quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Ministra da Agricultura defende investigação para maior produção de ginja de Óbidos

11-12-2014 
 

 
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, exortou os produtores de ginja de Óbidos a candidatarem-se a projectos de investigação sobre o fruto, assegurando que há apoios comunitários para os estudos que permitam aumentar a produção nacional. 

«Há um trabalho de investigação que é necessário fazer em conjunto com as universidades e há dinheiro de fundos comunitários para financiar esses projectos, de maneira a haver melhores produtividades», disse Assunção Cristas, desafiando os produtores de ginja a avançarem com uma candidatura para aprofundar a investigação em torno da cultura da ginja.

Em Óbidos, onde visitou a Frutóbidos, uma das principais empresas produtoras de licor de ginja do concelho, a ministra apelou aos agricultores para «aumentarem a produção de ginja», dada a escassez de matéria-prima para as empresas transformadoras que, na região, consomem toda a produção.

A produção de ginja «pode ser uma alternativa para os produtores e, naturalmente, fornecer mais matéria-prima para que esta empresa, e outras, possam produzir mais e internacionalizar cada vez mais um produto de excelência que tem tanto a ver com as nossas raízes», sublinhou.

Para isso é necessário intensificar a investigação sobre o fruto, cuja produção «é muito instável», variando entre anos de muita e pouca produção, frisou Assunção Cristas, assegurando que o Governo irá «ter linhas abertas para promover a investigação».

A Frutóbidos, que produz anualmente 110 mil litros de licor de ginja de Óbidos, exporta cerca de 10 por cento da sua produção para 14 países e, nos últimos anos, alargou a produção a produtos alimentares, como pastéis, compostas e chás e à área da cosmética.

Fonte: Lusa

Ministra da Agricultura anuncia avanço “em breve” do regadio das Baixas de Óbidos


10/12/2014, 15:54
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, assegurou que o contrato de regadio das Baixas de Óbidos está prestes a ser assinado e que o investimento de 27 milhões de euros vai avançar em breve.


PAULO CUNHA/LUSA

"Estávamos a ver se hoje podíamos assinar o contrato, mas ainda estão a ser afinados detalhes", afirmou a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, na Amoreira, Óbidos, assegurando que o Governo está "muito próximo" de "lançar a empreitada" do projeto de regadio das Baixas de Óbidos.

O aval para avançar com o investimento de 27 milhões de euros foi dado pela ministra em julho, que durante a apresentação do projeto considerou o regadio das Baixas de Óbidos "a filigrana das redes de rega" do país. A rede de regadio das Baixas de Óbidos foi concebida para irrigar 1.300 hectares de terrenos agrícolas e servir cerca de mil agricultores das freguesias da Amoreira e do Olho Marinho, em Óbidos, e do Pó e da Roliça, no Bombarral.

O projeto será desenvolvido em duas fases, a primeira das quais será a construção de uma estação elevatória que filtrará a água para a rega. Na segunda fase serão construídos 50 quilómetros de tubagem por onde passarão 5,5 milhões de metros cúbicos de água, que irrigarão 750 hectares de parcelas agrícolas do concelho de Óbidos e 450 hectares do concelho do Bombarral.

Integrada no Projeto Hidroagrícola das Baixas de Óbidos, a rede é aguardada desde 1978. O regadio está agregado à construção da Barragem do Arnóia, obra de 6,5 milhões de euros, concluída em 2005, e parada desde então devido aos sucessivos adiamentos na conclusão da rede de rega.

Peso da agricultura francesa na UE cai


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
A produção agrícola francesa tem vindo este ano a perder força na UE, estando a ser ultrapassada pela Alemanha, que é agora um dos países que mais exporta produtos agrícolas. Em percentagem de peso na UE, a agricultura francesa ainda pesa 18,1%, a alemã 13,4%, a italiana 12,3% e a espanhola 10,6%.

 
Atualmente, a agricultura em França representa 5,6% do emprego e 3,5% do PIB. Em 2012, a produção agrícola global francesa ascendia a 76,14 mil milhões de euros, enquanto a da Alemanha era de 55,71 mil milhões e da Itália, 48,49 mil milhões de euros.

Apesar desta quebra no seu peso a nível europeu, França permanece o primeiro produtor europeu de cereais, frangos, oleaginosas e beterraba, tendo sido ultrapassada pela Alemanha em produção de leite. 

Parlamento Europeu e Conselho Europeu chegam a acordo sobre OGM


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
Os representantes do Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a acordo em relação à proposta da Comissão Europeia de alterar os métodos de aprovação de novos OGM's para sementeira.

 
Na proposta apresentada pela Comissão, os Estados-membros que quisessem proibir a sementeira de OGM's aprovados pela UE deveriam solicitar às empresas de biotecnologia que não vendessem essas sementes no seu país, e caso estas não seguissem essa indicação a sementeira deveria ser proibida, invocando questões ambientais e sociais.

Com o acordo agora assinado, os Estados-membros podem desde logo proibir a sementeira de OGM's, sem antes disso solicitar às empresas que não as vendam.

Este acordo terá agora que ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho de Ministros da Agricultura da UE.

Produção mundial de azeite deverá cair 27% devido a prejuízos em Itália


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
A produção mundial de azeite deverá cair cerca de 27% em 2014. De acordo com o Olive Oil Times, esta quebra foi impulsionada pela destruição de milhares de oliveiras na região de Apulia, em Itália, e por uma queda de cerca de um milhão de toneladas na produção espanhola.

 
Itália, um dos maiores produtores mundiais de azeite, está, assim, a registar um aumento nos preços de azeite, que já subiram, cerca de 50% no último mês para 6 euros por litro. De acordo com a associação italiana Coldiretti, "está a criar-se o ambiente ideal para o aumento de fraudes no mercado do azeite."

De acordo com a associação, nos primeiros sete meses do ano, registou-se um aumento na fraude neste mercado, assim como um aumento nas importações de azeite, e "se a tendência se mantiver, a chegada de azeites estrangeiros a Itália irá atingir valores históricos." Segundo Roberto Moncalvo, president da Coldiretti, a manterem-se estes valores, duas em cada três garrafas de azeite que entrem em Itália conterão azeite estrangeiro.

Recentemente, foram aprovadas na Comissão Europeia novas normas de rotulagem que exigem informação "mais transparente" na rotulagem de produtos alimentares. Para o mercado do azeite, a União Europeia exige agora que a informação mais importante e obrigatória nas embalagens de azeite apareça na parte principal do campo de visão do consumidor e com um tipo de letra uniforme.

As novas normas exigem ainda que o rótulo de trás das garrafas de azeite indique que este deve ser guardado num local fresco e escuro e que a data da colheita só pode constar na parte da frente da garrafa se todo o azeite for dessa colheita.

Workshop “PDR 2020 e a Promoção das Energias Renováveis”


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
A Associação Florestal do Interior (AFIN) vai promover no próximo dia 15 de dezembro, no Auditório da Zona Agrária do Fundão, o workshop "PDR 2020 e a Promoção das Energias Renováveis".

 
A iniciativa contará com a participação da Direção da AFIN, de Pedro Ramos, da ENAT – Energias Naturais, de Carlos Santos, da Associação de Municípios da Cova da Beira e de Sónia Figo, do Centro da Biomassa para a Energia.

Para mais informações contacte o telefone 275753467, o telemóvel 966613830 ou o email afin@adacb.com.

Reitor mostra fruta a Ministra


por Notícias de Coimbra Dezembro 11, 2014

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC), através do Laboratório de Biotecnologia Vegetal do Centro de Ecologia Funcional, e a empresa InProPlant (Investigação e Propagação de Plantas) uniram-se para resolver um dos grandes problemas da fruticultura nacional – a dependência da importação de plantas.

Desta parceria resultou um projeto agrícola pioneiro e estratégico (http://www.uc.pt/iii/uc_inproplant), instalado em terrenos da Universidade deCoimbra, no Polo II, que vai ser inaugurado, na próxima sexta-feira, dia12 de dezembro, com a presença da Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

A cerimónia, que marca o início da transformação decisiva do mercado dos viveiros de espécies fruteiras, tornando-o mais competitivo e menos dependente da importação de plantas, tem lugar, pelas 15:00, no Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra (III-UC), situado na Casa Costa Alemão (Polo II), seguida de uma visita às instalações constituídas por um laboratório de investigação e propagação de plantas e por estufas para aclimatação e crescimento de plantas.

O reitor da UC, João Gabriel Silva, sublinha que, «em Portugal, são anualmente produzidas em viveiro cerca de 2,5 milhões de árvores de fruto por ano, quase todas a partir de plantas importadas, situação que a UC-InProPlant vem mudar, pois terá uma capacidade de produção anual de mais de 1 milhão de plantas para viveiro, a partir de um investimento de cerca de um milhão de euros, sendo meio milhão privado e meio milhão do QREN-Mais Centro».

«Vamos disponibilizar fruteiras selecionadas pela sua adequação ao território nacional, em particular espécies autóctones, com grande qualidade fitossanitária, algo que atualmente não está disponível no mercado de importação. Os genótipos portugueses serão certificadosde acordo com os guias europeus da CPVO (Community Plant VarietyOffice), o que aumenta muito o valor acrescentado da produçãonacional. É aliás nossa ambição que Portugal não só deixe de serimportador como, a médio prazo, passe a exportador», sustenta João Gabriel Silva.

A UC-InProPlant foi criada em 2012, em Coimbra, com o objetivo de oferecer ao mercado uma gama de produtos e serviços, não disponíveis atualmente em Portugal na área da propagação (cultura in vitro) de plantas.

A inovação, investigação e desenvolvimento tecnológico na área da micropropagação de plantas (fruteiras e ornamentais) são o foco principal da associação, estando já em curso ensaios de micropropagação de várias espécies fruteiras, nomeadamente: Castanheiro, Amoreira, Tamarilho, Oliveira, Alfarrobeira, Medronheiro e Kiwi.

Bovinos - comunicação de mortes não recolhidas (sirca) e desaparecimentos

IFAP


Encontra-se disponível na Área Reservada do Portal, na plataforma iDigital, uma nova aplicação para comunicação on-line de mortes não recolhidas pelo SIRCA e desaparecimentos de bovinos. Esta nova aplicação visa simplificar e desmaterializar o processo de comunicações à Base de Dados SNIRA.

Esta comunicação poderá ser efetuada diretamente pelo produtor na Área Reservada  do Portal do IFAP, em "O Meu Processo", nas organizações de agricultores protocoladas com o IFAP para o efeito ou em qualquer departamento dos serviços veterinários regionais.

Para mais informações consulte o Manual do Utilizador de Mortes e desaparecimentos de bovinos [pdf: 3,7 MB; 41 pág].

Para esclarecimentos adicionais poderá contactar o IFAP, através do endereço de correio eletrónico ifap@ifap.pt ou ainda no Atendimento Presencial na Rua Fernando Curado Ribeiro, nº 4G, em Lisboa ou pelo Call Center 217 513 999.

Rússia proíbe importação de carne de ave e produtos avícolas dos EUA

10-12-2014 
 

 
O Serviço russo de inspecção fitossanitária e veterinária Rosselkhoznadzor proibiu a importação de carne de aves e produtos avícolas procedentes dos Estados Unidos da América (EUA).

O motivo apresentado pelas autoridades russas foi o terem detectado resíduos de substâncias proibidas e de antibióticos nas carnes analisadas. A decisão entrou em vigor no passado dia cinco de Dezembro.

Antes desta restrição, os EUA não podiam exportar carne de ave nem outras carnes para a Rússia, porque à semelhança da União Europeia e outros países, tem que suportar um veto que as autoridades russas impuseram em Agosto deste ano devido ao conflicto com a Ucrânia.

Fonte: Agrodigital

Frutas, legumes e flores já valem mil milhões de euros de exportações


Dezembro 10
09:31
2014

Numa intervenção proferida no 3º simpósio Nacional de Fruticultura, que se realizou em Vila Real, a Ministra Assunção Cristas afirmou que o sector das frutas, legumes e flores já exporta, por ano, mil milhões de euros e que esse valor pode duplicar até 2020.

Assunção Cristas quer colar a Portugal o rótulo de país da joalharia da agricultura. Com esta medida, quer fazer ver ao consumidor português e mundial que "o que é português é bom", de modo a criar mais valor para os nossos produtos.

Por outro lado, a organizadora do evento, Ana Paula Silva, defendeu que a fruticultura portuguesa precisa de mais investigação, mais investimento em novas tecnologias e melhor organização, para se afirmar definitivamente como um sector impulsionador da agricultura nacional.

É, pois, importante uma boa organização de vendas, para ultrapassar certos constrangimentos que existem e também desenvolver variedades nacionais, pouco investigadas, de modo a que os níveis de produção sejam elevados.

Portugal tem um elevado potencial nestes sectores e não é muito explicável porque ainda continuamos a importar a maior parte das flores que consumimos.

Portugal é o país mais atacado pelo nemátodo do pinheiro

Dezembro 10
09:31
2014

A doença do nemátodo do pinheiro tem causado graves prejuízos em Portugal, sendo este país o mais afectado.

De uma maneira geral, a doença já existe em todos os países comunitários, mas é a Espanha que se segue a Portugal ao nível dos prejuízos. Devido a esta situação, as medidas de contenção da doença estendem-se hoje a todos os países europeus.

Neste momento, estão definidas duas grandes áreas na Europa, uma área contaminada, que é Portugal, com medidas restritas para uma zona tampão de 20 km ao longo da fronteira com Espanha, para tentar evitar a transmissão da doença e outra área de erradicação em Espanha, que inclui, não só a zona tampão de 20 km ao longo da fronteira com Portugal, como a restante área infectada.

Neste momento, existem três focos em Espanha, em As Neves (Galiza), Valverde del Fresno (Extremadura) e Santi-Spinists (Castilla e Lon) que estão demarcados e sujeitos a um plano de erradicação.

As medidas de controlo da doença passam por restrições ao transporte de plantas, madeira e material de embalagem de madeira.

Estão autorizados os tratamentos das madeiras que sejam suspeitas de ser infectadas nas áreas demarcadas.

A União Europeia co-financiou a 50% um programa de erradicação da doença entre 1999 e 2013, cabendo a Portugal a quantia de 51,02 milhões de euros.

Neste momento, a Comissão criou uma task force para rever os planos de acção para Portugal e Espanha, identificando os problemas e propondo as medidas mais adequadas.

Espanhóis lançam azeite com rum


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
'Azeite com Rum Barceló Imperial' é o novo produto que resultou de uma colaboração entre as marcas Ron Barceló Imperial e La Chinata.

 
O resultado desta união "é um azeite versátil, intenso no paladar, perfeito para consumir com peixes, carpaccio e chocolates amargos e frutos secos", explicam as marcas.

A receita integra azeite virgem extra e uma redução de rum Barceló Imperial e estará disponível numa edição limitada de 2000 unidades em vários pontos de venda espanhóis.

COI prevê redução da produção mundial de azeite

10-12-2014 
  
O Conselho Oleícola Internacional estima uma produção de azeite de 2,39 milhões de toneladas para a campanha de 2014/2015, o que supõe uma redução de 27 por cento frente ao período anterior.

Os países membros do Conselho Oleícola Internacional (COI) alcançam uma produção total de 2.320 milhões, das quais os países europeus totalizam 1.532 milhões de toneladas, com uma quebra de -38 por cento em relação à campanha passada.

A Espanha espera uma produção de 825.700 toneladas, com uma forte queda em comparação á campanha anterior; seguida pela Itália, também com uma descida, com 302.500 toneladas; a Grécia aumentou, atingindo um total de 300 mil toneladas e Portugal apresenta uma produção estável, de 90 mil toneladas.

O resto dos países membros do DOI aumentam a sua produção em nove por cento, com a Tunísia em primeiro lugar com 260 mil toneladas, seguida pela Turquia, com 190 mil e Marrocos com uma ligeira descida, com 110 mil toneladas.

O consumo mundial de azeite para a campanha 2014/2015 estima-se em 2.823.500 toneladas, o que representa uma redução de -7 por cento em relação à campanha anterior, na qual os valores da produção mundial avançadas pelo COI assinalam 3,27 milhões de toneladas, com um aumento de 36 por ceto. A campanha de 2013/2014 é a segunda melhor campanha até ao momento, depois da de 2011/2012, com um total de 3.321.000 toneladas.

Os países membros do COI alcançaram 3.199.500 toneladas, ou seja, 98 por cento da produção mundial, com os países produtores europeus a somarem 2.476.50 toneladas, mais 69 por cento frente à campanha passada, na qual Portugal atingiu um total de 91.600 toneladas.

O consumo mundial para esta campanha ascendeu a 3.030 milhões de toneladas, das quais 1.717 milhões corresponderam à União Europeia dos 28, que representaram um aumento em comparação à campanha anterior de seis por cento.

Fonte: Agrodigital

Empresas portuguesas e espanholas do setor oleícola podem beneficiar de financiamento de 25M€


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
As empresas do setor oleícola e alimentar de Portugal e Espanha podem vir a beneficiar de um financiamento de 25 milhões de euros para adquirir novos equipamentos e tecnologia de produção.

 
A GEA Westfalia Separator Ibérica será a empresa responsável pela gestão destes recursos que poderão ser atribuídos a empresas beneficiárias de fundos do Proder ou a empresas que, não sendo beneficiárias de fundos comunitários, tenham como objetivo adquirir, melhorar, ou incrementar as suas instalações.

Juan Vilar Hernández, presidente da GEA Westfalia Separator Ibérica, refere que "a disponibilização de financiamento é vital para a indústria agroalimentar, e tem permitido que esta se mantenha no topo da inovação tecnológica, sendo hoje um dos principais motores da economia."

Autoridades italianas detetam 500 mil litros de azeite fraudulento


por Ana Rita Costa
10 de Dezembro - 2014
O Ministério da Agricultura italiano revelou recentemente que as autoridades de segurança alimentar do país detetaram uma fraude em 500 mil litros de azeite que estariam a ser vendidos como italianos, por um total de 3 milhões de euros, mas que foram produzidos noutro país.

 
A operação, intitulada de 'Paper Oil' já levou à investigação de oito pessoas em Apulia, Clabria, Toscânia e Liguria. De acordo com os investigadores, algumas empresas de Apulia e Calabria falsificaram documentação que indicava que o azeite de origem desconhecida era de Itália, para depois ser entregue a empresas de embalagem e certificado com o rótulo 'Made in Italy', para ser distribuído no mercado como tal.

Maurizio Martina, ministro da Agricultura de Itália, explica que "o ministério já reforçou o controlo na cadeia de abastecimento, uma vez que a quebra na produção verificada este ano está a expor o setor do azeite a um crescimento nos casos de fraude."

Sessão de esclarecimento da nova PAC 2014-2020


10 DE DEZEMBRO DE 2014 AGROTEC

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) vai promover uma sessão de esclarecimento, no próximo dia 15 de dezembro (2ªfeira) em Évora e em Santarém, subordinada ao tema "A nova PAC 2014-2020".

 As Sessões de Esclarecimento, a decorrer em Évora e Santarém, debruçarese-ão sobre as regras relacionadas com os vários Pedidos de Ajuda:

Programa da Sessão em Évora:

Início: 9:30, dia 15 de dezembro

Local: Évora Hotel

Pagamentos directos: · Regime Pagamento Base;

Greening;
Ajudas Ligadas;
Outros Apoios.
PDR: · Arquitectura e medidas mais relevantes.

Oradores: Ana Carrilho

Anabela Piçarra
Cláudia Gonçalves
Programa da Sessão em Santarém:

Início: 15:30, dia 15 de dezembro.

Local: CNEMA.

15:30 Abertura—Luis Mira—Sec Geral da CAP

15:45 Pagamentos Directos – Regime Pagamento Base

- Greening;

- Ajudas Ligadas

- Outro Apoios

PDR – Medidas mais relevantes

17:30 Debate

18:00 Encerramento – João Machado—Presidente da CAP

 Para mais informação contacte o telefone 266700321.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Produção de carne na UE aumenta em 2024

 09-12-2014 
  
A produção de carne da União Europeia pode aumentar até 44,9 milhões de toneladas em 2024, fundamentalmente devido à produção de carne de aves.

Os maiores cenos e o forte crescimento económico nos países em desenvolvimento vão favorecer a procurar mundial de carne, o que vai beneficiar as exportações comunitárias, de acordo com as estimativas da Comissão Europeia de previsões dos mercados agrícolas no período de 2014-2024.

Em 2013, o consumo de carne na União Europeia (UE) alcançou o seu pior resultado em 11 anos, com 64 quilos por habitante, como consequência dos preços altos e a crise económica. Para o início da década 2014-2024 espera-se que o consumo recupere até 2016, ano a partir do qual voltará a descer. Até 2024, prevê-se um consumo de carne em torno dos 65 quilos por habitante, um valor semelhante a 2012.

Para a carne de porco espera-se que a produção recupere em 2015 depois de três anos consecutivos de redução de oferta, devido à adaptação das explorações à norma de bem-estar animal. Estima-se assim um aumento de dois por cento em 2024. É provável que o consumo interno desça, apesar de boas perspectivas para as exportações em resposta à procura internacional e dos preços competitivos da carne de porco da União Europeia.

A carne de aves é a única para a qual estima-se um aumento da produção e do consumo, os quais podem subir cerca de sete por cento. Esta carne tem uma série de vantagens em comparação com outras, como o preço, menores custos de produção e uma imagem de carne saudável, entre outras, o que favorece estas tendências.

Após dois anos de descida na produção de carne de bovino na UE, aguarda-se uma recuperação em 2014-2015 como consequência do recente aumento do número de gado leiteiro. Contudo, prevê-se que a produção de bovinos volte à sua tendência histórica de baixa, para alcançar 7,6 milhões de toneladas em 2024, um número ligeiramente inferior a 2014.

Para os ovinos e caprinos, depois de alguns anos em queda, espera-se uma produção e consumo estáveis, tendo em conta a estabilidade do sector.

Fonte: Agrodigital

Copa-Cogeca pede simplificação da PAC

09-12-2014 
 

 
O novo comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, e os dirigentes agrícolas de toda Europa receberam favoravelmente os planos para simplificar a política agrícola comum.

O presidente da COGECA, Christian Pèes, destacou que «quando o mundo em geral concentra a sua atenção em produzir mais alimentos para responder à procura mundial é também importante assegurar que as medidas verdes resultem na retirada de terras da produção. Os agricultores e suas cooperativas procuram soluções favoráveis para todos que permitam salvaguardar os recursos naturais e satisfazer a crescente procura e lhes garantam u futuro economicamente viável para responder a este aumento da procura».

Por conseguinte, o Copa-Cogeca congratula-se com a declaração do comissário da Agricultura, segundo o qual a simplificação da política agrícola comum (PAC) terá a máxima prioridade para a nova Comissão. Phil Hogan falou dos seus planos para lançar um exercício de avaliação global com o objectivo de identificar as áreas e os elementos que possam simplificar-se, afirmando que se comprometeu a apresentar resultados no prazo de um ano do seu mandato. Esta iniciativa foi muito bem recebida pelos presidentes das organizações e cooperativas agrícolas europeias na reunião de alto nível que decorreu na sexta-feira passada.

Contudo, a organização instou o comissário a adoptar o maior número possível de programas europeus de desenvolvimento rural para o período de 2014-2020 antes do final do ano, porque, pelo contrário, podem ser adiados até 2015, o que pode poderá repercutir negativamente nas actividades dos agricultores, proprietários florestais e das cooperativas agrícolas.

Para além disso, tendo em conta que muitos agricultores e cooperativas da União Europeia estão paradas devido ao impacto da crise russa, o Copa-Cogeca solicitou mais apoio específico, em particular para as zona mais afectadas, como a Letónia, Estónia, Lituânia e Finlândia, por exemplo, que perderam o seu principal mercado de exportação para os seus lacticínios, sobretudo para o queijo, assistindo a reduções dos preços de cerca de 30 por cento em alguns casos.

Christian Pèes insistiu ainda que é necessário apoio para encontrar novas saídas de mercado para os produtos, como por exemplo, nas economias emergentes e para eliminar as barreiras sanitárias e outros obstáculos desnecessários ao comércio e avançar com campanhas de promoção. Devem proporcionar-se medidas de apoio adicionais para a resolução destes problemas no quadro do orçamento para 2015 e para evitar que os mercados afundem, assim como o encerramento das actividades dos agricultores e suas cooperativas.

Fonte: Agrodigital

Produção de carne na UE aumenta em 2024

 09-12-2014 
 

 
A produção de carne da União Europeia pode aumentar até 44,9 milhões de toneladas em 2024, fundamentalmente devido à produção de carne de aves.

Os maiores cenos e o forte crescimento económico nos países em desenvolvimento vão favorecer a procurar mundial de carne, o que vai beneficiar as exportações comunitárias, de acordo com as estimativas da Comissão Europeia de previsões dos mercados agrícolas no período de 2014-2024.

Em 2013, o consumo de carne na União Europeia (UE) alcançou o seu pior resultado em 11 anos, com 64 quilos por habitante, como consequência dos preços altos e a crise económica. Para o início da década 2014-2024 espera-se que o consumo recupere até 2016, ano a partir do qual voltará a descer. Até 2024, prevê-se um consumo de carne em torno dos 65 quilos por habitante, um valor semelhante a 2012.

Para a carne de porco espera-se que a produção recupere em 2015 depois de três anos consecutivos de redução de oferta, devido à adaptação das explorações à norma de bem-estar animal. Estima-se assim um aumento de dois por cento em 2024. É provável que o consumo interno desça, apesar de boas perspectivas para as exportações em resposta à procura internacional e dos preços competitivos da carne de porco da União Europeia.

A carne de aves é a única para a qual estima-se um aumento da produção e do consumo, os quais podem subir cerca de sete por cento. Esta carne tem uma série de vantagens em comparação com outras, como o preço, menores custos de produção e uma imagem de carne saudável, entre outras, o que favorece estas tendências.

Após dois anos de descida na produção de carne de bovino na UE, aguarda-se uma recuperação em 2014-2015 como consequência do recente aumento do número de gado leiteiro. Contudo, prevê-se que a produção de bovinos volte à sua tendência histórica de baixa, para alcançar 7,6 milhões de toneladas em 2024, um número ligeiramente inferior a 2014.

Para os ovinos e caprinos, depois de alguns anos em queda, espera-se uma produção e consumo estáveis, tendo em conta a estabilidade do sector.

Fonte: Agrodigital

Portugal apresentou projectos candidatos a 16 mil ME do "plano Juncker"

 09-12-2014 
 

 
Uma primeira lista de candidaturas a financiamento no quadro do plano de investimentos da Comissão Juncker integra cerca de dois mil potenciais projectos, tendo Portugal apresentado mais de uma centena, num valor superior a 16 mil milhões de euros.

O Fundo Europeu de Investimento Estratégico, também conhecido como "plano Juncker", destina-se a mobilizar 315 mil milhões de euros de investimentos ao longo dos próximos três anos para o conjunto da União Europeia (UE), valor que o executivo comunitário espera alcançar através da alavancagem da dotação inicial de 21 mil milhões de euros, que Bruxelas estima que pode ser multiplicado até 15 vezes, com contributos públicos e privados.

A Comissão apresentou uma primeira lista de projectos identificados como potenciais candidatos ao plano, elaborada por uma "task-force" com base em propostas avançadas pelos Estados-membros, e que apresenta sensivelmente dois mil projectos.

Nesta fase, os projectos não têm qualquer garantia de que serão escolhidos, até porque, tal como notou o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, esta massa de projectos já ultrapassa o valor total do "plano Juncker".

Uma das prioridades da Comissão é selecionar projectos executáveis no curto prazo, designadamente entre 2015 e 2017, tendo Portugal apresentado projectos que representariam, segundo cálculos feitos pela Lusa com base no documento da "task force", investimentos de 16 mil milhões de euros nesse período, nos sectores dos transportes, união energética, infra-estruturas sociais, que inclui saúde e educação, economia digital e ambiente.

Entre os projectos apresentados por Portugal, no valor global de cerca de 31,8 mil milhões de euros, sendo que aqueles passíveis de serem implementados nos próximos três anos representam 16 mil milhões de euros, o que pede mais financiamento, de 1,235 mil milhões de euros entre 2015 e 2017 dos 4,045 mil milhões de euros de investimento total, é referido como estando ligado à área de transportes e logística e que envolve múltiplas acções, não sendo prestados mais detalhes.

Os outros projectos são dos mais diversos, desde interconexões com Espanha na área energética, melhoramentos nos aeroportos, portos, caminhos de ferro e estradas e até melhoria de equipamentos em hospitais públicos, reabilitação de edifícios urbanos ou a aquisição de dois aviões de combate a incêndios anfíbios.

O plano de investimentos apresentado em Novembro no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, pelo novo presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, tem como suporte um novo fundo de investimento, designado Fundo Europeu de Investimento Estratégico, que deverá estar operacional até Junho, dotado de 21 mil milhões de euros, sendo 16 mil milhões de euros de garantias do orçamento da UE, a partir dos programas já existentes "Interligar Europa" e "Horizonte 2020", gerido pelo comissário Carlos Moedas, e cinco mil milhões de euros de dinheiro do Banco Europeu de Investimento (BEI).

A partir daqui, a Comissão acredita que serão atraídos investidores privados para cofinanciarem os projectos, pelo que por cada euro de dinheiro de garantia pública estima que serão mobilizados 15 euros, mobilizando no total 315 mil milhões de euros entre fundos públicos e, sobretudo, privados.

A Comissão vai abrir o capital do fundo a eventuais interessados, como os Estados-membros ou fundos de investimento internacionais, como fundos soberanos ou "hedge funds".

Fonte: Lusa

Universidade do Algarve está a criar pepinos-do-mar em terra


IDÁLIO REVEZ 09/12/2014 - 08:31
Os chineses correm meio mundo em busca de uns animais, com o corpo em forma de chouriço, que fazem as delícias à mesa dos orientais – são os pepinos-do-mar, desprezados pelos portugueses. No mercado asiático, depois de secos, chegam a custar 150 a 200 euros por quilo.

 
Um dos pepinos-do-mar estudados na estação-piloto do Ramalhete, Algarve RAQUEL COSTA/STILLS

Qual a diferença entre os pepinos produzidos em terra ou no mar? Só existe semelhança na forma e no facto de ambos serem comestíveis e de agrado popular – mas um é vegetal e o outro não. O preço de um pepino dos oceanos – animal da família dos ouriços-do-mar e das estrelas-do-mar – pode chegar aos 150 a 200 euros por quilo seco. Os chineses correm o mundo em busca destes animais, atribuindo-lhes propriedades singulares na alimentação e, na medicina popular, dizem ter poderes afrodisíacos. No Norte da Turquia, nos últimos dois anos, foram pescados 700 mil a um milhão de indivíduos por dia – uma razia que se está a repetir no Norte de África.

No Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, a investigadora espanhola Mercedes González Wangüemert, está a investigar há cinco anos aos pepinos-do-mar. Antes, esteve em Girona e Múrcia, Espanha, a estudar a genética de populações marinhas de outros animais, como pargos e lesmas-do-mar. Está preocupada com a inexistência de legislação que proteja estes invertebrados marinhos em risco de extinção nalguns pontos do globo e defende a monitorização das capturas. "Não existe legislação que regule a pescaria. A zona Norte da Turquia foi dizimada, e agora viraram-se para sul, colocando em perigo a sobrevivência das espécies."

A partir do Norte de Marrocos estão agora a ser exportadas "toneladas de pepinos-do-mar" para São Francisco, nos Estados Unidos, onde há uma importante comunidade chinesa. A informação sobre o que se está a passar nesses mares tem-lhe chegado através de um investigador local que colabora com a equipa da Universidade do Algarve.

Nos mares do Índico e Pacífico, devido à procura desenfreada, há zonas onde estes animais quase desapareceram por completo. Por isso, uma vez esgotados os recursos nas zonas dos trópicos, as capturas passaram a fazer-se no Mediterrâneo e no Atlântico europeu. Além do valor nutricional (possíveis antioxidantes e ácido gordo ómega-3), pode ainda ser utilizado na obtenção de substâncias para fins terapêuticos. Na ausência de normas que protejam estes animais, as capturas são livres.

No Algarve, entre a comunidade piscatória, os pepinos-do-mar são conhecidos pelo nome popular que deriva da sua forma fálica. O tamanho médio da espécie Holothuria arguinensis oscila entre 15 a 20 centímetros, mas na ilha da Culatra, na ria Formosa, já foi encontrado um exemplar com 65 centímetros.

A equipa do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, que inclui dez investigadores, conseguiu entretanto reproduzir pepinos-do-mar em sistema de aquacultura, na estação-piloto do Ramalhete, na ria Formosa. Nasceram há cerca de três meses as primeiras crias de uma das espécies de pepinos-do-mar de maior valor comercial – precisamente a Holothuria arguinensis, existente no Algarve, na costa ocidental de Portugal até Peniche, nas ilhas Canárias e no Noroeste de África.

"Isto é como cuidar de uma criança", comenta Mercedes González Wangüemert, a coordenadora do projecto, ao observar o aquário os 40 juvenis, com 1,5 centímetros de comprimento.

É neste mundo aquático da Estação Experimental do Ramalhete – instalada num velho armazém de apoio às antigas armações de atum da Companhia de Pescarias do Algarve, perto de Faro, e rodeada de salinas – que a vida corre numa aparente tranquilidade. Jorge Domínguez Godino, um jovem biólogo espanhol com um doutoramento nesta área, recorda o momento em que, através de um choque térmico, na última Primavera, promoveu a reprodução induzida da Holothuria arguinensis – os machos lançaram o esperma na água, as fêmeas os óvulos e natureza fez o resto. O resultado não podia ser melhor. "Um êxito", enfatiza.

Na fase seguinte, para o próximo ano, espera que não faltem apoios financeiros para levar a cabo o estudo noutras latitudes. "Ainda falta saber muito sobre estes animais", comenta Jorge Domínguez Godino, lembrando que há 66 espécies comestíveis de pepinos-do-mar.

Próximo passo: a produção em escala
O CumFish, como se chama este projecto de investigação iniciado em 2012 e a terminar no próximo mês de Janeiro, permitiu estudar as cinco espécies de pepinos-do-mar sobre as quais se exerce a maior pressão a nível mundial: além da Holothuria arguinensis, a Holothuria polii e Holothuria tubulosa (que se encontram só no Mediterrâneo) e a Holothuria mammata e Parastichopus regalis (que se encontram Mediterrâneo e Atlântico).

A reprodução conseguida no Algarve revestiu-se de particular significado por ser de uma das espécies de pepinos-do-mar mais cobiçadas, e não se conheciam as formas de a fazer multiplicar fora do seu habitat. O sucesso, explicou a coordenadora do projecto, foi conseguir fazer a passagem da fase de larva para juvenil, que é marcada pela "ocorrência de muitas mortes", tanto em meio natural como em aquacultura. Por outro lado, salienta que, em paralelo, a equipa do Centro de Ciências do Mar "fabricou" as microalgas para alimentar as crias.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"Este projecto precisa de investimento estrangeiro"

Concluída a construção da infra-estrutura de regadio, já no próximo ano, a gestão da EDIA , liderada por Pedro Salema, vai reforçar a aposta na promoção e captação de investimento para a região do Alqueva.

Quais são as prioridades da EDIA, após a conclusão da infra-estruturação em 2015?
A missão da EDIA é conceber, planear e construir a infra-estrutura de regadio. A segunda prioridade é a promoção. Tem essa obrigação porque a infra-estruturação no regadio público ocorre por iniciativa do Estado e os terrenos que são servidos e que passam a ter uma torneira à sua porta, em resultado dessa rede de distribuição de água, são privados. Em último caso, o dono do terreno pode, ou não utilizar a infra-estrutura. Do ponto de vista do país não queremos fazer investimentos que depois não são utilizados. A EDIA tem a obrigação de promover essa área com vista à criação de riqueza. O objectivo da EDIA não é o lucro. Não tem o mesmo objectivo que as outras empresas. Visa o lucro dos agentes económicos da região em que está inserida. Esses é que são o garante da sustentabilidade da empresa e de todo o projecto. Além de construir e promover, há também a parte da operação. Essa parte é o próximo desafio. Operar e garantir que há uma empresa que o faz de forma exemplar nas suas múltiplas valências. É preciso pensar na agricultura, que é o principal utilizador da água. Mas há também o turismo, o desenvolvimento rural, a electricidade e o abastecimento público de água ao Alentejo. 

Há quem defenda que essas funções poderiam alocadas a outras entidades?
Há aqui obrigações que só uma entidade única é que pode garantir, como as obrigações ambientais, a monotorização da qualidade da água, o trabalho do desenvolvimento regional, o fomento do turismo, a produção de energias renováveis, sob pena de perdemos algumas delas e de estarmos a fazer um mau serviço ao país. O projecto vale como um todo.

Em que assenta a estratégia de promoção?
Primeiro temos que trabalhar na adesão. O empreendimento, como é realizado por iniciativa do Estado, alguns agricultores decidem não utilizar a água e isso penaliza os que a usam. Se todos o fizessem, reduziríamos os custos. A taxa de utilização é boa, mas ainda não é satisfatória. Ronda os 65%. O ideal era chegarmos aos 80% a 85%. Essa seria a taxa de plena utilização. Só assim se consegue diluir custos fixos, obter economias de escala, contexto e aprendizagem. 

Estão planeadas outras iniciativas?
Temos que trabalhar na captação de investimento estrangeiro. Muitas vezes os agentes locais não possuem capacidade para o fazer. Não devemos ter vergonha de promover este projecto internacionalmente. Precisamos de investimento estrangeiro e isso é uma estratégia que temos que prosseguir, com presença em feiras, com participação em missões empresariais, tentando chegar aos investidores que estão à procura de grandes áreas, com projectos para milhares de hectares. Temos contactos quase semanais com investidores interessados em produção de culturas em larga escala, sejam a luzerna ou a alfafa (leguminosas usadas na ração animal), sejam a cana ou colza. Outra possibilidade passa pelos óleos, como a colza. Mas há também grande potencial para os horto e agro-industriais, como o tomate, melão, brócolos, cebola e alface ao ar livre.

EUA suspendem importações do Canadá por gripe aviária


Da REUTERS
Chicago - Os Estados Unidos suspenderam importações de aves vivas e produtos in natura da província canadense British Columbia, devido a um surto de gripe aviária por lá, disse o veterinário-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) à Reuters nesta segunda-feira.

As restrições começaram em 4 de dezembro, o mesmo dia em que foi identificado o vírus da cepa H5N2 "altamente patogênica", segundo a autoridade do USDA.

A gripe aviária é uma doença viral que afeta aves. A maior parte não atinge humanos quando os produtos são manipulados ou cozidos adequadamente.

Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan e Japão impuseram vários bloqueios a produtos avícolas do Canadá devido à gripe aviária.

Cortiça Mega esquema de faturas falsas 'roubou' 10 milhões ao Estado


Um esquema de fraude que usou o IVA para ganhar milhões de euros, terá lesado o Estado em 10 milhões de euros. Envolvidos estão mais de 67 arguidos, ligados à indústria da cortiça, conta o Jornal de Notícias.

PAÍS Mega esquema de faturas falsas 'roubou' 10 milhões ao Estado DR
08:44 - 08 de Dezembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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Américo Pinto, um empresário de cortiça de Santa Maria de Lamas, criou em 1993 a empresa em nome do filho, na altura com 17 anos. Sete anos depois, o homem terá entrado num esquema de fraude que lhe valeu lucros de muitos milhares de euros.


Américo comprava faturas mediante o pagamento de 8% a 15% do valor do IVA respeitante às mesmas, avança o Jornal de Notícias. Ou seja, ao comprar uma fatura no valor de 100 mil euros, o empresário recebia de IVA 20 mil euros. Tendo em conta que a compra lhe exigia o pagamento de entre 1.500 a 3.000 euros, Américo ganhava, no mínimo, 17 mil euros com o negócio.

O esquema aconteceu entre 2000 e 2006 período entre o qual este terá comprado mais de 200 faturas e outras tantas em nome de uma outra empresa que entretanto abriu.

O Ministério Publico estima que o Estado tenha saído lesado em cerca de cinco milhões de euros comes ta mega fraude.

Um dos vendedores, revela o Jornal de Notícias, era um toxicodependente que foi aliciado por outros empresários a coletar-se como empresário em nome individual e vender faturas e recibos para poder pagar o seu vício.

No total estão 67 pessoas envolvidas no crime.

Aumento produção de comida contrasta com alta subnutrição no centro de Moçambique -- FAO


O elevado número de crianças subnutridas contrasta com o aumento da quantidade de alimentos na região centro de Moçambique, sugerindo que a educação nutricional não acompanha a evolução das políticas agrárias, disse hoje fonte da FAO.
Estatísticas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) indicam que na região centro, que inclui as províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, a produtividade agrária quase dobrou nos últimos cinco anos, mas a subnutrição continua acima dos 43 por cento.
«Aumentou a quantidade de comida produzida e aprovisionada, mas o número de crianças com desnutrição crónica cresce a cada dia na região, o que não se compreende», alertou hoje no Chimoio, província de Manica, Walter Oliveira, coordenador da FAO em Moçambique para o indicador da redução da fome, nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.
Diário Digital / Lusa

"O trator nem era meu"

Agricultor foi notificado para pagar 4,36 € por circular na A28, na zona de Esposende. 

Por João Nuno Pepino 

É mais um caso insólito envolvendo um trator agrícola e a cobrança de portagens em autoestradas. Fernando Silva recebeu uma coima porque a sua viatura, de matrícula 65-52-OF, terá circulado na A28, em Esposende, sem pagar as taxas de portagem. Ora, o veículo em questão é um 'velhinho' trator agrícola, que nunca saiu da propriedade onde reside em Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, a mais de 300 quilómetros do local da infração. A carta, com aviso de receção, que lhe chegou da Via Livre – Autoestradas Norte Litoral, cobra 4,36 € por sair da autoestrada às 22h49 do dia 2 de janeiro de 2012. "Nessa altura, o trator nem era meu", garante Fernando Silva, que comprou o veículo a um amigo, da povoação vizinha Foros de Salvaterra, que também ficou incrédulo. Fernando Silva reclamou através dos canais da empresa. "Disseram- -me que tinha de enviar um e-mail porque não conseguiam identificar o veículo em questão", explica o homem ao CM. "Eu mandei o e-mail com cópia da notificação e uma fotografia do trator, mas ainda nem sequer me responderam a dizer se viram ou não viram", acrescenta o agricultor. O CM tentou contactar a Via Livre, sem sucesso.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aberta a porta ao cultivo de sementes OGM em toda a União Europeia


04/12 16:44 CET


Está aberta a porta ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) em toda a União Europeia, mas cada um dos 28 Estados-membros pode optar por proibir o cultivo destas sementes em todo ou parte do seu território.

O acordo de princípio obtido, esta quinta-feira, deverá ainda passar por vários atos legais; pelo que só a partir de 2015 as empresas poderão fazer as candidaturas.

Atualmente, apenas um tipo de milho geneticamente modificado é cultivado no espaço comunitário e em apenas três países: Portugal, Espanha e República Checa.

Mas outros quatro tipos de milho geneticamente modificado, produzidos por empresas norte-americanas como a Monsanto e a Pioneer, receberam autorização da Agência Europeia de Segurança Alimentar.

 
 
Pelo menos 19 Estados-membros pretendem proibir o cultivo, mas têm de utilizar argumentos previstos na lei, que poderão vir a ser desafiados em tribunal pelas empresas do setor.

As razões a invocar podem ser sócio-económicas, ambientais ou ligadas a outros usos dos terrenos agrícolas.

"É uma vitória de Pirro. A curto prazo, as multinacionais como a norte-americana Monsanto poderão explorar as fragilidades jurídicas e atacar as proibições nacionais perante a Organização Mundial do Comércio, ou perante tribunais arbitrais, no caso da assinatura de acordos bilaterais de livro comércio tais como aquele que se negoceia com os EUA", disse o eurodeputado ecologista francês José Bové.

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Seminário “Agricultura Familiar no Alto Minho”


No âmbito do Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 a ADRIMINHO – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho, promove um seminário sobre "Agricultura Familiar no Alto Minho", dia 9 de dezembro, no Fórum da Bienal de Vila Nova de Cerveira, às 9h30.

O evento contará, na sessão de abertura, com as presenças do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar e dos presidentes da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e da ADRIMINHO.



domingo, 7 de dezembro de 2014

Governo assegura sustentabilidade financeira da gestora do Alqueva

A EDIA passou a integrar as contas públicas do Estado. A palavra de ordem é travar o aumento da dívida de 750 milhões de euros.

O Governo acaba de aprovar o plano para garantir a saúde financeira da EDIA, actualmente em situação de falência técnica. A gestora das infra-estruturas do Alqueva, que pôs em marcha o maior projecto público do Alentejo, recebeu luz verde para integrar o perímetro de consolidação das contas públicas do Estado. Uma medida que lhe permite, no imediato, reduzir os encargos com o serviço da dívida. 

"Tínhamos 190 milhões de euros contratados com a banca comercial de curto prazo que foram transformados num empréstimo de médio-longo prazo, de sete anos. O resto da dívida já era de longo prazo", revelou ao Diário Económico, o novo presidente da EDIA, Pedro Salema.

Com um passivo de 750 milhões de euros, a empresa sofre as consequências de um agressivo plano de investimentos realizado ao longo dos últimos anos, sem a respectiva injecção de capitais públicos. Uma situação que tem merecido várias reservas dos auditores das suas contas.

Responsável pela construção das infra-estruturas de regadio do Alqueva, a EDIA projectava investir 2,5 mil milhões de euros até 2025, objectivo que foi antecipado para 2015. 

Até Junho de 2014, foram gastos 2,3 mil milhões de euros, dos quais 32% destinados à construção da rede primária, os grandes canais de distribuição de água que ligam as 69 barragens e reservatórios do projecto. Já a rede secundária, que leva a água até ao consumidor final, absorveu 29% do investimento, representando os restantes 26% do custo da barragem do Alqueva. Falta assim investir entre 220 a 230 milhões de euros, aponta o gestor.

"O serviço da dívida resulta de opções tomadas pelo accionista no domínio do investimento. Toda a comparticipação nacional que a empresa não conseguiu ir buscar em financiamento comunitário nos últimos anos foi conseguido através da dívida", refere Pedro Salema.

O Governo prepara-se para avançar com outras medidas para assegurar o equilíbrio das contas da EDIA. "Não está afastada a possibilidade de realização de um aumento de capital, mas o accionista vai tomar a decisão de fazê-lo gradualmente em função das necessidades da empresa", adianta.

A palavra de ordem do Executivo é travar, até à conclusão do projecto do Alqueva, o aumento do endividamento. "Tem sido difícil, mas tem conseguido fazê-lo. Os futuros investimentos estão garantidos sem novos empréstimos por via de taxas de comparticipação comunitária na ordem dos 100%. Essa é a grande batalha", acrescenta Pedro Salema.

A deterioração da situação financeira da EDIA contrasta com a sua solidez operacional, explica a mesma fonte. No final de Junho, o EBITDA (resultado bruto de exploração) situava-se em 6.368 euros, reflectindo um crescimento de 9,5% face ao período homólogo do ano anterior. A empresa registou ainda lucros de 15.338 euros, contra prejuízos de 9 mil euros em Junho de 2013.

População agrícola tem maior expressão no Alentejo


Rádio Pax - 01/12/2014 - 00:08

População agrícola tem maior expressão no Alentejo

    
Em 2013 as explorações agrícolas ocupavam metade da superfície do território nacional, representando a população agrícola familiar 6,5% da população residente.  

Os dados constam do inquérito à estrutura das explorações agrícolas 2013 do INE- Instituto Nacional de Estatística.

Segundo a mesma fonte, "nos últimos anos, verificou-se um aumento da dimensão das explorações agrícolas e uma melhoria dos indicadores laborais". A Superfície Agrícola Não Utilizada (SANU) diminuiu cerca de 20% relativamente a 2009.

Em 2013 mais de metade das explorações nacionais (50,8%) regaram 479,8 mil hectares.

O Instituto sublinha que "o desenvolvimento do regadio no Alentejo, promovido pela infraestrutura do Alqueva, é comprovado pelo aumento de cerca 20 mil hectares da superfície regada (+10,2%) desde 2009".

A população agrícola familiar, formada pelo produtor e pelos membros do seu agregado doméstico, quer tenham trabalhado ou não na exploração, é constituída por 674,6 mil indivíduos, o que representa 6,5% da população residente em Portugal.

"A população agrícola familiar tem maior expressão nas Regiões Autónomas e no Alentejo, enquanto em Lisboa apenas representa 0,5% da população residente", sublinha o INE.

O Instituto frisa ainda que os produtores agrícolas singulares são os mais velhos e ainda pouco qualificados.

Jovens agricultores candidatam-se ao PRODER

 "São sinais positivos de haver uma certa regeneração", disse o secretário de Estado da Agricultura. 

Um em cada quatro projetos financiados pelo PRODER, o programa de fundos comunitários para apoio ao desenvolvimento rural, pertence a um jovem agricultor, segundo os dados oficiais do Ministério da Agricultura e Mar (MAM). O PRODER, que já não recebe candidaturas, mas continua a ser executado até meados de 2015, em simultâneo com o novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, financiou no total 37.500 projetos, dos quais nove mil de jovens agricultores, com idades entre os 18 e os 39 anos. "São sinais positivos de haver uma certa regeneração e dinamização do setor", comentou o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. O governante assinalou que alguns destes jovens "trabalhavam em outras áreas e viram a agricultura como alternativa", tendo o auge das candidaturas sido atingido entre 2011 e 2013. No novo PDR, a exigência vai ser maior, para "assegurar que o projeto é sustentável". José Diogo Albuquerque garante que o objetivo não é "barrar" os novos agricultores e sim "levá-los para o sucesso no final do seu projeto". Vai ser exigido, por exemplo, que os jovens tenham uma formação obrigatória de, pelo menos, 48 horas na área agrícola e que passem a ter aconselhamento por parte das organizações de produtores.

Um quarto das candidaturas ao PRODER é de jovens agricultores


Um em cada quatro projetos financiados pelo PRODER, o programa de fundos comunitários para apoio ao desenvolvimento rural, pertence a um jovem agricultor, segundo os dados oficiais do Ministério da Agricultura e Mar (MAM).

ECONOMIA Um quarto das candidaturas ao PRODER é de jovens agricultores Lusa
15:50 - 07 de Dezembro de 2014 | Por Lusa

Um em cada quatro projetos financiados pelo PRODER, o programa de fundos comunitários para apoio ao desenvolvimento rural, pertence a um jovem agricultor, segundo os dados oficiais do Ministério da Agricultura e Mar (MAM).

O PRODER, que já não recebe candidaturas, mas continua a ser executado até meados de 2015, em simultâneo com o novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, financiou no total 37.500 projetos, dos quais 9.000 de jovens agricultores, com idades entre os 18 e os 39 anos.

"São sinais positivos de haver uma certa regeneração e dinamização do setor", comentou o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque.

O governante assinalou que alguns destes jovens "trabalhavam em outras áreas e viram a agricultura como alternativa", tendo o auge das candidaturas sido atingido entre 2011 e 2013.

No novo PDR, a exigência vai ser maior, para "assegurar que o projeto é sustentável".

José Diogo Albuquerque garante que o objetivo não é "barrar" os novos agricultores e sim "levá-los para o sucesso no final do seu projeto".

Vai ser exigido, por exemplo, que os jovens tenham uma formação obrigatória de, pelo menos, 48 horas na área agrícola e que passem a ter aconselhamento por parte das organizações de produtores.

Os jovens agricultores receberam um apoio de cerca de 650 milhões de euros no âmbito do PRODER, que serviu para alavancar um investimento total superior a 1,1 mil milhões de euros.

De acordo com o perfil dos jovens agricultores traçado em 2013 pelo MAM, há também mais mulheres a optarem pela agricultura, com a diferença de género a atenuar-se para 60% de homens e 40% de mulheres, mais equilibrada do que entre a totalidade da população agrícola recenseada (69% de homens e 31% de mulheres).

A idade média rondou os 30 anos, menos de metade da idade média do total de agricultores (62 anos).

A sub-região do Douro, com mais de 1.000 jovens apoiados, destacou-se como a que tem maior percentagem neste universo (4%), sendo as sub-regiões localizadas no interior as que concentram mais jovens agricultores, "o que eventualmente se explica por um leque mais restrito de oportunidades de emprego".

Os frutos aparecem destacados entre as preferências produtivas dos jovens agricultores, quer em termos de jovens apoiados (31%), quer em valor de investimento (202 milhões de euros).

Seguem-se as atividades 'Hortícolas e flores', 'Vinho e vinha' e 'Pecuária', com 13% cada, uma importância que não se reflete no valor de investimento que é apenas de 22 milhões de euros no caso da vinha, situação que decorre do facto de o apoio destinado a esta plantação estar fora do PRODER.

As atividades 'Olival e azeite' e 'Apicultura' contam com 7% de jovens apoiados, enquanto a atividade 'Aves e ovos' representa um investimento assinalável de 73 milhões de euros, embora reúna apenas 4% das preferências.

Em termos de dimensão das explorações, a área média foi de 22 hectares, o dobro da média da área total das explorações agrícolas.