sexta-feira, 13 de abril de 2012

Agricultura falida

País Real
Um rendimento digno dos agricultores é fundamental para que se
mantenham no sector agrícola, contrariando o abandono da produção, o
aumento do flagelo do desemprego e da desertificação, com todos os
custos sociais daí resultantes.
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Por:Isménio Oliveira, Coordenador da Associação Distrital dos
Agricultores de Coimbra

A grande cadeia alimentar continua com lucros e margens absurdas, ao
mesmo tempo que os agricultores e a agricultura nacional estão no
limiar da falência.
Na proposta da nova PAC pós-2013, os cenários propostos pela comissão
vão todos no sentido do enfraquecimento dos instrumentos públicos de
regulação do mercado. Acima de tudo, a perda de rendimento dos
agricultores europeus como o desaparecimento de uma exploração a cada
minuto nos últimos 20 anos, aceleração da desertificação das zonas
rurais e aumento dos custo de produção na agricultura.

A seca prolongada já prejudica a lavoura e os agricultores e ameaça
prejudicar ainda mais, embora na nossa região os efeitos mais graves
serão sentidos se esta situação se prolongar. De uma forma geral,
todas as culturas de Outono/Inverno (cereais), os pastos, os pomares e
olivais estão com grande carência de água e a meteorologia não avança
previsões favoráveis. É pois necessário que o Governo faça uma dotação
orçamental com programas de apoios directos aos pequenos e médios
agricultores, para a perda de culturas ou animais e para a compra de
palhas e silagens.
O preço do leite, na ordem dos 27 a 30 cêntimos o litro, pago na
produção na Região da Beira Litoral aos produtores, não compensa os
elevados custos nomeadamente os factores de produção. As explorações
leiteiras continuam a desaparecer e já só resistem as ordenhas
privadas. É urgente um preço justo na ordem dos 35 cêntimos/litro,
assim como a diminuição do preço dos factores de produção.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/agricultura-falida

1 comentário:

Anónimo disse...

É muito urgente, de facto. Arranjem uma modulação qualquer na ajudas e olhem para os pequenos agricultores. São eles, sem duvida, que dão vida aos campos e trabalham com seriedade.

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