sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Algodão atinge máximo histórico com possível diminuição da oferta

17 Fevereiro 2011 | 17:47
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
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As reservas podem descer com o consumo de vestuário acima do esperado na China.
O algodão ultrapassou os dois dólares por libra-peso em Nova Iorque
pela primeira vez na sua história. O máximo de sempre deveu-se à maior
procura de vestuário na China, o maior consumidor e importador do
produto, resultante dos receios de menor oferta da matéria-prima.
Os futuros do algodão seguem nos 2,0193 dólares por libra-peso,
subindo 3,7%, liderando os ganhos do segmento na sessão de hoje. Desde
o início do ano, a matéria-prima já valorizou 35%, o melhor desempenho
das 19 "commodities" negociadas no índice CRB da Reuters/Jefferies,
tendo mais do que duplicado o seu valor num ano.

As cheias na Austrália e no Paquistão e as secas na Rússia levaram a
uma redução da oferta, numa altura em que as fábricas estão a comprar
mais fibra de algodão, na sequência da recuperação económica - que
leva a uma maior confiança e aumento do consumo.
No que diz respeito à campanha agrícola iniciada a 1 de Agosto
passado, China deverá consumir 47 milhões de fardos de algodão,
excedendo a produção nacional em 30 milhões, o que poderá fazer cair
as reservas para os 42,8 milhões de fardos, naquele que será o volume
mais baixo desde 1996, de acordo com dados do departamento
norte-americano da Agricultura.
"Considerando que atingimos os 2 dólares, que era a meta apontada por
muitos para o curto prazo, para onde é que caminhamos? É um ambiente
de verdadeira incerteza", salientou Luke Mathews, do Commonwealth Bank
of Australia, em declarações à Bloomberg.
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