segunda-feira, 9 de maio de 2016

IFAP: PAGAMENTOS ABRIL 2016


No dia 29 de abril de 2016, conforme procedimento habitual, o IFAP procederá a pagamentos* num montante total de cerca de 36,62 milhões de euros.

Do conjunto das transferências efetuadas, destacamos os seguintes pagamentos:

PDR 2020:

PDR Investimento - 2,8 milhões de euros

Medidas Transitadas Investimento - 7,6 milhões de euros

Florestação de terras agrícolas - 1,5 milhões de euros

Medidas Agro-Ambientais - 1,9 milhões de euros


Seguro Colheitas - 1,5 milhões de euros 

PRORURAL+ Investimento - 1 milhão de euros 

POSEI Abastecimento - 1,3 milhões de euros 

POSEI Açores:
Produções Animais - 11,1 milhões de euros


Novo Regime da Vinha - 1,2 milhões de euros

Pescas - 2,7 milhões de euros
Para mais informações consulte Calendários de Pagamentos.

*Valores provisórios

Aprovada rotulagem obrigatória na carne

ANA RUTE SILVA 21/04/2016 - 15:07 (actualizado às 16:32)
Além do porco, também as carnes de ovelha, cabra e aves vão passar a ter identificada a origem. Falta o leite.

 
Até agora a origem da carne de porco não estava identificada DR

A lei que obriga à rotulagem de toda a carne foi aprovada nesta quinta-feira em Conselho de Ministros. A medida já tinha sido anunciada pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, como uma das respostas à crise que afecta os produtores de porcos.

O decreto-lei abrange vários tipos de carne: suíno, ovino, caprino e aves de capoeira. Até agora apenas a carne de vaca tinha rotulagem obrigatória, uma imposição comunitária que avançou depois da crise das vacas loucas.

Os consumidores passam agora a saber a origem da carne e onde foi abatido o animal. Esta semana, na comissão parlamentar de Agricultura, Capoulas Santos esclareceu que se a carne for nacional, por exemplo, haverá a indicação explícita da palavra "Portugal" . Não serão utilizadas siglas "para que não haja dúvidas quanto à origem".

O comunicado do Conselho de Ministros refere ainda que além do país ou do local de proveniência, haverá indicação das "substâncias que na sua composição sejam susceptíveis de provocar alergias ou intolerâncias". "O presente decreto-lei vem garantir o direito à informação dos consumidores, assegurando uma escolha livre e consciente e prevenindo situações susceptíveis de causar dano à saúde", lê-se do documento.

Nos últimos meses os suinicultores têm protestado contra os preços baixos que a indústria (matadouros ou fábricas de produtos transformados) e a grande distribuição estão a pagar pela carne. O embargo russo fez aumentar a oferta no mercado europeu, agora "inundado" de carne de porco. Sem conseguir exportar para novos mercados – Portugal não pode ainda vender carne de porco à China, por exemplo – os produtores reclamam apoios do Governo para conseguir ultrapassar a crise. A rotulagem obrigatória era uma das exigências.

Os dados mais recentes do INE mostram que os suinicultores estão a viver a "situação mais desfavorável" dos últimos 15 anos, com os preços a cair e sem capacidade para suportar os custos. Em 2015 o preço pago ao produtor caiu 13,3%, "o segundo maior decréscimo em termos absolutos desde 2000".

E o leite?
Outro dos sectores em dificuldades é o do leite, que se debate com problemas semelhantes aos da suinicultura. Esta semana, o PSD avançou com uma proposta para tornar obrigatória a identificação da origem do leite nas embalagens, mas esta medida esbarra nos actuais regulamentos da União Europeia que não permitem aos Estados-membros legislar nesse sentido.

Um estudo da Comissão de Agricultura concluiu que a rotulagem obrigatória iria prejudicar o comércio transfronteiriço, seria difícil de implementar em termos logísticos e aumentaria os custos. Isto porque, sobretudo, produtos lácteos como o queijo ou os iogurtes são muitas vezes produzidos com leite de várias proveniências. Neste caso, seria preciso alterar os sistemas de rastreabilidade, indica o estudo.

"Estamos à espera que haja pressão política para desbloquear essa matéria e para que um Estado-membro possa obrigar à rotulagem", disse ao PÚBLICO Fernando Cardoso, secretário-geral da Fenalac, a Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite, acrescentando que o tema está a ser discutido há, pelo menos, dois anos.

As embalagens de leite UHT contêm uma marca de identificação na parte inferior com a sigla do país onde o produto é embalado: PT se for em Portugal, ES se for em Espanha, por exemplo. Mas isso não significa que o leite seja português ou espanhol, indica apenas o local de embalamento.

À partida, marcas de leite nacional contêm matéria-prima produzida em Portugal, mas no caso das marcas da distribuição (que valem 31% das vendas de leite UHT) é mais difícil assegurar a proveniência. "É aqui que a questão se coloca de forma mais premente e que uma regra vinculativa teria uma mais-valia para o consumidor", defende Fernando Cardoso.

Apesar de a rotulagem não poder ser obrigatória por lei, a indústria de lacticínios pode, voluntariamente, colocar nos seus pacotes de leite, queijo ou manteiga, a indicação de origem. 

Prémio Intermarché com candidaturas até Junho

Mai 04, 2016

As candidaturas à 3.ª edição do Prémio Intermarché Produção Nacional (PIPN) estão abertas até 30 de Junho. Os produtores nacionais, em nome individual ou colectivo, podem participar nesta iniciativa preenchendo o formulário on-line.

Entre as condições descritas no regulamento, de salientar que os projectos candidatos devem estar implementados em Portugal e devem enquadrar-se numa ou mais categorias contempladas no PIPN, nomeadamente:

– frutas e preparados de fruta;

– legumes e preparados de legumes;

– produtos biológicos;

– produtos processado (vinho, azeite, queijo e charcutaria);

– carne e preparados de carne e

– pesca e preparados de pesca.

O júri vai atribuir um prémio por categoria e duas menções honrosas a 28 de Setembro. Os vencedores terão a oportunidade de escoar o seu produto, durante um ano, na cadeia de lojas Intermarché.

Vasco Simões, administrador do Intermarché, salienta que o prémio «é mais uma forma de promovermos os produtos portugueses, que têm um elevado potencial, dada a sua grande qualidade. Esta qualidade é já percebida no mercado nacional, mas também procuramos que o seja nos mercados internacionais através da rede de lojas do grupo Os Mosqueteiros em França, Bélgica e Polónia».

O PIPN conta com a parceria de entidades como a Faculdade de Medicina Veterinária, Instituto Superior de Agronomia, Quercus, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e Confederação dos Agricultores de Portugal.

Inspeção de Pulverizadores de Produtos Fitofarmacêuticos


A DGAV elaborou um desdobrável com informação sobre a obrigatoriedade de Inspeção de Pulverizadores de Produtos Fitofarmacêuticos: http://www.dgadr.mamaot.pt/images/docs/destaques/insp_pulverizadores_fitofarm.pdf

Governo toma novas medidas para minimizar impacto da crise no sector leiteiro

 02-05-2016 
 

 
O Governo vai excluir a componente dos subsídios ao investimento dos agricultores do cálculo de rendimento para efeitos de contribuições à Segurança Social e promete bater-se em Bruxelas por um envelope adicional para o sector leiteiro.

As medidas foram anunciadas pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, tendo ao seu lado o primeiro-ministro, António Costa, após os executivos da República e da região autónoma terem assinado uma declaração conjunta, em Ponta Delgada.

Por este documento, o executivo liderado por António Costa assume como sua «a pretensão do Governo Regional dos Açores de defender junto das instituições europeias a criação de uma envelope financeiro adicional, no âmbito do POSEI, programa destinado às regiões europeias ultraperiféricas, que permita ajudar a fazer face à situação existente».

O sector leiteiro atravessa uma crise comercial ao nível europeu e a produção açoriana representa cerca de 30 por cento do total nacional. António Costa e Vasco Cordeiro acordaram ainda a «exclusão dos subsídios ao investimento como rendimento resultante de prestação de serviços, para efeitos de rendimento relevante e apuramento da base de incidência contributiva dos trabalhadores independentes, produtores agrícolas».

Antes do anúncio destas medidas, António Costa e Vasco Cordeiro receberam em audiências os representantes das federações patronais açorianas. Na reunião considerada mais importante, com a do sector agrícola, o presidente desta federação, Jorge Rita, advertiu o primeiro-ministro que a falência da produção leiteira «será também a falência da economia açoriana».

«Ao contrário do continente e da Europa, aqui não há alternativas para o sector leiteiro», sustentou o presidente da Federação Agrícola dos Açores, antes de exigir que sejam suspensos os pagamentos por conta, já que a maioria das empresas está «descapitalizada».

De acordo com Jorge Rita, o primeiro-ministro ter-se-á comprometido em empenhar-se neste problema que afecta o sector leiteiro açoriano, «mas, até agora, o Governo da República ainda não adoptou qualquer medida específica a favor da agricultura dos Açores».

Jorge Rita defendeu ainda «um novo comportamento» por parte do sector da distribuição e da indústria em relação à agricultura, assim como uma atitude diplomática ativa para uma maior acesso aos mercados de Angola e dos Estados Unidos.

Fonte: Lusa


Horticultura, uma oportunidade para a lusofonia


Mai 05, 2016

A importância da horticultura para a economia mundial e para a sustentabilidade agrícola foram aspectos destacados no primeiro encontro do ciclo de conferências "4 Décadas, 4 Temas". A iniciativa é promovida no âmbito dos 40 anos da Associação Portuguesa de Horticultura (APH).

Hélder Muteia, representante em Portugal da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla inglesa), foi o orador convidado da primeira conferência, que teve lugar a 3 de Maio na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A sua intervenção versou sobre "Horticultura e Sociedade (a visão da FAO)".

A ideia chave a reter é a importância da horticultura quer para a sustentabilidade agrícola, quer para a sobrevivência da humanidade. O sector envolve «800 milhões de produtores, é uma fonte de rendimento essencial e permite aumentar a disponibilidade de alimentos», disse Hélder Muteia.

De acordo com a organização Smart Development Works, o mercado global de fruta e legumes deverá alcançar, em 2016, um valor de 2,5 mil milhões de euros, um aumento de 79% face a 2011, resultante da crescente procura de alimentos saudáveis, convenientes e acessíveis.

O responsável da FAO concluiu ainda que a horticultura é uma das áreas agrícolas que mais pode contribuir no alcance destes caminhos. No futuro, disse, é preciso «apostar na agricultura urbana e periurbana, em novos paradigmas de crescimento, novos quadros legais e institucionais, novas soluções tecnológicas e resolver a questão das extremidades».

«A procura por produtos hortícolas vai aumentar grandemente e é uma oportunidade onde a lusofonia deve ter uma palavra a dizer. Sou favorável à criação de uma plataforma comum de desenvolvimento da horticultura no espaço lusófono. É importante que tenhamos a capacidade de pôr em prática, porque existe espaço para criação de sinergias entre países com uma língua, uma história e uma alimentação comuns», disse Hélder Muteia.

A próxima conferência está agenda para o mesmo local a 28 de Junho e tem como convidado o arquitecto Manuel Aires Mateus. O presidente da APH, Domingos Almeida, comentou que este é um ciclo de conferências «voltado para fora e para o futuro, ou seja, visa reunir pessoas de fora do círculo agrícola que possam partilhar a sua opinião sobre o papel da agricultura em determinadas áreas».

Concurso de ideias e soluções para uso de satélites na agricultura


Mai 05, 2016Notícias0Like

Está a decorrer o concurso "Farming by satellite", cujo objectivo é promover utilização de tecnologias baseadas em satélites no âmbito de práticas agrícolas inovadoras, para melhorar a eficiência e ajudar a reduzir o impacto ambiental. O concurso é direccionado para estudantes e jovens agricultores da Europa e de África. Podem participar indivíduos ou equipas de universidades ou organizações comerciais, que apresentem novas ideias e soluções tecnológicas ou estudos de caso de ensaios – em especial aqueles que se baseiem no Serviço Europeu Complementar de Navegação Geostacionária (Egnos), no futuro sistema Galileo e nos serviços Copernicus (Programa Europeu de Observação da Terra).

Este concurso atribui um prémio total de 13.000 euros: 5.000 € para o primeiro lugar, 3.000 € para o segundo lugar, 1.000 € para o terceiro lugar e 4.000 € para um prémio especial para apresentações orientadas para as necessidades dos agricultores em África. É promovido pela Agência Europeia de Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS – responsável pelas actividades ligadas aos satélites europeus) e da Agência Europeia do Ambiente. «Queremos que os jovens pensem activamente em soluções imaginativas que recorram a tecnologias de satélite "gratuitas" para ajudar agricultores de todo o Mundo», diz Gian-Gherardo Calini, director de desenvolvimento do mercado da GNSS.

Lançado em 2012, realiza-se de dois em dois anos. Conta com o patrocínio da Claas, fabricante de maquinaria agrícola, e da Bayer CropScience, fabricante de fitofármacos. As inscrições estão abertas até 30 de Outubro e o documento final com as ideias/soluções tem de ser enviado até 15 de Dezembro de 2016. Mais informações podem ser obtidas aqui.

A capital da laranja? É em Silves


Mai 06, 2016

O município algarvio lançou a marca Silves, Capital da Laranja. A marca poderá ser utilizada pelos produtores de laranja do município.

O objectivo é «dar uma nova visibilidade e notoriedade a este produto, tão emblemático da nossa terra e, através disso, contribuir para a promoção do território e da própria cultura agrícola, estimulando tudo aquilo que está associado à produção de citrinos e, sobretudo, promovendo a identificação de Silves à laranja», conta Luísa Conduto Luís, vereadora da Câmara Municipal de Silves à Frutas, Legumes e Flores.

Neste âmbito, estão previstas várias iniciativas. No que se refere aos aspectos técnicos da cultura, o município, em parceria com a Universidade do Algarve e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve irá organizar seminários, palestras e debates. Além disso, no Outono, será organizado o "Fim de Semana com Sabor a Laranja", que envolverá a restauração local, e, no final de 2016, um evento exclusivamente dedicado a este produto, afiança a vereadora.

No Algarve, produzem-se «em média entre 250 a 300 mil toneladas de laranja por ano. O concelho de Silves é responsável por cerca de 40% da área dessa produção», garante Luísa Conduto Luís. No total, dedicam-se a esta cultura 2.200 agricultores, com uma área de produção de 6.000 hectares.

«Milho foi primeiro sucesso retumbante da agricultura nacional depois do 25 de Abril»


Mai 06, 2016

Quem o disse foi Luís Vasconcellos e Souza, presidente da Agromais – Entreposto Comercial Agrícola, durante a primeira sessão do ciclo "Conversas sobre agricultura: algumas culturas relevantes para Portugal", dedicada à cultura do milho. A conferência, realizada a 5 de Maio, reuniu professores, alunos e produtores de milho no Instituto Superior de Agronomia (ISA).

Muito mudou entre a forma como se praticava a cultura do milho em meados da década de 1970 e as técnicas adoptadas actualmente. «Portugal deu um salto técnico muito grande na última década», afiançou o presidente da Agromais.

Hoje, a agricultura de precisão é parte fundamental do sucesso da cultura. Durante a sua intervenção, Joaquim Torres, director-geral da Valinveste, confessou que, inicialmente, «tinha algumas reticências em relação à aplicabilidade em Portugal de alguns dos meios da agricultura de precisão», nomeadamente a cartografia do solo. Porém, agora está convencido e, a cada campanha, observa os resultados de cada campo através de mapas de produtividade gerados por estas ferramentas.

Joaquim Torres partilhou ainda as suas preocupações com a concorrência dos países com grandes produções de milho. O produtor notou que «a competição é muito apertada», já que, por um lado, não se rega a cultura nem na Europa de Leste nem nos Estados Unidos da América (EUA) e, por outro, países como os EUA têm à disposição transgénicos resistentes à falta de água, fungos e glifosato. Além disso, o produtor prevê que o preço da água vai provocar uma «significativa redução da área do milho em Alqueva».

Na plateia, João Coimbra, produtor de milho, afirmou temer «que este seja dos piores anos» para a cultura. Mas lembrou que, com o regadio, «somos os mais bem preparados para as alterações climáticas». 

O ciclo de conferências foi promovido por alunos do ISA em parceria com a Agroges. Durante o mês de Maio, serão organizadas outras duas sessões dedicadas ao olival (dia 10) e ao amendoal (dia 17).

Feira Nacional de Agricultura terá programação «mais completa e ambiciosa de sempre»


Mai 09, 2016Destaque Home, Notícias0Like

Colóquios, seminários, concursos, degustações, concertos… São algumas das actividades incluídas no programa da 53.ª Feira Nacional de Agricultura. No âmbito profissional, a feira é «indispensável a quem pretende trocar experiências, debater problemas ou reflectir sobre o futuro», diz a organização.

A fruta portuguesa é o tema central do certame. Nesse sentido, serão organizados as " Conversas de Agricultura",  onde vários profissionais do sector serão convidados a discutir temas como o papel da fruticultura no território, a importância das leguminosas, o uso eficiente da água e a agricultura biológica.  Na última edição, cerca de 6.000 pessoas assistiram aos colóquios. Este ano, a organização pretende «ultrapassar» esse número.

Phil Hogan, Comissário Europeu da Agricultura e Desenvolvimento Rural, José Graziano da Silva, director-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, Martin Merrild, presidente do COPA – Comité de Organizações Profissionais Agrícolas, Jean Charles Bouquet, director-geral da Associação Europeia da Indústria Fitofarmacêutica, João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Capoulas Santos, ministro da Agricultura, e Carlos Moedas, Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, compõem o elenco da conferência internacional sobre "Os grande desafios para a inovação na agricultura", a 9 de Junho.

A quarta edição das Tertúlias Agronómicas organizada pela Frutas, Legumes e Flores, irá debater a "Fruta portuguesa: caminhos e desafios do século XXI". A sessão, que tem lugar a 4 de Junho, pelas 18h,  também  está inserida nas "Conversas de Agricultura".

Luís Mira, responsável pela organização da feira, conta que, nesta edição, haverá uma maior área dedicada à exposição de maquinaria, bem como um aumento do número de expositores. O objectivo é «marcar a diferença em relação ao ano anterior», conta o responsável.

Para a 53.ª Feira Nacional de Agricultura, são esperados 40.000 visitantes profissionais. O certame terá lugar entre 4 e 12 de Junho, no Cnema. Em paralelo, realiza-se a Lusoflora de Verão, uma exposição e venda de flores organizada pela Associação de Produtores de Plantas e Flores Naturais, e a Fersant – Feira Empresarial da Região de Santarém.

domingo, 8 de maio de 2016

Aprovada rotulagem obrigatória na carne

ANA RUTE SILVA 21/04/2016 - 15:07 (actualizado às 16:32)
Além do porco, também as carnes de ovelha, cabra e aves vão passar a ter identificada a origem. Falta o leite.

 

A lei que obriga à rotulagem de toda a carne foi aprovada nesta quinta-feira em Conselho de Ministros. A medida já tinha sido anunciada pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, como uma das respostas à crise que afecta os produtores de porcos.

O decreto-lei abrange vários tipos de carne: suíno, ovino, caprino e aves de capoeira. Até agora apenas a carne de vaca tinha rotulagem obrigatória, uma imposição comunitária que avançou depois da crise das vacas loucas.

Os consumidores passam agora a saber a origem da carne e onde foi abatido o animal. Esta semana, na comissão parlamentar de Agricultura, Capoulas Santos esclareceu que se a carne for nacional, por exemplo, haverá a indicação explícita da palavra "Portugal" . Não serão utilizadas siglas "para que não haja dúvidas quanto à origem".

O comunicado do Conselho de Ministros refere ainda que além do país ou do local de proveniência, haverá indicação das "substâncias que na sua composição sejam susceptíveis de provocar alergias ou intolerâncias". "O presente decreto-lei vem garantir o direito à informação dos consumidores, assegurando uma escolha livre e consciente e prevenindo situações susceptíveis de causar dano à saúde", lê-se do documento.

Nos últimos meses os suinicultores têm protestado contra os preços baixos que a indústria (matadouros ou fábricas de produtos transformados) e a grande distribuição estão a pagar pela carne. O embargo russo fez aumentar a oferta no mercado europeu, agora "inundado" de carne de porco. Sem conseguir exportar para novos mercados – Portugal não pode ainda vender carne de porco à China, por exemplo – os produtores reclamam apoios do Governo para conseguir ultrapassar a crise. A rotulagem obrigatória era uma das exigências.

Os dados mais recentes do INE mostram que os suinicultores estão a viver a "situação mais desfavorável" dos últimos 15 anos, com os preços a cair e sem capacidade para suportar os custos. Em 2015 o preço pago ao produtor caiu 13,3%, "o segundo maior decréscimo em termos absolutos desde 2000".

E o leite?
Outro dos sectores em dificuldades é o do leite, que se debate com problemas semelhantes aos da suinicultura. Esta semana, o PSD avançou com uma proposta para tornar obrigatória a identificação da origem do leite nas embalagens, mas esta medida esbarra nos actuais regulamentos da União Europeia que não permitem aos Estados-membros legislar nesse sentido.

Um estudo da Comissão de Agricultura concluiu que a rotulagem obrigatória iria prejudicar o comércio transfronteiriço, seria difícil de implementar em termos logísticos e aumentaria os custos. Isto porque, sobretudo, produtos lácteos como o queijo ou os iogurtes são muitas vezes produzidos com leite de várias proveniências. Neste caso, seria preciso alterar os sistemas de rastreabilidade, indica o estudo.

"Estamos à espera que haja pressão política para desbloquear essa matéria e para que um Estado-membro possa obrigar à rotulagem", disse ao PÚBLICO Fernando Cardoso, secretário-geral da Fenalac, a Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite, acrescentando que o tema está a ser discutido há, pelo menos, dois anos.

As embalagens de leite UHT contêm uma marca de identificação na parte inferior com a sigla do país onde o produto é embalado: PT se for em Portugal, ES se for em Espanha, por exemplo. Mas isso não significa que o leite seja português ou espanhol, indica apenas o local de embalamento.

À partida, marcas de leite nacional contêm matéria-prima produzida em Portugal, mas no caso das marcas da distribuição (que valem 31% das vendas de leite UHT) é mais difícil assegurar a proveniência. "É aqui que a questão se coloca de forma mais premente e que uma regra vinculativa teria uma mais-valia para o consumidor", defende Fernando Cardoso.

Apesar de a rotulagem não poder ser obrigatória por lei, a indústria de lacticínios pode, voluntariamente, colocar nos seus pacotes de leite, queijo ou manteiga, a indicação de origem.

Cadastro florestal é «essencial» para diminuição do risco de incêndios

26-04-2016 
  
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou, em Pombal, distrito de Leiria, que o cadastro florestal «é essencial» para a diminuição do risco de incêndios, defendendo que a medida deve ser concretizada rapidamente.

O cadastro «é essencial para a valorização do nosso território, das nossas parcelas e também para a diminuição do risco de incêndio», frisou Assunção Cristas, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à 1.ª edição da Feira Nacional da Floresta de Pombal.

Segundo a líder centrista, o cadastro é «um aspecto relevante que vinha a ser preparado pelo anterior governo» e que «deve ser uma prioridade de qualquer» executivo.

Para Assunção Cristas, tem-se feito «um grande trabalho» na prevenção de incêndios, mas «há sempre mais trabalho para fazer, desde logo na execução de tudo o que está planeado em termos de intervenção ao nível do território».

A floresta, realçou, «é um dos melhores activos» do país e que já «contribui a activamente para o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal» e para as exportações.

Havendo um «grande "superavit" comercial» neste sector, existe a possibilidade de este continuar a crescer, «a agregar valor e também a criar emprego», disse a presidente do CDS-PP.

A Feira Nacional da Floresta de Pombal começou na sexta-feira e terminou na segunda-feira, contando com a presença de mais de 50 empresas e 20 instituições de 11 dos 18 distritos de Portugal.

Fonte: Lusa

Alho e sumo de laranja produtos sensíveis nas negociações com Mercosul

 29-04-2016 
 

 
Os países do norte da União Europeia começam a exercer pressão para proteger o sector pecuário, o qual consideram muito sensível, de possíveis concessões que a União possa fazer nas negociações com o Mercosul.

Porém, também há outros sectores mediterrâneos que são sensíveis ao acordo, como é o caso, por exemplo, do sumo de laranja e o alho, de acordo com dados divulgados pelas Cooperativas Agroalimentarias.

No sector dos alhos, a Argentina é o país que mais concorrência pode fazer, tendo em conta que é o segundo fornecedor de alhos da União Europeia. Actualmente, pode exportar 18 mil toneladas mas não alcança o limite. Mais concessões serviam apenas para incentivar um aumento da produção argentina. Na União Europeia, 50 por cento da produção de alho está em Espanha e 75 por cento na Roménia, pelo que é um sector que conta com poucos países que o defendam.

No sector do sumo de laranja, a concorrência vem do Brasil. Em 2014, 90 por cento do total de sumo de laranja importado procedia do Brasil, percentagem que em 2015 era de 80 por cento. O sumo de laranja comunitário não pode concorrer em preço com o Brasil, que é de 1.835 euros a tonelada, com impostos incluídos.

Na União Europeia, os custos de produção e transformação são superiores a 1.595 euros a tonelada, pelo que seria comercializado ao mesmo preço do sumo brasileiro, com um benefício de 240 euros a tonelada que se traduzia num preço de compra ao agricultor de 1,6 cêntimos o quilo.

Fonte: Agrodigital

Secretário de Estado da Agricultura sublinha performance do setor vitivinícola nas exportações

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, presidiu esta manhã à Sessão de Abertura do 10º Simpósio de Vitivinicultores do Alentejo, em Évora.
Durante o discurso inicial, Luís Vieira sublinhou o reforço da posição de Portugal no panorama internacional da comercialização de vinhos informando que "nos últimos 15 anos, o nosso país tem-se afirmado cada vez mais como um produtor reconhecido de vinhos de qualidade" e deu como exemplo dessa afirmação "o crescimento contínuo das nossas exportações, que atingiram, em 2015, os 737 milhões de euros, marcando presença em 146 mercados". Para o secretário de Estado, "este êxito é fruto da ação conjugada entre a iniciativa privada e as políticas públicas".
Na sua intervenção, Luís Vieira destacou "a forte dinâmica de investimento, a par da gestão profissionalizada e inovadora, focada nos mercados, aliada à elevada competência dos nossos enólogos" como fatores potenciadores deste sucesso.
Em termos de políticas públicas, o representante do Governo sublinhou:
"O apoio à reestruturação da vinha, através do programa VITIS, abrangendo 1/3 do património vitícola com apoios que ascendem a 570 milhões de euros";
" O apoio à modernização das adegas e unidades laboratoriais";
"O apoio à promoção de forma contínua nos mercados externos, com uma alocação anual de 10 milhões de euros";
"O crescimento consistente da exportação de vinhos alentejanos, que atingiram em 2015 a fasquia dos 50 milhões de euros, sendo que 60% dessas exportações teve como destino países terceiros".
Para Luís Vieira, este crescimento "resulta de uma forte aposta na reestruturação da vinha (foram reestruturados 12.700 hectares, que correspondem a 20% da área de reestruturação nacional, com apoios de 89 milhões de euros)." Luís Vieira acrescentou ainda que "o Alentejo é a região com maior percentagem de vinhos certificados (34,5% do volume da produção certificada em Portugal), revelando um profundo conhecimento da viticultura, da enologia e do marketing".
Ficou ainda a mensagem de que "Portugal tem de se afirmar nos mercados internacionais não pela quantidade, onde não sairá seguramente ganhador, mas pela qualidade diferenciada e única, assente na trilogia dos nossos solos, clima e castas". Por isso, rematou o Secretário de Estado, "a promoção dos nossos vinhos no mundo tem de se focar nesta ideia de território único, que produz vinhos diferenciados, elevada qualidade e com uma excelente relação qualidade preço".
Lisboa, 04 de maio de 2016

Publicada Portaria que reduz em 50% a TSU para os produtores de leite e carne de suíno

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

Foi hoje publicada em Diário da República a Portaria Nº 125/2016, que determina a redução em 50% do pagamento de contribuições para a Segurança Social para o período que decorre entre 01 de Abril e 31 de Dezembro de 2016. Este regime aplica-se aos produtores de leite e de carne de suíno que se enquadrem no regime de trabalhadores independentes, e respetivos cônjuges, bem como às entidades empregadoras, relativamente aos trabalhadores ao serviço da exploração abrangidos pelo regime geral dos trabalhadores por conta de outrem.
A medida tinha já sido anunciada por Capoulas Santos, pelo Ministro da Agricultura, no âmbito da preparação do Orçamento de Estado para 2016 e visa responder às dificuldades que os produtores dos setores do leite e da carne de suíno enfrentam, resultantes da crise europeia que, desde há vários meses, atinge estes setores.
Lisboa, 06 de maio de 2016

Alterações Climáticas determinam maior necessidade de gestão da floresta

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, presidiu esta manhã à Sessão de Abertura do 10º Simpósio de Vitivinicultores do Alentejo, em Évora.
Durante o discurso inicial, Luís Vieira sublinhou o reforço da posição de Portugal no panorama internacional da comercialização de vinhos informando que "nos últimos 15 anos, o nosso país tem-se afirmado cada vez mais como um produtor reconhecido de vinhos de qualidade" e deu como exemplo dessa afirmação "o crescimento contínuo das nossas exportações, que atingiram, em 2015, os 737 milhões de euros, marcando presença em 146 mercados". Para o secretário de Estado, "este êxito é fruto da ação conjugada entre a iniciativa privada e as políticas públicas".
Na sua intervenção, Luís Vieira destacou "a forte dinâmica de investimento, a par da gestão profissionalizada e inovadora, focada nos mercados, aliada à elevada competência dos nossos enólogos" como fatores potenciadores deste sucesso.
Em termos de políticas públicas, o representante do Governo sublinhou:
"O apoio à reestruturação da vinha, através do programa VITIS, abrangendo 1/3 do património vitícola com apoios que ascendem a 570 milhões de euros";
" O apoio à modernização das adegas e unidades laboratoriais";
"O apoio à promoção de forma contínua nos mercados externos, com uma alocação anual de 10 milhões de euros";
"O crescimento consistente da exportação de vinhos alentejanos, que atingiram em 2015 a fasquia dos 50 milhões de euros, sendo que 60% dessas exportações teve como destino países terceiros".
Para Luís Vieira, este crescimento "resulta de uma forte aposta na reestruturação da vinha (foram reestruturados 12.700 hectares, que correspondem a 20% da área de reestruturação nacional, com apoios de 89
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
milhões de euros)." Luís Vieira acrescentou ainda que "o Alentejo é a região com maior percentagem de vinhos certificados (34,5% do volume da produção certificada em Portugal), revelando um profundo conhecimento da viticultura, da enologia e do marketing".
Ficou ainda a mensagem de que "Portugal tem de se afirmar nos mercados internacionais não pela quantidade, onde não sairá seguramente ganhador, mas pela qualidade diferenciada e única, assente na trilogia dos nossos solos, clima e castas". Por isso, rematou o Secretário de Estado, "a promoção dos nossos vinhos no mundo tem de se focar nesta ideia de território único, que produz vinhos diferenciados, elevada qualidade e com uma excelente relação qualidade preço".
Lisboa, 04 de maio de 2016

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Presidente da República visita fábrica de Boane, em Moçambique

 

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou ontem a fábrica da SUMOL+COMPAL Moçambique no primeiro dia da visita oficial que está a realizar a Moçambique, entre os dias 4 e 6 de Maio.

 

Na deslocação a esta filial do Grupo português, o Presidente da República realçou a importância de uma empresa portuguesa estar a contribuir para o desenvolvimento de Moçambique, criando emprego, gerando riqueza e promovendo a exportação de bens com valor acrescentado no próprio País. Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu, enquanto representante dos portugueses, o contributo da SUMOL+COMPAL para, através do seu exemplo e dos seus elevados padrões de qualidade, fortalecer a economia Moçambicana e augurou os maiores sucessos para o seu futuro.

 

A visita do Presidente da República foi acompanhada pelo Governador da Província de Maputo, Raimundo Diomba, pelo Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique, Jorge Ferrão, pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, recebidos pelo Presidente do Conselho de Administração da SUMOL+COMPAL, António Eusébio e pelo Administrador-Delegado em Moçambique, Fernando Oliveira.

 

"Estamos muito satisfeitos com a visita do Presidente e é com orgulho que aceitamos a responsabilidade de dar um contributo positivo para a economia e para a sociedade Moçambicanas", afirmou António Eusébio.

 

A SUMOL+COMPAL Moçambique, S.A. faz parte do grupo português SUMOL+COMPAL, líder do mercado de bebidas não alcoólicas em Portugal, e detém a nossa primeira unidade industrial a operar fora de Portugal. Foi inaugurada em 2013, emprega cerca de 90 pessoas e tem atualmente uma quota de mercado em Moçambique na ordem dos 35%, tendo uma capacidade instalada para produzir cerca de 20 milhões de litros de sumos e bebidas de fruta.

 

A fábrica da SUMOL+COMPAL Moçambique, S.A. situa-se em Boane, a cerca de 40 km de Maputo, onde produz sumos e néctares com tecnologia de enchimento TetraPak, tecnologia idêntica à usada pelo Grupo em Portugal e uma referência mundial na categoria de sumos e néctares, a atestar a permanente inovação do Grupo, cujas origens remontam à década de 50 (as marcas mais emblemáticas do grupo, OMPAL e SUMOL, cumpriram já mais de 60 anos).

 

O investimento do Grupo em Moçambique, de aproximadamente 10 milhões de euros, é uma aposta estratégica para uma expansão sustentada na área da SADC (Southern African Development Community) e para se afirmar como uma unidade industrial de referência, quer para o mercado moçambicano, quer para os mercados de exportação na região, com os benefícios que traz para a criação de emprego, para a dinamização da economia e para o aumento das exportações.

 

A partir de Boane, a empresa exporta já, embora ainda em pequena escala, para os mercados da África do Sul, Zimbabwe e Madagáscar, estando em curso projetos que permitirão aumentar significativamente o volume exportado ainda durante o ano corrente.

 

Uma parte da atividade da SUMOL+COMPAL Moçambique tem a ver com a comercialização e promoção das marcas SUMOL, UM BONGO, ÁGUA SERRA DA ESTRELA e FRIZE, exportadas de Portugal. Também produzidos na fábrica de Almeirim, em Portugal, chegam a Moçambique alguns sabores da marca COMPAL que ainda não têm escala económica para produção local. Com o crescimento esperado destes sabores a empresa atingirá uma escala que lhe permitirá passar produzi-los localmente.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Estudo mostra que vegetais das hortas de Lisboa são seguros

INÊS BOAVENTURA 22/04/2016 - 18:05

O "mito" de que nas hortas urbanas não se cultivam produtos hortícolas saudáveis "acabou", conclui o vereador da Estrutura Verde face aos resultados das análises feitas em seis locais.

 
A horta na Quinta da Granja, em Benfica, foi uma das estudadas FILIPE ARRUDA
 
 Quem são os hortelões de Lisboa?

Apesar de as concentrações de alguns dos elementos analisados nos solos e nas águas terem excedido, nalgumas das seis hortas objecto de análise, os valores recomendados, a qualidade dos produtos hortícolas raramente apresentou contaminação. Esta é a principal conclusão de um estudo sobre hortas urbanas que foi apresentado esta sexta-feira em Lisboa.

Realizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), o estudo resulta de uma parceria com a Câmara de Lisboa e com a Junta de Freguesia de Alvalade. Na base desta iniciativa esteve a decisão recente de criar um parque hortícola no LNEC e de promover a ligação, através de um corredor verde, entre a Avenida de Brasil e a Alta de Lisboa.

Neste trabalho de "avaliação da qualidade dos solos, das águas subterrâneas e das espécies hortícolas" foram estudadas seis hortas: no LNEC, no vizinho Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), no Vale de Chelas, junto à CRIL e na Quinta da Granja, em Benfica. Nesse último local foram analisadas duas hortas, uma mais antiga e outra no parque hortícola aberto em 2011.

Como explicou a investigadora Teresa Leitão, procurou perceber-se "de que forma a poluição atmosférica podia ter impacto nas espécies hortícolas", mas também verificar se "as práticas hortícolas podem ter efeito em termos de poluição da cidade". Ou seja, sintetizou, ver "o que a cidade faz à horta e o que a horta faz à cidade".

Antes mesmo de os investigadores apresentarem as suas conclusões, o vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa resumiu-as numa ideia. "Existe um mito de que as hortas urbanas podem não produzir produtos saudáveis, por causa da poluição e de uma série de razões. Agora esse mito acabou: as hortas urbanas, com muito poucas excepções, produzem bons produtos para nós consumirmos", constatou José Sá Fernandes.      

No caso das seis hortas estudadas, verificou-se que a proximidade de eixos viários é umas das "pressões" a que elas estão sujeitas, como notou Teresa Leitão. Além disso, a do LNEC e a do CHPL estão próximas do corredor aéreo do Aeroporto de Lisboa. Também analisada foi a composição dos diferentes solos.

Em relação à qualidade dos solos concluiu-se, como observou a investigadora do LNEC, que é na horta da CRIL que há "maior poluição", facto comprovável entre outros aspectos pela presença de hidrocarbonetos, que "pelo facto de existirem mostra que há poluição".

Quanto às águas utilizadas para a rega observou-se que em quase todos os casos elas provêm de rede pública, o que não acontece no LNEC e na Quinta da Granja. Rosário Cameira, docente do ISA, destacou o último desses casos, frisando que é preciso ter "cuidado" com a água da mina que rega essa horta em Benfica, dado que os nitratos detectados apresentam valores acima do recomendado e muito próximos do máximo admissível.

Finalmente, o estudo procurou perceber se os produtos cultivados pelos hortelões absorvem ou não os metais pesados, tendo para isso sido analisados alimentos colhidos em Janeiro e em Junho de 2015. De acordo com Miguel Mourato, do ISA, as notícias a este respeito são boas: "Depois do que vimos nos solos seria de esperar uma maior concentração na CRIL, mas isso não acontece".

"Nem na CRIL verificamos uma contaminação", sublinha o docente, concluindo que "não há uma contaminação séria dos vegetais produzidos em hortas urbanas".

Na plateia do LNEC, a assistir ao seminário de apresentação deste estudo, estavam vários hortelões de Lisboa. Segundo os números da câmara, divulgados na ocasião por Rita Folgosa, eles são cerca de 500 e cultivam uma área próxima dos seis hectares. De acordo com a técnica do gabinete do vereador da Estrutura Verde, todos eles receberam formação no "modo de produção biológico".

Na sua intervenção, Sá fernandes frisou que em Lisboa as hortas estão "ligadas a contínuos ecológicos, em parques urbanos e no centro" da cidade. "Se nos chamam alfacinhas pelo menos que a gente tenha umas alfaces para mostrar às pessoas", brincou, notando que as hortas têm também "um propósito pedagógico muito interessante".

Ministros da agricultura do G7 discutem no Japão segurança alimentar

LUSA 23/04/2016 - 12:48
 
ADRIANO MIRANDA/ARQUIVO

Os ministros da Agricultura dos países dos países do G7 começaram hoje uma reunião de dois dias em Niigata, no noroeste do Japão, para discutir estratégias de garantia da segurança alimentar face ao aumento da população mundial.

O encontro nesta localidade do Japão, país que este ano ocupa a presidência do G7, conta com a participação dos ministros da Agricultura dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido, os sete países considerados mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo.

Esta reunião é a primeira do género desde 2009, quando os ministros do G8 – em Março de 2014, a Rússia foi excluída do grupo que passou a ter novamente sete elementos (G7) – se reuniram na cidade italiana de Treviso para discutir o aumento dos preços dos produtos agrícolas.

Entre os temas previstos na agenda destacam-se eventuais medidas para combater doenças animais ou o envelhecimento da mão-de-obra agrícola, sublinharam fontes do Governo nipónico à agência de notícias local Kyodo, citada pela agência espanhola EFE.

Outro dos temas que se espera ver debatido entre os ministros do G7 é o aumento da resistência aos antibióticos, como consequência do uso excessivo destes medicamentos no gado.

Os efeitos das alterações climáticas na agricultura e as novas técnicas de aumento da produção do sector são outros dos temas em discussão no encontro.

As conclusões da reunião deverão ser tratadas na próxima reunião de líderes do G7, marcada para 26 e 27 de Maio no parque natural de Ise-Shima, no centro do Japão.

Candidatura a fundos para a agricultura acaba em queixa ao gabinete antifraude da UE

ANA RUTE SILVA 26/04/2016 - 10:12

A exigência de garantias bancárias como condição para obter verbas motivou a denúncia de um agricultor ao organismo antifraude da Comissão Europeia. Ministério está a fazer levantamento dos casos em que houve exigências semelhantes.

 
Exigência de garantias nos casos em que há um elevado risco de o projecto ter maus resultados não está previsto por lei REUTERS/SUZANNE PLUNKETT
 
 Luís Dias e Maria José Santos têm uma quinta na Zebreira, em Idanha-a-Nova, e um projecto para plantar amoras e bagas goji, que candidataram a fundos comunitários em Março de 2013. Mas o que começou como um simples pedido de adesão ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), tornou-se num labirinto de reclamações, cartas e queixas que já chegaram ao Tribunal Europeu de Contas e ao Olaf, o organismo europeu de luta antifraude que investiga casos que lesam o orçamento da União Europeia.

Tudo começou com a aprovação do projecto de investimento para um total de seis hectares (quatro de amoras e dois de bagas goji), em nome de Maria José. Luís Dias conta que, depois de 20 meses de espera, em Novembro de 2014 conseguiram finalmente a aprovação de um apoio de 250 mil euros, a que acrescem 30 mil euros de prémio à instalação (um subsídio não reembolsável atribuído a jovens agricultores). Contudo, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), numa carta enviada em Janeiro de 2015, informou que, "na sequência da aprovação" seria preciso uma garantia bancária de 110% sobre o valor do apoio aprovado. Dado que o apoio foi de 250 mil euros, a garantia a prestar "deverá ser de 275 mil euros", lê-se no documento a que o PÚBLICO teve acesso.

Sem perceber o "porquê das garantias bancárias", Maria José Santos começa uma intensa troca de emails com a DRAPC e, mais tarde, com a entidade gestora dos fundos para a agricultura, pedindo justificações e "fundamentos legais" por escrito.

"Deram-nos apenas 15 dias para constituir as garantias (uma condição para assinar o contrato) sob pena de o projecto ser anulado. Ou seja, para mais tarde podermos eventualmente beneficiar do apoio do PDR, tínhamos de gastar 180 mil euros na constituição da garantia bancária. Recusaram-se a pôr isto por escrito", conta Luís Dias. Não satisfeitos, reclamaram. E receberam, finalmente, a informação de que havia dúvidas quanto à viabilidade da produção, o que justificou o pedido de caução. Voltaram a contestar, alegando que a intenção das entidades públicas ao colocar entraves era que desistissem.

No programa comunitário de apoio à agricultura no período de 2007 a 2013, o Proder – que antecedeu o actual PDR2020 -, as garantias bancárias estavam previstas quando era pedido um adiantamento das verbas em projectos de investimento na exploração agrícola e na instalação de jovens agricultores. Nesses casos, era preciso constituir "uma caução correspondente a 110% do montante do adiantamento", lê-se nos regulamentos. Contudo, no site do Instituto do Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) – a entidade que paga os fundos – acrescenta-se mais informação. A necessidade de garantias pode também "decorrer de uma exigência contratual formulada no quadro da análise de risco da operação e/ou beneficiário".

Mas, ao que o PÚBLICO apurou, não é muito habitual serem solicitadas garantias bancárias nos projectos financiados, sobretudo quando não está em causa um adiantamento de verbas. E isso mesmo foi confirmado por fonte da Autoridade de Gestão do PDR, cuja gestão foi recentemente alterada, que admitiu que a situação de Maria José Santos e Luís Dias, "não é, nem deve ser, uma prática regular".

A mesma fonte admitiu que o pedido de garantia exigido nos casos em que há um elevado risco de o projecto agrícola ter maus resultados não está previsto em qualquer lei ou regulamentação. Mas há "disposições que obrigam os Estados-Membros a, em nome da protecção dos interesses financeiros da União Europeia e da necessidade de acautelar o risco inerente para o fundo, adoptar quaisquer medidas necessárias para assegurar uma protecção eficaz desses interesses, em especial para prevenir, detectar e corrigir irregularidades e recuperar montantes indevidamente pagos". Foi o que sucedeu numa série de projectos de produção de pequenos frutos e cogumelos aprovados no Proder. E ainda esta semana, o Bloco de Esquerda avançou com um projecto de resolução no Parlamento para que seja abandonada a exigência de apresentação de garantias bancárias, fruto de várias reclamações de produtores (neste caso de cogumelos) que se sentem "discriminados e prejudicados relativamente a agricultores que optaram por outras actividades".

Lisboa aposta em hortas nas escolas, para ajudar os legumes a chegar aos pratos

INÊS BOAVENTURA 29/04/2016 - 22:29
Por enquanto esta "experiência piloto de educação para a sustentabilidade" chega a 11 escolas, mas a câmara quer alargá-la às cerca de 90 que estão sob a sua alçada já no próximo ano lectivo.

 
"Aprende-se muito através de uma horta", constata o vereador Sá Fernandes, que sublinha a componente pedagógica deste projecto RUI GAUDÊNCIO

Chama-se "Hortas na Escola... Legumes no Prato" o projecto que foi lançado pela Câmara de Lisboa e pela Lisboa E-Nova com o objectivo de dinamizar a criação ou requalificação de hortas escolares e ao mesmo tempo despertar nas crianças o interesse por uma alimentação saudável e por um consumo sustentável.

Neste ano lectivo são 11 as escolas envolvidas naquela que os seus promotores apresentam como "uma experiência piloto de educação para a sustentabilidade". Além da autarquia e da Agência de Energia e Ambiente de Lisboa (Lisboa E-Nova), a iniciativa envolve as juntas de freguesia de Alvalade, Belém, Carnide, Estrela, Marvila, Olivais e São Domingos de Benfica, um conjunto de agrupamentos escolares e a Missão Continente, que a patrocina.

Para esta experiência piloto houve o cuidado, como explica Diana Henriques, da Lisboa E-Nova, de escolher equipamentos localizados um pouco por toda a cidade. O facto de terem disponíveis terrenos com dimensão e características para a instalação de hortas foi outro critério, juntamente com a "disponibilidade e interesse" manifestados pelos professores.

Segundo a gestora de projecto, em algumas das escolas os espaços dedicados ao uso agrícola foram criados de raiz com este projecto, mas noutras já tinha havido hortas, que com o passar do tempo foram sendo desactivadas. 

O "Hortas na Escola... Legumes no Prato" foi apresentado publicamente esta semana na Escola Básica Sarah Afonso, nos Olivais, mas os trabalhos começaram há vários meses, pouco depois do início do ano lectivo de 2015/2016. Desde então realizaram-se trabalhos de arranjo paisagístico para a criação e requalificação das hortas, nas quais foram já plantados, pelo pessoal educativo e pelas crianças, legumes, flores e árvores de fruto.

Diana Henriques adianta que foi também realizado um curso de formação para professores, aos quais foi disponibilizado um manual sobre o tema, e que há uma técnica de horticultura que "circula" pelas dez escolas, dinamizando os trabalhos que aí vão sendo feitos. Um deles, diz, é a promoção de sementeiras de variadas espécies em pequenos copos e o posterior transplante para a terra.

A gestora de projecto dá conta de que esta iniciativa está a ser recebida com grande entusiasmo por toda a comunidade educativa. "Os alunos adoram. O poder pôr as mãos na terra, ver as plantas a crescer...", diz, contando que numa das escolas envolvidas as crianças fizeram uma sopa com legumes da sua horta e no final da refeição garantiram que "era a melhor que já tinham comido". 

O mesmo diz o vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, que nota que encontrou na Escola Sarah Afonso "professores muito activos" e "miúdos delirantes". "Ver a satisfação dos miúdos é o mais giro", diz José Sá Fernandes, frisando o grande gosto com que eles se dedicam à plantação e depois à colheita.

Em paralelo, de acordo com informações da autarquia, está prevista a realização de iniciativas como visitas (por exemplo a quintas e a parques hortícolas) e sessões temáticas em torno do consumo sustentável e da alimentação saudável. Tudo porque, frisa Diana Henriques, além de se pretender que as crianças "aprendam de onde vêm os legumes que comem, qual a sua origem" se ambiciona também alertá-las para as vantagens de uma alimentação saudável e para a necessidade de se combater o desperdício alimentar.

"Aprende-se muito através de uma horta", constata por sua vez o vereador Sá Fernandes, que sublinha a componente pedagógica deste projecto. Esta iniciativa, resume, "é muito mais" do que criar espaços para a prática hortícola nas escolas.

A expectativa do autarca é que já no próximo ano lectivo seja possível levar o "Hortas na Escola... Legumes no Prato", que por enquanto envolve um universo total de perto de dois mil alunos, a todos os estabelecimentos de ensino público do 1.º ciclo. Segundo adiantou ao PÚBLICO Sá Fernandes, estão em causa cerca de 90 escolas, das quais apenas duas se verificou não terem condições para a criação de hortas. Mas mesmo essas, garante, não serão esquecidas: não havendo espaço para plantações de dimensão mais significativa, poder-se-á sempre apostar em canteiros.

Moura acolhe Congresso Nacional do Azeite



 26 Abril 2016, terça-feira  Agroflorestal

O Congresso Nacional do Azeite, que terá em 2016 a sua terceira edição, realiza-se no âmbito da Feira Nacional de Olivicultura (Olivomoura, de 12 a 15 de maio), em Moura.
azeite
O evento realiza-se a 13 de maio na praça Sacadura Cabral, naquela cidade alentejana.
Irá reunir três painéis de debate com vários profissionais do setor. O primeiro painel incide sobre o setor AIFO, o segundo é dedicado à Olivicultura de Precisão e o terceito intitula-se "Painel Estratégia – Casa Agrícola Roboredo Madeira".
A participação no congresso tem um custo de inscrição de 40 euros por pessoa.
As inscrições decorrem até 6 de maio de 2016 e podem ser efetuadas através dos seguintes contactos: cepaal@azeitedoalentejo.pt / +351 285 250 990.
O evento é promovido pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo e conta com o alto patrocínio da Presidência da República.
Saiba mais aqui. 

Ministro da Agricultura admite tomar medidas caso se confirme seca no Alentejo

Seca

por Ana Rita Costa- 3 Maio, 2016

Capoulas Santos, ministro da Agricultura, revelou na passada semana estar preocupado com uma possível seca no Alentejo este ano. O ministro da Agricultura revelou que está a acompanhar o evoluir da situação e admite que tomará medidas caso seja necessário.

De acordo com o Observador, o ministro da Agricultura indicou que "estamos perante um conjunto de indícios que faz antever que" é possível que tenhamos seca na região do Alentejo em 2016, uma vez que não houve ainda este ano "a pluviosidade necessária para recarregar os aquíferos".

A Fenareg já havia alertado no início de abril para a falta de água, que deverá afetar a campanha de rega deste ano. E de acordo com Capoulas Santos, o problema poderá estender-se à produção de animais, uma vez que em algumas localidades alentejanas "já é necessário carregar água para abeberar o gado".

"Estamos no final do mês de abril, portanto, não é difícil imaginar o que acontecerá quando chegarmos a junho, julho, agosto ou setembro", acrescenta.

Agro.Ges inicia ciclo de conversas sobre agricultura


por Ana Rita Costa- 3 Maio, 2016Enviar este artigo  Imprimir Este Artigo
Colheita recorde no milho e aumentos no trigo e na soja

É já esta semana que começa o 'Ciclo de Conversas sobre Agricultura', da Agro.Ges, uma iniciativa que irá decorrer em três sessões distintas, no Instituto Superior de Agronomia, e que pretende levar para o seio da Tapada de Ajuda a discussão de alguns temas chave para o setor.

A primeira sessão decorre já no próximo dia 5 de maio, às 17h, e será focada no 'Milho', contando com a participação de Joaquim Pedro Torres, Luís Vasconcellos e Souza, Pedro Serrano e Pedro Aguiar Pinto.

As conversas sobre agricultura da Agro.Ges regressam depois nos dias 10 e 17 de maio, para discutir o Olival e o Amendoal, respetivamente. A entrada é gratuita.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Floresta: setor da resinagem volta a crescer



 22 Abril 2016, sexta-feira  Agroflorestal

 O setor da resinagem em Portugal, depois das fulgentes décadas de 60, 70 e 80, e posterior declínio, parece voltar a despertar interesse e já há resineiros nas florestas.

Ainda são em pequeno número os que retomam a atividade, mas nas Terras do Demo já há pinheiros sangrados e uma certeza: a exploração da floresta é de novo rentável e já compensa mais plantar pinheiros, do que eucaliptos.
Tempos houve em que todos os pinheiros com porte suficiente para poderem ser sangrados, eram visitados pelos resineiros. Lata às costas, ferro e espátula na mão e toca a sangrar. «Com o ferro dá-se um corte no pinheiro e coloca-se o caneco para aparar a resina», explica Gilberto Ramos, presidente dos Baldios terras de Aquilino. O púcaro leva três meses a encher, sendo que cada pinheiro dará entre 2 a quatro quilos de resina.
Nestes baldios são explorados 500 hectares de floresta entre Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira. O dirigente associativo garante que «o regresso dos resineiros já permite manter viva a floresta». Feitas as contas, diz, «já não compensa plantar eucaliptos».
O interesse nesta matéria-prima, da qual Portugal foi já o segundo maior exportador do mundo, está a levar os resineiros de volta aos pinhais. Dados do sector apontam para que a atividade cresça 10% ao ano. Longe das 140.000 toneladas em 1984, mas com o declínio quebrado a produção atinge hoje entre 6 a 8 mil toneladas ano.
A resinagem pode ocupar um operador florestal entre seis a nove meses por cada 30 hectares de floresta. Pedro Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Soutosa acredita que «a atividade pode ainda ajudar à fixação de pessoas nas terras do interior».
Depois de sangrado o pinheiro continua a crescer e a produzir resina. Cheio, cada púcaro é comprado a 40 cêntimos e depois é usado na medicina, farmacêutica, cosmética, borrachas e até na indústria alimentar. Ler aqui.

Mais informação sobre o Setor da Resinagem: Resinagem em Portugal: Um Foco de Esperança

A flor, símbolo da liberdade


Abr 25, 2016Destaque Home, Notícias0Like


Há 42 anos, um flor ficou eternamente ligada à história de Portugal. Falar da revolução militar do 25 de Abril, é sinónimo de cravos. De tal forma esta ligação ficou traçada que há mesmo quem se refira ao 25 de Abril de 1974 como a Revolução dos Cravos.

A flor é símbolo da liberdade.

A Associação 25 de Abril explica a história do cravo no dia em que a democracia ganhou vida em Portugal.

«Quanto à origem do cravo vermelho, pode afirmar-se que tem duas explicações:

Em primeiro lugar, convém ter presente que o cravo vermelho era, à data, talvez a flor mais barata e popular. Ora acontece que, nesse dia, 25 de Abril de 1974, havia um restaurante na Rua Braancamp, em Lisboa, que celebrava o seu primeiro aniversário. O proprietário comprara cravos vermelhos – a tal flor que juntava o barato e o popular – para oferecer nesse dia às clientes. Como houve a acção militar, o restaurante não funcionou e o proprietário disse aos seus trabalhadores que podiam levar os cravos com eles. Uma das trabalhadoras, chamada Celeste, decidiu levar um molho de cravos para casa. Ao começar a descer a Avenida da Liberdade, deparou com a população a oferecer bebidas, sandes, tabaco, aos soldados que ali estavam ou passavam. Tomou, então, a iniciativa de lhes oferecer os cravos, dizendo "desculpem, mas não tenho mais nada para vos oferecer". Os soldados recebiam os cravos e, não sabendo onde os colocar, decidiram enfiá-los nos canos das espingardas.
Outra explicação, certamente coincidente: no Rossio, havia várias vendedoras de flores que, quando os militares aí passaram, vindos do Terreiro do Paço, os vitoriaram e lhes ofereceram as flores que estavam a vender, nomeadamente as tais mais baratas e populares, os já referidos cravos vermelhos. O resto foi igual: os militares colocaram-nos na "boca" das espingardas.
E assim nasceu um dos principais, senão mesmo o principal símbolo da Revolução dos Cravos, o cravo vermelho. Que, no dia 26 de Abril, é já a flor (também porque era barata e popular) que os familiares e amigos dos presos políticos lhes levaram a Caxias e lhes ofereceram, quando da sua libertação. Que eles, de imediato, oferecem aos militares que ali estão, que os recebem e colocam nas espingardas. Curiosamente, dir-lhe-ei que, mais tarde, descobrimos que na crise vivida em Lisboa entre 1383 e 1385, o símbolo do povo da capital, que esteve na base da derrota infligida aos castelhanos, foi um cravo branco.

Vasco Lourenço»

Feira da Agricultura lança oferta “tem fruta no nome?”


TERÇA, 26 ABRIL 2016 14:35

A Feira da Agricultura, que se realiza entre 4 e 12 de junho, em Santarém, sob o tema "Fruta Portuguesa", oferece entrada gratuita a quem tiver a designação de uma fruta no nome. Durante o mês de Maio, quem tiver fruta no nome, poderá inscrever-se no link abaixo indicado e entrar gratuitamente na 53ª Feira da Agricultura.

  

Há uma petição para travar pesticidas da Bayer que matam as abelhas



 30 Abril 2016, sábado  AgroflorestalAgricultura

Mais de um milhão de pessoas assinaram uma petição para incitar o gigante alemão da agroquímica e farmacêutica Bayer a parar a produção de pesticidas culpados de provocar o declínio de abelhas no mundo.
abelhas
«Matar abelhas não é realmente algo que uma empresa que quer seguir em frente deveria fazer», defende uma ativista da organização 'Sum for Us', Anne Isakowitsch, citada pela agência France Press.
As abelhas ajudam a polinizar cerca de 80% das espécies de plantas florais. Sem elas, muitas frutas e muitos legumes não conseguem reproduzir-se, com consequências devastadoras na cadeia alimentar.
Anne Isakowitsch deslocou-se na semana passada até Colónia, Alemanha, para o encontro anual de acionistas da Bayer e apresentou à empresa uma petição com 1,4 milhões de assinaturas.
Os ativistas pedem ao gigante da indústria química para deixar de vender duas substâncias presentes em pesticidas – a clotianidina e a imidaclopride – e que provocam a morte das abelhas.
A União Europeia (UE) já decretou uma moratória sobre a venda dos dois químicos, classificados como neonicotinóides desde o final do ano de 2013, tal como o tiametoxame do gigante suíço Syngenta e o fipronil do germânico BASF.
As quatro substâncias, vendidas sob os nomes 'Gaucho', 'Poncho' ou 'Cruiser' continuam, no entanto, disponíveis no resto do mundo.
Os neonicotinóides são maioritariamente usados em sementes plantadas por agricultores e conseguem chegar ao néctar e ao pólen durante a floração.
O químico age no sistema nervoso central dos insetos interferindo com a transmissão de estímulos. Os neonicotinóides, podem deixar as abelhas desorientadas, impedindo-as de voltar às suas colmeias e diminui a resistência a doenças bem como a fertilidade. 
A União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN na sigla em inglês) estima que um em cada quatro abelhões e, uma em dez abelhas melíferas, estão em risco de morte devido a esses químicos.
O grupo Bayer, que obteve 2,5 mil milhões de euros de lucros com a venda de inseticidas e de produtos fitossanitários em 2015, contesta, juntamente com a BASF e a Syngenta, as restrições impostas por Bruxelas.
Um porta-voz da Bayer defendeu, citado por agências internacionais, que «os neonicotinóides não são perigosos se forem usados correctamente» considerando que a morte das abelhas está ligada a outros fatores, como o clima, vírus e parasitas.
O presidente da Agência de Segurança Alimentar Europeia (EFSA, sigla em inglês), admitiu que o declínio da espécie deve-se a vários fatores mas que os quatro químicos colocam as abelhas sob um «risco inaceitável».
A EFSA ainda está a analisar os últimos dados científicos sobre o problema e pretende apresentar os seus resultados em 2017.
Para o conselheiro político em agricultura e engenharia da organização ecologista Greenpeace, Marco Contiero, «os resultados são tão claros que não vai ser simples a indústria conseguir ultrapassar as restrições».
A Greenpeace, defensora da retração de todos os produtos contendo neonicotinóides, diz ser preciso que a indústria invista em produtos alternativos sem químicos.
A pressão dos consumidores também já se faz sentir e a cadeia de supermercados Aldi prometeu não vender nenhum produto contendo neonicotinóides em Alemanha.
Fonte: Lusa

Santarém recebe Congresso dedicado à tecnologia do setor agro



 21 Abril 2016, quinta-feira  TecnologiaAgricultura

A Escola Superior Agrária de Santarém recebe a 14 de maio de 2016 a Agrotecnológica - Congresso Nacional de Tecnologia no Setor Agroindustrial. A revista técnica AGROTEC e a Agrobótica são media partners do evento.

A iniciativa irá apresentar diversos temas que se situam «na vanguarda da tecnologia do setor agro», adiantam os organizadores.
O Congresso irá contar com 30 oradores divididos por seis painéis, com uma duração prevista de 12 horas.

As temáticas dos seis painéis são as seguintes: Soluções de bombagem solar e produção energética; Fertirrega e automatização de explorações; Monitorização via satélite, drones e GPS; Culturas hidropónicas, gestõ centralizada de estufas e climatização; Instituições e projetos; e Fábricas de Plantas, desidratação e secadores solares. 

"Autoconsumo fotovoltaico e eficiência energética", "estufas fotovoltaicas", "como poupar energia na agroindústria", "agricultura e inovação com tecnologia de ponta", "tecnologias de suporte à agricultura de precisão", "sistemas inovadores em culturas hidropónicas: tecnologia VTR", "jovens agricultores e as novas tecnologias", "controlo e certificação de produtos" são alguns dos temas em discussão.
A iniciativa é promovida pela AGRO CK - Soluções Tecnológicas para a Agroindustria, pertencente ao grupo Critical Kinetics.

Agriminho cria seguro de preço para o mirtilo


por Ana Rita Costa- 29 Abril, 2016

A Agriminho anunciou recentemente o lançamento do programa 'Seguro de Preço' para a cultura do mirtilo, uma iniciativa que pretende garantir uma compensação para os produtores caso o preço da produção baixe de determinado nível de referência previamente contratado.

A organização acredita que "Portugal tem capacidade de se tornar um produtor de mirtilo de referência a nível mundial em termos de qualidade e quantidade" e que o consumo, a nível internacional, continuará a ser superior à produção, o que permitirá que "o bom trabalho continue a ser bem pago."

No âmbito do seguro de preço para a cultura do mirtilo agora lançado, a Agriminho, mediante as condições contratuais estabelecidas pela empresa, "garante o preço médio mínimo de 4,75 euros/kg para a fruta de mirtilo entregue a granel durante o período de abril a outubro de 2016 na cooperativa MinhoBerrycoop."

O seguro estará em período de experimentação durante este ano, mas de acordo com a Agriminho, "os produtores que aderiram ao programa ficam com a certeza de, caso o preço médio de compra da sua fruta seja inferior ao valor pré estabelecido, a diferença será financeiramente coberta por fundos da Agriminho garantidos em parceria com uma instituição bancária."

Audição urgente de industriais da carne e representantes da distribuição

Abril 29
16:06
2016

Devido à crise que o sector da carne de porco atravessa, o grupo parlamentar do PS requereu a audição urgente da Associação Portuguesa dos Industriais de Carne (APIC) e da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Os deputados consideram que há um manifesto desencontro de interesses entre a produção, que está numa grave situação social, e a indústria e distribuição, lembrando que a carne de porco nacional cobre apenas 55% das necessidades.

Nos últimos tempos a sociedade tem sido confrontada com várias manifestações de produtores de carne de porco junto de estabelecimentos industriais, a última em Rio Maior, com o intuito de chamar a atenção para o que consideram ser um abuso das empresas de transformação e de distribuição, que continuam a colocar no mercado produto não português.

Sublinham igualmente que a crise da suinicultura, associada ao embargo russo, exige soluções que carecem de intervenção europeia, de abertura de novos mercados e promoção do consumo de carne de porco nacional, pelo que os deputados consideram muito importante a audição urgente dos representantes da indústria e da distribuição.

LUSA

Imagem - wisegeek.com

domingo, 1 de maio de 2016

Portugueses contaminados com herbicida potencialmente cancerígeno


Marta Jorge, Paulo Jorge, Manuel Salselas, João Caldeirinha - RTP

29 Abr, 2016, 20:14 / atualizado em 30 Abr, 2016, 08:30 | País

Portugueses contaminados com herbicida potencialmente cancerígeno
A ver: Portugueses contaminados com herbicida potencialmente cancerígeno

FOTO: Chaiwat Subprasom, Reuters

Há vários portugueses contaminados com glifosato, um herbicida que é potencialmente cancerígeno. A sua presença foi detectada com valores elevados no norte e centro do país.

É o herbicida mais usado em Portugal, campeão de vendas na Europa e um caso de sucesso na América. O glifosato serve para matar ervas, mas esconderá outros perigos?
O glifosato é o herbicida mais vendido em Portugal e está a ser inalado e ingerido por muitos portugueses.
Maria de Lurdes e o marido são agricultores desde que têm memória. Combatem as pragas e as ervas daninhas com químicos - como aprenderam - sem levantarem demasiadas questões. Chamam-lhes tratamentos.

É na agricultura que o glifosato é mais usado. O herbicida foi inventado nos anos 70, pela multinacional americana Monsanto. Hoje em dia, só em Portugal, há mais de 20 marcas que comercializam glifosato. É um herbicida total, não seletivo - o que quer dizer que mata qualquer tipo de planta.As marcas de pesticidas estabeleceram intervalos de segurança. São períodos de tempo de espera entre a aplicação e o consumo.

Já na horta de Margarida Silva não entra glifosato. A investigadora acredita que o herbicida esconde sérios riscos para os humanos.

O alerta sobre os perigos do herbicida soou a mais de mil de quilómetros de Portugal, em França. A Organização Mundial de Saúde, através da Agência Internacional de Investigação para o Cancro, estudou o glifosato durante um ano.
Dezassete investigadores tomaram uma decisão unânime: classificar o glifosato como potencialmente cancerígeno.
Consumir glifosato

O glifosato pode entrar no corpo humano através da ingestão de água e alimentos ou da inalação.

Em Portugal é no Instituto de nacional de investigação agrária e veterinária que são feitas as análises aos alimentos. Todos os anos são feitas análises a centenas ou milhares de amostras, consoante os planos.

O glifosato não está sozinho. Cada embalagem esconde uma mistura de vários químicos para aumentar a eficiência. Muitos escapam ao controle porque são considerados segredo da própria marca e nem sequer constam no rótulo.Para uma amostra de alimentos pesquisam-se muitas substâncias diferentes, faz-se um rastreio enorme em termos de moléculas para perceber se houve alguma contaminação. Nenhum desses parâmetros é o glifosato. O laboratório tem a competência técnica, mas ainda não têm a luz verde oficial. Falta uma acreditação que deve chegar ainda este ano.

As análises em causa são para já feitas nos Estados Unidos, para onde são enviadas as amostras. O laboratório escolhido é o de uma universidade na Califórnia. A RTP tem conhecimento da morada e dos métodos analíticos, mas a universidade exigiu anonimato. Está a preparar um estudo científico sobre o glifosato, uma investigação blindada às pressões externas que só deverá ser divulgada no verão.

Mas a ciência fala a duas vozes. De um lado as Nações Unidas, do outro a Europa. Milhares de estudos foram analisados pelas duas entidades. Já este ano um grupo de cientistas acusou a da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) de ser parcial e de se ter baseado num relatório da própria industria, uma parte interessada.

Os maiores problemas com o glifosato estão nos países americanos, onde são cultivados alimentos geneticamente modificados – 80% dos chamados OGM são resistentes ao glifosato, o que quer dizer que uma plantação transgénica pode ser pulverizada com herbicidas sem que a cultura morra, só as ervas. Um jackpot económico que se traduz por altas concentrações de herbicidas nos cereais.

Estes transgénicos são por enquanto proibídos na Europa. Mas há um transgénico que pode ser semeado: a variedade de milho MON 181. E Portugal é um dos quatro países que cultiva OGM na Europa.

Nos supermercados, os produtos OGM estão sobretudo nas prateleiras de óleos alimentares, numa farinha de milho e numa maionese. Mas várias toneladas de milho e soja OGM entram todos os dias em Portugal. Vêm de barco e vão para as fábricas de rações. Mais de 90% da alimentação animal é feita de transgénicos resistentes ao glifosato.

Mas a qualidade paga-se. Os alimentos biológicos são, em geral, mais caros. E… serão suficientes para alimentar o planeta?