas abaixo do preço de custo está a da Jerónimo Martins. No feriado do 1.º de Maio de 2012, a cadeia de supermercados Pingo Doce abriu os telejornais graças a uma inesperada promoção de 50% de desconto em quase todos os produtos, para quem fizesse compras no valor mínimo de 100 euros.

Com novas responsabilidades, a ASAE criou três brigadas especializadas em cada unidade regional que vão fiscalizar o cumprimento da lei e aplicar as medidas cautelares previstas no diploma. “Procurou-se que os inspectores que compõem estas brigadas tivessem valências em economia, gestão ou contabilidade. Estes inspectores frequentaram já uma acção de formação teórica ministrada pela Autoridade da Concorrência”, esclarece a mesma fonte. A instrução de processos é feita por uma equipa que depende da estrutura central da ASAE e também teve formação dada pelo regulador.


Multas para todos
Os 21 artigos que compõem o diploma têm dado dores de cabeça a todos os intervenientes na cadeia de abastecimento: produtores, fornecedores e grande distribuição. A Centromarca, Associação de Empresas de Produtos de Marca, que sempre defendeu a nova lei, acabou por pedir o seu adiamento na véspera da entrada em vigor, depois de várias “dúvidas jurídicas” que surgiram.

Na prática, o diploma obriga a alterar os contratos com os fornecedores num prazo de 12 meses. E alguns tipos de descontos a efectuar nos produtos passam a contribuir para a formação do preço de compra (como os descontos em cartão). Caso haja uma fiscalização, a formação do preço é essencial para verificar se houve ou não venda com prejuízo.

As coimas a aplicar (aumentaram de um máximo de 30 mil euros para 2,5 milhões) afectam não só os retalhistas mas também os próprios fornecedores que não podem praticar preços discriminatórios. Como lembrou recentemente, a Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), os descontos têm de constar nas facturas que são emitidas pelos fornecedores quando vendem algum produto aos comerciantes. Com a nova lei, as cadeias de distribuição pediram para incluir a totalidade dos descontos no preço do produto facturado, “seja de forma directa, através da obtenção de um preço líquido, seja com a discriminação destes descontos na factura”, refere a ANIL.

Se a factura contiver o desconto líquido, o valor pode variar de empresa para empresa (há reduções de preço de acordo com a quantidade de produtos vendidos, por exemplo, e por isso os descontos não são iguais para todas as cadeias). “Mesmo que o preço líquido seja igual, o que aparece nas facturas é outro valor e isso é considerado uma venda discriminatória”, adianta Paulo Costa Leite, director-geral da ANIL. Em caso de fiscalização, o fornecedor pode ser multado.

http://www.publico.pt/economia/noticia/asae-ja-tem-em-maos-50-processos-sobre-mas-praticas-do-comercio-1626178

Cortiça investe em nove mercados para aumentar exportações


Campanha Intercork II quer reforçar vocação exportadora do sector.
Margarida Cardoso
14:50 Terça feira, 25 de fevereiro de 2014
A indústria portuguesa de cortiça vai investir 7,3 milhões de euros até ao final do ano. A indústria portuguesa de cortiça vai investir 7,3 milhões de euros até ao final do ano.

A indústria portuguesa de cortiça vai investir 7,3 milhões de euros até ao final do ano numa campanha de comunicação que quer ajudar o sector a passar a barreira dos mil milhões de euros nas exportações nos próximos anos.

A campanha Intercork II, concentrada em 9 mercados (EUA, China, Alemanha, Brasil, Itália, França, Canadá, Suécia e Dinamarca), tem como alvo principal as rolhas e os materiais de construção e terá nas redes sociais um dos seus principais motores.

Para dar continuidade ao trabalho de comunicação desenvolvido pelo sector nos últimos anos, a campanha, financiada em 80% pelo programa Compete, ainda não garantiu a fatia de 20% relativa ao financiamento privado, "mas está no bom caminho para o conseguir", referiu João Rui Ferreira, presidente da APCOR - Associação Portuguesa da Cortiça, na apresentação pública da campanha.

Líder mundial no sector da cortiça, Portugal tem 8 mil postos de trabalho neste sector e exporta 95% da produção para 100 países.

Investir 500 milhões

Depois de 3 anos com taxas médias de crescimento anual de 7%,  as exportações do sector estabilizaram, em 2013, nos 835 milhões de euros, no nível que registavam antes da crise de 2008. No comentário a este resultado, João Rui Ferreira referiu a desvalorização do dólar, a quebra no sector da construção e o facto da colheita vinícola de 2012 ter sido a mais baixa do milénio.

"Por cada euro exportado, a fileira incorpora 16 centimos de importação", disse o presidente da APCOR, sublinhando que o sector investiu 500 milhões nos últimos anos ao nível da qualidade, inovação e desenvolvimento de novas aplicações.

Olhando para o futuro, o presidente da APCOR diz que 2014 será "um ano decisivo, para olhar atentamente a valorização do produto. "Depois de estabilizar a quota de mercado, é hora de crescer pelo valor", defendeu.

Os resultados obtidos na indústria da cortiça mereceram a atenção do ministro da Economia, Pires de Lima, que não poupou elogios " a forma admiravel como o sector tem feito a reinvenção do negócio" e considerou a fileira "um bom exemplo de como um sector tradicional pode contribuir para acrescentar valor à economia nacional".

 


Pingo Doce prevê aumentar em 20% o peso das marcas próprias


ANA RUTE SILVA 26/02/2014 - 13:58 (actualizado às 16:33)
Pedro Soares dos Santos, presidente executivo da Jerónimo Martins, diz que a nova lei das más práticas do comércio, em vigor desde terça-feira, estimula a venda destes produtos

 
Pedro Soares dos Santos divulgou resultados anuais JOÃO CORDEIRO

As marcas da distribuição pesam 25% no total das vendas do Pingo Doce (40% excluindo os produtos frescos), mas a tendência é para crescerem. Pedro Soares dos Santos, presidente executivo da Jerónimo Martins, acredita que nas prateiras dos supermercados vamos ver, cada vez mais, estes produtos, em consequência da nova lei que regula as práticas restritivas do comércio, em vigor desde terça-feira.

“Vão crescer muito talvez pela salvaguarda da nova lei, se a grande distribuição não chegar a acordo com as marcas”, disse, durante a apresentação de resultados relativos a 2013. O diploma, que tem sido muito criticado, estipula regras para a relação entre os fornecedores e os comerciantes, incluindo os descontos nas facturas de venda dos produtos, ao mesmo tempo que aumenta as multas de um máximo de 30 mil euros para 2,5 milhões de euros. Caso não haja acordo com a indústria, Pedro Soares dos Santos admite que uma das saídas é o reforço das marcas da distribuição.

“A lei das Práticas Individuais Restritivas do Comércio teve uma certa bondade do legislador, mas mais uma vez o legislador não soube legislar. Agora é a indústria e as marcas que pedem [o adiamento da lei]”, referiu o presidente executivo da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce. E acrescentou: “Uma coisa é clara: os mais fortes vão ser mais fortes e os mais fracos, os pequenos e médios, sairão a perder”.

De acordo com os últimos dados da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, referentes ao primeiro semestre de 2013, a quota de mercado das marcas próprias – que começaram por ser chamados “marcas brancas” porque inicialmente não tinham qualquer logótipo que as distinguisse – caiu de 37,2% no primeiro semestre de 2012 para 35,8%. As intensas promoções fizeram aumentar as vendas de produtos de marca, produzidos e detidos pela indústria, agora com uma quota de 64,2%.

No caso do Pingo Doce, o reforço do “sortido de marca própria” já tinha sido indicado como um dos objectivos até 2016. Neste período, a intenção é manter e aumentar as promoções e apostar também nos produtos perecíveis.

 De acordo com os dados divulgados, nesta quarta-feira, pela Jerónimo Martins, 20% das compras totais do Pingo Doce são feitas fora de Portugal. A empresa consegue abastecer totalmente os 376 supermercados com legumes frescos produzidos em território nacional. “A nossa relação com os fornecedores tem mais de uma dezena de anos, há estabilidade”, disse Pedro Soares dos Santos, acrescentando que a cadeia não poderia atingir “os padrões de qualidade ou aceitação que tem hoje se essa relação não fosse forte”.

O presidente executivo antecipa um 2014 “muito duro” para os portugueses, já que a carga fiscal não será aliviada, e a continuação de uma tendência que tem ditado a estratégia dos maiores operadores nacionais: consumidores focados no preço e na melhor oferta.

Negócio de peso internacional

Em 2013 a Jerónimo Martins teve lucros de 382 milhões de euros, um crescimento de 6%, e vendas de 11,8 mil milhões de euros, mais 10,7% em comparação com 2012. A cadeia polaca Biedronka já representa 65,1% das vendas (63% em 2012) e é seguida pelo Pingo Doce, que facturou perto de 3,2 milhões de euros. O peso da cadeia portuguesa no negócio do grupo caiu de 28,7 para 26,9% para num sinal de que os grandes crescimentos continuam a vir do exterior.

O grupo espera abrir este ano 300 novas lojas Biedronka (tem actualmente 2393), enquanto em Portugal a previsão é de dez novos supermercados, 80% dos quais em regime semelhante ao franchising. “Temos de reconhecer que Portugal é um país maduro e a expansão orgânica que é possível fazer tem o seu limite”, disse Pedro Soares dos Santos. Na Polónia, a Jerónimo Martins também quer abrir mais 50 lojas Hebe (de cosmética e bem-estar).

Na Colômbia, onde a empresa entrou pela primeira vez em 2013, o ano fechou com vendas de 21 milhões de euros e 36 lojas Ara e as estimativas de investimento para 2014 rondam os 100 milhões de euros (de um total de 600 a 700 milhões de euros que o grupo prevê gastar este ano). A previsão é abrir mais 50 supermercados neste país.

Pedro Soares dos Santos confessou que o seu “sonho” é conseguir 25% das vendas na Colômbia. “Temos de acertar na fórmula”, disse, sublinhando que a empresa tem pela frente “um trabalho imenso”.

Quanto a novos mercados, o actual chairman diz que Ucrânia continua a ser uma ambição “mas está um pouco difícil”, disse, referindo-se à actual situação política e social.

Nos resultados anuais a única área de negócio a ter evolução negativa foram os “serviços de marketing, representação e restauração”, que venderam 78 milhões de euros, menos 10,7% em comparação com 2012. Os valores reflectem o enceramento de um terço dos cafés Jeronymo, no âmbito de um processo de reestruturação para tornar “as cadeias viáveis”. As vendas de azeite Gallo (que a empresa detém em parceria com a Unilever) cresceram nos mercados internacionais e a Unilever (dona das marcas Skip ou Dove) conseguiram aumentar receitas, “embora tenham exportado menos”, adiantou José Soares dos Santos, administrador responsável pelas áreas de Indústria e de Serviços de Marketing e Representações.

Aumentos salariais de 1,5%

Os cerca de 23 mil trabalhadores em Portugal vão ter, este ano, um aumento salarial de 1,5%. E todos os colaboradores que trabalham a tempo inteiro (Polónia incluída) terão direito a um prémio de 375 euros. A Jerónimo Martins emprega um total de 76.810 pessoas.

Cortes na campanha de promoção da cortiça mostram que "ambição foi reduzida" - diretor


Lusa
15:01 Terça feira, 25 de fevereiro de 2014
 
Santa Maria da Feira, 25 fev (lusa) -- A redução de 13,7 milhões de euros para a campanha de promoção internacional da cortiça significa "que a ambição também foi reduzida", disse hoje o diretor operacional do InterCork II.

Carlos de Jesus revelou que foi necessário adaptar os objetivos da campanha de promoção internacional da cortiça, hoje lançada pela Associação Portuguesa de Cortiça (APOR), aos meios financeiros disponíveis.

"Isto significa que ambição também foi reduzida", disse Carlos de Jesus, acrescentando, contudo, que a aposta continuará a fazer-se em consumidores e líderes de opinião, com recurso a cerca de uma centena de profissionais de várias nacionalidades.

Câmara de Bragança exige manutenção de laboratório de apoio à agropecuária


Lusa
15:35 Terça feira, 25 de fevereiro de 2014
 
Bragança, 25 fev (Lusa) -- A Câmara de Bragança aprovou uma moção a reclamar a manutenção em Mirandela do laboratório de apoio à atividade agropecuária depois de o Governo ter anunciado que as análises vão ser concentradas na zona do Porto.

A iniciativa partiu dos vereadores do Partido Socialista, Vitor Pereira e André Novo, e foi aprovada por unanimidade com os votos favoráveis da maioria social-democrata liderada pelo presidente Hernâni Dias, e do vereador independente Humberto Rocha, divulgaram hoje os promotores.

"Exigimos ao Governo a manutenção do referido serviço no local onde foi inicialmente implantado em 2006", lê-se na moção que vai ser enviada aos grupos parlamentares, ao primeiro-ministro, à ministra da Agricultura e ao diretor regional de agricultura.


Essência do Vinho regressa quinta-feira com 3.000 vinhos de 350 produtores


 
A edição deste ano da Essência do Vinho começa na quinta-feira, no Porto, reunindo «mais de 3.000 vinhos de 350 produtores» e oferecendo provas de vinhos da Madeira do século XIX e do «champanhe preferido de Charles de Gaulle».

As provas de «vinhos raros e exclusivos» são, uma vez mais, uma das grandes apostas da organização, a cargo da empresa homónima, em parceria com a Associação Comercial do Porto, disse à agência Lusa um dos seus diretores, Nuno Pires.
No primeiro dos quatro dias do evento são apresentados 13 vinhos do Porto Vintage 2011, que os especialistas dizem ter sido um ano excecional, seguindo-se, duas horas depois, uma prova de «vinhos da Madeira muito raros do século XIX».
Dinheiro Digital / Lusa

Agricultores convocam manifestação nacional para 3 de Abril contra imposições fiscais

O prazo para os agricultores com atividade comercial se registarem nas Finanças já foi adiado quatro vezes, estando previsto terminar agora a 30 de Abril
A Confederação Nacional da Agricultura irá realizar uma concentração nacional de agricultores, a 3 de abril, em Lisboa, para exigir a anulação das novas imposições fiscais sobre os pequenos e médios agricultores, informou hoje a sua direção.

"As novas imposições fiscais criam uma grande confusão e grandes prejuízos para os pequenos e médios agricultores", afirmou João Dinis, da direção da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), na sede da instituição, em Coimbra.

O novo regime, que, segundo João Dinis, "pode afetar entre 30 a 40 mil agricultores", obriga à inscrição de todos os agricultores com atividade comercial, ficando isentos de IVA os que têm um volume de negócios anual inferior a 10 mil euros.

Os agricultores com atividade comercial vão ser obrigados a declarar o início de atividade e têm de passar fatura de todas as transações comerciais, além de pagarem uma prestação mensal para a Segurança Social.

O prazo para os agricultores com atividade comercial se registarem nas Finanças já foi adiado quatro vezes, estando previsto terminar agora a 30 de abril.

De acordo com o responsável da CNA, este novo regime "foi a única medida criada pelo ministério [da Agricultura e do Mar] para o pequeno e médio agricultor" e visa "persegui-los e acabar com eles".

A manifestação convocada pretende também contestar "as reformas da PAC [Política Agrícola Comum] e do PDR [Programa de Desenvolvimento Rural]", que, para João Dinis, "beneficiam as grandes empresas do agronegócio e prejudicam a agricultura familiar".

"Os apoios têm que privilegiar os mercados de proximidade", defendeu o dirigente, informando que os agricultores vão também exigir, na concentração de abril, uma "melhoria dos preços de produção" e uma "baixa de custo de combustíveis, eletricidade, rações e adubos", entre outras reivindicações.

A concentração, que está marcada para as 14:00, arranca no Príncipe Real e termina à frente da Assembleia da República.

João Dinis informou ainda que a CNA vai também entregar um abaixo-assinado a 17 de abril a exigir a "anulação" das novas imposições fiscais e procura ainda desenvolver uma carta da agricultura familiar portuguesa e um estatuto do agricultor familiar português, que "clarifique o seu conceito e que permita um regime especial de segurança social".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Casa Branca proíbe anúncios de 'fast food' nas escolas

Projeto "Let's Move" de Michelle Obama vai proibir anúncios de alimentos 'fast food' e bebidas gasosas em escolas americanas. A medida vai ser anunciada hoje.
Ana Luísa Bernardino
18:52 Terça feira, 25 de fevereiro de 2014

Michelle Obama e o secretário da Agricultura Tom Vilsak dos  EUA anunciam hoje, na Casa Branca, as novas regras que proíbem anúncios de' fast food' e bebidas gasosas nas escolas americanas.

A medida surge como parte do projeto "Let's Move", iniciativa criada pela primeira-dama norte-americana, como forma de combate à obesidade infantil e às indústrias alimentares nocivas.

"A ideia é simples: as nossas salas de aula devem ser sítios saudáveis, onde crianças e jovens não sejam bombardeados com anúncios de comida de plástico", diz Michelle Obama, há muito uma defensora desta causa.

"Se os pais trabalham muito para ensinar os filhos a ter hábitos saudáveis em casa, esse cuidado não deveria ser desfeito com mensagens negativas na escola", insiste a mulher do Presidente Obama.

Os limites publicitários surgem depois do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ter imposto limites na quantidade de calorias, gordura, açúcar e sódio presentes na maioria dos alimentos que podem ser vendidos em escolas.

"Os novos padrões asseguram que as escolas sejam um lugar seguro, onde as crianças possam aprender, com um ambiente que promove princípios saudáveis", disse em ocasião anterior Tom Vilsack, citado pela revista "Time".

A acrescentar à imposição de limites publicitários nas escolas, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos vai também anunciar, no evento de hoje, um novo programa para alimentar crianças carenciadas, permitindo que escolas com poucos meios possam providenciar almoços grátis para todos esses estudantes.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Syngenta apresenta novidades para campanha de tomate indústria

19 de Fevereiro de 2014


Numa campanha em que se estima que ocorra um aumento da área de produção de tomate para indústria em Portugal, a Syngenta apresenta a nova variedade Ifox, uma aposta segura para  transplantes médio/precoce a médio.
Ortiva TOP, um fungicida polivalente e com provas  já dadas noutras culturas,  é a solução Syngenta para controlo das principais doenças que afectam o tomate para indústria. 

A Syngenta realizou o lançamento da campanha de tomate para indústria no final de Janeiro, em Lisboa, apresentando um conjunto de soluções integradas para a cultura. Participaram no evento cerca de 100 pessoas, entre as quais agricultores, técnicos de Organizações de Produtores e da indústria, distribuidores e viveiristas.

O evento permitiu a partilha dos resultados dos ensaios realizados pela empresa, nas principais regiões produtoras do pais, nos últimos dois anos, com novas variedades Syngenta e um programa fitossanitário ajustado às necessidades da cultura.
Ifox é a nova variedade de referência da Syngenta, que chega este ano ao mercado em larga escala, após ensaios que comprovam a sua adaptabilidade às condições edafoclimáticas do Ribatejo e às necessidades dos agricultores e da indústria.

Indicado para transplantes médio/precoce a médio, o Ifox corresponde às expectativas dos agricultores em termos de produtividade, sanidade e qualidade dos frutos. A sua planta é medianamente vigorosa, com boa cobertura foliar, os frutos são de formato arredondado (65-70g) e quando maduros apresentam boa coloração vermelha interna e externa. Apresenta alta resistência a Fol: 0-1 / Va: 0, Vd: 0 / TSWV e resistência intermédia a Ma, Mi, Mj / Pst.
As primeiras impressões da indústria sobre o Ifox são positivas. «Recebemos pouca quantidade de Ifox para transformação em 2013, no entanto os relatos que tive dos agricultores confirmam que a variedade tem uma cor adequada e brix dentro do que é pretendido, dois dos critérios mais valorizados na transformação em concentrado de tomate. Outro ponto a favor do Ifox parece ser o holding, ou seja, os frutos são rijos e aguentam no campo até à melhor oportunidade de colheita», afirma Alexandre Coelho, técnico agrícola do grupo industrial Italagro-Fit. 
«O nosso primeiro objectivo para este ano de lançamento é que o maior número de agricultores experimente a variedade,  visto ser uma aposta segura que está a registar uma boa aceitação por parte da produção e da indústria. Por outro lado, vamos continuar com ensaios de outras variedades para os segmentos precoce e tardio, apostando em variedades resistentes ao TSWV», revela Gilberto Lopes, field expert da Syngenta para a região Sul.
Soluções polivalentes no controlo de pragas e doenças

A estratégia da Syngenta, baseada numa oferta integrada, inclui soluções que garantem a sanidade do tomate para indústria. O Ortiva TOP é a aposta principal da empresa na actual campanha. Trata-se de um fungicida polivalente, adequado às necessidades desta cultura  e com provas já dadas  noutras culturas. 

«Esperamos que mais agricultores venham a experimentar o Ortiva Top  e verificar em campo a polivalência do produto para a cultura do tomate. No que diz respeito aos insecticidas contamos com a nossa referencia no controlo de lagartas - o Affirm -, que poderá ainda este ano ter um parceiro para o combate de lagarta: o Ampligo*», acrescenta Gilberto Lopes.
 
Ampligo é um insecticida de largo espectro, à base de clorantraniliprole e lambda-cialotrina, a que os agricultores podem vir a recorrer ao longo de todo o ciclo de campanha, em mais do que uma cultura (tomate indústria e milho).

As transplantações de tomate deverão iniciar-se em finais de Março, numa campanha em que se estima que a área plantada em Portugal aumentará cerca de 1000 hectares. A estimativa é dada por Alexandre Coelho, extrapolando para o panorama nacional o aumento que a própria Italagro-Fit registará este ano: mais 30.000 toneladas contratadas do que no ano passado, cujo total rondou as 300.000 toneladas. Recorde-se que em 2013 Portugal produziu cerca de 13.900 hectares de tomate.

O aumento real da área de tomate será influenciado pela diminuição que ocorrer na área de milho, uma vez que muitos agricultores do Ribatejo se dedicam a ambas as culturas. Atendendo à diminuição do preço do milho na campanha passada e ao facto de que a indústria deverá manter nos 80€/tonelada o preço médio pago às organizações de produtores, é expectável uma maior atratividade da cultura do tomate na campanha de 2014.

MG Comunicação

Nova Lei das Práticas Comerciais entra hoje em vigor


25 Fevereiro 2014, 09:00 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt


Novo diploma sobre Práticas Individuais Restritivas do Comércio (PIRC), que regula as negociações entre a distribuição e os seus fornecedores, entra hoje em vigor. Conheça as reacções dos principais representantes do sector.
O regime jurídico das práticas individuais restritivas de comércio (PIRC) entra esta terça-feira em vigor. Este diploma regulamenta as relações comerciais entre a distribuição (super e hipermercados, mas também todo o comércio não alimentar), independentemente da sua dimensão.
 
Mas não há muitas leis que após serem discutidas durante quase um ano, incluindo ida ao Parlamento, tenham suscitado tantas críticas e dúvidas jurídicas antes de entrarem em vigor.
 
Conheça as reacções dos principais representantes do sector: APED – Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição; Confagri - Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal; Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) e Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.
 
Saiba o que é considerado “prática restritiva” ou uma venda com prejuízo. Conheça também as coimas que são aplicadas.
1. O que são práticas restritivas de comércio?
O decreto-Lei nº 166/2013, publicado a 27 em Dezembro passado e que entra em vigor amanhã, dia 25 de Fevereiro, estabelece o regime jurídico das práticas individuais restritivas de comércio (PIRC). Revoga o DL 370/93, com actualização das coimas, após autorização cedida pela Assembleia da República. Na prática, o novo diploma regulamenta as relações comerciais entre a distribuição (super e hipermercados, mas também todo o comércio não alimentar), independentemente da sua dimensão. Todos os contratos têm agora 12 meses para serem revistos ao abrigo da nova legislação. A lei é avaliada após dois anos de aplicação. 
 
2. O que é venda com prejuízo? 
"É proibido oferecer para venda ou vender um bem a uma empresa ou a um consumidor por um preço inferior ao seu preço de compra efectivo, acrescido dos impostos aplicáveis a essa venda e, se for caso disso, dos encargos relacionados com o transporte". Além de tentar clarificar a noção de "preço de compra efectivo", o legislador estendeu a avaliação do que é "venda com prejuízo" à prática dos "descontos com cartão". O artigo 5º - relativo à venda com prejuízo - é aquele cuja interpretação da aplicação da lei se arrisca a ser mais contestada em tribunal, pela indefinição da terminologia, segundo alguns juristas. 
 
3. O que são práticas negociais abusivas?
Foco de tensão entre os produtores agrícolas e industriais e a grande distribuição, as práticas negociais têm enveredado para o conceito de "abusivas" nos últimos anos, de acordo com alguns representantes dos fornecedores. Num debate recente, um dos juristas defendia que o legislador até tinha sido "mais explícito" no articulado do novo DL, mas também "mais desastrado". O artigo 7º sobre "práticas negociais abusivas" arrisca-se a fazer "as delícias dos juristas", com termos que vão levar meses a interpretar num tribunal: desde já, que é uma "imposição unilateral", como prática negocial proibida, num contrato assinado? E como se prova?
 
4. O valor das coimas foi revisto no novo diploma?  
Esta é a questão central do novo diploma. Se o valor máximo a pagar por um grupo de distribuição se mantivesse nos 30 mil euros, como na lei que vai ser revogada amanhã, o novo texto regulamentar teria sido tão "esmiuçado" por juristas nas últimas três semanas? É de 2,5 milhões de euros a coima máxima a que os operadores agora incorrem se forem classificados como "grande empresa": ou seja, se tiverem 250 trabalhadores e um volume de negócios a partir de 50 milhões de euros. No "ranking" da APED (de 2011), as primeiras 18 companhias facturavam mais do que aquele valor em Portugal (alimentar e especializado).  
 
5. Quem faz a instrução, decide e julga os processos?
"Compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a fiscalização do cumprimento do diploma" das PIRC - o que já acontecia até agora. Mas a ASAE fica também, a partir de amanhã, com competências que até agora eram da Autoridade da Concorrência: a "instrução dos processos de contra-ordenação" e a "a decisão de aplicação das coimas", que agora é da responsabilidade do inspector-geral. Aos tribunais de pequena instância criminal cabe a tarefa de interpretar a aplicação da nova legislação. Uma vez que a decisão deixa de ser da AdC o recurso para o Tribunal da Concorrência não se aplica. 

Dois terços da madeira extraída em Moçambique é ilegal - Investigação



Cerca de dois terços de toda a extração de madeira em Moçambique é ilegal, conclui um estudo da Universidade Eduardo Mondlane divulgado hoje, que aponta o consumo doméstico e a exportação como principais causas de desflorestação no país.

De acordo com a instituição académica, o abate ilegal de árvores aumentou 88 por cento entre os anos de 2007 e de 2012, estando o consumo doméstico e a exportação de madeira no topo da lista de razões para a crescente desflorestação que se verifica em Moçambique.

Para comprovar o descontrolo da atividade, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) mostra que, em 2012, o Governo moçambicano autorizou o abate de 300 mil metros cúbicos de madeira, mas, na realidade, o número atingiu 900 mil metros cúbicos.

Agência Lusa

Parlamento Europeu aprova majoração do co-financiamento para projectos das pescas em Portugal



O Parlamento Europeu aprovou hoje regras que prevêem a continuidade da majoração em dez pontos percentuais das taxas de co-financiamento comunitário para projectos no sector das pescas nos países sob assistência financeira, como Portugal.

A medida visa facultar a disponibilização antecipada de recursos financeiros e facilitar a execução dos programas operacionais no âmbito do Fundo Europeu das Pescas. Maria do Céu Patrão Neves é a relatora do Parlamento Europeu sobre esta proposta.

As regras hoje aprovadas por 463 votos a favor, 22 contra e 2 abstenções permitem à Comissão Europeia continuar a aplicar uma majoração de dez pontos percentuais nas taxas de co-financiamento dos eixos prioritários dos programas operacionais apoiados pelo Fundo Europeu das Pescas, até ao final do período de elegibilidade e à apresentação do pedido de pagamento final das despesas declaradas, mesmo que nessa data o Estado-Membro já não esteja sob assistência financeira.

A continuidade do co-financiamento majorado irá reduzir o esforço exigido aos orçamentos nacionais de Portugal, Grécia, Chipre e Irlanda, sem contudo alterar o nível global de financiamento da UE.

A proposta "reconhece que a crise económica que afecta a Europa dificulta a disponibilização pelos Estados-Membros dos recursos financeiros necessários à boa execução dos programas operacionais do Fundo Europeu das Pescas, visando auxiliar os países sob assistência financeira a promover investimentos e desenvolver projectos no sector das pescas", disse Maria do Céu Patrão Neves (PPE), relatora da comissão parlamentar das Pescas.

Esta medida "constitui um útil contributo para a simplificação e celeridade do financiamento, permitindo imprimir uma importante dinamização aos projectos e investimentos no sector das pescas e, consequentemente, contribuindo para a promoção do crescimento económico e criação de emprego em regiões onde a actividade piscatória representa uma dimensão socioeconómica relevante, como é o caso dos Açores", acrescentou.

Fonte:  PE

Distribuição: Nova lei sobre comércio restritivo entra hoje em vigor


A lei das práticas individuais restritivas do comércio (PIRC), que proíbe vendas com prejuízos e prevê coimas para as empresas entre 500 e 2,5 milhões de euros, entra esta terça-feira em vigor.

O novo decreto-lei, que tem gerado um intenso debate no sector da distribuição e dúvidas entre juristas, «clarifica a noção de venda com prejuízo, em particular do que se entende por preço de compra efectivo, no sentido de facilitar a sua interpretação e fiscalização, tendo em consideração, entre outros, os descontos diferidos no tempo, quantos estes sejam determináveis no momento da emissão da respectiva factura».
O diploma refere que agora «passa a resultar claro que a determinação do preço de venda de um determinado produto tem em consideração os descontos concedidos a esse mesmo produto, mesmo que consistam na atribuição de um direito de compensação em aquisição posterior de bens equivalentes ou de outra natureza».
Em relação às contra-ordenações, o novo decreto-lei aumenta o valor das penalizações, prevê a adopção de medidas cautelares e de aplicação de sanções pecuniárias e compulsórias.
No diploma anterior, as coimas variavam entre os 250 e 3.740 euros para as pessoas individuais e entre 250 e 15.000 euros para as empresas.
Agora, o novo diploma aplica às pessoas individuais coimas entre 250 e 20.000 euros e estratifica as contra-ordenações consoante o tipo de empresas. Assim, as coimas das microempresas oscilam entre os 500 e 50.000 euros e as das pequenas empresas variam entre os 750 e os 150.000 euros.
Já no caso das médias empresas, o novo diploma prevê um mínimo de 1.000 euros e os 450.000 euros, enquanto para as empresas de grande dimensão, oscila entre os 2.500 e os 2,5 milhões de euros.
O diploma prevê a transferência da Autoridade da Concorrência para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) da competência para a instrução dos processos de contra-ordenação, «uma vez que este regime pretende proteger directamente os agentes económicos e garantir a transparência nas relações comerciais, sempre que não esteja em causa uma afectação sensível da concorrência», explica o diploma.
«Introduz-se uma norma inovadora, que visa consagrar a institucionalização da auto-regulação nesta área», acrescenta.
A lei prevê que a aplicação do diploma «deve ser objecto de um acompanhamento que permite os ajustamentos necessários à sua eficácia», ficando estabelecido que a Direcção-geral das Actividades Económicas, articulada com a ASAE, irá fazer um relatório no final do segundo ano da entrada em vigor, ou seja, em 2016.
Diário Digital com Lusa

Carne mal passada pode causar risco de demência e Alzheimer


Publicado às 18.25
 
 
foto BRUNO SIMÕES CASTANHEIRA/GLOBAL IMAGENS
Carne mal passada pode causar risco de demência e Alzheimer

A carne mal passada no forno, grelha ou frigideira produz substâncias químicas que podem aumentar o risco de demência e Alzheimer, sugere um estudo publicado esta quarta-feira por investigadores norte-americanos.

Os especialistas do Departamento da Divisão de Geriatria e Diabetes Experimental alimentaram ratos com uma dieta rica em produtos finais da glicação avançada (AGE), que têm sido associados a doenças como a diabetes tipo 2, e verificaram que as AGE tinham uma dosagem de proteínas consideradas perigosas para o cérebro e função cognitiva.

Uma dieta rica em AGE afeta a química do cérebro, resumem os especialistas que assinalam que os resultados foram "convincentes", mas não forneceram "respostas definitivas".

De acordo com a BBC, especialistas da Escola de Medicina Icahn no hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, testaram o efeito de AGE em ratos e pessoas, e publicaram a experiência com animais na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos.

Segundo os investigadores, as experiências revelaram uma acumulação de 'beta amilóide', uma proteína que é descrita como característica da doença de Alzheimer.

"Concluímos que a demência relacionada com a idade pode ser causalmente associada a altos níveis de alimentos com AGE", anunciaram os investigadores, sublinhando que "é importante ressalvar que a redução de AGE derivados de alimentos é viável e pode fornecer uma estratégia de tratamento eficaz".

O responsável pela instituição de pesquisa sobre a doença de Alzheimer na Grã-Bretanha, Simon Ridley, lembrou que em estudos anteriores a diabetes foi associada a um risco acrescido de demência, pelo que "este pequeno estudo fornece uma nova visão sobre alguns dos possíveis processos moleculares que podem ligar as duas doenças".

"É importante notar que as pessoas que participaram neste estudo não têm demência. Este assunto até agora não foi bem estudado em seres humanos e ainda não sabemos se a quantidade de AGE na dieta pode afetar o nosso risco de demência", afirmou Simon Ridley.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Agenda Secretário de Estado da Agricultura 25.02.2014

Fevereiro 24
16:49
2014

10h30: O Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque irá visitar esta terça-feira, a Associação de Vitivinicultores do Concelho de Palmela (AVIPE) onde irá assistir “in loco” e pela primeira vez à submissão de uma candidatura VITIS (Regime de Apoio à Reestruturação e Reconversão das Vinhas) de forma desmaterializada.

Local: AVIPE – Rua Dom João de Castro, nº 12 – Palmela

É a primeira vez que as candidaturas ao VITIS são submetidas de forma desmaterializada. Este novo procedimento significa uma agilização e simplificação tanto para os beneficiários como para a administração.

Desmaterializar a submissão destas candidaturas terá impactos positivos para os viticultores pois quanto mais cedo se iniciar a campanha, quanto mais cedo os viticultores apresentarem as suas candidaturas, mais cedo se farão os controlos e mais cedo a administração estará preparada para viabilizar os apoios comunitários.

A submissão online destas candidaturas pode ser feita, desde o passado dia 5 de fevereiro até dia 10 de março de 2014, pelo próprio beneficiário ou pelas entidades acreditadas pelo IFAP: Direções Regionais de Agricultura e Pescas e Organizações de Produtores (AJAP, CAP, CNA, CNJ e CONFAGRI).

Outros dados relevantes sobre o sector:

Esta medida do VITIS tem sido uma medida emblemática do sector, com plena execução e que tem contribuído para a melhoria da qualidade do nosso vinho.

Essa melhoria na qualidade dos nossos vinhos tem-se repercutido em exportações, que em 2013 registaram um aumento de 2,4%, atingindo os 725 milhões de euros.

Comunicado enviado pelo gabinete do Sr. Secretario de Estado da Agricultura

InterCork II vai levar a cortiça a nove mercados



A Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) vai apresentar, amanhã, às 10h30, as acções que vão ser levadas a cabo no projecto InterCork II – Promoção Internacional da Cortiça. Esta campanha de comunicação, orçada em 7,3 milhões de euros - financiada em 80 por cento pelo programa Compete (Programa Operacional Temático Factores de Competitividade) e 20 por cento pelos associados da Apcor - vai promover a cortiça em nove mercados internacionais.

O evento vai realizar-se nas instalações da Apcor e conta com a presença do ministro da Economia, António Pires de Lima, do secretário de Estado da Inovação Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e do presidente da Apcor, João Rui Ferreira.

O InterCork II é já a sexta campanha de comunicação desenvolvida desde 1999 e será um projecto para dar continuidade às acções executadas. O projecto visará alguns mercados de continuidade como: Alemanha, EUA e Canadá, França, Itália e China; e novos mercados como o Brasil, a Suécia e Dinamarca; sendo que nos dois primeiros será desenvolvido uma campanha para a promoção de rolhas e de materiais de construção, e nos restantes a promoção terá como alvo as rolhas de cortiça.

Algumas acções previstas:

Embaixadores – figuras públicas que vão assumir a sua preferência pela cortiça: Carlo Cracco (Itália), Carlos Cabral (Brasil), Eva Brennen (Alemanha), entre outros.
Online – aumentar o número de fãs nas várias redes sociais (neste momento são mais de 116 mil) e lançar páginas em redes como o Instragram e Pinterest;
Parcerias – com instituições vinícolas e cadeias de lojas de retalho, como BevMo (USA) e Pão-de-Açúcar (Brasil);
Feiras – presença em feiras de relevo: ViniSud, Viteff, Vinitech (França); Mainzer Weinbörse, ProWein (Alemanha); Wine IN, Expovinis (Brasil); Chinese Wine Summit (Shanghai), Top Wine (Beijing) (China); Surfaces (EUA/Canadá).
Tours/Roadshows - sensibilização dos consumidores, sommeliers e produtores vinícolas, Roadshow na França (recurso a um stand com realidade aumentada) e Decor[k] Tour nos EUA/Canadá.
Eventos - participação/organização de eventos Earth Day (EUA); Salone del Mobile, Taste, Slow Wine, Sugheritivos (Itália); Shanghai Wine Week (participação do top 50 dos melhores bares e restaurantes de Shanghai) (China).
Ao nível do público-alvo, a campanha será focada no consumidor e líderes de opinião, uma vez que os primeiros continuam a ser os maiores aliados da cortiça - como demonstrado nos estudos realizados no InterCork I onde, em média, 83 por cento dos consumidores preferem a cortiça; e os segundos, porque continuam a ser os principais influenciadores junto das caves, supermercados e mesmo dos consumidores.

As mensagens chave continuarão a focar a trilogia “Cortiça: cultura, natureza e futuro” e irão apresenta-la como um material natural, ecológico, amigo do ambiente, mas que também tem provas dadas da sua qualidade e performance, nos seus variados produtos, e, ainda, como material de design e de inovação, capaz de estar presente nas mais variadas aplicações.

“O reconhecimento de uma fileira única a nível mundial, da grande evolução e inovação gerada, quer nos produtos mais tradicionais como as rolhas, quer nas mais variadas aplicações em distintos sectores, tem de ser alicerçada numa política de comunicação continua e consistente. O Intercork II irá permitir-nos solidificar a preferência e reconhecimento dos consumidores pelos produtos de cortiça e dessa forma acrescentar valor aos nossos clientes, com principal relevância para o mundo do vinho”, refere o presidente da Apcor, João Rui Ferreira.

Fonte:  apcor

Candidaturas ao VITIS feitas de forma desmaterializada


O Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, visita hoje a Associação de Vitivinicultores do Concelho de Palmela (AVIPE) onde irá assistir “in loco” e pela primeira vez à submissão de uma candidatura VITIS (Regime de Apoio à Reestruturação e Reconversão das Vinhas) de forma desmaterializada.

É a primeira vez que as candidaturas ao VITIS são submetidas de forma desmaterializada. Este novo procedimento significa uma agilização e simplificação tanto para os beneficiários como para a administração.

Desmaterializar a submissão destas candidaturas terá impactos positivos para os viticultores pois quanto mais cedo se iniciar a campanha, quanto mais cedo os viticultores apresentarem as suas candidaturas, mais cedo se farão os controlos e mais cedo a administração estará preparada para viabilizar os apoios comunitários.

A submissão online destas candidaturas pode ser feita, desde o passado dia 5 de Fevereiro até dia 10 de Março de 2014, pelo próprio beneficiário ou pelas entidades acreditadas pelo IFAP: Direcções Regionais de Agricultura e Pescas e Organizações de Produtores (AJAP, CAP, CNA, CNJ e CONFAGRI).

Esta medida do VITIS tem sido uma medida emblemática do sector, com plena execução e que tem contribuído para a melhoria da qualidade do nosso vinho.

Essa melhoria na qualidade dos nossos vinhos tem-se repercutido em exportações, que em 2013 registaram um aumento de 2,4%, atingindo os 725 milhões de euros.

Fonte:  MAM