quarta-feira, 27 de maio de 2015

Galucho organiza colóquio na Feira Nacional de Agricultura

26-05-2015



"Mecanização Agrícola Inteligente. Um desafio para o futuro", é o tema em discussão durante o colóquio de dia 11 de junho que celebra o Dia Galucho na 52ª edição da Feira Nacional de Agricultura. 

A conferencia irá decorrer na parte da manhã e terá a presença dos membros do conselho de administração da Galucho – José Justino, presidente e Fernando Romana, CEO – além de outros membros da direção da empresa, que irão apresentar algumas novidades de produto.

Destaque ainda para temas como a "Máquina de Colheita Contínua do Olival", "Colheita Mecânica da Pinha" ou a "Poda Mecânica do Olival", entre outros, que serão debatidos por académicos e profissionais do setor.

UE vai realizar sondagem sobre bem-estar animal


por Ana Rita Costa
26 de Maio - 2015
 
A União Europeia vai realizar ainda este ano uma sondagem sobre bem-estar animal, o "EuroBarómetro". A notícia foi avançada pelo Comissário Europeu para os assuntos da Segurança Alimentar, Andriukaitis.

A última sondagem a estas questões foi realizada em 2007 e indicou, na altura, que 62% dos cidadãos europeus estariam dispostos a pagar um pouco mais por produtos com origem em produções "mais amigas" do bem-estar animal. 

Em 2007, a maioria dos inquiridos considerava que o seu país estaria avançado em questões de bem-estar animal, comparativamente com a última década. Ainda assim, 77% dos cidadãos consideraram necessário existir maior atenção a estas questões por parte das entidades competentes.

Os próximos 10 anos da agricultura em debate


por Ana Rita Costa
26 de Maio - 2015
 
É já no próximo dia 29 de maio, na Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, que se realiza o seminário "Agricultura – Os próximos 10 anos".

Em discussão estarão temas como "A Agricultura e a economia portuguesa", "A fileira florestal", "O Sector Agroalimentar na Estratégia de Desenvolvimento", "A Nova Política Agrícola Comum: Perspetivas" e "A Agricultura Portuguesa e a Nova Política Agrícola Comum".

A iniciativa contará com a participação de profissionais do setor como Adelina Martins, Diretora da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Celestino de Almeida, Diretor da Escola Superior Agrária / IPCB, Luís Pinto de Andrade, Diretor do Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, João Campos Perdigoto, Conselho de Gerência de Montes da Raia, Agrupamento de Produtores, Paulo Massaki Oyama, Representante da Empresa KORIN Agricultura Natural, João Paulo Catarino, Presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, António Augusto Fernandes, Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e Fernando Alves, Centro de Estudos Aplicados e Administração e Políticas Públicas.

Escola Agrária de Castelo Branco promove sessão de esclarecimento sobre uso eficiente da água


por Ana Rita Costa
26 de Maio - 2015
 
A Escola Agrária de Castelo Branco vai promover no próximo dia 27 de maio uma sessão de esclarecimento sobre a 'Medida 7.5 – Uso Eficiente da Água', portaria recentemente publicada em Diário da República que cria o sistema de reconhecimento de regantes, estabelecendo condições e procedimentos de autenticação de entidades reconhecedoras de regantes, bem como da atribuição do título de regante.

O documento recentemente publicado veio estruturar o sistema de reconhecimento de regantes em três figuras: a Autoridade Nacional do Regadio, as entidades reconhecedoras de regantes e os regantes reconhecidos.

À Direção -Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), na qualidade de Autoridade Nacional do Regadio, cabe agora a autenticação e supervisão das entidades reconhecedoras de regantes, a aprovação dos documentos de orientação técnica e os modelos e as normas a dotar pelos regantes e pelas entidades reconhecedoras de regantes e a emissão de recomendações às entidades reconhecedoras de regantes.

O título de regante, por sua vez, será atribuído se forem cumpridas um conjunto de condições de acesso. Segundo a portaria, "as entidades reconhecedoras de regantes podem atribuir o título de regante de classe A ou de classe B às pessoas singulares ou coletivas, de natureza pública ou privada, que exerçam atividade agrícola e que reúnam determinadas condições."

Entre essas condições estão contam-se deter e explorar uma superfície mínima instalada de regadio de um hectare, utilizando sistemas de rega por aspersão, localizada ou subterrânea e deter ou ter acesso a contador exclusivo que permita aferir o consumo efetivo de água na superfície irrigada.

Conservação dos Solos em destaque no Observatório do Sobreiro e da Cortiça


por Ana Rita Costa
26 de Maio - 2015
 
Realiza-se no próximo dia 29 de maio, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, o seminário "A Lezíria – A importância da conservação dos solos".

Em debate estarão temas como "Riscos de degradação dos solos", "Salinização do solo – causas e prevenção", "Eficiência da água de rega através da modelação", "O contributo das pastagens permanentes (biodiversas) para conservação do solo" e "Os desafios da alimentação no Ano Internacional dos Solos".

O seminário contará com a participação de especialistas como Elizete Jardim, Diretora da DRAP LVT, Maria Regina Menino, do INIAV, Mª da Conceição Gonçalves, do INIAV, Tiago Ramos, do Instituto Superior Técnico, Corina Carranca, do INIAV, Hélder Muteia, da FAO Portugal e Luís Vasconcellos e Souza, da ANPROMIS.

Para mais informações contacte o email clara.palminha@cm-coruche.pt

Cereja do Fundão quer crescer até 75% a cinco anos


por Sónia Ramalho
26 de Maio - 2015
 
Num prazo de cinco anos, a produção nacional de cerejas deverá aumentar entre 50 a 70%. A projeção foi apontada por Paulo Fernandes, Presidente da Câmara Municipal do Fundão, durante a apresentação da Campanha da Cereja do Fundão 2015. "Neste momento estamos com uma projeção a cinco anos de aumentar entre 50 a 75% da produção global de cereja", revelou o autarca à VIDA RURAL.

Segundo Paulo Fernandes, além dos agricultores portugueses estarem a aumentar as suas áreas de produção, também temos investidores internacionais que procuram a cereja como uma cultura onde aplicar o seu dinheiro em termos de investimento". Franceses, árabes e brasileiros já manifestaram a intenção de investir em Portugal, "o que permite olhar para este produto primário com uma lógica de investimento".

Atualmente existem cerca de 300 produtores nacionais, que dão uma empregabilidade direta durante a época da cereja a perto de duas mil pessoas. "A campanha da cereja está a começar, somos dos primeiros sítios do mundo a ter cereja. É por isso que a cereja do Fundão, quando começa a aparecer e a ser exportada, chega ao consumidor por vezes a valores proibitivos. No ano passado, em finais de abril no mercado de Helsínquia, chegou a estar a 62€ o kilo".

Já o valor que é pago ao produtor, o ano passado, rondou os 2€ por kilo, "o preço mais elevado que alguma vez se pagou ao produtor na história da cereja do fundão", sublinhou Paulo Fernandes. "Essa é a riqueza que fica na nossa economia local. Temos modelos de comércio de preço justo, por isso procuramos formas diretas de chegar ao consumidor e encontrar parceiros que cheguem diretamente ao consumidor".

A rede de lojas Santini é o parceiro mais recente com o lançamento do gelado com sabor a Cereja do Fundão. A loja do Chiado também vai ter disponível para venda outros produtos inspirados e confecionados com cereja, como o Pastel de Cereja do Fundão e o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo com Cereja.

INE: Previsões agrícolas apontam para um aumento da produtividade dos cereais praganosos

25-05-2015 
 
As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística, em 30 de Abril, apontam para um aumento da produtividade dos cereais praganosos face à campanha anterior, que deverá variar entre 5 por cento para o trigo mole e cevada e 15 por cento para o triticale.

A única excepção é o centeio, que deverá manter o nível de 2014. A instalação das culturas de Primavera/Verão tem decorrido normalmente, prevendo-se a manutenção da área de arroz e aumentos significativos nas superfícies de girassol e de tomate para a indústria.

Em relação à batata, as perspectivas de mais uma campanha marcada pelas dificuldades de escoamento do produto afastaram muitos produtores da produção para o mercado, prevendo-se uma diminuição na área plantada que rondará os 5 por cento, o que supõe menos dois mil hectares, face a 2014.

No que diz respeito ao peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo, em Março de 2015 foi 41.266 toneladas, correspondente a um acréscimo de 14,5 por cento, ou seja, mais 2,9 por cento em Fevereiro, devido ao maior volume de abate registado nos caprinos, de mais 204,0 por cento; ovinos, de mais 147,7 por cento; bovinos, de mais 17,3 por cento e suínos, com mais 10,1 por cento.

O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 27.275 toneladas, representando um aumento de 13,2 por cento, -0,1 por cento em Fevereiro.

A produção de frango aumentou 4,9 por cento em volume, registando 23.488 toneladas, mais 7,6 por cento em Fevereiro e a produção de ovos de galinha para consumo aumentou 9,2 por cento, mais 9,0 em Fevereiro, atingindo 8.427 toneladas.

Anexo: INE - Boletim Mensal da Agricultura e Pescas- Maio 2015 

Fonte: Instituto Nacional de Estatística

Primeira OP do Reino Unido começa a negociar preços em Julho

 26-05-2015 
 

 
O Dairy Crest Direct foi o primeiro grupo do Reino Unido a receber o reconhecimento oficial de organização de Produtores de Leite (OP). A partir do mês de Julho poderá negociar preços e as condições contractuais dos seus membros.

A mesma reúne 1.050 pecuários de Inglaterra e do país de Gales, que entregam colectivamente leite à britânica Dairy Crest, cujo total ascende a 1.500 milhões de litros de leite.

No Reino Unido para constituir uma OP de leite de vaca é necessário contar com um mínimo de 10 membros e seis mil toneladas de leite, ao contrário de Espanha, onde já há sete OP, que não se requere um mínimo de membros mas o limite de quantidade é superior a 200 mil toneladas.

Fonte: Agrodigital

ÉvoraWine junta 40 produtores e cerca de 160 vinhos à prova

25-05-2015 
 
A segunda edição do certame ÉvoraWine, dedicado aos apreciadores de vinho, está marcada para o próximo fim-de-semana, esperando contar com a presença de 40 produtores e cerca de 160 vinhos à prova.

Os promotores divulgaram que o evento, intitulado "Alentejo - o saber do vinho" e que vai decorrer no Jardim do Paço, em Évora, apenas com produtores alentejanos, pretende ter carácter anual e proporcionar aos apreciadores de vinho dois dias de programação variada.

O programa inclui, além de animação, um curso de iniciação ao vinho, um curso avançado de vinho, "showcookings", mostra de produtos regionais e dois "workshops", um para testar os sentidos e outro sobre o corte de presunto.

O ÉvoraWine, segundo os promotores, pretende ser «uma forma de tornar a cidade de Évora um lugar de culto para todos aqueles que apreciam as qualidades únicas de um produto, o vinho, que é hoje um dos principais motores do desenvolvimento económico nacional».

Situada no centro de uma «região vinícola de reconhecido sucesso na produção e comercialização», Évora apresenta-se, salientam os organizadores, «como um local privilegiado para uma apresentação colectiva dos produtores de vinhos do Alentejo».

O evento, promovido por uma empresa de Évora, conta com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, Turismo do Alentejo e Ribatejo, município de Reguengos de Monsaraz, que este ano é a Cidade Europeia do Vinho, e de várias empresas.

Com oito sub-regiões vitivinícolas, nomeadamente, Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Moura, Évora e Granja/Amareleja, o Alentejo, que possui 22 mil hectares de vinha, exporta os seus vinhos para os quatro cantos do mundo, sendo Angola, Brasil, Estados Unidos, China e Canadá alguns dos principais mercados.

Fonte: Lusa

Novo sistema de classificação e rotulagem de produtos fitossanitários

 26-05-2015 
 
 
CLP é a nova legislação europeia para a classificação, rotulagem e embalagem de produtos químicos, adoptada pela União Europeia mediante o Regulamento (CE) 1272/2008 e resulta de uma harmonização dos critérios a nível mundial e de uma nova forma de expressão das características conhecidas.

Os produtos mantêm a mesma composição, propriedades, condições de uso e eficácia, mas devido à implementação do CLP, os rótulos dos produtos fitossanitários vão levar novos pictogramas.

Será a partir de 01 de Junho, quando todos os produtos fitossanitários á venda devem, obrigatoriamente, estar classificados, embalados e rotulados segundo os critérios estabelecidos no chamado Regulamento CLP. Esta normativa é aplicável a todos os químicos existentes no mercado e modifica e derroga as Directivas 67/548/CEE e 1999/45/CEE, relativas aos mesmos procedimentos em substâncias e preparações perigosas.

Durante um período de dois anos, desde 01 de Junho de 2015 até o1 de Junho de 2017, vão coexistir produtos classificados, rotulados e embalados ao abrigo da norma anterior, a Directiva 1999/45/CEE, em conjunto com produtos reclassificados confirme o Regulamento CLP. A partir de 01 de Julho de 2017 só podem ser comercializados produtos rotulados conforme o CLP.  

Entre as alterações mais significativas nos rótulos dos produtos fitossanitários, destacam-se os novos símbolos e a nova nomenclatura, como por exemplo, a substituição dos actuais quadrados impressos em negro sobre um fundo amarelo-laranja por diamantes com moldura vermelha e símbolo negro sobre fundo branco. Também será obrigatório incluir alguma palavra de advertência como "perigo" ou "atenção", para além da substituição das frases de risco por indicações de perigo e conselhos de cautela.

Fonte: Agrodigital

Estados-membros poderão proibir importação de alimentos transgénicos

26-05-2015 
 
 
A proposta é da Comissão Europeia, os Estados-membros terão liberdade para proibirem a importação de alimentos transgénicos, ainda que estes tenham sido previamente aprovados pela Comissão Europeia.

Se por aprovada, a medida poderá gerar contestação por parte de vários quadrantes do sector agrícola. Recentemente, foram aprovadas normas comunitárias que permitem aos Estados-membros proibir ou restringir o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) no seu território, independentemente desses OGM estarem aprovados no espaço da União Europeia (UE). O objectivo da directiva é dar aos países europeus uma maior liberdade para abordarem questões nacionais ou locais específicas suscitadas pelo cultivo de OGM.

Segundo os legisladores europeus, «o facto de se conceder esta possibilidade aos Estados-membros deverá facilitar o processo de concessão de autorizações no domínio dos OGM e, ao mesmo tempo, preservar a liberdade de escolha dos consumidores, agricultores e operadores e tornar mais clara para as partes interessadas a questão do cultivo de OGM na União Europeia»

Mas a nova proposta da Comissão Europeia, que pretende transferir para os Estados-membros a decisão de importar, ou não, alimentos transgénicos está já a ser alvo de críticas quer de agricultores quer da Greenpeace. A proposta pretende alterar a legislação sobre os produtos alimentares com OGM, tanto para consumo humano como para os animais do sector agrícola. Se for aprovada, a directiva permitirá aos Estados-membros proibir o consumo desses produtos no seu território.

De acordo com o jornal Público, a ideia está já a suscitar algumas dúvidas e críticas, particularmente por parte de sector da biotecnologia e por associações ambientalistas. A Greenpeace, por exemplo, tem sido uma das associações mais desfavoráveis aos transgénicos.

Ladislav Miko, director-geral interino da Direcção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia, explicou recentemente num encontro com a imprensa que a proposta «é uma medida mais democrática», uma vez que continuará a permitir que a avaliação científica da Agência Europeia Segurança Alimentar (AESA) e a aprovação geral de cada OGM sejam feitas a nível europeu, dando, no entanto, aos Estados-membros o direito de rejeitarem a decisão com base em fundamentação.

O cultivo de variedades de milho geneticamente modificadas é feito em Portugal desde 2005, em consequência da inscrição pela Comissão Europeia das primeiras variedades de milho geneticamente modificadas no Catálogo Comum de Variedades de Espécies Agrícolas. Em 2014, a área cultivada com OGM em Portugal era de 8542, 41 hectares, de acordo com dados do Ministério da Agricultura.

Fonte: Vida Rural

Técnicos portugueses vão à Noruega aprender sobre adaptação às alterações climáticas

26-05-2015 
 
Especialistas e técnicos portugueses na área do clima deslocam-se à Noruega para conhecer políticas e medidas definidas naquele país para a adaptação às alterações climáticas e apresentar as experiências a decorrer nalguns municípios portugueses.

A visita, que teve início na segunda-feira, realiza-se no âmbito do projecto ClimAdaPT.Local, que envolve as câmaras municipais e pretende apoiar trabalhos de monitorização do clima de modo a identificar as vulnerabilidades de cada região, conhecimento que vai servir de base para a definição de medidas futuras de adaptação.

Durante quatro dias, especialistas da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), do CCIAM (Climate Change, Impacts, Adaptation and Modelling) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Quercus e do Instituto Português da Atmosfera (IPMA), vão contactar diversas entidades, avança uma informação da associação ambientalista.

Fonte: Diáriodigital

Ministra da Agricultura defende agregação de pequenos produtores florestais

25-05-2015 
 
 
A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, defendeu hoje a agregação dos pequenos produtores florestais, afirmando que assim poderão beneficiar de «apoios significativos».

«Quanto mais se agregarem os pequenos produtores florestais e aproveitarem os apoios que existem (…), de certeza que mais valor vão poder retirar e, no fundo, […] mais possibilidade têm de poder continuar a investir nessa mesma terra», afirmou Assunção Cristas aos jornalistas, no Porto, final do seminário "Paper from Portugal", que decorreu no edifício da Alfândega.

Segundo Assunção Cristas, é muito importante que os produtores florestais se juntem nas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), que são os condomínios na área da floresta, e possam fazer um trabalho agregado e com apoios específicos.

No seu discurso, a ministra referiu que os portugueses ainda tratam da sua propriedade de uma forma «altamente individualista», adiantando que a agregação os beneficiará em termos de apoios no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020).

Os apoios abrangerão áreas como «o aconselhamento florestal», «a certificação dos povoamentos florestais», bem como «matérias relacionadas com a comercialização dos produtos», disse.

A ministra da Agricultura e do Mar salientou a área florestal, que conta com cerca de «400 mil produtores» e «é responsável por uma parte relevante da economia portuguesa, é responsável por uma parte relevante das exportações dos produtos em Portugal, cerca de 10 por cento das exportações de bens são ligados à área florestal».

Destacando também a importância do sector do papel no país, que conta com «empresas no "top 100" das empresas mundiais, muito competitivas, muito exportadoras, que têm o melhor papel do mudo», Assunção Cristas referiu ser necessário que «a produção acompanhe» as suas necessidades.

A ministra apelou ainda à necessidade dos produtores papeleiros criarem uma campanha interna que permita «desfazer o mito de que cortamos árvores para fazer papel e com isto desflorestamos».

«Ficou claro que construímos floresta, criamos floresta, plantamos floresta para esta indústria», disse. A governante disse ainda crer ser necessário «explicar internamente» que Portugal precisa de ter uma floresta diversificada.

«Há espaço para todas as fileiras», disse, «apoiamos com fundos comunitários a floresta autóctone, mas também a do pinho e a do sobreiro», sendo que a fileira do eucalipto «não precisa dos mesmos apoios, mas também tem o seu espaço e deve ter o seu espaço, nomeadamente reconvertendo povoamentos antigos».

Para a ministra, Portugal precisa que todas as fileiras se «desenvolvam de forma harmoniosa, gerando rendimento para os produtores florestais, que são quem está na base».

Fonte: Lusa

Produção de açúcar na UE pode reduzir 15 por cento em 2015/2016

25-05-2015 
 

 
A colheita de beterraba na campanha 2015/2016 na União Europeia pode vir a reduzir em relação à campanha anterior devido à menor superfície cultivada.

Estima-se que a produção de beterraba venha a reduzir cerca em cerca de 10 por cento, o que conduz a uma diminuição d5 15 por cento na produção de açúcar, em torno das 15,5 milhões e toneladas.

Esta Primavera, as culturas de beterraba da União Europeia (UE) foram inferiores ao ano anterior, pelo pouco incentivo por pate da indústria açucareira. Na campanha de 2014/2015, a produção e açúcar poderia ter superado 19 milhões de toneladas, o que supõe uma quantidade elevada de açúcar fora da quota. Esta maior oferta em conjunto com os baixos preços fez com que as indústrias esgotassem as suas oportunidades de mercado e que se conte com importantes existências de início na campanha de 2015/2016.

Na França, em, particular, sendo um dos grandes produtores de açúcar de beterraba na UE, a produção superou os cinco milhões de toneladas na campanha 2014/2015, o que é apenas a segunda vez que sucede desde 2006/2007. Concretamente, o último valor apontado pelo FranceAgrimer assinala um total de 5.112.700 toneladas, frente às 4.530.600 toneladas da campanha precedente.

O relatório de açúcar fora da quota não deveria passar das 150 mil toneladas. Estes elevados resultados de produção em 2014/2015 condicionaram as culturas para 2015/2016, que caíram cerca de quatro por cento em relação à campanha anterior, chegando aos 392 mil hectares.

Fonte: Agrodigital

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Um dia dedicado à viticultura em Vila Real



 24 Maio 2015, domingo  Viticultura
douro
O Regia-Douro Park – Parque de Ciência e Tecnologia, em Vila Real, vai ser palco a 29 de maio de 2015 de um dia dedicado à viticultura.
Vários especialistas, a nível nacional e internacional, no domínio da vinha e do vinho, irão debater o setor numa perspetiva de ligação ao território.
Um dia totalmente dedicado ao setor da vitivinicultura, que arranca de manhã na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) com a apresentação dos resultados dos inquéritos realizados no Alto Douro Vinhateiro no âmbito do projeto "Estratégias de Valorização Económica do Alto Douro Vinhateiro", coordenado por João Rebelo, docente e investigador da UTAD.
Segue-se a inauguração da exposição "Territórios do Vinho", que inclui obras de 20 pintores portugueses contemporâneos.
Ente o programa do dia destaque para o seminário "Ciência, Vinho & Território" que se realiza na tarde de dia 29 e que conta com as intervenções de Emídio Gomes, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e de Denis Dubourdieu, Presidente do Instituto das Ciência da Vinha e do Vinho, da Universidade de Bordéus, entre outros participantes.
Depois do seminário haverá provas de degustação de vinhos que permitirão aos enólogos da região promover os seus vinhos, e que serão acompanhados pela melhor gastronomia regional.
O evento é organizado pela CCDR-N em parceria com a UTAD e a Câmara Municipal de Vila Real. 


Workshop debate oportunidades internacionais do setor agroalimentar no espaço da CPLP



 25 Maio 2015, segunda-feira  IndústriaIndústria alimentar
A fundação da cidade de Lisboa, na capital portuguesa, recebe a 26 de maio o workshop "SKAN - promover a colaboração internacional no setor agroalimentar".
O evento irá juntar agentes que trabalham naquele setor – da área empresaria, científica e política – e visa «promover a colaboração entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)».
A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas e Ana Paula Laborinho,Presidente do Instituto Camões são as oradoras que marcam presença na sessão de abertura do workshop.
"Necessidades e oportunidades de colaboração", "O conhecimento e a tecnologia no desenvolvimento do sector agroalimentar" e "Potenciar as parcerias internacionais" são alguns dos temas em discussão.
«Sensibilizar para as necessidades, oportunidades e perspetivas de colaboração na transferência de conhecimento e tecnologia agroalimentar que existem entre países de língua portuguesa, com especial enfoque para as ligações entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal» é um dos intentos da iniciativa, vincam os organizadores.
O evento é promovido pela INOVISA - Associação para Inovação e Desenvolvimento Empresarial, do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa e conta com o apoio do Governo de Portugal. 
VER PROGRAMA

28-31 maio . FICOR - Feira Internacional da Cortiça


 28-31 maio . FICOR - Feira Internacional da Cortiça - agroeventos
O Município de Coruche organiza este ano a VII edição da FICOR - Feira Internacional da Cortiça, que decorre de 28 a 31 de Maio. A temática principal da FICOR 2015 será "Montado e Lezíria – a sua importância para a conservação dos solos", destacando o papel vital destes para os ecossistemas e biosfera.

28-31 maio . Expoégua


 28-31 maio . Expoégua - agroeventos
A Expoégua - Romaria a S. Martinho em Golegã, vai decorrer de 28 a 31 de maio. III Jornada do Campeonato Nacional Inter Escolar de Equitação (Final); Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho – Ensino; Derby de Atrelagem – Prova do Campeonato Regional Centro; CONCURSO NACIONAL EXPOÉGUA 2015, são algumas atrações do programa

“Inovação na Agricultura” em debate em Santarém

 24 Maio 2015, domingo  AgroflorestalAgricultura

A 9 de junho, decorre no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém um seminário dedicado à "Inovação na Agricultura".
O evento tem por objetivo promover a constituição de Grupos Operacionais no âmbito da Medida Inovação do Programa de Desenvolvimento Rural 2020 (PDR 2020).
«Pretende-se ainda apresentar projetos de inovação que seguem um modelo de parceria e testemunhos de participantes portugueses em Focus Groups da PEI-AGRI», avança a organização.
O seminário é organizador pela Rede Rural Nacional e conta com o apoio da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e decorre no âmbito da 52.ª Feira Nacional de Agricultura, que se realiza entre 6 e 14 de junho de 2015, no CNEMA, em Santarém.
Saiba mais sobre a Feira Nacional de Agricultura aqui e aqui. 

Santarém debate “a transformação em modo de produção biológico”



 25 Maio 2015, segunda-feira  Agricultura Biológica
A 8 de junho de 2015 a sala Tejo do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA) é palco do workshop "Da terra ao frasco: A transformação em modo de produção biológico".
O evento, que decorre no âmbito da Feira Nacional da Agricultura, é promovido pelo INOV'LINEA - Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar e pela Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT ).
Mais informações através do email geral@inovlinea.pt ou pelo telefone: 241 330 330.
A 52.ª Feira Nacional de Agricultura terá lugar entre 6 e 14 de junho de 2015, no CNEMA, em Santarém. 

A Google investe em tecnologia agrícola

Maio 22
08:52
2015

A Google, em parceria com dois outros fundos de investimento, vai injectar 15 milhões de dólares numa start-up denominada Farmers Business Network (FBN), que pretende ajudar os agricultores a gerir melhor os seus campos de cereais, aconselhando, por exemplo, qual a melhor altura para semear.

Esta companhia, sediada em São Francisco, lançou, em 2014, um programa de recolha e análise de dados, que permite agora aconselhar os produtores na quantidade ideal do uso de fertilizantes, bem como a altura exacta de aplicação de pesticidas, contribuindo, assim, para um aumento da produtividade e uma redução de custos.

Este investimento e a actividade desenvolvida estão a atrair a atenção de outras companhias, como a gigante Monsanto, que, nos últimos anos, já gastou mais de mil milhões de dólares para construir o seu sector de agricultura de precisão.

Várias start-up, como a FBN, estão a lutar pela sua independência, de modo a não serem esmagadas pelos gigantes do sector agrícola.

O responsável pela empresa afirmou que esta será mais forte quantos mais agricultores aderirem.

Actualmente, a empresa cobre 17 milhões de acres em 17 estados Norte-Americanos e analisa culturas como o milho, o trigo, a soja, o girassol e o grão-de-bico.

Esta estratégia de investimento da Google insere-se num programa que analisa o crescimento da população mundial e as suas necessidades no futuro.


CE amplia zona com proibição dos EUA para exportar produtos agrícolas avícolas

25-05-2015 
 
A Comissão Europeia ampliou a zona dos Estados Unidos desde a qual não é permitida a importação de produtos avícolas do mercado comunitário, como consequência da propagação da doença da gripe das aves.

De início foi estabelecida uma zona de acordo com a identificação de surtos nos Estados da Califórnia, Idaho, Oregon, Washington e Minnesota. Posteriormente, os Estados Unidos confirmaram a presença de novos surtos do subtitpo H5 em aves domésticas nos Estados de Misúri, Arkansas, Kansas, Dakota do Norte e do Sul, entre outros.

Por esta razão, foi decidido modificar a proibição de introduzir na União Europeia determinadas mercadorias avícolas para incluir a totalidade dos Estados de Minnesota, Dakota do Sul, Wisconsin e Iowa e partes de Misúri, Arkansas, Kansas, Montana e Dakota do Norte. Que as autoridades veterinárias dos Estados Unidos submeteram a restrições devido aos actuais surtos.  

Fonte: Agrodigital

AESA pede dados sobre abelhas e pesticidas

25-05-2015 
 
Autoridade Europeia de Segurança Alimentar pediu às autoridades nacionais, instituições de investigação e outras partes interessadas que apresentem nova informação relevante para poder avaliar os riscos que representam para as abelhas três pesticidas aplicados como tratamentos de sementes e grãos.

O pedido de dados cumpre com a decisão adoptada pelas Comissão Europeia em Maio de 2013 para avançar com medidas de forma a restringir o uso daqueles pesticidas.

A Comissão assinalou, quando decidiu a proibição, que num período de dois anos dava início a uma revisão de qualquer nova informação científica. A convocatória dos dados é o primeiro passo neste processo.

Fonte: Agrodigital

domingo, 24 de maio de 2015

Governo garante que três helicópteros Kamov podem combater incêndios


Esclarecimento do secretário de Estado após o anúncio de que cinco aparelhos estavam parados devido ao processo de consignação das aeronaves

Por: Redação / CF    |   ontem às 15:10
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O secretário de Estado da Administração Interna garantiu este sábado que três dos cinco helicópteros Kamov podem, a qualquer momento, combater um incêndio florestal, apesar de estarem envolvidos no processo de transferência para a empresa que ganhou o concurso.
"Neste momento, há dois Kamov que estão em processo para reparação e estão substituídos no dispositivo por outros quatro ligeiros e há três que estão em condições de voar, embora estejam envolvidos no processo de consignação à nova empresa que explorará a operação e manutenção dessas aeronaves", disse à agência Lusa João Almeida.

O secretário de Estado sustentou que "a frota não está parada", estando "efetivamente em processo de consignação, que tem alguns constrangimentos mas que não impede o empenho operacional das aeronaves caso seja necessário", como já havia anunciado a TVI24 após contacto com a proteção civil. 

As declarações do secretário de Estado surgem após a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) ter avançado à Lusa que os cinco helicópteros pesados, utilizados no combate aos incêndios florestais, estão parados devido ao processo de transferência para a empresa Everjets, que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.
"O processo obriga a uma paragem dos meios para que sejam avaliados pela nova empresa", afirmou fonte da ANPC, adiantando que há questões processuais e administrativas que inviabilizam a operação das aeronaves.

João Almeida esclareceu que estes três Kamov "podem perfeitamente voar", sendo uma decisão da ANPC, que "gere a questão operacional e administrativa da gestão dos contratos".
"A prioridade, neste momento, inequívoca, é a questão operacional, [que] não pode de maneira nenhuma - e esta é a posição do Governo e a instrução que foi dada - ser posta em causa por questões administrativas", disse à Lusa.

Atualmente, o dispositivo de combate a incêndios florestais conta com seis helicópteros ligeiros, situados na Guarda, Castelo Branco, Monchique, Aveiro, Braga e Porto, tendo sido substituídos os dois Kamov em reparação por quatro ligeiros. 

O secretário de Estado afirmou que, em relação a estes dois Kamov, o processo de apresentação de candidaturas para a reparação vai ficar concluído na próxima semana, estando operacionais para o início da fase charlie, época crítica em incêndios florestais, que começa a 01 de julho. 

Sobre o incêndio florestal em Ponte de Lima que foi combatido por um helicóptero ligeiro, João Almeida afirmou que "a ANPC entendeu não interromper o processo de consignação de uma aeronave para a empenhar operacionalmente". 

Segundo o secretário de Estado, essa questão foi ponderada, mas a ANPC "optou por não empenhar" um helicóptero pesado. 

O incêndio florestal em Ponte de Lima esteve ativo durante mais de 24 horas e levou ao cancelamento de uma etapa do rali de Portugal. 

João Almeida disse também que o processo de mudança de operador em curso vai estar concluído em breve, possibilitando que, na próxima segunda-feira, um aparelho integre definitivamente o dispositivo e os outros dois no final da próxima semana. 

A Everjets vai ficar responsável pela operação e manutenção dos helicópteros Kamov do Estado, nos próximos quatro anos, depois de ter vencido o concurso público de valor superior a 46 milhões de euros, tendo a ANPC assinado o contrato com esta empresa, no início de fevereiro. 

Além da operação e manutenção dos seis helicópteros Kamov, a Everjets é também responsável pelos trabalhadores da Empresa de Meios Aéreos (EMA), que foi extinta no final de outubro do ano passado.

Eucaliptos atraem quase 90% dos investimentos privados na floresta


MANUEL CARVALHO 19/05/2015 - 07:18
Oito em cada dez hectares de floresta plantados sem recurso a fundos públicos tiveram como destino os eucaliptos. A liberalização das plantações e replantações está a dar fôlego à espécie que já domina a floresta nacional.

Oitenta por cento das novas plantações e 94% das replantações produzidas na floresta portuguesa ao longo dos últimos 15 meses sem recurso a ajudas públicas tiveram os eucaliptos como a árvore de eleição.

A espécie florestal que no espaço de meio século cresceu de uma área reduzida de 50 mil hectares para se tornar na árvore dominante no país (ocupa 812 mil hectares) continua a sua expansão imparável. E ao simplificar o processo de aprovação de novas plantações e ao permitir a mudança de espécie nas rearborizações de espaços florestais, o novo regime jurídico que entrou em vigor em Outubro de 2013 parece favorecer essa expansão: dos 11.019 hectares arborizados ou rearborizados com capitais privados nos 15 meses de vigência da nova legislação, 10.046 receberam eucaliptos.

Só o facto de os apoios à florestação da Política Agrícola Comum se dirigirem prioritariamente a espécies como o pinheiro manso ou o sobreiro evitam que a floresta nacional caminhe irreversivelmente para a monocultura.

Apesar do curto prazo de aplicação do regime jurídico aplicável às acções de florestação e reflorestação (RJAAR), parece hoje evidente que a liberalização das plantações em áreas até 10 hectares (a maioria esmagadora das explorações florestais nacionais está abaixo deste limiar) está a acentuar a hegemonia do eucalipto e a decadência do pinhal. As razões para esta dinâmica prendem-se com a maior rentabilidade do eucaliptal para os proprietários. O eucalipto começa a gerar receitas após 10 anos da primeira plantação e a sua exploração (em talhadia) permite que um mesmo povoamento dure ao longo de quatro ou cinco ciclos de corte (48 a 60 anos). Um pinhal demora 30 anos a produzir madeira capaz de ser utilizada na indústria do mobiliário.

Muitos silvicultores defendem que a prioridade da fileira do eucalipto não é tanto aumentar a área, mas reconverter povoamentos existentes. Os números do RJAAR indicam que esse caminho está a ser seguido. Dos 7326 hectares rearborizados, a esmagadora maioria (79%) corresponderam a replantações de áreas já ocupadas por eucaliptos. Mas pelo caminho, outras espécies acabam por ser substituídas. Em particular o pinheiro-bravo, base de uma indústria que representa 47% do valor acrescentado bruto da fileira florestal (812 milhões de euros em 2012). Neste processo de mudança, 1165 hectares deixaram de ser dedicados ao pinheiro bravo para passarem a ser ocupados pela espécie que alimenta a cadeia da pasta e do papel.

Este sinal é apenas mais um sintoma do inexorável recuo do pinhal português, que no espaço de 50 anos se reduziu de 1,2 milhões de hectares para cerca de metade. João Gonçalves, do Centro Pinus, que agrega mais de dois terços da fileira industrial do pinho, considera que "ainda é cedo" para se poder explicar as transferências de áreas de pinhal com a nova legislação. Mas nota que "64% da área de crescimento do eucalipto se fez zonas de pinho e não em zonas de mata ou incultos". A transformação em curso, sublinha João Gonçalves, vai agravar as dificuldades da indústria, que tem de importar todos os anos dois milhões de metros cúbicos de madeira para laborar – 36% das necessidades das empresas do Centro Pinus.

Do lado da pasta e do papel, os indicadores da execução do RJAAR não suscitam motivos para alarme. Armando Gois, director-geral da Celpa, a associação que agrega a indústria do sector, nota que o crescimento das áreas de eucalipto feito com investimento privado tem de ser balanceado com as áreas de outras espécies financiadas pelos fundos comunitários. Se este exercício se fizer, nota, "a percentagem dos eucaliptos nas arborizações e rearborizações desce para 44%" – o sobreiro surge com 31% do total e o pinheiro manso, cuja rentabilidade explodiu com o aumento da procura mundial de pinhão, 12% (ver infografia). De resto, "é provável que o ritmo de crescimento dos últimos tempos seja menor do que nos anos anteriores", admite Armando Góis.

Apesar do equilíbrio que os fundos estruturais vão introduzindo na diversidade florestal, o risco de a expansão do eucalipto se perpetuar é elevado e o perigo de a área de pinho continuar a regredir (por abandono, pelos ataques de pragas como o nemátodo, pelos incêndios ou pela replantação com espécies mais rentáveis como o eucalipto) existe. João Soveral, um silvicultor que passou pela vice-presidência do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e integra os corpos técnicos da CAP reconhece que a "natural" orientação dos proprietários para os estímulos do mercado existe, mas afirma que "os instrumentos da política florestal não permitem" o eventual cenário de uma monocultura de eucalipto.

João Soveral cita a propósito a Estratégia Nacional para as Florestas aprovada em Fevereiro deste ano ou os Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF). Estes planos prevêem mecanismos de gestão que, em tese, implicam a diversidade de povoamentos em favor da biodiversidade ou da protecção contra os incêndios. Mas foram suspensos há anos e não se conhece a data em que a sua versão revista possa entrar em vigor. A ausência de ordenamento conjugada com a liberalização das plantações vai por isso acentuar ainda mais o processo de "eucaliptização" em curso no país.

O PÚBLICO tentou sem sucesso obter resposta a estas questões junto do Ministério da Agricultura.

Casa do Douro conhece na próxima semana resultado de concurso para nova gestão


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que os resultados do concurso para a gestão da Casa do Douro (CD) vão ser revelados na próxima semana, acreditando que isso dará novos instrumentos para resolver os problemas do Douro.
O governante, que falava durante a inauguração da adega e centro de visitas da Quinta do Bonfim, no concelho de Alijó, disse que a ministra da Agricultura fez o despacho do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) na sexta-feira e que a «próxima semana será a ocasião de notificar os interessados que apresentaram as suas propostas do resultado final».
Após a extinção da dimensão pública da CD a 31 de dezembro de 2014, o Governo abriu em janeiro um concurso dirigido às organizações de direito privado e sem fins lucrativo interessadas em ficar com a gestão da instituição duriense.
Diário Digital / Lusa

Quadro estratégico para alterações climáticas em consulta pública até 05 de junho

A proposta do Quadro Estratégico para a Política Climática, que inclui o programa para as alterações climáticas e a estratégia de adaptação às mudanças do clima, entrou hoje em consulta pública, recebendo contributos até 05 de junho.
O documento principal, que o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE) disponibiliza para discussão, estabelece a visão e os objetivos nacionais para o horizonte 2020-2030, articulando diversos instrumentos e medidas, e tem por objetivo assegurar o cumprimento dos compromissos de Portugal assumidos para 2020, no âmbito da União Europeia, e no Compromisso para o Crescimento Verde, a nível nacional.
Estão incluídos neste Quadro os principais instrumentos de política nacional, tanto para a mitigação como para a adaptação às alterações climáticas, como o Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC 2020/2030) e a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2020, agora também em consulta pública.
O PNAC 2020-2030 tem como objetivo a redução das emissões de gases com efeito de estufa, de 18% a 23%, em 2020, e de 30% a 40%, em 2030, em relação a 2005, e aponta orientações para as políticas setoriais, em áreas como transportes, energia, agricultura e floresta.

A Estratégia Nacional de Adaptação até 2020 fixa os objetivos, as atividades e o modelo de organização para conseguir um país adaptado às mudanças do clima, através da concretização de soluções baseadas no conhecimento técnico e científico, como refere a informação disponível no sítio na internet da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Assim, a proposta do Governo propõe "melhorar o nível de conhecimento sobre as alterações climáticas e promover a integração da adaptação" nas diversas políticas públicas e instrumentos de operacionalização, tendo em conta que Portugal é um dos países europeus mais afetados pelos efeitos da mudança.
Trata-se de tentar reduzir as situações que estão a contribuir para as mudanças do clima, como as emissões de gases com efeito de estufa, e de preparar o país, e cada região, nomeadamente através dos planos municipais, para as mudanças no clima, como os esperado eventos extremos (secas, inundações, ondas de frio e ondas de calor).
O MAOTE refere ainda outros instrumentos nas áreas de monitorização, comunicação, financiamento e governação.
De acordo com o Climate Change Performance Index (CCPI 2015), citado pelo ministério liderado por Jorge Moreira da Silva, Portugal é o 4.º país com melhor desempenho em matéria de ação climática, numa lista de 58 países que, no total, são responsáveis por mais de 90% das emissões de gases com efeito de estufa e a nova política pretende "reforçar a liderança nacional".
Diário Digital com Lusa

Portugal e China vão assinar acordo no domínio agroalimentar



Portugal e China vão assinar no início do verão um protocolo sobre plantas e cereais que «permitirá agilizar» o processo de certificação dos respetivos produtos, revelou hoje à agência Lusa um responsável português do setor.

O protocolo será assinado em Pequim, «nos finais de junho/início de julho», entre o Ministério da Agricultura e do Mar de Portugal e a Administração Geral da Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ), indicou o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito.
Na mesma altura serão também assinados um memorando sobre vinhos, destinado a proteger as marcas portuguesas, e um protocolo sobre carne de porco e derivados, cuja análise de risco, por parte das autoridades chinesas, «está já na fase final», adiantou o responsável.
Dinheiro Digital / Lusa

Que mal fez o sector da carne de porco em Portugal para sofrer tanto?

Maio 21
11:56
2015

Como todos podem constatar, a carne de porco é normalmente a mais barata de todas, nos grandes supermercados. Mais, ainda, quando há uma promoção, ela incide invariavelmente sobre a carne de porco e facilmente se compra carne limpa abaixo dos 2 euros por kg.

Esta terça-feira, o coordenador do Agroinfo, António Tavares, descolou-se à capital polaca, Varsóvia, para participar num workshop sobre a produção porcina naquele país.

Teve oportunidade de visitar alguns supermercados locais, onde pôde constatar que os preços eram muito iguais, pelo que se focalizou na cadeia Biedronka, que é propriedade do grupo português Pingo Doce.

Assim, naquele supermercado em Varsóvia, o frango tinha um preço aproximado de 2 euros/kg e a carne de vaca oscilava entre os 4,5 euros/kg (carne de segunda) e os 8 a 12 euros/kg (carne de primeira), o que é sensivelmente igual aos preços praticados em Portugal.

Por outro lado, a carne de porco oscilava entre os 3,5 euros/kg para a pá sem osso e os 4,5 euros/kg para o lombo fatiado desossado e a pergunta surgiu: Sendo os custos de produção de todas as espécies animais muito semelhantes entre Portugal e a Polónia, porque é que os preços da carne de frango e vaca são iguais e a de porco é muito superior? Será por diferença do poder de compra entre os dois povos?  Não cremos.

Trata-se, portanto, seguramente, de uma estratégia comercial e, agora, põe-se outra questão: Porque é que o grupo Pingo Doce tem esta estratégia diferente de preços em Portugal e na Polónia?

Nisto tudo surge um desabafo: "O que é que a fileira da carne de porco portuguesa fez para sofrer tanto?"

Amazon tem agora serviço de "rent a cabra"


por RSFOntem2 comentários

Amazon tem agora serviço de "rent a cabra"
Fotografia © Reuters
Precisa de aparar a relva do jardim? Se viver nos Estados Unidos, pode agora encomendar pela Internet um rebanho de cabras que lhe tratam da paisagem. Um inovador serviço da loja online Amazon.
Já vai longe o tempo em que a Amazon vendia apenas livros, discos e filmes. O gigante das vendas pela Internet não para de diversificar a sua oferta, no caminho assumido de ser uma espécie de mega-armazém onde tudo se encontra.
Um dos mais originais produtos agora oferecidos é o serviço de aluguer de um rebanho de cabras. Isso mesmo, cabras que pastam as plantas a mais no jardim do cliente, naquilo que pretende ser uma forma natural de concretizar a desejada decoração paisagística.
O serviço está disponível para várias regiões dos EUA, havendo a opção para casas de campo ou localizadas em zonas suburbanas.

Cereja do Fundão à venda nas praias portuguesas


21/5/2015, 16:31
A cereja do Fundão vai estar à venda em várias praias portuguesas de Lisboa e do Algarve durante este verão, anunciou o presidente da autarquia, Paulo Fernandes.


ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

A cereja do Fundão vai estar à venda em várias praias portuguesas de Lisboa e do Algarve durante este verão, anunciou hoje o presidente da autarquia, Paulo Fernandes, durante a apresentação da campanha de promoção da cereja para 2015.

"Criámos o nosso carrinho de venda de cereja fresca nas praias e, por isso, vamos estar neste momento, pela primeira vez, a fazer venda direta em algumas das praias, obviamente da zona de Lisboa, na linha de Cascais e também na zona do Algarve", referiu.

Segundo o autarca, a ideia é vender a cereja gelada e mostrar que este é um produto que combina na perfeição com o calor e a praia.

"Tenho quase a certeza que vai ser um projeto de enorme sucesso, até pela natureza da própria cereja que, em contexto de praia, é super-apetecível", disse.

Uma aposta que será ainda reforçada com quiosques em formato de cereja, lançados em 2013, que estarão presentes nas mesmas zonas com a venda, não só de cereja, como dos vários produtos associados à cereja.

Um portefólio de subprodutos que permite que haja "cereja ao longo de todo o ano" e que em 2015 será significativamente alargado graças à parceria da autarquia com várias marcas de renome em Portugal que desenvolveram produtos que integram a cereja do Fundão.

Na lista estão o Bombom de Gelado de Cereja do Fundão da Santini, o Iogurte Grego à moda antiga com Cereja do Fundão da Yonest, a Bola de Berlim de Lisboa recheada com cereja do Fundão da Sacolinha (eleita a melhor bola de Berlim de Lisboa), o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo com Cereja e ainda o Chá Preto Aromatizado com Cereja do Fundão da Lisbon Tea.

Produtos que serão vendidos nos diferentes postos de venda das marcas, mas também no Fundão, designadamente no Posto de Turismo da Cidade.

"A nossa ideia é termos cereja o ano inteiro, cereja nas suas diferentes formas e aplicações e nesse sentido esta é uma grande aposta, sempre com a preocupação de nos associarmos a produtos e marcas que são muito fortes e que já sejam conectados com grande qualidade, excelência e com aquilo que possa ser do melhor que se produz", especificou Paulo Fernandes.

Entre as parcerias está também a que foi estabelecida com a TAP em 2014 e que será este ano renovada com a distribuição da cereja do Fundão em classe executiva entre os dias 08 e 14 de junho.

A autarquia voltará ainda a promover mais uma edição da Rota Gastronómica da Cereja do Fundão em Lisboa, que passará por dezenas dos melhores e mais prestigiados restaurantes e bares da capital.

A presença em eventos também está agendada, nomeadamente na Feira Nacional de Agricultura de Santarém ou na celebração do Dia Mundial da Criança, a realizar no dia 08 de junho, no Portugal dos Pequenitos.

A nível local, volta a realizar-se, entre os dias 12 e 14 de junho, a já tradicional Festa da Cereja, que todos os anos atrai milhares de visitantes até ao concelho.

Em termos globais, a campanha de promoção de cereja tem um orçamento entre os 40 a 50 mil euros, o que o autarca classificou como "melhor investimento anual do município do Fundão".

"Com um investimento de 40 a 50 mil euros estamos a puxar por uma economia que já vale 20 milhões", fundamentou.

Portugal já pode exportar cereais lácteos para a China


20/5/2015, 7:17170 PARTILHAS

Portugal já pode exportar para a China cereais lácteos ('papas'), um produto muito procurado naquele país, anunciou o secretário de Estado português da Alimentação e Investigação Agroalimentar.


Manuel Almeida/LUSA

Portugal já pode exportar para a China cereais lácteos ('papas'), um produto muito procurado naquele país, anunciou hoje à agência Lusa o secretário de Estado português da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito.

"Na área dos laticínios, a China autorizou agora o alargamento das exportações de cereais lácteos, as chamadas 'papas', satisfazendo um pedido recente de Portugal. A partir de hoje já podemos exportar", disse o governante português no final de dois dias de contactos em Pequim.

Cerca de 30 empresas portuguesas já estão habilitadas a exportar para a China leite, queijos, iogurtes e outros produtos do género, mas as papas, que envolvem laticínios e cereais, careciam de "uma autorização especial".

A autorização foi concedida pela Administração Geral da Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ), um organismo com estatuto ministerial que Nuno Vieira e Brito visitou na terça-feira, pela quinta vez no espaço de três anos.

"Estes processos nunca são fáceis, qualquer que seja o país, e a China é um mercado tão relevante que todos querem estar aqui", comentou o governante português.

"No nosso caso, temos sido tratados com a maior simpatia e elevada cordialidade", acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Vieira e Brito anunciou também que a China enviará em julho a Portugal "uma missão técnica para inspecionar as condições portuguesas na área da criação de equídeos", nomeadamente os famosos cavalos lusitanos.

Já há cavalos portugueses na China, mas são exportados diretamente de Portugal, referiu.

Na reunião com responsáveis da AQSIQ, o secretário de Estado abordou igualmente os dossiers relacionados com a exportação de arroz e de uva de mesa: "Estão em fase final de análise de risco e teremos uma resposta muito em breve".

Quanto à carne de porco e derivados, que Portugal deseja exportar para a China, Nuno Vieira e Brito adiantou que o processo de certificação deverá estar concluído este verão, com a assinatura de um protocolo visando especificamente este tipo de produtos.

"Estou francamente otimista", afirmou.

Nuno Vieira e Brito, que regressa hoje a Lisboa, foi o segundo governante português recebido em Pequim no espaço de uma semana, depois do secretário de Estado da Economia, Leonardo Mathias.

As visitas coincidem com um bom momento das relações económicas e comerciais entre os dois países.

Pelas contas da Administração-geral das Alfândegas chinesas, em 2014, as exportações portuguesas para a China cresceram 18,8% em relação ao anterior, ultrapassando pela primeira vez 1.600 milhões de dólares.

O crescimento foi particularmente acentuado no setor agroalimentar.

Segundo os números indicados à Lusa pelo gabinete de Nuno Vieira e Brito, nos últimos dois anos, as exportações agroalimentares de Portugal para a China continental cresceram 25%, ultrapassando 20 milhões de euros em 2014, e no primeiro trimestre de 2015 aumentaram 80% em relação a igual período do ano anterior.

A China, entretanto, tornou-se um dos maiores investidores em Portugal, estimando-se em cerca de 10.000 milhões de euros o montante de capital introduzido na economia do país desde que a China Three Gorges pagou ao Estado português 2.700 milhões de euros por uma participação de 21,3% na EDP, em 2012.