terça-feira, 28 de agosto de 2012

Governo Regional “não pode continuar de férias para a Agricultura” diz PSD

27 AGOSTO, 2012
O PSD/Açores considerou, esta segunda feira, que o governo regional
"não pode continuar de férias para a agricultura", numa alusão direta
à criação "de comissões para o leite que não funcionam, pois apenas
demonstram o alheamento governamental, que ocorre num momento muito
difícil para os produtores de leite, em que os fatores de produção
estão a sofrer constantes agravamentos de preço".
(C) Direitos de autor
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social-democrata
António Ventura, lembra a criação, pelo governo regional e no âmbito
do IAMA, de uma comissão denominada "de acompanhamento do mercado do
leite e lacticínios, constituída pelas Associações Agrícola e de
Jovens Agricultores, representantes da ANIL, da Prolacto, da Insulac,
da Bel e da UNILEITE. Uma comissão que não reúne e que se desconhece
quando se juntou pela última vez", explica.
Da mesma forma, o governo anunciou, "em abril de 2008, a constituição
de uma outra comissão técnica, composta por representantes da
indústria e da produção, esta para estudar, principalmente, as razões
da diferença do preço do leite pago à produção no continente e nos
Açores. Tal como a anterior, formada para acompanhar, analisar e
emitir pareceres para a fileira do leite, desconhecem-se as ações
desta segunda comissão", adianta.

http://www.radioatlantida.net/noticias/governo-regional-nao-pode-continuar-de-ferias-para-a-agricultura

Agricultura: FAO aconselha países a fazer reservas para enfrentar preços altos na próxima década

segunda-feira, 27 de Agosto de 2012 | 17:00
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O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e
a Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, avisou que os preços
agrícolas vão continuar altos na próxima década e recomendou a criação
de reservas nacionais de alimentos básicos.

"Para garantir a segurança alimentar e enfrentar o aumento dos preços,
cada país deveria constituir reservas que cubram as suas necessidades
entre uma semana a um mês", afirmou o diretor-geral da FAO numa
entrevista ao jornal Le Monde, publicada hoje.

Apesar do contexto difícil, Graziano da Silva considerou que a
situação atual é "totalmente diferente" do que aconteceu em 2007-08,
quando surgiram conflitos provocados pela fome em vários países.

Entre os fatores essenciais para a estabilidade, o diretor da
organização apontou a estabilidade do arroz e a importância dos
'stocks'.

"Dois terços das pessoas que a FAO considera encontrarem-se em
situação de insegurança alimentar vivem na Ásia e dependem do arroz
para a sua alimentação", precisou.

Perante os elevados preços que atingiram produtos como o trigo e o
milho, Graziano da Silva pediu "mais flexibilidade" e que deixe de se
utilizar o milho e as oleaginosas para produzir biocombustíveis.

Questionado sobre se devem acabar os incentivos aos biocombustíveis,
considerou que não por que farão falta no futuro, quando se
desenvolverem os "de segunda e terceira geração", produtos que não
usam cereais e não competem com os cultivos destinados à alimentação.

Elogiou ainda a iniciativa sul-coreana de criar um imposto para as
transações de futuros e de produtos derivados a fim de lutar contra a
especulação de curto prazo, com venda de contratos que foram comprados
no mesmo dia.

"Esse é o tipo de especulação que devemos evitar em períodos como o
atual. O objetivo não é intervir nos mercados, mas impor uma certa
disciplina aos comportamentos especulativos", justificou.

Assinalou também que a coordenação internacional "melhorou
sensivelmente", sobretudo graças ao Sistema de Informação sobre os
Mercados Agrícolas (SIMA) criado pelo G20, sob presidência francesa,
que "deve permitir evitar os movimentos de pânico e as decisões
unilaterais".

Diário Digital com Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=20&id_news=185925

“Prótoiro” garante ao tribunal que tourada de Viana foi positiva para a agricultura

27.08.2012 - 15:52 Por Lusa
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A "Prótoiro" afirma que a corrida de touros realizada em Viana do
Castelo permitiu recuperar um terreno que "há mais de dez anos apenas
acumulava lixo", revela a posição enviada hoje ao tribunal.

"Está à vista de qualquer pessoa que deixámos aquele terreno melhor do
que quando chegámos. Agora tem condições para ser semeado, para
receber a prática agrícola", explicou à agência Lusa Diogo Costa
Monteiro.

Segundo o presidente da comissão executiva da federação "Prótoiro", a
instalação da arena amovível, com capacidade para 3.300 pessoas, em
terrenos, privados e ambientalmente classificados da freguesia da
Areosa, Viana do Castelo, permitiu "limpar" aquela área.

"Há mais de dez anos que apenas acumulava lixo. Retiramos silvas,
pneus e todo o tipo de lixo. Por isso, até do ponto de vista agrícola,
a corrida foi positiva", defende Diogo Costa Monteiro.

Argumentos que constam da posição transmitida hoje pela "Prótoiro" ao
Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB), que face ao recurso
apresentado pela Câmara de Viana do Castelo decidiu conceder àquela
federação taurina cinco dias para argumentar.

Esse prazo terminou hoje e, com a consulta à "Prótoiro", o tribunal
acabou por viabilizar a corrida de touros, realizada naqueles terrenos
a 19 de Agosto e que contou com mais de 2.300 pessoas.

Recorde-se que a 2 de Agosto a Câmara de Viana do Castelo, a primeira
do país a declarar-se "anti-touradas", indeferiu a sua realização,
alegando também motivos de ordenamento do território, mas a "Prótoiro"
recorreu para o TAFB, que decretou a suspensão dessa decisão
municipal.

A 13 de Agosto, a autarquia argumentou junto do tribunal que os
terrenos em causa são de "elevado valor paisagístico" e que a
instalação da referida arena amovível representava uma "violação
grave" do Plano Director Municipal (PDM), da Reserva Ecológica
Nacional e do Plano de Ordenamento da Orla Costeira.

Além disso, a autarquia, liderada por José Maria Costa, mantém a
declaração, aprovada em reunião de câmara a 27 Fevereiro de 2009, de
"anti-touradas", ou seja não autorizando a realização de qualquer
espectáculo do género em terrenos públicos ou privados.

A "Prótoiro" deu entrada com duas providências cautelares no TAFB.
Além do indeferimento inicial da autarquia à realização da corrida de
touros, alega ainda a ilegalidade da decisão tornada pelo município ao
afirmar-se como "anti-touradas".

Questionado pela agência Lusa, José Maria Costa já afirmou que "se for
necessário" voltará a submeter ao executivo municipal uma nova
declaração, de forma a não autorizar a realização de qualquer tourada
no concelho de Viana do Castelo.

http://www.publico.pt/Sociedade/protoiro-garante-ao-tribunal-que-tourada-de-viana-foi-positiva-para-a-agricultura-1560591

Vinha em Lisboa vindima com voluntário

s Home \ Notícias \ Vinha em Lisboa vindima com voluntários
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hoje às 14:18A vinha da Meia Encosta, na Tapada da Ajuda, é a única
vinha na cidade de Lisboa. Agora precisa de ser vindimada e para isso
o Instituto Superior de Agronomia pede a ajuda de voluntários.

Quer passar um dia diferente? Fazer vindimas em… Lisboa, com a ponte
25 de Abril logo ao lado? Pois bem, a vinha da Tapada da Ajuda, que
serve a formação dos alunos do Instituto Superior de Agronomia (ISA),
está a precisar de ser vindimada. Segundo uma notícia divulgada pelo
suplemento Fugas, do Público, o ISA está a pedir voluntários para a
vindima. Em troca oferece um dia diferente e, quando o vinho da
campanha actual ficar pronto, a organização oferece uma caixa de cinco
litros a todas as pessoas que tenham feito mais de sete horas de
voluntariado. Os voluntários têm ainda direito a entradas grátis para
os espectáculos de Jazz promovidos pelo jardim botânico da Ajuda. No
final das vindimas há um almoço com todos os voluntários, no qual é
provado o vinho do ano anterior. O dia de vindima tem início às 8h com
uma pausa para almoço pelas 12h30 e a jornada da tarde vai das 14h às
17h. As vindimas decorrem até à primeira quinzena de Setembro.
Pode inscrever-se, enviando um e-mail para botanicoajuda@isa.utl.pt
Tel: 213622503
No caso dos candidatos terem idade inferior a 16 anos, devem ser
acompanhados por adultos.

http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/vinha_em_lisboa_vindima_com_voluntarios_12752

Vidigueira: Vindimas começam hoje com quebras de produção a rondar os 20%

Regional | 07:00 | 27-08-2012

Hoje começam as vindimas na Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e
Alvito. Está prevista uma quebra de produção na ordem dos 20% mas a
qualidade da colheita está assegurada.

As vindimas começam, nesta segunda-feira, na Adega Cooperativa de
Vidigueira, Cuba e Alvito.

Este ano o "escaldão" devido ao efeito directo do calor foi o
principal inimigo da cultura e ao contrário daquilo que se esperava
inicialmente a produção vai ter uma quebra na ordem dos 20%
comparativamente com 2011.

José Miguel Almeida, presidente da Adega Cooperativa de Vidigueira,
Cuba e Alvito, afirma que para já tudo faz prever, tendo em conta as
análises que têm vindo a ser efectuadas, que a colheita vai ser de
qualidade.

José Miguel Almeida disse ainda que é muito importante para esta
região os postos de trabalho sazonais que a época de vindimas
proporciona. Para além da Cooperativa também os cerca de 340
associados precisam naturalmente de mão de obra.

Inês Patola

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/50238

Novas regras de fiscalização para a ASAE entram em vigor a 1 de Setembro

23-08-2012 às 13:000





inShareAs novas regras da Autoridade de Segurança Alimentar e
Económica (ASAE) entram em vigor a 01 de setembro e incluem a lista de
tarefas de fiscalização das atividades económicas, avaliação de riscos
alimentares ou informação aos consumidores.
Segundo o diploma de reestruturação da ASAE, hoje publicado em Diário
da República, a entidade sucede nas atribuições da Comissão de
Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade na área da
economia.
A ASAE detém poderes de autoridade e é órgão de polícia criminal,
podendo os trabalhores de inspeção possuir e usar armas. O
inspetor-geral pode aplicar coimas em matéria económica.
É competência da ASAE fiscalizar os locais onde decorra qualquer
atividade económica em setores tão diversos como indústria, turismo,
agricultura, abate, pesca ou comércio, prestação de serviços, casinos
e clínicas médicas.
A ASAE deve também prevenir situações de açambarcamento, combater a
economia paralela, reprimir o jogo ilícito e avaliar situações de
risco alimentar, assegurando a sua comunicação pública.
Diário Digital com Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=588717

PCP: Portugal precisa de uma nova Reforma Agrária

Regional | 07:00 | 23-08-2012

As quebras na produção de cereais levam a DRA do PCP a reivindicar uma
nova Reforma Agrária para Portugal e a condenar as politicas agrícolas
dos governos do PS, PSD e CDS-PP.

A DRA do PCP defende, em nota de imprensa, que Portugal precisa de uma
nova Reforma Agrária.

Na base desta reivindicação está a noticia que dá conta que houve uma
diminuição na produção de cereais, consideram os comunistas que a seca
não foi determinante para esta situação e apontam o dedo à politica
agrícola destrutiva do sector adoptada pelos sucessivos governos do
PS, PSD com a conivência e colaboração do CDS-PP.

Para António João Zacarias a situação de dependência externa
cerealífera resulta de uma política deliberada levando que ao longo de
muitos anos de política de direita não se semeasse e não se
produzisse.

Ainda segundo António João Zacarias colocar Portugal a produzir é uma
imperiosa necessidade, uma condição para salvaguardar a soberania
alimentar de Portugal.


Inês Patola

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/50249

Ministra da Agricultura diz que as apólices coletivas podem garantir maior cobertura em calamidades

23.08.2012 08:44

A ministra da Agricultura acredita que a contratação de seguros é um imperativo no sector. Em entrevista na SIC Notícias, Assunção Cristas explicou que o Estado subsidia parte dos seguros e que as apólices coletivas podem ser a garantia de maior cobertura. A ministra mostrou-se assim preocupada com as consequências dos sucessivos maus anos agrícolas e do actual quadro de seca.




http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/08/23/ministra-da-agricultura-diz-que-as-apolices-coletivas-podem-garantir-maior-cobertura-em-calamidades

Continente aumenta compra de perecíveis à produção nacional

27 de Agosto - 2012
A Sonae acaba de anunciar que reforçou para 86% o peso das compras a
fornecedores nacionais na área de perecíveis, nos primeiros seis meses
do ano.


O resultado alcançado foi impulsionado pela atividade do Clube de
Produtores Continente, uma aposta da Sonae que tem apoiado os
produtores nacionais do setor agroalimentar "a desenvolverem os seus
negócios e processos de inovação", assegura o grupo em comunicado. O
Clube de Produtores Continente foi responsável por um volume de
compras de 66 mil toneladas, no primeiro semestre do ano.

Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, afirma que "a Sonae e o Continente têm
vindo a reforçar a percentagem de compras aos produtores portugueses,
com o objetivo de dinamizar a produção nacional e contribuir para o
desenvolvimento de uma indústria agroalimentar competitiva e geradora
de valor para o país. O peso atual é já muito elevado e próximo do seu
máximo potencial, dada a inexistência de produção de vários produtos
em Portugal e a sazonalidade das colheitas".

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6602&bl=1

Alimentos básicos com preços altos na próxima década

ALERTA DO DIRETOR-GERAL DA FAO

por Lusa, publicado por Ana MeirelesOntem


Fotografia © DR
O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e
a Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, avisou que os preços
agrícolas vão continuar altos na próxima década e recomendou a criação
de reservas nacionais de alimentos básicos.

"Para garantir a segurança alimentar e enfrentar o aumento dos preços,
cada país deveria constituir reservas que cubram as suas necessidades
entre uma semana a um mês", afirmou o diretor-geral da FAO numa
entrevista ao jornal Le Monde publicada hoje.
Apesar do contexto difícil, Graziano da Silva considerou que a
situação atual é "totalmente diferente" do que aconteceu em 2007-08,
quando surgiram conflitos provocados pela fome em vários países.
Entre os fatores essenciais para a estabilidade, o diretor da
organização apontou a estabilidade do arroz e a importância dos
'stocks'.
"Dois terços das pessoas que a FAO considera encontrarem-se em
situação de insegurança alimentar vivem na Ásia e dependem do arroz
para a sua alimentação", precisou.
Perante os elevados preços que atingiram produtos como o trigo e o
milho, Graziano da Silva pediu "mais flexibilidade" e que deixe de se
utilizar o milho e as oleaginosas para produzir biocombustíveis.
Questionado sobre se devem acabar os incentivos aos biocombustíveis,
considerou que não por que farão falta no futuro, quando se
desenvolverem os "de segunda e terceira geração", produtos que não
usam cereais e não competem com os cultivos destinados à alimentação.
Elogiou ainda a iniciativa sul-coreana de criar um imposto para as
transações de futuros e de produtos derivados a fim de lutar contra a
especulação de curto prazo, com venda de contratos que foram comprados
no mesmo dia.
"Esse é o tipo de especulação que devemos evitar em períodos como o
atual. O objetivo não é intervir nos mercados, mas impor uma certa
disciplina aos comportamentos especulativos", justificou.
Assinalou também que a coordenação internacional "melhorou
sensivelmente", sobretudo graças ao Sistema de Informação sobre os
Mercados Agrícolas (SIMA) criado pelo G20, sob presidência francesa,
que "deve permitir evitar os movimentos de pânico e as decisões
unilaterais".

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2738434&page=-1

Maior área de mirtilo está a nascer em Idanha-a-Nova

AGRICULTURA

por Texto da Agência Lusa, publicado por Joana CapuchoOntem

A maior área de produção de mirtilo em Portugal, com um total de 60
hectares, está a nascer na Incubadora de Base Rural em Idanha-a-Nova.
Três meses depois de uma cerimónia inicial simbólica com a ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, em Castelo Novo, a maioria dos 20
jovens agricultores que nela participaram está a preparar as terras
para plantação do pequeno fruto.
Ao todo são 21 produtores de mirtilo que fazem parte de um total de 34
jovens agricultores que, juntamente com uma empresa, alugaram terras à
Câmara de Idanha-a-Nova na Incubadora de Base Rural do concelho.
A velha aspiração do município foi concretizada em 2011: a Direção
Regional de Agricultura e Pescas do Centro alugou à autarquia a
Herdade do Couto da Várzea, onde o Estado já teve campos de testes e
formação, entretanto abandonados.
Hoje são 312 hectares, na maioria servidos por regadio, alugados ao
preço médio de 136 euros anuais por hectare, abaixo do praticado na
região, e onde haverá de tudo um pouco: produção de produtos
hortícolas, olival, engorda de novilhos em prado e mirtilo, entre
outros produtos.
Parte dos jovens já arrancou este ano os primeiros produtos da terra,
como é o caso de Carla Torrado, produtora de melancia, meloa, tremoço
e grão, entre outros, ao longo de 22 hectares.
Nuno Rocha, que faz engorda de animais e já colheu alguns hortícolas,
acredita que "o setor primário é uma boa aposta, desde que haja uma
estratégia definida".
Já José Seixas viu na iniciativa da Câmara de Idanha uma oportunidade
a agarrar depois de ter caído no desemprego: "A semente está lançada,
agora é avançar e a comercialização é próximo desafio", refere o
futuro produtor de uva de mesa.
No entanto, é o mirtilo que vai dominar a paisagem.
Nelson Antunes, produtor do pequeno fruto desde há oito anos, presta
consultoria na área e congregou as intenções de investimento de
interessados de várias zonas do país, sobretudo do Norte.
O produtor refere que Idanha passará a ter "a maior área contínua de
produção de mirtilo de Portugal" e acredita que é essa união, aliada a
um conjunto de clientes europeus já em carteira, que tornam o projeto
do concelho promissor.
No Couto da Várzea há pessoas de todas as profissões que veem no fruto
um bom investimento e, além da atribuição de terrenos, "têm aprovados
apoios [a fundo perdido] do Programa de Desenvolvimento Rural
(PRODER)", na qualidade de jovens agricultores, refere.
No total, o investimento nos 60 hectares de campos de mirtilo ascende
a dois milhões de euros, acrescenta.
Agora, os 21 produtores de mirtilo esperam pelas primeiras chuvas para
poderem amanhar as terras e corrigir alguns parâmetros do solo para
fazer as plantações no inverno.
No primeiro ano "arranca-se logo a flor, para fortalecer a planta, e
no segundo ano já se poderá colher qualquer coisa", explica Nelson
Antunes. Ou seja, em 2014 o mirtilo da zona começará a ser exportado e
a ter um impacto real positivo em Idanha-a-Nova e no país, realça
Álvaro Rocha, presidente do município.
O autarca vê no aluguer de terras abandonadas pelo Estado a jovens
agricultores "um projeto de grande alcance e que pode ser replicado em
todo o país", atraindo "jovens com maior capacidade de risco e
inovadores".
Segundo o responsável, na Herdade do Couto da Várzea ainda há, pelo
menos, 100 hectares de terras por alugar e já houve conversas com a
administração central para serem disponibilizadas outras terras da
região para os mesmos fins.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2737883&page=-1

Unilever prepara-se para o regresso da pobreza à Europa

Métodos dos países asiáticos inspiram nova abordagem

27.08.2012 - 10:02 Por AFP, PÚBLICO
7 de 24 notícias em Economia« anteriorseguinte »

(Foto: Enric Vives-Rubio)
O responsável pela Europa do gigante anglo-neerlandês do
agro-alimentar Unilever disse numa entrevista publicada nesta
segunda-feira que vê "a pobreza regressar" ao continente, e por isso
vai adaptar a sua estratégia.

"A pobreza regressa à Europa", disse Jan Zijderveld ao diário
Financial Times Deutschland, acrescentando: "Se um espanhol não gasta
em média mais de 17 euros quando faz as suas compras, não vou
propor-lhe um pacote de detergente que custa metade do seu orçamento."

Zijderveld disse ir agora inspirar-se nos métodos utilizados pela
Unilever nos países asiáticos em desenvolvimento para abordar o
mercado europeu, vendendo produtos mais baratos embalados em porções
mais pequenas.

"Na Indonésia, vendemos amostras individuais de champô por dois a três
cêntimos cada e mesmo assim ganhamos dinheiro", disse este responsável
de um grupo que abrange marcas de grande distribuição muito conhecidas
também em Portugal, como a Dove (produtos de higiene pessoal), a Olá
(gelados) ou a Knorr (especiarias).

O Financial Times Deutschland relata que a Unilever começou, por
exemplo, a vender em Espanha pequenas embalagens de detergente que
apenas permitem fazer cinco máquinas de roupa.

"Os mercados na Europa são um pouco os Jogos Olímpicos da
distribuição: os mais difíceis! Quem triunfa aqui, dá-se bem em todo o
lado", disse ainda Jan Zijderveld.

A Unilever tem em Portugal uma parceria com a Jerónimo Martins desde
1949, que actualmente se materializa na Unilever Jerónimo Martins,
comercializando marcas como a Becel, Maizena, Skip ou Cif.

http://economia.publico.pt/Noticia/unilever-preparase-para-o-regresso-da-pobreza-a-europa-1560539

Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa / Idanha-a-Nova conquista mais uma medalha de Ouro em Concurso Internacional

O queijo de Castelo Branco DOP "Sabores da Idanha" mereceu uma medalha
de Ouro no concurso internacional Great Taste Awards 2012 que decorreu
este mês em Inglaterra. Este concurso reconhecido internacionalmente,
organizado pelo Guild of Fine Food, premeia os produtos de
especialidade / gourmet à semelhança da atribuição de estrelas
Michelin à excelência na gastronomia e restauração. O Great Taste
Awards tem sido descrito como os "Óscares" do mundo dos produtos
alimentares. Este ano contou com a participação de 8.800 produtos a
concurso, avaliados em provas cegas por um júri de mais de 300
especialistas.

Os queijos da Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa são
conhecidos a nível nacional e a qualidade e excelência dos seus
produtos é cada vez mais reconhecida a nível nacional e internacional.
A Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa tem participado
desde 2010 em concursos nacionais de queijos e em 2011 participou pela
primeira vez num concurso internacional tendo conquistado Ouro com o
Queijo Amarelo da Beira Baixa DOP "Sabores da Idanha" no World Cheese
Awards 2011, Inglaterra.

Este ano, a Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa viu
toda a sua gama de queijos e requeijões com denominação de origem
protegida conquistar um pleno de Ouro com 6 medalhas no Concurso
Nacional de Queijos Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados,
Santarém no âmbito da Feira Nacional de Agricultura.

Recentemente, a Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa
arrecadou um 4º lugar no concurso International Cheese Awards,
Inglaterra na categoria de Best New Dairy Praduct com o produto Bombom
de queijo "Sweet Cheese" desenvolvido em parceria com a Escola
Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.

A cerimónia de entrega de prémios Great Taste Golden Fork Awards 2012
terá lugar a 3 de Setembro no Royal Garden Hotel em Londres e será
apresentada por Nigel Barden da BBC Rádio 2.

Idanha-a-Nova, 27 de Agosto de 2012

Fonte: Coopidanha

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/27a.htm

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Alqueva: Governo utiliza fundos do QREN para impulsionar o projecto

Regional | 07:00 | 23-08-2012

O Governo pretende dar mais 50 milhões de euros para financiar Alqueva
no âmbito da reprogramação estratégica do QREN.

O Governo vai usar os fundos comunitários para dar um novo impulso ao
Alqueva, segundo a edição de ontem do Diário Económico, no âmbito da
reprogramação estratégica do QREN-Quadro de Referência Estratégica
Nacional, o Executivo vai dar mais 50 milhões de euros para financiar
a construção de infra-estruturas de armazenamento, captação e
transporte de água e abre a porta para que outros investimentos do
Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva possam ser financiados.

No documento que, esta semana, foi discutido com os parceiros na
concertação social, o Executivo assumiu o interesse estratégico na
conclusão do projecto Alqueva.

A abertura para financiar infra-estruturas secundárias de distribuição
de água que possam permitir criar zonas de regadio para viabilizar
sistemas agrícolas competitivos na região, não é, contudo, acompanhada
de uma alocação financeira, porque Bruxelas ainda tem de dar luz verde
a esta iniciativa.

O secretário de Estado adjunto da Economia, António Almeida Henriques,
afirmou ao diário Económico que se houver essa aprovação por parte de
Bruxelas serão alocadas verbas que resultarão de ouros projectos sem
execução.

Inês Patola

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/50248

Viagem ao mundo cor-de-rosa da Sogrape

História

António Freitas de Sousa
23/08/12 00:05



Criar uma empresa exportadora em plena II Grande Guerra parece
loucura. Foi assim com a Sogrape, líder incontestada do mercado.

Nem administrador, nem adjunto da direcção, nem director-geral, nem
chefe de divisão. Nem ao menos escriturário. Ou telefonista. Ou
porteiro. Quando Fernando Guedes decidiu que Lisboa (estava
matriculado na Faculdade de Economia) não era uma cidade onde gostasse
de viver e preferiu regressar ao Porto e pedir ao pai para trabalhar
com ele na sua própria empresa, foi posto a lavar pipas. É um trabalho
pesado: é preciso entrar para dentro delas, raspar a borra do vinho
que já lá esteve armazenado - fica-se sempre um pouco zonzo com os
vapores que por lá circulam - lavá-las com água e pô-las ao sol a
secar; mas alguém tem de o fazer. Ou tinha: já não há aprendizes de
tanoeiro em lado nenhum mas, em 1952, quando Fernando Guedes pediu ao
pai, Fernando van Zeller Guedes, fundador da Sogrape, para entrar na
empresa, foi essa a função que lhe foi atribuída.

Para Fernando van Zeller Guedes, o mundo era uma espécie de diamante
em bruto e ao homem competia lapidá-lo na medida das suas
competências: o seu filho mais velho (de sete irmãos) não poderia
nunca administrar uma empresa de vinhos se não soubesse o que era uma
pipa.

Em plena guerra
Em 1942, o mundo estava a ser moldado à bomba. Os aliados e as forças
do eixo estavam a transformar o solo do planeta numa sucessão de
buracos atulhados de cadáveres e a economia da Europa não ia além da
troca de empréstimos de pagamento muito duvidoso por carregamentos de
armas das mais diversas espécies - não importava quais, desde que
matassem.

Fundar uma empresa exportadora nesta envolvente era o mesmo que lançar
um pedaço de ferro a uma tina de água e ficar à espera que flutuasse.
Contra o mais óbvio e a todos os títulos aconselhável racional de
negócio, Fernando van Zeller Guedes decidiu lançar uma empresa. De
vinhos e vocacionada para as exportações. Muniu-se do acordo de 15
amigos - que compuseram o primeiro elenco accionista da Sogrape - e
acantonou-se na ideia de lançar um produto de tal forma inovador, que
não desse margem a que passasse despercebido. Estava criado o Mateus
Rosé.

A Sogrape foi fundada no dia 22 de Junho de 1942 - uma semana antes de
Hitler lançar a campanha da Batalha de Stalingrado - e, para atingir a
estratégia determinada, Fernando van Zeller Guedes recorreu a duas
vias: às suas próprias ideias e ao enólogo francês Eugène Hellis. A
dupla adquiriu vinhos do Douro da produção de 1942 e Eugène Hellis
trabalhou-os da forma que entendeu (numa adega alugada em Vila Real),
ao mesmo tempo que van Zeller Guedes desenhava uma garrafa. A garrafa
- que viria a transformar-se num dos ícones do 'design' do século XX -
era verdadeiramente inovadora, é certo, e inspirava-se num cantil de
soldado, como também é claro. Mas não era nada disso que o fundador da
Sogrape tinha em vista: a garrafa era substancialmente mais pequena
que as tradicionais, o que obrigaria a que, num escaparate, ficasse
sempre à frente de todas as outras. Foi isso que sucedeu - não sendo
por isso fácil de determinar qual foi a mais genial das ideias: o
vinho de cor rosada, sabor doce e leveza garantida; ou o golpe
subliminar da garrafa anã.

Naqueles dias de chumbo, o mundo em geral, e os europeus em
particular, viviam numa espécie de festa permanente no meio dos
escombros e dos corpos retalhados dos amigos: sabendo que partir em
breve era a hipótese mais próxima, cada europeu dedicava-se a torná-la
o mais alegre (e enevoada) possível. Paris, como tantas outras
cidades, era uma festa - sobre a cidade ocupada, vale a pena ler a
auto-biografia de Simone de Beauvoir - que os manuais de psicologia
haveriam de esmiuçar nas décadas seguintes. Ou seja: afinal, havia
mercado para o vinho.

Os dias de paz trouxeram mais mercado e por isso vender vinhos passou
a ter um claro racional de negócios. Resultado: a concorrência
aumentou e, num sector onde a tradição já era o que ainda hoje
continua a ser (um instrumento de gestão), o Rosé passou a coleccionar
detractores. Desde 'xarope' a 'bebida para meninos do coro', o Mateus
Rosé aguentou todos os epítetos que lhe quiseram atirar e seguiu em
frente: no final da década de 1950 já vendia cinco mil caixas em
Inglaterra e chegava a cada vez mais mercados (atingiu a China em
1983) dos 125 que acabaria por 'coleccionar'. Quanto aos seus
detractores - dos que ainda sobrevivem - não há nenhum que cometa a
imprudência de não ter um rosé no seu 'port folio'.

Uma nova etapa
Fernando Guedes tinha entretanto deixado a pouco auspiciosa carreira
de tanoeiro e rumara a França, onde, na Faculdade Ciências da
Universidade de Dijon, seria um dos primeiros três portugueses a
diplomar-se em Enologia. Foi nessa condição que regressou à Sogrape,
onde, em 1957 - um ano depois de casar com Ana Mafalda Maria Antónia
de Mello Falcão Trigoso da Cunha Mendonça e Menezes - assume a
direcção técnica da produção.

O fôlego económico patrocinado pelo Plano Marshall e pelo
aprofundamento do Estado social - de que a Europa se anda agora a
despedir - levou a Sogrape a abrir um período de fortes investimentos
no crescimento. No início da década de 60, arranca o primeiro centro
de vinificação construído de raiz, na Quinta de Cavernelho (freguesia
de Mateus, Vila Real), e pouco depois, também sob a supervisão de
Fernando Guedes, dão-se início às obras de construção das modernas
instalações em Avintes (arredores do Porto). O jovem enólogo
aparentava ter mais apetência para liderar estratégias empresariais
que propriamente para compor lotes de vinho, pelo que deu entrada na
administração do grupo - onde viria a atingir o topo em 1987, já
depois da morte de Fernando van Zeller Guedes.

Será na década de 1980, já com forte participação de Fernando Guedes,
que se irá formar aquilo que é hoje parte substancial do grupo
Sogrape: uma agressiva política de aquisições e um agregado de marcas
razoavelmente imbatível e concorrencial, tanto na área do Vinho do
Porto como do vinho de mesa. Um exemplo: apenas com a aquisição da
A.A. Ferreira (em finais de 1987), a Sogrape tomou de assalto o topo
das vendas de Vinho do Porto e tornou-se dona do mais emblemático dos
vinhos de mesa nacionais, o Barca Velha.

Mas o grupo quis igualmente diversificar. Por duas vias: tomando
posições em diversas regiões demarcadas do país - uma estratégia
apenas timidamente seguida por uma ou outra empresa do sector - e
transformando-se no mais importante investidor português no sector
vitivinícola fora das fronteiras nacionais. É aliás, neste particular,
praticamente o único exemplo: há apenas uma outra empresa portuguesa a
produzir vinho fora do país, mais precisamente no Brasil, enquanto que
a Sogrape tem posições cada vez mais firmes na Argentina, no Chile, na
Nova Zelândia e em Espanha, num total estimado em mais de 1.500
hectares de vinha espalhados pelo planeta.

Um futuro que já começou
Uma empresa desta dimensão - é de longe a maior do sector em Portugal
- teria obrigatoriamente que ser alvo de cobiça externa. E esse foi um
dos problemas que, subitamente, entrou portas a dentro na Sogrape -
quando nada o fazia prevê - consubstanciando-se num novo accionista
com quem a família Guedes recusa sequer cruzar-se: o comendador Joe
Berardo.

Alavancado na sua Quinta da Bacalhoeira, o 'enfant terrible' do mundo
empresarial português dedicou-se há uns anos a 'disparar' em várias
direcções no sentido de acrescentar ao seu 'port folio' mais empresas
do sector dos vinhos. Entre promessas de aquisição dos 40% da Real
Companhia Velha que se encontram nas mãos da Casa do Douro e
afirmações que levavam a crer que iria comprar metade da região, o
maior coleccionador português de arte moderna e um dos maiores de
acções do BCP entrou 'sub-repticiamente' no grupo Sogrape, originando
um caso sério (para não se gastarem outros adjectivos) que anda pelos
tribunais.

Entretanto, Fernando Guedes - que se retirou da gestão executiva no
início do milénio por considerar que os seus três filhos, Salvador,
Manuel Pedro e Fernando, estavam habilitados a lapidar os seus
próprios mundo - descobre uma outra preocupação, de alguma forma
decorrente da anterior. Eis um excerto de um documento oficial do
grupo: "Já quanto ao futuro a longo prazo, Fernando Guedes não esconde
algum receio de que a passagem de testemunho para a quarta geração não
venha a ser tão fácil e pacífica como as anteriores". Mas não perde a
esperança de que a maioria do capital da Sogrape permaneça na família
- "gostava muito que isso acontecesse" - e que alguns dos seus dez
netos venham a mostrar capacidade e interesse para integrar os órgãos
de gestão da empresa, desde que cumpram um conjunto de regras de
acesso muito rigorosas que estão já fixadas. "As pessoas da família
devem exercer funções pelos seus méritos e não por herança", avisa.

Nada disso parece, para já, fazer parte das preocupações de Salvador,
actual líder executivo de um grupo que está prestes a ultrapassar pela
primeira vez a mítica barreira dos 200 milhões de euros de volume de
vendas.

http://economico.sapo.pt/noticias/viagem-ao-mundo-corderosa-da-sogrape_150532.html

Carmo eleita PME Líder 2012

27 de Agosto - 2012
A Carmo, empresa do grupo Carmo com atividades na área florestal, foi
distinguida pelo IAPMEI e alguns bancos nacionais como PME Líder 2012
devido "à qualidade do seu desempenho" e ao "superior perfil de
risco", no âmbito do Programa FICRESCE.


O grupo desenvolve soluções com base na madeira tratada
industrialmente por vácuo e pressão, e é já "o maior nome europeu" em
soluções de exterior e interiores em produtos e estruturas em madeira
redonda, serrada e lamelada colada tratada, em número e volume,
assegura a empresa em comunicado.

O estatuto PME Líder destina-se a consagrar a notoriedade e otimizar
as condições de financiamento de empresas que se posicionam como
"motor da economia nacional" nos seus setores de atividade.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6597&bl=1

Florestas: PPM critica "liberalização" de plantações de eucalipto no novo regime de arborização

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
13:58 Quinta feira, 23 de Agosto de 2012
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Lisboa, 23 ago (Lusa) -- O PPM lembrou hoje que o eucalipto é uma
espécie exótica invasora, mas parece ser a beneficiada na alteração do
regime que regulamenta as ações de arborização e rearborização com
espécies florestais.

Depois de analisar a versão para apreciação pública do diploma
elaborado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas,
os monárquicos notaram que a proposta "abre a porta à liberalização
das plantações de eucalipto em Portugal, parecendo querer beneficiar
uma das fileiras associadas à floresta portuguesa".

O partido destacou, em comunicado, que o "eucalipto está classificado
como espécie exótica invasora, sendo a sua erradicação difícil", e
referiu que a monocultura destas árvores provoca a destruição da
biodiversidade.

http://visao.sapo.pt/florestas-ppm-critica-liberalizacao-de-plantacoes-de-eucalipto-no-novo-regime-de-arborizacao=f682457

Conclusão da barragem do Foz Tua adiada quase um ano devido a abrandamento das obras

23 Agosto 2012 | 17:52
Lusa

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A EDP já reprogramou as obras para a construção da barragem, a pedido
da Unesco. O novo plano atira para o terceiro trimestre de 2016 o
arranque da operação da central hidroeléctrica.
A EDP reprogramou o calendário de construção da barragem de Foz Tua
que adia em quase um ano a conclusão do empreendimento, devido ao
abrandamento dos trabalhos acordado entre o Governo português e a
Unesco.

O organismo internacional pediu o abrandamento da obra até à
apresentação do relatório, que deverá estar pronto no final do ano, da
missão que, no início de Agosto, visitou a região para analisar os
impactos do empreendimento hidroeléctrico no Douro Vinhateiro
Património da Humanidade.

Um grupo de associações opositoras da barragem acusou o Governo e a
EDP de "desrespeito" do acordo por alegadamente "as obras não terem
abrandado", além de ter sido aprovado um incentivo à EDP pela
electricidade.

Num esclarecimento por escrito à Lusa, a concessionária da barragem
refere que "em resposta à orientação da Unesco, a EDP procedeu a uma
reprogramação da construção de Foz Tua" e que "este novo plano remete
o início de actividade do empreendimento para o terceiro trimestre de
2016", enquanto "a data inicial apontava para Novembro de 2015".

A empresa esclarece ainda que "o abrandamento do ritmo de trabalhos,
já em curso, implica o adiamento do início de construção do paredão da
barragem" e que "a suspensão desta componente central do projecto
traduz-se numa diminuição do número de empregos directos".

"Estão actualmente em obra 335 trabalhadores. Em Junho último, antes
da decisão daquela entidade, eram 506. De acordo com o cronograma
inicial, o projecto empregaria nesta altura cerca de 800
trabalhadores", concretizou.

A EDP sublinha ainda "a inexistência de subsídios em Foz Tua",
referindo que "aquele empreendimento, a ser concluído, receberá uma
garantia de potência tal como as restantes novas centrais
hidroeléctricas em construção".

Alega "tratar-se de um pagamento pelo serviço de disponibilidade de
potência que as centrais prestam ao sistema eléctrico, sempre que haja
necessidade de suprir falhas de abastecimento num curto espaço de
tempo".

Contactado pela Lusa, o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e
Ordenamento do Território (MAMAOT) reforçou a informação já adiantada
há uma semana e que vai ao encontro dos dados avançados pela EDP.

A recalendarização das obras foi apresentada pela ministra Assunção
Cristas à missão da UNESCO.

"O Governo está-se nas tintas para a UNESCO", afirmou hoje Daniel
Conde do Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), que acusa o Estado
português e a EDP de incumprimento do acordo numa exposição feita
àquele organismo.

A posição é subscrita por mais quatro associações opositoras da
barragem: GEOTA- Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e
Ambiente, LPN- Liga para a Protecção da Natureza, COAGRET-
Coordenadora dos Afectados pelas Grandes Barragens e Transvazes, e o
Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT).

"As obras não abrandaram. Até há indicação de que há mais máquinas",
afirmou à Lusa Daniel Conde, que disse ainda à Lusa não ter dúvidas de
que "ou a barragem para ou o Douro vai ser desclassificado".

Aquele activista contesta o argumento de que a barragem "ocupará
apenas 0,001 por cento da zona classificado, porque para a UNESCO o
que conta é o valor universal do património classificado".

Os opositores da barragem contestam ainda o novo regime de incentivos
para garantias de potência aos centros electroprodutores aprovado por
portaria do Governo de 20 de Agosto, que classifica de "uma extorsão
às famílias portuguesas de 30 milhões de euros por ano, em benefício
das grandes eléctricas".

Foz Tua é contemplada nesta portaria que "lista as novas centrais
hidroeléctricas que serão abrangidas por este regime, incluindo todas
as centrais aprovadas ao abrigo do Programa Nacional de Barragens,
mais o Baixo Sabor e Ribeiradio", segundo os contestatários.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=574611

Vindimas atrasadas até beneficiam qualidade da uva

Atraso gestativo deve-se às temperaturas mais baixas que o costume
A um Verão pouco quente junta-se a seca para explicar a colheita
tardia, prevista para o período entre 10 e 15 de Setembro. 22-08-2012
15:02


Há cerca de 11 anos que o Verão no Douro não era tão fresco. Por isso,
as vindimas deste ano vão ter um atraso de cerca de 15 dias, mas os
vitivinicultores da região até prevêem uma colheita superior à do ano
passado.
Ao Verão atipicamente pouco quente junta-se a seca para explicar o
adiamento da vindima, mas Fernando Alves, da Associação de
Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVD), diz que em nada vai
prejudicar a produção.

"Este atraso gestativo deve-se sobretudo ao facto de ser um ano com
uma carga térmica relativamente mais baixa, o que por um lado pode ser
fortemente beneficiador de um potencial qualitativo elevado", explica
Fernando Alves.

"A estimativa que foi apresentada aponta para uma subida relativamente
ao ano transacto, sendo que 2011 foi um dos anos mais fracos na
produção na região demarcada do Douro", acrescenta.

As vindimas deste ano devem decorrer entre 10 e 15 de Setembro.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=74530

CP reedita o Comboio das Vindimas

Dia 22 de setembro


A CP reedita este ano um programa especial em torno da festa das
vindimas no Douro vinhateiro, com viagem marcada para o dia 22 de
setembro.

"A Festa das Vindimas no Douro" propõe um dia inteiro de atividades
relacionadas com a sazonal festa das vindimas e com o processo
produtivo do vinho, com viagem de comboio a partir de Porto Campanhã
até à Régua.

O passeio inicia-se às 08H55, em Porto Campanhã, e chegados à Régua,
os participantes terão ao seu dispor transfer rodoviário até à Quinta
de Campanhã onde os aguardam diversas atividades, como degustação de
vinhos; visita guiada à adega e área de produção de vinho; almoço
regional; e atuação de um grupo de cantares e danças da região.

Na parte da tarde é possível participar nas "lagaradas", uma tradição
em que após a apanha das uvas, os frutos são colocados nos lagares de
granito para serem pisados enquanto se canta e dança, celebrando o
final de mais um ano vinícola. O preço do programa completo é de 49
euros, para adultos, e de 29 euros, para crianças dos quatro aos oito
anos.

Os bilhetes estão à venda em toda a rede de bilheteiras CP e incluem
ainda uma tarifa especial de 3 euros por 24 horas no parqueamento de
automóveis nas estações de Porto Campanhã e de Braga, além de
condições especiais nas dormidas no Hotel Tryp Porto Centro, Hotel B &
B Porto Centro e Tiara Park Atlantic.

Mais informações sobre o Comboio das Vindimas e sobre outros serviços
da CP podem ser consultadas em www.cp.pt, no call-centre 808 208 208,
e nos Pontos de Venda e Gabinetes de Apoio ao Cliente da CP.

http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=97400&mostra=2&seccao=moldura&titulo=Dia-22-de-setembro-CP-reedita-o-Comb

Conflitos pessoais fazem disparar queixas contra animais

Zona do Minho encabeça lista de queixosos

A Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) tem
registado um aumento de queixas contra explorações pecuárias,
totalizando em menos de três anos mais de 200 reclamações, com a zona
do Minho a encabeçar a lista dos queixosos.
26 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (2)



Aquele organismo constata que "a maioria das reclamações é efectuada
por familiares contra familiares ou entre vizinhos com problemas não
directamente associados à actividade pecuária".
O director regional, Manuel Cardoso, garantiu à Lusa que "a maior
parte das situações resolveram-se com pequenas correcções" e
demonstram que "o que há muitas vezes que mudar é a mentalidade das
pessoas e não a situação dos animais".
Segundo o responsável, "a esmagadora maioria das reclamações decorrem
de problemas de relacionamento pessoal entre familiares e/ou vizinhos,
originando um desperdício de recursos públicos, já que cada reclamação
envolve uma visita técnica conjunta de representantes de vários
organismos".
"Fica caríssimo ao Estado e, por isso, ao erário público e aos
contribuintes", referiu o director regional, para quem "se deveria
imputar directamente ao reclamante os custos directos nas situações
(que são a maioria) em que a reclamação não colhe deferimento ou é
infundada".
De acorde com dados avançados pela DRAPN, "em termos médios e apenas
em custos directos, uma reclamação originará uma despesa entre 30 a 50
euros".
"Não está certo ser o contribuinte a pagar questões que, afinal, são
particulares", considerou.
Os relacionamentos pessoais estão a tornar, segundo as conclusões da
DRAPN, cada vez mais conflituosa a coexistência ancestral de animais e
pessoas, nomeadamente em pequenas explorações que mantém processos de
produção tradicionais.
Os motivos das queixas são maioritariamente maus cheiros e
incomodidade, mas também prejuízos agrícolas, vacarias ilegais, falta
de licenciamento, escorrências, poluição de rios, sujidade, abate
clandestino, despejos, e até maus tratos a animais.
Na região Norte, o Distrito de Braga lidera com mais de 80
reclamações, seguido do Porto com mais de 40, Bragança 30, Vila Real
22 e Viana do Castelo com dez.

Este organismo abrange também alguns concelhos do norte dos distritos
de Aveiro, Guarda e Viseu que totalizam 28 reclamações.
Os registos da DRAPN datam de 2009, ano em que entrou em vigor o
regime do exercício da actividade pecuária e a partir do qual "o
número de queixas tem vindo a crescer com volume significativo em 2011
e a crescer em 2012".
O director regional admitiu também que "com o desenvolvimento dos
métodos de produção e exigências de saúde pública, por um lado, e as
normas do bem-estar animal, por outro, esta coexistência tende a ser
conflituosa, o que se materializa na existência de um número crescente
de reclamações".
Manuel Cardoso defendeu ainda que "esta problemática não pode ser
dissociada dos atuais instrumentos de gestão territorial", como os
planos directores municipais, competindo a cada autarquia "definir um
zonamento do seu território, indicando as eventuais utilizações de
cada local".
O director regional acredita que o regime do exercício da actividade
pecuária "enuncia um conjunto de regras tendentes a harmonizar estas
questões", mas alertou que "a adopção de normas de higiene, muitas
vezes as mais elementares, poderia levar a que se evitasse muito
trabalho e muitos inconvenientes".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/conflitos-pessoais-fazem-disparar-queixas-contra-animais

Seca obriga à venda do gado

Drama: Ausência de chuva preocupa

A seca que afecta todo o País está a levar ao desespero milhares de
agricultores e produtores agrícolas. No nordeste transmontano, há já
quem tenha sido obrigado a vender o gado por falta de pasto.

1h00Nº de votos (1) Comentários (0)
Por:Secundino Cunha com J.N.P./P.G./J.N.




"Está muito difícil arranjar água para o gado. Todas as semanas tinha
de ir longe buscar seis ou oito metros cúbicos de água. Resolvi vender
o rebanho", disse ao CM Joaquim Morais, residente em Outeiro,
Bragança. "Há muita gente a vender o gado todo ou, pelo menos, uma
parte. O problema não é só a água para os animais beberem, é a que
falta nos campos e que faz com que não haja pastos", explica o
agricultor.
A aldeia de Outeiro é uma das quinze do concelho de Bragança que,
quase uma vez por dia, contam com o apoio dos bombeiros no
abastecimento de água. "Hoje as torneiras deixaram de deitar às 11h00.
São 16h30 e ainda não há água", disse ao CM Clara Fernandes, moradora.
Todos os dias, os cinco auto-tanques dos bombeiros de Bragança
percorrem mais de 300 quilómetros para abastecer as mães--de-água das
aldeias, que começaram a sentir a falta do líquido precioso em Maio.
"Metade da água é para encher a rede e no depósito só ficam 15 mil
litros que, para uma aldeia destas [Outeiro], onde vivem 250 pessoas e
há um lar com 50 idosos, não é nada", diz Paulo Gonçalves, motorista e
adjunto do comando dos BVB.
Na Cervejaria Bento, no centro da aldeia, o povo refresca-se à sombra,
a beber uma cerveja, e lamenta a falta de água. "Hoje tomei banho com
a água de uma garrafa de litro e meio que trouxe do supermercado",
afirma Zacarias Afonso Parreira. Já Manuel Paiva não tem dúvidas de
que este Verão é o mais seco dos últimos 40 anos. "O poço da minha
casa secou este ano pela primeira vez e está construído há mais de 50
anos", afirma o morador de Outeiro.
MAIS DE METADE DO TERRITÓRIO NACIONAL SOFRE COM SECA EXTREMA
No final de Julho, 58% do território estava em seca extrema, 26% em
seca severa, 15% em seca moderada e 1% em seca fraca. Os dados
recolhidos pelo Instituto de Meteorologia apontam para um
desagravamento da seca extrema no Norte e Centro, mas na bacia do
Arade (Algarve) o cenário é preocupante: a infra-estrutura regista
apenas 14% da sua capacidade.
VINDIMAS VÃO ATRASAR NA LEZÍRIA RIBATEJANA
No norte do Ribatejo, os criadores de gado aumentaram as despesas com
rações por causa da falta de pastos e não têm armazenagem para o
Inverno; a sul, na lezíria, os produtores de cereais, tomate e vinha
foram afectados pela ausência prolongada da chuva. "Os furos
aguentaram as regas, mas, se não chover para repor os lençóis
freáticos, o futuro pode ser complicado", adianta Amândio Freitas, da
Federação dos Agricultores do distrito de Santarém. No caso da vinha,
as temperaturas elevadas e a falta de humidade nos solos afectaram o
desenvolvimento normal dos cachos. "Fomos obrigados a recorrer à rega
e isso aumentou bastante os custos de produção", explica António
Noronha, da Agro Alpiarça. Para além da uva ter pouco grau, "as
vindimas vão ser feitas com três semanas de atraso".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/seca-obriga-a-venda-do-gado

O último campino da lezíria

Histórias

Manuel Borda d'Água tem 86 anos. Vive sozinho em Mouchão da Cabra com
um rol de recordações de um tempo que já não existe
26 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Lurdes Mateus




Com um brilho nos olhos e um vigor de outros tempos, o último campino
a viver na lezíria recebeu-nos na sua humilde casa. Manuel Borda
d'Água vive há cerca de 20 anos isolado na lezíria, mas, devido à
idade, já não tem o fulgor de outro tempo para montar a cavalo. Tem 86
anos. Nos últimos dez anos tem vivido de dia e de noite em Mouchão da
Cabra, não tem vizinhos e na imensidão dos campos a casa onde vive é a
única que o olhar consegue avistar.
Manuel já tinha acabado de lavar a roupa e estava a dar de comer aos
animais. "Sei fazer de tudo, só não sei fazer dinheiro. Se soubesse,
era rico."
Nascido e criado nos Casais de Baixo, na Azambuja, Manuel é filho de
pais agricultores, mas ainda muito novo preferiu trabalhar com os
toiros bravos e começou por guardar gado. Na maior parte da sua vida
foi maioral de vacas e de toiros em muitas casas com tradição taurina.
É o campino mais antigo de Portugal que ainda vive na lezíria. "Esta
arte está para acabar. O dinheiro é pouco e o trabalho é muito duro."
Manuel Borda d'Água foi este ano homenageado nas Festas em Honra de
Nossa Senhora da Oliveira e Nossa Senhora de Guadalupe, em Samora
Correia. Os poucos campinos ainda vivos pensavam que Manuel já tinha
morrido. "Já ninguém se lembrava de mim e agora não me largam."
De uma vida inteira de trabalho, do que mais sente saudades "é de
lidar com os toiros e do gado bravo". Manuel deu várias voltas ao
País. "Estive em todas as praças de toiros. Pouco depois de ser guarda
de toiros no Vale de Santarém já ia à praça e acompanhava os toiros e
cheguei a ir a Espanha." Os ordenados eram pagos à semana, mas como
campino "eram 20 escudos, o que na altura não era mau".
SAUDADES DO TRABALHO
Mouchão da Cabra é um punhado de terra da Casa de Norberto Pedroso que
em tempos fez parte de uma grande herdade, "mas agora os tempos são
outros. Tudo mudou, tudo se virou ao contrário". Manuel não se
resigna: "Mais vale sozinho do que mal acompanhado."

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/o-ultimo-campino-da-leziria

Quebra nas vendas de carne mirandesa

Actualizado em ( 27-Ago-2012 )


A crise está a afectar a venda de carne mirandesa. Este ano, a
Cooperativa Agro-pecuária Mirandesa registou uma quebra de cerca de 10
por cento no mercado nacional.

O responsável da Cooperativa, Nuno Paulo, diz que o aumento das
exportações está a equilibrar o negócio."O ano passado foi o melhor,
quer em termos de quantidade, quer de volume de negócio. Neste momento
a quebra é de 1,5 por cento. Tivemos algumas oportunidades de negócio
para Inglaterra e França. São mercados em crescimentos. No mercado
nacional tivemos uma quebra a rondar os 10 por cento", afirma o
responsável.Nuno Paulo diz que os portugueses estão a substituir a
carne mirandesa por variedades mais baratas."Fizemos um estudo de
mercado que nos permite ver que a classe média alta eram os nossos
consumidores a nível nacional. Como a classe média é a que se está a
ressentir mais com a crise. Pelos números é obvio que deixaram de
comer carne mirandesa e começaram a comer outros produtos de
substituição", constata Nuno Paulo.Mesmo assim, A Cooperativa
Agro-Pecuária mirandesa vai avançar com a comercialização dos
pré-cozinhados já no próximo ano."A única valência com que ainda não
estamos no mercado e estamos neste momento em fase de apuramento é os
pré-cozinhados. São o nosso grande projecto para implementar. Queremos
no próximo ano já ter estes produtos no mercados, para podermos
evoluir nessa área", garante Nuno Paulo.
As vendas de carne mirandesa a baixarem no mercado nacional, devido à crise.

http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=7716&Itemid=43

Agricultores exigem compensação

Prejuízos do mau tempo no Douro

Um corte simbólico da Estrada Nacional 323, em Sabrosa-Pinhão, e a
realização de um protesto são as formas escolhidas pelos agricultores
de Celeirós do Douro para manifestar a sua revolta perante a "falta de
apoios face aos prejuízos causados pelo granizo de 25 de Julho".
26 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:A.C.

"Passou um mês e não recebemos um cêntimo. Nem subsídios nem apoio
técnico. Apenas ouvimos intenções", contou ao CM o presidente da Junta
de Freguesia de Celeirós do Douro, Vítor Cardoso. Segundo o autarca há
cerca de 100 famílias de pequenos viticultores a passarem dificuldades
e alguns até vão abandonar as vinhas.
A manifestação deverá realizar-se sexta-feira, no lugar do Calvário,
junto às vinhas destruídas. De acordo com o Ministério da Agricultura,
a área afectada pelo mau tempo na região duriense deverá rondar os 700
hectares.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/agricultores-exigem-compensacao

Até um milhão de hectares de floresta mediterrânea perdidos por ano

INCÊNDIOS

24 | 08 | 2012 10.46H
Os fogos consomem a floresta dos países mediterrâneos, com custos na
ordem dos mil milhões de euros, alerta a agência das Nações Unidas
para a Agricultura e Alimentação.
Destak | destak@destak.pt
Os incêndios consomem todos os anos entre 700 mil e um milhão de
hectares de floresta mediterrânea, qualquer coisa como um milhão de
campos de futebol, com perdas económicas na ordem dos mil milhões de
euros, alertar a agência das Nações Unidas para a Agricultura e
Alimentação (FAO).

A situação na Grécia piorou, segundo os dados da organização, onde se
passou de 12 000 hectares nos anos 70 do século passado, para 30 000
em 2011. Itália (passou de 43 000 para 118 000l), Marrocos (de 2 000
para 3 100), Espanha (de 50 000 para 208 000) e a ex-Jugoslávia (de 5
000 para 13 000) seguiram igual caminho.

Portugal não foge à regra. Por cá, resultado das elevadas
temperaturas, fortes ventos e sucessivos descuidos, assim como acções
propositadas, chegaram-se aos 20 930 hectares de floresta destruída em
2011.

http://www.destak.pt/artigo/137661-ate-um-milhao-de-hectares-de-floresta-mediterranea-perdidos-por-ano

A nova 'crise do pão'

DE OUTRAS MARGENS

por MARIA JOÃO TOMÁS24 agosto 20122 comentários

Depois de um inverno sem chuva em muitos países produtores agrícolas,
o aumento do preço dos cereais nos mercados mundiais de
matérias-primas disparou em julho, antevendo-se uma nova crise
alimentar que, a ONU alerta, possa ser mundial.
A última grande crise deste género aconteceu em 2010 e muito embora o
G20 tenha criado, um ano depois, um Fórum de Reação Rápida para
minorar as consequências de uma situação similar, o agravamento do
preço dos bens de primeira necessidade, em países que estão a
atravessar situações políticas e económicas complicadas, pode
despoletar reações imprevisíveis. Lembremos apenas que as revoluções
da "Primavera Árabe" tiveram como uma das causas a denominada "crise
do pão de 2010", que foi suficiente para provocar uma onda de
contestação capaz de derrubar ditadores e criar conflitos regionais
sem fim à vista.
Já em 2008, uma outra crise semelhante acelerou os ânimos no Irão e a
população saiu à rua para questionar o regime, a propósito dos
duvidosos resultados eleitorais que deram a vitória a Ahmadinejad em
2009, por uma maioria mais do que absoluta. Embora tenha sido
brutalmente reprimida, inspirou jovens de todo o mundo, especialmente
os dos seus países vizinhos, que copiaram o modelo e aperfeiçoaram o
método.
Se a "crise do pão" derrubou algumas autocracias no Médio Oriente,
pode também ser desestabilizadora para as jovens democracias, a braços
com graves crises económicas e com governos inexperientes, que ainda
não souberam implementar medidas eficazes para resolver o aumento do
desemprego e da pobreza e que ultrapassam atualmente níveis anteriores
aos existentes antes das revoluções.
Para agravar ainda mais a situação, a quebra drástica do turismo que
se tem verificado este ano, e que tem deixado os cruzeiros no Nilo, ou
os luxuosos hotéis tunisinos, completamente vazios, está a ser
dramática, porque esta era a atividade que sustentava grande parte da
população, não só através da chamada "economia paralela", dos
bacchiches, e dos suks, mas também do sector oficial da hotelaria e da
restauração.
A fuga dos turistas ocidentais amedrontados com as reivindicações
salafitas de praias separadas para mulheres e homens, da proibição do
uso de biquínis, de fatos de banho, ou do consumo de álcool, está a
contribuir para uma crise económica de difícil resolução.
A Irmandade Muçulmana, no poder nestes países, é acusada de ser
demasiado condescendente com a ortodoxia islâmica e a contestação
interna à sua atuação não para de aumentar, culpando-os por cederem
demasiado para conseguir apoio financeiro dos sauditas e do Qatar.
Aliás, nas últimas manifestações de dia 18 agosto na Tunísia, um carro
de reportagem da televisão Aljazeera foi cercado na rua por populares
que diziam não querer o dinheiro do Qatar. Por outro lado, as mulheres
tunisinas estão enfurecidas com o retrocesso que representa a proposta
do artigo 27 na revisão da Constituição, onde consta que a mulher "é
complementar ao homem", em vez de "a mulher é igual ao homem", em
vigor desde 1956 e que consagra plena igualdade entre os dois géneros.
Mas a revolta contra a atuação da Irmandade Muçulmana tem também
outros contornos, que fazem lembrar tempos antigos, porque as
manifestações são reprimidas com gás e balas de borracha e as prisões
têm presos políticos contestatários do Governo, aumentando a tensão
com a população.
Por outro lado, nos países subsidiados pelo petróleo e pelo gás, e
onde os ditadores têm o cuidado de calar a população com aumentos de
salários e subsídios, como acontece na Arábia Saudita ou no Qatar,
talvez a subida dos preços dos cereais não se note tanto, mas no Irão,
a braços com sanções e embargos, a situação pode ser mais complicada.
Atualmente a crise é tanta que foi proibida a passagem de anúncios na
televisão, ou a colocação de cartazes na rua, com imagens de frangos e
galinhas, porque simplesmente as pessoas não têm dinheiro para comprar
este alimento muito popular. Por outro lado, a aproximação das
eleições presidenciais iranianas, já em 2013, e a suspeita de que se
seja um ato encenado, trazem ainda mais instabilidade interna.
Adivinham-se tempos difíceis para o Médio Oriente e Norte de África
com esta subida do preço dos cereais. Teme-se que uma nova "crise do
pão" se junte às crises já existentes, como por exemplo à "crise do
frango" no Irão, ou à "crise do turismo" no Egito e na Tunísia, e com
consequências difíceis de prever.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2733493&seccao=Maria%20Jo%E3o%20Tom%E1s&page=-1

Leite: Produtores alertam para "risco de extinção" do sector

Carta aberta

A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) alerta,
numa carta aberta "dirigida à indústria, distribuição, governantes e
sociedade", para o "risco de extinção" do sector face à descida dos
preços à produção e escalada dos custos.
24 Agosto 2012Nº de votos (1) Comentários (0)



"Os produtores estão esmagados entre os baixos preços pagos pelo leite
e os elevadíssimos custos dos factores de produção", denuncia a
Aprolep, alertando que as "perspectivas" apontam para um novo
"agravamento da situação no sector".
Em conferência de imprensa na Póvoa de Varzim, a associação recordou
que a soja, "um dos principais componentes da alimentação das vacas
leiteiras", quase duplicou o preço e está actualmente a 56 cêntimos
por quilo, "com ameaças de mais subidas em Setembro devido à seca nos
EUA e na Rússia", enquanto os preços do gasóleo "bateram sucessivos
recordes".
Em sentido inverso, o preço do leite pago ao produtor desceu entre 2,5
e 4,5 cêntimos por litro desde o início do ano, "havendo compradores
que desceram em agosto e outros que ameaçam descer em Setembro".
Para a Aprolep, "é urgente tomar medidas" e "é fundamental que o
trabalho da Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia
Agroalimentar [PARCA] tenha resultados concretos, para que haja uma
distribuição mais equitativa do valor ao longo da fileira dos
lacticínios".
"É urgente que o produtor deixe de ser o elo mais fraco e que os
lacticínios deixem de ser usados como produto isco pelas grandes
cadeias de distribuição. É imperioso combater a especulação nas
matérias-primas e promover o aumento da produção nacional de cereais
para diminuir a nossa dependência de importações", sustenta.
Neste contexto, na carta aberta divulgada, esta sexta-feira, a
associação reclama do Governo "que tome medidas para um mercado com
regras", pede à indústria "que seja eficiente, inovando nos produtos e
buscando novos mercados", defende que a distribuição "seja responsável
e justa" e apela à sociedade "que ajude os produtores, preferindo
lacticínios portugueses".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/leite-produtores-alertam-para-risco-de-extincao-do-sector

Produtores de vinho chineses pedem investigação sobre importações europeias

Vendas de Portugal são baixas mas tendem a aumentar

22.08.2012 - 14:33 Por Reuters, PÚBLICO
15 de 25 notícias em Economia« anteriorseguinte »

(Foto: Bobby Yip/ Reuters (arquivo))
Os produtores de vinho chineses pediram ao Governo para averiguar se
os produtores europeus estão a colocar na China vinhos abaixo do preço
de mercado.

A Associação de Bebidas Alcoólicas da China pediu ao ministro do
Comércio do país que olhasse para as diferenças de preço entre os
vinhos produzidos na China e os que entram provenientes da Europa,
chamando ainda a atenção para que se analisem os subsídios de que
dispõem os produtores na União Europeia.

As exportações de vinho da Europa para a China tiveram um aumento
exponencial nos últimos anos, atingindo 169 milhões de litros em 2011,
contra 35,9 milhões de litros em 2008.

O secretário da subcomissão da associação do vinho chinês, Wang
Zuming, afirmou que "quase todas as empresas chinesas de produção de
vinho sentiram fortemente o impacto do ataque das importações através
de consideráveis quedas de mercado".

Salientando ainda o grande potencial do mercado chinês, referiu que os
produtores europeus estão "a tirar partido dessa potencialidade", ao
exportar "grandes quantidades de vinho barato".

De acordo com Jim Boyce, um especialista de vinhos chinês citado pela
Reuters, "as importações de vinhos baratos estão a crescer
rapidamente". Este especialista, que escreve sobre vinhos, chama a
atenção para o primeiro trimestre de 2012, em que "os vinhos espanhóis
representaram 9,2% do volume de vinhos transaccionados no mercado
chinês, mas representaram apenas 5,1% em valor". "Se isso é fazer
dumping eu não sei, mas muitas pessoas estão provavelmente a olhar
para isto e a pensar que sim."

De acordo com um estudo sectorial publicado pela Vinexpo (um certame
de vinho em Bordéus), a China é o quinto maior consumidor de vinho no
mundo. De entre os países europeus exportadores de vinho para a China,
em 2010, a França liderava a tabela, com 46,1%, seguida da Itália, com
6,1%, e da Espanha, com 5,96%.

Apesar de em 2010 Portugal ter exportado apenas 0,96%, um estudo
sectorial da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de
Portugal) refere que "as taxas de crescimento das exportações
portuguesas para a Grande China são francamente encorajadoras", pois
em 2010 as vendas para aquele país cresceram 155%, tendo atingindo 7,4
milhões de dólares (5,9 milhões de euros ao câmbio actual).

http://economia.publico.pt/Noticia/produtores-de-vinho-chineses-pedem-investigacao-sobre-importacoes-europeias-1560001

Vindima atrasada no Douro devido à seca e Verão pouco quente

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22 de Agosto, 2012

As vindimas no Douro começam este ano entre 10 a 15 dias mais tarde
devido ao inverno seco e a um verão pouco quente que atrasou a
maturação das uvas, de acordo com enólogos da região.
É uma situação generalizada a todo o Douro. Este ano o corte da uvas
na mais antiga região demarcada do mundo inicia-se mais tarde,
comparativamente com o ano passado, e os enólogos justificam este
facto com a falta de chuva e de calor.

Em 2011, a 2 de Agosto já se cortavam as uvas brancas na Quinta de
Ervamoira, da empresa Ramos Pinto, localizada no Douro Superior. A
enóloga Teresa Ameztoy disse hoje à agência Lusa que este ano a
vindima dos brancos começou a 13 de Agosto.

Só agora, «as uvas já estão maduras e boas», afirmou a responsável.
Relativamente aos tintos, a vindima deverá começar na próxima semana.
Esta é, segundo Teresa Ameztoy, uma «zona extrema», muito quente.

Em quase todo o resto do território duriense as uvas deverão estar
prontas a colher entre os dias 10 e 15 de Setembro.

A vindima para espumantes da Caves Transmontanas, instalada no
planalto de Alijó, conta com um atraso de «duas semanas». O enólogo
Celso Pereira explicou que o ano vitícola no Douro está a ser «muito
atípico». «Estamos a ter um verão com grandes amplitudes térmicas, com
as noites frias», salientou.

No ano passado, por esta altura, o responsável teve que interromper as
férias para antecipar o corte das uvas.

Celso Pereira não quer, para já, perspectivar quantidades ou qualidade
na produção porque «há muita heterogeneidade na planta».

Um pouco ao lado, em Favaios, o enólogo da adega local, Miguel
Ferreira, referiu que a vindima da casta moscatel começou a 29 de
Agosto do ano passado. Em 2012, deverá arrancar «entre o dia 10 e 15
de Setembro». «Foi um ano de seca e um verão irregular, as
temperaturas não se mantêm elevadas como era costume há décadas»,
frisou.

A queda de granizo a 25 de Julho, que afectou entre 700 a 1000
hectares em Sabrosa, Alijó e São João da Pesqueira, vai influenciar a
produção de vinho. Por causa disso, também se prevê uma quebra no
moscatel. «Acabou por nos retirar cerca de 400 a 500 pipas», salientou
Miguel Ferreira.

A Lavradores de Feitoria junta 18 quintas espalhadas por toda a região
demarcada, desde o Baixo Corgo ao Douro Superior.

O enólogo Paulo Ruão falou num atraso de mais de duas semanas nas
zonas altas e uma semana mais junto ao rio Douro. «Tivemos falta de
água no inverno e um verão menos quente, o que provocou um atraso na
maturação», salientou.

A Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID)
perspectivava uma produção média de cerca de 295 mil pipas, num
intervalo de previsão entre as 269 e as 325 mil pipas. Estas previsões
foram efectuadas com base no modelo pólen, recolhido em Maio nas três
sub-regiões do Douro.

«Começamos com um boa nascença, com bons cachos, mas depois, devido às
condições climatéricas tivemos algum desavinho», explicou Paulo Ruão.

O desavinho é um acidente fisiológico em que não ocorre a
transformação das flores em fruto

Mas, até ao 'lavar dos cestos é vindima', pelo que as condições
climatéricas que se verificaram até ao corte das uvas é que vão
condicionar a produção de vinho no Douro.

«Estamos numa fase complicada. Se tivermos um tempo regular, com calor
razoável, podemos ter boas condições de maturação. Mas se tivermos
chuva na apanha da uva, isso pode-nos prejudicar», frisou.

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=57376

Matérias-primas agrícolas a caminho de preços recorde

Crise

Marta Marques Silva
22/08/12 00:05


Portugal desperta para a pior produção de cereais dos últimos sete
anos, num contexto de forte aumento dos preços nos mercados
internacionais.

A ameaça de uma nova crise alimentar parece ganhar contornos nos
mercados internacionais. O índice UNFood and Agriculture World
Cereals registou em Julho a segunda maior subida mensal de sempre.
Avançou 17%, perto da subida recorde verificada em Fevereiro de 2008,
de 17,5%.

As fortes quebras nas colheitas de alguns dos maiores produtores
mundiais de cereais, como a Rússia e os EUA, são a principal
justificação apontada pelos especialistas para a subida de preços. Com
uma agravante: a massa monetária maciça que continua parqueada fora
dos mercados, à espera de boas oportunidades de negócio.

Em 2011, na presidência do G20, Nicolas Sarkozy, bateu-se por um maior
controlo da volatilidade dos preços dos alimentos e da especulação no
sector agrícola. Intenções que passariam por limitar a presença de
'hedge funds' nas 'commodities' agrícolas. No entanto, alguns dos
maiores produtores mundiais, como o Brasil e os EUA, vetaram as
pretensões do então presidente francês. De acordo com a Bloomberg, na
semana terminada a 14 de Agosto, os 'hedge funds' já haviam tomado
posições apostando num 'rally' em 18 'commodities', e investindo o
valor mais elevado em 11 meses.

http://economico.sapo.pt/noticias/materiasprimas-agricolas-a-caminho-de-precos-recorde_150486.html

EUA/Seca: Receios de más colheitas fazem disparar cotações de soja e milho

22:32 Terça feira, 21 de agosto de 2012

Chicago, 21 ago (Lusa) -- As cotações da soja e do milho fecharam hoje
em níveis recorde na Bolsa de Mercadorias de Chicago, devido aos
receios cada vez mais fortes de más colheitas depois de meses de forte
seca nos EUA, noticia a AFP.

Desde meados de junho que uma severa seca e temperaturas elevadas,
inéditas desde 1895 para o mês de julho, deterioraram gravemente as
perspetivas das colheitas no seio da Cintura do Milho, no Centro dos
EUA.

A falta de humidade e as temperaturas elevadas, ocorridas em momentos
críticos para o desenvolvimento das culturas, provocaram importantes
revisões em baixo das estimativas das colheitas, feitas pelo
Ministério da Agricultura no início de agosto.

http://expresso.sapo.pt/euaseca-receios-de-mas-colheitas-fazem-disparar-cotacoes-de-soja-e-milho=f748137