quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Vila Verde: PROVE apontado como exemplo da agricultura familiar e de proximidade CÁVADO


2014-10-12visitas (330)comentários (0)


Confiante no futuro da agricultura de proximidade familiar, Mota Alves, presidente da direcção da ATAHCA- Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave apontou o PROVE, que desde 2004 tem promovido a aproximação entre os produtores agrícolas e consumidores.

"Este é um bom exemplo do que é, de facto, a agricultura familiar e do que é o mercado de proximidade e o próximo quadro comunitário de apoio contempla uma grande aposta nesta área. É importante se realmente quisermos ter os territórios com dinâmicas, se queremos ter as nossas terras trabalhadas, criar alternativas à agricultura tradicional e esta é uma alternativa a problemas que existem com a comercialização de produtos locais. Dando esta resposta se calhar conseguimos fixar jovens na agricultura, conseguimos garantir o escoamento do excedente que se produz e permitiremos o funcionamento em rede", afirmou Mota Alves no encerramento do Seminário 'Agricultura de Proximidade Familiar' que decorreu no recinto da Festa das Colheitas.

Mota Alves apontou alguns constrangimentos no desenvolvimento desta actividade, nomeadamente a possibilidade de existir algum apoio técnico aos produtores que se torna indispensável. O responsável pela ATAHCA deixou ainda alguns desafios ao secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, Nuno Vieira de Brito, presente na cerimónia de encerramento do seminário que "acredite quem está nos territórios, através da celebração de protocolos de média e longa duraçaõ destes serviços de proximidade. 

Mota Alves sensibilizou também o governante para a criação de legislação no sentido de agilizar o problema do acesso à terra e de facilitar a comercialização dos mercados locais produtores.
António Vilela, presidente da câmara de Vila Verde, apontou também a necessidade de agilizar os procedimentos para que os agricultores possam vender nos mercados de proximidade, acrescentando que começa a ver "sensibilidade deste Governo para ir desmontando esta situação".

Nuno Vieira de Brito, secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, realçou o conjunto de medidas criadas para agilizar as dificuldades destes pequenos produtores, apontando alguns como exemplos "a portaria das pequenas quantidades que permite que os pequenos produtores possam vender aos restaurantes, o que era completamente impossível. Fizemo-lo, dizendo à Comissão Europeia que os nossos pequenos produtores  

 tinham que ser apoiados, havia necessidade de explicarmos que somos um país seguro com produtos de qualidade em que a segurança alimentar era um ponto forte da nossa realidade. Fomos ainda mais longe, através de uma medida que foi o abate ao auto-consumo, envolvendo o turismo rural como forma diferenciadora de atrair mais turistas". 

Nuno Vieira de Brito adiantou ainda que estão a ser criadas novas portarias, designadamente do pão, fazendo ainda referência a um projecto piloto de empreendedorismo em meio rural implementado nos dez concelhos da CIM do Alto Minho e que vai agora ser alargado ao país. Na área da internacionalização, o governante destacou o trabalho desenvolvido em mais de 80 mercados fora da União Europeia, onde foram licenciados mais de 140 grupos de produtos a nível mundial, apresentando como exemplo o leite na China, a carne de porco no Japão, etc.

Festa das Colheitas com balanço positivo

O novo formato de dez dias de Festa das Colheitas - Feira Mostra de Produtos Regionais é para António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, "uma aposta ganha. Decidimos este ano alargar o período de funcionamento da festa, pela primeira vez tem dez dias, e o balanço é muito positivo. Demos mais oportunidade das pessoas participarem nas iniciativas que nas edições anteriores tornava-se mais difícil", deixando a garantia que este formato é para manter em futuras edições.

Da auscultação aos expositores, o edil vilaverdense disse aos jornalistas que de um modo geral "os expositores estão bastante satisfeitos, conseguiram um bom volume de de negócios e sobretudo, com muita divulgação", frisou.

Numa outra faceta, desta feita de cozinheiro, António Vilela mostrou os seus dotes na cozinha, confeccionando Carne com Cogumelos à Chefe, Carcaça com queijo fundido (três queijos), Caldo de bacalhau e Caldo do souto (castanhas e cogumelos), cuja receita angariada reverte a favor da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Vila Verde. 

Aliás, este foi um repto lançado pelo próprio presidente da câmara de Vila Verde, António Vilela, a todos os vereadores a colocarem o avental na tradicional 'barraquinha de comes e bebes' que aquela instituição está a dinamizar no âmbito da Festa das Colheitas de Vila Verde, numa importante missão de 'serviço' de apoio a estea jovens que frequentam o Complexo da APPACDM de Braga - Núcleo de Vila Verde.

Portugal reconhece que crise económica baixou prioridade na adaptação às alterações climáticas


Lusa
14 Out, 2014, 10:48

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reconhece que a crise económica alterou o foco da política nacional e levou a uma redução da prioridade dada à adaptação às alterações climáticas.
A posição de Portugal está referida num documento hoje divulgado pela Agência Europeia do Ambiente (EEA na sigla em inglês), que reuniu respostas de 30 países sobre a definição e concretização de políticas de adaptação em cada um deles.

Para a questão acerca do que está a faltar para avançar nesta matéria, a resposta da APA foi que "a crise económica e financeira mudou o foco da política nacional, levando a uma redução [da atenção] à prioridade da política de adaptação".

"A recente reestruturação da administração pública [as perguntas foram enviadas em maio de 2013] teve sérias consequências nos prazos, com consideráveis atrasos. O financiamento é um desafio importante, dadas as prioridades" para a recuperação económica, no curto prazo, refere a APA.

O coordenador do projeto Adaptação às Alterações Climáticas e Economia da EEA, Stéphane Isoard, disse à agência Lusa que "Portugal tem uma estratégia de adaptação às alterações climáticas há já algum tempo, desde 2010, e trabalhou na avaliação e identificação dos riscos e impactos relacionados" com este assunto, nomeadamente no projeto SIAM, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

"Penso que, na maioria dos países europeus, o próximo passo será começar a concretizar ações. O trabalho feito até agora foi perceber quais serão os impactos das alterações climáticas e onde se localizarão e planear, agora há que avançar ações no terreno", referiu o especialista.

O relatório "Processos Políticos Nacionais de Adaptação nos Países da Europa - 2014" concluiu que mais de três quartos destes Estados já têm a adaptação às mudanças do clima nas suas agendas políticas e quase todos referem que fenómenos climáticos extremos exigem respostas.

Para três quartos dos países, é a falta de recursos, como tempo, dinheiro ou tecnologias, o obstáculo que os impede de concretizar medidas, mas, apesar das dificuldades, metade dos países reportaram uma grande ou muito grande vontade de desenvolver medidas e de adaptar-se.

Em Portugal, os fatores que influenciaram a adaptação foram os eventos climáticos extremos, os custos dos estragos e a investigação científica.

A APA lista alguns exemplos para mostrar que já existe integração da adaptação em vários setores, como a saúde, com o plano de contingência para vagas de calor e o controlo de vetores, relacionado com algumas doenças, ou os planos para gestão da orla marítima.

A avaliação relacionada com a vulnerabilidade e o risco a nível nacional já cobre metade dos setores indicados pela EEA, como agricultura e floresta, biodiversidade, saúde, água ou turismo, mas ainda não chegou ao ordenamento do território e urbanismo, indústria, seguros ou património.

Quanto ao financiamento da adaptação nos setores, têm verbas do orçamento do Estado as áreas costeiras, enquanto a agricultura, a floresta, biodiversidade e água contam outros com montantes públicos. Os seguros cobrem a agricultura, os serviços e a indústria.

Alteração dos estatutos da Casa do Douro publicada em Diário da República

15-10-2014 
 
   
A alteração dos estatutos da Casa do Douro (CD), com sede na Régua, foi esta quarta-feira publicada em Diário da República (DR), criando as condições de transição para uma associação de direito privado e de inscrição voluntária.

O decreto-lei n.º 152/2014 quer dar início a uma "nova Casa do Douro", extinguindo o actual estatuto de associação pública desta instituição representativa da viticultura duriense que foi criada em 1932.

Desta forma, a partir de 01 de Janeiro de 2015 a representação dos viticultores nos órgãos interprofissionais da Região Demarcada do Douro será assegurada através de «uma ou mais associações de direito privado». E, no caso de até 31 de Dezembro deste ano, não ocorrer a constituição da nova associação, esta será seleccionada através de procedimento concursal.

A nova organização pode usar a designação Casa do Douro e será equiparada, para efeitos legais, a pessoa colectiva de utilidade pública.

Esta lei está inserida num plano delineado pelo Governo para resolver a dívida de cerca de 160 milhões de euros da instituição duriense, que passa ainda por um acordo de dação em cumprimento, que visa a entrega de vinho para pagamento da dívida. Em consequência das alterações, são ainda extintos os postos de trabalho da CD.

Anexo: Decreto-lei n.º152/2014, de 15 de Outubro 

Fonte: Lusa; Diário da República

Agenda Nacional de Investigação do Sobreiro e da Cortiça em análise



As entidades representadas no Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça (CCSC) reuniram, pela segunda vez, com intuito de apresentarem as suas prioridades de investigação com vista à definição da Agenda Nacional de Investigação do Sobreiro e da Cortiça. Este plenário teve lugar no dia de hoje, no Observatório da Cortiça, em Coruche, e reuniu investigadores e agentes de sector para a discussão e definição das principais linhas de actuação e acções a desenvolver, a médio e longo prazo, para a Fileira. Com as ideias apresentadas pretende-se avançar para a criação de um quadro de referência da investigação para o futuro da fileira, apelando à participação de todos os agentes – fileira e sistema científico – nessa tarefa.

Esta sessão contou com a presença do Sr. Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, Nuno Vieira e Brito.

A forte participação na sessão e que marca um momento histórico da fileira pela junção de um grande número de investigadores, oriundos da generalidade das universidades e centros de investigação, permitiu um avanço notável na elaboração da referida agenda de investigação. Até final do ano, este documento será finalizado com os contributos complementares, data a partir da qual se inicia uma nova etapa do CCSC, o trabalho de articulação com as instituições de financiamento da I&D.

O acordo de cooperação do CCSC foi assinado em Junho passado pelas várias entidades, contando, tendo contado da parte do governo com a presença da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

Deste centro fazem parte as seguintes entidades: Associação para a Competitividade a Industria da Fileira Florestal (AIFF); Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça (Filcork); Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor); Câmara Municipal de Coruche (CMC); Centro Tecnológico da Cortiça (Ctcor); Companhia das Lezírias, S.A. (CL); Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); Instituto Nacional de Investigação Agrícola e Veterinária (INIAV); Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa (ISA); União da Floresta Mediterrânica (UNAC); Universidade de Évora (UE); e Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD).

Fonte:  apcor

A Europa está a desenvolver esforços no uso racional da água e energia: uma rede inteligente para a gestão da rega

WEAM4i Reunião Anual 
20 - 22 Outubro 2014 
Lisboa, Portugal


O sector agrícola é responsável por 30% do uso total de água na Europa, chegando aos 70% no uso total de água em vários países do Sul da Europa. Nos últimos anos, a maioria dos esforços têm sido focados na eficiência da água sem ter em conta os aspectos da energia resultando, em alguns casos, num aumento significativo do consumo de Eletricidade.

WEAM4i (Water and Energy Advanced Management for Irrigation) é um Projecto Europeu co-financiado pela União Europeia no âmbito do 7.º Programa-Quadro, com um orçamento de 7,6 M€ e uma duração de 42 meses, com início a 1 de Novembro de 2013. O Consórcio WEAM4i, liderado por Meteosim e ADASA Sistemas, é formado por 17 membros de cinco países europeus: Espanha, Alemanha, Portugal, Holanda e França.

WEAM4i irá responder ao desafio acima mencionado, através da melhoria da eficiência do uso da água e da redução dos custos de exploração dos sistemas de rega em pressão. O objectivo é desenvolver uma rede inteligente de gestão da rega que actuará de forma interactiva e integrada no uso racional da água e da energia.

Os resultados obtidos serão testados e avaliados em três regiões da União Europeia abrangendo uma grande variedade de culturas, recursos hídricos e mercados energéticos: Aragão (Espanha), Baixa Saxónia (Alemanha) e Alentejo (Portugal).

Entre os dias 20 e 22 de Outubro de 2014, o Consórcio WEAM4i realizará uma reunião em Lisboa, onde os participantes vão discutir o progresso do projecto e as actividades planeadas, com a presença de ilustres convidados portugueses:

• Pedro Teixeira – Director-Geral da Direcção Geral de Agricultura e do Desenvolvimento Rural, DGADR,
• António Campeã da Mota – Director dos Serviços de Regadio da DGADR,
• Manuela Matos – Vice-Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, APA,
• Manuel Bóia – Coordenador de Direcção da Agência para a Energia, ADENE,
• João Paulo Calau – Director da Direcção de Auditorias da ADENE, e
• José Costa Gomes – Director do Departamento de Planeamento e de Economia da Água, EDIA
Além da reunião geral e discussão dos trabalhos, os participantes irão visitar os dois locais de demonstração do projecto situados nos perímetros de rega da ABORO - Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas (Ferreira do Alentejo) e da ABRoxo - Associação de Beneficiários do Roxo (Aljustrel), onde terão a oportunidade de conhecer os sistemas de distribuição e transporte de água para rega, as barragens, estações elevatórias, o perímetro de rega onde se localizam as explorações de demonstração e terão a oportunidade de falar, em pessoa, com os técnicos e os agricultores das Associações.

A sessão conta com a organização dos parceiros portugueses: FENAREG - Federação Nacional de Regantes de Portugal e AQUAGRI ACE - Empresa de serviços de consultoria e equipamentos de gestão de rega.

Fonte:  FENAREG

Lidl é o maior comprador de Maçã de Alcobaça embalada em território nacional

Pelo quarto ano consecutivo, a Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA) distinguiu o Lidl Portugal, como a cadeia de distribuição que mais Maçãs de Alcobaça IGP vendeu no decorrer da última campanha de comercialização 2013/2014, que representou cerca de 1310 toneladas vendidas.

Este reconhecimento vem uma vez mais reforçar a forte aposta do Lidl na qualidade e frescura dos seus produtos. Nas lojas Lidl Portugal a qualidade e frescura das frutas e legumes é uma prioridade e, sempre que possível, privilegiam-se não só os produtores nacionais como também produtos de origem certificada, como é o caso da Maçã de Alcobaça.

Dando continuidade a esta parceria, a Maçã de Alcobaça IGP está em destaque nas 239 lojas Lidl em território nacional com mais uma campanha que, à semelhança dos anos anteriores, estima-se que sejam comercializadas cerca de 20 milhões de maçãs certificadas.

Esta maçã, além das características próprias que possui e a distingue, é produzida segundo uma estratégia de Produção Integrada (processo de produção inovador, racional e controlado que permite melhorar a qualidade e proporcionar segurança alimentar, contribuindo para o equilíbrio ecológico do meio ambiente).

A Maçã de Alcobaça é a mais famosa das maçãs portuguesas e usufrui da designação de " IGP – Indicação Geográfica Protegida". Qualificada pela União Europeia e pelo Ministério da Agricultura em 1994, esta maçã possui características únicas.

Fonte:  Real Media

Ministra da Agricultura visita campos de tomate de Vila Franca de Xira afectados pelas intempéries

No passado dia 10 de Outubro a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, realizou uma visita aos campos de tomate de Vila Franca de Xira onde reuniu com agricultores e Organizações de Produtores de tomate.

A zona do Ribatejo foi uma das mais afectadas pelas chuvas fortes e persistentes que se têm sentido desde o dia 6 de Setembro. Os terrenos sobrecarregados de água impossibilitaram a entrada das máquinas para colherem o tomate maduro.

 De acordo com Assunção Cristas, estima-se que o prejuízo rondará 30% da plantação de tomate. A Ministra referiu ainda a importância dos sistemas de seguros de colheita nestas situações, referenciando que o capital segurado para este ano aumentou em 26% e os preços diminuíram em cerca de 25%.

Num sector tão importante para as exportações nacionais como o Agro-alimentar, e mais concretamente a indústria de tomate, Assunção Cristas sublinha que "quanto mais agricultores tiverem sistemas de seguros de colheita, seguramente que os preço de seguros vão ser mais baratos" salvaguardando os investimentos dos agricultores, a quem nesta tarde quis levar uma "palavra de ânimo e conforto".

Fonte:  Torriba

Massey Ferguson conduz trator até ao Pólo Sul


por Ana Rita Costa

14 de Outubro - 2014
A Massey Ferguson vai conduzir o trator MF 5610 durante cerca de 2350 km até ao Pólo Sul, numa missão batizada de Antarctica2 e que pretende recriar uma viagem semelhante, realizada pela marca em 1958.

 
A condutora será Manon Ossevoort, que irá conduzir acompanhada por uma equipa preparada para esta missão, que tem como objetivo "dar visibilidade à necessidade que assegurar uma maior sustentabilidade alimentar, para que os futuros agricultores possam responder às necessidades alimentares em todo o mundo", refere a Massey Ferguson.

A viagem será acompanhada online através de streaming em tempo real, num website que a marca deverá lançar antes da jornada, que se inicia a 24 de novembro e que deverá terminar a 15 de dezembro.

Sabe quais são as culturas com maior potencial?


por Isabel Martins
14 de Outubro - 2014
As novas e velhas culturas com maior potencial, os mercados e posicionamento, a rentabilidade potencial e o esforço de ser pioneiro serão os temas da apresentação de Pedro Santos, da Consulai, na abertura da conferência 'Novas culturas, Novas ideias de Negócio', que decorre já na próxima semana, dia 23 de outubro em Lisboa. 

 
Será uma tarde de networking onde se falará ainda da produção de amendoim, de novas tendências de cultivo de cogumelos, dos sucessos e erros no cultivo comercial de physalis e de olival e amendoal em sebe. Tempo ainda para uma mesa redonda sobre o mercado das novas culturas, onde destacamos goji, figueira da Índia, rebentos de vegetais e madeiras nobres.

Consulte o programa e inscreva-se aqui!


Seminário “As Cooperativas: um Modelo Diferente”


por Ana Rita Costa
14 de Outubro - 2014
A Cooperativa Agro-Pecuária da Beira Central, vai realizar no próximo dia 18 de outubro, no auditório do Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital, um seminário subordinado ao tema "As Cooperativas: um Modelo Diferente".

 
A iniciativa pretende debater temas como "O Cooperativismo como modelo empresarial", "O papel das Cooperativas na agricultura de pequena dimensão", "A importância da agricultura familiar na economia regional", "A multifuncionalidade da Floresta" e "As novas diretrizes da PAC 2014-2020".

Para mais informações: Cooperativa Agro-Pecuária da Beira Central;  238 600 270 / 969 374 277.

Comissão Europeia espera um recorde nas colheitas de cereais


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014

As perspetivas agrícolas da Comissão Europeia para este ano apontam para um recorde nas colheitas de cereais da União Europeia, de cerca de 317 milhões de toneladas.

 
De acordo com as previsões da instituição europeia, já no setor dos produtos lácteos, os dois últimos anos de preços elevados, tanto na UE como a nível mundial, resultaram num aumento da produção de leite, com uma produção que este ano deverá atingir um recorde de 146,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,7% face ao período homólogo.

Segundo os dados da Comissão Europeia, a recente descida nos preços do leite e dos produtos lácteos foi impulsionada pela proibição russa de importação, em agosto deste ano. Grande parte do leite anteriormente utilizado no fabrico de queijo destinado à Rússia, será agora canalizada para a produção de leite em pó desnatado e de manteiga.


Estratégias para a melhoria da segurança e qualidade da salsicharia tradicional


por Ana Rita Costa

10 de Outubro - 2014
O ICAAM - Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas da Universidade de Évora vai promover no próximo dia 26 de novembro, no Pólo da Mitra, o seminário "Salsicharia tradicional portuguesa: Estratégias para a melhoria da segurança e qualidade".

 
Este encontro tem como objetivo divulgar os resultados obtidos no âmbito de um projeto de investigação sobre o tema, junto de produtores de enchidos e de todos os interessados.

 Em discussão estarão os temas "Culturas de arranque promotoras da qualidade e segurança de enchidos" e "Tecnologias emergentes para a qualidade da salsicharia tradicional".

Para mais informações contacte o email mlaranjo@uevora.pt.

Para Pentágono, alterações climáticas são um risco para segurança nacional


Para Pentágono, alterações climáticas são um risco para segurança nacional


A elevação das temperaturas globais, o rápido degelo no Árctico e outros efeitos das alterações climáticas representam riscos imediatos para a segurança nacional e operações militares e humanitárias, alertou o Pentágono num relatório.
No abrangente relatório, considerado um «mapa do caminho», com directrizes para a adaptação às alterações climáticas, o Departamento da Defesa dos EUA revelou ter começado a adoptar medidas para aumentar a sua «resistência» e para garantir que a mobilização de missões não seja afectada pelo aumento do nível dos mares, pela frequência crescente dos desastres naturais, bem como pela falta de água e de alimentos no mundo em desenvolvimento.
«As mudanças climáticas vão afectar a capacidade do Departamento de Defesa de defender o país e trazer riscos imediatos para a segurança nacional americana», acrescentou o Pentágono no documento.
«Um clima em mutação terá impactos reais nos nossos militares e na forma como vão executar as suas missões», refere-se ainda.
O mapa visa à adaptação face às mudanças climáticas, em parte ao integrar os riscos em simulações militares - conhecidas como jogos de guerra - no planeamento estratégico de defesa e na forma de armazenamento e transporte de provisões militares.
Em conferência de imprensa realizada no Peru, o secretário de Defesa, Chuck Hagel fez um retracto sombrio de como o degelo dos glaciares, a ocorrência de tempestades cada vez mais violentas e a queda das colheitas devido à seca já estão a afectar milhões de pessoas e podem «provocar ondas de imigração em massa».
«Já vimos esses eventos desenvolverem-se noutras regiões do planeta e há indícios preocupantes de que as mudanças climáticas vão criar sérios riscos para a estabilidade no nosso hemisfério», afirmou Hagel durante uma conferência dos Ministros da Defesa das Américas.
«A prontidão dos nossos militares pode ser testada e as nossas habilidades postas sob pressão», acrescentou Hagel.
«Um ritmo e uma intensidade maiores dos desastres naturais poderão exigir mais apoio das nossas autoridades civis, e mais assistência humanitária», prosseguiu.
Os desafios poderão afectar governos já fragilizados e «abrir uma via para ideologias extremistas e condições que vão fomentar o terrorismo».
O relatório destacou que a «capacidade única (do Pentágono) de fornecer assistência logística, material e de segurança em larga escala e de forma rápida pode ser solicitada com cada vez mais frequência», à medida que as mudanças climáticas intensificarem os desafios provocados pela instabilidade global.
O documento do Departamento de Defesa insistiu, ainda que parte dos seus esforços vão concentrar-se nas formas de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, considerados responsáveis pelo aquecimento global.
Hagel lembrou a convenção sobre alterações climáticas das Nações Unidas, prevista para Dezembro, e declarou que «os líderes de Defesa devem participar desta discussão global».

PortugalFoods com maior representação portuguesa da história no SIAL Paris 2014



Pela primeira vez na história do setor agroalimentar nacional, Portugal vai estar representado sob o chapéu de uma só marca, o da PortugalFoods. No total, são 63 empresas portuguesas, com presença individual ou integradas em hubs de produtos ou interesses, distribuídas por 600 m2.

A PortugalFoods, principal interlocutor e dinamizador do setor agroalimentar português nos mercados externos, está a preparar a representação nacional de 63 empresas no SIAL Paris 2014, uma das maiores feiras internacionais do setor. O certame decorre entre os dias 19 e 23 de outubro, no Parc des Expositions de Paris Nord Villepinte, em Paris, França.

Pela primeira vez na história do setor agroalimentar nacional, Portugal vai aparecer unificado, sob uma só marca e imagem, a da PortugalFoods, num certame internacional desta natureza.

As empresas portuguesas – 63, no total – vão apresentar-se no SIAL Paris 2014 em dois formatos distintos: individual, embora inseridas num stand coletivo da PortugalFoods presente no pavilhão internacional da feira; e organizadas em hubs, grupos criados em torno de produtos e/ou necessidades comuns, tais como Meat & Delicatessen, Canned Fish & Seafood, Halal, Private Label, Cheese, Sweets & Biscuits e Tech, em pavilhões especificamente dedicados aos respetivos temas. Esta participação é co-financiada pelo QREN.

Paralelamente, a PortugalFoods e a APTECE – Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia organizam, ao longo dos cinco dias do evento, diversas cooking sessions, que consistem na elaboração e degustação de pratos inteiramente produzidos a partir de produtos nacionais das 63 empresas expositoras que se encontram sob o chapéu da PortugalFoods.

No dia da inauguração do SIAL Paris 2014, 19 de outubro, Leonardo Matias, secretário de Estado adjunto da Economia, e Nuno Vieira e Brito, secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar estarão de visita aos espaços da PortugalFoods.

O SIAL Paris 2014, que celebra este ano o seu 50.º aniversário, conta com um universo de 6.300 empresas provenientes de 105 países e diversos profissionais do setor agroalimentar oriundos de mais de 200 países, sendo ainda esperados 150 mil visitantes. A concorrer aos prémios SIAL Innovation estarão 1.700 produtos e realizar-se-ão 250 conferências.

A presença da PortugalFoods no SIAL Paris 2014 será alvo de uma reportagem a emitir na PortugalFoods TV, disponível em www.portugalfoods.org.

FAABA promove reflexão sobre Programa de Desenvolvimento Rural

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo vai realizar no próximo sábado, dia 18, no decorrer da Ruralbeja, um colóquio sobre o Programa de Desenvolvimento Rural 2014 - 2020.

Com início previsto para as 10h30, no Auditório do NERBE, o colóquio vai abordar as "Medidas Agro-ambientais"; Medidas de Investimento"; "Medidas de Apoio à Floresta" e "Desenvolvimento Local (Leader)". As intervenções sobre estes temas cabem, respectivamente, a Cláudia Gonçalves, representante da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal; Nuno Morujo e João Soveral, também da CAP e por fim Isabel Benedito, da Esdime.

A moderação do colóquio está a cargo do Director Regional de Agricultura do Alentejo, Francisco Murteira. A Mesa é presidida por Luís Mira Coroa, representante da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo.

CONFAGRI e FENADEGAS debatem apoios ao sector vitivinícola

Colóquio "A Vinha e o Vinho – Medidas Nacionais e Comunitárias para o Futuro" reúne especialistas das áreas agroalimentar e vitivinícola


Com o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 em vias de ser implementado, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e a sua associada Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (FENADEGAS) vão levar a efeito o Colóquio "A Vinha e o Vinho – Medidas Nacionais e Comunitárias para o Futuro". Cabe a Teresa Mata, profissional da FENADEGAS, falar sobre os apoios à área agroindustrial, num programa que integra Frederico Falcão, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Augusto Ferreira e Marta Baptista da CONFRAGI e Lino Afonso, da CA Seguros. O evento vai decorrer na Adega Cooperativa de Cantanhede, no dia 16 de outubro, às 14h30.

A CONFAGRI/FENADEGAS nesta sessão pretendem que sejam identificados os desafios colocados ao desenvolvimento rural e as principais linhas orientadoras do novo projeto do Governo, focando as medidas do investimento a jovens agricultores e da agroindústria. Para além do painel sobre apoios ao investimento na agroindústria, no âmbito do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014/2020, apresentado pela FENADEGAS, o colóquio irá contar com mais quatro oradores.

Frederico Falcão, presidente do IVV, irá fazer uma apresentação sobre o novo regime de autorizações de plantação da vinha. Já as alterações ao pagamento dos direitos dos agricultores e medidas agroambientais vão ser discutidas por Augusto Ferreira, da CONFRAGI. Marta Baptista, também da CONFRAGI, vai debater o reconhecimento das adegas e cooperativas agrícolas enquanto organização de produtores e Lino Afonso, do grupo Crédito Agrícola, irá terminar a sessão com a apresentação do tema "Sistema de Seguros de Colheitas".

Programa:

Novo Regime de Autorizações de Plantação da Vinha
Engº Frederico Falcão – Presidente do IVV
Apoios no âmbito do Plano Nacional 2014/2018
Apoios ao Investimento na Agroindústria – PDR 2014/2020
Engª Teresa Mata – Fenadegas
Pagamentos Diretos aos Agricultores e Medidas Agroambientais
Engº Augusto Ferreira – CONFAGRI
Reconhecimento das Adegas Coop. e Coop. Agrícolas enquanto Organização de Produtores
Engª Marta Baptista – CONFAGRI
Sistema de Seguro de Colheitas
Engº Lino Afonso – CA Seguros

Acréscimo defende a criação de um tributo à falta de matéria prima florestal

Em Portugal e sobre as florestas e o setor florestal têm-se produzido, ao longo das últimas décadas, inúmeros estudos prospetivos, inclusive sob os auspícios das mais variadas instituições e personalidades. Relembra-se o envolvimento de Michael Porter e da Poyry, consultora internacional, em tais empreendimentos.

Todavia, o rumo tem sido o do desastre. Apesar disso, são anunciados mais estudos prospetivos. Duas coisas não mudam: a dose de egoísmo nas relações comerciais; e, o protecionismo do Estado a certos interesses, ditos industriais, com o apelo aos contribuintes para o sustento de negócios privados.

Novos estudos prospetivos, realizados sob os auspícios da indústria de base florestal, levantam sempre grandes dúvidas:

1. Se existe uma grande diferença entre a oferta e a procura, tal não se tem refletido no aumento dos preços à produção. Serão os preços das importações mais vantajosos que os impostos unilateralmente à produção nacional? Será que os negócios industriais foram bem equacionados, ou seja a preços compatíveis com negócios viáveis na produção florestal?

2. Se existe uma grande diferença entre a oferta e a procura, porque será que a indústria não investe no reforço do autoabastecimento (a área de maior risco do seu negócio)? Só a indústria papeleira desinvestiu em cerca de 33 mil hectares de eucalipto na última década. Por que se queixa então de falta de matéria prima?

A que se refere a indústria de base florestal quando fala em "reestruturação do sector florestal"? Vão passar a gerar lucro adequado os negócios na produção florestal. Continuará a indústria de base florestal, com a complacência dos Governos, a ter uma postura egoísta nos mercados, ou aumentará a sua dose de altruísmo (será a isso que chamam "reestruturação do sector florestal")?

O queixume da indústria sobre a falta de matéria prima é uma prova inequívoca de incapacidade empresarial de planeamento e de garantia prévia das suas necessidades de (auto)abastecimento.

A postura da convocação dos proprietários florestais a produzir a preços pré-estabelecidos pela procura industrial é inadmissível. Não é viável a aposta no investimento florestal com os mercados a funcionar em concorrência imperfeita. Nem mesmo sob ameaça governamental de coimas e de agravamento fiscal em sede de IMI.

Ultrajante é a sistemática chamada dos contribuintes à viabilização dos negócios industriais. Nas últimas décadas, centenas de milhões de euros de financiamento público têm sido "atirados" para as florestas, todavia aumentam os queixumes de falta de matéria prima. Algo está errado.

Parece oportuno que se pretenda "reestruturar o setor florestal". Estará a indústria de base florestal a equacionar a aquisição ou o arrendamento de terras (p.e. com recurso à Bolsa Nacional de Terras), para garantir uma taxa adequada de autoabastecimento?

A Acréscimo defende e recomenda ao Governo, p.e. em sede de Reforma da Fiscalidade Verde, a criação de um tributo à incapacidade de autoabastecimento por parte das empresas industriais de base florestal. Estabelecido tal tributo num percentual sobre o volume de negócios, tal percentagem decresceria, em cada empresa, com o aumento da sua taxa de autoabastecimento, fosse esta taxa concretizada através da gestão de áreas próprias, arrendadas ou concessionadas, ou pelo estabelecimento de contratos formais com a produção florestal, supervisionados pela autoridade florestal nacional.

Este novo tributo poderia substituir o atualmente em vigor para o financiamento do Fundo Florestal Permanente, hoje suportado pelos consumidores de combustíveis.

Lisboa, 14 de outubro de 2014

UE: Resultados do Conselho de Agricultura e Pescas - 13 Outubro 2014

Pescas

O Conselho chegou a um acordo político sobre as possibilidades de pesca para 2015 para determinadas unidades populacionais de peixes no mar Báltico. As quantidades de peixes de populações específicas que podem ser capturados têm em conta os pareceres científicos disponíveis e, pela primeira vez, disposições introduzidas pela Política Comum das Pescas, recentemente reformada, como a obrigação de desembarque e de rendimento máximo sustentável (RMS).

O presidente do Conselho, o Sr. Martina, destacou que "O regulamento sobre os TAC e quotas para o mar Báltico é o primeiro a ser discutido após a entrada em vigor da nova política comum das pescas (PCP). Torna-se assim uma ferramenta importante para a sua implementação, tendo em conta todas as inovações introduzidas."

Além disso, os ministros reconheceram que o embargo russo aos produtos de pesca da UE terá consequências sobre a gestão de algumas dessas unidades populacionais de peixes.

O Conselho procedeu igualmente a uma troca de pontos de vista sobre as consultas anuais UE - Noruega e na reunião anual da ICCAT.

Agricultura

O Conselho debateu o impacto e as implicações do embargo russo à importação de produtos agrícolas da UE. A maioria dos Estados membros reconheceram a adequação das medidas de mercado de emergência sobre as frutas e hortícolas e produtos lácteos, decididas pela Comissão. No entanto, no sector do leite, alguns dos países mais afectados pediram medidas adicionais para atenuar a forte queda dos preços observada no seu mercado.

O Conselho também:

Fez um balanço da situação em matéria de Peste Suína Africana (PSA) na UE

Realizou um debate sobre os principais elementos da contribuição do sector agrícola para a revisão intercalar da Estratégia Europa 2020.

Os ministros também foram informados sobre as questões do comércio agrícola internacional.

Outros assuntos

O Conselho aprovou um regulamento relativo a medidas de promoção de produtos agrícolas na sequência de um acordo em primeira leitura com o Parlamento Europeu. Este regulamento renovou o quadro jurídico para a promoção de produtos agrícolas da UE no mercado interno e nos países terceiros no contexto de um ambiente muito competitivo que a UE enfrenta hoje.

O Sr. Martina observou que "Com a aprovação do novo regime jurídico das acções de informação e promoção a favor dos produtos agrícolas no mercado interno e nos países terceiros, acredito que alcançámos o objectivo de melhorar a competitividade da agricultura na UE como se atingiu maior equidade."

Fonte:  Conselho UE

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Estudo indica que crescimento económico do país passa pela reestruturação do setor florestal


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014

Qual será o cenário de desenvolvimento florestal em 2071? E que política de desenvolvimento florestal é necessária para a economia Portuguesa de futuro? Estas duas questões são respondidas no "Estudo Prospetivo para o Sector Florestal", da Associação Para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal (AIFF).

 
Neste estudo, a associação simula a evolução da produção nacional das três espécies mais relevantes no país, em termos de área e de abastecimento industrial: eucalipto, pinheiro bravo e sobreiro, que representam, no seu conjunto, 72% da área florestal nacional. Os resultados mostram que existe uma grande diferença entre a oferta e a procura para cada uma das espécies analisadas (eucalipto, pinheiro bravo e sobreiro), uma vez que a procura é sempre superior à oferta.

O dados agora divulgados mostram que a floresta portuguesa beneficiaria de uma estratégia de desenvolvimento, tanto para as indústrias de base florestal, como para a sociedade em geral. "O cenário de desenvolvimento florestal mostra ser possível reduzir significativamente os valores de importação, contribuindo para a sustentabilidade das empresas do setor e, consequentemente, para o país", refere a investigação.

"O desenvolvimento dos sectores da fileira florestal e a sua atual posição nos mercados mundiais estão seriamente ameaçados pelo facto da floresta portuguesa não estar a corresponder satisfatoriamente enquanto fornecedora de matéria-prima", defende João Ferreira do Amaral, Presidente da AIFF.

Por outro lado, o estudo demonstra a necessidade de se inverterem as atuais tendências, criando condições que atraiam capital para o setor, promovam o aumento da produtividade dos povoamentos já instalados, contribuam para a existência de novas áreas plantadas e reduzam o risco de incêndio e de ataques de pragas e/ou doenças dos espaços florestais, através do aumento da sua resiliência.

No que diz respeito ao impacto da floresta na economia nacional, o documento indica que "o setor florestal representa um forte contributo, uma vez que é fortemente exportador de bens transacionáveis e que as indústrias florestais são líderes de mercado em alguns segmentos. O Valor Acrescentado Bruto do setor florestal representa 1,2% do Produto Interno Nacional."

Leia o estudo aqui.

Portugueses criam patê de tremoço


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014
A ideia foi de três portugueses: criar um patê gourmet de tremoço. Em entrevista ao site Boas Notícias, os criadores da marca Taroço revelam que a ideia surgiu por ser "um produto muito conhecido, acarinhado entre os portugueses e, infelizmente, muito subvalorizado".

 
Depois de nascer a ideia, os novos empreendedores começaram a testar o conceito junto da família e dos amigos, que desde logo se mostraram recetivos ao produto. Os três amigos decidiram, assim, avançar com o projeto, no qual investiram do próprio bolso.

Disponível em três variedades, clássico, com cebola ou com pimento vermelho, o patê Taroço distingue-se por ser "saudável", pela "ausência de produtos de origem animal" e por não ter "qualquer tipo de aditivo, emulsionante ou conservante", referiu a marca ao Boas Notícias.

 "A nossa política passa pelo uso de matéria-prima nacional e, a curto prazo, biológica", com outras variedades de patê e até novos produtos com base no tremoço, concluem.

Por enquanto, os patês Taroço ainda não estão a ser comercializados em nenhum ponto de venda, porque a empresa está em processo de "obtenção de um certificado dentro da legislação alimentar", no entanto, quem quiser experimentar esta nova iguaria poderá fazê-lo facilmente ao contribuir com dois euros para o desenvolvimento da marca. Para mais informações contacte taroco.geral@gmail.com

Acréscimo acusa Assunção Cristas de “promover mercados em concorrência imperfeita”


por Ana Rita Costa
8 de Outubro - 2014
A Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal emitiu um comunicado, na sequência da demissão do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Francisco Gomes da Silva, em que acusa a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, de "promoção dos mercados em concorrência imperfeita, em benefício de interesses financeiros associados à atividade industrial no setor papeleiro."

 
Segundo a associação, "a alegação atribuída ao eucalipto, de que seca tudo ao seu redor, pode bem ser atribuída, e aqui com fundamento indiscutível, à ministra Assunção Cristas. Esta é a ministra que aposta numa inconsistente e inconsequente Estratégia Nacional para as Florestas, baseada num ultrapassado diagnóstico de 2006."

O comunicado continua sublinhando que "é também neste consulado que se aposta num formato de apoios públicos que, de acordo com o histórico do modelo, pouco ou nada contribui para o desenvolvimento florestal, muito pelo contrário, só tem fomentado incêndios."

Porto Editora edita Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014
A Porto Editora publicou o 'Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto'.

 
Da autoria de Manuel Pintão, mestre fundador da Confraria do Vinho do Porto, e de Carlos Cabral, enófilo brasileiro, este novo livro conta 250 anos de história do vinho do Porto e resulta de seis anos de pesquisa no Brasil e em Portugal.

De acordo com a editora, "este Dicionário regista os eventos relevantes no vinho do Porto e na sua história, as personalidades, os regulamentos, as casas e os locais de produção, os vocábulos e nomes das ferramentas da tanoaria, bem como informação relacionada com a produção do 'Néctar do Douro'."

Para o presidente do IVDP, "este dicionário é uma forma diferente e apelativa de dar a conhecer a história, as estórias e as pessoas que construíram o vinho do Porto. Trabalhos como este são também um meio de promoção do vinho do Porto e, por isso, o IVDP é o local mais adequado para a sua apresentação. O facto de resultar da convergência de perspetivas de dois autores de diferentes países, Portugal e Brasil, traz valor acrescentado do mercado brasileiro que é muito importante para o vinho do Porto".

Vinhos Assobio obtém a melhor pontuação no Top 100 da Wine Enthusiast


A Wine Enthusiast, influente revista americana do sector, acaba de revelar a sua lista das 100 melhores compras de 2014.

O Assobio tinto 2011, vinho produzido pelo Esporão na Quinta dos Murças - Douro, aparece na 4ª posição do ranking, destacando-se pelos 94 pontos conquistados, a melhor pontuação entre os 100 vinhos seleccionados.

Segunda a publicação o Assobio é "uma poderosa e estruturada expressão dos vinhos do Douro, de fruta vermelha, taninos profundos, alguns apontamentos de madeira envelhecida e óptima concentração".

O Top 100 Melhores Compras da Wine Enthusiast é divulgado depois de provados milhares de vinhos de todo o mundo, obedecendo ao critério da sua relação preço-qualidade.

Fonte:  Global Press

Parlamento Europeu Novos alimentos: inovação ou risco para a saúde?

A comissão do Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar debate, esta segunda-feira, uma proposta legislativa sobre os novos alimentos (novel food). O objectivo é discutir a sua definição e a forma como agilizar o processo de autorização. A Comissão já tinha apresentado uma proposta de revisão da legislação existente em 2008, mas não se tinha chegado a acordo uma vez que a proposta incluía alimentos de animais clonados. Acompanhe o debate em directo no nosso sítio Internet.

Já utilizou o adoçante extraído das folhas da planta de Stevia no seu café? Gosta de Tetragonia tetragonoides, sumo de noni ou da Salvia hispanica? Estes novos produtos, um adoçante; um tipo de espinafre; um sumo extraído de uma fruta exótica e sementes de chia respectivamente, são apelidadas de "novos alimentos", porque são extraídos de plantas que até há pouco tempo não eram utilizadas como alimentos na União Europeia. Para assegurar que não colocam um risco para a nossa saúde, têm que ser submetidas a um processo de autorização.

No entanto, como resultado da globalização e do desenvolvimento tecnológico os novos alimentos são produzidos através de novos métodos e a legislação europeia tem que ser actualizada para melhor definir o que são "novos alimentos", proteger a propriedade intelectual e agilizar o processo de aprovação sem reduzir a protecção do consumidor.

O regulamento também deve ser aplicado aos nano materiais para fins alimentares.
Acompanhe o debate em directo aqui ou assista ao nosso vídeo sobre o tema.

Fonte:  PE

UE: Conselho de Agricultura e Pescas de Outubro 2014




A reunião do Conselho Agricultura e Pescas de Outubro 2014 terá lugar no Luxemburgo, a 13-14 de Outubro de 2014. A Comissão será representada pela Comissária para os Assuntos Marítimos e Pescas, Maria Damanaki e pelo Comissário responsável pela Agricultura e Desenvolvimento Rural, Dacian Ciolos. A conferência de imprensa será realizada no final das discussões na segunda-feira no final da tarde (da Agricultura) e terça-feira à hora do almoço (pesca). Os debates públicos e as conferências de imprensa pode ser seguido por streaming de vídeo: http://video.consilium.europa.eu. Durante um almoço oficial, os ministros vão discutir questões relacionadas com o quadro político do Clima e Energia 2030 antes da Cimeira de 23/24 Outubro.

Pesca

Possibilidades de pesca no Mar Báltico em 2015

Um acordo político vai ser procurado sobre a proposta da Comissão, de 3 de Setembro, para a fixação das possibilidades de pesca para as principais unidades populacionais de peixes comerciais do mar Báltico para 2015. Esta é a primeira proposta de possibilidades de pesca, desde a entrada em vigor da política comum das pescas reformada, portanto é com base nos melhores pareceres científicos disponíveis e segue a Comunicação sobre as Possibilidades de Pesca publicada em Junho.

Uma vez que algumas das populações de peixes estão agora a níveis de pesca sustentáveis​​, a Comissão propôs um aumento do total admissível de capturas (TAC) de 12% quando comparado a 2014 para cerca de 629 000 toneladas. Um aumento médio de 31% é proposto para quatro unidades populacionais de arenque, enquanto reduções são propostas para a unidade populacional ocidental de bacalhau (-48%), espadilha (-17%) e duas populações de salmão (-15%).

Se o Conselho aprovar os limites de captura, tal como proposto pela Comissão, o número de unidades populacionais exploradas a nível sustentável (RMS - rendimento máximo sustentável) pode dobrar no Báltico em 2015 de três para seis unidades populacionais, de acordo com cientistas.

As possibilidades de pesca acordadas entrarão em vigor em 1 de Janeiro de 2015.

UE / Noruega: consultas anuais para 2015

Os Ministros vão trocar pontos de vista sobre as próximas consultas sobre os acordos de pesca entre a UE e a Noruega para 2015. A primeira ronda de consultas está agendada para ter lugar em Bergen, na Noruega, na semana de 17 de Novembro. O Conselho será convidado a comentar sobre a atitude a tomar pela UE sobre as unidades populacionais partilhadas geridas conjuntamente no Mar do Norte e em Skagerrak (bacalhau, arinca, escamudo, badejo, solha, arenque, cavala, camarão, espadilha). Os ministros também vão discutir a abordagem às discussões sobre troca de quotas e acesso recíproco às águas de cada um.

Reunião anual da ICCAT

Os Ministros vão trocar pontos de vista antes da Reunião Anual da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), a ser realizada em Génova, Itália, de 10 a 17 de Novembro. As decisões mais importantes que a ICCAT terá que tomar este ano sobre a gestão das unidades populacionais dizem respeito ao atum rabilho oriental e ocidental, ao espadarte do Mediterrâneo e ao gaiado (atum-bonito). A Comissão irá sugerir que a UE deve seguir o parecer científico em todas as discussões da ICCAT conforme os princípios da nova Política Comum das Pescas.

Agricultura

Estratégia Europa 2020

Conforme solicitado a todas as formações do Conselho pela Presidência italiana, os ministros terão uma discussão sobre até que ponto os objectivos da Europa 2020 podem ser alcançados no sector da agricultura. As conclusões deste debate irão contribuir para os trabalhos do Conselho Europeu de Dezembro.

Questões internacionais de comércio agrícola

Comissário Ciolos irá rever o ponto da situação das negociações comerciais internacionais, com foco em acordos recentemente celebrados, por exemplo, com o Canadá, a região da África Austral  (SADC) e do Equador. Ele também vai falar sobre as negociações comerciais em curso.

Diversos

Pesca

Embargo russo sobre os produtos da pesca provenientes da UE

A Comissária Damanaki informará os Ministros sobre o impacto da proibição de importações de peixe e produtos aquícolas adoptada pela Rússia, e irá descrever as medidas tomadas até agora e os próximos passos possíveis. Desde a entrada em vigor da proibição em 7 de Agosto de 2014, a Comissão tem vindo a avaliar a dimensão das implicações do embargo e tem vindo a trabalhar com os Estados-Membros para acompanhar a situação e encontrar possíveis soluções quando necessário.

Agricultura

Embargo russo às importações de produtos agrícolas da UE

O Conselho vai ouvir três diferentes actualizações relativas às medidas russas. Em primeiro lugar, o Comissário Ciolos fornecerá uma atualização da Comissão sobre a situação do mercado da UE nos diferentes sectores e as medidas solicitadas para enfrentar o impacto desse embargo, em particular desde as discussões do Conselho em Setembro. Os Estados Bálticos vão destacar os problemas que estão a sentir actualmente no mercado dos produtos lácteos. A Polónia também irá expor a sua posição no que diz respeito a possíveis respostas para as dificuldades do mercado.

Conselho Oleícola Internacional (COI)

A Comissão actualizará os Ministros sobre a situação dos trabalhos de renovação do estatuto desta organização com sede em Madrid, que deve expirar no final do ano.

Saúde

O Comissário Ciolos (em nome do comissário de Saúde Tonio Borg) irá fazer um ponto da situação aos Ministros, no que diz respeito à Peste Suína Africana - com casos detectados na Letónia, Lituânia e Polónia.

Fonte:  Conselho UE

Colóquio “A Vinha e o Vinho – Medidas Nacionais e Comunitárias para o Futuro” reúne especialistas das áreas agroalimentar e vitivinícola

 








CONFAGRI e FENADEGAS debatem apoios ao setor vitivinícola
16 de outubro, às 14h30, na Adega Cooperativa de Cantanhede
 
Com o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 em vias de ser implementado, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e a sua associada Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (FENADEGAS) vão levar a efeito o Colóquio "A Vinha e o Vinho – Medidas Nacionais e Comunitárias para o Futuro". Cabe a Teresa Mata, profissional da FENADEGAS, falar sobre os apoios à área agroindustrial, num programa que integra Frederico Falcão, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Augusto Ferreira e Marta Baptista da CONFRAGI e Lino Afonso, da CA Seguros. O evento vai decorrer na Adega Cooperativa de Cantanhede, no dia 16 de outubro, às 14h30.
 
A CONFAGRI/FENADEGAS nesta sessão pretendem que sejam identificados os desafios colocados ao desenvolvimento rural e as principais linhas orientadoras do novo projeto do Governo, focando as medidas do investimento a jovens agricultores e da agroindústria. Para além do painel sobre apoios ao investimento na agroindústria, no âmbito do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014/2020, apresentado pela FENADEGAS, o colóquio irá contar com mais quatro oradores.
 
Frederico Falcão, presidente do IVV, irá fazer uma apresentação sobre o novo regime de autorizações de plantação da vinha. Já as alterações ao pagamento dos direitos dos agricultores e medidas agroambientais vão ser discutidas por Augusto Ferreira, da CONFRAGI. Marta Baptista, também da CONFRAGI, vai debater o reconhecimento das adegas e cooperativas agrícolas enquanto organização de produtores e Lino Afonso, do grupo Crédito Agrícola, irá terminar a sessão com a apresentação do tema "Sistema de Seguros de Colheitas".
 
 
Programa:
Novo Regime de Autorizações de Plantação da Vinha
Engº Frederico Falcão – Presidente do IVV
 
Apoios no âmbito do Plano Nacional 2014/2018
Apoios ao Investimento na Agroindústria – PDR 2014/2020
Engª Teresa Mata – Fenadegas
 
Pagamentos Diretos aos Agricultores e Medidas Agroambientais
Engº Augusto Ferreira – CONFAGRI
 
Reconhecimento das Adegas Coop. e Coop. Agrícolas enquanto Organização de Produtores
Engª Marta Baptista – CONFAGRI
 
Sistema de Seguro de Colheitas
Engº Lino Afonso – CA Seguros   

Madrid: Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, participa na inauguração da 6ª edição da feira FRUIT ATTRACTION



A Ministra de Agricultura de Portugal, Assunção Cristas, e o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polónia, Marek Sawicki, vão acompanhar a Ministra da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente de Espanha, Isabel García Tejerina. na inauguração da sexta edição da FRUIT ATTRACTION, na quarta-feira 15 de Outubro.

Tanto o Ministro da Agricultura da Polónia como a Ministra de Portugal irão os stands dos seus respectivos países na FRUIT ATTRACTION, que cresceram de forma importante, tanto em superfície de exposição como nos participantes nesta edição. A Polónia quadruplicou o espaço de exposição na feira relativamente à edição de 2013.

O comércio hortofrutícola entre a Espanha e Portugal aumentou de forma notável, tanto a exportação espanhola para Portugal, com um crescimento nos últimos cinco anos de 43%, totalizando 377,8 milhões de euros, como a importação espanhola procedente de Portugal, com um aumento de 50% no mesmo período, é de 84,5 milhões de euros.

Do total das frutas e hortícolas exportadas em 2013 pela Espanha para Portugal, 249,1 milhões de euros correspondem a frutas e 128,7 milhões de euros correspondem a hortícolas. As principais frutas exportadas são banana, uvas e morangos e nas hortícolas são batata e tomate.

No que respeita às importações em 2013 com origem em Portugal, 42,9 milhões de euros corresponderam a frutas e 41,5 milhões de euros a hortícolas. A principais frutas importadas pela Espanha procedentes de Portugal são laranjas e kiwis e as principais hortícolas são tomate, especialmente para transformação e batata.

Comparando exclusivamente o ano 2013 com 2012, as exportações espanholas para Portugal cresceram 20% e as importações 5%.

Quanto à Polónia, as exportações espanholas de frutas e hrtícolas para este país em 2013 subiu para 620.488 toneladas em 2013, representando 5% das exportações espanholas, 8% mais que em 2012. As importações espanholas deste país em 2013 foram de 16.358 toneladas, principalmente de maçãs, que cresceram fortemente em 2013 em relação a 2012. O crescimento das importações espanholas de maçãs procedentes da Polónia em 2013 foi de 349%, passando de 2.559 toneladas em 2012  para 11.479 toneladas em 2013, segundo dados da Dirección General de Aduanas do Ministério da Economia, processados pela FEPEX.

A FRUIT ATTRACTION - Feira Internacional do Sector de Frutas e Hortaliças, é organizada pela FEPEX e pela IFEMA e vai decorrer em Madrid entre 15 e 17 de Outubro.

Fonte:  IFEMA

ANIL promove mais um Concurso Queijos de Portugal


A ANIL – Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios vai promover uma nova edição do Concurso Queijos de Portugal, como forma de promover e estimular o desenvolvimento da indústria e melhorar o reconhecimento dos produtos junto do consumidor.

À semelhança de 2013, a presente edição do concurso decorrerá nas instalações da CONTROLVETE / FULLSENSE, em Tondela, nos dias 23 e 24 de Outubro.

O sucesso alcançado nas anteriores edições, com particular relevo para 2013, levou a ANIL a adoptar idêntico modelo, quer ao nível da composição, objectividade e rigor do painel de provadores especialistas, quer quanto às 19 categorias de queijo elencadas.

Mantém-se também a parceria com a Revista de Vinhos, pelo que volta a ser a realizada a Cerimónia de Entrega de Prémios do Concurso Queijos de Portugal, no dia 10 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, no decorrer do Encontro Com o Vinho e Sabores 2014, que terá lugar nesse recinto entre os dias 7 e 10 de Novembro.

Fonte:  ANIL

‘Encontro com o Vinho e Sabores 2014’: 15.ª edição está maior e tem muitas novidades

De 07 a 10 de Novembro no Centro de Congressos de Lisboa

Três pavilhões, wine bar, zona lounge e uma galeria de vinhos biológicos contam-se entre as novidades na edição de 2014 do ECVS

Revista de Vinhos celebra 25 anos com prova inédita no ECVS 2014

 
De 07 a 10 de Novembro, a Revista de Vinhos organiza pelo 15.º ano consecutivo o maior e mais antigo evento vínico e gastronómico do país. Esta edição do 'Encontro com o Vinho e Sabores' (ECVS) coincide com a celebração do 25.º aniversário da publicação, por isso repleta de muitas novidades.
 
São três os pavilhões que este ano vão acolher o ECVS 2014. O Pavilhão do Rio vai estar inteiramente dedicado à mostra e degustação de vinhos no piso 0; nas galerias vai acolher dois espaços, um de vinhos biológicos e outro "by Gin&Tonic". Uma outra sala (Pavilhão 1) é, em termos de espaço, a novidade desta edição: aqui vão estar em destaque os sabores (queijos, fumados, enchidos, azeites, doces, delicatessens e muito mais), os acessórios de vinho, um wine bar (com uma lista de vinhos a copo renovada a cada dia) e uma zona lounge, onde os amantes dos verdadeiros prazeres da vida vão poder desfrutar de snack, de um bom copo de vinho ou, simplesmente, recarregar baterias! A loja de vinhos vai também integrar este espaço.
 
No que toca às tão esperadas "provas especiais" – pequenos seminários com provas de vinhos raros ou preciosos orientadas por especialistas que ajudam a descobrir os segredos de grandes néctares; a inscrição prévia é obrigatória e dá acesso livre ao ECVS no dia da respectiva prova – são oito e têm todas elas um carácter excepcional, começando pela que marca o aniversário da Revista: '25 Anos da Revista de Vinhos, 25 Vinhos que Fizeram a Diferença'. Nas restantes sete são várias as regiões vinícolas portuguesas e internacionais que se vão fazer ouvir: 'A Borgonha de Louis Latour'; 'Prova Vertical: "Incógnito" de Corte de Cima'; 'De Bordéus ao Douro com Vinhos de Jean Michel Cazes'; 'Vinhos Barbeito - Malvasias, Lotes e Vinhos Velhos'; 'Os Gloriosos Anos 60 da Caves de São João'; 'Os Vinhos da Família Nicolau de Almeida - 3 Gerações ao Serviço do Douro'; e 'Baga, Bairrada & Baga Friends - A Soberba Colheita de 2011'.
 
Aberto ao grande público na sexta-feira (18h00-22h00), Sábado e Domingo (14h00-20h00), o bilhete do 'Encontro com o Vinho e Sabores 2014' custa €10,00 e permite provar todos os vinhos e sabores em exposição. O copo para provas tem um custo de €3,00. Os leitores da Revista de Vinhos beneficiam de 50% de desconto na compra do bilhete, mediante a apresentação do cupão publicado na edição de Outubro. Este mesmo desconto é aplicado se a compra for feita on-line, através do site www.revistadevinhos.pt. O acesso ao Espaço Gin&Tonic é feito mediante a compra de um copo de gin (€3,00).
 
ECVS dá mote a "Concurso de Vinhos A Escolha da Imprensa" e dedica dia a profissionais
 
No âmbito do 'Encontro com o Vinho e Sabores 2014' tem lugar mais uma edição do "Concurso de Vinhos A Escolha da Imprensa", no qual um alargado painel de jornalistas classifica em prova cega cerca de 250 vinhos, elegendo no final os Melhores Vinhos do ECVS 2014. Este é um concurso especial por nele participarem vinhos topo de gama que habitualmente não vão a concursos e porque os jornalistas e representantes da imprensa que integram o painel de jurados representam de uma forma fidedigna os consumidores e as tendências do mercado.
 
O anúncio dos resultados e a entrega de prémios acontece no primeiro dia do ECVS 2014: às 20h30, na sala 3C do Pavilhão 3 do Centro de Congressos de Lisboa (Praça das Industrias, na Junqueira), local onde volta a decorrer o ECVS. No dia seguinte estarão à prova no átrio do mesmo pavilhão.
 
Na segunda-feira, dia 10, o ECVS decorre entre as 11h00 e as 18h00, sendo este dia reservado para profissionais. Algumas sessões especiais vão ter lugar neste dia, tais como workshops, provas e apresentações destinadas a profissionais e convidados, como é exemplo a entrega de prémios, exposição e degustação dos queijos premiados no 'Concurso Queijos de Portugal 2013', organizado pela Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL). Está já confirmada a visita de diversos críticos de vinhos, sommeliers e compradores internacionais, que vão iniciar um tour ao nosso país com uma alargada visita ao ECVS 2014, que inclui uma prova orientada pelo director da Revista de Vinhos, Luís Ramos Lopes, e na qual vão estar, entre outros, os vinhos vencedores do "Concurso de Vinhos A Escolha da Imprensa".

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

As duas agriculturas

OPINIÃO

ARMANDO SEVINATE PINTO 11/10/2014 - 13:31
 
Os dualismos e contrastes são frequentes na nossa agricultura. Já tenho mencionado alguns. Foi o caso dos pequenos e dos grandes agricultores, cuja dimensão, física e económica, justifica diferentes medidas de política. Poderia ter sido o caso do Norte e do Sul, do Atlântico e do Mediterrâneo, do litoral e do interior, ou dos idosos e dos jovens. Contudo, o dualismo e os contrastes mais significativos da agricultura portuguesa não são determinados pela dimensão, ou pela localização, das unidades produtivas, mas sim pela existência ou ausência de água. A água estabelece, actualmente, uma fronteira de tal modo importante que legítima a possibilidade de se falar da existência de duas agriculturas.

Passando por cima de rigores que não nos deixariam saltar directamente do branco para o preto, sem considerar as diferentes tonalidades do cinzento, há, de facto e cada vez mais claramente, duas agriculturas no nosso país: a de regadio e a de sequeiro. A primeira, mais moderna, avançada, mais tecnológica, quase sempre competitiva e robusta, pratica-se apenas nos pouco mais de 500 mil hectares que beneficiam de regadio. A segunda, mais triste, mais penosa, mais ingrata e exposta, menos esperançosa, pratica-se nos restantes cerca de 3 milhões e 200 mil hectares que completam os 3 milhões e 700 mil hectares da nossa Superfície Agrícola Utilizada (SAU). Estas duas agriculturas determinam sistemas de produção que nem sempre estão separados. Em muitos casos, coexistem no interior de cerca de metade das nossas 300 mil explorações, que dispõem, em diferentes proporções, de terras e culturas de regadio e de sequeiro.

Infelizmente, salvo poucas excepções, só o regadio é visitado, mostrado, festejado e exportado. Só o regadio contribui para a imagem positiva que os portugueses têm actualmente da sua agricultura. Salvo excepções, só o regadio vai à feira, à televisão, entusiasma os avanços tecnológicos, as empresas de serviços, os investigadores, os técnicos e os investidores. E, na realidade, Portugal tem feito nesta área avanços notáveis que marcam definitivamente os anos que já temos de integração europeia.

Foi a água que modernizou as vinhas e os olivais, os pomares e a horticultura, protegida ou não por estufas, mas sempre regada. Foi a água que deu um formidável impulso modernizador ao nosso milho. É a água que põe à disposição dos agricultores muitas dezenas de opções de culturas alternativas, que lhes permitem seguir as preferências dos mercados e as necessidades do país, sendo competitivos, ainda que trabalhando com maiores custos, muito maiores consumos de factores de produção, e, por isso, com muito maior risco face aos imponderáveis do mercado e do tempo.

Entretanto, as terras e as culturas de sequeiro, que se estendem por 86% da SAU, continuam a viver a um ritmo muito menos acelerado, menos mediático e infelizmente, mais problemático. É certo que neste sector também existem bons exemplos. Houve agricultores que reagiram favoravelmente às alterações de enquadramento que foram inviabilizando algumas das utilizações tradicionais das terras de sequeiro, sobretudo nas de qualidade inferior, que, infelizmente, ocupam pelo menos dois terços da totalidade da área agrícola de sequeiro.

Ao longo dos últimos anos, foram-se sucessivamente abrindo e fechando oportunidades na agricultura de sequeiro, correspondentes a descontinuidades de orientação política.

Abriram-se oportunidades de florestação, sobretudo para espécies de crescimento lento, designadamente para quercíneas (sobreiros, azinheiras e carvalhos) que, sem os fortes apoios públicos disponíveis, se tornariam inviáveis; criaram-se oportunidades no contexto das medidas agro-ambientais, cuja aplicação a estas áreas é particularmente justificada. Infelizmente, responsáveis do passado, de vistas perturbadas, conseguiram anular e/ou reduzir drasticamente o seu impacto; abriram-se oportunidades de expansão do efectivo pecuário (designadamente com o muito expressivo aumento do número de quotas/prémios europeus para as vacas produtoras de carne).

Este acréscimo foi bem aproveitado por muitos agricultores que converteram em pastagens permanentes muitas terras antes dedicadas a culturas aráveis, como os cereais, que se foram tornando inviáveis. Curioso, e a registar para a História, é o facto de muitos dos nossos "sociólogos da agricultura" terem sido muito críticos dos apoios a culturas aráveis de sequeiro e agora continuarem a sê-lo das pastagens permanentes, que contabilizam, erradamente, no abandono agrícola!

Passando por cima de muitos episódios deste tipo, que a História se encarregará de corrigir, é para mim cada vez mais evidente que este enorme território problemático poderia e deveria ser melhor acompanhado, com mais atenção política, com medidas apropriadas à sua sustentabilidade produtiva. Seria mais do que justificado que assim acontecesse, quer porque o país precisa de produzir mais, quer porque os agricultores, para continuarem a sê-lo, precisam de condições mínimas de viabilidade, quer ainda, porque as regiões rurais, sobretudo as do interior, para sobreviverem, económica, social e ambientalmente, precisam de um tecido produtivo viável e durável. O que ninguém precisa é de soluções passageiras e de alterações permanentes.

As soluções existem mas exigem determinação e clarividência para a integração e execução de medidas de efeito múltiplo, que erradiquem as doenças letais que devoram as nossas florestas; que melhorem as nossas pastagens; que enriqueçam e protejam os nossos solos (designadamente contra a erosão); que travem a redução acentuada dos cereais de sequeiro e/ou o nosso efectivo ovino.

Tudo isto é possível. Não é preciso inventar nada. Basta ligar vontades, ciência, política e alguns meios materiais. Infelizmente, se nada for feito, o futuro punirá certamente uma grande parte dos agricultores portugueses, mas também a consciência dos que, menos atentos, não se deram conta do que poderia vir a acontecer. E não me venham dizer que não se pode, porque a UE não deixa. Se não se pudesse, já não haveria vinha nas encostas do Reno, na Alemanha, agricultura de montanha na maior parte da Europa ou agricultores na Finlândia.

Eng.º Agrónomo (ISA)

Bióloga alerta que mais eucaliptos agravam despovoamento do interior



A bióloga Helena Freitas critica o crescimento do território ocupado por eucaliptos, porque, na sua opinião, agravará o despovoamento do interior de Portugal.
  
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"O aumento da área de eucalipto, em prejuízo do pinheiro, favorecerá a tendência para o despovoamento do interior", disse Helena Freitas à agência Lusa.

Com a entrada em vigor, há um ano, do Regime Jurídico de Arborização e Rearborização, o país, em particular a região Centro, terá "de preparar-se para a perda de atividades associadas ao território que não são compatíveis com a presença do eucalipto", adiantou.

Reconhecendo a importância da espécie para a economia nacional, ressalvou que "tal não significa que se tenha de aumentar a área útil" desta árvore exótica oriunda da Austrália.

A área atual de eucaliptos é suficiente para responder às necessidades, "bastando otimizar a gestão e a produtividade das plantações", disse a vice-reitora da Universidade de Coimbra.

"Embora não esconda que preferia ver o território florestado com espécies nativas (...)", reconhece "a importância económica da fileira do eucalipto".

A sua expansão está a ser feita "necessariamente à custa de áreas de pinhal e áreas abandonadas com aptidão agrícola", lamentou Helena Freitas.

"Numa altura em que a fileira do pinheiro (...) está seriamente fragilizada pelo impacto da doença do nemátodo, fica o caminho ainda mais facilitado", avisou.

Perante a "crescente valorização comercial do pinheiro nos mercados externos", a competição entre as duas fileiras "é agora mais evidente", realçou Helena Freitas.

No Centro, o pinheiro "é a espécie que as populações acarinham e reconhecem como símbolo da sua paisagem e da sua região", referiu.

"O eucalipto é sobretudo uma opção para aqueles que gerem a propriedade, diretamente ou por interposta entidade, com o propósito de garantir uma receita legítima", de acordo com a ambientalista.

A área de eucaliptal tem crescido sem parar, o que é explicado pelo rendimento da espécie a curto prazo.

Com 812 mil hectares plantados, é atualmente a árvore dominante da floresta portuguesa, tendo ultrapassado o pinheiro-bravo, que ocupa agora o segundo lugar, seguido do sobreiro, de acordo com dados recentes do Inventário Florestal Nacional.

O Regime Jurídico de Arborização e Rearborização, ao liberalizar a plantação de eucaliptos, alegadamente em benefício da indústria do papel, foi bastante contestado por organizações ambientalistas e associações da fileira do pinho.

Com três meses de vigência do diploma, o eucalipto liderava com mais de 90% os pedidos de autorização e comunicações prévias de plantação de floresta recebidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A agência Lusa efetuou várias diligências junto do ICNF para obter um balanço atualizado do primeiro ano de aplicação do novo regime, mas não obteve resposta.

sábado, 11 de outubro de 2014

«Ter terra abandonada é um luxo a que o país não se pode prestar»

2013-05-29 às 18:48

«Lanço o apelo a todos os privados, proprietários de terras que não podem trabalhar essas terras, que confiem no sistema da Bolsa de Terras», afirmou a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, na abertura da conferência «O uso da terra e o combate à desertificação» e lançamento da Bolsa de Terras, em Lisboa.

Sublinhando que «ter terra abandonada é um luxo a que o País não se pode prestar», a Ministra quer que esta medida também seja uma forma de combater a desertificação em Portugal, uma vez que «58% do nosso território está vulnerável a este problema».

A Bolsa de Terras entra hoje em vigor, com o objetivo de «facilitar o encontro entre a oferta e a procura de terras para fins de exploração agrícola, combater o abandono, contribuir para aumentar a dimensão das explorações, aumentar o volume e o valor da produção agroalimentar nacional e contribuir para a identificação de terras abandonadas e para a recolha de informação relevante para a elaboração do cadastro», segundo o Diário da República.

Assunção Cristas lembrou que «a grande maioria das terras que podem integrar a bolsa pertence a privados, não sendo necessário vendê-las, podem arrendá-las ou fazer uma parceira com quem as vai cultivar». Além disto, «o Governo quer criar benefícios fiscais para beneficiar quem fizer bom uso da terra ou a coloque à disposição para que outros o façam».

«Esta não é uma bolsa de terras de um Ministério ou de um Governo. É, sim, a Bolsa de Terras de todos um País», concluiu.