quarta-feira, 18 de junho de 2014

Conselho de Ministros pede normas mais simples para constituir OP

 17-06-2014 
 
As organizações de produtores a trabalhar nos programas operacionais sustentáveis devem seguir o eixo da política agricola comum (PAC) no sector de frutas e hortícolas, segundo a opinião do Conselho de Ministros.
 
No debate sobre a informação apresentada pela Comissão Europeia (CE) sobre a implementação da reforma do sector, os ministros consideraram ainda que as actuais normas para registar as organizações de produtores (OP) e aceder aos programas operacionais são complexas e contêm muita carga burocrática.
 
Por este motivo, o grau de organização entre produtores é baixo em alguns Estados-membros ou regiões dos mesmos. Em consequência, os ministros da Agricultura solicitaram à Comissão que estude um quadro normativo mais simples, transparente e previsível, que responda melhor às necessidades do mercado.
 
O Conselho apoia o intercâmbio de experiência entre as OP, e especial com as grandes e de carácter transnacional, acredita também que as medidas e ferramentas disponíveis sob a reforma da PAC para poder geriria e prevenir crises de produção são efectivas e eficientes, mas deviam ter um maior conhecimento dessas medidas, para poderem beneficiar mais das mesmas.
 
O Conselho pediu ainda à Comissão que analise possíveis melhorias para conseguir alcançar os objectivos da PAC no sector de frutas e hortícolas de forma a anunciar antes do final deste período financeiro, as futuras intenções da PAC após 2020.  
 
Fonte: Agrodigital

Sociedade Civil da RTP 2 emite rubrica da CONFAGRI "O mundo maravilhoso dos vegetais IV - os Baby leaf"

17-06-2014 
 
O programa Sociedade Civil da RTP 2, quarta-feira, dia 18 de Junho, emite uma rubrica da responsabilidade da CONFAGRI, entre as 14:00 e as 15:30 horas, com apresentação da Eng.ª Isabel Santana, Técnica da CONFAGRI, intitulada é "O mundo maravilhoso do vegetais IV - Os Baby leaf (Folhas jovens)"
Pretende-se nesta rubrica dar a conhecer aos telespectadores o que são as baby leafs, as vantagens do seu consumo, onde adquirir estas sementes ou plantas e como fazer uma sementeira de baby leaf.

O programa Sociedade Civil é apresentado pela jornalista Eduarda Maio. Conta com convidados e reportagens jornalísticas sobre o tema. O programa visa esclarecer e fornecer soluções úteis e inovadoras aos cidadãos sobre temas que estejam na ordem do dia: agricultura, cidadania, educação, saúde, alimentação, justiça, sociedade, entre outros.
 
Conheça e participe através do blog http://sociedade-civil.blogspot.com  ou enviando uma mensagem para sociedade-civil@rtp.pt. O programa emitido estará disponível logo depois da emissão em http://multimedia.rtp.pt.
 
Fonte: CONFAGRI

Acordo dos 28 sobre mudança indirecta do uso do solo na produção de biocombustíveis

17-06-2014 
 
Os Ministros do Ambiente da União Europeia chegaram a um acordo político sobre a mudança indirecta na utilização de terras no que diz respeito aos critérios de sustentabilidade para os biocombustíveis.
 
Os responsáveis acordaram limitar em sete por cento a percentagem de biocombustíveis de primeira geração no transporte em 2020. De início, a Comissão do Ambiente do Parlamento Europeu solicitou uma percentagem máxima de 5,5 por cento.
 
Numa declaração conjunta, a França, Polónia, Espanha; República Checa; Estónia e Eslováquia insistiram para que não fosse reduzido o limite de sete por centro nos futuros debates do Parlamento Europeu.
 
Os biocombustíveis clássicos de primeira geração obtêm-se a partir de espécies agrícolas, como o milho ou a cana-de açúcar ou de plantas oleaginosas, como a soja, o girassol e a palma, pelo que a sua produção compete com a dos alimentos.
 
As emissões de gases com efeito de estufa resultantes do crescente uso de terras agrícolas para a produção de biocombustíveis é o que se conhece como mudança indirecta do uso do solo.
 
Fonte: Agrodigital

Comissário europeu elogia agricultura portuguesa

 17-06-2014 
  
A agricultura portuguesa «está a tornar-se cada vez mais dinâmica e inovadora», disse o porta-voz do Comissário Europeu responsável pela Agricultura e Desenvolvimento Rural, Roger Waite, no final de um conjunto de visitas a projectos agrícolas da região Oeste do país.
 
A visita, que incluiu um grupo de jornalistas, foi organizada pela Direcção Geral da Agricultura da Comissão Europeia e, segundo a mesma fonte, citada num comunicado enviado às redações, permitiu concluir que «a agricultura é um sector muito importante em Portugal» que «teve e vai continuar a ter um papel indispensável na recuperação económica».
 
O surgimento de novos agricultores, a modernização das explorações, a promoção das organizações agrícolas e o acesso a programas comunitários foram alguns dos termas abordados em encontros com o Secretário de Estado da Agricultura no Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e os produtores.
 
Fonte: Lusa

Burla dos matadouros em risco de prescrição


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NELSON MORAIS
 
A privatização dos matadouros de Aveiro, Coimbra e Viseu remonta a 1999, começou a ser investigada em 2003, teve acusação em 2008 e ainda não chegou a julgamento. O mais certo é a prescrição dos crimes.

  
"Temos aqui a "isaltinização" do processo", desabafa um magistrado, pelas semelhanças entre o caso dos matadouros - com nove arguidos acusados do crime de participação económica em negócio e três deles (também) de administração danosa - e aquele em que ex-autarca de Oeiras Isaltino Morais adiou por quatro anos a sua prisão com recurso a manobras dilatórias.

O processo sobre a privatização da empresa detentora dos referidos matadouros (PEC-Lusa, Indústria de Produtos Pecuários de Aveiro, Coimbra e Viseu, SA) ainda não chegou a julgamento e também já teve, pelo menos, sete recursos para o Supremo Tribunal de Justiça.

Os advogados não serão os únicos culpados da morosidade deste processo, desde há dois anos preso no Tribunal da Relação de Coimbra (TRC). O Ministério Público (MP) e a PJ levaram cinco anos a investigar o caso e, entre 2009 e 2011, um juiz manteve-o suspenso ano e meio, à espera de desfecho de uma ação cível.

Gran Cruz inaugura adega no Douro



Na próxima quinta-feira, dia 19 de Junho, pelas 18h00, será inaugurada a nova adega e centro logístico de armazenamento da Gran Cruz Porto, em Alijó.

A adega tem a capacidade de laborar sete mil toneladas de uvas para vinho do Porto e do Douro, produzidos por mais de mil viticultores.

O centro logístico de armazenamento tem capacidade para vinte e dois milhões de litros de vinho e aguardente.

Tratando-se de uma unidade industrial de grandes dimensões, as opções de desenho e de construção, para além de responderem a elevadas exigências técnicas de vinificação e de estágios de vinhos do Porto e do Douro, não deixaram de ter em conta aspectos de integração paisagística, consentâneos com a excelência dos vinhos da região.

O projecto, da autoria do Arquitecto Alexandre Burmester, constituiu ainda um exemplo de recuperação de uma área paisagisticamente degradada, que serviu de estaleiro de obras de construção civil, recriando a paisagem e dando continuidade à natureza do lugar, inscrito no Alto Douro Vinhateiro Património Mundial.

Trata-se de um dos mais modernos centros de vinificação e logístico do género em Portugal, com incorporação de inovação em todas as fases do processo produtivo, apresentando enormes incrementos qualitativos e ambientais.

O investimento total foi de cerca de 16 milhões de euros, parcialmente apoiados por fundos comunitários.

Fonte:  Gran Cruz

Florestas: três anos de uma legislatura

ACRESCIMO

No final da presente semana perfazem três anos sobre a tomada de posse do XIX Governo Constitucional, no qual a ministra Assunção Cristas assumiu a missão de definição, coordenação e execução da política florestal, tendo-lhe sido atribuídas, entre muitas outras, responsabilidades na sustentabilidade ambiental, económica e social na conceção, desenvolvimento, coordenação e execução dos instrumentos e medidas de política florestal.

Passados três anos, qual a avaliação possível sobre do seu desempenho?

A primeira iniciativa ministerial, desenvolvida todavia no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), resultou na fusão entre a Autoridade Florestal Nacional (AFN) e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). Aportou o novo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vantagens em termos de execução dos instrumentos e medidas de política florestal? Veio contribuir para o reforço da sustentabilidade ambiental, económica e social das florestas portuguesas?

Nesse mesmo ano, dezembro de 2011, a ministra anunciou a preparação da campanha "Vamos plantar Portugal", na qual pretendia recorrer a ações de voluntariado para dotar o país de uma nova árvore por cada habitante. Na altura afirmou: "Se por cada português conseguirmos ter mais uma árvore, o nosso PIB aumenta, a nossa riqueza aumenta, a nossa contribuição para a diminuição das alterações climáticas aumenta, porque a floresta é um grande pulmão de sequestro de carbono". Tendo presente que o fomento de mais floresta não é solução para os problemas das florestas, muito pelo contrário, aguarda-se ainda hoje a concretização do anúncio.

Seguiu-se a iniciativa de criação da Bolsa de Terras, atualmente com uma área anunciada de 13,6 mil hectares (a 31 de maio de 2014), sendo que 89% das terras incluídas na Bolsa pertencem ao Estado. Do total, 79% da área em Bolsa é considerada de aptidão florestal, só 16% correspondem a solos de natureza agrícola. Colocam-se à partida várias questões:

 Em termos gerais, a oferta em Bolsa é ajustável à procura, designadamente do anunciado número de projetos de instalação de jovens agricultores? Ou mais incisivamente, a oferta, sobretudo de aptidão silvo-pastoril ajusta-se à procura, sobretudo evidente no Baixo Alentejo?

 Em termos setoriais, possuindo o Estado apenas 2% da área florestal nacional, será oportuna a disponibilização de área pública de aptidão florestal, quando esta poderia ser fundamental para a investigação e desenvolvimento, designadamente para a dinamização de mercados associados a produtos ou serviços hoje sem valor tangível? Quanto da área pública de aptidão florestal estão hoje sob a gestão da Lazer e Floresta, SA, ou seja já se encontrava em situação de venda antes da criação da Bolsa?

A iniciativa setorial mais emblemática da legislatura é, ate ao momento, a aprovação do Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de junho, ainda em apreciação no Parlamento. A iniciativa insere-se numa irresponsável aposta política no fomento florestal, sem garantias prévias de subsequente gestão florestal. Tem sido assim nos últimos 30 anos, com os resultados visíveis a cada período estival. Por outro lado, o diploma criou uma cisão nunca antes vista no setor, com a simplificação de procedimentos administrativos de fomento à indústria papeleira e a burocratização de procedimentos para as demais fileiras silvo-industriais. Acresce que, através deste diploma, o Governo incentiva uma fileira que, não sendo a que mais peso possui, nem ao nível das exportações do setor, nem no emprego silvo-industrial, se tem caraterizado por um desinvestimento fundiário, sobretudo em área de eucalipto, e na sobrevivência sob proteção governamental, ao ser permitida a sua intervenção em mercados em concorrência imperfeita.

Anunciada para estar concluído em finais de 2013, para assim se poder articular com os fundos a disponibilizar no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural 2014/2020 (PDR 2020), o processo de atualização da Estratégia Nacional para as Florestas (ENF), está ainda hoje em curso. Tal como diagnosticado antes, na atualização da ENF persistem inconsistências fatais à sua prossecução, sejam as de natureza financeira, seja de natureza política, seja de natureza estratégica e de natureza estrutural. Será mais um documento de biblioteca, a associar-se ao Plano de Desenvolvimento Sustentável da Floresta Portuguesa (PDSDP), de 1998. O processo de atualização da ENF parece servir apenas para legitimar mais um anúncio público de desempenho (embora comprometido na sua execução), ou para legitimar a anunciada intenção de alteração á Lei dos Baldios.

Mais recentemente, as Medidas Florestais do PDR 2020 foram definidas sem um estudo do desempenho de quadros anteriores, persistindo nos mesmos erros, com as consequências também já conhecidas. No atual PDR 2020, submetido recentemente à aprovação pela Comissão Europeia, existe uma forte dúvida sobre as garantias de retorno económico, social e ambiental do esforço solicitado à Sociedade para o apoio às florestas portuguesa.

Quanto ao que ficou por fazer e sem ser exaustivo, regista-se o previsível "falhanço" na conclusão do cadastro rústico na presente legislatura. Este é um instrumento fundamental para definição de políticas de ordenamento do território, onde se inserem as medidas de política florestal. Num país com 98% das áreas florestais na posse de entidades não públicas, muitas delas sem cadastro rústico, sobretudo as situadas em regiões de maior risco de incêndios florestais, o objetivo político da conclusão do cadastro tem sido sucessivamente anunciado e sucessivamente adiado, remetido para comissões ou projetos-piloto.

Apesar de ter sido aprovada por unanimidade na Assembleia da República, quase 18 volvidos sobre a sua publicação, a Lei de Bases da Política Florestal (Lei n.º 33/96, de 17 de agosto) continua a aguardar a conclusão da sua regulamentação. Mais 3 anos se perderam. Este é um caso exemplar de desrespeito do Poder Legislativo por parte do Poder Executivo. Em causa está o cumprimento, por este e anteriores Governos, do disposto no Art.º 23.º da Lei aprovada por unanimidade pelo Parlamento. Se já não é para ser esta a Lei, haja coragem política para propor as alterações necessárias. O seu incumprimento é um péssimo exemplo do Estado, ao qual o presente Governo se veio também a associar.

Por último, um fator considerado fundamental para revitalizar as florestas e o setor florestal, a necessidade de acompanhamento dos mercados de produtos e serviços de base florestal. Durante três anos, a atual ministra recusou-se terminantemente a opor-se ao funcionamento desregulado dos mercados de produtos florestais, dominados que estes estão por oligopólios industriais. O preço desta atitude tem-se refletido, nas últimas décadas, em desflorestação (perda de área florestal), em contraciclo com a União Europeia, no declínio progressivo da economia silvícola e no aumento da área florestal sem gestão ativa (abandono). No final de três anos de mandato, o Ministério vem agora anunciar a intenção de criar, até final de 2014 (embora, o cumprimento de prazos não seja o seu forte), uma de plataforma de acompanhamento das relações nas fileiras florestais, ou seja, quase três anos após a criação da PARCA – Plataforma de Acompanhamento das Relações da Cadeia Agroalimentar. Alguém não o terá permitido antes? Esse mesmo alguém irá condicionar o seu funcionamento (se vier efetivamente a ser criada a plataforma)?

Para a Acréscimo, o desempenho destes últimos 3 anos é manifestamente negativo.

Lisboa, 17 de junho de 2014

Câmara do Sabugal alerta para praga da vespa dos castanheiros

17-06-2014 

 
A Câmara Municipal do Sabugal está a apelar aos agricultores do concelho para que estejam atentos à eventual presença da vespa dos castanheiros, uma praga que constitui «uma ameaça real» para os soutos.
 
«A vespa do castanheiro, "Dryocosmus kuriphilus" é uma praga que destrói os gomos» dos castanheiros, segundo a autarquia do Sabugal. A fonte adianta que o insecto foi recentemente detectado perto de Barcelos, «tendo já grande incidência em muitas árvores».
 
«O insecto está espalhado pela Europa, provocando quebras muito grandes na produção de castanha. Esta praga é uma ameaça real aos soutos portugueses. Os gomos afectados originam ramos deformados, em forma de galhas, e perdas de produção», indica.
 
A autarquia pede aos agricultores que caso detectem «a presença deste tipo de ramos em algum castanheiro» comuniquem «imediatamente» aos Serviços Regionais de Agricultura ou ao Município do Sabugal, o Serviço de Estratégia e Desenvolvimento.
 
Na nota, publicada na página da internet do Município do Sabugal, é explicado que a mais recente praga do castanheiro, «embora seja chamada de vespa, é mais parecida com um mosquito».
 
O insecto entrou na Europa, via Itália, em 2002. Em 2005, penetrou em França e em 2012 chegou às Astúrias, explica.
 
A Câmara Municipal do Sabugal também indica que a praga provocou uma quebra «de mais de 50 por cento na produção italiana de castanha até que tivesse sido desenvolvido o método de luta biológica com o parasitoide Torymus Sinensis».
 
Fonte: Lusa

Câmara de Castelo Branco investe 200 mil euros na Bienal do Azeite

17-06-2014 
 
A Câmara de Castelo Branco investiu 200 mil euros na Bienal do Azeite 2014, um certame de carácter nacional que vai contar com mais de 100 expositores e no qual são esperados cerca de 70 mil visitantes.
 
«A 4.ª edição da Bienal do Azeite 2014 integra-se na nossa estratégia para o sector agro-alimentar e pretende também promover os nossos produtos locais, para além do azeite», referiu o presidente da Câmara de Castelo Branco.
 
Luís Correia, que falava durante uma conferência de imprensa para a apresentação do certame, realizada nos Paços do Concelho de Castelo Branco, explicou ainda que durante o evento, que decorre nos dias 04, 05 e 06 de Julho, vai haver animação permanente.
 
O autarca sublinhou ainda que a Bienal do Azeite pretende ser «uma forma de incentivar os produtores de azeite e de azeitona de mesa e promover esses produtos».
 
O certame vai ocupar a zona do centro cívico de Castelo Branco (Devesa), com dois espaços, um dos quais dedicado aos produtos locais da Beira Baixa, com venda directa de produtos.
 
As seis regiões do país de Denominação de Origem Protegida (DOP) para azeites vão estar presentes em Castelo Branco, tendo como principal objectivo a promoção e divulgação da azeitona, azeite e produtos associados.
 
Uma das novidades para este evento é a realização de uma conferência dedicada ao tema "Azeitona de Mesa em Portugal: Potencialidades e Perspectivas", que decorre no dia 04 de Julho, na biblioteca municipal de Castelo Branco, a partir das 14:30.
 
«Trata-se da primeira conferência sobre azeitona de mesa realizada em Portugal», referiu João Almeida, da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI), um dos parceiros oficiais do certame.
 
A Bienal do Azeite 2014 é uma organização conjunta da Câmara de Castelo Branco, APABI, Confraria do Azeite e Casa do Azeite.
 
Fonte: Lusa

Câmara de Vila Real anuncia apoio para produtores de gado do concelho

 17-06-2014 
 


 
A Câmara de Vila Real anunciou um apoio financeiro aos criadores de gado do concelho, em função do número de animais que tenham, uma medida que pretende apoiar e incentivar a produção pecuária.
 
«Ainda temos muita gente que tem na agricultura o seu principal meio de subsistência, isto é um contributo que a câmara está a dar ao mundo rural que tanta importância tem no concelho», afirmou o vereador Carlos Silva.
 
O autarca salientou a importância do sector para o concelho, até porque quase um terço deste território está ocupado com área agrícola, cerca de 13.227 hectares, merecendo destaque a vitivinicultura nos territórios das freguesias inseridas na Região Demarcada do Douro, e a actividade pecuária nos territórios montanhosos integrados no maciço montanhoso Marão-Alvão.
 
Estas explorações assentam fundamentalmente nas pequenas unidades de natureza familiar, que se caracterizam pela pouca sustentabilidade financeira. Segundo o município, os elevados custos associados à produção, são um factor que pode contribuir para que sejam negligenciadas as responsabilidades em termos de saúde pública e animal.
 
Para apoiar os produtores, a autarquia decidiu agora dar uma ajuda financeira na vacinação anual obrigatória do efectivo bovino, ovino e caprino. Carlos Silva referiu que o município decidiu atribuir, por cada animal, uma ajuda de cinco euros para a produção de bovinos e um euro para os pequenos ruminantes ovinos e caprinos.
 
O autarca disse ainda que, de acordo com o efectivo registado no concelho, a autarquia estima que o valor global do apoio ronde os 20 mil euros anuais. Os produtores terão que se candidatar a esta ajuda durante o mês de Fevereiro de 2015 e as verbas serão atribuídas em Março. O apoio dado em 2015 será referente à sanidade obrigatória do ano de 2014.
 
Podem-se ter acesso a este subsídio os produtores que sejam titulares de explorações agro-pecuária no concelho, tenham cumpridas anualmente todas as obrigações legais em termos sanitários e tenham a situação regularizada com a Segurança Social, Finanças e município.
 
Este ano, o município transmontano associou-se às comemorações do Ano Internacional da Agricultura Familiar para, segundo Carlos Silva, divulgar os produtos agrícolas produzidos no concelho e contribuir para o desenvolvimento sócio-económico.
 
Neste âmbito, o município já abriu o mercado dos produtos da terra, que decorre todos os sábados, e realizou um festival da carne maronesa.
 
Entre os eventos previstos está a primeira "Feira da Batata da Campeã", em Setembro, e depois, em Novembro, realizar-se-á também a primeira "Mostra Florestal do Concelho de Vila Real", no qual se procurará mostrar «todas a mais-valias económicas, sociais e ambientais do sector florestal».
 
O programa das comemorações do Ano Internacional da Agricultura Familiar termina com o colóquio "A nova Política Agrícola Comum (PAC) no contexto da agricultura familiar".
 
Fonte: Lusa

O Vice-Primeiro Ministro de Portugal e as Florestas

domingo, 15 de Junho de 2014




Num testemunho deixado aquando da sua visita à Feira Nacional de Agricultura, o Vice-Primeiro Ministro de Portugal considera exemplar a gestão em 6% da área  florestal portuguesa. Esta é a área que está na posse de empresas industriais. Mas, será mesmo exemplar essa gestão? Deixemos a caso para mais tarde.

Tratando-se de um testemunho do Vice-Primeiro Ministro de Portugal, deverá admitir-se que os 2% que estão sob a sua alçada (embora indireta), têm seguramente uma adequada gestão florestal. Ou sejam, as Matas Nacionais e os Perímetros Florestais. Mas, será mesmo adequada essa gestão?

Pela mesma ordem de razão, deverá pressupor-se que as áreas baldias em cogestão com o Estado (861, num total de 1107 unidades), indiretamente sob a alçada do Vice-Primeiro Ministro de Portugal, estão a ser adequadamente geridas. Enquadra-se aí uma parte considerável dos 6% de superfícies florestais nacionais na posse de comunidades locais. Mas, será mesmo adequada essa gestão?

Restam os 86% de superfícies florestais privadas, para as quais seria de esperar que, na presente Legislatura, onde o dr. Paulo Portas foi Ministro de Estado e é atualmente o Vice-Primeiro Ministro de Portugal:

- O cadastro rústico tivesse sido concluído e atualizado;

- A regulamentação da Lei de Bases da Política Florestal tivesse finalmente sido concluída;

- O País dispusesse de uma consistente Estratégia Nacional para as Florestas, devidamente compatibilizada com as medidas de apoio financeiro às florestas inseridas no PDR 2020;

- As equipas de sapadores dispusessem dos recursos financeiros em tempo útil para a garantia da sua adequada e oportuna operacionalidade;

- Os agricultores e proprietários florestais fossem o público alvo da política florestal do Estado, onde fossem garantidas condições mínimas para que os seus negócios sejam sustentados, sustentáveis e socialmente responsáveis, sem as limitações impostas por agentes económicos egoístas que atuam a jusante das florestas, egoísmo (extrativismo) esse que tem contado também com a permissão do atual Governo, muito embora o dr. Paulo Portas, seu Vice-Primeiro Ministro, tenha coordenado a elaboração de um guião para a Reforma do Estado, no qual assume que "deve constituir prioridade do Governo precaver e, quando necessário, legislar, para evitar a permanência ou constituição de monopólios".

terça-feira, 17 de junho de 2014

Mais de 3.500 fogos registados entre 01 de janeiro e 15 de Junho em Portugal

Mais de 3.500 incêndios foram registados entre 01 de janeiro e 15 de Junho deste ano, sendo os distritos do Porto, Aveiro, Braga e Beja os mais afectados pelos fogos, segundo dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

De acordo com os dados, a que a agência Lusa teve acesso, entre 01 de janeiro e 15 de Junho foram registados 3.601 incêndios, 2.113 dos quais em mato, 720 em campos agrícolas e 768 em povoamento florestal.

Os números da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) indicam que, no que diz respeito aos incêndios florestais, o distrito de Braga foi o mais afectado pelos incêndios, tendo-se registado 332 fogos, que foram combatidos por 2.438 bombeiros, com o apoio de 762 veículos e 17 meios aéreos.

Fonte:  LUSA

Corte ilegal de madeira já atinge também as "florestas sagradas" da Guiné-Bissau


O corte ilegal de árvores na Guiné-Bissau já está a afectar também as "florestas sagradas", disse à agência Lusa o membro de um grupo que lançou uma petição na Internet contra o abate.

"Estão a ser dadas autorizações de corte e licenças para corte em florestas sagradas", zonas protegidas por usos e costumes das comunidades locais e geralmente abrigo de espécies de fauna e flores raras, explicou Miguel Barros, do Movimento Acção Cidadã, sediado em Bissau.

Apesar das denúncias feitas desde 2012, madeira de todo o país acaba em contentores e é exportada por via marítima e terrestre, sem regras, nem controlo, para benefício de alguns negociantes, alerta o grupo e um número crescente de organizações internacionais.

De acordo com o Movimento Acção Cidadã, as "florestas sagradas" já foram invadidas na região de Quinara, sul do país, no final de 2013, e nas imediações dos parques naturais de Cufada e Cantanhez, também no sul, no primeiro trimestre deste ano.

Os "tronqueiros", nome dado pela população aos homens de motosserra que abatem a floresta, surgem com autorizações e guardados por militares ou outras forças de segurança do Estado e os habitantes pouco ou nada podem fazer para os impedir de entrar nos seus próprios terrenos.

"Resta a denúncia a larga escala", referiu Miguel Barros, para justificar a petição lançada na Internet - disponível na plataforma www.avaaz.org com o título "Parem imediatamente o tráfico ilegal de madeira na Guiné-Bissau".

"Se as próprias autoridades de transição [Governo e outras instituições do Estado] vêm lamentar-se do que se passa, quer dizer que há uma total desresponsabilização", concluiu.

A petição tem como objectivo fazer com que o Presidente da República e Governo recém-eleitos na Guiné-Bissau suspendam todo o corte de árvores e façam uma avaliação da situação actual - com uma moratória que impeça a exploração de pau-de-sangue (madeira mais procurada) por 10 anos.

Pede-se ainda "um inquérito ao tráfico ilegal de pau-de-sangue e outras árvores exóticas no país em particular nas áreas protegidas, florestas comunitárias e florestas sagradas".

Na mesma petição apela-se ainda ao Presidente da China que "assuma a sua responsabilidade na destruição das florestas dos países em desenvolvimento onde tem estabelecido parcerias de cooperação" - tema para o qual é pedida a atenção das Nações Unidas.

Os níveis "sem precedentes" de destruição da floresta e de outros recursos naturais da Guiné-Bissau já foram motivo de alerta no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em causa estão licenças de exploração emitidas pelo Estado em que "o país não ganha nada" e a população, maioritariamente dependente da agricultura, "fica com os ecossistemas destruídos", denunciou também à agência Lusa Nelson Dias, representante da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) em Bissau.

Além da petição lançada pelo Movimento Acção Cidadã, outras têm sido criadas desde o início do ano, por iniciativa individual, na Internet, bem como diversos alertas nas redes sociais.

O Presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, prometeu a 26 de Maio rever todos os contratos relacionados com a exploração de recursos naturais do país, "doa a quem doer".

O Presidente da República assume funções na segunda-feira, dia 23, cerimónia após a qual poderá dar posse ao primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e ao Governo.

Fonte:  Lusa

Não vale a pena chorar sobre quotas derramadas

Carlos Neves

As quotas leiteiras acabam a 31 de Março de 2015. Passámos os últimos anos a ouvir e repetir que o fim das quotas seria catastrófico para a produção de leite em Portugal. Por falar nisso, os últimos anos, nomeadamente 2009-2012 é que foram catastróficos… A existência de quotas não impediu a baixa do preço do leite ao produtor quando mais subiu o custo de produção, alegadamente por excesso/importação de sobras de leite dos países vizinhos.

O discurso da catástrofe baseou-se em três motivos: primeiro, eram precisas palavras fortes para passar a mensagem na comunicação social; Por exemplo, se eu disser que o futuro vai ser bom sem quotas, vão rir-se de mim; se disser a verdade, isto é, que não sei e ninguém sabe exatamente como vai ser, não tem interesse; Se disser que vai ser mau, acreditam. Se disser que vai ser muito mau, acreditam, tem medo e leem o resto da notícia. Segundo motivo para o discurso da catástrofe: a globalidade dos peritos, políticos e dirigentes agrícolas acreditou e acredita que vai ser mau e carregou nos "avisos" para tentar evitar o fim das quotas. Não serviu. Só Portugal e meia dúzia de países defenderam a continuação das quotas; Terceiro motivo: se fosse impossível manter as quotas, esperava-se conseguir alguma compensação ou ajuda pelo fim das quotas; Parece que vamos ter uma ajuda direta de 82 euros vaca/ano (resta saber o limite por exploração), o que dá para comprar comida para uma vaca leiteira durante 12 dias; os outros 353 dias ficam por conta do "mercado", isto é, do preço do leite.

O discurso da catástrofe, que como expliquei acima teve boas intenções, tem o defeito de levar á desmotivação e desistência. Se a produção de leite não é viável em Portugal sem quotas, para que estamos a investir em terrenos, vacarias, ordenhas, tratores? Porque havemos de investir tempo e preocupações nas organizações agrícolas? Para que servem os investimentos nas cooperativas e fábricas de lacticínios? Dizem que vai ser uma desgraça, pagam pouco pelo leite e depois queixam-se que se instalam poucos jovens na produção de leite. Pudera!

A minha previsão, baseada no que vivemos nos últimos 30 anos, é que, com ou sem quotas, vamos ser menos produtores mas os resistentes vão continuar a produzir leite… e a sofrer, com um trabalho duro e mal pago. Poderemos reduzir esse sofrimento trabalhando melhor em casa para reduzir o custo por litro de leite e trabalhando melhor nas organizações / indústria / comercialização para valorizar melhor o bom leite que produzimos. O que não vale a pena é sofrer com saudades das quotas como se tivessem sido um "mar de rosas" e sofrer por antecipação com um futuro que em rigor não sabemos como será.
Não adianta chorar pelo leite derramado nem vale a pena chorar o fim das quotas. Ok, foi bom haver um regime a evitar excessos de produção, mas não evitou os preços baixos dos últimos anos. Foi boa a negociação inicial de Portugal ao garantir uma quota superior á produção, mas que dizer das trapalhadas que se passaram cada vez que corremos o risco de ultrapassar a quota? Que dizer do alerta tardios sobre o risco de ultrapassar a quota e da retenção de parte importante do pagamento do leite a quem passava a quota durante meses? Que dizer do dinheiro que se gastou em aluguer de quota? Da aventura que foi ir de madrugada à procura de alguém que vendesse quota? Do dinheiro que se gastou a comprar quota, muitas vezes sem fatura, porque não havia disponível quota com fatura e porque também não podia ser amortizado como investimento porque a quota era considerada património? Fiz uma estimativa de 20 milhões de euros que se gastaram em quota leiteira na região norte. Que dizer dos intermediários que ganharam dinheiro sem pagar impostos? Das dezenas (?) de produtores que foram enganados e ficaram sem dinheiro e sem quota? Sim, o regime das quotas protegeu a produção de leite em Portugal, mas os produtores, muitos produtores sofreram muito com essa proteção. É bom lembrar, antes que alguém, à boa maneira portuguesa de sentir saudade, comece a dizer que antigamente, quando havia quotas, é que era bom!

Carlos Neves

Publicado em 17/06/2014

Lisboa Região do Dão exibe qualidade dos vinhos em mostra


A produção no Dão baixou no ano passado "cerca de 5%", em comparação com 2012, mas a comissão vitivinícola regional aposta no aumento da qualidade para promover em Lisboa a mostra de vinhos e sabores 'Dão Capital'.

PAÍS Região do Dão exibe qualidade dos vinhos em mostra Lusa
22:37 - 16 de Junho de 2014 | Por Lusa

"A produção está mais ou menos estável", garantiu à agência Lusa o presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, Arlindo Cunha, após a apresentação da mostra "Dão Capital", a 20 e 21 de junho.

Na região são produzidos "40 a 45 milhões de litros por ano" e a quebra de "cerca de 5%" em 2013 foi largamente compensada com o aumento da qualidade, acrescentou o também vitivinicultor e antigo ministro da Agricultura.

Do total de vinho produzido na região, a CVR contabiliza que entre 40 a 50% seja certificado com denominação de origem protegida (DOP) ou indicação geográfica protegida (IGP).

A modernização das práticas vitícolas na região traduz-se no crescente reconhecimento pela crítica. Arlindo Cunha sublinhou que, na edição de 2014 do Concurso Nacional de Vinhos, organizado pela ViniPortugal, a região demarcada do Dão obteve três medalhas de "grande ouro", cinco medalhas de "ouro" e 11 medalhas de "prata".

O reconhecimento foi mais longe no caso do vinho Quinta das Marias, Touriga Nacional Reserva, Tinto 2011, também classificado entre "Os melhores do ano", enquanto melhor varietal.

Além deste vinho produzido na Quinta das Marias por Peter Eckert, as outras medalhas "grande ouro" foram atribuídas a Pedra Cancela, Tinto 2011, de João Paulo Gouveia, e a Casa da Passarella, Branco 2013.

O presidente da CVR notou que o Dão soube preservar as castas portuguesas, com destaque para Touriga Nacional (tinta) e Encruzado (branca). A casta tinta mais emblemática do país é originária da região, apesar da notoriedade alcançada no Douro, salientou.

O enólogo e vereador do Desenvolvimento Rural na Câmara de Viseu, João Paulo Gouveia, notou que "o vinho é um dos mais importantes produtos da diferenciação do território" e que a casta Touriga Nacional assume particular relevo na região.

Para promover a Rota do Vinho do Dão, realiza-se na sexta-feira e sábado, em Lisboa, a primeira edição do "Dão Capital - Mostra de vinhos e iguarias". O palacete Henrique de Mendonça, da Nova School of Business and Economics, junto ao centro comercial El Corte Inglés, acolhe provas, degustações e "workshops".

A parte da manhã, entre as 10:30 e as 13:30, está reservada para profissionais, com abertura ao público das 16:00 às 21:00.

Na mostra vão estar presentes 32 produtores de vinho e de iguarias regionais, como enchidos, queijo da serra, frutos e compotas, mel, chocolates de Viseu, cogumelos, maçãs "Bravo de Esmolfe" e doçaria de Vouzela.

O programa apresenta às 11:00 as provas comentadas Vinho do Dão Encruzado com Queijo Serra da Estrela, por Osvaldo Amado (dia 20), e Vinho do Dão Touriga Nacional com Queijo Serra da Estrela, por Carlos Lucas (21). No sábado, às 18:00, Rui Falcão orienta o "workshop" sobre "Vinhas e Vinhos do Dão".

A mostra, que pretende ser anual, é promovida pela CVR do Dão, em parceria com o Turismo do Centro, a Comunidade Intermunicipal de Viseu, Dão e Lafões, Câmara de Viseu e Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).


Super-banana geneticamente modificada vai começar a ser «testada» em humanos

ONTEM às 15:550

Uma super-banana geneticamente modificada para elevar os níveis de betacaroteno, que é convertido pelo organismo em vitamina A, está prestes a entrar na fase clínica de experimentação em humanos nos EUA.
O fruto foi desenvolvido por investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e tem como objectivo inicial evitar que crianças nascidas no Uganda e noutros países subdesenvolvidos nasçam cegos ou com complicações em resultado de deficiência de vitamina A.
Cinco estudantes de doutoramento no Uganda foram orientados por James Dale durante este projecto, ao longo de nove anos. O financiamento veio da Bill and Melinda Gates Foundation.

As super-bananas estão a crescer no nordeste de Queensland, e agora 10 kg foram enviados para o Iowa State University, nos EUA, onde serão conduzidos os testes com humanos.
Estima-se que entre 650 mil a 700 mil crianças em todo o mundo morrem de deficiência de vitamina A e pelo menos 300 mil nascem já cegos.

Estudo: Lavar o frango «aumenta risco de intoxicação alimentar»


Estudo: Lavar o frango «aumenta risco de intoxicação alimentar»


A prática de lavar frango cru aumenta o risco de intoxicação alimentar, alerta a Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica.
O processo de lavagem espalha bactérias Campylobacter nas mãos, roupas e em utensílios e superfícies de cozinha, devido ao espirro de gotas de água.
Na verdade, não há necessidade de lavar o frango, pois a bactéria morre quando este é bem cozinhado ou assado.
Conhecida como bactéria retorcida, a Campylobacter é a forma mais comum de intoxicação alimentar na Grã-Bretanha, e a maioria dos casos é proveniente de aves contaminadas.
Os sintomas incluem diarreia, dores de estômago, cólicas, febre e mal-estar geral. A maioria das pessoas só fica doente por alguns dias, mas a doença pode levar a problemas de saúde a longo prazo, como a síndrome do intestino irritável e a síndrome de Guillain-Barre, uma doença grave do sistema nervoso.
A Campylobacter também pode matar - os que correm maior risco são crianças menores de cinco anos ou idosos.
A britânica Ann Edwards disse à BBC que ficou completamente paralisada ao contrair a bactéria há 17 anos, quando tinha quase 50 anos, e desde então não trabalha mais.
«Primeiro notei que havia algo errado quando eu tive uma diarreia muito grave que durou pouco mais de uma semana. Fui levada para o hospital e a partir daí fiquei totalmente paralisada. O meu sistema imunológico teve uma reacção exagerada [à bactéria], o que afectou os meus nervos», contou.
Edwards recuperou apenas parcialmente. Ela ainda sofre de alguma paralisia nos pés e tem baixa imunidade.
«Eu trabalhava numa empresa de seguros, era muito activa e em boa forma. Isso ocorreu duas semanas antes de eu fazer 50 anos. Não trabalho desde então. Mudou completamente a minha vida», lamenta ela.
Uma pesquisa online com 4.500 adultos realizada na Grã-Bretanha pela FSA descobriu que 44% dos entrevistados lavam o frango antes de cozinhar.
A Campylobacter afecta cerca de 280 mil pessoas na Grã-Bretanha a cada ano, mas apenas 28% dos entrevistados na pesquisa da FSA tinham ouvido falar dele e, desse grupo, só um terço sabia que aves são a principal fonte das bactérias.
Os entrevistados disseram que lavam o frango para remover a sujidade ou germes ou, simplesmente, porque sempre fizeram isso.
«Embora as pessoas costumem seguir as práticas recomendadas para o manuseio de aves, como lavar as mãos depois de tocar em carne de frango crua e ter certeza de que ela está bem cozida, a nossa pesquisa descobriu que lavar frango cru também é prática comum», disse a presidente-executiva da FSA, Catherine Brown.
Segundo Brown, infecções por Campylobacter custam à economia centenas de milhões de libras por ano por causa de pessoas que faltam ao trabalho por estar doente e dos gastos do NHS [o sistema público de saúde britânico].
Brown disse que a FSA também está a trabalhar com agricultores, matadouros e processadores para tentar reduzir a presença de Campylobacter nas aves.

Ministros da Agricultura debatem sector do leite na UE e implementação da reforma da PAC

 16-06-2014 
  
Os ministros da Agricultura da União Europeia vão debater, esta segunda-feira, o relatório da Comissão Europeia sobre a situação do mercado do leite e implementação do pacote de lacticínios.
 
Em discussão estarão também as conclusões do Conselho de Agricultura da União Europeia sobre o futuro do sector do leite, tal como a implementação da reforma da política agrícola comum (PAC) e o progresso dos programas do leite e frutas e vegetais nas escolas.
 
Fonte: Copa-Cogeca

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Martin Stilwell eleito presidente do Conselho Mundial do Tomate


por Ana Rita Costa
12 de Junho - 2014

Martin Stilwell, administrador-delegado do Grupo HIT, foi eleito para presidir aos World Processing Tomato Council (WPTC), organização internacional não lucrativa que representa cerca de 95% da indústria mundial de tomate.

 
Martin Stilwell, o primeiro português a chegar à liderança da WPTC era, até agora, vice-presidente da organização e sucede na presidência ao chinês Qin Yelong.

Portugal ocupa também atualmente a presidência da Organização Europeia das Indústrias de Tomate, o que de acordo com a Associação dos Industriais de Tomate "evidencia não só a importância crescente do país como produtor e exportador mas traduz igualmente o reconhecimento da influência e do papel moderador dos vários interesses na cena internacional que os protagonistas portugueses desta fileira vêm assumindo".

Investigadores debatem história da agricultura familiar na região e no país

 
 GERSON INGRÊS , 16 DE JUNHO DE 2014 / 84 0

PALMELA – Realiza-se em Palmela, nos dias 27 e 28 de junho, o IV Encontro Rural Report – Rede de História Rural em Português. Organizado em parceria pela Câmara Municipal de Palmela, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e pela Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, este encontro decorre no Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela e na Casa-Mãe da Rota de Vinhos, sob o tema "Agricultura familiar na história: comunidades, economias e paisagens", e insere-se no projeto "Agricultura em Portugal: alimentação, desenvolvimento e sustentabilidade (1870-2010)".

Estes encontros anuais, descentralizados, pretendem reunir os interessados nestes temas e disseminar o debate dentro e fora da academia. O empenho do Município em promover a pesquisa histórica e a preservação do património de caráter rural determinaram a escolha de Palmela como anfitriã desta quarta edição, no ano que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou como Ano Internacional da Agricultura Familiar.

A sessão de abertura, no dia 27, às 9 horas, conta com a participação de Álvaro Balseiro Amaro, Presidente da Câmara Municipal de Palmela, de Isabel Rodrigo, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais, de Dulce Freire da Comissão Organizadora do encontro, e de Francisco Gomes da Silva, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural. Destaque, também, para a apresentação da comunicação "Representações da agricultura familiar em Algeruz: de zona estuarina do Sado a terra cultivada" por Maria Leonor Campos, técnica da Câmara Municipal de Palmela, para o lançamento do livro "Palmela: chão que dá uvas. A terra e o trabalho das gentes (1945 a 1958)" de Cristina Prata, também técnica do Município, para a apresentação do projeto PROVE, da ADREPES, Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, e para a mesa redonda "Da família à empresa. Produzir e vender", com a participação de Isabel Pereira (Xavier Santana Suc.), de Joana Vida (Casa Venâncio da Costa Lima) e de Joaquim Caçoete (agricultor). No dia 28, há lugar a uma visita de estudo à colónia agrícola e à Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões.

O IV Encontro Rural Report conta com o apoio da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, da ADREPES e da Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões. Entrada livre e sem inscrição prévia (à exceção da visita de estudo).

Mais de 500 incêndios na primeira quinzena de junho, o maior no domingo passado


O domingo passado foi o dia em que se registou um maior número de incêndios desde o início de junho, com 95 fogos em todo o país, que foram combatidos por 1.948 bombeiros, com o apoio de 517 veículos, segundo a ANPC. Hoje, 12h02Nº de votos (0) Comentários (0)   Mais de 500 incêndios foram registados na primeira quinzena de junho, o maior dos quais no domingo passado, tendo sido combatidos por mais de oito mil bombeiros, de acordo com dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Segundo a página da ANPC na Internet, entre os dias 01 e 15 de junho foram registados 512 incêndios, que foram combatidos por 8.081 bombeiros, com o auxílio de 2.165 veículos e 77 meios aéreos.

“Era importante trazer o saber científico para a horticultura”

Paulo Leite, gerente da Primohorta


"Era importante trazer o saber científico para a horticultura"
Pôr as universidades e os produtores agrícolas a trabalhar em conjunto é a principal motivação que leva a Primohorta a participar nas Conferências do Montijo, que se realizam no próximo dia 19. Paulo Leite, gerente da empresa, defende que "os cursos deviam estar muito direcionados para a vertente de saber fazer, de experimentar e pôr em prática" e os produtores podem disponibilizar "toda uma estrutura para ensaio e experimentação, que é imprescindível para os universitários trabalharem". "O conhecimento é imprescindível em qualquer setor de atividade", assegura o responsável da Primohorta em entrevista ao "Setúbal na Rede", explicando que na agricultura, "sendo tão complexa e que abrange tantas áreas, é ainda muito mais".

"Setúbal na Rede" – Que mensagem pretende levar às Conferências do Montijo?
 
Paulo Leite – Há longo tempo que vimos falando sobre o quanto é importante criar nesta região uma relação prática com as universidades. As nossas universidades estão vocacionadas para formar indivíduos que no futuro terão uma carreira profissional, mas há um grande desfasamento entre aquilo que se aprende e o que se vai depois praticar. Era com base nessa constatação, e até a pensar na questão da segurança pública, que era importante refletir sobre isso. O agricultor vai trabalhando empiricamente através de experiências, ano após ano, com as tendências do mercado, mas era importante trazer o saber científico e técnico para o mundo da horticultura. Estamos sujeitos ao poder comercial das empresas de agroquímica, que são grandes multinacionais que têm a sua investigação, mas uma coisa é a prática de desenvolvimento de uma substância ativa e outra é a aplicação dessa substância ativa naquilo que comemos.
 
Enquanto horticultor sempre me incomodou se comemos um produto saudável ou não, porque também sou consumidor, e foi sempre uma questão que esteve na ordem do dia nesta profissão, mas tem-se caminhado a passos largos para outra atitude no mundo agrícola. Por isso, era importante, sobretudo em Portugal, em que as pessoas da área produtiva trabalham de costas voltadas umas para as outras, que as universidades orientassem os seus trabalhos em conjunto com os profissionais que estão a trabalhar no terreno. Os investigadores podiam recorrer ao nosso apoio, sentirem as necessidades dos profissionais e desenvolverem alguns trabalhos interessantes, não só do ponto de vista académico como para a prática da atividade.
 
SR – O que falha para que, como diz, os estudantes saiam das universidades desfasados do mundo real?
 
PL – Por muito que se aprenda na teoria é imprescindível a prática. Enquanto agrupamento de produtores temos sentido isso na pele, pois já contratámos inúmeros indivíduos que tiveram formação específica em horticultura e depois têm dificuldades enormes em se adaptarem ao mundo profissional. Algumas vingaram, estagiaram aqui na empresa e hoje estão bem inseridos na profissão, mas há imensos que nem têm capacidade para singrar na profissão, porque estavam completamente desfasados desta realidade.
 
Algumas universidades têm também baixado os patamares de exigência, pois muitos destes cursos ligados à agronomia e às técnicas agrícolas por vezes não são ministrados da melhor maneira, até porque muitos professores já não têm os conhecimentos devidos. Os docentes acabam por ser meros passadores de informação, baseados em livros e nada mais. Numa sociedade como a nossa, em que têm havido políticas no sentido da modernização e da exportação, é imprescindível saber como se fazem os produtos.
 
SR – Defende então que os produtores podem ajudar as universidades a formar melhores profissionais?
 
PL – Quanto mais não seja, pôr ao dispor toda uma estrutura para ensaio e experimentação, que é imprescindível para os universitários trabalharem. A Escola Superior Agrária de Santarém tem feito alguns trabalhos interessantes nesta área, mas tem sido um professor carola a desafiar meia dúzia de estudantes que também estão atentos aos problemas. Só que isto devia ser feito de uma forma assistida, continuada e profissional, pois os cursos deviam estar muito direcionados para a vertente de saber fazer, de experimentar e pôr em prática, para que os trabalhos de fim de curso não fiquem todos na gaveta, como acontece.
 
SR – Os produtores também gostavam de ter a ajuda das universidades?
 
PL – Sobretudo numa questão essencial que é o uso de produtos fitofármacos, cuja realidade do norte da Europa é completamente diferente da do sul e não há nada como fazer experiências e análises em relação à aplicação desses produtos. Esta empresa, por via dos processos de certificações, está a fazer centenas de análises aos produtos antes de entrarem nos mercados, para verificar se são identificados alguns resíduos dessas substâncias. Esse trabalho é urgente porque é a mais-valia que distingue o produtor, que não produz apenas quantidade mas que garante a qualidade intrínseca do produto.
 
SR – Que garantia o consumidor tem dessa qualidade dos produtos que consome?
 
PL – Quando andamos por esse país fora e vemos nos mercados ou na beira da estrada alguns vendedores, partimos do pressuposto da sua qualidade. Mas não há nenhuma garantia de segurança nesses casos, porque o mundo vegetal, tal como o animal, está repleto de vírus, de fungos e de uma série de doenças, e o agricultor, quando confrontado com essa situação, recorre a uma solução qualquer, sem ter os conhecimentos devidos para utilizar esses produtos.
 
É preciso desmistificar essa ideia da produção natural e tradicional, porque desde o final da segunda guerra mundial que os agroquímicos começaram a ser utilizados de forma intensiva para aumentar a produção e ajudar a debelar a crise. Até aí, vivia-se de uma agricultura de subsistência, respeitando os ciclos da natureza e havendo abundância ou fome conforme as condições o permitiam. Mas depois cometeram-se erros gravíssimos, aplicando todo o tipo de substâncias de qualquer forma, pelo que hoje somos todos geneticamente manipulados. Hoje, tudo o que se come, principalmente a partir da grande distribuição, está sujeito a normas minimamente exigentes que não dá para acreditar que se possa consumir um produto com substâncias que lhe possa pôr em causa a sua saúde. Onde continua a haver grandes irregularidades é em meios que estão fora das certificações. Um indivíduo que não tem a noção do que é um decilitro, um centímetro cúbico ou um milímetro, não pode oferecer garantias de segurança na aplicação dos tratamentos.
 
SR – As atividades rurais e a ciência são, mais do que nunca, aliadas?
 
PL – O conhecimento é imprescindível em qualquer setor de atividade, não nos podemos alienar dele pois é a única base de desenvolvimento. A agricultura, sendo tão complexa e que abrange tantas áreas, é ainda muito mais. Não basta repetir o processo para garantir os mesmos resultados, porque há muitos fatores físicos, químicos, mecânicos ou climatéricos que põem em causa todo o sucesso da operação. Eu próprio sinto uma permanente insegurança em relação a uma série de substâncias que utilizamos e que é preciso conhecer todas as suas implicações. Não escondendo as preocupações que resolvemos os problemas, é abrindo o livro e olhando para as páginas.
 
SR – O individualismo, como referia, é um obstáculo a esse desenvolvimento?
 
PL – Quando comecei nesta atividade, há mais de vinte anos, o individualismo era grotesco. Mesmo quando se criou este agrupamento foi uma dor de cabeça enorme. Não é por acaso que se criaram inúmeros pelo país e todos acabaram por desaparecer. Este vai resistindo, já sem o mesmo número de elementos que tinha na sua fundação, mas com uma área de produção maior, porque todos os que aqui se associaram tiraram benefício desta estrutura. Não só na componente comercial, mas na partilha do conhecimento, pois qualquer indivíduo que está associado a este tipo de estrutura é mais profissional e muito mais rico nas suas capacidades.
 
SR – Mas houve desistências ao longo do processo?
 
PL – Muitos aderiram porque estava na moda ou porque não queriam ficar de fora, mas sem saberem concretamente do que se tratava. O que é curioso é que todos os que saíram hoje não são profissionais da área. Todos eles, afinal, estavam desenquadrados, porque esta é uma atividade extremamente exigente, que requer muita dedicação e grandes riscos.
 
SR – A estrutura da Primohorta está estabilizada?
 
PL – Tem vindo sempre a crescer ao longo do tempo. Começámos por criar um processo de união da produção, depois fizemos o aluguer de uma estrutura onde centralizámos o processo e quando as coisas estavam consolidadas comprámos um terreno e construímos a nossa central. Hoje pode-se considerar uma empresa consolidada, que nunca teve prejuízos, tem crescido todos os anos e já fatura cerca de doze milhões de euros por ano, o que a torna numa empresa com alguma expressão no concelho.
 
SR – Vê potencialidades de crescimento?
 
PL – Sobretudo na possibilidade de atingir mais alguma capacidade de exportação, uma vez que trinta por cento da nossa produção vai para exportação, mas ainda podíamos conquistar mais alguns mercados. Podemos aumentar um pouco a produção e tentar canalizar a existente para outro tipo de mercados. As empresas mais importantes da grande distribuição em Portugal são nossos clientes e a nossa exportação está quase toda concentrada numa rede de supermercados na Alemanha, que tem uma grande exigência na certificação de qualidade dos produtos. Mas há que ser cada vez mais profissional e garantir mais segurança alimentar, porque se evoluíram as técnicas de produção, também evoluíram as técnicas de análise dos produtos e consegue-se hoje detetar substâncias que era impossível descobrir há cinco anos.
 
SR – A produção consegue ser toda escoada e garantir resposta à procura?
 
PL – Temos um plano de sementeiras e de colheitas. Todos os dias há alguém do grupo que semeia e todos os dias estão pessoas a colher, 365 dias ao longo do ano. Depois, porque a atividade não é feita debaixo de telha, estamos sujeitos às intempéries e o clima está cada vez mais incerto. Mas no caso de um problema desse tipo é a força e a vontade do homem que tenta repor a situação.

Pedro Brinca - 13-06-2014 10:27


A amêndoa está na moda: espera-se que a procura mundial supere a oferta


11 DE JUNHO DE 2014 AGROTEC

O cultivo da amêndoa encontra-se neste momento em pleno auge e tem gerado muito interesse na vizinha Espanha, segundo o site de infromação agrícola espanhol Agrodigital.

Para além do bom momento que atravessa esta fileira, as perspetivas futuras são muito otimistas, pois a nível global prevê-se uma procura que supere a oferta nos próximos anos. Uma das razões é a entrada ao consumo de países emergentes (China, Índia, etc.) cujos consumos por gabitante e ano são atualmente entre 10 e 30 gramas, enquanto que em Espanha o valor é quase de 1/kg por ano. É, assim, previsível que estes consumos aumentem, especialmente quando se associa claramente o seu consumo com os benefícios da dieta Mediterranêa.

Relativamente a Espanha, a produção prevista para este ano, segundo a Mesa Nacional de Frutos Secos, será de 50.000 toneladas.

UE pretende proibir coexistência de produção biológica e convencional


12 DE JUNHO DE 2014 AGROTEC
A Coordenadora de Organizações de Agricultores (COAG) revelou que a União Europeia pretende proibir a coexistência de produção biológica e convencional numa mesma exploração, segundo a proposta de Regulamento sobre produção biológica que a Comissão Europeia apresentou no passado mês de março.

A Área de Agricultura Ecológica da COAG considera que é uma proposta muito ambiciosa, que deve ser amplamente debatida, já que uma parte importante das medidas planeadas poderão supor um empurrão ao desenvolvimento da agricultura biológica:

- A proibição de produção biológica e não biológica na mesma exploração.

- A eliminação de exceção para o uso de sementes biológicas. Até ao momento, quando não existe uma variedade de semente ecológica, pode-se fazer uso de uma convencional sempre e quando não tenha sido tratada com produtos proibidos pela norma ecológica comunitária.

- A eliminação de diversas exceções em pecuária, como no caso da avicultura biológica, na qual se podem utilizar frangos de pecuária convencional devido à dificuldade em encontrar frangos de origem biológica.

FAO: Índice de preços baixa pelo segundo mês consecutivo


8 DE JUNHO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO

O índice de preços dos alimentos da FAO baixou pelo segundo mês consecutivo em maio, continuando a sua queda desde o nível máximo de 10 meses alcançado em março. Os preços baixaram num mês onde se registou uma ampla oferta, o que influenciou os preços internacionais da maioria dos produtos básicos incluídos no Índice.

Simultaneamente, num relatório mensal associado, a Nota Informativa da FAO sobre a oferta e a procura de cereais, é demonstrado como as perspetivas para o fornecimento mundial de cereais na campanha de 2014/2015 melhoraram consideravelmente desde o relatório anterior publicado em maio.

O Índice de Preços dos Alimentos, baseado nos preços de um grupo de produtos alimentares objeto de comércio internacional, teve uma média de 207,8 pontos em maio de 2014, 2,5 pontos (1,2%) menos relativamente a abril, e cerca de 7 pontos (3,2%), abaixo do valor de maio de 2013. O Índice alcançou o seu máximo de dez meses com 213 pontos em março, mas caiu em abril e maio devido à descida de preços dos produtos lácteos, cereais e óleos vegetais.

Os preços do açucar moveram-se contra a corrente, com fortes latas em maio, enquanto que os produtos cárnicos se mantiveram estáveis. O Índice da FAO para os preços dos cereais teve uma média de 204,4 pontos (13%) menos que o ano passado. O declive de maio foi causado principalmente pelos preços do milho, que cairam em resposta às condições favoráveis de crescimento e as boas perspetivas da oferta em 2014/2015.

Os preços do trigo, que tinham contribuido para o aumento dos preços nos meses anteriores – em parte devido ao medo de interrupções nos fluxos comerciais ucranianos – também caíram, enquanto que os do arroz sofreram poucas alterações. "Maio começou com a preocupação pelas condições meteorológicas desfavoráveis, especialmente nos E.U.A., e as tensões geopolíticas na região do Mar Negro, porém até à segunda metado do mês começámos a ver preços mais baixos do trigo, quando melhorou o estado metereológico e continuar a regularidade nos envios desde a Ucrânia", explicou o economista da FAO Abdolreza Abbassian. Os óleos vegetais baixaram para 195,3 pontos em maio, 3,7 (1,8%) menos que em abril, refletindo cotações mais baixas do óleo de palma, soja.

Fonte: FAO (via agrodigital).

Santarém: Feira Nacional da Agricultura mostra confiança do sector


 
A edição da Feira Nacional da Agricultura (FNA) que hoje termina foi "a maior de sempre" realizada no espaço do Centro Nacional de Exposições (CNEMA), em Santarém, apesar do contexto de crise, realçou hoje a organização.

Luís Mira, administrador do CNEMA e secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), disse, em conferência de imprensa de balanço do certame, que a declaração política de confiança dada ao setor agrícola pelos inúmeros responsáveis políticos que passaram pela feira constituiu um dos factos mais importantes da edição deste ano da FNA.
Luís Mira realçou a grande participação do setor e a afluência do público numa feira que, além de maior em área e em número de expositores (650), melhorou em termos da organização e de "pontos de interesse" e recebeu, em todos os nove dias, visitas dos mais altos responsáveis políticos e de todos os líderes partidários.
Para o administrador do CNEMA, a forte presença política na feira mostra a atenção dada a um setor que, mesmo em período de crise, "se comporta exatamente ao contrário".
Luís Mira sublinhou o facto "inédito" de a FNA ter recebido a visita simultânea das ministras da Agricultura de Portugal e de Espanha, de ter tido, num dia, a visita do primeiro-ministro, do vice-primeiro-ministro, da ministra da Agricultura e de três secretários de Estado, de vários outros ministros (Economia, Emprego e Segurança Social) e secretários de Estado e dos líderes partidários dos principais partidos políticos portugueses, o que considerou "extremamente importante na comunicação das políticas" para a agricultura.
"A receção dada pelo setor a todos eles é irrepreensível", afirmou, referindo o facto de todos os políticos que visitaram a feira terem sido recebidos com cordialidade nos "tempos conturbados" que se vivem.
Apesar de a agenda política ter sido a de maior visibilidade, o certame incluiu um conjunto de iniciativas de interesse para o setor, como 28 sessões temáticas que reuniram milhares de pessoas nas cinco salas que funcionaram em simultâneo ao longo dos nove dias e por onde passaram, não só o anúncio das decisões nacionais em relação à Política Agrícola Comum e das questões relacionadas com a contabilidade e a fiscalidade para o setor, como também as novidades tecnológicas, adiantou.
Luís Mira destacou a presença, pela primeira vez, da fileira do setor florestal e frisou o "investimento forte" feito por algumas empresas "que acreditam na feira e investem a médio prazo", como aconteceu este ano com o Centro de Interpretação do Ovo e a exposição de 500 galinhas poedeiras.
Na área dedicada aos consumidores, o salão Prazer de Provar, "elevou o nível", tendo sido ganha a aposta da cozinha ao vivo, bem como dos concursos que premeiam os melhores produtos tradicionais existentes a nível nacional, disse.
Como exemplo apontou o caso do melhor bolo-rei de 2013, que subiu as suas vendas dos 800 quilogramas por altura do Natal para as seis toneladas, fruto da projeção conseguida no concurso do ano passado, sublinhando a "consequência direta" da iniciativa nas vendas.
O negócio gerado na feira terá, nas estimativas do CNEMA, uma expressão significativa também ao nível da maquinaria, que tem vindo a reforçar a sua presença no certame.
As melhorias introduzidas no espaço dedicado aos animais e as inúmeras iniciativas e concursos no domínio da pecuária fazem da feira uma referência nesta área, disse, apontando, como exemplo, a presença de equinos e de coudelarias como não conhece "em nenhuma outra iniciativa".
Luís Mira considerou que a FNA se distingue pela dimensão e diversidade, suscitando a originalidade do seu formato "equilibrado e global" - ao aliar questões técnicas, maquinaria, gado, consumo, gastronomia - o interesse, nomeadamente, de certames internacionais, como a Feira de Paris, cujo responsável visitou a feira esta semana.
O certame terá, este ano, recebido mais de 200.000 visitantes, realçou.
Dinheiro Digital com Lusa

Excesso de produção põe mirtilo a metade do preço habitual


Publicado ontem às 18:20
O excesso de produção do mirtilo em Portugal, que coloca alguns jovens produtores em apuros, está relacionada com o facto de Portugal ter cada vez menos capacidade de escoar o fruto para mercados externos.
A empresa que concentra a comercialização e exportação de mirtilos em Portugal vai vender este fruto por cerca de metade do preço habitual entre segunda-feira e sábado, por causa do excesso de produção em relação à procura.
Em declarações à TSF, o presidente da Mirtilusa explicou que o aumento de produção de 70 para cem toneladas pode colocar em causa alguns dos projetos de financiamento que alguns produtores se candidataram.
«Se não conseguirmos exceder o stock esta semana o mais provável é interromper a apanha do fruto. Só que isso vai ser o caos, porque vai toda a gente refletir em relação à produção de mirtilos», explicou José Carlos Sousa.
Caso isto se verifique, o presidente da Mirtilusa mostrou-se preocupado com o futuro dos jovens produtores que fizeram candidaturas perante uma plantação que poderá deixar de ser rentável.
«Para consumirmos tanto mirtilo e tanta plantação que está a ser feita, as pessoas têm de abdicar de todo o género alimentar e comer só mirtilos. Acho que é uma loucura incentivar tanta gente a fazer plantações», acrescentou.
José Carlos Sousa adiantou ainda que é cada vez mais difícil escoar o mirtilo para mercados externos e lembrou que a Holanda vai deixar de comprar o fruto a Portugal na próxima semana por causa de a produção deste país já estar a funcionar.
Com a Bélgica e a França a apenas aceitarem a fruta vinda de Portugal em mercado aberto, isto significa que o preço de venda baixará para cerca de três euros por quilograma.
«Para enviarmos fruto a três euros por quilo, temos a despesa do transporte, caixa e couvette e vamos ficar com menos de um euro para pagar por quilo ao produtor, que não dá para a mão de obra da apanha do fruto», concluiu.

domingo, 15 de junho de 2014

UE: Conselho de Agricultura e Pesca de Junho 2014


A reunião do Conselho Agricultura e Pescas de Junho de 2014 terá lugar no Luxemburgo a 16 e 17 de Junho.

Os pontos da agenda são os seguintes:

AGRICULTURA

- Distribuição de frutas, de produtos hortícolas e de leite nas escolas
Relatório sobre o estado de avanço dos trabalhos (público)

- Relatório sobre o futuro do sector do leite e produtos lácteos
Apresentação pela Comissão
Projecto de conclusões: adopção

- Implementação da nova Política Agrícola Comum
Troca de pontos de vista

- Relatório sobre o sector das frutas, de produtos hortícolas após a reforma de 2007
Projecto de conclusões: adopção

PESCA

- Regulamento sobre a obrigação de desembarque 
Estado dos trabalhos (público)

- Implementação da Política Comum das Pescas: planos para as rejeições
Estado dos trabalhos
Troca de pontos de vista

Outros pontos

- Legislação sobre a saúde animal, saúde das plantas e controle (público) 
- Utilização dos antibióticos na produção pecuária
- Indicação de origem da carne
- Conferência sobre o apoio científico à agricultura
- Limites máximos de emissão de determinados poluentes atmosféricos 
- Impacto das tempestades sobre as florestas 
- Gestão do stock de capelim - ponto de situação

Fonte: Conselho UE

Via Campesina contra reforma da PAC


Junho 13
08:21
2014

A Via Campesina é uma organização europeia que representa pequenos agricultores e, tendo sede em França, é reconhecida ao nível comunitário, tendo assento nos grupos consultivos junto da Comissão.

Foi concretamente em França que a Via Campesina criticou as medidas tomadas, considerando-as insignificantes para reduzir o fosso entre os pequenos e os grandes agricultores, afirmando que, em dez anos, a França perdeu 12.000 explorações agrícolas só na região de Languedoc-Roussillon.

A nova Política Agrícola Comum é acusada de defender as grandes explorações de cereais, que recebem, em média, ajudas de 40.000 euros por ano, enquanto o agricultor médio não recebe mais de 10.000 euros. Por outro lado, o vice-presidente da Fédération Nationale des Syndicats d'Exploitants Agricoles argumenta que esta distribuição de ajudas depende de uma decisão política e é importante para manter a agricultura francesa competitiva a nível europeu.

De referir que, no equilíbrio das ajudas por hectare para os pequenos agricultores, a França optou por valorizar os primeiros 52 hectares, enquanto Portugal optou pelo regime de pequeno agricultor, segundo o qual cada um nunca pode receber menos de 500 euros de ajudas directas por ano.

As medidas do greening não vão favorecer a biodiversidade

Junho 12
08:25
2014

Um grupo de peritos da conservação das espécies publicou um artigo no jornal Science, no qual que afirmam que, depois de três anos de negociação para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), os princípios ambientais que inicialmente tinham sido definidos, no final não irão ter qualquer benefício visível na conservação da vida animal selvagem, antes pelo contrário, continuarão a existir cada vez mais espécies em vias de extinção.

Apesar das ajudas do primeiro pilar serem condicionadas a 30% de greening, a realidade é que, depois de tantas alterações, estas medidas acabam por não ser aplicadas em 80 a 90% das explorações da União Europeia.

Um dos responsáveis por este artigo vai mais longe, dizendo que os programas nacionais de conservação apoiados pelo segundo pilar no Desenvolvimento Rural, podem vir a ser muito mais eficazes para implementar a biodiversidade nas áreas agrícolas.

Este grupo defende que os estados membros deviam tomar providências isoladamente para o combate à erosão dos solos, que irão ser precisos para fazer face ao aumento demográfico mundial que se espera.

Fonte da imagem - bomambiente.com

Agricultura contribui para a redução das emissões de gases a efeito de estufa

Junho 12
08:25
2014

O total de emissões de gases com efeito de estufa na Europa dos 28, diminuiu 19,2%, entre 1990 e 2012, o que torna perfeitamente possível atingir os objectivos para 2020, ou seja, uma redução de 20% em relação a 1990.

Estes dados foram publicados pela Agência Europeia do Ambiente, que também informa que, entre 2012 e 2013 a redução foi de 1,3%, ou seja, a emissão de menos 59 milhões de toneladas equivalentes de CO2.

A agricultura tem contribuido para este esforço, com uma redução de 6 milhões de toneladas entre 2011 e 2012 e uma redução global de 148 milhões de toneladas desde 1990.

As reduções mais significativas nos últimos anos aconteceram nos transportes rodoviários e na indústria transformadora. Por outro lado, o sector de produção eléctrica e aquecimento, registou um aumento de mais de 26 milhões de toneladas.

O país mais bem comportado nesta matéria é o Reino Unido, com -25,1%, enquanto os mais mal comportados são a Malta e o Chipre, com aumentos das emissões de mais de 50%.

 

Renascimento da produção de resina em Portugal

Junho 12
08:26
2014

A produção de resina em Portugal teve um decréscimo muito significativo nas últimas décadas e realmente os pequenos reservatórios colocados nos pinheiros dos nossos pinhais começaram a ser cada vez mais raros.

A associação que representa os resineiros diz que a actividade tem tido algum desenvolvimento e quer dar um incremento forte nos próximos anos.

Não pedindo apoios para o preço da resina, sentem-se no direito de pedir compensações para os serviços de interesse público que o sector presta, concretamente na protecção da floresta contra incêndios.

Estão desgostosos por não terem sido ouvidos na elaboração do PDR apresentado em Bruxelas, que contempla um série de ajudas para a produção de pinheiro sem se referir à resina.

Além dos nomatos, os incêndios têm constituído um flagelo para os pinhais, sendo que aqui, um dos maiores problemas é o da gestão dos matos, depois destes deixarem de ser utilizados para as camas dos animais.

A associação propõe ao estado que, em vez de definir as espécies prioritárias para plantação, defina um caderno de encargos com os benefícios que se pretende com o investimento na floresta e apoiar depois quem atingir esses objectivos.

Esta estratégia podia trazer uma maior importância ao sector da resina, que tem uma grande componente de mão-de-obra e poderia, assim, criar mais emprego.