sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Crianças portuguesas comem mais fruta que as de outros 6 países europeus



Reuters
As crianças portuguesas comem, em média, mais fruta por dia do que as de seis outros países europeus, mas as pertencentes a famílias de um nível socioeconómico mais baixo comem menos, de acordo com dados divulgados hoje.
 
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As conclusões são as primeiras a surgir do estudo do projeto europeu EPHE, financiado pela Comissão Europeia e apoiado pela Organização Mundial de Saúde, que tem como "principal objetivo avaliar o impacto de intervenções de promoção de hábitos alimentares saudáveis e de atividade física na redução das desigualdades sociais na saúde, em crianças em idade escolar dos seis aos nove anos", coordenado em Portugal pela Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto (FCNAUP) com a Direção-Geral de Saúde e desenvolvido na Maia.

"As crianças portuguesas foram as que apresentaram consumos mais elevados de fruta, comparativamente às restantes crianças europeias que integram este projeto. Em média, as crianças portuguesas consomem fruta diariamente, pelo menos uma vez por dia. No entanto, verificaram-se diferenças significativas no consumo de fruta em função do estatuto socioeconómico dos pais", pode ler-se no comunicado do projeto EPHE, que abrange Bélgica, Bulgária, França, Grécia, Holanda, Portugal e Roménia.

Ainda que o resultado do consumo seja de "destacar pela positiva", como disse à Lusa a investigadora da FCNAUP Maria João Gregório, isto significa que uma criança que pertença a um nível socioeconómico mais baixo come menos fruta do que uma criança de famílias de um nível socioeconómico superior.

Maria João Gregório acrescentou que se verificou ainda que "as crianças portuguesas, que pertencem a famílias com nível socioeconómico mais baixo, têm uma frequência de consumo de refrigerantes e de sumos de fruta maior do que as de famílias de nível socioeconómico mais elevado".

O projeto, na Maia, decorre no âmbito da iniciativa "Maia Menu Saudável" e englobou 240 crianças e respetivas famílias.

Através de questionários, em três anos consecutivos, o objetivo é compreender se o desenvolvimento do projeto foi bem-sucedido na alteração de consumos, para reduzir as desigualdades sociais na saúde.

"O que nós sabemos é que as estratégias de promoção da saúde têm mais impacto nos indivíduos que têm um nível socioeconómico mais elevado", realçou Maria João Gregório.

O comunicado acerca do projeto refere ainda que, "no que diz respeito ao consumo de hortícolas, independentemente do estatuto socioeconómico da família, as crianças incluídas neste estudo apresentam uma frequência de consumo de hortícolas de, em média, duas a quatro vezes por semana", embora "quase 30% das famílias com nível educacional mais baixo referiram que as crianças consomem salada menos do que uma vez por semana".

Sobre a definição de "estatuto socioeconómico", o estudo explica que este foi definido "pelo nível educacional de ambos os pais, pela situação profissional e pela posição face ao rendimento", tendo sido "o nível educacional da mãe selecionado como a variável socioeconómica que melhor previa o estatuto socioeconómico parental em toda a amostra".

O projecto europeu EPHE, para a prevenção da obesidade infantil e a promoção do acesso à saúde, toma a sigla da designação original, Ensemble Prévenons l'Obésité des Enfants for the Promotion for the Health Equity.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Portugal promove frutas e legumes nas ruas de Berlim

Desde esta quarta-feira e até 7 de fevereiro, Portugal está nas ruas da capital alemã a promover a excelência das suas frutas e legumes. Objetivo: dobrar as exportações dos atuais 1000 milhões de euros/ano.

Vítor Andrade |

9:00 Quinta feira, 29 de janeiro de 2015
Portugal promove frutas e legumes nas ruas de Berlim

Todos os anos, no início do mês de fevereiro, o mundo vai abastacer-se de frutas e legumes a Berlim, na Alemanha, pois é ali que tem lugar a maior feira global do sector: a Fruitlogistica.

Em pouco mais de dois dias, realizam-se ou são alavancados na capital alemã negócios de biliões de euros entre produtores de mais de 130 países e as maiores marcas de distribuição alimentar a nível mundial.

Juntam-se propositadamente em Berlim para comprarem e venderem bens alimentares básicos, um sector em que Portugal já exporta 1000 milhões de euros todos os anos.

Objetivo: 2000 milhões de euros em exportações
No entanto, a Portugal Fresh, marca-chapéu que reúne os principais produtores nacionais das frutas, legumes e flores, quer ir mais longe e atingir os 2000 milhões até 2020.

Esse é, pelo menos, o objetivo traçado por Manuel Évora, presidente da Portugal Fresh, entidade que este ano conseguiu que os alemães aceitassem Portugal como país parceiro do megaevento Fruitlogistica, que para a semana decorre em Berlim.

Portugal já está nas ruas da capital da Alemanha, e irá estar durante mais 11 dias com uma campanha de marketing focalizada na promoção da excelência das frutas e legumes.

Uma oportunidade única, segundo os responsáveis da Portugal Fresh, por duas razões: para dizer ao motor da Europa que, apesar da crise e da austeridade, Portugal está cada vez mais produtivo e mais profissional naquele sector do agroalimentar; e, por outro lado, para aproveitar as portas que se abrem durante a realização da Fruitlogistica e aumentar, dessa forma, as vendas para outros países.

A força do marketing e do lóbi político
Há cinco anos, Portugal participava timidamente pela primeira vez na Fruitlogistica, com pouco mais de meia dúzia de produtores que começavam então a falar da necessidade de se juntarem para ganharem dimensão. 

Agruparam-se, criaram uma marca própria (a Portugal fresh), investiram em marketing e publicidade e reforçaram a sua presença de ano para a ano no evento anual de Berlim. 

Em 2015, Portugal disputou a categoria de país parceiro do evento com vários outros países, alguns dos quais líderes mundiais na produção de frutas e legumes. A decisão contou com o lóbi exercido quer pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, quer pelo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, que fez questão de se associar ao evento. 



Symington compra quinta da Gafaria e alarga poder no Douro

A família Symington comprou mais uma propriedade no Douro. São 27 quintas e mil hectares de vinha

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Abílio Ferreira |
10:01 Quinta feira, 29 de janeiro de 2015
O universo da família Symington conta agora com 27 quintas, perfazendo uma área de dois mil hectares - metade é área de vinha. São os maiores proprietários do Douro


A família Symington comprou, antes da última vindima, mais uma quinta no Douro Superior. O universo da família conta agora com 27 quintas, perfazendo uma área de dois mil hectares - metade é área de vinha. São os maiores proprietários do Douro.

O último negócio envolveu a quinta da Gafaria, que resultara do desmembramento da quinta do Comparado, em Carrazeda de Ansiães, com 83 hectares - um terço conta com vinha de categoria A.

O comprador foi John Symington, um dos cinco membros da família e dono de uma propriedade (Cachão de Arnozelo) que confinava com a Gafaria. Nestes casos, os Symington limitam-se a rever a área da quinta já existente, sem acrescentar uma nova designação ao portefólio, como é este o caso. Ou seja, as 27 quintas correspondem a um número bem maior de propriedades.

Os donos da Gafaria, que vendiam uvas às principais casas de Porto, encontravam-se num dilema empresarial e precisavam de investir para impulsionar o negócio.

Quintas emblemáticas
Em frente à Gafaria, na margem esquerda do Douro, fica o Vesúvio, uma das mais emblemáticas quintas dos Symington. Malvedos, Bonfim, Cavadinha, Senhora da Ribeira, Retiro e Roriz (esta com os Prats de Bordéus) são outras joias no Douro dos Symington.

No domínio das quintas, a Symington Family Estates regista uma especificidade distintiva. Além das propriedades que explora, o universo vinícola conta com os investimentos pessoais  dos seus cinco sócios que aplicam no Douro os dividendos acumulados.

As aquisições mais recentes dos Symington, antes da Gafaria, foram as quintas da Sabordela (30 hectares de vinha) adjacente à do Bonfim e do Síbio (19 hectares de vinha), vizinha dos Malvedos.

Os Symington são produtores de vinho do Porto há cinco gerações, operando através de quatro marcas históricas: Graham's, a Cockburn's, a Dow's e a Warre's.


Estados membros penalizados pela Comissão

Janeiro 29
09:08
2015

Catorze estados membros vão ter que reembolsar Bruxelas, de verbas que receberam no âmbito dos apoios à agricultura e que tiveram uma aplicação irregular, segundo análise da Comissão Europeia.

Os países que são abrangidos por esta decisão são a Bélgica, a Bulgária, a República Checa, a Alemanha, a Estónia, a Espanha, a França, a Itália, a Lituânia, a Hungria, a Holanda, a Áustria, a Roménia e o Reino Unido.

O país mais fortemente penalizado é a França, com 984,274 milhões de euros, devido a deficiências no sistema de identificação das parcelas e o sistema de localização dos mesmos, que serve de suporte à atribuição de ajudas directas.

A penalização à França é dividida da seguinte maneira: deficiência dos sistemas de controlo, uma multa que foi estimada em 335,29 milhões de euros, isto para os anos de 2008 a 2010 e 380,85 milhões de euros para 2011 e 2012.

A este montante acresce 140,9 milhões de euros, devido à incorrecção na atribuição de direitos, 123,32 milhões de euros de pagamentos ao sector animal, 78,96 milhões de euros da reestruturação do sector do açúcar e 35,29 milhões de euros no programa de desenvolvimento rural.

Como podemos constatar, não foram detectadas irregularidades em Portugal.

Fruta portuguesa chega aos supermercados Lidl na Alemanha

ANA RUTE SILVA 29/01/2015 - 16:10
Associação Portugal Fresh negociou com a cadeia de retalho alemã e já vendeu mais de três mil toneladas de fruta. O objectivo é aumentar as exportações para aquele país, numa altura em que o embargo russo aumentou a oferta de fruta na Europa.

 
Portugal Fresh quer vender 2000 toneladas de pêra rocha nas lojas alemãs da Lidl JOHN MACDOUGALL/AFP
 
Primeiro foi melancia, depois pêra rocha e framboesas. A Portugal Fresh, associação que reúne os principais produtores nacionais de frutas, legumes e flores, negociou com a Lidl a venda produtos portugueses nas lojas da cadeia de supermercados na Alemanha e, até agora, já colocou nas prateleiras 3250 toneladas de fruta.

Manuel Évora, presidente da Portugal Fresh, diz que esta é uma forma de abrir as portas de um mercado difícil, que recebe apenas 3% das frutas e legumes portugueses exportados anualmente. Tem ainda mais importância numa altura em que o embargo da Rússia fez aumentar a quantidade de fruta disponível no mercado europeu, aumentando a concorrência entre países e baixando os preços.

"A Portugal Fresh é uma associação empresarial que tem metas de crescimento e de exportações definidas e um das formas de tentarmos atingir essas metas é fazer acordos com grupos de supermercados com posições externas, como é o caso da Lidl", disse. A exportação, sobretudo, de pêra rocha para supermercados na Alemanha ajuda a "colmatar" os efeitos do embargo russo, que afectou no geral 5000 toneladas de fruta nacional.

"Isto abre portas num ano extremamente difícil, porque a pressão na Europa é imensa. A Rússia comprava 300 mil toneladas e isso está a fazer baixar preços e a dificultar o desempenho da pêra rocha", continua. Para já, foram enviados 12 milhões de pêra que parecem estar a agradar ao consumidor alemão pelas características de conservação (mais duradoura) e de sabor. A intenção é atingir rapidamente as duas mil toneladas de pêra nacional naquela que é a maior empresa de distribuição da europa e a sexta maior do mundo.

Portugal em destaque na maior feira do mundo
Na próxima semana, a fruta portuguesa vai estar em destaque em Berlim na maior feira empresarial do sector, a Fruit Logistica Berlin 2015. Como país parceiro da organização, Portugal terá 44 empresas representadas, mais do dobro do ano passado e a maior comitiva de sempre. Manuel Évora diz que o objectivo do sector é exportar dois mil milhões de euros de frutas e legumes em 2020. E a presença na Fruit Logistica é um passo importante para assegurar um bom lugar "na final do campeonato". "A esperança é que no final consigamos ganhar e ganhar significa fazer bons negócios para as empresas e para os produtores", sublinha.

A exportação de frutas e legumes cresceu 11,2% entre Janeiro e Novembro de 2014, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, as empresas venderam ao estrangeiro 996 milhões de euros. Portugal continua, contudo, dependente do exterior para se abastecer e comprou mais de mil milhões de hortofrutícolas nos onze meses do ano passado. Face a 2013, houve uma redução de 3,7%. As frutas e os legumes valem 20% das exportações totais de bens alimentares e agrícolas, mas apenas 2,2% no total do comércio internacional do país.

Exportadores de vinho já sofrem com crise angolana


29 Jan 2015 < Início < Notícias

Há pagamentos bloqueados e as encomendas são reduzidas. Alentejo e Douro são as regiões mais expostas a Angola. Tudo por causa da perda de receitas provenientes do petróleo.
Os exportadores de vinho para Angola já registam os efeitos da crise no país, sofrendo com "bloqueios nos pagamentos" e pressão "para vender categorias inferiores e a preços mais baixos", regista Paulo Amorim, presidente da ANCEVE- Associação Nacional dos Comerciantes Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas e administrador da Dão Sul.
Paulo Amorim admite que no cenário mais adverso as exportações "podem em 2105 cair para metade".
Em 2014, Portugal vendeu 100 milhões de vinho para Angola sendo o principal fornecedor de vinho engarrafado. A venda a granel representa um quinto do negócio.
A ameaça da África do Sul 
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal confirma que as exportadoras mais expostas a Angola "manifestam grande preocupação". Além dos efeitos da receita do petróleo na economia do país, no caso do vinho os produtores identificam "o risco que decorre da adesão de Angola ao acordo comercial com dos países da África Austral (SADC)".
É uma ameaça suplementar por facilitar o reforço de exportações de concorrentes como a África de Sul, que já lidera no vinho a granel.
Angola representa 20% das exportações de vinho de mesa português. O presidente da ANCEVE lembra que em mercados, como Angola ou Brasil, de cariz protecionista e desempenhos cíclicos, "nunca se deve embandeirar em arco com evoluções favoráveis" e ter a consciência de que "as encomendas podem registar quedas abruptas e severas".
Quotas por definir
Perante o novo quadro angolano, os exportadores aguardam que a situação se clarifique e se haverá uma limitação administrativa às importações, depois de terem sido anunciadas quotas para os produtos alimentares básicos.
Mas sem a transferência de divisas o negócio terá de se ressentir. Os primeiros sinais fornecidos pelos importadores angolanos "é de pressionar os preços e reduzir volumes encomendados", nota Paulo Amorim.
O presidente da ANCEVE diz que a normalização do país e a confiança estabelecida com os importadores levou as empresas portuguesas a abdicar da proteção de cartas ou seguro de crédito.
Em causa, não está "o risco país". Com os pagamentos ao exterior condicionados pela política restritiva do Banco de Angola. Alentejo e Douro são as regiões mais expostas a Angola, mas Tejo, Lisboa ou Setúbal são as que mais têm progredido neste mercado.
Na Bacalhôa, os alarmes ainda não soaram "porque nesta fase do ano as informações são ainda inseguras", mas a empresa está em estado de alerta.
"É fatal que as exportações sejam afetadas", reconhece o administrador, Eduardo Medeiro. A Bacalhôa faz em Angola  8 milhões de vendas, um quarto da sua faturação. Ainda assim,  Eduardo Medeiro acredita que o vinho poderá escapar com menos escoriações do que bebidas como a cervejas, "por não existir produção local". 
 
 
Fonte: Expresso / Abílio Ferreira

Ucrânia: Acordo entre governo e exportadores para limitar saídas de trigo

29-01-2015 
  
O governo e os exportadores de cereais da Ucrânia chegaram a um acordo para limitar as exportações de trigo. Este acordo estabelece que durante o primeiro semestre de 2015 não se exporta mais de 1,2 milhões de toneladas de trigo.

Desta quantidade, no primeiro trimestre as exportações ficariam limitadas até 900 mil toneladas e no segundo para as 300 mil. Contudo, segundo a evolução das culturas, estas quantidades podem variar.

O governo ucraniano tomou esta decisão apesar da campanha passada ter alcançado um valor recorde e 24 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno é apenas metade deste resultado. Esta é uma medida preventiva frente à possibilidade de um aumento das exportações ucranianas, como consequência da entrada em vigor, já no próximo dia 01 de Fevereiro, de uma taxa à exportação de 35 euros a toneladas, ou seja, 15 por cento do valor total da exportação. Esta, que está prevista ser aplicada até 30 de Junho, pode vir a reduzir as exportações russas até cerca de sete por cento.

O objectivo da administração ucraniana é que as exportações de trigo na campanha de comercialização 2014-2015 não ultrapassem 12,8 milhões de toneladas. Desde 01 de Julho de 2014 até 26 de Janeiro de 2015 foram exportadas 8,6 milhões de toneladas, de trigo, para farinha e alimentação animal, de acordo com os valores oficiais.

Actualmente, até finais de Junho, espera-se que as exportações de trigo destinado à alimentação animal cheguem a três milhões de toneladas, pelo que o resultante para não baixar o valor de 12,8 milhões de toneladas são os 1,2 milhões colectados no acordo.

Fonte:Agrodigital

Socialistas querem ouvir ASAE e DECO sobre qualidade da carne picada


O grupo parlamentar do PS requereu hoje, com caráter de urgência, a audição da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), depois ser divulgado um estudo que punha em causa a carne picada vendida em talhos e hipermercados.
«Os resultados dos mais recentes testes que a DECO - Associação da Defesa do Consumidor fez à carne picada que é vendida em estabelecimentos de venda ao público, não podem deixar a população tranquila», referem os deputados no requerimento hoje apresentado na Comissão de Agricultura e Mar e que foi aprovado por unanimidade.
Os socialistas lembram que, «no passado recente (2013), a intranquilidade na segurança alimentar foi levantada a propósito do caso da fraude em produtos alimentares processados», evidenciando a necessidade de uma maior fiscalização e maior controle das entidades com a responsabilidade do controlo e segurança alimentar.
Diário Digital / Lusa

Portugal já tem plataforma de apoio a investidores do setor agroalimentar


por Ana Rita Costa
29 de Janeiro - 2015

Portugal conta agora com uma plataforma de apoio a investidores no setor agroalimentar nacional, a 'Invest in Portugal'. 

 
Resultado de uma parceria entre a Portugal Fresh, o Ministério da Agricultura (GPP – Globalagrimar), a AICEP, o Crédito Agrícola, a EDIA / Alqueva e a Consulai, esta iniciativa tem como objetivo encontrar potenciais investidores internacionais para Portugal.

"É fundamental aumentar a produção e deixar uma fatia cada vez maior do valor acrescentado em território nacional, reforçando parcerias que potenciem a comercialização dos produtos portugueses a nível global", explicam os responsáveis pela plataforma online.

Para além de dar uma visão global do setor agroalimentar português, a plataforma sugere quais os melhores hortofrutícolas produzidos no país para investir. Saiba mais em http://www.invest-in-portugal.info/

Nova lei angolana vai provocar quebra de 60% nas exportações da Unicer


por Ana Rita Costa
29 de Janeiro - 2015

A Unicer vai exportar menos 60 milhões de litros de cerveja para Angola devido à nova lei angolana que estabelece quotas máximas para produtos importados para o país, uma quebra de 60% nas exportações atuais da empresa para o país.

 
De acordo com o Expresso, "a cervejeira Unicer é das principais prejudicadas pela imposição de quotas de importação por parte do Governo angolano". A Unicer fatura atualmente 120 milhões de euros em Angola e exporta cerca de 100 milhões de litros de cerveja, valor que será agora afetado pela imposição de um limite máximo de 40 milhões de litros de cerveja importados para o país.

Em comunicado, a Unicer refere que estas "medidas agora apresentadas e, em particular, o limite à importação de cerveja nos 400 mil hectolitros, teria consequências muito gravosas para a economia angolana. Haveria uma redução bastante significativa das receitas fiscais - cada cerveja importada gera uma receita 3,5 vezes superior à gerada pelas cervejas locais."

Qualidade de carne picada em debate na Comissão de Segurança Alimentar

 29-01-2015 
 

 
A qualidade da carne picada à venda em Portugal, posta em dúvida num estudo divulgado esta semana, vai ser esta quinta-feira o tema de uma reunião da Comissão da Segurança Alimentar, composta por 12 membros e criada em 2014.

A Comissão vai analisar um estudo da Deco (Defesa do Consumidor) que colocou em causa a qualidade da carne picada em 26 talhos, devido a problemas de conservação, higiene e temperatura de venda. Na maior parte dos talhos foram encontrados sulfitos, que dão aparência de frescura, proibidos.

O estudo foi divulgado na terça-feira e nesse mesmo dia a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) esclareceu que os sulfitos detectados podem ser utilizados por serem aditivos alimentares aprovados como conservantes.

Na quarta-feira a Deco voltou a garantir que a utilização de sulfitos na carne picada é proibida por lei e disse que a ASAE «lançou uma injustificável confusão» sobre o objecto do estudo, que foi a carne picada à venda em alguns talhos.

A ASAE e a Deco são duas das entidades representadas na Comissão que hoje se vai reunir e na qual participam também o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira de Brito, e o secretário de Estado adjunto e da Economia, Leonardo Mathias.

A Comissão, criada em Maio de 2014, tem por missão propor medidas que garantam não existirem alimentos à venda que não sejam seguros, e de informar as pessoas sobre suspeitas legítimas de riscos para a saúde.

Fonte: Lusa

Valpaços acolhe a mais «antiga feira» do fumeiro do país

29-01-2015 
  
A aldeia de São João da Corveira, Valpaços, acolhe no domingo a «mais antiga» feira do fumeiro do país e onde a população local aproveita para escoar os produtos «caseiros e genuínos» que contribuem para o rendimento familiar.

O presidente da Junta de São João da Corveira, Hernâni Sousa, afirmou à agência Lusa que a feira de São Brás se realiza «há cerca de 200 anos» nesta freguesia do concelho de Valpaços, distrito de Vila Real. Por isso mesmo, o autarca garante que se trata da «feira do fumeiro» mais antiga do país.

Não tem a dimensão de outros certames do género que se realizam, por exemplo, em Montalegre, Boticas, Chaves ou Vinhais, mas serve, segundo frisou, para ajudar no orçamento familiar dos pequenos produtores locais.

Trata-se de um rendimento extra para quem vive essencialmente da agricultura e num território onde a principal fonte de receita é a produção de castanha. Na edição do ano passado, segundo o autarca, venderam-se «à volta de 250 mil euros de fumeiro e de presunto» neste certame.

Hernâni Sousa referiu que, no domingo, estarão instalados cerca de 30 stands no centro da aldeia, aos quais depois se juntam outros produtores que levam para venda pequenas quantias de produtos.

A prioridade é escoar os produtos locais, aqueles que «ainda se fazem à moda antiga, preservando os sabores genuínos», como o presunto, pés de porco, orelheira, carne gorda, salpicão, alheira e linguiça, e também o vinho, pão centeio ou o folar. «Aqui industrialmente ninguém produz. O que acontece é que há pessoas que em vez de criarem um porco, criam dois, e um fica para vender na feira. É tudo artesanal», salientou.

Na origem da feira de São Brás estão, de acordo com a história local, as ofertas que eram feitas à igreja. «Antigamente havia a doença dos porcos, a esgana, e muitos morriam disso. São Brás é o protector das doenças da garganta e então, por crença, as pessoas ofereciam os produtos ao santo», contou Hernâni Sousa. Esses produtos começaram a ser vendidos em leilões e, mais tarde, outras pessoas começaram a juntar-se e a aproveitar também para vender os seus produtos.

A Feira de Fumeiro de São Braz é organizada pela Junta de Freguesia de São João da Corveira, com o apoio da Câmara de Valpaços e da empresa Empreendimentos Hidroelétricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB)

O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, afirmou que «a promoção e a defesa dos produtos locais é uma das prioridades» do seu executivo.

Fonte: Lusa

Embargo russo, agricultura biológica e simplificação da PAC são prioridades da presidência da Letónia

29-01-2015 
  
A presidência da Letónia apresentou na reunião do Conselho de Ministros da agricultura, esta semana, as suas prioridades para o primeiro semestre.

A Letónia tem como uma das suas prioridades trabalhar o desenvolvimento de mercados e em especial, recuperar o mercado russo. Para além disso, incidirá sobre a simplificação da política agrícola comum (PAC), forma a implementar normas únicas e em prosseguir os trabalhos na proposta de agricultura biológica para estabelecer um acordo em Conselho e iniciar as negociações com o Parlamento Europeu.

Em relação às questões veterinárias, o Conselho quer continuar a trabalhar para chegar a um acordo sobre sanidade animal, quer avançar no que diz respeito a uma aproximação para uma abordagem horizontal integrada sobre controlos oficiais, de forma a alcançar um compromisso entre os Estados-membros.

Entre as prioridades da nova presidência estão também temas como a apresentação de uma nova proposta sobre fertilizares, terminar os trabalhos sobre novos alimentos e continuar o debate acerca das medidas de sanidade animal.

Fonte: Agrodigital

Lusoflora - Salão Profissional


 
  Mostra Profissional

27 e 28 de Fevereiro de 2015

CNEMA

Santarém 

A Lusoflora - Salão Profissional,  promove a excelência dos produtores nacionais de Plantas Ornamentais, Flor de Corte, Relvas, Árvores e Arbustos, Fruteiras e Florestais, assim como todos os operadores económicos envolvidos nesta atividade.

O evento promoverá a mostra da produção nacional, assim como empresas fornecedoras de bens e serviços ligadas à Horticultura Ornamental, permitindo a todos os profissionais do sector, um amplo debate sobre a produção e soluções hoje disponíveis para esta área da atividade agrícola e o estabelecimento de contactos entre expositores e visitantes profissionais.

Num auditório, montado no espaço da exposição,  um Colóquio subordinado ao tema  "Horticultura Ornamental em Portugal - Situação Atual e Perspetivas Futuras", criará um ambiente de debate para temas atuais como a sustentabilidade (ambiental e económica), a otimização do uso de recursos naturais, as novidades políticas e legislativas, assim como as mais recentes inovações  para o setor.

Show Cooking com o Chef Rui Reigota, um espaço que se quer interativo entre o Chef e os visitantes, havendo lugar à troca de opiniões e naturalmente à degustação dos pratos confecionados com algumas das plantas em exposição .


Nova proposta de legislação sobre as sementeiras OGM’s parece não agradar a ninguém

Janeiro 28
09:13
2015

Os grupos ambientalistas contra os OGM's e as empresas de biotecnologia parecem entrar num novo capítulo de fortes divergências, depois do voto do Parlamento Europeu sobre a futura legislação europeia sobre o cultivo dos OGM's, que permite aos estados membros proibir unilateralmente a sua sementeira.

Esta decisão parece não agradar a qualquer das partes, com os ambientalistas a defenderem a proibição total das sementeiras OGM's, considerando que as sementes ainda não estão suficientemente testadas, no que diz respeito aos efeitos na saúde pública.

Por outro lado, as empresas de biotecnologia, que consideram os OGM's perfeitamente seguros e fundamentais para a alimentação do planeta, defendem que os agricultores deviam ter a liberdade de decidir o que querem semear.

Segundo a Monsanto, o países que proibirem os OGM's vão prejudicar bastante os agricultores, pois estes vão ter menores produtividades, enquanto os seus colegas americanos vão aumentando as suas produções  cada vez mais.

Por outro lado, um porta-voz da Greenpeace argumenta que esta lei pode colocar problemas aos estados membros, na procura dos motivos ambientais, que são necessários invocar para proibir o cultivo.

Existe uma grande divisão de opinião no seio dos estados membros e enquanto que a França e a Alemanha se opõem ao seu cultivo, o Reino Unido é completamente a favor.

Os países que mais cultivam OGM's são Portugal e Espanha, sendo que também são cultivados na Eslováquia, na Roménia e na República Checa.

Em 2013, cerca de 150.000 hectares foram cultivados com sementes OGM's, a maior parte em Espanha, no entanto, para consumo animal, só em 2012, a União Europeia importou 30 milhões de toneladas de grãos OGM's.


Central de Cervejas apreensiva com quotas de exportação para Angola


LUSA e PÚBLICO 28/01/2015 - 15:08
Restrições representam, à partida, uma quebra para um quarto, face às vendas de 2014.

 
Cerveja é um dos produtos afectado pelas quotas impostas por Angola. JORGE MIGUEL GONÇALVES
 
 Quotas impostas por Angola prejudicam exportações portuguesas de 207 milhões
O grupo Central de Cervejas está a analisar as consequências da nova quota estabelecida pelo Governo angolano, limitando as importações de cerveja a 400.000 hectolitros em 2015. "Estamos a tentar perceber o impacto desta medida. Vamos analisar nos próximos dias, mas estamos apreensivos", disse à Lusa, em Luanda, Paulo Gomes, director para Angola do grupo.

No caso deste grupo, que exporta para Angola, entre outras, a marca Sagres, as restrições agora conhecidas representam, à partida, uma quebra para um quarto, face às vendas de 2014, que não foram reveladas.

Números não oficiais mostram que as exportações portuguesas de cervejas para Angola valem cerca de 150 milhões de euros.

O Governo angolano decretou uma quota máxima de importação de vários produtos para 2015, alegando a necessidade de "reduzir paulatinamente" estas compras, conforme a Lusa noticiou na terça-feira.

A informação consta de um decreto-executivo conjunto de 23 de Janeiro, ao qual a Lusa teve acesso, assinado pelos ministros das Finanças, da Agricultura, das Pescas, da Indústria, do Comércio e dos Transportes, juntamente com o Banco Nacional de Angola.

O documento fixa para todo o ano de 2015 uma quota geral de importação de refrigerantes e bebidas de 950.000 hectolitros, distribuídos por águas (150.000 hectolitros), refrigerantes (200.000), cervejas (400.000) e sumos (200.000).

O mesmo decreto estabelece uma quota geral de importação de 2.045.440 toneladas de produtos da cesta básica, distribuídos por óleo alimentar (334.001 toneladas), farinha de milho (99.001), farinha de trigo (688.000), sal (100.000), arroz (457.000) e açúcar (367.438).

É igualmente fixada uma limitação à importação de ovos, de 156 milhões de unidades em 2015.

Por último, nas hortofrutícolas, a quota de importação fica estabelecida em 184.500 toneladas, distribuídas por batata rena (70.000 toneladas), alho (14.500) e cebola (100.000).

Para o Governo angolano é "imperioso assegurar" a Reserva Estratégica Alimentar para garantir a segurança alimentar e nutricional das populações, tornando-se "imprescindível a tomada de medidas regulatórias do mercado importador e da rede de distribuição e comercialização de produtos alimentares e não alimentares, onde a oferta doméstica assegure mais de 60% do consumo nacional".

O decreto-executivo conjunto enfatiza que esta medida surge na "prossecução dos esforços que vem envidando, com o incremento da população nacional, visando o aumento da oferta de produtos em quantidade e qualidade suficiente".

Também porque há "necessidade de se reduzir paulatinamente a importação de bens alimentares e não alimentares, com enfoque para os que compõem a cesta básica, com a quantidade requerida e a preços competitivos, até à normalização da sua oferta de forma regular e sustentável".

Tal como o PÚBLICO noticiou, a imposição de quotas poderá afectar as exportações de nove produtos alimentares que, nos primeiros meses de 2014, representaram 207 milhões de euros, o equivalente a 29,2 do total do comércio internacional de bens agrícolas e alimentares para Angola.

Academia do Centro de Frutologia abre candidaturas para a 3ª edição


por Ana Rita Costa
28 de Janeiro - 2015

A Academia do Centro de Frutologia Compal já abriu as candidaturas para a sua terceira edição, que vão decorrer até ao próximo dia 10 de março. O objetivo da iniciativa é estimular a inovação na fruticultura nacional, levando os empreendedores do sector a ver o pomar e o negócio com outros olhos e os três melhores projetos finais recebem uma bolsa de instalação de 20 000 euros.
 
"Esta iniciativa é uma oportunidade para os empreendedores agrícolas se aproximarem das diversas realidades do setor em que atuam, dando-lhes uma perspetiva mais abrangente e integrada, aprofundando os seus conhecimentos sobre fruta e fruticultura, reforçando as suas competências de negócio e também a sua rede de relações", explica José Jordão, Presidente do Centro de Frutologia Compal.

Do total de candidaturas submetidas, 12 empreendedores serão escolhidos para participar na Academia. Entre módulos teóricos e sessões práticas no terreno, este ano traz algumas novidades ao programa da formação, que pretende responder às necessidades dos participantes, como a gestão agrícola, o associativismo, a tecnologia e a sustentabilidade. Numa edição que percorre o país de Norte a Sul, estão incluídas as seguintes frutas/regiões: Alperce, Ameixa, Ameixa Rainha-Cláudia, Cereja, Clementina, Diospiro, Laranja, Figo, Maçã, Melancia, Melão, Meloa, Marmelo, Pêssego e/ou Pera Rocha; nas regiões - Algarve, Alentejo, Beira Interior Sul, Cova da Beira, Douro, Oeste e Ribatejo).

O júri da Academia é composto pela Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas, Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.

IVV: Certificado de Origem

IVV
No seguimento da Nota Informativa IVV nº 1/2015 a partir de 29 de janeiro a emissão de Certificados de Origem (CO) para produtos de origem vitivinícola são exclusivamente da competência do IVV e das entidades certificadoras do sector, nos moldes definidos no DL nº 190/2014.
As regras para os pedidos  e emissão podem ser consultadas em Manual de Procedimentos  - Emissão de Certificados de Origem
Alerta-se para a necessidade dos Pedidos serem submetidos com antecedência, para possibilitar eventuais controlos da mercadoria antes da expedição.
A submissão dos Pedidos é efetuada:
junto das entidades certificadoras (para as EC com aplicações próprias para a emissão de CO);
no SIvv (área Declarações): nos restantes casos.
De salientar que a submissão de Pedidos de Certificados de Origem de produtos engarrafados/embalados pressupõem validação prévia dos rótulos:
Para produtos com DO e IG: pelas respetivas entidades certificadoras
Para produtos sem DO e IG: pelo IVV.

Encerramento do Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014 em Portugal


DGADR

No dia 9 de janeiro de 2015, no Salão do Marquês do Ministério da Agricultura e do Mar, na Praça do Comércio, em Lisboa realizou-se a Sessão Oficial de Encerramento das Comemorações do AIAF 2014 em Portugal, presidida pela Srª. Ministra da Agricultura e do Mar, Professora Doutora Assunção Cristas.

A sessão foi presidida pela Srª. Ministra da Agricultura e do Mar, Professora Doutora Assunção Cristas, que na sua comunicação de abertura da sessão salientou a importância da agricultura familiar, que no nosso país é o modelo prevalecente, existindo "exemplos extraordinários de modernidade, de inovação, de sofisticação, de capacidade exportadora precisamente na agricultura familiar", devendo ser encarada como "motor de valorização do território" e "aprofundamento da riqueza e diversidade do país".

Na sua intervenção a Srª. Ministra adiantou ainda que o governo tem em preparação legislação para apoiar a constituição de mercados de proximidade, onde se poderá realizar a venda direta do produtor ao consumidor e que poderão constituir uma importante resposta à comercialização dos produtos da agricultura familiar.
Seguiu-se a intervenção do Diretor-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Eng.º Pedro Teixeira, em representação do Presidente da Comissão Executiva do AIAF 2014, que apresentou o balanço institucional das comemorações em Portugal.

Durante a sessão foram apresentadas as iniciativas consideradas mais significativas realizadas em Portugal. Assim:

Concurso para as Escolas Associadas da UNESCO, promovido pela Comissão Nacional da UNESCO Portugal em parceria com a DGADR, foi apresentado pela Dr.ª Rita Brasil de Brito, Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO;
Ciclo de Seminários Regionais promovidos pela Associação Portuguesa de Economia Agrária (APDEA) em parceria com um conjunto alargado de outras entidades, foi apresentado pela  Professora Doutora Leonor Silva Carvalho, presidente da APDEA;
Projeto de Apoio ao Programa de Desenvolvimento Agrícola e Rural em Angola (PAPDAR), desenvolvido por uma parceria entre o Instituto Superior de Agronomia/Centro de Estudos Tropicais para o Desenvolvimento e o Ministério da Agricultura de Angola, pelo Professor Doutor Raul Jorge, coordenador do PAPDAR;
Concurso de Escrita Criativa nos Estabelecimentos Prisionais de Portugal com o tema "Semear a Terra, cultivar a Cidadania", promovido pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, e apresentado pelo Dr. Rui Sá Gomes, Diretor-Geral;
Programa Anual de Atividades dedicado à promoção da Agricultura Familiar, promovido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, pelo Dr. José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo;
Programa de Atividades dedicado à promoção da Agricultura Familiar na Região Autónoma dos Açores, apresentado pela Eng.ª Fátima Amorim Diretora Regional do Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores;
Atividades de Criação e Desenvolvimento dos Circuitos Curtos Agroalimentares promovidos pela ADREPES, apresentado pela Drª. Manuela Sampaio, coordenadora da Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal.

Foram ainda entregues pela Srª. Ministra da Agricultura e do Mar, pelo Sr. Presidente da Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República, Dr. Vasco Cunha e pelo representante da FAO em Portugal, Dr. Hélder Muteia, os prémios do Concurso de Cartazes alusivos à Agricultura Familiar e promovido pela DGADR:

1º Prémio – Câmara Municipal de Viana do Castelo
Menção Honrosa – AGROBIO
Menção Honrosa – Câmara Municipal de Viseu.
A sessão foi encerrada pelo Dr. Hélder Muteia, representante da FAO em Portugal, que realçou o balanço muito positivo das comemorações em Portugal, por se terem integrado nos objetivos definidos pela FAO para as comemorações do AIAF e pela ampla e diversificada participação e envolvimento das entidades públicas e da sociedade civil.

Acordo entre UE e Coreia do Sul sobre certificação biológica

28-01-2015 
 

 
A Comissão Europeia e a República da Coreia anunciaram que, a partir de 01 de Fevereiro de 2015, os produtos biológicos processados e certificados na Europa ou na Coreia do Sul podem ser vendidos como biológicos nas duas zonas.

Antes deste acordo, era necessário um procedimento de certificação independente. Para o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, este acordo vai reduzir a burocracia, sobretudo para as pequenas e médias empresas e, por conseguinte, facilita a exportação para os produtores europeus.

Ao Eliminar o requisito de certificados distintos, diminuíram as taxas, as inspecções e outras formalidades. Na União Europeia existem 200 mil agricultores biológicos e dezenas de milhares de empresas deste sector, que geram um valor de 23 mil milhões de euros.

Fonte: Agrodigital

Conselho de Segurança Alimentar reunido após estudo sobre carne de vaca picada

 28-01-2015 
 

 
O Conselho de Segurança Alimentar vai reunir-se na próxima quinta-feira para analisar com as entidades competentes as conclusões do estudo da DecoProteste que apontou para a venda de carne de vaca picada em 26 talhos sem as devidas condições de higiene e de conservação e com a presença de aditivos perigosos, bem como de salmonela e listeria.

O Ministério da Agricultura confirmou ao Público que o conselho, criado após os casos de carne de cavalo encontrada em alguns produtos à venda em Portugal, em 2013, vai reunir-se no seguimento de um pedido apresentado pela Deco junto da Secretaria de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar.

No encontro estará representada a associação de defesa do consumidor, bem como a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e as entidades ligadas à produção, distribuição, comercialização e fiscalização deste tipo de produtos alimentares. Para já, a tutela não avança com medidas possíveis para este caso ou comenta a posição da Deco, que defende a proibição da venda de carne já picada.

Esta terça-feira, a associação revelou que uma análise a amostras de carne de vaca picada vendida em 26 talhos da Grande Lisboa, de Setúbal e do Grande Porto concluiu que todos os estabelecimentos mantinham o produto sob temperaturas acima do previsto por lei e sem as devidas condições de higiene e de conservação.

Dos estabelecimentos, 23 adicionaram sulfitos à carne e 12, que já tinham sido alvo de uma investigação pela Deco em 2013, voltaram a revelar «más práticas» de conservação e comercialização de carne de vaca picada, principalmente a adição de sulfitos. A associação considera que a existência de repetentes em práticas negligentes revela que a fiscalização a estes estabelecimentos por parte das autoridades competentes, neste caso a ASAE, «falha».

Numa nota enviada ao Público, a ASAE questiona a clareza e cientificidade da metodologia usada pela Deco para a realização do estudo, considerando ainda que a amostra reunida, carne de vaca picada de 26 talhos, foi «claramente insuficiente tendo em conta o universo em causa, condicionando as conclusões divulgadas».

Na questão dos sulfitos, substâncias que evitam o desenvolvimento de microrganismos e ajudam a manter a cor original dos alimentos, a autoridade explica que se trata de «aditivos alimentares aprovados como conservantes que podem ser utilizados em variadíssimos géneros alimentícios». Neste caso particular, a ASAE sublinha a necessidade de confirmar se amostras recolhidas pela Deco foram «efectivamente amostras de carne picada» ou se foram colhidas amostras de preparados de carne mas que estariam a ser vendidos como carne picada.

Se a Deco concluiu que 23 dos 26 talhos usavam sulfitos na carne de vaca picada, dez deles localizados na região da Grande Lisboa e Setúbal, a ASAE indica que, em 2014, na região da Grande Lisboa recolheu 42 amostras de carne, «não tendo sido detectado qualquer resultado não conforme».

A autoridade refere ainda que no ano passado realizou acções de fiscalização a 676 estabelecimentos de comércio a retalho de carne e produtos à base de carne e que instaurou 21 processos-crime e 152 processos de contra-ordenação. As principais infracções encontradas foram ao nível de higiene e de rotulagem dos produtos. Dos cerca de 660 mil euros apreendidos em carne, a ASAE indica que apenas 325 euros se referiam a carne picada, perto de 70 quilos.

A Deco avança que nas amostras recolhidas foram encontrados «muitos problemas microbiológicos». No total, quase metade das amostras continha listeria monocytogenes e, no Grande Porto, 30 por cento salmonela, ambas «bactérias potencialmente patogénicas», como sublinha a associação.

Mário Durval, presidente da assembleia geral da Associação de Médicos de Saúde Pública, admite a perigosidade destas bactérias nos alimentos e condena a desnecessária adição de sulfitos mas alerta contra alarmismos. O médico afirma ao Público que qualquer microorganismo deste género é «indesejável seja qual fora a sua quantidade» mas que é necessário «analisar a quantidade em função de quem a ingere, se tem mais ou menos resistência, se é alérgico, se tem mais anticorpos para alguns desses microorganismos». 

Mário Durval realça que pode haver negligência por parte de quem produz, distribui e comercializa um produto alimentar mas que cabe também a quem o consome tomar medidas para reduzir ao máximo a possibilidade da existência de microorganismos nocivos. E isso passa por cozinhar bem os alimentos.

Fonte: Público

Copa-Cogeca defende rendimentos reais do mercado para assegurar um sector do leite dinâmico

 28-01-2015 
 
 
O Copa-Cogeca considera que os agricultores devem conseguir rendimentos reais do mercado para assegurar um sector do leite dinâmico, capaz de fazer frente ao aumento da procura mundial, que as estimativas situam em 2,1 por cento ao ano.

O presidente do grupo "Leite" do Copa-Cogeca, Mansel Raymond, em declarações numa audiência pública no Parlamento Europeu (PE) sobre as perspectivas do sector do leite, afirmou que «a curto prazo, se deve compensar a pressão no mercado provocada pela perda do principal mercado de exportação da União Europeia (UE) para os lacticínios, a Rússia, um mercado que representa 13 por cento em termos de volume e 13,4 por cento em valor, assim como a redução das compras por parte da China no mercado mundial».

Raymond continuou, referindo que o «preço pago aos produtores pelo leite colocado em intervenção pública apenas cobre 60 por cento dos custos de produção e baixa os preços, pelo que se deve actualizar tendo em conta as realidades do mercado e evitar um colapso», insistiu o responsável, sublinhando ainda que é preciso ajuda para encontrar novas saídas de mercado para os produtos comunitários, que suprimam as barreiras artificiais ao comércio e que se reforcem as ajudas à promoção das exportações e à exportação, «pelo que a Comissão Europeia deve actuar».

Mansel Raymond disse que «as previsões apontam para um aumento da procura global de lacticínios a médio-longo prazo, de 2,1 por cento ao ano até 2014, pelo que a União Europeia deve estar à altura para aproveitar essas oportunidades de mercado. É importante incentivar o desenvolvimento do mercado de futuros para subtrair a volatilidade do mercado e ajudar os agricultores na sua gestão de risco».

A este respeito, o apoio das instituições da União Europeia é de uma importância crucial na fase de lançamento. É importante incitar as cooperativas do sector a ajudarem os agricultores a gerirem melhor o risco e conseguir melhores preços pelos seus produtos, tal como encontrar ferramentas que contribuam para proteger os agricultores frente, como os seguros.

O pacote "Leite" da União Europeia, que contempla a contratação por escrito entre agricultores e transformadores deve ser aplicada em pleno para melhorar o posicionamento dos agricultores e os seus rendimentos. A Comissão deve penalizar também as práticas abusivas na cadeia alimentar, como por exemplo, quando a distribuição utiliza o factor "medo" para reduzir os preços dos produtores. São necessária uma maior transparência de mercado e abertura na cadeia de fornecimento alimentar, o qual é possível mediante o observatório do mercado do leite da UE, criado recentemente, que proporciona dados actualizados sobre o mesmo.

Resumindo a sua intervenção, Raymond recordou que «o leite é um produto nutritivo e a promoção é vital para incutir hábitos de consumo saudáveis desde a mais tenra idade, pelo que também são importantes as ajudas aos sistemas de qualidade no quadro do programa de desenvolvimento rural. Por último, a investigação e a inovação são essenciais».

Fonte: Copa-Cogeca

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Portugal oferece um retrato feito com rolhas de cortiça aos reis de Espanha


por LUSAOntemComentar

Visita Oficial dos Reis de Espanha a Portugal que decorreu no Palácio de São Bento com o Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho e a sua mulher.
Visita Oficial dos Reis de Espanha a Portugal que decorreu no Palácio de São Bento com o Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho e a sua mulher. Fotografia © Álvaro Isidoro / Global Imagens
O embaixador de Portugal em Madrid será o responsável por entregar o retrato com mais de 30 mil rolhas de cortiça, com 2,36 metros de altura e 3,3 metros de largura e com um peso de 140 quilos.
Portugal vai oferecer aos reis de Espanha, Felipe VI e Letícia, um retrato dos dois que o artista norte-americano Scott Gunderson fez, usando rolhas de cortiça, para expor no 'stand' português da Feira Internacional de Turismo de Madrid.
De acordo com o Turismo de Portugal em Madrid, a obra estará exposta do stand de Portugal na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), de quarta-feira a 01 de fevereiro, e envolveu a utilização de mais de 30 mil rolhas de cortiça. O retrato tem 2,36 metros de altura e 3,3 metros de largura, com um peso de 140 quilos.
O retrato dos reis será oferecido a Felipe VI e a Letícia pelo embaixador de Portugal em Madrid, num momento posterior à feira.
Os reis de Espanha visitaram Portugal em julho do ano passado, menos de um mês depois da coroação de Felipe VI. Portugal foi o segundo país a ser visitado por Felipe VI.
Portugal produz mais de 50 por cento da cortiça em todo o mundo, e este produto será um dos temas abordados no 'stand' português da FITUR.
O espaço de Portugal na FITUR será o maior da área Europa, com 751 metros quadrados. Mostrará reproduções de painéis de arte-urbana de artistas como Vhils e contará com um bar para degustações de vinhos e produtos portugueses.
Numa das paredes do 'stand' será grafitada, ao vivo, a palavra "celebración" e os visitantes poderão ainda usar uma máquina, a "Selfiematon", para tirar uma 'selfie' com Portugal em imagem de fundo, partilhando-a depois nas redes sociais.
O stand português na FITUR será inaugurado quarta-feira pelo ministro da Economia, António Pires de Lima.

ESCLARECIMENTO - Encerramento de Projetos PRODER


Nos termos do comunicado publicado em dezembro de 2014 entendeu esta AG proceder à prorrogação das datas de conclusão dos investimentos por um período adicional até 31/03/2015. Durante este período adicional poderá realizar despesa, mas deverá submeter o último pedido de pagamento, sob pena do projeto ser encerrado a 31/03/2015, nas condições em que se encontre, para todos os devidos e legais efeitos. A submissão de um pedido de pagamento intercalar durante este período não garante a admissão de um novo pedido de pagamento, pelo que os pedidos de pagamento intercalares que se encontrem submetidos à data de 31/03/2015 serão considerados últimos.

Mais se relembra que os pedidos de pagamento intercalares entretanto submetidos podem ser alterados, para efeitos de cumprimento do prazo mencionado. 

Consumo mundial de vinho vai continuar a crescer


27 Jan 2015 < Início < Notícias

Os EUA serão o principal motor do crescimento do mercado mundial de vinho nos próximos anos, aponta o estudo anual feito para o salão Vinexpo de Bordéus.
Estimada em 2,7 por cento entre 2009 e 2013, a subida da procura deverá ainda ganhar mais ímpeto, com um aumento de 3,7 por cento entre 2014 e 2018. Actualmente, consumem-se 31,7 mil milhões de garrafas por ano.
Os dados, compilados pelo International Wine and Spirit Research e citados pelo diário espanhol "El Mundo", mostram que os EUA vão reforçar o seu estatuto de principal mercado mundial, crescendo 11,3 por cento nos próximos quatro anos, até alcançarem o impressionante número de 377,9 milhões de caixas de doze garrafas em 2018. A China continuará a crescer, embora a um ritmo menos explosivo do que no quadriénio 2009/2013 - de 69,3 por cento até aqui, a subida do consumo passará para os 24,8 por cento, o suficiente para representar um mercado de 180,7 milhões de caixas em 2018 e segurar o quinto lugar da tabela mundial.
Os outros três mercados do "top-5" estão na Europa. França (2º, baixando 2,8 por cento para 288,2 milhões de caixas), Alemanha (3º, graças a uma subida de 1,1 por cento para 277,9 milhões de caixas) e Itália (3º, com uma quebra de 5,1 por cento para 273,6 milhões de caixas) mostram bem a tendência de recuo do consumo nos países produtores tradicionais e um crescimento noutras paragens. É o que acontecerá no Reino Unido (+5,5%), Argentina (+2%) e Rússia (+3%), os sexto, sétimo e oitavo mercados mundiais.
 
Fonte: Revista de Vinhos

Nomeados "Produtor do Ano"


27 Jan 2015 < Início < Notícias
Prémios revista WINE
É já sexta-feira (30 de janeiro) que a revista WINE - A Essência do Vinho vai revelar os grandes vencedores dos prémios "Melhores do Ano 2014", em cerimónia a realizar-se no espaço BH Foz, no Porto. A Adega Cooperativa de Monção, a Quinta das Bágeiras, a Quinta de Chocapalha e a Sogevinus são os quatro nomeados na categoria "Produtor do Ano".

Bastaria o extraordinário Muralhas de Monção, um dos vinhos brancos mais longevos e consumidos em Portugal, mas também um dos mais abandonados pela crítica, para eleger a Adega Cooperativa de Monção como um dos produtores mais decisivos de Portugal. Se juntarmos o Deu-la-Deu, então será ainda mais fácil compreender a justiça desta escolha.
Também a Quinta das Bágeiras, apesar de liliputiana na dimensão, tem-se destacado pelo lançamento sucessivo de vinhos que se colocam entre os melhores de Portugal, tanto na categoria dos espumantes como dos brancos e tintos. O perfil é clássico, assentando numa forma de estar profundamente tradicional, que gosta de beber no passado os ensinamentos para o presente.
Já os vinhos da região de Lisboa costumam ficar escondidos do radar de muitos enófilos nacionais, mas é precisamente aqui que nascem os vinhos da Quinta de Chocapalha, frescos e terrivelmente sedutores, que continuam a melhorar a cada ano que passa. Se os tintos impressionam pela precisão aromática, pela potência contida e pela elegância, os brancos emocionam pela frescura, limpidez e intensidade que transmitem. Da longa e monumental lista de nomes de referência no Vinho do Porto merecem destaque a Burmester e a Kopke, da Sogevinus. Foi arrojado o lançamento recente de vinhos do Porto brancos com indicação de idade por parte da Kopke e o lançamento do Kopke Colheita 1940, em comemoração dos 375 anos da casa.

O elenco global de nomeados pode, entretanto, ser conhecido em detalhe na edição da WINE que está nas bancas.


Fonte: WINE-A Essência do Vinho

Agricultores alemães exigem medidas imediatas de simplificação da PAC

Janeiro 27
09:16
2015

A Associação dos Agricultores Alemães (DBV) intentou um pedido escrito ao Comissário Phil Hogan, durante a Semana Verde, que se realizou em Berlim, exigindo medidas imediatas de simplificação na aplicação da nova Política Agrícola Comum (PAC), que anulem constrangimentos burocráticos.

O DBV sugere que os direitos para os pagamentos directos sejam substituídos por um regime de pagamento único à superfície.

Também a definição de agricultor activo deve ter em linha de conta a exploração directa da terra e a lista dos benefícios das ajudas não deve ser publicada.

O ponto mais quente é o greening, em que pede que o problema seja gerido no seio da exploração e não com as imposições que actualmente existem.

É, também, pedida uma simplificação das exigências para as organizações de produtores do sector das frutas e legumes e para os seus programas operacionais.

No caso do leite, é solicitado um prazo dilatado para o pagamento de multas dos países que excederam a quota leiteira neste último ano.

O DBV considera, também, que é desnecessário rever completamente toda a legislação da agricultura bio. A directiva sobre as emissões gasosas poluentes deve ser retirada.

Por último, é pedida uma revisão da legislação sobre a etiquetagem da carne de suíno, ovino e frango, que vai entrar em vigor em 1 de Abril de 2015.

Comissário agrícola Phil Hogan em standby

Janeiro 27
09:16
2015

O Comissário Agrícola Phil Hogan parece estar a atravessar um momento de adormecimento, não reagindo às questões prementes de momento.

O ponto mais quente é a simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), sobretudo ao nível das normas de greening, que tem vindo a ser exigida por vários países e bastantes eurodeputados.

O Comissário, que tinha afirmado na sua audição pelo Parlamento Europeu que a simplificação da PAC era uma das suas prioridades, não parece querer tomar qualquer iniciativa, antes pelo contrário, vai esperar para ver como tudo vai evoluir, antes de tomar uma decisão.

Mostra-se, também, muito discreto face às dificuldades que alguns sectores estão a atravessar, devido ao embargo russo, afirmando que não tem dinheiro para tomar medidas, sendo o caso mais gritante, o da carne de porco.

Junta-se a estas situações o problema do mercado do açúcar, com a Itália a exigir uma reflexão aprofundada a alto nível, tendo em vista o fim das quotas em 2017.

No plano comercial, o futuro acordo comercial UE-EUA continua a inquietar vários sectores, sendo que o Comissário sempre afirmou que não aceitava diminuir os padrões de segurança alimentar europeia, pelo que, dentro em breve, vai ter que tomar uma atitude.


Copa-Cogeca saúda união dos ministros da Agricultura da UE devido ao embargo russo às exportações

 27-01-2015 
 
O Copa-Cogeca congratulou-se com o facto dos ministros da Agricultura da União Europeia estarem unidos devido à crise Russa, destacando que as medidas tomadas até agora para aliviar o grave impacto da proibição de exportação é um passo em frente, mas os sectores mais atingidos encontram-se numa situação crítica.

Numa reunião com o presidente da Letónia, o presidente da COGECA, Christian Pees, alertou, para o facto de os «preços ainda terem recuperado desde que a Rússia impôs uma proibição unilateral sobre as exportações agrícolas da União Europeia. Os preços pagos aos produtores de carne de suíno, leite, frutas e hortícolas não cobrem sequer os custos de produção. É necessário um apoio em todos os sectores para encontrar novos mercados de exportação promoção dos produtos, referindo ainda ser importante remover as barreiras sanitárias e outros obstáculos desnecessários ao comércio.

Pro seu lado, oi secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen advertiu que «os produtores de porcos e de lacticínios comunitários passam por dificuldades, no entanto, deu as boas-vindas ao anúncio da Comissão para manter a armazenagem privada aberta para a manteiga e leite em pó desnatado depois de Fevereiro. No sector das frutas e hortícolas, o novo plano de acção deve ser adaptado às realidades do mercado nos diferentes Estados-membros, assinalou Pesonen.

Definindo as medidas-chave em uma carta enviada ao Diretor-geral da Comissão Europeia, Plewa, instou a Comissão a apresentar uma quota de cinco mil toneladas por Estado-membro a utilizar em conformidade e transferir as quantidades não utilizadas anteriormente para o novo regime, sugerindo ainda que são necessárias maiores quantidades de citrinos e maçãs em alguns países, como Espanha e Itália.

O Copa-Cogeca congratulou-se, entretanto, com as prioridades da Presidência da Letónia para uma nova Política Agrícola Comum (PAC) mais simples de aplicar para os produtores e cooperativas, em especial as regras de "greening" e avançar com os planos de produção biológica da União Europeia e de rotulagem.

O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan também insistiu que o trabalho de avaliação do leite nas escolas da União Europeia e o regime de frutas e hortícolas estão em andamento e deve ser concluído nas próximas semanas, considerando os mesmos como vitais para incutir bons hábitos alimentares em crianças de tenra idade.

Fonte: Copa-Cogeca

Nomeação da nova gestora-adjunta da autoridade de gestão do PDR 2020

27-01-2015 
  
O Ministério da Agricultura e do Mar nomeou Maria Amélia Sarmento Gouveia Osório de Aragão Gomes Ferreira para o cargo de gestora-adjunta da autoridade de gestão do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PDR 2020), criada pela Resolução do Conselho de Ministros nº59/2014, de 30 de Outubro.

Esta nomeação fundamenta-se na reconhecida aptidão, competência técnica, experiência profissional e formação da mesma, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, menção de Ciências Jurídicas, em 1987 e Pós-Graduação em "Avaliação do Impacto das Leis", no Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 2010.  

Maria Amélia Sarmento Gouveia Osório de Aragão Gomes Ferreira, de Janeiro de 2012 a Janeiro de 2015, foi Chefe de Gabinete do secretário de estado da Agricultura, responsável pela gestão e orientação do Gabinete, incluído a gestão orçamental e administrativa e orientação dos serviços e organismos tutelados, designadamente, em matérias de planeamento, gestão, controlo e execução do FEADER e de programas financiados pelo FEAGA.

Da sua actividade profissional consta ainda, entre outros, o cargo de adjunta do secretário de estado da Agricultura, de Junho de 2011 a Janeiro de 2012, no que diz respeito a apoio jurídico no domínio da Política Agrícola Comum (PAC), ajudas directas e desenvolvimento rural, na elaboração da orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e na reformulação da política de seguros de colheitas.

Fonte: Diário da República

Secretário de Estado diz que futura Casa do Douro vai defender melhor os interesses dos viticultores

27-01-2015 
 


 
O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, afirmou no parlamento que o Governo fez tudo para salvar a Casa do Douro (CD) e que a organização sucessora irá defender melhor o interesse dos viticultores.

O governante foi ouvido pela Comissão de Agricultura e Mar, a pedido do PCP, para esclarecer o processo de insolvência da CD, o concurso que irá conduzir à sua sucessão e o futuro dos cerca de 50 trabalhadores da instituição.

«O prazo de validade deste problema já acabou há muito. Houve tempo e várias propostas de solução, que não foram aceites. Agora espero que o processo de insolvência seja o mais rápido possível, até porque o Estado é o principal credor da Casa do Douro», argumentou o governante.

No âmbito da extinção da dimensão pública da CD, a 31 de Dezembro de 2014, o Governo abriu um processo concursal para as associações e federações de direito privado e sem fins lucrativos interessadas em ficar com a gestão da instituição duriense.

A portaria foi publicada em Dezembro e o concurso decorreu entre 05 e 19 de Dezembro, tendo sido formalizadas duas candidaturas por parte da Federação Renovação Douro e Associação da Lavoura Duriense.

Durante a audição o PCP mostrou muitas reservas quanto ao procedimento, referindo que se trata de «uma encomenda» e que «privilegia mais o comércio e menos os agricultores».

Em contraponto, José Diogo Albuquerque afirmou que «a Casa do Douro, como estava a funcionar, não conseguia defender os problemas dos viticultores» e que as associações que concorreram representam 70 por cento daqueles trabalhadores agrícolas.

O governante referiu ainda perspectivar que durante o mês de Março esteja escolhida a organização privada sucessora da CD,  que manterá o mesmo nome e sede, a qual assumirá funções de imediato.

Relativamente ao futuro dos trabalhadores, José Diogo Albuquerque esclareceu que no caso daqueles que têm vínculo ao Estado serão integrados, através de um processo de reafectação ou de requalificação, enquanto os que têm vinculo privado estarão dependentes da decisão da nova organização. «É do âmbito privado e não nos queremos imiscuir. Dependerá da próxima associação», apontou. Os trabalhadores privados da instituição têm em alguns casos 40 meses de salários em atraso.

Fonte: Lusa

Produção de leite de ovelha/cabra

IFAP


No âmbito do apoio específico a tipos de agricultura economicamente vulneráveis no sector dos produtos lácteos, nomeadamente no sector de produção de leite de ovelha e cabra, e no quadro do processo de modernização da Administração Pública foi concebido um novo formulário para declaração das quantidades de leite de ovelha e/ou cabra comercializadas no decorrer do ano de 2014.

Assim, o acesso a esta funcionalidade será efetuado através do O Meu Processo/Animais (Beneficiários) e pela aplicação iDigital (entidades), na Área Reservada do Portal do IFAP. Este formulário estará disponível de 1 de setembro 2014 a 28 de fevereiro 2015.

O prazo máximo de receção do formulário, bem como dos documentos, fiscalmente aceites, comprovativos da comercialização de pelo menos 1.000 litros de leite de ovelha e/ou cabra é de 30 dias após a submissão na aplicação iDigital, sendo a data limite de receção dos mesmos 15 de março de 2015.

Esta informação foi enviada pelo IFAP, através do serviço de envio de mensagens curtas (SMS), a todos os beneficiários com número de telemóvel atualizado no seu processo e que se candidataram no PU 2014 ao apoio pagamento complementar de leite de ovelha e/ou cabra (art.º 68 do R. 73/2009).