quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cavaco impressionado com o Alqueva, empreendimento que mudou o Alentejo


29/7/2015, 17:37

O Presidente da República manifestou-se "verdadeiramente impressionado" com o Alqueva, convidando todos os portugueses a visitar o empreendimento que "mudou a face do Alentejo".


Cavaco Silva assinalou "o simbolismo muito particular"
ESTELA SILVA/LUSA

O Presidente da República manifestou-se "verdadeiramente impressionado" com o Alqueva, convidando todos os portugueses a visitar o empreendimento que "mudou a face do Alentejo".

"Há aqui uma realidade nova, uma nova realidade económica, social e ambiental, o Alqueva mudou a face do Alentejo", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas em Beja.

Depois de ter sobrevoado a zona da barragem do Alqueva a bordo de um C-295 da Força Aérea Portuguesa, Cavaco Silva assinalou "o simbolismo muito particular" de uma visita que o deixou "verdadeiramente impressionado".

"No início de fevereiro do ano de 1993 tomei a decisão em Conselho de Ministro de iniciar a construção da barragem de Alqueva. Eu próprio vim a Alqueva para testemunhar o início das obras. Depois fui a um café, o café de Alqueva, os alentejanos que lá estavam mostraram uma grande desconfiança, disseram que há 20 anos que os políticos diziam isso e nunca tinha sido construída a barragem", recordou.

Entre as razões que levaram a que fosse tomada a decisão, acrescentou, estava a dificuldade da agricultura portuguesa competir no quadro da União Europeia por falta de áreas de regadio, a importância de uma reserva estratégica de água, a tendência da desertificação do Alentejo e a possibilidade que foi então detetada de obter apoios comunitários construir a barragem de Alqueva.

"Regresso agora com uma visão totalmente diferente daquela que tinha tido até aqui, precisamente 20 anos depois, nunca tinha tido a oportunidade de observar o empreendimento de avião e fiquei verdadeiramente impressionado", frisou, convidando todos os portugueses a conhecerem a mudança que está a ocorrer no Alentejo.

Destacando alguns números ligados à construção do Alqueva, Cavaco Silva notou que estão em causa dois mil quilómetros de canais, múltiplos reservatórios de água, barragens, milhares de pontos de rega, resultado de um "investimento significativo", que ficará completo este ano, altura em que se chegará aos 120 mil hectares de regadios.

Além disso, continuou, o projeto está a contribuir para reduzir o desequilíbrio das contas externas em matéria alimentar e, no que respeita ao abastecimento de água das populações, 200 mil portugueses em 13 concelhos já beneficiam da água do Alqueva.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que acompanhou a visita do chefe de Estado, corroborou a avaliação de Cavaco Silva, classificando o Alqueva como "um sucesso", nomeadamente na diversificação de culturas.

"Já não é apenas o olival e a vinha", frisou, apontando as culturas de frutas e hortícolas que estão "a transformar a paisagem", a criar emprego e levar pessoas para o Alentejo.

"Alqueva tem muitos anos de trabalho, tem muitos anos de planeamento, a primeira ideia ocorreu ainda na década de 60, os trabalhos começaram na década de 70 e foram interrompidos até depois de serem retomados em 1993. Já lá vão mais de 20 anos para hoje pudermos dizer que será concluído como estava projetado", lembrou.

Depois do sobrevoo da barragem do Alqueva, o Presidente da República visitou o canal de Ferreira do Alentejo e visitou explorações agrícolas de nogueiras, tomate, milho, vinha e pomares de pera rocha e de ameixa.

Sogrape cria sistema para deteção de castas in situ


por Ana Rita Costa
29 de Julho - 2015
 
Chama-se WineBioCode e é o projeto responsável pelo desenvolvimento de um sistema que permite, através de um aparelho, identificar castas a partir do ADN, aliando a identificação da composição varietal à origem geográfica de um vinho.

O responsável pelo departamento de Investigação & Desenvolvimento (I&D) da Sogrape Vinhos, António Graça, apresentou recentemente no Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, que decorreu em Mainz, na Alemanha, os resultados preliminares do projeto que teve como objetivo definir a melhor e mais simples estratégia para a autenticação de um vinho baseada numa abordagem multidisciplinar, incluindo a identificação das castas a partir do seu ADN complementada pela determinação da "impressão digital", ou seja, a composição varietal aliada à respetiva origem geográfica do vinho.

"Perante as crescentes tentativas de práticas fraudulentas no setor, nomeadamente a falsificação de vinhos valiosos, importa conceber métodos rápidos e fiáveis que permitam detetar essas situações. Daí o empenhamento da Sogrape Vinhos neste projeto inovador, no qual é a única empresa a integrar o consórcio do projeto, que conta ainda com diversas instituições académicas e científicas portuguesas, nomeadamente a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) ou o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa", explica a Sogrape Vinhos em comunicado.

O WineBioCode pretende aliar a utilização de um sistema de deteção de castas baseado no seu ADN, ideal para laboratórios biomoleculares avançados, com um biossensor ótico que fornece uma identificação varietal precisa, permitindo assim discriminar a origem geográfica do vinho.

Este estudo, na qual o envolvimento da Sogrape Vinhos foi apoiado financeiramente pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia (FCT) através do projeto "Desenvolvimento de biossensor para a identificação do Vinho da Região do Douro", será completada com estudos futuros que visam, nomeadamente, a miniaturização do biossensor ótico, a melhoria da preparação da amostra de ADN para utilização portátil no terreno e o desenvolvimento do método de identificação para genótipos dentro de cada casta ("clones").

"Pretende-se, em suma, complementar os sistemas de deteção baseados na química do solo com a análise do ADN, adequada para a determinação da casta, num sistema rápido e simples que pode ser utilizado em vinhos, mostos, uvas ou folhas da videira, abrindo novas perspetivas para controlo de qualidade do material fornecido por viveiristas ou nas transações de produtos vínicos", explica António Graça, sublinhando o valor que um sistema desta natureza pode trazer ao setor dos vinhos, protegendo o investimento dos seus agentes económicos. Os resultados da nossa pesquisa serão, num passo seguinte, integrados por forma a miniaturizar o sistema e torná-lo portátil, estabelecendo uma plataforma viável para uso no campo e na adega e, assim, suportando os requisitos das denominações geográficas na certificação dos vinhos", refere António Graça.

Parlamento rejeita recomendação do PCP para conclusão de obra do Baixo Mondego

29-07-2015 
 


Fonte: Lusa

A Assembleia da República (AR) rejeitou um projeto de resolução do PCP, recomendando ao Governo a "concretização urgente" das obras de engenharia hidroagrícola e de emparcelamento do empreendimento hidroagrícola do Baixo Mondego, anunciou hoje aquele partido.

O projeto de resolução foi "rejeitado com os votos contra da maioria PSD/CDS e o voto contra do PS a algumas medidas" para o Baixo Mondego, "mostrando desta forma como se posicionam os partidos do arco da 'troika', que incluem os nove deputados eleitos por PS, PSD e CDS pelo distrito de Coimbra", afirma uma nota hoje divulgada pela Organização Regional de Coimbra do PCP.

O regadio e emparcelamento do Baixo Mondego, aguarda, "há décadas, a sua execução e conclusão, não obstante as recorrentes promessas de investimento e conclusão", mas a maioria parlamentar, com "o argumento de que tudo está a ser feito, recusou dar o sinal político que valorizaria os territórios do Baixo Mondego", afirmam os comunistas.

A Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego deve ser concluída, de acordo com um calendário previamente estabelecido, até 2020, e integrada numa "política agrícola que desenvolva as potencialidades da região e que defenda a produção nacional", sustentavam os deputados comunistas, no seu projeto de recomendação.

"A dotação através de financiamento público das verbas adequadas às necessidades da conclusão" do empreendimento, "nomeadamente a garantia de financiamento através do quadro comunitário já em execução (Portugal 2020)", era igualmente defendida no mesmo documento, assinado por 11 deputados do PCP, cujo primeiro subscritor era João Ramos.

No projeto de resolução chumbado pela AR, os comunistas defendiam também a necessidade de salvaguardar e garantir a "gestão pública da Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego, com a participação ativa das organizações representativas dos agricultores/regantes".

Mas "o PCP continuará a defender a agricultura familiar e a intervir politicamente para garantir condições à agricultura familiar, aos agricultores do Baixo Mondego e para o desenvolvimento da capacidade produtiva do país".

O projeto do hidroagrícola do Baixo Mondego abrange uma área total de cerca de 12 mil hectares, distribuídos por territórios dos concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure, no distrito de Coimbra, e Pombal (distrito de Leiria), nos vales dos rios Mondego e dos seus afluentes Cernache, Ega, Arunca e Pranto, na margem esquerda, e Ançã e Foja, na margem direita.

Presidente da República visita várias infraestruturas do Alqueva

29-07-2015 
 
Fonte: Lusa

Presidente da República, Cavaco Silva, visita várias infraestruturas do projeto Alqueva, no Alentejo, onde já foram investidos 2.200 milhões de euros e que deverá ficar concluído no final deste ano.

A visita começa às 09:30 com uma viagem a bordo de um helicóptero da Força Aérea Portuguesa para o chefe de Estado sobrevoar a barragem e infraestruturas da zona de influência do Alqueva.

Depois, já em terra, Cavaco Silva visita outras duas infraestruturas do projeto, o canal de Ferreira do Alentejo e a Estação Elevatória de Ervidel (Aljustrel), e três explorações agrícolas, todas no distrito de Beja, acompanhado pelo presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), José Pedro Salema.

Após 19 anos de obras e 13 desde o início do enchimento da albufeira, no projeto Alqueva, considerado estruturante para o Alentejo, já foram investidos 2.200 milhões de euros do investimento total previsto de cerca de 2.500 milhões de euros, distribuído pelas valências agrícola, hidroelétrica e de abastecimento público.

Na valência agrícola, na atual campanha de rega, o Alqueva já abastece 88 mil hectares e, após ficar concluído, no final deste ano, chegará, na campanha de 2016, aos 120 mil hectares previstos no sistema global de rega do projeto.

Na valência de abastecimento público de água, em 2010, a EDIA terminou as ligações entre a albufeira de Alqueva e as albufeiras de abastecimento público abrangidas pelo projeto para as abastecer sempre que haja necessidade de reforço.

Trata-se das ligações entre Alqueva e as albufeiras das barragens do Roxo, do Enxoé e de Alvito, no distrito de Beja, e do Monte Novo e da Vigia, no distrito de Évora, que abastecem 13 concelhos alentejanos com uma população superior a 280 mil pessoas.

A barragem do Roxo abastece os concelhos de Aljustrel e Beja, a do Enxoé os de Serpa e Mértola, a de Alvito os concelhos de Alvito, Cuba, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira, a do Monte Novo os de Évora, Reguengos de Monsaraz e Mourão e a da Vigia o de Redondo.

Segundo a EDIA, a "reserva estratégica de água" criada pelo projeto é "capaz de suprir todas as necessidades de água" da área de 120 mil hectares servida pelo regadio e de abastecimento público dos 13 concelhos "durante quatro anos consecutivos de seca extrema e sem restrições".

A albufeira de Alqueva, localizada no "coração" do Alentejo, no rio Guadiana, começou a encher a 08 de fevereiro de 2002 e já atingiu várias vezes o nível pleno de armazenamento.

A conclusão do projeto, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Governo PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013, o que acabou por não ser possível, segundo o atual executivo PSD/CDS-PP, que, entretanto, assumiu o compromisso de terminar as obras este ano.

Alqueva, na sua capacidade total de armazenamento, à cota de 152 metros, é o maior lago artificial da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.

Segundo a EDIA, o volume máximo de água da albufeira, 4.150 hectómetros cúbicos, "é muito próximo do consumo total anual de água de toda a agricultura, indústria e população em Portugal".

Governo diz que fixação do benefício era essencial para estabilidade do Douro

 29-07-2015 
 

Fonte: Lusa

O secretário de Estado da Agricultura considerou que era essencial para a estabilidade do Douro a aprovação, em tempo útil, do comunicado de vindima que define a quantidade de vinho do Porto a produzir nesta vindima.

O conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fixou hoje em 111 mil o número de pipas (550 litros cada) a beneficiar nesta vindima (quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de vinho do Porto).

Em 2014, foram transformadas 105 mil pipas de vinho do Porto.

O conselho interprofissional inclui representantes da produção e do comércio.

Este "novo" interprofissional contou já com a representação dos viticultores através da Federação Renovação do Douro, a organização que ganhou o concurso para a gestão privada da Casa do Douro.

Este foi, inclusive, o primeiro ato desta Federação enquanto Casa do Douro de direito privado.

"Primeiro quero felicitar a região por ter chegado a este acordo tão importante e segundo felicitar a Federação Renovação do Douro por estar já a exercer o seu papel enquanto representante dos interesses dos viticultores durienses", afirmou, em comunicado, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque.

Para o governante este é "um passo muito significativo num ano de resolução da Casa do Douro pois era fundamental que o conselho interprofissional do IVDP decidisse em tempo útil o benefício".

Este documento, legalmente, tem que ser aprovado até 31 de julho de cada ano.

"Isto foi feito já com a nova Casa do Douro de direito privado o que marca um virar de página para a região", frisou.

Agora, segundo José Diogo Albuquerque, "com estes problemas de décadas resolvidos, pode-se finalmente trabalhar com as organizações do setor para melhorar o preço da uva pago aos viticultores e conseguir reforçar a posição do vinho do Porto de uma forma estratégica a nível mundial.".

O secretário de Estado considerou que este é também "um momento marcante para a região uma vez que vem demonstrar que está resolvido o problema da representatividade e defesa dos viticultores durienses que era o principal problema da Casa do Douro pública".

A sua resolução era, segundo frisou, "a primeira prioridade do plano de ação definido pelo Governo para a Casa do Douro", organização que possui uma dívida de 160 milhões de euros ao Estado e cuja dimensão pública foi extinta a 31 de dezembro.

O secretário de Estado disse que o problema do pagamento das dívidas está também a ser resolvido, pois o diploma que define a forma como o processo de liquidação irá decorrer já foi aprovado em Conselho de Ministros, estando apenas a aguardar a respetiva promulgação.

Sines já movimenta metade das cargas nos portos nacionais

28-07-2015 
 


As cargas movimentadas nos portos nacionais subiram 11% no primeiro semestre. O porto alentejano é cada vez maior.

Sines é cada vez mais o porto de maior relevância no sector em Portugal, tendo fechado o primeiro semestre deste ano com uma quota de 49,1% face às mercadorias movimentadas.


Segundo os dados apurados pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a que o Diário Económico teve acesso, enquanto a totalidade dos sete maiores portos nacionais registaram um crescimento de 11,2% nas cargas movimentadas até Junho, com um valor próximo dos 44,4 milhões de toneladas, o porto alentejano conseguiu uma subida de 25,4%, mais que duplicando o ritmo de crescimento. Parte desta evolução também é explicada pelo facto de no período homólogo do ano passado a refinaria da Galp, um dos pólos mais relevantes para a actividade do porto de Sines, ter estado parte do tempo inactiva, devido a uma paragem técnica para manutenção.

O recorde de mercadorias movimentadas alcançada pelo porto de Sines no primeiro semestre deste ano não foi o único. Os portos de Leixões, com mais 3,5%, para 9,1 milhões de toneladas; e de Aveiro, mais 4%, para 2,4 milhões de toneladas, também atingiram novos máximos históricos no primeiro semestre deste ano.

No lado negativo, estiveram Viana do Castelo (- 21,2%), Lisboa (- 3,1%), Figueira da Foz (- 2,6%) e Setúbal (- 1,8%). Deste modo, a seguir a Sines posicionou-se o porto de Leixões, com uma quota de 20,6%, seguido dos portos de Lisboa (12,9%) e Setúbal (9,1%).


Combustíveis impulsionam crescimento

O aumento de 11,2% na carga movimentada nos principais portos portugueses na primeira metade deste ano deve-se sobretudo ao crescimento verificado nos granéis líquidos (combustíveis), com um crescimento de 19,1%. Também os granéis sólidos (carvão, cereais, cimento, celulose, etc) tiveram um comportamento acima da média geral, com uma subida de 12,2% entre Janeiro e Junho deste ano. Já a carga geral aumentou apenas 4,8%, uma evolução influenciada por um decréscimo de 3,1% na carga fraccionada.

De entre os grupos de cargas que contribuíram para este resultado destacam-se os minérios (+66,7%), carga 'ro-ro' (automóveis, com mais 51,7%), carvão (48,8%), petróleo bruto (+21,3%) e produtos petrolíferos (+20,5%).

Câmara de Trancoso coopera com universidade para melhorar produção de castanha

 29-07-2015 
 
Fonte: Lusa

A Câmara Municipal de Trancoso tem um protocolo de colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com vista a "melhorar e aumentar" a produção de castanha no concelho, foi hoje anunciado.

O presidente da autarquia de Trancoso, Amílcar Salvador, disse à agência Lusa que o protocolo de colaboração pretende "desenvolver, melhorar e aumentar a produção de castanha" e "fomentar a implementação de práticas de cultivo conducentes à melhoria da produtividade" do castanheiro.

O protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Trancoso e a UTAD será celebrado na quarta-feira, pelas 10:30, no Pavilhão Multiusos daquela cidade do distrito da Guarda.

"Este protocolo com a UTAD tem a duração de três anos e o objetivo é apostar na intervenção, na transferência de conhecimento diretamente para os produtores, para que as práticas de cultivo e a produtividade da castanha melhorem", justificou o autarca.

Amílcar Salvador referiu que o município de Trancoso tem "mais de 900 produtores de castanha" e que o setor é "extremamente importante" para a economia local.

"O concelho é responsável por cerca de 5% da produção nacional de castanha, gerando um rendimento para os produtores de cerca de 3 milhões de euros anuais", justificou.

No âmbito do protocolo serão realizados "dias abertos", haverá visitas técnicas a soutos, análises de solos e será proporcionado "um contacto muito direto da universidade com os produtores", segundo o autarca.

A colaboração entre a Câmara de Trancoso e a UTAD também contempla a instalação de uma unidade de demonstração num souto adulto (pertença de um produtor) e a realização de uma tese de mestrado tendo como objeto de estudo a produção de castanha naquele concelho.

A conceção e edição de um livro sobre as melhores práticas de cultivo e a realização de umas jornadas técnicas anuais sobre a problemática da fileira da castanha, são outros dos propósitos.

Amílcar Salvador disse à Lusa que a assinatura do protocolo com a UTAD, que tem um custo global de 43 mil euros, surge pelo facto de a autarquia reconhecer que a atividade agrícola é um eixo estratégico de desenvolvimento local.

O município de Trancoso, com o objetivo de promover a importância da fileira da castanha, já realizou duas feiras anuais, estando a terceira edição agendada para os dias 06, 07 e 08 de novembro, lembrou.

Trancoso insere-se na zona de produção da denominação de origem protegida de castanha dos Soutos da Lapa, onde predominam as variedades de martaínha e longal.

Cortiça é insubstituível para os produtores espanhóis

Ontem 00:05 Económico

Produtores espanhóis elegem cortiça como vedante de eleição, identificando um conjunto de benefícios que a mesma aporta ao vinho.

A cortiça é a escolha de produtores vinícolas e de cava (vinho espumante produzido maioritariamente na região da Catalunha). No âmbito do projecto InterCork II - Promoção Internacional da Cortiça, em Espanha, foram entrevistados alguns nomes de reconhecidas marcas espanholas, no sentido de perceber a sua opinião sobre a rolha de cortiça e a sua relação com o vinho. Todos foram unânimes em afirmar que as rolhas de cortiça são o vedante de eleição para os seus néctares, identificando um conjunto de benefícios que a mesma pode aportar ao vinho. 

O director técnico da Freixenet, Josep Buján, afirma "elaboramos cava com mais de 150 anos e ele é vedado com rolha de cortiça, evidentemente. O seu uso é indiscutível." "O comportamento da cortiça é muito melhor, a sua lenta permeabilidade favorece a 'crianza' e a evolução do cava." Para os menos conhecedores "crianza" é o nome dado aos vinhos que passam por um processo de envelhecimento ou maturação. Assim, quando encontramos a palavra estampada nos rótulos dos vinhos da Espanha significa dizer que a bebida envelheceu 24 meses antes de ser comercializada, tendo estagiado, no mínimo, seis meses em barrica de carvalho.

Para Josep Buján "a cortiça é um produto natural e aporta organolepticamente a sensação de que o produto foi criado numa embalagem nobre, como é a barrica. A cortiça tem uma vida longa e é um produto que chegou até aqui porque tem uma grande resistência." E conclui: "a cortiça é a companheira inseparável do vinho e do cava." 

A mesma opinião é partilhada pelo director técnico e enólogo das Bodegas Veja Sicilia, Javier Ausás, "A cortiça é o único vedante que garante o futuro dos meus vinhos." "Quando falamos de cavas em que o peso histórico é importante, em que o envelhecimento é fundamental, em que o vinho será consumido dentro de 100 anos, a única referência com este peso histórico é a cortiça", afirma. Resume em três pontos as características da cortiça: "tradição, hermeticidade e perfeição." 

O director de Cavas Recaredo, Ton Mata, fala igualmente em três factores importantes quando se fala da cortiça: "ponto de vista técnico, no caso dos vinhos 'crianza' há um estudo que demonstra que a quantidade de oxigénio dentro da garrafa é inferior ... o que garante menos oxidação graças ao comportamento da rolha de cortiça." O segundo factor é o "aspecto ambiental. A cortiça é um material natural e a indústria respeita o meio-ambiente." E, por último, " a tradição e a identidade da cortiça como um material do mediterrâneo." "A cortiça é o companheiro perfeito para o cava e para o vinho", concluiu. 

O proprietário e enólogo da Dominio de Pingus, Peter Sissek, também considera a cortiça como a melhor solução para os seus vinhos: "para os vinhos que têm de envelhecer 30 ou 40 anos na garrafa, a melhor solução é a cortiça. Uma rolha de boa qualidade." E afirma: "a cortiça é em primeiro lugar o orgulho da adega. Quando abrimos a garrafa é uma imagem que transmitimos ao consumidor. A cortiça é um produto natural e sustentável, de momento, não vejo alternativa à cortiça natural."

Estes vídeos estão disponíveis na página de facebook da campanha em Espanha "El corcho preserva lo bueno" (A cortiça preserva as coisas boas) acessível em https://www.facebook.com/preservalobueno.

Mais de 28 mil pessoas passaram pela edição de 2015 do Vinho Verde Wine Fest


A segunda edição do Vinho Verde WineFest terminou ontem com grande êxito. Mais de 28 mil pessoas passaram pelo festival durante quatro dias.

Cerca de 30 produtores, 200 vinhos, 5 restaurantes, 4 petiscos, o Cocktail Bar, uma wineshop fizeram as delícias dos visitantes.

Emelia Jackson, estrela do Masterchef Austrália foi uma das atracções entre vários chefs e enólogos presentes. Entre Showcookings, provas comentadas, harmonizações e muitas provas de vinhos, a animação ficou a cargo da RFM.

O festival eno-gastronómico, com vista para o Rio Douro, de celebração da Região Demarcada de Vinhos Verdes, promovido pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) terminou ontem e já tem presença assegurada em 2016.

Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. aprova comunicado de vindima 2015


A Região Demarcada do Douro (RDD) estabeleceu o benefício de 111.000 pipas (550 litros cada) de mosto generoso para produção de vinho do Porto. Este é o principal resultado do comunicado de vindima para 2015 aprovado hoje unanimemente pelo Conselho Interprofissional (CI) do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) com o acordo da produção e do comércio.

O presidente do IVDP, I.P, Manuel de Novaes Cabral, destaca que "esta reunião do CI do IVDP marca um novo tempo de concertação e diálogo entre a produção e o comércio, com o objetivo de posicionar ainda melhor as Denominações de Origem Porto e Douro e melhorar os rendimentos de todos os atores da Região e do setor".


A consulta integral do comunicado de vindima anual está disponível em www.ivdp.pt

fonte: Mediana

IFAS: PROGRAMA VITIS - CAMPANHA 2014/2015


Informam-se os beneficiários das candidaturas ao regime de apoio à Reestruturação e Reconversão das Vinhas (VITIS), que foi publicada a Portaria n.º 219/2015 de 23 de julho, na sequência de se terem verificado estrangulamentos no abastecimento do mercado com material vegetativo, criando dificuldades aos viticultores no que respeita à plantação das vinhas, na Campanha de 2014/2015, pondo em causa a elegibilidade das candidaturas.

Neste sentido, foi prorrogado por um (1) ano a data limite de conclusão de todos os projetos cujo prazo limite termine em 2015.

Para tal o beneficiário deve apresentar documento emitido pelo fornecedor que comprove a falta do material vegetativo requisitado, devendo o mesmo ser apresentado nos 60 dias seguidos após a entrada em vigor da Portaria n.º 219/2015.

Deste modo, os beneficiários devem formalizar um pedido de prorrogação do prazo junto da Direção Regional de Agricultura e Pescas da área de influência da candidatura, com a respetiva apresentação de documento comprovativo dentro do prazo definido.

Informa-se ainda, que relativamente às candidaturas cujo prazo de execução terminava a 30.06.2015, o prazo para apresentação dos pedidos de pagamento (investimentos realizados) é prorrogado até 3 dias após a entrada em vigor da presente portaria, ou seja até hoje, dia 27.07.2015.

Paladin abre fábrica em Angola


por Ana Rita Costa
27 de Julho - 2015
 
A Paladin abriu no passado mês de junho uma nova fábrica em Viana, nos arredores de Luanda, em Angola. O investimento rondou os 3 milhões de euros e emprega no arranque 20 trabalhadores, que numa primeira fase irão produzir apenas vinagres.

"Há quem olhe para Angola apenas como uma alternativa à quebra da procura nacional. Mas, para nós, Angola é um investimento de longo prazo, porque queremos, a partir dali, desenvolver novos mercados e conquistar novos consumidores", justifica Carlos Gonçalves, Administrador da Mendes Gonçalves, empresa que detém a Paladin.

Para Carlos Gonçalves, "esta nova fábrica pretende reforçar o ADN da marca. Uma marca portuguesa para o Mundo de que os portuguese se possam orgulhar. Este é mais um desafio inerente ao nosso processo de internacionalização. Trata-se de um investimento em contra ciclo, dada a situação atual de Angola, mas está em linha com o facto de prepararmos o futuro a médio-longo prazo. E como acreditamos no futuro de Angola, não hesitámos em avançar."

Para João Pilão, Diretor de Internacionalização, "este investimento foi muito ponderado e enquadra-se na nossa estratégia de acompanhar mercados com elevado potencial de crescimento, por oposição aos mercados tradicionais ocidentais que apresentam crescimentos nulos ou mesmo quebras de consumo".

A estratégia de internacionalização da Paladin tem privilegiado os países do Magreb e do Médio Oriente e está agora a entrar pelos países de África com maior potencial, como o Senegal ou a Nigéria. "Nós já estávamos em Angola, mas sentimos a necessidade de melhorar a nossa capacidade de resposta e competitividade à crescente procura dos consumidores angolanos pelos nossos produtos", salienta João Pilão.

De acordo com a Mendes Gonçalves, o investimento agora inaugurado em Angola irá permitir, "a médio prazo, desenvolvermos produtos específicos para aquele mercado, que resultem de I&D feito em parceria com as nossas equipas locais".

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bruxelas opõe-se a medidas de apoio ao setor do açúcar


por Ana Rita Costa
27 de Julho - 2015
 
Itália pediu recentemente um conjunto de medidas de apoio ao setor do açúcar com o objetivo de minimizar os problemas de mercado que se anteveem com o fim das quotas de mercado já em 2017.

A Comissão Europeia foi desfavorável à proposta e considera que o mercado "tem tempo e capacidade" de se autorregular para fazer face a uma situação diferente após o fim das quotas. A Alemanha, por outro lado, acredita que a criação de uma ajuda ligada à produção de beterraba sacarina, que foi atribuída em 10 Estados-membros, corre o risco de provocar situações de distorção de concorrência. Nesse sentido, o país defende medidas que ajudem a escoar no mercado as quantidades que ultrapassam a quota.

Os italianos, por sua vez, defendem que a quotização paga pelos produtores de 13 euros por tonelada pode e deve ser utilizada para eventuais soluções que apoiem e defendam o mercado.

Phil Hogan, Comissário Europeu para a Agricultura, referiu que de facto a produção de beterraba sacarina da campanha de 2014-2015 foi muito grande, atingindo 19,4 milhões de toneladas, enquanto a quota estava situada nos 13,5 milhões de toneladas.

Os stocks estra levaram a uma descida do preço, que atingiu os 416 euros por tonelada, o preço mais baixo desde 1980, mas ainda assim mais elevado em cerca de 100 euros face às cotações mundiais do açúcar.

Phil Hogan, Comissário Europeu para a Agricultura, defendeu que "o setor tem beneficiado de um mercado fortemente protegido, com preços a níveis muito altos nos últimos anos e, portanto, é perfeitamente capaz de fazer face a uma situação de mercado mais difícil."

Oxitec quer libertar 500 moscas geneticamente modificadas por semana em Espanha

AGRICULTURA
HÁ 2 HORAS

Empresa britânica quer eliminar o risco de prejuízo económico das pragas da mosca da azeitona, mas várias associações europeias estão contra. "É uma experiência perigosa", dizem.


O plano é libertar as moscas numa área limitada de 1000 m2 coberta por rede
© Hugo Amaral/Observador

Autor


Ana Pimentel

Há uma empresa britânica que quer libertar moscas geneticamente modificadas em Espanha, perto da cidade de Tagarrona. A ideia da Oxitec é que sejam libertadas 500 moscas por semana durante um ano. Objetivo: fazer com que as larvas fêmea morram no interior das azeitonas, fazendo com que só os machos sobrevivam. E acabar, assim, com a praga da mosca da azeitona.

O plano é libertar as moscas numa área limitada de 1000 m2, que está coberta por rede, mas várias associações já vieram manifestar-se contra a iniciativa. Apesar de o objetivo da Oxitec seja fazer com que as populações de mosca da azeitona nativas diminuam e se elimine o risco de prejuízo económico, há receio de que estas escapem e se reproduzam sem que haja qualquer tipo de controlo.

A mosca da azeitona é uma espécie que se reproduz rapidamente num habitat favorável. Com o tempo, é previsível que a sua descendência venha a propagar-se por toda a região mediterrânica e em todos os locais em que existam populações nativas", lê-se no comunicado divulgado pela Plataforma Transgénicos Fora.
Com a medida, a empresa pretende acabar com as pragas deste tipo de mosca na produção de azeitona e azeite, mas a Plataforma Transgénicos refere que a "biodiversidade pode ser severamente prejudicada" e podem surgir efeitos colaterais no ecossistema, no ambiente e nos sistemas de produção.

"Não devemos tolerar experiências irresponsáveis que se traduzirão inevitavelmente na libertação acidental de animais transgénicos no ambiente. Com os ecossistemas planetários já sob stress, qualquer dano adicional irreversível é inaceitável. Para além disso, nenhum consumidor deseja comer azeitonas recheadas com larvas geneticamente modificadas", afirmou Margarida Silva, da Plataforma Transgénicos Fora.

O movimento que defende uma agricultura sustentável orientada para a proteção da biodiversidade explica que existe uma elevada probabilidade de as moscas com ADN sintético (obtido a partir de mistura de organismos marinhos, bactérias, vírus e outros insetos) acabarem por se incorporar de forma permanente nas populações nativas. E adianta que ninguém pode prever o comportamento ecológico destes insetos quando forem libertados no ambiente.

Libertar insetos geneticamente modificados no ambiente é uma experiência perigosa que, na prática, irá transformar toda a Europa num laboratório ao ar livre. Os insetos não respeitam as fronteiras e nenhuma esterilidade é 100% eficaz. Podem escapar-se das áreas experimentais e se, como é frequente, as coisas não correrem de acordo com o planeado, será impossível terminar e conter o ensaio", afirma Janet Cotter, da Unidade Científica da Greenpeace Internacional.
Victor Gonzálvez, da Sociedade Espanhola para a Agricultura Ecológica adiantou que se as azeitonas entrarem em contacto com as novas larvas geneticamente modificadas, os produtores biológicos podem perder a certificação e os consumidores podem perder a confiança na agricultura biológica.

"Esta tecnologia parece ter o potencial de pôr em perigo a biodiversidade, a agricultura biológica e o futuro da produção de azeitona e azeite na região mediterrânica. Presumimos que esta experiência está a ser desencadeada pelo interesse da Oxitec e dos seus investidores em tirar o máximo lucro desta tecnologia patenteada", diz Cristoph Then, da Testbiotech.

Ainda não se sabe se os ensaios já foram autorizados pelas autoridades espanholas. Mas a confirmar-se, esta será a primeira libertação de animais geneticamente modificados na União Europeia desde sempre. Em 2013, a Oxitec já tinha pedido para desenvolver este ensaio em Espanha, mas o pedido foi retirado após protestos públicos. Em março de 2015, voltou a fazê-lo e o início da libertação está previsto durante o mês de julho.

O comunicado divulgado pela Plataforma Transgénicos Fora foi subscrito por diversas organizações, como a espanhola Amigos de la Tierra, a portuguesa Agrobio, a francesa Criigen, a italiana Rete Semi Rurali ou a alemã Testbiotech, entre outras.

“RuralBeja” regressa em outubro de 2015


 27 Julho 2015, segunda-feira  AgroflorestalAgricultura
ruralbeja

O Parque de Exposições de Beja irá receber entre os dias 9 e 11 de outubro mais uma edição da "RuralBeja", um certame que pretende afirmar as potencialidades e os recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável e integrado do concelho.
O evento, que «alia tradição e inovação, produção e transformação e criatividade e competitividade», é uma «montra dos melhores produtos da região, os tradicionais e os mais inovadores, que, juntos, reforçam as potencialidades que fazem de Beja um território de excelência», sublinha o município.
A "RuralBeja" vai incluir o Salão do Cavalo, a feira Vinipax, a Festa Brava, os espaços "Natureza à Mesa" e "Do sequeiro ao regadio", mostras de artesanato, de aves (Avibeja) e de cães (Canibeja).
Após o sucesso da primeira edição, a "RuralBeja" terá novamente o Salão do Cavalo, aqui haverá um espaço dedicado ao cavalo lusitano.
Este certame terá também oficinas temáticas, workshops, exposições e «muitas atividades para todos os gostos e idades» são outras ofertas da "RuralBeja" 2015. 

Produção de pequenos agricultores poderá garantir segurança alimentar



 27 Julho 2015, segunda-feira  Agricultura BiológicaIndústria alimentar
agricultura biologica
A agricultura realizada pelos pequenos agricultores, nomeadamente a ecológica (biológica), é uma forma mais sustentável de produzir alimentos e também de garantir de forma mais eficaz a segurança alimentar no mundo, de acordo com uma responsável da ONU.
«A agricultura ecológica (biológica) está mais voltada para as pequenas propriedades, com uma nova abordagem, como está a acontecer em vários locais em França. Temos de utilizar de forma mais racional o sistema ecológico para a produção agrícola», declarou Hilal Elver, relatora especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação.
A responsável da ONU fez estas declarações durante a conferência "Direito humano a uma alimentação adequada: desafios e oportunidades a partir de diferentes geografias", no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa.
Segundo a relatora especial, «é necessário realizar uma adaptação e uma mitigação neste campo», mas isso «não é interessante para as grandes corporações do setor da alimentação».
De acordo com Hilal Elver, as mudanças deveriam ser feitas a nível local, sobretudo se houver políticas específicas para os pequenos produtores, que poderão alimentar a sua família e a sua comunidade e todo o sistema ao seu redor.
A funcionária da ONU disse que os pequenos produtores que vivem ao redor de Nova Iorque (mais ou menos 60 quilómetros) poderiam alimentar a cidade e também todo o Estado de Nova Iorque.
Segundo Hilal Elver, os governos, através de políticas específicas para o setor, deveriam ajudar os pequenos produtores a serem mais eficazes na produção dos alimentos.
«Apenas cerca de 30% das terras produtivas no mundo estão nas mãos de pequenos produtores e dois terços dos pobres no mundo não tem acesso à proteção social dos governos. Setenta e cinco por cento dos produtores rurais são pobres», sublinhou.
Segundo a responsável da ONU, o papel das mulheres, que são responsáveis por 50% da agricultura mundial, «deve ser valorizado».
A relatora lembrou ainda as previsões que entre 15% a 40% das nove mil milhões de pessoas no mundo em 2050 estarão sujeitas a uma maior insegurança alimentar devido a problemas climáticos, defendendo que «é preciso utilizar os recursos naturais de forma mais sustentável, nomeadamente a água potável, utilizar a terra de forma mais eficiente, mudar hábitos alimentares e diminuir os desperdícios».
Para a relatora, «os governos têm de criar estruturas para que as pessoas possam ter acesso à alimentação, seja produzindo os seus alimentos ou seja através de empregos, que fornecem os recursos para a aquisição dos alimentos», reforçando a necessidade de marcos jurídicos neste setor.
Segundo Hilal Elver, os dois principais problemas no século XXI neste setor, entre outros, são a globalização e as alterações climáticas.
Segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 795 milhões têm fome crónica no mundo.
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) estabeleceram a meta de, até 2015, reduzir para metade o número de pessoas que passam fome.
«Este objetivo não foi conseguido. Tivemos alguns casos de sucesso, como na América Latina, nomeadamente no Brasil, e países como a China e Índia mas, infelizmente, em outras regiões, como na África subsaariana, o quadro não progrediu e até houve um aumento da fome», disse.
Fonte: Lusa 

Norte 2020: empresas vão receber €67,4 milhões para inovação produtiva



 27 Julho 2015, segunda-feira  Política Agrícola

Mais de 100 empresas do Norte vão receber um incentivo de 67,4 milhões de euros de fundos comunitários 2020 para inovação produtiva, revelou a Comissão de Coordenação Regional que recebeu mais de 260 candidaturas.
«No total, as 104 candidaturas aprovadas correspondem a um investimento global superior a 124 milhões de euros, com o incentivo de 67,4 milhões de euros», explicou a Comissão de Coordenação Regional do Norte (CCDR-N), responsável pela atribuição dos fundos comunitários Norte 2020.
Para a CCDR-N, estes números são reveladores do «grande dinamismo do tecido empresarial da região Norte» que respondeu desta forma ao «primeiro aviso que a Autoridade de Gestão do Norte 2020 lançou em março passado para incentivar a Inovação Produtiva».
A este primeiro concurso, que dispunha de 40 milhões de euros, concorreram 266 empresas mas só 118 «reuniram condições para serem aprovadas».
Perante a procura, a dotação de 40 milhões «acabou por se revelar insuficiente», pelo que a autoridade de gestão decidiu aumentar a dotação de FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) para 67,4 milhões, deixando contudo de fora 14 candidaturas.
A CCDR-N informou ainda que o concurso destinado a promover o empreendedorismo qualificado e criativo nas empresas do Norte encerrou com a aprovação de sete projetos que irão receber cerca de quatro milhões de euros.
Fonte: Lusa  

Leite: empresa da Terceira quer exportar leite de burra para a indústria cosmética



 27 Julho 2015, segunda-feira  AgropecuáriaIndústria

Uma empresa na ilha Terceira, Açores, quer exportar leite de burra para a indústria cosmética e alega que a pastagem dos Açores confere ao produto caraterísticas únicas no mundo.
«Já sabíamos que o leite de vaca tinha o dobro do ómega 3 do leite produzido noutro sítio. Viemos a confirmar, através de um estudo feito pela Universidade dos Açores, que o nosso leite de burra também tem o dobro do ómega 3 do outro leite produzido a nível mundial e esse é um caráter altamente diferenciador», salientou, Marcos Couto, sócio da Asinus Atlânticus.
A empresa nasceu há três anos e durante esse período consolidou o efetivo e apurou a qualidade do leite. A partir de setembro deste ano Marcos Couto conta começar a exportar leite em pó para a indústria cosmética.
Para trás ficam muitas adversidades e horas de aprendizagem, porque quando iniciaram o negócio, os sócios (dois irmãos e respetivos cônjuges) nada sabiam sobre o maneio dos burros.
«Houve aqui um processo de aprendizagem e de adaptação, porque tínhamos algum know how daquilo que é o maneio da vaca, mas fomos percebendo que o maneio e as características deste animal eram diferentes», explicou Marcos Couto.
Foi através de uma reportagem na televisão que descobriram o potencial do leite de burra, mas só quando avançaram com o projeto descobriram que podiam ter alguma vantagem competitiva em relação ao que já existia no mercado.
«O leite dos Açores tem uma caraterística única a nível mundial, graças ao efeito do mar sobre as nossas pastagens», salientou o empresário, explicando que o ómega 3 é «antioxidante».
Para além da falta de informação sobre esta espécie em Portugal, os empresários depararam-se com a escassez de burros na ilha Terceira.
«Isso foi um problema. Comprávamos aquilo que existia, porque já eram muito poucos. E desse lote inicial viemos a deparar-nos com muitos problemas de gestação», explicou Marcos Couto.
Atualmente, a Asinus Atlânticus tem um efetivo de 15 animais, entre os quais se encontram alguns com características do Burro da Graciosa, reconhecido como raça autóctone no final de junho.
Mais pequenas do que as da raça de Miranda, as burras da Graciosa têm vantagens e desvantagens na produção de leite, por isso, no futuro os empresários ainda terão de avaliar se será ou não «vantajoso» investir nesta raça.
«O grande problema da burra da Graciosa é efetivamente a sua fraca capacidade produtiva. É um animal que produz sensivelmente entre 900 mililitros e 1 litro e 100 de leite por dia, significativamente abaixo de outros animais. Também é verdade que tem necessidades alimentares muito inferiores», explicou Marcos Couto.
Com o efetivo atual, a empresa produz cerca de cinco litros de leite por dia, uma quantidade bastante inferior à produzida numa exploração bovina, mas os custos associados são praticamente os mesmos, já que a exploração tem também máquina de ordenha, por exemplo.
A falta de terrenos disponíveis perto da exploração faz, no entanto, com que seja impossível, pelo menos por enquanto, ultrapassar as 20 fêmeas produtoras.
A liofilização (transformação do leite em pó) é feita também na exploração, o que permite uma maior conservação do produto e reduz os custos de exportação.
A empresa está atualmente em processo de conversão para que o leite seja certificado como biológico, o que Marcos Couto estima que aconteça no final de 2015.
Fonte: Dinheiro Vivo 

XXIII Feira Nacional do Porco

 27-07-2015 
 

Fonte: Câmara Municipal do Montijo

A Câmara Municipal do Montijo aprovou, por unanimidade, na reunião de câmara de 22 de julho, um protocolo com a FPAS para a realização da XXIII Feira Nacional do Porco que terá lugar no Parque de Exposições do Montijo, de 19 a 21 de maio de 2016.

Com este protocolo, as duas entidades formalizam as suas obrigações que contribuirão para garantir que a XXIII Feira Nacional do Porco se torne um evento de sucesso.

O documento estabelece que a FPAS será responsável por delinear o programa da Feira, promover o evento a nível nacional e internacional e realizar as habituais jornadas técnicas.

A Câmara Municipal do Montijo ficará responsável por um conjunto de intervenções no Parque de Exposições do Montijo, como a pintura e limpeza do recinto e zona envolvente, a melhoria das condições de isolamento térmico e ventilação dos pavilhões, a montagem do palco coberto, o reforço da potência elétrica e a disponibilização de diversos serviços camarários para apoio ao evento.

A Feira Nacional do Porco é uma tradição na cidade do Montijo. Ao longo dos anos, tem registado sempre a presença de muito público, contribuindo para a divulgação da imagem, das tradições, das atividades económicas e da gastronomia do concelho.

Crise no sector leiteiro provoca abandono da actividade

24-07-2015 
 
COMUNICADO DE IMPRENSA – CRISE NO SECTOR LEITEIRO

 

- 250 Produtores de leite nacionais já abandonaram a atividade em 2015                         

- Importações de leite somam 164 milhões de euros

- Ministra da Agricultura e do Mar indiferente e insensível à crise que afecta o sector      

 

Desde o princípio de 2015, o mercado lácteo mundial tem assistido a uma quebra acentuada, em função da acumulação de oferta de leite nas principais regiões produtoras (Europa, EUA, Austrália e Nova Zelândia) e da quebra de procura mundial, em particular devido ao embargo Russo aos produtos lácteos europeus.

Estes factores conjugados originaram uma quebra acentuada dos preços pagos ao produtor em toda a Europa, os quais atingiram em Maio valores perigosamente próximo dos custos de produção e, por essa razão, pouco sustentáveis.      

Portugal não tem sido uma excepção a este panorama, com a agravante de ser um dos países da UE com maior crescimento da produção (+5% no primeiro trimestre de 2015), facto que pressiona adicionalmente a remuneração da matéria-prima. Com efeito, as nossas estimativas apontam para que 250 produtores de leite já tenham abandono a actividade em 2015.

Obviamente, o fim do sistema de quotas leiteiras na UE e a consequente liberalização do sector, ocorrido a 31 de março último, contribuiu sobremaneira para o aumento dos excedentes de leite, fragilizando em particular os países periféricos, com condições naturais mais difíceis para a produção de leite. 

Os operadores cooperativos associados da FENALAC assumiram uma atitude responsável e proactiva na tentativa de estabilizar o mercado, implementando cortes autoimpostos na produção dos respectivos produtores até ao final de 2015, os quais devem variar entre os -5% e os -10%, em relação ao primeiro semestre de 2015.

Noutra vertente, a FENALAC, em conjunto com os parceiros sectoriais, iniciou a preparação de uma campanha de promoção do leite, visando contrariar a quebra de consumo registada nos últimos anos, cujas causas são de ordem diversa mas que exigem uma acção vigorosa e determinada.  

Ainda assim, estas medidas carecem de atitudes complementares por parte dos restantes operadores da fileira.

Destacámos a Distribuição, na medida em que continua a importar leite e produtos lácteos em grande escala, quando na maior parte dos casos existe disponibilidade nacional para tal. Valores oficiais (INE) indicam que apenas nos 5 primeiros meses de 2015 as importações de produtos lácteos já somam 164 milhões de euros.

Este comportamento é desastroso para a economia nacional, pois representa produção nacional que não é escoada e uma pressão acrescida sobre a rentabilidade da produção comercializada.

Além disso, frequentemente regista-se uma concorrência pouca leal sobre as marcas nacionais, pois as importações são, em grande medida, excedentes de outros países comercializados com a marca da Distribuição e cujo preço não reflete racionalmente os custos de produção.

Noutro plano, importa que a Tutela promova medidas concretas de apoio aos Produtores de leite, a exemplo de outros países da UE, sendo de destacar o pacote de ajuda à pecuária ontem anunciando em França, na ordem dos 600 milhões de euros, além de uma mensagem clara à Distribuição de aposta na produção nacional.

Assistimos com particular perplexidade à passividade da Senhora Ministra da Agricultura e do Mar em relação à actual crise que afecta o sector, a qual traduz uma inexplicável indiferença e insensibilidade.      

Finalmente, importa que a nível comunitário seja definitivamente iniciada um debate sério quanto à regulação do mercado lácteo europeu, no seguimento da cessação do regime de quotas leiteiras, pois as medidas até agora promovidas são claramente insuficientes. 


Sobre o sector do leite

Existem em Portugal cerca de 6500 produtores, sendo que a produção de leite representava 730 milhões de euros em 2013, o equivalente a 31% da produção animal e a 13% da produção agrícola. A indústria do leite e lacticínios apresenta um volume de vendas de 1,3 mil milhões de euros, sendo o segmento mais importante (15%) da Indústria Alimentar.

A criação de emprego direto e indireto do sector lácteo deverá atingir os 50 mil postos, sendo de destacar que a maior parte dos quais estão em zonas rurais altamente carenciadas do ponto de vista económico e social, reforçando assim a importância dos mesmos na fixação das populações.


Sobre a FENALAC

A FENALAC é a entidade que representa o sector lácteo cooperativo nacional, sendo constituída por quatro grandes organizações cooperativas – Agros, Proleite, Lacticoop e Serraleite que, em conjunto, agrupam 70 cooperativas de base e apresentam um volume de negócios superior a 352 milhões de euros.

O universo da FENALAC foi responsável pela recolha de 863 mil toneladas de leite em 2013 (66% do total do continente), proveniente de 3200 produtores de leite associados.

Prevenção pode levar a redução "drástica" da área ardida

 27-07-2015 
 

Fonte: Lusa

Um investigador da Universidade de Vila Real defendeu que, no combate aos incêndios florestais, as prioridades de atribuição de financiamento deviam ser repensadas, para uma maior aposta na prevenção que leve a uma redução da área ardida.

"Há um caminho alternativo à aposta dos governos portugueses, que tem sido muito reativa, porque a resposta política a um ano mau de incêndios é reforçar o combate, apesar de se dizer sempre que o problema é a falta de prevenção", disse Paulo Fernandes.

Este investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), coordenou um estudo internacional sobre incêndios florestais e explicou hoje que, através deste trabalho, se concluiu que "Portugal é o país do mundo onde uma aposta na prevenção dos fogos florestais daria mais retorno, com uma redução drástica da área ardida".

"Uma intervenção na vegetação para prevenir um incêndio, num único hectare, em Portugal, reduz um hectare queimado no futuro. Pode parecer trivial, como uma substituição, mas é um valor muito alto. Por exemplo, na Austrália, na floresta de eucalipto, é preciso intervir em três ou quatro hectares para reduzir a área ardida por incêndio num hectare", salientou.

O estudo abrangeu dez áreas com diferente clima e vegetação em Portugal, Espanha, Estados Unidos da América (EUA), Canadá, África do Sul e Austrália e, segundo o investigador, "é bastante representativo das regiões do mundo mais problemáticas em termos de incêndios".

O estudo esclareceu que "a área que arde dentro das fronteiras nacionais é muito mais determinada pelo passado do que qualquer outra região em análise".

"O teste às medidas de prevenção dá-se quando um incêndio encontra uma área convenientemente tratada. Quanto maior for a área ardida, maior é a probabilidade de tais encontros acontecerem, mas em Portugal a redução de área ardida causada pela intervenção é superior à que seria de esperar", explicou Paulo Fernandes.

O investigador disse, ainda, que, se todos os anos for feita uma intervenção estratégica "em cerca de 5% de um determinado território, com o passar do tempo vamos ter o país adequadamente protegido dos fogos florestais".

"À escala nacional, e considerando as regiões com risco de incêndio elevado, estamos a falar de cerca de 75 mil hectares por ano", acrescentou.

As intervenções para a prevenção de incêndios, que podem ser comparticipadas por fundos comunitários, apresentam custos desde os 50 euros por hectare, com a técnica de fogo controlado, até aos mil euros, com meios mecânicos, dependendo "muito das características e condições do terreno, se é floresta ou mato, plano ou inclinado".

Outras técnicas passam pelo pastoreio ou pela alteração da composição florestal, com maior presença de espécies que ardam com mais dificuldade, nomeadamente por criarem condições mais húmidas.

Por fim, Paulo Fernandes defendeu que, em Portugal, "as prioridades de atribuição de financiamento deveriam ser repensadas e o investimento dado à prevenção deveria ser substancialmente maior".

Burro da Graciosa foi reconhecido como raça e tem potencial turístico e terapêutico


Recentemente reconhecido como raça autóctone, o Burro da Graciosa tem potencialidades turísticas e terapêuticas, ainda por explorar, na opinião do presidente da associação de criadores da ilha, Franco Ceraolo.
"É bom para fazer passeios turísticos na natureza", salientou, em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Criadores e Amigos do Burro Anão da Ilha Graciosa, criada em 2013, especificamente para candidatar o animal a raça autóctone.
Apesar de não ter características para ser considerado anão, nos Açores é assim que o burro é conhecido, devido à sua estatura pequena.
O reconhecimento como raça surgiu em finais de junho, graças aos estudos biométricos e genéticos do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, liderado pelo professor Artur Machado.
Segundo Franco Ceraolo, se for bem tratado, o Burro da Graciosa é "muito mansinho", não se assusta com facilidade e, apesar de andar devagar, transmite muita "segurança", por isso, é ideal para passeios turísticos, porque "permite apreciar a paisagem".
As características do animal são também favoráveis ao contacto com crianças, segundo o criador, que já organizou alguns passeios para os filhos dos amigos.
Para além do potencial turístico, o presidente da associação acredita que o Burro da Graciosa possa ser utilizado na asinoterapia (terapias em que são usados burros) ou na produção de leite, o que já é feito na ilha Terceira.
Para o criador, os burros podem até ser simples "animais de companhia" ou ajudar nas lides domésticas.
"Tenho um jardim com relva e há anos que não uso máquinas roçadoras. Deixo entrar um burro ou dois e durante dois dias eles comem. Fazem uma limpeza fantástica e não estragam as flores", salientou.
Natural de Roma, Franco Ceraolo mudou-se para uma quinta na Graciosa quando se reformou, para fugir às grandes cidades, e atualmente tem 10 burros e outros dois vão nascer em breve.
Quando se mudou para a ilha começou a notar que eram as pessoas de mais idade que utilizavam o burro como meio de transporte ou na agricultura e isso fê-lo pensar que o animal poderia desaparecer assim que aquelas pessoas morressem.
Foi o que viu acontecer numa pequena vila da Toscana, onde passava férias com os avós, mas graças à intervenção de um amigo que, nos anos 1990, começou a criar burros, atualmente a raça pode ser encontrada desde o sul de Itália ao centro da Europa.
Atualmente, a Graciosa não tem mais de 70 burros, mas existem muitos exemplares espalhados por outras ilhas dos Açores.
Segundo Franco Ceraolo, ainda há muitas pessoas que utilizam o animal para lavrar a terra na Graciosa e desde que associação foi criada a procura pelo burro cresceu e o efetivo tem vindo a aumentar.
Agora que a raça já foi reconhecida, defende a necessidade de registar todos os animais existentes para que os criadores tenham acesso a apoios comunitários para a conservação da raça.
"O primeiro passo, que era o mais importante, foi o reconhecimento a nível nacional. Agora temos um grande trabalho pela frente, que é inscrever todos os animais que têm estas caraterísticas num livro genealógico", explicou, salientando, no entanto, que esse trabalho "tem um custo", sobretudo porque os animais estão espalhados por várias ilhas.
Uma estatística feita na década de 1960 apontava para um efetivo de 1196 burros, quando a ilha tinha 6800 habitantes.
Na altura, a raça era utilizada no transporte de pessoas, que montavam o burro ou utilizavam-no para puxar carroças de madeira, mas também na agricultura, para lavrar a terra, e até em atividades lúdicas, como "burricadas".
Com origem no norte de África, o Burro da Graciosa chega a ter menos de um metro ao garrote e não ultrapassa 1,04 metros.
Diário Digital com Lusa

Citrus Huanglongbing: Califórnia em alerta


Jul 24, 2015Notícias0Like

Uma área de 140 quilómetros em San Gabriel, no estado da Califórnia, Estados Unidos da América (EUA), está em quarentena depois de ter sido detectado o Citrus huanglongbing, ou enverdecimento dos citrinos, em várias árvores de citrinos.

A ordem de quarentena foi aplicada à zona de San Gabriel pelo California Department of Food and Agriculture (CDFA, o organismo californiano responsável pelos alimentos e agricultura), depois de, no início do mês, a doença ter sido detectada numa zona residencial.

O estado de quarentena implica a proibição da colheita de qualquer fruto, bem como a circulação dos materiais de viveiro, dentro da zona afectada.

Karen Ross, secretária da CDFA, lembrou em comunicado que «o sucesso de qualquer quarentena depende daqueles que são afectados por ela». E apelou a que «os residentes de San Gabriel façam tudo o que está ao seu alcance para cumprir [com a quarentena]».

O enverdecimento dos citrinos é uma doença que afecta este grupo de frutos em vários países do mundo e é transmitida através dos insectos vectores, a diaphorina citri e a trioza erytrae. Até ao momento, não há indicação oficial da existência da doença em Portugal.

Saiba mais sobre o tema na notícia publicada na edição 150 da FLF:


Necessária uma reformulação do sistema de funcionamento da PAC



Julho 24
14:27
2015

A Comissão Europeia continua sob pressão dos Ministros da Agricultura dos Estados-membros, no sentido de simplificar a aplicação da PAC, sobretudo no que diz respeito às candidaturas dos agricultores às ajudas directas do primeiro pilar.

Neste momento, alguns analistas defendem que, mais importante do que a simplificação, é a necessidade de ser reestruturada toda a forma de financiamento da Política Agrícola Comum.

Os Ministros da Agricultura têm sido particularmente críticos, no que diz respeito à aplicação das normas do greening, que vão trazer fortes penalizações aos agricultores.

A Comissão já prometeu que apresentaria propostas de simplificação até ao final do ano.

Alguns analistas defendem que o segundo pilar deve ser reforçado em termos de verbas, sacrificando o primeiro pilar, para permitir o maior investimento e desenvolvimento da agricultura e, assim, haver um maior equilíbrio de rendimento agrícola em toda a Europa.

Neste momento, o financiamento comunitário para o segundo pilar é menor de 1/3 do previsto para o primeiro pilar. Por outro lado, há quem defenda que os agricultores precisam de estabilidade, pelo que não são desejáveis alterações significativas no sistema de financiamento, pois isso pode vir a alterar as condições de mercado em relação à altura em que foram tomadas decisões e feitos investimentos.

Existe ainda outra corrente que defende, a partir de 2020, um maior envolvimento financeiro dos Estados-membros, aliviando, assim, o orçamento comunitário.

No meio de isto tudo, parece que uma coisa é certa, é fundamental rever a legislação do greening, de modo a tornar mais efectivas as ajudas directas aos agricultores.


Inaugurada mais uma unidade de produção de pellets de madeira

Julho 24
14:30
2015

O grupo Enerpellets inaugura, hoje, a sua terceira unidade de produção de pellets de madeira no distrito de Leiria.

A Inbarsolutions, S.A. teve um investimento de 2 milhões de euros, vai dar trabalho directo a dez pessoas e indirectamente a trinta.

O grande interesse nacional deste projecto é que trabalha com matéria-prima exclusivamente portuguesa e quase todo o produto destina-se à exportação.

O grupo já tem outras duas unidades em funcionamento, uma em Pedrogão Grande e outra em Alcobaça, que já produzem cerca de 250.000 toneladas de pellets por ano.

Estas unidades estão todas estrategicamente colocadas junto às grandes manchas florestais do país, reduzindo assim todos os custos de transporte da matéria-prima.

As pellets de madeira são pequenos aglomerados constituídos por biomassa vegetal residual e de subprodutos da indústria florestal e destinam-se à produção de energia térmica e eléctrica.

Este processo é muito amigo do ambiente, pois transforma resíduos que, por vezes, traziam problemas, em energia.

O grupo Enerpellets tem um volume de negócios de 30 milhões de euros e anunciou recentemente a sua intenção na construção de uma unidade nos Estados Unidos.

Governo prolonga prazo para a reconversão das vinhas

Julho 24
14:31
2015

O governo decidiu prolongar, por um prazo de um ano, a data limite para a conclusão dos projectos de reconversão e reestruturação da vinha, no âmbito do Vitis, sendo que, para obter esta prorrogação, o agricultor deve fazer prova da dificuldade na obtenção de plantas.

Esta decisão foi tomada, uma vez que se constatou a dificuldade de aprovisionamento do mercado das plantas necessárias para a conclusão de todos os programas Vitis.

Para obter esta prorrogação, basta o agricultor apresentar um documento do fornecedor do material vegetativo, em que este confirma a dificuldade em fornecer as plantas.

Esta situação aplica-se para os projectos, cuja conclusão estava prevista para 2015.

São elegíveis os investimentos iniciados a partir de 20 de Fevereiro, desde que os beneficiários sejam proprietários da parcela.

A reestruturação da vinha é fundamental para o sector, pois, apesar de Portugal ser um grande produtor europeu, tem a segunda maior baixa de produtividade da União Europeia.

PAC: ministros da Agricultura da UE pressionam Bruxelas


 25 Julho 2015, sábado  Política AgrícolaAgricultura

A Comissão Europeia continua sob pressão dos Ministros da Agricultura dos Estados-membros, no sentido de simplificar a aplicação da Política Agrícola Comum (PAC), sobretudo no que diz respeito às candidaturas dos agricultores às ajudas diretas do primeiro pilar.
Neste momento, alguns analistas defendem que, mais importante do que a simplificação, é a necessidade de ser reestruturada toda a forma de financiamento da Política Agrícola Comum.
Os ministros da Agricultura têm sido particularmente críticos, no que diz respeito à aplicação das normas do greening, que vão trazer fortes penalizações aos agricultores.
A Comissão já prometeu que apresentaria propostas de simplificação até ao final do ano.
Alguns analistas defendem que o segundo pilar deve ser reforçado em termos de verbas, sacrificando o primeiro pilar, para permitir o maior investimento e desenvolvimento da agricultura e, assim, haver um maior equilíbrio de rendimento agrícola em toda a Europa.
Neste momento, o financiamento comunitário para o segundo pilar é menor de 1/3 do previsto para o primeiro pilar.
Por outro lado, há quem defenda que os agricultores precisam de estabilidade, pelo que não são desejáveis alterações significativas no sistema de financiamento, pois isso pode vir a alterar as condições de mercado em relação à altura em que foram tomadas decisões e feitos investimentos.
Existe ainda outra corrente que defende, a partir de 2020, um maior envolvimento financeiro dos Estados-membros, aliviando, assim, o orçamento comunitário.
Fonte: Agroinfo

Passos Coelho elogia potencial da floresta portuguesa



 25 Julho 2015, sábado  Agroflorestal

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse a 24 de julho na Sertã que o potencial na área da floresta ainda é grande, apesar de Portugal ser um «território limitado».
Os recursos florestais são limitados, mas ainda há muito investimento a fazer neste setor, designadamente em relação à inovação e ao conhecimento, disse Passos Coelho.
«Por melhor que as coisas corram em Portugal, os recursos são exíguos para responder às necessidades do país», explicou ainda o chefe do Governo, apelando a que se olhe «lá para fora».
Pedro Passos Coelho falava durante a inauguração do Ser Q - Centro de Inovação e Competências da Floresta, na Sertã, distrito de Castelo Branco.
De acordo com a página da Câmara Municipal, o SerQ pretende ser um polo dinamizador de investimento e criação de emprego na região.
É uma estrutura funcional, que alberga três valências distintas mas complementares: espaço de investigação científica da madeira e floresta, espaço FabLab e uma incubadora de empresas.
A parte dedicada ao espaço laboratorial/nave de ensaios apresenta soluções ótimas, com hangar, laje de reação, muro de testes e salas de cura, todos especificamente pensados para criar um bom ambiente científico, diz ainda a autarquia.
A estrutura nasceu de uma parceria entre a Câmara, Universidade de Coimbra e Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Fonte: Lusa

PDR 2020: atrasos das Medidas Florestais colocam em causa desenvolvimento do setor



 24 Julho 2015, sexta-feira  Agroflorestal

A ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente, a Resipinus - Destiladores Exploradores Resina, a Baladi - Federação Nacional dos Baldios, a Associação Florestal Agri-Riba Maçãs, a APFCFCR - Associação dos Produtores Florestais de Figueira de Castelo Rodrigo, a AFLOBEI - Associação de Produtores Florestais da Beira Interior, a Cooperbasto - Cooperativa Agrícola De Basto, e a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.
São estas as oito associações que tomaram esta sexta-feira (24 de julho) uma posição conjunta no âmbito das Medidas Florestais do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020).
Uma medida, salientam em comunicado, que visa o apoio e investimento ao setor primário, «em todas as suas vertentes, no entanto, os atrasos a que assistimos ao nível do setor florestal, voltam uma vez mais a colocar em causa o correto desenvolvimento do setor».
Recordam que «as Medidas Florestais estavam programadas para ter início em março de 2015, tendo apenas, até à data, aberto um concurso, com um prazo limitativo e desenquadrado das ações a desenvolver».
«A atividade florestal é sazonal, pelo que o atraso na abertura dos concursos para arborização e rearborização, implicam pelo menos mais um ano sem investimento. Mais de um terço do orçamento destinado ao setor florestal até 2020, já está comprometido com a única medida aberta e com a chamada época de transição», acrescentam.
As oito associações realçam que «o deficit de matéria-prima aliado a um investimento de longo prazo, fragilizam por completo a sustentabilidade da floresta portuguesa» e que «as questões florestais devem atender às especificidades do setor, nomeadamente atendendo às épocas específicas de execução dos trabalhos e não se devem subjugar meramente a processos administrativos».
No mesmo comunicado lê-se ainda que «os timings da floresta exigem a modalidade de "balcão aberto" e não se coadunam a períodos curtos de concursos, tendo sido este um dos principais constrangimentos identificados no anterior Quadro Comunitário de Apoio, que volta agora a ser aplicado».

Ministério vai antecipar pagamento das ajudas ligadas ao leite


por Ana Rita Costa
24 de Julho - 2015
 
O Ministério da Agricultura vai antecipar o pagamento das ajudas ligadas ao leite já para outubro, dois meses antes do previsto inicialmente. Este adiantamento representará 50% do envelope financeiro anual previsto para este prémio que é de cerca de 12,5 milhões de euros e que este ano abrangerá cerca de 4000 beneficiários, com um valor indicativo de 82 euros por animal.

Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, "Portugal vai aproveitar a possibilidade de antecipação dos pagamentos ligados na nova reforma da PAC que permite aos Estados-Membros veicular os apoios em outubro em vez de dezembro, sempre que os controlos o permitam. Assim, após a execução dos controlos para 2015, estamos em condições de antecipar o pagamento desta ajuda ligada ao leite, num claro apoio ao sector neste período pós-quotas leiteiras."

O regime de ajudas ligadas, de aplicação voluntária pelos Estados-Membros, tem como objetivo apoiar determinados sectores ou tipos específicos de agricultura, que se defrontem com dificuldades e que sejam especialmente importantes por motivos de natureza económica, social ou ambiental.

Em maio deste ano, a Comissão Europeia aprovou para Portugal, com efeitos desde 1 de janeiro de 2015, a decisão relativa ao financiamento das ajudas ligadas para o período 2015-2020. Portugal vai assim utilizar em média 20% do seu envelope nacional de pagamentos diretos em ajudas ligadas e o valor unitário indicativo alocado a cada sector é o seguinte: Vacas Aleitantes – 120 euros/animal; Ovinos e Caprinos – 19 euros/ animal; Leite 82 euros/animal; Arroz – 194 euros/hectare e Tomate – 240 euros/hectare. 

250 produtores de leite abandonam a atividade em 2015


por Ana Rita Costa
24 de Julho - 2015
 
250 produtores de leite nacionais já abandonaram a atividade em 2015. As estimativas são da Fenalac – Federação Nacional de Cooperativas de Produtores de Leite, que refere que o fim das quotas leiteiras na UE e a liberalização do setor contribuíram "sobremaneira para o aumento dos excedentes de leite, fragilizando em particular os países periféricos, com condições naturais mais difíceis para a produção de leite."

De acordo com a federação, "Portugal não tem sido uma exceção a este panorama, com a agravante de ser um dos países da UE com maior crescimento da produção (+5% no primeiro trimestre de 2015), facto que pressiona adicionalmente a remuneração da matéria-prima."

Nesse sentido, a Fenalac diz ter adotado uma "atitude responsável e proactiva na tentativa de estabilizar o mercado, implementando cortes autoimpostos na produção dos respetivos produtores até ao final de 2015, os quais devem variar entre os -5% e os -10%, em relação ao primeiro semestre de 2015."

No entanto, apesar destes esforços, a organização defende que são precisas "atitudes complementares por parte dos restantes operadores da fileira. Destacamos a Distribuição, na medida em que continua a importar leite e produtos lácteos em grande escala, quando na maior parte dos casos existe disponibilidade nacional para tal. Valores oficiais (INE) indicam que apenas nos cinco primeiros meses de 2015 as importações de produtos lácteos já somaram 164 milhões de euros."

"Este comportamento é desastroso para a economia nacional, pois representa produção nacional que não é escoada e uma pressão acrescida sobre a rentabilidade da produção comercializada. Além disso, frequentemente regista-se uma concorrência pouco leal sobre as marcas nacionais, pois as importações são, em grande medida, excedentes de outros países comercializados com a marca da distribuição e cujo preço não reflete racionalmente os custos de produção", conclui.

De acordo com dados da Fenalac, existem atualmente em Portugal cerca de 6500 produtores de leite, sendo que a produção de leite representava 730 milhões de euros em 2013, o equivalente a 31% da produção animal e a 13% da produção agrícola. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

RuralBeja destaca cante alentejano, cavalo lusitano, regadio e vinhos


O cante alentejano, o cavalo lusitano, o touro, o regadio, os vinhos e a gastronomia vão estar em destaque no certame RuralBeja deste ano, entre os dias 09 e 11 de outubro, foi hoje anunciado.
   
A Câmara Municipal de Beja, que promove a iniciativa, divulgou hoje que a RuralBeja vai decorrer no Parque de Feiras de Exposições da cidade para afirmar as potencialidades e os recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável e integrado do concelho.
O certame, que "alia tradição e inovação, produção e transformação e criatividade e competitividade", é uma "montra dos melhores produtos da região, os tradicionais e os mais inovadores, que, juntos, reforçam as potencialidades que fazem de Beja um território de excelência", sublinha o município.
A RuralBeja é também um "espaço privilegiado para negócios, troca de experiências e bons momentos de convívio" e "rico em manifestações culturais e etnográficas", frisa a autarquia.
A RuralBeja vai incluir o Salão do Cavalo, a feira Vinipax, a Festa Brava, os espaços "Natureza à Mesa" e "Do sequeiro ao regadio", mostras de artesanato, de aves (Avibeja) e de cães (Canibeja).
Segundo o município, o cante alentejano, classificado Património Imaterial da Humanidade, vai ter "o merecido destaque" e "ecoará" na RuralBeja.
Após o "grande sucesso da primeira edição", no ano passado, o Salão do Cavalo "regressa" à RuralBeja e terá um espaço dedicado ao cavalo lusitano, "representante da nacionalidade, da cultura, da arte, do desporto e produto de excelência do mundo rural".
Na Vinipax vão estar expostos e à venda e poderão ser provados "os melhores vinhos das mais emblemáticas regiões vitivinícolas portuguesas" e a Festa Brava vai incluir várias atividades de demonstração de toureio a cavalo e pegas.
Segundo a autarquia, o espaço "Natureza à Mesa" vai incluir demonstrações de cozinha e degustações dos "melhores pratos da gastronomia mediterrânica".
Já o espaço "Do sequeiro ao regadio" será uma mostra de ciência, tecnologia e inovação associadas à agricultura de regadio e de sequeiro.
Oficinas temáticas, "workshops", exposições e "muitas atividades para todos os gostos e idades" são outras ofertas da RuralBeja deste ano.
Diário Digital com Lusa