FOME
por Rita Carvalho Ontem
Alimentos vêm da União Europeia e compõem os cabazes alimentares
distribuídos duas vezes por ano às famílias mais pobres. Em 2014, já
serão mais escassos pois a verba para alimentação será reduzida em
mais de 125 milhões.
A União Europeia vai acabar com o Programa Comunitário de Ajuda
Alimentar a Carenciados (PCAC), um mecanismo que desde 1987 distribuía
milhares de toneladas de alimentos pelas instituições e que eram
depois doados às famílias mais carenciadas dos vários estados membros.
A sua substituição por outro programa comunitário levará à redução do
orçamento anual de 500 para 375 milhões de euros.
Esta medida ainda não deverá afetar os cabazes alimentares
distribuídos no próximo ano, mas em 2014 essa redução já deverá
refletir-se na quantidade de géneros alimentares disponíveis. A
Portugal deverão ainda chegar 19 milhões de euros em 2013.
O PCAC começou por ser um programa que permitia escoar os excedentes
da Política Agrícola Comum mas acabou por se transformar numa resposta
comunitária em que eram comprados alimentos para ajudar os cidadãos
mais pobres da Europa.
A decisão de suspender o PCAC, e de o substituir por outro programa
não dependendente da Agricultura mas da Ação Social, decorre de uma
decisão do Tribunal Europeu de Justiça. E foi motivada por uma ação
interposta há dois anos pela Alemanha, Reino Unido, Suécia, Dinamarca,
Holanda e República Checa junto desse organismo europeu.
A proposta final será debatida e aprovada pelos chefes de Estado no
dia 23 de novembro.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2842705
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
2008 é ano Pêra-Manca
Home \ Notícias \ 2008 é ano Pêra-Manca
João Paulo Martins
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ontém às 19:21Assim decidiram na Fundação Eugénio de Almeida, após
quatro anos de espera. Os muitos apreciadores aplaudem a decisão e
(provavelmente) prefeririam não estar em crise para lhe poderem chegar
mais facilmente. No "forno" ficou o 2010, à espera de futura sentença.
Acaba de ser apresentado na adega da Cartuxa a nova edição do mais
emblemático tinto da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), o Pêra-Manca
tinto de 2008. Ao contrário do branco que tem edição anual, o tinto só
sai para o mercado quando se considera que tem o padrão de excelência
que agrada à equipa técnica da Fundação. O momento foi aproveitado
para a apresentação de outros novos vinhos da casa: os dois Scala
Coeli, branco e tinto, e o Cartuxa tinto Reserva.
A marca Pêra-Manca é muito antiga mas, em boa verdade, a história
moderna deste vinho começa em 1990, quatro anos após ter surgido no
mercado o primeiro vinho da FEA, o Cartuxa. E logo na primeira edição
o Pêra-Manca surgiu em branco e tinto. A escolha do vinhedo recaiu em
três parcelas, duas de Aragonês e uma de Trincadeira e deste então tem
sido sempre esta a origem das uvas, apenas variando a percentagem de
cada uma das castas. Até por isto mesmo o Pêra-Manca acaba por ser um
bom representante do clássico tinto alentejano, já que estas duas
variedades são as que melhor se encaixam no conceito de "tradicional
alentejano". Nesta edição de 2008, a Trincadeira entra em 52% do lote.
A fermentação decorre em balseiros de madeira e depois o vinho passa
por um estágio em tonel, não já os clássicos tonéis antigos de
madeiras exóticas brasileiras existentes na adega, mas grandes tonéis
de fabrico recente que, diz-nos Pedro Baptista, enólogo, "esperamos
que façam à volta de 12 vindimas". Após 18 meses de estágio seguem-se
mais 24 meses (ou um pouco mais) de estágio em garrafa nas caves do
convento da Cartuxa que reúne muito boas condições de temperatura. A
decisão sobre se o vinho é ou não Pêra-Manca é tomada na altura do
engarrafamento e é por isso que Pedro Baptista já está a pensar no
2010, provavelmente o próximo a sair para o mercado. Tal como o
anterior (2007) desta nova edição fizeram-se 31.000 garrafas. "É
difícil sair desta média porque as parcelas não dão mais, a produção
ronda quase sempre os 40 hl/hectare", afirmou.
O vinho mostra-se fechado no aroma, denso, frutos pretos bem maduros,
notas de chá preto, tabaco, tudo com extrema finura. Muito texturado,
concentrado e rico, acidez perfeita, final longo, elegante e com muita
complexidade. Um belo vinho, sem dúvida.
De 1982 para cá
As primeiras vinhas plantadas e ainda activas datam de 1982. À data
existia uma velha vinha ainda plantada pelo Conde Vilalva mas foi
arrancada em 2000, produzia pouco e mal, dizem-nos. A segunda grande
plantação foi em 1998 e de então para cá têm-se feito replantações,
num programa anual sistemático. É também nessas novas plantações que a
FEA se tem aventurado por castas nunca antes plantadas e que, em
alguns casos, podemos encontrar nos vinhos Scala Coeli brancos (onde
já encontrámos o Viognier, o Alvarinho e agora o Sauvignon Blanc),
estando outras à espera de vez, como o Encruzado, Viosinho, Petit
Manseng (do Jurançon e Languedoc), Vermentino (da Sardenha e Liguria)
e Semillon (Bordéus). É de resto a ideia que presidiu à colecção Scala
Coeli, apresentar castas pouco habituais no Alentejo. Nos tintos este
ano repete-se o Syrah, (o vinho de 2010 foi já provado na Revista de
Vinhos de Outubro, tendo obtido 17 pontos), uma variedade que "nunca
produz mal, é sempre Bom ou Muito Bom", diz Pedro Baptista. Mas poderá
ainda aparecer Petit Verdot ou Alfrocheiro, por exemplo.
Além do ícone Pêra-Manca, a grande bandeira da FEA é a marca Cartuxa,
que tem versões em branco, tinto e tinto Reserva. Em 1987 fez-se
aquilo a poderemos chamar o "primeiro Pêra-Manca avant la lettre", um
Cartuxa Garrafeira que acabou por se produzir apenas uma vez, porque
entretanto a marca Pêra-Manca foi oferecida à FEA e passou a ser usada
para o topo de gama. Foi a "morte" do Garrafeira, nunca desde então
reeditado.
Hoje a marca Cartuxa representa, em tinto, 440.000 garrafas na versão
normal e 75.000 no Reserva, com os EUA, Brasil e Angola a serem os
principais mercados. O Reserva agora provado resulta de um lote de
Alicante Bouschet (que representa um pouco mais de 50%) e Aragonês
mas, noutras edições, já incorporou Trincadeira e Alfrocheiro. Desde
2005 tem sido editado anualmente.
http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/2008_e_ano_pera-manca_13439
João Paulo Martins
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ontém às 19:21Assim decidiram na Fundação Eugénio de Almeida, após
quatro anos de espera. Os muitos apreciadores aplaudem a decisão e
(provavelmente) prefeririam não estar em crise para lhe poderem chegar
mais facilmente. No "forno" ficou o 2010, à espera de futura sentença.
Acaba de ser apresentado na adega da Cartuxa a nova edição do mais
emblemático tinto da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), o Pêra-Manca
tinto de 2008. Ao contrário do branco que tem edição anual, o tinto só
sai para o mercado quando se considera que tem o padrão de excelência
que agrada à equipa técnica da Fundação. O momento foi aproveitado
para a apresentação de outros novos vinhos da casa: os dois Scala
Coeli, branco e tinto, e o Cartuxa tinto Reserva.
A marca Pêra-Manca é muito antiga mas, em boa verdade, a história
moderna deste vinho começa em 1990, quatro anos após ter surgido no
mercado o primeiro vinho da FEA, o Cartuxa. E logo na primeira edição
o Pêra-Manca surgiu em branco e tinto. A escolha do vinhedo recaiu em
três parcelas, duas de Aragonês e uma de Trincadeira e deste então tem
sido sempre esta a origem das uvas, apenas variando a percentagem de
cada uma das castas. Até por isto mesmo o Pêra-Manca acaba por ser um
bom representante do clássico tinto alentejano, já que estas duas
variedades são as que melhor se encaixam no conceito de "tradicional
alentejano". Nesta edição de 2008, a Trincadeira entra em 52% do lote.
A fermentação decorre em balseiros de madeira e depois o vinho passa
por um estágio em tonel, não já os clássicos tonéis antigos de
madeiras exóticas brasileiras existentes na adega, mas grandes tonéis
de fabrico recente que, diz-nos Pedro Baptista, enólogo, "esperamos
que façam à volta de 12 vindimas". Após 18 meses de estágio seguem-se
mais 24 meses (ou um pouco mais) de estágio em garrafa nas caves do
convento da Cartuxa que reúne muito boas condições de temperatura. A
decisão sobre se o vinho é ou não Pêra-Manca é tomada na altura do
engarrafamento e é por isso que Pedro Baptista já está a pensar no
2010, provavelmente o próximo a sair para o mercado. Tal como o
anterior (2007) desta nova edição fizeram-se 31.000 garrafas. "É
difícil sair desta média porque as parcelas não dão mais, a produção
ronda quase sempre os 40 hl/hectare", afirmou.
O vinho mostra-se fechado no aroma, denso, frutos pretos bem maduros,
notas de chá preto, tabaco, tudo com extrema finura. Muito texturado,
concentrado e rico, acidez perfeita, final longo, elegante e com muita
complexidade. Um belo vinho, sem dúvida.
De 1982 para cá
As primeiras vinhas plantadas e ainda activas datam de 1982. À data
existia uma velha vinha ainda plantada pelo Conde Vilalva mas foi
arrancada em 2000, produzia pouco e mal, dizem-nos. A segunda grande
plantação foi em 1998 e de então para cá têm-se feito replantações,
num programa anual sistemático. É também nessas novas plantações que a
FEA se tem aventurado por castas nunca antes plantadas e que, em
alguns casos, podemos encontrar nos vinhos Scala Coeli brancos (onde
já encontrámos o Viognier, o Alvarinho e agora o Sauvignon Blanc),
estando outras à espera de vez, como o Encruzado, Viosinho, Petit
Manseng (do Jurançon e Languedoc), Vermentino (da Sardenha e Liguria)
e Semillon (Bordéus). É de resto a ideia que presidiu à colecção Scala
Coeli, apresentar castas pouco habituais no Alentejo. Nos tintos este
ano repete-se o Syrah, (o vinho de 2010 foi já provado na Revista de
Vinhos de Outubro, tendo obtido 17 pontos), uma variedade que "nunca
produz mal, é sempre Bom ou Muito Bom", diz Pedro Baptista. Mas poderá
ainda aparecer Petit Verdot ou Alfrocheiro, por exemplo.
Além do ícone Pêra-Manca, a grande bandeira da FEA é a marca Cartuxa,
que tem versões em branco, tinto e tinto Reserva. Em 1987 fez-se
aquilo a poderemos chamar o "primeiro Pêra-Manca avant la lettre", um
Cartuxa Garrafeira que acabou por se produzir apenas uma vez, porque
entretanto a marca Pêra-Manca foi oferecida à FEA e passou a ser usada
para o topo de gama. Foi a "morte" do Garrafeira, nunca desde então
reeditado.
Hoje a marca Cartuxa representa, em tinto, 440.000 garrafas na versão
normal e 75.000 no Reserva, com os EUA, Brasil e Angola a serem os
principais mercados. O Reserva agora provado resulta de um lote de
Alicante Bouschet (que representa um pouco mais de 50%) e Aragonês
mas, noutras edições, já incorporou Trincadeira e Alfrocheiro. Desde
2005 tem sido editado anualmente.
http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/2008_e_ano_pera-manca_13439
Português na Califórnia já tem vinho
Home \ Notícias \ Português na Califórnia já tem vinho
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ontém às 15:04Manuel Pires é um empresário português radicado nos
Estados Unidos há já umas décadas. Fez fortuna e comprou terra na
Califórnia, incluindo vinha. O primeiro vinho chama-se Gandona e
obteve boas classificações.
A marca chama-se Gandona e acabou de chegar às revistas americanas da
especialidade. Wine Enthusiast e Wine Spectator já o provaram e…
gostaram. Na primeira revista, o Gandona Cabernet Sauvignon 2009
obteve 97 pontos. O provador, Steve Heimoff, diz que o consumidor
deverá guardar o vinho 10 anos, porque está ainda cheio de taninos.
Quanto à Wine Spectator, deu-lhe uma pontuação menor: 93 pontos. James
Laube considerou-o também um vinho "musculado".
Foi uma boa estreia para Manuel Pires, que tem também Touriga Nacional
no seu encepamento de Pritchard Hill, no Vale de Napa, em terra
adquirida em 2006. O preço do primeiro vinho Gandona? 190 dólares por
botelha (146 euros). Este, convenhamos, é outro mundo…
http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/portugues_na_california_ja_tem_vinho_13443
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ontém às 15:04Manuel Pires é um empresário português radicado nos
Estados Unidos há já umas décadas. Fez fortuna e comprou terra na
Califórnia, incluindo vinha. O primeiro vinho chama-se Gandona e
obteve boas classificações.
A marca chama-se Gandona e acabou de chegar às revistas americanas da
especialidade. Wine Enthusiast e Wine Spectator já o provaram e…
gostaram. Na primeira revista, o Gandona Cabernet Sauvignon 2009
obteve 97 pontos. O provador, Steve Heimoff, diz que o consumidor
deverá guardar o vinho 10 anos, porque está ainda cheio de taninos.
Quanto à Wine Spectator, deu-lhe uma pontuação menor: 93 pontos. James
Laube considerou-o também um vinho "musculado".
Foi uma boa estreia para Manuel Pires, que tem também Touriga Nacional
no seu encepamento de Pritchard Hill, no Vale de Napa, em terra
adquirida em 2006. O preço do primeiro vinho Gandona? 190 dólares por
botelha (146 euros). Este, convenhamos, é outro mundo…
http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/portugues_na_california_ja_tem_vinho_13443
Previsão de 20% de quebra na produção de azeitona em Trás-os-Montes e Alto Douro
Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
A campanha da apanha da azeitona já começou na região de
Trás-os-Montes e é marcada por uma quebra significativa na produção.
O presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto
Douro garante que a qualidade se mantém, mas em termos de quantidade a
redução atinge os 20 por cento em relação ao ano passado.
"Em termos de qualidade vai ser um ano muito interessante. Em termos
de quantidade estimamos uma quebra que começou em Maio com calores
elevados. Contamos ter uma descida muito significativa da produção",
realça António Branco.
O responsável defende uma nova estratégia ao nível da comercialização
do azeite.
O objectivo é que o preço faça jus aos prémios mundiais que o ouro
transmontano conquista ano após ano."Este é um ano atípico, houve um
aumento do preço tendo em conta as previsões de menor quantidade, já
há uma grande descida neste momento.
No entanto, mesmo que haja uma subida na ordem dos 20 por cento isso
não é suficiente, porque azeite que nós produzidos deveria ser
produzido a um preço que valorizasse a sua qualidade e isso não
acontece", acrescenta António Branco.
O presidente da Associação de Olivicultores considera, ainda, que a
folha da oliveira deveria ser classificada como um sub produto e não
como um resíduo, o que encarece os custos dos lagares.
Rádio Brigantia - 23.10.2012
http://www.portaldoazeite.com/2012/10/20-de-quebra-na-producao-de-azeitona-em.html
A campanha da apanha da azeitona já começou na região de
Trás-os-Montes e é marcada por uma quebra significativa na produção.
O presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto
Douro garante que a qualidade se mantém, mas em termos de quantidade a
redução atinge os 20 por cento em relação ao ano passado.
"Em termos de qualidade vai ser um ano muito interessante. Em termos
de quantidade estimamos uma quebra que começou em Maio com calores
elevados. Contamos ter uma descida muito significativa da produção",
realça António Branco.
O responsável defende uma nova estratégia ao nível da comercialização
do azeite.
O objectivo é que o preço faça jus aos prémios mundiais que o ouro
transmontano conquista ano após ano."Este é um ano atípico, houve um
aumento do preço tendo em conta as previsões de menor quantidade, já
há uma grande descida neste momento.
No entanto, mesmo que haja uma subida na ordem dos 20 por cento isso
não é suficiente, porque azeite que nós produzidos deveria ser
produzido a um preço que valorizasse a sua qualidade e isso não
acontece", acrescenta António Branco.
O presidente da Associação de Olivicultores considera, ainda, que a
folha da oliveira deveria ser classificada como um sub produto e não
como um resíduo, o que encarece os custos dos lagares.
Rádio Brigantia - 23.10.2012
http://www.portaldoazeite.com/2012/10/20-de-quebra-na-producao-de-azeitona-em.html
Vinhos portugueses no Brasil representam 29 ME de exportações
24-10-2012
Paulo Portas considera que se o Governo do Brasil não tivesse
desistido de impor uma cláusula de salvaguarda sobre os vinhos
importados isso seria negativo para os vinhos nacionais e «uma má
noticia» para as nossas empresas exportadoras.
«Corremos riscos, fizemos a defesa adequada, esses riscos estão
eliminados e são 29 milhões de euros de exportações que ficam
defendidos» É assim que Paulo Portas, ministro de Estado e dos
Negócios Estrangeiros, em conferência de imprensa, classifica o
encerramento da investigação brasileira para uma eventual aplicação de
medidas de salvaguarda aos vinhos importados.
Em causa estaria a criação de uma sobretaxa que aumentava os direitos
alfandegários de 27 para os 55 por cento, «o que matava o negócio»,
segundo Portas, ou a criação de um regime de quotas que limitava o
crescimento das exportações portuguesas para o mercado brasileiro o
que «lesava» as exportações.
«Os vinhos representam 24 milhões de euros (ME) de exportações para o
Brasil se falarmos de vinhos finos. Esse valor sobe para 29 ME se
incluirmos os vinhos licorosos», afirmou o governante. Nesse sentido,
e dado que «Portugal é um dos maiores exportadores do mundo para o
mercado brasileiro» o que «significa que ele é determinante para as
nossas empresas exportadoras quer para o que já está a fazer quer para
o crescimento do respectivo mercado».
Para Paulo Portas um desfecho negativo desta investigação seria «uma
lesão relevante» para as exportações nacionais. «Uma má noticia sobre
os vinhos portugueses, neste momento, significava uma lesão relevante
para as nossas empresas exportadoras e para um dos produtos mais
emblemáticos de Portugal», ressalvou.
Tendo aproveitado a ocasião para destacar o papel de relevo do Governo
e das instituições ligadas aos vinhos nacionais no decorrer deste
processo, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou ainda que o
melhor aliado na defesa dos vinhos nacionais foi o próprio consumidor
brasileiro.
Fonte: Jornal de Negócios
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44899.aspx
Paulo Portas considera que se o Governo do Brasil não tivesse
desistido de impor uma cláusula de salvaguarda sobre os vinhos
importados isso seria negativo para os vinhos nacionais e «uma má
noticia» para as nossas empresas exportadoras.
«Corremos riscos, fizemos a defesa adequada, esses riscos estão
eliminados e são 29 milhões de euros de exportações que ficam
defendidos» É assim que Paulo Portas, ministro de Estado e dos
Negócios Estrangeiros, em conferência de imprensa, classifica o
encerramento da investigação brasileira para uma eventual aplicação de
medidas de salvaguarda aos vinhos importados.
Em causa estaria a criação de uma sobretaxa que aumentava os direitos
alfandegários de 27 para os 55 por cento, «o que matava o negócio»,
segundo Portas, ou a criação de um regime de quotas que limitava o
crescimento das exportações portuguesas para o mercado brasileiro o
que «lesava» as exportações.
«Os vinhos representam 24 milhões de euros (ME) de exportações para o
Brasil se falarmos de vinhos finos. Esse valor sobe para 29 ME se
incluirmos os vinhos licorosos», afirmou o governante. Nesse sentido,
e dado que «Portugal é um dos maiores exportadores do mundo para o
mercado brasileiro» o que «significa que ele é determinante para as
nossas empresas exportadoras quer para o que já está a fazer quer para
o crescimento do respectivo mercado».
Para Paulo Portas um desfecho negativo desta investigação seria «uma
lesão relevante» para as exportações nacionais. «Uma má noticia sobre
os vinhos portugueses, neste momento, significava uma lesão relevante
para as nossas empresas exportadoras e para um dos produtos mais
emblemáticos de Portugal», ressalvou.
Tendo aproveitado a ocasião para destacar o papel de relevo do Governo
e das instituições ligadas aos vinhos nacionais no decorrer deste
processo, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou ainda que o
melhor aliado na defesa dos vinhos nacionais foi o próprio consumidor
brasileiro.
Fonte: Jornal de Negócios
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44899.aspx
terça-feira, 23 de outubro de 2012
A autarquia de Castelo de Vide doa azeitona dos olivais municipais à Cáritas para apoiar familias carenciadas
Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
A Câmara de Castelo de Vide decidiu, pelo terceiro ano consecutivo,
ceder à Cáritas local a azeitona dos olivais, propriedade do
município, para apoiar as famílias carenciadas do concelho.
De acordo com o vereador António Pita, em causa está a azeitona das
oliveiras do Olival da Mealhada, do Parque 25 de Abril e, se
necessário das existentes junto às escolas de Castelo de Vide.
Ao todo serão beneficiadas, cerca de uma dezena de famílias, que para
beneficiarem do azeite obtido através da transformação da azeitona,
terão obrigatoriamente que participar na apanha.
Rádio Portalegre - 23.10.2012
http://www.portaldoazeite.com/2012/10/a-autarquia-de-castelo-de-vide-doa.html
A Câmara de Castelo de Vide decidiu, pelo terceiro ano consecutivo,
ceder à Cáritas local a azeitona dos olivais, propriedade do
município, para apoiar as famílias carenciadas do concelho.
De acordo com o vereador António Pita, em causa está a azeitona das
oliveiras do Olival da Mealhada, do Parque 25 de Abril e, se
necessário das existentes junto às escolas de Castelo de Vide.
Ao todo serão beneficiadas, cerca de uma dezena de famílias, que para
beneficiarem do azeite obtido através da transformação da azeitona,
terão obrigatoriamente que participar na apanha.
Rádio Portalegre - 23.10.2012
http://www.portaldoazeite.com/2012/10/a-autarquia-de-castelo-de-vide-doa.html
Lidl vai vender Maçã de Alcobaça todo o ano
Por Ana Patrícia Alves
23 de Outubro - 2012
A cadeia de distribuição Lidl está a apostar na Maçã de Alcobaça e
acaba de estabelecer um protocolo de parceria com Associação de
Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA) para abastecer a cadeia de lojas
durante todo o ano.
O Hípersuper avança que, a APMA lançou uma nova imagem e nova
assinatura "Maçã Alcobaça" para aumentar a notoriedade do produto nas
lojas Lidl.
A Associação sublinha que, "as quantidades previstas para a atual
campanha são superiores a 25 milhões de maçã certificadas, que
correspondem a mais de 33 mil dias de trabalho gerados na região
Oeste, nos respetivos processos de produção, colheita, conservação,
normalização e distribuição".
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6732&bl=1
23 de Outubro - 2012
A cadeia de distribuição Lidl está a apostar na Maçã de Alcobaça e
acaba de estabelecer um protocolo de parceria com Associação de
Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA) para abastecer a cadeia de lojas
durante todo o ano.
O Hípersuper avança que, a APMA lançou uma nova imagem e nova
assinatura "Maçã Alcobaça" para aumentar a notoriedade do produto nas
lojas Lidl.
A Associação sublinha que, "as quantidades previstas para a atual
campanha são superiores a 25 milhões de maçã certificadas, que
correspondem a mais de 33 mil dias de trabalho gerados na região
Oeste, nos respetivos processos de produção, colheita, conservação,
normalização e distribuição".
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6732&bl=1
França rejeita estudo sobre milho transgénico
Por Ana Patrícia Alves
23 de Outubro - 2012
O Conselho Superior de Biotecnologia Francês rejeitou as conclusões de
um estudo realizado por uma universidade francesa que relaciona um
aumento da ocorrência de tumores em ratos com a alimentação com milho
geneticamente modificado, fabricado pela Monsanto, avança o portal
revista Globo Rural.
O portal avança que a equipa independente que aconselha o governo
francês, disse que o estudo não foi capaz de provar a relação causal
entre o aumento da taxa de tumores e a alimentação com o milho
geneticamente modificado por causa de falhas no método de pesquisa. "O
comité científico do conselho concluiu que o estudo não traz
informações científicas capazes de sustentar a identificação de um
risco sanitário", afirmou o órgão, recomendando uma investigação mais
aprofundada.
O estudo foi lançado no mês passado, juntamente com fotos de ratos de
laboratório que mostram enormes deformidades apresentadas como
tumores. A Monsanto negou a veracidade dos resultados da pesquisa.
A França tem confrontado os parceiros da União Europeia sobre outra
variedade de milho geneticamente modificado da Monsanto. As
autoridades francesas têm bloqueado a sua utilização, mesmo sendo
autorizada no resto da União Europeia, apesar do Conseil d'Etat,
principal tribunal administrativo francês, ordenar o fim da proibição.
Na Europa, muitos consumidores continuam céticos sobre o uso de
organismos geneticamente modificados.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6733&bl=1
23 de Outubro - 2012
O Conselho Superior de Biotecnologia Francês rejeitou as conclusões de
um estudo realizado por uma universidade francesa que relaciona um
aumento da ocorrência de tumores em ratos com a alimentação com milho
geneticamente modificado, fabricado pela Monsanto, avança o portal
revista Globo Rural.
O portal avança que a equipa independente que aconselha o governo
francês, disse que o estudo não foi capaz de provar a relação causal
entre o aumento da taxa de tumores e a alimentação com o milho
geneticamente modificado por causa de falhas no método de pesquisa. "O
comité científico do conselho concluiu que o estudo não traz
informações científicas capazes de sustentar a identificação de um
risco sanitário", afirmou o órgão, recomendando uma investigação mais
aprofundada.
O estudo foi lançado no mês passado, juntamente com fotos de ratos de
laboratório que mostram enormes deformidades apresentadas como
tumores. A Monsanto negou a veracidade dos resultados da pesquisa.
A França tem confrontado os parceiros da União Europeia sobre outra
variedade de milho geneticamente modificado da Monsanto. As
autoridades francesas têm bloqueado a sua utilização, mesmo sendo
autorizada no resto da União Europeia, apesar do Conseil d'Etat,
principal tribunal administrativo francês, ordenar o fim da proibição.
Na Europa, muitos consumidores continuam céticos sobre o uso de
organismos geneticamente modificados.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6733&bl=1
Bio(lógico)
Isabel Martins
18 de Outubro - 2012
A regulamentação para o vinho biológico veio tornar possível rotular a
produção proveniente de uvas biológicas, algo que até aqui não era
possível.
Como sempre que é publicada legislação inovadora, a falta de consenso
é notória. Há quem considere o novo enquadramento ajustado e há quem o
avalie como pouco exigente, mesmo 'um passo atrás', e esteja já à
espera de novas alterações e ajustamentos.
Discussão à parte, é preciso abandonar fundamentalismos. A viticultura
sustentável é uma prática cada vez mais enraizada no nosso país. O
enrelvamento entre linhas banalizou-se, técnicas de conservação de
solo são cada vez mais utilizadas e, nem que seja por motivações
económicas, a quantidade de agroquímicos, em especial de herbicidas,
utilizados é reduzida ao mínimo indispensável.
Os viticultores estão a fazer o seu caminho para diminuir impactes
ambientais e tornar a atividade cada vez mais responsável
ambientalmente. É um percurso que levará o seu tempo, mas que parece
ser incontornável. Como é óbvio, tudo isto tem de encaixar no objetivo
final do produtor que é criar um produto final com qualidade e
simultaneamente rentável. E aqui é preciso usar de bom senso para
equilibrar esta dicotomia da viticultura sustentável versus
rentabilidade económica.
As quebras de produtividade iniciais numa vinha biológica rondam os 20
a 30%, mas a experiência revela que o tempo e um maior conhecimento e
domínio das técnicas permitem alcançar produções regulares.
Uma coisa é certa: esqueçam a ideia de que 'o biológico' é deixar a
vinha entregue à natureza e ter pouco trabalho. O bio implica um
elevado nível de sofisticação e profissionalismo e não se compadece
com amadorismos. Encará-lo de ânimo leve pode ser um desastre
vitícola.
http://www.enovitis.com/news.aspx?menuid=55&eid=5514&bl=1
18 de Outubro - 2012
A regulamentação para o vinho biológico veio tornar possível rotular a
produção proveniente de uvas biológicas, algo que até aqui não era
possível.
Como sempre que é publicada legislação inovadora, a falta de consenso
é notória. Há quem considere o novo enquadramento ajustado e há quem o
avalie como pouco exigente, mesmo 'um passo atrás', e esteja já à
espera de novas alterações e ajustamentos.
Discussão à parte, é preciso abandonar fundamentalismos. A viticultura
sustentável é uma prática cada vez mais enraizada no nosso país. O
enrelvamento entre linhas banalizou-se, técnicas de conservação de
solo são cada vez mais utilizadas e, nem que seja por motivações
económicas, a quantidade de agroquímicos, em especial de herbicidas,
utilizados é reduzida ao mínimo indispensável.
Os viticultores estão a fazer o seu caminho para diminuir impactes
ambientais e tornar a atividade cada vez mais responsável
ambientalmente. É um percurso que levará o seu tempo, mas que parece
ser incontornável. Como é óbvio, tudo isto tem de encaixar no objetivo
final do produtor que é criar um produto final com qualidade e
simultaneamente rentável. E aqui é preciso usar de bom senso para
equilibrar esta dicotomia da viticultura sustentável versus
rentabilidade económica.
As quebras de produtividade iniciais numa vinha biológica rondam os 20
a 30%, mas a experiência revela que o tempo e um maior conhecimento e
domínio das técnicas permitem alcançar produções regulares.
Uma coisa é certa: esqueçam a ideia de que 'o biológico' é deixar a
vinha entregue à natureza e ter pouco trabalho. O bio implica um
elevado nível de sofisticação e profissionalismo e não se compadece
com amadorismos. Encará-lo de ânimo leve pode ser um desastre
vitícola.
http://www.enovitis.com/news.aspx?menuid=55&eid=5514&bl=1
Ambiente: UE celebra 20 anos do LIFE e de protecção da Natureza
Uma dupla comemoração em Genk, na Bélgica, ontem à noite, marcou o
20.º aniversário de duas pedras basilares da política ambiental da
União Europeia. Passaram-se vinte anos desde que a UE adoptou a
Directiva Habitats, um dos dois alicerces da Natura 2000, a rede
europeia de zonas protegidas. O LIFE, o instrumento da UE de
financiamento para o ambiente, está também a celebrar 20 anos.
Discursando numa cerimónia comemorativa do evento, o Comissário
responsável pela pasta do Ambiente, Janez Potocnik, declarou:
«Abarcando mais de 26 000 sítios e quase um quinto do nosso território
terrestre, com zonas marinhas significativas, a Natura 2000 é a maior
rede coordenada de zonas protegidas do mundo. Este feito
extraordinário, devemo-lo à Directiva Habitats. Também o programa LIFE
se revelou um grande sucesso. Ao longo dos últimos 20 anos, dedicou-se
a cerca de 400 espécies, muitas das quais alcançaram já um estado de
conservação favorável. Todos os Europeus podem sentir orgulho nestes
resultados.»
A Directiva Habitats representa a mais ambiciosa iniciativa jamais
lançada a favor da conservação da biodiversidade da Europa. Os
governos da União Europeia adoptaram este ato legislativo em 1992, em
meio a uma inquietação crescente perante a perda acelerada da
biodiversidade. Juntamente com a Directiva Aves, define o quadro da
conservação da Natureza em toda a União, a uma escala verdadeiramente
europeia. Protege mais de 1000 espécies animais e vegetais e mais de
200 tipos de habitat, incluindo florestas, prados e zonas húmidas, com
importância europeia em termos de conservação.
Um resultado directo da legislação é a Natura 2000, uma rede ecológica
pan-europeia de sítios protegidos destinada a proteger espécies e
habitats no seu ambiente natural em toda a União. A rede, que está já
quase completa, abrange uma área equivalente ao conjunto da Alemanha,
da Polónia e da República Checa. Os sítios Natura 2000 não se limitam
a reservas naturais, antes se baseiam num conceito muito mais amplo de
conservação e utilização sustentável – zonas onde o homem trabalha
lado a lado com a Natureza.
O LIFE, o fundo da UE para o ambiente, contribuiu já com mais de 1,2
mil milhões de euros para a gestão e a restauração de mais de 2000
sítios Natura 2000 em toda a UE. Ao longo dos últimos 20 anos, as duas
secções do fundo – LIFE Natureza e LIFE Política e Governação
Ambiental – co-financiaram 3 685 projectos no montante de 2,8 mil
milhões de euros do orçamento da União. Por sua vez, a sua confiança
naquelas iniciativas e o apoio que lhes concedeu potenciaram 3,8 mil
milhões de euros para uma miríade de programas destinados a beneficiar
o ambiente e a comunicar aqueles feitos a uma audiência mais numerosa.
Contexto
A rede Natura 2000 inclui mais de 26 000 sítios. Alguns localizam-se
em zonas remotas mas, na sua maioria, formam parte integrante do nosso
espaço rural e contêm uma série de diferentes habitats, zonas-tampão e
outros elementos da paisagem. A Natura 2000 cuida das zonas da Europa
com elevado valor em termos de biodiversidade, mas também apoia os
meios de subsistência de agricultores, silvicultores, pescadores e
outros utentes que residem nessas zonas e velam por este capital
natural de importância decisiva. Os investimentos na Natura 2000 têm
grande potencial de contributo para um crescimento sustentável e para
a criação de emprego, especialmente em zonas rurais e menos
desenvolvidas. Assegurar ecossistemas saudáveis por intermédio da
gestão da Natura 2000 contribui igualmente para os objectivos de
atenuação das alterações climáticas e de adaptação aos seus efeitos.
O nome LIFE é o acrónimo da expressão francesa l'instrument financier
pour l'environnement (o instrumento financeiro para o ambiente). Vão
ter lugar este ano mais de 300 eventos sob o lema «20.º aniversário do
LIFE», organizados por projectos LIFE passados e presentes. Os eventos
de divulgação vão desde um campo de Páscoa LIFE para crianças (em
Espanha) e uma feira regional de flores (na Grécia) a um concerto de
rãs ao luar (na Alemanha). Para outras informações sobre os mais de
300 eventos LIFE, consultar o calendário do 20.º aniversário.
Fonte: Comissão Europeia
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23i.htm
20.º aniversário de duas pedras basilares da política ambiental da
União Europeia. Passaram-se vinte anos desde que a UE adoptou a
Directiva Habitats, um dos dois alicerces da Natura 2000, a rede
europeia de zonas protegidas. O LIFE, o instrumento da UE de
financiamento para o ambiente, está também a celebrar 20 anos.
Discursando numa cerimónia comemorativa do evento, o Comissário
responsável pela pasta do Ambiente, Janez Potocnik, declarou:
«Abarcando mais de 26 000 sítios e quase um quinto do nosso território
terrestre, com zonas marinhas significativas, a Natura 2000 é a maior
rede coordenada de zonas protegidas do mundo. Este feito
extraordinário, devemo-lo à Directiva Habitats. Também o programa LIFE
se revelou um grande sucesso. Ao longo dos últimos 20 anos, dedicou-se
a cerca de 400 espécies, muitas das quais alcançaram já um estado de
conservação favorável. Todos os Europeus podem sentir orgulho nestes
resultados.»
A Directiva Habitats representa a mais ambiciosa iniciativa jamais
lançada a favor da conservação da biodiversidade da Europa. Os
governos da União Europeia adoptaram este ato legislativo em 1992, em
meio a uma inquietação crescente perante a perda acelerada da
biodiversidade. Juntamente com a Directiva Aves, define o quadro da
conservação da Natureza em toda a União, a uma escala verdadeiramente
europeia. Protege mais de 1000 espécies animais e vegetais e mais de
200 tipos de habitat, incluindo florestas, prados e zonas húmidas, com
importância europeia em termos de conservação.
Um resultado directo da legislação é a Natura 2000, uma rede ecológica
pan-europeia de sítios protegidos destinada a proteger espécies e
habitats no seu ambiente natural em toda a União. A rede, que está já
quase completa, abrange uma área equivalente ao conjunto da Alemanha,
da Polónia e da República Checa. Os sítios Natura 2000 não se limitam
a reservas naturais, antes se baseiam num conceito muito mais amplo de
conservação e utilização sustentável – zonas onde o homem trabalha
lado a lado com a Natureza.
O LIFE, o fundo da UE para o ambiente, contribuiu já com mais de 1,2
mil milhões de euros para a gestão e a restauração de mais de 2000
sítios Natura 2000 em toda a UE. Ao longo dos últimos 20 anos, as duas
secções do fundo – LIFE Natureza e LIFE Política e Governação
Ambiental – co-financiaram 3 685 projectos no montante de 2,8 mil
milhões de euros do orçamento da União. Por sua vez, a sua confiança
naquelas iniciativas e o apoio que lhes concedeu potenciaram 3,8 mil
milhões de euros para uma miríade de programas destinados a beneficiar
o ambiente e a comunicar aqueles feitos a uma audiência mais numerosa.
Contexto
A rede Natura 2000 inclui mais de 26 000 sítios. Alguns localizam-se
em zonas remotas mas, na sua maioria, formam parte integrante do nosso
espaço rural e contêm uma série de diferentes habitats, zonas-tampão e
outros elementos da paisagem. A Natura 2000 cuida das zonas da Europa
com elevado valor em termos de biodiversidade, mas também apoia os
meios de subsistência de agricultores, silvicultores, pescadores e
outros utentes que residem nessas zonas e velam por este capital
natural de importância decisiva. Os investimentos na Natura 2000 têm
grande potencial de contributo para um crescimento sustentável e para
a criação de emprego, especialmente em zonas rurais e menos
desenvolvidas. Assegurar ecossistemas saudáveis por intermédio da
gestão da Natura 2000 contribui igualmente para os objectivos de
atenuação das alterações climáticas e de adaptação aos seus efeitos.
O nome LIFE é o acrónimo da expressão francesa l'instrument financier
pour l'environnement (o instrumento financeiro para o ambiente). Vão
ter lugar este ano mais de 300 eventos sob o lema «20.º aniversário do
LIFE», organizados por projectos LIFE passados e presentes. Os eventos
de divulgação vão desde um campo de Páscoa LIFE para crianças (em
Espanha) e uma feira regional de flores (na Grécia) a um concerto de
rãs ao luar (na Alemanha). Para outras informações sobre os mais de
300 eventos LIFE, consultar o calendário do 20.º aniversário.
Fonte: Comissão Europeia
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23i.htm
Banco Mundial diz que tem apoiado agricultura de "forma integral" em Moçambique
14:43 Terça feira, 23 de outubro de 2012
Maputo, 23 out (Lusa) - O Banco Mundial garante que a instituição tem
apoiado de "forma integral" o setor agrícola em Moçambique,
minimizando as críticas do Governo moçambicano, que considera que o
grupo financeiro "nunca" investiu na agricultura.
Desde que Moçambique aderiu ao Grupo de Bretton Woods, em 1984,
recebeu mais de quatro mil milhões de dólares (três mil milhões de
euros) em investimentos, e, de 1991 até agora, o setor agrícola
beneficiou diretamente de financiamento na ordem de 230 milhões de
dólares (177 milhões de euros), segundo estimativas do Banco Mundial.
Um recente relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2013, do Banco
Mundial, descreve a agricultura em Moçambique como "a origem de grande
parte da pobreza moçambicana".
http://expresso.sapo.pt/banco-mundial-diz-que-tem-apoiado-agricultura-de-forma-integral-em-mocambique=f761646
Maputo, 23 out (Lusa) - O Banco Mundial garante que a instituição tem
apoiado de "forma integral" o setor agrícola em Moçambique,
minimizando as críticas do Governo moçambicano, que considera que o
grupo financeiro "nunca" investiu na agricultura.
Desde que Moçambique aderiu ao Grupo de Bretton Woods, em 1984,
recebeu mais de quatro mil milhões de dólares (três mil milhões de
euros) em investimentos, e, de 1991 até agora, o setor agrícola
beneficiou diretamente de financiamento na ordem de 230 milhões de
dólares (177 milhões de euros), segundo estimativas do Banco Mundial.
Um recente relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2013, do Banco
Mundial, descreve a agricultura em Moçambique como "a origem de grande
parte da pobreza moçambicana".
http://expresso.sapo.pt/banco-mundial-diz-que-tem-apoiado-agricultura-de-forma-integral-em-mocambique=f761646
Ministério falha o cadastro rústico
De acordo com teor da entrevista ao secretário de Estado das Florestas
e do Desenvolvimento Rural, ontem publicada no "Público", a Acréscimo
lamenta o retrocesso do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente
e do Ordenamento do Território (MAMAOT), no que respeita à realização
do cadastro rústico em Portugal.
O cadastro é estruturante para o País, fundamental para a prossecução
de políticas de ordenamento do território, mas também essencial à
concretização das medidas e dos instrumentos de política florestal.
Efetivamente, a conclusão e atualização do cadastro da propriedade
rústica, sobretudo em explorações com superfícies florestais é
considerada ação prioritária, conforme o disposto na alínea f) do
art.º 21.º da Lei n.º 33/96 – Lei de Bases da Política Florestal.
Importa realçar que o secretário de Estado chegou a afirmar
publicamente, em abril último, ser fundamental possuir um cadastro da
propriedade pública. Um país que não conhece o seu território sente
muito mais dificuldades em geri-lo e em atuar contra as adversidades.
Mais, o secretário de Estado Daniel Campelo, frisou ser inadmissível
que não exista um cadastro de propriedade rústica, concluindo que se
esta proposta não for desenvolvida nestes quatro anos será considerado
um falhanço.
Ora ontem, ao Público, o mesmo secretário de Estado, meio ano volvido,
afirma: Espero que este governo consiga, pelo menos, dar início a esse
processo.
Lamenta-se assim o assumido falhanço do MAMAOT.
Lisboa, 22 de outubro de 2012
A Direção da Acréscimo
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23m.htm
e do Desenvolvimento Rural, ontem publicada no "Público", a Acréscimo
lamenta o retrocesso do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente
e do Ordenamento do Território (MAMAOT), no que respeita à realização
do cadastro rústico em Portugal.
O cadastro é estruturante para o País, fundamental para a prossecução
de políticas de ordenamento do território, mas também essencial à
concretização das medidas e dos instrumentos de política florestal.
Efetivamente, a conclusão e atualização do cadastro da propriedade
rústica, sobretudo em explorações com superfícies florestais é
considerada ação prioritária, conforme o disposto na alínea f) do
art.º 21.º da Lei n.º 33/96 – Lei de Bases da Política Florestal.
Importa realçar que o secretário de Estado chegou a afirmar
publicamente, em abril último, ser fundamental possuir um cadastro da
propriedade pública. Um país que não conhece o seu território sente
muito mais dificuldades em geri-lo e em atuar contra as adversidades.
Mais, o secretário de Estado Daniel Campelo, frisou ser inadmissível
que não exista um cadastro de propriedade rústica, concluindo que se
esta proposta não for desenvolvida nestes quatro anos será considerado
um falhanço.
Ora ontem, ao Público, o mesmo secretário de Estado, meio ano volvido,
afirma: Espero que este governo consiga, pelo menos, dar início a esse
processo.
Lamenta-se assim o assumido falhanço do MAMAOT.
Lisboa, 22 de outubro de 2012
A Direção da Acréscimo
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23m.htm
Europa pode cortar 125 milhões por ano na ajuda alimentar
Bancos alimentares
23.10.2012 - 17:03 Por Ana Cristina Pereira
Votar | 3 votos 10 de 18 notícias em Sociedade« anteriorseguinte »
Apoio da Comissão Europeia ajuda os bancos alimentares (Foto: Rui Gaudêncio)
Portugal e outros estados-membros vão poder receber menos ajuda da
Comissão Europeia. O Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a
Carenciados vai desaparecer. Em vez dele, a Europa propõe um fundo que
deverá ter menos dinheiro para distribuir por mais países.
Há dois anos, na sequência de uma decisão do Tribunal de Justiça
Europeu, a Alemanha, o Reino Unido, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda e
a República Checa tentaram impedir a saída de verbas da Política
Agrícola Comum para a ajuda alimentar. O programa acaba no próximo ano
que, desde 1987, tem garantido o escoamento dos excedentes agrícolas.
A partir de 2014, essa responsabilidade passa para a Acção Social.
Segundo Isabel Jonet, presidente da Federação Europeia de Bancos
Alimentares, a proposta que está em cima da mesa prevê uma "dotação
orçamental bastante inferior": 2,5 mil milhões a dividir por sete
anos, o que dá cerca de 375 milhões de euros por ano – o programa
actual gere 500 milhões. E essa verba será distribuída pelos 27 países
da União e não apenas por alguns, como agora acontece.
Isabel Jonet está expectante, confessa ao PÚBLICO. A proposta será
discutida e votada no próximo dia 23 de Novembro pelos chefes de
Estado ou de governo.
No próximo ano, Portugal ainda deverá receber 19 milhões de euros. Mas
não se sabe quanto receberá em 2014 e daí para a frente. A presidente
do Banco Alimentar supõe que o corte seja "proporcional".
http://www.publico.pt/Sociedade/europa-pode-cortar-125-milhoes-por-ano-na-ajuda-alimentar--1568474
23.10.2012 - 17:03 Por Ana Cristina Pereira
Votar | 3 votos 10 de 18 notícias em Sociedade« anteriorseguinte »
Apoio da Comissão Europeia ajuda os bancos alimentares (Foto: Rui Gaudêncio)
Portugal e outros estados-membros vão poder receber menos ajuda da
Comissão Europeia. O Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a
Carenciados vai desaparecer. Em vez dele, a Europa propõe um fundo que
deverá ter menos dinheiro para distribuir por mais países.
Há dois anos, na sequência de uma decisão do Tribunal de Justiça
Europeu, a Alemanha, o Reino Unido, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda e
a República Checa tentaram impedir a saída de verbas da Política
Agrícola Comum para a ajuda alimentar. O programa acaba no próximo ano
que, desde 1987, tem garantido o escoamento dos excedentes agrícolas.
A partir de 2014, essa responsabilidade passa para a Acção Social.
Segundo Isabel Jonet, presidente da Federação Europeia de Bancos
Alimentares, a proposta que está em cima da mesa prevê uma "dotação
orçamental bastante inferior": 2,5 mil milhões a dividir por sete
anos, o que dá cerca de 375 milhões de euros por ano – o programa
actual gere 500 milhões. E essa verba será distribuída pelos 27 países
da União e não apenas por alguns, como agora acontece.
Isabel Jonet está expectante, confessa ao PÚBLICO. A proposta será
discutida e votada no próximo dia 23 de Novembro pelos chefes de
Estado ou de governo.
No próximo ano, Portugal ainda deverá receber 19 milhões de euros. Mas
não se sabe quanto receberá em 2014 e daí para a frente. A presidente
do Banco Alimentar supõe que o corte seja "proporcional".
http://www.publico.pt/Sociedade/europa-pode-cortar-125-milhoes-por-ano-na-ajuda-alimentar--1568474
Portas: "Riscos estão eliminados e 29 milhões de euros de exportações ficam defendidos"
Vinhos portugueses no Brasil
23 Outubro 2012 | 16:38
Ana Laranjeiro - alaranjeiro@negocios.pt
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Paulo Portas considera que se o Governo do Brasil não tivesse
desistido de impor uma cláusula de salvaguarda sobre os vinhos
importados isso seria negativo para os vinhos nacionais e "uma má
noticia" para as nossas empresas exportadoras. Veja o vídeo.
"Corremos riscos, fizemos a defesa adequada, esses riscos estão
eliminados e são 29 milhões de euros de exportações que ficam
defendidos."
É assim que Paulo Portas (na foto), ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros (MNE), em conferência de imprensa, classifica o
encerramento da investigação brasileira para uma eventual aplicação de
medidas de salvaguarda aos vinhos importados.
Em causa estaria a criação de uma sobretaxa que aumentava os direitos
alfandegários de 27% para os 55%, "o que matava o negócio", segundo
Portas, ou a criação de um regime de quotas que limitava o crescimento
das exportações portuguesas para o mercado brasileiro o que "lesava"
as exportações.
"Os vinhos representam 24 milhões de euros de exportações para o
Brasil se falarmos de vinhos finos. Esse valor sobe para 29 milhões de
euros se incluirmos os vinhos licorosos", afirmou o governante. Nesse
sentido, e dado que "Portugal é um dos maiores exportadores do mundo
para o mercado brasileiro" o que "significa que ele é determinante
para as nossas empresas exportadoras quer para o que já está a fazer
quer para o crescimento do respectivo mercado".
Para Paulo Portas um desfecho negativo desta investigação seria "uma
lesão relevante" para as exportações nacionais. "Uma má noticia sobre
os vinhos portugueses, neste momento, significava uma lesão relevante
para as nossas empresas exportadoras e para um dos produtos mais
emblemáticos de Portugal", ressalvou.
Tendo aproveitado a ocasião para destacar o papel de relevo do Governo
e das instituições ligadas aos vinhos nacionais no decorrer deste
processo, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou ainda que o
melhor aliado na defesa dos vinhos nacionais foram os próprios
brasileiros. "O nosso melhor aliado foi a opinião pública e o
consumidor brasileiro", destacou.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=585821
23 Outubro 2012 | 16:38
Ana Laranjeiro - alaranjeiro@negocios.pt
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Paulo Portas considera que se o Governo do Brasil não tivesse
desistido de impor uma cláusula de salvaguarda sobre os vinhos
importados isso seria negativo para os vinhos nacionais e "uma má
noticia" para as nossas empresas exportadoras. Veja o vídeo.
"Corremos riscos, fizemos a defesa adequada, esses riscos estão
eliminados e são 29 milhões de euros de exportações que ficam
defendidos."
É assim que Paulo Portas (na foto), ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros (MNE), em conferência de imprensa, classifica o
encerramento da investigação brasileira para uma eventual aplicação de
medidas de salvaguarda aos vinhos importados.
Em causa estaria a criação de uma sobretaxa que aumentava os direitos
alfandegários de 27% para os 55%, "o que matava o negócio", segundo
Portas, ou a criação de um regime de quotas que limitava o crescimento
das exportações portuguesas para o mercado brasileiro o que "lesava"
as exportações.
"Os vinhos representam 24 milhões de euros de exportações para o
Brasil se falarmos de vinhos finos. Esse valor sobe para 29 milhões de
euros se incluirmos os vinhos licorosos", afirmou o governante. Nesse
sentido, e dado que "Portugal é um dos maiores exportadores do mundo
para o mercado brasileiro" o que "significa que ele é determinante
para as nossas empresas exportadoras quer para o que já está a fazer
quer para o crescimento do respectivo mercado".
Para Paulo Portas um desfecho negativo desta investigação seria "uma
lesão relevante" para as exportações nacionais. "Uma má noticia sobre
os vinhos portugueses, neste momento, significava uma lesão relevante
para as nossas empresas exportadoras e para um dos produtos mais
emblemáticos de Portugal", ressalvou.
Tendo aproveitado a ocasião para destacar o papel de relevo do Governo
e das instituições ligadas aos vinhos nacionais no decorrer deste
processo, o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou ainda que o
melhor aliado na defesa dos vinhos nacionais foram os próprios
brasileiros. "O nosso melhor aliado foi a opinião pública e o
consumidor brasileiro", destacou.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=585821
Só a Califórnia é mais produtiva do que Portugal no tomate
Agricultura
22.10.2012 - 17:15 Por Jorge Talixa
Cerca de 95% da produção nacional destina-se à exportação
(Foto: Joana Freitas)
A produção de tomate em Portugal atingiu 1,2 milhões de toneladas, com
uma produtividade que só é superada pela Califórnia.
Portugal produziu, este ano, cerca de 1,2 milhões de toneladas de
tomate, registando uma produtividade recorde da ordem das 92 toneladas
por hectare, segundo dados divulgados pela Associação dos Industriais
de Tomate (AIT).
A associação adianta que este índice de produção por hectare será o
segundo melhor do Mundo, superado apenas pelo do estado
norte-americano da Califórnia. Ainda assim, nem tudo são rosas para os
operadores do tomate e a AIT diz temer que a próxima reforma da
Política Agrícola Comum (PAC) venha a pôr em causa o crescimento do
sector e até gerar uma queda de 40% na área cultivada. Isto porque as
propostas divulgadas prevêem uma redução de 2100 para 179 euros da
ajuda comunitária por hectare de tomate.
"Se a proposta para a nova PAC for aprovada tal como está, temo que
muitos produtores se afastem e que possamos assistir a uma redução da
produção na ordem dos 40%, o que porá em causa a viabilidade económica
das explorações agrícolas. Uma redução tão forte da actividade porá
mesmo em causa a viabilidade de algumas unidades industriais em
Portugal", afirma Miguel Cambezes, secretário-geral da AIT,
reconhecendo que a campanha recentemente concluída (início de Outubro)
"correu muito acima das expectativas".
O dirigente da AIT acrescenta que a ministra Assunção Cristas já
prometeu aos representantes do sector que vai "lutar pelos interesses
portugueses" na discussão desta matéria em sede de reforma da PAC, mas
a AIT receia que uma alteração drástica como a que foi proposta leve
muitos produtores a abandonarem o cultivo do tomate e conduza "ao
desmantelamento de um dos sectores mais exportadores da agro-indústria
nacional".
É que, de acordo com a AIT, cerca de 95% desta produção (já
transformada) acaba por seguir para exportação e representa um volume
de negócios anual da ordem dos 250 milhões de euros, com um valor
acrescentado bruto (VAB) de 80%.
A indústria transformadora de tomate – mais desenvolvida nas zonas de
regadio do Ribatejo – exporta para 42 países e Portugal é, segundo a
Associação de Industriais, o quinto maior exportador mundial, num
sector que, diz a mesma fonte, será responsável por 6500 postos de
trabalho, directos e indirectos.
Assunção Cristas visitou, há um ano, no início do seu mandato,
explorações agrícolas de tomate da lezíria de Vila Franca de Xira,
realçando o esforço de modernização de muitos agricultores e os
investimentos que têm feito com apoios do Proder (Programa de
Desenvolvimento Rural).
Ainda de acordo com a AIT, na última década foram investidos cerca de
60 milhões de euros na modernização das fábricas portuguesas de
transformação de tomate.
http://economia.publico.pt/Noticia/so-a-california-e-mais-produtiva-do-que-portugal-no-tomate-1568338
22.10.2012 - 17:15 Por Jorge Talixa
Cerca de 95% da produção nacional destina-se à exportação
(Foto: Joana Freitas)
A produção de tomate em Portugal atingiu 1,2 milhões de toneladas, com
uma produtividade que só é superada pela Califórnia.
Portugal produziu, este ano, cerca de 1,2 milhões de toneladas de
tomate, registando uma produtividade recorde da ordem das 92 toneladas
por hectare, segundo dados divulgados pela Associação dos Industriais
de Tomate (AIT).
A associação adianta que este índice de produção por hectare será o
segundo melhor do Mundo, superado apenas pelo do estado
norte-americano da Califórnia. Ainda assim, nem tudo são rosas para os
operadores do tomate e a AIT diz temer que a próxima reforma da
Política Agrícola Comum (PAC) venha a pôr em causa o crescimento do
sector e até gerar uma queda de 40% na área cultivada. Isto porque as
propostas divulgadas prevêem uma redução de 2100 para 179 euros da
ajuda comunitária por hectare de tomate.
"Se a proposta para a nova PAC for aprovada tal como está, temo que
muitos produtores se afastem e que possamos assistir a uma redução da
produção na ordem dos 40%, o que porá em causa a viabilidade económica
das explorações agrícolas. Uma redução tão forte da actividade porá
mesmo em causa a viabilidade de algumas unidades industriais em
Portugal", afirma Miguel Cambezes, secretário-geral da AIT,
reconhecendo que a campanha recentemente concluída (início de Outubro)
"correu muito acima das expectativas".
O dirigente da AIT acrescenta que a ministra Assunção Cristas já
prometeu aos representantes do sector que vai "lutar pelos interesses
portugueses" na discussão desta matéria em sede de reforma da PAC, mas
a AIT receia que uma alteração drástica como a que foi proposta leve
muitos produtores a abandonarem o cultivo do tomate e conduza "ao
desmantelamento de um dos sectores mais exportadores da agro-indústria
nacional".
É que, de acordo com a AIT, cerca de 95% desta produção (já
transformada) acaba por seguir para exportação e representa um volume
de negócios anual da ordem dos 250 milhões de euros, com um valor
acrescentado bruto (VAB) de 80%.
A indústria transformadora de tomate – mais desenvolvida nas zonas de
regadio do Ribatejo – exporta para 42 países e Portugal é, segundo a
Associação de Industriais, o quinto maior exportador mundial, num
sector que, diz a mesma fonte, será responsável por 6500 postos de
trabalho, directos e indirectos.
Assunção Cristas visitou, há um ano, no início do seu mandato,
explorações agrícolas de tomate da lezíria de Vila Franca de Xira,
realçando o esforço de modernização de muitos agricultores e os
investimentos que têm feito com apoios do Proder (Programa de
Desenvolvimento Rural).
Ainda de acordo com a AIT, na última década foram investidos cerca de
60 milhões de euros na modernização das fábricas portuguesas de
transformação de tomate.
http://economia.publico.pt/Noticia/so-a-california-e-mais-produtiva-do-que-portugal-no-tomate-1568338
Preços do trigo sobem
por Isabel Martins
23 de Outubro - 2012
Os rumores de que a Ucrânia vai proibir as exportações de trigo a
partir de 15 de novembro estão a fazer subir os preços deste cereal.
Na semana passada os mercados europeus de Londres e Paris, assim como
a bolsa de Chicago fecharam os contratos de futuros com subidas entre
1 e 2%.
Em setembro passado o ministro da agricultura ucraniano manifestou a
sua intenção de limitar as exportações de cereais a 19,4 milhões de
toneladas, das quais 4 milhões seriam de trigo. Este número parece ter
aumentado nos últimos dias para 5 milhões. Nos primeiros dias de
outubro a Ucrânia já tinha exportado 3 milhões e era previsível que
exportasse mais 2 milhões até ao final do mês.
O ministério ucraniano da agricultura não desmentiu os rumores sobre a
proibição, mas já avisou que se está a chegar ao máximo do superávite
exportável.
Na Rússia também se fala num possível encerramento do mercado às
exportações. Os últimos números da colheita de trigo, com 99% das
searas ceifadas, são de 39,5 milhões de toneladas, menos 32% que a
campanha passada, mas ainda assim são mais 1,5 milhões de toneladas do
que as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da
América.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6735&bl=1
23 de Outubro - 2012
Os rumores de que a Ucrânia vai proibir as exportações de trigo a
partir de 15 de novembro estão a fazer subir os preços deste cereal.
Na semana passada os mercados europeus de Londres e Paris, assim como
a bolsa de Chicago fecharam os contratos de futuros com subidas entre
1 e 2%.
Em setembro passado o ministro da agricultura ucraniano manifestou a
sua intenção de limitar as exportações de cereais a 19,4 milhões de
toneladas, das quais 4 milhões seriam de trigo. Este número parece ter
aumentado nos últimos dias para 5 milhões. Nos primeiros dias de
outubro a Ucrânia já tinha exportado 3 milhões e era previsível que
exportasse mais 2 milhões até ao final do mês.
O ministério ucraniano da agricultura não desmentiu os rumores sobre a
proibição, mas já avisou que se está a chegar ao máximo do superávite
exportável.
Na Rússia também se fala num possível encerramento do mercado às
exportações. Os últimos números da colheita de trigo, com 99% das
searas ceifadas, são de 39,5 milhões de toneladas, menos 32% que a
campanha passada, mas ainda assim são mais 1,5 milhões de toneladas do
que as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da
América.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6735&bl=1
Portucel cai 5,9% no 3º trimestre do ano
Por Ana Patrícia Alves
23 de Outubro - 2012
O volume de negócios no terceiro trimestre de 2012 do grupo Portucel
totalizou 366,8 milhões de euros, o que representa uma diminuição de
5,9% face ao trimestre anterior. Esta diminuição deve-se a um menor
volume de vendas de pasta e de papel. O negócio de energia verificou
uma evolução positiva, crescendo cerca de 2%.
Devido à sazonalidade do terceiro trimestre do ano, esta afetou
negativamente o volume de vendas de papel, verificando-se um
decréscimo de cerca de 8% entre o segundo e terceiro trimestres.
Relativamente à pasta de papel de eucalipto (BEKP), registou uma
redução de cerca de 11% no volume de vendas para mercado, tendo sido
afetada negativamente pela paragem de manutenção que ocorreu no
complexo industrial de Setúbal durante o mês de setembro e, também,
pelo abrandamento da atividade do mercado de pasta ao longo do
terceiro trimestre, sobretudo nos meses de julho e agosto.
Relativamente ao desempenho operacional, o EBITDA do 3º trimestre
situou-se em 95,7 milhões de euros, o que representa um acréscimo de
2,3%, embora a comparação esteja influenciada por alguns factos não
recorrentes que afetaram o valor do EBITDA no segundo trimestre. A
margem EBITDA/Vendas situou-se em 26,1%, o que significa, segundo o
grupo, em comunicado, que houve uma melhoria de 2,1 pontos
percentuais.
Os resultados operacionais evoluíram, 72,2 milhões de euros. O
resultado líquido obtido foi de 54,5 milhões de euros, uma variação
positiva de 2,0%.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6738&bl=1
23 de Outubro - 2012
O volume de negócios no terceiro trimestre de 2012 do grupo Portucel
totalizou 366,8 milhões de euros, o que representa uma diminuição de
5,9% face ao trimestre anterior. Esta diminuição deve-se a um menor
volume de vendas de pasta e de papel. O negócio de energia verificou
uma evolução positiva, crescendo cerca de 2%.
Devido à sazonalidade do terceiro trimestre do ano, esta afetou
negativamente o volume de vendas de papel, verificando-se um
decréscimo de cerca de 8% entre o segundo e terceiro trimestres.
Relativamente à pasta de papel de eucalipto (BEKP), registou uma
redução de cerca de 11% no volume de vendas para mercado, tendo sido
afetada negativamente pela paragem de manutenção que ocorreu no
complexo industrial de Setúbal durante o mês de setembro e, também,
pelo abrandamento da atividade do mercado de pasta ao longo do
terceiro trimestre, sobretudo nos meses de julho e agosto.
Relativamente ao desempenho operacional, o EBITDA do 3º trimestre
situou-se em 95,7 milhões de euros, o que representa um acréscimo de
2,3%, embora a comparação esteja influenciada por alguns factos não
recorrentes que afetaram o valor do EBITDA no segundo trimestre. A
margem EBITDA/Vendas situou-se em 26,1%, o que significa, segundo o
grupo, em comunicado, que houve uma melhoria de 2,1 pontos
percentuais.
Os resultados operacionais evoluíram, 72,2 milhões de euros. O
resultado líquido obtido foi de 54,5 milhões de euros, uma variação
positiva de 2,0%.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6738&bl=1
Empresa apícola de Vimioso vai exportar três toneladas de mel para a China e Japão
11:59 Terça feira, 23 de outubro de 2012
Vimioso, 23 out (Lusa) - Um apicultor de Vimioso vai exportar para a
China mais de três toneladas de mel produzido em modo biológico na
região transmontana, iniciando uma relação comercial com o Oriente,
que também poderá levar o produto ao mercado japonês.
"A exportação é, para nós, uma aposta séria, já que canalizamos mais
de 80 por cento da nossa produção para o mercado externo, deixando a
restante parcela para o consumo interno", disse hoje à Lusa Jorge
Fernandes.
A empresa BioApis, sediada na Zona Industrial de Vimioso, entrou em
laboração há pouco mais de meio ano, após um investimento de 400 mil
euros, financiados por fundos comunitários.
http://expresso.sapo.pt/empresa-apicola-de-vimioso-vai-exportar-tres-toneladas-de-mel-para-a-china-e-japao=f761575
Vimioso, 23 out (Lusa) - Um apicultor de Vimioso vai exportar para a
China mais de três toneladas de mel produzido em modo biológico na
região transmontana, iniciando uma relação comercial com o Oriente,
que também poderá levar o produto ao mercado japonês.
"A exportação é, para nós, uma aposta séria, já que canalizamos mais
de 80 por cento da nossa produção para o mercado externo, deixando a
restante parcela para o consumo interno", disse hoje à Lusa Jorge
Fernandes.
A empresa BioApis, sediada na Zona Industrial de Vimioso, entrou em
laboração há pouco mais de meio ano, após um investimento de 400 mil
euros, financiados por fundos comunitários.
http://expresso.sapo.pt/empresa-apicola-de-vimioso-vai-exportar-tres-toneladas-de-mel-para-a-china-e-japao=f761575
Produtora de uvas Vale da Rosa avança com negócios na China
16:18 Segunda feira, 22 de outubro de 2012
Lisboa, 22 out (Lusa) - A Herdade do Vale da Rosa, maior produtora
nacional de uvas, começou na semana passada a exportar para a China e
espera chegar a mais países asiáticos em 2013, disse à Lusa o
porta-voz da empresa, Ricardo Costa.
O primeiro carregamento para a China, constituído por vinte toneladas
de uvas de mesa, partiu na quinta-feira passada para Hong Kong,
através de um parceiro holandês, com o objetivo de "abrir caminho para
o mercado asiático" e chegar a regiões como Macau, Malásia e Médio
Oriente.
Ricardo Costa sublinhou que este é um mercado "muito promissor" e que
corresponde ao esforço da Vale da Rosa em "intensificar o trabalho" de
internacionalização e aumentar "significativamente" os volumes de
exportação.
http://expresso.sapo.pt/produtora-de-uvas-vale-da-rosa-avanca-com-negocios-na-china=f761424
Lisboa, 22 out (Lusa) - A Herdade do Vale da Rosa, maior produtora
nacional de uvas, começou na semana passada a exportar para a China e
espera chegar a mais países asiáticos em 2013, disse à Lusa o
porta-voz da empresa, Ricardo Costa.
O primeiro carregamento para a China, constituído por vinte toneladas
de uvas de mesa, partiu na quinta-feira passada para Hong Kong,
através de um parceiro holandês, com o objetivo de "abrir caminho para
o mercado asiático" e chegar a regiões como Macau, Malásia e Médio
Oriente.
Ricardo Costa sublinhou que este é um mercado "muito promissor" e que
corresponde ao esforço da Vale da Rosa em "intensificar o trabalho" de
internacionalização e aumentar "significativamente" os volumes de
exportação.
http://expresso.sapo.pt/produtora-de-uvas-vale-da-rosa-avanca-com-negocios-na-china=f761424
Produtores de leite dizem que reforço da ajuda é positivo e pedem mais valorização do setor
19:39 Segunda feira, 22 de outubro de 2012
Redação, 22 out (Lusa) -- O presidente da Associação dos Produtores de
Leite de Portugal (APROLEP) afirmou hoje que o reforço da ajuda ao
setor é positivo, mas não aborda o "cerne da questão" que é o baixo
preço.
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, anunciou hoje que
Portugal recebeu 'luz verde' da Comissão Europeia para um reforço da
ajuda específica aos produtores leiteiros, que representará cerca de
mais seis milhões de euros até final de 2013.
"Se tivermos em conta que em Portugal baixou o preço ao produtor três
cêntimos e meio, que a ração subiu entre 10 a 15 cêntimos por quilo,
obviamente que é uma pequena migalha que não resolve os problemas, não
vai ao cerne da questão", disse o presidente da APROLEP, Carlos Neves,
que ressalvou não conhecer os detalhes do anúncio feito por Assunção
Cristas.
http://expresso.sapo.pt/produtores-de-leite-dizem-que-reforco-da-ajuda-e-positivo-e-pedem-mais-valorizacao-do-setor=f761463
Redação, 22 out (Lusa) -- O presidente da Associação dos Produtores de
Leite de Portugal (APROLEP) afirmou hoje que o reforço da ajuda ao
setor é positivo, mas não aborda o "cerne da questão" que é o baixo
preço.
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, anunciou hoje que
Portugal recebeu 'luz verde' da Comissão Europeia para um reforço da
ajuda específica aos produtores leiteiros, que representará cerca de
mais seis milhões de euros até final de 2013.
"Se tivermos em conta que em Portugal baixou o preço ao produtor três
cêntimos e meio, que a ração subiu entre 10 a 15 cêntimos por quilo,
obviamente que é uma pequena migalha que não resolve os problemas, não
vai ao cerne da questão", disse o presidente da APROLEP, Carlos Neves,
que ressalvou não conhecer os detalhes do anúncio feito por Assunção
Cristas.
http://expresso.sapo.pt/produtores-de-leite-dizem-que-reforco-da-ajuda-e-positivo-e-pedem-mais-valorizacao-do-setor=f761463
Exportações agro-alimentares subiram 13% e acima da média nacional
segunda-feira, 22 de Outubro de 2012 | 17:52
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A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, destacou hoje o dinamismo
das empresas agroalimentares nacionais e afirmou que as exportações do
setor já estão acima da média nacional, tendo crescido 13% entre
janeiro e agosto.
Assunção Cristas salientou que o comércio agroalimentar internacional
"tem crescido de forma sustentada" após uma visita ao SIAL 2012, Salon
Internacional de l'Agroalimentaire, que decorre até quinta-feira em
Paris, e que conta com duas dezenas de empresas portuguesas.
As exportações de alimentação e bebidas aumentaram 13% entre janeiro e
agosto, ficando acima da média global de 10,4% no mesmo período. O
subsetor de hortícolas e frutícolas cresceu ainda mais, subindo 16,3%
no mesmo período, segundo dados do Ministério da Agricultura.
"É um setor de grande dinamismo e que se está a virar para muitas
geografias", afirmou a ministra da Agricultura, apontando ainda o
caráter inovador de muitos dos produtos expostos, numa feira que
procura mostrar tendências e aposta nas novidades.
Para Assunção Cristas, o facto de muitas empresas terem sido
empurradas para a procura de novos destinos para escoar os seus
produtos, devido à crise do mercado interno, pode também ser encarada
de forma positiva.
"Houve necessidade das empresas saírem e julgo que isso é positivo a
prazo", declarou à Lusa.
A governante adiantou que, em novembro, deve estar concluído o
relatório que vai apontar as principais linhas estratégicas para a
internacionalização do setor.
O relatório preliminar, que foi desenvolvido pela Portugal Foods,
associação que promove a internacionalização do setor agroalimentar,
foi enviado para cerca de 30 entidades para que estas possam dar o seu
contributo antes do Governo fazer a síntese final.
"Será um documento de referência que pode ser usado pelas empresas e
um instrumento para ajudar o Governo a apoiar as ações de
internacionalização", afirmou Assunção Cristas.
No total, são cerca de 40 as empresas portuguesas que estão a mostrar
os seus produtos no SIAL, que é apresentado como "o maior evento
mundial de inovação agroalimentar", das quais 25 em conjunto com a
Portugal Foods.
Diário Digital com Lusa
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=188988
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A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, destacou hoje o dinamismo
das empresas agroalimentares nacionais e afirmou que as exportações do
setor já estão acima da média nacional, tendo crescido 13% entre
janeiro e agosto.
Assunção Cristas salientou que o comércio agroalimentar internacional
"tem crescido de forma sustentada" após uma visita ao SIAL 2012, Salon
Internacional de l'Agroalimentaire, que decorre até quinta-feira em
Paris, e que conta com duas dezenas de empresas portuguesas.
As exportações de alimentação e bebidas aumentaram 13% entre janeiro e
agosto, ficando acima da média global de 10,4% no mesmo período. O
subsetor de hortícolas e frutícolas cresceu ainda mais, subindo 16,3%
no mesmo período, segundo dados do Ministério da Agricultura.
"É um setor de grande dinamismo e que se está a virar para muitas
geografias", afirmou a ministra da Agricultura, apontando ainda o
caráter inovador de muitos dos produtos expostos, numa feira que
procura mostrar tendências e aposta nas novidades.
Para Assunção Cristas, o facto de muitas empresas terem sido
empurradas para a procura de novos destinos para escoar os seus
produtos, devido à crise do mercado interno, pode também ser encarada
de forma positiva.
"Houve necessidade das empresas saírem e julgo que isso é positivo a
prazo", declarou à Lusa.
A governante adiantou que, em novembro, deve estar concluído o
relatório que vai apontar as principais linhas estratégicas para a
internacionalização do setor.
O relatório preliminar, que foi desenvolvido pela Portugal Foods,
associação que promove a internacionalização do setor agroalimentar,
foi enviado para cerca de 30 entidades para que estas possam dar o seu
contributo antes do Governo fazer a síntese final.
"Será um documento de referência que pode ser usado pelas empresas e
um instrumento para ajudar o Governo a apoiar as ações de
internacionalização", afirmou Assunção Cristas.
No total, são cerca de 40 as empresas portuguesas que estão a mostrar
os seus produtos no SIAL, que é apresentado como "o maior evento
mundial de inovação agroalimentar", das quais 25 em conjunto com a
Portugal Foods.
Diário Digital com Lusa
http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=188988
UE: Acordo para a Reforma da PAC possível antes do final do ano
Foto: Conselho da União Europeia
Com o objectivo de alcançar uma abordagem geral sobre a reforma da PAC
antes do final do ano, o Conselho Agricultura e Pescas continuou ontem
os debates sobre as propostas de reforma.
Os Ministros da Agricultura da UE analisaram ontem, durante o primeiro
dia do Conselho AGRI-FISH, a proposta de regulamento relativo aos
pagamentos directos, em duas rondas à mesa. Durante a primeira, a
questão da abordagem interna sobre os pagamentos directos, para os
quais a Comissão Europeia sugere que os Estados-Membros devem alcançar
um mesmo nível de pagamentos directos ao nível regional em 2019.
"Um sistema de pagamentos directos completamente baseado em níveis
históricos de pagamentos não pode continuar para sempre, porque
constitui um modelo obsoleto que precisa ser reformado", disse o
ministro da Agricultura, Recursos Naturais e Meio Ambiente de Chipre,
Sr. Sofoclis Aletraris, depois de terminada a reunião. Segundo o
ministro cipriota, a implementação gradual do ritmo e da metodologia
do nível de pagamentos foi aceite pela maioria dos Estados-Membros.
Apoio à instalação de jovens agricultores
Durante a segunda ronda do debate, o plano para apoiar os agricultores
mais jovens através do primeiro pilar foi examinado. A maioria dos
Estados-Membros sublinharam a necessidade de flexibilidade no apoio
aos agricultores mais jovens, de modo que o pequeno número de
agricultores da UE seja aumentado num futuro próximo. Além disso, um
grande número de Estados-Membros é a favor da criação de um regime
voluntário, no contexto do primeiro pilar, em paralelo com o carácter
voluntário do segundo pilar.
Durante a reunião de ontem, a proposta de regulamento para a
organização do mercado de produtos agrícolas também foi discutida. Os
ministros examinaram o reconhecimento obrigatório de associações de
produtores e organizações de produtores. "Estou contente por dizer que
a maioria das delegações sugerem que os produtores devem ter um papel
mais importante na cadeia alimentar", acrescentou o ministro cipriota.
No que diz respeito às regras de competitividade, diferentes pontos de
vista foram expressos sobre a possibilidade da existência de uma
posição dominante no mercado.
O presidente do Conselho AGRI-FISH concluiu: "A reunião de hoje foi
muito importante porque, de acordo com os resultados das nossas
discussões, espero que o Conselho AGRI-FISH possa chegar a um acordo
geral sobre a reforma da Política Agrícola Comum antes do fim do ano".
Fonte: Cy2012.eu
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23e.htm
Com o objectivo de alcançar uma abordagem geral sobre a reforma da PAC
antes do final do ano, o Conselho Agricultura e Pescas continuou ontem
os debates sobre as propostas de reforma.
Os Ministros da Agricultura da UE analisaram ontem, durante o primeiro
dia do Conselho AGRI-FISH, a proposta de regulamento relativo aos
pagamentos directos, em duas rondas à mesa. Durante a primeira, a
questão da abordagem interna sobre os pagamentos directos, para os
quais a Comissão Europeia sugere que os Estados-Membros devem alcançar
um mesmo nível de pagamentos directos ao nível regional em 2019.
"Um sistema de pagamentos directos completamente baseado em níveis
históricos de pagamentos não pode continuar para sempre, porque
constitui um modelo obsoleto que precisa ser reformado", disse o
ministro da Agricultura, Recursos Naturais e Meio Ambiente de Chipre,
Sr. Sofoclis Aletraris, depois de terminada a reunião. Segundo o
ministro cipriota, a implementação gradual do ritmo e da metodologia
do nível de pagamentos foi aceite pela maioria dos Estados-Membros.
Apoio à instalação de jovens agricultores
Durante a segunda ronda do debate, o plano para apoiar os agricultores
mais jovens através do primeiro pilar foi examinado. A maioria dos
Estados-Membros sublinharam a necessidade de flexibilidade no apoio
aos agricultores mais jovens, de modo que o pequeno número de
agricultores da UE seja aumentado num futuro próximo. Além disso, um
grande número de Estados-Membros é a favor da criação de um regime
voluntário, no contexto do primeiro pilar, em paralelo com o carácter
voluntário do segundo pilar.
Durante a reunião de ontem, a proposta de regulamento para a
organização do mercado de produtos agrícolas também foi discutida. Os
ministros examinaram o reconhecimento obrigatório de associações de
produtores e organizações de produtores. "Estou contente por dizer que
a maioria das delegações sugerem que os produtores devem ter um papel
mais importante na cadeia alimentar", acrescentou o ministro cipriota.
No que diz respeito às regras de competitividade, diferentes pontos de
vista foram expressos sobre a possibilidade da existência de uma
posição dominante no mercado.
O presidente do Conselho AGRI-FISH concluiu: "A reunião de hoje foi
muito importante porque, de acordo com os resultados das nossas
discussões, espero que o Conselho AGRI-FISH possa chegar a um acordo
geral sobre a reforma da Política Agrícola Comum antes do fim do ano".
Fonte: Cy2012.eu
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23e.htm
3º Seminário Internacional do Património Agroindustrial
A terceira edição do Seminário Internacional do Património
Agroindustrial realiza-se este ano no Museu do Douro, sedeado na
cidade de Peso da Régua, e decorrerá entre os dias 24 a 27 de Outubro.
A organização do Seminário é da responsabilidade da Fundação Museu do
Douro com a Coordenação Cientifica da Professora Doutora Júlia M.
Lourenço (C - TAC, Centro Território, Ambiente e Construção,
Universidade do Minho).
O tema proposto para esta edição "Tradição vs Inovação" pretende
consubstanciar o alargamento de uma rede internacional de
especialistas da ciência e da cultura, através da inserção do Douro
Património Mundial, em especial do seu património agroindustrial nas
análises e debates contemporâneos que vêm sendo efectuados sobre esta
temática. Este evento, tal como os que o antecederam nesta série, visa
ampliar o espaço de discussão do património agroindustrial,
aprofundando o conhecimento das práticas e lugares a ele associados,
bem como avaliar resultados de programas e projectos de intervenção.
O 3º Seminário Internacional do Património Agroindustrial tem como
objectivo reflectir aprofundadamente sobre as temáticas das Quintas
Históricas, das Paisagens Culturais, dos Lugares de Memória, numa
perspectiva orientada para o futuro mas baseada no conhecimento do
passado, tendo em vista a ponderação do binómio tradição-inovação no
âmbito do património agroindustrial.
Foram propostos inicialmente oito temas, a maior parte dos quais já
tinha sido lançada anteriormente no 2º Seminário, que decorreu em São
Carlos, Brasil, em 2010, a saber: património material: açúcar e café,
paisagens e rotas culturais, preservação e restauro, iconografia e
relatos, tipos, técnicas e formas, acervos e museus. A estes foram
acrescentados dois novos temas neste Seminário que agora decorre:
património material: vinho e azeite, e ainda, territórios e usos do
solo.
A comissão organizadora sente-se particularmente privilegiada por
acolher todos os participantes do 3º Seminário Internacional do
Património Agroindustrial e tudo fará para oferecer um programa
cientificamente estimulante, bem como múltiplas oportunidades de
intercâmbio e de florescimento de redes e parcerias. Destacam-se como
oradores convidados Teresa Andresen, uma especialista do Douro, Elísio
Summavielle, Diretor Geral do Património, e Javier de Mesones,
Presidente Honorário da Associação Espanhola de Técnicos Urbanistas,
entre vários outros oradores provenientes de Argentina, Brasil,
Espanha e Portugal. Paralelamente, como em qualquer reunião
científica, teremos todo o gosto em apresentar parte do património e
da cultura deste território ímpar, onde as montanhas de Trás-os-Montes
e o Vale do Douro se cruzam.
Fonte: Museu do Douro
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23b.htm
Agroindustrial realiza-se este ano no Museu do Douro, sedeado na
cidade de Peso da Régua, e decorrerá entre os dias 24 a 27 de Outubro.
A organização do Seminário é da responsabilidade da Fundação Museu do
Douro com a Coordenação Cientifica da Professora Doutora Júlia M.
Lourenço (C - TAC, Centro Território, Ambiente e Construção,
Universidade do Minho).
O tema proposto para esta edição "Tradição vs Inovação" pretende
consubstanciar o alargamento de uma rede internacional de
especialistas da ciência e da cultura, através da inserção do Douro
Património Mundial, em especial do seu património agroindustrial nas
análises e debates contemporâneos que vêm sendo efectuados sobre esta
temática. Este evento, tal como os que o antecederam nesta série, visa
ampliar o espaço de discussão do património agroindustrial,
aprofundando o conhecimento das práticas e lugares a ele associados,
bem como avaliar resultados de programas e projectos de intervenção.
O 3º Seminário Internacional do Património Agroindustrial tem como
objectivo reflectir aprofundadamente sobre as temáticas das Quintas
Históricas, das Paisagens Culturais, dos Lugares de Memória, numa
perspectiva orientada para o futuro mas baseada no conhecimento do
passado, tendo em vista a ponderação do binómio tradição-inovação no
âmbito do património agroindustrial.
Foram propostos inicialmente oito temas, a maior parte dos quais já
tinha sido lançada anteriormente no 2º Seminário, que decorreu em São
Carlos, Brasil, em 2010, a saber: património material: açúcar e café,
paisagens e rotas culturais, preservação e restauro, iconografia e
relatos, tipos, técnicas e formas, acervos e museus. A estes foram
acrescentados dois novos temas neste Seminário que agora decorre:
património material: vinho e azeite, e ainda, territórios e usos do
solo.
A comissão organizadora sente-se particularmente privilegiada por
acolher todos os participantes do 3º Seminário Internacional do
Património Agroindustrial e tudo fará para oferecer um programa
cientificamente estimulante, bem como múltiplas oportunidades de
intercâmbio e de florescimento de redes e parcerias. Destacam-se como
oradores convidados Teresa Andresen, uma especialista do Douro, Elísio
Summavielle, Diretor Geral do Património, e Javier de Mesones,
Presidente Honorário da Associação Espanhola de Técnicos Urbanistas,
entre vários outros oradores provenientes de Argentina, Brasil,
Espanha e Portugal. Paralelamente, como em qualquer reunião
científica, teremos todo o gosto em apresentar parte do património e
da cultura deste território ímpar, onde as montanhas de Trás-os-Montes
e o Vale do Douro se cruzam.
Fonte: Museu do Douro
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/23b.htm
APROLEP: Mais do que nunca, precisamos de preço justo para a produção de leite
A APROLEP considera positivo o apoio extraordinário aos produtores de
leite hoje anunciado e saúda todos os que trabalharam e contribuíram
para este desfecho, nomeadamente a Senhora Ministra da Agricultura e
todo seu gabinete, os responsáveis de todos os quadrantes políticos
que abordaram a questão do leite a nível nacional e comunitário, as
várias organizações agrícolas e os produtores que participaram nas
manifestações, conferências de imprensa e outras iniciativas em defesa
de toda a fileira do leite português.
Infelizmente, esta ajuda extraordinária, que representa o
reconhecimento das dificuldades dos produtores pelo poder político, é
claramente insuficiente para fazer face ao aumento dos custos de
produção e baixado preço do leite ao produtor. Seis milhões de euros
em dois anos representam meio cêntimo por litro (pago em dois anos),
quando a ração subiu mais de dez cêntimos e o preço do leite ao
produtor em Portugal desceu cerca de 3,5 cêntimos desde Janeiro,
mantendo-se desde Maio do ano 2010 abaixo da média comunitária. Por
tudo isto, além de todo o esforço que já fizemos e devemos continuar
para reduzir custos de produção, temos de reafirmar que a
sobrevivência da produção de leite em Portugal terá sempre de passar
pelo aumento do preço ao produtor e a valorização do leite português
dependerá sempre de uma nova relação entre a indústria e a
distribuição e de novos equilíbrios na partilha de esforços e valores
ao longo da fileira.
É público que a relação indústria distribuição é complicada desde há
muito tempo e será preciso muita força, trabalho, paciência e coragem
para que ocorram mudanças positivas. Precisamos que no âmbito da
PARCA, Plataforma de acompanhamento das Relações da Cadeia
Agro-alimentar, surja um mercado mais equilibrado. Precisamos de
mudanças positivas nos vários actores da fileira para construir pontes
em vez de muros. E precisamos de tudo isso com urgência. Todos os
meses crescem as dívidas aos nossos fornecedores. Todas as semanas há
vacarias que fecham. Todos os dias aumenta a angústia, a tristeza, o
desânimo e a revolta dos produtores de leite que resistem, dos seus
familiares e colaboradores. Por nós, por eles, não vamos desistir de
lutar, de todas as formas possíveis, pela sobrevivência deste sector.
22 de Outubro de 2012
Associação dos Produtores de Leite de Portugal
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22f.htm
leite hoje anunciado e saúda todos os que trabalharam e contribuíram
para este desfecho, nomeadamente a Senhora Ministra da Agricultura e
todo seu gabinete, os responsáveis de todos os quadrantes políticos
que abordaram a questão do leite a nível nacional e comunitário, as
várias organizações agrícolas e os produtores que participaram nas
manifestações, conferências de imprensa e outras iniciativas em defesa
de toda a fileira do leite português.
Infelizmente, esta ajuda extraordinária, que representa o
reconhecimento das dificuldades dos produtores pelo poder político, é
claramente insuficiente para fazer face ao aumento dos custos de
produção e baixado preço do leite ao produtor. Seis milhões de euros
em dois anos representam meio cêntimo por litro (pago em dois anos),
quando a ração subiu mais de dez cêntimos e o preço do leite ao
produtor em Portugal desceu cerca de 3,5 cêntimos desde Janeiro,
mantendo-se desde Maio do ano 2010 abaixo da média comunitária. Por
tudo isto, além de todo o esforço que já fizemos e devemos continuar
para reduzir custos de produção, temos de reafirmar que a
sobrevivência da produção de leite em Portugal terá sempre de passar
pelo aumento do preço ao produtor e a valorização do leite português
dependerá sempre de uma nova relação entre a indústria e a
distribuição e de novos equilíbrios na partilha de esforços e valores
ao longo da fileira.
É público que a relação indústria distribuição é complicada desde há
muito tempo e será preciso muita força, trabalho, paciência e coragem
para que ocorram mudanças positivas. Precisamos que no âmbito da
PARCA, Plataforma de acompanhamento das Relações da Cadeia
Agro-alimentar, surja um mercado mais equilibrado. Precisamos de
mudanças positivas nos vários actores da fileira para construir pontes
em vez de muros. E precisamos de tudo isso com urgência. Todos os
meses crescem as dívidas aos nossos fornecedores. Todas as semanas há
vacarias que fecham. Todos os dias aumenta a angústia, a tristeza, o
desânimo e a revolta dos produtores de leite que resistem, dos seus
familiares e colaboradores. Por nós, por eles, não vamos desistir de
lutar, de todas as formas possíveis, pela sobrevivência deste sector.
22 de Outubro de 2012
Associação dos Produtores de Leite de Portugal
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22f.htm
Ministra da Agricultura visitou a maior feira de produtos alimentares do mundo
Paulo Dentinho
22 Out, 2012, 14:27
A ministra da Agricultura visitou hoje a maior feira de produtos
alimentares do mundo onde estão representadas 40 empresas portuguesas.
Assunção Cristas quis manifestar o apoio do governo a um setor cujas
exportações têm crescido nos últimos meses.
(VIDEO)
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=597058&tm=8&layout=122&visual=61
22 Out, 2012, 14:27
A ministra da Agricultura visitou hoje a maior feira de produtos
alimentares do mundo onde estão representadas 40 empresas portuguesas.
Assunção Cristas quis manifestar o apoio do governo a um setor cujas
exportações têm crescido nos últimos meses.
(VIDEO)
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=597058&tm=8&layout=122&visual=61
Assunção Cristas: "Todas as áreas do ministério estão a trabalhar bem"
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território diz que uma eventual divisão do seu super-ministério não
depende dela e mostra-se disponível para continuar no Governo.
Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (www.expresso.pt)
Em declarações ao Expresso, em Paris, durante uma visita ao SIAL, o
maior salão da indústria alimentar do Mundo, Assunção Cristas
mostra-se disponível para continuar no Governo depois de uma eventual
remodelação e faz um balanço positivo do seu trabalho.
"Todas as áreas do ministério estão a trabalhar bem e numa boa
articulação, o desafio que me fizeram foi este e o meu trabalho é
fazer com que todas as áreas possam dar um contributo relevante para a
nossa atividade económica, ajudando a que as empresas possam trabalhar
melhor, com menos burocracia e mais simplicidade", disse a ministra.
Sobre uma eventual divisão do seu ministério, considerado demasiado
grande por alguns observadores, e sobre a sua disponibilidade para
continuar no Governo no quadro de uma futura remodelação, Assunção
Cristas responde desta forma: "Isso são matérias em que só uma pessoa
pode responder e essa pessoa não sou eu; da minha parte há todo o
empenho, com o desafio que me foi dado, em levar o mais longe possível
a articulação entre as diversas áreas e creio que temos exemplos muito
concretos e muito positivos nessa matéria".
"Grande dinamismo no sector alimentar"
Sobre a participação portuguesa na feira internacional da alimentação
que decorre em Paris até ao próximo dia 25 e onde 40 empresas
nacionais apresentam os seus produtos, Assunção Cristas realça o
dinamismo do sector no domínio das exportações. "Sinto um bom ânimo e
muito otimismo da parte das empresas do sector da alimentação, as
exportações aumentam acima da média das exportações nacionais em geral
e o último dado que temos, de agosto, é que as exportações no sector
cresceram mais 13%, o que mostra um grande dinamismo das empresas com
grande potencial de crescimento".
A ministra realça ainda que provou dois produtos novos na feira de
Paris - presunto de peru e "pastel de (bacalhau com) nata" -,
aproveitando para elogiar a inovação das empresas da área alimentar.
Otimista apesar das más sondagens
Interrogada pelo Expresso sobre o seu estado de espírito perante as
más sondagens em Portugal, com uma larga maioria dos portugueses a
revelarem-se descontentes com o Governo, a ministra responde desta
forma: "O que eu posso comentar em relação a isso, hoje em Paris, onde
todas as empresas estão otimistas e dinâmicas, porque todas me falam
no crescimento das exportações na casa dos 10, 20, e em alguns casos
até de 50% em relação ao ano passado, é que o meu estado de espírito é
de otimismo porque é por aqui que a nossa economia se transforma
também estruturalmente e porque é também por aqui que conseguimos
criar riqueza para o nosso país e esse é um ponto fundamental".
http://expresso.sapo.pt/assuncao-cristas-todas-as-areas-do-ministerio-estao-a-trabalhar-bem=f761536
Território diz que uma eventual divisão do seu super-ministério não
depende dela e mostra-se disponível para continuar no Governo.
Daniel Ribeiro, correspondente em Paris (www.expresso.pt)
Em declarações ao Expresso, em Paris, durante uma visita ao SIAL, o
maior salão da indústria alimentar do Mundo, Assunção Cristas
mostra-se disponível para continuar no Governo depois de uma eventual
remodelação e faz um balanço positivo do seu trabalho.
"Todas as áreas do ministério estão a trabalhar bem e numa boa
articulação, o desafio que me fizeram foi este e o meu trabalho é
fazer com que todas as áreas possam dar um contributo relevante para a
nossa atividade económica, ajudando a que as empresas possam trabalhar
melhor, com menos burocracia e mais simplicidade", disse a ministra.
Sobre uma eventual divisão do seu ministério, considerado demasiado
grande por alguns observadores, e sobre a sua disponibilidade para
continuar no Governo no quadro de uma futura remodelação, Assunção
Cristas responde desta forma: "Isso são matérias em que só uma pessoa
pode responder e essa pessoa não sou eu; da minha parte há todo o
empenho, com o desafio que me foi dado, em levar o mais longe possível
a articulação entre as diversas áreas e creio que temos exemplos muito
concretos e muito positivos nessa matéria".
"Grande dinamismo no sector alimentar"
Sobre a participação portuguesa na feira internacional da alimentação
que decorre em Paris até ao próximo dia 25 e onde 40 empresas
nacionais apresentam os seus produtos, Assunção Cristas realça o
dinamismo do sector no domínio das exportações. "Sinto um bom ânimo e
muito otimismo da parte das empresas do sector da alimentação, as
exportações aumentam acima da média das exportações nacionais em geral
e o último dado que temos, de agosto, é que as exportações no sector
cresceram mais 13%, o que mostra um grande dinamismo das empresas com
grande potencial de crescimento".
A ministra realça ainda que provou dois produtos novos na feira de
Paris - presunto de peru e "pastel de (bacalhau com) nata" -,
aproveitando para elogiar a inovação das empresas da área alimentar.
Otimista apesar das más sondagens
Interrogada pelo Expresso sobre o seu estado de espírito perante as
más sondagens em Portugal, com uma larga maioria dos portugueses a
revelarem-se descontentes com o Governo, a ministra responde desta
forma: "O que eu posso comentar em relação a isso, hoje em Paris, onde
todas as empresas estão otimistas e dinâmicas, porque todas me falam
no crescimento das exportações na casa dos 10, 20, e em alguns casos
até de 50% em relação ao ano passado, é que o meu estado de espírito é
de otimismo porque é por aqui que a nossa economia se transforma
também estruturalmente e porque é também por aqui que conseguimos
criar riqueza para o nosso país e esse é um ponto fundamental".
http://expresso.sapo.pt/assuncao-cristas-todas-as-areas-do-ministerio-estao-a-trabalhar-bem=f761536
Português é o trabalhador mais eficiente da Bayer (Bayer CropScience)
Emprego
Mafalda de Avelar
23/10/12 13:01
Lino Dias, doutorado em engenharia, vive há 11 anos na Alemanha. É pai
de quatro filhas e fala seis línguas.
É o trabalhador mais eficiente da gigante alemã Bayer. Para trás deixa
111.799 colegas repartidos, literalmente, pelos quatro cantos do
mundo. Com 285 subsidiárias a nível mundial, a Bayer lançou, pelo
segundo ano consecutivo, um prémio que visa premiar a excelência.
Surgiram 125 candidaturas. E o vencedor? Esse é português, alentejano
de Portalegre. Num momento em que as relações Portugal-Alemanha já
conheceram melhores dias (os portugueses não deixam de associar a
palavra "austeridade" à palavra "Alemanha", ou mais concretamente ao
nome da chanceler Angel Merkel), um português distingue-se naquela que
é a 5ª maior empresa alemã em termos de capitalização de mercado. Um
gigante que facturou, em 2011, 36,5 mil milhões de euros e que ocupa o
segundo lugar no ranking das empresas químicas alemãs. Mas quem é este
português?
Lino Dias é licenciado e doutorado em Engenharia Química pelo
Instituto Superior Técnico. Iniciou a sua carreira na Bayer, em 2001,
na área de investigação tecnológica, a chamada "central técnica",
tendo começado a trabalhar directamente na casa-mãe do grupo em
Leverkusen, na Alemanha. Tudo isto ainda antes de terminar o
doutoramento.
Com uma carreira profissional (bem) diversificada, Lino Dias passou
por áreas tão variadas como "supply chain", comunicação, "change
management" e gestão de projectos em vários países da Europa, no
Brasil e na região Ásia-Pacífico.
Actualmente, e desde há três anos, ocupa a posição de Global Product
Manager, na sede da Bayer CropScience, um dos três subgrupos da
multinacional alemã (os outros dois são a Bayer HealthCare e a
MaterialScience). Tendo já recebido outros prémios dentro da empresa,
Lino Dias vê agora o seu trabalho reconhecido com o prémio Bayer LIFE
Award 2012 - Efficiency, um prémio criado para distinguir um
funcionário, dos mais de 111 mil em todo o mundo. Segundo declarações
de Marijn Dekkers, Ceo da Bayer, "Lino Dias demonstrou verdadeiramente
o significado da eficiência: gerir recursos de forma inteligente,
focar em actividades que criam valor e acelerar boas tomadas de
decisão".
Para Nelson Ambrogio, Managing Director da Bayer Portugal, que acaba
de chegar a Lisboa, "o Bayer LIFE Award distingue os colaboradores do
Grupo que através da sua actuação se destacaram em termos dos valores
LIFE. Estes valores representam a cultura da empresa e significam
Liderança, Integridade, Flexibilidade e Eficiência."
Segundo a Bayer, os vencedores destacam-se ao revelarem um
comportamento exemplar em termos de um determinado valor, o que pode
ser demonstrado através de um projecto concreto ou no desempenho das
suas funções diárias. O comportamento dos vencedores é considerado
inspirador e assume o carácter de modelo. Sobre o prémio, de destacar
ainda que é atribuído anualmente a quatro colaboradores. A distinção é
feita pelo CEO da Bayer, não havendo lugar a prémios monetários. Os
candidatos ao prémio são propostos pelos seus colegas.
Reacções dos colegas
"O Lino é um bom colega. Fico muitas vezes impressionado com a sua
capacidade especial para interagir com os outros, incluindo as várias
línguas que fala" , refere Dominique Steiger, "Global Product
Manager", que trabalha com Lino Dias no departamento de "Strategy &
Business Management".
Com opinião idêntica, Anne Suty-Heinze, Global Corn Fungicide Segment
Manager, diz que "com o seu entusiasmo e com a sua forte capacidade de
pensamento criativo, o Lino atinge repetidamente novos marcos, que
eram considerados impossíveis para os produtos que ele tem sobre a sua
responsabilidade."
Todas estas, reconhecidas, capacidades estão entre os factores que lhe
têm dado alento para crescer numa empresa que considera que "tem
processos muito interessantes de desenvolvimento". "Quando decidi que
gostava de desenvolver a minha carreira mais numa área de gestão, não
foi difícil, aqui na Bayer", refere Lino. Acrescentado que
"rapidamente se encontrou uma forma de combinar a parte cientifica com
a gestão."
Actualmente, Lino Dias, é "Global Product Manager" de Cereais e
Fungicidas da Bayer CropScience, sector que representa 23% da área de
negócios da Bayer. Como factores de diferenciação tem, além das
línguas, o facto de ter "um estilo positivo e bonito de trabalhar com
as pessoas", como refere Markus Safferling, Global Regulatory Manager.
Mas há mais: " admiro o sentido de oportunidade do Lino, as suas
fortes convicções que tudo transformam em realidade e o seu empenho",
diz Svenja Wirther, Project Manager, Business&Organization
Improvement.
Lino Dias é um caso de um português, que foi para a Alemanha há 11
anos, sem falar alemão. Mas que hoje fala não cinco, mas seis
línguas.Não escondendo a paixão que tem pelo que faz, Lino revela que
gosta muito de estar na Bayer. Afinal, relembra, a empresa tem como
lema: "Ciência para uma vida melhor."
20º
Em termos de vendas, em finais de 2011, a Bayer ocupava o 20º lugar na
Alemanha . No ranking das empresas químicas situava-se na 2ª posição e
em número de colaboradores no 18º lugar, com 111.800 empregados. O
valor de capitalização de mercado ocupava o 5º lugar, sendo o valor da
acção da Bayer no índice Xetra de 69,46 euros (a 18 de Outubro).
14 mil
A Europa representa o maior mercado da empresa, com vendas de 14,441
mil milhões de euros, seguindo-se a América do Norte com 8,177 mil
milhões de euros, a região da Ásia/Pacífico com 7,842 mil milhões de
euros e América Latina/Médio Oriente com 6,068 mil milhões de euros.
3
A Bayer tem três grandes áreas de negócio. No primeiro trimestre de
2012, o seu peso dentro da multinacional era distribuído da seguinte
forma: Bayer HealthCare 43.2%, MaterialScience 27.7% e CropScience
26%. Os restantes 3.1% referem-se a outros segmentos.
Do Alentejo para a Alemanha
Viveu em Portalegre até aos 18 anos. Foi para Lisboa. Formou-se e
doutorou-se. Emigrou. Procurou oportunidades. E soube agarrá-las.
Lino Dias tinha 30 anos quando foi, pela primeira vez, notícia.
"Licenciados portugueses fazem investigação para a Bayer alemã", era o
título de uma notícia da agência de notícias Lusa, que dava conta da
chegada de um português a Leverkusen, cidade "Bayer", na Alemanha. Na
altura Lino declarava que gostava de ficar na Bayer o tempo suficiente
para "aprender alguma coisa". E acrescentava "nunca menos de três,
quatro anos". Hoje, já lá vão 11. Todos na Alemanha (apesar dos vários
meses passados pelos corredores aéreos do mundo). Todos na Bayer.
Lino, à semelhança de muitos jovens portugueses, procurava em 2001
oportunidades de trabalho. "O meu objectivo quando terminei o meu
curso era ir para o estrangeiro. Eu gostava de ter uma experiência de
investigação numa indústria química. Em Portugal nessa altura a
investigação que era feita, nesta indústria, era muito escassa." Foi
para fora. E, "por acaso participei numa conferência científica em
Praga onde apresentei o meu doutoramento". Nessa sala estava um
colaborador da Bayer, que também apresentou um trabalho. "Trocamos
impressões e perguntei se havia possibilidade de fazer investigação na
Bayer." A resposta foi "sim - é uma questão de enviar a candidatura".
E Lino assim o fez. "Fiz uma candidatura espontânea. Não havia nenhum
lugar disponível mas por sorte, e eu acho que há sempre sorte na vida,
eles precisavam de alguém com um perfil próximo do meu e portanto fui
aceite. E para um lugar permanente. Foi assim que foi o processo." Um
encadear de "eventos" que o levaram a ter uma carreira profissional
diversificada.
Lino Dias , que tem passado por distintas áreas do grupo, viaja,
também, bastante - sendo que tem participado em vários projectos na
Europa, no Brasil e na Região Ásia-Pacífico. Actualmente ocupa a
posição de Global Product Manager na sede da Bayer CropScience, na
Alemanha. É casado, pai de quatro filhas e adora "conhecer o mundo".
Tudo numa perspectiva "triple A". É um caso de sucesso alimentado pelo
primeira letra do abecedário: do Alentejo para a Alemanha, com o
carimbo académico da Alameda, lugar onde fica o Instituto Superior
Técnico, onde se formou e doutorou.
http://economico.sapo.pt/noticias/portugues-e-o-trabalhador-mais-eficiente-da-bayer_154541.html
Mafalda de Avelar
23/10/12 13:01
Lino Dias, doutorado em engenharia, vive há 11 anos na Alemanha. É pai
de quatro filhas e fala seis línguas.
É o trabalhador mais eficiente da gigante alemã Bayer. Para trás deixa
111.799 colegas repartidos, literalmente, pelos quatro cantos do
mundo. Com 285 subsidiárias a nível mundial, a Bayer lançou, pelo
segundo ano consecutivo, um prémio que visa premiar a excelência.
Surgiram 125 candidaturas. E o vencedor? Esse é português, alentejano
de Portalegre. Num momento em que as relações Portugal-Alemanha já
conheceram melhores dias (os portugueses não deixam de associar a
palavra "austeridade" à palavra "Alemanha", ou mais concretamente ao
nome da chanceler Angel Merkel), um português distingue-se naquela que
é a 5ª maior empresa alemã em termos de capitalização de mercado. Um
gigante que facturou, em 2011, 36,5 mil milhões de euros e que ocupa o
segundo lugar no ranking das empresas químicas alemãs. Mas quem é este
português?
Lino Dias é licenciado e doutorado em Engenharia Química pelo
Instituto Superior Técnico. Iniciou a sua carreira na Bayer, em 2001,
na área de investigação tecnológica, a chamada "central técnica",
tendo começado a trabalhar directamente na casa-mãe do grupo em
Leverkusen, na Alemanha. Tudo isto ainda antes de terminar o
doutoramento.
Com uma carreira profissional (bem) diversificada, Lino Dias passou
por áreas tão variadas como "supply chain", comunicação, "change
management" e gestão de projectos em vários países da Europa, no
Brasil e na região Ásia-Pacífico.
Actualmente, e desde há três anos, ocupa a posição de Global Product
Manager, na sede da Bayer CropScience, um dos três subgrupos da
multinacional alemã (os outros dois são a Bayer HealthCare e a
MaterialScience). Tendo já recebido outros prémios dentro da empresa,
Lino Dias vê agora o seu trabalho reconhecido com o prémio Bayer LIFE
Award 2012 - Efficiency, um prémio criado para distinguir um
funcionário, dos mais de 111 mil em todo o mundo. Segundo declarações
de Marijn Dekkers, Ceo da Bayer, "Lino Dias demonstrou verdadeiramente
o significado da eficiência: gerir recursos de forma inteligente,
focar em actividades que criam valor e acelerar boas tomadas de
decisão".
Para Nelson Ambrogio, Managing Director da Bayer Portugal, que acaba
de chegar a Lisboa, "o Bayer LIFE Award distingue os colaboradores do
Grupo que através da sua actuação se destacaram em termos dos valores
LIFE. Estes valores representam a cultura da empresa e significam
Liderança, Integridade, Flexibilidade e Eficiência."
Segundo a Bayer, os vencedores destacam-se ao revelarem um
comportamento exemplar em termos de um determinado valor, o que pode
ser demonstrado através de um projecto concreto ou no desempenho das
suas funções diárias. O comportamento dos vencedores é considerado
inspirador e assume o carácter de modelo. Sobre o prémio, de destacar
ainda que é atribuído anualmente a quatro colaboradores. A distinção é
feita pelo CEO da Bayer, não havendo lugar a prémios monetários. Os
candidatos ao prémio são propostos pelos seus colegas.
Reacções dos colegas
"O Lino é um bom colega. Fico muitas vezes impressionado com a sua
capacidade especial para interagir com os outros, incluindo as várias
línguas que fala" , refere Dominique Steiger, "Global Product
Manager", que trabalha com Lino Dias no departamento de "Strategy &
Business Management".
Com opinião idêntica, Anne Suty-Heinze, Global Corn Fungicide Segment
Manager, diz que "com o seu entusiasmo e com a sua forte capacidade de
pensamento criativo, o Lino atinge repetidamente novos marcos, que
eram considerados impossíveis para os produtos que ele tem sobre a sua
responsabilidade."
Todas estas, reconhecidas, capacidades estão entre os factores que lhe
têm dado alento para crescer numa empresa que considera que "tem
processos muito interessantes de desenvolvimento". "Quando decidi que
gostava de desenvolver a minha carreira mais numa área de gestão, não
foi difícil, aqui na Bayer", refere Lino. Acrescentado que
"rapidamente se encontrou uma forma de combinar a parte cientifica com
a gestão."
Actualmente, Lino Dias, é "Global Product Manager" de Cereais e
Fungicidas da Bayer CropScience, sector que representa 23% da área de
negócios da Bayer. Como factores de diferenciação tem, além das
línguas, o facto de ter "um estilo positivo e bonito de trabalhar com
as pessoas", como refere Markus Safferling, Global Regulatory Manager.
Mas há mais: " admiro o sentido de oportunidade do Lino, as suas
fortes convicções que tudo transformam em realidade e o seu empenho",
diz Svenja Wirther, Project Manager, Business&Organization
Improvement.
Lino Dias é um caso de um português, que foi para a Alemanha há 11
anos, sem falar alemão. Mas que hoje fala não cinco, mas seis
línguas.Não escondendo a paixão que tem pelo que faz, Lino revela que
gosta muito de estar na Bayer. Afinal, relembra, a empresa tem como
lema: "Ciência para uma vida melhor."
20º
Em termos de vendas, em finais de 2011, a Bayer ocupava o 20º lugar na
Alemanha . No ranking das empresas químicas situava-se na 2ª posição e
em número de colaboradores no 18º lugar, com 111.800 empregados. O
valor de capitalização de mercado ocupava o 5º lugar, sendo o valor da
acção da Bayer no índice Xetra de 69,46 euros (a 18 de Outubro).
14 mil
A Europa representa o maior mercado da empresa, com vendas de 14,441
mil milhões de euros, seguindo-se a América do Norte com 8,177 mil
milhões de euros, a região da Ásia/Pacífico com 7,842 mil milhões de
euros e América Latina/Médio Oriente com 6,068 mil milhões de euros.
3
A Bayer tem três grandes áreas de negócio. No primeiro trimestre de
2012, o seu peso dentro da multinacional era distribuído da seguinte
forma: Bayer HealthCare 43.2%, MaterialScience 27.7% e CropScience
26%. Os restantes 3.1% referem-se a outros segmentos.
Do Alentejo para a Alemanha
Viveu em Portalegre até aos 18 anos. Foi para Lisboa. Formou-se e
doutorou-se. Emigrou. Procurou oportunidades. E soube agarrá-las.
Lino Dias tinha 30 anos quando foi, pela primeira vez, notícia.
"Licenciados portugueses fazem investigação para a Bayer alemã", era o
título de uma notícia da agência de notícias Lusa, que dava conta da
chegada de um português a Leverkusen, cidade "Bayer", na Alemanha. Na
altura Lino declarava que gostava de ficar na Bayer o tempo suficiente
para "aprender alguma coisa". E acrescentava "nunca menos de três,
quatro anos". Hoje, já lá vão 11. Todos na Alemanha (apesar dos vários
meses passados pelos corredores aéreos do mundo). Todos na Bayer.
Lino, à semelhança de muitos jovens portugueses, procurava em 2001
oportunidades de trabalho. "O meu objectivo quando terminei o meu
curso era ir para o estrangeiro. Eu gostava de ter uma experiência de
investigação numa indústria química. Em Portugal nessa altura a
investigação que era feita, nesta indústria, era muito escassa." Foi
para fora. E, "por acaso participei numa conferência científica em
Praga onde apresentei o meu doutoramento". Nessa sala estava um
colaborador da Bayer, que também apresentou um trabalho. "Trocamos
impressões e perguntei se havia possibilidade de fazer investigação na
Bayer." A resposta foi "sim - é uma questão de enviar a candidatura".
E Lino assim o fez. "Fiz uma candidatura espontânea. Não havia nenhum
lugar disponível mas por sorte, e eu acho que há sempre sorte na vida,
eles precisavam de alguém com um perfil próximo do meu e portanto fui
aceite. E para um lugar permanente. Foi assim que foi o processo." Um
encadear de "eventos" que o levaram a ter uma carreira profissional
diversificada.
Lino Dias , que tem passado por distintas áreas do grupo, viaja,
também, bastante - sendo que tem participado em vários projectos na
Europa, no Brasil e na Região Ásia-Pacífico. Actualmente ocupa a
posição de Global Product Manager na sede da Bayer CropScience, na
Alemanha. É casado, pai de quatro filhas e adora "conhecer o mundo".
Tudo numa perspectiva "triple A". É um caso de sucesso alimentado pelo
primeira letra do abecedário: do Alentejo para a Alemanha, com o
carimbo académico da Alameda, lugar onde fica o Instituto Superior
Técnico, onde se formou e doutorou.
http://economico.sapo.pt/noticias/portugues-e-o-trabalhador-mais-eficiente-da-bayer_154541.html
Produtos portugueses reforçam presença na China
Azeite, cortiça e calçado
Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) assinou acordo
de cooperação em Macau com um grupo de empresários chineses para a
abertura de duas lojas de produtos portugueses na província de
Liaoning até Outubro de 2013
22 Outubro 2012Nº de votos (0) Comentários (1)
"Há seis meses que discutíamos esta possibilidade e agora assinámos
este acordo com um grupo de empresários da província de Liaoning que
prevê a abertura de duas lojas, nas cidades de Shenyang e Dalian, até
outubro de 2013", disse esta segunda-feira à agência Lusa o presidente
da AJEPC, Alberto Carvalho Neto.
A AJEPC, criada há cerca de dois meses e que representa já cerca de 70
empresários portugueses e chineses, pretende criar uma marca de
'franchising' para a abertura de lojas de produtos portugueses, do
vinho ao azeite, cortiça e calçado, em várias províncias chinesas, que
serão geridas por empresários locais.
"Além de estimularem a exportação de produtos portugueses, estas lojas
funcionarão como os primeiros pontos de venda de produtos tipicamente
portugueses e de promoção da cultura portuguesa", explicou Alberto
Carvalho Neto, adiantando que, além de Liaoning, a AJEPC também "já
está a trabalhar com outras províncias da China no mesmo sentido".
O acordo relativo à abertura de lojas portuguesas na China continental
foi um dos cinco protocolos assinados no fim de semana, durante a
Feira Internacional de Macau, em que a AJEPC participou pela primeira
vez e esteve envolvida na organização do pavilhão português em
parceria com a Associação Empresarial de Portugal (AEP).
"Foram assinados cinco acordos no sector agroalimentar, essencialmente
com as províncias de chinesas de Liaoning e Guangdong, o que vai
facilitar bastante a entrada de produtos portugueses na China
continental", disse.
Agora, acrescentou, está prevista a ida de empresários chineses a
Portugal no próximo ano para participarem em feiras, como o Salão
Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa.
Alberto Carvalho Neto faz um balanço "extremamente positivo" da
participação portuguesa no certame, durante o fim-de-semana, que foi a
maior de sempre, com 63 empresas e um pavilhão de 500 metros
quadrados, considerando que esta situação surge como "alternativa à
crise" e que o mercado chinês poderá ser "uma solução viável a médio e
longo prazo".
Na abertura da feira, na quinta-feira, marcou presença o Secretário de
Estado da Economia e Desenvolvimento Regional português, António
Almeida Henriques, que salientou, em declarações aos jornalistas, que
as "exportações são uma vitamina contra a crise".
"Felizmente os empresários portugueses, em sintonia com o Governo
português, têm vindo a perceber que esse é o caminho. Exportarmos mais
do que importamos, esse é que é o caminho para a saída da crise",
sublinhou.
Durante a 17.ª Feira Internacional de Macau, que se realizou entre
quinta-feira e domingo, foram assinados 88 protocolos, mais 8,64% face
ao ano passado, dos quais dez envolveram países lusófonos. O certame,
que contou com 700 expositores e a representação de mais de 50 países
e regiões, recebeu cerca de 103 mil visitantes, o que representa um
aumento de 9,23% face à edição de 2011.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/produtos-portugueses-reforcam-presenca-na-china
Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) assinou acordo
de cooperação em Macau com um grupo de empresários chineses para a
abertura de duas lojas de produtos portugueses na província de
Liaoning até Outubro de 2013
22 Outubro 2012Nº de votos (0) Comentários (1)
"Há seis meses que discutíamos esta possibilidade e agora assinámos
este acordo com um grupo de empresários da província de Liaoning que
prevê a abertura de duas lojas, nas cidades de Shenyang e Dalian, até
outubro de 2013", disse esta segunda-feira à agência Lusa o presidente
da AJEPC, Alberto Carvalho Neto.
A AJEPC, criada há cerca de dois meses e que representa já cerca de 70
empresários portugueses e chineses, pretende criar uma marca de
'franchising' para a abertura de lojas de produtos portugueses, do
vinho ao azeite, cortiça e calçado, em várias províncias chinesas, que
serão geridas por empresários locais.
"Além de estimularem a exportação de produtos portugueses, estas lojas
funcionarão como os primeiros pontos de venda de produtos tipicamente
portugueses e de promoção da cultura portuguesa", explicou Alberto
Carvalho Neto, adiantando que, além de Liaoning, a AJEPC também "já
está a trabalhar com outras províncias da China no mesmo sentido".
O acordo relativo à abertura de lojas portuguesas na China continental
foi um dos cinco protocolos assinados no fim de semana, durante a
Feira Internacional de Macau, em que a AJEPC participou pela primeira
vez e esteve envolvida na organização do pavilhão português em
parceria com a Associação Empresarial de Portugal (AEP).
"Foram assinados cinco acordos no sector agroalimentar, essencialmente
com as províncias de chinesas de Liaoning e Guangdong, o que vai
facilitar bastante a entrada de produtos portugueses na China
continental", disse.
Agora, acrescentou, está prevista a ida de empresários chineses a
Portugal no próximo ano para participarem em feiras, como o Salão
Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa.
Alberto Carvalho Neto faz um balanço "extremamente positivo" da
participação portuguesa no certame, durante o fim-de-semana, que foi a
maior de sempre, com 63 empresas e um pavilhão de 500 metros
quadrados, considerando que esta situação surge como "alternativa à
crise" e que o mercado chinês poderá ser "uma solução viável a médio e
longo prazo".
Na abertura da feira, na quinta-feira, marcou presença o Secretário de
Estado da Economia e Desenvolvimento Regional português, António
Almeida Henriques, que salientou, em declarações aos jornalistas, que
as "exportações são uma vitamina contra a crise".
"Felizmente os empresários portugueses, em sintonia com o Governo
português, têm vindo a perceber que esse é o caminho. Exportarmos mais
do que importamos, esse é que é o caminho para a saída da crise",
sublinhou.
Durante a 17.ª Feira Internacional de Macau, que se realizou entre
quinta-feira e domingo, foram assinados 88 protocolos, mais 8,64% face
ao ano passado, dos quais dez envolveram países lusófonos. O certame,
que contou com 700 expositores e a representação de mais de 50 países
e regiões, recebeu cerca de 103 mil visitantes, o que representa um
aumento de 9,23% face à edição de 2011.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/produtos-portugueses-reforcam-presenca-na-china
Bruxelas dá mais 3 milhões de euros a produtores de leite nacionais
Publicado ontem às 18:45
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse à TSF que este
reforço é certamente uma ajuda, mas «não corresponde a todas as
necessidades» e problemas provocados pela seca.
A ministra da Agricultura anunciou hoje que Portugal recebeu 'luz
verde' da Comissão Europeia para um reforço da ajuda específica aos
produtores leiteiros, que vai representar cerca de mais três milhões
de euros até final de 2013.
Com o reforço de 54% avalizado pelo executivo comunitário, as ajudas
ao setor do leite que, no conjunto dos dois anos atingiriam à partida
seis milhões de euros, podem agora chegar aos nove milhões, precisou
Assunção Cristas.
Trata-se de um aumento excecional de 54% dos apoios para responder ao
aumento dos custos de produção devido à seca.
À TSF, a ministra da Agricultura, que está em Bruxelas, revelou estar
satisfeita com a decisão.
Assunção Cristas disse esperar que este apoio «vá ajudar de alguma
forma os produtores leiteiros» portugueses a enfrentar as dificuldades
que atualmente enfrentam.
A ministra da Agricultura admitiu ainda que, apesar de ser uma notícia
positiva, estes nove milhões de euros não resolvem todos os problemas
motivados pela seca.
«Não corresponde a todas as necessidades, mas ajuda a responder a uma
parte das necessidades. Há questões estruturais que têm a ver com a
produção do leite, que nós estamos a trabalhar, mas no curto prazo e
para ajudar a resolver o problema financeiro muito real que estão a
viver os produtores de leite, esta medida é aquela que mais
rapidamente pode chegar e pode dar uma ajuda», concluiu a ministra.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2840483&tag=Governo&page=-1
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse à TSF que este
reforço é certamente uma ajuda, mas «não corresponde a todas as
necessidades» e problemas provocados pela seca.
A ministra da Agricultura anunciou hoje que Portugal recebeu 'luz
verde' da Comissão Europeia para um reforço da ajuda específica aos
produtores leiteiros, que vai representar cerca de mais três milhões
de euros até final de 2013.
Com o reforço de 54% avalizado pelo executivo comunitário, as ajudas
ao setor do leite que, no conjunto dos dois anos atingiriam à partida
seis milhões de euros, podem agora chegar aos nove milhões, precisou
Assunção Cristas.
Trata-se de um aumento excecional de 54% dos apoios para responder ao
aumento dos custos de produção devido à seca.
À TSF, a ministra da Agricultura, que está em Bruxelas, revelou estar
satisfeita com a decisão.
Assunção Cristas disse esperar que este apoio «vá ajudar de alguma
forma os produtores leiteiros» portugueses a enfrentar as dificuldades
que atualmente enfrentam.
A ministra da Agricultura admitiu ainda que, apesar de ser uma notícia
positiva, estes nove milhões de euros não resolvem todos os problemas
motivados pela seca.
«Não corresponde a todas as necessidades, mas ajuda a responder a uma
parte das necessidades. Há questões estruturais que têm a ver com a
produção do leite, que nós estamos a trabalhar, mas no curto prazo e
para ajudar a resolver o problema financeiro muito real que estão a
viver os produtores de leite, esta medida é aquela que mais
rapidamente pode chegar e pode dar uma ajuda», concluiu a ministra.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2840483&tag=Governo&page=-1
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
No âmbito do Projecto Municipal “Cooperar para uma Agricultura Sustentável” Câmara de Santarém lança iniciativa “Biomomento”
A Câmara Municipal de Santarém, através da Divisão de Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável (DADS), criou o Projecto Municipal
"Cooperar para uma Agricultura Sustentável". O projecto que tem como
objectivo tornar a Agricultura Sustentável um mote para o
Desenvolvimento Sustentável dos Territórios e perante o novo paradigma
de olhar a Agricultura como uma oportunidade para o desenvolvimento do
País, ao satisfazer os princípios da auto-suficiência, da
solidariedade, da resiliência das cidades e da preservação do
Ambiente.
A dinamização deste Projecto assenta na criação de uma rede de
stakeholders que concebe sinergias para que a Agricultura Sustentável
seja a prática de produção de alimentos, a opção privilegiada por
parte dos consumidores, a garantia da preservação dos recursos
naturais e um factor de proximidade das famílias à terra.
No próximo dia 26 de Outubro, pelas 15h30m, na Casa do Ambiente, será
lançada a iniciativa pioneira "Biomomento" que tem como principal
objectivo promover o conceito de sustentabilidade no sector agrícola e
das actividades subsidiarias. Para tal, consumidores e produtores
devem estar devidamente informados, formados e sensibilizados e a
iniciativa "Biomomento", que vai ter lugar nas últimas 6.as –feiras de
cada mês na Casa do Ambiente, pretende ser um contributo para que a
Agricultura Sustentável seja cada vez mais a primeira opção dos
consumidores, dinamizando a economia local, aproximando os produtores
dos consumidores e preservando o Ambiente, tornando os consumidores
mais responsáveis nas sua opções.
A iniciativa Biomomento, dia 26 de Outubro, conta com a prestigiosa
presença do Senhor Presidente da Associação dos Técnicos de Informação
e Consumo, Luís Mariano Sousa Coelho, com a palestra "Rótulo Vs
Bilhete de Identidade do Produto".
Fonte: CMS
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22.htm
Desenvolvimento Sustentável (DADS), criou o Projecto Municipal
"Cooperar para uma Agricultura Sustentável". O projecto que tem como
objectivo tornar a Agricultura Sustentável um mote para o
Desenvolvimento Sustentável dos Territórios e perante o novo paradigma
de olhar a Agricultura como uma oportunidade para o desenvolvimento do
País, ao satisfazer os princípios da auto-suficiência, da
solidariedade, da resiliência das cidades e da preservação do
Ambiente.
A dinamização deste Projecto assenta na criação de uma rede de
stakeholders que concebe sinergias para que a Agricultura Sustentável
seja a prática de produção de alimentos, a opção privilegiada por
parte dos consumidores, a garantia da preservação dos recursos
naturais e um factor de proximidade das famílias à terra.
No próximo dia 26 de Outubro, pelas 15h30m, na Casa do Ambiente, será
lançada a iniciativa pioneira "Biomomento" que tem como principal
objectivo promover o conceito de sustentabilidade no sector agrícola e
das actividades subsidiarias. Para tal, consumidores e produtores
devem estar devidamente informados, formados e sensibilizados e a
iniciativa "Biomomento", que vai ter lugar nas últimas 6.as –feiras de
cada mês na Casa do Ambiente, pretende ser um contributo para que a
Agricultura Sustentável seja cada vez mais a primeira opção dos
consumidores, dinamizando a economia local, aproximando os produtores
dos consumidores e preservando o Ambiente, tornando os consumidores
mais responsáveis nas sua opções.
A iniciativa Biomomento, dia 26 de Outubro, conta com a prestigiosa
presença do Senhor Presidente da Associação dos Técnicos de Informação
e Consumo, Luís Mariano Sousa Coelho, com a palestra "Rótulo Vs
Bilhete de Identidade do Produto".
Fonte: CMS
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22.htm
UE / Bem-Estar Animal: Comissão procura boa aplicação das regras de abate de animais
Vai ter lugar em Bruxelas no próximo dia 24 de Outubro uma conferência
co-organizada pela Comissão Europeia e pela Presidência cipriota da UE
sobre a "Protecção dos animais em matadouros: preparando-se para
2013".
Reunindo um vasto leque de participantes de organizações nacionais e
internacionais, autoridades competentes, veterinários, produtores e
ONGs, o objectivo é garantir a boa execução das novas regras de abate
de animais, para fornecer uma plataforma para troca de experiências
com representantes da cadeia produtiva da carne e para apresentar o
ponto de situação de tecnologias relacionadas com o abate de animais.
As novas regras entrarão em vigor em 1 de Janeiro de 2013 e irão
integrar melhor as considerações do bem-estar animal na concepção e
nas operações dos matadouros ", que terão de acompanhar regularmente a
eficiência das suas técnicas de atordoamento, nomear uma pessoa
específica responsável pelo bem-estar animal e garantir que o seu
pessoal é devidamente treinado e certificado.
Todos os anos, cerca de 360 milhões de porcos, ovelhas, cabras e
bovinos, bem como de vários milhares de milhões de aves são abatidos
nos matadouros da UE. Além disso, cerca de 25 milhões de animais são
mortos pela valorização da sua pele. O controle de doenças contagiosas
pode também implicar o abate de milhares a milhões de outros animais.
Fonte: CE
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22c.htm
co-organizada pela Comissão Europeia e pela Presidência cipriota da UE
sobre a "Protecção dos animais em matadouros: preparando-se para
2013".
Reunindo um vasto leque de participantes de organizações nacionais e
internacionais, autoridades competentes, veterinários, produtores e
ONGs, o objectivo é garantir a boa execução das novas regras de abate
de animais, para fornecer uma plataforma para troca de experiências
com representantes da cadeia produtiva da carne e para apresentar o
ponto de situação de tecnologias relacionadas com o abate de animais.
As novas regras entrarão em vigor em 1 de Janeiro de 2013 e irão
integrar melhor as considerações do bem-estar animal na concepção e
nas operações dos matadouros ", que terão de acompanhar regularmente a
eficiência das suas técnicas de atordoamento, nomear uma pessoa
específica responsável pelo bem-estar animal e garantir que o seu
pessoal é devidamente treinado e certificado.
Todos os anos, cerca de 360 milhões de porcos, ovelhas, cabras e
bovinos, bem como de vários milhares de milhões de aves são abatidos
nos matadouros da UE. Além disso, cerca de 25 milhões de animais são
mortos pela valorização da sua pele. O controle de doenças contagiosas
pode também implicar o abate de milhares a milhões de outros animais.
Fonte: CE
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22c.htm
A estratégia empresarial do grupo Portucel Soporcel e a política florestal do Governo: serão uma e a mesma coisa?
1. Em maio último, o grupo Portucel Soporcel fez saber, através de
notícia publicada num jornal diário, fazer depender de 40.000 hectares
de eucaliptal a sua intenção de investir 2 mil milhões de euros, com a
criação de 15.000 mil postos de trabalho. Na atual crise económica,
qualquer notícia de investimento, mais ainda com a propagandeada
criação de milhares de postos de trabalho, é como pão para a boca.
Importa pois avaliar da condição para a concretização deste
investimento, os 40 mil hectares de eucalipto.
2. Por sua vez, o Ministério da Agricultura, também do Ambiente, quase
em simultâneo à demonstração de intenção do grupo empresarial, coloca
para discussão pública uma proposta de alteração legislativa à
regulamentação sobre a ações de arborização e rearborização com
espécies de rápido crescimento, nas quais se incluem espécies
florestais dos géneros Eucalyptus, Populus (choupos) e Acacia. A
referida proposta visa essencialmente a alteração ao disposto no
Decreto-lei n.º 175/88, de 17 de maio. Em causa está a dispensa de
autorização prévia, pelo recém-criado Instituto de Conservação da
Natureza e das Florestas (ICNF), das ações de (re)florestação com
estas espécies em regiões de minifúndio.
Será coincidência? Estatisticamente é muito difícil comprovar que
existe uma relação causal entre duas variáveis pois correlação não
significa necessariamente causalidade. É necessário realizar testes
empíricos para chegar a uma conclusão de causa e efeito.
Comprovada ou não uma relação causal entre o anúncio, ou
reivindicação, do grupo Portucel Soporcel e a iniciativa do Ministério
da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
(MAMAOT), há contudo questões que importa colocar:
Será que o País sai a ganhar com mais uma campanha de massificação
agroflorestal, desta vez não com o trigo, como ocorreu a partir de
1938, não com o pinheiro bravo, como relata Aquilino Ribeiro no
romance "Quando os Lobos Uivam" de 1958, ambas em período de Estado
Novo, mas agora com uma espécie exótica, o eucalipto?
Será que, perante a atual crise económica, a carência de emprego e a
necessidade de aumentar o valor bruto das exportações, faz valer tudo?
Existe uma efetiva análise custo/benefício? Para quem emprega
atualmente cerca de 2.300 colaboradores, com unidades de produção de
pasta celulósica e de papel, como consegue incorporar mais 15.000
novos postos de trabalho? Será mera propaganda?
Analisando as exportações pelo seu valor líquido, ou seja subtraindo
ao seu valor bruto os custos da depreciação dos recursos naturais,
sairá o País a ganhar com uma campanha do eucalipto?
Foram estudadas alternativas à satisfação das atuais ou futuras
necessidades da indústria transformadora de pasta celulósica e do
papel, que não passem pela massificação da cultura do eucalipto em
minifúndio sem gestão florestal ativa?
Qual o impacto efetivo da campanha do eucalipto em Meio Rural? No
emprego nas aldeias, vilas e cidades do Interior, na qualidade de vida
dessas populações (o êxodo rural não se consegue estancar), no
rendimento dos proprietários rurais (em declive progressivo, segundo o
INE), nas empresas locais, e ao nível dos recursos naturais endógenos,
na conservação dos solos, na qualidade e na quantidade de água, na
biodiversidade, ou na propagação dos incêndios florestais?
Com certeza, o Ministério terá resposta a estas questões, já que,
coincidentemente ou não, parece estar a providenciar os meios
necessários a prossecução da estratégia empresarial do Grupo Portucel
Soporcel.
Lisboa, 22 de outubro de 2012
A Direção da Acréscimo
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22b.htm
notícia publicada num jornal diário, fazer depender de 40.000 hectares
de eucaliptal a sua intenção de investir 2 mil milhões de euros, com a
criação de 15.000 mil postos de trabalho. Na atual crise económica,
qualquer notícia de investimento, mais ainda com a propagandeada
criação de milhares de postos de trabalho, é como pão para a boca.
Importa pois avaliar da condição para a concretização deste
investimento, os 40 mil hectares de eucalipto.
2. Por sua vez, o Ministério da Agricultura, também do Ambiente, quase
em simultâneo à demonstração de intenção do grupo empresarial, coloca
para discussão pública uma proposta de alteração legislativa à
regulamentação sobre a ações de arborização e rearborização com
espécies de rápido crescimento, nas quais se incluem espécies
florestais dos géneros Eucalyptus, Populus (choupos) e Acacia. A
referida proposta visa essencialmente a alteração ao disposto no
Decreto-lei n.º 175/88, de 17 de maio. Em causa está a dispensa de
autorização prévia, pelo recém-criado Instituto de Conservação da
Natureza e das Florestas (ICNF), das ações de (re)florestação com
estas espécies em regiões de minifúndio.
Será coincidência? Estatisticamente é muito difícil comprovar que
existe uma relação causal entre duas variáveis pois correlação não
significa necessariamente causalidade. É necessário realizar testes
empíricos para chegar a uma conclusão de causa e efeito.
Comprovada ou não uma relação causal entre o anúncio, ou
reivindicação, do grupo Portucel Soporcel e a iniciativa do Ministério
da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
(MAMAOT), há contudo questões que importa colocar:
Será que o País sai a ganhar com mais uma campanha de massificação
agroflorestal, desta vez não com o trigo, como ocorreu a partir de
1938, não com o pinheiro bravo, como relata Aquilino Ribeiro no
romance "Quando os Lobos Uivam" de 1958, ambas em período de Estado
Novo, mas agora com uma espécie exótica, o eucalipto?
Será que, perante a atual crise económica, a carência de emprego e a
necessidade de aumentar o valor bruto das exportações, faz valer tudo?
Existe uma efetiva análise custo/benefício? Para quem emprega
atualmente cerca de 2.300 colaboradores, com unidades de produção de
pasta celulósica e de papel, como consegue incorporar mais 15.000
novos postos de trabalho? Será mera propaganda?
Analisando as exportações pelo seu valor líquido, ou seja subtraindo
ao seu valor bruto os custos da depreciação dos recursos naturais,
sairá o País a ganhar com uma campanha do eucalipto?
Foram estudadas alternativas à satisfação das atuais ou futuras
necessidades da indústria transformadora de pasta celulósica e do
papel, que não passem pela massificação da cultura do eucalipto em
minifúndio sem gestão florestal ativa?
Qual o impacto efetivo da campanha do eucalipto em Meio Rural? No
emprego nas aldeias, vilas e cidades do Interior, na qualidade de vida
dessas populações (o êxodo rural não se consegue estancar), no
rendimento dos proprietários rurais (em declive progressivo, segundo o
INE), nas empresas locais, e ao nível dos recursos naturais endógenos,
na conservação dos solos, na qualidade e na quantidade de água, na
biodiversidade, ou na propagação dos incêndios florestais?
Com certeza, o Ministério terá resposta a estas questões, já que,
coincidentemente ou não, parece estar a providenciar os meios
necessários a prossecução da estratégia empresarial do Grupo Portucel
Soporcel.
Lisboa, 22 de outubro de 2012
A Direção da Acréscimo
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/22b.htm
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