quarta-feira, 26 de março de 2014

Federação de Regantes reivindica condições de tarifa eléctrica iguais aos dos outros países europeus



França tem uma tarifa eléctrica específica para o regadio e outros sectores, para além de se poder alterar a potência contratada mais do que uma vez ao ano, permitindo ajustar a potência às necessidades de consumo de temporada.

Itália aplica um IVA reduzido à tarifa eléctrica dos agricultores que, em 2013, passou de 20% para 10%.

O Governo Espanhol está a estudar formula exclusiva de tarifas eléctricas para os regadios. O objectivo é estabelecer contrato de fornecimento adaptado a este tipo especifico de consumo, cujo perfil é de temporada, comunicou este mês o Ministro da Agricultura Espanhol.

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) alerta para os custos da factura eléctrica e reivindica tarifário competitivo e justo, com condições de tarifa eléctrica iguais aos de outros países. O problema reside nos contratos de potência que são desajustados ao sector da agricultura, devido à sazonalidade da actividade. Os agricultores são obrigados a contratar para todo o ano a potência mais elevada, mesmo durante os meses em que não utilizam energia, fora da época de rega, entre Outubro e Abril.

Os custos têm vindo a crescer exponencialmente. Nos dados divulgados pela ERSE, os aumentos verificados desde 1999, data a partir da qual se estabeleceram tarifas por actividade regulada no sector eléctrico, foram de 773% nas tarifas de uso global do sistema, onde se inclui a taxa de potência, e de 25% na energia.

Com o objectivo de compensar esta subida da factura eléctrica e proteger a competitividade da agricultura portuguesa, a FENAREG tem vindo a solicitar junto dos Ministérios da Agricultura e da Economia que se pague unicamente pela potência registada e não pela teórica contratada, para evitar o gasto de um serviço que não utilizam fora da época de rega (de Outubro a Abril). Outra alternativa para conseguir um cenário mais competitivo, passa pela possibilidade de haver dois contratos ao ano, com potências diferentes: um com a potência mínima para abastecimento básico dos equipamentos e outro para a época de maior consumo, durante os meses da rega.

Coruche, 25 de Março de 2014

Assinatura de Protocolo para a criação de um Centro de Arbitragem em matéria fundiária no Cadaval



O Ministério da Justiça e a Câmara Municipal do Cadaval assinam amanhã, dia 26 de março de 2014, um Protocolo enquadrador da criação de um novo Centro de Arbitragem em matéria fundiária, o qual terá a sua sede no Palácio da Justiça daquele Concelho. A cerimónia contará com a presença da Ministra da Justiça e do Presidente da Câmara do Cadaval e terá lugar às 16h15 no Auditório do Edifício dos Paços do Concelho do Cadaval.

Com a assunção do compromisso de criarem as condições necessárias para o nascimento deste novo Centro de Arbitragem de competência especializada na resolução de conflitos originados na atividade fundiária e agrícola, o Ministério da Justiça e a Câmara Municipal do Cadaval procuram unir esforços e aproveitar sinergias no sentido de agilizar a resolução de litígios emergentes no seio de uma atividade económica de inquestionável interesse para a região e para Portugal, responsável por uma dinâmica atividade agrícola exportadora, mormente de produtos frutícolas e hortícolas.

A criação de um centro de arbitragem com competência especializada para a resolução de litígios neste domínio permitirá que os mesmos possam ser resolvidos de forma célere, eficaz, eficiente e a custos reduzidos, o que torna a justiça mais pronta para todos quantos sejam confrontados com a necessidade de solucionarem litígios de natureza fundiária e pretendam recorrer a esta forma alternativa de resolverem os seus litígios.

25 de março de 2014

Produtores europeus congratulam-se com acordo UE/China25 Março, 2014 01:20 | Revista de Vinhos

O episódio de tensão comercial que se viveu entre a China e a União Europeia a propósito das importações de vinho europeu para o mercado chinês foi esta semana encerrado com a retirada das queixas anti-dumping e anti-subvenções apresentadas pela associação que representa a indústria do vinho chinês. A autoridades responsáveis dos dois lados anunciaram já que não haverá lugar a quaisquer medidas de defesa comercial por parte da China contra os vinhos da UE.

As investigações entretanto lançadas pela China sobre estes alegados mecanismos ilegais de apoio às exportações para o mercado chinês foram travadas, um ponto fundamental defendido pelos negociadores europeus para se chegar a acordo. A Europa foi representada pelo Comité Vins (CEEV) e a China pela CADA (Indústria Chinesa do Vinho), entidades que definiram um novo quadro de cooperação técnica entre os sectores vinícolas de ambos os lados.

"Estou muito satisfeito por a queixa ter sido retirada pela indústria de vinho chinês”, assumiu o presidente da CEEV, Jean Marie-Barillére, citado num comunicado da ACIBEV (Associação dos Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos), membro português do Comité Vins. “Os nossos exportadores serão capazes de prosseguir as suas operações num mercado que é estratégico para os vinhos europeus, em concorrência leal entre vinhos nacionais e vinhos importados de países terceiros.”

Jean Marie-Barillére olha agora para o futuro com optimismo: “O nosso diálogo com a indústria chinesa irá contribuir para transformar um conflito comercial numa parceria estratégica entre a UE e a indústria chinesa. Em suma, tal representa uma grande realização e também abre oportunidades de longo prazo para o sector vitivinícola da EU."

Em 2012, o mercado chinês absorveu 764 milhões de euros em vinho europeu, com a fatia de leão a caber à França (546 milhões), seguida da Espanha (89 milhões) e Itália (77 milhões). Nesse período, as exportações de vinho português para a China superaram os 3,6 milhões de euros. 

COMUNICADO DE IMPRENSA Produtos biológicos: Comissão propõe mais e melhor

Comissão Europeia

A Comissão Europeia publicou novas propostas para um novo regulamento relativo à produção biológica e à rotulagem dos produtos biológicos. As preocupações dos consumidores e dos produtores constituem o cerne das novas propostas, que visam colmatar as insuficiências do actual sistema. A dimensão do mercado de produtos biológicos da UE quadruplicou nos últimos 10 anos, impondo-se a actualização e o ajustamento das normas, para que o sector possa continuar a desenvolver-se e responder a desafios futuros.

Dacian Cioloș, comissário europeu responsável pela Agricultura e pelo Desenvolvimento Rural, declarou hoje: «O futuro do sector biológico na UE depende da qualidade e da integridade dos produtos vendidos sob o logótipo europeu da produção biológica. A Comissão pretende mais e melhor agricultura biológica na UE, para o que é necessário consolidar a confiança dos consumidores nos produtos biológicos e eliminar os obstáculos ao desenvolvimento do sector. Este pacote é bom para os consumidores e para os agricultores. Para os consumidores, porque terão melhores garantias relativamente aos alimentos biológicos produzidos e vendidos na UE; para os agricultores, os produtores e os retalhistas, porque terão acesso a um mercado maior, tanto dentro como fora da União Europeia.»

As propostas centram-se em três objectivos principais: manter a confiança dos consumidores; manter a confiança dos produtores; facilitar a conversão dos agricultores à produção biológica. Pretende-se que a agricultura biológica se mantenha fiel aos seus princípios e objectivos, de modo a satisfazer as exigências do público em prol do ambiente e da qualidade. A Comissão propõe, nomeadamente:

O reforço e a harmonização das normas, tanto para os produtos da União Europeia como para os produtos importados, mediante a abolição de muitas das excepções em termos de produção e de controlos;

O reforço dos controlos, baseando-os nos riscos;

O fomento da adesão dos pequenos agricultores à agricultura biológica, possibilitando-lhes a adesão a um regime de certificação de grupo;

Um melhor tratamento da dimensão internacional do comércio de produtos biológicos, introduzindo novas disposições em matéria de exportações;

A simplificação da legislação, a fim de reduzir os custos administrativos para os agricultores e aumentar a transparência.

No intuito de ajudar os agricultores, produtores e retalhistas de produtos biológicos a adaptarem-se às alterações políticas propostas e a enfrentarem os desafios futuros, a Comissão aprovou também um plano de ação para o futuro da produção biológica na Europa. Esse plano prevê uma melhor informação dos agricultores sobre as iniciativas em matéria de desenvolvimento rural e de política agrícola da UE destinadas a incentivar a agricultura biológica, o reforço das ligações entre os projectos de investigação de inovação e o modo de produção biológico e incentivos à utilização de géneros alimentícios biológicos - por exemplo, nas escolas.

Antecedentes

A proposta, que será seguidamente apresentada ao Parlamento Europeu e ao Conselho, baseia-se nos resultados de um amplo processo de consulta, que teve início em 2012 e incluiu audições de peritos da UE e internacionais sobre produção biológica. Uma consulta pública efectuadas em 2013 despertou forte interesse junto do público (45 000 respostas, na sua maioria de «consumidores», mais do que de «produtores»). A consulta evidenciou as preocupações do público com as questões relacionadas com o ambiente e a qualidade, e revelou uma exigência clara de normas reforçadas e mais uniformes em matéria de produção biológica em toda a UE.

A agricultura biológica associa as melhores práticas ambientais, um elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais e normas elevadas de produção, baseada em substâncias e processos naturais. Este modo de produção pressupõe um mercado específico, que responda a uma procura específica por parte dos consumidores, e, simultaneamente, a prestação de serviços públicos nos domínios da protecção do ambiente, do bem-estar dos animais e do desenvolvimento rural.

Guia do coletor de cogumelos


A Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), no âmbito do Projeto “Promover os Recursos Micológicos”, apoiado pelo Programa para a Rede Rural Nacional, elaboraram o “Guia do Coletor de Cogumelos – para os cogumelos silvestres comestíveis com interesse comercial em Portugal”:


Este Guia destina-se a fornecer ao coletor de cogumelos indicações que lhe possibilitem reconhecer de forma inequívoca as espécies que crescem na natureza no nosso território e que são tradicionalmente utilizadas na alimentação e potencialmente comercializáveis. Simultaneamente, alerta para a existência de espécies que produzem corpos frutíferos com aparência semelhante e que estão na origem das confusões que têm provocado intoxicações, muitas vezes com resultados funestos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Nova portaria das 'pequenas quantidades'

Março 21
10:30
2014

Foi publicada a Portaria nº 74/2014, de 20 de Março, sobre venda de pequenas quantidades de produtos primários ao consumidor final e derrogações relativas à realização de análises previstas no Regulamento (CE) n.° 2073/2005.

Este diploma, que revoga a anterior Portaria n.º 699/2008, indica:

As quantidades passíveis de serem fornecidas diretamente ao consumidor final ou a comércio retalhista que abasteça diretamente o consumidor final;
Os critérios para a aplicação de flexibilidade nos procedimentos de amostragem previstos no Regulamento (CE) n.° 2073/2005, da Comissão, de 15 de novembro.
Os produtores primários que pretendem fornecer géneros alimentícios diretamente ao consumidor final devem proceder ao registo junto das Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária das Regiões (DSAVR) ou solicitar autorização prévia à Diretora-Geral de Alimentação e Veterinária, nos termos do diploma.

Inovar e diversificar no sector do leite



Maria do Céu Patrão Neves, Eurodeputada, e Manuel Cardoso, Director Regional de Agricultura do Norte, aconselharam a fileira do leite a inovar e diversificar nos produtos derivados do leite.

Apostar forte nas organizações de produtores e na união da produção, indústria e distribuição são as principais mensagens deixadas no debate sobre Preparar o fim das Quotas Leiteiras, realizado no dia 20 de Março, em Vila do Conde.

“Quanto mais forte for a organização, mais capacidade tem de gerir a oferta e negociar preços”, afirmou Maria do Céu Patrão Neves no seminário organizado pela APROLEP, Associação dos Produtores de Leite de Portugal (www.aprolep.pt) e pela AJADP, Associação dos Jovens Agricultores do Distrito do Porto (www.ajadp.net).

A Eurodeputada defende ainda que Portugal tem de encontrar alternativas para se tornar mais forte e competitivo no sector, uma vez que 14 países dos 28 da União Europeia são totalmente contra as quotas e não houve até agora, a nível europeu, força para impor medidas legislativas que envolvam a distribuição.

Por outro lado, Manuel Cardoso reforça que “os países mais desenvolvidos do mundo no que respeita à agricultura têm fortes e grandes organizações de produtores. Portugal tem de seguir este caminho”, conclui.

Maria do Céu Patrão Neves acrescentou ainda como sinal positivo o Observatório Europeu do Leite que começa a funcionar em Maio com o fim de monitorizar a evolução do sector.

Inês Vacas, Chefe de Divisão dos Mercados Agrícolas do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e do Mar, fez o ponto da situação sobre a reforma da PAC relativamente ao sector do leite. Carlos Neves, presidente da APROLEP, alertou que as ajudas directas previstas na nova PAC sendo positivas serão muito limitadas, pelo que a produção terá de ser eficiente e devidamente valorizada no preço pago ao produtor. Concluiu sublinhando que o fim das quotas não deve ser motivo de pessimismo e resignação mas de esperança e mobilização dos produtores para ganharem peso negocial numa europa cada vez mais liberalizada.

Este seminário teve como objectivo despertar a fileira do leite em Portugal para a necessidade de preparar a entrada em vigor de novas regras políticas e económicas, no âmbito da nova PAC, e do fim anunciado das quotas leiteiras.

Ministério da Agricultura: Regulamentação de porco preto em vigor após Europa se pronunciar


Ministério da Agricultura: Regulamentação de porco preto em vigor após Europa se pronunciar

A regulamentação do uso da denominação "porco preto" em géneros alimentícios vai entrar em vigor após a Comissão Europeia se pronunciar sobre a proposta de decreto-lei elaborada pelo Governo, revelou o ministério da Agricultura.
A informação surge na resposta do ministério à pergunta de 13 deputados do PS sobre os atrasos na aprovação de regulamentação que discipline as condições de produção e rotulagem diferenciadora dos produtos genuínos de porco de raça alentejana, vulgarmente conhecido como “porco preto”.
Fonte do ministério da Agricultura explicou hoje à agência Lusa que o Governo já iniciou o procedimento de notificação à Comissão Europeia da proposta de decreto-lei e depois de o prazo de consulta terminar, «não havendo objecções», o diploma será publicado em Diário da República e entrará em vigor.
Num comunicado enviado à Lusa, o deputado do PS eleito por Beja, Luís Pita Ameixa, um dos 13 parlamentares que questionaram o ministério da Agricultura, faz votos para que o processo decorra «com rapidez» e resulte nas «melhores e mais adequadas soluções» para os «graves problemas» que o setor do porco de raça alentejana atravessa, devido à falta de regulamentação da denominação comercial de porco preto.
Segundo o deputado, devido à falta de regulamentação, o mercado tem sido invadido por produtos ditos de porco preto, mas que não são oriundos de porco de raça alentejana, permitindo «uma concorrência falseada» e induzir em erro os consumidores.
Em consequência, «tem vindo a perder-se a produção de porco alentejano, diminuindo o efetivo pecuário para níveis críticos e privando o mercado de um produto verdadeiro e de qualidade».
Na resposta, o ministério da Agricultura refere que elaborou a proposta de decreto-lei devido à necessidade de regulamentar e definir as regras a que deve obedecer a denominação dos géneros alimentícios, frescos ou transformados, provenientes de porco preto, ou seja, porco de raça alentejana.
Segundo o ministério, o decreto-lei «estabelece as regras subjacentes ao uso facultativo da referência ´porco preto` na rotulagem dos géneros alimentícios, evitando, deste modo, por um lado, que os consumidores sejam induzidos em erro e, por outro lado, situações de concorrência desleal entre os operadores económicos, uma vez que atualmente não existe regulamentação da atividade na fileira».
Diário Digital com Lusa

UE: Resultados do Conselho Agricultura e Pescas de ontem

Promoção dos produtos agrícolas

Os Ministros procederam a um novo debate político sobre a proposta de medidas de promoção dos produtos agrícolas no mercado interno e nos países terceiros. A maioria dos Estados membros concordou com a proposta de compromisso apresentada pela Presidência. O ministro Tsaftaris concluiu que "Agora temos um mandato para negociar com o Parlamento Europeu. Esperamos que seja possível aprovar em breve uma proposta em primeira leitura antes do final do mandato do actual Parlamento."

Agricultura biológica

Os ministros foram informados pela Comissão sobre a sua proposta de revisão do quadro legal da produção e agricultura biológicas na Europa. A proposta reconhece que a actual política da UE relativa à produção biológica contém inconvenientes, como legislação complexa e disposições pouco claras ou deficiências no sistema de controle.

Rotulagem da origem da carne

O Conselho debateu um relatório da Comissão sobre a possibilidade de introduzir uma indicação obrigatória da origem da carne utilizada como ingrediente. O relatório apresenta diferentes cenários, mas o presidente do Conselho observou que as "posições dos Estados-Membros sobre esta questão ainda são divergentes nesta fase."

Gestão da galeota

No que diz respeito a questões de pesca, o Conselho chegou a acordo sobre a criação de um total admissível de capturas ( TAC ) para a galeota para 2014. A TAC sobre o verdinho foi incluída na proposta.

Consulta aos Estados costeiros sobre a cavala

Os Estados membros também acolheram favoravelmente o acordo de cinco anos para a cavala no Atlântico Nordeste alcançado entre a UE, a Noruega e as Ilhas Faroé. Lamentaram, no entanto, que a Islândia não fizesse parte do acordo.

Outros assuntos

Durante esta sessão , o Conselho aprovou entre outros itens, ss medidas comerciais contra três países terceiros, no contexto das actividades de pesca ilegais (Ver notícia)

Madeira espera produção de seis mil toneladas de cana-de-açúcar em 2014

A produção de cana-de-açúcar no arquipélago da Madeira, cultura que remonta ao século XV, deve atingir as seis mil toneladas em 2014, estimou o diretor regional de Agricultura, Bernardo Araújo.

«Os contactos preliminares feitos junto dos engenhos [unidades de transformação da cana] da região permitem concluir que será assegurado o total escoamento da produção de 2014, estimada em cerca de 6.000 toneladas», disse o diretor regional de Agricultura à agência Lusa, quando começa mais uma época de laboração nestas fábricas.
Luís Camacho, sócio-gerente da centenária Fábrica de Mel de Cana do Ribeiro Seco, perspetivou que neste ano possa vir a moer cerca de 1.100 toneladas de cana-de-açúcar, «mais sete toneladas do que no ano passado, que não foi um ano muito bom porque foi seco e a cana precisa de água e sol».
Esta unidade industrial projetou produzir cerca de 100 mil litros de mel, uma espécie de xarope fruto de vários processos de cozedura e filtração, empregue na doçaria, nomeadamente nos bolos e broas de mel que a fábrica também produz.
Como forma de assegurar a fidedignidade dos produtos derivados do mel de cana e garantir o seu escoamento, Luís Camacho defendeu que o "Selo de Garantia", ostentado na doçaria, deveria ser distribuído pelas próprias casas produtoras de mel «como forma de garantir que aquele produto é efetivamente fabricado com mel e não com melaço e, assim, era defendida a qualidade do bolo de mel e das broas e o consumidor».
Para Luís Camacho, o melaço - mais barato, com menos qualidade e proveniente da América Latina - «devia ser taxado para proteção da indústria local, dos agricultores e dos trabalhadores das respetivas fábricas».
Já o administrador da Sociedade de Engenhos da Calheta, Carlos Bettencourt, disse esperar receber cerca de 2.600 toneladas de cana que serão direcionadas para o fabrico de mel, rum e aguardente.
«Escoa-se mais a aguardente do que o mel, mas também empregamos este para fabricar bolos e broas que vendemos com a nossa chancela», adiantou.
Por seu turno, Luís Faria, gerente da Companhia dos Engenhos do Norte, datada do século XIX e única na Europa a trabalhar a vapor, espera adquirir cerca de 2.100 toneladas de cana-de-açúcar para uma produção equivalente a 120.000 litros de aguardente.
«O engenho está a ser recuperado respeitando a traça e a maquinaria original e continuará a trabalhar a vapor», assegurou.
Celso Olim, responsável pelo Engenho Novo Madeira, criado em 2006, conta manipular cerca de 1.500 toneladas de canas para uma produção de 30 toneladas de mel e 90.000 litros de aguardente.
Os empresários são unânimes ao saudarem a criação do selo de garantia, por imprimir «alguma confiança» nos produtos, mas também defendem uma «boa fiscalização» para que, nos meses de safra, de março a abril, «se continue a ver, alinhados, desde madrugada, à porta dos engenhos, os camiões carregados de canas-de-açúcar».
Face às condições favoráveis do solo, a cultura da cana-de-açúcar tem cruzado séculos de história da ilha. Os insulares extraíram num primeiro momento o açúcar, que ficou conhecido como "ouro branco" e, depois, com a decadência da indústria açucareira nos finais do século XVI, a aguardente e o mel.
De acordo com a Direção Regional de Agricultura (DRA), a produção de cana-de-açúcar passou de 2.871 toneladas em 2000 para 5.824 toneladas em 2013.
Nesse período, o valor total pago à produção do setor aumentou de 387.585 para 1.572.480 euros.
Segundo a DRA, o rendimento médio por produtor (719 produtores de cana em 2013) subiu igualmente nesse período, passando de 594 para 2.187 euros.
A área de canaviais é relevante sobretudo na costa sul da Madeira, nomeadamente na Ponta do Sol, Calheta, Ribeira Brava e Câmara de Lobos.
Diário Digital com Lusa

Aproveitamento do bagaço de azeitona para produzir electricidade

Março 19
13:35
2014

Os cientistas e engenheiros da Vienna University of Technology estão a desenvolver uma instalação de gasificação de última geração, que transforma a biomassa em gás, que é posteriormente usado para alimentar geradores eléctricos.

O problema, agora, é encontrar biomassa a preços competitivos, para rentabilizar o projecto. Com o aumento do preço da madeira e do bio combustível de cereais, os investigadores voltaram-se para o bagaço de azeitona.

Os produtores de azeite espremem ao máximo a azeitona para obterem o máximo de azeite possível, pelo que os bagaços que ficam têm muito pouco valor comercial. Está também prevista a utilização dos resíduos de azeite depois da filtragem.

Este projecto prevê a construção de unidades de pequena dimensão perfeitamente adaptáveis a lagares de azeite, que assim podem usar os resíduos para produzirem a sua própria electricidade.

A Universidade também está a estudar a utilização de resíduos de azeite para produzir biodiesel e, assim, alimentar os camiões de serviço aos lagares de azeite.

A Europa produz cerca de 80 milhões de toneladas de bagaço de azeitona por ano e, se este estudo tiver sucesso, vai reduzir significativamente os custos de produção dos lagares de azeite.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Lagar de Azeite de Sousa Cintra abandonado

AGRO-ALIMENTAR

24 Março 2014, 10:43 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt

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O projecto do lagar da cooperativa Cartoil, em Ferreira do Alentejo, foi apresentado em 2011 como o segundo maior lagar do Mundo, representando um investimento de 16 milhões de euros. O ex-presidente do Sporting, Sousa Cintra, esteve na liderança da empresa até 28 de Fevereiro deste ano, mas um desentendimento entre sócios está a colocar o negócio em risco.
Segundo o CM avança hoje, há um ano que o lagar da cooperativa Cartoil não labora e tem inclusive um processo a decorrer em tribunal por parte dos trabalhadores que dizem ter os salários em atraso. O estado de abandono do empreendimento deve-se a uma desavença entre Sousa Cintra e um dos sócios do empreendimento, o empresário Carlos Olavo.
 
Cintra nega o abandono do projecto, e avança que apesar de ter ocupado o lugar de presidente durante mais de dois anos, nunca teve funções executivas. Essa, alega, era a função de Carlos Olavo. Aliás, o ex-dirigente desportivo acrescenta que tem um processo em tribunal para anular o negócio que fez em 2011. “Fui enganado e não meto lá mais dinheiro”, explica Sousa Cintra. Segundo o CM, Cintra reclama mais de 4,5 milhões de euros.
 
Já Carlos Olavo confirma que o lagar está sem actividade, e coloca as culpas no sócio. Segundo este empresário, Sousa Cintra, quatro meses depois de ter assinado os documentos para entrar na empresa, quis
Fui enganado e não meto lá mais dinheiro.
 
Sousa Cintra, empresário
desistir e pediu que lhe entregassem três milhões de euros.
 
“Disse-lhe que não tinha o dinheiro no imediato e a partir daí recusou assinar cheques para pagar aos fornecedores”, identifica Olavo. A Cartoil recebeu 2,7 milhões de euros do Proder, Programa de Desenvolvimento Regional financiado com fundos europeus, que arrisca agora ter de devolver.
 
Segundo o CM relata há, no entanto, um grupo de investidores ingleses que querem comprar este lagar, tendo feito já uma proposta de compra na semana passada a todos os accionistas. A Sousa Cintra que detém 50% da sociedade terão oferecido 2,8 milhões de euros, mais 1,5 milhões de euros que este alegadamente deve a Valdemar da Silva, um dos fundadores desta empresa.
 
Carlos Olavo defende a capacidade do negócio prosseguir e diz que já fez uma proposta a Cintra para lhe comprar a sua parte em dez anos. “Conhecia Sousa Cintra nas caçadas e nunca pensei. Foi ele que quis entrar no negócio. Este negócio era para ter sido com um grande empresário angolano.”

Capoulas fora das listas ao PE

Rádio Voz da Planície - 24/03/2014 - 07:05 -  Imprimir

Capoulas Santos não deverá integrar as listas do PS ao Parlamento Europeu.


 Capoulas Santos em Ourique
O anúncio foi feito pelo próprio Capoulas Santos, este fim-de-semana, no decurso de um colóquio sobre a nova PAC e os sistemas de agricultura extensiva, integrado na Feira do Porco Alentejano em Ourique.

Capoulas Santos foi Secretário de Estado (1995/98) e Ministro da Agricultura (1998/2002), nos governos de António Guterres. Em 2004 foi candidato em 9º lugar nas listas do PS ao Parlamento Europeu e em 2009 subiu para 3º na lista.

Em 2012 foi distinguido com o prémio de melhor deputado ao Parlamento Europeu na área da agricultura e desenvolvimento rural, numa iniciativa da revista de atualidade política "The Parliament".

Capoulas é um dos rostos mais visíveis da reforma da Política Agrícola Comum. O eurodeputado assumiu o papel de relator de um dos mais importantes dossiers comunitários, a reforma da Política Agrícola Comum para o período 2014-2020 e que garante um pacote financeiro de cerca de oito mil milhões de euros a Portugal.

Convidado no final do colóquio, pela Voz da Planície, para esclarecer se era por sua vontade que abandonava o Parlamento Europeu, o eurodeputado socialista não quis fazer mais comentários sobre a matéria, remetendo para a Comissão Política Nacional, que reúne amanha para aprovação da lista de candidatos do PS às eleições para o Parlamento Europeu.

Declaração de Jerónimo de Sousa sobre Baldios, Floresta e Mundo rural


http://www.pcp.pt/%C2%ABnova-tentativa-de-roubar-os-baldios-aos-povos%C2%BB

Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral
«Nova tentativa de roubar os baldios aos povos»
Sexta 21 de Março de 2014

1. No Dia Mundial da Floresta, o PCP reuniu com a BALADI – Federação Nacional de Baldios com o objectivo de estabelecer uma troca de impressões sobre a situação do Mundo Rural e da Agricultura, da Floresta Portuguesa e da ofensiva que, de novo, se abate contra a propriedade comunitária dos baldios, por via do Projecto de Lei entregue recentemente na Assembleia da República pelos Grupos Parlamentares do PSD e CDS/PP, que sustentam a maioria, e que estes, revelando a pressa que têm, decidiram levar a debate já no próximo dia 2 de Abril.

Desta reunião salienta-se a convergência de posições de preocupação face a mais esta tentativa de espoliar os povos serranos do que é seu por direito há séculos, e que a Revolução de Abril, cujo 40º aniversário comemoramos este ano, consagrou em Lei.

Depois de dezenas de anos a enfrentar o fascismo que sempre os procurou usurpar, os povos dos baldios, seus legítimos proprietários, gestores e usufrutuários, enfrentaram, ao longo dos últimos 37 anos de política de direita, quase duas dezenas de tentativas de alterar a lei dos baldios, com a direita parlamentar sempre a procurar servir os interesses do grande capital da fileira, e outros apetites neste imenso património.

O Projecto de Lei agora entregue na Assembleia da República, configura mais um assalto desse ataque aos baldios, desde logo, pelo processo usado. O Governo andou durante quase um ano a preparar uma proposta de lei que, à última da hora, entregou aos grupos parlamentares, para afastar de si a contestação que adivinhava, perante os conteúdos ofensivos aos direitos dos compartes. De facto, o Ministério da Agricultura, numa estranhíssima relação institucional, funcionou como gabinete técnico dos GP do PSD e CDS!

Assalto, pois, no meio de fraseado redondo, o que tal Projecto contém é o alargamento dos motivos para extinguir baldios, sem necessidade de decisão judicial; a subversão do conceito de comparte, fazendo tábua rasa de séculos de usos e costumes; a integração de baldios no património privado das Freguesias e das Câmaras Municipais; a abertura para a sua entrega a privados; a ingerência na vida interna dos Conselhos Directivos; a responsabilização dos dirigentes, pelos actos dos baldios; o roubo de verbas cativas há anos pelo Estado; a aplicação de impostos aos baldios e aos compartes.

Projecto de Lei que, atentando contra os direitos ancestrais dos Povos serranos e violando a própria Constituição da República Portuguesa, visa, em primeiro lugar, pôr em causa o uso e a gestão pelas comunidades locais do que ao longo de séculos foi seu e a sua entrega ao apetite das empresas de celulose e da pasta de papel (note-se que no início da legislatura a Portucel fez chegar à AR um projecto de alteração à Lei dos Baldios, coincidente com o que agora o Governo propõe), e também alguma cobiça das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, que se vêem a braços com a redução de receitas pelos cortes impostos pelo Governo.

Os baldios são uma realidade importantíssima que têm tido um papel central na menorização dos efeitos da política de direita nas zonas do interior e no mundo rural.

Com efeito, ao servir de complemento ao rendimento de muitas famílias que aí apascentam os seus gados, recolhem lenhas e fazem aproveitamentos silvo-florestais e, por outro lado, ao contribuírem com as suas receitas, para obras e melhorias nas localidades, para a construção de equipamentos sociais, para a manutenção de espaços de convívio e lazer, para a electrificação de espaços públicos, para garantir o abastecimento de água potável, criaram condições para a fixação de famílias que a política de direita de desprezo pelo interior e pelo mundo rural, empurrou para a emigração, num processo de desertificação e despovoamento.

O PCP, salientando que esta intenção da maioria se insere no processo mais geral de retrocesso e de ataque às conquistas do 25 de Abril, apela à mobilização, não apenas, dos compartes dos baldios, na defesa da propriedade comunitária e do seu uso e gestão pelos seus legítimos donos – as comunidades locais -, mas também de todos os democratas que sabem ser necessário defender o que o povo conquistou em Abril, contra uma política de destruição e desastre nacional, e saúda a Manifestação já agendada pela Confederação Nacional da Agricultura para o próximo dia 3 de Abril, em Lisboa.

O maior feito das comunidades baldias, ao longo dos últimos 40 anos, para além da obra de elevado valor económico-social e cultural em muitas aldeias, foi a forma como souberam defender os baldios, impedindo e estancando na prática o fenómeno do esbulho e da alienação, a autêntica roubalheira que, ao longo dos séculos, até 1974, levou muitos milhares de hectares de chão comunitário.

2. O PCP chama ainda a atenção para que este Projecto de Lei se enquadra numa operação mais vasta de favorecimento dos negócios do duopólio das celuloses (Portucel e ALTRI), de que o Decreto-Lei 96 de 2013, que regula a Arborização e Rearborização no território nacional, justamente apelidada de lei da eucaliptalização, é o mais evidente testemunho. O que se pretende é a produção e grande oferta de matéria-prima/eucalipto a baixo preço!

De facto, e estando este Decreto-Lei em apreciação Parlamentar, por iniciativa do PCP, não podemos deixar de sublinhar que, dando razão aos avisos e denúncias do PCP e de muitas organizações e entidades do sector, o balanço dos processos entrados no Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta, nos primeiros meses da sua vigência, não deixam margem para dúvidas: 91,6% dos processos e da área dizem respeito a novas plantações de eucalipto e apenas 8,4% são de outras espécies, 4,6% dos quais são de pinheiro bravo.

Ou seja, como o PCP previu e preveniu, com a entrada em vigor desta regulamentação, os promotores da produção de eucalipto viram ainda mais facilitada e estimulada a sua produção, para satisfação dos interesses publicamente confessados das empresas de transformação de celulose e de produção de pasta de papel.

Uma vez mais, o PCP denuncia que este caminho só poderá criar novas dificuldades aos pequenos produtores, que verão os preços da madeira baixar ainda mais, ficando à mercê dos ditames dos grandes negociantes, e contribuirá para o alastramento dessa espécie que é, já hoje em Portugal, a espécie predominante, com mais de 850 mil hectares, ocupando 8,9% do território nacional, a maior posição relativa no mundo.

No Dia Mundial da Floresta, Dia da Árvore, o PCP reafirma a sua posição de sempre de defesa de uma política de ordenamento florestal que privilegie o uso múltiplo, as economias locais e a função ambiental da floresta, só possível com a ruptura com a política de direita dos últimos 37 anos e com uma política patriótica e de esquerda e com um Governo que a concretize.

3. Nesta reunião, ficou ainda claro o momento difícil por que estão a passar os pequenos e médios agricultores e o mundo rural.

Ao arrepio das miríficas declarações do Governo, a verdade é que, três anos depois daquele tomar posse, os agricultores portugueses estão mais pobres e a enfrentar maiores dificuldades.

O PCP chama a atenção para os impactos que as novas exigências de colecta nas finanças estão a provocar. Contrariando as garantias dadas pelo Governo de que tudo iria ficar como dantes, todos os dias nos chegam relatos de agricultores que, porque foram obrigados a colectar-se, estão a perder direito ao gasóleo agrícola, pois, por via dos cruzamentos de informações, a Segurança Social exige contribuições que estes não podem pagar; que perdem direito a isenções nas taxas moderadoras; que sofrem cortes de dezenas de Euros nos Complementos de Pensões, deles ou dos cônjuges, num processo de roubo aos mais pobres e desprotegidos, que o PCP já questionou na Assembleia da República.

Por outro lado, face à aprovação da Reforma da PAC na União Europeia, que mantém os princípios que a enformavam, aprofundando a liberalização dos mercados, com previsíveis graves prejuízos, designadamente para a produção de leite e tomate, mantendo as ajudas desligadas da produção e agravando mesmo as injustiças na sua distribuição, o PCP volta a denunciar que, tendo o Governo, uma vez mais cantado vitória, o resultado prático foi que a agricultura Portuguesa perde mais de 670 milhões de Euros.

Situação que é agravada pela opção do Governo PSD/CDS, visível nas primeiras medidas de aplicação da PAC, de não aproveitar a margem de manobra, que apesar de tudo lhe resta, para apoiar as pequenas e médias explorações.

Senão, vejamos. O Governo decidiu suprimir uma modulação de 10% nos apoios acima de 5000€, aplicando, em alternativa, um corte de 8% para todos os apoios, sejam de 200 ou de 200 mil€, não isentando os pequenos agricultores de uma nova modulação. Sempre a velha receita de tirar aos que menos têm para dar aos que mais têm.

Mas o Governo assumiu ainda a decisão de não atribuir nenhuma majoração, que era possível de acordo com as regras comunitárias, aos apoios aos primeiros 13 hectares, apoiando de igual forma quem tenha 5 ou 5000 hectares.

O PCP, no Dia Mundial da Floresta, neste que é o Ano Internacional da Agricultura Familiar declarado pela ONU, quer deixar uma mensagem de confiança a todos os agricultores, produtores florestais e compartes de baldios.

Confiança no seu trabalho de defesa da agricultura, da floresta portuguesa e dos baldios.

Confiança que, com a sua luta é possível uma outra política, patriótica e de esquerda, lembrando que, no próximo dia 25 de Maio, cada um deles tem uma oportunidade, com o seu voto na CDU, de contribuir para rejeitar esta política e esta PAC, e exigir uma outra política agrícola e uma outra PAC que defenda a pequena e média agricultura.




Cavalo envolvido no acidente de Évora é oriundo da Andaluzia


LUSA e PÚBLICO 23/03/2014 - 09:59
Do acidente no dia de Natal resultaram quatro mortos e quatro feridos graves.

O cavalo que originou o acidente no dia de Natal em Évora, com quatro mortos e quatro feridos graves, é oriundo da região espanhola da Andaluzia, continuando o seu proprietário por identificar, três meses após o acidente.

A directora-geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), Teresa Villa de Brito, revelou que foram “contactadas várias empresas que distribuem microchips para cavalos” e que foi encontrado o fornecedor do identificador electrónico do animal que provocou o acidente.

“Contactámos essa empresa [da Suíça] que nos informou que o microchip com aquele número tinha sido distribuído para Espanha, nomeadamente para a zona da Andaluzia”, referiu.

Teresa Villa de Brito indicou que estabeleceu contacto com o seu homólogo espanhol, Lucio Carbajo, que “respondeu que não tinha encontrado registo de nenhum equídeo com aquele número de identificação”.

Isto significa, segundo a mesma responsável, que “o microchip terá sido aplicado, mas não terá sido feito o registo do animal”. “Com estes dados, será muito difícil saber quem é o proprietário”, previu.

No Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora, continua a decorrer um inquérito sobre o caso, estando a ser feitas diligências junto do importador do microchip, segundo fontes judiciais e policiais.

O acidente, que ocorreu no dia de Natal de 2013 na Estrada Nacional (EN) 114, entre Évora e Montemor-o-Novo, envolveu a colisão de dois veículos ligeiros de passageiros, após um deles ter colidido com um cavalo à solta que terá invadido a faixa de rodagem.

Em consequência do despiste, registou-se a morte da ex-jornalista do PÚBLICO Maria Antónia Ascensão, 47 anos, do marido João Carlos Sousa, 52 anos, e da filha de cinco anos; além de uma mulher de 83 anos que seguia no outro veículo.

Nas semanas que se seguiram ao acidente, a PSP e a Protecção Civil Municipal de Évora fizeram uma “fiscalização conjunta” para detectar cavalos que representassem perigo para vias rodoviárias, tendo sido recolhidos 12 animais.

Cinco foram adoptados e os restantes sete foram entregues aos seus proprietários, após apresentarem “documentação comprovativa da sua posse e mediante o pagamento dos custos que o município teve”.

Agricultura 2020 - Organizações 2.0

Carlos Neves

Na conferência de abertura das Jornadas de “Empreendedorismo agrícola – cultivar o futuro”, cujo vídeo pode ser acedido através das páginas internet do Jornal de Notícias e Diário de Notícias, Nuno Amado, Presidente do Millennium BCP, começou por anunciar o objetivo de emprestar mais dinheiro à agricultura. Depois, a principal comunicação esteve a cargo de João Miranda, CEO da Frulact, empresa líder em preparados de fruta para a indústria alimentar. São mais de 500 funcionários em fábricas em Portugal, França, Marrocos, África do Sul, Estados Unidos e uma forte aposta na inovação. Uma boa intervenção analisando casos de sucesso na agricultura portuguesa (por exemplo, a pêra rocha) e outros com potencial não aproveitado. A empresa só compra 10% da fruta em Portugal, em alguns casos porque as fileiras não estão organizadas para concentrarem os produtos (foi referido o caso do morango).

Mais tarde, no debate moderado pelo jornalista António Perez Metelo, O Diretor Regional de Agricultura do Norte, Manuel Cardoso, referiu, e muito bem, ser necessário haver melhor divisão da margem de lucro ao longo da cadeia produção – indústria – distribuição. Questionado sobre como isso poderia ser feito, sublinhou o apoio à criação de organizações de produtores, para concentrar oferta, ganhar escala e poder negocial. Todos de acordo, mas Luis Mira, Secretário-geral da CAP, lembrou que num passado recente a LACTOGAL, empresa de base cooperativa e líder no setor de laticínios não conseguiu evitar a importação de leite pelas grandes superfícies; Jorge Dias, da Gran Cruz (empresa de Vinhos do Porto e Douro), apontou a falência de muitas adegas cooperativas na região do Douro. E nós sabemos de mais cooperativas falidas e outras que não faliram ainda porque se enterraram lá dinheiros que poderiam/deveriam ter ido parar ao bolso dos agricultores. Como fazer então para que a “boa ideia” das organizações de produtores não se torne um pesadelo?

A pergunta ficou quase sem resposta. Quase, porque João Miranda já abordara o assunto ao dizer que essas organizações precisam de gestores profissionais e não podem depender apenas da boa vontade das direcções eleitas. Tem razão? Muita, mas não toda. Mandar um gestor para uma cooperativa falida, sem crédito, confiança e participação dos sócios chegará? E não terá havido por aí cooperativas que faliram porque a direcção confiou em gestores que foram “competentes” na gestão do seu bolso pessoal em detrimento dos cooperantes? Ou empresas que até são bem geridas, mas cujo resultado não chega aos produtores? Precisamos, portanto, de gestores profissionais, sérios, solidários e integradores dos cooperantes nas organizações.

Para chegarmos a 2020 com uma economia agrícola mais justa, rentável e sustentável, precisamos investir já numa segunda geração de organizações de produtores. Investir dinheiro do futuro programa de desenvolvimento rural” sim, mas com “conhecimento”. E para esse conhecimento precisamos de investigação. Quem a fez? Quem quer fazer? Onde estão os investigadores e as universidades dispostos a estudar e divulgar em tempo útil os casos de organizações de sucesso a copiar e os erros a não repetir?

Quem se dispõem a compilar, tratar e divulgar os dados que permitam fazer “benchmark” (marca de referência), rankings de organizações de produtores, não apenas ordenadas pelo volume de negócios mas também pelo resultado, sustentabilidade, valor acrescentado e valor passado ao agricultor, para que possamos saber quem são os melhores com que devemos aprender e para que possamos estimular uma competição saudável entre organizações?

Quem se dispõem a formar e motivar novos líderes para organizações agrícolas participadas por associados com capacidade de intervenção e crítica construtiva?

Se não aplicarmos estas ideias e outras melhores que possam resultar dessa investigação, desse benchmarking e dessa participação dos associados, em 2020 os sobreviventes voltarão a dizer o mesmo que se diz agora: estamos mal, temos que nos “organizar” … e muitas organizações também estão mal!...

Carlos Neves

Publicado em 23/03/2014

domingo, 23 de março de 2014

Homem morre em acidente de tractor em Vinhais


Actualizado em ( 17-Mar-2014 )
 
Escrito por Informação, Sim 17-03-2014 09:21

É mais uma vítima mortal num acidente de tractor no distrito de Bragança. Um homem na casa dos 60 anos perdeu a vida, ao final da tarde da passada sexta-feira, na localidade de Vale de Armeiro, em Rebordelo, no concelho de Vinhais. Ao que foi possível apurar, o homem andava a lavrar um olival, e ficou debaixo da máquina agrícola na sequência de um capotamento.Os meios de socorro ainda foram accionados, incluindo a Viatura Médica de Emergência e Reanimação, mas quando chegaram ao local o condutor do tractor já estava sem vida.
A vítima, militar da GNR aposentado, era natural da localidade de Vale de Armeiro, onde aconteceu o acidente, mas residia na vila de Vinhais.
Escrito por Brigantia

Vinhos do Alentejo premiados na 11ª edição do «Essência do Vinho»



O sector vinícola do Alentejo arrecadou um total de 4 prémios na 11ª edição do Essência do Vinho que decorreu no Palácio da Bolsa, no Porto.

No “Top 10 Vinhos Portugueses” foram premiados quatro vinhos tintos da região alentejana: “Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2011”, da Sociedade Agrícola D. Diniz; “Estremus 2011”, de J. Portugal Ramos; “Marias da Malhadinha 2010”, da Herdade da Malhadinha Nova e “Procura 2011” de Susana Esteban.

O Alentejo é a região líder no mercado nacional – quer na quota de mercado em volume (43,1%) quer em valor (44,3%).

"Vidigueira é terra de bons exemplos na agricultura"

Ana Elias de Freitas - 19/03/2014 - 07:00 -  Imprimir

O deputado do PSD, eleito por Beja, Mário Simões, esteve esta semana, em Vidigueira, com o “Roteiro Agrícola” que tem no terreno e no balanço referiu que encontrou uma terra de bons exemplos na agricultura, onde o vinho é imagem de marca.

O parlamentar frisou também, que viu no concelho de Vidigueira duas realidades diferentes, a que beneficia da água de Alqueva e a que se localiza junto do planalto do Mendro e que não tem acesso a este bem. Neste contexto referiu que lhe foi deixada pelos agricultores, a nota de que existe o açude do Pedrogão que pode fornecer a água de Alqueva a quem quer beneficiar dela e avançou que existe por parte da EDIA, uma estratégia de expansão para esta zona.

Mário Simões deixou, igualmente, uma nota positiva sobre a Herdade do Moinho Branco, que se expandiu, passando de quatro hectares e meio para 114, da aposta que faz na produção de vinho branco, para exportação e o facto, de ter introduzido no Alentejo, a casta Alvarinho, com sucesso.

O parlamentar fez questão de referir ainda, a estratégia de sucesso da Adega Cooperativa da Vidigueira, na exportação, na renovação da sua imagem e na criação de uma Associação de Produtores.

Na sua passagem pelo concelho de Vidigueira, o deputado do PSD realçou também, o trabalho de uma queijaria que visitou e que não tem mãos a medir no que à produção se refere e o projecto novo de uma bagaceira de uva, que recebeu um prémio num certame internacional.

Palmela recebe IV Encontro Rural Report em junho


Por METRONEWS - Sex Mar 21, 4:31 pm

Está a decorrer, até 30 de abril, o período de “call for papers” – envio de propostas de comunicação a integrar o IV Encontro Rural Report – Rede de História Rural em Português.
O encontro, organizado em parceria pela Câmara Municipal de Palmela e pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, decorrerá no Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela, a 27 e 28 de junho, sob o tema “Agricultura familiar na história: comunidades, economias e paisagens”.
Estes encontros anuais, descentralizados, pretendem reunir os interessados nestes temas e disseminar o debate dentro e fora da academia. O empenho do Município em promover a pesquisa histórica e a preservação do património de caráter rural determinaram a escolha de Palmela como anfitriã desta quarta edição, no ano que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou como Ano Internacional da Agricultura Familiar.
Pretende-se que as comunicações apresentadas contribuam para a análise e discussão das seguintes questões:
- Condições de acesso, manutenção e abandono da terra;
- Estratégias de distribuição e concentração da terra no ciclo familiar;
- Policultura, especialização produtiva e inovação;
- Mecanismos de inserção nos mercados de produtos e fatores;
- Formas de solidariedade, associação e conflito;
- Organização familiar do trabalho: exploração agrícola e pluriatividade;
- Fontes e distribuição dos rendimentos das famílias de agricultores;
- Relacionamento com o Estado e impactos das políticas agrícolas;
- Persistências e mudanças nas comunidades, territórios e paisagens rurais.
As propostas de comunicação (resumo de 500 palavras, acompanhado de currículo dos autores) deverão ser enviadas até 30 de abril para o email histruralpt@gmail.com. O programa final será divulgado a 30 de maio.
O encontro insere-se no projeto “Agricultura em Portugal: alimentação, desenvolvimento e sustentabilidade (1870-2010)”. Mais informação em www.ruralportugal.ics.ul.pt.

Eurodeputados podem rejeitar actos delegados da reforma da PAC

19-03-2014 


 
Os actos delegados sobre a reforma da política agrícola comum (PAC), apresentados esta semana pela Comissão Europeia, geraram muita preocupação entre os eurodeputados, em especial, no âmbito dos pagamentos directos e a grande quantidade de burocracia adicional que estabelece.

Os eurodeputados da Comissão de Agricultura têm a oportunidade de rejeitar um ou vários dos actos delegados na próxima reunião de sete de Abril, caso votem a favor de declinar algum dos mesmos em particular, a sua recomendação terá que passar pelo plenário para votação.

Na sessão plenária de Abril, o Parlamento vai decidir se apoia ou não a posição da Comissão de Agricultura em recusar um acto específico da reforma da PAC, para isso é necessária a maioria absoluta dos 766 eurodeputados, ou seja, pelo menos 344 votos úteis.

Fonte: Agrodigital

Murça vai promover jornadas de Agricultura e Floresta


Integrada na 10.ª edição da Feira do Azeite e do Vinho de Murça, vão realizar-se as jornadas técnicas subordinadas à Agricultura e à Floresta, nos dias 9 e 10 de Maio. Foi formalizado o protocolo de colaboração entre as entidades organizadoras das Jornadas…
…a Câmara Municipal de Murça, a Associação Florestal do Vale do Douro Norte, e o Centro de Gestão de Empresa Agrícola Vale da Porca. Está prevista a participação de membros do governo e de serviços descentralizados, para abordarem a temática dos novos fundos comunitários, nomeadamente o plano de desenvolvimento rural 2014-2020 e medidas de apoio ao sector agro-florestal.

Empreender e inovar em Trás-os-Montes, será um dos temas em destaque, com realce para a Imagem, Comercialização e Marketing, bem como para a Certificação, e Energias Renováveis. Cogumelos, Plantas Aromáticas e Medicinais, Olivicultura, Castanha, Apicultura, Vitivinicultura, Pequenos frutos e Frutos Secos, serão temáticas a desenvolver ao longo dos 2 dias de jornadas.

A degustação de produtos regionais, workshop gastronómicos, provas de vinhos e de azeites serão uma constante no alinhamento do programa das jornadas técnicas. Para além da organização tripartida, a colaboração dos centros de investigação das instituições de ensino superior da região serão o garante da certificação cientifica das jornadas, bem como a presença das associações empresarias, com destaque para a CAP.

Paralelemente à intensa actividade técnica e cientifica, a Feira do Azeite e do Vinho de Murça, conta com a presença de dezenas de expositores, com particular incidência dos produtores de vinho e de azeite do Município de Murça, mas também artesanato, panificação, doçaria e demais produtos regionais. Desporto, cultura e um alargado programa recreativo complementam os dias em que Murça celebra 790 anos do Foral.

"O medronheiro: Passado, Presente e Futuro" é tema das I Jornadas do Medronho do Algarve

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"O medronheiro: Passado, Presente e Futuro" é tema das I Jornadas do Medronho do Algarve
POR SUL INFORMAÇÃO ⋅ 18 DE MARÇO DE 2014 ⋅ 15:33 ⋅ COMENTAR
TEMAS  MEDRONHO, MONCHIQUE
 
"O medronheiro: Passado, Presente e Futuro" é o tema das I Jornadas do Medronho do Algarve, que vão decorrer no dia 28 de março, nas instalações do Parque da Mina, em Monchique, numa organização do Município local e da APAGARBE- Associação de Produtores de Aguardente de Medronho do Barlavento Algarvio.

A organização pretende que, neste encontro, seja debatida a importância histórica do medronheiro, o seu papel atual e as potencialidades futuras no desenvolvimento económico da região algarvia.

As inscrições deverão ser feitas até 21 de março, através do preenchimento da ficha de inscrição e do seu envio, por via postal, para a Loja do Mel e do Medronho, Largo 5 de Outubro, 8550 Monchique, ou pelo correio eletrónico lojamm@sapo.pt, com a indicação de todos os dados pessoais.

O custo do almoço e degustação é de 30 euros, pagos por transferência bancária para o NIB 0045 7190 40244386613 59.

Sob o signo "passado, presente e futuro", estas jornadas algarvias do medronho têm como objetivo principal colocar em evidência a vasta cadeia de valor associada ao medronheiro, planta arbustiva endémica da zona mediterrânica, de cujo fruto se obtém uma aguardente única em todo o mundo fabricada sobretudo na serra de Monchique e Caldeirão.

Atualmente, só no concelho de Monchique, há 75 destilarias licenciadas e perto de 45 marcas de aguardente de medronho registadas.

«Existem, por outro lado, valores históricos e patrimoniais que respeitam à tecnologia de fabrico da aguardente de medronho e podemos, hoje, identificar muitos outros aproveitamentos do fruto, para além do valor da planta como ornamental, sendo ao mesmo tempo aquela que melhor regeneração apresenta na fase do pós-incêndio», acrescenta a organização.

A problemática da comercialização também vai estar em destaque nestas Jornadas do Medronho que pretendem ir ao encontro de técnicos, agricultores, estudantes e potenciais interessados em investir na plantação ou recuperação de medronhais.

 

PROGRAMA:

 9h30  – Sessão de Abertura

Dr. Rui André – Presidente da Câmara Municipal de Monchique
Eng.º Fernando Severino – DRAPALG – Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve
José Paulo Nunes – Presidente da APAGARBE – Associação de Produtores de Aguardente de Medronho do Barlavento Algarvio
Dr. Fernando Nunes* – Representante da Crédito Agrícola do Algarve
Professor Doutor Rui Cabral e Silva*– Representante Universidade do Algarve/Faculdade de Ciência e   Tecnologia ( UALG/FCT)
Dr.ª Graça Batalim – Grã-Chanceler da Confraria do Medronho de Monchique "Os Monchiqueiros"
Eng.º Emílio Vidigal – Presidente da ASPAFLOBAL – Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio

 

Painel I – A importância histórica do medronho na Serra de Monchique

Moderador: José Paulo Nunes -  APAGARBE

10h20 – História e património na cadeia de valor da fileira do medronhal
Dr.ª Graça Batalim e Mestre Américo Telo
Confraria  do Medronho de Monchique  "Os Monchiqueiros" e APAGARBE

 

11h00 – Pausa para café

 

Painel II – O quadro atual da produção

Moderadora: Eng.ª Sandra Guerreiro – Crédito Agrícola do Algarve

11h30 -  Da planta ao fruto, as práticas culturais
Professora Eng.ª Justina Franco – IPC/ESAC -Escola Superior Agrária de Coimbra

11h50 -  O Investimento no PRODER no Algarve – «O caso do medronheiro»
Eng.º Júlio Cabrita – DRAPALG

12h10 – Evolução da qualidade da aguardente de medronho na Região
Professora Dr.ª Ludovina Galego – UALG/ISE

12h30 – Debate

 

13h00 – ALMOÇO "Sabores de Monchique"

 

Painel III – Potencial da produção e perspetivas quanto ao seu futuro

Moderador: Eng.º Emílio Vidigal – ASPAFLOBAL

15h00 – Clonagem de plantas selecionadas e a sua avaliação de campo
Professora Doutora Filomena Gomes -IPC/ESAC – Escola Superior Agrária de Coimbra

15h20 – Conservação do medronho para consumo em fresco
Professora Doutora Dulce Antunes / Dr.ª Adriana Guerreiro – UALG/FCT

15h40 – A potencialidade como ornamental do medronheiro
Eng.ª. Margarida Costa – DRAPALG

 

16h10 – Pausa para café

 

16h20 – Regeneração do medronheiro pós incêndios
Eng.º António Miranda – ICNF/Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve

16h40 -  Como definir uma aguardente de qualidade
Professora Doutora Ilda Caldeira INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, IP

17h00 – A importância dos produtos locais na  promoção turística da Região
Sr. Desidério Silva  -  Turismo do  Algarve

17h40  – Estruturação de um produto turístico em torno do medronho – pistas para o seu desenvolvimento
Dr. Nelson Matos – UALG/EGHT

Ourique promoveu Colóquio sobre Futuros dos Sistemas de Produção Extensivos


Rádio Pax - 22/03/2014 - 11:28

Ourique promoveu Colóquio sobre Futuros dos Sistemas de Produção Extensivos 

    
A Feira do Porco Alentejano em Ourique acolheu esta manhã o colóquio subordinado ao tema Futuros dos Sistemas de Produção Extensivos – PAC 2014 / 2020” e que foi promovido pela associação de Criadores do Porco Alentejano (ACPA) e pela autarquia.

Em declarações à Rádio Pax, Nuno Faustino, presidente da ACPA, explicou que “este colóquio pretendia esclarecer os agricultores e a população rural de Ourique e da região sobre os futuros apoios para estes sistemas de produção”. Nuno Faustino explica que “tudo está ainda em discussão, algumas questões estão ainda em aberto, mas pretendemos dar a conhecer o que já existe em termos de apoios, a nível das vacas aleitantes, dos ovinos e caprinos, medidas agro-ambientais e projectos de investimento”.

O colóquio pretendia ainda explicar aos agricultores qual o nível de apoios que existem para o agricultor activo. Foi ainda debatido o Regime de Pagamento Único. Nuno Faustino adianta que “este regime se vai chamar RPB” e sublinhou que “vai ter obrigatoriamente que se semear, ou seja, terão que ser feitas três culturas nas áreas de superfície agrícola útil”. O Responsável da ACPA realçou que “este colóquio veio esclarecer algumas questões aos agricultores que estavam a necessitar de muitas informações”.

Também o Eurodeputado Luís Capoulas Santos marcou presença no colóquio. Capoulas Santos sublinhou que “esta é uma excelente oportunidade para os agricultores se informarem e dissiparem algumas das muitas dúvidas que ainda existem em torno da PAC 2014 / 2020”.

Luis Capoulas Santos,  é o eurodeputado português responsável no Parlamento Europeu pelo relatório da nova PAC.  O Eurodeputado alertou para as 30 ou 40 decisões difíceis que o governo português terá que tomar até Agosto no que diz respeito à regulamentação. Capoula Santos julga que essas decisões deveriam ser tomadas até Maio, antes das eleições europeias.

O Colóquio decorreu no Centro de Convívio de Ourique e foi integrado no programa do segundo dia da Feira do Porco Alentejano.

Vinho, fruta e hortícolas vão continuar fora das ajudas da PAC


MANUEL CARVALHO 23/03/2014 - 09:18
Governo avança na transposição para Portugal das regras da nova PAC. Parte das vinhas, pomares e hortícolas do país serão excluídos do regime das ajudas, que chegam a 8100 milhões de euros até 2020. Mas vai haver apoios reforçados para a pecuária, estando ainda em análise os apoios ao tomate para a indústria.

 
Distribuição de apoios em Portugal vai ficar limitada aos actuais beneficiários ADRIANO MIRANDA
 
 Pagamentos directos vão absorver pelo menos 13% das verbas
Nos dois últimos anos, a União Europeia empenhou-se em promover mais uma reforma da sua Política Agrícola Comum (PAC) com o objectivo de a tornar “mais equitativa na distribuição das ajudas ao rendimento”, mas em Portugal o cumprimento deste objectivo vai ficar limitado aos actuais beneficiários. A cinco meses de o país fazer chegar a Bruxelas as suas decisões finais, é já certo que os produtores de vinho, de hortícolas ou de frutas que estavam fora dos pagamentos vão continuar sem direito a beneficiar dos regimes de ajuda.

“É uma situação muito injusta para os produtores que sempre estiveram de fora dos apoios e que não vão poder aproveitar esta janela de oportunidade aberta pela nova PAC”, diz Francisco Avillez, professor universitário jubilado. “É uma decisão que não faz muito sentido, que se destina a manter uma realidade muito discutível do ponto de vista técnico e económico”, acrescenta Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura e especialista em economia agrária.

Para o Ministério da Agricultura, a opção justifica-se por duas razões: porque o alargamento da base dos agricultores com direito aos pagamentos ameaçava tornar ingerível o sistema administrativo e também porque o aumento do número de beneficiários iria reduzir a fatia que vai caber a cada um dos agricultores. De resto, José Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura, lembra que o Governo fez um esforço por aumentar a base dos destinatários dos pagamentos directos da PAC, acrescentando-lhe os agricultores que recebiam até agora ajudas agro-ambientais ou indemnizações compensatórias destinadas às regiões desfavorecidas. “O número de beneficiários vai passar de 150 para 180 mil”, diz, acrescentando que há “ainda uma reserva de 2% do total do envelope financeiro para que agricultores que não estão no sistema de pagamentos possam entrar”.

Convergência mitigada
Esta e muitas outras opções políticas e técnicas do Governo estão dependentes de um exercício delicado, que procura repartir pelas diferentes regiões do país, por diferentes culturas agrícolas ou pecuárias, por três milhões de hectares de superfície agrícola e por quase 200 mil agricultores um pacote financeiro de 8100 milhões de euros até 2020. Se uma parte dessas ajudas (3500 milhões de euros inscritos no que se designa por segundo pilar da PAC) se destina a apoios ambientais e, principalmente, ao investimento na modernização, o grosso da fatia da próxima PAC será liquidada em pagamentos directos aos produtores.

Desde 1992 que a política europeia procura compensar os agricultores pelo serviço público que prestam na preservação da paisagem, da biodiversidade ou da riqueza genética, primeiro com pagamentos associados a uma determinada produção e, depois de 2004, pela simples manutenção da actividade nas superfícies agrícolas alvo de apoios. Desta vez, porém, a PAC propunha-se ir mais longe. Por um lado, insistia no “desligamento dos apoios”, ou seja os agricultores recebiam ajudas em função das áreas das suas explorações fosse qual fosse a cultura que lá tivessem. Mas, por outro, pretendia introduzir critérios de “convergência” nos pagamentos, capazes de abolir de vez um dos principais anátemas da PAC: o de ser uma política que paga mais aos grandes produtores das grandes culturas arvenses (cereais e oleaginosas) ou criadores de gado do Norte da Europa do que aos pequenos produtores das zonas rurais ou do Sul do continente.

Inicialmente, o comissário europeu Dacian Ciolos apresentou uma versão de reforma que propunha uma “convergência” real dos pagamentos entre todos os Estados-membros, mas no processo negocial a sua proposta foi sendo torpedeada. Até que se chegou a uma “convergência mitigada”, na expressão de Arlindo Cunha, ou de uma “convergência parcial”, para Francisco Avillez. Ainda assim, Portugal viu o seu envelope financeiro por hectare aumentar de 187 para 199 euros, em 2019. A Holanda, por exemplo, verá os seus pagamentos unitários reduzir-se de 457 para 418 euros. Para manter a coerência da sua proposta, a Comissão exigiu que, para lá da convergência entre Estados-membros, houvesse uma convergência “interna” (em 2009 um agricultor alentejano, dada a área média da sua exploração, recebia em média 8497 euros, quando um congénere do Centro se ficava pelos 1147 euros).

Demasiada política
Com o evoluir do processo, os propósitos de refundar a PAC com base numa completa redistribuição de rendimentos sem relação com o valor económico e de mercado das produções foram ruindo. A Direcção-Geral do Ambiente tinha já mostrado o seu poder de influência ao insistir que 30% do total dos pagamentos fosse condicionado a práticas amigas da natureza. Mas “essas questões são na maior parte dos casos ‘para inglês ver’, ou seja, não são muito constrangedoras da actividade agrícola”, diz Capoulas Santos, eurodeputado responsável pela elaboração do relatório do Parlamento Europeu sobre a reforma.

Mais sensíveis foram as alterações que os governos foram introduzindo: a possibilidade de haver ajudas ligadas à produção de determinados bens e de haver pagamentos redistributivos capazes de apagar os efeitos da convergência, bem como a imposição de um limite de perdas aos que mais recebem acima de 30% dos seus benefícios, entre outras medidas. “A minha maior derrota foi não ter sido capaz de tornar as decisões da PAC obrigatórias para todos os Estados-membros”, diz Capoulas Santos. Ao contrário das anteriores versões da PAC, a actual política deixa quase todas as grandes decisões nas mãos dos governos nacionais. “Está tudo assustado, vai haver muita política”, ironiza Francisco Avillez.

José Diogo Albuquerque lembra que, em certas dimensões, “as discussões políticas podem poluir as políticas públicas para o sector”. Para o evitar, o ministério consulta um grupo de peritos (que, para além de Francisco Avillez ou Arlindo Cunha, conta com o apoio de nomes consagrados das ciências agrárias nacionais, como Raul Jorge, ou com empresários agrícolas prestigiados, como Gonçalves Ferreira e Luis Vasconcellos e Souza). Tem ainda procurado ouvir os parceiros sectoriais em várias reuniões onde foi ganhando crédito técnico Eduardo Dinis, chefe do Gabinete de Planeamento e Políticas do ministério. No actual estágio do processo, a Agricultura ainda tem pelo menos 40 decisões a tomar sobre a forma como vão ser aplicadas em Portugal as regras da reforma da PAC. Mas, a cinco meses da data em que as orientações nacionais terão de chegar a Bruxelas, há uma série de decisões que prometem reavivar o debate sobre as prioridades da agricultura em Portugal.


Número de empresas em Portugal caiu 4,4% entre 2011 e 2012

21-03-2014 às 12:56   actualizada às 15:56

Número de empresas em Portugal caiu 4,4% entre 2011 e 2012
 
O número total de empresas em Portugal caiu 4,4% em 2012, face a 2011, para 1.086.452, como resultado de um número de nascimentos inferior ao de mortes de empresas, de acordo com os dados hoje divulgados pelo INE.

Segundo a informação publicada pelo Instituto Nacional de Estatística relativa a "Empresas em Portugal 2012", a taxa de sobrevivência das empresas nascidas um ano antes diminuiu no caso das empresas sob a forma jurídica de sociedade, em que a taxa se fixou em 90,6%, menos 1,1 pontos percentuais face a 2011.
No caso das empresas individuais, a taxa de sobrevivência também caiu de 65% em 2011 para 64% em 2012.
As empresas individuais apresentaram taxas de mortalidade e de natalidade mais elevadas (22,5% e 14,8%, respetivamente), do que as sociedades (9,7% e 7,6%), sendo responsáveis pela maior parte do decréscimo no número total de empresas.
O Valor Acrescentado Bruto (VAB) a preços de mercados gerado pelas empresas do setor não financeiro em 2012 atingiu os 76 mil milhões de euros, o que representa uma quebra de 8% face a 2011.
A contração do VAB nas sociedades foi pouco menos acentuada (-7,3%), com as sociedades exportadoras a registarem um crescimento do VAB de 2,1%.
"Tomando 2008 como ano de referência, em cuja parte final se iniciou a crise financeira internacional, os principais indicadores do setor empresarial português revelaram um acréscimo da atividade económica", destaca o INE.
A contração da atividade económica alargou-se à quase totalidade das empresas não financeiras, excetuando-se os setores da energia, água, agricultura e pescas, os únicos que apresentaram crescimentos do VAB e do volume de negócios, num contexto económico adverso, acrescenta.
Estes setores foram também os que apresentaram taxas de investimento mais elevadas entre todos.
Verificou-se ainda que a quase totalidade (99,9%) das empresas não financeiras eram Pequenas e Médias Empresas (PME), mas uma parte "significativa" do VAB foi gerado por empresas de grande dimensão (40,2%).
Ainda de acordo com o INE, mais de 50% das sociedades apresentaram prejuízos em 2012.
Dinheiro Digital com Lusa

Feira da Água cumpre segundo dia

Feira da Água cumpre segundo dia
Rádio Pax - 22/03/2014 - 00:04
    
Está a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Beja a 1ª edição da Feira da Água. 

O certame é organizado pela Câmara Municipal de Beja, a ACOS – Agricultores do Sul e a Alentejo XXI.

Uma centena de expositores, dos quais mais de 50 por cento são da região, marcam presença no certame.

“Conhecer as novas tecnologias e culturas agrícolas, criar dinâmica empresarial, estimular a cooperação e promover a actividade económica associada à agricultura e ao turismo, com vista ao desenvolvimento sustentável do concelho, são os desígnios deste evento”, revela a Câmara de Beja.

Colóquios, exposições, venda de equipamentos e serviços associados à água, espaços de degustação e de apreciação da gastronomia regional, música, animação e diversas actividades lúdicas marcam o certame.

Hoje tem lugar o colóquio “Águas de Consumo de Recreio”, às 15 horas, no Pavilhão dos Sabores. Ao longo da tarde são vários os grupos corais que vão actuar no certame.  A partir das 19h30 actuam a Tuna Académica da ESAB, os “Semper Tesus” e a Tuna Mista Académica da Escola Superior de Saúde de Beja. À noite a animação faz-se com os Sonido Andaluz. 

Voos cativos em balão de ar quente, salto negativo, insufláveis e bolas aquáticas são outras das propostas na área da animação.

Manuel Oliveira, vereador da Câmara de Beja, considera que é importante, numa feira empresarial, introduzir uma “componente de animação” para atrair visitantes.

A Feira termina amanhã. As entradas são gratuitas.

Cavaco assinala importância da floresta para a criação de riqueza

21-03-2014 às 18:35

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, assinalou hoje a importância da floresta, sublinhando a forma como contribui «de forma muito significativa» para as exportações.

«A floresta contribui de forma muito significativa para as exportações portuguesas e dessa forma contribui para evitar desequilíbrios das nossas contas externas, é elevadíssimo o número de proprietários de floresta em Portugal, são centenas de milhares de proprietários que existem no nosso país», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Companhia das Lezírias, no Porto Alto.

Sublinhando que cerca de um terço de Portugal é floresta, Cavaco Silva referiu que se trata de uma «riqueza» de que o país dispõe.

«É da maior importância sensibilizar os portugueses para a defesa, a proteção e a valorização da nossa floresta, a nossa floresta tem um grande valor, económico, social e ambiental, a floresta cria um elevado número de empregos no nosso país, cria riqueza», declarou.

Dinheiro Digital com Lusa

Custo da electricidade distorce a concorrência do regadio nacional face à Europa

Março 19
13:26
2014

A Federação Nacional de Regantes denunciou, esta segunda-feira, o aumento exponencial do custo da electricidade, que provoca distorção de concorrência com os nossos parceiros europeus.

Para o sector agrícola, a electricidade pode representar 70% do custo da rega e, no último ano, as tarifas subiram cerca de 68%.

O principal problema não é o custo do kw/hora, mas sim o custo dos contratos de abastecimento, pois os agricultores são obrigados a pagar taxa de potência máxima durante todo o ano e só gastam electricidade nos períodos de rega, que são normalmente de Junho a Setembro.

Em quase todos os países europeus é considerada a sazonalidade da actividade e os agricultores só pagam o serviço quando o utilizam.

O governo já abriu uma porta semelhante à indústria e torna-se imprescindível que alargue à agricultura, para que nos possamos equiparar aos nossos parceiros europeus e competir com eles.

Esta reclamação já foi apresentada aos Ministros da Agricultura e da Economia.

Segurança Social: Enquadramento dos Agricultores no âmbito da PAC Exclusão do regime dos trabalhadores independentes



Os agricultores que recebam subsídios ou subvenções no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) de montante anual inferior a 4 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) (1.676,88€) e que não tenham quaisquer outros rendimentos suscetíveis de os enquadrar no regime dos trabalhadores independentes estão excluídos de pagamentos à Segurança Social.

Para o efeito, os agricultores que tenham reiniciado a atividade nas Finanças deverão preencher o modelo RV1027-DGSS, disponível em www.seg-social.pt e entregá-lo ou:

através das Organizações de Agricultores que se disponibilizem para este efeito, ou;
diretamente nos serviços de atendimento da Segurança Social.
As Organizações de Agricultores procedem ao envio dos requerimentos nos termos oportunamente comunicados.

Em qualquer dos casos, caberá ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) comunicar diretamente à Segurança Social a informação referente aos montantes de subsídios e subvenções pagos no ano civil anterior, no âmbito da PAC.

Recebida aquela informação, os serviços da Segurança Social verificam se os agricultores reúnem as condições para a exclusão do regime na parte que respeita aos valores das ajudas (inferiores a 4 IAS).

Após a verificação das condições pelo sistema da Segurança Social, os agricultores são notificados da decisão de deferimento ou indeferimento do seu pedido.

Consulte aqui a nota informativa.

Legislação de referência

Despacho n.º 2764/2014, de 19 de fevereiro - Determina, as condições de exclusão aos agricultores que declararam o início ou reinício de atividade, durante o ano de 2013, no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC).

Fonte: Segurança Social

Custo de bombagem no Alqueva pode inviabilizar os pequenos regadios

Março 19
13:24
2014

Com o intuito de reduzir os custos da rede secundária de rega do Alqueva, foi abandonado o projecto de fornecimento de água sob pressão aos pequenos regadios e estes têm de ir buscar a água morta aos pontos de distribuição e bombeá-la para os seus terrenos.

Como no projecto inicial nunca esteve prevista uma rede eléctrica de distribuição de energia, os pequenos regantes têm agora água, mas não electricidade para a bombear. As hipóteses para o fazer são muito complicadas, pois os agricultores ou fazem grandes investimentos para colocar electricidade nos pontos de abastecimento, cujo retorno pode vir a ser difícil, ou então trabalham com motores diesel, cujo custo de funcionamento é muito mais elevado e são equipamentos que são facilmente roubados.

Como é lógico, a Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas do Alqueva descarta qualquer responsabilidade, pois nunca no projecto esteve prevista a instalação de rede eléctrica, pelo que a única hipótese que os agricultores têm é recorrer a ajudas do PRODER para vir a ter electricidade, mas,mesmo aqui, existe o problema do capital próprio para o investimento, que muitos agricultores não têm.

Como solução, os representantes dos produtores pedem que a água seja colocada à entrada das parcelas com o mínimo de 14 hectares, num ponto (hidrante) que dê pressão para a rega. No caso de parcelas mais pequenas, poder-se-iam usar hidrantes colectivos.

A Comissão Europeia não irá fazer alterações ao Poseima

Março 18
13:38
2014

O programa de apoio à agricultura das regiões ultra periféricas europeias, que, no caso de Portugal são a Madeira e os Açores, não será alterado durante o mandato desta Comissão Europeia.

O actual Colégio de Comissários acha que, antes de propor quaisquer alterações, devem ser realizados novos estudos de impacto económico deste programa.

O Parlamento Europeu (PE) face à posição da Comissão, adoptou, por larga maioria (446 votos a favor, 73 contra e 47 abstenções), um relatório da iniciativa do Eurodeputado francês Younous Omarjee, que propõe, não só a continuação do Poseima, como também que se utilizem fundos comunitários para a promoção dos produtos dessas regiões.

O PE referiu também a falta de fundos, que já é crónica, para a execução total do Poseima e alertou para a necessidade de estes virem a ser reforçados, no sentido de proteger os agricultores daquelas zonas dos impactos negativos das liberalizações previstas para alguns sectores, bem como os acordos bilaterais com países terceiros.

Para terminar, o PE quer que se desenvolva uma legislação para os produtos de origem das regiões ultra periféricas.