segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Porto quebra 4% e quer ser mais tónico do que "de honra"

Vinhos

30 Janeiro 2012 | 00:01
António Larguesa - alarguesa@negocios.pt
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Novas formas e momentos de consumo para chegar também a outros
consumidores: eis a fórmula para inverter a espiral negativa.
Com menos 417.720 caixas comercializadas e com o preço por litro
estabilizado (aumentou apenas um cêntimo, para 4,31 euros), o sector
do vinho do Porto fechou 2011 com uma quebra homóloga de 4,1% no
volume de negócios, para 355,5 milhões de euros. É esta a matemática
com que joga o vinho "bandeira" da mais antiga região demarcada do
mundo, na abertura de um ano que promete ser de profundas mudanças
institucionais e estratégicas para o sector vitivinícola da região.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=534563

domingo, 29 de janeiro de 2012

Excedentes da horta dão para pagar propinas dos filhos no Vale do Sousa

09:14
28 janeiro '12
Texto
Uma funcionária pública de Paredes, no Norte do País, encontrou
naquilo que lhe sobrava das plantações na horta uma nova fonte de
rendimento motivada por um programa que aposta na comercialização de
proximidade.
twitter

Sem intermediários, Alda Rosendo vende todas as semanas uma centena de
cabazes com hortaliça e fruta diretamente ao consumidor e arrecada um
rendimento superior ao salário para despesas que de outra forma não
podia suportar, como as propinas dos filhos.

Por todo o País, há quase uma centena de explorações, na sua maioria
de pessoas que fazem agricultura para consumo próprio e que
encontraram nos excedentes um novo rendimento, apoiadas pelo PROVE, um
programa lançado, em 2006, por uma associação de Setúbal.

O PROVE - Promover e Vender foi testado pela Associação para o
Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (ADREPES) com um pequeno
grupo de produtores de Palmela e Sesimbra e está a ser replicado por
várias zonas do País.

O projeto tem o apoio de fundos comunitários para a logística e já
contabiliza 35 núcleos de produtores que comercializam onze toneladas
de produtos semanalmente, correspondentes a 15 mil euros de receitas e
a um rendimento mensal médio de 600 euros por produtor.

Os dados foram divulgados, sexta-feira, num seminário, em Macedo de
Cavaleiros, por José Sousa Guedes, da Associação de Desenvolvimento
Rural das Terras do Sousa (ADER Sousa) que testemunhou a sua
experiência na Terra Quente Transmontana, onde a congénere Desteque se
prepara para aplicar este modelo.

Alda Rosendo faz parte do grupo de 20 produtores que aceitaram, no
Vale do Sousa, o desafio da ADER Sousa e que agora faz dinheiro com o
que dantes se estragava da horta.

Com o apoio do marido, já reformado, Alda começou com os mil metros
quadrados que já plantava, aumentou a área de produção para cinco mil
e vai arrendar uma quinta para produzir mais.

Os produtores desta zona reúnem-se uma vez por semana, definem
estratégias e partilham produtos para os cabazes, procedendo depois ao
acerto de contas.

Cada cabaz custa dez euros, se o consumidor for buscar ao produtor, ou
12 se for entregue em casa de quem encomenda.

Os interessados podem inscrever-se junto dos produtores ou na
Internet, no sítio da associação, e só têm de assinalar os produtos
que não pretendem. Semanalmente ou quinzenalmente, os cabazes são
sempre uma surpresa em termos de variedade.

Isabel Cruz é cliente, compra diretamente ao produtor e garante que "a
vantagem é levar [para casa] produtos com paladar diferente e
durabilidade maior".

Assegura que "a produção natural aguenta-se fresca mais tempo".

Este modelo de comércio direto cria também "laços de amizade" que não
existem numa relação pura de comércio, na opinião da produtora Alda
Rosende.

E nesta relação tem também descoberto que "as pessoa da cidade,
afinal, também dão valor à relação de proximidade do meio rural".

http://www.rtp.pt/noticias/?t=Excedentes-da-horta-dao-para-pagar-propinas-dos-filhos-no-Vale-do-Sousa.rtp&article=522119&visual=3&layout=10&tm=8

Associação Terra Quente Transmontana quer ajudar pequenos produtores a tirar rendimento dos excedentes

Uma associação da Terra Quente Transmontana quer fazer da agricultura
de subsistência uma fonte de rendimento, ajudando os pequenos
produtores a comercializar os excedentes que, muitas vezes, mesmo
partilhados com vizinhos, acabam no lixo.
twitter

A Desteque - Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente quer
adotar nesta região o modelo de comércio de proximidade do programa
PROVE - Promover e Vender, que já beneficiou quase uma centena de
produtores de vários pontos do País, nos últimos cinco anos.

O programa consiste no comércio sem intermediários, em que os
produtores vendem diretamente ao consumidor aquilo que produzem na
horta, em pomares ou outros produtos regionais, de uma forma
organizada e orientada pelas associações locais de desenvolvimento
rural.

Uma associação de Setúbal foi a pioneira do projeto que a congénere
Desteque pretende agora replicar nos cinco concelhos da Terra Quente
Transmontana, os de Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Carrazeda de
Ansiães, Vila Flor e Alfândega da Fé.

Depois de um seminário de divulgação da iniciativa, realizado na
sexta-feira, em Macedo de Cavaleiros, o próximo passo será fazer um
levantamento de potenciais produtores e consumidores e criar a
logística necessária para arrancar com o projeto no terreno, como
explicou o presidente da Desteque, Duarte Moreno, à Agência Lusa.

Em zona essencialmente rural, onde a população ou vive da agricultura
ou tem nesta atividade um complemento, o objetivo é rentabilizar os
excedentes.

A família de Maria José, na aldeia de Olmos, Macedo de Cavaleiros, não
consegue consumir tudo o que produz. Dá "aos vizinhos ou familiares
que não produzem para não deitar tudo fora, porque muitas coisas
estragam-se".

A jovem vê neste projeto "uma mais valia e um rendimento" e está
decidida a convencer os pais a aderirem.

Outros que assistiram à apresentação são mais céticos, justamente por
esta cultura transmontana de partilha que faz com que mesmo aqueles
que não plantam beneficiem do que sobra a outros.

Para o dirigente da Desteque, é uma questão de "mudar os hábitos dos
consumidores, porque se existem hipermercados nesta região é porque
existem consumidores e as zonas dos frescos [destes estabelecimentos]
têm sempre muita procura".

A associação garante toda a logística necessária para a aproximação e
acredita que também nesta região "pode resultar", tendo em conta o que
os responsáveis testemunharam noutras regiões.

Duarte Moreno está mesmo convencido de que o PROVE poderá também ser
um incentivo para atrair gente jovem para a agricultura, na medida em
que tem garantido um rendimento médio mensal de 600 euros por
agricultor nas zonas onde já está a funcionar.

http://www.rtp.pt/noticias/?t=Associacao-Terra-Quente-Transmontana-quer-ajudar-pequenos-produtores-a-tirar-rendimento-dos-excedentes.rtp&article=522118&visual=3&layout=10&tm=6

Agricultura: Associação Terra Quente Transmontana quer ajudar pequenos produtores

sábado, 28 de Janeiro de 2012 | 09:11
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Uma associação da Terra Quente Transmontana quer fazer da agricultura
de subsistência uma fonte de rendimento, ajudando os pequenos
produtores a comercializar os excedentes que, muitas vezes, mesmo
partilhados com vizinhos, acabam no lixo.
A Desteque - Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente quer
adotar nesta região o modelo de comércio de proximidade do programa
PROVE - Promover e Vender, que já beneficiou quase uma centena de
produtores de vários pontos do País, nos últimos cinco anos.

O programa consiste no comércio sem intermediários, em que os
produtores vendem diretamente ao consumidor aquilo que produzem na
horta, em pomares ou outros produtos regionais, de uma forma
organizada e orientada pelas associações locais de desenvolvimento
rural.

Diário Digital / Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=174726

Real Companhia Velha lança monocasta no mercado

A Real Companhia Velha já disponibilizou no mercado o novo monocasta
"Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2011", em todo o país e também em
alguns mercados externos. A antecipação deste lançamento prende-se com
o sucesso da colheita de 2010, dando origem a um vinho intenso e cheio
de personalidade, com aromas vegetais típicos da casta, complexados
por notas de fruta branca. O sabor rico e suave termina com uma acidez
fresca e vibrante, pode ler-se no comunicado da Real Companhia Velha.

O vinho foi criado a partir de uvas plantadas na Quinta de Cidrô –
propriedade da Real Companhia Velha situada em São João da Pesqueira e
considerada um modelo de experimentação vitivinícola para toda a
região.

O monocasta é ideal para acompanhar qualquer prato de peixe, marisco,
carnes brancas, pastas ou saladas.

Um total de 40.000 garrafas de 'Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2011'
estarão à venda em garrafas de 75 cl com um p.v.p. recomendado de €
7,00.

http://www.ambitur.pt/site/news.asp?news=25588

Eusébio dá nome a Vinho do Porto

Homenagem pelo 70.º aniversário

Vai ser lançada no âmbito da celebração do 70.º aniversário de
Eusébio, assinalado na passada quarta-feira, uma série limitada e
numerada de 638 garrafas de vinho do Porto, da Quinta das Gregoças.
26 Janeiro 2012Nº de votos (1) Comentários (4)

A iniciativa partiu da 'Drink Business' e da Quinta das Gregoças, que
vão colocar no mercado 638 garrafas, a um preço unitário de 335 euros,
com o nome "Very Old Port Wine -- 70 Anos do Eusébio".
O número de garrafas disponíveis corresponde aos 638 golos marcados
por Eusébio da Silva Ferreira ao serviço do Benfica.
O vinho, da região do Douro, foi apresentado com uma "cor Tawny e
espuma dourada, aroma de boa qualidade e a frutos secos, com a madeira
e os esteres resultantes do envelhecimento em cascos em perfeita
sintonia", com a indicação de que "pode ser servido como aperitivo ou
digestivo".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/sport/desporto/eusebio-da-nome-a-vinho-do-porto

Lagoa: Estudo do Instituto do Vinho e da Vinha revela quebra

Quebra de 50% na cooperativa
A única cooperativa de vinho algarvia, designada precisamente de
Única, tem registado uma quebra continuada da produção nas últimas
campanhas, segundo um estudo do Instituto do Vinho e da Vinha.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:José Carlos Eusébio

De acordo com os dados que o CM teve acesso, a produção da cooperativa
Única cifrou-se no ano passado em 1,1 milhões de litros. Esta é a pior
campanha desde 2007/08 – altura em que existiam duas cooperativas
(Lagoa e Lagos), que depois deram origem à Única –, representando uma
quebra quase para metade (-45%).
A nível nacional, no que se refere ao sector cooperativo vinícola, só
a região do Algarve regista uma quebra da produção. Apesar disso, a
cooperativa Única foi responsável por 59% do total da produção de
vinho do Algarve.
O número de viticultores que entregam uvas na cooperativa também
regista uma diminuição significativa, tendo passado de 110, em 2010,
para 81 no ano passado.
Esta cooperativa passa por graves problemas financeiros. Recentemente,
deputados comunistas denunciaram "o elevado grau de degradação" e o
facto de o projecto das novas instalações não ter avançado, alertando
o Governo para uma situação que poderá levar ao "encerramento da
adega".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/quebra-de-50-na-cooperativa

Vila Verde: Ferido com tractor

Um homem, de 62 anos, ficou ferido, ontem, na sequência de um
capotamento do tractor, em Arcozelo, Vila Verde. O acidente aconteceu
cerca das 18h00. A vítima transportava lenha no tractor, quando o
veículo agrícola capotou, ao que tudo indica, devido ao peso da carga.
Foi assistido no Hospital de Braga.

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=A5232614-6BE0-4934-ABC5-2C292FCEA214&channelID=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Vinho com meteorito de 4 bilhões de anos é lançado no Chile

Vinho com meteorito é lançado no Chile
Foto: Getty Images

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Amantes das estrelas e enólogos mais corajosos, preparem-se. De acordo
com o jornal The Huffington Post, foi lançado no Chile o primeiro
vinho com uma infusão de meteorito. A pedra tem cerca de 4,5 bilhões
de anos e veio do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
A iguaria, a primeira e única até o momento, foi criada pelo astrônomo
e enólogo britânico Ian Hutcheon. O vinho, um cabernet sauvignon, foi
feito com as uvas de sua própria fazendo de uvas, no Vale Cachapoal,
Chile. Depois de colhidas, as uvas fermentaram por 25 dias antes de
ficarem um ano com o meteorito marinando. Ao final, a bebida foi
misturada a outro cabernet sauvignon.
A ideia, segundo o criador, é que todas as pessoas possam ter a
oportunidade de entrar em contato com algo do espaço. "Quando beber
este vinho, elas beberão elementos que existem desde o nascimento do
sistema solar", filosofou. O meteorito em questão foi comprado de um
colecionador americano e caiu no Deserto do Atacama há cerca de 6 mil
anos.
A excêntrica bebida está à venda apenas no Centro Astronômico Tágua
Taguain, no Chile.

http://culinaria.terra.com.br/receitas/noticias/0,,OI5582082-EI13867,00-Vinho+com+meteorito+de+bilhoes+de+anos+e+lancado+no+Chile.html

sábado, 28 de janeiro de 2012

EUA criam dia oficial do vinho do Porto

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27 de Janeiro, 2012por Sara Ribeiro

Um decantador e cálices em cristal desenhados pelo arquitecto Álvaro
Siza Vieira e uma garrafa de Porto Vintage Quinta do Noval de 2008.
Foi com estes produtos que o Presidente da República, Aníbal Cavaco
Silva, presenteou Barack Obama em 2010. O vinho do Porto é cada vez
mais valorizado nos EUA, que são já o sétimo destino de exportação
deste produto. Prova disso é a criação e celebração do Dia do Vinho do
Porto, que decorreu na sexta-feira passada nos Estados Unidos.
A ideia partiu do Center for Wine Origins, em Washington, e, para o
presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), é uma
iniciativa que «acolhemos e acarinhamos com muito gosto, até porque
muitas vezes acaba por ser muito mais eficaz serem os outros a dizer
aquilo que nós defendemos», refere Manuel de Novaes Cabral. Neste
sentido, «a única coisa que nos foi pedida pelos EUA foi alargar a
divulgação desta iniciativa», acrescenta. Para tal, o IVDP vai
promover a acção através da imprensa, «mas sobretudo através de
blogues e redes sociais», revela o presidente.

Para celebrar o Dia do Vinho do Porto foram realizados vários
seminários e provas de vinho nos EUA. De Nova Iorque, passando por
Boston ou Washington, foram várias as cidades que acolheram as
iniciativas, que tiveram como principal objectivo «promover a
genuinidade dos diferentes vinhos do género e, assim, evitar as
cópias», detalha Manuel de Novaes Cabral.

Combater as falsificações

Desde 2005 que o Center for Wine Origins tenta controlar as cópias dos
vinhos nos EUA. Segundo um estudo recente, realizado pelo organismo,
os consumidores norte-americanos estão preocupados com as
falsificações e com a defesa da denominação de origem. Segundo o mesmo
inquérito – realizado online junto de 1.000 consumidores
norte-americanos de vinho que compram, no mínimo, três garrafas por
mês –, cerca de 79% dos inquiridos consideram que a região de onde
provém o produto é um importante factor no momento da compra. Além
disso, 75% dizem que deixariam de comprar um vinho apresentado como
sendo de determinada região (como o Porto) mas que, afinal, não o
fosse.

Actualmente, «verifica-se um número crescente de cópias de todos os
grandes produtos e o vinho do Porto não é excepção», lamenta Manuel de
Novaes Cabral. Contudo, «como podemos verificar pelo estudo, os
consumidores querem produtos genuínos. Por isso, vamos continuar a
trabalhar nesta matéria nos EUA e no resto dos países onde estamos
presentes», garante o presidente do IVDP.

sara.ribeiro@sol.pt

http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=39993

Portugal já está em seca extrema

Clima: Previsões dizem que não chove pelo menos nos próximos dez dias

Sete anos depois, Portugal volta a viver uma situação de seca severa
no Inverno. A precipitação nos últimos dois meses foi 85% inferior ao
normal, pelo que, na avaliação da semana que vem, o Instituto de
Meteorologia vai alterar a classificaçãode seca meteorológica, de há
15 dias, para seca severa.
1h00Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Secundino Cunha /F.G.

"A situação é, de facto, anormal em alturas de Inverno. Se não chover
abundantemente em Fevereiro o País entrará em seca extrema, a situação
mais grave de todas", disse ao CM Vanda Cabrinha, do Instituto
Nacional de Meteorologia.
Para a meteorologista, os valores deste mês de Janeiro só encontram
paralelo em igual período de 2005. "A precipitação média, em Portugal,
no mês de Janeiro é de 117 litros por metro quadrado. No ano passado
foi de 102 e este ano, até hoje (ontem), foi de 17, um valor que tem
mais a ver com Junho do que com Janeiro", disse Vanda Cabrinha.
Quem começa a manifestar grandes preocupações são os agricultores, que
já falam em prejuízos efectivos devido à seca.
"Os pastos não crescem e nós somos obrigados a dar forragens ao gado,
quando só o costumamos fazer a partir de Maio. O problema é que cada
fardo (rolo) de palha custa cerca de 25 euros e não chega para quatro
dias", disse ao CM o agricultor Joaquim Ferreira, de Braga,
sublinhando que, devido à falta de pastos, se viu obrigado, na semana
passada, a vender três vacas.
Segundo José Lobato, presidente da Associação de Defesa dos
Agricultores, "são cada vez mais os homens da terra preocupados com a
seca que, nesta altura, o nosso País atravessa".
"A situação mais complicada é a das pastagens, mas a falta de água no
Inverno torna-se, por norma, um problema muito grave no Verão, uma vez
que não se dá a necessária reposição dos níveis freáticos", diz José
Lobato.
As previsões meteorológicas apontam para tempo seco e frio até, pelo
menos, 6 de Fevereiro, o que provocará, necessariamente, um claro
agravamento do actual estado de seca.
OESTE TEME DESCALABRO NA PRODUÇÃO HORTÍCOLA
"Numa zona de produção intensiva, se não chover vai ser um descalabro.
O que choveu esta semana não foi nada", desabafa José Artur,
presidente da administração da organização de produtores Horta Pronta,
em Atouguia da Baleia, Peniche.
"Tem de chover agora, no Inverno, para depois, na Primavera, o tempo
permitir às culturas crescerem", aponta, por sua vez, António Gomes,
presidente da Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste. O
dirigente agrícola faz notar que "a continuar o tempo assim irá faltar
água dentro de dois a três meses".
Feliz Alberto Jorge, responsável da Associação de Agricultores do
Oeste, indica que os proprietários de explorações e pomares que não
disponham de sistemas de rega "é que vão sentir problemas",
comentando, no entanto, que a situação "até poderá levar a que os
preços estabilizem, por não haver excesso de produção".
DISCURSO DIRECTO
"TEMOS DE APOSTAR NO REGADIO": José Martino, Especialista em Agronomia
CM – Como pode reduzir-se o prejuízo causado pela seca na agricultura?
José Martino – A única maneira é apostar no regadio. Há projectos na
gaveta, de regadios públicos, em zonas como Trás--os-Montes ou Beira
Interior, que deveriam avançar. Temos de apostar no regadio, é uma
urgência nacional.
– A situação de seca que se vive é já problemática?
– É. Embora os pomares, com excepção dos citrinos, estejam em repouso
vegetativo, a falta de chuva faz com que os níveis freáticos não sejam
repostos, o que pode conduzir a uma situação catastrófica no Verão.
– Que culturas estão já a sofrer com a seca?
– O problema maior é o das pastagens, que não conseguem regenerar-se.
Depois, os cereais.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/portugal-ja-esta-em-seca-extrema

Combater a criminalidade nas zonas rurais

Projecto "Campo Seguro"

O Projecto "Campo Seguro" permitirá estabelecer um sistema de detecção
de furtos em zonas rurais, através de um dispositivo de
georeferenciação, que será colocado em locais onde há um maior risco,
nomeadamente em campos e maquinaria agrícolas, armazéns e instalações
eléctricas. Este equipamento estará ligado a uma sala de comando da
GNR, o que permitirá detectar qualquer movimento anómalo e intervir de
imediato.

O Ministério da Administração Interna (MAI), apresentou o projecto
"Campo Seguro" com o objectivo é responder com eficácia à
criminalidade nas zonas rurais.

O MAI assinou um protocolo com empresas como a EDP, a PT, a REFER e a
EPAL, que tal como os agricultores têm sido alvo do furto de metais,
como o cobre, um pouco por todo o país. No entanto os distritos mais
afectados este ano são o de Santarém, Porto, Lisboa, Faro e Setúbal
(669).

De acordo com o projecto, equipamentos como alfaias agrícolas ou
postes de electricidade poderão passar a estar munidos de um
dispositivo que, em caso de furto, emitirá um sinal, capaz de ser
detectado em tempo real nas salas de situação das forças de segurança.
Estas poderão transmitir a informação com as coordenadas exactas às
patrulhas, que passarão a dispor de veículos com GPS.

Tendo em consideração que é necessário intervir rapidamente na
protecção do meio rural, das suas actividades e combater a
criminalidade neste meio, a DRAPLVT manifesta a sua disponibilidade
para efectuar reuniões de esclarecimento e informação com a GNR e os
interessados sobre a possível adesão ao projecto "Campo Seguro".

Os interessados deverão, por isso, contactar a DRAPLVT através do
e-mail info@draplvt.min-agricultura.pt até ao dia 2 de Fevereiro.

http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=24909&idSeccao=5475&Action=noticia

Governo quer rever principais leis ambientais neste trimestre

27.01.2012
Ricardo Garcia

Rever as leis essenciais da política ambiental será, nos próximos
meses, a prioridade central de dois dos principais organismos do novo
Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.

Este trimestre, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) – que absorveu
o Instituto da Água, as administrações de região hidrográfica e a
Comissão para as Alterações Climáticas – vai-se debruçar sobre a Lei
de Bases do Ambiente, que é de 1987 e cuja revisão esteve já na agenda
de governos anteriores.

Num comunicado difundido hoje, o ministério confirma o nome de Nuno
Lacasta – ex-coordenador da Comissão para as Alterações Climáticas –
para a direcção da APA. Outra prioridade deste organismo será rever o
Plano de Acção para o Litoral 2007-2013, "cuja execução financeira é
apenas de 17%", segundo o comunicado.

Para liderar a Direcção-Geral do Território (DGT), outra peça central
do ministério, também foi agora confirmado o nome de Paulo Correia,
investigador do Instituto Superior Técnico. Também este trimestre, a
DGT dará prioridade à revisão da Lei de Bases do Ambiente, da Lei de
Bases do Ordenamento do Território, da Lei de Solos e da Reserva
Ecológica Nacional.

A DGT resulta da fusão da antiga Direcção-Geral do Ordenamento do
Território e Desenvolvimento Urbano com o Instituto Geográfico
Português (IGP). A reorganização foi criticada pelo ex-director do
IGP, Carlos Mourato Nunes, numa carta de demissão enviada à ministra
Assunção Cristas dia 18 de Janeiro, um dia depois da publicação da lei
orgânica do novo ministério.

Na carta, Mourato Nunes queixa-se de não terem sido ouvidos, na
reestruturação, nem "os dirigentes, nem os especialistas" do IGP. O
próprio presidente do IGP, conforme relata na carta, nunca conseguiu
obter uma audiência com a ministra Assunção Cristas, em sete meses de
Governo. Mourato Nunes classifica ainda a solução da lei orgânica, na
área da informação geográfica, "redutora, minimalista", sem servir
"aos interesses do país".

Mourato Nunes apresentou, por isso, a sua demissão, mas a sua carta só
chegou ao ministério dois dias depois, quando já tinha sido exonerado
pelo secretário de Estado do Ambiente.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1531076

Vinho: ordem para exportar

A produção e consumo estão em queda, mas as exportações aumentaram.
20:50 Sexta feira, 27 de janeiro de 2012
0 1


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"Os vinhos portugueses nunca estiveram na moda em parte alguma",
afirma Neiva Correia, presidente da DFJ Vinhos, que exporta 90% da sua
produção para 30 países, ao ritmo de seis milhões de garrafas por ano.

Depois de um ano em que a produção caiu 22% e o consumo interno desceu
1,5%, as atenções do sector estão concentradas nas exportações, que
cresceram 4% em valor e 12% em volume, mas ainda há muito trabalho a
fazer para os vinhos portugueses conquistarem um lugar ao sol nas
prateleiras da distribuição mundial.

http://aeiou.expresso.pt/vinho-ordem-para-exportar=f701688#ixzz1kmO64jYo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Castelo Paiva recebe feira agrícola para «ajudar» produtores locais

27-01-2012


Castelo de Paiva conta agora com uma nova feira que, por iniciativa da
autarquia, dedica o último domingo do mês à venda de produtos
agrícolas e regionais, para ajudar ao «escoamento desses artigos e ao
sustento familiar» dos produtores.

A primeira edição desse mercado realizou-se em Dezembro e, segundo
declarou à Lusa o presidente da câmara, «registou logo uma adesão
bastante significativa», pelo que a autarquia decidiu imprimir à
iniciativa carácter mensal, aliando-se para o efeito à Cooperativa
Agrícola Paivense e à Associação Comercial e Industrial do concelho.

O largo do Conde, no centro da vila, recebe assim no domingo a
primeira "Feira Agrícola" de periodicidade regular, que Gonçalo Rocha
encara como uma «mais-valia para os agricultores e para os produtores
locais», na medida em que lhes assegura «um espaço alternativo de
comércio e de exposição dos produtos agrícolas de Castelo de Paiva».

O mercado realiza-se entre as 09:00 e as 12:30 horas, anunciando-se
como uma oportunidade para «qualquer cidadão se abastecer de produtos
de consumo quase diário, como hortaliças, frutas e mel», a preços
definidos pelo próprio agricultor, sem os aumentos impostos pela
distribuição.

«Trata-se de uma medida que, com pouquíssimos custos para a câmara,
permite um retorno muito interessante para os vendedores, considerando
que a maior parte deles só costuma diluir estes produtos pelos
familiares e amigos», explica Gonçalo Rocha.

"Agora, têm aqui uma oportunidade de escoarem mais produção e de
obterem algum rendimento económico para ajudar ao sustento das suas
famílias", acrescenta o autarca.

Por enquanto, a Feira Agrícola de Castelo de Paiva realiza-se ainda em
moldes informais, reunindo cerca de 20 comerciantes do município. A
autarquia está já, no entanto, a preparar o regulamento do novo
mercado mensal, que «servirá sobretudo para organizar a distribuição
dos espaços de venda, definir os critérios e requisitos de
participação, e instituir os direitos e deveres de cada feirante».

O presidente da câmara declara que, «nesta fase, ainda se está a
lançar a semente do projecto», admite que «as expectativas são muitas»
e garante não haver na região nenhuma feira semelhante.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42985.aspx

"D. Dinis estava mais avançado que os nossos governantes"

Entrevista: Gonçalo Ribeiro Telles

28 Janeiro 2012 | 00:01
Francisco Cardoso Pinto - franciscopinto@negocios.pt
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Gonçalo Ribeiro Telles não baixa os braços na sua "cruzada" para
promover o equilíbrio entre o Portugal que consome e o que produz.
Os corredores verdes ou as hortas urbanas são duas das suas
"bandeiras" que almejam esse equilíbrio e que procuram promover algo
cujo significado, com o tempo, foi sendo adulterado: a ruralidade. Vê
com bons olhos o "regresso à agricultura", mas é preciso saber como
isso se faz. "O Governo ainda não percebeu a essência do problema",
sublinha o arquitecto paisagista

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=534371&pn=1

França quer criar comité para melhorar reputação do sector agro-alimentar

27-01-2012


As organizações que representam a cadeia alimentar na França
consideram positiva a criação de um alto comité para melhorar a
reputação do sector agro-alimentar

A proposta foi avançada pelo sindicato de agricultores SAF com o apoio
da organização agrícola FNESA, assim como da indústria, distribuição e
da restauração, e seria presidido pelo ministro da Agricultura
francês, Bruno Le Maire.

A funcionar, o comité tem como objectivo melhorar a imagem do sector
agro-alimentar perante a opinião pública, ser porta-voz de todo o
sector em caso de crises alimentares e estabelecer uma estratégia
comum entre os temas ao longo de toda a cadeia, como a etiquetagem
ambiental e normas de qualidade, entre outros.

Fonte: Agrodigital


http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42994.aspx

Governo equaciona disponibilizar verbas para ajudar produtores de Pêra Rocha

O Governo está a tentar disponibilizar verbas para ajudar os
produtores de Pêra Rocha. A doença conhecida como "fogo bacteriano"
está a ameaçar destruir dois mil hectares de pomares com prejuízos na
ordem dos 10 milhões de euros. O PS chegou mesmo a pedir um plano de
emergência nacional. O secretário de Estado da Agricultura explica que
é preciso arrancar os pomares afetados para erradicar a doença. Daniel
Campelo adianta que o Governo está a tentar arranjar forma de
compensar os produtores.
2012-01-27 18:33:40

http://www.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Governo-equaciona-disponibilizar-verbas-para-ajudar-produtores-de-Pera-Rocha.rtp&article=521981

Monitorizar vinhas a partir do espaço

por Diogo Pereira
27 de Janeiro - 2012
A Agência Espacial Europeia (ESA) criou um serviço que permite
calcular a quantidade ideal de água para a irrigação das vinhas. O
GrapeLook monitoriza a quantidade de água que é libertada pelas
plantas, o que poderá "aumentar a quantidade de uvas vindimadas e a
qualidade dos vinhos", destaca a ESA.


O GrapeLook recorre ao uso de satélites e utiliza tecnologia que
combina a informação recolhida pela observação da Terra e medições dos
terrenos. A leitura de hidratação nos solos é enviada em tempo real
para um centro de processamento que pode ser consultado online pelos
produtores e vinicultores que aderirem ao serviço, avança o portal
Sapo.

O serviço monitoriza a quantidade de água que é libertada pelas
plantas, o crescimento da planta, a eficiência da utilização da agua e
ainda apresenta índices de irrigação dos solos.

As informações são disponibilizadas num site (aqui) que integra um
serviço de mapeamento baseado no Google Maps. Os produtores são
notificados por SMS ou MMS acerca dos horários de rega e aplicação de
fertilizantes.

O GrapeLook já foi testado na África do Sul, tendo sido aprovado por
enólogos e vitivinicultores, afirma a ESA.

"Pode demorar alguns anos até que as comunidades de agricultores se
apercebam das vantagens deste sistema e aprendam a confiar nele, mas
as autoridades sul-africanas estão dispostas a oferecer o serviço por
mais uma estação", explicou Olivier Becu, do gabinete técnico da ESA.

O projeto foi desenvolvido pela empresa holandesa WaterWatch, em
parceria com a ESA, cofinanciado pelo Departamento de Agricultura de
Western Cape na África do Sul, com colaboração da Universidade de
KwaZulu-Natal e o apoio da embaixada holandesa.

Annemarie Klaasse, responsável pela WaterWatch, avança que o próximo
passo é "expandir o serviço a outras culturas e áreas".

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6147&bl=1

Portugal processado por maltratar as galinhas (GRÁFICO ANIMADO)

GRÁFICO ANIMADO

A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração contra 13
Estados-membros, incluindo Portugal, pelo atraso na aplicação da
legislação sobre as gaiolas das galinhas poedeiras, que deveria estar
em vigor desde dia 1.
Vitor Andrade (texto) e Sofia Miguel Rosa (infografia)
12:42 Quinta feira, 26 de janeiro de 2012


A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração contra 13
Estados-membros, incluindo Portugal, pelo atraso na aplicação da
legislação sobre as gaiolas das galinhas poedeiras, que deveria estar
em vigor desde dia 1.

A decisão de proibir as gaiolas "não-melhoradas" foi tomada em 1999,
tendo os Estados-membros tido 12 anos para se adaptarem, sendo que
ainda há 47 milhões destas aves confinadas em gaiolas impróprias,
segundo um porta-voz da comissão Europeia.

A diretiva (lei europeia) 1999/74/CE exige que, a partir de 01 de
janeiro de 2012, todas as galinhas poedeiras sejam mantidas em
"gaiolas melhoradas", com mais espaço para fazerem ninho, esgravatarem
e empoleirarem-se, ou em sistemas alternativos.

Só podem ser utilizadas gaiolas que prevejam, para cada galinha, pelo
menos 750 cm² de superfície da gaiola, um ninho, uma cama, poleiros e
dispositivos adequados para desgastar as garras, que permitam às
galinhas satisfazerem as suas necessidades biológicas e
comportamentais.

Concorrência desleal nos aviários

Bruxelas considera que a não aplicação das normas redunda em práticas
de concorrência desleal, pois colocam em vantagem os aviários
incumpridores.

Os Estados-membros visados têm um prazo de dois meses para reponderem
à carta de notificação formal, findo o qual o processo de infração
poderá avançar para o envio, pela Comissão, de um parecer
fundamentado.

Já em outubro último, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas,
considerou, em declarações à Lusa, que o tema é "uma matéria
delicada", nomeadamente a possibilidade de encerramento de aviários
por falta de adaptação às novas normas para o bem-estar das galinhas
poedeiras.
Assunção Cristas admitiu então haver "algum atraso", mas
comprometeu-se a tentar que "o mais rapidamente possível se consiga
avançar
no cumprimento da legislação comunitária".

Os processos de infração baseiam-se em relatórios do serviço de
inspeção da Comissão, o Serviço Alimentar e Veterinário (SAV), que
retomarão as auditorias na primavera.

Entre 2008 e 2010, o SAV realizou auditorias a 20 Estados-membros,
incluindo Portugal, e examinou o respetivo estado de aplicação da
legislação, tendo identificado, em 2009, "atrasos consideráveis e
concluído haver necessidade de novas auditorias.

Os aviários que não tiverem equipados com as gaiolas melhoradas para
as galinhas poedeiras serão multados, havendo ainda a possibilidade de
apreensão dos animais e mesmo o encerramento da infraestrutura.

: http://aeiou.expresso.pt/portugal-processado-por-maltratar-as-galinhas=f701460#ixzz1kgSQYVOF

Repórter TVI - A República da Impunidade



Inspectores sanitários ao serviço do Estado permitiram durante três anos que carne possivelmente contaminada com a variante humana da doença das vacas loucas fosse comercializada em Portugal e em Espanha.
 Os inquéritos que correm termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, em Lisboa, e no Tribunal Judicial de Penafiel permitirão talvez apurar responsabilidades.

 ¿A República da Impunidade¿ é uma grande reportagem de Rui Araújo, com imagem de Tiago Ferreira e montagem de Paulo Moura para ver no Repórter TVI.




http://www.tvi24.iol.pt/programa/3008/41

Despacho MAMAOT

Tendo em conta a gravidade dos factos relatados na reportagem da TVI,
com o título "A república da impunidade" do passado dia 16 de janeiro
de 2012, os quais lançam suspeições sobre a conduta de inspetores
sanitários afetos, à data, ao matadouro PEC Nordeste, a qual poderá
ter posto em causa a segurança da carne fresca introduzida no consumo
humano, em virtude de potencialmente esta poder transmitir a doença
BSE, de grande perigosidade para a saúde humana;
Tendo em conta que a reportagem refere também a ausência de adequada
diligência por parte dos serviços, quer na supervisão dos referidos
inspetores sanitários, quer no apuramento e imputação de todas as
responsabilidades;
Tendo em conta que está também em causa a credibilidade desta
importante missão de saúde pública do MAMAOT, a qual prejudica o bom
nome dos serviços, dos funcionários e do Estado-membro, e sobretudo
prejudica a confiança dos consumidores, a qual urge repor;
E, não obstante, a reportagem referir que os factos já foram
denunciados ao Ministério Público por parte de cidadãos e por parte do
Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, determino à Inspeção-Geral
a realização de um inquérito, previsto no art.º 66º do estatuto
disciplinar dos trabalhadores que exercem funções públicas, com vista
ao rigoroso apuramento dos factos e à eventual imputação de
responsabilidades aos envolvidos.
Lisboa, 25 de Janeiro de 2012
A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
Assunção Cristas

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/01/27d.htm

CAP denuncia votação de comissão parlamentar europeia contra interesses da agricultura portuguesa

A Confederação dos Agricultores de Portugal denuncia a aprovação do
processo de liberalização do comércio de frutas e hortícolas entre a
União Europeia e Marrocos, ontem, por parte da Comissão Parlamentar
Europeia do Comércio Internacional. Trata-se de uma ação oposta aos
interesses dos produtores nacionais e que manifestamente prejudica a
agricultura portuguesa e o contributo que esta pretende dar à
recuperação da economia nacional, num momento particularmente crítico
para o país.

A Comissão Parlamentar Europeia do Comércio Internacional, presidida
pelo eurodeputado português Vital Moreira, recomendou ao Parlamento
Europeu que aprove um acordo que liberaliza o comércio de produtos
agrícolas entre a União Europeia e Marrocos por 25 votos a favor,
cinco contra e uma abstenção.

Com esta ação, a comissão parlamentar rejeitou a posição do seu
relator, o eurodeputado francês José Bové, que se opunha à aprovação
deste acordo por motivos económicos, ambientais e políticos. Como
forma de evitar o que a CAP considera um "desastre" para a agricultura
portuguesa e para os produtores de frutas e hortícolas, poderá estar a
votação em sentido contrário por parte da Comissão de Agricultura do
Parlamento Europeu.

A confirmar-se a aprovação da medida agora proposta pela Comissão do
Comércio, o acordo permitiria a Marrocos liberalizar imediatamente 55%
das suas exportações para a União Europeia. O acordo prevê ainda um
aumento das concessões no domínio das frutas e produtos hortícolas,
setor em que os produtos marroquinos constituem 80% das importações na
UE.

Para a CAP e para os agricultores nacionais, a posição assumida pela
Comissão Parlamentar Europeia do Comércio Internacional constitui um
motivo de indignação, nomeadamente tendo em conta que o aumento das
quotas de taxa reduzida seria aplicado a uma vasta gama de produtos
hortícolas (tomates, beringelas, abóboras, alhos, pepinos) e frutas
(laranjas, clementinas, melões, morangos).

CAP, 27 de janeiro de 2012

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/01/27b.htm

Brasil financia agricultura familiar em Moçambique

O Brasil vai conceder um crédito de cerca de 74 milhões de euros a
Moçambique para a dinamização da agricultura familiar, anunciou na
quinta-feira o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio
Exterior brasileiro.

A decisão, aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) do
Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior do
Brasil, prevê que o dinheiro seja aplicado na compra de máquinas e
equipamentos agrícolas produzidos pelo Brasil.

Além da concessão daquela verba, a ajuda contempla ainda o
estabelecimento da cooperação técnica para a promoção da agricultura
familiar, no âmbito do Programa Mais Alimentos, instituído pelo
Ministério do Desenvolvimento Agrário brasileiro.

O financiamento integra-se no quadro do programa Mais Alimentos
África, uma réplica do Programa Mais Alimentos, criado pelo Brasil e
objecto de cooperação com países africanos, como Gana e Zimbabué.

Apesar de deter 36 milhões de terra fértil, Moçambique ainda enfrenta
um enorme défice alimentar, devido ao seu fraco desenvolvimento
agrícola, por causa do baixo financiamento ao sector.

O financiamento aprovado pela Camex do Ministério do Desenvolvimento
da Indústria e Comércio Exterior do Brasil inclui ainda Cuba, que vai
receber, no quadro da iniciativa, pouco mais de 53 milhões de euros
para programas de desenvolvimento agrário.

Fonte: Lusa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/01/27c.htm

Autarcas e produtores de fruta do Douro querem alteração à portaria de seguros de colheita

26-01-2012


O presidente da Associação de Municípios do Douro Sul, António Borges,
avisou, em Lamego, que o Governo «não pode olhar para o país de forma
cega» na questão da alteração à legislação sobre seguros de colheita.

Este aviso foi deixado na reunião entre os autarcas dos 10 concelhos
do Douro Sul e dezenas de produtores de fruta e uva, alarmados com as
consequências da portaria de 30 de Dezembro que vem alterar o modelo
de seguros de colheita que estava em vigor desde 1996.

«Vamos procurar dialogar com o Governo para que seja possível alterar
esta portaria ou, em alternativa, encontrar mecanismos, nomeadamente
através de fundos comunitários, para garantir as condições mínimas a
esta região que produz um terço da cereja nacional, mais de 50 por
cento da maçã e uma percentagem significativa do vinho português»,
disse António Borges, também presidente da câmara de Resende.

O presidente da Associação de Municípios do Vale do Douro Sul (AMVDS)
sublinhou, no entanto, que se o diálogo com o governo não surtir
efeito, «vai ser muito difícil segurar as pessoas» que vão «encontrar
sérias dificuldades de subsistência para as suas famílias e os
autarcas não os vão abandonar».

Também o presidente da Câmara de Moimenta da Beira sublinhou a
importância do diálogo, mas retomou a advertência ao Governo de que
«sem uma sensibilidade mínima, e com as pessoas a não conseguirem o
pão para os seus filhos, teremos de agir, independentemente das
consequências».

Os produtores de fruta e vinho do vale do Douro Sul, reunidos em
Lamego, Norte do distrito de Viseu, apontam a nova portaria que vai
regular os seguros de colheita na região como uma «certidão de óbito»
para centenas de agricultores.

No topo da lista das justificações para o «desespero» que temem que
tome conta dos produtores, principalmente de uva, maçã e cereja, está
o aumento do custo do seguro que admitem chegar às centenas de euros
por ano.

Integrada numa região integralmente composta por áreas de maior risco,
numa escala de cinco níveis, de A a E, os 10 concelhos do Douro
estavam abrangidos, desde 1996, pelo SIPAC - Sistema Integrado de
Protecção Contra as Aleatoriedades Climatéricas, que garantia uma
bonificação estatal de 75 por cento nos seguros que, com a portaria de
30 de Dezembro de 2011, passa para 50 por cento.

Na reunião entre os autarcas da AMVDS e dezenas de produtores, o
alerta de «quase certa» certidão de óbito de centenas de agricultores
foi lançado por Vítor Pereira, gestor e economista da Cooperativa do
Távora, de Moimenta da Beira.

«Com a baixa da bonificação estatal de 75 para 50 por cento, o seguro
de colheita passa a ser insuportável para muitos produtores», apontou
Vítor Pereira, explicando que as contas «são claras» e garantem um
acréscimo de custos, no caso da uva, em 84 por cento nas zonas de
risco máximo.

Outro problema que foi exposto prende-se com o «aumento das
dificuldades» para os seguros colectivos, visto que a nova portaria de
30 de Dezembro, já a ser aplicada, «impõe que a bonificação acrescida
para este tipo de seguros só é concedida quando mais de 50 por cento
dos sócios fazem o seguro».

O SIPAC surgiu em 1996 depois de uma «geada negra» ter devastado quase
a totalidade da produção de uva, maçã e cereja, no Douro Sul,
«obrigando» o governo a indemnizar os vitivinicultores e fruticultores
em mais de 170 milhões de euros.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42931.aspx

Unitom planta 40 mil cerejeiras no Ferro

Empreendimento destina-se a gerar dez por cento da produção de cereja
da Cova da Beira a partir de 2015
A freguesia do Ferro, na Covilhã, vai acolher um dos maiores cerejais
do país, num investimento de 1,3 milhões de euros da Unitom. Ao todo,
os promotores vão plantar 40 mil árvores num terreno com 50 hectares
na Quinta das Rasas.
O projeto da empresa de venda de produtos agrícolas assenta num
sistema de produção intensiva com vista a gerar cerca de 500 toneladas
de cerejas a partir de 2015, o equivalente a dez por cento de toda a
produção da Cova da Beira. Além do enorme cerejal, o empreendimento
inclui instalações para tratamento, armazenamento em frio e
embalamento do fruto com vista à sua rápida colocação no mercado
nacional e estrangeiro. O investimento é comparticipado pelo PRODER –
Programa de Desenvolvimento Regional em 500 mil. Os trabalhos de
terraplanagem arrancaram recentemente na Quinta das Rasas, onde as
cerejeiras serão plantadas «a cada 2,5 metros em corredores que podem
ter mais de um quilómetro de extensão», adiantou Paulo Ribeiro. Com
esta opção o responsável pela empresa esperar diminuir os custos da
colheita, o principal custo de produção, ao facilitar a apanha,
estimando que «cada trabalhador conseguirá apanhar mais cereja que nos
pomares tradicionais».

Nesse sentido, o promotor calcula que o sistema de plantação adotado
poderá permitir produzir «dez toneladas por cada hectare, ou seja mais
sete ou oito que num cerejal tradicional». Paulo Ribeiro sublinha que
os ganhos projetados decorrem da escala do empreendimento, uma vez a
produção atual ocorre em parcelas «relativamente pequenas, o que não
permite aos produtores terem preços competitivos e quantidade
suficiente para as encomendas». Duas premissas que terão estado na
origem deste projeto da Unitom, uma multinacional sedeada no Fundão
que se dedica à venda de tomate e de outros produtos agrícolas e que
faturou 32 milhões de euros em 2011. Segundo o responsável, a empresa
pondera aumentar a sua área de produção de cerejas com a aquisição de
mais 50 hectares a sul da Cova da Beira «para duplicar este
investimento em dois ou três anos».

Jornal O Interior 26-01-2012

http://www.agroflorestal.guarda.pt/noticias_eventos/noticias/Paginas/unitom-planta-40-mil-cerejeiras-ferro.aspx

Conselho de Ministros aprova proposta para Regime Jurídico da Concorrência

27-01-2012


O Conselho de Ministros, de 26 de Janeiro, aprovou uma proposta de lei
para o Regime Jurídico da Concorrência e a transposição de quatro
directivas sobre a colocação no mercado de produtos biocidas.

A proposta de lei para o Regime Jurídico da Concorrência, trata-se de
uma iniciativa que cumpre o Memorando com a Troika e dá resposta à
evolução verificada na legislação e jurisprudência da União Europeia
(UE) e visando uma eficaz promoção e aplicação das regras da
concorrência.

Nesse sentido, o novo regime jurídico da concorrência contempla cinco
primados, como simplificar e introduzir maior autonomia das regras
sobre a aplicação de procedimentos de concorrência, isto relativamente
aos procedimentos penais e administrativos; racionaliza as condições
que determinam a abertura de investigações; harmoniza a legislação
nacional e europeia sobre controlo de concentrações de empresas;
garante maior clareza e segurança jurídica na aplicação do Código do
Processo Administrativo ao controlo de concentrações; e promove a
equidade, a celeridade e a eficiência dos procedimentos de recurso
judicial de decisões da Autoridade da Concorrência.

Em relação à colocação no mercado dos produtos biocidas, o Governo
aprovou a transposição de quatro directivas comunitárias com alteração
da lista de substâncias activas que podem ser incluídas em produtos
biocidas.

A harmonização legislativa que agora se opera tem em vista propiciar
uma utilização segura, para a saúde e para o ambiente, dos produtos
biocidas necessários para o controlo dos organismos nocivos para as
pessoas e para os animais, bem como dos organismos que provocam danos
nos produtos naturais ou transformados.

Fonte: Portal do Governo

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42988.aspx

Floresta: Daniel Campelo exorta agentes a serem eficazes na utilização de verbas comunitárias

27-01-2012


O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural,
Daniel Campelo, exortou os agentes que exploram o sector a serem mais
eficazes na utilização das verbas comunitárias.

O governante queixou-se da baixa execução no passado nos projectos
florestais e lembrou que o Governo tem avançado com legislação e
mecanismos que facilitem os mesmos e candidaturas, mas sublinhou ser
«necessário envolver todos os agentes (…) para garantir mais e melhor
floresta».

Daniel Campelo desafiou as autarquias, mas sobretudo os privados, a
desenvolverem projectos para beneficiarem do «maior recurso renovável
que o país tem», a floresta, responsável por 11 por cento das
exportações.

«É importante que a indústria e agentes da floresta possam contribuir
para a gestão sustentável da floresta», acabando com o mito de que a
economia e a sustentabilidade ambiental são incompatíveis, defendeu.

As declarações do secretário de Estado foram feitas na abertura das
XXI Jornadas de Ambiente promovidas pela Quercus - Associação Nacional
da Conservação da Natureza, este ano dedicadas ao tema "A Gestão
Responsável da Floresta».

No início dos trabalhos, o vice-presidente da Câmara de Ourém, José
Alho, aproveitou para desejar ao secretário de Estado «boa sorte na
tarefa de unir duas áreas políticas sectoriais que têm de estar
próximas, a Autoridade Nacional Florestal e o Instituto da Conservação
da Natureza e Biodiversidade», esperando que «essa passagem para o
terreno seja feita de forma eficaz».

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42990.aspx

PAC: Holanda defende princípio de equivalência na distribuição das ajudas

27-01-2012


O Governo holandês apoia a redistribuição mais equilibrada dos fundos
destinados aos pagamentos directos, a qual está reflectida na proposta
de reforma da política agrícola comum apresentada pela Comissão
Europeia.

A Holanda considera que o que corresponde fazer é uma redistribuição
baseada no valor total que cada Estado-membro recebe da política
agrícola comum (PAC), e não de forma individual para cada um dos
pilares e, ainda mais importante, aplicar o princípio de equivalência
em vez da proporcionalidade para todos os países com um pagamento por
hectare superior à média, para que todos os Estados nessas condições
tenham contribuições comparáveis para fazer frente à redistribuição.

A redução de oito por cento que a Comissão propõe para os Países
Baixos não é aceitável, os quais defendem que o esforço percentual
seja semelhante para todos os que recebem pagamentos acima da média
para acabar com possíveis situações de desigualdade existentes.

A Holanda considera justo a transição de um modelo de pagamentos com
base regional, superando o histórico, mas através de um processo
gradual que termine em 2009. A definição de «agricultor activo»
apresentado pela Comissão conduz a um injustificado aumento das cargas
administrativas, segundo a administração holandesa, pelo que seria
necessário encontrar fórmulas mais práticas e operacionais.

O país apoia os avanços para orientar os pagamentos "verdes" e a
reserva de 30 por cento do total para este tido de ajudas, mas não
concorda com os limites a três das medidas opcionais para estas ajudas
complementares, idênticas ao norte da Finlândia, Malta e Chipre. O
Governo holandês considera que é preciso uma maior amplitude na
eleição das medidas "verdes" por parte dos Estados-membros e que estas
não sejam apenas para terrenos cultiváveis, mas que também incluam
actividades inovadoras com o mesmo objectivo.

Por fim, está também de acordo com a proposta de Bruxelas para
permitir aos Estados-membros passar 10 por cento do montante dos
pagamentos directos ao segundo pilar, entendendo que estas quantias
não deviam exigir co-financiamento nacional e apoia uma maior
simplificação da PAC, inexistente no novo documento sobre a reforma.

Fonte: Agrodigital
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia42993.aspx

Câmara de Pinhel disponibiliza Gabinete de Apoio ao Agricultor

Região
Depois de promover mensalmente o mercado da agricultura familiar, a
Câmara de Pinhel já tem a funcionar um Gabinete de Apoio ao Agricultor
nas instalações provisórias da autarquia.

O serviço, onde trabalham uma engenheira agrícola e um licenciado em
Economia, destina-se a divulgar informações relacionadas com a
atividade agrícola e aconselhar os produtores sobre as culturas
predominantes na região, com a vinha e o olival, entre outras. Os
técnicos poderão ainda acompanhar e colaborar na elaboração de
candidaturas ao PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), bem como
às ajudas e subsídios existentes para o setor, além de divulgar novas
oportunidades e apoios financeiros.

O município justifica a criação deste gabinete por a agricultura ser
no concelho «umas das principais fontes de rendimento» das famílias,
mas também para incentivar a criação de empresas agrícolas «combatendo
o abandono e a desertificação das zonas rurais e procurando contribuir
para a afirmação e o desenvolvimento das já existentes», lê-se num
comunicado. O serviço funciona em horário de expediente.

Jornal O Interior 26-01-2012

http://www.agroflorestal.guarda.pt/noticias_eventos/noticias/Paginas/cmara-de-pinhel-disponibiliza-gabinete-de-apoio-ao-agricultor.aspx

Nestlé reforça produção em Portugal

por Isabel Martins
26 de Janeiro - 2012
A Nestlé transferiu para Portugal a produção de alguns produtos à base
de cereais que até agora eram produzidos em França.


Com um investimento de 2 milhões de euros, a unidade fabril de Avanca,
em Aveiro, vê assim a sua posição ser reforçada dentro do grupo
Nestlé. "É nosso principal objetivo manter a base industrial que temos
em Portugal, com quatro fábricas. Com este investimento, podemos
passar a exportar o que antes importávamos. A partir de agora, em vez
que comprarmos a França, vamos produzir para o mercado nacional e para
toda a Península Ibérica", assegurou o diretor-geral e
administrador-delegado da Nestlé Portugal, em entrevista à revista
Distribuição Hoje.

"No passado mês de outubro, 14% do negócio da Nestlé Portugal teve
origem nas exportações e este investimento vem acrescentar valor à
nossa atividade, contribuindo positivamente para a economia nacional",
referiu.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6144&bl=1

Agricultores do Bárrio inovam para levar a horta à cidade

Publicado em 26 Janeiro 2012 às 3:45 am. Tags: agricultura, Alcobaça,
Bárrio, cabazes, Dona Horta, ervas, fruta, verduras
Diretamente do campo para o consumidor – é o projeto Dona Horta que
chegou a Leiria. Aproveitando a internet, este movimento de pequenos
agricultores do Bárrio, Alcobaça, propõe fornecer a cidade com frutas,
verduras e ervas aromáticas. Sem passar pelo mercado, hipermercado ou
qualquer outro intermediário.

Dona Horta chegou a Leiria (fotografia: Joaquim Dâmaso)
Arménio Antunes, Carlos Malhó, José Pires, Daniel Soares e António
Lopes são os produtores que dão corpo à marca Dona Horta, coordenada
por Celeste Soares e Célia Madeira.
Estão a lançar a semente de um novo modelo de distribuição alimentar.
Mais saudável, justo e sustentável, acreditam.
As encomendas são feitas no site, por telefone ou e-mail e eles
garantem as entregas num local combinado.
Os cabazes custam 7,5 e 10 euros, conforme o tamanho. Contêm produtos
da época suficientes para confecionar sopas, saladas e refeições
completas durante uma semana. Tudo resultado de produção integrada
(isto é, sem químicos, sempre que possível).
Ao prescindirem de intermediários, contornam as grandes superfícies e
dizem conseguir oferecer melhores preços, além de reduzirem o tempo
entre a colheita e o consumo.
"Esta ideia surgiu para valorizar os produtos da nossa região e para
que o consumidor passasse a ter produtos frescos", refere Daniel
Soares.
Estavam com quebras de 50% nas vendas e sujeitos a receitas "que não
cobrem as despesas", dadas "as margens de lucro muito elevadas" dos
intermediários, frisa Arménio Antunes.
Com o modelo Dona Horta, querem proteger a agricultura local,
tradicional e sustentável. E aproximar as pessoas da terra, para que
conheçam quem – e como – cultiva a comida que lhes chega à mesa todos
os dias.
Como funciona
Encomendas: No site www.donahorta.com, por telefone ou via e-mail.
Cabazes: Contêm fruta, verduras e ervas aromáticas para uma semana.
Tamanho médio (seis a oito variedades para uma a duas pessoas) ou
grande (oito a dez variedades para três a quatro pessoas). Custam 7,5
e 10 euros. Os produtos são definidos pela Dona Horta, mas é possível
substituir alguns.
Entregas: Às quintas-feiras, das 17h30 às 19h30, junto à NERLEI, em
Leiria. Também em Alcobaça e no Bárrio.
(notícia publicada na edição de 20 de janeiro de 2012)

http://www.regiaodeleiria.pt/blog/2012/01/26/40683/