quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Existências de cereais no nível mais elevado dos últimos 30 anos


por Ana Rita Costa
27 de Janeiro - 2015

De acordo com as previsões do Conselho Internacional de Cereais (CIC), as existências mundiais de cereais vão atingir este ano o valor mais elevado dos últimos 30 anos. Na campanha de 2014/2015, a produção mundial de cereais aumentou em cerca de 12 milhões de toneladas para um valor recorde de 2002 milhões de toneladas.

 
Segundo o CIC, este aumento foi impulsionado, sobretudo, pela produção de milho, que atingiu colheitas superiores ao esperado na Argentina, no Brasil e na UE, em especial na Ucrânia.

Assim, prevê-se que uma ampliação dos stocks e um aumento de cerca de 3% no total da oferta de cereais. Se o consumo se mantiver estável, "espera-se uma descida nas existências mundiais de cerca de 189 milhões de toneladas no decorrer de 2015", explica o CIC.

DGADR - Questionário de satisfação de clientes e parceiros


A procura de uma melhoria contínua dos serviços prestados é o principal compromisso assumido pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Neste sentido, conhecer o grau de satisfação dos seus clientes é fundamental. Colabore com a nossa organização na prossecução dessa meta, preenchendo este questionário:


Obrigada pela sua colaboração

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PAC - Novos desafios


Por: Mario Antunes, Agrotejo/Agromais.


26 DE JANEIRO DE 2015 AGROTEC

O Milho, o Greening, a diversificação cultural e outras formas de diminuir a autossuficiência nacional.

No momento em que este artigo está a ser redigido, muitas das sementeiras de outono/inverno já estão, ou deveriam estar, instaladas.

Neste momento, a planificação cultural nas explorações agrícolas, os arrendamentos e os contratos de fornecimento com a agroindústria e Organizações de Produtores já deveriam estar em fase adiantada de decisão.

Neste momento, deveriam ser as oportunidades de mercado a direcionar as opções dos agricultores e dos empresários agrícolas.

Mas não. Na maioria das explorações agrícolas vive-se de uma Ansiedade vs Calma "aparente", resultado de um fator que nada tem a ver com decisões de gestão técnica, económica ou de mercado – a nova PAC.

No momento em que está a ser redigido este artigo, pouca é a regulamentação conhecida e a aplicar aos pagamentos diretos no novo período de programação de ajudas diretas.

Alem das quatro folhas que definem as ajudas ligadas e que agricultores podem aderir, nada mais se sabe.

Não se conhecem os valores de referência individuais, não se conhecem os procedimentos de transferência de direitos, não se sabe, em concreto, a forma de elegibilidade de muitas parcelas, não se sabe quais as regras a cumprir nas áreas de interesse ecológico.

Mais grave ainda é o facto de não se conhecerem, ainda, as regras de implementação da obrigatoriedade de "diversificar" as culturas em muitas das explorações agrícolas.

Esta "Diversificação" imposta, não mais que um custo associado, trará às explorações agrícolas menos oportunidades de mercado, menores rendimentos, menor emprego, maior desertificação.

Na prática, esta "diversificação" não será mais que a afetação de áreas a pousios, áreas forrageiras sem utilização, culturas com rendimento líquido negativo.

Se assim não fosse, o agricultor empresário já a teria feito.

No caso concreto da cultura do milho, esta diversificação poderá traduzir-se numa quebra superior a 30% da produção comercializada atualmente.

crops in the heartlandNas principais zonas de produção de milho grão constata-se a especialização dos agricultores, uma estrutura fundiária direcionada para a cultura, a suscetibilidade a cheias e alagamentos, a falta de culturas alternativas viáveis.

Da cultura do milho resultou, nos últimos anos, não só um pilar de sustentabilidade e desenvolvimento económico e social, como também um contributo significativo na atenuação do deficit da nossa balança comercial.

As organizações de produtores modernizaram-se, investiram e adaptaram-se à cultura, muitas vezes encontrando nichos de mercado que a valorizam e remuneram os agricultores.

Os agricultores, modernizaram e mecanizaram as suas explorações, investiram em novas técnicas de regadio e otimizaram as áreas produtivas.

A população rural, os serviços agrícolas e todas as atividades económicas, direta ou indiretamente, têm, na cultura do milho, uma "alavanca" de dinamização económica.

Sabemos que a nova PAC trará um novo paradigma ao setor agrícola nacional. Por agora, apenas o parou!

E parar o setor agrícola nacional é bloquear o desenvolvimento económico e social de muitas zonas rurais, é pôr em causa um conjunto de investimentos em explorações agrícolas e OP, é diminuir a autossuficiência alimentar do país.

Espera-se pois que a administração nacional e comunitária rume no sentido da manutenção de uma cultura que é estratégica para Portugal, que cria riqueza e que é dinamizadora de uma parte significativa do território nacional.

Espera-se que, depois da reforma da PAC definida a nível europeu e das adaptações por parte de vários estados membros, Portugal defenda os interesses do setor agrícola e de uma das suas culturas mais importantes.

Imprensa húngara muito optimista quanto à abertura das fronteira russas

Janeiro 26
14:32
2015

A imprensa da Hungria mostra-se muito optimista quanto ao levantamento do embargo russo a gorduras e toucinho e miudezas de porco, a curto espaço de tempo. Segundo esta fonte, o Presidente Putin irá anunciar a decisão aquando da sua visita oficial a Budapeste, em 16 de Fevereiro.

Além da Hungria, devem vir a ter possibilidade de exportar, a Alemanha, a Dinamarca, a Holanda, a França e a Itália.

Para permitir estas importações, os russos enviarão missões para certificar os matadouros desses países, que ficarão autorizados a exportar. Estas inspecções deverão ser realizadas a curto prazo.

O Agroinfo apurou, entretanto, junto da Comissão Europeia, que esta não aceita uma regionalização proposta pelos russos e continua a querer que o embargo seja retirado para todos os países, ou, então, mantém a queixa junto da Organização Mundial de Comércio.

É, no entanto, quase certo de que se os russos avançarem com esta proposta, os países designados assinarão acordos bilaterais com a Rússia.

Especulação no mercado dos tractores e máquinas agrícolas

Janeiro 26
14:35
2015

Dentro de aproximadamente um mês, vai abrir as portas ao público mais uma edição do salão da agricultura de Paris. Esta feira agrícola constitui a maior mostra europeia de tractores e máquinas agrícolas a nível europeu.

A tecnologia, ao nível destes equipamentos, tem evoluído extraordinariamente, dispondo os agricultores hoje de tractores muito cómodos, quase luxuosos em certos casos e dotados de alta tecnologia.

O principal problema é o preço que estas máquinas têm atingido. Estes preços muito elevados são atribuídos, por alguns, ao controlo do mercado por algumas marcas, que impõem o preço.

Assim, na maior parte dos países da Europa (à excepção da Itália e Portugal), existe uma marca dominante com mais de 20% do mercado e, normalmente associada a mais duas marcas, tem mais de 60% de mercado. Este valor chega a ultrapassar os 90% nos países nórdicos, como a Dinamarca, a Suécia e a Finlândia.

Outro aspecto importante é o da organização de distribuidores que estas marcas têm e a quem impõem normas muito restritivas de exclusividade, o que já não existe noutros sectores, como o automóvel.

Este conjunto de situações leva a uma inflação do preço dos tractores e máquinas agrícolas, com claros prejuízos para os agricultores.

Conselho de Ministros da Agricultura

Janeiro 26
14:37
2015

Realiza-se hoje, dia 26, o primeiro Conselho de Ministros da Agricultura sob a Presidência da Letónia.

A Letónia assume a Presidência da União Europeia no primeiro semestre de 2015, altura em que a grande discussão se centraliza nas implicações do embargo russo sobre a agricultura europeia, sendo a Letónia um dos países mais afectados.

Assim, hoje, em cima da mesa do Conselho de Ministros, estará a questão do embargo russo, bem como outros pontos, como a simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), a situação do sector leiteiro, a produção agrícola bio, a clonagem e o estado das negociações com os Estados Unidos, dentro do âmbito do Transatlantic Trade and Investment Partnership. Todos estes pontos são prementes, mas muito delicados, pois não têm um consenso entre os países.

No caso da simplificação da PAC, um dos problemas é a revisão das normas do greening, que tem sido proposta por vários países e +por muitos eurodeputados, mas que o Comissário Phil Hogan se tem recusado a admitir. Também no que diz respeito à agricultura bio, existe uma grande divergência entre um grupo de países e a Comissão.

Não se esperam, por isso, grandes decisões hoje.

Imagem - eu2009.cz

Fundos de investimento mostraram algum desinteresse nas commodities agrícolas

Janeiro 21
09:14
2015

Os fundos de investimento começam a mostrar algum desinteresse no investimento em grãos, sobretudo no que diz respeito à soja.

Segundo a Commodity Futures Trading Commission Regulator, na passada semana desfizeram-se de mais de 50.000 contratos de longo prazo nas treze commodities agrícolas, desde o algodão ao gado.

Na soja e apesar dos resultados das exportações serem muito bons, pesam muito no mercado os dados revelados pelo Departamento Agrícola dos Estados Unidos (USDA), que apresentaram uma produção superior ao previsto nos Estados Unidos.

A USDA prevê que o preço dos produtos dos futuros da soja possa cair 5% esta semana, estando previsto que mais de 28.000 contratos de longo termo poderão ser postos à venda.

Também no que diz respeito ao milho, devem ter um corte nos contratos a longo termo de mais de 22.000 lotes, o que será o mais vendido dos últimos seis meses.

O milho continua, contudo, a ser suportado pela perspectiva de uma boa produção de etanol e, portanto, uma boa procura. Estas perspectivas começam, no entanto, a ser postas em causa, uma vez que com a baixa do preço do petróleo, as margens para a produção de etanol são agora negativas.

No trigo a redução não é tão significativa, mas também se verifica.

No sector animal, o maior corte em posições de longo prazo foi no sector da carne de porco, pois os investidores prevêem um aumento considerável da produção nos Estados Unidos, com o anúncio de que a diarreia hemorrágica porcina, que fustigou os efectivos desde 2013 começa finalmente a ser controlada.

Tempranillo é a uva mais cultivada no mundo na última década


23 de Janeiro de 2015, por Elisabete Mendes
 
 
Entre 2000 e 2010 as plantações de Tempranillo aumentaram mais do que qualquer outra variedade de uva no mundo, segundo o geneticista José Vouillamoz, durante um simpósio realizado em Florença, Itália. No mesmo evento, Vouillamoz afirmou que as uvas brancas Airen e Rkatsiteli são as que têm maior quantidade de hectares plantados no mundo. Na Espanha existem mais de 200 mil hectares de cultivo da Tempranillo.
 
De acordo com Vouillamoz, a variedade que teve maior crescimento de cultivo no planeta entre 2000 e 2010 foi a Tempranillo, seguida pela Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. «A Cabernet Sauvignon planta-se em qualquer lugar. Por que não fazer o mesmo com a Tempranillo?» questionou o estudioso. A Tempranillo é uma variedade originária da Espanha, onde existem mais de 200 mil hectares de cultivo. Portugal e a Austrália são outros países onde a casta se encontra muito difundida. A uva Airen, outra variedade espanhola, era a terceira variedade de uva mais plantada no mundo em 2010, depois da Cabernet Sauvignon e Merlot.
 
Segundo Vouillamoz a China e a Índia  foram os países que tiveram o maior crescimento em plantações de uva na última década. Porém, estima-se que em 2050 a Índia irá superar a China em termos de cultivo de vinhas.

Vinho bate iogurte em padrões de saúde


21 de Janeiro de 2015, por Elisabete Mendes
 
  
Cientistas espanhóis anunciaram a descoberta de uma bactéria probiótica saudável no vinho. A boa notícia animou os amantes da bebida. A má notícia é que o processo de adição de sulfitos no vinho pode acabar com essas bactérias, o que significa que os produtores terão que isolar os probióticos antes de adicionarem os sulfitos, ou que os apreciadores terão que se conformar em beber o vinho sem a adição desses componentes.
 
Os investigadores espanhóis da Universidade de Madrid isolaram 11 bactérias diferentes do vinho, incluindo o Lactobacillus encontrado no iogurte e outros tipos usados no processo de fermentação das uvas. «Até agora o que se pensava era que os laticínios tinham a melhor parte dos probióticos e, por causa dessa certeza, o vinho não foi estudado nesse aspecto», declarou Dolores Gonzáles, cientista da Universidade de Madrid. Os probióticos são organismos vivos essenciais para a manutenção do funcionamento do sistema digestivo no corpo humano, e, além disso, podem conter propriedades que previnem o câncer e baixem o nível de colesterol no sangue. Em quantidades moderadas de consumo, o vinho não possui probióticos suficientes que façam a diferença no organismo. O que os investigadores sugerem com o estudo é que esses probióticos sejam extraídos da bebida e distribuídos.

Produção de vinho estável em Portugal e em queda livre na Europa

 26-01-2015 
 

 
A produção de vinho em Portugal atingiu os 6,2 milhões de hectolitros no ano passado, o que representa uma quebra ligeira, de 0,8 por cento, face ao ano anterior, revelou o Instituto da Vinha e do Vinho.

Este resultado contrasta com o recuo médio de oito por cento previsto para o conjunto da União Europeia, onde se destacam as péssimas campanhas de Espanha, com -18 por cento e de Itália com -15 por cento.

A vindima de 2014 acabou por ser menos dolorosa do que faziam crer as previsões avançadas no Verão pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e pelas regiões demarcadas. Nessa altura, os dados apontavam para quebras quase generalizadas nas principais áreas de produção, o que acabou por não se verificar em algumas delas.

Um olhar nacional pelos resultados da campanha permite, no entanto, perceber que o ano foi mau no Norte, com doenças e mau tempo a afectarem o desenvolvimento das uvas e a colheita, mas este cenário acabou por ser compensado no Sul, com algumas regiões a apresentarem crescimentos robustos, como é o caso da península de Setúbal, com mais 22 por cento.

Globalmente, no Centro e no Norte do país, a produção caiu cerca de 10 pontos percentuais, com o Minho a apresentar o maior recuo, de 14 por cento, seguido do Douro, onde a colheita caiu cerca de oito por cento. No Sul, verifica-se um aumento de produção de cerca de nove por cento, com a península de Setúbal a liderar destacadamente os ganhos, seguida do Tejo, mais 17 por cento e do Alentejo, mais nove pontos percentuais.

Nas regiões do Sul, o facto de não ter havido chuva significativa no período das vindimas, como aconteceu no Centro e no Norte, acabou por pesar no resultado final obtido.

O nível de produção alcançado é fundamental para manter os stocks nacionais e garantir os níveis de exportação, aproveitando as dificuldades que alguns dos maiores produtores europeus irão enfrentar.

No ano passado, até Setembro, Portugal exportou cerca de 1,6 milhões de hectolitros de vinho, o que representa um recuo de cerca de nove por cento face ao período homólogo de 2013. Mas o valor apurado aumentou, embora de forma ligeira, 0,3 por cento, o que significa que o valor cobrado por litro teve um incremento significativo.

As exportações portuguesas de vinho renderam, nos três primeiros trimestres, cerca de 502 milhões de euros, dos quais 466 milhões são atribuíveis a vinho engarrafado.

Fonte: Público

Loures, Mafra e Sintra criam associação para desenvolver zonas rurais

26-01-2015 
  
Os municípios de Loures, Mafra e Sintra criaram a Associação de Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia (A2S), que tem como objectivo desenvolver vários projectos nas zonas rurais daqueles concelhos, com recurso a fundos comunitários.

A oficialização da A2S foi feita na Conservatória de Loures, onde estiveram representantes das câmaras de Loures e de Mafra. A parceria entre os três municípios da zona norte da Área Metropolitana de Lisboa vai facilitar o acesso a fundos comunitários europeus, aos quais a região saloia poderá candidatar-se pela primeira vez, segundo explicou à agência Lusa o vereador responsável pelo pelouro do Desenvolvimento Económico na Câmara de Loures, António Pombinho.

«Até agora, a nossa zona não era elegível para se candidatar a fundos europeus, mas com as alterações previstas neste novo quadro comunitário já será possível. Com a criação desta associação pretendemos apresentar até ao dia 14 de Fevereiro uma candidatura para um DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) para podermos ter acesso a um financiamento para levar a cabo um conjunto de projectos importantes», afirmou o autarca.

António Pombinho escusou-se a divulgar projectos concretos já pensados, mas referiu que pretendem diversificar as economias locais, estimular a inovação social, criar postos de trabalho e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais. «Serão pequenos projectos dentro das explorações agrícolas, equipamentos na área social, património e valorização de produtos», exemplificou.

Por seu turno, o vice presidente da Câmara Municipal de Mafra, Joaquim Sardinha (PSD), adiantou que, no caso do seu município, os projectos estarão mais ligados à zona costeira e ao apoio aos pescadores.

A A2S irá contar com 23 parceiros e incidirá em 19 freguesias rurais dos concelhos de Loures, Mafra e Sintra, que incluem aldeias e vilas saloias, terrenos agrícolas e zonas verdes com potencial agrícola, agro-florestal e turístico.

Fonte: Lusa


Exportar vinho para Angola vai ser mais difícil


por Ana Rita Costa
26 de Janeiro - 2015
O Governo angolano está a dificultar a entrada de produtos externos no país. 

 
De acordo com a RTP, o vinho português pode vir a ser um dos produtos mais afetados, devido à imposição de quotas para a importação de vinho português por parte de Angola. O valor das quotas ainda não foi estabelecido e ainda não se sabe se a imposição será sobre vinho engarrafado e a granel, no entanto, a ViniPortugal já advertiu que é preciso pensar num acordo que garanta os interesses de Portugal.

Atualmente, são cerca de 9000 as empresas portuguesas que dependem do mercado angolano em áreas como o vinho e outro tipo de bebidas, exportações que valem 80 milhões de euros.

Pesticidas proibidos em vinhas perto de cidades


17 de Janeiro de 2015, por Elisabete Mendes
  
Uma lei do governo francês permitirá às autoridades forçar os produtores e agricultores a parar com o uso da pulverização de pesticidas em vinhas perto de cidades. A lei foi aprovada pelo senado, no entanto, o senado rejeitou o apelo dos activistas que pediam zonas totalmente livres de pesticidas. 
 
A proposta de lei pede aos produtores e agricultores que não façam uso da pulverização de pesticidas em áreas próximas a concentrações populacionais mas, se não houver como, a orientação é que os mesmos passem a usar equipamentos especiais. Se as solicitações não forem seguidas, as autoridades locais terão total liberdade de definir uma distância mínima entre o local onde os pesticidas devem ser usados e as casas, por exemplo.
 
O debate sobre o uso de pesticidas teve grande repercussão após várias crianças de escolas, aldeias e hospitais próximos a vinhas terem adoecido com suspeita de envenenamento causado pelos pesticidas. Contudo, nenhuma delas ficou seriamente prejudicada.

PCP exige esclarecimentos ao Governo sobre a Casa do Douro



O PCP exige esclarecimentos ao Governo sobre a Casa do Douro (CD), o futuro dos trabalhadores, o processo concursal que vai designar a entidade privada que lhe vai suceder e o processo de insolvência da instituição.

Para questionar o Governo sobre o processo Casa do Douro (CD), o grupo parlamentar comunista apresentou um requerimento na Comissão de Agricultura e Mar, aprovado por unanimidade, para a audição urgente do secretário de Estado da Agricultura, a qual vai decorrer na terça-feira.
Esta audição ocorre depois da extinção da dimensão pública da CD, depois de já ter terminado o concurso para a escolha da organização privada que lhe vai suceder e do Estado ter avançado com um pedido de insolvência da instituição duriense.
O deputado comunista João Ramos afirmou hoje à agência Lusa que "existe um conjunto de matérias" sobre o dossiê CD que é preciso esclarecer.
O parlamentar mostrou-se preocupado com o "futuro dos trabalhadores" do quadro privado da instituição, sediada no Peso da Régua, distrito de Vila Real.
"Não é nada claro qual será o seu futuro e eles continuam numa incógnita e o Governo não pode dizer que não é da sua responsabilidade porque foi o Governo que promoveu a extinção da sua entidade patronal. Não pode por isso agora dizer que não é sua responsabilidade", salientou o responsável.
João Ramos criticou o "prazo apertado" em que decorreu o processo concursal que vai determinar a organização privada que irá suceder à CD.
A portaria foi publicada em dezembro e o concurso decorreu entre 05 e 19 de dezembro, tendo sido formalizadas duas candidaturas por parte da Federação Renovação Douro e a Associação da Lavoura Duriense.
"O prazo apertado com que o concurso foi aberto faz parecer que teria melhores condições para concorrer alguém que já andasse a desenvolver este processo", considerou o deputado.
Para além disso, João Ramos questionou ainda as ligações entre um dos dinamizadores de uma das organizações concorrentes e a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), considerando que este não pode, ao mesmo tempo, defender o comércio e a produção.
Por fim, o parlamentar referiu o processo de insolvência da CD pedido pelo Estado a 31 de dezembro, dia em que esta foi extinta enquanto associação de direito público e inscrição obrigatória.
"A CD tem que ter condições para funcionar, mas não era obrigatório extingui-la por conta do saneamento financeiro. Aliás, este processo já está a decorrer a alta velocidade, até já decorreu o concurso para entregar o remanescente do património, e ainda nada sabemos sobre a questão do pagamento da dívida", sublinhou.
Para João Ramos, o que "é cada vez mais evidente é que o saneamento financeiro era apenas o argumento para acabar com a CD".
Criada em 1932, a CD vive há anos asfixiada em problemas financeiros e possui uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros.
Em entrevista à agência Lusa na semana passado, o secretário de Estado José Diogo Albuquerque referiu que o sucessor da CD deverá ser conhecido em março e quanto aos trabalhadores disse que com a extinção da instituição foram também extintos os postos de trabalho e que será agora, a nova organização, a decidir que tipo de recursos vai necessitar.
Quanto ao processo de insolvência afirmou que o Estado vai propor ao gestor judicial, a nomear pelo tribunal, "para seguir o plano do acordo de dação
Dinheiro Digital com Lusa

Grupo de trabalho vai preparar plano de ação para lobo ibérico


Grupo de trabalho vai preparar plano de ação para lobo ibérico


O secretário de Estado da Conservação da Natureza afirmou hoje que um grupo de trabalho vai preparar um plano de ação para conciliar a proteção do lobo ibérico e das explorações agrícolas, podendo propor alterações da lei.
As medidas incluídas no plano de desenvolvimento rural visando o lobo ibérico "estão a ser trabalhadas e muito em breve estarão em vigor, [quanto ao] plano de ação, os trabalhos arrancarão durante esta semana", disse à agência Lusa o secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto.
"Prevemos que, em função do trabalho deste grupo, que irá desencadear a preparação de um plano de ação, sejam também feitas propostas em sede de revisão da própria legislação que enquadra o lobo ibérico no nosso país", avançou o governante.
O secretário de Estado da Conservação da Natureza visitou hoje um conjunto de concelhos do norte do país, onde se regista a presença de lobos ibéricos, para recolher informações e opiniões, de agricultores e de autarcas, acerca do que tem acontecido nas explorações agrícolas.
Nos últimos tempos, disse Miguel de Castro Neto, tem havido informação, divulgada na comunicação social, dando conta de que "há um crescendo de preocupação das populações" relativamente a este problema.
Atualmente, a legislação prevê o pagamento de indemnizações pelo Estado aos agricultores que tenham prejuízos decorrentes de ataques do lobo ibérico.
O assunto tem sido tratado no programa de desenvolvimento rural, juntamente com o Ministério da Agricultura e do Mar, com medidas para contribuir para a resolução do problema.
Assim, foi feito um esforço para "incluir algumas medidas tendentes, não apenas a indemnizar pelas perdas sofridas, mas também [para] termos uma gestão pró ativa da presença do lobo ibérico nos territórios históricos da sua existência", disse o secretário de Estado.
Nesse sentido, o programa de desenvolvimento rural tem medidas de apoio à manutenção de cães de gado e ao investimento em cercas, que permitam proteger o gado nos locais onde pernoitam.
"Hoje conhecemos experiências de produtores que têm cães de gado que permitem proteger, de forma eficaz, os animais dos ataques do lobo", salientou o governante.
Os responsáveis esperam arrancar com os trabalhos com todas as entidades envolvidas nesta problemática, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), às organizações de agricultores, organizações não-governamentais do ambiente e autarquias, de modo a "perceber quais os problemas no terreno".
"Se é certo que queremos proteger esta espécie que é o lobo ibérico, também queremos garantir que essa proteção não coloca em causa a atividade agrícola e a presença humana nestes territórios em que o desenvolvimento económico e sustentável é fundamental no combate à desertificação", salientou Miguel de Castro Neto.
Diário Digital com Lusa

Carne picada sem higiene e mal conservada em todos os testes


por Pedro Sousa Tavares

Carne picada sem higiene e mal conservada em todos os testes
Fotografia © Vasco Neves/Global Imagens
Associação de defesa do consumidor detetou resultados "desastrosos" na carne já picada à venda em 26 talhos. Todas as amostras revelaram falta de higiene e má conservação. Muitas continham sulfitos ilegais e bactérias perigosas.
Resultados "desastrosos". É este o balanço de um teste feito pela Deco à qualidade da carne de vaca já picada à venda em talhos de rua, grandes superfícies e mercados municipais das Áreas Metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal. A mesma análise já tinha sido feita em 2013, mas os atuais indicadores, disse ao DN Nuno Lima Dias, engenheiro da Associação de Defesa do Consumidor, "conseguem ser piores" do que os anteriores.
Nenhum dos 26 talhos analisados cumpriu os critérios de higiene e conservação. "Cerca de 40% das amostras continham [a bactéria] Listeria monocytogenes e, entre os talhos do Grande Porto, 30% tinham salmonela", contou, acrescentando que "mesmo as que não tinham estas bactérias tinham um elevado número de microrganismos", incluindo "bactérias de origem fecal, como E. coli".
Um facto ao qual não serão alheias as condições de conservação da carne picada analisada: "Nenhum cumpre a lei nas condições de venda. Em média, a carne picada só pode ser vendida no máximo até dois graus centígrados. Todas as amostras que vendemos eram em temperaturas superiores a 9 ºC e chegámos a encontrar amostras a 17 ºC", contou, explicando que foi utilizado "um termómetro calibrado" e que a medição foi feita "logo após o produto ser pago". Generalizada foi ainda a presença de vestígios de carne de aves, apesar de ser proibido prepará-la na mesma máquina.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A 'tempestade perfeita' no preço dos alimentos


Bom ano agrícola, sanções à Rússia e febre promocional pressionaram baixa de preços no retalho.
    
Adriano Nobre |

16:29 Domingo, 25 de janeiro de 2015

A queda no preços de alguns produtos alimentares em 2014 teve picos avassaladores: houve bens hortícolas cujos preços ao consumidor chegaram a cair, nalguns dias, 30% a 40%, face ao período homólogo, segundo fontes do mercado.

No final do ano a quebra global de preços na categoria de produtos hortícolas situou-se numa média de 9,9%.

Caves do Vinho do Porto a Património Mundial


CARLA SOFIA LUZ | Ontem
A Câmara de Gaia está a preparar um pedido de inclusão do Centro Histórico de Gaia na zona classificada como Património da Humanidade em 1996. Hoje, apenas o Mosteiro da Serra do Pilar integra essa área.
 
O alargamento permitirá valorizar a encosta na margem esquerda do rio Douro e, em particular, as caves do Vinho do Porto que ficaram de fora da candidatura encabeçada nos anos 90 pelo Município do Porto. A arquitetura industrial é marca distintiva no Centro Histórico de Gaia, onde entre 65 a 70% dos edifícios são instalações vinícolas, sobretudo do Vinho do Porto.

No Gerês plantam-se sobreiros para combater os incêndios


Publicado a 23 JAN 15 às 16:40
A plantação de cerca de 2.700 sobreiros, sábado, na Serra da Peneda junto ao Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), no concelho de Melgaço, vai ajudar a prevenir os incêndios florestais, anunciou hoje a associação ambientalista Quercus.
Em comunicado, a associação ambientalista explica que «esta ação de plantação de árvores autóctones portuguesas pretende criar uma barreira de prevenção de incêndios na Serra da Peneda, às portas do Parque Nacional da Peneda e Gerês».
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Melgaço integra-se no projeto "Floresta Comum", desenvolvido desde 2012 pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Quercus.
O futuro bosque será constituído por 2700 sobreiros, 700 carvalhos, 570 ulmeiros e mais seis outras espécies autóctones, numa área ardida com cerca de 10 hectares na encosta do vale do rio Mouro.
Para a Quercus «a criação de áreas florestais com espécies autóctones, como o carvalho e o sobreiro, é uma das estratégias recomendadas para a proteção contra os fogos florestais nas zonas Norte e Centro de Portugal, que apresentam maior incidência de incêndios».

Investigadas duas fábricas de tomate italianas acusadas de dumping

Janeiro 21
09:15
2015

A Comissão Anti-Dumping reabriu o processo contra duas fábricas italianas por suspeita de dumping.

No ano passado, a Comissão descobriu que dos 105 exportadores de concentrado de tomate italianos, 103 praticavam dumping nas exportações, ou seja, exportavam a preços mais baixos do que os praticados no seu próprio país.

Escaparam a este controlo duas fábricas, a La Doria e a Feger di Gerardo Ferraioli, que exportam cerca de 50% do tomate italiano para a Austrália.

Estão agora sob suspeita, sendo que a investigação não é fácil, uma vez que eles são os fornecedores das duas maiores cadeias de distribuição australianas.

O problema é que a indústria de tomate italiana recebeu, entre 2010 e 2014, mais de 1,2 mil milhões de euros de subsídios comunitários, que não podem ser utilizados para baixar o preço dos produtos e fazer dumping.

Esta investigação é muito delicada, pois pode levantar a questão das relações comerciais da Austrália com este país, que pode sentir-se prejudicado pela concorrência desleal da União Europeia.

No entanto, é muito importante que tudo se esclareça, pelo grande interesse de Portugal, que é um grande exportador de concentrado de tomate e precisa de regras leais para competir no mercado internacional.

Dar uma nova orientação estratégica à PAC

Janeiro 22
09:34
2015

O Think Tank Momagri apresentou uma proposta aos decisores comunitários sobre uma nova estratégia para a Política Agrícola Comum (PAC).

Da análise feita à nova PAC, esta vai contra as tendências das políticas agrícolas noutros países, em que a agricultura começa a ser vista como um factor decisivo na segurança nacional.

Um exame aprofundado do Farm Bill americano mostra as falhas que a PAC tem, num mundo que caminha a passos largos para uma liberalização do comércio. Como é expectável que a PAC utilize 6% do seu orçamento para pagamentos desligados, sem ter em conta as condições de mercado?

Hoje,  face aos sinais alarmantes da baixa do preço do leite e da volatilidade do preço dos cereais, é que começam a questionar as possíveis alternativas.

O Think Tank Momagri simulou vários cenários de transferência do dinheiro, dos pagamentos directos desligados para ajudas a sistemas anticielicos. Os resultados são que é possível quebrar com o que temos e criar mais-valias  para a agricultura europeia, que possam:

a) Estabilizar o rendimento do agricultor europeu acima dos seus custos de produção;

b) Gerir as crises através de mecanismos de regulação:

c) A implementação das propostas de Momagri teria levado a uma economia, entre 2007 e 2013, de 8,6 mil milhões de euros;

d) A implementação das propostas Momagri para o período 2014-2020, pode levar a uma economia orçamental de 4,8 mil milhões de euros por ano.

A segurança alimentar dá um estatuto especial à agricultura na segurança nacional. Os Estados Unidos têm isso especificamente incluído no seu Farm Bill. É tempo de mudar de estratégia da PAC e adaptá-la à realidade mundial.

COPA-COGECA descontente com a limitação dos biocombustíveis

Janeiro 23
13:19
2015

No momento em que está a ser discutido a limitação da percentagem de terras aráveis que podem ser utilizadas para a produção de biocombustíveis, o COPA-COGECA, através do seu Secretário-geral Pekka Pesosen, vem mostrar o seu desagrado com a evolução do dossier.

Como se sabe, a Comissão tinha feito uma primeira proposta de limitação a 5% das terras aráveis, sendo que, de seguida, o Parlamento Europeu avançou com o valor de 7%.

Falando esta terça-feira, dia 20, numa conferência internacional sobre combustíveis e o seu futuro, que decorreu em Berlim, no âmbito da Semana Verde, Pekka Pesosen relembrou o objectivo fixado de uma incorporação de 10% de biocombustíveis no combustível rodoviário para 2020, considerando que estas limitações podem pôr em risco esta meta.

É defendido que não existam quaisquer limitações, de modo a que se consigam atingir os objectivos atrás propostos.

Imagem - gizmag.com

Grande aumento das exportações de touros de lide em 2014

Janeiro 23
13:21
2015

Segundo dados fornecidos pela Federação Portuguesa de Tauromaquia (Prótoiro), as exportações de touros de lide aumentaram 49% em 2014, face a 2013. Em 2014, Portugal exportou 207 toiros e importou 33, enquanto em 2013, esses valores foram de 139 e 53, respectivamente. O principal destino destes animais foi a Espanha, seguida da França.

Estes dados mostram uma balança comercial positiva para o sector.

Em 2014 registou-se, também, uma maior afluência às praças de touros, com mais 454 mil espectadores. O número médio de assistência por corrida subiu de 2145 espectadores, em 2013, para 2240, em 2014. A praça que teve maior percentagem de afluência foi a de Angra do Heroísmo, com 77%.

Realizaram-se, em 2014, 250 espectáculos, mais 4 que em 2013, sendo que as praças que mais espectáculos realizaram foram Albufeira, com 22, seguida de Lisboa, com 11 e de Vila França de Xira e Angra do Heroísmo, com 8 cada.

Segundo a Prótoiro, estes dados mostram o interesse do grande público pela tauromaquia.

Afinal ainda existem divergências com a demarcação da região do Alvarinho

Janeiro 22
09:38
2015

Apesar do acordo alcançado no passado dia 13, no âmbito do grupo de trabalho do Alvarinho, que parecia ser consensual e agradar a todas as partes, a Câmara de Melgaço vem agora afirmar que o acordo está longe de ser consensual e que mantém a sua posição de oposição e protesta ao alargamento da produção de Alvarinho a toda a região demarcada do vinho verde.

Em comunicado, esta autarquia diz que o acordo não salvaguarda os interesses da sub-região de Monção-Melgaço, nem contribui para a melhoria da economia do país.

Na nota de imprensa pode ler-se que a designação Premium para os vinhos Alvarinho produzidos na sub-região Monção-Melgaço, bem como os valores dados para a sua promoção, não passam de um rebuçado envenenado, que a curto prazo beneficiará alguns, mas a médio prazo provocará maleitas graves.

O Município de Melgaço detém 70% no capital social da Adegas Quintas de Melgaço, onde é verificado o Alvarinho e mostra-se preocupado com o futuro financeiro da adega.

O acordo conseguido foi felicitado por todos os participantes no grupo de trabalho e prevê que, além da designação do vinho Alvarinho destes dois concelhos, utilize a denominação Premium; fixa um prazo de 18 anos em que as uvas destes concelhos não podem sair, tendo de ser obrigatoriamente lá verificadas e a atribuição de 3 milhões de euros para promoção deste vinho.

Vai , no entanto, ser aberta a possibilidade de produzir a casta Alvarinho e usar esta denominação em toda a região demarcada do vinho verde.

Fumeiro mais caro do país resiste à concorrência e à crise em Vinhais


Uma família gastar 250 a 300 euros nos enchidos mais caros do país é uma realidade que tem resistido à concorrência e à crise na Feira do Fumeiro de Vinhais, que regressa entre 05 e 08 de fevereiro.

A vila transmontana reclama o estatuto de "Capital do Fumeiro" com a mais antiga feira do género, que há 35 anos serve de montra de uma aposta económica com réplicas noutras zonas, mas que a organização garante "resiste à concorrência e à crise" com o traço "distintivo da qualidade".
"É a mais antiga do país, outras apareceram, a concorrência nota-se sempre, mas nós não sofremos dessa concorrência porque, além da importância e do dinamismo que a feira já tem, tem o fator da qualidade destes produtos que é única", garantiu hoje Luís Fernandes, vice-presidente da Câmara de Vinhais, na apresentação do evento.
O fumeiro de Vinhais tem Indicação Geográfica Protegida (IGP) e todo o processo é controlado, vincou o responsável, obedecendo a especificidades que garantem a genuinidade do produto, desde logo a carne de porco Bísaro, uma raça autóctone que estava, há 20 anos, em vias de extensão e que se encontra em expansão atualmente, como garantiu a diretora da feira, Carla Alves.
Durante os quatro dias da feira estima-se que sejam vendidas 40 toneladas de produtos, cujo escoamento parece certo, mesmo tratando-se do fumeiro mais caro, tendo em conta que há produtores com clientes que fazem encomendas de ano para ano e que alguns chegam ao penúltimo dia da feira já com tudo vendido.
"Aparece gente disposta a comprar dezenas de presuntos", indicou a diretora da feira, frisando que cada unidade tem um custo médio de 150 euros.
Os que têm mais saída são a linguiça e sobretudo, o salpicão com um custo de 40 euros e "há pessoas que levam cinco, seis quilos", segundo ainda Carla Alves.
"Nós temos aqui muita gente, uma família média normal que gasta entre 250 a 300 euros facilmente em fumeiro", afiançou.
A organização facilita ainda a conservação oferecendo a embalagem em vácuo e outros serviços como o corte e desossa no caso do presunto.
O vice-presidente da autarquia espera 50 mil visitantes durante a feira e um retorno de seis milhões de euros para o concelho e a região dos 140 mil que o município investe no certame.
Durante os quatro dias vão marcar presença nos pavilhões do parque municipal de exposições da vila do distrito de Bragança, 70 produtores de fumeiro regional certificado, 90 artesãos e empresas locais.
Acrescem ainda o espaço gourmet, tasquinhas e restaurantes, maquinaria agrícola e outros comerciantes instalados na zona limítrofe, num total de quase meio milhar de expositores.
A feira reserva também um colóquio para informar produtores e agricultores das novas oportunidades do quadro comunitário de apoio.
Tradicionais são já também os diversos concursos, entre os quais se destaca o do melhor salpicão.
Dentro de alguns meses, Vinhais vai inaugurar um centro interpretativo do porco e do fumeiro, não só com os produtos locais, mas também de outras raças e produtos de outras regiões de Portugal.
O fumeiro tem sido também um motor do turismo, com a organização da feira a garantir lotação hoteleira esgotada durante os dias do certame e uma procura crescente em outras épocas do ano, nomeadamente no Parque Biológico de Vinhais, que recria a fauna e flora do Parque Natural de Montesinho, área protegida onde se localiza este concelho do Nordeste Transmontano.
Dinheiro Digital com Lusa

Raça arouquesa em risco devido à "matança" por lobos e à deslocalização para Alentejo


23-01-2015 13:45 | País
Fonte: Agência Lusa 
Arouca, Aveiro, 23 jan (Lusa) - Criadores de Alvarenga estão a proceder à venda forçada de gado miúdo e à deslocalização da raça bovina arouquesa para o Alentejo, devido à crescente "matança" por lobos ibéricos e ao aumento de ataques esperado em abril.

Os autarcas locais garantiram hoje à Lusa que está assim "em risco" a produção de bens de origem animal no concelho e, sobretudo, a autenticidade da carne arouquesa, já que, depois de ter perdido 20 vacas da raça para os lobos, um dos maiores criadores do concelho transferiu este mês para pastos alentejanos 143 cabeças de gado - o que, só nos obrigatórios testes de sangue individuais e no aluguer de transporte, lhe terá custado cerca de 10.000 euros.

"Os criadores de gado ovino e caprino deixaram de poder ter os animais em campo aberto, porque, se os deixam sozinhos, os lobos atacam logo", explica José Artur Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca, no distrito de Aveiro.

"Como passaram a trazer os animais para os currais perto de casa e lá não cabem todos, os criadores estão a vendê-los à força, o que significa que a produção vai diminuir no futuro", complementa o autarca, referindo que, por morte ou venda, o efetivo local de pequenos ruminantes passou em poucos meses de 4.300 para 3.900 animais.

A situação assume outra gravidade no caso do gado de grande porte, dada a sua Denominação de Origem Protegida. "Como a matança já chegou às vacas, o principal criador local levou-as todas para o Alentejo e agora elas vão ser criadas lá, pelo que a carne deixa de ser produto integral de Arouca", observa José Artur Neves.

Para Luís Filipe Teles, presidente da Junta de Freguesia de Alvarenga e ele próprio criador de gado, os problemas causados pela população lupina irão agravar-se na primavera, quando as temperaturas aumentarem e os criadores tiverem que devolver os seus animais ao pasto em liberdade.

"Com o desaparecimento dos pequenos ruminantes, os lobos adaptaram-se a matar vacas e, embora elas sejam muito maiores, agora estão bem preparados para isso", esclarece o autarca. "Isso significa que em março pode ainda não começar carnificina, mas em abril vai ser terrível", defende.

Considerando que o lobo ibérico é uma espécie protegida e que o seu abate é ilegal, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indemniza os criadores por cada animal que percam, mas Luís Filipe Teles afirma que "esse valor nunca é justo". Em primeiro lugar, porque "uma vaca de raça arouquesa vale sempre uns 1500 euros e o ICNF não deve chegar a esses valores"; em segundo, "porque há sempre uma ligação emocional aos animais que o dinheiro também não paga".

Presidente de Junta e presidente de Câmara realçam, por isso, que a solução para o problema tem que ser uma que tenha em atenção tanto a preservação do lobo como os interesses dos criadores.

"O ICNF tem que começar por fazer um levantamento rigoroso e atualizado do número de lobos que há no território, porque o último censos é de 2003 ou 2004", propõe Luís Filipe Teles. "Depois disso, o ideal era confiná-los a uma zona específica, que poderia ser uma reserva natural e até funcionar como mais-valia turística, e também será preciso introduzir na serra outros animais, para reposição do equilíbrio da cadeira alimentar", acrescenta.

José Artur Neves recomenda, por sua vez, maior sensibilidade para com as dificuldades que a situação representa para os criadores, que "deveriam ser apoiados de forma concreta na criação das suas próprias defesas, com vedações próprias, cães treinados, etc.".

"Estamos a falar de territórios com baixa densidade populacional e com população idosa que, precisamente pela sua fragilidade física, está muito amedrontada pela presença dos lobos", observa o presidente da Câmara. "Garantir que eles possam continuar a ter trabalho também é impedir a desertificação destas terras", conclui.

AYC // JGJ

Lusa/Fim

Produção de azeite diminui


Ministra admite diminuição da produção. 
Por António Lúcio 

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, admitiu esta sexta-feira uma diminuição na produção de azeite na última campanha entre os 20 e 25 porcento. No entanto, adiantou que os eventuais prejuízos vão ser compensados com o aumento no preço ao produtor "entre 40 a 50 porcento". 

Nesta visita ao Lagar do Marmelo, em Ferreira do Alentejo, considerado pela "World Best Olive Oil Mills" o melhor do mundo, Assunção Cristas deu uma aula sobre "O Azeite na Dieta Mediterrânica". 
A governante aproveitou a oportunidade para sensibilizar os alunos do 5º ano da escola do ensino básico de Ferreira do Alentejo para os benefícios da dieta mediterrânica e de uma alimentação saudável. No decorrer da visita, a governante participou numa aula prática de culinária ministrada pelo chefe Vítor Sobral.

Fumeiro mais caro do país resiste à concorrência e à crise em Vinhais


23-01-2015 19:18 | Economia
Fonte: Agência Lusa 

Vinhais, Bragança, 23 jan (Lusa) -- Uma família gastar 250 a 300 euros nos enchidos mais caros do país é uma realidade que tem resistido à concorrência e à crise na Feira do Fumeiro de Vinhais, que regressa entre 05 e 08 de fevereiro.

A vila transmontana reclama o estatuto de "Capital do Fumeiro" com a mais antiga feira do género, que há 35 anos serve de montra de uma aposta económica com réplicas noutras zonas, mas que a organização garante "resiste à concorrência e à crise" com o traço "distintivo da qualidade".

"É a mais antiga do país, outras apareceram, a concorrência nota-se sempre, mas nós não sofremos dessa concorrência porque, além da importância e do dinamismo que a feira já tem, tem o fator da qualidade destes produtos que é única", garantiu hoje Luís Fernandes, vice-presidente da Câmara de Vinhais, na apresentação do evento.

O fumeiro de Vinhais tem Indicação Geográfica Protegida (IGP) e todo o processo é controlado, vincou o responsável, obedecendo a especificidades que garantem a genuinidade do produto, desde logo a carne de porco Bísaro, uma raça autóctone que estava, há 20 anos, em vias de extensão e que se encontra em expansão atualmente, como garantiu a diretora da feira, Carla Alves.

Durante os quatro dias da feira estima-se que sejam vendidas 40 toneladas de produtos, cujo escoamento parece certo, mesmo tratando-se do fumeiro mais caro, tendo em conta que há produtores com clientes que fazem encomendas de ano para ano e que alguns chegam ao penúltimo dia da feira já com tudo vendido.

"Aparece gente disposta a comprar dezenas de presuntos", indicou a diretora da feira, frisando que cada unidade tem um custo médio de 150 euros.

Os que têm mais saída são a linguiça e sobretudo, o salpicão com um custo de 40 euros e "há pessoas que levam cinco, seis quilos", segundo ainda Carla Alves.

"Nós temos aqui muita gente, uma família média normal que gasta entre 250 a 300 euros facilmente em fumeiro", afiançou.

A organização facilita ainda a conservação oferecendo a embalagem em vácuo e outros serviços como o corte e desossa no caso do presunto.

O vice-presidente da autarquia espera 50 mil visitantes durante a feira e um retorno de seis milhões de euros para o concelho e a região dos 140 mil que o município investe no certame.

Durante os quatro dias vão marcar presença nos pavilhões do parque municipal de exposições da vila do distrito de Bragança, 70 produtores de fumeiro regional certificado, 90 artesãos e empresas locais.

Acrescem ainda o espaço gourmet, tasquinhas e restaurantes, maquinaria agrícola e outros comerciantes instalados na zona limítrofe, num total de quase meio milhar de expositores.

A feira reserva também um colóquio para informar produtores e agricultores das novas oportunidades do quadro comunitário de apoio.

Tradicionais são já também os diversos concursos, entre os quais se destaca o do melhor salpicão.

Dentro de alguns meses, Vinhais vai inaugurar um centro interpretativo do porco e do fumeiro, não só com os produtos locais, mas também de outras raças e produtos de outras regiões de Portugal.

O fumeiro tem sido também um motor do turismo, com a organização da feira a garantir lotação hoteleira esgotada durante os dias do certame e uma procura crescente em outras épocas do ano, nomeadamente no Parque Biológico de Vinhais, que recria a fauna e flora do Parque Natural de Montesinho, área protegida onde se localiza este concelho do Nordeste Transmontano.

HFI // MSP

Lusa/fim

Ataques de lobos "obrigam" a mudança de manada de Viseu para o Alentejo


Publicado a 20 JAN 15 às 23:31
Um produtor decidiu levar uma manada de mais de cem vacas de raça arouquesa de Cinfães, no distrito de Viseu, para o Alentejo, para não continuar a sofrer ataques de lobos.
O caso foi referido durante uma reunião promovida pela concelhia de Cinfães do PCP na Associação Nacional dos Criadores da Raça Arouquesa, com produtores pecuários afetados pelos ataques de lobos na Serra do Montemuro.
Em comunicado, o PCP refere que Luís Teles, presidente da Junta de Freguesia de Alvarenga e produtor, «deu conta da transferência da sua vacada, de mais de cem animais, da região para o Alentejo, por esta ter sido atacada várias vezes", levando a "dezenas de reses mortas».
O grupo parlamentar do PCP já em outubro tinha questionado os ministérios da Agricultura e do Ambiente sobre o ataque de lobos na Serra do Montemuro.
«Mesmo tendo sido pagas algumas indemnizações, continuam os atrasos, além de que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) diz que não paga animais mortos fora de áreas confinadas (áreas não vedadas e baldios)», lamenta aquela estrutura partidária.
O PCP acrescenta que, «noutros casos, não pagam porque consideram que os produtores não têm os cães suficientes».
Os atrasos nos pagamentos «significam que os produtores não podem repor com prontidão os seus efetivos, arriscando-se a perder os subsídios a que têm direito, pois a legislação só permite esse vazio durante 15 dias», explica, referindo que já houve agricultores penalizados por isso.
Segundo o PCP, «a solução avançada pelo ICNF é a de que os produtores vedem as suas parcelas e leiras com redes de malha inserida no solo (enterradas 50 centímetros)", o que é "uma manifesta impossibilidade e um absurdo para explorações que desde sempre foram confinadas com os respetivos e tradicionais muros ou renques de árvores e arbustos».
«Além de que, estando algumas em áreas da Rede Natura 2000, tal é proibido», acrescenta.
O PCP assegura que vai tomar novas iniciativas na Assembleia da República de forma a «pressionar a urgente tomada de posições e medidas por parte do Governo».

Universidade de Berkeley estudou Alqueva durante uma semana


Uma turma de 18 alunos doutorandos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, esteve durante toda a semana passada no Alentejo a estudar a sustentabilidade ambiental de Alqueva.

9:05 Sexta feira, 23 de janeiro de 2015

Universidade de Berkeley estudou Alqueva durante uma semana

O professor Mathias Kondolf, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, esteve durante toda a semana passada no Alentejo, com 18 dos seus alunos, para estudar em pormenor o exemplo de sustentabilidade ambiental do projeto de regadio de Alqueva.

Kondolf, um dos mais conceituados professores norte-americanos de arquitetura paisagista e planeamento ambiental, escolheu Alqueva como caso de estudo a nível europeu para os seus alunos (alguns de mestrado outros na fase de doutoramento nas áreas da sustentabilidade ambiental e paisagista).

Durante oito dias os alunos do professor Kondolf - oriundos de vários pontos do planeta - visitaram vários locais onde foram já feitas intervenções no domínio ambiental por parte da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva. Por outro lado, tiveram também algumas sessões teóricas nas instalações da EDIA, em Beja, onde questionaram José Pedro Salema, presidente da empresa gestora de Alqueva, sobre vários aspetos relacionados com o empreendimento de fins múltiplos de Alqueva.

"Há elevadores para peixes?"

"Colocaram-me questões tão surpreendentes como, por exemplo, se tinham sido colocados dispositivos elevatórios para a passagem de peixes sempre que se defrontam com uma parede de uma das nossas barragens ou, ainda, se havia bypass de sedimentos, nas barragens, por forma a que o rio continue a fazer a sua função natural de transporte de sedimentos até à foz", recorda o presidente da EDIA.

O Gestor explicou aos alunos de Berkeley  que tipo de sistemas foram adotados para aqueles fins em várias zonas do empreendimento de Alqueva e teve ainda de pormenorizar como se processou o financiamento de todo o projeto.

Subsídios europeus surpreendem americanos

"Uma questão que os surpreendeu foi o sistema de subsidiação europeia que existe para este tipo de investimentos, sendo que, em Alqueva, foram já aplicados 2,5 mil milhões de euros só em infraestruturas", recorda José Pedro Salema. Mas, para se ter uma ideia dos montantes globais induzidos por Alqueva, importa ainda acrescentar que só para o desenvolvimento de projetos agrícolas foram canalizados 1000 milhões de euros via Proder (Programa de Desenvolvimento Rural). Da iniciativa privada, incluindo o projeto de produção de energia elétrica por parte da EDP, os montantes rondam os 500 milhões de euros. Ou seja, um total de 4 mil milhões de euros já aplicados. Mas, como faz questão de salientar o presidente da EDIA, do próximo Quadro Comunitário de Apoio estima-se que cheguem a Alqueva pelo menos mais 1000 milhões de euros até 2020. O emprego induzido por Alqueva deverá rondar os 20 mil postos de trabalho.

Os alunos do professor Kondolf estão agora de regresso a Berkeley, onde irão ter de produzir ao longo das próximas semanas trabalhos de fim de curso sobre o aprenderam no Alentejo.

Apoios agrícolas e acidentes com tratores debatidos no domingo


Tempo de leitura: 1 m


O município e o Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda organizam no domingo, em Pala, uma ação de sensibilização destinada aos agricultores sobre sinistralidade e apoios.

A iniciativa destina-se a alertar os condutores para a sinistralidade associada aos tratores, mas também apresentar as ajudas e os apoios inerentes ao "Portugal 2020" para o setor agrícola. A sessão decorre no Salão Cultural de Pala, a partir das 14 horas, e terá como oradores o comandante do Destacamento de Trânsito da Guarda, capitão Saraiva, que falará sobre "Os acidentes rodoviários e a problemática dos tratores agrícolas", e Maria Manuel, da delegação da Guarda da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, que fará a "Caraterização do Concelho de Pinhel, PDR 2020 (subsídios)".

Mais 5300 hectares de regadio

Ana Elias de Freitas - 21/01/2015 - 07:05 -  Imprimir

A EDIA já fez a apresentação pública do Aproveitamento Hidroagrícola de Cinco Reis/Trindade, integrado no subsistema de rega de Alqueva. Trata-se de maistrês Blocos de Rega, Cinco Reis, Chancuda e Trindade, que beneficia uma área total acima dos 5.300 hectares, que vão ficar disponíveis, de forma gradual, até março.


 José Pedro Salema: 120 mil hectares a regar em 2016
 Elídio Matos: Água de Alqueva muda tudo na sua propriedade
Este novo perímetro de rega abrange grandes propriedades e bons solos e por isso mesmo, José Pedro Salema espera que se consiga alcançar uma boa taxa de adesão ao regadio. Tendo a garantia de que o financiamento para a finalização das obras do regadio do Alqueva está assegurado, o presidente do Conselho de Administração da EDIA avançou o que ainda falta cumprir para atingir o objetivo de se ter em 2016, 120 mil hectares a regar.

Na apresentação pública deste novo perímetro de rega marcaram presença agricultores e proprietários e o presidente do Conselho de Administração da EDIA informou que o mesmo vai entrar em exploração na próxima campanha de rega e que, não vão ser cobrados os volumes de água utilizados, já que este "ano zero" é considerado o ano de testes.

Elídio Matos, agricultor, esteve presente, dispõe de uma propriedade neste novo perímetro de rega e diz que vai aproveitar esta oportunidade, apostando na conversão das suas culturas de sequeiros para produções regadas, de vinha, olival e amendoal. Lamenta contudo que só possa usufruir da água de Alqueva em março.

Esta nova área de rega, de 5300 hectares, vem juntar-se aos 68 mil já em exploração, prevendo-se para breve a entrada de mais 14 mil, correspondendo aos blocos de S. Pedro / Baleizão / Quintos, perfazendo um total de cerca de 88 mil hectares na campanha de 2015. Estão em curso, igualmente, as empreitadas que completam todo o Sistema Global de Rega de Alqueva, cerca de 120 mil hectares, que vão estar disponíveis na campanha de rega de 2016.