quarta-feira, 11 de junho de 2014

Jerónimo de Sousa alerta para ameaça de extinção da Casa do Douro


O secretário-geral do PCP chamou ontem a atenção, em Santarém, para a "ameaça de extinção da Casa do Douro, onde 30.000 pequenos produtores correm o risco de ficar nas mãos de grandes grupos económicos que dominam o sector".

Jerónimo de Sousa visitou ontem a Feira Nacional da Agricultura, que decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, até domingo, manifestando a sua "solidariedade com a agricultura familiar, com os pequenos e médios agricultores".

O líder comunista aproveitou a visita, e o facto de se assinalar o ano internacional da agricultura familiar, para "alertar para as preocupações que se abatem sobre milhares e milhares de pequenos agricultores", chamando, em particular, a atenção para a "ameaça de extinção da Casa do Douro, onde 30.000 pequenos produtores correm o risco de ficar nas mãos de grandes grupos económicos que dominam o sector".

Apontou ainda as dificuldades de acesso à Política Agrícola Comum por parte de pequenos agricultores, "tendo em conta a redefinição da área, que passou de três para cinco hectares", e os problemas criados no plano fiscal, o que tem gerado "situações dramáticas".

"A agricultura em Portugal assume um caráter estratégico. Precisamos de produzir mais, de nos modernizar, desenvolver, mas tendo sempre em conta a realidade nacional, particularmente de defesa dos interesses dos pequenos e médios agricultores", declarou.

Jerónimo de Sousa deu como exemplo o facto de este ano terem concorrido menos 10.000 pequenos agricultores aos fundos da PAC, devido às alterações de área, o que vai significar que, sobretudo no interior do país, não haja possibilidade de recorrer a esses fundos "e é dinheiro que não é aplicado e que fica em Bruxelas".

"A par da evolução positiva deste ou daquele sector, consideramos importantíssimo que não se esqueçam aqueles que vivem dos seus pequenos rendimentos ligados à agricultura", afirmou.

Fonte:  Lusa

Feira Nacional de Agricultura palco da apresentação de uma nova Raça Canina Portuguesa


Promover as raças caninas nacionais foi o mote para a realização da 12ª Exposição Canina Especializada de Raças Caninas Portuguesas que se realizou ontem na Feira Nacional de Agricultura, evento que decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, até ao próximo domingo, 15 de Junho.

Esta prova que assume especial relevo porque é unicamente destinada a Raças Portuguesas, como o próprio nome indica, realizou-se a 10 de Junho - Dia de Portugal - e é uma qualificativa obrigatória do campeonato, já que qualquer exemplar terá de passar por esta prova para consagrar-se como campeão.

A 12ª Exposição Canina Especializada de Raças Caninas Portuguesas contou com a participação de 200 exemplares a concurso e foi palco da apresentação de uma nova raça canina portuguesa: o Cão do Barrocal Algarvio.

Fonte:  CNEMA

Resultados do concurso internacional de vinhos “La Selezione del Sindaco” 2014



50 Medalhas conquistadas no concurso de Itália 2014, 3 Grandes Medalhas de Ouro 6 de Ouro e 41 de Prata.

Portugal marca, uma vez mais, excelente presença na XIII Edição do Concurso Internacional de Vinhos "La Selezione del Sindaco", chegou às 50 medalhas, sendo novamente o segundo país, depois de Itália, com mais prémios.

A edição 2014 decorreu de 29 de Maio a 1 de Junho na Cidade Italiana de BOLZANO. Este é o único concurso de vinhos internacional que prevê a participação conjunta do produtor e do Município de proveniência das produções e tem como elemento diferenciador dos outros concursos, a missão de valorizar as produções, fruto da tradição e de um território distinto.

No seguimento dos outros anos, a AMPV continuou a ser parceira na organização deste Concurso da RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho e da Cittá del Vino – Associação de Cidades do Vinho Italianas, contribuindo com a divulgação deste concurso no território nacional e com a presença de cinco provadores portugueses no concurso.

Nesta edição de 2014, dos 1000 vinhos a concurso, 145 eram Portugueses. Portugal obteve 50 vinhos medalhados, sendo 3 Grandes Medalhas de Ouro, 6 de Ouro e 41 de Prata, correspondendo a 15 Municípios, também premiados, Azambuja, Barcelos, Bombarral, Cantanhede, Cartaxo, Lamego, Loures, Gouveia, Montijo, Nelas, Palmela, Penalva do Castelo, Reguengos de Monsaraz, Rio Maior, Santa Marta de Penaguião (veja em anexo o quadro com as medalhas descriminadas por vinho, produtores e municípios).

Mediante os resultados congratulamo-nos, pela excelente participação dos vinhos e dos territórios vitivinícolas portugueses, através dos seus municípios, que deram uma vez mais provas de estarem na vanguarda da promoção da excelência dos vinhos produzidos em Portugal.

Fonte:  ampv

Pasta de papel em vez de comida ?? Bosta de vaca em vez de leite e carne ?? Ou será que andamos todos loucos ??

João Dinis

Já se cá sabia, mas uma vez mais fica provado que as políticas agrícolas e florestais, e seus mentores, gravitam muito em torno da produção industrial do Eucalipto, tanto mais que as celuloses assim lhes têm ordenado.

Uns e outros andam muito menos preocupados – grave erro estratégico – com a produção nacional de ALIMENTOS, nomeadamente dos destinados a um acessível consumo interno.

Há dias, um senhor arvorado em "chefe" da EDIA – a empresa gestora do regadio público do Alqueva – "confessou" que a água do Alqueva deve ser bebida por Eucaliptos que lá sejam plantados rápida e (super)intensivamente…

- Então e o Pão - perguntamos nós ? Ou numa crise alimentar aguda e ainda pior que a actual, será que vamos comer umas "sopas" e uns "esparregados" à base de folhas de Eucalipto ?  Ou, já agora, uns "bifes" de Cortiça ?

De facto, lá o homem da EDIA abriu a boca de mais e o Primeiro-Ministro já lhe veio atenuar o dito embora também se saiba, pelas políticas do Governo, que o Primeiro-Ministro está na linha da frente – está na "cruzada" -  pela eucaliptização do País inteiro… 

AS "MILLE VACHES" (MIL VACAS) EM FRANÇA E A BOSTA DE VACA…

Começa a ser já uma espécie de "alta moda" em França: - sectores da finança constituem grandes empresas agro-industriais, no caso explorações-fábricas com "mil vacas" (ou mais) cada.  Para quê ? Pois para produzirem gaz metano (combustível) – como energia dita "alternativa" -  a partir da BOSTA  que as "mil vacas" lá produzam !  Ou seja, o Leite e a Carne passam a ser sub-produtos dessas explorações e a BOSTA de vaca o seu produto "nobre"!... E, para isso, estão a ser fortemente subsidiadas pela UE, pelo Estado Francês e suas Regiões Autónomas ! É que, os donos dessas grandes "fábricas" de BOSTA de vaca, "eles" são - afinal lá como cá - dos tais "competitivos" mas sempre à custa do erário e de outros recursos públicos.  É isso ! 

Dá vontade irreprimível de recomendar a esses "monsieurs" (senhores) de lá - e aos de cá se os houver desse tipo -  que também passem a utilizar umas "cuvettes" de BOSTA de vaca como elemento "alternativo" nos seus sofisticados pratos de "gourmet"…

9 de Junho de 2014

João Dinis

Publicado em 10/06/2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

Primeiras figuras do Governo demonstram empenho na defesa do setor agrícola

Em visita à Feira Nacional de Agricultura

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, o Vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas e a Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas marcaram hoje presença na Feira Nacional de Agricultura, certame que decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, até ao próximo dia 15 de Junho. Estes governantes, acompanhados pelo Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva e pelo Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, aproveitaram a visita à Feira Nacional de Agricultura para participar no seminário "Política Agrícola Comum 2014-2020 – Decisões Nacionais".
 
A presença destes responsáveis foi uma demonstração clara da preocupação e interesse do executivo para com o setor agroalimentar e uma prova de confiança na capacidade dos agricultores portugueses.
 
O Vice-Primeiro-Ministro abriu o debate e destacou o "esforço titânico" feito pelos "agricultores e suas associações, em coordenação com o Ministério. Paulo Portas afirmou ainda que "o setor agroalimentar foi e é um pilar nacional e representa 20% das exportações portuguesas. Sei o que são os problemas dos agricultores e das empresas agrícolas".
 
"O dinheiro investido na agricultura nem é para ser devolvido nem para ser cativado, apesar das restrições orçamentais que o país viveu nos últimos anos, garantimos sempre as verbas necessárias para a comparticipação nacional que faz avançar a agricultura", referiu Paulo Portas.
 
Paulo Portas sublinhou mais uma vez que "a Feira Nacional de Agricultura é a maior feira agrícola do país e representa um setor em que sempre acreditou, que não é um tema do passado mas uma realidade pujante e uma aposta decisiva para o futuro do país".
 
Também Assunção Cristas fez uma breve intervenção no seminário inserido nas "Conversas de Agricultura" no qual deu principal destaque ao "apoio e proteção aos pequenos e jovens agricultores"; à "reforma da PAC"; e ao "apoio a uma agricultura competitiva e de escala". A Ministra da Agricultura deixou ainda como principais mensagens "garantir que não há abandono da atividade agrícola, bem como, produzir mais para aumentar as exportações com o objetivo de equilibrar a balança comercial em 2020".
No encerramento do colóquio, Pedro Passos Coelho afirmou que "os próximos anos serão muito importantes. O sector agrícola era tratado sem a relevância de outros, mas a realidade é que é um sector fundamental para a recuperação económica, para o crescimento e para a correção dos desequilíbrios. A agricultura teve um grande crescimento e gerou valor acrescentado significativo capaz de produzir emprego. Há um potencial muito grande que pode ser decisivo para a retoma e para o crescimento".
O debate "Política Agrícola Comum 2014-2020 – Decisões Nacionais" contou com a participação de cerca de 1300 pessoas, reflexo do interesse pela temática e importância da mesma para o setor.
 
Durante o dia o setor pecuário esteve em destaque com a realização do XVI Concurso Morfológico Nacional do Porco Bísaro e do XVII Concurso Nacional do Porco de Raça Alentejana.

fonte: CNEMA
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Prorrogamento até 27 de Junho para as candidaturas ao Prémio Europeu para Inovação Cooperativa

 05-06-2014 
 

De acordo com o comité de Organização do Prémio Europeu para a Inovação Cooperativa (PEIC), e tendo em conta com o prazo estabelecido para a preparação e apresentação dos dados sobre as cooperativas de cada Estado-membro, ficou decidido facilitar o processo de apresentação alargando o tempo para a coordenação destas acções.
 
Por conseguinte, o novo prazo foi fixado para 27 de Junho de 2014 para ambas as candidaturas, nomeadamente ao PEIC e dados recentes para a publicação da COGECA.
 
Todos os potenciais patrocinadores para o PEIC e a universidade de Wageningen confirmaram a sua intenção de patrocinar o prémio, oferecendo uma entrada gratuita para o Programa de Formação para Dirigentes de cooperativas a um dos vencedores.  
 
Fonte: COGECA

CE: Plano de financiamento de distribuição de fruta nas escolas para 2014/2015

06-06-2014 
 

 
O Comité de Gestão aprovou, esta semana, os envelopes nacionais de 2014/2015 para o sistema de frutas nas escolas destinados a cada Estado-membro.
 
A decisão reflecte o aumento de financiamento de 90 para 150 milhões de euros, adoptado no âmbito da reforma da política agrícola comum (PAC) para o período de 2014/2020.
 
A medida financia a distribuição de frutas e hortícolas na escolas tendo como objectivo aumentar o seu consumo para criar hábitos alimentares mais saudáveis. Os principais Estados-membros beneficiados pelo plano são Itália, com mais 29,2 milhões de euros (ME); seguida pela Alemanha, com 22.80; a Polónia, com 20,5 milhões; França, com 15 ME; Espanha, com 10.700 ME; Roménia, com 6,8 milhões; República Checa, com 5,4 ME; os Países Baixos e a Hungria, ambos com um total de 5,4 milhões e a Bulgária, com 3,6 milhões de euros.
 
A decisão será adoptada pela Comissão Europeia nas próximas semanas. No período de 2012/2013, 8,6 milhões de crianças receberam frutas e hortícolas nas escolas dos Estados-membros que participam no regime, o que representa um aumento de seis por cento em relação a 2011/2012.
 
Fonte: Copa-Cogeca

Pavilhão da CONFAGRI na Feira Nacional de Agricultura 2014

06-06-2014 

 
À semelhança dos anos anteriores, a CONFAGRI mantém o seu próprio Pavilhão na Feira Nacional de Agricultura, que decorrerá entre 7 e 15 de Junho de 2014, em Santarém.
 
No Pavilhão da CONFAGRI estarão em exposição e para venda produtos agrícolas de qualidade, das Cooperativas Agrícolas e Florestais.
 
De entre a variedade de produtos de qualidade, destacam-se o azeite; produtos da Floresta; fruta, com especial destaque para a cereja; vinhos; hortícolas; flores; leite; queijo e iogurtes.
 
Estarão assim representadas as federações: FENACAM, FENALAC, FENADEGAS, FENAZEITES, FENAFRUTAS; FENAFLORESTA, FENAGRO e FENAPECUÁRIA. Para além das Federações, estarão presentes também a UCANORTE, o MERCOMINHO e a LACTOGAL.
 
Destacamos também, uma vez mais, a realização do Encontro de Quadros Técnicos de Postos de Informatização do SNIRA – Sistema Nacional de Identificação e Registo Animal, na sua IX edição, que terá lugar no dia 12 de Junho pelas 10.30 horas, e a realização do primeiro evento do TESLA em Portugal, sobre a Eficiência Energética na Agro-indústria e que decorrerá no dia 12 de Junho às 15:00 horas. Um Pavilhão que constitui, portanto, visita obrigatória na Feira Nacional de Agricultura.
 
Fonte: CONFAGRI

Líder socialista apela, na Feira da Agricultura, ao consumo de produtos nacionais




O líder socialista considerou "muito importante aumentar a produção nacional", sobretudo na área da agricultura, na qual o país tem "uma dependência muito grande em relação ao exterior".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, associou-se ontem à Campanha "Portugal Sou Eu" e apelou ao consumo de produtos fabricados no país como forma de "ajudar a economia nacional".

António José Seguro visitou hoje a Feira Nacional da Agricultura, que decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, até dia 15.

O líder socialista considerou "muito importante aumentar a produção nacional", sobretudo na área da agricultura, na qual o país tem "uma dependência muito grande em relação ao exterior".

"Cada vez que se compra produtos portugueses está-se a ajudar a economia nacional, a ajudar a criar emprego, a ajudar a preservar postos de trabalho", afirmou, lembrando o défice na balança alimentar, sobretudo de cereais e carnes.

Com uma das maiores edições de sempre, a Feira Nacional da Agricultura coloca este ano em destaque a produção nacional e a promoção do sector junto dos consumidores, num apelo a que comprem o que é português.

Fonte:  Lusa

Gala O Melhor de Portugal distingue premiados dos Concursos Tradicionais Portugueses na Feira Nacional de Agricultura


















O dia 8 de Junho assumiu especial relevo, com a realização da Gala de Entrega de Prémios O Melhor de Portugal, dos Concursos Tradicionais Portugueses que decorreram no Centro Nacional de Exposições.

Foram entregues os prémios aos vencedores dos Concursos Nacionais de Mel, Azeite, Queijos Tradicionais, Enchidos, Conservas de Pescado, Pão, Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses, Doces Conventuais e Populares, Carnes Tradicionais, Doces de Fruta, Bolo-Rei, Sal, Ervas Aromáticas, Vinagres, Frutos Secos e Chocolates Tradicionais.

Durante a Gala foram conhecidos O Melhor dos Melhores nas várias categorias de produtos com destaque para: Sopa Dourada da empresa Pão de Ló de Margaride (Concurso Nacional de Bolo Rei); Pera Passa de Viseu - Lobo & Ferreira (Concurso Nacional de Doces de Fruta); Vinagre de Sidra e Maracujá - Fabrica da Igreja Paroquial dos Prazeres (Concurso Nacional de Vinagres de Vinho e Outros); Folar de Carne Dángelina – Alves & Ribeiro - Padaria da Angelina (Concurso Nacional de Pão); Queijo de S. Jorge - Lactaçores - União das Cooperativas de Lacticínios dos Açores CRL (Concurso Nacional de Queijos Tradicionais Portugueses); Licor de Rum Café "William Hinton & Sons" - Engenho Novo da Madeira, Lda. (Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses); Arrufadas de Coimbra - Briosa do Mondego, Lda. (Concurso Nacional de Doçaria Conventual Portuguesa); Salpicão de Vinhais produzido pela Vifumeiro - Fumeiro e carnes, Lda. (Concurso Nacional de Enchidos); Queijada Vila Franca do Campo - Queijadas de Adelina Morgado & Filhas, Lda. (Concurso Nacional de Doçaria Tradicional Popular Portuguesa); Filete de Atum em Azeite com sementes de funcho Santa Catarina - Santa Catarina Indústria Conserveira, SA. (Concurso Nacional de Conservas de Pescado); Mel do Barroso - Cooperativa Agrícola de Boticas, CRL (Concurso Nacional de Mel).

O Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra, que nesta edição registou um número recorde de 147 inscrições, destacou com a Medalha Prestígio o azeite Montes Ermos, da Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta, que levou ainda Medalha de Ouro na categoria "Azeite Frutado Maduro".

Estas iniciativas, que contaram com a organização e colaboração do CNEMA e da CAP, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal e da Qualifica, têm como objectivo estimular a produção de qualidade, dar a conhecer os melhores produtos nas diferentes regiões do país, incentivar o seu consumo e promover o encontro de produtores, empresas, técnicos e apreciadores.

A Feira Nacional de Agricultura recebeu também hoje a visita de António José Seguro, secretário-geral do PS que deixou o apelo: "Comprar o que é Português". Reforçou ainda que "os Produtos Tradicionais Portugueses são uma das áreas em que se deve investir mais e o que tem de ser feito é com inovação, com conhecimento e acrescentar valor aos produtos nacionais porque esta é uma das matérias com mais potencial na nossa economia". "Portugal tem de produzir mais e melhor", concluiu o mesmo responsável.

António José Seguro fez-se acompanhar por Miguel Freitas e João Proença do PS e por uma comitiva de militantes socialistas que visitaram, em conjunto, vários expositores do certame onde tiveram oportunidade de falar com diversos produtores.

O secretário-geral do PS sublinhou na ocasião a "simpatia dos portugueses e das portuguesas" manifestada pelas "palavras de incentivo" que foi ouvindo durante a manhã.

A pecuária esteve também hoje em evidência na Feira Nacional de Agricultura com a realização de diversas provas destinadas a promover a competição de vários dos exemplares em exposição. Nesta área, realce para o 2º Concurso Geral de Jovens Reprodutores de OVINOS P3 e para o 2º Concurso Nacional de Jovens Reprodutores Ile-de-France. Os bovinos de raça charolesa foram também destaque do dia através da realização do Concurso Morfológico Geral desta raça.

No campo dos equinos, realizaram-se mais duas provas do Campeonato Nacional de Equitação do Trabalho e decorreu a 4ª jornada do Troféu Dressage Póneis.

A animação é uma constante na Feira Nacional de Agricultura e o 1º domingo do evento não foi excepção com a atuação de grupos de música popular e tradicional, de ranchos folclóricos e com a realização de mercados tradicionais e animação nos restaurantes e no recinto. O dia encerrou com uma Corrida de Toiros do Cinquentenário da Monumental Celestino Graça.

Fonte:  CNEMA

Abandonada a proposta de directiva sobre a protecção dos solos

Junho 03
13:02
2014

A proposta da Comissão Europeia sobre a protecção dos solos contra a erosão, as perdas de biodiversidade e as mudanças climatéricas, que estava bloqueada por decisão do Conselho desde 2006, foi oficialmente abandonada no dia 21 de Maio, segundo anunciou a Comissão.

Existiu sempre uma minoria de bloqueio no Conselho, constituída pela Alemanha, pela França, pela Áustria, pelo Reino Unido e pela Holanda, que não permitiram a sua aprovação.

As reacções a esta decisão são radicalmente opostas, com o COPA-COGECA a aplaudir a decisão, argumentando que esta directiva só iria trazer problemas aos agricultores europeus, não trazendo nada de novo, pois na reforma da Política Agrícola Comum, a protecção dos solos já está defendida.

Por seu lado, os ambientalistas dizem que esta decisão é uma ameaça directa para a segurança alimentar e limita a luta contra as alterações climatéricas. A Comissão é convidada a apresentar rapidamente novas propostas, para mostrar que a Europa quer defender as suas riquezas naturais.

Dacian Ciolos já está em campanha para ser reconduzido como Comissário Agrícola

Junho 05
08:22
2014

Apesar da nova Comissão só vir a tomar posse em Novembro, o Comissário Agrícola Dacian Ciolos já manifestou a sua vontade em continuar e está a trabalhar nesse sentido.

O governo romeno já manifestou publicamente a sua decisão de o manter como Comissário, desde que tenha o pelouro da Agricultura.

O Comissário, que é um homem político, fez quase todos os seus estudos em França e é considerado por muitos como o Pai da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) 2014-2020.

Apesar de lhe ser atribuída grande capacidade de trabalho, a sua actuação não é totalmente consensual, uma vez que teve de responder a diferentes solicitações de diferentes correntes de opinião.

No interior do Colégio de Comissários viu-se obrigado a lidar com a pressão de outros colegas, que gostariam de ver diminuído o orçamento da PAC para terem mais dinheiro para outros programas, como, por exemplo, os relacionados com o meio ambiente. Por outro lado, os países recém-entrados gostaram que Ciolos, como pertence a um deles, encontrasse e alocasse mais dinheiro para os seus programas.

Por fim, a aprovação da nova PAC esteve longe de ser pacífica, pois os interesses são muitas vezes divergentes entre países.

Tudo isto não foi fácil de gerir, mas o balanço final da actuação tem de ser considerado positivo. O ponto negativo que alguns países apontam é a sua falta de peso político (romeno) para as negociações bilaterais com países terceiros.

Produção recorde de grãos vai evitar volatilidade de preços de mercado

Junho 06
08:34
2014

Segundo um relatório do Overseas Development Institute (ODI) do Reino Unido, a produção mundial de cereais tem vindo a subir, atingindo um valor recorde de 2,16 mil milhões de toneladas na campanha 2013-2014, o que tem vindo a pressionar os preços para baixo.

Devido a esta conjuntura, não é previsível que volte a acontecer outra situação semelhante à de 2008, em que os preços apresentavam uma grande volatilidade, chegando a duplicar para alguns cereais.

A situação de 2008 deveu-se a uma conjugação de vários factores, tais como uma baixa da produção de trigo, stocks mundiais muito baixos de cereais, subida do preço do petróleo e uma forte procura de cereais para os bio combustíveis.

Apesar dos preços dos cereais terem registado alguns picos em 2010 e 2012, não é previsível que tenham grandes oscilações nos próximos anos, mantendo-se aos níveis actuais.Por outro lado, o aumento do consumo em países asiáticos e a contínua procura para os bio combustíveis não vão, seguramente, permitir que os preços baixem para níveis do início de 2000.

A ODI, no seu relatório, refere que o aumento de produção foi muito mais significativo a partir de 2008 que no período 2000-2007, sendo que os maiores aumentos se registaram:

- Na Ásia, com um aumento de 100 milhões de toneladas desde 2008

- Na África subsariana, com um aumento de 24 milhões de toneladas, ou seja, três vezes mais que no período de 2000-2007

- Na América Latina, com um aumento de 38 milhões de toneladas desde 2008

Estes aumentos de produção têm muito a ver com as estratégias dos países com apoios ao desenvolvimento rural.

O relatório termina dizendo que, apesar das previsões de produção serem muito optimistas, podem sempre vir a ser prejudicadas pelo aparecimento de acidentes climatéricos.

domingo, 8 de junho de 2014

Genomas de 3000 variedades de arroz tornados públicos


MARTA LOURENÇO 02/06/2014 - 10:09
Para alimentar a população mundial crescente, a produção de arroz terá de aumentar em 25% até 2030.

 
Grãos de diversas variedades de arroz INSTITUTO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO DO ARROZ

Há quem goste dele branco, outros cozinham-no com tomate ou feijão e há ainda quem prefira o chau-chau. Cultivado em quase todos os cantos do mundo, necessita de água em abundância. Agora, a equipa internacional de cientistas do Projecto 3000 Genomas do Arroz sequenciou, como o nome indica, os genomas de 3000 variedades de arroz, de 89 países, e divulgou os resultados numa base de dados de acesso livre a todos, associada à revista GigaScience.

Mais de 1/8 da população mundial vive em condições de extrema pobreza e fome e a população mundial continua a crescer (somos hoje mais de 7000 milhões e estima-se que sejamos 9.600 milhões em 2050), pelo que os cientistas procuram fazer melhoramentos nas plantas alimentares, tornando-as, por exemplo, mais resistentes à seca e às pragas. "Por volta de 2030, a produção de arroz mundial terá de aumentar pelo menos em 25%, para acompanhar o crescimento populacional global e a procura [de alimentos]", diz o artigo científico que acompanha os 3000 genomas.

É neste contexto que se insere o Projecto 3000 Genomas do Arroz, uma colaboração entre a Academia Chinesa de Ciências Agrárias, o Instituto Internacional de Investigação do Arroz e o BGI (um grande instituto chinês dedicado à genética) e que foi financiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China e pela Fundação Bill e Melinda Gates.

A primeira descodificação do genoma do arroz data de 2005, no âmbito de um projecto internacional: utilizou-se a subespécie de arroz Oryza sativa japonica. Agora ao olhar para tantas variedades desta planta, o seu retrato fica mais completo. "[Estes dados] servem para compreender a diversidade genética da Oryza sativa em grande pormenor. Com a divulgação dos dados da sequenciação, o projecto apela à comunidade ligada ao arroz para tirar partido desta informação e criar uma base de dados global e pública sobre a genética do arroz e melhorar as tecnologias de cultivo", lê-se no artigo.

Neste projecto, recolheram-se amostras de cada uma das 3000 variedades da espécie Oryza sativa e depois os seus genomas foram sequenciados. A colocação gratuita desta informação na base de dados GigaDB pretende contribuir para melhorar a segurança alimentar a nível global, especialmente nas zonas mais pobres do mundo, e ainda reduzir o impacto ambiental das práticas agrícolas no ambiente, sublinha um comunicado de imprensa da revista.

Os dados obtidos confirmam que, na espécie Oryza sativa, as variedades se podem agrupar em cinco grandes grupos do ponto de vista genético: índica, "aus/boro", "basmati/sadri", japónica tropical e japónica temperada.

"O arroz é o alimento básico para a maioria dos povos asiáticos e o seu consumo está a aumentar em África", refere Zhikang Li, director do projecto na Academia Chinesa de Ciências Agrárias. "Com a diminuição dos recursos (água e terra), a segurança alimentar é – e será – é o maior desafio nesses países, tanto agora como no futuro", acrescenta.

"O acesso às sequências de 3000 genomas de arroz vai acelerar tremendamente a capacidade dos programas de cultivo para superar os obstáculos principais que a humanidade enfrentará no futuro próximo", reforça Robert Zeigler, director geral do Instituto Internacional de Investigação do Arroz.

Texto editado por Teresa Firmino

Nova lei dos baldios pode "comprar mais guerras sociais"


por Agência Lusa, publicado por Helder Robalo03 junho 2014

As alterações aos baldios podem fazer com que "se comprem mais guerras sociais", defende uma representante da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais.
Na discussão sobre as alterações à lei dos baldios, Maria do Loreto Moreira, antiga presidente da sociedade, criticou hoje, na Comissão Parlamentar de Agricultura, que o projeto de diploma, "em vez dos usos e costumes", passe a definir os baldios com "limites administrativos", e alertou para a possibilidade de "se estar a comprar guerras depois de se ter comprado uma com as freguesias".
"Serão mais guerras sociais", afirmou a especialista, recordando que num recente congresso sobre baldios foi enumerado que em mais de mil unidades cerca de 900 eram "geridas pelo lugar e as restantes pelas freguesias", ou seja, cada freguesia, ao ter vários lugares, soma múltiplos baldios.
Acerca da possibilidade de verbas cativas serem transferidas para um fundo florestal, a estudiosa da matéria qualificou-a como um "autêntico roubo aos baldios e populações".
O presidente da sociedade e também membro da Liga para a Proteção da Natureza (LPN), Francisco Rego, deixou aos deputados algumas dúvidas, no âmbito da alteração legal, acerca da definição de comparte e da possibilidade de a delegação dos baldios comprometer as funções daqueles espaços.
Na Comissão Parlamentar de Agricultura, pela parte da Associação Portuguesa de Arquitetos Paisagistas, foi notado que não existe a inventariação de baldios e recordou-se alertas contra a plantação de eucaliptos, enquanto a Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) alertou para consequências destacou as funções dos baldios, nomeadamente o controlo da erosão.
A definição dos compartes (moradores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, por usos e costumes, têm direito ao uso e fruição do baldio) é uma das principais alterações à Lei dos Baldios propostas pelo PSD e pelo CDS-PP.
Os dois partidos pretendem que sejam considerados compartes apenas os cidadãos eleitores inscritos na freguesia onde se situam os respetivos terrenos, mas as associações de agricultores consideram que este conceito é limitativo.

Assunção Cristas defende mecanismos de regulação para prevenir problemas no sector leiteiro

 06-06-2014 
 

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, defendeu a criação de mecanismos de regulação para minimizar o fim das quotas leiteiras na União Europeia, que permitam reagir nomeadamente às variações de preços.
 
Falando na Conferência "Dynamics in fully liberated UE-US Dairy market", que decorre em Lisboa, Assunção Cristas referiu que têm de «existir mecanismo de regulação para antecipar e prevenir problemas», nomeadamente as variações de preços e o aumento de produção de alguns países da União Europeia.
 
«Um aumento de um por cento na Dinamarca ou na Holanda, que é o que Portugal produz na totalidade, é um risco para o sector dos lacticínios, daí que estejamos atentos», salientou.
 
O eurodeputado Vital Moreira, presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu e relator desta Comissão para a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), participa também no encontro promovido pela Eucolait, a Associação Europeia do Comércio de Lacticínios, que debate o impacto do Tratado de Comércio e Investimento em negociação entre a União Europeia e os Estados Unidos da América no sector.
 
Assunção Cristas realçou a «incontornável relevância» do sector leiteiro em Portugal por representar 11 por cento do valor da produção agrícola, ter sete mil produtores e as explorações terem aumentado em área e em número de efectivos, com a produtividade anual média, por vaca, a situar-se actualmente acima da média europeia.
 
«O sector leiteiro em Portugal tem mais de 100 por cento em termos do grau de aprovisionamento de leite líquido, embora o país não seja auto-suficiente, nomeadamente nos queijos e iogurtes», salientou.
 
A ministra garantiu que o sector leiteiro tem mecanismos para prevenir o impacto do fim do regime de quotas leiteiras, chamou a atenção para necessidade de haver «um equilíbrio ao nível da cadeia de produção» e disse que o Governo pode ajudar através dos fundos de desenvolvimento da agricultura para que haja mais «inovação e desenvolvimento e internacionalização».
 
Nesta última vertente, chamou a atenção para o acordo ao nível do sector dos lacticínios e da agro-indústria fechado com a China. «Nós últimos 20 anos o sector leiteiro reconverteu-se e aumentou a dimensão das suas explorações, agora é preciso aproveitar os mercados internacionais, pois somos um país com produtos de qualidade e que garante a segurança alimentar», concluiu.
 
Fonte: Lusa

Cientistas criam método para produzir Champagne em 15 minutos


Uma equipa de cientistas da Universidade de Ljubljana, na Eslovénia, encontrou um método rápido e eficaz para produzir espumantes de segunda fermentação em garrafa. 

Hoje em dia, para se elaborar a bebida a partir do método tradicional, leva-se aproximadamente 60 dias, devido a todo processo de rémuage (para retirar as leveduras mortas de dentro da garrafa) mas os cientistas prometem fazer isso em apenas 15 minutos.

De acordo com os investigadores do Instituto de Engenheiros Químicos (IChemE), eles encontraram uma maneira de anexar nanopartículas magnéticas à superfície das leveduras e, com o uso de ímãs, removê-las das garrafas em somente 15 minutos.

A levedura, segundo eles, não é afetada pela magnetização mesmo após ser fermentada. Além disso, testes sensoriais sugerem que o aroma, paladar, corpo, sabor, tamanho das bolhas e até mesmo a própria degustação não foram prejudicados pelo novo processo. Para o presidente-executivo da IChemE, Dr. David Brown, tempo e energia são fatores fundamentais para se produzir bebidas de qualidade.

Sobre o novo processo de produção e fermentação, Brown comenta que mesmo assim haverá apreciadores de vinhos e espumantes fiéis aos métodos tradicionais, mas reafirma que o novo processo dará à produção dessas bebidas mais eficiência. "A inventividade dos engenheiros químicos e bioquímicos demonstra que mesmo na produção de vinho, o que tem sido feito há milénios, pode ser mais eficiente com a nanotecnologia inteligente combinada com ímãs simples", afirmou.

Esta não foi a primeira vez que a velocidade do processo de fermentação de vinhos e espumantes foi abordada. Na década de 1970, os produtores catalães de espumante inventaram a Gyropalette, uma máquina que permite que até 400 dúzias de garrafas sejam empilhadas e, com auxílio de agentes aceleradores, sejam processadas em menos de três dias.

Fonte: Revista Adega

Publicada: 05-06-2014 08:00

Luís Mira, administrador do Cnema: “A Feira do Ribatejo não recebe um cêntimo de apoio da Câmara”



by João Baptista on 5 de Junho de 2014 em Últimas

Durante os últimos anos verificou-se algum atrito entre a Câmara o Cnema, houve aquele contencioso em tribunal… Como estão agora as relações com a Câmara de Santarém?
As relações com a Câmara de Santarém são muito boas. Não há nenhuma questão com a autarquia. Temos ainda um processo a decorrer em tribunal para reaver dinheiro que a Câmara enquanto instituição deve ao Cnema, mas esta questão é institucional, não tem a ver com este executivo…
Passados 11 anos, e nesta fase em que as relações são boas, penso que é altura de desfazer um mito que existe em Santarém. Há sempre a ideia de que o Cnema tem vivido desde que nasceu, faz agora 20 anos, à custa da Câmara e daquilo que a autarquia lhe pode proporcionar. Estou no conselho de administração desde 2003, há 11 anos, e só no mandato de Rui Barreiro é que a Câmara financiou um concerto no dia livre, aberto á população. De resto, em todos estes anos o Cnema não recebeu um cêntimo de apoio da Câmara. Pelo contrário, todos os anos temos de pagar as taxas e licenças dos palcos, do som dos restaurantes, de tudo. Curiosamente, ainda agora li uma notícia de que a Câmara de Lisboa já perdoou dezenas de milhões de euros de taxas ao Rock in Rio desde que este festival se realiza em Lisboa. Quero apenas deixar bem claro que o Cnema não vive à custa da Câmara. Em todas as cidades do país onde há uma feira – e quer se queira quer não a Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo é o maior evento que se realiza em Santarém durante todo o ano, onde a Câmara não mete um euro, pelo contrário ainda tem receitas… Isto é uma coisa que não se repete em nenhuma outra cidade do país, nem em Lisboa com o Rock In Rio…
Durante muitos anos ouvi isto, que o Cnema recebe apoios da Câmara, e por isso acho que é altura de desfazermos este mito. Os scalabitanos podem ficar descansados, pois dos impostos que pagam não vem sequer um cêntimo para a Feira. Só de taxas de esgotos o Cnema paga 1.000 e tal euros. Pagamos cerca de 500 euros por semana de IMI que vai para o Município.
Se a Câmara de Lisboa perdoa o pagamento de taxas e licenças ao Rock in Rio, que são dezenas de milhões de euros, penso que o mínimo que a Câmara de Santarém podia fazer era também libertar-nos das taxas, atendendo ao movimento que a Feira aporta a Santarém…

Como classifica a atuação deste Governo na área agrícola?
É uma atuação positiva. Este Governo conseguiu trazer ao de cima o valor e a importância da agricultura para o nosso país. Os pagamentos dos fundos comunitários aos agricultores estavam muito atrasados quando este governo entrou em funções e hoje estão em dia. A execução do programa de desenvolvimento rural teve a sua expansão no atual governo o Proder foi recuperado. A negociação da reforma da Política Agrícola Comum foi positiva… Há sempre problemas mas de uma forma geral tem sido positiva.

Quais são as principais medidas que a Reforma da PAC vai trazer aos agricultores portugueses?
Temos andado pelo país a explicar aos agricultores as alterações da PAC. A resposta a essa sua pergunta tem cerca de 1.000 páginas de regulamentos comunitários. Mas eu vou tentar explicar-lhe isso num minuto… Há uma alteração da forma de pagamento, deixa de haver o pagamento pelo histórico. Vai haver uma aproximação entre os agricultores em Portugal para 90% da média nacional, aqueles que estão acima da média vão descer e aqueles que estão abaixo vão subir os rendimentos, com a garantia de que ninguém vai descer mais de 30% e ninguém fica abaixo de 60%. Os pequenos agricultores vão ter um regime especial que vão receber no mínimo 500 euros… Vai haver ainda um pagamento ambiental, que se chama Greenning, que são 30% do valor da ajuda e que tem a obrigatoriedade de se cumprir regras ambientais e uma agricultura mais amiga do ambiente que será dessa forma compensada.

A reforma da PAC é positiva para Portugal?
De uma forma geral é positiva. Ganhámos um bocadinho, numa altura em que havia menos 14% do orçamento comunitário do que na anterior reforma e mais 13 países. As reformas são sempre mais exigentes. As últimas reformas da PAC foram no sentido de diminuir o excesso de produção agrícola que havia na Europa. Esta reforma dá uma viragem no sentido do ambiente de incentivo à produção, coisa que não existia antes.

Abertura das Hortas Solidárias e do Centro Agrícola e Ambiental


LISBOA PORTUGAL
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 GERSON INGRÊS , 5 DE JUNHO DE 2014 / 72 0 COMENTÁRIOS

SESIMBRA – As Hortas Solidárias estão a dar uma nova vida à várzea da Ribeira de Coina, na Quinta do Conde. No local, foi construído um Centro Agrícola e Ambiental e estão a ser desenvolvidos diversos programas e projetos ambientais, destinados ao público em geral.

Nos últimos meses, a Várzea da Quinta do Conde, junto à Ribeira de Coina, ganhou uma nova vida com o projeto Hortas Solidárias, desenvolvido pela Câmara Municipal, com o apoio do programa EDP Solidária 2013. O terreno foi dividido em 61 parcelas, 55 para famílias e seis para organizações não-governamentais. Apoiar os cidadãos interessados em praticar a horticultura como atividade de complemento económico e de subsistência, difundindo assim o uso de práticas agrícolas amigas do ambiente e hábitos alimentares saudáveis são os principais objetivos da iniciativa.

Com uma área aproximada de 200 metros quadrados, o Centro Agrícola e Ambiental da Várzea é um equipamento polivalente que será o principal apoio do futuro Parque Ecológico da Várzea. Promover o contacto dos hortelões com as técnicas de produção biológica, fornecer ferramentas ao público para a aquisição de conhecimentos sobre a biodiversidade local e organizar e desenvolver atividades que permitam o encontro entre os hortelões, consumidores e técnicos especialistas são alguns dos objetivos do edifício, que vai acolher ainda diferentes valências, projetos e serviços, como um espaço de formação, banco de sementes, centro de documentação e programa de educação ambiental.

Depois do sucesso da implementação das Hortas Solidárias da Quinta do Conde, a Câmara Municipal submeteu uma nova candidatura ao programa EDP Solidária 2014, para continuar e rentabilizar o investimento já efetuado. A segunda fase do projeto prevê, não só a criação de mais 35 talhões a fim de dar resposta ao grande número de famílias que procuram este tipo de resposta social, mas também uma estufa para germinação e um parque de merendas para convívio.

Ao todo, as Hortas Solidárias irão ocupar perto de 11 mil metros de terreno, sendo o projeto âncora do Parque Ecológico da Várzea, localizado junto ao Parque da Vila e à EN10. Os resultados da candidatura deverão ser conhecidos no início do verão.

Presidente condecora 30 personalidades das comunidades portuguesas e estrangeiros

05-06-2014 12:09 

O Presidente da República condecora este ano 30 personalidades das comunidades portuguesas e cidadãos estrangeiros, entre as quais três mulheres, por ocasião do Dia de Portugal, que se comemora na Guarda, anunciou hoje a Presidência. 

De acordo com uma nota divulgada no "site" da Presidência da República, as três mulheres condecoradas são a ex-representante da TAP em Espanha Maria Victoria Haddad, a diretora do Instituto do Coração em Maputo, Maria Beatriz Ferreira, e a presidente honorária da Associação de Criadores do Cavalo Lusitano na Grã-Bretanha, Sylvia Loch. As três recebem, respetivamente, a Ordem do Infante D. Henrique, a Ordem da Liberdade e a Ordem do Mérito Empresarial, na classe do mérito agrícola. 

Entre os homens condecorados com a Ordem do Infante D. Henrique estão o chefe do gabinete do Presidente da Comissão Europeia, Johannes Laitenberger, o alcaide de Sevilha, Juan Ignacio Zoido Alvarez, ou o presidente da Câmara de Comércio Hispano-Portuguesa e diretor executivo da Repsol Espanha, António José Calçada de Sá.

Brévet de variedade de tomate contestada

Junho 03
13:00
2014

A organização "Semences Paysannes" juntou-se aos representantes espanhóis e alemães da coligação internacional "No Patents On Seeds" para apresentar um recurso contra um brévet europeu que é detido pela Monsanto, sobre o tomate (EP1812575).

Esta variedade de tomate é resistente ao cogumelo chamado "Botrytis cinerea" e as sementes foram desenvolvidas na Alemanha.

A Monsanto é acusada de ter habilidosamente registado o brévet, uma vez que as técnicas de cruzamento simples não são passíveis de brévet, tendo sido manipulada a apresentação do processo.

Os queixosos afirmam, mesmo, que basta ler o relatório da Monsanto para ver que ele é fraudulento, pois estes tomates não são produzidos por transferência de ADN isolado, o que levanta outro problema, que é o da facilidade com que grandes empresas como a Monsanto conseguem registar brévets.

A Monsanto é igualmente acusada de utilizar os tomates provenientes de um banco de genética situado na Alemanha, que é suposto salvaguardar as sementes para o bem comum e para o desenvolvimento de futuras plantas, pelo que este procedimento é considerado um roubo por parte da Monsanto.

Produtores de beterraba querem transparência e estabilidade do mercado até 2020


Junho 03
12:55
2014

Os produtores de beterraba reforçaram a sua posição de oposição a todas as medidas que visem aumentar os contingentes de importação de açúcar e às medidas propostas pela Organização Mundial de Comércio, que prevêem a supressão da limitação das importações europeias, após o fim das quotas em 2017.

A Confederação Internacional dos Produtores de Beterraba Europeus reuniram em assembleia geral, no dia 22 de Maio, na Suíça e, além desta decisão, exigiram à Comissão que tenha uma posição firme nas negociações dos acordos bilaterais com países terceiros, sobretudo com os grandes produtores de açúcar.

Também foi exigida uma clarificação rápida da política de bio combustíveis, de modo a proteger a produção instalada de bio etanol, dando-lhe condições para continuar a trabalhar com normalidade.

Por fim e na perspectiva do fim das quotas de açúcar em Setembro de 2017, foi anunciado um aumento da área cultivada de beterraba para a campanha de 2014-2014 de 2% e a necessidade dos produtores se organizarem de modo equilibrado, com acordos profissionais, de modo a garantir a continuidade da produção após 2017.

Como alimentar o mundo – O grande dilema

Junho 06
08:33
2014

A população mundial não pára de crescer e as previsões são de passarmos de 7 mil milhões, que somos hoje, para 9,3 mil milhões em 2050.

O grande dilema é como vamos alimentar toda este gente, quando é sabido que actualmente existem milhões que passam fome. Por outro lado, a Organização das Nações Unidas (FAO) mostra que as emissões de gases com efeito de estufa, provenientes da agricultura, floresta e pesca,s duplicou nos últimos 50 anos e pede, por isso, que seja feito um rigoroso controlo, sobretudo na produção de carne e leite.

Em todo este contexto, aparece o problema crescente de obesidade, causadora de doenças como a diabetes.

Num ponto todos concordam, comida, agricultura, ambiente e saúde estão directamente ligados.

Há pois a necessidade urgente da definição de uma dieta alimentar sustentável para o mundo, que possa equilibrar estes quatro factores e pôr comida na boca de todos.

Nos últimos 30 a 40 anos, o aumento da produção alimentar teve um impacto negativo no ambiente e na saúde pública, pelo que como é preciso produzir mais, os cuidados a ter são redobrados.

Segundo um último estudo apresentado no Reino Unido, os cinco princípios para uma dieta sustentável são:

- Comer menos produtos transformados

- Evitar os desperdícios de comida

- Comer menos carne

- Comprar alimentos com certificação de qualidade

- Comer mais vegetais

Um dos principais problemas são os desperdícios alimentares, que só na Europa atingem dezenas de milhares de toneladas por ano, cujo controlo devia ser feito pela grande distribuição.

Devido a esta situação, cada vez se torna mais necessário uma reflexão a nível governamental para definição das grandes directivas de futuro e os pontos fulcrais a ter em conta são:

1 – A população mundial deve atingir os 9,3 mil milhões de pessoas em 2050 e o maior crescimento vai dar-se em países em desenvolvimento. Em 2050, 70% das pessoas devem estar nas zonas urbanas, contra 49% actualmente (fonte – FAO)

2 – Em 2008, um em cada três cidadãos era obeso e esta percentagem cresceu 23% desde 1980. Nos países desenvolvidos, o número de obesos triplicou de 1980 para 2008, passando de 250 milhões para 908 milhões

3- Calcula-se que existam actualmente, no mundo, aproximadamente 366 milhões de diabéticos e, se não forem tomadas medidas, este número pode passar para 552 milhões em 2030

4 – Os países industrializados e países os em vias de desenvolvimento produzem 670 mil toneladas e 630 mil toneladas, de desperdícios alimentares, respectivamente. Nos países ricos é o consumo privado o maior responsável por este número, enquanto nos países em desenvolvimento são as cadeias de distribuição alimentar

5 – As florestas adultas devem ver a sua área reduzida em 13% até 2050, devido à exploração florestal e à necessidade de utilização de solos para a agricultura

APED acredita que nova lei do comércio "vai ter vida curta”


por Ana Rita Costa
5 de Junho - 2014
"Esta legislação vai ter uma vida curta e será o racional económico e o seu impacto na cadeia de retalho a ditar o seu fim", referiu Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED, esta quarta-feira (4 de junho), no âmbito de um colóquio sobre as Práticas Individuais Restritivas do Comércio promovido pela ICC Portugal - International Chamber of Commerce.

 
Ainda antes da sua publicação, em dezembro de 2013, esta nova lei, que proíbe vendas com prejuízo, já era alvo de críticas. No colóquio, que juntou advogados, juristas e representantes da distribuição e da indústria agroalimentar, ficou claro que a nova lei introduzida ainda não é compreensível para todos os agentes envolvidos na sua aplicação. Jaime Silva, inspetor da ASAE presente no colóquio, contrariou esta opinião e referiu que a "a nova lei não é muito diferente em relação ao diploma que já tínhamos".

Pedro Queiroz, diretor-geral da FIPA, defendeu que apesar das fraquezas do novo diploma, este "abre a porta à autorregulação, assim como à revisão contratual, o que pode ser uma oportunidade. Não sei se terá uma vida curta, mas cabe aos agentes económicos exigir que sejam demonstrados os impactos económicos desta lei."

Joaquim Vieira Peres, sócio da sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva presente no evento, apresentou um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) publicado há cerca de duas semanas que, de acordo com o advogado, "pode valer na sua totalidade para a criação de um novo artigo", uma vez que na interpretação daquele tribunal "o que interessa é a relação económica entre as duas entidades, e não apenas o preço na fatura. Este acórdão remove as incertezas e dúvidas que decorriam da interpretação da ASAE e afasta a incerteza em relação aos descontos relacionados com a transação".

Intermarché lança prémio de apoio à produção nacional


por Ana Rita Costa
5 de Junho - 2014
O Intermarché vai lançar um prémio de apoio à produção nacional. Este galardão vai premiar os melhores projetos implementados em Portugal nas áreas da Inovação, Sustentabilidade e respeito pelas Origens no sector primário. 

 
Na primeira edição do Prémio, os produtores podem candidatar-se às categorias de projeto de Carnes, Produtos da Pesca, Frutas, Legumes e Produtos Processados, este ano aberto às subcategorias de Azeite e Vinhos. Serão admitidas até um máximo de 20 candidaturas em cada uma das categorias/ subcategorias até ao próximo dia 25 de julho.

 "Os objetivos deste prémio passam, por um lado, por contribuir para o desenvolvimento do sector primário português e, por outro, por identificar e reconhecer aquilo que de melhor se faz pela produção nacional. Ao mesmo tempo, é um projeto que sensibiliza a sociedade para a importância do sector primário, alinhando-se, desse modo, com o movimento de valorização nacional de um sector de tremenda importância para a economia", refere Paulo Ferreira, Administrador do Intermarché.

Novo regime de bens em circulação aumentou obrigações administrativas


por Ana Rita Costa
5 de Junho - 2014

O regime de bens em circulação entrou em vigor a 1 de julho de 2013 e um ano depois a APOL diz que "já é possível apontar algumas das consequências desta implementação, sentidas diretamente pelos operadores logísticos". De acordo com um inquérito realizado pela associação, mais de 90% dos inquiridos considera que o novo regime de bens em circulação teve um forte impacto na atividade da empresa e 60% considera que o aumento da burocracia foi o fator mais impactante para a empresa. 

 
"A carga administrativa imposta às empresas demonstra um total desconhecimento da velocidade atual das cadeias de abastecimento modernas", refere a presidente da Direção da APOL, Carla Fernandes.

67% dos associados considera que o investimento financeiro para adaptação ou criação de sistemas informáticos de emissão/comunicação de Documentos de Transporte (DT), uma nova obrigação do regime de bens em circulação, foi o que teve mais impacto financeiro nas empresas, desde a entrada em vigor do regime.

 Os associados da APOL defendem ainda que "os custos associados à implementação ou atualização de sistemas informáticos, a par dos custos de contexto", vão-se refletir no tempo, o que "não é admissível numa altura em que as empresas tentam ser eficientes e competitivas, num clima económico muito competitivo."

 Por outro lado, dois terços dos operadores logísticos consideram que o combustível é um dos custos que mais incide diretamente sobre a atividade, assim como os custos de trabalho (salários e custos associados). 77% dos inquiridos apontou a reformulação de fluxos e procedimentos de movimentação e armazenagem de carga/bens, como indutor de impacto financeiro na empresa, assim como 33% dos associados da APOL, que responderam ter sentido impacto na empresa com os custos despendidos em formação de colaboradores para cumprimento das novas obrigações legais (horas/custo).

A Presidente da Direção da APOL considera que "as medidas previstas vêm adicionar burocracia aos sistemas logísticos, sendo mais um obstáculo à competitividade das empresas e, por isso, um retrocesso e uma barreira à sua atividade, com consequências graves para os consumidores portugueses, sem que seja visível um benefício geral que o compense ao nível da sociedade". 

Agricultura nacional atravessa "bom momento"


07 Junho 2014, 23:24 por Lusa


A ministra da Agricultura realçou hoje o "bom momento" que o setor atravessa, uma fase de crescimento e dinamismo patente na Feira Nacional da Agricultura (FNA), que inaugurou hoje em Santarém.
Acompanhada por Isabel García Tejerina, ministra da Agricultura espanhola, Assunção Cristas percorreu demoradamente os pavilhões e o espaço exterior da Feira Nacional da Agricultura, um certame que, realçou, cresceu este ano 20% em relação à edição de 2013 tanto em área como em número de expositores.
 
"É isto também o que se passa na agricultura", que tem vindo a aumentar a produção e as exportações, afirmou, sublinhando que o crescimento de 7,8% nas exportações em 2013, depois de ter crescido 7% em 2012, é demonstrativo de que o setor "está vivo, com dinâmica, a crescer e a rejuvenescer-se".
 
Assunção Cristas realçou a presença, "em peso", da floresta na edição deste ano da FNA, bem como o esforço que tem sido feito pela produção nacional para mostrar que os produtos portugueses "têm qualidade e se estão a sofisticar e a inovar".
 
A ministra, que na segunda-feira voltará à feira para participar num seminário sobre a Política Agrícola Comum (PAC) 2014/2020 e as decisões nacionais, realçou o trabalho realizado por Portugal em Bruxelas para conseguir "ganhos quer nos subsídios do primeiro pilar (pagamentos diretos aos agricultores) quer na parte dos apoios ao investimento e ao desenvolvimento do mundo rural".
 
A FNA, que decorre desde hoje e até dia 15 no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, tem por tema "a produção nacional", voltando a apostar na vertente profissional e na promoção junto dos consumidores, aliadas a uma componente mais tradicional (com a presença dos toiros, dos campinos, da música tradicional e do folclore) e à animação, com um cartaz de espetáculos que traz hoje ao palco principal Pedro Abrunhosa e Comité Caviar.
 
O certame integra o "Salão Prazer de Provar" - que agrega o Salão Nacional do Azeite, o Salão Nacional da Alimentação e o Festival Nacional do Vinho - a "Fersant" (Feira Empresarial da Região de Santarém), organizada pela Nersant, a "Lusoflora de Verão", promovida pela Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais, e as "Conversas de Agricultura".
 
Na zona exterior, uma exposição de maquinaria e equipamentos agrícolas permite conhecer as novidades do setor, existindo uma zona de demonstrações para apresentação de algumas inovações e um espaço dedicado à fileira florestal, promovido pela Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal.
 
A presença das diferentes raças autóctones bovinas nacionais e internacionais, dezenas de equinos representando as principais coudelarias nacionais, suínos de raça bísara e raça alentejana, caprinos, ovinos e aves (incluindo 500 galinhas poedeiras) constituem, segundo o CNEMA, "a maior mostra de gado do país", sendo a sua qualidade atestada em dezenas de concursos.

Ministra da Agricultura destaca promoção dos produtos portugueses e crescimento do setor

Inauguração 51ª Feira Nacional de Agricultura
 
A Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas inaugurou hoje a Feira Nacional de Agricultura e destacou a relevância e o dinamismo do setor e a importância em promover os produtos portugueses. A governante salientou que "o setor está ativo, em crescimento e a rejuvenescer-se".
 
Assunção Cristas acrescentou na mesma ocasião que "é imprescindível dar força à produção nacional; continuar a inovar e contribuir para produtos nacionais inovadores e diferenciados que possam ajudar no aumento das exportações". A mesma responsável constata ainda o forte apoio que tem sido dado aos jovens agricultores, o trabalho relevante na PAC e a valorização do setor florestal.


A cerimónia de abertura da Feira contou ainda com a presença da Ministra da Agricultura de Espanha, Isabel Garcia Tejerina, do Secretário de Estado das Florestas, Francisco Gomes da Silva, do Secretário de Estado do Meio Ambiente de Espanha, Federico Ramos, acompanhados por autarcas da região.
  

sábado, 7 de junho de 2014

Comércio hortofrutícola entre Portugal e Espanha regista evolução positiva


5 DE JUNHO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO

portugal espanhaPortugal aumentou as exportações para o país vizinho, mas continua com a balança comercial deficitária.

O comércio hortofrutícola entre Portugal e Espanha aumentou consideravelmente, quer na importação de produtos espanhóis, com um crescimento nos últimos cinco anos de 43%, totalizando 377,8 milhões de euros, quer na exportação para Espanha, com um aumento de 50% no mesmo período, situando-se em 84,5 milhões de euros.

Do total de frutas e hortícolas importadas por Portugal, um total de 249,1 milhões de euros corresponde a frutas e 128,7 milhões de euros correspondem a hortícolas. Os principais frutos importados são banana, uva e morango e em vegetais é a batata e o tomate.

Relativamente às exportações em 2013, um total de 42,9 milhões de euros correspondeu a frutas e 41,5 milhões de euros a hortícolas. Os principais frutos exportados para Espanha foram o laranja e o kiwi e os principais vegetais o tomate – especialmente para transformação – e a batata.

Comparando exclusivamente o ano de 2013 com 2012, a exportação espanhola para Portugal cresceu 20% e a exportação portuguesa para Espanha apenas 5%.

Em 2014, no primeiro trimestre, a exportação espanhola para Portugal situou-se nos 86,2 milhões de euros, mais 4% do que o período homólogo de 2013, segundo os dados atualizados da Direção -Geral das Alfândegas do Ministério da Economia, processados pelo FEPEX.

Relativamente à exportação portuguesa para Espanha no mesmo período de 2014, esta chegou a 14 milhões de euros, mais 9% do que no período homólogo.

Incêndios: Secretário de Estado admite que tem sido difícil substituir pilotos da EMA


O secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, reconheceu hoje que tem sido difícil substituir os pilotos que têm saído permanentemente da Empresa de Meios Aéreos (EMA).
«Temos tido permanentes saídas» de pilotos da EMA, disse João Almeida aos deputados da comissão parlamentar de Agricultura e Mar, adiantando que esta situação tem «criado uma pressão muito grande».
João Almeida admitiu que não tem sido uma tarefa fácil substituir os pilotos que vão saindo, mas garantiu que estão asseguradas as condições para que as aeronaves da EMA possam operar durante a época crítica de incêndios florestais, entre 01 de julho e 30 de setembro.
Diário Digital / Lusa

Veneno de aranha pode salvar abelhas, diz estudo



O veneno de uma das aranhas mais venenosas do mundo pode ajudar a salvar as abelhas melíferas (produtoras de mel) ao servir de base para um bio-pesticida capaz de eliminar pragas, mas poupar os insectos que são polinizadores poderosos, revelou um estudo.
As populações de abelhas, tanto selvagens quanto criadas em cativeiro, estão em declínio na Europa, nas Américas e na Ásia por razões que os cientistas lutam para entender, e os pesticidas industriais são considerados os principais responsáveis.
No ano passado, cientistas alertaram que certos pesticidas usados para proteger cultivos ou colmeias podem confundir os circuitos cerebrais das abelhas, afectando a sua memória e suas habilidades de navegação das quais dependem para encontrar comida, colocando colmeias inteiras em perigo.
Desde então, a União Europeia impôs uma proibição temporária a alguns destes produtos químicos.
Agora, uma equipa da Universidade de Newcastle, em Inglaterra, descobriu que um bio-pesticida feito com uma toxina do veneno da aranha da família «Hexathelidae», natural da Austrália, e uma proteína da planta galanto, não prejudica as abelhas.
«Fornecer doses agudas e crónicas às abelhas, além dos níveis que experimentariam no campo, teve apenas um efeito suave na sobrevida das abelhas e nenhum efeito mensurável na sua aprendizagem e memória», informou a universidade em comunicado.
Nem as abelhas adultas, nem as lavras foram afectadas, reportou o estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.
Anteriormente, o bio-pesticida não demonstrou ter efeitos nocivos aos humanos, apesar de ser altamente tóxica para uma série de pragas importantes.
As abelhas respondem por 80% da polinização de plantas feita por insectos. Sem elas, muitos cultivos deixariam de dar frutos ou precisariam de ser polinizados manualmente.
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) informou que os polinizadores contribuem com pelo menos 70% dos grandes cultivos de alimentos humanos.
O valor económico dos serviços de polinização foi estimado em 208 mil milhões de dólares em 2005.
«Não haverá uma solução única», disse o co-autor do estudo, Angharad Gatehouse.
«O que precisamos é de uma estratégia de gestão integrada de pragas e pesticidas específicos e os insectos serão apenas uma parte disto», concluiu.

Sabe quanto vale uma rolha de cortiça?

O preço de uma simples rolha pode variar numa escala alargada, dos dois cêntimos aos dois euros. Mas a preferência dos consumidores também pesa nesta equação.

Margarida Cardoso |
11:21 Quarta feira, 4 de junho de 2014
Quando questionados sobre aquilo que um vedante pode aportar ao vinho, 93% dos americanos referem que a cortiça "representa alta qualidade" 
Quando questionados sobre aquilo que um vedante pode aportar ao vinho, 93% dos americanos referem que a cortiça "representa alta qualidade"  / Alexandre Bordalo
São os estudos de mercado que dizem: o consumidor americano está disposto a pagar mais um euro por uma garrafa de vinho com rolha de cortiça. E dizem, também, que a fidelidade do mercado norte-americano a este produto está a ter impacto direto nas vendas do sector.

A procura das garrafas de vinho fechadas com as rolhas criadas a partir da casca do sobreiro aumentaram 24%, enquanto o crescimento das vendas dos vinhos engarrafados com vedantes como a rosca metálica ou o plástico cresceram apenas 10%.

Mas há outros relatórios, como o trabalho da Tragon Corporation, uma empresa especializada na área vinícola, sobre a preferência do consumidor americano pelos diferentes tipos de vedantes. A cortiça é preferida por 60% dos inquiridos, contra a quota de 3% dos vedantes das cápsulas de alumínio e a indiferença dos restantes 36%.

Cortiça para oferecer, sempre

Já se estiver em causa a compra de uma garrafa para oferecer ou para partilhar num jantar especial, a cotação da cortiça aproxima-se dos 100% nos Estados Unidos, o maior mercado mundial de vinho e o segundo maior mercado de exportação para a cortiça portuguesa.

Quando questionados sobre aquilo que um vedante pode aportar ao vinho, 93% dos americanos referem que a cortiça "representa alta qualidade" e 50% dizem que as cápsulas de alumínio estão associadas a "vinho de baixa qualidade".

No Velho Continente, a cortiça também é o vedante que melhor combina com os melhores vinhos e a proteção ambiental. Um estudo da OpinionWay, empresa francesa de sondagens e estudos de mercado, mostra que 88% dos inquiridos estão convictos de que a cortiça é a melhor escolha para um "Grand Cru" (denominação de origem controlada) e 73% sabem que esta é a melhor opção ambiental.

No mesmo trabalho, 83% dos consumidores de vinho regulares preferem a cortiça e a percentagem sobe dois pontos percentuais quando está em causa a oferta de uma garrafa de vinho.

Em Itália, um trabalho da empresa de estudos de mercado Astra Ricerche revela que 85% dos italianos apontam a cortiça como vedante de eleição para assegurar a qualidade do vinho; e 88% acreditam que a sonoridade obtida no momento da abertura da garrafa aumenta o prazer do consumo do vinho.

A meta dos mil milhões

A liderar um programa de promoção internacional da imagem da cortiça que envolve, este ano, um investimento de 7,3 milhões de euros num conjunto de nove mercados selecionados entre clientes fiéis, como a França, e novos destinos, como a China, onde as vendas da fileira cresceram 55% em 4 anos, a APCOR está atenta a estes números.

O sua ambição é  continuar a impulsionar as exportações do sector e cumprir o objetivo de atingir os mil milhões de euros de vendas ao exterior em 2015.
Em 2013, depois de três exercícios a crescer ao ritmo de 7%/ano, as exportações caíram 1%. Seguiu-se mais uma quebra, de 1,15% no primeiro trimestre deste ano.

Rolhas valem 68,3%
A meta fixada para 2015 parece, assim, difícil de atingir, mas a fileira, que tem nas rolhas 70% das suas exportações, está confiante na valorização do seu produto, no crescimento do mercado mundial e em novas soluções.

É o caso da Helix, uma rolha inovadora de aglomerado de cortiça, apresentada há um ano pela Corticeira Amorim, pronta a saltar do gargalo da garrafa apenas pela pressão do polegar, sem perder a sonoridade característica associada à abertura das garrafas de vinho, e reutilizável.

Com 637 empresas e 8.591 trabalhadores, Portugal exporta 95% da sua produção de cortiça e o contributo das rolhas para o valor total exportado ainda é de 68,3%, apesar do peso crescente de novos produtos destinados a diferentes sectores, da construção aos transportes e moda.