terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Fenadegas conquista 26 medalhas no XVI concurso de vinhos da Prodexpo


Vinhos das adegas e cooperativas portuguesas conquistam Moscovo

A presença das adegas e cooperativas portuguesas na edição 2014 da Prodexpo, que se realizou em Moscovo entre os dias 10 e 14 de Fevereiro, foi um sucesso. No XVI concurso de vinhos desta feira internacional, as associadas da Federação das Adegas e Cooperativas de Portugal, Fenadegas, conquistaram 26 medalhas, 12 de ouro e 14 de prata, além de terem concretizado negócios com vários importadores russos.

Caves Vale do Rodo, Adega Cooperativa de Vermelha, Adega Cooperativa de Favaios, Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, Vercoope - União das Adegas Cooperativas da Região dos Vinhos Verdes foram as adegas cooperativas distinguidas pelos vinhos produzidos.

No entanto, o destaque vai para a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões que foi a mais premiada, arrecadando sozinha um total de 14 medalhas, seis de ouro e oito de prata, para vários dos seus vinhos.

A concretização de vários negócios foi outra das conquistas realizada pela Fenadegas em Moscovo, numa altura em que este mercado está a ganhar uma importância crescente para a exportação das adegas e cooperativas portuguesas, que pretendem chegar aos cinco por cento dos valores anuais de exportação para a Rússia.

Para o presidente da Fenadegas, Basto Gonçalves, “estas distinções são a prova de que os vinhos de adega e cooperativa são de uma excepcional qualidade e que devem ser tidos em linha de conta pelo consumidor na hora de efectuar a compra”.

Concurso Vinhos de Portugal com 25 jurados internacionais

13 Fevereiro, 2014 12:38 | Revista de Vinhos

De 13 a 16 de Maio, no CNEMA, em Santarém, irá celebrar-se mais uma edição do Concurso Vinhos de Portugal. As inscrições já abriram...

Para 2014, a Direcção da ViniPortugal, entidade que organiza o concurso, procurou uma maior valorização dos jurados internacionais, o que se confirma pela notoriedade dos elementos que irão compor o Grande Júri, designadamente Shinya Tasaky (MS), presidente da ASI, Evan Goldstein (MS), Dirceu Viana Júnior (MW e MS), único Master of Wine de língua portuguesa, e Charles Metcalfe, para além dos portugueses Luis Lopes e Bento Amaral. Foram ainda convidadas 21 personalidades internacionais que integrarão os restantes jurados, maioritariamente compostos por enólogos das casas produtoras. Diz a organização que, “com esta iniciativa proporcionar-se-á um maior contacto entre os jurados internacionais e a realidade do sector vitivinícola nacional”.

Este concurso afirma-se como um acontecimento de elevada relevância internacional dedicado a contribuir para o ganho de visibilidade dos nossos vinhos nos principais mercados de exportação.

Entretanto, os produtores poderão inscrever os seus vinhos a partir do dia 1 de Março na página www.concursovinhosdeportugal.pt. Cada referência inscrita custa 75 euros mas as inscrições efectuadas até 31 de Março beneficiarão de um desconto de 5 euros por vinho, enquanto após 24 de Abril será aplicada uma penalização de mais 15 euros a todas as inscrições. Cada referência, já agora, terá que ser composta por 4 garrafas de 0,75 litros.

O site do concurso tem já disponível o regulamento, em formato PDF.

Rússia vai proibir OGM nos produtos alimentares

A Rússia continua inflexível na sua intenção de proibir o uso de organismos geneticamente modificados (OGM) na produção de alimentos.

Foi nesse sentido a declaração proferida pelo ministro da Agricultura Nikolai Fedorov na Conferência da Agricultura da Rússia.

A discussão acerca dos OGM entre cientistas, ambientalistas e produtores já ocorre há muito tempo por todo o mundo. Neste momento o alargamento da produção alimentar exclusivamente “limpa” enfrenta dificuldades provocadas precisamente devido à utilização de organismos geneticamente modificados.

Nos pratos da balança desta discussão internacional apresentam-se duas forças. Uma é a falta de meios e de argumentos por parte dos cientistas relativamente ao perigo dos produtos geneticamente modificados. A outra são as corporações industriais com os seus enormes recursos, inclusivamente os seus recursos políticos.

Na opinião da maioria dos cientistas, para estudar completamente a influência dos OGM sobre o ser humano e sobre o meio ambiente ainda serão necessários mais 10 a 20 anos. Contudo, já hoje sabemos quais são as ameaças para a vida que os produtos geneticamente modificados representam, diz a perita internacional em segurança ambiental e alimentar Irina Ermakova:

“Eles são todos perigosos, porque a própria tecnologia da sua produção é imperfeita. Na produção são usadas bactérias e vírus patogénicos. Quando os cientistas começam a verificar a influência desses produtos em animais, ficam horrorizados. São problemas oncológicos e de obesidade. Por isso, o mais correcto será, com certeza, a proibição total dos OGM nos produtos agroalimentares, como o fizeram os países europeus.”

Hoje a Rússia é um dos maiores produtores de grãos livres de OGM. Neste ano agrícola, a exportação de grãos poderá ascender a 20 milhões de toneladas. O aumento da produção de produtos biológicos e a conquista pela Rússia de uma vantagem qualitativa no mercado mundial serão possíveis depois de realizadas alterações à legislação, refere o editor principal da revista Agrarnoe Obozrenie (Revista Agrária) Konstantin Lysenko:

“Nós nem sequer temos uma legislação que defina o que são produtos biológicos. Contudo, potencialmente a Rússia poderá inundar todo o planeta com produtos biológicos, porque aqui é proibido fabricar produtos geneticamente modificados.”

O perito reconhece, contudo, que a realidade não pode deixar de ser preocupante: praticamente toda a soja produzida no mundo é geneticamente modificada. Isso também é aplicável a uma em cada cinco espigas de milho.

Por sua vez, o governo russo propôs a regulamentação da utilização das culturas de OGM. O Primeiro-Ministro Dmitri Medvedev determinou que se investigue se esse tipo de culturas existe na Rússia. O passo seguinte será o controle de tudo o que é semeado, importado e produzido.

Fonte:  Voz da Rússia

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

PS questiona Governo sobre porco alentejano

14h00 - segunda-feira, 17/02/2014



O Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República questionou na última sexta-feira, 14, o Governo sobre a situação da produção e comercialização de porco alentejano.
No documento endossado à ministra da Agricultura e assinado por 14 deputados socialistas, entre os quais o bejense Luís Pita Ameixa, o PS sublinha “a situação grave em que se encontra a produção e comercialização de porco de raça alentejana”, exigindo a regulamentação da designação “porco preto alentejano”.
“Na verdade o mercado tem sido invadido por produtos ditos de porco preto, mas que não são oriundos da raça. Por consequência tem vindo a perder-se a produção de porco alentejano, diminuindo o efectivo pecuário para níveis críticos e privando o mercado de um produto verdadeiro e de qualidade”, argumentam os socialistas.
Nesse sentido, “tendo o secretário de Estado da Alimentação e da Indústria Agro-alimentar, anunciado na Ovibeja 2013 que a aprovação desta regulamentação estaria para breve, perguntamos quando será o breve, pois passou quase um ano e até agora nada”, questionam os deputados do PS.
Sendo o porco de raça alentejana “um produto nacional de reconhecida qualidade, como permite que se mantenha esta situação por tanto tempo”, perguntam ainda os parlamentares socialistas, que pretendem também saber se o Governo acredita “que apenas com esta regulamentação aprovada em Bruxelas ficará resolvido o problema dos criadores da raça alentejana”.
A fechar, e tendo em conta a diminuição do número de animais desta raça autóctone, que está em vias de ser considerada raça ameaçada, os deputados do PS indagam igualmente o Governo sobre “a estratégia e as medidas tomadas para preservação desta raça nacional autóctone e do seu património genético”.

A dura arte da tanoaria que leva Diamantino Gouveia a todo o Douro


Lusa
17 Fev, 2014, 07:37

O tanoeiro Diamantino Gouveia há 65 anos que se dedica à "dura arte" de construir pipas ou tonéis e, apesar de atualmente haver menos trabalho, ainda percorre o Douro a fazer manutenção nas quintas de vinho do Porto.
A arte da tanoaria está muito associada às terras onde se produz o vinho. Em plena Região Demarcada do Douro, a mais antiga do mundo, Diamantino Gouveia continua a trabalhar aos 76 anos no ofício que lhe foi ensinado pelo pai.

Nasceu em Oliveira, Mesão Frio, e cresceu entre as madeiras, as pipas e o cheiro a vinho do Porto.

É ali que está instalada a sua oficina. Logo à entrada, um tonel chama a atenção por ter sido transformado num bar, com cozinha, e lá dentro o cheiro a madeira mistura-se com o pó, as ferramentas e as pipas em construção.

Diamantino trabalha por estes dias numa nova vasilha de 5.000 litros para uma das casas produtoras de vinho que ainda lhe encomendam trabalhos. Quando começou tinha que andar com as ferramentas às costas e não havia uma única máquina para ajudar.

Hoje em dia, já há alguns equipamentos que ajudam, por exemplo a cortar as madeiras, mas o sistema "praticamente não evoluiu" e as técnicas usadas "ainda devem ser da época do Marques de Pombal".

Com o passar dos anos perdeu a conta às pipas, tonéis ou balseiros que vendeu para as grandes quintas do Douro, mas agora sente-se desanimado.

"Nós somos poucos, mas cheguei a trazer 12 funcionários, há uma dúzia de anos, no tempo em que havia um bocado de trabalho. Isto agora desceu um bocado", afirmou à agência Lusa.

As vendas desceram ao ponto de o artesão contar apenas com a ajuda de três funcionários.

E, quando não há encomendas, Diamantino Gouveia passa o tempo a construir peças de mobiliário, como mesas e cadeiras ou pequenas pipas de decoração.

Aos poucos a vasilha vai ficando pronta. O trabalho já começou há duas semanas, com a madeira antiga trazida pelo produtor e que o tanoeiro reaproveitou. "Isto já levou vinho, sei lá, mais de 150 anos", salientou.

Mas fazer uma pipa não é fácil. O artesão é obrigado a recorrer à matemática para calcular as proporções da madeira, do comprimento e da tampa, ou a cubicagem (medir o volume).

Diamantino queixa-se de que agora há pouco trabalho, mas mesmo assim desdobra-se por este Douro, de Barca de Alva a Barqueiros, a fazer trabalhos de reparação e de manutenção das pipas.

As cubas de inox, que há uns anos foram substituindo as pipas de madeira, principalmente para os vinhos de mesa, representaram um duro golpe para o trabalho dos tanoeiros.

No entanto, o artesão frisou que "quem quer ter vinhos de qualidade continua a usar as barricas de madeira".

Antigamente estes recipientes eram usados no transporte e envelhecimento dos vinhos. É verdade que hoje em dia já não é transportado em pipas ou tonéis, mas a madeira continua a ser considerada essencial para um vinho do Porto de qualidade.

Apesar disso, Diamantino mostra-se muito cético em relação ao futuro desta arte. "O interesse é pouco. Eu dei o primeiro curso de tanoaria na ilha da madeira já lá vão 20 anos e não vi assim um interesse grande. Acho que isto não puxa ninguém ", salientou.

O artesão reforçou que o "trabalho é duro e eles não estão para se matar". "Esta mocidade agora não é como nós antigamente. Nós trabalhamos no duro", concluiu.

Barragem de Veiros vai permitir regadio no final de 2015 em Estremoz

LUSA 17/02/2014 - 13:19
A albufeira da barragem de Veiros vai permitir o armazenamento de água para utilização no regadio de uma área de 1114 hectares.

 
RUI GAUDÊNCIO

A obra da segunda fase da Barragem de Veiros, no concelho de Estremoz, deverá ficar concluída no final de 2015, permitindo o início do regadio, revelou nesta segunda-feira à agência Lusa o presidente do município, Luís Mourinha.

De acordo com o autarca, o projecto do empreendimento hidroagrícola é da responsabilidade do Ministério da Agricultura, mas o município de Estremoz tem vindo a acompanhar os trabalhos por se tratar de uma "obra emblemática" e de "importância estratégica" para o concelho.

Luís Mourinha realçou que a Barragem de Veiros vai possibilitar a criação de um perímetro de rega, permitir reforçar o abastecimento público de água e criar condições para a utilização turística e recreativa da albufeira.

Já referenciada num plano desenvolvido nos anos 50 do século XX, a construção da barragem, segundo o Ministério da Agricultura, decorre da necessidade de contrariar as adversas condições climáticas que tornam aquela região carenciada de recursos hídricos.

A albufeira da barragem de Veiros vai permitir o armazenamento de água para futura utilização no regadio de uma área de 1114 hectares de solos, localizados na freguesia de Veiros e no concelho de Monforte, actualmente objecto de uma agricultura marcadamente de sequeiro.

A obra, considerada uma "velha aspiração" da população local, representa o maior investimento efetuado naquela freguesia do concelho de Estremoz, com comparticipação de fundos da União Europeia.

O plano de rega da Barragem de Veiros prevê beneficiar cerca de 60 agricultores dos concelhos de Estremoz, no distrito de Évora, e de Monforte, no distrito de Portalegre.

6ª Jornadas Veterinárias Hospital Veterinário Muralha de Évora - 21 Fevereiro

Jerónimo Martins vai investir pela primeira vez na agricultura


POR ELISABETE RODRIGUES ⋅ 13 DE FEVEREIRO DE 2014 ⋅ 22:05
 
A Jerónimo Martins vai investir, este ano, no setor da agricultura. O presidente do Conselho de Administração do grupo não quis adiantar pormenores, mas admitiu que em breve será anunciado «um investimento grande», na agricultura, em Portugal.

«Teremos coisas interessantes para falar daqui a um mês ou dois», disse, esta quinta-feira, Pedro Soares dos Santos, no Algarve, na conferência de imprensa após a inauguração do Centro de Distribuição de Algoz (Silves), que representa um investimento de 25 milhões de euros e criou 220 postos de trabalho, diretos e indiretos.

Quando está próxima a entrada em vigor do novo regime que regula práticas comerciais, nomeadamente restringindo as promoções feitas pelas marcas de distribuição nas suas lojas, o CEO da Jerónimo Martins considera que isso virá «limitar muito a capacidade contratual» entre a grande distribuição e os fornecedores.

O novo regime visa, segundo o Governo, proteger os pequenos fornecedores, que agora são alegadamente esmagados pelos preços que lhes serão impostos pela grande distribuição. Mas Soares dos Santos vê as coisas de forma completamente inversa: «é todo um trabalho que se fez com milhares de médios e pequenos produtores que pode ficar completamente comprometido», garante.

«Os grandes e os fortes vão ultrapassar isto», já que, «se o setor se quiser proteger, uma primeira solução à vista, é a importação». Aliás, na opinião do gestor, a nova lei abre «brutalmente a porta» à compra de produtos estrangeiros.

«Uma lei que era para limitar os grandes, vem dar-lhes força e entalar os mais pequenos», garantiu.
No caso da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos assegura que «75% do que vendemos é produzido em Portugal», a nível do alimentar. O frango e o porco, por exemplo, é quase 100% nacional.

 

Impostos disfarçados e custos acrescidos

Fazendo uma lista das coisas que diz não perceber em Portugal, Soares dos Santos pergunta porque é que há-de «um português pagar a comida 30% mais cara que um alemão paga na Alemanha? Porque é que uma Coca-Cola, na Polónia, é 40% mais barata que em Portugal? Porquê obrigar os portugueses a pagar mais caro pela comida?». Na sua opinião, tudo resulta das regras e impostos existentes no país.

Por exemplo, em relação à taxa de segurança alimentar criada pela atual ministra da Agricultura Assunção Cristas, o presidente do CA da Jerónimo Martins diz que o grupo «não vai rever a sua posição», que é de não pagar. «Consideramos que isto é mais um imposto. Os tribunais hão-de revolver».

Quanto ao país, que considera que «nem tão cedo» vai sair da situação em que está, Pedro Soares dos Santos diz que «não sinto que já haja grande apetência para consumo desmedido». «O arranque do consumo vai retardar», até porque «a carga fiscal aumentou mais este ano que no ano passado». Poderá haver «uma estabilização da confiança», mas «nem a média de compra está a subir, nem o consumidor está a gastar mais». O que se está a passar, na opinião do gestor, é que «as pessoas mudam de hábitos, reajustam-se».

E sobre o "milagre económico" anunciado pelo ministro Pires de Lima? «Como não vou a eleições, não detetei nenhum milagre económico», responde, lapidar.

 

Investimento na Polónia e na Colômbia é para continuar

Os investimentos na Polónia, onde, através da marca Biedronka, o grupo tem a sua maior rede de lojas (2393), pretendendo chegar às 3000 em 2015, Soares dos Santos admitiu que «existe nitidamente uma travagem do consumo», mas nada que assuste o grupo português: «espero ter um ano simpático na Polónia».

Apesar de «alguma concorrência ter acordado e apertado connosco», no último ano a Biedronka ganhou mesmo «2,5% de quota de mercado na Polónia».

Quanto à Colômbia, onde o grupo inaugurou os seus primeiros supermercados Ara e o centro de distribuição do país há cerca de um ano, em março de 2013, Pedro Soares dos Santos diz que está «muito contente».

No entanto, admite, «ainda não me sinto esclarecido sobre o que é a Colômbia, o que é o consumidor colombiano». Até agora, a «fórmula tem sido testar, testar, testar».

Certo é que o gestor se confessa cada vez mais «confiante» nesta aposta na América do Sul, lembrando que «em nove meses abrimos 40 lojas e este ano vão ser mais 100 lojas». 

Mais de 18 Milhões de agricultores em todo o mundo semearam OMG´s em 2013


Posted on 14 de Fevereiro de 2014 | Leave a comment

Segundo o “Informe Anual sobre a situação mundial da comercialização de organismos modificados geneticamente em 2013”, elaborado pelo International Service for de Acquisition of Agri-Biotech (ISAAA), a superfície mundial de organismos modificados geneticamente (OMG) superou os 175.2 milhões de hectares em 2013, o que supõe um aumento de 2.7% em relação ao ano transato.

Nos últimos 18 anos, a superfície cultivada com OMG´s passou de 1.7 milhões de hectares em 1996 para os 175 milhões o ano passado.

Um total de 18 milhões de agricultores semeou este tipo de sementes geneticamente modificadas no ano de 2013.

Mais de 90% destes foram pequenos foram pequenos agricultores de países em vias de desenvolvimento. Dos 27 países que apostaram nestas sementes em 2013, 8 são industrializados e 19 correspondem a países em vias de desenvolvimento. É a segunda vez desde 1996 que a superfície cultivada em países em vias de desenvolvimento supera a dos países industrializados.

Pelo quinto ano ano consecutivo, o Brasil foi o país que mais incrementou este género de cultivo. Durante o ano passado, 3.7 milhões de hectares foram ocupados com OMG´s. O Brasil mantém-se assim como o segundo maior produtor de OMG´s mundial, representando 23% do total semeado. Os E.U.A. representam 40%.

Os países da América Latina, Ásia e áfrica representam 54% do total de área ocupada, sendo o restante (46%) ocupado pelos E.U.A., Canadá e Europa.

Os dez países com mais de 1 milhão de há cultivados (em milhões):

E.U.A. – 70.1

Brasil -40.3

Argentina – 24.4

Índia – 11

Canadá – 10.8

China – 4.2

Paraguay – 3.6

África do Sul – 2.9

Paquistão – 2.8

Uruguay – 1.5

Bolívia – 1


OMG´s na U.E.

A U.E. voltou a registar novo recorde de área cultivada, com 148.013 hectares em 2013 (Portugal, Espanha, República Checa, Eslováquia e Roménia), mais 15% que em 2012. Os valores do cultivo em Portugal foram inferiores ao ano anterior devido à escassez de sementes. A Roménia manteve a mesma superfície. A República Checa e a Eslováquia reduziram a sua superfície devido a procedimentos legislativos impostos aos agricultores. Espanha, líder europeu, aumentou 18%.


Papá, quiero ser agricultor


A reportagem do diário El País destaca as dificuldades da fixação de jovens na agricultura, salientando o acesso à terra como um dos principais problemas.

O último recenseamento agrícola relizado em Espanha data de 2009 (tal como em Portugal) e revelou uma diminuição de 44,7% do número de explorações agrícolas em relação a 1999 (de 1,7 milhões para 989.796).

O modelo de exploração agrícola que se desejava para a UE consistia na exploração familiar, mas profissionalizada, no entanto, as próprias políticas euopeias de agricultura conduziram à extinção de milhares dessas explorações.

Segunda a mesma, Portugal e Espanha apresentam uma das menores taxas de jovens agricultores da UE, com menos de 5%.



Mário Simões visita Herdades do Estado e reúne com apicultores de Moura



Dando seguimento ao Roteiro Agrícola, em que o deputado do PSD eleito pelo circulo de Beja se tem deslocado a visitar explorações agrícolas no Distrito.

Mário Simões retomou os roteiros, pois é muito importante o conhecimento que se adquire nestas visitas que transmitem a realidade existente. Hoje o Deputado vai visitar algumas herdades do Estado: a Herdade da Abóboda e a Herdade dos Lameirões, tendo também agendada uma reunião com os apicultores no concelho de Moura.

UE discute futuro do leite


Setor do leite e distribuição alimentar em escolas na agenda dos ministros da Agricultura da Europa

Por: tvi24 / PP    |   2014-02-16 11:10

Os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) reúnem-se na segunda-feira, em Bruxelas, com o futuro do setor do leite e a criação de um programa conjunto para distribuir fruta e de leite nas escolas em agenda.

Os ministros irão debater os desafios que o mercado do leite irá enfrentar - a curto, médio e longo prazo - com o fim das quotas nacionais de produção, que está marcado para 01 de abril de 2015.

Na agenda do debate entre os ministros dos 28 estão ainda os dispositivos previstos na nova Política Agrícola Comum (PAC) para prevenir crises de mercado, especialmente nas regiões mais desfavorecidas ou com uma produção mais frágil, como os Açores.

Segundo a presidência grega da UE, a previsão para o mercado, a médio e longo prazo, é positiva em termos de procura, mas o setor poderá ter que lidar com flutuações de preço potencialmente dramáticas.

Na reunião, os ministros deverão dar luz verde à fusão dos dois programas de distribuição alimentar nas escolas, passando a ser distribuídos em conjunto o leite e a fruta, com o objetivo de promover o consumo de ambos.

O novo programa, proposto em janeiro pela Comissão Europeia, terá uma dotação de 230 milhões de euros por ano letivo (150 milhões de euros para a fruta e as verduras e 80 milhões para o leite). No orçamento de 2014, esta dotação é de 197 milhões de euros (122 milhões de euros e 75 milhões de euros, respetivamente).

Segundo dados de Bruxelas, no ano letivo 2011/2012, Portugal recebeu perto de 2,6 milhões de euros no âmbito do programa de distribuição de leite e perto de 2,2 milhões no de fruta, mas, neste caso, em regime de cofinanciamento europeu de 68%.

Portugal estará representado na reunião pela ministra da Agricultura e das Pescas, Assunção Cristas.

Setor do leite e distribuição alimentar em escolas na agenda dos ministros da Agricultura da UE

ONTEM às 10:330

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Os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) reúnem-se na segunda-feira, em Bruxelas, com o futuro do setor do leite e a criação de um programa conjunto para distribuir fruta e de leite nas escolas em agenda.
Os ministros irão debater os desafios que o mercado do leite irá enfrentar - a curto, médio e longo prazo - com o fim das quotas nacionais de produção, que está marcado para 01 de abril de 2015.
Na agenda do debate entre os ministros dos 28 estão ainda os dispositivos previstos na nova Política Agrícola Comum (PAC) para prevenir crises de mercado, especialmente nas regiões mais desfavorecidas ou com uma produção mais frágil, como os Açores.
Diário Digital / Lusa

SolidarISA - Projecto pedagógico e de solidariedade no Instituto Superior de Agronomia

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O “SolidarISA” é um projecto pedagógico e de solidariedade existente no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Nasceu em 2011 e tem como base a colocação em prática dos ensinamentos teóricos aprendidos pelos alunos ao longo da sua formação naquela escola. 

Para o efeito, o projecto utiliza os recursos do Instituto, terra e máquinas, para fazer determinadas culturas cuja produção reverte, na sua totalidade, para o Banco Alimentar contra a Fome.

O projecto já entregou diversas colheitas desde a sua fundação das quais se destacou a entrega de cerca de 12 toneladas de Couve Lombarda (em Abril de 2013).

Neste momento, o projecto está em crescimento e tem à sua responsabilidade a Terra Grande, parcela de terra mais emblemática do ISA. Encontra-se ocupada com cerca de 4ha 
de Trigo Rijo (em princípio, para futura transformação e entrega na forma de massa) e meio hectare de Couve Lombarda.

O crescimento e sucesso do projecto deve-se às parcerias que os seus responsáveis conseguiram celebrar. Assim, neste momento, o SolidarISA conta com o apoio do Instituto 
Superior de Agronomia, Banco Santander Totta, Banco Alimentar contra a fome, Magus Irrigation Systems (sistema de rega), Adubos Deiba, LusoSem, Luís Simões, New Holland, Viveiros da Silveira, PESNIL (produtos fitofármacos) e Galp.

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

apvc [convite] Exponor Horta Comigo




Viva!

A Exponor irá realizar, entre os dias 13 e 16 de Fevereiro (de quinta-feira a domingo), a Horta Comigo – evento de Hortas-Jardins e Produtos Naturais. Esta feira realiza-se em simultâneo com a Exponor InHouse 2014. Em 2013, a Associação para a Protecção do Vale do Coronado – APVC –, participou na Exponor InHouse, com um stand promocional ao Vale do Coronado e a realização de um mercadinho biológico e dez colóquios.

E depois da bem sucedida participação na edição do passado ano, os voluntários da APVC regressam à Exponor e, desta feita, participam na Horta Comigo, com stand e realização de dois workshops. 

Visite o stand da APVC e participe nas actividades!

stand APVC [lugar 4C50]
– reutilização de embalagens – hortas e jardins;
– horta-e-jardim verticais;
– expo-foto Vale do Coronado.

actividades APVC  |   workshops
– Produção de Cerveja Artesanal – sábado, 21h30-22h30 – Pedro Sousa (APVC).
Sempre sonhou em produzir a sua própria Cerveja? Se fosse possível produzir Cerveja em Casa com alta qualidade e custos reduzidos, aceitaria o desafio? Descubra os ingredientes, os diferentes tipos de cerveja e formas de produção. Aprenda como dar os primeiros passos nesta aventura com um Mestre Cervejeiro. 
– O Mundo Maravilhoso das Orquídeas – domingo, 14h30-15h45 – Graziela Meister (Associação Portuguesa de Orquidofilia).
Conheça a família Orquidaceae, com particular destaque para as orquídeas mais comercializadas em Portugal.

Governo quer discutir preço da água para as culturas regadas


CARLOS DIAS 15/02/2014 - 13:12
Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural disse que não é possível esperar mais tempo para discutir um novo tarifário que irá substituir o que foi aprovado pelo ex-ministro António Serrano em 2010.

O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, quer discutir o preço da água para rega que está em vigor desde 2010. O governante lançou a sua proposta no discurso que proferiu no encerramento do 7º Colóquio Nacional do Milho, realizado esta semana na cidade de Beja.

Perante os mais de 500 agricultores que estavam presentes, frisou que se trata de um problema que “deve preocupar seriamente” a todos. A urgência do debate sobre o preço de água para rega está directamente associada à “conclusão do projecto Alqueva”, assume Gomes da Silva, alegando que a conclusão do maior projecto de regadio europeu “vai mudar a realidade dos factores que determinam o preço da água em Portugal”.

O tarifário previsto no despacho 9000/2010, aprovado durante a gestão do ex-ministro da Agricultura António Serrano, estabelece que o tarifário para o consumo de água em Alqueva começa nos 4,2 cêntimos por metro cúbico à saída da rede primária para as associações de regantes. Os fornecimentos directos às explorações agrícolas têm um custo de 8,9 cêntimos por metro cúbico quando se trata de abastecimento “em alta” e de 5,3 cêntimos no fornecimento em baixa pressão. Os agricultores pagam no primeiro ano metade do preço da água previsto no tarifário atrás referido e suportam um aumento de 10% durante cinco anos.

O secretário de Estado lembrou que a dimensão do projecto Alqueva veio “alterar completamente” os pressupostos que estiveram por detrás da decisão de António Serrano. “Como é que nós vamos lidar com esta questão (preço da água) no futuro”, questionou Gomes da Silva, advertindo que não é possível “esperar mais tempo” para “colocar, discutir e decidir atempadamente” o problema, para que todos os que necessitam de água para regar “não se deparem com paredes difíceis de demover”.

Vários dos agricultores presentes mostraram-se surpreendidos pela colocação da inesperada proposta que Gomes da Silva garantiu “nada ter a ver com a cultura do milho”. Não disse se pretendia subir ou baixar o preço da água para rega, mas até o presidente da Associação dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), Luís Vasconcelos e Souza, em declarações recentes ao PÚBLICO considerava que iria ser “difícil”manter a produção de milho no Alqueva nos anos em que os preços deste cereal se apresentem baixos. E explicava porquê: “Contrariamente a algumas zonas do país” o preço da água em Alqueva “vem onerar a cultura de milho”.

Se não houver uma reformulação do tarifário aprovado pelo Ministério da Agricultura em 2010, o consumo de água na produção de milho sofrerá uma forte redução e, nessas condições, “será difícil manter” os preços da água, antecipava Vasconcellos e Souza. Este empresário ainda admite que a viabilização das áreas plantadas “pode passar por produzir mais barato e de forma mais eficiente mas dificilmente será possível reduzir o consumo de água”.

Ao apresentar os valores de consumo de água na região, o novo presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, José Pedro Salema, revelou que a cultura de milho consome um volume de água que oscila entre os 6,5/10 mil metros cúbicos por hectare, tornando-a “proibitiva” aos preços estabelecidos no tarifário de 2010.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Angola e Brasil são os mercados mais promissores para os vinhos de Lisboa

14-02-2014 
 

 
As exportações de vinhos da Região de Lisboa para os mercados angolano, brasileiro, norte-americano, russo e moçambicano estão a crescer entre 5 a 10 por cento ao ano, sendo Angola e Brasil os destinos mais promissores no curto prazo.

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) quer consolidar a presença destes vinhos nestes mercados e convidou 40 jornalistas e importadores a visitar a região no próximo fim-de-semana, com passagem por várias herdades e uma prova de vinhos com doze produtores e um total de 144 referências.

Segundo o presidente dos Vinhos de Lisboa, Vasco d’Avillez existem actualmente 25 produtores a exportar para Angola, Estados Unidos e Brasil, enquanto na Rússia e em Moçambique existem cerca de oito a operar ou a querer operar.

Os “Vinhos de Lisboa” que incluem as Denominações de Origem Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d’Aire, Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras exportam cerca de metade da sua produção.

Fonte: Lusa

Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação em consulta pública

 14-02-2014 
 

 
A nova versão do PANCD (Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação) está em consulta pública até 11 de Março de 2014.
 
Para apresentação do PANCD e recolher contributos, estão a ser promovidas sessões públicas em todo o país.
 
Região
Dia
Hora
Onde

Norte
11 de fevereiro
14h30
Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé

Alentejo
21 de fevereiro
11h00
Sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Évora

Algarve
28 de fevereiro
14h00
Sede do Parque Natural da Ria Formosa, Olhão

Lisboa e Vale do Tejo
7 de março
10h00
Sede do ICNF (Av. da República, n.º 16, Lisboa)

Centro
12 de março*
10h00
Centro Cultural Raiano de Idanha-a-Nova
 
*Balanço da consulta e da discussão pública realizadas até então; encerramento dos trabalhos (pelas 12 horas) por entidades governamentais
 
A CONFAGRI e a FENAFLORESTA, como membros do Conselho Consultivo da Comissão Nacional de Coordenação do PANCD, tendo já emitido parecer em consulta prévia, encontram-se a recolher contributos das suas organizações agrícolas associadas, para emitir o parecer final, com base na actual versão em consulta pública. Para mais informações ou envio de contributos, p.f. envie um email para catia.rosas@confagri.pt.
Mais informações

- em papel, na sede e Departamentos Regionais do ICNF, nas sedes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR);


 

Fonte: CONFAGRI

19 Prémios Especiais para os melhores do vinho e gastronomia em 201314 Fevereiro, 2014

03:56 | Revista de Vinhos


Nunca é fácil, em qualquer sector de actividade, escolher quem mais se destacou ao longo do ano anterior. Mas, no caso da Revista de Vinhos, por difícil que seja a decisão, é sempre gratificante terminar com uma lista de premiados que nos orgulha. Olhando para 2013, foram 19 decisões muito trabalhadas e debatidas, tão exigentes que, num dos casos, nem foi possível desempatar… Dos produtores aos enólogos, das empresas às cooperativas, da viticultura à comunicação, do enoturismo à restauração, escolhemos os que, na nossa opinião, foram os melhores de 2013. É um painel notável, enriquecido ainda pela atribuição de três prémios mais personalizados: Identidade e Carácter, Senhor do Vinho e David Lopes Ramos.

A lista completa dos prémios entregues esta sexta-feira (14 de Fevereiro), em Lisboa, durante o jantar anual da Revista de Vinhos, realizado no Campo Pequeno, é a seguinte:

REVELAÇÃO DO ANO

Herdade do Vau

Não faltam ambição e ousadia a este fascinante projecto liderado por Miguel de Sousa Otto numa encosta sobranceira ao vale do Guadiana.

PRODUTOR DO ANO

Quinta do Vallado

O percurso da Quinta do Vallado remonta ao século XVIII e desde meados da década de 1990 que se mantém com perseverança e consistência na elite de marcas de vinho do Douro e de Portugal.

COOPERATIVA DO ANO

Adega Cooperativa de Borba

Ousadia, gestão proactiva, visão e uma equipa bem afinada são os grandes argumentos de sucesso desta empresa, que constitui um caso de estudo para outras cooperativas.

EMPRESA DO ANO

Casa Ermelinda Freitas

Tradição familiar, condições de produção favoráveis, produtos apelativos a preços imbatíveis, liderança corporativa segura e estabilidade na direcção enológica. Uma referência incontornável no Portugal vitivinícola moderno.

EMPRESA DO ANO (VINHOS GENEROSOS)

The Fladgate Partnership

&

Quinta do Noval

Duas notas máximas em ano de Vintage 2011 a justificarem a atribuição ex-aequo do primeiro lugar. É o terceiro galardão para qualquer destas empresas habituadas a ganhar.

IDENTIDADE E CARÁCTER

Luís Pato

Luís Pato foi dos que mais ajudou a melhorar a imagem que o consumidor moderno tem da casta Baga e da Bairrada. Mas fez mais… muito mais. O seu nome é, como poucos outros, sinónimo de “identidade” e “carácter”. Nem mais.

ENÓLOGO DO ANO

António Ventura

Há mais de meio século no activo, António Ventura é, seguramente, um dos enólogos que mais vinhos faz em Portugal. Aliar o reconhecimento do público às opiniões favoráveis da crítica não é para todos. Mas é essa a sua imagem de marca.

ENÓLOGO DO ANO (VINHOS GENEROSOS)

Filipa Tomaz da Costa

Filipa contribui todos os anos para dar ao Moscatel de Setúbal uma dimensão acrescida. Os néctares da enóloga da Bacalhôa Vinhos aliam a uma impressionante consistência de qualidade um estilo muito particular, que alia doçura e intensidade a uma grande frescura de boca.

VITICULTURA

Quinta da Covela

Cerca de três anos depois de ser deixada completamente ao abandono, a Quinta da Covela retomou fôlego entre as mãos que agora a sonham e acarinham. Uma das quintas com mais carisma em todo o Minho voltou a dar origem a vinhos de grande nível.

ORGANIZAÇÃO VITIVINÍCOLA DO ANO

Instituto da Vinha e do Vinho (IVV)

Os produtores esperam do IVV seja o seu representante nas instâncias internacionais, que defenda a viticultura portuguesa quando tal se mostrar necessário e funcione como grupo de pressão junto da tutela. E nunca como hoje o IVV esteve mais perto de satisfazer essa ambição.

ENOTURISMO

Quinta do Sanguinhal

Um enoturismo muito bem organizado, bonito, didático, interessante e acolhedor. Com algumas jóias, como um antigo lagar com prensas de furo e vara ou uma destilaria centenária. Que mais se poderia pedir?

GARRAFEIRA

Garrafeira da Laje

O gosto pelos vinhos e gastronomia levou um casal a fundar a Garrafeira da Laje, em São João de Ver, perto de Santa Maria da Feira. Já lá vão 10 anos. Hoje é uma das melhores garrafeiras nacionais, está bem e recomenda-se.

LOJA GOURMET

Loja da Amélia

Em plena Ericeira, a Loja da Amélia, gerida por gente simpática e sabedora, vende de tudo a preços muito sensatos. Tanto por lá aparece o cliente mais modesto a comprar pão, como o mais endinheirado a levar o mais dispendioso vinagre balsâmico.

WINE BAR DO ANO

Enoteca de Belém

Situado na Travessa do Marta Pinto, mesmo ao lado dos famosos Pastéis de Belém, este Wine Bar com toques de restaurante tem acumulado sucessos desde que abriu, em finais de 2009. De tal maneira que a sua fama rapidamente superou fronteiras.

RESTAURANTE

Vinum

A cozinha do Vinum não é muito sofisticada ou elegante, mas vai ao encontro da procura dos clientes por bons produtos, confecção irrepreensível e bem fundada nas tradições locais. Com o Vinum percebeu-se que a alta cozinha não era o único caminho para a alta gastronomia.

RESTAURANTE DO ANO (COZINHA TRADICIONAL)

O Rei dos Leitões

O Rei dos Leitões foi fundado em 1947 e, no panorama tantas vezes monocórdico da Mealhada, conseguiu a proeza de se reinventar, afirmando-se como um restaurante de referência, com uma oferta actual, baseada em produtos escolhidos a dedo. E o leitão? Belíssimo!

PRÉMIO DE GASTRONOMIA DAVID LOPES RAMOS

International Gourmet Festival

O casal Claudia e Klaus Jung abriu o Vila Joya em 1982 e hoje o restaurante duas estrelas Michelin liderado pelo chefe Dieter Koschina é um ponto de referência a nível mundial. Também graças ao International Gourmet Festival, uma autêntica chuva de estrelas no panorâmico gastronómico. Sempre com uma atmosfera muito especial.

SENHOR DO VINHO

José Neiva

O nome de José Neiva há muito que se tornou incontornável. O enólogo e gestor pode estar orgulhoso do seu projecto e do conceito que soube “exportar” para inúmeras empresas nacionais: produzir volume, fazer bons vinhos e por preços competitivos. Com ele, a região de Lisboa ganhou asas.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO ANO

Verallia Portugal

Quantas vezes, após a prova de um vinho mítico, a sua garrafa vazia é o nosso padrão dos descobrimentos, a prova que passámos por ali. A campanha da Verallia Portugal sobre o vidro recentra-nos neste facto simples.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Conselho de Ministros da Agricultura da UE

14-02-2014 
 

 
O Conselho de Ministros da Agriucltura da União Europeia, reunido esta sexta-feira, em Bruxelas, tem na ordem do dia temas como a agricultura e pecuária, contando ainda com a presença do comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos.
 
No âmbito da agricultura, será apresentada a proposta da Comissão sobre o sistema de alimentos na escola, de promoção de produtos agrícolas, o programa de trabalho da presidência e um debate político sobre o sector do leite.
 
No encontro será ainda apresentada uma informação por parte de Dacian Ciolos sobre a situação dos actos delegados relacionados com a implementação da reforma da política agrícola comum (PAC) e uma comunicação da Comissão aos participantes da Associação para a Inovação de Execução de Agricultura, Produtividade e Sustentabilidade.
 
No encontro serão apresentadas as conclusões da 34ª Conferência de Direitos dos Organismos Pagadores da União Europeia, celebrada na Lituânia nos dias 23 e 25 de Outubro de 2013, por parte da presidência cessante lituana.
 
A delegação holandesa divulga os resultados sobre a terceira Conferência Global de Agricultura, Segurança Alimentar e Alterações climáticas, que decorreu em Joanesburgo, no passado mês de Dezembro; uma informação da Eslovénia sobre as consequências de uma tempestade de gelo e neve que recentemente afectou o país e, por último, no âmbito da sanidade animal, restrições à importação de carne de porco da Rússia.
 
Fonte: Agrodigital

Ministro alemão demite-se por escândalo de pornografia infantil


O ministro da Agricultura alemão, Hans Peter Friedrich, demitiu-se hoje depois de admitir ter avisado a liderança do SPD de que um deputado do partido estava sob investigação num caso de pornografia infantil, noticiou a televisão pública ARD.
Friedrich, que era ministro do Interior no anterior Governo, demite-se apenas dois meses depois da tomada de posse do novo executivo da chanceler Angela Merkel, um Governo de coligação entre a União Democrata-Cristão (CDU), a União Social-Cristã (CSU) da Baviera, partido ao qual pertence Friedrich, e o Partido Social Democrata (SPD).
O ministro estava sob forte pressão desde que foi noticiado que terá quebrado o segredo de justiça ao informar o líder do SPD -- Sigmar Gabriel, vice-chanceler e ministro da Economia do atual Governo - de que o nome de um destacado deputado do partido constava de uma lista de suspeitos numa investigação internacional sobre pornografia infantil.
Diário Digital / Lusa

Agricultores das Flores em dificuldade por causa da falta de alimento para os animais


Sexta, 14 de Fevereiro de 2014 em Agricultura 16 visualizações Partilhar
Agricultores das Flores em dificuldade por causa da falta de alimento para os animais
O PSD/Açores alertou hoje para as “condições extremas em que se encontra o sector agrícola da ilhas das Flores” em virtude do mau tempo que se tem feito sentir e que tem “vindo a ser responsável por grandes dificuldades para assegurar a alimentação dos animais”.

Segundo o deputado do PSD/Açores, Bruno Belo, “tem vindo a registar-se uma quebra muito significativa na produção forrageira, verificando-se atualmente um estado de degradação nas pastagens”.

Como consequência desta situação, alerta, “os agricultores das Flores passam por grandes necessidades devido ao aumento dos custos de produção”. “É uma situação que acaba por influenciar a economia de toda a ilha uma vez que contribui para agravar o desemprego e o rendimento das famílias que dependem da agricultura”.

Neste momento, refere ainda, “a agricultura da Ilha das Flores necessita com grande urgência da atenção do Governo Regional, na medida em que esta está a atravessar uma das maiores crises dos últimos anos”.

"Os Verdes" acusam Comissão Europeia de autorizar o cultivo de milho transgénico, desrespeitando a maioria dos Estados-membros e os interesses dos povos



A Comissão Europeia anunciou que poderá autorizar o cultivo de milho transgénico TC1507, com a denominação comercial Herculex, desenvolvido conjuntamente pelas empresas americanas DuPont Pioneer e Dow Chemical, apesar da maioria dos estados-membros da União Europeia e do Parlamento Europeu se ter oposto e ter demonstrado a sua preocupação.

O Partido Ecologista «Os Verdes» reitera a sua posição em relação aos OGM - Organismos Geneticamente Modificados - alertando para o facto de não haver estudos a longo prazo que mostrem os impactos deste transgénico, não se conhecendo os riscos ambientais e para a saúde humana e animal. Assim, dever-se-á respeitar o princípio da precaução, em defesa da saúde humana e animal e da proteção do ambiente, pois, em caso de dúvida ou suspeita científica, deve-se pugnar por soluções que se enquadrem na maior segurança para a saúde pública.

«Os Verdes» denunciam a posição de Portugal, que se absteve nesta matéria e cuja abstenção, juntamente com a Alemanha, a Bélgica e a República Checa, foi fulcral para que esta autorização não fosse chumbada, uma vez que era necessária maioria qualificada nesta votação, não tendo sido suficientes os 19 votos contra dos 28 Ministros dos Negócios Estrangeiros e diplomatas da União Europeia. Também o Parlamento Europeu recomendou a rejeição desta produção com 385 votos a favor, 201 contra e 35 abstenções.

Denunciam também o desrespeito da Comissão Europeia pela maioria dos estados-membros e pelos interesses dos povos, que são ignorados para satisfazer a vontade e os interesses das multinacionais do sector. A aprovação do cultivo do Herculex não respeita o processo democrático e não reflete a vontade da maioria dos estados-membros.

Por tudo isto, o governo português nunca poderia ter viabilizado a entrada deste OGM na Europa e «Os Verdes» exigem que o mesmo seja proibido em território nacional.

Lisboa, 14 de Fevereiro de 2014

Augusto Domingues incentiva empresÁrios a apostarem no mundo rural

2014 FEV 14NORTE, PORTUGALMONÇÃOPUBLICADO POR GERSON INGRÊS+
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MONÇÃO – Desafio lançado na sessão de esclarecimento “Perspetivas PAC: 2014 – 2020”, iniciativa promovida pela CAP e ADRIMINHO com o objetivo de informar os empresários agrícolas sobre os novos mecanismos de apoio da nova Politica Agrícola Comum
 
O presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto Domingues, desafiou os empresários locais a apostarem no mundo rural e a aproveitarem os instrumentos financeiros disponíveis nos diversos programas de apoio no âmbito da nova Politica Agrícola Comum (PAC) que vigorará até 2020.

O autarca monçanense, que falava na sessão de esclarecimento “Perspetivas PAC: 2014 – 2020”, realizada esta manhã no auditório da Casa do Curro, apontou alguns fatores de atração agrícola no concelho com capacidade para seduzir empresários e gerar riqueza e empregabilidade.

A propósito, destacou o Emparcelamento Agrícola do Vale do Gadanha e a Zona de Intervenção Florestal do Vale do Mouro, dois projetos estruturantes que, no seu entender, são fundamentais para a promoção e valorização agrícola e florestal no território concelhio.
 
Augusto Domingues solicitou ainda aos presentes que, dentro do possível, ajudem na gestão do Matadouro Regional de Monção, através do abate de gado naquele equipamento sanitário, e pediu união e determinação na manutenção da denominação de origem do Vinho Alvarinho.

Na sessão de esclarecimento, o primeiro painel “Abordagem Leader no próximo período de programação” foi conduzido por Ana Paula Xavier, da ADRIMINHO. O segundo, da autoria de Luísa Lucas e Osvaldo Barros, da Confederação de Agricultores de Portugal, versou a “PAC – Perspetivas 2014 – 2020”.

Concluídas as duas conferências, seguiu-se um período de debate e esclarecimento, cuja finalidade consistiu em informar os empresários agrícolas presentes sobre os objetivos, requisitos e financiamentos decorrentes deste novo quadro de apoio agrícola.

Wine In Tube: vinho da Lavradores de Feitoria em embalagem inovadora



Experiência de sucesso teve início em Junho de 2013
Wine In Tube: vinho da Lavradores de Feitoria em embalagem inovadora
 
Vinho engarrafado num formato inovador? Sim, é essa a proposta da Lavradores de Feitoria. A produtora de vinhos duriense foi a primeira a aceitar o desafio da empresa portuguesa Wine Spiritus: engarrafar vinhos premium em tubos de vidro de 60 ml. Wine In Tube (WIT) é o nome comercial desta embalagem, que chegou a Portugal em Junho de 2013.
 
O vinho eleito pela Lavradores de Feitoria para arrancar com esta proposta foi o seu ex-libris ‘Três Bagos Sauvignon Blanc’, um vinho que tem muitos adeptos quer no mercado nacional, quer no estrangeiro. Uma escolha também relacionada com os locais onde iria estar disponível: hotéis de luxo em Portugal. O Conrad Algarve, na Quinta do Lago em Almancil, foi o primeiro, mas seguiram-se o Farol Design Hotel e o Vivamarinha Hotel & Suites, em Cascais, e o Intercontinental, no Porto. Locais onde o prazer de degustar um vinho de categoria superior aliado ao design e inovação são pares de uma dupla de sucesso.
 
Depois do sucesso que se revelou este projecto, o passo seguinte é apostar no inovador packaging WIT com outros vinhos da Lavradores de Feitoria e alargar os pontos de venda a outros hotéis, lojas gourmet e garrafeiras, de acordo com uma estratégia concertada entre a Lavradores de Feitoria e a Wine Spiritus, empresa que tem os direitos da marca WIT no nosso país.  

Rios ainda cortam estradas e inundações já fizeram estragos na agricultura, no Oeste

PÚBLICO 12/02/2014 - 13:05
À espera de tréguas no fim-de-semana, muitos portugueses fazem as contas aos prejuízos do mau tempo

 
chuva dos últimos dias aumentou caudal de muitos rios e ribeiros, provocando cheias e consequentes inundações RENATO CRUZ SANTOS

Mais de 50 estradas e caminhos estavam às 07h30 de hoje cortadas em Portugal continental devido ao mau tempo, de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Na Zona Oeste, muitos agricultores continuam com as terras alagadas e parte da produção de hortícolas stá comprometida.

Segundo a ANPC, estão cortadas 58 estradas e a circulação está condicionada noutras três devido ao mau tempo que se tem feito sentir por todo o país nos últimos dias. No distrito de Santarém estão cortadas 23 estradas, devido a inundações: duas no concelho de Almeirim, uma no de Benavente, seis no da Golegã, cinco no de Santarém, duas no do Cartaxo, duas no de Alpiarça, três no de Coruche, uma no do Entroncamento e uma no de Abrantes. No mesmo distrito há ainda duas estradas, no concelho de Alpiarça, onde a circulação está condicionada devido a inundações.

Além das estradas, a ANPC salienta que a povoação do Reguengo do Alviela, no concelho de Santarém, está isolada.

No distrito de Coimbra há dez estradas cortadas, sete (quatro no concelho da Figueira da Foz, uma em Montemor-o-Velho, outra em Mira e ainda outra em Soure) devido a inundações e três (nos concelhos de Miranda do Corvo, Penela e Coimbra) por causa de desmoronamentos.

Em Leiria estão cortadas nove estradas -- oito devido a inundações, nos concelhos do Bombarral (três), Alcobaça, Caldas da Rainha (duas), Leiria e Peniche, e uma devido a deslizamento de terras, em Pedrógão Grande. Neste distrito, está ainda condicionada a circulação numa estrada do concelho de Alcobaça.

No distrito de Aveiro estão cortadas oito estradas, devido a inundações, todas no concelho de Águeda. No distrito de Lisboa está cortada apenas uma estrada, no concelho de Torres Vedras, devido a inundação. O mesmo acontece em Viseu, distrito onde está cortada uma estrada no concelho de São Pedro do Sul, mas neste caso devido à “queda de inertes”.

Há ainda seis estradas cortadas nos distritos de Castelo Branco e da Guarda devido à queda de neve.

Culturas do Oeste muito afectadas
As culturas de hortícolas na região Oeste, onde se localiza mais de metade da produção nacional, ficaram perdidas em cerca de 30% em resultado das cheias ocorridas na terça-feira, estimou hoje a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).

António Gomes, presidente da AIHO, disse à agência Lusa que “cerca de 30% das culturas que estão nos terrenos perdeu-se” por terem ficado submersas devido a cheias provocadas pelos rios Sizandro e Alcabrichel, em Torres Vedras, e pelo Rio Grande, na Lourinhã.

Nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã e Peniche é onde se localiza grande parte da produção de hortícolas, sobretudo couves, nesta época do ano. O dirigente adiantou que, “mesmo nas encostas, os terrenos estão saturados de água e estão a afectar estas culturas”, admitindo que o problema poderá conduzir, nos mercados, a uma maior escassez de produtos e ao consecutivo aumento dos preços.

Em Torres Vedras, os rios Sizandro e Alcabrichel atingiram o seu caudal máximo e alagaram as suas várzeas, sobretudo junto às localidades de A-dos-Cunhados, Sobreiro Curvo, Maceira, Ramalhal, Bordinheira, Fonte Grada, Paúl, Ponte do Rol e Ribeira de Pedrulhos. Em Paúl, Bordinheira e Ribeira de Pedrulhos, houve casos em que a água esteve a dois metros de entrar nas habitações.

A água cobre os terrenos agrícolas em mais de meio metro de altura, numa extensão calculada pela associação em cerca de 500 hectares, cerca de metade da área hortícola do concelho. Situação semelhante ocorreu na Lourinhã, onde o Rio Grande deixou submersas as várzeas agrícolas nas zonas de Nadrupe e Ribeira de Palheiros e saturou de água as restantes.

Em toda a região Oeste, as estradas voltaram hoje a ser reabertas com a descida das águas. Apenas a Linha do Oeste se mantém fechada à circulação ferroviária entre Torres Vedras e Caldas da Rainha devido a um aluimento de terras, estando a ser efectuado o transbordo dos passageiros, de acordo com fonte da Refer.

O caudal do Douro inunda há seis dias o cais fluvial de Peso da Régua, estando as autoridades permanentemente a monitorizar a oscilação do rio que tem como principal causa as águas provenientes de Espanha. O Douro galgou o cais fluvial já na quinta-feira, subindo entretanto até a um máximo de cerca de quatro metros.

O 1.º tenente Fernandes Vitorino, da Delegação Marítima da Régua, explicou que durante a noite se verificou “uma ligeira diminuição dos caudais” mas, no entanto, já ao início da manha ocorreu um “agravamento embora pouco significativo”. E tem sido assim durante toda a semana. O Douro vai subindo e descendo consoante a pluviosidade e, principalmente, as águas debitadas por Espanha.

“Continuam a ser os caudais provenientes de Espanha, o factor que mais está a influenciar o caudal de todo o rio Douro”, salientou Fernandes Vitorino. O responsável referiu que a “água proveniente de Espanha tem que ser acomodada no rio Douro” e que “essa gestão é feita pelos serviços da EDP através da operação de telecomando da barragem de Bagaúste, da forma mais confortável possível no que diz respeito ao impacto para as populações”. “Por enquanto julgo ainda não estarmos a falar de cheias. Trata-se de uma inundação que se sente essencialmente no Peso da Régua, mas estamos a receber água de Espanha num valor já significativo”, acrescentou.

Durante a manhã, a barragem de Bagaúste estava com um débito aproximado dos 3.400 metros cúbicos por segundo. Vitorino Fernandes referiu que as previsões são feitas apenas a “algumas horas”, não sendo possível fazer previsões a longo prazo. Por isso mesmo, o comportamento do rio é monitorizado permanente, num trabalho que é feito pela Autoridade Marítima, protecção civil municipal e distrital, GNR e bombeiros. A todas estas entidades cabe “acompanhar de forma mais amiúde a situação por forma a prevenir a salvaguarda de pessoas e bens”.

Ao galgar o cais fluvial, o rio inundou os dois estabelecimentos comerciais ali localizados, uma loja de artesanato e um bar, tendo chegado ao telhado desse mesmo bar. No entanto, os equipamentos e bens dos dois estabelecimentos comerciais já foram retirados em Dezembro, na primeira vez que o caudal do Douro subiu este inverno.

A subida das águas até ao cais e aos dois estabelecimentos comerciais é uma situação considerada normal, já que estão construídos em leito considerado de cheia. Manuel Saraiva, da protecção civil municipal de Peso da Régua, referiu que, de momento, o rio não representa riscos para as populações. Para afectar, segundo acrescentou, o caudal terá que subir “mais três metros”, cenário em que atingiria a avenida do Douro, no lugar da Barroca, uma situação que já não se verifica desde 2006.

Estragos nas termas de Monte Real
O espaço que alberga as termas de Monte Real, no concelho de Leiria, inundou na terça-feira à noite, provocando “muitos estragos” que ainda não estão quantificados, disse à agência Lusa fonte da empresa.

“A parte do SPA e termas inundou devido ao rebentamento da margem do rio Lis, provocando muitos estragos que ainda estão por contabilizar, porque, por questões de segurança, as pessoas não podem aceder ao seu interior”, disse a mesma fonte.

Esta responsável esclareceu que quando o espaço foi requalificado, em 2009, “houve a preocupação de o executar acima da cota do nível máximo de cheias registado naquela zona”, mas que “foi ultrapassado esta noite”, provocando danos. “Com excepção do SPA e termas, toda a unidade hoteleira está a funcionar”, garantiu a mesma fonte, nada adiantando sobre a previsão de reabertura do espaço inundado.

À agência Lusa, o comandante municipal da protecção civil, Artur Figueiredo, adiantou que “a mota do rio, junto ao açude da Carreira, cedeu, tendo provocado uma inundação da margem esquerda do rio”. “A partir daí, a zona ficou toda inundada, tendo as águas chegado à zona das termas de Monte Real, inundando as instalações”, declarou Artur Figueiredo, esclarecendo que a situação terá ocorrido pelas 20h30 de terça-feira.

As termas de Monte Real começaram a ser exploradas de forma profissional em 1926 por Olímpio Duarte Alves, em cuja família permaneceram até Março de 2005, data em que foram adquiridas pelo Grupo Lena.

Espectáculos cancelados em Miranda do Corvo
O município de Miranda do Corvo anunciou na terça-feira à noite o cancelamento dos próximos espectáculos, devido a infiltrações de água no edifício. A Câmara “viu-se obrigada a encerrar a Casa das Artes e a cancelar os espectáculos agendados, devido à falta de condições mínimas de salubridade e conforto”, explicou um comunicado da autarquia.

“Durante os últimos dias, observou-se a entrada generalizada de águas pluviais junto ao fosso de orquestra, assim como no ‘foyer’, paredes e vãos de acesso exteriores, que impede o funcionamento normal da sala de espectáculos”, referia a nota. A construtora da Casa das Artes de Miranda do Corvo, inaugurada em agosto de 2013, disse hoje à agência Lusa que existe um problema na cobertura do edifício que motivou as infiltrações de água verificadas no seu interior.

Mar ainda algo agitado
Seis barras marítimas estão hoje fechadas à navegação e outras três condicionadas devido à previsão de forte agitação marítima, de acordo com a informação disponível na página da Marinha Portuguesa na Internet. A Marinha indica que as barras de Caminha, Póvoa do Varzim, Douro, Esposende e São Martinho do Porto estão fechadas devido à agitação marítima.

As barras de Aveiro e da Figueira da Foz estão fechadas a embarcações de comprimento inferior a 15 e 35 metros, respectivamente. No que diz respeito à barra de Vila do Conde, a Marinha aconselha que as embarcações até 12 metros de comprimento ou/e calado inferior a 2 metros devem praticar a barra no período compreendido entre as três antes e três horas depois da preia-mar. Para as embarcações com comprimento superior a 2 metros e/ou calado superior a 2 metros apenas podem praticar a barra no período da preia-mar.

Sequeiro e pecuária em extensivo preocupam presidente da ACOS

Manuel Castro e Brito não têm dúvidas: apesar de serem muitas as melhorias a registar, ainda há algumas nuvens cinzentas a ensombrar a agricultura baixo-alentejana.
Problemas que na opinião do presidente da ACOS – Agricultores do Sul são sentidos, sobretudo, nas herdades onde a água de Alqueva não vai chegar e cuja actividade assenta nas culturas de sequeiro e na pecuária em extensivo.
“Para estas explorações a situação é complicada, ainda mais porque 2013 foi um ano agrícola mau. E no que toca aos apoios que essas explorações precisam para sobreviver, o facto de estarmos em fim de quadro comunitário de apoio não torna a situação muito positiva”, justifica Castro e Brito.
Para o agricultor e dirigente associativo, continua a ser preciso “fazer muito” pela agricultura do Baixo Alentejo, a começar por políticas que acompanhem “as necessidades das pessoas que estão ligadas à terra, sejam grandes ou pequenos empresários ou as populações que vivem no interior”.
“É preciso olhar com muita atenção para esta situação. Se assim não for, acabaremos por ter muitas aldeias, vilas e até as nossas cidades ainda mais desertas do que já estão. É que a agricultura é uma actividade vital para as populações da região, mas também para o ambiente e para o ordenamento do território”, alerta.
É esta visão que Castro e Brito pretende ver contemplada pela nova PAC – Política Agrícola Comum, que entrou formalmente em vigor este ano mas cujos contornos totais são ainda desconhecidos. 
Contudo, reconhece, os maiores ajustamentos devem partir do próprio Estado português e dos agricultores nacionais.
“Se não houver o empenho dos governos dos países e se não houver uma evolução da parte dos agricultores – com uma abertura de mentalidade e ainda mais investimento –, não são aqueles que são de fora que nos vão resolver os problemas”, justifica o presidente da ACOS.

APOR - Associação Portuguesa dos Orizicultores



COMUNICADO

Grande distribuição contra nova lei sobre práticas restritivas do comércio

Pesem embora algumas lacunas, é uma medida positiva o avanço do Governo na ainda recente legislação que regulamenta as “práticas restritivas do comércio” e contraria as vendas (aparentemente) “com prejuízo” muito praticadas pelos grandes Hipermercados.

Os produtores-fornecedores esperam agora que o Ministério da Agricultura e o Governo não recuem face à campanha chantagista da grande Distribuição que contesta a citada regulamentação e, inclusive, ameaça com o aumento das importações para escapar às suas obrigações também nesta matéria das práticas comerciais.

A legislação em causa vem repor algum equilíbrio nos poderes negociais comerciais entre a grande Distribuição e os Fornecedores, poderes até aqui claramente desproporcionados e sempre em favor dos Hipermercados. De notar que as mesmas grandes cadeias de Hipermercados também têm contestado o pagamento da chamada “taxa de segurança alimentar” que o Governo criou para financiar o pagamento da comparticipação pública nas despesas com a Sanidade Animal por parte dos Produtores Pecuários.

As reações arrogantes e prepotentes das cadeias dos grandes Hipermercados, demonstram que estes se continuam a querer comportar como “um Estado dentro do Estado”, sem aceitarem regras minimamente justas a regulamentar as suas atividades monopolistas e especulativas.

Coimbra 13 Fevereiro 2014

Alexandre Soares Santos responde a críticas à Jerónimo Martins sobre comportamento com fornecedores



O antigo presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, criticou hoje as acusações feitas à empresa de ser uma "trituradora" de fornecedores e indicou que o grupo irá anunciar novidades para Portugal nas próximas semanas.

"Vou aproveitar a presença nesta sala de vários jornalistas para ter uma conversa muito séria, porque ao fim de 56 anos de trabalho e 46 na Jerónimo Martins estou um pouco farto de ouvir dizer mal desta máquina trituradora que mata fornecedores, que não paga aos fornecedores", afirmou Alexandre Soares dos Santos, durante a inauguração do novo centro de distribuição do grupo em Algoz, Silves, no Algarve.

"Gostava de dizer o seguinte: esta empresa trituradora, nos últimos 10 anos, investiu 1,5 mil milhões de euros em Portugal e criou 10 mil empregos", apontou o antigo presidente do conselho de administração do grupo, que saiu do cargo no final do ano passado.

O gestor lembrou ainda que nos "últimos cinco anos da crise", o grupo "investiu 540 milhões de euros e criou 1.200 empregos", o que mostra que "não andamos aqui a matar ninguém", sublinhou.

Alexandre Soares dos Santos, que sublinhou estar a falar enquanto "cidadão", indicou que o grupo que detém a cadeia Pingo Doce tem "ajudado a agricultura de uma forma extraordinária", com várias empresas agrícolas a verem na Jerónimo Martins "uma fonte de aprendizagem", que levou lavradores e agricultores à Holanda para aprenderem novas formas de agricultura.

"Queixa-se a indústria muito da Jerónimo Martins. Queixa-se porquê?", questionou o antigo chairman do grupo, para depois dar a resposta: "Porque a Jerónimo Martins, como outras empresas portuguesas, como a Sonae, contribuíram para a baixa de preços ao consumidor, para a baixa da inflação, para a melhoria da qualidade dos produtos e cuidados de saúde".

Alexandre Soares dos Santos disse que o grupo, tal como outras empresas, precisam de lucro.

"Porque se não temos lucro não vou investir", em Portugal, disse Soares dos Santos.

"Vamos acabar com esta noção de que na indústria da distribuição se prestam maus serviços", porque "nós só prestamos bons serviços", apontou, salientando que a Jerónimo Martins é reconhecida na Polónia, o que não acontece em Portugal.

"Somos líderes na Polónia e ninguém fala" disso, afirmou, acrescentando que parece que os portugueses não têm orgulho nisso.

"Gostam muito mais, com certeza, de ver uma PT desaparecer. Interessante, vai para o Brasil e boa noite. E o que aconteceu com a Cimpor?", salientou.

"As empresas nacionais como nós, a Sonae e Portucel, essas não interessam, essas ficam cá", acrescentou.

Alexandre Soares dos Santos sublinhou que o grupo pertence à família há 100 anos e assim "vai continuar".

"Não andamos aqui a fugir aos impostos", sublinhou, referindo que o investimento na Fundação Francisco Manuel dos Santos é de sete milhões por ano.

O antigo ‘chairman' disse que gostaria de ver o trabalho feito pela empresa "reconhecido".

"Os senhores vão ver dentro de algumas semanas o que temos para anunciar para Portugal", disse.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa