quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pipocas nacionais nos cinemas da NOS


Através de uma parceria entre a NOS Lusomundo Cinemas e a Agromais, e com a participação de agricultores da região, que permitiu o desenvolvimento da investigação e know how específicos, vai ser possível passar a ter nos Cinemas NOS pipocas nacionais. Até agora o milho – cerca de 400 toneladas por ano – era importado.

Este projecto de incentivo à produção nacional vai ser apresentado amanhã 23 de Outubro nas instalações da Agromais em Riachos, Golegã, num encontro que contará com a presença da Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, do Presidente da NOS Lusomundo Cinemas, Pedro Mota Carmo, e do Director-Geral da Agromais Jorge Neves.

Fonte:  NOS

FAO: Agricultura biológica tem capacidade para alimentar a população em 2050

 21-10-2014 

 
A representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, Nadia Scialabba, apresentou os preliminares de um estudo modelo, a publicar antes do final do ano, sobre o que acontecerá em 2050 se toda a produção agrícola se converte-se em biológica.

Scialabba assegura que a agricultura biológica poderia pode produzir alimentos suficientes para a população de 9,2 mil milhões de pessoas em 2050, mas com dietas com uma redução de 30 por cento nos produtos de carne. Para isso, deve-se realizar uma correcta gestão da superfície, assim como gerir de forma eficaz os nutrientes desperdiçados das culturas.

A especialista da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) falava no "XI Congresso da Sociedade espanhola de Agricultura Biológica" (SEAE), observou que a agricultura familiar deveria estar na cabeça da agricultura global para levar a cabo este desafio em 2050.

Por outro lado, Jean van Mark, da AS-PTA, Brasil, insistiu em «que a agroecologia mostrou-se capaz de responder à procura crescente de alimentos de forma sustentável e a preços razoáveis». Destacou que nos encontramos num momento de risco para o futuro porque os agricultores diminuíram a sua participação nas decisões e que a biodiversidade deveria estar nas suas mãos. De outra forma, disse, «a luta está perdida», assinalando que a agricultura biológica funciona de forma eficiente a pequena escala e tem de ser assumida massivamente pelos agricultores familiares».  

A SEAE celebra em cada dois anos, desde 1994, os seus congresso cientifico-técnicos, nos quais partilham e debatem entre as partes interessadas os resultados das suas investigações e expõem as recentes inovações que favoreçam o sector.

Fonte: Agrodigital

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Lousã Souto para produção de castanhas vai ocupar área de 70 hectares


Um souto para produção de castanhas e madeira vai ser plantado, em 2016, nos baldios da freguesia de Serpins, anunciou hoje o presidente da Câmara da Lousã na apresentação de duas iniciativas de promoção de produtos locais.

ECONOMIA Souto para produção de castanhas vai ocupar área de 70 hectares Lusa
20:42 - 20 de Outubro de 2014 | Por Lusa

Ao divulgar o festival gastronómico "Sabores de Outono" e a 25.ª Feira do Mel e da Castanha da Lousã, o autarca Luís Antunes disse que aquele projeto visa "valorizar a fileira do castanheiro", abrangendo uma área de 70 hectares de propriedade comunitária.

Presente numa conferência de imprensa, no Hotel Palácio da Lousã, no centro histórico desta vila do distrito de Coimbra, o responsável do empreendimento florestal, João Dinis, disse que a plantação se destina à produção de castanha, mas também madeira de castanho poderá ser explorada, em função da altitude e de outros fatores.

João Dinis estima que "o investimento rondará os 400 mil euros", com a plantação de 7.500 árvores, o que deverá concretizar-se no primeiro trimestre de 2016, ao abrigo da nova "estratégia nacional de florestação" e recorrendo a apoios da União Europeia.

O futuro souto, a plantar no âmbito de uma parceria entre a Junta de Freguesia de Serpins, a Câmara da Lousã e a empresa de João Dinis, contribuirá também para "consolidar a estratégia da autarquia de apostar nos produtos endógenos" da Serra da Lousã, sublinhou o socialista Luís Antunes, questionado pela agência Lusa.

O presidente da Câmara Municipal salientou que se trata de "um projeto-piloto de aposta na fileira do castanheiro" que importa assumir "como expressão da Serra da Lousã".

O festival gastronómico "Sabores de Outono" vai decorrer entre 24 de outubro e 02 de novembro, envolvendo 12 restaurantes do concelho.

Contando para já com 16 produtores de mel inscritos, incluindo a Cooperativa Lousãmel, responsável pela gestão da região do mel certificado da Serra da Lousã (mel com denominação de origem protegida, DOP), oito produtores de castanha, tasquinhas e diversas entidades, a 25.ª Feira do Mel e da Castanha da Lousã realiza-se nos dias 07, 08 e 09 de novembro.

"Existem sabores muito próprios nesta zona do país", afirmou o diretor do Palácio da Lousã, Pedro Marques.

A diretora executiva da Lousãmel, Ana Paula Sançana, realçou que o mel DOP Serra da Lousã, à base de urzes, "não é reproduzível em mais lado".

Organizadas pela Câmara Municipal, as duas realizações são apoiadas pela Cooperativa Lousãmel, Turismo Centro de Portugal, Baldios da Lousã e de Vilarinho, rede Aldeias do Xisto e Licor Beirão, entre outras empresas e instituições.

Produzir flores comestíveis em Trás-os-Montes


por João Barbosa
21 de Outubro - 2014
Agricultura e culinária estão juntas numa pequena propriedade em Vila Real. Desde ervas aromáticas a flores comestíveis, a investigação gastronómica é permanente. A empresa tem instaladas cerca de 250 plantas diferentes,  mas apenas perto de 60 se encontram em produção. "As outras mantemo-las como 'energia potencial' ou como 'plantas de companhia'", revela a produtora, Graça Saraiva.

 
Em Fonteita, no concelho de Vila Real, investigam-se ervas aromáticas e flores comestíveis. A culinária e a agricultura funcionam em parceria desde 2006, quando foi fundada a Ervas Finas.

Com uma área de cultivo de 13.000 metros quadrados (terra própria), sendo 2.000 metros quadrados de estufa. "O solo é argiloso, pesado, mas com elevado potencial nutritivo. Como o nosso 'jardim' surgiu num espaço em que antes havia um pinhal, houve que corrigir muito o solo, para que ele se tornasse de textura mais leve, menos ácido e mais fértil. Para isso recorremos logo no início à correção do pH, à instalação de um prado de leguminosas em toda a área de cultivo e à preparação de toneladas de composto com os restos florestais e excrementos de uma pecuária extensiva".

A Ervas Finas produz a sua própria compostagem e utiliza, como meio de rega, os sistemas por gota-a-gota, aspersão e nebulização.

"O consumo é muito variável, conforme as culturas, a técnica cultural associada e a estação do ano. Os legumes de folha para salada ('baby leaves'), os microverdes e as ervas mais finas são as espécies de maior consumo. As aromáticas vivazes ou com raízes mais profundas e as flores comestíveis, associadas a técnicas de economia de água (rega gota-a-gota, uso de telas anti ervas, mulshing, consorciação de culturas, são naturalmente as que consomem menos água".

Uma paleta vegetal

A empresa tem instaladas cerca de 250 plantas diferentes, "entre espécies e variedades de ervas aromáticas e de flores comestíveis", refere Graça Saraiva. Deste total apenas perto de 60 se encontram em produção, revela a agricultora. "As outras mantemo-las como 'energia potencial' ou como 'plantas de companhia'".

Graça Saraiva explica que a Ervas Finas é "uma espécie de jardim de biodiversidade com interesse alimentar, feito de ervas aromáticas, flores comestíveis, frutos silvestres, folhas bebé e microverdes, característicos da flora portuguesa e dos mais diversos lugares do planeta".

O cultivo é todo feito em modo biológico. Na exploração existe um espaço de 'interpretação e desenvolvimento', do qual faz parte uma cozinha experimental, onde se testam as ervas, as flores e outros ingredientes, com técnicas e procedimentos, que se traduzem em produtos genuínos e ensinamentos que se partilham". Com base nos resultados, a empresa apresenta as propostas à hotelaria e à restauração.

Para além das vendas das plantas alimentares, nas épocas de maior abundância a Ervas Finas produz geleias, xaropes, açúcares, infusões, condimentos e "outras maravilhas que pretende oferecer o ano inteiro aos seus clientes, como se fossem 'mimos em caixinhas'" – afirma Graça Saraiva.

A agricultora adianta que as espécies são selecionadas "pelo seu atual ou potencial gastronómico. Este potencial pode encontrar-se nas suas raízes, caules, folhas, flores ou sementes, no estado fresco ou preservado". Os objectivos da empresa passam por "confirmar ou descobrir este potencial, recorrendo a ensaios, parcerias ou a bibliografia especializada" – salienta Graça Saraiva.

Veja a reportagem completa na edição de outubro da revista Vida Rural.

França obriga a renegociar preços dos produtos alimentares se as matérias-primas subirem


por Ana Rita Costa
21 de Outubro - 2014
Foi publicado em França um decreto de lei que obriga os produtores e industriais, e por sua vez os industriais e os distribuidores, a renegociar os preços dos produtos caso ocorra um aumento elevado no preço das matérias-primas, tanto agrícolas como alimentares. A legislação aplica-se, sobretudo, ao leite, a produtos lácteos, a carne e a ovos.

 
Segundo o documento, entende-se como 'elevado aumento de preço' quando um preço é, durante três meses consecutivos, superior à média dos preços das últimas cinco campanhas.

O decreto entra em vigor em 2015 e já tem efeito sobre os contratos que estão a ser fechados para começarem em fevereiro de 2015. O novo regulamento obriga a que as cooperativas tenham em conta a evolução dos preços das matérias-primas e define que têm que ser os produtores, os industriais e os distribuidores a definir nos seus diferentes contratos as modalidades de aplicação.

5º Congresso da Indústria Portuguesa Agroalimentar realiza-se a 28 de outubro


por Ana Rita Costa
21 de Outubro - 2014
O 5º Congresso da Indústria Portuguesa Agroalimentar, organizado pela FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, realiza-se no próximo dia 28 de outubro no Convento do Beato, em Lisboa.

 
O evento contará com a participação de personalidades como Assunção Cristas, ministra da Agricultura, Jorge Tomás Henriques, Presidente da FIPA, António Saraiva, Presidente da CIP, Nuno Netto, partner da Deloitte, Hélder Muteia, Representante da FAO em Portugal, Daniel Bessa, Diretor-geral da COTEC, João Abecasis, CEO da Unicer, António Casanova, CEO da Unilever Jerónimo Martins e António Simões, Presidente da Sovena.

Em discussão estarão temas como "A importância da indústria agroalimentar para o crescimento da economia", "Ambição 2020 - Na rota do crescimento", "O futuro dos Sistemas Alimentares", "O novo ciclo de competitividade e crescimento", "Responder aos desa­fios da economia", "Responder aos desa­fios dos consumidores" e "Responder aos desa­fios da sustentabilidade".

Para mais informações visite o site http://www.eventosfipa.com/

Compromisso junta entidades de várias áreas contra desperdício alimentar


Os municípios e entidades ligadas à educação, economia, saúde, agricultura e solidariedade social vão aderir na quinta-feira a um compromisso para tentar reduzir o desperdício alimentar, anunciou o secretário de Estado da Alimentação.
"É um compromisso que corre toda a sociedade e responsabiliza todos os segmentos" e irá ser proposto um conjunto de medidas e sugestões para que o comabte ao desperdício alimentar "seja mais lato", acrescentou Nuno Vieira e Brito, em declarações á agência Lusa.
O documento será assinado na quinta-feira, Dia Mundial da Alimentação, em Lisboa, durante o Fórum "Inovação Agroalimentar: Oportunidades e Desafios no Combate ao Desperdício", uma iniciativa que irá juntar em debate investigação, produção, transformação, distribuição, restauração, defesa do consumidor e organizações não governamentais (ONG).
"Irá ser assinado um compromisso ético relacionado com o desperdício alimentar", com a presença da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e diferentes entidades governamentais de vários ministérios, da educação è economia, passando pela solidariedade social ou pela saúde, e entidades como a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ou a Direção Geral do Consumidor.
Com o objetivo de trabalharem para a redução do desperdício alimentar também aderiram ao projeto entidades privadas como a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, a Confederação dos Agricultures Portugueses (CAP), Confagri (cooperativas agrícolas), Condeferação Nacional da Agricultura (CNA), a associação de defesa do consumidor DECO, União das Misericórdias Portuguesas ou Banco Alimentar Contra a Fome, Associação Nacional de Municípios Portugueses e estabelecimentos do ensino superior.
O dia vai ser dedicado ao desperdício alimentar, com debate e várias apresentações relacionadas com algumas boas práticas para reduzir o desperdício alimentar nas áreas da produção, distribuição ou da segurança social, resumiu o secretário de Estado da Alimentação.
Durante o fórum serão apresentados projetos "muito positivos e que têm reduzido de uma forma muito clara" o desperdício alimentar, acrescentou Nuno Vieira e Brito.
Para os responsáveis governamentais, a produção e a distribuição são duas áreas que entendidas como fundamentais na tarefa de reduzir o desperdício de alimentos.

Três formas de manter 'certinhos' os níveis de colesterol


     
SOL             SOL | 20/10/2014 19:35:54 16348 Visitas   
Consumir grão só lhe faz bem
Foto: Shutterstock
Três formas de manter 'certinhos' os níveis de colesterol
Nunca devemos dispensar os medicamentos receitados pelo médico. Mas existem alguns hábitos que podem ajudar os níveis de colesterol a manterem-se no sítio certo – não muito baixo (já que ajuda no processo de digestão e na produção de vitamina D), nem muito alto (pois pode entupir as artérias e provocar doenças cardiovasculares).

De acordo com o médico Memeth Oz, citado pelo site da apresentadora Oprah Winfrey, existem três rotinas que devem fazer parte do nosso dia-a-dia, de forma a conseguirmos este equilíbrio:

1. Consumir muitas leguminosas: Feijões, lentilhas e grão ocupam o topo da lista. Ingerir pelo menos uma vez por dia estes alimentos ajuda a diminuir o 'colesterol mau' em pelo menos 5%.

2. Uma maçã por dia, não faz ideia do bem que lhe fazia: Um estudo realizado em 2013 comparou os resultados do consumo diário de estatina - fármacos usados no tratamento da hipercolesterolemia e na prevenção da aterosclerose – e de maçãs. Conclusão: têm exactamente o mesmo efeito no que diz respeito à prevenção de ataques cardíacos, enfartes e outras doenças cardiovasculares.

3. Mexa-se: Fazer exercício aumenta os níveis do 'colesterol bom', explica o médico norte-americano. De acordo com estudos recentes, citados pelo site, cada vez que o 'colesterol bom' sobe, o risco de doenças cardíacas diminui cerca de 3%. Dr. Oz recomenda pelo menos 30 minutos de exercício por dia, cinco vezes por semana. 

Setembro registado como o mês mais quente desde 1880



© Valentin Flauraud / Reuters
O passado mês de setembro registou a maior temperatura média global da superfície terrestre e oceânica do que qualquer outro  desde o início dos registos, em 1880, anunciou hoje um relatório do departamento do governo americano.
  
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Os mesmos registos, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em inglês), revelam que Setembro apresenta há 38 anos uma temperatura global acima da média do século XX.

"Com exceção de fevereiro, todos os meses de 2014 têm estado entre os mais quentes, com maio, junho, agosto e setembro a registarem as temperaturas mais altas", anunciou o relatório da NOAA.

No relatório lê-se que a maior parte da Terra estava mais quente em setembro que o normal, à exceção da parte central da Rússia, algumas áreas do leste e norte do Canadá e uma pequena região da Namíbia.

"O recorde de temperatura foi notório no nordeste da África, nas regiões costeiras  do sudeste da América do Sul, no sudoeste da Austrália, em partes do Médio Oriente e regiões do sudeste da Ásia", salienta-se no documento.

No que toca aos oceanos, a temperatura global média em setembro foi de 0,6 graus, acima da média do século XX, o valor mais alto para os meses de setembro.

Segundo o relatório, o valor recorde foi  medido nas maiores bacias oceânicas, especialmente as da região nordeste e equatorial do aceano Pacífico.


Lusa

Agricultura Costa do Marfim perdeu 3/4 da floresta em 50 anos


Mais de três quartos da floresta da Costa do Marfim desapareceram nos últimos 50 anos, devido à agricultura extensiva e à urbanização, disse hoje o primeiro-ministro do país, Daniel Kablan Duncan.
MUNDO Costa do Marfim perdeu 3/4 da floresta em 50 anos Lusa
21:41 - 20 de Outubro de 2014 | Por Lusa
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A floresta costa-marfinense conheceu uma "degradação contínua", passando de "16,5 milhões de hectares na independência", em 1960, para "dois milhões hoje", o que representa "menos de 13% do território", quando chegou a ser "78%", afirmou Duncan durante uma cerimónia pública.

A desflorestação e a prática de uma "agricultura extensiva e urbanização acelerada" contribuíram em muito para esta "degradação", deplorou o chefe do governo.

O executivo definiu uma política de "gestão durável e racional dos recursos florestais", para colocar "a cobertura do território acima do patamar internacional de 20%", anunciou Duncan.

Em 2008, a Sociedade Marfinense de Desenvolvimento das Plantações Florestais avaliou em 300 mil hectares a superfície florestal que desaparecia anualmente, devido à "exploração abusiva" da madeira, associada à produção de carvão ou ao corte de árvores para exportação.

A desflorestação é também causada pelos agricultores, que recorrem ao fogo para conseguir espaço para culturas de cacau, do qual a Costa do Marfim é o primeiro produtor mundial.

Algumas florestas classificadas, como a do Parque Nacional do Monte Peko, no oeste do país, ou a do Maraoué, no centro, desapareceram quase na totalidade em resultado da cultura do cacau.

A agricultura garante "mais de 30% do produto interno bruto, 70% das receitas de exportação e ocupa mais de 60% da população ativa", destacou Duncan.

Durante a campanha 2013-2014 do cacau foram recolhidas cerca de 1,74 milhões de toneladas de cacau, o que foi um recorde histórico para a Costa do Marfim.

Além do cacau, também a castanha de caju, da qual o país é o segundo produtor mundial, conheceu uma produção record este ano.

Agricultores queixam-se de quebras brutais na produção de castanha na Padrela


17-10-2014 17:17 | Norte
Fonte: Agência Lusa 
Valpaços, 17 out (Lusa) -- Agricultores da Serra da Padrela, distrito de Vila Real, queixam-se de "quebras brutais" na produção de castanha por causa do clima atípico, uma situação que preocupa muitas famílias que têm neste fruto "a única" fonte de rendimento.

Os produtores falam num "cenário desolador" que afetou principalmente as zonas mais altas e frias da Padrela e apontam o dedo ao clima instável que se sentiu neste verão, com dias frios e de nevoeiro, intercalados com calor.

"A situação está complicada. Não há castanha. Nós praticamente só vivemos da castanha e temos esta calamidade", afirmou aos jornalistas António Maia, 66 anos e agricultor de Vilarinho do Monte, na freguesia de São João da Corveira (Valpaços).

No ano passado, acrescentou, colheu cerca de "20 mil euros de castanha e este ano se fizer mil euros de castanha já é muito".

Enquanto fala, este lavrador abre um ouriço e mostra que o fruto "não vingou", não cresceu.

Ao seu lado, dezenas de outros produtores queixam-se também de "quebras brutais" na ordem dos "90%" e que, em alguns casos, "são totais".

"Na parte mais fria temos situações de perda de 100% na produção", afirmou o presidente da junta de São João da Corveira, Hernâni Sousa.

A Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela estende-se por cinco mil hectares, estendendo-se por freguesias de Valpaços, Chaves, Murça e Vila Pouca de Aguiar.

Nesta zona, segundo o autarca, a produção média anual de castanha ronda os "cerca de 10 milhões de quilos de castanha" o que representa um volume de negócios de vários milhões de euros.

"Isto é o investimento de um ano inteiro e serve para milhares de famílias passarem o resto do ano. Não há mais nada que compense o trabalho deles. Para muitos esta é a principal fonte de rendimento, a única talvez", salientou Hernâni Sousa.

Por isso mesmo, o presidente disse que "muitas pessoas vão ter sérias dificuldades para pagar as prestações à Segurança Social, as contas de água, luz e os estudos dos filhos". "Tudo isso depende diretamente do dinheiro das castanhas", frisou.

Como a produção é pouca, os produtores não estão também a contratar trabalhadores para a apanha. "É uma situação grave que afetou toda a gente. Direta ou indiretamente todos dependemos disto", sublinhou.

Enquanto olha para o souto "vazio de fruto", Teresa Santos, 47 anos, deixa cair algumas lágrimas pelo rosto.

"Estes castanheiros que estamos a ver são meus. Isto é um cenário desolador. Eu também é só do que vivo", referiu.

Com dois filhos e o marido desempregado, esta agricultora afirmou que era com o dinheiro da venda de castanha que se ia "governando de ano a ano".

No ano passado colheu à volta de 17 mil quilos de castanha e deu trabalho a mais quatro pessoas, búlgaros, que este ano já não pode contratar.

Era preciso, alertou, que "alguém lá no Governo" olhasse para "este grave problema" que está a afetar os produtores de castanha que "não têm outra fonte de rendimento".

Também o presidente da junta defendeu que é preciso ajudar os produtores. "Queríamos que olhassem para nós, que nos ajudassem de alguma forma, porque é uma situação muito difícil para milhares de famílias", salientou.

"Tenho castanheiros em que não se apanha lá nenhuma. Era a castanhinha que nos valia. Este vai ser um ano muito complicado para quem vive de uma pensão de 200 euros", afirmou Emília Teixeira, de 72 anos.

PLI // MSP

Lusa/Fim

PSD apela a Passos para travar retirada das terras aos rendeiros

HERDADE DOS MACHADOS
20/10/2014, 23:01
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O deputado e líder do PSD-Beja enviou uma carta a Cristas pedindo a suspensão da entrega das terras pelos rendeiros reformados, prevista para dia 31. A carta foi com conhecimento para Passos Coelho.


Depois da nacionalização em 1975, os 6000 hectares da Herdade dos Machados foram divididos, em 1980, por rendeiros e proprietários
© Hugo Amaral

O deputado e líder do PSD-Beja, Mário Simões, enviou no passado dia 15 de outubro uma carta à ministra da Agricultura, Assunção Cristas, pedindo-lhe a "suspensão imediata" do despacho que está a ser usado para justificar a entrega das terras dos rendeiros reformados na Herdade dos Machados. A missiva foi endereçada a Cristas e também a Passos Coelho.

A data limite para a cessação do contrato de arrendamento destes agricultores com o Estado português, de acordo com as cartas enviadas aos rendeiros pela direção geral de Agricultura e Pescas do Alentejo, é o dia 31 de outubro de 2014, data que marca o encerramento do atual ano agrícola. Contactado pelo Observador, o ministério da Agricultura explicou que o fim do contrato é justificado pelos termos do artigo 5º do Decreto-lei nº 158/91, que diz:

"Não podem ser beneficiários de entrega para exploração quaisquer funcionários ou agentes do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação, nem reformados, nem detentores de dívidas ao Estado."

Na carta enviada pelo deputado social-democrata, e a que o Observador teve acesso, pode ler-se:

"A legislação de 1991, invocada no despacho citado, não pode (…) aplicar-se ao caso dos rendeiros da Herdade dos Machados, desde logo porque não tem efeitos retroativos."

Mário Simões faz ainda um apelo a Assunção Cristas baseado na "palavra dada" de Sá Carneiro:

"Senhora Ministra,

Somos Governo e Maioria!

A revisão Constitucional a que Sá Carneiro aludia há muito foi efetuada.

Há que honrar a palavra dada e cumprir a esperança que semeamos".

O líder do PSD-Beja esteve na Herdade dos Machados no dia 8 de outubro de 2014, onde se reuniu com as 53 famílias dos agricultores rendeiros e com Jorge Tavares da Costa, diretor-geral da Casa Agrícola Santos Jorge e representante dos proprietários da Herdade dividida por Sá Carneiro em 1980. Na sequência dessas reuniões, Mário Simões sugeriu também – na carta já referida – à ministra da Agricultura que seja criado um "grupo de trabalho constituído por um representante de cada uma das partes, coordenado e dirigido por uma personalidade isenta e competente, nomeada pelo Governo".

No dia 6 de outubro, o Observador deu conta das intenções do grupo parlamentar social-democrata de apresentar na Assembleia da República um projeto de resolução para travar a retirada de terras aos rendeiros da Herdade dos Machados. Na altura, Mário Simões confessou ter "corado de vergonha" quando foi confrontado com as cartas recebidas pelos rendeiros reformados informando-os de que teriam de ceder as terras até 31 de outubro. "Acredito no Estado de direito. Sá Carneiro deu a sua palavra e essa palavra é sagrada", disse o deputado eleito pelo círculo eleitoral de Beja.

Uma das recomendações que os sociais-democratas pretendem fazer ao Governo está relacionada com a possibilidade de os descendentes dos rendeiros poderem herdar o contrato de arrendamento. Apesar de este pedido não ficar expresso na carta enviada na semana passada por Mário Simões, o deputado faz uma alusão a esta situação, lamentando que a promessa feita por Sá Carneiro aos rendeiros em 1980 – de que as terras poderiam passar para os herdeiros e filhos e de que os rendeiros poderiam vir a adquirir as terras em plena propriedade – não tenha sido cumprida:

"Sucede porém que, por vicissitudes várias, muito embora os sucessivos governos de Portugal até à presente data tenham reconhecido a legitimidade da detenção das parcelas de terra entregues ao abrigo das disposições citadas e todos eles tenham, também, desenvolvido esforços no sentido de resolver registalmente a situação, o certo é que, a inscrição a favor dos legítimos detentores nunca foi efetuada / possibilitada."

Ao Observador, Mário Simões disse que "o importante para já é que a data de 31 de outubro seja congelada para que a poeira possa assentar". Só depois disso se poderá dar início ao processo de diálogo sugerido pelo deputado, que considera ser necessário conversar com os rendeiros para saber "quem quer ficar com a terra, quem quer comprar".

O deputado vai aguardar uma resposta do ministério da Agricultura à carta enviada antes de avançar com o projeto de resolução, que não fica afastado. "Se [a carta] tiver acolhimento, não faz sentido avançar com o projeto de resolução, mas este é um instrumento que tenho ao meu dispor e que vou usar quando achar que é oportuno", disse ao Observador.

PS assinala um ano da entrada em vigor da então denominada “lei da eucaliptização” com uma pergunta ao governo



"Qual a interpretação que o governo faz da posição hegemónica do eucalipto face às demais espécies florestais no novo regime de arborização e rearborização (RJAAR)?". A pergunta, dirigida à Ministra da Agricultura e Mar, é assinada pelo deputado Miguel Freitas, em conjunto com outros deputados socialistas, demonstrando preocupação com o facto de, passados somente seis meses do novo regime, a área associada aos processos de utilização desta espécie para plantações já represente 82% do total (4.679 hectares).

Um dos aspetos mais sensíveis deste novo regime é a possibilidade de aprovações tácitas dos pedidos de autorizações prévias, motivo pelo qual os parlamentares socialistas pretendem também saber o volume de processos que foram tacitamente aprovados, uma vez que consideram ser um importante indicador para aferir a efetiva capacidade da entidade competente em avaliar, aprovar e fiscalizar os processos entrados.

Para os socialistas, é igualmente importante que as ações de fiscalização às florestações realizadas no âmbito deste novo regime de sejam divulgadas, recordando que foi assumido pelo governo que deveria haver um "reforço da componente de acompanhamento e fiscalização da execução das intervenções florestais, em detrimento do simples controlo administrativo prévio". Referem os deputados do GPPS que as "ações de fiscalização estão a ser realizadas de forma circunstancial e não de uma forma sistemática e objetiva, sendo que até ao momento se desconhecem ações realizadas pelos técnicos qualificados do ICNF, I.P., que permanecem no dito controlo administrativo."

O deputado socialista Miguel Freitas lembrou ainda que o PS esteve contra a aprovação deste novo regime, participou ativamente no grupo de trabalho formado no âmbito da Comissão de Agricultura e Mar, tendo inclusive apresentado propostas de alteação ao diploma aquando da sua apreciação parlamentar.

Fonte:  Grupo Parlamentar do PS

Comunicado Casa do Arroz

Organização Interprofissional do Arroz

A Casa do Arroz, reunida no dia 14 de Outubro, ao analisar a situação da fileira do arroz destaca com muita preocupação o seguinte:

A situação extremamente preocupante que se vive no Baixo Mondego, com a destruição de 3.500 ha de arroz carolino, devido à doença causada por fungos e designada "piriculariose", com prejuízos estimados superiores a 13 milhões de euros com fortes implicações na fileira e nos interesses nacionais. A situação de intempérie ocorrida no Alentejo resultante de granizo e trombas de água, factos já atestados pela DRAPAL e que também causou prejuízos aos orizicultores. Face a esta situação dramática, reclama do governo medido de compensação para os prejuízos causados;

Ao tomar conhecimento da venda ao público por parte de alguns operadores, de arroz carolino (em promoção de 14 a 20 de Outubro) a 0,49 €/kg, manifesta a sua preocupação e o seu profundo protesto por mais esta situação que contribui para colocar ainda mais pressão no preço do arroz à produção.

A Direção

Paul de Magos, 14 de Outubro de 2014

Quatro empresas aderentes ao “Portugal Sou Eu” galardoadas na categoria Produto Inovação

Food & Nutrion Awards: 


Todos os prémios na categoria "Produto Inovação" da 5ª edição do Food & Nutrition Awards foram atribuídos a empresas aderentes ao "Portugal Sou Eu", ontem, dia 16 de Outubro, numa cerimónia que se realizou no Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Para o "Portugal Sou Eu", que valoriza a produção nacional e tem qualificado produtos, 76 por cento dos quais do sector alimentar, "é motivo de grande orgulho que o galardão e as menções honrosas na categoria Produto & Inovação tenham sido atribuídos a empresas aderentes ao programa, nomeadamente, por se tratar de uma iniciativa que distinguiu projectos inovadores e que associa a nutrição à alimentação como valor intrínseco dos produtos".

Empresas aderentes ao "Portugal Sou Eu" galardoadas na 5ª edição do Food & Nutrition Awards:

Galardão

Gumelo Lda (Eco Gumelo Citrus)
O Eco Gumelo, o cogumelo gourmet pronto-a-crescer, é uma forma de produzir cogumelos em casa, que resulta do desenvolvimento de um método sustentável de produção de cogumelos a partir da borra de café.

1ª Menção honrosa

FRUTAFORMAS | Azevagro – Produção e Comercialização de Produtos Agrícolas, Lda (Lingotes de Maçã & Canela)
Os Lingotes de Maçã & Canela são um exemplo concreto da inovação patente no projecto FRUTAFORMAS. Foi desenvolvido um conceito de fruta em pequenas barras, onde cada lingote equivale em termos nutricionais a uma peça de fruta.

2ª Menção honrosa

Life in a Bag, SementeVertical Unipessoal Lda (Grow Box de Microvegetais)
A grow box de microvegetais é uma forma inovadora de consumirmos vegetais, que podem ser facilmente cultivados em casa durante todo o ano.

3ª Menção Honrosa

Milaneza| Cerealis Produtos Alimentares S.A. (Massas alimentícias – Margaridas com Vegetais e Vitamina D)
As Margaridas com Vegetais são uma nova referência de massas alimentícias, dirigidas essencialmente ao público infantil.

Na edição deste ano, o Food & Nutrion Awards apurou 35 finalistas, entre as quais as empresas aderentes ao "Portugal Sou Eu": Cantinho das Aromáticas, Cooperfrutas, Gelpeixe, sTERRIUSt, Modelo Continente e Docapesca.

O Food & Nutrition Awards, que distingue produtos segundo as categorias Iniciativa de Mobilização, Investigação e Desenvolvimento, Produto Inovação e Serviço Inovação, é uma coorganização da Associação Portuguesa dos Nutricionistas e da consultora GCI, que conta com um júri composto por personalidades dos sectores académico, científico e empresarial.

Fonte:  JervisPereira

Menos administração, mais associativismo

Paulo Pimenta de Castro

Os últimos 40 anos podem ser caraterizados, no que às florestas e às atividades florestais respeita, pela contração do papel da administração pública e pelo crescimento, sobretudo a partir de meados da década de 90, do número de organizações representativas das florestas privadas. Mas, terão estes factos tido um resultado global positivo?

A autoridade florestal do Estado tem assumido diferentes denominações nos últimos anos, mas foi na década de 80 que sofreu a maior contração, de duas direções gerais passou a uma e foi extinto um organismo setorial de regulação económica. O fomento florestal perdeu o protagonismo de uma direção geral para uma direção de serviços, a regulação económica foi deixada ao livre arbítrio dos mercados. Desde então, a Direção Geral das Florestas foi convertida para o Instituto Florestal, reconverteu-se em Direção Geral dos Recursos Florestais, renomeou-se Autoridade Florestal Nacional que fundiu-se mais recentemente com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Todas estas metamorfoses tiveram contudo um traço comum, a perda e dispersão de atribuições e o empobrecimento em capacidade técnica e operacional.

Por outro lado, as últimas décadas caracterizaram-se pelo aumento explosivo, todavia desregrado, do número de organizações de produtores florestais, quer de âmbito sócioeconómico, mas sobretudo as de cariz sócioprofissional. Atualmente, regista-se a intervenção de várias confederações, muitas federações e uma multiplicidade de organizações regionais e locais que se assumem representativas dos interesses dos detentores das florestas privadas em Portugal. Embora muitas das organizações tenham surgido no âmbito da disponibilização de apoios públicos, as entidades públicas que disponibilizaram tais fundos não assumiram qualquer papel no planeamento no surgimento destas organizações. Nem mesmo os produtores florestais conseguiram ordenar o crescimento do movimento associativo nas florestas privadas.

Face a estes factos, a contração da administração e o aumento explosivo das organizações representativas das florestas privadas, que perfazem cerca de 98% da área florestal nacional, quais os resultados estatísticos que daí resultaram?

A análise dos elementos estatísticos, referentes a estas últimas décadas, não permite concluir que haja hoje uma melhor resposta ambiental, social e económica das florestas aos anseios dos cidadãos, muito pelo contrário. Ao longo das últimas décadas acentuaram-se os riscos na propagação de incêndios e na proliferação de pragas e de doenças, o abandono da gestão florestal agudizou-se, o êxodo rural não foi contido, a indústria perdeu peso económico e concentrou-se em meia dúzia de grupos empresariais, o emprego no setor registou um acentuado decréscimo, as exportações de produtos de base florestal contraíram.

Ao que os dados permitem visualizar, ao aumento de organizações representativas das florestas privadas não correspondeu um aumento no rendimento empresarial dos proprietários florestais, muito pelo contrário. O peso económico das florestas tem decrescido. Os preços dos bens produzidos nas florestas privadas têm-se degradado ao longo das últimas décadas, assim como tem diminuído a capacidade negocial da produção florestal. Ao mesmo tempo, tem sido cada vez mais notórias as queixas da indústria pela escassez de matéria prima nacional. Algo não bate certo portanto, algo está em falta.

Quem estará hoje em condições de assumir a coordenação e a operacionalização de medidas de fomento florestal, tão reclamadas pelas indústrias de base florestal? Como e quem assume o papel decisivo para um adequado funcionamento dos mercados, hoje em concorrência imperfeita?

Curiosamente, nunca a sociedade investiu tanto nas florestais nacionais como nas últimas décadas. Nunca o retorno desse investimento público teve um tão dececionante retorno. Pior, parece existir uma relação entre o aumento do investimento público e o aumento dos riscos associados à destruição das florestas nacionais.

Poderá concluir-se pela necessidade de mais administração florestal? Com certeza, por mais e seguramente por melhor!

Deverá concluir-se por menos associativismo florestal? Não seguramente, mas com certeza por melhor associativismo! Que não seja apenas um mero instrumento de ressonância de políticas governamentais, mas que se emancipe e assuma uma política de maior rendimento aos seus associados, mais emprego e maior sustentabilidade nas florestas e nas atividades florestais.

Com toda a certeza, terá de haver maior e melhor interligação entre a administração e o associativismo para um verdadeiro desenvolvimento rural e florestal em Portugal.

Não vejo contudo que exista atualmente capacidade política para uma mudança de rumo face àquele que tem sido evidenciado nas últimas décadas. Há todavia que manter a esperança, melhores dias virão. Importa pois estar atento às propostas que as várias forças partidárias farão a este propósito em 2015.

Lisboa, 20 de outubro de 2014

Paulo Pimenta de Castro 
Eng. Silvicultor
Presidente da Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal

"Uso sustentável dos produtos fitofarmacêuticos


 

Seminário "Uso sustentável dos produtos fitofarmacêuticos" - dia 5 de novembro de 2014, no auditório da DRAP Algarve - Patacão - Faça já a sua inscrição através do E-mail: gabdirector@drapalg.min-agricultura.pt  (ver programa em anexo). As inscrições são limitadas.

 


GNR sensibilizou utilizadores de tratores para evitar acidentes


Publicado ontem às 06:50


Foto: TSF/Amadeu Araújo
Os acidentes com tratores causaram 115 mortos e quase 100 feridos graves entre janeiro de 2013 e julho deste ano. Nas últimas semanas, a GNR realizou uma operação de sensibilização para as regras de segurança na utilização destes veículos.
Só nos primeiros cinco meses deste ano morreram 37 pessoas em acidentes com tratores, ocorridos na via pública e em terrenos agrícolas.

Estes acidentes, que provocaram ainda 59 feridos graves e 75 ligeiros, acontecem, não só nos terrenos agrícolas mas também nas estradas de acesso aos campos e até dentro das localidades.

Bragança e Castelo Branco, com três acidentes cada, foram os que tiveram este ano, até 31 de julho, mais casos de sinistros com tratores na via pública, seguidos de Guarda e Leiria (com dois acidentes cada). Quanto aos acidentes de trabalho em terreno agrícola/privado, Bragança foi o distrito com mais casos (nove), seguido de Viseu (oito) e de Santarém (sete).

O capotamento é a principal causa de morte destes condutores. De acordo com a GNR, estas situações acontecem sobretudo devido a falhas humanas, associadas muitas vezes à fadiga, ao desconhecimento ou excesso de confiança.

domingo, 19 de outubro de 2014

Comissário de Agricultura estuda medidas para o sector do leite dirigidas aos exportadores tradicionais

 16-10-2014 
 

 
O Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, celebrado esta semana, teve como tema de debate o veto russo e em concreto a problemática gerada no sector do leite.

O comissário da Agricultura, Dacian Ciolos, mencionou que desde a partir de uma Comissão considera-se que há dois sectores, o da carne de porco e dos lacticínios, que necessitam de um seguimento para avaliar o impacto do embargo russo.

Em relação ao sector dos lacticínios, o responsável adiantou que estão em estudo possíveis medidas, mas que estas estariam circunscritas aos países directamente afectados pelo veto russo, ou seja, os exportadores tradicionais de lacticínios para o mercado russo. Apesar de não identificar as medidas, a analisar pelo Comité Especial de Agricultura, Ciolos avançou que serão aplicadas aos três países bálticos, nomeadamente, Letónia; Lituânia e a Estónia e também na Polónia.

Por seu lado, a Polónia solicitou a introdução das restituições às exportações de lacticínios por considerar que as medidas de intervenção não são suficientes.

Fonte: Agrodigital

Filme sobre Moscatel de Setúbal distinguido no Brasil

17-10-2014 
 
O filme "O moscatel de Setúbal", que promove o vinho generoso da Península de Setúbal, foi distinguido com os prémios Cubo de Cristal e Estrela de Cristal, no Festival Audiovisual de Cultura e Turismo, que decorreu em Florianópolis, Brasil.

O Cubo de Cristal é um prémio atribuído na categoria gastronomia e o Estrela de Cristal é um dos galardões máximos do concurso e distingue a melhor criatividade, anunciou a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS).

O filme distinguido é uma curta-metragem que apresenta os principais factos da história do Moscatel de Setúbal e é promovida pelos Vinhos da Península de Setúbal.

Esta foi a primeira edição do Festival internacional Audiovisual de Cultura e Turismo (FIACULT), um certame organizado pelo Fórum de Turismo e Negócios de Florianópolis, que teve início a 29 de Setembro.

Para Henrique Soares, presidente da CVRPS, os prémios contribuem para «reforçar boa imagem» dos vinhos portugueses no Brasil num ano em que a Comissão está a apostar na divulgação dos vinhos da região no Brasil.

Fonte: Lusa

Encomenda de mercearia de luxo vinha com a aranha mais venenosa do mundo


SOL SOL | 19/10/2014 14:53:10 6753 Visitas   
Shutterstock.com
Encomenda de mercearia de luxo vinha com a aranha mais venenosa do mundo
Uma família londrina teve de abandonar a sua casa durante vários dias depois de uma aranha mortífera ter vindo 'à boleia' de uma encomenda de uma mercearia de luxo.

O aracnídeo em causa era uma armadeira brasileira, cujo veneno é considerado o mais tóxico do mundo. O animal estava escondido num cacho de bananas, onde tinha depositado um saco de ovos onde milhares de crias se desenvolviam.

O serviço de encomendas envolvido no incidente disponibilizou ajuda de imediato, mas a natureza particularmente agressiva desta aranha, que tende a atacar pessoas quando se encontra encurralada, levou os funcionários e os moradores a fugirem.

A polícia londrina também recusou tentar neutralizar a ameaça. Só vários dias depois é que um serviço especializado de controlo de pestes conseguiu destruir a aranha e os ovos.

Desta vez, o incidente não teve consequências de maior gravidade. Mas em 2005, um cidadão britânico foi mordido por uma armadeira que estava escondida num carregamento de bananas proveniente da América do Sul. A administração rápida de um antídoto evitou a morte.

Uma mordida de armadeira causa dores muito intensas e paralisia muscular frequentemente fatal. Entre os sobreviventes, a impotência sexual é uma sequela comum.

10 ideias para evitar o desperdício alimentar

No Dia Mundial da Alimentação, Gonçalo Moreira Guerra, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, salienta a importância do tema todos os dias

Estima-se que em Portugal se desperdiça cerca de 1 milhão de toneladas de alimentos por ano.
José Mota/GI
16/10/2014 | 09:00 |  Dinheiro Vivo
Além do Dia Mundial da Alimentação comemora-se, este ano, o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. Gonçalo Moreira Guerra, vice-presidente da direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) salienta o tema e explica que requer a implementação de medidas na sociedade e que Portugal tem iniciativas como o Food & Nutrition Awards que, desde 2010, distingue projetos de empresas nacionais na área do desperdício alimentar.
A APN assegura que, através de pequenos gestos, pode combater-se o desperdício alimentar e sugere 10 ideias para essa redução.
1. Planeie as refeições e elabore a lista de compras para adquirir apenas o essencial;
2. Consulte o prazo de validade de todos os produtos no ato da compra, escolhendo os de prazo mais alongado;
3. Conserve de forma adequada os alimentos na sua despensa, frigorífico ou congelador, para evitar que se deteriorem com facilidade;
4. Confecione as refeições nas quantidades adequadas para cada pessoa, seguindo métodos culinários saudáveis;
5. Guarde as sobras no frigorífico para outras refeições, sempre em recipientes apropriados e em doses individuais e reutilize-as, até três dias, para novas refeições, como saladas, empadões, sopas, açordas, esparregados, entre outros;
6. Use a fruta mais amadurecida para preparar saladas de fruta, batidos ou purés;
7. Com o pão do dia anterior faça torradas para o pequeno-almoço ou lanche ou fatias douradas no forno com produtos hortícolas, ervas aromáticas e um fio de azeite;
8. Aproveite as folhas e talos (couves, alho francês, nabo, couve-flor, brócolos) ou cascas de alimentos (courgette, cenoura, batata, banana) para incorporar nas próprias confeções culinárias, molhos, bases de sopas, caldos ou sobremesas; 9. Use as espinhas dos peixes, cascas dos mariscos ou ossos das carnes para confecionar caldos e para aromatizar outros pratos;
10. Aproveite as sementes de alimentos como a abóbora, o melão, a melancia ou o tomate, previamente secas no forno, para colocar em saladas, arroz, assados ou para juntar ao iogurte ou a batidos.

Alcácer do Sal Grávida e bebé morrem por causa de arroz na estrada


Uma mulher de 31 anos, grávida de sete meses, morreu esta sexta-feira de manhã, em Alcácer do Sal, depois de perder o controlo do carro devido à presença de bagos de arroz no pavimento, adianta o Jornal de Notícias. Os médicos ainda tentaram salvar o bebé, mas sem sucesso.
PAÍS Grávida e bebé morrem por causa de arroz na estrada DR

08:08 - 18 de Outubro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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Terá sido o derrame acidental de bagos de arroz, por um veículo pesado, no pavimento da Estrada Nacional 5, a causa do acidente que acabaria por vitimar Cristina Faria, de 31 anos, grávida de sete meses, avança o Jornal de Notícias.

A técnica de Radiologia no Centro de Saúde de Alcácer do Sal regressava esta sexta-feira ao trabalho depois de uma folga, por volta das 7h30 da manhã, quando perdeu controlo do carro.

Quando os bombeiros chegaram ao local, a mulher já se encontrava em paragem cardiorrespiratória, acabando por falecer mais tarde no seu local de trabalho. Os médicos ainda tentaram salvar o bebé e conseguiram retirar o feto, através de cesariana, mas as manobras de reanimação não resultaram e este acabou, também, por morrer.

Recorde-se que a EN5 é ladeada por vários campos de arroz e é comum o trafego de veículos contendo aquele cereal, principalmente nesta altura do ano, época de colheita.

Cristina Faria residia em Mem Martins, Sintra, com o companheiro e esperavam o primeiro filho.

Já são conhecidos os vencedores dos Food & Nutrition Awards 2014


por Ana Rita Costa
17 de Outubro - 2014
Pelo quinto ano consecutivo, a consultora GCI e a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) premiaram a inovação na indústria agroalimentar, através do Food & Nutrition Awards, cujos vencedores foram revelados hoje (16 de outubro).

 
Na categoria 'Produto Inovação' o vencedor foi o produto 'Eco Gumelo Citrus', da Gumelo. A 1ª, 2ª e 3ª Menções Honrosas foram entregues, respetivamente, aos 'Lingotes de Maçã & Canela', da Fruta Formas, ao 'Grox Box de Microvegetais Life in a Bag', da Life in a Bag, e às 'Massas alimentícias – Margaridas com Vegetais e Vitamina D', da Milaneza.

Na categoria 'Serviço Inovação', o vencedor foi o projeto 'NutriFun for Kids – Programa As Aventuras do Nocas'. As Menções Honrosas, por sua vez, foram atribuídas ao 'Bebé Gourmet – Reeducação Alimentar para um Futuro Saudável e Sustentável', ao 'Adote Um Agricultor! MyFarm Free', da My Farm e ao 'Movimento Hiper Saudável', do Modelo Continente Hipermercados.

Na categoria 'Inovação de Mobilização', o vencedor foi o Prémio Agrobio/ABAE de Hortas Bio nas Eco-Escolas 2013/2014. A iniciativa 'Ondas Nutricionais (Nunca Viste Ondas Assim!)', da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto arrecadou a 1ª Menção Honrosa, o 'Guia educativo "Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais"', do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, venceu a 2ª Menção Honrosa, e a 3ª Menção Honrosa foi atribuída à campanha 'Gang dos Frescos', do Lidl.

Já na categoria 'Investigação e Desenvolvimento', o grande vencedor foi 'Consumo alimentar e nutricional de crianças em idade pré-escolar: Resultados da Coorte Geração 21', do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

Por fim, o estudo 'Valorização do subproduto Dreche de Cerveja: Tecnologia de secagem e incorporação em produtos de panificação', do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, venceu a 1ª Menção Honrosa, o 'Infusões para redução de colesterol na corrente sanguínea e facilitação do processo digestivo: inibição da absorção e da biossíntese do colesterol e interação com fármacos', da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ficou com a 2ª Menção Honrosa e a 'ReduzSal – Substituto à base de tomilho bela-luz que permite reduzir o sal usado no queijo curado', da Escola Superior Agrária de Coimbra, ficou com a 3ª Menção Honrosa.

Gallo lança escala de intensidade de sabor de azeite


por Ana Rita Costa
17 de Outubro - 2014
A Gallo lançou em todos os mercados em que está presente uma nova escala de intensidades de sabor de azeite, que pretende simplificar o processo de escolha dos consumidores. 

 
Com este lançamento global, já disponível nos vários canais de distribuição, a marca pretende reforçar a sua aposta na inovação e facilitar a experiência de compra aos consumidores.

A nova escala de intensidades de sabor é visível através de um ícone presente nas embalagens Gallo e conta com quatro diferentes graus de intensidade de sabor: Extra Suave (meia gota); Suave (uma gota); Clássico (duas gotas); e Reserva (três gotas). 

FAO revela que agricultura familiar é a forma mais predominante de agricultura


por Ana Rita Costa
17 de Outubro - 2014
Nove em cada dez das 570 milhões de explorações agrícolas no mundo são geridas por famílias: esta é a conclusão de um relatório da FAO, que indica ainda que a agricultura familiar é a forma mais predominante de agricultura, podendo tornar-se um "agente de mudança" para alcançar a segurança alimentar sustentável.

 
De acordo com o estudo da entidade ligada às Nações Unidas, a agricultura familiar produz 80% dos alimentos do mundo e a sua produção significa que "são vitais para a solução do problema da fome", que atinge mais de 800 milhões de pessoas, refere o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, no documento sobre o estado da Alimentação e da Agricultura.

A agricultura familiar possui também cerca de 75% de todos os recursos agrícolas do mundo, sendo por isso "fundamental para a melhoria da sustentabilidade ecológica e dos recursos."

"Em todos os casos, os agricultores familiares têm de ser líderes de inovação, pois só assim podem apropriar-se do processo e garantir que as soluções oferecidas respondem às suas necessidades", defende Graziano da Silva. "A agricultura familiar é um componente essencial dos sistemas alimentares saudáveis de que precisamos para levar uma vida mais saudável."

 O relatório apela ainda ao setor público que trabalhe com os agricultores, organizações da sociedade civil e setor privado, de forma a melhorar os sistemas de inovação para a agricultura.

O documento sublinha, por fim, que é imprescindível aumentar a produção por trabalhador, especialmente nos países de baixo rendimento, a fim de aumentar os rendimentos agrícolas e promover o bem-estar económico nas zonas rurais em geral.

50 mil refeições vão para o lixo todos os dias


Publicado a 16 OUT 14 às 17:02
A LIPOR desenvolveu um projeto que pretende que nos restaurantes só se sirva a dose certa.
 

 
Estima-se que, em Portugal, todos os dias cerca de 50 mil refeições vão parar ao lixo de norte a sul do país. Ao mesmo tempo que há comida a ser desperdiçada, cerca de 360 mil portugueses passam fome.
Em todo o mundo, o número de pessoas em risco de subnutrição chega aos 925 milhões.
O Parlamento Europeu já definiu que o desperdício alimentar assumiu uma dimensão tal que está a ser considerado um problema à escala mundial que se reflete do campo até à mesa dos consumidores.
A LIPOR desenvolveu um projeto que pretende que nos restaurantes só se sirva a dose certa.
Neste Dia Mundial da Alimentação, olhamos para o desperdício alimentar.
António Costa Pereira, criador da associação DARIACORDAR, luta contra o desperdício.
Em dois anos, foram cerca de 2100 famílias (mais de 7300 pessoas) que beneficiaram das refeições recuperadas.

Governo vai criar "mercados locais" para combater desperdício de alimentos


Publicado a 16 OUT 14 às 08:09

O Ministério da Agricultura promete aprovar, até ao final do ano, uma lei que vai permitir criar mercados onde apenas os produtores podem vender. A promessa surge no dia em que dezenas de entidades, públicas e privadas, assinam "guião" para diminuir o desperdício alimentar.
 
São os chamados "mercados locais", com regras menos "apertadas", menos burocracia e onde podem ser escoados produtos de pior qualidade ou aspeto que não chegariam aos supermercados ou mercados habituais.
Esta lei, prometida pelo Governo, que permite criar zonas onde apenas os produtores podem vender, é esperada há muito pelos pequenos agricultores.
O Ministério da Agricultura diz que não faz sentido existir um milhão de toneladas de alimentos que é desperdiçado todos os anos. O "guião" que é hoje formalizado aponta uma série de objetivos. Será assinado, entre outros, pelos representantes dos agricultores e de muitas empresas.
O decreto-lei para avançar com os "mercados locais" está praticamente pronto e deve ser publicado até ao final do ano.
Mota Alves, presidente da Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, explica à TSF que as novas regras podem evitar muito desperdício alimentar bem como evitar o abandono de muitas terras.

Crianças portuguesas estão a comer mais fruta


por Ana Rita Costa
16 de Outubro - 2014
Um estudo da APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil divulgado esta semana revela que 42,6% das crianças portuguesas que integraram o programa motivacional "Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável", no ano letivo 2013-2014, aumentaram o seu consumo diário de fruta, em apenas 12 semanas.

 
Segundo o estudo, a região da Madeira foi aquela onde o impacto foi maior: no início do programa 14,3% das crianças não comiam qualquer porção de fruta diariamente, tendo esta percentagem reduzido para os 4,3% no final do programa.

O projeto "Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável" é uma iniciativa que incentiva as crianças do 1º ciclo e jardins de infância a adotar e manter hábitos saudáveis na sua alimentação diária, através de um programa motivacional.

"Como a fruta tem nutrientes insubstituíveis, o seu baixo consumo tem efeitos negativos para a saúde das crianças: dificulta o bom funcionamento dos intestinos, diminui as defesas do organismo, tornando-as mais sujeitas às doenças, nas quais se inclui a obesidade logo desde a infância, além de provocar alterações nos níveis de energia, de concentração e aprendizagem", refere a Dietista Rita Loureiro, uma das investigadoras da APCOI. 

Intermarché lança campanha “Feios mas Frescos”


por Ana Rita Costa
16 de Outubro - 2014
O Intermarché lançou em Portugal a campanha "Feios mas Frescos", uma iniciativa que visa combater o desperdício através da disponibilização de frutas e legumes diferentes dos habitualmente comercializados, a preços mais vantajosos. A loja de Vialonga foi a escolhida para este projeto-piloto, que termina no próximo dia 19 de outubro.

 
Nesse sentido, cenouras, batatas, tomate, laranjas, pera rocha, maçãs gala, reineta e golden, vão estar à venda a preços mais baratos que os habituais por terem uma aparência diferente. O objetivo do Grupo Os Mosqueteiros é contrariar a ideia de que "a má aparência influencia a qualidade".

Esta iniciativa foi inicialmente lançada em França e "foi muito bem aceite pelos clientes e um sucesso de comunicação a nível internacional", refere o Intermarché em comunicado. A verificar-se o mesmo sucesso em Portugal, o conceito deverá ser replicado nas 230 lojas do grupo no país.

Bruxelas Melgaço e Monção contestam queixa contra exclusividade do Alvarinho


Os autarcas de Melgaço e Monção anunciaram hoje terem contratado serviços jurídicos especializados para contestar junto de Bruxelas a queixa feita por um grupo de produtores de vinho verde que contesta a exclusividade de produção do Alvarinho.
ECONOMIA Melgaço e Monção contestam queixa contra exclusividade do Alvarinho Global Imagens
13:05 - 16 de Outubro de 2014 | Por Lusa
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"Reunimos esta semana com um jurista, especialista em Direito comunitário, para nos ajudar a contestar esta queixa e até a enviar algum contributo à tutela, o Ministério da Agricultura, para poder fundamentar o que vai dizer a Bruxelas", afirmou à Lusa Manoel Batista, autarca de Melgaço.

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Os dois municípios e a Associação de Produtores de Alvarinho solicitaram, segunda-feira passada, através de carta enviada à Direcção-Geral de Agricultura da União Europeia, "o dossiê da queixa e a notificação enviada ao Estado português".

Em resposta, por escrito, à Lusa o Ministério da Agricultura e do Mar explicou que "o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) foi notificado pela Comissão Europeia sobre o assunto 'indicação da casta Alvarinho', considerando a citada instância que esta restrição constitui uma discriminação entre os produtores localizados na sub-região de Monção e Melgaço e os restantes produtores da denominação".

À Lusa, os autarcas dos dois municípios que detém a exclusividade de produção do vinho Alvarinho afirmaram que a queixa foi "formalizada em julho", junto da União Europeia, "por um grupo de produtores de vinho verde".

Oficialmente, foram informados da sua existência "há cerca de 15 dias através dos presidentes da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e do IVV numa visita que fizeram à sub-região demarcada".

Sobre o pedido de esclarecimento feito por Bruxelas ao Estado português afirmaram "tratar-se de um procedimento normal" e adiantaram terem a "garantia do Governo de que o Estado português vai defender a legislação em vigor, que data de 1973".

"Temos a garantia do secretário de Estado da Agricultura de que a tutela defenderá junto de Bruxelas a manutenção da legislação atual que prevê que apenas a sub-região de Monção e Melgaço poderá continuar a produzir o vinho do Alvarinho", sustentou Manoel Batista.

Para os dois municípios esta queixa representa "mais uma estratégia de pressão utilizado por parte de empresas importantes na área dos vinhos verdes que também querem ter a possibilidade de produzir Alvarinho".

Defendem que o território que integra a sub-região "reúne as condições adequadas para a produção de Alvarinho na sua excelência".

Além disso, sustentam, "depende dessa exclusividade a riqueza da sub-região".

Contatada pela Lusa o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro afirmou que a queixa apresentada em Bruxelas não é uma questão que o preocupe e sublinhou que o "importante é revolver o problema que existe".

O responsável da estrutura que defende o alargamento da produção de Alvarinho a todos os concelhos que a integram destacou a necessidade de ser alcançado "um acordo entre todos os produtores".

"O Governo mandatou a CVRVV para reunir os produtores de Monção e Melgaço e os do sul no sentido de chegaram a um acordo. As reuniões da comissão de trabalho estão prestes a começar. Esta questão deve ser resolvida pelos produtores e mantemos vivo esse objetivo", rematou.

Algar e Direção Regional de Agricultura lançam projeto para incentivar Agricultura Biológica


POR HUGO RODRIGUES • 16 DE OUTUBRO DE 2014 - 13:36
 
LaranjaA empresa Algar e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve assinaram um protocolo para a «Implantação de uma parcela experimental de citrinos em Modo de Produção Biológica (MPB)/ Modo de Produção Convencional (MPC)».

O projeto, com duração de 12 anos, visa «fomentar a prática de agricultura biológica, sensibilizar e educar a população para o respeito e defesa do ambiente, potenciando a utilização de composto».

Na prática, as entidades vão «comparar os modos de produção referidos em condições edafoclimáticas semelhantes, tentando assim demonstrar a viabilidade técnico-económica e a qualidade do cultivo biológico de citrinos, segundo as práticas culturais autorizadas, bem como outros aspetos importantes, como os fitossanitários».

«Os citrinos são uma das culturas com maior relevância na região do Algarve, não só em termos de área mas também ao nível da socio economia regional. A agricultura biológica é um modo de produção cujas mais-valias deverão ser estudadas e avaliadas. É fundamental a cooperação entre entidades regionais, no sentido de obter resultados que impulsionem o desenvolvimento da região», defendeu a empresa algarvia.

No terreno, serão feitos dois ensaios distintos, um com laranja Lane Late, para comparação de métodos de produção, e outro de tangerina Ortanique, para teste comparativo entre dois compostos produzidos por esta empresa.

No primeiro caso, serão criadas duas parcelas, uma em modo de produção biológico e outra em modo de produção convencional e utilizado, em ambas, o composto «Nutriverde», produzido na ALGAR com resíduos verdes, «nas linhas, em faixas de 2 metros de largura». «O Nutriverde funcionará como fertilizante e cobertura de solo para evitar o aparecimento de infestantes», explica.

No ensaio com tangerina, será comparada «a aplicação de Nutriverde versus Nutriverde Decor no que concerne a fertilidade e a cobertura do solo».

AGRICULTURA BIOLÓGICA // ALGAR // ALGARVE // AMBIENTE