sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ANPROBE Comunicado de Imprensa

Comunicado de Imprensa

A ANPROBE - Associação Nacional dos Produtores de Beterraba,
congratula-se pela aprovação em sede da Comissão de Agricultura e do
desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, do compromisso para a
reforma da PAC.

Este compromisso, ontem aprovado, contempla o prolongamento do regime
de quotas para o açúcar até 2020 e como consequência a possibilidade
de atribuição por parte da Comissão Europeia de uma quota aos países
que abandonaram por completo a sua produção de açúcar de beterraba ao
abrigo da reforma de 2006.

Embora o caminho negocial seja ainda longo e difícil, a ANPROBE,
considera que o compromisso agora adoptado pelo Parlamento em
conjugação com a posição já assumida em Conselho de Ministros da
Agricultura da União Europeia abre inequivocamente as portas à retoma
da cultura da beterraba em Portugal.

Santarém, 24 de Janeiro de 2013

A Direcção

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/25h.htm

Assunção Cristas garante que subida do IVA do vinho para 23% não está em discussão

25.01.2013 21:01
ECONOMIA


A Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse, esta tarde, que a
subida do IVA do vinho para 23% não está em cima da mesa e que não há
qualquer razão para se falar sobre o assunto. Numa visita à região
demarcada do Dão, em Nelas, Assunção Cristas deixou claro que os
produtores não têm razão para preocupações.

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/01/25/assuncao-cristas-garante-que-subida-do-iva-do-vinho-para-23-nao-esta-em-discussao

Conclusões do seminário “Importância da Produção e Consumo de Leguminosas em Portugal”

Portugal produz 24 mil toneladas de leguminosas que corresponde a 0,04% da
produção mundial

No seminário "Importância da Produção e Consumo de Leguminosas em
Portugal" realizado pelo Observatório dos Mercados e das Importações
Agro-alimentares, ontem na Ordem dos Engenheiros ficou claro a urgência em integrar três áreas de
interesse: a produção, a indústria e a investigação para que se possa aumentar o consumo de

leguminosas em Portugal.

Apostar na criação e dinamização de um consórcio que habilite estas áreas no desenvolvimento desta cultura seria benéfico não só no equilíbrio da balança comercial, mas também para um melhoria dos hábitos alimentares dos portugueses.

A promessa ficou: a agro-indústria deve, assim, permitir uma alimentação cada vez mais
diversificada acompanhando os hábitos de consumo e de variedade alimentar,
acrescentando que são um alimento economicamente acessível a todas as famílias.

Durante o seminário ficou claro que Portugal poderia ser mais forte
nesta área de produção, mas que apenas produz 24 mil toneladas de leguminosas, um valor que
 corresponde a 0,04% da produção mundial.

A produção de leguminosas acaba por ser importante na fixação de azoto
nos solos e na produção de matéria orgânica e a nível ambiental no combate à erosão dos solos.

As leguminosas são um super-alimento

Na perspetiva alimentar e nutricional, as leguminosas são um
super-alimento e não podem ser comparadas com outros alimentos. Caracterizadas por serem
grandes fontes proteicas e energéticas, as leguminosas são igualmente ricas em
vitaminas, minerais e fibras. O consumo deste alimento permite a redução do colesterol,
previne a diabetes e até auxiliam no controlo do peso, dado que é uma falsa questão que
possam engordar.

http://www.observatorioagricola.pt/

Avulsa, extemporânea, irresponsável, opaca e unidirecional

Associação de Promoção ao Investimento Florestal



Tudo indica que a ministra Assunção Cristas vai sujeitar a Conselho de
Ministros o projeto de diploma de alteração ao licenciamento da
florestação com eucalipto em minifúndio, sem garantia de condução
cultural (gestão florestal) e por isso com elevado risco de incêndios
florestais nos próximos anos (veja-se o histórico com o eucalipto e
com o pinheiro bravo).

Depois de ter criado um clima de tensão no setor silvo-industrial, a
ministra parece insistir em fazer avançar uma proposta aberrante,
porquanto avulsa, extemporânea, irresponsável, opaca e unidirecional.

É avulsa, porquanto esta desenquadrada do conjunto das carências do
setor silvo-industrial português;

É extemporânea pois e discutida fora do âmbito da Estratégia Nacional
para as Florestas, em processo arrastado (quiçá propositadamente) de
avaliação;

É irresponsável, pois sem garantia de gestão dos novos eucaliptais
(condução cultural), aumenta significativamente o risco de incêndios
florestais (risco já agravado pelas alterações climáticas);

É opaca, por um lado surge associada ao reforço das exportações,
contudo e sabido que as florestações que pretende promover só se
converterão em exportações daqui a 12 anos (idade media de corte dos
eucaliptos), por outro aparece em nome do rendimento dos pequenos
proprietários, contudo deixa-os vulneráveis aos interesses da
industria (por menor capacidade reivindicativa),

É unidirecional porquanto privilegia a fileira da pasta celulósica e
papel, em concreto parece estar associada a uma anunciada exigência de
um grupo empresarial em particular.

A "campanha do eucalipto", iniciativa do MAMAOT, ao contrário da
"campanha do trigo" do Estado Novo, nasce órfã. Não providencia
mecanismos que contrariem a concorrência imperfeita nos mercados de
produtos florestais, deixando os pequenos proprietários florestais,
depois da cultura instalada no terreno, à mercê das imposições
unilaterais de preço por parte da indústria. Também não assegura as
condições de assistência técnica aos produtores florestais, no sentido
destes poderem aplicar as melhores operações silvícolas na melhoria da
produtividade e na redução do risco de incêndio e da proliferação de
pragas e de doenças. Curiosamente, Portugal dispõe da 5.ª maior área
de eucaliptal do Mundo, muito embora a sua produtividade média reporte
a 1928 (não por falta de investigação ou capacidade técnica).

Numa aparente resposta (desastrada) à manifestada exigência de um
grupo empresarial (expressa em 15 de maio último no Jornal I), o
Ministério faz recair as consequências dos muito prováveis desastres
ambientais, económicos e sociais sobre as populações rurais em
particular e sobre os contribuintes em geral. Aqui está um péssimo
exemplo de defesa, pelo MAMAOT, do Interesse Público.

Este fomento do investimento lenhícola irresponsável não se coaduna
com os princípios de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade
ambiental que a Acréscimo considera serem o suporte para a salvaguarda
das florestas portuguesas e para o crescimento (responsável) e o
reforço da internacionalização (credível) do setor florestal
português.

Lisboa, 24 de janeiro de 2013

A Direção da Acréscimo

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/25d.htm

ViniPortugal apoia presença de produtores na Alimentaria&Horexpo Lisboa 2013

Identificar novas oportunidades de negócio e servir como agente
mobilizador e facilitador de parcerias às empresas associadas é o
grande objectivo da ViniPortugal para este evento


A ViniPortugal associa-se à Alimentaria&Horexpo Lisboa 2013, a
realizar entre 14 e 17 de Abril, tendo como objectivo identificar
novas oportunidades de negócio, possibilitando melhores condições de
participação para os agentes económicos.

"Num universo com mais de 750 empresas a procurarem exportar, num
sector extremamente competitivo como é os vinhos é necessário ter
presenças muito activas em eventos com capacidade de atracção de
compradores. Não podemos, por isso, perder a oportunidade de estarmos
na Alimentaria&Horexpo Lisboa 2013", afirma Jorge Monteiro, presidente
da ViniPortugal.

Para efeitos de participação neste salão a ViniPortugal irá apoiar os
produtores associados interessados através do apoio à dinamização de
redes de network e realização de reuniões de trabalho com vista a um
aumento de vendas em volume, sobretudo com mercados internacionais.

"O nosso apoio à participação de produtores neste salão prende-se com
a necessidade de apresentar aos mercados externos produtos de
qualidade e com boa relação preço/benefício", refere Jorge Monteiro. E
acrescenta: "Vivemos momentos difíceis que se traduzem desde logo em
menos disponibilidade financeira para investimentos promocionais, mas
por outro lado, exigem a procura de mercados externos que em volume e
valor compensem as perdas que se sentem no mercado doméstico. O nosso
papel é o de mobilizador e facilitador nesta demanda".

A Alimentaria&Horexpo Lisboa 2013 poderá assegurar a vinda de
compradores internacionais que serão 'a chave do sucesso' desta
presença e que, ainda de acordo com Jorge Monteiro, justificam desde
logo o investimento que a ViniPortugal irá realizar neste evento.

Fonte: AIP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/25a.htm

Alqueva investe 250 milhões em novos canais de abastecimento de água

Dos 2,5 mil milhões que a EDIA tem para investir já só faltam 500
milhões para o projeto ficar todo concluído. 250 milhões avançam este
ano


Reservatório para rega no Alqueva
D.R.
23/01/2013 | 23:47 | Dinheiro Vivo
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA), que
está responsável pela construção da rede de rega e abastecimento de
água na região, vai avançar com investimentos de 250 milhões de euros
este ano, que é metade do que ainda falta aplicar neste projeto
avaliado em 2,5 mil milhões de euros.
Este montante, explicou o presidente da empresa pública, João Basto,
será aplicado na construção de rede primária e secundária para
abastecer as zonas de Beja e Sines, sendo que segundo a ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, neste momento, a EDIA já não está a
recorrer a dívida para se financiar.
De acordo com João Basto, apesar de continuar a registar resultados
negativos e de ter um passivo de 480 milhões, a EDIA teve um cash-flow
positivo de 6,7 milhões de euros em 2011 que servirá para aplicar em
novos projetos. Além disso, João Basto relembra que os investimentos
da EDIA têm acesso a fundos comunitários e ainda ao fundo de coesão
europeu.
Este fundo tinha dinheiro para aplicar em projetos como o TGV que
entretanto foram cancelados e por isso o dinheiro poderá agora ser
investido noutras áreas, sendo a agricultura uma prioridade.
Neste momento, com os dois mil milhões de euros que já foram
investidos já se fizeram canais e condutas suficientes para abastecer
68 mil hectares de terrenos de cultivos vários como olivais, vinhas ou
plantações de milho, melão e girassol.
Com os 250 milhões que avançam este ano serão abastecidos mais 20 mil
hectares e com os restantes 250 milhões, que serão aplicados até 2015,
ficam mais 30 mil, perfazendo um total de 120 mil hectares de terreno.

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO094423.html

Prémios W: As escolhas de Aníbal Coutinho premeiam a fileira do vinho português

Foram já anunciados os vencedores dos primeiros prémios do ano para o
sector vitivinícola nacional. Numa gala online, o formador e crítico
de vinhos Aníbal Coutinho revelou no último Domingo os galardoados da
5.ª edição dos Prémios W, que sensível às tendências tecnológicas se
afirmou desde 2010 como o primeiro concurso online do sector.

Analisando o que de melhor se faz nas várias áreas do sector durante o
ano de 2012, semanalmente o crítico propôs aos leitores da sua
newsletter electrónica uma selecção das 10 melhores referências
relativas a um determinado tema do mundo dos vinhos. Um conjunto de 19
categorias, entre elas o Melhor Vinho, Melhor Enoturismo, Melhor
Serviço de Vinhos em Restaurante, Melhor Produtor, e a novidade desta
edição, o Melhor Blog do Ano, culminaram na gala online, disponível no
site www.w-anibal.com, em que Aníbal Coutinho nomeou as 19 entidades
que se destacaram pela qualidade dos seus produtos e actos durante o
ano.

A 5.ª edição dos Prémios W contou com o patrocínio exclusivo da
Corticeira Amorim - líder mundial na indústria da cortiça - que se
associou a este concurso pelo que este representa "no reconhecimento
público do trabalho árduo das caves nacionais, que é sempre algo a que
nos queremos associar. Que esse reconhecimento seja feito através de
uma newsletter que já marca o panorama nacional da crítica de vinhos e
que é mais um factor positivo para nós e para muitos dos nossos
clientes aqui destacados", referiu Arménio Costa, responsável
comercial pelo mercado ibérico desta empresa.

"Estar na vanguarda e acompanhar as necessidades da fileira é uma
prioridade, sobretudo no que respeita ao comportamento do novo
consumidor de vinho, que cada vez mais procura no online
aconselhamento e informação sobre os vinhos a comprar, onde comer e as
adegas a visitar", explica Aníbal Coutinho. "Os Prémios W são as
primeiras escolhas de excelência do ano que agora finda e marcam, com
a irreverência da sua apresentação online e ambientalmente ganhadora,
a tradicional fileira do vinho português" acrescenta.

Já apelidada de "a gala de vinhos não poluente", a cerimónia alia à
sua vertente tecnológica um outro mote, o ambiental. É que "não há
necessidade de deslocações, de papéis ou de fatos especiais, onde a
capacidade de propagação deixa de ter um impacto negativo no meio
ambiente". Os Prémios W foram, nas edições de 2008 e 2009, publicados
na Revista NS (Notícias Sábado) e passaram nas últimas três edições
para o online.

Vencedores dos W Awards 2012:

Melhor Indicação Geográfica Protegida (Vinho Regional) - IG Península de Setúbal
Melhor Denominação de Origem Protegida - DO Vinho Verde
Melhor Enoturismo sem Estadia - José Maria da Fonseca, Azeitão
Melhor Enoturismo com Estadia - Quinta do Vallado, Peso da Régua
Melhor Serviço de Vinhos em Restaurante de Rua - Ferrugem, Portela,
Vila Nova de Famalicão
Melhor Serviço de Vinhos em Restaurante Integrado - Gourmet
Restaurant, The Yeatman, Vila Nova de Gaia
Melhor Produtor de Vinhos Tranquilos (vinho diário) -
Bacalhôa/Aliança, Quinta do Carmo
Melhor Produtor de Vinhos Tranquilos (vinho de calendário) - Fundação
Eugénio de Almeida
Melhor Produtor de Vinhos Fortificados - Sogevinus
Melhor Produtor de Vinhos Efervescentes - Murganheira/Raposeira
Melhor Vinho Tranquilo Branco - Muros de Melgaço, Alvarinho, DO Vinho
Verde (Monção e Melgaço) 2011
Melhor Vinho Tranquilo Rosé - Dona Maria, IG Alentejano, 2011
Melhor Vinho Tranquilo Tinto - Quinta do Vale Meão, DO Douro, 2010
Melhor Vinho Fortificado - Ramos Pinto, Late Bottled Vintage, DO Porto, 2007
Melhor Jovem Enólogo - Martta Simões, Quinta da Alorna
Melhor Enólogo - João Nicolau de Almeida (Ramos Pinto)
Blog do Ano - copod3.blogspot.pt
Acontecimento do Ano - Mondial Bruxelles em Guimarães Capital da Cultura
Personalidade do Ano - Alfredo Rente (Presidente Opal)

Fonte: Aqui-à-Beira

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/25.htm

Angola quer produzir 25 milhões de toneladas de alimentos por ano

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
16:59 Segunda feira, 21 de Janeiro de 2013

Lisboa, 21 jan (Lusa) - Angola tem a perspectiva de produzir
anualmente 25 milhões de toneladas de alimentos, sobretudo mandioca,
anunciou em Pequim o diretor do Gabinete de Estudos e Análises do
Ministério das Relações Exteriores, Francisco da Cruz, citado pela
agência Angop.

Numa conferência sobre os 30 anos do estabelecimento de relações
diplomáticas entre a China e Angola, Francisco da Cruz indicou que a
previsão é que sejam produzidas 20 milhões de toneladas de mandioca,
2,5 milhões de toneladas de cereais, 1,5 milhões de toneladas de
batatas e 1 milhão de toneladas de grãos (feijão, amendoim e soja).

O diplomata disse que Angola prevê atender 60 por cento das
necessidades domésticas de frango e 50 por cento de carne de ovino,
caprino e bovino.



http://visao.sapo.pt/angola-quer-produzir-25-milhoes-de-toneladas-de-alimentos-por-ano=f707861

VIDouro denuncia quebras no preço do vinho pago aos produtores

A Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDouro)
denunciou hoje uma quebra no preço do vinho do Porto pago aos pequenos
e médios produtores durienses, uma situação que "está a agravar" a
crise instalada na região.

Berta Santos, dirigente da AVIDouro, afirmou à agência Lusa que os
produtores começaram, por estes dias, a receber os pagamentos pelo
vinho do Porto vendido às empresas na última vindima.

"Os que já receberam, falam numa baixa dos preços comparativamente a
2011", salientou.

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/avidouro-denuncia-quebras-no-preco-do-vinho-pago-aos-produtores_15635618.html

Hipers recusam pagar taxa de segurança alimentar

Lei

Dírcia Lopes
22/01/13 00:05



Em cima da mesa continua a hipótese de travar a nova lei pela via judicial.

Os retalhistas representados pela Associação Portuguesa das Empresas
da Distribuição (APED) mantêm o braço-de-ferro contra a Taxa de
Segurança Alimentar Mais, sendo que, até agora, não há intenção de
virem a pagar os valores referentes a uma lei que consideram de
inconstitucional. A garantia é dada pelo presidente da APED, Luís
Reis, que assegura: "Até ao momento, não temos evidência que nenhum
associado vá pagar."

Nesta fase, as empresas da grande distribuição continuam a estudar
como podem travar o pagamento desta taxa pela via judicial. A taxa -
criada pelo Ministério da Agricultura para financiar o Fundo Sanitário
e de Segurança Alimentar - "vem num tempo muito mau e introduz uma
discriminação entre os agentes que é inconstitucional", defendeu ontem
Luís Reis, na apresentação da conferência "Papel do comércio moderno
na retoma económica", que irá realizar-se a 28 de Janeiro. Isto porque
a lei obriga a que os retalhistas paguem não só pela área de venda
alimentar como a referente ao não alimentar.

http://economico.sapo.pt/noticias/hipers-recusam-pagar-taxa-de-seguranca-alimentar_160759.html

ONU lança campanha para combater desperdício alimentar

22-01-2013 às 15:180

inShareAs Nações Unidas lançaram hoje uma campanha para «reduzir
drasticamente» o desperdício anual de 1,3 mil milhões de toneladas de
alimentos baseada na ideia de que atitudes simples como programar
refeições ou desvalorizar datas de validade fazem a diferença.
Com o tema «Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao desperdício», a
campanha é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação
e a Agricultura (FAO).
Cerca de um terço dos alimentos produzidos no mundo perde-se ou é
desperdiçado durante os processos de produção e venda, um desperdício
equivalente a mil milhões de dólares, de acordo com dados da FAO.
Diário Digital / Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=611669

Reforma da PAC aprovada em Bruxelas

por Ana Rita Costa
24 de Janeiro - 2013
As propostas do eurodeputado Capoulas Santos para a reforma da
Política Agrícola Comum foram ontem (23 de janeiro) aprovadas na
Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu.


Portugal fica assim a ganhar mais 350 milhões em cada ano. O
eurodeputado do partido socialista e antigo ministro da Agricultura,
conseguiu que se aprovassem as alterações ao método de cálculo para as
ajudas diretas, o que contribuirá para que os agricultores portugueses
passem a receber em média 210 euros por hectare.

Capoulas Santos disse em declarações à TSF que com estas reformas
"Pretende-se uma política agrícola mais amiga do ambiente, mais
equitativa entre os estados membros, socialmente mais justa".

O documento vai agora ser votado em plenário em março e será
posteriormente negociado pelo Parlamento Europeu em pé de igualdade
com os governos da União Europeia.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6931&bl=1

CVR Tejo vai investir mais de 1 milhão de euros em 2013

por Ana Rita Costa
24 de Janeiro - 2013
A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo vai investir mais de 1 milhão
de euros em 2013 com o objetivo de aumentar a penetração dos Vinhos do
Tejo em Portugal e em seis novos mercados internacionais.


A Comissão vai levar os Vinhos do Tejo para 12 mercados
internacionais, cinco dos quais vão receber estes vinhos pela primeira
vez (Estónia, Noruega, Finlândia, Alemanha e Moçambique).

"Este ano temos um plano muito ambicioso, na verdade o mais ambicioso
de sempre, não apenas ao nível do investimento, que é o mais elevado
de sempre, mas também com a dinamização de ações de promoção e
marketing arrojadas a nível nacional e no alargamento do mercado
externo", refere o presidente da CVR Tejo, José Pinto Gaspar.

Em 2013, a CVR Tejo vai apostar em ações como as quartas edições dos
eventos "Concurso de Iguarias e Vinhos do Tejo", "Concurso de Vinhos
Engarrafados do Tejo", Gala Vinhos do Tejo e o evento "Portas Abertas
do Tejo", que permite ao público visitar os produtores que se associam
a esta iniciativa, com a possibilidade de participarem nas atividades
das quintas, como as vindimas.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6933&bl=1

APED. "Este é o Governo mais com a conceção mais sovietizante do Estado"

A afirmação é de Luís Reis, presidente da Associação Portuguesa de
Empresas de Distribuição, sobre a política económica do Executivo


Luís Reis, presidente da APED
Alfredo Cunha
21/01/2013 | 15:53 | Dinheiro Vivo
"Este é o Governo com a conceção mais sovietizante do Estado."
A avaliação é de Luís Reis, presidente da Associação Portuguesa de
Empresas de Distribuição (APED), sobre a política económica do
Executivo, num encontro com jornalistas para apresentação do programa
da conferência, O papel do Comércio Moderno na Retoma da Economia.
Organizado com a EuroCommerce a conferência decorre no CCB, em Lisboa,
no dia 28 de janeiro.
O responsável critica assim a atuação do Estado que considera que
oscila entre dois extremos: uma ideologia de "planos quinquenais" que
tudo regula e uma política liberal. "Estamos mais próximos do extremo
centralista, do que do lado de uma economia livre e aberta entre os
agentes económicos", diz o responsável.
O futuro decreto lei sobre as práticas restritivas do comércio,
discutido no âmbito da PARCA - Plataforma de Acompanhamento das
Relações na Cadeia Agroalimentar são alguns dos pacotes legislativos
com impacto no sector do retalho e distribuição.
A discussão envolveu o ministério da Agrigultura de Assunção Cristas,
e do da Economia, de Álvaro Santos Pereira. Questionado sobre qual o
ministério que esteve mais envolvido nas negociações, Luís Reis
responde: "Não sei que ministério esteve mais presente, mas gostaria
que tivesse estado presente mais bom senso".
O presidente da APED é particularmente crítico à taxa de segurança
alimentar que será aplicado a superfícies comerciais alimentares com
mais de 2 mil metros quadrados. Luís Reis critica os termos da lei
considerando que esta deveria "universal a todos os retalhistas e
aplicada apenas às áreas alimentares". Da forma como está - "em que as
bicletas que estão no Auchan são taxadas", diz a título de exemplo - a
lei "introduz uma distorção competitiva entre os agentes económicos,
que do ponto de vista da APED, é altamente inconstitucional".
"Até agora não temos tido informação de que nenhum [associado] tenha
intenção de pagar [a taxa alimentar]", adianta o responsável da APED.
"Temos associados que estão a tentar fazer valer os argumentos de
inconstitucionalidade gritante", diz. "Acredito que é possível ter uma
taxa mais equilibrada", afirma. "Existe margem para a introdução de
aperfeiçoamentos legislativos", defende.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO093803.html?page=0

Portas promete apostar na Agricultura

Conferência
Pedro Duarte
24/01/13 16:00

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O ministro dos Negócios Estrangeiros revelou hoje que, nas próximas
negociações do orçamento europeu, Portugal vai defender as verbas do
sector agrícola.

Ao falar durante o I Fórum Portugal-Alemanha que decorre hoje e amanhã
na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, Paulo Portas afirmou que,
quando a Europa chegar nas próximas semanas a um acordo sobre o
orçamento plurianual, o Governo português está "empenhado em garantir
meios suficientes para que o sector agrícola português, mesmo em clima
de recessão, possa continuar a garantir a criação de emprego e de
riqueza".

Paulo Portas sublinhou também a importância da parceria com a
Alemanha, notando que, só em 2011, as exportações germânicas para
Portugal atingiram os sete mil milhões de euros, o mesmo valor que
este país enviou para o México, nação com uma economia onze vezes
superior à portuguesa. E do mesmo modo "Portugal exportou para a
Alemanha duas vezes mais do que para a China, Índia e EUA combinados".

Defendendo uma maior integração europeia como o melhor meio de
combater a crise, Portas recordou que, até agora, a União Europeia "é
um projecto de sucesso. Até agora, nenhum Estado quis sair e ainda há
países a tentar entrar". Sublinhando que a UE é o principal motivo de
quase 70 anos de paz na Europa, o ministro disse ser necessário
proteger a respeitabilidade e credibilidade deste projecto no mundo, o
que pode ser realizado através da defesa do euro.

"Para aumentar a estabilidade, fez-se já um caminho significativo para
superar a crise, e a adopção de regras para a comunidade financeira
são mais um passo" nesta direcção.

O ministro mostrou-se ainda um defensor do Estado Social, notando que
é "um projecto da economia social de mercado, com marcada inspiração
alemã". E por isso este modelo "precisa de reformas, não para se
manter, mas para se defender". "Sem isso, a Europa não será um
projecto do coesão".

Portas avisou ainda contra os "preconceitos culturais", já que, se as
crises financeiras "são dolorosas e demoram muitos anos", as ideias
pré-concebidas de uma alegada superioridade da Europa do Norte sobre o
Sul "demorarão muito mais tempo a sarar" e causarão grandes danos ao
processo de integração europeia.


http://economico.sapo.pt/noticias/portas-promete-apostar-na-agricultura_161063.html

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Quase 28 mil empresas fecharam em 2012 e a criação de negócios caiu 11,6% (Mais agricultores e produtores de animais.)

RAQUEL ALMEIDA CORREIA 21/01/2013 - 13:14
O saldo líquido entre encerramentos de unidades e aberturas de novas
voltou a terreno positivo, mas o desemprego crescente comprova as
fragilidades desta renovação empresarial.

Mais agricultores e produtores de animais. E cada vez menos
consultores e prestadores de serviços. As estatísticas da criação e
dissolução de empresas são um reflexo do país. Ou das respostas que o
país encontrou à crise que enfrenta. No ano passado, quase 28 mil
negócios fecharam as portas. Já a criação de sociedades abrandou
11,6%, depois do pico registado em 2011. Mesmo assim, o saldo líquido
entre aberturas e encerramentos voltou a ser positivo, apesar de os
números do desemprego mostrarem que esta renovação não compensa.

Dados cedidos ao PÚBLICO pelo Ministério da Justiça revelam que, no
ano passado, houve 27.683 dissoluções. Um resultado que, à primeira
vista, seria favorável, já que em 2011 se registou 33.758
encerramentos (mais 23%). No entanto, por detrás destes números, há
uma grande diferença. É que, dos quase 28 mil fechos de 2012, só 11
mil foram feitos administrativamente pelos serviços. As chamadas
extinções "reais" ultrapassaram as 16.600, o que significou uma subida
homóloga de 9,4%.

Os encerramentos administrativos começaram em 2008, com o programa
Simplex, e foram limpando os ficheiros do Ministério da Justiça de
empresas que estavam inactivas mas permaneciam artificialmente
abertas. Mas, neste momento, esse trabalho está praticamente
concluído, o que fez com que, ao contrário do que aconteceu em 2011,
os fechos voluntários ultrapassem os oficiosos (que caíram 40,4% no
ano passado).

Ao mesmo tempo que os encerramentos reais cresceram, a criação de
novas empresas caiu 11,6% face a 2011. Foram abertos 29.311 negócios
em 2012, o que compara com o pico de 33.163 registado um ano antes.
Apesar do abrandamento, o saldo líquido chegou a Dezembro positivo em
1628 sociedades, quando em 2011 tinha sido negativo em 595. Isto
porque, apesar de ter havido muitas aberturas nesse ano, o número de
encerramentos foi superior (33.758, muito à custa dos 18.581 fechos
administrativos).

No entanto, apesar de ter havido um saldo positivo, a renovação
empresarial no país mostra muitas fragilidades. Os números do
desemprego comprovam que os negócios que estão a ser criados e os
postos de trabalho que a eles estão associados não compensam os
negócios que são forçados a encerrar, nem os empregos que se perdem
pelo caminho. Os mais recentes dados da Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam para uma taxa de 16,3% até
Novembro de 2012.

Vaivém de negócios
A repartição sectorial dos dados cedidos pelo Ministério da Justiça
mostra que Portugal está perante um verdadeiro vaivém de empresas, em
que as actividades que mais aberturas registam são, ao mesmo tempo, as
responsáveis pelo maior número de encerramentos. É o que acontece no
comércio a retalho, que em 2012 liderou os dois indicadores.
No ano passado, foram inauguradas 3805 novas lojas e fechadas outras
2436, o que faz deste ramo de negócio o líder nas constituições e
dissoluções, em simultâneo. O segundo lugar foi ocupado pela promoção
imobiliária, com 2967 aberturas e 2406 encerramentos. Seguem-se o
comércio por grosso e a restauração. Já as últimas posições do top
cinco não coincidem. A construção surge como o quinto sector que mais
empresas viu fechar, num total de 746. E, no outro extremo, está a
agricultura e a produção animal, a quinta actividade com mais
inaugurações no ano passado (1324).

As movimentações do tecido empresarial em 2012 são, no fundo, um
reflexo do país. Por um lado, o sector agrícola foi o que mais cresceu
em termos absolutos no número de novos negócios criados, tendo-se
registado uma diferença de 474 empresas, o que poderá ser um sinal da
procura por alternativas num momento de difícil empregabilidade. E,
por outro lado, as actividades mais associadas à gestão das empresas,
como a consultoria e a prestação de serviços, apresentam subidas
assinaláveis nos encerramentos. Uma tendência que poderá derivar da
necessidade de cortar custos.

Já o ranking dos sectores menos penalizados por dissoluções é liderado
pela actividade das lotarias e dos jogos de apostas e também da
administração pública - ambas com um único encerramento no ano
passado. E o sector que menos novos negócios criou foi o das empresas
que prestam serviços domésticos (como a limpeza), com apenas uma
abertura, seguindo-se a extracção e preparação de minérios metálicos e
a indústria do tabaco.

A dispersão geográfica dos dados cedidos pelo Ministério da Justiça
mostra ainda que Lisboa lidera tanto nos fechos, como nas aberturas
(5081 e 8354, respectivamente). A capital terminou 2012 com um saldo
líquido positivo de 3273 empresas (o maior de todos), tendo em conta a
diferença entre a constituição e a dissolução real de sociedades. O
distrito com menor incidência de encerramentos foi Portalegre, com
apenas 93. Mas foi também nesta região que se criou menos negócios
(251 no total).

Nas estatísticas, destaca-se o caso da Madeira, já que é a única área
do país em que o saldo foi negativo, tendo-se registado uma perda
líquida de 185 empresas, já que os fechos reais (887) superaram as
constituições de sociedades (702). Em termos percentuais, foi em Vila
Real que o número de encerramentos mais cresceu, na ordem dos 19,7%
para 237 casos. Por outro lado, o distrito em que a abertura de
negócios mais cresceu foi a Guarda, com um crescimento de 12,8%, em
pleno contraciclo com o país.

Infografia corrigida às 15h15.

http://www.publico.pt/economia/noticia/quase-28-mil-empresas-fecharam-em-2012-e-a-criacao-de-negocios-caiu-116-1581495

Mais de 25 hectares de estufas de framboesas e morangos destruídos pelo mau tempo em Odemira

Lusa
24 Jan, 2013, 11:09 / atualizado em 24 Jan, 2013, 11:10

O mau tempo do último fim de semana destruiu mais de 25 hectares de
estufas de framboesas e morangos no concelho de Odemira, causando
prejuízos "largamente" superiores a dois milhões de euros, revelou
hoje o representante dos horticultores.
O presidente da Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano
(AHSA), Paul Dolleman, indicou à agência Lusa que a intempérie afetou
cerca de 15 empresas da zona, que empregam mais de 3.500 pessoas, mas
não avançou se poderá haver redução de postos de trabalho.

Os efeitos do temporal sentiram-se, principalmente, no Perímetro de
Rega do Mira, abastecido pela barragem de Santa Clara, zona onde estão
implantados cerca de 140 hectares de estufas e túneis de plástico para
a produção de framboesas e morangos, explicou. Uma área "entre 25 e 30
hectares" destas plantações ficou destruída, bem como culturas ao ar
livre, devido ao vento e à queda de granizo, contabilizando-se
estragos que ultrapassam "largamente" os dois milhões de euros,
afirmou Paul Dolleman.

O representante dos horticultores precisou que a zona de Brejão, no
litoral da freguesia de São Teotónio, "foi a mais afetada", referindo
o caso de um produtor que perdeu seis hectares de estufas, nas quais
tinha feito investimentos há cerca de dois meses.

O presidente da AHSA disse ainda que as autoridades competentes foram
informadas, "na segunda-feira de manhã", acerca dos prejuízos e que os
produtores estão a aguardar por uma resposta do Ministério da
Agricultura.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, anunciou na segunda-feira
que os agricultores com prejuízos provocados pelo mau tempo podem
recorrer ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), com uma
comparticipação de até 75 por cento a fundo perdido.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=622207&tm=6&layout=121&visual=49

Lançado vinho de videira pré-filoxera em França

23 de Janeiro de 2013, por Maria João de Almeida

A Plaimont, uma cooperativa do sul da França, lançou recentemente um
vinho produzido com uvas de videiras pré-filoxera. A vinha, plantada
em 1871, tem meio hectare e é uma das três vinhas do género a que a
cooperativa tem acesso na região.
Oliver Bourdet-Pees, técnico e director da cooperativa, afirmou que a
produção teve «a menor intervenção possível» e que a colheita foi
feita à mão. Segundo explica o responsável, o trabalho começou com o
restauro da vinha em 2007 já que, por conta da sua idade, eram pouco
produtivas «e precisavam de ser levantadas pouco a pouco para gerar
uma boa uva». Bourdet-Pees disse ainda que é muito importante
preservar a herança da região. A cooperativa já tem a maior colecção
ampelográfica particular da França, o Conservatoire Ampélographique du
Saint Mont, e está a tentar identificar mais variedades que possam ser
salvas no futuro. «Um dia será possível fazer vinhos dessas variedades
não identificadas», comentou

http://www.mariajoaodealmeida.com/catalogo_noticias.php?ID=3535

McDonald's cultiva cebolas no Alqueva

Cebolas usadas nos restaurantes em Portugal e na Europa são cultivadas
por agricultores portugueses. E empresa quer aumentar a produção


23/01/2013 | 23:50 | Dinheiro Vivo
A Mcdonalds nem sempre usa os produtos dos locais onde tem
restaurantes, mas as cebolas portuguesas conquistaram a empresa
norte-americana de tal forma que a marca decidiu produzi-las cá e
levá-las para outros restaurantes na Europa.
O local escolhido foi a zona abastecida pelo reservatório do Alqueva,
no Alentejo, onde a Mcdonalds começou com uma área de produção dos 300
hectares mas onde pretende reforçar para 700 hectares, adiantou João
Basto, o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas
de Alqueva (EDIA), a entidade que está a construir a rede de rega e
abastecimento de água na região.
De acordo com este responsável, a Mcdonalds acordou comprar as cebolas
aos agricultores portugueses que as levam para uma unidade em Badajoz,
Espanha, e daí para outros restaurantes da marca na Europa.
João Basto conta que, como a Mcdonalds, há cada vez mais empresas a
usar os terrenos do Alqueva para a produção agrícola porque eles têm
abastecimento de água garantido pelos investimentos que têm estado a
ser feitos pela EDIA. A Sumol+Compal é outro exemplo, tendo mostrado
interesse em plantar pêssegos.
Além disso, estão já instalados naquela zona a Sovena, com vários
hectares de olival e até um lagar, e ainda a empresa Vale da Rosa, que
produz uvas sem graínha.

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO094598.html

Capoulas Santos consegue mais 350 milhões por ano para agricultura

Propostas do eurodeputado socialista Capoulas Santos para a reforma da
Política Agrícola Comum (para 2014/20) foram hoje aprovadas na
Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu. Portugal fica a ganhar
350 milhões a mais em cada ano.
Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas
17:59 Quarta feira, 23 de janeiro de 2013


O eurodeputado socialista e antigo ministro da Agricultura Capoulas
Santos conseguiu alterar o método de cálculo para as chamdas ajudas
diretas, o que fará com que os agricultores portugueses passem a
receber em média 210 euros/hectare/ano em vez dos atuais 186
euros/hectare/ano.

As propostas de Capoulas Santos, que tinha sido nomeado relator do
Parlamento Europeu, tinham por objetivo sugerir algumas alterações ao
documento inicial da Comissão Europeia para a reforma da Política
Agrícola Comum, e acabaram por ser aprovadas hoje.

A PAC é a política mais antiga e mais cara da Unão Europeia e pela
primeira vez o Parlamento Europeu defende um limite máximo às ajudas
recebidas pelos agricultores que passa ser de 300 mil euros.

O documento vai agora ser votado em plenário no próximo mês de março e
será posteriormente negociado pelo Parlamento Europeu em pé de
igualdade com os governos da União Europeia.


http://expresso.sapo.pt/capoulas-santos-consegue-mais-350-milhoes-por-ano-para-agricultura=f781644

Especialistas retomam investigação com vírus mutantes da gripe das aves

ANA GERSCHENFELD 24/01/2013 - 00:00

A gripe das aves não é transmissível entre humanos, apenas das aves
para os humanos. Mas nada garante que não venha a sê-lo um dia INA
FASSBENDER/REUTERS
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Em carta hoje divulgada pelas revistas Nature e Science, 40 cientistas
decretam o fim de uma auto-imposta moratória nos países que já
autorizam as pesquisas, mas que ainda não incluem o maior financiador:
os EUA

A 26 de Janeiro de 2012, um grupo internacional de especialistas de
gripe das aves tinha decidido impor a si próprio a suspensão do estudo
das mutações do vírus H5N1 da gripe das aves que o poderiam tornar
transmissível pelos espirros entre seres humanos. Hoje, numa carta
enviada às revistas Nature e Science, os mesmos 40 signatários
declaram que tencionam retomá-las.

A moratória fora decidida na sequência das críticas levantadas por uma
parte da comunidade científica na altura da publicação, naquelas
mesmas revistas, de dois artigos - respectivamente da autoria de Ron
Fouchier, do Centro Médico Erasmus (Holanda), e de Yoshihiro Kawaoka,
da Universidade do Wisconsin (EUA) - sobre as questões de segurança
ligadas ao facto de criar, em laboratório, vírus H5N1 mutantes
adaptados ao contágio por via aérea entre mamíferos, tal como uma
vulgar gripe sazonal. Na altura, a ênfase foi posta na ameaça
bioterrorista, mas actualmente as preocupações estão mais viradas para
os riscos de eventuais "fugas" acidentais de tais vírus.

Inicialmente prevista para durar dois meses, a moratória acabaria por
se prolongar por um ano, para "explicar ao público os benefícios para
a saúde destes trabalho, descrever as medidas que permitem minimizar
os riscos e dar tempo aos países para rever as suas políticas",
nomeadamente de biossegurança, lê-se na carta agora publicada
(acessível em http://www.sciencemag.org/site/special/h5n1/). Os
defensores destas investigações têm argumentado que conhecer o número
mínimo de mutações que tornariam o H5N1 numa nova praga humana global
deverá permitir não só desenvolver vacinas, mas criar sistemas de
alerta, caso essa combinação de mutações surja naturalmente.

Os mesmos signatários de 2012 - Fouchier, Kawaoka e um elenco de
estrelas mundiais da gripe das aves - assinam, portanto, esta nova
carta, considerando que essas metas foram atingidas. E que, na medida
em que uma série de países já redefiniu as suas normas de
biossegurança e aprovou as pesquisas nessas condições, é urgente
retomá-las. Apesar de os EUA, o maior financiador mundial na área
através dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), não ter ainda dado a
sua resposta e não se saber quanto é que ela poderá ainda demorar.

"Por que é que os outros países deveriam esperar pelos Estados
Unidos?", disse ontem Fouchier, durante uma conferência de imprensa
telefónica internacional organizada pela Science, salientando, aliás,
que combinações de duas mutações por eles identificadas antes da
moratória já foram detectadas em H5N1 no Egipto.

Interrogado pelo PÚBLICO sobre quais os países que já responderam
afirmativamente - ou que estarão em vias de o fazer -, o investigador
disse serem basicamente os países onde se localizam os laboratórios
dos signatários: Alemanha, Canadá, China, EUA, Holanda, Itália, Japão,
Reino Unido e Rússia. "Não tenho uma lista dos países", declarou, "mas
a Holanda, Canadá e, em princípio, todos os países da União Europeia
já deram a sua aprovação". O Japão, salientou, pelo seu lado, Kawaoka,
ainda não o fez.

Todavia, reconheceram estes cientistas, os níveis de biossegurança
exigidos aos laboratórios para evitar fugas ou a contaminação dos que
neles trabalham não estão harmonizadas a nível mundial. Mas esperam
que a Organização Mundial da Saúde venha a agir nesse sentido.

O debate está, contudo, longe de estar encerrado. Muitos cientistas
continuam a criticar a realização destas investigações - e subsistem
dúvidas inclusivamente entre os signatários da nova carta. Ilaria
Capua, do Instituto Zooprofiláctico Experimental de Pádua (Itália),
admite na Nature os seus receios ao jornalista Declan Butler. Não com
o punhado de laboratórios com altos padrões de segurança actualmente
envolvidos, mas "com o risco de proliferação deste tipo de
investigação a mais longo prazo".

Concretamente, onde é que as pesquisas poderão ser retomadas nas
próximas semanas? Fora dos EUA e sem fundos dos NIH. O que por
enquanto exclui totalmente a equipa de Kawaoka e parcialmente a de
Fouchier.

http://www.publico.pt/ciencias/jornal/especialistas-retomam-investigacao-com-virus-mutantes-da-gripe-das-aves-25946475

Madeireiros devem ser responsabilizados por danos nas infraestruturas públicas - Fernando Ruas

Lusa
23 Jan, 2013, 15:48

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP),
Fernando Ruas, defendeu hoje que deve ser encontrada uma forma de
responsabilizar os madeireiros quando estes destroem caminhos
florestais ou outras infraestruturas durante a sua atividade.
"Há muito colega a queixar-se da situação em que ficam os espaços. Nós
compreendemos a atividade dos madeireiros, mas eles têm de compreender
também a atividade de quem é responsável pelas infraestruturas
públicas", disse aos jornalistas o também presidente da Câmara de
Viseu (PSD).

Fernando Ruas falava após uma reunião com os presidentes das Juntas de
Freguesia do concelho de Viseu e na qual se ouviram duras críticas à
atividade dos madeireiros.

O presidente da Junta de Freguesia de Côta, Joaquim Polónio, contou
que, após o grande incêndio que no verão passado atingiu o concelho,
há muitos madeireiros em atividade que "deixam tudo sujo" com
ramagens, "estragam caminhos" ao passar com os camiões e "amolgam as
proteções das estradas" ao deitar as árvores abaixo.

Exemplificou que, na estrada 323, o habitual é as valetas estarem
entupidas devido às ramagens das árvores e o piso cheio de lama que é
transportada do interior da mata.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Lordosa, Carlos Correia,
se mostrou indignado com a situação, questionando quem é que fica com
a responsabilidade de compor os caminhos agrícolas.

Concordou que as árvores queimadas têm de ser retiradas, de forma a
permitir a reflorestação, mas defendeu que "tem de haver bom senso".

Fernando Ruas considerou que tem de ser encontrada uma forma de, "não
prejudicando a atividade dos madeireiros, também não perturbar a
questão das infraestruturas públicas, que são altamente danificadas
com esta atividade".

Contou que a ANMP já está a analisar o assunto e que vai apresentar
duas propostas suas, nomeadamente o pagamento de uma caução por parte
dos madeireiros e placas de limitação de peso dos camiões.

"Estas parecem-me que, se não tiveram limitação jurídica, podem ser
situações que resolvam os problemas ou pelo menos que os minimizem",
considerou o autarca.

A caução seria depositada na respetiva Câmara Municipal, ou
eventualmente na junta de freguesia, e devolvida ao madeireiro se não
tivesse provocado danos. Caso contrário, a entidade lesada utilizaria
a caução para fazer a reparação.

"Acho que esta figura da caução pode resolver o problema. Esta questão
é recorrente e temos que a resolver, porque provoca danos
consideráveis nos orçamentos municipais", frisou.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=621937&tm=6&layout=121&visual=49

Água e Energia em REGADIO

Opinião:
Ilídio Martins, Vice Presidente da Direção da Federação Nacional de
Regantes de Portugal
24 de Janeiro - 2013
Uma agricultura moderna e competitiva tem necessariamente de envolver
dois factores de produção: água e energia. Sobre a água muito se tem
escrito e debatido, tendo sido claramente uma preocupação dos
empresários agrícolas, dos técnicos, das suas organizações e de vez em
quando dos governantes (sobretudo quando há seca).



A seca de 2012, para além dos malefícios conhecidos, teve o mérito de
mais uma vezse falar em água e da necessidade de eficiência e
racionalidade no uso do recurso, tendomesmo ressuscitado a discussão
sobre o programa nacional para o uso eficiente da água,neste caso com
uma proposta para a sua implementação para o período 2012/2020.
Estedocumento foi objecto de discussão pública em Julho de 2012.
Felizmente o ciclometeorológico modificou-se, resolvendo o problema da
escassez, deixando para segundoplano a questão da eficiência e bom
uso.Nos últimos anos, quer o Estado, quer os empresários agrícolas têm
investido emmodernos sistemas de adução de água, os quais permitem um
maior controlo e gestãoefectiva do recurso água. São o caso dos
modernos blocos de rega de Alqueva, onde a águaé fornecida filtrada,
em pressão, de acordo com a exigência produtiva das
exploraçõesagrícolas. Esta maior qualidade e fiabilidade do serviço
prestado tem como input essencial ogasto de energia eléctrica. O mesmo
se passa ao nível das explorações agrícolas, nosmodernos sistemas de
gota a gota ou nos center pivot.A escassez de água, a evolução dos
custos energéticos e a actual realidade agrícola,com uma maior
exigência de racionalização de custos, levam a uma nova necessidade
dereflexão, da qual são indissociáveis a necessidade inequívoca de
poupar, em simultâneo,água e energia.A FENAREG levou recentemente a
efeito as jornadas técnicas subordinadas a estetema Eficiência
Energética em Regadio(1), realizadas no âmbito do Projecto Inovação
edesenvolvimento do Regadio, co-financiado pelo Programa da Rede Rural
Nacional –MAMAOT - FEADER. Impulsionados pelo lançamento do livro:
Guia de rega - Eficiência ePoupança Energética em Regadio(2), este
fórum foi uma oportunidade de debate de ideias, datransmissão de
experiências e análise de soluções de ganhos de eficiência. Note-se
que osaproveitamentos hidroagrícolas (sem Alqueva) têm, no seu
conjunto, uma potênciainstalada total de 73.000 kW, na maioria, com
contratos de fornecimento em Média Tensão.A factura energética
representa, para as Associações de Regantes que gerem estas obras
derega, por ano, mais de 1,8 milhões de euros. Em alguns casos o custo
da energia chega arepresentar 70% do preço da água para rega.Auditar
todas as instalações eléctricas das obras de rega colectivas, geridas
pelosassociados da FENAREG, é uma necessidade. Só medindo, avaliando e
elaborando projectosde requalificação e modernização destas estruturas
será possível poupar no recurso energia.Atendendo a que a energia é
indissociável da utilização da água nesta actividade, aFENAREG
depositou na experiência e capacidade do COTR - Centro Operativo
eTecnológico do Regadio, a realização destas auditorias que vão
acontecer durante 2013 e2014.Portugal necessita de melhorar a
eficiência(3) da gestão e utilização da água e daenergia, propondo-se
a FENAREG continuar a trabalhar, em conjunto com os seusAssociados
para esse objectivo. Reduzem-se custos, poupam-se recursos, todos
ganhamos.Para além de medidas pontuais de apoios aos encargos com a
energia, como aelectricidade verde, poderiam e deveriam ser
implementadas outras formas de redução dafactura energética. Numa
altura em que se sente que o "mercado liberalizado de energia"não está
de facto a funcionar, com sucessivos aumentos dos preços, tem sido
aresponsabilidade da FENAREG fazer chegar ao Ministério da Agricultura
as preocupaçõesdo custo energético do uso da água na agricultura e
identificar medidas que contribuampara o aumento da competitividade do
sector do regadio, sector de aposta do Governo.Das várias medidas que
a FENAREG fez chegar ao Ministério destacamos a principalque atenderia
ao carácter sazonal do sector do regadio: a possibilidade de realizar
doiscontratos por ano ou dois períodos de potência contratada por ano.
A necessidade de regaracontece, geralmente, de Abril a Setembro, sendo
que nos restantes meses as instalações(estações elevatórias, sistemas
de rega…) estão paradas ou com uma utilização mínima. Fazsentido
pagar, ao longo de todo o ano, taxas de potência elevadas necessárias
apenas paraos períodos de ponta? Porque não será possível efectuar
dois contratos de potência numano: um para o período de efectiva
actividade e outro para o período de não actividade oude actividade
reduzida? Este é um problema comum às obras colectivas de rega,
àsexplorações agrícolas e à indústria agro-alimentar (lagares,
fábricas de tomate…), com claroprejuízo da nossa competitividade. Por
muito esforço de boa gestão da energia eracionalização deste recurso,
o sector agrícola sente que lhe está a ser cobrado um impostofixo
mensal, independentemente da sua actividade produtiva. Para o sector,
maisimportante do que uma energia subsidiada, é uma energia com menos
impostos, ao nível decustos idênticos dos países que colocam cá os
seus produtos a preços mais concorrenciais.Esta é uma medida que
depende apenas de decisão politica.Outra medida está relacionada com a
produção hidroeléctrica: um sector quetrabalha com água, como são os
aproveitamentos hidroagrícolas, gerindo barragens ecanais,
distribuindo milhões de m3 de água anualmente, deveria também ser um
grandeprodutor de energia. De facto é. O conjunto de obras de
hidráulica agrícola em Portugal,incluindo Alqueva, foi construído
assentando os seus projectos (e financiamento) napremissa de que toda
a energia produzida é atribuída aos beneficiários das
obrashidroagrícolas. Só não beneficiam dessa produção porque o Estado
ou arrecada a maiorparte dessa fonte de rendimento ou aliena as
estruturas (caso do Alqueva) a entidadesparticulares. Na prática,
actualmente, a nível nacional, a produção hidroeléctrica destasobras
de hidráulica agrícola, apesar de excedentária, apenas suporta 20% dos
encargos dosconsumos energéticos, revertendo para o Estado ou para
privados o restante das receitas daprodução. Também a medida de fazer
reverter, na totalidade, o beneficio da produção deenergia destas
obras para os seus beneficiários, depende só da decisão politica. A
seca de 2012, para além dos malefícios conhecidos, teve o mérito de
mais uma vez se falar em água e da necessidade de eficiência e
racionalidade no uso do recurso, tendo mesmo ressuscitado a discussão
sobre o programa nacional para o uso eficiente da água,neste caso com
uma proposta para a sua implementação para o período 2012/2020. Este
documento foi objecto de discussão pública em Julho de 2012.
Felizmente o ciclo meteorológico modificou-se, resolvendo o problema
da escassez, deixando para segundo plano a questão da eficiência e bom
uso. Nos últimos anos, quer o Estado, quer os empresários agrícolas
têm investido em modernos sistemas de adução de água, os quais
permitem um maior controlo e gestão efectiva do recurso água. São o
caso dos modernos blocos de rega de Alqueva, onde a água é fornecida
filtrada, em pressão, de acordo com a exigência produtiva das
explorações agrícolas. Esta maior qualidade e fiabilidade do serviço
prestado tem como input essencial o gasto de energia eléctrica. O
mesmo se passa ao nível das explorações agrícolas, nos modernos
sistemas de gota a gota ou nos center pivot. A escassez de água, a
evolução dos custos energéticos e a actual realidade agrícola,com uma
maior exigência de racionalização de custos, levam a uma nova
necessidade de reflexão, da qual são indissociáveis a necessidade
inequívoca de poupar, em simultâneo,água e energia. A FENAREG levou
recentemente a efeito as jornadas técnicas subordinadas a este tema
Eficiência Energética em Regadio(1), realizadas no âmbito do Projecto
Inovação e desenvolvimento do Regadio, co-financiado pelo Programa da
Rede Rural Nacional –MAMAOT - FEADER. Impulsionados pelo lançamento do
livro: Guia de rega - Eficiência ePoupança Energética em Regadio(2),
este fórum foi uma oportunidade de debate de ideias, da transmissão de
experiências e análise de soluções de ganhos de eficiência. Note-se
que os aproveitamentos hidroagrícolas (sem Alqueva) têm, no seu
conjunto, uma potência instalada total de 73.000 kW, na maioria, com
contratos de fornecimento em Média Tensão. A factura energética
representa, para as Associações de Regantes que gerem estas obras de
rega, por ano, mais de 1,8 milhões de euros. Em alguns casos o custo
da energia chega arepresentar 70% do preço da água para rega. Auditar
todas as instalações eléctricas das obras de rega colectivas, geridas
pelos associados da FENAREG, é uma necessidade. Só medindo, avaliando
e elaborando projectos de requalificação e modernização destas
estruturas será possível poupar no recurso energia. Atendendo a que a
energia é indissociável da utilização da água nesta actividade, a
FENAREG depositou na experiência e capacidade do COTR - Centro
Operativo e Tecnológico do Regadio, a realização destas auditorias que
vão acontecer durante 2013 e 2014. Portugal necessita de melhorar a
eficiência(3) da gestão e utilização da água e da energia, propondo-se
a FENAREG continuar a trabalhar, em conjunto com os seus Associados
para esse objectivo. Reduzem-se custos, poupam-se recursos, todos
ganhamos.Para além de medidas pontuais de apoios aos encargos com a
energia, como a electricidade verde, poderiam e deveriam ser
implementadas outras formas de redução da factura energética. Numa
altura em que se sente que o "mercado liberalizado de energia"não está
de facto a funcionar, com sucessivos aumentos dos preços, tem sido a
responsabilidade da FENAREG fazer chegar ao Ministério da Agricultura
as preocupações do custo energético do uso da água na agricultura e
identificar medidas que contribuam para o aumento da competitividade
do sector do regadio, sector de aposta do Governo. Das várias medidas
que a FENAREG fez chegar ao Ministério destacamos a principal que
atenderia ao carácter sazonal do sector do regadio: a possibilidade de
realizar dois contratos por ano ou dois períodos de potência
contratada por ano. A necessidade de regar acontece, geralmente, de
Abril a Setembro, sendo que nos restantes meses as instalações
(estações elevatórias, sistemas de rega…) estão paradas ou com uma
utilização mínima. Faz sentido pagar, ao longo de todo o ano, taxas de
potência elevadas necessárias apenas para os períodos de ponta? Porque
não será possível efectuar dois contratos de potência num ano: um para
o período de efectiva actividade e outro para o período de não
actividade ou de actividade reduzida? Este é um problema comum às
obras colectivas de rega, às explorações agrícolas e à indústria
agro-alimentar (lagares, fábricas de tomate…), com claro prejuízo da
nossa competitividade. Por muito esforço de boa gestão da energia e
racionalização deste recurso, o sector agrícola sente que lhe está a
ser cobrado um imposto fixo mensal, independentemente da sua
actividade produtiva. Para o sector, mais importante do que uma
energia subsidiada, é uma energia com menos impostos, ao nível de
custos idênticos dos países que colocam cá os seus produtos a preços
mais concorrenciais. Esta é uma medida que depende apenas de decisão
politica.Outra medida está relacionada com a produção hidroeléctrica:
um sector que trabalha com água, como são os aproveitamentos
hidroagrícolas, gerindo barragens e canais, distribuindo milhões de m3
de água anualmente, deveria também ser um grande produtor de energia.
De facto é. O conjunto de obras de hidráulica agrícola em
Portugal,incluindo Alqueva, foi construído assentando os seus
projectos (e financiamento) na premissa de que toda a energia
produzida é atribuída aos beneficiários das obras hidroagrícolas. Só
não beneficiam dessa produção porque o Estado ou arrecada a maior
parte dessa fonte de rendimento ou aliena as estruturas (caso do
Alqueva) a entidades particulares. Na prática, actualmente, a nível
nacional, a produção hidroeléctrica destas obras de hidráulica
agrícola, apesar de excedentária, apenas suporta 20% dos encargos dos
consumos energéticos, revertendo para o Estado ou para privados o
restante das receitas da produção. Também a medida de fazer reverter,
na totalidade, o beneficio da produção de energia destas obras para os
seus beneficiários, depende só da decisão politica.
Ilídio Martins
(Vice Presidente da Direcção FENAREG)
(1) http://www.fenareg.pt/jornadas2012b/programa.htm
(2) http://www.cotr.pt/docs.asp?id=9
(3) http://www.portugal.gov.pt/media/627321/apresenta__o_pnuea_12_junho_2012_museu__gua.pdf

http://www.vidarural.pt/content.aspx?menuid=48&eid=6930&bl=1

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Odemira com mais de dois milhões de euros de prejuízos na agricultura

Publicado ontem

O mau tempo dos últimos dias destruiu vários campos de cultivo e
estufas no concelho alentejano de Odemira, sobretudo na zona litoral,
causando prejuízos superiores a dois milhões de euros, revelou esta
terça-feira o município.

"As más condições meteorológicas que assolaram o território do
concelho de Odemira, entre quinta-feira e domingo, deixaram um rasto
de destruição nas produções agrícolas", lê-se em comunicado enviado
pela Câmara Municipal de Odemira à agência Lusa.

De acordo com a autarquia, está a ser realizado "o levantamento
exaustivo de todos os estragos provocados", estimados, atualmente, em
mais de dois milhões de euros.

Além dos prejuízos na agricultura, o município refere "danos na rede
viária municipal, em habitações e equipamentos".

Durante estes dias, a população foi ainda afetada por "longos períodos
de corte no fornecimento de energia elétrica" e interrupções na
circulação rodoviária, devido à queda de árvores em diversas estradas
do concelho.

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Beja&Concelho=Odemira&Option=Interior&content_id=3008813

Segurança alimentar: prazo para pagar taxa ainda está a decorrer

ECONOMIA

Ministério não tem conhecimento de nenhuma interposição de ação
judicial relacionada com o assunto

Por: tvi24 / CPS | 2013-01-22 19:41

O Ministério da Agricultura disse esta terça-feira que os prazos para
pagar a taxa de segurança alimentar ainda estão a decorrer e garantiu
que «não tem conhecimento da interposição de qualquer ação judicial»
relacionada com este assunto.

Na segunda-feira, o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de
Distribuição (APED), Luís Reis, afirmou que não tinha «conhecimento de
algum associado que vá pagar a taxa», considerando que representa uma
«distorção competitiva» já que implica que tanto a área alimentar como
a não alimentar sejam taxadas, adianta a Lusa.

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) respondeu, através
do Ministério da Agricultura, que «os pagamentos estão a ser
realizados dentro dos prazos para o efeito, tendo em consideração que,
no ano de 2012, os sujeitos passivos foram notificados apenas durante
o quarto trimestre do ano e que os prazos para a liquidação são
bastante alargados».

A taxa de segurança alimentar foi fixada em 4,08 euros por metro
quadrado em 2012 e em 7 euros por metro quadrado em 2013.

A taxa de segurança alimentar aplica-se a todos os estabelecimentos
com uma área de venda superior a 2000 metros quadrados ou que, sob uma
mesma insígnia, atinjam uma área de venda acumulada superior a 6000
metros quadrados (exceto no caso da cooperativas).

http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/seguranca-alimentar-ministerio-da-agricultura/1412442-6377.html

Agricultura: PAC aprovada, alívio para Portugal

Propostas do eurodeputado Capoulas Santos têm ainda de passar pelo
crivo do Conselho e da Comissão. Parlamento Europeu já deu luz verde

Por: Vanessa Cruz | 2013-01-23 16:38

A reforma da Política Agrícola Comum (PAC) passou esta quarta-feira
pelo crivo da comissão de Agricultura do Parlamento Europeu. Os
relatórios mais importantes, elaborados pelo eurodeputado português
Capoulas Santos, foram «votados por expressivas maiorias», numa
votação «muito favorável» aos interesses de Portugal nas negociações
do pacote agrícola para 2014-2020, segundo o próprio.

«Todos os compromissos foram aprovados, para além até da minha
expectativa. E foi ainda aprovada uma proposta revolucionária que
estava fora dos compromissos: o estabelecimento de um tecto máximo
para os grandes agricultores, 300.000€, e reduções progressivas a
partir de 150.000€. De 20% de 150.000 a 200.000, 40% de 200.000 a
250.000 e 70% entre 250.000 e 300.000€», adiantou o eurodeputado à
tvi24.pt.

«O Parlamento Europeu parte, assim, com uma posição reforçada para as
negociações com o Conselho de Ministros da Agricultura e com a
Comissão para a próxima fase do processo de co-decisão». Capoulas
Santos espera agora que o Governo defenda as suas propostas.

Na terça-feira, à tvi24.pt, já se tinha mostrado otimista quanto às
votações de hoje, mas admitiu que a próxima fase poderá ser mais
complicada, uma vez que «existem grandes divisões sobre o orçamento
plurianual da UE» no Conselho.

Essas divisões existem porque alguns países, como é o caso do Reino
Unido, «querem reduzir drasticamente o orçamento, em particular na
PAC». Já França é apologista de reduções menos pesadas. «Se não houver
acordo quanto ao orçamento, não poderá haver acordo na PAC. As
consequências são más, pela incerteza», disse o eurodeputado.

Fez uma ressalva: «Quanto aos pagamentos diretos pagos aos
agricultores por hectare, poder-se-ia, em 2014, pagar por duodécimos
com base no orçamento de 2013, com ajustamentos», mesmo que o acordo
não se verifique. «Porém, quanto ao Desenvolvimento Rural, conhecido
por ProDer em Portugal, tal seria impossível, porque se trata de um
programa plurianual que, sem acordo na PAC, nem sequer existirá».

A questão é que Portugal precisa - e muito - desse acordo. Para o país
é importante, «em primeiro lugar, o envelope financeiro. Havendo mais
beneficiários a partir de 2014, e havendo muito menos orçamento, o
risco de Portugal perder bastante é muito grande».

Capoulas Santos propôs aumentar a ajuda média por hectare de 186 euros
para 209, mais 200 milhões de euros do que agora. Para o
desenvolvimento rural, propôs «uma chave de repartição em que Portugal
beneficiará de mais 150 milhões de euros. Isto caso a proposta
orçamental da comissão, que de qualquer modo já é 10% inferior ao
orçamento atual, se mantenha».

Mas há outros pontos importantes nesta reforma da PAC: «O novo
estatudo para os pequenos agricultores, as novas ajudas para os jovens
e os novos agricultores, a desburocratização de muitas medidas e a
isenção para mais de 80% dos agricultores de muitos requisitos que
reduzem os rendimentos, a continuação de co-financiamento para novos
regadios», entre outras.

Os jovens, sublinha, «terão uma majoração de 25% nos pagamentos
diretos nos primeiros 100 hectares da exploração, terão um subsídio à
primeira instalação que poderá ir até 70.000 euros e apoios para
acesso à terra por via de arrendamento».

http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/pac-agricultura-reforma-pac-capoulas-santos-pe-ultimas-noticias/1412720-6377.html

EDP reforça capacidade hidroeléctrica do Alqueva

Energia

Ana Maria Gonçalves
23/01/13 09:00

EDP reforça liderança no mercado livre de electricidade

A EDP inaugura hoje o reforço da capacidade de produção de
electricidade da barragem do Alqueva, situada na margem direita do rio
Guadiana.

O projecto, orçado em 190 milhões de euros, transforma esta
infra-estrutura na segunda maior central do país, um ranking que é
liderado pelo empreendimento hidroeléctrico do Alto do Lindoso.

Com uma capacidade instalada de 512 megawatts (MW), a central do
Alqueva produzirá mais de 381GWh por ano. Um volume de energia que
permitirá satisfazer as necessidades de consumo dos concelhos de
Évora, Portel, Beja, Moura e Vidigueira ou a 63% da região do grande
Porto, correspondendo ainda a cerca de 4% da totalidade de energia
produzida anualmente em Portugal.

A construção deste novo grupo gerador arrancou em 2008, envolvendo
mais de 50 empresas. A taxa de incorporação nacional envolvida
situou-se nos 60%.

A construção do novo empreendimento permitiu criar entre 2009 e 2012
um número médio de 1 500 postos de trabalho entre diretos e indiretos.
Dos 350 postos de trabalho diretos, cerca de 27% corresponderam a
mão-de-obra residente num raio de 30 km do local da nova central.

http://economico.sapo.pt/noticias/edp-reforca-capacidade-hidroelectrica-do-alqueva_160899.html

Alqueva é "imagem de marca de um Portugal dinâmico"

ASSUNÇÃO CRISTAS

por Lusa, texto publicado por Isaltina PadrãoHojeComentar

A ministra da Agricultura considerou hoje o projeto Alqueva como
"imagem de marca de um Portugal dinâmico e moderno", que abarca a
agricultura e a produção de energia renovável, dois instrumentos para
o "desenvolvimento muito duradouro" do país.
"Hoje, Alqueva é a imagem de marca de um Portugal dinâmico, moderno,
virado para um desenvolvimento sustentável, que abarca muitas
dimensões e que tem a ambição de tornar esta região naquilo que já vai
sendo, mas que pode vir a ser cada vez mais, uma região de excelência
na Europa", disse Assunção Cristas.
Segundo a ministra, que falava na cerimónia de inauguração da segunda
central hidroelétrica do Alqueva, o projeto associado à barragem
alentejana abarca agricultura, "feita de forma moderna e sofisticada,
com o uso cada vez mais eficiente da água", e a produção de energia
renovável, que é "essencial para o país".
Se Portugal souber usar "de forma eficiente e poupada" a água da
albufeira do Alqueva e a energia produzida, tem "dois instrumentos
para um desenvolvimento muito duradouro", frisou a ministra.
Segundo Assunção Cristas, a segunda central hidroelétrica do Alqueva,
que permitiu duplicar a potência instalada na barragem para 512
megawatts (MW), é um "passo muito relevante" do projeto de fins
múltiplos do Alqueva, que tem várias componentes.
O Alentejo, graças ao Alqueva, é "uma região com grande potencial de
desenvolvimento sustentável e integrado", sendo que "a agricultura,
através do regadio, "é um pilar muito forte", mas também há outras
valências, como a produção de energia renovável, frisou a ministra.
"O que pudermos acrescentar neste caminho", no âmbito da diminuição
das dependências alimentar e energética de Portugal, "é uma evolução
positiva para o país", sublinhou.
Na vertente agrícola, o Alqueva, após a conclusão do projeto, terá 120
mil hectares de regadio para produzir e, atualmente, já está "quase a
atingir metade" daquela área, disse a ministra, defendendo a
necessidade de a área já regada entrar em produção, porque traz
"oportunidades para culturas muito diversas".
Na vertente energética, insistiu, a produção de energia renovável vai
permitir a "diminuição" da importação de combustíveis fósseis e de
emissões de gases com efeito de estufa (CO2) e para Portugal
contribuir para a "mitigação das alterações climáticas".

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3011628

IX Congresso Nacional do Milho reúne os governantes agrícolas dos últimos 30 anos

30 e 31 Janeiro | Hotel Altis | Lisboa




Os desafios que se colocam à agricultura portuguesa nas próximas
décadas é um dos temas interessantes a ser debatido no IX Congresso
Nacional do Milho, que reúne nos próximos dias 30 e 31 de Janeiro, no
Hotel Altis, em Lisboa, alguns dos nomes mais importantes do panorama
agrícola nacional.
Álvaro Barreto, Arlindo Cunha, Fernando Gomes da Silva, Luís Capoulas
Santos, Armando Sevinate Pinto, Carlos Costa Neves e António Serrano,
antigos detentores da pasta da agricultura juntam-se a Assunção
Cristas, atual Ministra da Agricultura, para debaterem o futuro da
agricultura em Portugal.

A ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo
promove nos próximos dias 30 e 31 de Janeiro, o IX Congresso Nacional
do Milho. O encontro reúne mais de seis centenas de participantes.
Trata-se de um evento que ano após ano tem revelado a dinâmica desta
fileira, com elevados índices de participação dos diferentes agentes
da fileira – produtores nacionais, empresas que comercializam fatores
de produção, altos dirigentes do ministério da Agricultura e
industriais do sector agro-alimentar.

Mais do que debater ideias e trocar experiências, este encontro
expressa as preocupações de todos aqueles que se movem no sector de
produção de milho e constitui uma oportunidade única no panorama
agrícola nacional, para levar um conjunto de oradores nacionais e
estrangeiros a discutir temas tão importantes como as alterações
climáticas e o seu impacto na produção de bens alimentares, o regadio
enquanto fator de competitividade da agricultura portuguesa, a
evolução do mercado mundial de cereais nos próximos anos e a PAC
pós-2013, que conta com a participação de Isabel García Tejerina,
Secretária Geral do Ministério da Agricultura Espanhol.

Segundo a direção da Anpromis «este é um encontro que se realiza num
ambiente marcado por um certo otimismo. O ano de 2012 revelou-se
extremamente favorável para a cultura do milho, tendo surpreendido
muito positivamente todos os que nela investiram. Os produtores
revelaram estar á altura do desafio de aumentar a área dedicada às
culturas de regadio, que são o motor do contributo da agricultura para
a economia nacional. Este ano mantêm-se as expetativas de um crescente
investimento no setor o que será amplamente debatido neste que é já
considerado o principal fórum de discussão politica e económica sobre
a agricultura nacional e na qual o milho surge cada vez mais em
destaque».

O IX Congresso Nacional do Milho assinala ainda o 25º aniversário da
Anpromis que, segundo o Presidente da Associação Nacional dos
Produtores de Milho e Sorgo, é um marco que não poderia deixar de ser
assinalado. «A história do milho em Portugal é uma história de sucesso
por isso faz todo o sentido esta comemoração porque notamos que
através do setor do milho tem havido um verdadeiro desenvolvimento
sustentado da agricultura portuguesa. É uma cultura que representa
mais de 150 mil hectares e num país com uma área s semeada que não
chega aos 600.000 hectares,» acrescenta Luis Vasconcellos e Souza.

fonte: multicom

Australiano diz ter descoberto a fórmula ideal do vinho mais saudável

ONTEM às 17:560




inShareUm australiano afirma ter descoberto a fórmula do vinho tinto
que concentra o maior número de benefícios para a saúde sem alterar a
qualidade nem o sabor.
«Estivemos a procurar este antioxidante, presente em ínfimas
quantidades no vinho, e elevamo-lo a um nível tal para que tivesse
efeito sobre a saúde», explicou esta terça-feira Greg Jardin, um
bioquímico de Brisbane, no estado de Queensland (leste da Austrália).
Graças a isso, a bebida poderá ser bebida com moderação, actuando como
anti-inflamatório e no combate a doenças como artrite ou fadiga
crónica, graças às propriedades antioxidantes do vinho tinto.
Mas introduzir antioxidantes no vinho faz com que não seja possível
bebê-lo devido ao seu elevado conteúdo de taninos. Modificando estes
componentes para que sejam lipossolúveis e melhor assimilados pelo
corpo, o cientista assegura conseguir transformá-lo em potável.
Este vinho especial é produzido observando os cânones, mas acentuando
o processo em algumas das etapas, explicou. «Não foi feito nada
diferente na sua preparação», declarou o químico, que qualificou a
bebida como «puro vinho tinto».
«Esta tecnologia do polifenol modificado» poderia também ser utilizada
na elaboração de outras bebidas ou alimentos, segundo Greg Jardine.
Lindsay Brown, farmacologista da Universidade de Queensland do Sul,
experimentou o processo, que efectivamente parece melhorar a saúde de
ratos paralisados pela artrite.
«Impede completamente a inflamação, o inchaço e a rigidez das patas», declarou.
Mas, igual a muitos dos seus colegas, a farmacologista adverte para os
perigos de considerar o vinho como um medicamento. «O vinho é uma
bebida consumida por boa parte da população. O problema é as pessoas
acreditarem que vão poder beber uma garrafa por dia».
Vários estudos epidemiológicos demonstraram que beber vinho tinto com
moderação reduz o risco de doenças cardiovasculares, e é bom para as
articulações.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=611707

Nações Unidas lançam campanha para combater desperdício alimentar

22.01.2013 18:45
MUNDO

Cerca de um terço dos alimentos produzidos no mundo perde-se ou é
desperdiçado durante os processos de produção e venda, um desperdício
equivalente a mil milhões de dólares, de acordo com dados da FAO
(Reuters/Arquivo)

As Nações Unidas lançaram hoje uma campanha para "reduzir
drasticamente" o desperdício anual de 1,3 mil milhões de toneladas de
alimentos baseada na ideia de que atitudes simples como programar
refeições ou desvalorizar datas de validade fazem a diferença.
Com o tema "Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao desperdício", a
campanha é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação
e a Agricultura (FAO).

Cerca de um terço dos alimentos produzidos no mundo perde-se ou é
desperdiçado durante os processos de produção e venda, um desperdício
equivalente a mil milhões de dólares, de acordo com dados da FAO.

Se a perda de alimentos ocorre principalmente na colheita,
processamento e distribuição, o desperdício acontece ao nível do
comércio e do consumo, estima a FAO.

Por isso, a campanha "visa especialmente o desperdício ao nível dos
consumidores, dos comerciantes e da restauração e hotelaria", adiantam
as Nações Unidas.

"Num mundo com uma população de 7 mil milhões de pessoas, e que deve
chegar aos 9 mil milhões até 2050, o desperdício de alimentos não faz
sentido, seja do ponto de vista económico, ambiental ou ético",
afirmou o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

"Além das perdas na produção, são desperdiçados também recursos como
água, terras cultiváveis, fatores de produção agrícola e tempo de
trabalho

(...). Para termos um mundo verdadeiramente sustentável, temos de
transformar a maneira como produzimos e consumimos os nossos
alimentos", acrescentou.

Por seu lado, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva,
mostrou-se otimista quanto aos resultados da campanha.

"Juntos vamos conseguir inverter esta tendência inaceitável e melhorar
as nossas vidas. Nas regiões industrializadas, quase metade do
desperdício alimentar -- cerca de 300 milhões de toneladas por ano --
ocorre porque os produtores, os vendedores e os consumidores
descartam alimentos que ainda estão próprios para o consumo. Esta
quantidade é superior a toda a produção alimentar na África
Subsaariana, e suficiente para alimentar as 870 milhões de pessoas
que passam fome no mundo", explicou.

"Se conseguirmos ajudar os produtores a reduzir perdas durante a
colheita, processamento, armazenamento, transporte e comercialização
de alimentos, e se fizermos alterações profundas na maneira como as
pessoas os consomem, poderemos ter um mundo mais saudável e livre da
fome", acrescentou.

Nos países em desenvolvimento, cerca de 95 por cento das perdas e
desperdícios são involuntárias, estima a FAO, e ocorrem
principalmente devido às limitações financeiras, técnicas e de gestão
das colheitas.

Nos países desenvolvidos, o desperdício é mais significativo no
processamento e venda, quando grandes quantidades de alimentos são
descartadas devido a práticas ineficientes, por estarem fora dos
padrões e pela confusão gerada pelos prazos de validade.

A campanha incluirá diversas iniciativas em todo o mundo, que serão
reunidas e partilhadas através do portal online www.thinkeatsave.org.

O site divulga ainda dicas para consumidores e vendedores e funciona
como uma plataforma para a partilha de ideias entre diferentes
campanhas e organizações.

A campanha é uma consequência da Conferência Rio+20, na qual chefes
de Estado e governos aprovaram o lançamento de uma série de
iniciativas para incentivar a produção e o consumo sustentáveis.

Lusa

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2013/01/22/nacoes-unidas-lancam-campanha-para-combater-desperdicio-alimentar-1

Continuam em Bruxelas os trabalhos sobre o futuro da PAC

A Presidência irlandesa retomou os trabalhos sobre a reforma da PAC,
com a ambição de chegar a um acordo até ao fim do semestre. Este
calendário mantém-se independentemente de finalmente ser adiado para
2015 a entrada em vigor da nova PAC, pelo menos no que se refere aos
pagamentos directos, já que tudo o que tem a ver com o FEADER e com
desenvolvimento rural deveria estar pronto para entrar em
funcionamento em 2014.

Os temas em aberto constam do relatório de progresso
(http://register.consilium.europa.eu/pdf/en/12/st17/st17592.en12.pdf)
sobre os textos legais da reforma da PAC do semestre anterior,
incluindo, além dos de interesse geral (convergência dos pagamentos
directos, montante e requisitos dos novos pagamentos verdes, etc.),
alguns de importância transcendental para Espanha e Portugal, como o
do financiamento dos investimentos em regadio.

Os peritos designados pelos governos dos Estados membros reuniram-se
já em grupo de trabalho na passada quarta-feira 16 de Janeiro para
retomar estas questões.

Fonte: Agrodigital