domingo, 18 de janeiro de 2015

Os “verdes” criticam decisão do Parlamento Europeu sobre o cultivo de OGM’s

Janeiro 16
09:25
2015

A decisão tomada pelo Parlamento Europeu (PE), por 480 votos contra 158, que autoriza os estados membros a decidir unilateralmente pela proibição das sementeiras OGM's, está a ser altamente contestada pelos Verdes.

Com esta decisão, cada país pode decidir por si e, os que autorizem as sementeiras OGM, têm de respeitar certas condições ao nível da prevenção da não contaminação das culturas tradicionais pelas OGM.

Os Verdes votaram contra no PE e o principal argumento é que esta decisão vai provocar uma divisão ao nível comunitário, enfraquecendo a luta contra os OGM's.

Segundo os Verdes, os países que decidirem pela proibição podem ficar fragilizados perante as multinacionais da biotecnologia, que lhes podem mover processos ao nível da Organização Mundial de Comércio, de bloqueio à circulação de mercadorias ou, então, podem reivindicar indemnizações causadas aos investimentos já realizados.

Outro ponto também levantado é o da distorção da concorrência que pode provocar ao nível europeu, com agricultores a poderem dispor da tecnologia OGM e outros não.

Também ao nível das negociações internacionais, sobretudo ao nível das negociações com os Estados Unidos, a posição de Bruxelas pode ficar inferiorizada, devido à existência de países que utilizam sementes OGM.

São, também, criticadas as medidas de protecção nos países que autorizem os OGM's, pois elas resumem-se a distâncias de segurança, que são centenas de metro, enquanto o pólen pode viajar vários quilómetros.

Investigadores desenvolvem plástico comestível


Investigadores desenvolvem plástico comestível


Investigadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram uma película plástica comestível que pode ser produzida a partir de alimentos como espinafres, mamão, goiaba e tomate. As características do produto (resistência, textura e capacidade de proteção), no entanto, são muito similares às da película convencional.

A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e recebeu investimentos de 64 mil euros. Os trabalhos foram coordenados pelos cientistas Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.

«É uma forma de processamento de alimento na forma de filme, mas têm características similares às películas convencionais, seja a diminuição da passagem de gases ou do contacto com outros organismos. É algo que não deixa ter contato directo com o alimento», destaca o líder da Rede de Pesquisa de Nanotecnologia para Agronegócio da Embrapa, Cauê Ribeiro.
Aves envoltas em sacos que contêm o tempero na sua composição, saquetas de sopa que podem se dissolver com o seu conteúdo em água a ferver, goiabadas vendidas em plásticos, sushi envolvidos em plástico comestível no lugar das tradicionais algas, são algumas possibilidades imaginadas pela equipa da Embrapa para aplicar a nova tecnologia.

Os alimentos, usados como matéria-prima do filme, passam pelo processo de liofilização - um tipo de desidratação em que, após o congelamento do alimento, toda a água contida é transformada do estado sólido directamente para o gasoso, sem passar pela fase líquida. O resultado é um alimento completamente desidratado, mas com propriedades nutritivas.
O processo pode ser aplicado aos mais diferentes alimentos como frutas, verduras, legumes e até alguns tipos de temperos. Os investigadores adicionaram quitosana, um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, com propriedades bactericidas - o que pode aumentar o tempo de prateleira dos alimentos.

«O tempo para chegar ao mercado depende muito do tipo de alimento ou do tipo de parceria iremos desenvolver com empresas. Temos de dar ênfase é no processo para fabricar esses itens», destaca Ribeiro.

Revolução da batata transforma economia chinesa


RTP
17 Jan, 2015, 18:27

Revolução da batata transforma economia chinesa
Reuters
Para a milenária civilização do arroz, adoptar uma dieta baseada na batata soa a revolução cultural, tão profunda como a que abalou a China em 1966. Mas aqui imperam cálculos económicos.
Na Revolução Cultural de há quase meio século, a força motora foram em primeiro lugar os estudantes, armados com o Livro Vermelho do pensamento de Mao Tsetung. E, como mandava o pensamento do "grande timoneiro", a política encontrava-se "no posto de comando", com o objectivo de fazer tábua rasa da cultura, da ciência, do modo de vida burgueses.

Hoje, a revolução da batata decretada pelo Governo de Pequim não pretende negar uma larga evolução anterior, nem fazer tábua rasa da "longa marcha" que já vem apontando nesse sentido. A China é já hoje a maior produtora de batata do mundo. Em cada quatro batatas do planeta, uma foi produzida na China. O nome chinês do tubérculo, denotando a origem estrangeira e o longo caminho percorrido, é literalmente "feijão da terra": 转自

Há no entanto toda uma cultura por revolucionar. Na dieta corrente dos milhares de milhões de chineses, a batata aparece sempre cortada em pequenas tiras e misturada com vários legumes, todos fritos num Wok, sem nunca ser ingerida em quantidades que possam saciar por si só um apetite normal.

Na semana passada, o vice-ministro da Economia, Yu Xinrong, citado no diário oficial Renmin Ribao, anunciou a intenção de aumentar a produção de batata em 50 milhões de toneladas no próximo quinquénio, a juntar aos 85 milhões produzidos actualmente, e que deixam largamente para trás os 10 milhões da Alemanha, uma agricultura tradicionalmente mais batateira do que qualquer outra do Ocidente.

Xinrong anunciou que, para o efeito, se aumentará os subsídios aos camponeses que cultivem batata, se investirá na criação de mais variedades geneticamente modificadas e se facilitará o acesso a adubos químicos. E apresentou a grande campanha de promoção da batata como norteada por preocupações de saúde pública. Com o encorajamento das autoridades, erigem-se monumentos à batata, como o representado nesta foto, feito de uma variedade de batata doce, no festival da batata de Dongxing. A televisão pública chinesa CCTV está já a emitir uma série culinária dedicada à batata. 

Mais do que as preocupações de saúde pública, poderão pesar nesta nova linha de rumo as vantagens económicas: a batata cresce mais depressa, consome menos água e apresenta uma taxa de desperdício menor do que a maioria das outras culturas.

Segundo Sun Maojun, investigador do Instituto para o Desenvolvimento da Nutrição, do Ministério da Agricultura, citado no mesmo diário, "as batatas necessitam de muito menos água do que os grãos, e dão-nos esperanças de que o norte árido [da China] possa ter um futuro sustentável".

Alemanha: Manifestação contra excesso alimentar


17/01 17:11 CET

Dezenas de milhares de alemães reunidos junto às portas de Brandenburg para protestar contra os excessos do sistema alimentar.

A concentração começou em Potsdamer Platz terminou frente da chancelaria de Angela Merkel.

Dezenas de tratores acompanharam bandas de samba e representantes de mais de 120 organizações sendo um dos maiores protestos anuais no país.

A iniciativa desenrola-se no âmbito
da maior feira agrícola da Europa, a Semana Verde Internacional e vai já no quinto ano consecutivo.

" Comer é político. Cada cidadão pode decidir sobre o que comprar e decidir a forma como os animais estão a ser alimentados e crescem nos nossos campos. É claro, que eu posso comprar espécies específicas, consumir menos carne, de qualquer forma comenos carne em demasia. Temos de ter a certeza de que apoiamos os agricultores e não a agro-indústria".

A agricultura europeia deverá reduzir as suas emissões de gás para 1% até 2020 sem que isso afete a economia e esta è a parte complexa do problema.

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A guerra do Alvarinho acabou numa paz inesperada


MANUEL CARVALHO 17/01/2015 - 12:44

O Minho viveu em 2014 uma das mais apaixonadas querelas rurais dos últimos anos, a propósito do alargamento da menção da casta Alvarinho a toda a região dos Vinhos Verdes. A Assembleia da República e a Comissão Europeia envolveram-se nos combates. Após dura negociação, Monção e Melgaço tiveram de ceder os privilégios aos seus vizinhos.

 
A exclusividade de Monção e Melgaço acabará dentro de seis anos NELSON GARRIDO

Ao longo dos últimos doze meses os cerca de dois mil produtores de vinho dos concelhos de Monção e Melgaço mantiveram uma guerra improvável em defesa de um património genético que acreditam ser da sua inteira propriedade. Geração após geração, os agricultores desses dois concelhos encostados ao rio Minho aproveitaram as condições naturais das suas encostas e o potencial da casta Alvarinho para fazerem vinhos brancos com aromas exóticos, corpo de veludo, uma mineralidade única e um potencial de envelhecimento notável.

O mundo, entretanto, mudou, as regras europeias também e a globalização levou o Alvarinho a todas as regiões do país e a muitas áreas produtoras de outros continentes. Impotentes para evitar a expansão da grande casta branca do país, os agricultores de Monção e Melgaço foram conseguindo proibir que os seus congéneres da sua própria região, os Vinhos Verdes, a usassem nos seus vinhos de categoria superior. Esta semana perderam a batalha decisiva.

Dos dois campos do conflito ouviram-se dezenas de argumentos a favor e contra o alargamento da produção de Alvarinho a todas as zonas do Vinho Verde – hoje, um agricultor de Penafiel, por exemplo, pode plantar a casta, mas se quiser declarar o seu vinho como "Alvarinho" não pode usar a denominação de origem "Vinho Verde" mas apenas a indicação geográfica "Regional Minho" - uma espécie de segunda divisão dos vinhos do Noroeste, com menor valor económico. Em cima da polémica que opôs dois concelhos ao resto da região estiveram noções ancestrais de domínio exclusivo do património genético, bairrismo de pendor rural, preconceitos de classe entre produtores de um vinho que se diz de classe mundial e aqueles que – consideram os primeiros - se dedicam ao "volume" e ao "granel" e, principalmente, interesses de natureza económica. "Foi uma polémica muito marcada pela emoção e pela afectividade", resume Anselmo Mendes, o enólogo que se tornou num dos emblemas do Alvarinho.

Um dia, sabia-se, a exclusividade da menção do Alvarinho nos Vinhos Verdes dos produtores de Monção e Melgaço teria de acabar, mas, em vez de esperar pela imposição legal, a Comissão de Vitivinicultura da Região (CVRVV) optou por um processo de discussão interna. Em Dezembro de 2013, o debate abriu-se a todos os produtores e desde logo ficou claro que o combate seria duro e difícil. Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV fez o papel de capacete azul da ONU e deixou que a discussão seguisse o seu próprio caminho. "Mais do que corrigir problemas, o fundamental era planear o futuro e aí a região acabou por se unir", diz agora Manuel Pinheiro. Mas, até chegar a este ponto, foi preciso remediar a desunião. Principalmente depois de duas propostas de resolução do PS e do PSD terem sido votadas na Assembleia da República exigindo que se mantivesse a exclusividade do uso da menção Vinho Verde Alvarinho aos produtores dos dois concelhos encostados à margem do rio Minho.

Se até então fora difícil gerar consenso no seio de um grupo de trabalho com dez elementos da produção e do comércio, a intervenção dos partidos agravou ainda mais a situação. "Os políticos aproveitaram esta polémica para ter um pouco de palco", lamenta Anselmo Mendes, que integrou o grupo de trabalho. Mas quando se julgava que o debate estava condenado a eternizar-se ou a esvaziar-se na indefinição, a Comissão Europeia entra em cena e, em Outubro do ano passado, notifica Portugal que as restrições à rotulagem de Alvarinho são incompatíveis com as regras comunitárias. Acto contínuo, Bruxelas exige uma resposta do Estado até ao final deste mês. Nesta fase, a polémica deixara de ser um conflito bairrista. Tornara-se um assunto que o Governo teria de resolver.

Confrontado com o problema, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, faz regressar o debate ao ponto zero e pede à CVRVV que volte a reunir as partes desavindas para encontrar uma solução até 15 de Janeiro deste ano. O grupo de trabalho volta a reunir-se. Mas, desta vez, o que estava em causa já não era o sim ou não ao alargamento. Os produtores de Monção e Melgaço sabiam que a sua causa estava perdida. O que importava agora era obter o máximo de concessões para acordarem o alargamento da menção Alvarinho a todos os vinhos com direito à denominação de origem "Vinho Verde". Foi a essa tarefa que os membros do grupo de trabalho se dedicaram. No final da tarde de segunda-feira, o caderno de encargos para o futuro estava decidido. Todos votaram a favor, com excepção de Pedro Soares, representante da Quinta de Melgaço, uma empresa cuja maioria do capital está nas mãos da autarquia na sequência de uma dádiva de um ex-emigrante no Brasil, Amadeu Abílio Lopes, em 1996. Soares absteve-se.

O último fôlego
Numa última tentativa para travar um acordo, umas quatro centenas de habitantes do concelho de Melgaço deslocaram-se ao Porto para se fazerem ouvir junto do grupo de trabalho que ultimava o documento final.  "Temos que defender o que temos, porque em Melgaço não há fábricas, não há mais nada. O alargamento vai tirar aquilo que é nosso", dizia uma manifestante. O grão-mestre da Real Confraria do Vinho Alvarinho, José Afonso, protestava contra a "usurpação que a restante região quer fazer de um trabalho que foi desenvolvido na viticultura de Monção e Melgaço".

Na produção, os preços praticados parecem dar-lhes razão. Um quilograma de uvas Alvarinho pode valer facilmente mais de um euro em Monção e Melgaço, enquanto a mesma quantidade da mesma casta em outras zonas dos Vinhos Verdes se fica pelos 60 cêntimos e a produção com outras castas regionais vale, segundo Pedro Soares, da Quintas de Melgaço, entre 40 e 45 cêntimos. Só que esta valorização nem sempre tem os reflexos ideais no mercado. A produção da sub-região de Melgaço e Monção não tem sido capaz de acompanhar o dinamismo dos Vinhos Verdes, que à custa das suas ofertas de vinhos frutados, frescos e com um menor teor médio de álcool se tornou uma poderosa máquina de exportação (43,9 milhões de euros entre Janeiro e Outubro do ano passado facturados em 98 países). As vendas regionais de branco, tinto e rosado ascenderam no ano passado a mais de 52 milhões de litros de vinho – os Alvarinho ficaram-se pelos 1,4 milhões de litros.

Como consequência, enquanto na região se fala na necessidade de novas plantações para responder à procura crescente, em Monção e Melgaço têm-se registado excedentes que ajudam a explicar congelamento dos preços a níveis do ano 2000, na avaliação de Manuel Pinheiro. Melgaço e Monção têm atraído o interesse de grandes empresas nacionais, como a João Portugal Ramos, que tem o seu próprio Alvarinho, mas nem a crescente apetência pelos aromas desta casta promoveram grandes melhorias na situação. "Muitos dos Alvarinho mais baratos do mercado são de Monção e Melgaço", sublinha António Guedes. Mesmo ao nível da qualidade, a discussão sobre o potencial desta sub-região é objecto de discussões. No concurso de 2014 entre os Alvarinho portugueses e galegos, realizado em Bruxelas, um dos dois vencedores da medalha "grande ouro" foi um vinho de Amares – o outro foi um espanhol. Mas entre a crítica especializada parece consensual que os Alvarinhos da Soalheira ou os criados por Anselmo Mendes atingem níveis de qualidade imbatíveis.

O acordo final do grupo de trabalho acaba por reconhecer que há um direito histórico dos produtores de Monção e Melgaço cuja extinção requeria medidas transitórias, compensações financeiras e distinções especiais. O fim da exclusividade acontecerá no prazo de seis anos. Até lá, os Alvarinho da sub-região vão receber meio milhão de euros por ano para se promoverem no exterior. E a sua produção vai poder continuar a ter direito a uma menção especial – inicialmente falou-se em Alvarinho Premium, mas a designação caiu. "Eles ganharam imenso", diz António Guedes.

Anselmo Mendes concorda, em termos genéricos, mas teria preferido que a sub-região mantivesse um estatuto especial, uma espécie de denominação de origem própria dentro do chapéu dos Vinhos Verdes como existe na Borgonha em relação a, por exemplo, Montrachet. Pedro Soares anuncia que, para já, a polémica fica suspensa, mas lamenta que os produtores da sua região tenham agora de enfrentar a concorrência.

No final da polémica, sobra ainda a história rara de uma região vitícola portuguesa ter sido capaz de resolver uma questão com esta complexidade pelos seus próprios meios, sem ingerências de terceiros. "Chegou-se a um acordo mais cedo do que a maioria das pessoas pensava", regozija-se Manuel Pinheiro. "O que conseguimos foi muito bom. A Comissão ficou mais forte", nota António Guedes. Agora, sublinha o presidente da CVRVV, "há que olhar para a frente e concentrar-nos no que interessa: em afirmar o nosso Alvarinho no mundo contra a força do Albariño espanhol".

sábado, 17 de janeiro de 2015

Municípios da bacia de Rio Maior preocupados com a poluição das pecuárias

Janeiro 16
09:27
2015

As Câmaras Municipais de Santarém, Rio Maior, Cartaxo e Azambuja, estão a fazer um levantamento de todas as explorações pecuárias na sua zona, de modo a identificar as que estão legalizadas e os problemas causados por eventuais poluições.

Este levantamento está a ser feito no âmbito do Grupo Internacional para a Sustentabilidade Ambiental e, segundo a vereadora Inês Barroso, os dados recolhidos vão servir para poder ser feita uma melhor gestão dos elementos, aplicando-os na valorização agrícola.

O grupo está, também, a identificar os agricultores que estão interessados em receber esses efluentes para adubação dos terrenos, de modo a serem criados canais de esvaziamento que evitem o lançamento em linhas de água.

A vereadora foi muito clara ao afirmar que este estudo visa encontrar soluções para os efluentes, de modo a manter a actividade pecuária no sector, não estando no horizonte qualquer movimento que vise o encerramento de explorações.

Apesar destas declarações, três organizações ecologistas foram convidadas a participar neste grupo, o que não agoira nada de bom para os produtores pecuários.

Segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente, em 2012 e 2014 foram realizadas, pelo Serviço de Protecção da Natureza da GNR, várias acções de fiscalização às pecuárias, das quais resultaram 32 autos de notícia por contra-ordenação.

Segundo dados da Direcção Regional de Agricultora e Pescas de Lisboa, existem 151 explorações no concelho de Rio Maior, 17 na freguesia de Almoster, 4 na Póvoa da Isenta e 3 no Vale de Santarém.

Investigador defende sensores de infravermelhos para diminuir risco de incêndio


por LUSA15 janeiro 2015Comentar

Investigador defende sensores de infravermelhos para diminuir risco de incêndio
Fotografia © Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens
O investigador António Dinis Ferreira defende o uso de sensores infravermelhos para diminuir o risco de incêndio e detetá-lo a tempo.
O coordenador científico do Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS), António Dinis Ferreira, defendeu hoje o uso de sensores de infravermelhos para diminuir o risco de incêndio e permitir uma deteção em tempo real.
"No sentido de diminuir o risco de incêndio na interface entre áreas urbanas e florestais é proposta uma metodologia baseada na deteção e intervenção rápida, usando sensores infravermelhos ou outros pertinentes, que permitam uma deteção [incêndio] em tempo real e uma intervenção rápida e eficaz", defendeu António Dinis Ferreira, em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, durante as Jornadas do CERNAS 2015.
Este responsável sublinhou que a expansão urbana para áreas inicialmente agrícolas, que devido ao abandono se têm transformado em áreas de mato e de floresta, "coloca em risco as infraestruturas, bens e mesmo a vida das pessoas, em situações extremas, em especial durante a ocorrência de incêndios florestais".
O coordenador científico do CERNAS deu como exemplo desta realidade os incêndios de 2003 e de 2005, quando o fogo penetrou na área urbana de Coimbra.
"Se os incêndios podem ganhar alguma dimensão e progredir para dentro da malha urbana, fruto de um interface que se alterou profundamente, a verdade é que uma maior densidade populacional nesta interface floresta/urbana pressupõe uma maior possibilidade de ignições nestas áreas", adiantou.
António Dinis Ferreira referiu que o "preocupa muito" o risco de incêndio entre áreas urbanas e florestais e adiantou que num passado recente foi a causa de "muitos problemas".
"Temos algumas propostas, que passam por uma nova visão do problema e por criar uma maior diversidade na paisagem, sobretudo com a introdução das espécies autóctones, nomeadamente das folhosas, que servem um pouco de tampão aos fogos", disse.
Durante a realização das jornadas CERNAS 2015 foram apresentadas cerca de 40 ideias que vão ser discutidas com as forças vivas da região Centro.
"Vamos discutir estas ideias para saber se têm ou não validade e estamos a tentar fazer um esforço para conseguir depois financiamentos para as colocar em prática", explicou.
Este responsável disse também que o CERNAS está a fazer aquilo que já deveria ter sido feito há algumas décadas, ou seja, concertar posições e discutir os problemas em conjunto.
O CERNAS é um centro de investigação da região centro na área da agricultura e do mundo rural que é reconhecido e avaliado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Novas empresas: Agricultura e pescas ganham terreno. Cada encerramento valeu 2,5 ‘nascimentos’ em 2014

EMPREENDEDORISMO

12/1/2015, 13:40134 PARTILHAS
Setores onde se criaram mais empresas em 2014: Serviços e Retalhista. Mas foi o setor da Agricultura e Pesca que mais cresceu em sete anos. Encerramentos estão no valor mais baixo desde 2007.


No total, foram criadas 35.568 empresas em 2014
António Cotrim/LUSA

Por cada empresa que encerrou em 2014, nasceram 2,5 novas entidades, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira no Barómetro anual da Informa D&B. No total, foram criadas 35.568 empresas e o país atingiu o rácio de nascimentos/encerramentos mais elevado desde 2007.

O setor da Agricultura, Pecuária, Pesca e Caça foi o que mais cresceu desde 2007 – 25%. Em 2014, foram criadas 1.685 empresas quando sete anos antes tinham sido criadas 655. Em 2014, foi o oitavo setor que registou o maior número de novas empresas. A liderar a tabela, permanecem os setores dos Serviços e do Retalho, com 11.125 e 5.527 empresas criadas, respetivamente.

O segundo destaque vai para o setor de Alojamento e Restauração, que se mantém no terceiro setor com mais novas empresas criadas desde 2011, ano em que destronou ao setor da Construção. Em 2014, foram criadas 3.839 novas empresas, mais 3,11% do que em 2013 e mais 32,6% do que em 2007.

A maior subida do ano vai para o setor das Atividades Imobiliárias, que cresceu 25% de 2013 para 2014. No ano passado, foram registadas 2.249 empresas no setor, um valor próximo do que foi registado em 2007: 2.741 novas empresas. Em 2012, o setor já tinha caído cerca de 61%.

Desde 2009 que a maior parte das empresas nasce no Norte do país e não em Lisboa. Para Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, "esta recuperação do número de nascimentos para valores semelhantes aos registados antes do início do Programa de Assistência Económica e Financeira é um sinal positivo e poderá indicar alguma adaptação e renovação do tecido empresarial nacional", revela.

Não foram só criadas mais empresas, como o nível de desempenho também está a melhorar. A maior parte dos setores cresceu em volume de negócios em 2013 e 2014, ao contrário do que se tinha verificado no período anterior (2011-2012).

O setor que mais cresceu em volume de negócios foi o da Agricultura, Pecuária, Pesca e Caça: 3,4%. As Indústrias Transformadoras cresceram 1,2% e continua a ser o setor que representa mais de um quarto (27%) do total de volume de negócios do tecido empresarial.

"Fatores como alterações fiscais ou a possibilidade de constituir empresas com o capital de 1 euro por sócio, a partir de abril de 2011, poderão explicar a recuperação do empreendedorismo, a juntar ao acréscimo verificado na iniciativa individual, que se constata pelo crescimento do número de sociedades unipessoais", afirmou Teresa Cardoso de Menezes.

As exportações também deram sinais positivos, com uma "melhoria generalizada" nos níveis de crescimento. As Pequenas e Médias Empresas são as que se destacam, tendo melhorado 10,4 pontos percentuais. As exportações do setor das Indústrias Transformadoras cresceram 6,6% em 2013 e atingiram um valor que representa quase metade do seu volume de negócios. As exportações do setor das Grossistas cresceu 11,8%.

Encerramento de empresas atinge valor mais baixo dos último sete anos

Em 2014, encerraram 13.952 empresas, menos 13,2% do que no ano anterior. Este é o valor mais baixo dos últimos sete anos. O pico aconteceu em 2012, quando fecharam portas 19.080 empresas, mais 26,9% do que no ano passado. O setor onde mais empresas encerraram em 2014 foi o Retalhista, seguido do da Construção e do de Alojamento e Restauração. Ainda assim, registaram valores mais baixos do que em 2013.

As insolvências caíram 20,6% em 2014 para 4.401 registos, um número que acompanha a tendência já verificada em 2013. Este número vinha a aumentar desde 2007. O setor da Construção lidera o ranking, seguido do Retalhista e das Indústrias Transformadoras, com valores mais baixos do que no ano anterior.

Alqueva mobiliza cinco mil milhões de euros


Entre investimento público e privado o projeto de regadio de Alqueva mobilizou já €4 mil milhões, a que se irão juntar mais €1000 milhões até 2020, nomeadamente potenciados pelos apoios da Comissão Europeia.

Alqueva continua a mobilizar investimento e os últimos números, avançados ao Expresso por José Pedro Salema, presidente da EDIA, empresa gestora do projeto de Alqueva, dividem-se em quatro grandes tranches: €2,5 mil milhões em infraestruturas, €1000 milhões via Proder (Programa de Desenvolvimento Rural), verba que vai duplicar até 2020 e €500 milhões investidos diretamente por privados, entre projetos agrícolas e investimentos no aproveitamento hidroelétrico, pela EDP.
Quanto ao impacto no mercado de trabalho, entre empregos criados de forma direta e induzidos indiretamente pelos projetos desenvolvidos em Alqueva, a EDIA estima que se possa estar no patamar dos 20 mil postos de trabalho.


Escola de Coimbra vai ter Curso de Escanção


16 Jan 2015 < Início < Notícias

A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra vai realizar um Curso de Escanção, a decorrer de 24 de Fevereiro a 27 de Julho de 2015.

A duração é de 300 horas, de 2ª a 5ª feira e com horários entre as 15h e as 18h30m. O curso destina-se fundamentalmente a profissionais da área de mesa e bar. O preço do curso é de 900 euros mas existem condições especiais para antigos alunos, que terão um desconto de 10%, sobre o valor total, podendo ainda efetuar o pagamento de modo faseado.

. E Pode fazer o download do formulário de inscrição aqui: http://goo.gl/G1UFjP
 

Fonte: Revista de Vinhos

França já definiu as suas pastagens sensíveis para a nova PAC

16-01-2015 
 

 
França tomou uma decisão acerca dos mapas de pastagens sensíveis para a nova política agrícola comum (PAC) limitando-se uma parte dos situados em zonas da Rede Natura 2000, habitats de interesse comunitário, sem estender para fora destas zonas como permite a normativa da PAC 2024-2015.

Segundo o Ministério da Agricultura francês, estima-se que a superfície bruta destas pastagens seja de 11 mil quilómetros quadrados, situados em zonas identificadas no mapa que acompanha a ficha de consulta final.

A nova PAC proíbe que as pastagens sensíveis seja apuradas, o que pode vir a gerar penalizações no "pagamento verde". Em Espanha, estas zonas ainda não foram definidas, cuja limitação ficou nas mãos das Comunidades Autónomas.

Tendo em conta que a Rede Natura 2000 em Espanha ocupa 147 mil quilómetros quadrados, cerca de 27 por cento da superfície nacional, o seu impacto pode ser significativo em alguns casos, impedindo que possam surgir pastagens, mesmo incluindo antigas terras de cultivo, destinadas um dia à produção forrageira mediante prados.

Para além disso, a nova PAC mantem a obrigação de manutenção a nível global de todas as pastagens permanentes, e não apenas sensíveis, no entanto esta não é uma obrigação individual de cada agricultor, mas apenas manter uma vigilância geral, que pode levar a medidas correctoras no caso de haver uma regressão significativa das mesmas.

Fonte: Agrodigital

UE destina 180 ME para programas de erradicação de doenças em 2015

16-01-2015 
 


 
A União Europeia destinou para 2014 mais de 180 milhões de euros para co-financiar 139 programas de erradicação, controlo e seguimento das doenças de animais e zoonoses.

O orçamento destinado para 2015 é 20 milhões de euros superiores ao de 2014, o que supõe uma importante mudança. Nos anos anteriores, o orçamento que a Comissão Europeia dirigia aos programas de erradicação era cada vez menor. Em 2010, foram 275 milhões de euros (ME), orçamento que baixou para 248 milhões em 2011, para 203 ME em 2012, 199 milhões em 2013 e 160 ME em 2014.

Quanto ao número de programas co-financiadosnos últimos quatro anos, foram 224 em 2010; 135 em 2011 e 2012; 137 em 2013 e 142 em 2014. Em 2015, registou-se duas alterações significativas na distribuição de fundos. Uma diz respeito ao aumento de co-financiamento para a doença da Língua Azul, até um total de 18,5 milhões de euros frente aos 1,8 milhões do ano anterior, devido à recrudescência da doença e 2014 na zona oriental da União Europeia.

A outra novidade foi o facto de se destinar cerca de 5,7 milhões de euros à execução de programas de erradicação e controlo da Peste Suína Africana devido à presença da doença em algumas partes da União Europeia.

Em virtude do novo Regulamento 652/2014, sobre a gestão dos gastos na área de segurança alimentar, a União co-financia em 50 por cento dos custos dos programas, com a possibilidade de taxas mais altas, entre 75 a 100 por cento, tendo em conta as características das doenças ou a situação do Estado-membro em questão.


Fonte: Agrodigital

Governo dos açores reforça programa de apoio aos agricultores para aquisição de máquinas e equipamentos



JAN 16AÇORES, PORTUGALHORTAPOR GERSON INGRÊS

 
HORTA – A Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente decidiu reforçar os apoios que permitem modernizar as explorações e unidades de produção agrícolas, incrementando a sua mecanização, através de um processo simples e célere a que os agricultores açorianos se podem candidatar.

O Programa de Apoio à Modernização Agrícola (PROAMA), cujas regras de atribuição foram hoje publicadas em Jornal Oficial, destina-se a apoiar a aquisição de máquinas e equipamentos adaptados à dimensão das explorações e unidades de produção, em situações que não justificam investimentos de grande valor.

O PROAMA, que funciona em complementaridade ao novo Programa de Desenvolvimento RURAL (PRORURAL+), visa incentivar a modernização e mecanização nos setores da produção animal e vegetal, reforçar a sua competitividade e contribuir para a melhoria das condições de trabalho dos agricultores.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Faleceu homem amputado dos dois braços em acidente com trator

Faleceu na última quinta-feira o homem que ficou gravemente ferido num acidente de trabalho com um trator agrícola no passado 28 de dezembro no Toito, anexa da freguesia de São Miguel do Jarmelo (Guarda).

José Pereira Marques, de 63 anos, tinha ficado sem os dois braços, que foram recuperados e devidamente acondicionados para serem reimplantados, mas não sobreviveu aos ferimentos causados pela alfaia agrícola que estava a utilizar no trator. A vítima estava internada no Porto, para onde foi helitransportada ainda no dia do acidente. O funeral realizou-se no sábado, no Toito.

Ministra do Ambiente alemã quer proibição total do uso de OGM’s

Janeiro 15
09:41
2015

A Ministra do Ambiente alemã defendeu a proibição total dos OGM's na Europa.

Esta posição vem depois do Parlamento Europeu ter votado as novas normas para utilização de sementes OGM's, dando maior poder aos estados membros para poderem unilateralmente proibir a sua utilização. A Ministra insiste, não só no facto de haver uma proibição total na Alemanha, como na possível extensão a toda a Europa.

Numa posição escrita, a Ministra do Ambiente, Barbara Hendricks, informa claramente que a legislação na Alemanha tem de ser alterada, para que não haja qualquer possibilidade para a sementeira de variedades OGM's no país.

Estas posição é justificada pela sua interpretação de que as produções OGM's são nocivas para a natureza e meio-ambiente e não são do agrado dos consumidores.

Entretanto, o grupo parlamentar do partido dos Verdes do Bundestag publicou um comunicado, em que mostra grande apreensão na maneira como o dossier dos OGM's está a ser tratado, no âmbito das negociações do acordo de parceria com os Estados Unidos (TTIP).

Estas posições contrastam com as últimas posições dos governos britânico e espanhol, que querem maior liberdade na aprovação unilateral das sementeiras OGM's de sementes ainda não autorizadas em Bruxelas.

A bactéria Xylella fastidiosa ameaça os olivais da bacia do mediterrânio


Janeiro 15
09:43
2015

No sul da Itália, na zona de Saluto, é triste ver a agonia de mais de 60.000 hectares de olival, devida ao ataque da bactéria Xylella fastidiosa, que foi encontrada inicialmente na província de Lecce.

Esta bactéria devastadora ataca várias espécies vegetais, tais como as oliveiras, a amendoeira, a vinha e o carvalho.

A sua propagação é feita, sobretudo, através do comércio de material vegetativo, mas também através de um insecto, a cicadela e, uma vez instalada na planta, leva-a a produzir frutos cada vez mais pequenos, até acabar por matá-la.

Esta bactéria foi detectada pela primeira vez na Califórnia, em 1880, sendo que actualmente 29 estados americanos estão contaminados.

Detectada em 2013, em Itália, já provocou prejuízos de 53 milhões de euros na agricultura local.

A Comissão Europeia já tomou medidas de controlo, que passam pela restrição do comércio de material vegetativo das zonas afectadas. Existem, no entanto, queixas de que as autoridades italianas não tenham isolado correctamente a região, o que pode levar à propagação da doença.

A principal preocupação existe, neste momento, na Córsega, pois todo o material vegetativo vem de Itália e a economia agrícola local baseia-se no azeite.

Várias universidades italianas e americanas tentam encontrar uma cura para a doença, mas até hoje todos os esforços foram em vão. A única possibilidade é a utilização maciça de antibióticos, o que é totalmente contra todas as normas de saúde pública.

Estremoz: Feira Internacional de Agro-pecuária começa a 29 de Abril

15-01-2015 
 

 
A 29.ª edição da Feira Internacional de Agro-pecuária de Estremoz (FIAPE), um dos mais importantes certames do Alentejo, começa a 29 de Abril e decorre até 03 de Maio, informou o município.

O certame, que pretende contribuir para o desenvolvimento económico do concelho, vai decorrer no parque de feiras e exposições da cidade e agregar a 33.ª edição da Feira de Artesanato de Estremoz.

Fonte: Lusa

Agricultura nos EUA continua familiar

 15-01-2015 
 

 
De acordo com a última informação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA), o sector agrícola norte-americano continua nas mãos de explorações familiares.  

Segundo dados do estudo, cerca de 97 por cento das explorações são familiares, as quais reúnem 85 por cento da produção agrícola. Nos Estados Unidos da América (EUA), a exploração familiar não está limitada por nenhum nível máximo de rendimentos, pelo que uma exploração pode facturar mais de cinco milhões de dólares, tendo como único ponto incluir-se na categoria de exploração familiar muito grande.

A grande maioria das explorações dos EUA, mais de 90 por cento, são pequenas explorações familiares, apesar de se considerarem pequenas aquelas que têm rendimentos brutos de até 350 mil dólares anuais. Estas ocupam metade da superfície cultivável. A maior parte da produção pertence a explorações médias, entre 350 mil e um milhão de dólares, e grande, com mais de um milhão de dólares.

As explorações classificadas como grandes são apenas dois por cento do total, mas produzem cerca de 35 por cento da produção global, as médias representam 5,7 por cento e proporcionam cerca de 25 por cento da produção.

Fonte: Agrodigital

EDIA apresenta novos blocos de rega

15-01-2015 
 

 
A EDIA vai apresentar no próximo dia 20 de Janeiro, em Beja, o Aproveitamento Hidroagrícola de Cinco Reis / Trindade, integrado no subsistema de rega de Alqueva.

Esta apresentação é aberta a todos os interessados, nomeadamente agricultores e proprietários, e pretende esclarecer os beneficiários de todos os processos ligados à exploração deste novo perímetro de rega.

O Aproveitamento Hidroagrícola de Cinco Reis / Trindade trata-se de uma área composta por três Blocos de Rega, nomeadamente, Cinco Reis, Chancuda e Trindade, beneficiando uma área total acima dos 5.300 hectares, servidos por 85 bocas de rega e cerca de 43 quilómetros de condutas.

Este novo perímetro de rega irá entrar em exploração na próxima campanha de rega e, à semelhança dos perímetros já em exploração, não serão cobrados os volumes de água utilizados já que este «ano zero» é considerado o ano de testes.

Esta nova área de rega de 5.300 hectares vem juntar-se aos 68 mil hectares já em exploração, prevendo-se para breve a entrada em exploração de mais de 14 mil hectares, correspondendo aos blocos de S. Pedro / Baleizão / Quintos, perfazendo um total de cerca de 88 mil hectares na campanha de 2015.

Entretanto estão em curso as empreitadas que completam todo o Sistema Global de Rega de Alqueva, cerca de 120 mil hectares, as quais estarão disponíveis na campanha de rega de 2016. 

Fonte: Vida Rural

Municípios da bacia do Rio Maior querem conciliar actividade pecuária com o ambiente

15-01-2015 
 
 
As câmaras de Santarém, Rio Maior, Cartaxo e Azambuja estão a georreferenciar todas as explorações pecuárias existentes nos quatro concelhos, na primeira fase de um trabalho que visa a recuperação do rio Maior e a sustentabilidade da actividade pecuária.

Inês Barroso, vereadora da Câmara de Santarém com o pelouro do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, disse à agência Lusa que o levantamento está a ser feito no âmbito do Grupo Intermunicipal para a Sustentabilidade Ambiental do Rio Maior e da Actividade Pecuária, criado em outubro e que integra os quatro municípios e ainda o polo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (antiga Estação Zootécnica Nacional).

A vereadora afirmou que a georreferenciação iniciada em Novembro deverá estar concluída em Fevereiro, permitindo verificar quantas pecuárias existem, onde estão implantadas, quais estão licenciadas e as que precisam cumprir um processo que por norma é moroso, bem como identificar os efluentes produzidos que poderão ser aproveitados para a agricultura.

Nesse sentido, o grupo está a identificar potenciais receptores dos efluentes para uso como adubo para a agricultura, um trabalho a realizar com a Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores e em ligação com os agricultores, disse.

«Primeiro é fundamental licenciar todas as explorações e depois ter uma acção concertada que viabilize uma rede de escoamento dos efluentes», evitando que sejam despejados nas linhas de água, acrescentou.

Inês Barroso afirmou que este é um processo ainda com «muito caminho a percorrer», adiantando que três movimentos ecologistas dos concelhos de Santarém, Rio Maior e Cartaxo foram convidados a integrar o grupo e a darem igualmente o seu contributo para a resolução do problema.

O grupo, proposto pela Equipa Multidisciplinar de Acção para a Sustentabilidade (EMAS) da Câmara Municipal de Santarém, tem por objectivo minimizar os impactos da actividade pecuária sobre o rio Maior sem contudo pôr em causa o sector, frisou.

Fonte: Lusa


Apoios à agricultura já têm calendário disponível para 2015


15 Janeiro 2015, 14:42 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt
 
Agricultores e produtores agrícolas, pecuários e florestais já têm disponível o plano de abertura de candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural para este ano.
A Secretaria de Estado da Agricultura já disponibilizou o plano de abertura de candidaturas de 2015 ao Programa de Desenvolvimento Rural, plano de apoio aos investimentos na agricultura em Portugal Continental com fundos comunitários no âmbito do segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia. As regiões autónomas da Madeira e dos Açores têm os seus programas específicos, geridos pelos respectivos governos regionais.
 
Entre 2014 e 2020, o PDR 2020 tem um orçamento previsto de 4,1 mil milhões de euros para financiar a agricultura, a pecuária e a floresta de Portugal Continental, cujo calendário de abertura de candidaturas para os próximos 12 meses os agricultores, produtores e empresários dos respectivos sectores podem agora consultar na página criada pelo actual executivo (ver aqui, em Plano de Abertura de Candidaturas 2015).
 
Em comunicado, a Secretaria de Estado da Agricultura, liderada por Diogo Albuquerque, defende que "com a publicação deste plano", os agricultores e empresários agro-pecuários e florestais "que tencionem submeter os projectos no PDR 20202 podem gerir as submissões e planear de forma mais eficaz os seus projectos".
 
"A publicação do plano de abertura de candidaturas para 2015", sublinha Diogo Albuquerque, citado na mesma nota, "é uma novidade e uma evolução face ao passado". Com a medida, a tutela da Agricultura pretende que "a informação de abertura de candidaturas" ao programa que gere 4,1 mil milhões de euros de fundos públicos de apoio ao investimento na actividade, deixe de ser dada "de forma avulsa e pontual" e passe a "ter uma calendarização anual".
 
O objectivo, adianta ainda o secretário de Estado da Agricultura, é que seja conferida "maior previsibilidade" aos agricultores, que deixarão assim – espera a tutela - de "ficar na expectativa de abertura de medidas e poderão planear melhor os seus investimentos".
 
A abertura de candidaturas ao PDR 2020 avançou a 15 de Novembro passado, ao abrir as medidas de "investimento agrícola" e a "pequenos investimentos na exploração agrícola". A próxima abertura de candidaturas prevista no cronograma conhecido esta quinta-feira, 15 de Janeiro, está prevista para os "jovens agricultores", no próximo mês de Fevereiro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pressão atmosférica em Portugal atingiu valores típicos do Alasca e da Sibéria


Publicado hoje às 07:11
Peso do ar por cima de Portugal tem atingido valores acima do normal nas últimas semanas. Dia 9, teve mesmo um valor máximo recorde, nunca visto. Especialistas admitem efeitos em algumas doenças.
Deve estar a ser um inverno difícil para quem tem reumático, lesões antigas ou enxaquecas. A juntar ao muito frio que se prolonga há várias semanas, o antigo Instituto de Meteorologia tem registado valores anormalmente altos de pressão atmosférica durante muitos dias seguidos.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) refere mesmo que registou na última sexta-feira, dia 9, números nunca vistos na pressão atmosférica em Portugal e que habitualmente encontram-se no Alasca e na Sibéria.
À TSF, Pedro Viterbo, director do Departamento de Meteorologia e Geofísica, explica que a pressão atmosférica não se vê e pode definir-se, de uma forma simples, como «o peso do ar que está em cima de nós». Nas ultimas semanas, este peso tem sido acima do normal em Portugal, atingindo um pico no dia 9 de janeiro com um valor histórico, nunca visto, em Bragança (1050 hPa, a unidade para medir a pressão atmosférica).
O especialista refere, contudo, que os valores altos têm ocorrido em quase todo o Continente, acima dos 1040 hPa. Este é um valor muito invulgar em Portugal, mas comum na Sibéria ou no Alasca. Apesar de ter diminuído desde o pico do final da semana passada, o 'peso do ar' por cima de Portugal continua «muito elevado» por estes dias e só deve passar para valores normais no início da próxima semana. A culpa é de um bloqueio, que não se via há vários anos, no anticiclone dos Açores, e que se prolonga há semanas.
Esta é a mesma razão que tem motivado o tempo muito frio, que se regista desde o Natal, e que afeta as dores reumáticas e em lesões antigas.
Pedro Viterbo acrescenta que a pressão atmosférica elevada, ao nível da que se tem registado nos últimos tempos em Portugal, tende a influenciar igualmente a saúde das pessoas, sobretudo quem sofre enxaquecas, nomeadamente pelos efeitos que tem na circulação do sangue. «As pessoas podem sentir-se mal por estarem sob pressão alta de forma continuada», explica.
O presidente do Colégio de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos admite que o frio é habitualmente um problema para os doentes com problemas nos ossos, tal como a pressão atmosférica para quem tem enxaquecas. Jose Silva Henriques explica no entanto que não tem notado um aumento na procura de consultas. Mais urgentes têm sido os casos de problemas respiratórios e síndromes gripais.
Isabel Pavão Martins, neurologista, especialista em dores de cabeça, também diz que não tem notado um aumento de doentes. Contudo, admite que, quando têm uma crise, estes vão normalmente mais às urgências do que aos médicos da especialidade e explica que não é só a pressão atmosférica que afeta as enxaquecas.
Nuno Guedes

Lobby agrícola americano apoia fim do embargo a Cuba

Janeiro 13
12:06
2015

O sector agrícola norte-americano quer aproveitar a aproximação entre os Presidentes Barack Obama e Raul Castro para pressionar no sentido de acabar com o embargo económico a Cuba.

Na passada semana, mais de trinta empresas americanas do sector agro-alimentar, apoiadas por políticos democratas e republicanos de estados agrícolas, como o Kansas, o Minnesota e o Missouri, afirmaram publicamente a sua vontade de fazer avançar as negociações.

Foi constituída a U.S. Agriculture Coalition for Cuba (USACC), com a finalidade de pressionar o fim do embargo, que conta com o poderoso lobby agrícola para pressionar o Congresso.

O sector olha para Cuba como um eldorado, onde pode vir a colocar muitos produtos agrícolas, pois, apesar de em 2008 o Presidente Raul Castro ter dado o usufruto de 1,5 milhões de hectares a 170.000 agricultores independentes, a produtividade agrícola é muito baixa, como é o exemplo da produção de açúcar, que, em 1989, era de 8,2 milhões de toneladas e, em 2006, de 1,1 milhões de toneladas.

A ilha importa 80% dos produtos alimentares que consome, sendo um mercado potencial de 1,7 mil milhões de dólares e está a 150 km das costas americanas.

Com o embargo, o Brasil quadruplicou as suas exportações para Cuba.

A USACC vai enviar uma delegação a Cuba em Março, para estudar o mercado, sendo que os custos de transporte dos Estados Unidos são mais baratos do que os de outros países, devido à sua proximidade geográfica.

Prioridades de acção do COPA-COGECA para 2015

Janeiro 12
13:30
2015

O COPA-COGECA anunciou as suas prioridades de acção para 2015, que passam por:

1 – Simplificação para uma melhor aplicação da nova Política Agrícola Comum, sobretudo ao nível das medidas complexas sobre o greening;

2 – Acompanhamento de muito perto da evolução do sector leiteiro com o fim das quotas leiteiras, no sentido de pressionar a Comissão se existir uma forte perturbação de mercado;

3 – Acompanhamento de perto dos acordos bilaterais internacionais, sobretudo o Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP), para garantir que os padrões de segurança alimentar europeia não serão postos em causa;

4 – Exigir medidas de apoio a todos os sectores agrícolas atingidos pelo embargo russo;

5- Exigir que a agricultura faça parte do plano de investimento Juncker de 315 mil milhões de euros;

6 – Lutar contra as práticas comerciais abusivas e desleais exercidas pela grande distribuição;

7 – Análise do impacto que a proibição de pesticidas pode vir a ter na produção agrícola;

8 – Participação activa em todas as negociações dos dossiers sobre o bem-estar animal;

9 – Pugnar por uma maior rapidez na aplicação dos programas de desenvolvimento rural;

10 – Participação na Expo-Milão 2015, que é dedicada à agricultura e alimentação mundiais.

Reino Unido quer cultivar sementes OGM’s proibidas na União Europeia

Janeiro 14
09:20
2015

As novas disposições da União Europeia sobre a utilização de sementes OMG prevê que os países possam, unilateralmente, proibir a sementeira de OGM's, que estejam autorizados por Bruxelas.

O Reino Unido quer, contudo, ir mais longe, ao pretender autorizar o cultivo de OGM's que não estejam autorizados por Bruxelas.

A Espanha pode vir a seguir a posição inglesa, sabendo-se que altos responsáveis destes países têm mantido negociações de alto nível com os responsáveis das empresas de biotecnologia.

Esta posição do governo britânico não é, contudo, pacífica no país, pois as administrações regionais da Escócia e do País de Gales opõem-se, bem como uma parte da sociedade civil.

A posição do governo é baseada na necessidade de se acompanhar as novas tecnologias ao nível de produção agrícola, no sentido de rentabilizar a actividade e torna-la competitiva face, concretamente, aos americanos.

Os opositores argumentam que não há provas científicas de que estes produtos não sejam nocivos para a saúde e de que têm tido uma influência negativa no meio ambiente do continente americano.

Eurodeputado prevê cenário catastrófico para o sector leiteiro


Janeiro 14
09:21
2015

O eurodeputado belga Marc Tarabella mostrou-se muito preocupado com o futuro do mercado leiteiro após o final das quotas leiteiras, afirmando mesmo que estamos à beira de um cenário catastrófico.

Segundo este eurodeputado, o fim das quotas leiteiras em Março próximo pode vir a provocar uma forte queda do preço do leite, para valores incomportáveis para os produtores.

Prevê um cenário de grande oferta de leite no mercado, entupindo os canais de distribuição, o que levará a graves prejuízos aos produtores, que são o elo mais fraco da cadeia.

Segundo Marc Tarabella, para um produtor não perder dinheiro, o leite tem de ser pago a 37 cts por litro, enquanto actualmente, os preços praticados já são bastante mais baixos.

Uma super abundância de leite pode levar os preços a descer a 25 cts e, mesmo, a 20 cts por litro, o que pode pôr em risco os 300.000 postos de trabalho ligados ao sector.

Não vai ser a primeira grande crise no sector leiteiro na Europa, mas tivemos sempre as quotas para ajudar na regulação do mercado, o que vai deixar de existir.

Para o eurodeputado, os responsáveis dos diferentes países não têm consciência total do que pode acontecer, pois nunca deveriam ter avançado para o fim das quotas sem terem mecanismos alternativos para pôr em prática, se houvesse um afundamento de mercado.

Possível ruptura de abastecimento de matérias-primas para rações

Janeiro 14
09:22
2015

Depois das organizações europeias de produtores e alimentos compostos para animais alertarem para a possibilidade de existir uma ruptura de abastecimento face ao atraso nas autorizações para a importação de OGM's, é a vez da Europabio, que representa as empresas de biotecnologia, vir advertir para o perigo de ruptura de aprovisionamento.

Neste momento, existem 58 pedidos de autorização para a importação de matérias-primas OGM para rações, sendo que a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) já analisou 18 destes pedidos, tendo emitido parecer favorável, uma vez que não vê qualquer perigo para a saúde pública e para o ambiente.

Neste pacote estão incluídos quatro variedades de milho e cinco variedades de soja. O problema maior prende-se com a soja, pois neste momento começa a estar no mercado a soja que é produzida nos Estados Unidos, onde existem variedades que estão à espera de autorização comunitária.

No caso do milho, o problema é menos grave, pois temos stocks comunitários, no entanto, esta autorização impede a importação de produtos derivados, que podiam contribuir para uma baixa do preço das rações.

A Europa está totalmente dependente da importação de proteína vegetal para o equilíbrio das suas rações, pelo que qualquer ruptura de abastecimento trará consequências incalculáveis na produção pecuária europeia.

De Matcha a fruta feia... o que se vai comer em 2015!



Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015
De Matcha a fruta feia... o que se vai comer em 2015!

Ter uma alimentação saudável é uma das mais típicas e habituais resoluções de ano novo. E porque estamos na primeira quinzena de 2015 vamos ainda a tempo de escolher alguns alimentos e tendências alimentares para este ano. Os mais curiosos e os que não tem receio de experimentar coisas novas, podem começar a apontar:
 
1. Matcha - Hum, como é? Os especialistas já dizem por aí que o Matcha vai ser um dos super alimentos do ano de 2015. O matcha é nada mais nada menos que o chá verde em pó ou moído, mas tem mais nutrientes e menos cafeína do que a versão "normal" que bebemos do chá verde. Dos muitos benefícios que este super alimento nos traz, destacamos alguns: desintoxica de uma forma natural, é um natural relaxante, fornece vitmamina C, selénio, crómio, zinco e magnésio e é rico em fibras.
 
2. Açúcar de coco - Açúcar, esse grande amigo do palato, mas o verdadeiro inimigo da nossa saúde! A propósito, o famoso chef inglês Jamie Oliver lançou recentemente uma "guerra" contra o açúcar, já que pretende que seja criado um imposto sobre este elemento.
Ora o açúcar de coco, é uma alternativa válida ao açúcar comum, mas com a vantagem de ter um baixo índice glicémico. É rico em potássio, zinco, ferro, vitamina B e permite aos mais gulosos, mais gula e menos culpa.
 
3. Bulgur - Mais um nome estranho, mas que só vem ajudar a nossa vida alimentar. O Bulgur é um tipo de trigo integral que requer uma cozedura mínima para ser consumido e é naturalmente referido como um possível substituto do arroz, um habitual hidrato de carbono presente na nossa alimentação. O bulgur tem menos calorias e mais nutrientes e fibras e pode ser uma boa opção para quem está em dieta, quer perder peso e quer uma alternativa aos hidratos.
 
4. Clorela - A clorela é uma pequena alga (de tamanho), mas é uma super alga, já que contém todos os nutrientes que necessitamos, como vitaminas, macro-minerais, ácidos gordos essenciais, entre outros. Dos seus principais benefícios destaca-se a ajuda que dá ao nosso cérebro e fígado, melhoria da digestão, regeneração e desintoxicação do corpo, fortalecimento do sistema imunitário... E podíamos continuar que a lista é longa e só com coisas boas para o nosso organismo. Podemos consumi-la em sopas, saladas ou sumos.
 
5. Fruta e vegetais "feios" - Não podemos dizer que as frutas e vegetais serão tendência para este ano, porque são "tendência" sempre. O que está aqui a mudar não é o seu conteúdo, mas antes a "forma". Os consumidores já não procuram só a maçã redonda, vermelha, reluzente, mas sim os produtos frescos que sejam produzidos da forma mais natural possível, sem prejudicar a saúde (mesmo que o seu aspeto não seja perfeito. A este propósito, podem conhecer o projeto nacional Fruta Feia. 

Acidente com trator faz um ferido grave

Colisão violenta com um ligeiro de mercadorias ocorreu em Beja. 
Por Nelson Medeiros 

Um homem ficou ferido com gravidade após a viatura ligeira de mercadorias que conduzia, propriedade de uma empresa de telecomunicações, ter sido abalroada por um tractor agrícola. O acidente aconteceu às 10h25 deste domingo em Padrão, Freguesia de Nossa Senhora das Neves, no concelho de Beja, a cerca de seis quilómetros da cidade. O tractor agrícola, que circulava com a pá frontal em baixo, colidiu lateralmente com a viatura ligeira de mercadorias que vinha a passar na estrada principal naquele momento. O condutor ficou ferido com gravidade e teve mesmo que ser desencarcerado. Foi assistido no local pelos Bombeiros de Beja e pela equipa da VMER do INEM. Após ter sido estabilizado no local, o ferido foi transportado de helicóptero para o Hospital de São José, em Lisboa, devido à gravidade dos ferimentos. A GNR tomou conta da ocorrência e está a investigas as causas desta colisão violenta.

Aumento das existências mundiais de trigo e soja

14-01-2015 
 

 
As existências mundiais de trigo no final da campanha 2014/2015 foram revistas em alta, até 196 milhões de toneladas, de acordo com as previsões de Janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (WASDE).

As existências aumentaram 1,1 milhões de toneladas em relação à informação de dezembro devido a uma maior oferta, consequência de maiores stocks iniciais, com a revisão dos valores na União Europeia (UE) e uma subida da produção.

Os valores da colheita mundial mantém um recorde, de 723,38 milhões de toneladas e subiram 1,2 milhões frente à estimativa de Dezembro devido à produção na Etiópia, com mais 1,1 milhões de toneladas e à actualização dos resultados na UE, com mais 100 mil toneladas. Uma parte importante da maior oferta foi compensada com o crescimento do consumo.

Pelo contrário, no caso do milho, as existências no final da campanha 2014/2015 foram revistas em baixa, até um total de 189,15 milhões de toneladas, menos três milhões que as previsões de Dezembro, devido à queda da produção nos Estados Unidos da América (EUA), de -6 milhões de toneladas.

Para a Índia espera-se um aumento da produção, de mais 1 milhão de toneladas e para a União Europeia um crescimento de 400 milhões de toneladas, as quais são insuficientes para compensar a descida nos EUA. Prevê-se um aumento do consumo de milho na UE, Canadá, Etiópia e na Índia.

No caso da soja, os stocks finais também foram revistos em alta, com um aumento de quase um milhão de toneladas em comparação com o mês anterior e atingindo 90,78 milhões de toneladas, cuja previsão para a maior produção é a responsável por esta mudança.  

A colheita mundial de soja pode alcançar um total de 314,4 milhões de toneladas, ou seja, mais 1,6 milhões, graças aos melhores resultados no Brasil, que com um aumento de 1,5 milhões de toneladas pode atingir a produção recorde de 95 milhões de toneladas. Este aumento deve-se, sobretudo, aos melhores rendimentos nos estados produtores de Mato Grosso e Paraná.

Fonte: Agrodigital

Mercado mundial do leite sob pressão em 2015

14-01-2015 
 

O sector internacional do leite tem muitos desafios pela frente nos próximos meses como, por exemplo, o embargo russo, o aumento da produção de leite em 2014, de quatro por cento nos maiores produtores de leite do mundo, e a descida da procura de leite em pó por parte da China.  

Todos estes factores conduzem a um excesso de oferta de lacticínios no mercado, pelo que os preços continuam sobre pressão. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA) prevê que os preços do leite podem continuar a descer em 2015 e que as margens dos pecuários permaneçam em queda. É muito provável que a produção continue a aumentar mas com um menor ritmo, esperando-se um crescimento de um por cento da produção nos maiores produtores mundiais.

As estimativas do USDA têm como base o levantamento russo em Agosto e que a China mantenha-se o maior comprador de leite em pó, mesmo em menor ritmo. Também para as impostações prevê-se uma descida de 12 por cento devido à revisão em baixa da taxa de crescimento económico da China.

Na União Europeia, as estimativas apontam para um crescimento da produção de leite em 2014 de cinco por cento até um total de 146,7 milhões de toneladas. Nos primeiros três meses de 2015, correspondentes aos últimos meses da última campanha com quota leiteira, espera-se uma redução significativa das entregas de leite para evitar a imposição suplementar, pelo que a produção de leite em 2015 poderá aumentar apenas 300 mil toneladas, totalizando 147 milhões de toneladas.

Fonte: Agrodigital

IVV considera acordo do Alvarinho «exigente, justo e equilibrado»

 14-01-2015 
 

 
O Instituto da Vinha e do Vinho afirmou que o acordo alcançado sobre a denominação do vinho Alvarinho é «exigente, justo e equilibrado» e vai permitir «potenciar» a exportação daquele vinho.

Em comunicado, o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), que juntamente com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) integrou a mesa do Grupo de Trabalho do Alvarinho (GTA) criado pelo Governo defendeu que o acordo «permitirá aos produtores beneficiar amplamente da actual dinâmica de exportação do Vinho Verde, que regista um crescimento de 15 por cento ao ano».

«Potenciará a procura de uvas e de vinho de Monção e Melgaço, para além de contribuir para a sustentabilidade dos preços e para a melhoria da rentabilidade dos produtores», adiantou o IVV na nota emitida no final da última reunião do GTA, realizada nas instalações da CVRVV em Arcos de Valdevez.

A utilização, pelos produtores de Monção e Melgaço de «um selo de garantia» nos seus vinhos Alvarinho e a criação de um programa de investimento na promoção dos vinhos e do enoturismo daqueles dois concelhos, no valor de três milhões de a executar num período seis anos são as principais medidas agora aprovadas.

Para o IVV, além de «exigente» por «prever regras ao nível da qualidade, que garantirão que o Alvarinho será sempre um vinho topo de gama» este acordo é «justo» por «reconhecer todo o trabalho desenvolvido pelos produtores de Monção e de Melgaço, dando notoriedade à casta Alvarinho».

Por último, considerou tratar-se de uma solução «equilibrada» que vai ser «aplicada faseadamente no tempo, com abertura gradual em duas etapas de seis anos cada, garantindo estabilidade nas regras e previsibilidade nas mudanças».

«Trata-se de uma solução favorável para ambas as partes, cumprindo a condição obrigatória para que houvesse mudança na legislação», sustentou o IVV.

O IVV adiantou que juntamente com a CVRVV, «irá trabalhar ainda com as Quintas de Melgaço, procurando identificar as soluções que permitam que esta também venha a subscrever o acordo».

Fonte: Lusa