quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Acréscimo defende a criação de um tributo à falta de matéria prima florestal

Em Portugal e sobre as florestas e o setor florestal têm-se produzido, ao longo das últimas décadas, inúmeros estudos prospetivos, inclusive sob os auspícios das mais variadas instituições e personalidades. Relembra-se o envolvimento de Michael Porter e da Poyry, consultora internacional, em tais empreendimentos.

Todavia, o rumo tem sido o do desastre. Apesar disso, são anunciados mais estudos prospetivos. Duas coisas não mudam: a dose de egoísmo nas relações comerciais; e, o protecionismo do Estado a certos interesses, ditos industriais, com o apelo aos contribuintes para o sustento de negócios privados.

Novos estudos prospetivos, realizados sob os auspícios da indústria de base florestal, levantam sempre grandes dúvidas:

1. Se existe uma grande diferença entre a oferta e a procura, tal não se tem refletido no aumento dos preços à produção. Serão os preços das importações mais vantajosos que os impostos unilateralmente à produção nacional? Será que os negócios industriais foram bem equacionados, ou seja a preços compatíveis com negócios viáveis na produção florestal?

2. Se existe uma grande diferença entre a oferta e a procura, porque será que a indústria não investe no reforço do autoabastecimento (a área de maior risco do seu negócio)? Só a indústria papeleira desinvestiu em cerca de 33 mil hectares de eucalipto na última década. Por que se queixa então de falta de matéria prima?

A que se refere a indústria de base florestal quando fala em "reestruturação do sector florestal"? Vão passar a gerar lucro adequado os negócios na produção florestal. Continuará a indústria de base florestal, com a complacência dos Governos, a ter uma postura egoísta nos mercados, ou aumentará a sua dose de altruísmo (será a isso que chamam "reestruturação do sector florestal")?

O queixume da indústria sobre a falta de matéria prima é uma prova inequívoca de incapacidade empresarial de planeamento e de garantia prévia das suas necessidades de (auto)abastecimento.

A postura da convocação dos proprietários florestais a produzir a preços pré-estabelecidos pela procura industrial é inadmissível. Não é viável a aposta no investimento florestal com os mercados a funcionar em concorrência imperfeita. Nem mesmo sob ameaça governamental de coimas e de agravamento fiscal em sede de IMI.

Ultrajante é a sistemática chamada dos contribuintes à viabilização dos negócios industriais. Nas últimas décadas, centenas de milhões de euros de financiamento público têm sido "atirados" para as florestas, todavia aumentam os queixumes de falta de matéria prima. Algo está errado.

Parece oportuno que se pretenda "reestruturar o setor florestal". Estará a indústria de base florestal a equacionar a aquisição ou o arrendamento de terras (p.e. com recurso à Bolsa Nacional de Terras), para garantir uma taxa adequada de autoabastecimento?

A Acréscimo defende e recomenda ao Governo, p.e. em sede de Reforma da Fiscalidade Verde, a criação de um tributo à incapacidade de autoabastecimento por parte das empresas industriais de base florestal. Estabelecido tal tributo num percentual sobre o volume de negócios, tal percentagem decresceria, em cada empresa, com o aumento da sua taxa de autoabastecimento, fosse esta taxa concretizada através da gestão de áreas próprias, arrendadas ou concessionadas, ou pelo estabelecimento de contratos formais com a produção florestal, supervisionados pela autoridade florestal nacional.

Este novo tributo poderia substituir o atualmente em vigor para o financiamento do Fundo Florestal Permanente, hoje suportado pelos consumidores de combustíveis.

Lisboa, 14 de outubro de 2014

UE: Resultados do Conselho de Agricultura e Pescas - 13 Outubro 2014

Pescas

O Conselho chegou a um acordo político sobre as possibilidades de pesca para 2015 para determinadas unidades populacionais de peixes no mar Báltico. As quantidades de peixes de populações específicas que podem ser capturados têm em conta os pareceres científicos disponíveis e, pela primeira vez, disposições introduzidas pela Política Comum das Pescas, recentemente reformada, como a obrigação de desembarque e de rendimento máximo sustentável (RMS).

O presidente do Conselho, o Sr. Martina, destacou que "O regulamento sobre os TAC e quotas para o mar Báltico é o primeiro a ser discutido após a entrada em vigor da nova política comum das pescas (PCP). Torna-se assim uma ferramenta importante para a sua implementação, tendo em conta todas as inovações introduzidas."

Além disso, os ministros reconheceram que o embargo russo aos produtos de pesca da UE terá consequências sobre a gestão de algumas dessas unidades populacionais de peixes.

O Conselho procedeu igualmente a uma troca de pontos de vista sobre as consultas anuais UE - Noruega e na reunião anual da ICCAT.

Agricultura

O Conselho debateu o impacto e as implicações do embargo russo à importação de produtos agrícolas da UE. A maioria dos Estados membros reconheceram a adequação das medidas de mercado de emergência sobre as frutas e hortícolas e produtos lácteos, decididas pela Comissão. No entanto, no sector do leite, alguns dos países mais afectados pediram medidas adicionais para atenuar a forte queda dos preços observada no seu mercado.

O Conselho também:

Fez um balanço da situação em matéria de Peste Suína Africana (PSA) na UE

Realizou um debate sobre os principais elementos da contribuição do sector agrícola para a revisão intercalar da Estratégia Europa 2020.

Os ministros também foram informados sobre as questões do comércio agrícola internacional.

Outros assuntos

O Conselho aprovou um regulamento relativo a medidas de promoção de produtos agrícolas na sequência de um acordo em primeira leitura com o Parlamento Europeu. Este regulamento renovou o quadro jurídico para a promoção de produtos agrícolas da UE no mercado interno e nos países terceiros no contexto de um ambiente muito competitivo que a UE enfrenta hoje.

O Sr. Martina observou que "Com a aprovação do novo regime jurídico das acções de informação e promoção a favor dos produtos agrícolas no mercado interno e nos países terceiros, acredito que alcançámos o objectivo de melhorar a competitividade da agricultura na UE como se atingiu maior equidade."

Fonte:  Conselho UE

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Estudo indica que crescimento económico do país passa pela reestruturação do setor florestal


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014

Qual será o cenário de desenvolvimento florestal em 2071? E que política de desenvolvimento florestal é necessária para a economia Portuguesa de futuro? Estas duas questões são respondidas no "Estudo Prospetivo para o Sector Florestal", da Associação Para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal (AIFF).

 
Neste estudo, a associação simula a evolução da produção nacional das três espécies mais relevantes no país, em termos de área e de abastecimento industrial: eucalipto, pinheiro bravo e sobreiro, que representam, no seu conjunto, 72% da área florestal nacional. Os resultados mostram que existe uma grande diferença entre a oferta e a procura para cada uma das espécies analisadas (eucalipto, pinheiro bravo e sobreiro), uma vez que a procura é sempre superior à oferta.

O dados agora divulgados mostram que a floresta portuguesa beneficiaria de uma estratégia de desenvolvimento, tanto para as indústrias de base florestal, como para a sociedade em geral. "O cenário de desenvolvimento florestal mostra ser possível reduzir significativamente os valores de importação, contribuindo para a sustentabilidade das empresas do setor e, consequentemente, para o país", refere a investigação.

"O desenvolvimento dos sectores da fileira florestal e a sua atual posição nos mercados mundiais estão seriamente ameaçados pelo facto da floresta portuguesa não estar a corresponder satisfatoriamente enquanto fornecedora de matéria-prima", defende João Ferreira do Amaral, Presidente da AIFF.

Por outro lado, o estudo demonstra a necessidade de se inverterem as atuais tendências, criando condições que atraiam capital para o setor, promovam o aumento da produtividade dos povoamentos já instalados, contribuam para a existência de novas áreas plantadas e reduzam o risco de incêndio e de ataques de pragas e/ou doenças dos espaços florestais, através do aumento da sua resiliência.

No que diz respeito ao impacto da floresta na economia nacional, o documento indica que "o setor florestal representa um forte contributo, uma vez que é fortemente exportador de bens transacionáveis e que as indústrias florestais são líderes de mercado em alguns segmentos. O Valor Acrescentado Bruto do setor florestal representa 1,2% do Produto Interno Nacional."

Leia o estudo aqui.

Portugueses criam patê de tremoço


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014
A ideia foi de três portugueses: criar um patê gourmet de tremoço. Em entrevista ao site Boas Notícias, os criadores da marca Taroço revelam que a ideia surgiu por ser "um produto muito conhecido, acarinhado entre os portugueses e, infelizmente, muito subvalorizado".

 
Depois de nascer a ideia, os novos empreendedores começaram a testar o conceito junto da família e dos amigos, que desde logo se mostraram recetivos ao produto. Os três amigos decidiram, assim, avançar com o projeto, no qual investiram do próprio bolso.

Disponível em três variedades, clássico, com cebola ou com pimento vermelho, o patê Taroço distingue-se por ser "saudável", pela "ausência de produtos de origem animal" e por não ter "qualquer tipo de aditivo, emulsionante ou conservante", referiu a marca ao Boas Notícias.

 "A nossa política passa pelo uso de matéria-prima nacional e, a curto prazo, biológica", com outras variedades de patê e até novos produtos com base no tremoço, concluem.

Por enquanto, os patês Taroço ainda não estão a ser comercializados em nenhum ponto de venda, porque a empresa está em processo de "obtenção de um certificado dentro da legislação alimentar", no entanto, quem quiser experimentar esta nova iguaria poderá fazê-lo facilmente ao contribuir com dois euros para o desenvolvimento da marca. Para mais informações contacte taroco.geral@gmail.com

Acréscimo acusa Assunção Cristas de “promover mercados em concorrência imperfeita”


por Ana Rita Costa
8 de Outubro - 2014
A Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal emitiu um comunicado, na sequência da demissão do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Francisco Gomes da Silva, em que acusa a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, de "promoção dos mercados em concorrência imperfeita, em benefício de interesses financeiros associados à atividade industrial no setor papeleiro."

 
Segundo a associação, "a alegação atribuída ao eucalipto, de que seca tudo ao seu redor, pode bem ser atribuída, e aqui com fundamento indiscutível, à ministra Assunção Cristas. Esta é a ministra que aposta numa inconsistente e inconsequente Estratégia Nacional para as Florestas, baseada num ultrapassado diagnóstico de 2006."

O comunicado continua sublinhando que "é também neste consulado que se aposta num formato de apoios públicos que, de acordo com o histórico do modelo, pouco ou nada contribui para o desenvolvimento florestal, muito pelo contrário, só tem fomentado incêndios."

Porto Editora edita Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto


por Ana Rita Costa
10 de Outubro - 2014
A Porto Editora publicou o 'Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto'.

 
Da autoria de Manuel Pintão, mestre fundador da Confraria do Vinho do Porto, e de Carlos Cabral, enófilo brasileiro, este novo livro conta 250 anos de história do vinho do Porto e resulta de seis anos de pesquisa no Brasil e em Portugal.

De acordo com a editora, "este Dicionário regista os eventos relevantes no vinho do Porto e na sua história, as personalidades, os regulamentos, as casas e os locais de produção, os vocábulos e nomes das ferramentas da tanoaria, bem como informação relacionada com a produção do 'Néctar do Douro'."

Para o presidente do IVDP, "este dicionário é uma forma diferente e apelativa de dar a conhecer a história, as estórias e as pessoas que construíram o vinho do Porto. Trabalhos como este são também um meio de promoção do vinho do Porto e, por isso, o IVDP é o local mais adequado para a sua apresentação. O facto de resultar da convergência de perspetivas de dois autores de diferentes países, Portugal e Brasil, traz valor acrescentado do mercado brasileiro que é muito importante para o vinho do Porto".

Vinhos Assobio obtém a melhor pontuação no Top 100 da Wine Enthusiast


A Wine Enthusiast, influente revista americana do sector, acaba de revelar a sua lista das 100 melhores compras de 2014.

O Assobio tinto 2011, vinho produzido pelo Esporão na Quinta dos Murças - Douro, aparece na 4ª posição do ranking, destacando-se pelos 94 pontos conquistados, a melhor pontuação entre os 100 vinhos seleccionados.

Segunda a publicação o Assobio é "uma poderosa e estruturada expressão dos vinhos do Douro, de fruta vermelha, taninos profundos, alguns apontamentos de madeira envelhecida e óptima concentração".

O Top 100 Melhores Compras da Wine Enthusiast é divulgado depois de provados milhares de vinhos de todo o mundo, obedecendo ao critério da sua relação preço-qualidade.

Fonte:  Global Press

Parlamento Europeu Novos alimentos: inovação ou risco para a saúde?

A comissão do Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar debate, esta segunda-feira, uma proposta legislativa sobre os novos alimentos (novel food). O objectivo é discutir a sua definição e a forma como agilizar o processo de autorização. A Comissão já tinha apresentado uma proposta de revisão da legislação existente em 2008, mas não se tinha chegado a acordo uma vez que a proposta incluía alimentos de animais clonados. Acompanhe o debate em directo no nosso sítio Internet.

Já utilizou o adoçante extraído das folhas da planta de Stevia no seu café? Gosta de Tetragonia tetragonoides, sumo de noni ou da Salvia hispanica? Estes novos produtos, um adoçante; um tipo de espinafre; um sumo extraído de uma fruta exótica e sementes de chia respectivamente, são apelidadas de "novos alimentos", porque são extraídos de plantas que até há pouco tempo não eram utilizadas como alimentos na União Europeia. Para assegurar que não colocam um risco para a nossa saúde, têm que ser submetidas a um processo de autorização.

No entanto, como resultado da globalização e do desenvolvimento tecnológico os novos alimentos são produzidos através de novos métodos e a legislação europeia tem que ser actualizada para melhor definir o que são "novos alimentos", proteger a propriedade intelectual e agilizar o processo de aprovação sem reduzir a protecção do consumidor.

O regulamento também deve ser aplicado aos nano materiais para fins alimentares.
Acompanhe o debate em directo aqui ou assista ao nosso vídeo sobre o tema.

Fonte:  PE

UE: Conselho de Agricultura e Pescas de Outubro 2014




A reunião do Conselho Agricultura e Pescas de Outubro 2014 terá lugar no Luxemburgo, a 13-14 de Outubro de 2014. A Comissão será representada pela Comissária para os Assuntos Marítimos e Pescas, Maria Damanaki e pelo Comissário responsável pela Agricultura e Desenvolvimento Rural, Dacian Ciolos. A conferência de imprensa será realizada no final das discussões na segunda-feira no final da tarde (da Agricultura) e terça-feira à hora do almoço (pesca). Os debates públicos e as conferências de imprensa pode ser seguido por streaming de vídeo: http://video.consilium.europa.eu. Durante um almoço oficial, os ministros vão discutir questões relacionadas com o quadro político do Clima e Energia 2030 antes da Cimeira de 23/24 Outubro.

Pesca

Possibilidades de pesca no Mar Báltico em 2015

Um acordo político vai ser procurado sobre a proposta da Comissão, de 3 de Setembro, para a fixação das possibilidades de pesca para as principais unidades populacionais de peixes comerciais do mar Báltico para 2015. Esta é a primeira proposta de possibilidades de pesca, desde a entrada em vigor da política comum das pescas reformada, portanto é com base nos melhores pareceres científicos disponíveis e segue a Comunicação sobre as Possibilidades de Pesca publicada em Junho.

Uma vez que algumas das populações de peixes estão agora a níveis de pesca sustentáveis​​, a Comissão propôs um aumento do total admissível de capturas (TAC) de 12% quando comparado a 2014 para cerca de 629 000 toneladas. Um aumento médio de 31% é proposto para quatro unidades populacionais de arenque, enquanto reduções são propostas para a unidade populacional ocidental de bacalhau (-48%), espadilha (-17%) e duas populações de salmão (-15%).

Se o Conselho aprovar os limites de captura, tal como proposto pela Comissão, o número de unidades populacionais exploradas a nível sustentável (RMS - rendimento máximo sustentável) pode dobrar no Báltico em 2015 de três para seis unidades populacionais, de acordo com cientistas.

As possibilidades de pesca acordadas entrarão em vigor em 1 de Janeiro de 2015.

UE / Noruega: consultas anuais para 2015

Os Ministros vão trocar pontos de vista sobre as próximas consultas sobre os acordos de pesca entre a UE e a Noruega para 2015. A primeira ronda de consultas está agendada para ter lugar em Bergen, na Noruega, na semana de 17 de Novembro. O Conselho será convidado a comentar sobre a atitude a tomar pela UE sobre as unidades populacionais partilhadas geridas conjuntamente no Mar do Norte e em Skagerrak (bacalhau, arinca, escamudo, badejo, solha, arenque, cavala, camarão, espadilha). Os ministros também vão discutir a abordagem às discussões sobre troca de quotas e acesso recíproco às águas de cada um.

Reunião anual da ICCAT

Os Ministros vão trocar pontos de vista antes da Reunião Anual da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), a ser realizada em Génova, Itália, de 10 a 17 de Novembro. As decisões mais importantes que a ICCAT terá que tomar este ano sobre a gestão das unidades populacionais dizem respeito ao atum rabilho oriental e ocidental, ao espadarte do Mediterrâneo e ao gaiado (atum-bonito). A Comissão irá sugerir que a UE deve seguir o parecer científico em todas as discussões da ICCAT conforme os princípios da nova Política Comum das Pescas.

Agricultura

Estratégia Europa 2020

Conforme solicitado a todas as formações do Conselho pela Presidência italiana, os ministros terão uma discussão sobre até que ponto os objectivos da Europa 2020 podem ser alcançados no sector da agricultura. As conclusões deste debate irão contribuir para os trabalhos do Conselho Europeu de Dezembro.

Questões internacionais de comércio agrícola

Comissário Ciolos irá rever o ponto da situação das negociações comerciais internacionais, com foco em acordos recentemente celebrados, por exemplo, com o Canadá, a região da África Austral  (SADC) e do Equador. Ele também vai falar sobre as negociações comerciais em curso.

Diversos

Pesca

Embargo russo sobre os produtos da pesca provenientes da UE

A Comissária Damanaki informará os Ministros sobre o impacto da proibição de importações de peixe e produtos aquícolas adoptada pela Rússia, e irá descrever as medidas tomadas até agora e os próximos passos possíveis. Desde a entrada em vigor da proibição em 7 de Agosto de 2014, a Comissão tem vindo a avaliar a dimensão das implicações do embargo e tem vindo a trabalhar com os Estados-Membros para acompanhar a situação e encontrar possíveis soluções quando necessário.

Agricultura

Embargo russo às importações de produtos agrícolas da UE

O Conselho vai ouvir três diferentes actualizações relativas às medidas russas. Em primeiro lugar, o Comissário Ciolos fornecerá uma atualização da Comissão sobre a situação do mercado da UE nos diferentes sectores e as medidas solicitadas para enfrentar o impacto desse embargo, em particular desde as discussões do Conselho em Setembro. Os Estados Bálticos vão destacar os problemas que estão a sentir actualmente no mercado dos produtos lácteos. A Polónia também irá expor a sua posição no que diz respeito a possíveis respostas para as dificuldades do mercado.

Conselho Oleícola Internacional (COI)

A Comissão actualizará os Ministros sobre a situação dos trabalhos de renovação do estatuto desta organização com sede em Madrid, que deve expirar no final do ano.

Saúde

O Comissário Ciolos (em nome do comissário de Saúde Tonio Borg) irá fazer um ponto da situação aos Ministros, no que diz respeito à Peste Suína Africana - com casos detectados na Letónia, Lituânia e Polónia.

Fonte:  Conselho UE

Colóquio “A Vinha e o Vinho – Medidas Nacionais e Comunitárias para o Futuro” reúne especialistas das áreas agroalimentar e vitivinícola

 








CONFAGRI e FENADEGAS debatem apoios ao setor vitivinícola
16 de outubro, às 14h30, na Adega Cooperativa de Cantanhede
 
Com o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 em vias de ser implementado, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e a sua associada Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (FENADEGAS) vão levar a efeito o Colóquio "A Vinha e o Vinho – Medidas Nacionais e Comunitárias para o Futuro". Cabe a Teresa Mata, profissional da FENADEGAS, falar sobre os apoios à área agroindustrial, num programa que integra Frederico Falcão, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Augusto Ferreira e Marta Baptista da CONFRAGI e Lino Afonso, da CA Seguros. O evento vai decorrer na Adega Cooperativa de Cantanhede, no dia 16 de outubro, às 14h30.
 
A CONFAGRI/FENADEGAS nesta sessão pretendem que sejam identificados os desafios colocados ao desenvolvimento rural e as principais linhas orientadoras do novo projeto do Governo, focando as medidas do investimento a jovens agricultores e da agroindústria. Para além do painel sobre apoios ao investimento na agroindústria, no âmbito do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014/2020, apresentado pela FENADEGAS, o colóquio irá contar com mais quatro oradores.
 
Frederico Falcão, presidente do IVV, irá fazer uma apresentação sobre o novo regime de autorizações de plantação da vinha. Já as alterações ao pagamento dos direitos dos agricultores e medidas agroambientais vão ser discutidas por Augusto Ferreira, da CONFRAGI. Marta Baptista, também da CONFRAGI, vai debater o reconhecimento das adegas e cooperativas agrícolas enquanto organização de produtores e Lino Afonso, do grupo Crédito Agrícola, irá terminar a sessão com a apresentação do tema "Sistema de Seguros de Colheitas".
 
 
Programa:
Novo Regime de Autorizações de Plantação da Vinha
Engº Frederico Falcão – Presidente do IVV
 
Apoios no âmbito do Plano Nacional 2014/2018
Apoios ao Investimento na Agroindústria – PDR 2014/2020
Engª Teresa Mata – Fenadegas
 
Pagamentos Diretos aos Agricultores e Medidas Agroambientais
Engº Augusto Ferreira – CONFAGRI
 
Reconhecimento das Adegas Coop. e Coop. Agrícolas enquanto Organização de Produtores
Engª Marta Baptista – CONFAGRI
 
Sistema de Seguro de Colheitas
Engº Lino Afonso – CA Seguros   

Madrid: Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, participa na inauguração da 6ª edição da feira FRUIT ATTRACTION



A Ministra de Agricultura de Portugal, Assunção Cristas, e o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polónia, Marek Sawicki, vão acompanhar a Ministra da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente de Espanha, Isabel García Tejerina. na inauguração da sexta edição da FRUIT ATTRACTION, na quarta-feira 15 de Outubro.

Tanto o Ministro da Agricultura da Polónia como a Ministra de Portugal irão os stands dos seus respectivos países na FRUIT ATTRACTION, que cresceram de forma importante, tanto em superfície de exposição como nos participantes nesta edição. A Polónia quadruplicou o espaço de exposição na feira relativamente à edição de 2013.

O comércio hortofrutícola entre a Espanha e Portugal aumentou de forma notável, tanto a exportação espanhola para Portugal, com um crescimento nos últimos cinco anos de 43%, totalizando 377,8 milhões de euros, como a importação espanhola procedente de Portugal, com um aumento de 50% no mesmo período, é de 84,5 milhões de euros.

Do total das frutas e hortícolas exportadas em 2013 pela Espanha para Portugal, 249,1 milhões de euros correspondem a frutas e 128,7 milhões de euros correspondem a hortícolas. As principais frutas exportadas são banana, uvas e morangos e nas hortícolas são batata e tomate.

No que respeita às importações em 2013 com origem em Portugal, 42,9 milhões de euros corresponderam a frutas e 41,5 milhões de euros a hortícolas. A principais frutas importadas pela Espanha procedentes de Portugal são laranjas e kiwis e as principais hortícolas são tomate, especialmente para transformação e batata.

Comparando exclusivamente o ano 2013 com 2012, as exportações espanholas para Portugal cresceram 20% e as importações 5%.

Quanto à Polónia, as exportações espanholas de frutas e hrtícolas para este país em 2013 subiu para 620.488 toneladas em 2013, representando 5% das exportações espanholas, 8% mais que em 2012. As importações espanholas deste país em 2013 foram de 16.358 toneladas, principalmente de maçãs, que cresceram fortemente em 2013 em relação a 2012. O crescimento das importações espanholas de maçãs procedentes da Polónia em 2013 foi de 349%, passando de 2.559 toneladas em 2012  para 11.479 toneladas em 2013, segundo dados da Dirección General de Aduanas do Ministério da Economia, processados pela FEPEX.

A FRUIT ATTRACTION - Feira Internacional do Sector de Frutas e Hortaliças, é organizada pela FEPEX e pela IFEMA e vai decorrer em Madrid entre 15 e 17 de Outubro.

Fonte:  IFEMA

ANIL promove mais um Concurso Queijos de Portugal


A ANIL – Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios vai promover uma nova edição do Concurso Queijos de Portugal, como forma de promover e estimular o desenvolvimento da indústria e melhorar o reconhecimento dos produtos junto do consumidor.

À semelhança de 2013, a presente edição do concurso decorrerá nas instalações da CONTROLVETE / FULLSENSE, em Tondela, nos dias 23 e 24 de Outubro.

O sucesso alcançado nas anteriores edições, com particular relevo para 2013, levou a ANIL a adoptar idêntico modelo, quer ao nível da composição, objectividade e rigor do painel de provadores especialistas, quer quanto às 19 categorias de queijo elencadas.

Mantém-se também a parceria com a Revista de Vinhos, pelo que volta a ser a realizada a Cerimónia de Entrega de Prémios do Concurso Queijos de Portugal, no dia 10 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa, no decorrer do Encontro Com o Vinho e Sabores 2014, que terá lugar nesse recinto entre os dias 7 e 10 de Novembro.

Fonte:  ANIL

‘Encontro com o Vinho e Sabores 2014’: 15.ª edição está maior e tem muitas novidades

De 07 a 10 de Novembro no Centro de Congressos de Lisboa

Três pavilhões, wine bar, zona lounge e uma galeria de vinhos biológicos contam-se entre as novidades na edição de 2014 do ECVS

Revista de Vinhos celebra 25 anos com prova inédita no ECVS 2014

 
De 07 a 10 de Novembro, a Revista de Vinhos organiza pelo 15.º ano consecutivo o maior e mais antigo evento vínico e gastronómico do país. Esta edição do 'Encontro com o Vinho e Sabores' (ECVS) coincide com a celebração do 25.º aniversário da publicação, por isso repleta de muitas novidades.
 
São três os pavilhões que este ano vão acolher o ECVS 2014. O Pavilhão do Rio vai estar inteiramente dedicado à mostra e degustação de vinhos no piso 0; nas galerias vai acolher dois espaços, um de vinhos biológicos e outro "by Gin&Tonic". Uma outra sala (Pavilhão 1) é, em termos de espaço, a novidade desta edição: aqui vão estar em destaque os sabores (queijos, fumados, enchidos, azeites, doces, delicatessens e muito mais), os acessórios de vinho, um wine bar (com uma lista de vinhos a copo renovada a cada dia) e uma zona lounge, onde os amantes dos verdadeiros prazeres da vida vão poder desfrutar de snack, de um bom copo de vinho ou, simplesmente, recarregar baterias! A loja de vinhos vai também integrar este espaço.
 
No que toca às tão esperadas "provas especiais" – pequenos seminários com provas de vinhos raros ou preciosos orientadas por especialistas que ajudam a descobrir os segredos de grandes néctares; a inscrição prévia é obrigatória e dá acesso livre ao ECVS no dia da respectiva prova – são oito e têm todas elas um carácter excepcional, começando pela que marca o aniversário da Revista: '25 Anos da Revista de Vinhos, 25 Vinhos que Fizeram a Diferença'. Nas restantes sete são várias as regiões vinícolas portuguesas e internacionais que se vão fazer ouvir: 'A Borgonha de Louis Latour'; 'Prova Vertical: "Incógnito" de Corte de Cima'; 'De Bordéus ao Douro com Vinhos de Jean Michel Cazes'; 'Vinhos Barbeito - Malvasias, Lotes e Vinhos Velhos'; 'Os Gloriosos Anos 60 da Caves de São João'; 'Os Vinhos da Família Nicolau de Almeida - 3 Gerações ao Serviço do Douro'; e 'Baga, Bairrada & Baga Friends - A Soberba Colheita de 2011'.
 
Aberto ao grande público na sexta-feira (18h00-22h00), Sábado e Domingo (14h00-20h00), o bilhete do 'Encontro com o Vinho e Sabores 2014' custa €10,00 e permite provar todos os vinhos e sabores em exposição. O copo para provas tem um custo de €3,00. Os leitores da Revista de Vinhos beneficiam de 50% de desconto na compra do bilhete, mediante a apresentação do cupão publicado na edição de Outubro. Este mesmo desconto é aplicado se a compra for feita on-line, através do site www.revistadevinhos.pt. O acesso ao Espaço Gin&Tonic é feito mediante a compra de um copo de gin (€3,00).
 
ECVS dá mote a "Concurso de Vinhos A Escolha da Imprensa" e dedica dia a profissionais
 
No âmbito do 'Encontro com o Vinho e Sabores 2014' tem lugar mais uma edição do "Concurso de Vinhos A Escolha da Imprensa", no qual um alargado painel de jornalistas classifica em prova cega cerca de 250 vinhos, elegendo no final os Melhores Vinhos do ECVS 2014. Este é um concurso especial por nele participarem vinhos topo de gama que habitualmente não vão a concursos e porque os jornalistas e representantes da imprensa que integram o painel de jurados representam de uma forma fidedigna os consumidores e as tendências do mercado.
 
O anúncio dos resultados e a entrega de prémios acontece no primeiro dia do ECVS 2014: às 20h30, na sala 3C do Pavilhão 3 do Centro de Congressos de Lisboa (Praça das Industrias, na Junqueira), local onde volta a decorrer o ECVS. No dia seguinte estarão à prova no átrio do mesmo pavilhão.
 
Na segunda-feira, dia 10, o ECVS decorre entre as 11h00 e as 18h00, sendo este dia reservado para profissionais. Algumas sessões especiais vão ter lugar neste dia, tais como workshops, provas e apresentações destinadas a profissionais e convidados, como é exemplo a entrega de prémios, exposição e degustação dos queijos premiados no 'Concurso Queijos de Portugal 2013', organizado pela Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL). Está já confirmada a visita de diversos críticos de vinhos, sommeliers e compradores internacionais, que vão iniciar um tour ao nosso país com uma alargada visita ao ECVS 2014, que inclui uma prova orientada pelo director da Revista de Vinhos, Luís Ramos Lopes, e na qual vão estar, entre outros, os vinhos vencedores do "Concurso de Vinhos A Escolha da Imprensa".

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

As duas agriculturas

OPINIÃO

ARMANDO SEVINATE PINTO 11/10/2014 - 13:31
 
Os dualismos e contrastes são frequentes na nossa agricultura. Já tenho mencionado alguns. Foi o caso dos pequenos e dos grandes agricultores, cuja dimensão, física e económica, justifica diferentes medidas de política. Poderia ter sido o caso do Norte e do Sul, do Atlântico e do Mediterrâneo, do litoral e do interior, ou dos idosos e dos jovens. Contudo, o dualismo e os contrastes mais significativos da agricultura portuguesa não são determinados pela dimensão, ou pela localização, das unidades produtivas, mas sim pela existência ou ausência de água. A água estabelece, actualmente, uma fronteira de tal modo importante que legítima a possibilidade de se falar da existência de duas agriculturas.

Passando por cima de rigores que não nos deixariam saltar directamente do branco para o preto, sem considerar as diferentes tonalidades do cinzento, há, de facto e cada vez mais claramente, duas agriculturas no nosso país: a de regadio e a de sequeiro. A primeira, mais moderna, avançada, mais tecnológica, quase sempre competitiva e robusta, pratica-se apenas nos pouco mais de 500 mil hectares que beneficiam de regadio. A segunda, mais triste, mais penosa, mais ingrata e exposta, menos esperançosa, pratica-se nos restantes cerca de 3 milhões e 200 mil hectares que completam os 3 milhões e 700 mil hectares da nossa Superfície Agrícola Utilizada (SAU). Estas duas agriculturas determinam sistemas de produção que nem sempre estão separados. Em muitos casos, coexistem no interior de cerca de metade das nossas 300 mil explorações, que dispõem, em diferentes proporções, de terras e culturas de regadio e de sequeiro.

Infelizmente, salvo poucas excepções, só o regadio é visitado, mostrado, festejado e exportado. Só o regadio contribui para a imagem positiva que os portugueses têm actualmente da sua agricultura. Salvo excepções, só o regadio vai à feira, à televisão, entusiasma os avanços tecnológicos, as empresas de serviços, os investigadores, os técnicos e os investidores. E, na realidade, Portugal tem feito nesta área avanços notáveis que marcam definitivamente os anos que já temos de integração europeia.

Foi a água que modernizou as vinhas e os olivais, os pomares e a horticultura, protegida ou não por estufas, mas sempre regada. Foi a água que deu um formidável impulso modernizador ao nosso milho. É a água que põe à disposição dos agricultores muitas dezenas de opções de culturas alternativas, que lhes permitem seguir as preferências dos mercados e as necessidades do país, sendo competitivos, ainda que trabalhando com maiores custos, muito maiores consumos de factores de produção, e, por isso, com muito maior risco face aos imponderáveis do mercado e do tempo.

Entretanto, as terras e as culturas de sequeiro, que se estendem por 86% da SAU, continuam a viver a um ritmo muito menos acelerado, menos mediático e infelizmente, mais problemático. É certo que neste sector também existem bons exemplos. Houve agricultores que reagiram favoravelmente às alterações de enquadramento que foram inviabilizando algumas das utilizações tradicionais das terras de sequeiro, sobretudo nas de qualidade inferior, que, infelizmente, ocupam pelo menos dois terços da totalidade da área agrícola de sequeiro.

Ao longo dos últimos anos, foram-se sucessivamente abrindo e fechando oportunidades na agricultura de sequeiro, correspondentes a descontinuidades de orientação política.

Abriram-se oportunidades de florestação, sobretudo para espécies de crescimento lento, designadamente para quercíneas (sobreiros, azinheiras e carvalhos) que, sem os fortes apoios públicos disponíveis, se tornariam inviáveis; criaram-se oportunidades no contexto das medidas agro-ambientais, cuja aplicação a estas áreas é particularmente justificada. Infelizmente, responsáveis do passado, de vistas perturbadas, conseguiram anular e/ou reduzir drasticamente o seu impacto; abriram-se oportunidades de expansão do efectivo pecuário (designadamente com o muito expressivo aumento do número de quotas/prémios europeus para as vacas produtoras de carne).

Este acréscimo foi bem aproveitado por muitos agricultores que converteram em pastagens permanentes muitas terras antes dedicadas a culturas aráveis, como os cereais, que se foram tornando inviáveis. Curioso, e a registar para a História, é o facto de muitos dos nossos "sociólogos da agricultura" terem sido muito críticos dos apoios a culturas aráveis de sequeiro e agora continuarem a sê-lo das pastagens permanentes, que contabilizam, erradamente, no abandono agrícola!

Passando por cima de muitos episódios deste tipo, que a História se encarregará de corrigir, é para mim cada vez mais evidente que este enorme território problemático poderia e deveria ser melhor acompanhado, com mais atenção política, com medidas apropriadas à sua sustentabilidade produtiva. Seria mais do que justificado que assim acontecesse, quer porque o país precisa de produzir mais, quer porque os agricultores, para continuarem a sê-lo, precisam de condições mínimas de viabilidade, quer ainda, porque as regiões rurais, sobretudo as do interior, para sobreviverem, económica, social e ambientalmente, precisam de um tecido produtivo viável e durável. O que ninguém precisa é de soluções passageiras e de alterações permanentes.

As soluções existem mas exigem determinação e clarividência para a integração e execução de medidas de efeito múltiplo, que erradiquem as doenças letais que devoram as nossas florestas; que melhorem as nossas pastagens; que enriqueçam e protejam os nossos solos (designadamente contra a erosão); que travem a redução acentuada dos cereais de sequeiro e/ou o nosso efectivo ovino.

Tudo isto é possível. Não é preciso inventar nada. Basta ligar vontades, ciência, política e alguns meios materiais. Infelizmente, se nada for feito, o futuro punirá certamente uma grande parte dos agricultores portugueses, mas também a consciência dos que, menos atentos, não se deram conta do que poderia vir a acontecer. E não me venham dizer que não se pode, porque a UE não deixa. Se não se pudesse, já não haveria vinha nas encostas do Reno, na Alemanha, agricultura de montanha na maior parte da Europa ou agricultores na Finlândia.

Eng.º Agrónomo (ISA)

Bióloga alerta que mais eucaliptos agravam despovoamento do interior



A bióloga Helena Freitas critica o crescimento do território ocupado por eucaliptos, porque, na sua opinião, agravará o despovoamento do interior de Portugal.
  
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"O aumento da área de eucalipto, em prejuízo do pinheiro, favorecerá a tendência para o despovoamento do interior", disse Helena Freitas à agência Lusa.

Com a entrada em vigor, há um ano, do Regime Jurídico de Arborização e Rearborização, o país, em particular a região Centro, terá "de preparar-se para a perda de atividades associadas ao território que não são compatíveis com a presença do eucalipto", adiantou.

Reconhecendo a importância da espécie para a economia nacional, ressalvou que "tal não significa que se tenha de aumentar a área útil" desta árvore exótica oriunda da Austrália.

A área atual de eucaliptos é suficiente para responder às necessidades, "bastando otimizar a gestão e a produtividade das plantações", disse a vice-reitora da Universidade de Coimbra.

"Embora não esconda que preferia ver o território florestado com espécies nativas (...)", reconhece "a importância económica da fileira do eucalipto".

A sua expansão está a ser feita "necessariamente à custa de áreas de pinhal e áreas abandonadas com aptidão agrícola", lamentou Helena Freitas.

"Numa altura em que a fileira do pinheiro (...) está seriamente fragilizada pelo impacto da doença do nemátodo, fica o caminho ainda mais facilitado", avisou.

Perante a "crescente valorização comercial do pinheiro nos mercados externos", a competição entre as duas fileiras "é agora mais evidente", realçou Helena Freitas.

No Centro, o pinheiro "é a espécie que as populações acarinham e reconhecem como símbolo da sua paisagem e da sua região", referiu.

"O eucalipto é sobretudo uma opção para aqueles que gerem a propriedade, diretamente ou por interposta entidade, com o propósito de garantir uma receita legítima", de acordo com a ambientalista.

A área de eucaliptal tem crescido sem parar, o que é explicado pelo rendimento da espécie a curto prazo.

Com 812 mil hectares plantados, é atualmente a árvore dominante da floresta portuguesa, tendo ultrapassado o pinheiro-bravo, que ocupa agora o segundo lugar, seguido do sobreiro, de acordo com dados recentes do Inventário Florestal Nacional.

O Regime Jurídico de Arborização e Rearborização, ao liberalizar a plantação de eucaliptos, alegadamente em benefício da indústria do papel, foi bastante contestado por organizações ambientalistas e associações da fileira do pinho.

Com três meses de vigência do diploma, o eucalipto liderava com mais de 90% os pedidos de autorização e comunicações prévias de plantação de floresta recebidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A agência Lusa efetuou várias diligências junto do ICNF para obter um balanço atualizado do primeiro ano de aplicação do novo regime, mas não obteve resposta.

sábado, 11 de outubro de 2014

«Ter terra abandonada é um luxo a que o país não se pode prestar»

2013-05-29 às 18:48

«Lanço o apelo a todos os privados, proprietários de terras que não podem trabalhar essas terras, que confiem no sistema da Bolsa de Terras», afirmou a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, na abertura da conferência «O uso da terra e o combate à desertificação» e lançamento da Bolsa de Terras, em Lisboa.

Sublinhando que «ter terra abandonada é um luxo a que o País não se pode prestar», a Ministra quer que esta medida também seja uma forma de combater a desertificação em Portugal, uma vez que «58% do nosso território está vulnerável a este problema».

A Bolsa de Terras entra hoje em vigor, com o objetivo de «facilitar o encontro entre a oferta e a procura de terras para fins de exploração agrícola, combater o abandono, contribuir para aumentar a dimensão das explorações, aumentar o volume e o valor da produção agroalimentar nacional e contribuir para a identificação de terras abandonadas e para a recolha de informação relevante para a elaboração do cadastro», segundo o Diário da República.

Assunção Cristas lembrou que «a grande maioria das terras que podem integrar a bolsa pertence a privados, não sendo necessário vendê-las, podem arrendá-las ou fazer uma parceira com quem as vai cultivar». Além disto, «o Governo quer criar benefícios fiscais para beneficiar quem fizer bom uso da terra ou a coloque à disposição para que outros o façam».

«Esta não é uma bolsa de terras de um Ministério ou de um Governo. É, sim, a Bolsa de Terras de todos um País», concluiu.

Bolsa de terras já abriu


A Bolsa Nacional de Terras já pode receber ou disponibilizar terrenos pertencentes ao Estado, autarquias e quaisquer entidades públicas ou privadas.

Vítor Andrade |
12:56 Quarta feira, 29 de maio de 2013
Bolsa de terras já abriu

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apresenta hoje a Bolsa Nacional de Terras. A partir de agora esta bolsa fica apta a receber ou disponibilizar terrenos pertencentes do Estado, das autarquias e de quaisquer entidades públicas ou privadas.

Entre outros objectivos, a bolsa de terras visa facilitar o encontro entre a oferta e a procura de terras para fins de exploração agrícola, combater o abandono, contribuir para aumentar a dimensão das explorações, aumentar o volume e o valor da produção agro-alimentar nacional e contribuir para a identificação de terras abandonadas. Os interessados poderão obter mais informações em http://bolsadeterras.dgadr.pt/ .

Alguns críticos desta iniciativa garantem que o que pode vir a acontecer é que terras abandonadas que venham a ser colocadas na bolsa, podem logo a seguir ser resgatadas por alegados donos. A verdade é que a falta de organização cadastral, que afeta todo o país, poderá jogar em desfavor desta iniciativa.


"Atentado ambiental": Sobreiros abatidos em Tibães, Braga


HojeComentar

GNR foi chamada ao local
GNR foi chamada ao local Fotografia © Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens
O presidente da Junta de Mira de Tibães, em Braga, classificou hoje de "atentado ambiental" o abate de mais de uma dezena de sobreiros na freguesia, sublinhando que quem licenciou a operação "não sabia o que estava a fazer".
"Além de se tratar de uma espécie protegida, estamos a falar de sobreiros seculares", disse José Magalhães à Lusa.
Acrescentando que a licença para o abate foi emitida em nome de um particular, o autarca disse ter "sérias dúvidas" acerca da propriedade daquele terreno, admitindo que o mesmo possa estar no domínio público.
"É uma questão que no decorrer da próxima semana vamos tirar a limpo", afirmou.
Segundo José Magalhães, a licença foi emitida pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e abrange um total de 16 sobreiros, dez dos quais foram hoje abatidos.
A população da freguesia foi "surpreendida" pelo abate e concentrou-se no local para contestar o avanço dos trabalhos.
Chamada ao local, a GNR, e ainda de acordo com José Magalhães, "nada pôde fazer", uma vez que o abate estava licenciado.
Os sobreiros estão num caminho de acesso à extinta Companhia Fabril do Cávado.
"É um caminho desde sempre utilizado pela população da freguesia, para caminhadas, para BTT, para acesso à ciclovia", referiu o presidente da Junta.
A justificação dada no local a José Magalhães é que o abate terá sido determinado por alegadamente os sobreiros poderem colocar em risco a segurança dos transeuntes, face a eventual queda de galhos.
No entanto, o autarca garantiu que "só um ou dois" é que teriam os galhos secos, estando todos os outros "a produzir fruto".
"A opção pelo abate puro e duro só tem um nome: atentado ambiental", criticou.
A Coordenadora Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda (BE) já anunciou que vai solicitar, através do seu Grupo Parlamentar, esclarecimentos "urgentes" sobre o abate.
Segundo o BE, "quem solicitou a licença foi o proprietário de uma quinta contígua" ao caminho.
"Os sobreiros estavam localizados em fila e paralelos ao caminho, não causando nenhum estorvo ou transtorno, razão pela qual não se compreende a razão para emissão da autorização especial de abate", acrescenta o BE, em comunicado.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Gasóleo Colorido e Marcado


Portaria N.º 206/2014, de 8 de outubro
Segunda alteração à Portaria n.º 117-A/2008, de 8 de fevereiro, que regulamenta as formalidades e os procedimentos aplicáveis ao reconhecimento e controlo das isenções e das taxas reduzidas do Imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP).



Portugal autoriza plantação de cannabis para produzir medicamentos no Reino Unido


Isabel Gaspar Dias
09 Out, 2014, 09:27 / atualizado em 09 Out, 2014, 09:28

A Autoridade Nacional do Medicamento confirma ao jornal Público que é a primeira autorização deste género no país.
A decisão tem por base a convição de que a espécie de cannabis em causa tem uma concentração muito baixa da principal substância psicotrópica.

É a primeira vez que Portugal autoriza uma plantação de cannabis destinada à produção de medicamentos. A licença tem validade por um ano, mas pode ser renovável, se o Infarmed assim o entender.

Falta de matéria-prima condiciona crescimento de indústrias florestais - estudo



A falta de matéria-prima condiciona o crescimento das indústrias florestais e é "desastrosa para a competitividade das empresas", conduzindo ao aumento das importações, conclui um estudo sobre o setor florestal que será hoje apresentado em Lisboa.

O estudo, encomendado pela Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal (AIFF) ao Instituto Superior de Agronomia e à Universidade Católica, adianta que a atual tendência de diminuição da área florestal e aumento da área de matos/improdutivos levará a um "aumento significativo" das importações, "fazendo prever a inevitabilidade do encerramento de unidades industriais".

Entre os efeitos diretos e indiretos, contam-se o aumento do desemprego e abandono do território real "potenciando riscos como incêndios e dispersão de pragas e doenças por ausência de intervenção no território".

Cuba: Encontro da Agricultura Familiar Alentejana



O novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) para o período 2014-2020 será o tema principal do 17.º Encontro da Agricultura Familiar Alentejana, que vai decorrer no sábado, a partir das 10:00, no Centro Cultural da vila de Cuba. 

O encontro é organizado pelo Ruralentejo - Conselho para o Desenvolvimento Rural do Alentejo em colaboração com a Delegação Regional do Alentejo da Confederação Nacional da Agricultura e a Câmara de Cuba. 

Segundo a Ruralentejo, os apoios para a agricultura familiar em Portugal, o estatuto da agricultura familiar alentejana e a problemática no preenchimento do Registo de Existências e Deslocações (RED) de ovinos/caprinos são os outros temas a abordar no encontro.

Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva cria polo na Aldeia da Luz

Depois de em Junho do ano passado a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA), o Centro de Excelência e Valorização de Recursos Mediterrânicos (CEVRM) e a empresa "Monte do Pardieiro" terem criado a "Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva", PAM, outra exploração, o "Canteiro da Luz", junta-se ao projecto criando um polo no perímetro de rega da Aldeia da Luz, concelho de Mourão.

A "Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva" é uma unidade de demonstração e divulgação de produção de PAM, projectada para, em pequena escala, produzir durante todo o ano, por forma a divulgar junto dos agricultores interessados, as diferentes espécies, as operações culturais a realizar, os factores de produção necessários, bem como os processos de comercialização.

O "Canteiro da Luz", tal como o "Monte do Pardieiro", é uma empresa que tem como objectivo a produção de PAM, localizada no Perímetro de Rega da Aldeia da Luz, estando vocacionada para a realização de acções de demonstração e divulgação destas culturas.

O "Canteiro da Luz" é uma empresa que, por se situar numa região a Norte do "Monte do Pardieiro", vem complementar esta parceria descentralizando a oferta dos já conhecidos "Dias Abertos…" regularmente desenvolvidos nas explorações e que visam a divulgação e sensibilização para esta alternativa cultural, estimulando e oferecendo opções para o aproveitamento de pequenas parcelas agrícolas.

Fonte:  EDIA

Presidente do IVDP recebe a mais alta condecoração do estado francês


13 de outubro, segunda-feira, 17h30, IVDP no Porto
 
O presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP), Manuel de Novaes Cabral, vai ser condecorado com o grau de Chevalier de la Légion d'Honneur no dia 13 de outubro, às 17h30, no IVDP, no Porto. Trata-se da mais alta condecoração do Estado francês e é atribuída ao presidente do IVDP como reconhecimento pelas atividades que tem desenvolvido ao longo da sua vida pessoal e profissional, em prol da aproximação entre Portugal e França e, particularmente, na promoção da língua e cultura francesas. A sua ação no âmbito da reativação da Aliança Francesa no Porto, da qual é atualmente presidente, é um exemplo claro desse contributo, bem como o programa que tem sido desenvolvido pelo IVDP para promoção do vinho do Porto em França junto das escolas de hotelaria. A condecoração será entregue pelo Embaixador de França em Portugal, Jean-François Blarel.
 
O presidente do IVDP considera esta condecoração "uma honra, mas sobretudo um compromisso para a continuidade de divulgação da língua e da cultura francesa". E acrescenta: "Recebo esta condecoração numa altura em que sou presidente do IVDP, não podendo deixar de destacar o vinho do Porto como um elemento da cultura portuguesa que é um ponto de encontro com França pelas estreitas relações que são estabelecidas com o país que é desde 1963 o primeiro mercado de vinho do Porto bem como o trabalho desenvolvido por toda a equipa do IVDP na certificação, controlo, defesa e promoção do Vinho do Porto e do Douro no mundo ".
 
A Ordem Nacional da Legião de Honra (Ordre National de la Légion dHonneur) foi instituída em 1802 e é atribuída como recompensa dos méritos eminentes militares ou civis à nação francesa. Manuel de Novaes Cabral tinha já sido condecorado com o grau de Oficial da Ordem do Mérito Agrícola de França, em 2005.

IVDP

Restruturação do Sector Florestal permite um maior crescimento económico do País

Primeiro Estudo Prospectivo apresentado em Congresso Nacional 


Qual será o cenário de Desenvolvimento Florestal em 2071? E que Política de Desenvolvimento Florestal é necessária para a Economia Portuguesa de Futuro? Estas duas questões são respondidas no Estudo Prospetivo para o Sector Florestal  Ficheiro em formato PDF (1075 KB), apresentado no III Congresso Anual da Associação Para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal (AIFF) – "Indústrias de Base Florestal: acrescentando (o) futuro".

No Estudo Prospetivo da AIFF, primeiro estudo desta natureza, simula-se a evolução da produção nacional das três espécies mais relevantes, em termos de área e de abastecimento industrial, na floresta portuguesa: eucalipto, pinheiro bravo e sobreiro, que representam, no seu conjunto, 72% da área florestal nacional.

Os resultados do Estudo mostram que existe uma grande diferença entre a oferta e a procura para cada uma das espécies analisadas (eucalipto, pinheiro bravo e sobreiro), ou seja, a procura é sempre superior à oferta.

No Estudo são simulados dois cenários para o futuro florestal, o de manutenção e o de desenvolvimento. No Estudo são destacados os benefícios do último, tanto para as indústrias de base florestal, como para a sociedade em geral.

O cenário de desenvolvimento florestal mostra ser possível reduzir significativamente os valores de importação, contribuindo para a sustentabilidade das empresas do setor e, consequentemente, para o País.

"O desenvolvimento dos sectores da fileira florestal e a sua atual posição nos mercados mundiais estão seriamente ameaçados pelo facto da floresta portuguesa não estar a corresponder satisfatoriamente enquanto fornecedora de matéria-prima" comenta João Ferreira do Amaral, Presidente da AIFF.

Por outro lado, o Estudo demonstra a necessidade de se inverterem as atuais tendências, criando condições que atraiam capital para o setor, promovam o aumento da produtividade dos povoamentos já instalados, contribuam para a existência de novas áreas plantadas e reduzam o risco de incêndio e de ataques de pragas e/ou doenças dos espaços florestais, através do aumento da sua resiliência.

Para isso, é necessário implementar 4 reformas estruturais na produção florestal, que são elas: a promoção e capacitação das formas de gestão florestal agrupada, profissional e certificada; o desenvolvimento da investigação, da formação e da extensão; a criação de condições favoráveis para a rentabilidade individual da produção florestal, através de incentivos ao investimento; a reforma estrutural do modo de governação do setor florestal.

O Estudo Prospetivo para o Sector Florestal teve como objetivo definir e apresentar propostas de políticas públicas para o setor florestal, e avaliar os custos e benefícios, de forma a promover o aumento da disponibilidade de matéria-prima nacional que satisfaça as necessidades da indústria e as exigências do mercado.

A nível económico, o setor florestal representa um forte contributo, uma vez que é fortemente exportador de bens transacionáveis e que as indústrias florestais são líderes de mercado em alguns segmentos. O Valor Acrescentado Bruto do setor florestal representa 1,2% do Produto Interno Nacional.

O valor acrescentado nacional representa mais de 70% do valor acrescentado total, devido ao facto de se tratar de uma atividade económica que usa como matéria-prima a madeira e a cortiça proveniente, preferencialmente, da floresta portuguesa.

Em 2011, o conjunto das empresas que compunham o setor florestal foi responsável por um volume de exportações superior a 4 mil milhões de euros (9,9% do total nacional) e contribuiu com mais de 1,8 mil milhões de euros para a balança comercial portuguesa. No presente contexto de forte retração económica, as exportações do setor florestal português registaram um crescimento de 40,8%, entre 2004 e 2011.

A floresta, e as três fileiras associadas, desempenham importantes funções ao nível dos três pilares da sustentabilidade (económico, social e ambiental), contribuindo para o crescimento económico do País, com particular impacto nas exportações de bens e para o processo de reindustrialização, para a fixação das populações em zonas mais desfavorecidas e com maior risco de desertificação, para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas, para a melhoria da qualidade da água e para a conservação dos solos, habitats e da biodiversidade.

Para se entrar num novo ciclo de mudança é fundamental redefinir o papel da floresta para a sociedade, para a economia e para o País, o que implica uma maior consciencialização da relevância e riqueza da floresta, nas suas múltiplas funções diretas e indiretas, e não resumir a importância do setor ao flagelo dos incêndios e a zonas lúdicas.

FENALAC inaugura nova sede e promove o consumo de leite Português, com a presença da Sra. Ministra da Agricultura e do Mar



No próximo dia 10 de Outubro, a FENALAC – Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite - irá inaugurar a sua nova sede na cidade do Porto, numa cerimónia que contará com a presença da Senhora Ministra da Agricultura e do Mar.

Paralelamente, a FENALAC desenvolverá, na ocasião, uma iniciativa pública de promoção do consumo de leite. A iniciativa visa a sensibilização da população em geral para a relevância do consumo de leite, reforçando a importância para a saúde de beber leite todos os dias, durante toda a vida. Por outro, será divulgada a relevância económica e social da fileira láctea em Portugal e o impacto positivo do consumo de leite e de produtos lácteos na economia nacional e na criação de emprego.

A FENALAC é a entidade que representa o sector lácteo cooperativo nacional, sendo constituída por quatro grandes organizações cooperativas – Agros, Proleite, Lacticoop e Serraleite que, em conjunto, agrupam 70 cooperativas de base e apresentam um volume de negócios superior a 352 milhões de euros.

O universo da FENALAC foi responsável pela recolha de 863 mil toneladas de leite em 2013 (66% do total do continente), proveniente de 3200 produtores de leite associados.

Os operadores representados pela FENALAC têm uma função importante na dinamização de zonas rurais no território nacional e na promoção do emprego, além da sua presença relevante no mercado lácteo, pois agregam marcas cooperativas com grande notoriedade pública.

Os objetivos da FENALAC passam por representar nacional e internacionalmente o sector, defender os seus direitos e interesses, promover a informação, a assistência e o estudo sobre o leite e participar ativamente na formulação e aplicação da legislação sectorial.

A produção de leite em Portugal representava 730 milhões de euros em 2013, o equivalente a 31% da produção animal e a 13% da produção agrícola. A indústria do leite e lacticínios apresenta um volume de vendas de 1,3 mil milhões de euros, sendo o segmento mais importante (15%) da Indústria Alimentar.

A criação de emprego direto e indireto do sector lácteo deverá atingir os 50 mil postos, sendo de destacar que a maior parte dos quais estão em zonas rurais altamente carenciadas do ponto de vista económico e social, reforçando assim a importância dos mesmos na fixação das populações.

FranceAgrimer organiza conferência sobre cereais em Lisboa

Outubro 06
08:27
2014

O FranceAgrimer organizou uma conferência em Lisboa, no dia 3 de Outubro, para apresentação dos balanços cerealíferos mundiais, com especial destaque para a colheita francesa de 2014.

Estiveram presentes, além dos responsáveis daquele organismo, vários representantes de empresas francesas de venda de cereais. Assim, com a presença de vários importadores nacionais, o grande foco da conferência foi sobre o trigo panificável, uma vez que, devido às chuvas que se abateram sobre a França, no início de Julho, registaram-se muitos problemas de qualidade nesse trigo.

A primeira apresentação, do Sr. Christophe Babarit, focou o balanço mundial de cereais, confirmando uma produção recorde a nível mundial, acima do consumo, o que irá seguramente levar ao aumento dos stocks mundiais.

Na segunda intervenção, do Sr. Andre Barlier, sobre a qualidade da colheita francesa, assistimos a uma apresentação que não fugiu ao problema da qualidade dos trigos panificáveis franceses, tentando, no entanto, defender a teoria de que, apesar de não terem as especificações técnicas dos anos anteriores, a que os operadores estavam habituados, podiam perfeitamente ser usados para panificação.

Seguiu-se uma mesa redonda para debate, em que o Presidente da Associação Portuguesa de Indústria de Moagem e Massas levantou o problema da falta de homogeneidade dos trigos já recebidos em Portugal, o que tem causado prejuízos. A resposta foi de que estão a trabalhar para evitar esse problema, que hoje já não se deve pôr.

Questionados sobre qual o destino que pensavam dar ao trigo, dito de classe intermédia, que apareceu em grande quantidade este ano, ou seja, o trigo que não obedece às especificações tradicionais para panificação, mas que, por outro lado, é bom demais para alimentação animal, a resposta foi de que iriam continuar a tentar vendê-lo para panificação.

A Conferência terminou com a intervenção do Sr. Rémi Haquin, que apresentou, em breves linhas, o programa francês para o aumento da produtividade e melhoria da qualidade do trigo.

Pagamentos Setembro 2014

Outubro 07
11:43
2014

No final do mês de Setembro de 2014, conforme procedimento habitual, o IFAP procedeu a pagamentos* num montante total de cerca de 143  milhões de euros.

Do conjunto das transferências efetuadas, destacamos os seguintes pagamentos:

Medidas Investimento - 52,2 milhões de euros
PRODER: Medidas Agro-Silvo Ambientais - 41,8  milhões de euros
PRORURAL: Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas - 7,5 milhões de eurosPRODERAM: Medidas Investimento - 1,8 milhões de euros
Novo Regime da Vinha - 17,1 milhões de euros
Seguro Vitícola de Colheita - 3,8 milhões de euros
Fundos Operacionais – Frutas e Produtos Hortícolas - 2,8  milhões de euros
PESCAS - 8,6 milhões de euros
*Valores provisórios

Declaração de movimentação externa de ovinos e caprinos – Saídas


Outubro 08
13:49
2014

Encontra-se disponível na Área Reservada do Portal, na plataforma iDigital, a aplicação para comunicação on-line da movimentação externa de ovinos e caprinos – saídas, com ligação ao TRACES "(Trade Control and Expert System).

Sempre que existam saídas de ovinos e caprinos para a UE ou países terceiros, os detentores de ovinos e caprinos devem proceder à comunicação do movimento à base de dados SNIRA, no prazo de 7 dias úteis após a saída dos animais.

A declaração de movimentação externa de ovinos e caprinos (saídas) poderá ser efetuada diretamente pelo produtor na Área Reservada do Portal do IFAP, em "O Meu Processo", nas organizações de agricultores protocoladas com o IFAP para o efeito ou em qualquer departamento dos serviços veterinários regionais.

Para mais informações consulte o Manual do Utilizador da Declaração de Movimentação Externa.

Para esclarecimentos adicionais poderá contactar o IFAP, através do endereço de correio eletrónicoifap@ifap.pt ou ainda no Atendimento Presencial na Rua Fernando Curado Ribeiro, nº 4G, em Lisboa ou pelo Call Center 217 513 999.

FAO insta Europa a apoiar a nutrição e a agricultura sustentável

02-10-2014 
 

 
Os governos europeus devem ajudar a combater a fome e desnutrição a nível global, já que não fazê-lo vai aumentar os fluxos migratórios e avivar conflitos, afirmou o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

José Graziano da Silva disse que a «insegurança alimentar e o conflito andam de mãos dadas», assinalando que os fenómenos climatéricos extremos, os problemas de áfrica, Médio Oriente e agora o surto de Ébola na África Ocidental tendem a espalhar-se para além das fronteiras nacionais e para outras regiões num mundo globalizado, muitas vezes através da migração forçada.

As passagens de fronteiras ilegais são um tema de preocupação na Europa e outras partes do mundo», sublinhou Graziano da Silva na reunião informal de ministros da Agricultura da União Europeia, em Milão, acrescentando que é uma responsabilidade comum ajudar a contruir alternativas e o desenvolvimento agrícola e rural sustentável nos países de origem deve estar na base».

O responsável instou os ministros da União Europeia a considerar a desnutrição como um problema público que necessita uma acção concertada.

«A fome é a face mais deplorável da desnutrição, mas não é a única, adiantou o director-geral da FAO, referindo que «cinco por cento da actividade económica mundial perde-se anualmente e que mais de dois milhões de pessoas sofrem de má-nutrição, deficiências de micronutrientes ou fome oculta, que podem manifestar-se sob a forma de obesidade».

O responsável disse contar com a participação constructiva dos ministros da UE na segunda Conferência Internacional sobre Nutrição (CIN2) que a FAO e a Organização Mundial de Saúde (OMS) recebem em Roma, de 19 a 21 de Novembro. A agricultura é uma parte fundamental dos esforços para melhorar a desnutrição, declarou Graziano da Silva.

Fonte: Agrodigital

Família chinesa produz vegetais asiáticos no Alentejo


por Maria Luísa Ferrão
7 de Outubro - 2014


Já foram lojistas mas o 'bichinho' da agricultura falou mais alto. Escolheram o Alentejo para produzir hortícolas e instalaram-se em Montemor-o-Novo, há cerca de três anos, com um projeto de produção de vegetais asiáticos para abastecer os restaurantes chineses da região de Lisboa. Uma exploração que aposta na agricultura familiar.

 
Li Yonggang e Chen Guangsong são cunhados e os seus avós eram camponeses na China. Escolheram Portugal para viver. Chen chegou em 2000 e começou por trabalhar numa loja, enquanto Li veio dois anos mais tarde, também trabalhar no comércio. No entanto, a afinidade com a agricultura que ganharam na China sempre os acompanhou e, assim que foi possível, mudaram de ramo de atividade para se sentirem mais livres.

São eles os cérebros deste projeto, cujo investimento rondou os 300.000€, e que consiste na produção de hortícolas chinesas em estufa e ao ar livre.

O terreno escolhido para a instalação do projeto Proder ao abrigo da medida "Inovação e desenvolvimento empresarial" tem cerca de 9 ha e foi comprado pela família. Li Yonggang chegou à Fazenda da Lagoa do Passa Figo há cerca de três anos. Ao longo do tempo foram percebendo que em Portugal não havia produtores de couves chinesas e que todos os legumes que consumiam eram importados, sobretudo de Espanha. " Não conseguíamos comprar legumes com qualidade, com aquele sabor a fresco", diz Li. Então, como já tinham alguma experiência de horticultura adquirida na China, começaram por fazer uma pequena horta onde plantavam couves chinesas e outros vegetais. Aos fins de semana, a família, composta por cerca de vinte e dois membros, já contando com as crianças, deslocava-se à fazenda para ajudar nas mais diversas atividades da horta com marca oriental. " Nós, chineses, estamos mais habituados aos vegetais que se produzem na Ásia. Eu até como os vegetais portugueses, mas gosto mais dos chineses", acrescenta Li. Com o passar do tempo, a horta ao ar livre começou a ser pequena, dado que começou a haver procura pelos produtos que cultivavam.

Veja a notícia completa na edição de outubro da revista Vida Rural. 

Novo Comissário da Agricultura quer reforma intercalar da PAC


por Ana Rita Costa
8 de Outubro - 2014
O novo Comissário da Agricultura, o irlandês Phil Hogan, foi ouvido esta semana no Parlamento Europeu, onde apresentou uma proposta para uma reforma intercalar da PAC e para a simplificação das regras do Greening.

 
Durante a audiência, que teve como principal objetivo 'testar' as suas competências para o cargo para o qual foi eleito no mês passado, Phil Hogan prometeu empenhar-se no desenvolvimento de uma agricultura moderna, orientada para o mercado e apoiada na investigação.

Entre as suas prioridades, o novo Comissário destacou a simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), em particular as normas do Greening, bem como uma revisão intercalar da PAC: "um dos meus compromissos como novo Comissário será o de examinar toda a legislação sobre a PAC, para ver o que pode ser simplificado, sem pôr em causa nem a eficácia da política agrícola nem a boa gestão financeira", defendeu.

Sobre o embargo russo, Phil Hogan assumiu que se trata de um grande desafio e que a aposta deverá passar por estabilizar os mercados internos e procurar outros mercados alternativos à Rússia.

No que diz respeito ao fim das quotas leiteiras, questão que tem gerado muita preocupação em Portugal, o irlandês considera que esta medida "vai colocar o sector em melhores condições de responder às solicitações do mercado interno e externo."