REUTERS
15/04/2013 - 23:30
Desconhecido até agora entre os seres humanos, o novo vírus é instável
e continua a evoluir, revela análise dos dados genéticos disponíveis.
O novo vírus da gripe que veio das aves foi detectado nos humanos em
Março JASON LEE/REUTERS
O novo vírus da gripe das aves que já matou 14 pessoas na China ainda
continua a evoluir, o que dificulta o trabalho dos cientistas na
previsão de quão perigoso irá tornar-se. Os peritos em gripe dizem que
provavelmente a estirpe H7N9 ainda está a trocar genes com outras
estirpes, seleccionando aqueles que poderão torná-lo mais apto. Se for
bem-sucedido, o mundo poderá ter de enfrentar a ameaça de uma
mortífera pandemia da gripe. Também pode dar-se o caso, no entanto, de
falhar e desaparecer simplesmente.
Ou seja, o vírus continua instável e essa instabilidade levanta
questões sobre se o H7N9 irá tornar-se resistente a fármacos
antivirais como o Tamiflu, uma possibilidade já sugerida pela análise
dos dados genéticos disponíveis até agora.
"Mesmo só com as sequências disponíveis de três genes, há algumas
provas de que um deles não tem muito a ver com os outros dois. Por
isso, pensamos que o vírus ainda anda à procura de uma constelação
genética com a qual fique contente", diz a virologista Wendy Barclay,
do Imperial College de Londres. "Talvez haja outros vírus por aí com
que esteja a trocar genes até ter uma constelação estável."
Para poder dizer com certeza que esta nova estirpe, nunca vista nos
humanos até Março, pode evoluir e causar uma pandemia, os cientistas
precisam de saber mais.
Tripla mistura
Para já, as sequências de amostras recolhidas em três vítimas do H7N9,
que foram disponibilizadas no site Global Initiative on Sharing All
Influenza Data(GISAID), mostram que a estirpe é de um vírus de
"combinação tripla", com uma mistura de genes de três outras estirpes
de vírus da gripe encontradas em aves na Ásia.
Na edição da revista norte-americana New England Journal of Medicine,
da semana passada, equipa de Rongbao Gao, do Instituto Nacional para o
Controlo e Prevenção das Doenças Virais da China, analisou em detalhe
a origem do vírus e conclíu que, até agora, parece que a combinação de
genes do H7N9 ocorreu quando ele se encontrava nas aves ou em qualquer
outro mamífero, mas não nos humanos – um sinal que, de alguma forma, é
tranquilizador.
Wendy Barclay diz que é possível esta combinação de genes continuar e
pode significar que demorará algum tempo até o vírus encontrar uma
forma em que se consiga disseminar rápida e eficazmente nas populações
de aves. Por agora, as análises genéticas mostram que o vírus adquiriu
algumas mutações que tornam mais provável a sua disseminação entre
mamíferos e capaz de iniciar uma pandemia humana.
Um estudo no jornal online Eurosurveillance, levado a cabo pelos
especialistas Yoshihiro Kawaoka, da Universidade do Wisconsin, nos
Estados Unidos, e Masato Tashiro, do Instituto Nacional das Doenças
Infecciosas em Tóquio, Japão, concluiu que as sequências do H7N9 "têm
várias características típicas dos vírus da gripe dos mamíferos, que
são susceptíveis de contribuir para a sua capacidade de infectar os
humanos". Estas características "suscitam preocupações em relação ao
seu potencial pandémico", escreveram os cientistas.
Este receio foi admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS),
neste sábado, referindo que "são preocupantes mudanças genéticas
observadas em vírus H7N9, sugerindo uma adaptação aos mamíferos". E
alertou: "Podem ocorrer mais adaptações."
Potencial pandémico
Embora os peritos estejam relativamente tranquilos pelo facto até
agora não haver provas de que o H7N9 se transmita de pessoa para
pessoa – o que aumentaria drasticamente o seu potencial pandémico –, o
desconhecimento de como 60 e tal pessoas ficaram infectadas por esta
estirpe também os deixa pouco tranquilos.
"Sabemos que os vírus H7 podem passar para os humanos. Para mim, a
coisa mais importante a descobrir agora é de que espécie o H7N9 está a
passar", diz An Osterhaus, chefe de virologia do Centro Médico Erasmus
da Holanda. "É de uma só espécie? É de diferentes espécies? Nesta
altura, falta-nos muitos dados."
An Osterhaus considera que uma vigilância apertada das aves selvagens,
como patos e codornizes, e de aves de capoeira, como frangos, bem como
de mamíferos bem conhecidos por hospedarem vírus da gripe como os
porcos, deverão permitir encontrar respostas.
Recentes vírus pandémicos – incluindo o vírus da "gripe suína" H1N1,
de 2009-2010 – têm uma mistura de vírus da gripe de mamíferos e das
aves. Os peritos dizem que estes híbridos têm mais probabilidade de
ser suaves, porque a gripe dos mamíferos tende a tornar os humanos
menos doentes do que a gripe aviária. Geralmente, as estirpes puras da
gripe das aves – como a nova H7N9 e a H5N1, que matou 371 pessoas
entre as 622 que infectadas desde 2003 – são mais letais para as
pessoas. A pior pandemia conhecida, a gripe espanhola de 1918, que
matou mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, foi causada por
um vírus da gripe das aves que adquiriu mutações que permitiram a sua
disseminação eficiente entre os humanos.
David Heymann, perito em gripe e director do Centro sobre Segurança da
Saúde da Chatham House, uma organização não governamental com sede em
Londres, com a missão de promover a compreensão de temas
internacionais, considera importante colocar a descoberta do H7N9 nos
humanos no contexto das capacidades científicas actuais. Nos anos
seguintes ao surto da síndrome respiratória aguda grave (SARS, na
sigla inglesa), na China em 2003, diz ainda David Heymann, tem sido
dada mais atenção à detecção e à notificação de infecções
respiratórias parecidas com as da gripe na Ásia e por todo o mundo. A
SARS matou uma em cada dez pessoas, entre as 8000 infectadas em todo o
mundo.
Quanto mais os cientistas procuram, acrescenta este especialista, mais
provável é encontrarem vírus que são potencialmente ameaçadores. Mas
também pode ser como ocorrências que, no passado, surgiram tão
depressa como desapareceram sem terem sido sequer apanhadas pelo radar
da vigilância da gripe. Tendo dito isso, David Heymann considera que
esta não é altura para se ficar descansado. "Os vírus da gripe são
sempre muito instáveis. Qualquer mutação é aleatória, por isso ninguém
consegue prever quando irá acontecer. É preciso estar sempre atento."
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/novo-virus-h7n9-resulta-da-mistura-de-tres-outras-estirpes-da-gripe-das-aves-1591385
terça-feira, 16 de abril de 2013
Royal College of Art cria módulo dedicado à cortiça
Quinta-feira, 04 de Abril de 2013
Os alunos do Mestrado em Design do Royal College of Art, em
Inglaterra, podem, a partir de agora, frequentar um módulo dedicado à
cortiça. O estudo e utilização deste material, tradicionalmente
português, no desenvolvimento de projetos de design e arquitetura
tornou-se possível graças a uma parceria estabelecida entre aquela
prestigiada instituição de ensino e a Corticeira Amorim.
Em comunicado, a empresa nacional explica que esta parceria é "a mais
recente de uma série de associações com instituições de referência
internacional", parte de uma "estratégia concertada" que pretende
tornar a cortiça um material privilegiado entre as escolhas de
designers e arquitetos a nível internacional.
Para Carlos de Jesus, diretor de comunicação e marketing da Corticeira
Amorim, visto que "o Royal College of Art leciona um curso de design
altamente reconhecido" em todo o mundo, "esta colaboração é uma
oportunidade de colocar uma comunidade de estudantes tão competente e
promissora em contacto com a cortiça, descobrindo as suas propriedades
e virtualidades técnicas".
No âmbito do Mestrado em Design da escola britânica, os estudantes
poderão saber mais sobre a temática da cortiça e do Montado, sendo
incentivados a explorar os materiais através dos processos e a
desenvolver conceitos com um objetivo claro de produção.
"A parceria com a Corticeira Amorim possibilitou que embarcássemos num
desafiante e estimulante período de investigação, que culminou na
utilização de um material fantástico para o design de produto",
consideram Harry Richardson e Max Lamb, docentes do Royal College of
Art que coordenam este módulo.
"Em muitos sentidos, a cortiça é o ponto de partida perfeito para
pensar os produtos do futuro. Carateriza-a um tão vasto leque de
propriedades que, sendo desejáveis, permitem infindáveis soluções
criativas", acrescentam.
Os professores congratulam-se ainda com o facto de "a maioria das
ideias e produtos resultantes desta investigação" não serem "apenas
inovadores e integradores das propriedades singulares da cortiça na
sua funcionalidade", testemunhando "também uma visão de produção
sustentável". "E isso é realmente entusiasmante", garantem.
Alunos estão já a conceber produtos em cortiça
Sob o mote "I am 7 billion", os alunos deste módulo estão a ser
"desafiados a conceber um produto ou aplicação com cortiça que seja
útil, relevante, de estética apurada, passível de se produzir em massa
e de ser comercializado em qualquer parte do mundo".
A inclusão do módulo dedicado à cortiça representa a primeira etapa do
projeto desenvolvido com o Royal College of Art. Dois meses depois do
início do projeto, foram já apresentados os primeiros protótipos, que,
segundo a Corticeira Amorim, "evidenciam o elevado nível teórico e
técnico dos alunos e o seu entusiasmo relativamente à cortiça".
A propósito dos primeiros resultados, Carlos de Jesus destaca "uma
abordagem diferenciadora da utilização da cortiça, que apresentou
soluções interessantes para indústrias tão variadas como a automóvel e
a aquacultura, a construção e o design de interiores".
Paralelamente ao trabalho desenvolvido com o Royal College of Art, a
Corticeira Amorim tem vindo a desenvolver uma série de parcerias e
iniciativas para elevar o perfil da cortiça no mundo, como o
envolvimento com o Serpentine Gallery Pavilion, liderado por Herzog &
de Meuron e Ai Weiwei, e com instituições como o Domaine de Boisbuchet
(França), a Middlesex University (Reino Unido) e a Rhode Island School
of Design (EUA).
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_Royal-College-of-Art-cria-m%C3%B3dulo-dedicado-%C3%A0-corti%C3%A7a_15172.html
Os alunos do Mestrado em Design do Royal College of Art, em
Inglaterra, podem, a partir de agora, frequentar um módulo dedicado à
cortiça. O estudo e utilização deste material, tradicionalmente
português, no desenvolvimento de projetos de design e arquitetura
tornou-se possível graças a uma parceria estabelecida entre aquela
prestigiada instituição de ensino e a Corticeira Amorim.
Em comunicado, a empresa nacional explica que esta parceria é "a mais
recente de uma série de associações com instituições de referência
internacional", parte de uma "estratégia concertada" que pretende
tornar a cortiça um material privilegiado entre as escolhas de
designers e arquitetos a nível internacional.
Para Carlos de Jesus, diretor de comunicação e marketing da Corticeira
Amorim, visto que "o Royal College of Art leciona um curso de design
altamente reconhecido" em todo o mundo, "esta colaboração é uma
oportunidade de colocar uma comunidade de estudantes tão competente e
promissora em contacto com a cortiça, descobrindo as suas propriedades
e virtualidades técnicas".
No âmbito do Mestrado em Design da escola britânica, os estudantes
poderão saber mais sobre a temática da cortiça e do Montado, sendo
incentivados a explorar os materiais através dos processos e a
desenvolver conceitos com um objetivo claro de produção.
"A parceria com a Corticeira Amorim possibilitou que embarcássemos num
desafiante e estimulante período de investigação, que culminou na
utilização de um material fantástico para o design de produto",
consideram Harry Richardson e Max Lamb, docentes do Royal College of
Art que coordenam este módulo.
"Em muitos sentidos, a cortiça é o ponto de partida perfeito para
pensar os produtos do futuro. Carateriza-a um tão vasto leque de
propriedades que, sendo desejáveis, permitem infindáveis soluções
criativas", acrescentam.
Os professores congratulam-se ainda com o facto de "a maioria das
ideias e produtos resultantes desta investigação" não serem "apenas
inovadores e integradores das propriedades singulares da cortiça na
sua funcionalidade", testemunhando "também uma visão de produção
sustentável". "E isso é realmente entusiasmante", garantem.
Alunos estão já a conceber produtos em cortiça
Sob o mote "I am 7 billion", os alunos deste módulo estão a ser
"desafiados a conceber um produto ou aplicação com cortiça que seja
útil, relevante, de estética apurada, passível de se produzir em massa
e de ser comercializado em qualquer parte do mundo".
A inclusão do módulo dedicado à cortiça representa a primeira etapa do
projeto desenvolvido com o Royal College of Art. Dois meses depois do
início do projeto, foram já apresentados os primeiros protótipos, que,
segundo a Corticeira Amorim, "evidenciam o elevado nível teórico e
técnico dos alunos e o seu entusiasmo relativamente à cortiça".
A propósito dos primeiros resultados, Carlos de Jesus destaca "uma
abordagem diferenciadora da utilização da cortiça, que apresentou
soluções interessantes para indústrias tão variadas como a automóvel e
a aquacultura, a construção e o design de interiores".
Paralelamente ao trabalho desenvolvido com o Royal College of Art, a
Corticeira Amorim tem vindo a desenvolver uma série de parcerias e
iniciativas para elevar o perfil da cortiça no mundo, como o
envolvimento com o Serpentine Gallery Pavilion, liderado por Herzog &
de Meuron e Ai Weiwei, e com instituições como o Domaine de Boisbuchet
(França), a Middlesex University (Reino Unido) e a Rhode Island School
of Design (EUA).
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_Royal-College-of-Art-cria-m%C3%B3dulo-dedicado-%C3%A0-corti%C3%A7a_15172.html
EUA: Revisão em alta das existências mundiais de trigo e milho
11-04-2013
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos manteve este mês de
Abril invariáveis as previsões para a produção mundial de trigo, mas
avança com um aumento para o milho.
A produção mundial de trigo para a campanha de 2012/2013 manteve-se
praticamente sem alterações em relação ao mês passado, com 664 milhões
de toneladas, apesar de entre os diversos países se verificar
variações.
Em Marrocos espera-se um aumento de 500 mil toneladas devido aos
melhores rendimentos e uma descida de 200 mil na produção da União
Europeia, sobretudo devido ao Reino Unido e também uma descida de 200
mil toneladas na Arábia Saudita. Pelo contrário,, a oferta de trigo
aumentou cerca de 2,9 milhões de toneladas como consequência da
revisão em alta das existências mundiais, com maior crescimento na
União Europeia dos 27 (UE-27) , Marrocos e no México.
Para o consumo mundial o departamento dos Estados Unidos revê uma
baixa como consequência de uma descida da procura para a alimentação
animal, sobretudo por parte da China. Ou seja, uma maior oferta
seguida por uma quebra de consumo leva a um crescimento das
existências no final da campanha em quatro milhões de toneladas. Os
maiores aumentos verificam-se na China, na UE-27 e no norte da África.
Em relação á produção mundial de milho, a informação avançou com
estimativas em alta de quase dois milhões de toneladas, devido aos
valores do Brasil, com mais 1,5 milhões de toneladas; a UE, com um
crescimento de 1,4 milhões como consequência da revisão em alta na
Espanha, Hungria e Polónia, e na Rússia, mais 200 mil toneladas.
A previsão para o consumo de milho diminuiu, sobretudo para as rações
em 5,3 milhões de toneladas, em especial nos Estados Unidos, China e
no Egipto, apesar de na UE as estimativas apontarem para um aumento de
1,5 milhões.
O crescimento da produção e a descida do consumo conduz para umas
existências de 7,8 milhões de toneladas no final da campanha, em
especial, nos Estados Unidos, na China e no Brasil.
Fonte: Agrodigital
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45127.aspx
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos manteve este mês de
Abril invariáveis as previsões para a produção mundial de trigo, mas
avança com um aumento para o milho.
A produção mundial de trigo para a campanha de 2012/2013 manteve-se
praticamente sem alterações em relação ao mês passado, com 664 milhões
de toneladas, apesar de entre os diversos países se verificar
variações.
Em Marrocos espera-se um aumento de 500 mil toneladas devido aos
melhores rendimentos e uma descida de 200 mil na produção da União
Europeia, sobretudo devido ao Reino Unido e também uma descida de 200
mil toneladas na Arábia Saudita. Pelo contrário,, a oferta de trigo
aumentou cerca de 2,9 milhões de toneladas como consequência da
revisão em alta das existências mundiais, com maior crescimento na
União Europeia dos 27 (UE-27) , Marrocos e no México.
Para o consumo mundial o departamento dos Estados Unidos revê uma
baixa como consequência de uma descida da procura para a alimentação
animal, sobretudo por parte da China. Ou seja, uma maior oferta
seguida por uma quebra de consumo leva a um crescimento das
existências no final da campanha em quatro milhões de toneladas. Os
maiores aumentos verificam-se na China, na UE-27 e no norte da África.
Em relação á produção mundial de milho, a informação avançou com
estimativas em alta de quase dois milhões de toneladas, devido aos
valores do Brasil, com mais 1,5 milhões de toneladas; a UE, com um
crescimento de 1,4 milhões como consequência da revisão em alta na
Espanha, Hungria e Polónia, e na Rússia, mais 200 mil toneladas.
A previsão para o consumo de milho diminuiu, sobretudo para as rações
em 5,3 milhões de toneladas, em especial nos Estados Unidos, China e
no Egipto, apesar de na UE as estimativas apontarem para um aumento de
1,5 milhões.
O crescimento da produção e a descida do consumo conduz para umas
existências de 7,8 milhões de toneladas no final da campanha, em
especial, nos Estados Unidos, na China e no Brasil.
Fonte: Agrodigital
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45127.aspx
BIOMASSA:A madeira será mesmo o combustível do futuro?
11 abril 2013
THE ECONOMIST LONDRES
Para obter energia sem aumentar as emissões de CO2, nada mais simples
do que queimar árvores nas centrais existentes, substituídas à medida
que outras vão sendo abatidas. Este método é fortemente apoiado por
subsídios, mas só é eficaz a longo prazo.
The Economist
Qual a mais importante fonte de energia renovável na União Europeia?
Será a energia solar? (A Europa tem três quartos do total da
capacidade mundial instalada de energia solar fotovoltaica.) A eólica?
(A Alemanha triplicou a sua capacidade em energia eólica, na última
década.) A resposta é: nenhuma delas. O maior combustível dito
renovável usado na Europa é, de longe, a madeira.
Nas suas diversas formas, de paus a serradura compactada ("pellets"
ou, para usar o nome em voga, biomassa) responde por cerca de metade
do consumo de energia renovável da Europa. Em alguns países, como a
Polónia e a Finlândia, a madeira satisfaz mais de 80% da procura de
energia renovável. Mesmo na Alemanha, sede do Energiewende, sistema de
conversão da energia na Europa, que distribuiu uma enorme quantidade
de subsídios para a energia eólica e solar, 38% do consumo de
combustíveis não-fósseis provêm da lenha. Ao fim de vários anos em que
os governos europeus se vangloriaram da sua revolução energética de
alta tecnologia com baixo teor de emissões de carbono, o principal
beneficiário parece ser o combustível preferido das sociedades
pré-industriais.
A ideia de que a madeira produz pouco carbono parece bizarra. Mas o
argumento original para a incluir na lista das fontes de energia
renováveis da UE foi respeitável. Se a madeira utilizada numa central
de energia resultar de florestas bem geridas, então o carbono que sai
das chaminés pode ser compensado pelo que é capturado e armazenado em
árvores recém-plantadas. A madeira pode ser neutra em emissões de
carbono para a atmosfera. Se realmente acaba por sê-lo, é outra
questão. Mas uma vez tomada a decisão de a considerar renovável, o seu
consumo disparou.
No setor da eletricidade, a madeira tem várias vantagens. A instalação
de parques eólicos é cara, mas as centrais de energia térmica podem
ser adaptadas para queimar uma mistura de 90% de carvão e 10% de
madeira (em co-combustão) com pouco investimento adicional. Ao
contrário de novos parques solares ou eólicos, as centrais elétricas
já estão ligadas à rede de distribuição. Além disso, a energia da
madeira não é intermitente, como a produzida a partir do sol e do
vento, pelo que não requer energia de reserva durante a noite ou em
dias sem vento. E como a madeira pode ser usada em centrais a carvão,
que seriam encerradas pelas novas normas ambientais, as empresas de
energia adoram a ideia.
Dinheiro que cresce nas árvores
O resultado foi formar-se rapidamente uma aliança para apoiar
subsídios públicos para biomassa. Juntou os Verdes, que defendiam que
a madeira era neutra em carbono; produtores, que veem na co-combustão
uma forma barata de salvar as suas centrais de carvão; e governos, que
veem na madeira a única maneira de atingir as suas metas de energia
renovável. A UE quer ir buscar 20% da sua energia a fontes renováveis
até 2020, mas falharia essa meta em larga medida cingindo-se apenas às
fontes de produção solar e eólica.
A proporção que permitirá cumprir a meta para 2020 está a gerar um
novo tipo de área de negócio. No passado, a eletricidade a partir de
madeira era uma operação de reciclagem de resíduos em pequena escala:
as fábricas escandinavas de celulose e de papel tinham uma central de
energia nas proximidades, que queimava os ramos e a serradura por elas
desperdiçadas. Mais tarde, veio a co-combustão, uma alteração com
pouco impacto. Mas em 2011, a RWE, uma grande empresa alemã, converteu
a sua central Tilbury B, no leste da Inglaterra, para produção
integral à base de "pellets" de madeira (uma forma comum de
compactação de madeira para ser queimada industrialmente). Incendiou o
mercado.
A Europa consumiu 13 milhões de toneladas de "pellets" de madeira em
2012, segundo o International Wood Markets Group, uma empresa
canadiana. Seguindo as tendências atuais, a procura europeia chegará a
25 a 30 milhões de toneladas por ano até 2020.
A Europa não produz madeira suficiente para satisfazer essa procura
adicional. Assim, uma grande fatia vai resultar de importações. As
importações de "pellets" de madeira para a UE aumentaram 50% em 2010 e
o comércio global (influenciado pelos chineses, para além da procura
europeia) pode subir cinco ou seis vezes, de 10 a 12 milhões de
toneladas por ano para 60 milhões de toneladas em 2020, considera o
European Pellet Council. Muito desse comércio alimentará uma nova
atividade exportadora de madeira que está a crescer
extraordinariamente no oeste do Canadá e no sul dos Estados Unidos.
Os preços dispararam. A madeira não é uma mercadoria padronizada e não
existe um preço único. Mas o índice de preços de "pellets" de madeira
do Argus Biomass Report cresceu de 116 dólares [€89] por tonelada, em
agosto de 2010, para 129 dólares [€99] por tonelada, no final de 2012.
Isso significa que é eficiente? Não.
A madeira produz carbono em duas ocorrências: a primeira, quando entra
na cadeia de abastecimento. O processo de fabrico de "pellets" de
madeira envolve moagem, transformando a lenha em polpa, e prensagem.
Isso e mais o transporte requerem energia e produzem carbono: 200
quilos de CO2 para a quantidade de madeira necessária para produzir 1
MWh de eletricidade.
Isso diminui a economia de carbono ao mudar para a madeira, aumentando
o preço a pagar. Com um subsídio de 45 libras [€53] por MWh, custa 225
libras [€264] economizar uma tonelada de CO2, na mudança dos derivados
do petróleo para a madeira. E, mesmo isso, se assumirmos que o
restante processamento (na central) é neutro em termos de produção de
carbono. O que provavelmente não é verdade.
Combustível e custos para o utilizador
Nos últimos anos, os cientistas concluíram que a ideia inicial de que
o teor de carbono produzido em florestas sustentáveis compensava o das
centrais de energia era uma simplificação. Na realidade, a
neutralidade de carbono depende do tipo de floresta utilizada, da
rapidez de crescimento das árvores, da utilização de lascas de madeira
ou de árvores inteiras, e assim por diante. Como defendia a Agência
Europeia do Ambiente em 2011, a suposição de que "a combustão de
biomassa é intrinsecamente neutra em matéria de balanço de carbono...
não é correta... porque ignora o facto de o uso da terra para a
produção de plantas com fins energéticos normalmente significar que
não estará a produzir plantas para outros fins, nomeadamente outras
formas de captura de anidrido carbónico".
Tim Searchinger, da Universidade de Princeton, calcula que, se fossem
usadas árvores inteiras na produção de energia, como às vezes
acontece, as emissões de carbono aumentariam 79% em 20 anos e 49% em
40 anos, em comparação com o carvão (o combustível mais poluente): a
redução de carbono só se faria sentir dentro de 100 anos, quando as
árvores de substituição tivessem crescido. Mas, como salienta Tom
Brookes, da Fundação Europeia para o Clima, "estamos a tentar reduzir
o carbono hoje, não daqui a 100 anos".
Em suma, a União Europeia criou um subsídio que custa caríssimo,
provavelmente não reduz as emissões de carbono, não incentiva a
pesquisa de novas tecnologias energéticas e que se prevê que cresça
como uma sebe de ciprestes.
Traduzido por Ana Cardoso Pires
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3661711-madeira-sera-mesmo-o-combustivel-do-futuro?xtor=RSS-9
THE ECONOMIST LONDRES
Para obter energia sem aumentar as emissões de CO2, nada mais simples
do que queimar árvores nas centrais existentes, substituídas à medida
que outras vão sendo abatidas. Este método é fortemente apoiado por
subsídios, mas só é eficaz a longo prazo.
The Economist
Qual a mais importante fonte de energia renovável na União Europeia?
Será a energia solar? (A Europa tem três quartos do total da
capacidade mundial instalada de energia solar fotovoltaica.) A eólica?
(A Alemanha triplicou a sua capacidade em energia eólica, na última
década.) A resposta é: nenhuma delas. O maior combustível dito
renovável usado na Europa é, de longe, a madeira.
Nas suas diversas formas, de paus a serradura compactada ("pellets"
ou, para usar o nome em voga, biomassa) responde por cerca de metade
do consumo de energia renovável da Europa. Em alguns países, como a
Polónia e a Finlândia, a madeira satisfaz mais de 80% da procura de
energia renovável. Mesmo na Alemanha, sede do Energiewende, sistema de
conversão da energia na Europa, que distribuiu uma enorme quantidade
de subsídios para a energia eólica e solar, 38% do consumo de
combustíveis não-fósseis provêm da lenha. Ao fim de vários anos em que
os governos europeus se vangloriaram da sua revolução energética de
alta tecnologia com baixo teor de emissões de carbono, o principal
beneficiário parece ser o combustível preferido das sociedades
pré-industriais.
A ideia de que a madeira produz pouco carbono parece bizarra. Mas o
argumento original para a incluir na lista das fontes de energia
renováveis da UE foi respeitável. Se a madeira utilizada numa central
de energia resultar de florestas bem geridas, então o carbono que sai
das chaminés pode ser compensado pelo que é capturado e armazenado em
árvores recém-plantadas. A madeira pode ser neutra em emissões de
carbono para a atmosfera. Se realmente acaba por sê-lo, é outra
questão. Mas uma vez tomada a decisão de a considerar renovável, o seu
consumo disparou.
No setor da eletricidade, a madeira tem várias vantagens. A instalação
de parques eólicos é cara, mas as centrais de energia térmica podem
ser adaptadas para queimar uma mistura de 90% de carvão e 10% de
madeira (em co-combustão) com pouco investimento adicional. Ao
contrário de novos parques solares ou eólicos, as centrais elétricas
já estão ligadas à rede de distribuição. Além disso, a energia da
madeira não é intermitente, como a produzida a partir do sol e do
vento, pelo que não requer energia de reserva durante a noite ou em
dias sem vento. E como a madeira pode ser usada em centrais a carvão,
que seriam encerradas pelas novas normas ambientais, as empresas de
energia adoram a ideia.
Dinheiro que cresce nas árvores
O resultado foi formar-se rapidamente uma aliança para apoiar
subsídios públicos para biomassa. Juntou os Verdes, que defendiam que
a madeira era neutra em carbono; produtores, que veem na co-combustão
uma forma barata de salvar as suas centrais de carvão; e governos, que
veem na madeira a única maneira de atingir as suas metas de energia
renovável. A UE quer ir buscar 20% da sua energia a fontes renováveis
até 2020, mas falharia essa meta em larga medida cingindo-se apenas às
fontes de produção solar e eólica.
A proporção que permitirá cumprir a meta para 2020 está a gerar um
novo tipo de área de negócio. No passado, a eletricidade a partir de
madeira era uma operação de reciclagem de resíduos em pequena escala:
as fábricas escandinavas de celulose e de papel tinham uma central de
energia nas proximidades, que queimava os ramos e a serradura por elas
desperdiçadas. Mais tarde, veio a co-combustão, uma alteração com
pouco impacto. Mas em 2011, a RWE, uma grande empresa alemã, converteu
a sua central Tilbury B, no leste da Inglaterra, para produção
integral à base de "pellets" de madeira (uma forma comum de
compactação de madeira para ser queimada industrialmente). Incendiou o
mercado.
A Europa consumiu 13 milhões de toneladas de "pellets" de madeira em
2012, segundo o International Wood Markets Group, uma empresa
canadiana. Seguindo as tendências atuais, a procura europeia chegará a
25 a 30 milhões de toneladas por ano até 2020.
A Europa não produz madeira suficiente para satisfazer essa procura
adicional. Assim, uma grande fatia vai resultar de importações. As
importações de "pellets" de madeira para a UE aumentaram 50% em 2010 e
o comércio global (influenciado pelos chineses, para além da procura
europeia) pode subir cinco ou seis vezes, de 10 a 12 milhões de
toneladas por ano para 60 milhões de toneladas em 2020, considera o
European Pellet Council. Muito desse comércio alimentará uma nova
atividade exportadora de madeira que está a crescer
extraordinariamente no oeste do Canadá e no sul dos Estados Unidos.
Os preços dispararam. A madeira não é uma mercadoria padronizada e não
existe um preço único. Mas o índice de preços de "pellets" de madeira
do Argus Biomass Report cresceu de 116 dólares [€89] por tonelada, em
agosto de 2010, para 129 dólares [€99] por tonelada, no final de 2012.
Isso significa que é eficiente? Não.
A madeira produz carbono em duas ocorrências: a primeira, quando entra
na cadeia de abastecimento. O processo de fabrico de "pellets" de
madeira envolve moagem, transformando a lenha em polpa, e prensagem.
Isso e mais o transporte requerem energia e produzem carbono: 200
quilos de CO2 para a quantidade de madeira necessária para produzir 1
MWh de eletricidade.
Isso diminui a economia de carbono ao mudar para a madeira, aumentando
o preço a pagar. Com um subsídio de 45 libras [€53] por MWh, custa 225
libras [€264] economizar uma tonelada de CO2, na mudança dos derivados
do petróleo para a madeira. E, mesmo isso, se assumirmos que o
restante processamento (na central) é neutro em termos de produção de
carbono. O que provavelmente não é verdade.
Combustível e custos para o utilizador
Nos últimos anos, os cientistas concluíram que a ideia inicial de que
o teor de carbono produzido em florestas sustentáveis compensava o das
centrais de energia era uma simplificação. Na realidade, a
neutralidade de carbono depende do tipo de floresta utilizada, da
rapidez de crescimento das árvores, da utilização de lascas de madeira
ou de árvores inteiras, e assim por diante. Como defendia a Agência
Europeia do Ambiente em 2011, a suposição de que "a combustão de
biomassa é intrinsecamente neutra em matéria de balanço de carbono...
não é correta... porque ignora o facto de o uso da terra para a
produção de plantas com fins energéticos normalmente significar que
não estará a produzir plantas para outros fins, nomeadamente outras
formas de captura de anidrido carbónico".
Tim Searchinger, da Universidade de Princeton, calcula que, se fossem
usadas árvores inteiras na produção de energia, como às vezes
acontece, as emissões de carbono aumentariam 79% em 20 anos e 49% em
40 anos, em comparação com o carvão (o combustível mais poluente): a
redução de carbono só se faria sentir dentro de 100 anos, quando as
árvores de substituição tivessem crescido. Mas, como salienta Tom
Brookes, da Fundação Europeia para o Clima, "estamos a tentar reduzir
o carbono hoje, não daqui a 100 anos".
Em suma, a União Europeia criou um subsídio que custa caríssimo,
provavelmente não reduz as emissões de carbono, não incentiva a
pesquisa de novas tecnologias energéticas e que se prevê que cresça
como uma sebe de ciprestes.
Traduzido por Ana Cardoso Pires
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/3661711-madeira-sera-mesmo-o-combustivel-do-futuro?xtor=RSS-9
Diretor do Museu da Cortiça de Silves preocupado com espólio devido a venda
Diretor do Museu da Cortiça de Silves ...
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
15:09 Terça feira, 9 de Abril de 2013 |
Silves, 09 abr (Lusa) - O diretor do Museu da Cortiça de Silves
manifestou-se hoje preocupado com o futuro do espólio museológico
perante a venda em hasta pública do complexo da Fábrica do Inglês,
anunciada no sítio eletrónico da Autoridade Aduaneira e Tributária
(ATT).
"É uma completa surpresa e estranho que o museu esteja incluído na
venda, pois trata-se de uma estrutura classificada", disse à agência
Lusa Manuel Ramos.
O complexo da Fábrica do Inglês, que inclui o Museu da Cortiça, em
Silves, está a ser leiloado por dívidas ao Estado no sítio eletrónico
da ATT, com uma base de licitação de 1.898.820 euros.
http://visao.sapo.pt/diretor-do-museu-da-cortica-de-silves-preocupado-com-espolio-devido-a-venda=f722996
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
15:09 Terça feira, 9 de Abril de 2013 |
Silves, 09 abr (Lusa) - O diretor do Museu da Cortiça de Silves
manifestou-se hoje preocupado com o futuro do espólio museológico
perante a venda em hasta pública do complexo da Fábrica do Inglês,
anunciada no sítio eletrónico da Autoridade Aduaneira e Tributária
(ATT).
"É uma completa surpresa e estranho que o museu esteja incluído na
venda, pois trata-se de uma estrutura classificada", disse à agência
Lusa Manuel Ramos.
O complexo da Fábrica do Inglês, que inclui o Museu da Cortiça, em
Silves, está a ser leiloado por dívidas ao Estado no sítio eletrónico
da ATT, com uma base de licitação de 1.898.820 euros.
http://visao.sapo.pt/diretor-do-museu-da-cortica-de-silves-preocupado-com-espolio-devido-a-venda=f722996
Espanha monopoliza produtos agrícolas e alimentos de Portugal
2013.04.12 (00:00) Espanha
Espanha consolidou-se entre 2006 e 2011 como o principal destino das
exportações de produtos agrícolas e géneros alimentícios de Portugal,
que por sua vez também comprou muito mais ao país vizinho do que a
qualquer outro parceiro europeu ou não-UE.
Assim de depreende a partir dos dados divulgados pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE), e que refletem a importância das
relações comerciais dos dois países para o sector agro-alimentar.
Concretamente, as vendas a Espanha de produtos agrícolas lusos
(cereais, verduras, legumes, frutas e vinho, etc) geraram a Portugal
receitas no valor de 304 milhões de euros por ano, em média, no
período, o equivalente a um terço de todos vendeu na UE e praticamente
o mesmo que o destinado ao mercado extracomunitário.
Mais pronunciada ainda é a sua liderança no capítulo das importações
deste mesmo tipo de produtos, já que Portugal gastou uma média anual
de 922 milhões de euros (36% da despesa total).
As vendas de pescado portugues para Espanha, por sua vez, foi
responsável por 164 milhões por ano, entre 2006 e 2011, dois terços do
total de receitas geradas por este sector no exterior.
No sentido oposto, as compras de Portugal ao país vizinho tiveram um
equivalente a 80% de todas as importações de produtos da pesca: 121
milhões por ano.As exportações lusas para Espanha em produtos
transformados pela pela indústria de alimentos geraram 878 milhões de
euros por ano (43% do total), enquanto as importações do país vizinho
somaram 2,256 milhões de euros (47%).O único capítulo em que Espanha
não lidera é a venda de bebidas portuguesas no exterior, onde Angola
(com 131 milhões de euros em gastos anuais em média) encabeça a lista
dos principais mercados.
Ainda assim, Portugal continua a comprar mais bebidas ao seu país
vizinho do que qualquer outro, com desembolso médio anual de 138
milhões de euros, o equivalente a 46% do total.
O relatório elaborado pelo INE sugere que o vinho Português é um dos
poucos produtos que satisfaz a procura interna, enquanto que do lado
oposto se situam os cereais e óleos, em que Portugal é claramente
deficitário.
FONTE: Expansion
http://www.anilact.pt/informacao-74/7392-espanha-monopoliza-produtos-agricolas-e-alimentos-de-portugal
Espanha consolidou-se entre 2006 e 2011 como o principal destino das
exportações de produtos agrícolas e géneros alimentícios de Portugal,
que por sua vez também comprou muito mais ao país vizinho do que a
qualquer outro parceiro europeu ou não-UE.
Assim de depreende a partir dos dados divulgados pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE), e que refletem a importância das
relações comerciais dos dois países para o sector agro-alimentar.
Concretamente, as vendas a Espanha de produtos agrícolas lusos
(cereais, verduras, legumes, frutas e vinho, etc) geraram a Portugal
receitas no valor de 304 milhões de euros por ano, em média, no
período, o equivalente a um terço de todos vendeu na UE e praticamente
o mesmo que o destinado ao mercado extracomunitário.
Mais pronunciada ainda é a sua liderança no capítulo das importações
deste mesmo tipo de produtos, já que Portugal gastou uma média anual
de 922 milhões de euros (36% da despesa total).
As vendas de pescado portugues para Espanha, por sua vez, foi
responsável por 164 milhões por ano, entre 2006 e 2011, dois terços do
total de receitas geradas por este sector no exterior.
No sentido oposto, as compras de Portugal ao país vizinho tiveram um
equivalente a 80% de todas as importações de produtos da pesca: 121
milhões por ano.As exportações lusas para Espanha em produtos
transformados pela pela indústria de alimentos geraram 878 milhões de
euros por ano (43% do total), enquanto as importações do país vizinho
somaram 2,256 milhões de euros (47%).O único capítulo em que Espanha
não lidera é a venda de bebidas portuguesas no exterior, onde Angola
(com 131 milhões de euros em gastos anuais em média) encabeça a lista
dos principais mercados.
Ainda assim, Portugal continua a comprar mais bebidas ao seu país
vizinho do que qualquer outro, com desembolso médio anual de 138
milhões de euros, o equivalente a 46% do total.
O relatório elaborado pelo INE sugere que o vinho Português é um dos
poucos produtos que satisfaz a procura interna, enquanto que do lado
oposto se situam os cereais e óleos, em que Portugal é claramente
deficitário.
FONTE: Expansion
http://www.anilact.pt/informacao-74/7392-espanha-monopoliza-produtos-agricolas-e-alimentos-de-portugal
Governo quer reforçar sector agrícola
2013.04.12 (00:00) Açores
O Presidente do Governo dos Açores garantiu, ontem, o empenho do seu
Executivo no reforço da competitividade do sector agrícola, através do
investimento público em caminhos agrícolas e na rede de abastecimento
de água e energia às explorações da Região.
"Estes são investimentos que o Governo dos Açores considera
importantes e integrados na estratégia de reforço da nossa economia,
pois só assim é que teremos condições para ultrapassar esta fase em
que vivemos", salientou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo falava na inauguração do Furo das Fontes e da
construção do reservatório e ligação à rede no Perímetro Ordenamento
Agrário de Santa Cruz/Guadalupe, um investimento que vai beneficiar
cerca de 140 explorações agrícolas da ilha Graciosa.
Segundo Vasco Cordeiro, esta obra constitui mais um investimento ao
serviço da Agricultura da Graciosa e, por essa via, da Agricultura dos
Açores, uma vez que vai permitir produzir com mais qualidade e com
maior produtividade, no âmbito do desígnio estratégico de reforço da
competitividade da fileira do leite.
Além do abastecimento de água, o "Governo dos Açores tem uma
preocupação contínua e permanente com os caminhos agrícolas e com o
fornecimento de energia eléctrica, que contribuem para a melhoria da
competitividade das explorações agrícolas e, sobretudo, para a
melhoria da competitividade da produção de leite", afirmou o
Presidente do Executivo.
No primeiro dia da visita estatutária à Graciosa, Vasco Cordeiro
destacou ainda a preocupação social traduzida em medidas como os
complementos de Pensão e de Abono de Família para Crianças e Jovens,
assim como a aposta muito clara no reforço da competitividade da
economia, no reforço das condições para a empregabilidade dos
Açorianos e no apoio às empresas.
"Vivemos momentos que põem à prova a capacidade de todos de acreditar
e de resistir à tentação do desânimo, mas é importante salientar que,
a começar por cada açoriana e cada açoriano e pelo Governo dos Açores
e entidades com responsabilidade, cada um deve dar o melhor de si",
afirmou Vasco Cordeiro.
Segundo disse, o Governo dos Açores, tendo apenas como limite os seus
poderes, as suas competências e os seus recursos, assume a capacidade
de congregar esforços de todos os que quiserem ajudar os Açores a
ultrapassarem este momento, apostando nas questões sociais e de
fomento da empregabilidade.
FONTE: JornalDiario
http://www.anilact.pt/informacao-74/7397-governo-quer-reforcar-sector-agricola
O Presidente do Governo dos Açores garantiu, ontem, o empenho do seu
Executivo no reforço da competitividade do sector agrícola, através do
investimento público em caminhos agrícolas e na rede de abastecimento
de água e energia às explorações da Região.
"Estes são investimentos que o Governo dos Açores considera
importantes e integrados na estratégia de reforço da nossa economia,
pois só assim é que teremos condições para ultrapassar esta fase em
que vivemos", salientou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo falava na inauguração do Furo das Fontes e da
construção do reservatório e ligação à rede no Perímetro Ordenamento
Agrário de Santa Cruz/Guadalupe, um investimento que vai beneficiar
cerca de 140 explorações agrícolas da ilha Graciosa.
Segundo Vasco Cordeiro, esta obra constitui mais um investimento ao
serviço da Agricultura da Graciosa e, por essa via, da Agricultura dos
Açores, uma vez que vai permitir produzir com mais qualidade e com
maior produtividade, no âmbito do desígnio estratégico de reforço da
competitividade da fileira do leite.
Além do abastecimento de água, o "Governo dos Açores tem uma
preocupação contínua e permanente com os caminhos agrícolas e com o
fornecimento de energia eléctrica, que contribuem para a melhoria da
competitividade das explorações agrícolas e, sobretudo, para a
melhoria da competitividade da produção de leite", afirmou o
Presidente do Executivo.
No primeiro dia da visita estatutária à Graciosa, Vasco Cordeiro
destacou ainda a preocupação social traduzida em medidas como os
complementos de Pensão e de Abono de Família para Crianças e Jovens,
assim como a aposta muito clara no reforço da competitividade da
economia, no reforço das condições para a empregabilidade dos
Açorianos e no apoio às empresas.
"Vivemos momentos que põem à prova a capacidade de todos de acreditar
e de resistir à tentação do desânimo, mas é importante salientar que,
a começar por cada açoriana e cada açoriano e pelo Governo dos Açores
e entidades com responsabilidade, cada um deve dar o melhor de si",
afirmou Vasco Cordeiro.
Segundo disse, o Governo dos Açores, tendo apenas como limite os seus
poderes, as suas competências e os seus recursos, assume a capacidade
de congregar esforços de todos os que quiserem ajudar os Açores a
ultrapassarem este momento, apostando nas questões sociais e de
fomento da empregabilidade.
FONTE: JornalDiario
http://www.anilact.pt/informacao-74/7397-governo-quer-reforcar-sector-agricola
PS acusa Governo de "burocratizar em excesso" setor agrícola
Lusa
18:08 Quinta, 11 de Abril de 2013
Braga, 11 abr (Lusa) - O PS acusa o Governo de "burocratizar em
excesso" o setor agrícola com o novo regime fiscal e de circulação e
propõe um regime simplificado de atividade, "exceções" para o setor
leiteiro e uma "harmonização" nas taxas de IVA.
Em declarações à Lusa, em Braga, de visita à Agro 2013, o deputado
socialista Miguel Freitas apontou ainda como necessário "mais tempo"
para as novas regras entrarem em vigor e aconselhou o Governo a
"trabalhar" em parceria com as associações de agricultores.
O Orçamento de Estado para 2013 determina que o setor agrícola está
agora sujeito a novas regras fiscais, nomeadamente no que se refere ao
regime de IVA, a obrigações de faturação e da sua comunicação e a
alterações ao nível do Regime de Bens em Circulação.
http://expresso.sapo.pt/ps-acusa-governo-de-burocratizar-em-excesso-setor-agricola=f799650
18:08 Quinta, 11 de Abril de 2013
Braga, 11 abr (Lusa) - O PS acusa o Governo de "burocratizar em
excesso" o setor agrícola com o novo regime fiscal e de circulação e
propõe um regime simplificado de atividade, "exceções" para o setor
leiteiro e uma "harmonização" nas taxas de IVA.
Em declarações à Lusa, em Braga, de visita à Agro 2013, o deputado
socialista Miguel Freitas apontou ainda como necessário "mais tempo"
para as novas regras entrarem em vigor e aconselhou o Governo a
"trabalhar" em parceria com as associações de agricultores.
O Orçamento de Estado para 2013 determina que o setor agrícola está
agora sujeito a novas regras fiscais, nomeadamente no que se refere ao
regime de IVA, a obrigações de faturação e da sua comunicação e a
alterações ao nível do Regime de Bens em Circulação.
http://expresso.sapo.pt/ps-acusa-governo-de-burocratizar-em-excesso-setor-agricola=f799650
Protesto dos agricultores à Assembleia da República marcado para 17 de Abril.
Agricultores concentram-se em Lisboa contra atraso de pagamentos do Estado
Protesto de agricultores em Aveiro em Setembro
11-04-2013 22:08 por António Pedro
Prestações sociais não são afectadas pela ordem de Gaspar que proíbe despesa
Centros de saúde preocupados com despacho de Gaspar
Inspectores do trabalho já levam papel higiénico para o escritório
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) marcou uma concentração
nacional para a próxima quarta-feira, em Lisboa. Os agricultores
contestam o atraso de pagamentos por parte do Estado, situação que
temem ver agravada pelo despacho do ministro das Finanças, Vítor
Gaspar, que congela para já a despesa do Estado.
Os agricultores voltam assim a sair à rua para dar conta da débil
situação em que se encontra a lavoura nacional.
"O ministro das Finanças pôs o Orçamento do Estado em sequestro. O
despacho mete o país a pão e água. Por exemplo, como é que agora vão
pagar aos produtores pecuários os 12 milhões de euros que o Governo
lhes deve em despesas do ano passado?", questiona o presidente da CNA,
João Dinis.
"Ou como é que o PRODER vai ser desbloqueado, por exemplo, para
permitir pelo menos que haja candidaturas ao investimento na
agricultura, dos pequenos investimentos, de até 25 mil euros por
projecto?", pergunta ainda o agricultor.
O protesto dos agricultores na próxima quarta-feira, dia 17 de Abril,
vai ligar o Príncipe Real à Assembleia da República.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=103640
Protesto de agricultores em Aveiro em Setembro
11-04-2013 22:08 por António Pedro
Prestações sociais não são afectadas pela ordem de Gaspar que proíbe despesa
Centros de saúde preocupados com despacho de Gaspar
Inspectores do trabalho já levam papel higiénico para o escritório
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) marcou uma concentração
nacional para a próxima quarta-feira, em Lisboa. Os agricultores
contestam o atraso de pagamentos por parte do Estado, situação que
temem ver agravada pelo despacho do ministro das Finanças, Vítor
Gaspar, que congela para já a despesa do Estado.
Os agricultores voltam assim a sair à rua para dar conta da débil
situação em que se encontra a lavoura nacional.
"O ministro das Finanças pôs o Orçamento do Estado em sequestro. O
despacho mete o país a pão e água. Por exemplo, como é que agora vão
pagar aos produtores pecuários os 12 milhões de euros que o Governo
lhes deve em despesas do ano passado?", questiona o presidente da CNA,
João Dinis.
"Ou como é que o PRODER vai ser desbloqueado, por exemplo, para
permitir pelo menos que haja candidaturas ao investimento na
agricultura, dos pequenos investimentos, de até 25 mil euros por
projecto?", pergunta ainda o agricultor.
O protesto dos agricultores na próxima quarta-feira, dia 17 de Abril,
vai ligar o Príncipe Real à Assembleia da República.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=103640
Ministra da Agricultura inaugura obras de Alqueva
A Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, inaugura no próximo dia
17 de Abril, quarta-feira, duas importantes infraestruturas do
Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva: o Circuito Hidráulico de
Pedrógão - Margem Direita, e o Perímetro de Rega de Pedrógão - Margem
Direita.
A cerimónia terá lugar a partir das 10:00 horas, nas Estações
Elevatórias das Redes Primária e Secundária de Pedrógão, na margem
direita do rio Guadiana, junto à barragem de Pedrógão, seguindo-se uma
deslocação pelo perímetro de rega e abertura de um hidrante, ato que
marca a chegada da água para rega àqueles campos.
O Circuito Hidráulico de Pedrógão - Margem Direita é um projecto que
orçou em 48.466.746,91 €, cofinanciado com 29.048.921,86 € pelo POVT,
Programa Operacional de Valorização do Território. Por seu lado, o
Perímetro de Rega de Pedrógão - Margem Direita é um projecto orçado em
25.925.539,63 €, cofinanciado pelo ProDeR, Programa de Desenvolvimento
Rural, com 19.444.154,72 €.
O conjunto destas infraestruturas permite regar cerca de 5 500
hectares no subsistema de rega de Pedrógão.
Alqueva terá este ano cerca de 68 mil hectares infraestruturados,
estando em curso os procedimentos de adjudicação para a construção de
mais 20 mil hectares.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/15c.htm
17 de Abril, quarta-feira, duas importantes infraestruturas do
Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva: o Circuito Hidráulico de
Pedrógão - Margem Direita, e o Perímetro de Rega de Pedrógão - Margem
Direita.
A cerimónia terá lugar a partir das 10:00 horas, nas Estações
Elevatórias das Redes Primária e Secundária de Pedrógão, na margem
direita do rio Guadiana, junto à barragem de Pedrógão, seguindo-se uma
deslocação pelo perímetro de rega e abertura de um hidrante, ato que
marca a chegada da água para rega àqueles campos.
O Circuito Hidráulico de Pedrógão - Margem Direita é um projecto que
orçou em 48.466.746,91 €, cofinanciado com 29.048.921,86 € pelo POVT,
Programa Operacional de Valorização do Território. Por seu lado, o
Perímetro de Rega de Pedrógão - Margem Direita é um projecto orçado em
25.925.539,63 €, cofinanciado pelo ProDeR, Programa de Desenvolvimento
Rural, com 19.444.154,72 €.
O conjunto destas infraestruturas permite regar cerca de 5 500
hectares no subsistema de rega de Pedrógão.
Alqueva terá este ano cerca de 68 mil hectares infraestruturados,
estando em curso os procedimentos de adjudicação para a construção de
mais 20 mil hectares.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/15c.htm
Madeira pede ao Governo adaptação de "lei injusta" dos agricultores
Lusa
13:22 Sábado, 13 de abril de 2013
Funchal, 13 abr (Lusa) -- O secretário regional do Ambiente e Recursos
Naturais da Madeira disse hoje que vai enviar ao Governo da República
uma exposição pedindo uma adaptação da lei "injusta" com medidas
fiscais aplicadas a agricultores à especificidade do setor neste
arquipélago.
"Acabei de elaborar um documento, que vou enviar no início da semana
aos ministros das Finanças e da Agricultura, caraterizando os efeitos
nocivos e contraproducentes que pode ter na agricultura da Região e
pedindo para adaptar a lei para responder às nossas especificidades",
afirmou Manuel António, no âmbito da visita que efetuou ao mercado
agrícola de Machico.
"Quero aqui denunciar frontalmente as opções que o Governo da
República e o Estado têm tomado relativamente ao setor agrícola,
nomeadamente esta nova ofensiva fiscal contra os agricultores",
acrescentou o governante madeirense, considerando que o novo diploma
"cria riscos para o aumento da produção (...) é injusta para a pequena
agricultura e é ineficiente" porque vai "diminuir a sua função
económica e social".
http://expresso.sapo.pt/madeira-pede-ao-governo-adaptacao-de-lei-injusta-dos-agricultores=f800087
13:22 Sábado, 13 de abril de 2013
Funchal, 13 abr (Lusa) -- O secretário regional do Ambiente e Recursos
Naturais da Madeira disse hoje que vai enviar ao Governo da República
uma exposição pedindo uma adaptação da lei "injusta" com medidas
fiscais aplicadas a agricultores à especificidade do setor neste
arquipélago.
"Acabei de elaborar um documento, que vou enviar no início da semana
aos ministros das Finanças e da Agricultura, caraterizando os efeitos
nocivos e contraproducentes que pode ter na agricultura da Região e
pedindo para adaptar a lei para responder às nossas especificidades",
afirmou Manuel António, no âmbito da visita que efetuou ao mercado
agrícola de Machico.
"Quero aqui denunciar frontalmente as opções que o Governo da
República e o Estado têm tomado relativamente ao setor agrícola,
nomeadamente esta nova ofensiva fiscal contra os agricultores",
acrescentou o governante madeirense, considerando que o novo diploma
"cria riscos para o aumento da produção (...) é injusta para a pequena
agricultura e é ineficiente" porque vai "diminuir a sua função
económica e social".
http://expresso.sapo.pt/madeira-pede-ao-governo-adaptacao-de-lei-injusta-dos-agricultores=f800087
Chuva pode originar mais doenças nas culturas agrícolas
Lusa13 Abr, 2013, 09:18
O diretor regional de Agricultura do Norte (DRAN) alertou hoje para a
possibilidade de aparecimento de um maior número de fitopatologias em
diversas culturas, provocadas pela chuva intensa que caiu um pouco por
todo o território nacional.
"Os anos de muita chuva são, por norma, anos de aumento de humidade. O
aumento de humidade acarreta o aparecimento de um grande número
fitopatologias, situação que está a ser alvo de atenção por parte dos
técnicos da DRAN, que aconselham os agricultores a fazer tratamentos
com os produtos adequados para cada cultura", disse à Lusa Manuel
Cardoso.
As fitopatologias são consideradas pelos peritos, os prejuízos
provocados por insetos e outros animais, geralmente designadas por
"pragas" nas culturas agrícolas.
"O míldio e o oídio que por normas afetam as culturas da vinha e dos
pomares e daí ter de haver maiores cuidados. No entanto, as
organizações da lavoura começam a ser sensibilizadas para o combate a
estas possíveis pragas", acrescentou.
Por outro lado, o responsável acrescentou que para além das doenças,
está-se a verificar atrasos em diversas culturas, sendo o mais
preocupante a produção de cereja em algumas zonas da região Norte.
"Há já produtores de cereja da área de influência da DRAN que
começaram a reportar esses atrasos na produção, bem como em outras
produções frutícolas", frisou Manuel Cardoso.
No campo dos atrasos verificados, também a produção de amêndoa nas
regiões do Douro superior e Terra Quente trasmontana já não houve a
conclusão do ciclo da floração provocados pelo neve e pelo frio
associado que se fizeram sentir nos meses e fevereiro e março.
"Em alguns locais poderá mesmo haver perdas totais na produção de
amêndoa, ou uma diminuição assinalável na futura colheita", alertou.
Já em outras culturais há otimismo, relativamente no campo das
forragens que servem de alimento para os animais como é caso de
bovinos, ovinos, caprinos e poderão ajudar os produtores pecuários com
alguns gastos no campo dos fatores de produção.
O ano é chuvoso, o que significa que as barragens e albufeiras da
região norte estão cheias proporcionando água em quantidade para o
regadio de culturas hortícolas e pomares.
No campo dos prejuízos em estrutura provocados pelo mau tempo os mais
assinaláveis foram registados na região Demarcada do Douro com a queda
de muros e taludas de sustentação da vinha.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=643514&tm=6&layout=121&visual=49
O diretor regional de Agricultura do Norte (DRAN) alertou hoje para a
possibilidade de aparecimento de um maior número de fitopatologias em
diversas culturas, provocadas pela chuva intensa que caiu um pouco por
todo o território nacional.
"Os anos de muita chuva são, por norma, anos de aumento de humidade. O
aumento de humidade acarreta o aparecimento de um grande número
fitopatologias, situação que está a ser alvo de atenção por parte dos
técnicos da DRAN, que aconselham os agricultores a fazer tratamentos
com os produtos adequados para cada cultura", disse à Lusa Manuel
Cardoso.
As fitopatologias são consideradas pelos peritos, os prejuízos
provocados por insetos e outros animais, geralmente designadas por
"pragas" nas culturas agrícolas.
"O míldio e o oídio que por normas afetam as culturas da vinha e dos
pomares e daí ter de haver maiores cuidados. No entanto, as
organizações da lavoura começam a ser sensibilizadas para o combate a
estas possíveis pragas", acrescentou.
Por outro lado, o responsável acrescentou que para além das doenças,
está-se a verificar atrasos em diversas culturas, sendo o mais
preocupante a produção de cereja em algumas zonas da região Norte.
"Há já produtores de cereja da área de influência da DRAN que
começaram a reportar esses atrasos na produção, bem como em outras
produções frutícolas", frisou Manuel Cardoso.
No campo dos atrasos verificados, também a produção de amêndoa nas
regiões do Douro superior e Terra Quente trasmontana já não houve a
conclusão do ciclo da floração provocados pelo neve e pelo frio
associado que se fizeram sentir nos meses e fevereiro e março.
"Em alguns locais poderá mesmo haver perdas totais na produção de
amêndoa, ou uma diminuição assinalável na futura colheita", alertou.
Já em outras culturais há otimismo, relativamente no campo das
forragens que servem de alimento para os animais como é caso de
bovinos, ovinos, caprinos e poderão ajudar os produtores pecuários com
alguns gastos no campo dos fatores de produção.
O ano é chuvoso, o que significa que as barragens e albufeiras da
região norte estão cheias proporcionando água em quantidade para o
regadio de culturas hortícolas e pomares.
No campo dos prejuízos em estrutura provocados pelo mau tempo os mais
assinaláveis foram registados na região Demarcada do Douro com a queda
de muros e taludas de sustentação da vinha.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=643514&tm=6&layout=121&visual=49
Espanhóis olham para decisão do Ministério da Agricultura como “mau exemplo”
Rádio Pax - 12/04/2013 - 00:04
A FENAREG- Federação Nacional de Regantes de Portugal continua a
opor-se à pretensão do Ministério da Agricultura de entregar à empresa
pública EDIA a gestão da rede de rega secundária de Alqueva.
De acordo com a FENAREG, o Presidente da Federação Espanhola de
Comunidades de Regantes (FENACORE), numa Jornada realizada este mês no
Colégio de Engenheiros sobre sustentabilidade económica, na qual
esteve o Ministro da Agricultura de Espanha, comentou como "um mau
exemplo" o caso português.
A Federação Espanhola olha para a iniciativa do Ministério da
Agricultura português como "um claro passo atrás ao adoptar a
tendência contrária aquela que já está a ser seguida, não só na
Europa, mas também ao nível mundial, sobre o principio de
co-responsabilidade entre a administração e os utilizadores na gestão
dos recursos hídricos, inspirando-se no modelo de Associações de
Regantes para alcançar uma melhor gestão da água para rega".
A FENAREG frisa que a FENACORE mostra-se assim "solidária" com a sua
posição. A Federação portuguesa quer que sejam os agricultores a gerir
a rede de rega secundária de Alqueva.
http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=556
A FENAREG- Federação Nacional de Regantes de Portugal continua a
opor-se à pretensão do Ministério da Agricultura de entregar à empresa
pública EDIA a gestão da rede de rega secundária de Alqueva.
De acordo com a FENAREG, o Presidente da Federação Espanhola de
Comunidades de Regantes (FENACORE), numa Jornada realizada este mês no
Colégio de Engenheiros sobre sustentabilidade económica, na qual
esteve o Ministro da Agricultura de Espanha, comentou como "um mau
exemplo" o caso português.
A Federação Espanhola olha para a iniciativa do Ministério da
Agricultura português como "um claro passo atrás ao adoptar a
tendência contrária aquela que já está a ser seguida, não só na
Europa, mas também ao nível mundial, sobre o principio de
co-responsabilidade entre a administração e os utilizadores na gestão
dos recursos hídricos, inspirando-se no modelo de Associações de
Regantes para alcançar uma melhor gestão da água para rega".
A FENAREG frisa que a FENACORE mostra-se assim "solidária" com a sua
posição. A Federação portuguesa quer que sejam os agricultores a gerir
a rede de rega secundária de Alqueva.
http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=556
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Ministra da Agricultura convida portugueses a trabalhar nos campos de Odemira
Assunção Cristas disse haver "oportunidades reais" de emprego nas
explorações hortofrutícolas do concelho de Odemira
Assunção Cristas
D.R.
15/04/2013 | 18:07 | Dinheiro Vivo
A ministra da Agricultura afirmou hoje que há "oportunidades reais" de
emprego para mão-de-obra qualificada nas explorações hortofrutícolas
do concelho de Odemira, apelando aos portugueses para que se
interessem por esta área.
"Aqui há oportunidades de emprego", disse Assunção Cristas aos
jornalistas durante uma visita à Maravilha Farms, uma empresa de
produção de frutos vermelhos, cujo responsável referiu a dificuldade
em contratar trabalhadores de nacionalidade portuguesa.
A governante defendeu que se trata de "um trabalho importante para se
fazer" e para o qual "é preciso ter alguma qualificação", uma vez que
a apanha é completamente manual e estes frutos, como framboesas,
morangos e mirtilos, "têm os seus requisitos próprios".
"Mas haja interesse das pessoas e há também com certeza interesse em
fazer essa formação", afirmou Assunção Cristas, que visitou hoje as
explorações da Vitacress, da Maravilha Farms e da Atlantic Growers,
instaladas no concelho do sudoeste alentejano.
O diretor-geral da Maravilha Farms, Luís Pinheiro, indicou à agência
Lusa que "apenas 10%" dos trabalhadores agrícolas que a empresa tem em
São Teotónio são portugueses.
Nestes campos trabalham, "essencialmente", búlgaros, romenos,
ucranianos e, desde há cerca de três anos, tailandeses.
Esta dificuldade de recrutamento deve-se, na opinião do gestor, a
"algum desligamento entre os portugueses e a agricultura há alguns
anos, que tem sido difícil de retomar", sendo esta atividade encarada
como "desprestigiante".
O responsável notou, no entanto, uma alteração nos últimos dois anos,
com uma "maior procura por parte dos portugueses".
Em Tavira, onde a Maravilha Farms tem cerca de 20 hectares de produção
de framboesas e morangos, "quase 50% da mão-de-obra" é de
nacionalidade portuguesa, indicou Luís pinheiro.
A ministra da Agricultura tem o mesmo entendimento sobre esta mudança
de mentalidades relativamente ao trabalho na agricultura.
"Hoje, eu creio que a agricultura e o setor agroalimentar já são
entendidos e percecionados também pelas pessoas (...) como, de facto,
áreas importantes para o crescimento do país, para a geração de
emprego", referiu Assunção Cristas.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO140713.html?page=0
explorações hortofrutícolas do concelho de Odemira
Assunção Cristas
D.R.
15/04/2013 | 18:07 | Dinheiro Vivo
A ministra da Agricultura afirmou hoje que há "oportunidades reais" de
emprego para mão-de-obra qualificada nas explorações hortofrutícolas
do concelho de Odemira, apelando aos portugueses para que se
interessem por esta área.
"Aqui há oportunidades de emprego", disse Assunção Cristas aos
jornalistas durante uma visita à Maravilha Farms, uma empresa de
produção de frutos vermelhos, cujo responsável referiu a dificuldade
em contratar trabalhadores de nacionalidade portuguesa.
A governante defendeu que se trata de "um trabalho importante para se
fazer" e para o qual "é preciso ter alguma qualificação", uma vez que
a apanha é completamente manual e estes frutos, como framboesas,
morangos e mirtilos, "têm os seus requisitos próprios".
"Mas haja interesse das pessoas e há também com certeza interesse em
fazer essa formação", afirmou Assunção Cristas, que visitou hoje as
explorações da Vitacress, da Maravilha Farms e da Atlantic Growers,
instaladas no concelho do sudoeste alentejano.
O diretor-geral da Maravilha Farms, Luís Pinheiro, indicou à agência
Lusa que "apenas 10%" dos trabalhadores agrícolas que a empresa tem em
São Teotónio são portugueses.
Nestes campos trabalham, "essencialmente", búlgaros, romenos,
ucranianos e, desde há cerca de três anos, tailandeses.
Esta dificuldade de recrutamento deve-se, na opinião do gestor, a
"algum desligamento entre os portugueses e a agricultura há alguns
anos, que tem sido difícil de retomar", sendo esta atividade encarada
como "desprestigiante".
O responsável notou, no entanto, uma alteração nos últimos dois anos,
com uma "maior procura por parte dos portugueses".
Em Tavira, onde a Maravilha Farms tem cerca de 20 hectares de produção
de framboesas e morangos, "quase 50% da mão-de-obra" é de
nacionalidade portuguesa, indicou Luís pinheiro.
A ministra da Agricultura tem o mesmo entendimento sobre esta mudança
de mentalidades relativamente ao trabalho na agricultura.
"Hoje, eu creio que a agricultura e o setor agroalimentar já são
entendidos e percecionados também pelas pessoas (...) como, de facto,
áreas importantes para o crescimento do país, para a geração de
emprego", referiu Assunção Cristas.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO140713.html?page=0
Governo define comissão para privatizar sector dos resíduos
RICARDO GARCIA
10/04/2013 - 13:38
Processo que devia ser lançado até Junho está agora adiado até ao fim
do ano, na perspectiva mais optimista.
Negociação com as câmaras, em ano de eleições, pode ser um obstáculo
na privatização dos resíduos RUI GAUDÊNCIO
O Governo já definiu uma comissão para coordenar a privatização da
Empresa Geral de Fomento (EGF) – a sub-holding do Estado para a área
dos resíduos –, que será lançada até ao final do ano, na perspectiva
mais optimista.
A privatização faz parte do programa do Governo é uma das medidas
negociadas com a troika Comissão Europeia, Banco Central Europeua e
FMI para o apoio financeiro ao país.
O Governo queria lançar o processo até Junho e vinha mantendo esta
previsão, mesmo tenho sido alertado por um estudo, ainda no ano
passado, de que isso seria virtualmente impossível, devido a uma série
de obstáculos que têm de ser ultrapassados. Mas acabou por negociar
com a troika, na sétima revisão trimestral levada a cabo em Março, o
adiamento até ao final do ano.
Para já, está definido que a privatização será conduzida por uma
comissão envolvendo a ministra do Agricultura, Mar, Ambiente e
Ordenamento do Território, Assunção Cristas, o secretário de Estado
das Finanças, Manuel Rodrigues, o consultor do Governo para as
privatizações, António Borges, e um representante da Parpública, a
sociedade gestora das participações do Estado em empresas.
Em Outubro passado, um estudo encomendado pela ministra Assunção
Cristas a três peritos antevia que seriam necessários 15 a 20 meses
para lançar a privatização. Ou seja, o prazo mais optimista seria
Dezembro de 2013.
Até lá, há muitos obstáculos pelo caminho. São necessárias mudanças
profundas, dado que o quadro legal e contratual em vigor é "totalmente
incompatível com um futuro sector em que o Estado confiará a entidades
privadas a prestação de serviços públicos essenciais", segundo o
estudo, elaborado por Rui Ferreira Santos (Universidade Nova de
Lisboa), Eduardo Cardadeiro (Universidade de Lisboa) e Tiago Sousa
d'Alte (Universidade Católica).
Alguns aspectos estão encaminhados, como a revisão das funções e dos
poderes da Entidade Reguladora para os Serviços de Água e Resíduos
(ERSAR), que já está em discussão na Assembleia da República, ou a
elaboração do terceiro Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos
Urbanos (PERSU III), que a Secretaria de Estado do Ambiente promete
para Junho.
Mas há outros que ainda têm de ser ultrapassados e que não serão
fáceis. A EGF é detida a 100% pelo grupo estatal Águas de Portugal e é
accionista maioritária em 11 sistemas multimunicipais de tratamento de
lixo, juntamente com os municípios. Tanto os contratos de concessão a
estes sistemas quanto os acordos com os municípios terão de ser
revistos.
Questões como as dívidas das câmaras aos sistemas de gestão do lixo, a
possibilidade de exercerem um direito de preferência na privatização e
a implicação do processo nas tarifas são vistas como especialmente
delicadas, ainda mais num ano de eleições autárquicas.
Os autores do estudo consideram que a alienação da EGF só deve ser
feita "após a conclusão das tarefas identificadas". A ERSAR, no seu
parecer sobre a privatização, também levanta preocupações semelhantes.
"Neste momento de mudança, é hora para se olhar para aquilo que tem de
ser corrigido e deve ser corrigido antes do processo de privatização",
disse nesta quarta-feira o presidente da EGF, João Pedro Rodrigues,
durante o 7.º Fórum Nacional de Resíduos, em Lisboa.
Segundo João Pedro Rodrigues, não se trata de uma privatização em si,
mas da alienação da participação da Águas de Portugal (100%) no
capital social da EGF.
http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/governo-cria-comissao-para-privatizar-sector-dos-residuos-1590800
10/04/2013 - 13:38
Processo que devia ser lançado até Junho está agora adiado até ao fim
do ano, na perspectiva mais optimista.
Negociação com as câmaras, em ano de eleições, pode ser um obstáculo
na privatização dos resíduos RUI GAUDÊNCIO
O Governo já definiu uma comissão para coordenar a privatização da
Empresa Geral de Fomento (EGF) – a sub-holding do Estado para a área
dos resíduos –, que será lançada até ao final do ano, na perspectiva
mais optimista.
A privatização faz parte do programa do Governo é uma das medidas
negociadas com a troika Comissão Europeia, Banco Central Europeua e
FMI para o apoio financeiro ao país.
O Governo queria lançar o processo até Junho e vinha mantendo esta
previsão, mesmo tenho sido alertado por um estudo, ainda no ano
passado, de que isso seria virtualmente impossível, devido a uma série
de obstáculos que têm de ser ultrapassados. Mas acabou por negociar
com a troika, na sétima revisão trimestral levada a cabo em Março, o
adiamento até ao final do ano.
Para já, está definido que a privatização será conduzida por uma
comissão envolvendo a ministra do Agricultura, Mar, Ambiente e
Ordenamento do Território, Assunção Cristas, o secretário de Estado
das Finanças, Manuel Rodrigues, o consultor do Governo para as
privatizações, António Borges, e um representante da Parpública, a
sociedade gestora das participações do Estado em empresas.
Em Outubro passado, um estudo encomendado pela ministra Assunção
Cristas a três peritos antevia que seriam necessários 15 a 20 meses
para lançar a privatização. Ou seja, o prazo mais optimista seria
Dezembro de 2013.
Até lá, há muitos obstáculos pelo caminho. São necessárias mudanças
profundas, dado que o quadro legal e contratual em vigor é "totalmente
incompatível com um futuro sector em que o Estado confiará a entidades
privadas a prestação de serviços públicos essenciais", segundo o
estudo, elaborado por Rui Ferreira Santos (Universidade Nova de
Lisboa), Eduardo Cardadeiro (Universidade de Lisboa) e Tiago Sousa
d'Alte (Universidade Católica).
Alguns aspectos estão encaminhados, como a revisão das funções e dos
poderes da Entidade Reguladora para os Serviços de Água e Resíduos
(ERSAR), que já está em discussão na Assembleia da República, ou a
elaboração do terceiro Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos
Urbanos (PERSU III), que a Secretaria de Estado do Ambiente promete
para Junho.
Mas há outros que ainda têm de ser ultrapassados e que não serão
fáceis. A EGF é detida a 100% pelo grupo estatal Águas de Portugal e é
accionista maioritária em 11 sistemas multimunicipais de tratamento de
lixo, juntamente com os municípios. Tanto os contratos de concessão a
estes sistemas quanto os acordos com os municípios terão de ser
revistos.
Questões como as dívidas das câmaras aos sistemas de gestão do lixo, a
possibilidade de exercerem um direito de preferência na privatização e
a implicação do processo nas tarifas são vistas como especialmente
delicadas, ainda mais num ano de eleições autárquicas.
Os autores do estudo consideram que a alienação da EGF só deve ser
feita "após a conclusão das tarefas identificadas". A ERSAR, no seu
parecer sobre a privatização, também levanta preocupações semelhantes.
"Neste momento de mudança, é hora para se olhar para aquilo que tem de
ser corrigido e deve ser corrigido antes do processo de privatização",
disse nesta quarta-feira o presidente da EGF, João Pedro Rodrigues,
durante o 7.º Fórum Nacional de Resíduos, em Lisboa.
Segundo João Pedro Rodrigues, não se trata de uma privatização em si,
mas da alienação da participação da Águas de Portugal (100%) no
capital social da EGF.
http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/governo-cria-comissao-para-privatizar-sector-dos-residuos-1590800
BE propõe IVA de 0% para alimentos básicos
2013.04.11 (00:00) Portugal
O Bloco de Esquerda vai propor ao Governo um IVA de 0% para dez
alimentos básicos. A proposta, que integra um conjunto de outras
sugestões, será discutida e aprovada na reunião da Mesa Nacional do
partido que se realiza este sábado.
Leite infantil, arroz, pão, azeite, carne, peixe, massa, fruta,
legumes e ovos são os alimentos que o Bloco de Esquerda quer ver com
um IVA de 0%. Esta medida integra "um programa de emergência social"
que pretende fazer face à "crise humanitária" que o País atravessa.
Mas não é apenas o chamado cabaz social que o Bloco de Esquerda quer
ver aprovado e aplicado pelo Governo. De acordo com o jornal Expresso,
deste "programa de emergência social" fazem parte outras medidas que
os bloquistas consideram essenciais.
A actualização do salário mínimo (para 533 euros), a atribuição do
subsídio de desemprego a todos que já tenham perdido o direito a este
apoio, a mudança das regras bancárias nos empréstimos a famílias
desempregadas ou com problemas financeiros, são algumas das medidas
que os bloquistas vão discutir hoje.
Mas o "programa de emergência social" não se fica por aqui. Para
combater "os efeitos da austeridade, a fome e a miséria", o Bloco de
Esquerda pretende ainda conseguir a revogação da nova lei das rendas,
impedir que as empresas de abastecimento de energia e água cortem o
serviço às famílias carenciadas, ao mesmo tempo que vai propor a
reposição do passe social universal e a participação total dos
medicamentos a beneficiários do RSI.
FONTE: Noticias ao minuto
http://www.anilact.pt/informacao-74/7391-be-propoe-iva-de-0-para-alimentos-basicos
O Bloco de Esquerda vai propor ao Governo um IVA de 0% para dez
alimentos básicos. A proposta, que integra um conjunto de outras
sugestões, será discutida e aprovada na reunião da Mesa Nacional do
partido que se realiza este sábado.
Leite infantil, arroz, pão, azeite, carne, peixe, massa, fruta,
legumes e ovos são os alimentos que o Bloco de Esquerda quer ver com
um IVA de 0%. Esta medida integra "um programa de emergência social"
que pretende fazer face à "crise humanitária" que o País atravessa.
Mas não é apenas o chamado cabaz social que o Bloco de Esquerda quer
ver aprovado e aplicado pelo Governo. De acordo com o jornal Expresso,
deste "programa de emergência social" fazem parte outras medidas que
os bloquistas consideram essenciais.
A actualização do salário mínimo (para 533 euros), a atribuição do
subsídio de desemprego a todos que já tenham perdido o direito a este
apoio, a mudança das regras bancárias nos empréstimos a famílias
desempregadas ou com problemas financeiros, são algumas das medidas
que os bloquistas vão discutir hoje.
Mas o "programa de emergência social" não se fica por aqui. Para
combater "os efeitos da austeridade, a fome e a miséria", o Bloco de
Esquerda pretende ainda conseguir a revogação da nova lei das rendas,
impedir que as empresas de abastecimento de energia e água cortem o
serviço às famílias carenciadas, ao mesmo tempo que vai propor a
reposição do passe social universal e a participação total dos
medicamentos a beneficiários do RSI.
FONTE: Noticias ao minuto
http://www.anilact.pt/informacao-74/7391-be-propoe-iva-de-0-para-alimentos-basicos
ASAE no terreno para investigar mistura de carne de vaca com cavalo
Publicado a 11 ABR 13 às 10:40
A ASAE já está no terreno para investigar se a possível existência de
carne de vaca misturada com carne de cavalo poderá ter entrado no
mercado português.
O sub-inspector geral Jorge Reis explica que a ASAE já está a
averiguar o que se passa
A autoridade de saúde holandesa emitiu um aviso dando conta que cerca
de 50 mil toneladas de carne bovina produzidas no país e vendidas em
toda a Europa, incluindo Portugal, poderão ter sido misturadas com
carne de cavalo.
As autoridades holandesas dizem que a carne vendida pela empresa, que
entretanto entrou com um pedido de falência, não apresenta sinais que
indiquem perigo para a saúde pública.
É tambem essa a convicção da ASAE. O sub-inspector geral Jorge Reis
diz que ainda assim há procedimentos que se impõe e estão em curso.
«Logo que ontem recebemos o alerta europeu desencadeámos um processo,
começámos a contactar as empresas que estão na lista e agora vamos
ver», adiantou Jorge Reis, esclarecendo que são empresas
essencialmente ligadas à industria de transformação e processamento de
produtos de carne.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3159769
A ASAE já está no terreno para investigar se a possível existência de
carne de vaca misturada com carne de cavalo poderá ter entrado no
mercado português.
O sub-inspector geral Jorge Reis explica que a ASAE já está a
averiguar o que se passa
A autoridade de saúde holandesa emitiu um aviso dando conta que cerca
de 50 mil toneladas de carne bovina produzidas no país e vendidas em
toda a Europa, incluindo Portugal, poderão ter sido misturadas com
carne de cavalo.
As autoridades holandesas dizem que a carne vendida pela empresa, que
entretanto entrou com um pedido de falência, não apresenta sinais que
indiquem perigo para a saúde pública.
É tambem essa a convicção da ASAE. O sub-inspector geral Jorge Reis
diz que ainda assim há procedimentos que se impõe e estão em curso.
«Logo que ontem recebemos o alerta europeu desencadeámos um processo,
começámos a contactar as empresas que estão na lista e agora vamos
ver», adiantou Jorge Reis, esclarecendo que são empresas
essencialmente ligadas à industria de transformação e processamento de
produtos de carne.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3159769
Câmara do Sabugal incentiva alimentação saudável e agricultura sustentável
Lusa
10:19 Sexta feira, 12 de abril de 2013
Sabugal, 12 abr (Lusa) - A Câmara do Sabugal e o Centro Local de
Aprendizagem da Universidade Aberta (UAb) promovem hoje, naquela
cidade, uma sessão que visa incentivar a população a optar por uma
alimentação saudável e a apostar na agricultura sustentável.
"Sendo o nosso território vocacionado para o mundo rural, queremos
desenvolver iniciativas para que as pessoas percebam a importância de
produzirem produtos saudáveis e também pretendemos levar novos
empresários a desenvolverem a agricultura sustentável", referiu à
agência Lusa a vice-presidente da autarquia do Sabugal, Delfina Leal.
Segundo a autarca, aquelas duas entidades divulgam hoje, pelas 18:00,
no Centro Doutor José Diamantino dos Santos, nas instalações da
Biblioteca Municipal, o Clube de Alimentação Saudável e Agricultura
Sustentável (CASAS), com sede na Covilhã, que tem como objetivo a
valorização do setor agrícola.
http://expresso.sapo.pt/camara-do-sabugal-incentiva-alimentacao-saudavel-e-agricultura-sustentavel=f799797
10:19 Sexta feira, 12 de abril de 2013
Sabugal, 12 abr (Lusa) - A Câmara do Sabugal e o Centro Local de
Aprendizagem da Universidade Aberta (UAb) promovem hoje, naquela
cidade, uma sessão que visa incentivar a população a optar por uma
alimentação saudável e a apostar na agricultura sustentável.
"Sendo o nosso território vocacionado para o mundo rural, queremos
desenvolver iniciativas para que as pessoas percebam a importância de
produzirem produtos saudáveis e também pretendemos levar novos
empresários a desenvolverem a agricultura sustentável", referiu à
agência Lusa a vice-presidente da autarquia do Sabugal, Delfina Leal.
Segundo a autarca, aquelas duas entidades divulgam hoje, pelas 18:00,
no Centro Doutor José Diamantino dos Santos, nas instalações da
Biblioteca Municipal, o Clube de Alimentação Saudável e Agricultura
Sustentável (CASAS), com sede na Covilhã, que tem como objetivo a
valorização do setor agrícola.
http://expresso.sapo.pt/camara-do-sabugal-incentiva-alimentacao-saudavel-e-agricultura-sustentavel=f799797
Ministério da Agricultura já está a trabalhar com banca "há algum tempo"
ASSUNÇÃO CRISTAS
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, concordou hoje em Lisboa
com a intenção de o primeiro-ministro atuar junto da banca para
reanimar o crédito à economia, uma situação que o seu ministério já
está a trabalhar "há algum tempo".
Assunção Cristas na inauguração da Alimentaria & Horexpo Lisboa
2013Imagem: Lusa/Manuel Almeida
Assunção Cristas, que visitava a Feira Alimentaria & Horexpo 2013 na
FIL, afirmou que "é extraordinariamente importante" que a banca
continue a financiar a economia e que no Ministério da Agricultura já
se está a trabalhar nesta matéria desde dezembro passado.
Nessa altura, o ministério fez um protocolo "com os oito maiores
bancos a operar em Portugal em que ficaram alocados 1,5 mil milhões de
euros em linhas de crédito para apoiar projetos já contratualizados
com os fundos comunitários".
A ministra da Agricultura - que se recusou a comentar a ausência de
Paulo Portas na tomada de posse dos novos ministros - sublinhou ainda
que hoje "a banca nacional está muito mais desperta para o setor
[agroalimentar] porque olha para os seus números e vê que no ano
passado foi o único setor que cresceu".
As exportações "têm crescido em média nos últimos 10 anos acima dos
12%, o que é bem acima daquilo que é o conjunto das exportações
portuguesas", lembrou.
Para Assunção Cristas, "o dinheiro é sempre um aspeto crítico", mas
considera que "a banca está muito empenhada em olhar para este setor e
da parte do Estado todos os fundos têm sido mobilizados".
A governante aproveitou a Feira Alimentaria para, mais uma vez,
referir que o défice agroalimentar do país diminuiu o ano passado 500
milhões de euros, baixando para os 3000 milhões de euros.
"Estamos no caminho que queremos prosseguir, ou seja, o Governo traçou
como objetivo para 2020 eliminar o défice agroalimentar no ponto de
vista de valor e isso faz-se com as empresas", adiantou.
O primeiro-ministro afirmou no sábado que o Estado vai actuar para que
a banca reanime o crédito à economia, depois de assinalar o apoio à
recapitalização de alguns bancos e os meios dados à Caixa Geral de
Depósitos.
"O Estado - que, de resto, suportou a recapitalização de alguns bancos
privados e que dotou a Caixa Geral de Depósitos dos meios necessários,
de rácios de capital necessários para exercer esse papel - não deixará
de activamente, junto dessas instituições, garantir que tudo o que
elas podem fazer para reanimar o crédito à economia seja feito",
declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, no final de uma reunião
do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa.
A feira Alimentaria & Horexpo 2013 Lisboa arrancou hoje com a aposta
nas exportações, reunindo mais de 800 empresas e com mais de 1.400
compradores internacionais inscritos.
Lusa
http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/ministerio-da-agricultura-ja-est_5652.html
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, concordou hoje em Lisboa
com a intenção de o primeiro-ministro atuar junto da banca para
reanimar o crédito à economia, uma situação que o seu ministério já
está a trabalhar "há algum tempo".
Assunção Cristas na inauguração da Alimentaria & Horexpo Lisboa
2013Imagem: Lusa/Manuel Almeida
Assunção Cristas, que visitava a Feira Alimentaria & Horexpo 2013 na
FIL, afirmou que "é extraordinariamente importante" que a banca
continue a financiar a economia e que no Ministério da Agricultura já
se está a trabalhar nesta matéria desde dezembro passado.
Nessa altura, o ministério fez um protocolo "com os oito maiores
bancos a operar em Portugal em que ficaram alocados 1,5 mil milhões de
euros em linhas de crédito para apoiar projetos já contratualizados
com os fundos comunitários".
A ministra da Agricultura - que se recusou a comentar a ausência de
Paulo Portas na tomada de posse dos novos ministros - sublinhou ainda
que hoje "a banca nacional está muito mais desperta para o setor
[agroalimentar] porque olha para os seus números e vê que no ano
passado foi o único setor que cresceu".
As exportações "têm crescido em média nos últimos 10 anos acima dos
12%, o que é bem acima daquilo que é o conjunto das exportações
portuguesas", lembrou.
Para Assunção Cristas, "o dinheiro é sempre um aspeto crítico", mas
considera que "a banca está muito empenhada em olhar para este setor e
da parte do Estado todos os fundos têm sido mobilizados".
A governante aproveitou a Feira Alimentaria para, mais uma vez,
referir que o défice agroalimentar do país diminuiu o ano passado 500
milhões de euros, baixando para os 3000 milhões de euros.
"Estamos no caminho que queremos prosseguir, ou seja, o Governo traçou
como objetivo para 2020 eliminar o défice agroalimentar no ponto de
vista de valor e isso faz-se com as empresas", adiantou.
O primeiro-ministro afirmou no sábado que o Estado vai actuar para que
a banca reanime o crédito à economia, depois de assinalar o apoio à
recapitalização de alguns bancos e os meios dados à Caixa Geral de
Depósitos.
"O Estado - que, de resto, suportou a recapitalização de alguns bancos
privados e que dotou a Caixa Geral de Depósitos dos meios necessários,
de rácios de capital necessários para exercer esse papel - não deixará
de activamente, junto dessas instituições, garantir que tudo o que
elas podem fazer para reanimar o crédito à economia seja feito",
declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, no final de uma reunião
do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa.
A feira Alimentaria & Horexpo 2013 Lisboa arrancou hoje com a aposta
nas exportações, reunindo mais de 800 empresas e com mais de 1.400
compradores internacionais inscritos.
Lusa
http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/ministerio-da-agricultura-ja-est_5652.html
domingo, 14 de abril de 2013
The Guardian: Um guia rápido da cozinha portuguesa
Quinta-feira, 11 de Abril de 2013
O jornal britânico The Guardian apresenta, esta quarta-feira, os
melhores pratos da cozinha portuguesa, com base nas receitas do chef
luso Luís Baena. O artigo dá também destaque à abertura, no Reino
Unido, em Londres, do primeiro restaurante deste chef português.
O chef quer levar para o território britânico as principais receitas
portuguesas e "converter os ingleses à comida do seu país", refere o
artigo. São nove as especialidades gastronómicas que o The Guardian
propõe, entre vinhos, pratos principais e doçaria portuguesa.
"Pedimos ajuda a Luís Baena para nos falar sobre as principais luzes
da cozinha portuguesa que, segundo insiste o chef, não incluem o
frango com piripíri", refere o jornal. O cozinheiro acredita que este
é um prato que faz parte da gastronomia nacional, mas que "não a
representa" por não ser um dos alimentos mais consumidos.
O bacalhau, o porco alentejano e os salmonetes são algumas das
especialidades apresentadas neste "guia rápido da cozinha portuguesa".
O primeiro peixe, que "pode ser servido de todos as maneiras", é
comido entre duas e três vezes por semana pelos portugueses. Neste
caso, o chef propõe que seja acompanhado por batatas ou por uma salada
de grão-de-bico.
Notting Hill Kitchen abre em Maio
"O melhor porco preto ibérico vem da região de Montado, no Alentejo",
salienta o artigo. Luís Baena conta servir este prato no restaurante
Notting Hill Kitchen, em Londres, com pão trufado e bacon.
O vinho verde entra em destaque neste guia gastronómico dedicado ao
Reino Unido, o "maior importador desta bebida nos últimos 100 anos".
Também o moscatel, os vinhos do Douro e do Alentejo são aqui
recomendados por Luís Baena, que espera que sejam "muito apreciados"
entre os ingleses.
Deixando espaço para a doçaria, o chef português apresenta o pastel de
nata, "a emblemática tarte cremosa portuguesa". "Nós somos uma nação
de amantes dos doces e todos conhecemos o pastel de nata", explicou
Luís Baena ao The Guardian. O cozinheiro espera apresentá-lo ao Reino
Unido com "um gosto tradicional" e uma "apresentação contemporânea".
O queijo de São Jorge, o caviar dos Açores, o caldo verde, a
farinheira e a alheira são alguns dos pratos que vão encher as mesas
do restaurante do chef Luís Baena. O português acredita que poderá
conquistar os britânicos com a sua "herança" gastronómica, num espaço
que deverá abrir já no próximo mês, em Londres.
Clique AQUI para aceder ao artigo completo do The Guardian.
http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2013/apr/10/quick-guide-to-portuguese-cuisine
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_the-guardian-um-guia-rapido-da-cozinha-portuguesa_15251.html
O jornal britânico The Guardian apresenta, esta quarta-feira, os
melhores pratos da cozinha portuguesa, com base nas receitas do chef
luso Luís Baena. O artigo dá também destaque à abertura, no Reino
Unido, em Londres, do primeiro restaurante deste chef português.
O chef quer levar para o território britânico as principais receitas
portuguesas e "converter os ingleses à comida do seu país", refere o
artigo. São nove as especialidades gastronómicas que o The Guardian
propõe, entre vinhos, pratos principais e doçaria portuguesa.
"Pedimos ajuda a Luís Baena para nos falar sobre as principais luzes
da cozinha portuguesa que, segundo insiste o chef, não incluem o
frango com piripíri", refere o jornal. O cozinheiro acredita que este
é um prato que faz parte da gastronomia nacional, mas que "não a
representa" por não ser um dos alimentos mais consumidos.
O bacalhau, o porco alentejano e os salmonetes são algumas das
especialidades apresentadas neste "guia rápido da cozinha portuguesa".
O primeiro peixe, que "pode ser servido de todos as maneiras", é
comido entre duas e três vezes por semana pelos portugueses. Neste
caso, o chef propõe que seja acompanhado por batatas ou por uma salada
de grão-de-bico.
Notting Hill Kitchen abre em Maio
"O melhor porco preto ibérico vem da região de Montado, no Alentejo",
salienta o artigo. Luís Baena conta servir este prato no restaurante
Notting Hill Kitchen, em Londres, com pão trufado e bacon.
O vinho verde entra em destaque neste guia gastronómico dedicado ao
Reino Unido, o "maior importador desta bebida nos últimos 100 anos".
Também o moscatel, os vinhos do Douro e do Alentejo são aqui
recomendados por Luís Baena, que espera que sejam "muito apreciados"
entre os ingleses.
Deixando espaço para a doçaria, o chef português apresenta o pastel de
nata, "a emblemática tarte cremosa portuguesa". "Nós somos uma nação
de amantes dos doces e todos conhecemos o pastel de nata", explicou
Luís Baena ao The Guardian. O cozinheiro espera apresentá-lo ao Reino
Unido com "um gosto tradicional" e uma "apresentação contemporânea".
O queijo de São Jorge, o caviar dos Açores, o caldo verde, a
farinheira e a alheira são alguns dos pratos que vão encher as mesas
do restaurante do chef Luís Baena. O português acredita que poderá
conquistar os britânicos com a sua "herança" gastronómica, num espaço
que deverá abrir já no próximo mês, em Londres.
Clique AQUI para aceder ao artigo completo do The Guardian.
http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2013/apr/10/quick-guide-to-portuguese-cuisine
http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_the-guardian-um-guia-rapido-da-cozinha-portuguesa_15251.html
Algarve com falta de corticeiros aposta na formação de desempregados
Iniciativa Algarve com falta de corticeiros aposta na formação de desempregados
A falta de corticeiros qualificados no Algarve foi o mote para a
criação de um novo curso que está a formar 23 desempregados para que
em 2014 possam ganhar a vida a partir da casca do sobreiro.
DR
ECONOMIA
18:49 - 10 de Abril de 2013 | Por Lusa
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"Pela primeira vez no Algarve, e em colaboração com o Instituto de
Emprego e Formação Profissional, o curso técnico de gestão da produção
da indústria de cortiça está a ser desenvolvido para desempregados",
anunciou esta quarta-feira Sandra Correia, a presidente executiva da
empresa algarvia de cortiça Pelcor, na sua página da rede social
Facebook.
A empresária portuguesa, que venceu o Troféu de Melhor Empresária da
Europa 2011, atribuído pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu
das Mulheres Empresárias, reconhece que este curso de formação
pioneiro, cuja parte prática decorre dentro da fábrica de cortiça,
servirá para "dar continuidade ao sector corticeiro" na região
algarvia.
Os formandos, homens e mulheres, entre os 25 e 50 anos, estavam todos
desempregados. Uns eram cabeleiros, outros empresários, outros
vendedores.
Todos estão a aprender a conhecer a cortiça, contou à Lusa António
Correia, accionista da empresa de cortiça Pelcor, um negócio familiar
que em 2007 aumentou o volume de negócios e facturou meio milhão de
euros.
Aprender a conhecer a casca do sobreiro, uma matéria natural e que só
a "experiência de anos" permite desvendar o calibre, defeitos,
processos de cozedura e preparação, repouso ou o fabrico de discos, é
o objectivo do curso pioneiro, adiantou António Correia, arquiteto de
formação.
O curso, que vai ser leccionado até Março de 2014 e que inclui um
estágio prático de 210 horas, tem vários módulos, designadamente o
"controle do empilhamento da cozedura e da estabilização da cortiça",
contou à Lusa um dos formadores, António Spínola, de 39 anos e há 15 a
trabalhar no sector corticeiro no Algarve.
PUB
Com os novos corticeiros a surgir no Algarve, o processo de
transformação da cortiça parece ficar assegurado no futuro,
designadamente para continuar a fabricar rolhas para vinhos e
champanhes exclusivos e para manter a confecção de artigos de moda em
pele de cortiça que desfilam nas passerelles de Paris.
Carteiras de negócios, mochilas em pvc com pedaços de casca de
sobreiro injectado, chapéus-de-chuva resistentes à água e luxuosos
pufes para tornar a sala mais acolhedora ou sandálias em cortiça
desenhadas pela consagrada estilista portuguesa Ana Salazar são apenas
alguns dos artigos inovadores que os futuros corticeiros podem ajudar
a fabricar.
O toque aveludado, a impermeabilidade e o facto de ser um produto
ecológico são as principais características das peças feitas em pele
de cortiça, que até já viajaram para casa da cantora norte-americana
Madona ou do presidente norte-americano Barack Obama.
http://www.noticiasaominuto.com/economia/61696/algarve-com-falta-de-corticeiros-aposta-na-forma%C3%A7%C3%A3o-de-desempregados
A falta de corticeiros qualificados no Algarve foi o mote para a
criação de um novo curso que está a formar 23 desempregados para que
em 2014 possam ganhar a vida a partir da casca do sobreiro.
DR
ECONOMIA
18:49 - 10 de Abril de 2013 | Por Lusa
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"Pela primeira vez no Algarve, e em colaboração com o Instituto de
Emprego e Formação Profissional, o curso técnico de gestão da produção
da indústria de cortiça está a ser desenvolvido para desempregados",
anunciou esta quarta-feira Sandra Correia, a presidente executiva da
empresa algarvia de cortiça Pelcor, na sua página da rede social
Facebook.
A empresária portuguesa, que venceu o Troféu de Melhor Empresária da
Europa 2011, atribuído pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu
das Mulheres Empresárias, reconhece que este curso de formação
pioneiro, cuja parte prática decorre dentro da fábrica de cortiça,
servirá para "dar continuidade ao sector corticeiro" na região
algarvia.
Os formandos, homens e mulheres, entre os 25 e 50 anos, estavam todos
desempregados. Uns eram cabeleiros, outros empresários, outros
vendedores.
Todos estão a aprender a conhecer a cortiça, contou à Lusa António
Correia, accionista da empresa de cortiça Pelcor, um negócio familiar
que em 2007 aumentou o volume de negócios e facturou meio milhão de
euros.
Aprender a conhecer a casca do sobreiro, uma matéria natural e que só
a "experiência de anos" permite desvendar o calibre, defeitos,
processos de cozedura e preparação, repouso ou o fabrico de discos, é
o objectivo do curso pioneiro, adiantou António Correia, arquiteto de
formação.
O curso, que vai ser leccionado até Março de 2014 e que inclui um
estágio prático de 210 horas, tem vários módulos, designadamente o
"controle do empilhamento da cozedura e da estabilização da cortiça",
contou à Lusa um dos formadores, António Spínola, de 39 anos e há 15 a
trabalhar no sector corticeiro no Algarve.
PUB
Com os novos corticeiros a surgir no Algarve, o processo de
transformação da cortiça parece ficar assegurado no futuro,
designadamente para continuar a fabricar rolhas para vinhos e
champanhes exclusivos e para manter a confecção de artigos de moda em
pele de cortiça que desfilam nas passerelles de Paris.
Carteiras de negócios, mochilas em pvc com pedaços de casca de
sobreiro injectado, chapéus-de-chuva resistentes à água e luxuosos
pufes para tornar a sala mais acolhedora ou sandálias em cortiça
desenhadas pela consagrada estilista portuguesa Ana Salazar são apenas
alguns dos artigos inovadores que os futuros corticeiros podem ajudar
a fabricar.
O toque aveludado, a impermeabilidade e o facto de ser um produto
ecológico são as principais características das peças feitas em pele
de cortiça, que até já viajaram para casa da cantora norte-americana
Madona ou do presidente norte-americano Barack Obama.
http://www.noticiasaominuto.com/economia/61696/algarve-com-falta-de-corticeiros-aposta-na-forma%C3%A7%C3%A3o-de-desempregados
Ovibeja 2013: Ministra da Agricultura na sessão de abertura…
A 30ª edição da Ovibeja começa no dia 24 deste mês, no Parque de
Feiras e Exposições da cidade e na sessão de abertura, marcada para as
15.00 horas, para o auditório do NERBE/AEBAL, vai estar Assunção
Cristas, ministra da Agricultura.
No primeiro dia de feira vai estar também, Carlos Moedas, secretário
de Estado Adjunto de Pedro Passos Coelho, às 12.30 horas, noutro dos
momentos altos do certame, que consiste na inauguração de uma
escultura comemorativa dos 30 anos de Ovibeja.
Outra das novidades desta edição, programada também para o primeiro
dia do certame, 24 de Abril, consiste na oferta que a ACOS –
Agricultores do SUL faz a todos os visitantes, de entradas livres na
feira, até às 17.00 horas.
Mas, e porque o certame não se esgota no seu primeiro dia, de 24 a 28
deste mês, no Parque de Feiras e Exposições de Beja pode apreciar todo
o Alentejo deste mundo e muitas outras manifestações culturais,
colóquios, concursos, exposições e espectáculos.
Recorde-se que os espectáculos do primeiro dia de Ovibeja são
protagonizados por artistas da terra, sobem ao palco da grande feira
do Sul, às 22.30 horas, os Virgem Suta, para darem lugar depois à voz
de António Zambujo.
Ana Elias de Freitas
http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/53520
Feiras e Exposições da cidade e na sessão de abertura, marcada para as
15.00 horas, para o auditório do NERBE/AEBAL, vai estar Assunção
Cristas, ministra da Agricultura.
No primeiro dia de feira vai estar também, Carlos Moedas, secretário
de Estado Adjunto de Pedro Passos Coelho, às 12.30 horas, noutro dos
momentos altos do certame, que consiste na inauguração de uma
escultura comemorativa dos 30 anos de Ovibeja.
Outra das novidades desta edição, programada também para o primeiro
dia do certame, 24 de Abril, consiste na oferta que a ACOS –
Agricultores do SUL faz a todos os visitantes, de entradas livres na
feira, até às 17.00 horas.
Mas, e porque o certame não se esgota no seu primeiro dia, de 24 a 28
deste mês, no Parque de Feiras e Exposições de Beja pode apreciar todo
o Alentejo deste mundo e muitas outras manifestações culturais,
colóquios, concursos, exposições e espectáculos.
Recorde-se que os espectáculos do primeiro dia de Ovibeja são
protagonizados por artistas da terra, sobem ao palco da grande feira
do Sul, às 22.30 horas, os Virgem Suta, para darem lugar depois à voz
de António Zambujo.
Ana Elias de Freitas
http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/53520
AGRO 2013 recebeu 87 mil visitantes
46.ª edição é rampa de lançamento para a primeira AGRO África
A edição 2013 lançou as bases para a internacionalização da AGRO,
concretamente para o continente africano, existindo já alguns acordos
de parceria com esse objetivo. O Parque de Exposições de Braga faz
assim um balanço muito positivo da feira, num ano em que se bateram
todos os recordes. Pela feira passaram, ao longo dos últimos quatro
dias, mais de 87 mil visitantes, sendo que houve um aumento de 25% no
que diz respeito aos profissionais presentes no certame. Além disso,
registou-se um crescimento de 35% em termos de expositores, bem como
do número de atividades paralelas. Relativamente aos concursos
pecuários, a adesão foi a maior de sempre, não só pelo número de
criadores, mas também em termos de público. Sob o mote "Agricultura é
o caminho", a AGRO decorreu de 11 a 14 de abril, no Parque de
Exposições de Braga (PEB).
Durante o certame, foram criadas os alicerces para a concretização da
AGRO África, uma estratégia com vista à internacionalização do setor
agroindustrial e agroalimentar nos países africanos. "O objetivo é
criar um ambiente favorável de investimento em Angola e Moçambique,
com informação, contactos e agregação de agentes que deem força à
internacionalização portuguesa e à exportação de produtos nestes
países", explica Miguel Corais, administrador-executivo do PEB.
A ação terá também em vista a organização de missões inversas trazendo
agentes, compradores e instituições de países oriundos de África para
facilitar a internacionalização, o investimento direto no exterior e
as exportações portuguesas. Serão também realizadas missões
empresariais, envolvendo universidades, institutos de investigação,
associações e vários representantes e agentes dos setores
agroindustrial, agroalimentar e leiteiro. Ainda neste âmbito, o Parque
de Exposições vai candidatar-se a um projeto de internacionalização,
integrado no "Sistema de Incentivos à Qualificação e
Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas" do QREN.
AGRO ambiciona ter concurso nacional de Raça Frísia
Alargar a dimensão de investimento dos agentes da fileira do leite,
galvanizar ainda mais o setor agrícola e explorar melhor as
oportunidades que existem, uma vez que esta é a única feira agrícola
do país inserida no calendário da União de Feiras Internacionais (UFI)
e do Comité Europeu das Feiras Agrícolas (EURASCO), são as metas para
a feira do próximo ano.
Miguel Corais pretende trazer para a AGRO, o Concurso Nacional da Raça
Frísia, realizado há 30 anos em Aveiro. "O PEB empenhar-se-á ao máximo
no sentido de reunir todas as condições para acolher este concurso. É
uma oportunidade que não poderemos desperdiçar já para 2014",
acrescentou. "Colocamos indiscutivelmente a AGRO na liderança nacional
das feiras agrícolas, sendo que este concurso dará uma ainda maior
força à internacionalização do certame", concluiu o administrador.
Braga, 14 abril 2013
fonte: LK Comunicação
A edição 2013 lançou as bases para a internacionalização da AGRO,
concretamente para o continente africano, existindo já alguns acordos
de parceria com esse objetivo. O Parque de Exposições de Braga faz
assim um balanço muito positivo da feira, num ano em que se bateram
todos os recordes. Pela feira passaram, ao longo dos últimos quatro
dias, mais de 87 mil visitantes, sendo que houve um aumento de 25% no
que diz respeito aos profissionais presentes no certame. Além disso,
registou-se um crescimento de 35% em termos de expositores, bem como
do número de atividades paralelas. Relativamente aos concursos
pecuários, a adesão foi a maior de sempre, não só pelo número de
criadores, mas também em termos de público. Sob o mote "Agricultura é
o caminho", a AGRO decorreu de 11 a 14 de abril, no Parque de
Exposições de Braga (PEB).
Durante o certame, foram criadas os alicerces para a concretização da
AGRO África, uma estratégia com vista à internacionalização do setor
agroindustrial e agroalimentar nos países africanos. "O objetivo é
criar um ambiente favorável de investimento em Angola e Moçambique,
com informação, contactos e agregação de agentes que deem força à
internacionalização portuguesa e à exportação de produtos nestes
países", explica Miguel Corais, administrador-executivo do PEB.
A ação terá também em vista a organização de missões inversas trazendo
agentes, compradores e instituições de países oriundos de África para
facilitar a internacionalização, o investimento direto no exterior e
as exportações portuguesas. Serão também realizadas missões
empresariais, envolvendo universidades, institutos de investigação,
associações e vários representantes e agentes dos setores
agroindustrial, agroalimentar e leiteiro. Ainda neste âmbito, o Parque
de Exposições vai candidatar-se a um projeto de internacionalização,
integrado no "Sistema de Incentivos à Qualificação e
Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas" do QREN.
AGRO ambiciona ter concurso nacional de Raça Frísia
Alargar a dimensão de investimento dos agentes da fileira do leite,
galvanizar ainda mais o setor agrícola e explorar melhor as
oportunidades que existem, uma vez que esta é a única feira agrícola
do país inserida no calendário da União de Feiras Internacionais (UFI)
e do Comité Europeu das Feiras Agrícolas (EURASCO), são as metas para
a feira do próximo ano.
Miguel Corais pretende trazer para a AGRO, o Concurso Nacional da Raça
Frísia, realizado há 30 anos em Aveiro. "O PEB empenhar-se-á ao máximo
no sentido de reunir todas as condições para acolher este concurso. É
uma oportunidade que não poderemos desperdiçar já para 2014",
acrescentou. "Colocamos indiscutivelmente a AGRO na liderança nacional
das feiras agrícolas, sendo que este concurso dará uma ainda maior
força à internacionalização do certame", concluiu o administrador.
Braga, 14 abril 2013
fonte: LK Comunicação
Ribeiro Telles defende uma paisagem "coerente, cultural e social" em Portugal
10 Abril 2013, 18:14 por Lusa
211
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O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, galardoado com o
Prémio de Arquitectura Paisagista Sir Geoffrey Jellicoe 2013, defendeu
hoje "uma paisagem coerente, cultural e social no território" do país.
Numa entrevista à agência Lusa, na sua residência, em Lisboa, o
arquitecto, de 90 anos, fez um apelo tanto aos arquitectos
paisagistas, que estão a iniciar a profissão, como aos decisores
políticos, no sentido de permitirem a aplicação deste modelo na
paisagem do país.
Para Ribeiro Telles, "é necessário que eles [os arquitectos
paisagistas] existam com ideias, programas e intervenções", e, por
outro lado, defendeu que os decisores políticos lhes devem dar mais
atenção.
"É necessário que sejam ouvidos, compreendidos e que não sejam
considerados como qualquer coisa que venha a mais", defendeu o
arquitecto galardoado este ano com o prémio que representa o "Nobel"
para a área da arquitectura paisagista.
Ribeiro Telles disse ainda estar "muito honrado" com a atribuição do
galardão, da responsabilidade da Federação Internacional dos
Arquitectos Paisagistas (IFLA), e manifestou o desejo de que o prémio
venha a ser um contributo para a resolução de problemas que considera
graves em Portugal.
"Espero que o prémio sirva como referência para a resolução de muitos
problemas que afectam hoje o território, a agricultura, a expansão
urbana, enfim, todos os problemas do uso da terra", defendeu.
Entre os problemas mais graves do país, já com consequências, apontou
a expansão urbana e de culturas como o eucalipto "para áreas
completamente impreparadas".
"Assistimos a uma expansão urbana completamente descontrolada e que,
inclusivamente, não serve para nada, porque muitos espaços urbanos
estão vazios de população", apontou.
São da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles, entre outros projectos, o
Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental
e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa.
Após uma carreira com 70 anos, Ribeiro Telles conclui: "Muitas coisas
que defendi e aprendi com outros começam a ser oportunas no nosso
país".
Considerado o "Nobel" da arquitectura paisagista, o galardão foi
anunciado hoje, em Auckland, na Nova Zelândia, no primeiro dia do
congresso da IFLA.
O prémio tem como objectivo "reconhecer um arquitecto paisagista cuja
obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto
incomparável e duradouro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na
promoção da profissão".
O Prémio IFLA Sir Geoffrey Jellicoe foi criado em 2004 e o primeiro
galardoado, no ano seguinte, foi o arquitecto Peter Walker, dos
Estados Unidos.
Este galardão, que tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitectura,
comemora a contribuição extraordinária para a IFLA do arquitecto
paisagista britânico Sir Geoffrey Jellicoe (1900-1996), fundador
daquela federação internacional.
Nascido em Lisboa, a 25 de maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro
Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura
Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa,
onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de
Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no
século XX.
Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação
Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio
Valmor de 1975), e dos projectos do Vale de Alcântara, da Radial de
Benfica, do Vale de Chelas e do Parque Periférico, entre outros.
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/ribeiro_telles_defende_uma_paisagem_coerente_cultural_e_social_em_portugal.html
211
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O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, galardoado com o
Prémio de Arquitectura Paisagista Sir Geoffrey Jellicoe 2013, defendeu
hoje "uma paisagem coerente, cultural e social no território" do país.
Numa entrevista à agência Lusa, na sua residência, em Lisboa, o
arquitecto, de 90 anos, fez um apelo tanto aos arquitectos
paisagistas, que estão a iniciar a profissão, como aos decisores
políticos, no sentido de permitirem a aplicação deste modelo na
paisagem do país.
Para Ribeiro Telles, "é necessário que eles [os arquitectos
paisagistas] existam com ideias, programas e intervenções", e, por
outro lado, defendeu que os decisores políticos lhes devem dar mais
atenção.
"É necessário que sejam ouvidos, compreendidos e que não sejam
considerados como qualquer coisa que venha a mais", defendeu o
arquitecto galardoado este ano com o prémio que representa o "Nobel"
para a área da arquitectura paisagista.
Ribeiro Telles disse ainda estar "muito honrado" com a atribuição do
galardão, da responsabilidade da Federação Internacional dos
Arquitectos Paisagistas (IFLA), e manifestou o desejo de que o prémio
venha a ser um contributo para a resolução de problemas que considera
graves em Portugal.
"Espero que o prémio sirva como referência para a resolução de muitos
problemas que afectam hoje o território, a agricultura, a expansão
urbana, enfim, todos os problemas do uso da terra", defendeu.
Entre os problemas mais graves do país, já com consequências, apontou
a expansão urbana e de culturas como o eucalipto "para áreas
completamente impreparadas".
"Assistimos a uma expansão urbana completamente descontrolada e que,
inclusivamente, não serve para nada, porque muitos espaços urbanos
estão vazios de população", apontou.
São da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles, entre outros projectos, o
Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental
e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa.
Após uma carreira com 70 anos, Ribeiro Telles conclui: "Muitas coisas
que defendi e aprendi com outros começam a ser oportunas no nosso
país".
Considerado o "Nobel" da arquitectura paisagista, o galardão foi
anunciado hoje, em Auckland, na Nova Zelândia, no primeiro dia do
congresso da IFLA.
O prémio tem como objectivo "reconhecer um arquitecto paisagista cuja
obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto
incomparável e duradouro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na
promoção da profissão".
O Prémio IFLA Sir Geoffrey Jellicoe foi criado em 2004 e o primeiro
galardoado, no ano seguinte, foi o arquitecto Peter Walker, dos
Estados Unidos.
Este galardão, que tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitectura,
comemora a contribuição extraordinária para a IFLA do arquitecto
paisagista britânico Sir Geoffrey Jellicoe (1900-1996), fundador
daquela federação internacional.
Nascido em Lisboa, a 25 de maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro
Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura
Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa,
onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de
Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no
século XX.
Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação
Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio
Valmor de 1975), e dos projectos do Vale de Alcântara, da Radial de
Benfica, do Vale de Chelas e do Parque Periférico, entre outros.
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/ribeiro_telles_defende_uma_paisagem_coerente_cultural_e_social_em_portugal.html
Há mais de 40 anos que os agricultores não viam chover tanto em Março
Foram dois meses de chuvas constantes num final de inverno
anormalmente chuvoso. Prolongaram-se até Abril e só pararam depois das
águas da bacia do Tejo terem subido ao ponto de causarem cheias por
todo o distrito de Santarém, que foi o distrito que teve mais área
submersa a nível nacional. Os campos agrícolas ficaram todos alagados
e muitos cultivos destruídos.
Da Golegã a Santarém muitas foram as estradas intransitáveis durante
vários dias, como a nacional 365 que faz a ligação da Golegã a
Azinhaga, submersa em vários pontos. A Câmara reabriu caminhos do
campo, como alternativas aconselhadas para chegar a Azinhaga e
Pombalinho, nomeadamente a que liga a Brôa, pelo Rabo dos Cágados, ao
Dique dos Vinte. Para a circulação do trânsito por esses caminhos, a
GNR foi informada da suspensão temporária do condicionamento da
circulação à noite nos caminhos rurais.
Mas são os efeitos das cheias na agricultura que permanecem.
Praticamente todas as explorações do Vale do Tejo foram afectadas,
segundo a Confederação dos Agricultores do Ribatejo, quer aquelas das
culturas de primavera (ervilha, fava, nabo, batata, cebola, alface e
outros hortícolas), quer as que se deveriam estar a preparar para as
culturas de verão (tomate, melão e milho). Aquando da grande invasão
das águas do rio Tejo, no fim de Março, os terrenos deveriam estar a
ser preparados. Agora, quando já deveriam estar lavrados e a receber
as plantas do tomate e o melão, continuam alagados.
Mário Antunes, da Agrotejo, diz que as culturas instaladas, que
deveriam estar agora na colheita ficaram todas destruídas. No caso das
próximas, já passou o "período óptimo"para o seu cultivo e, a serem
cultivadas mais tarde, o rendimento vai ser menor. Agora à espera que
a água desapareça (mais duas semanas, pelo menos), os agricultores têm
de fazer uma "reestruturação do plano cultural, porque o ciclo ficou
irremediavelmente atrasado", explica o engenheiro da Agrotejo.
Mário Antunes diz que em Alpiarça e Azinhaga houve rombos sérios nas
margens do rio Tejo, que além de terem permitido a entrada de muito
mais água, areia e cascalho nos campos, continuam a ser uma ameaça à
recuperação do tempo perdido, porque se ainda chover em Abril, nada
está salvaguardado. Aqui mais perto, o Almonda também sofreu rombos,
nomeadamente na zona da ponte do Casal do Vale.
No fecho de edição deste jornal, na segunda-feira passada, ainda não
havia dados para revelar nem estragos para quantificar, mas a Agrotejo
já procedia ao seu levantamento.
Agricultores apreensivos
Carlos Graça, da Agro-Graça, revela que perdeu praticamente todas as
couves e bróculos que tinha na terra e que pelo menos 70% dos nabos
também foram à vida. Tem plantas em casa há dois meses à espera de
irem para a terra. Se o São Pedro for amigo a partir de agora e
permitir que a água desça rapidamente, ainda poderá plantar esses
melões dentro de 15 dias, com um mês e tal de atraso. Certo é que as
culturas de verão se vão atrasar e o rendimento vai ser muito menor,
porque em Setembro, mesmo que não chova, os dias são mais curtos e
terão menos sol. Carlos Graça estima que a sua produção de verão
deverá cair perto de 15%.
Joaquim Barroso, agricultor de Riachos, planeia plantar dentro de
quinze dias os tomates que tem à espera há semanas. Não teve grande
prejuízo com as cheias, porque tinha apenas um hectare plantado com
algumas hortaliças e batatas. Mas tanta água fora de tempo causou-lhe
espanto, não se lembra de ver o campo ficar tapado em Abril. "Só em
1969 é que isto aconteceu. Nesse Março, a água passou por cima do
Dique dos Vinte".
A sua maior preocupação é o que vai plantar com atraso. "A despesa é a
mesma e a produção vai ser menor (...) e se por acaso chove em
Setembro ou Outubro... fica lá tudo outra vez".
Joaquim Barroso acompanhou com precisão o período de chuvas, pois é um
facto histórico de que aconselha registo: começou a chover na
quarta-feira de cinzas. Passou a semana santa, sempre a chover. Quando
chegou ao domingo de Páscoa, os campos estavam todos debaixo de água.
Uma quaresma muito molhada que terminou com a enchente do Tejo a
causar os maiores estragos: a abertura das barragens fez o maior rio
transbordar e o Almonda andar para trás. "A água do Tejo chegou à
Quinta de Melo, tapou o campo todo. Há terras que só daqui a dois
meses é que ficam fora de água".
foto José Neves
http://www.oriachense.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1205:ha-mais-de-quarenta-anos-que-os-agricultores-nao-viam-chover-tanto-em-marco&catid=38:regiao&Itemid=69
anormalmente chuvoso. Prolongaram-se até Abril e só pararam depois das
águas da bacia do Tejo terem subido ao ponto de causarem cheias por
todo o distrito de Santarém, que foi o distrito que teve mais área
submersa a nível nacional. Os campos agrícolas ficaram todos alagados
e muitos cultivos destruídos.
Da Golegã a Santarém muitas foram as estradas intransitáveis durante
vários dias, como a nacional 365 que faz a ligação da Golegã a
Azinhaga, submersa em vários pontos. A Câmara reabriu caminhos do
campo, como alternativas aconselhadas para chegar a Azinhaga e
Pombalinho, nomeadamente a que liga a Brôa, pelo Rabo dos Cágados, ao
Dique dos Vinte. Para a circulação do trânsito por esses caminhos, a
GNR foi informada da suspensão temporária do condicionamento da
circulação à noite nos caminhos rurais.
Mas são os efeitos das cheias na agricultura que permanecem.
Praticamente todas as explorações do Vale do Tejo foram afectadas,
segundo a Confederação dos Agricultores do Ribatejo, quer aquelas das
culturas de primavera (ervilha, fava, nabo, batata, cebola, alface e
outros hortícolas), quer as que se deveriam estar a preparar para as
culturas de verão (tomate, melão e milho). Aquando da grande invasão
das águas do rio Tejo, no fim de Março, os terrenos deveriam estar a
ser preparados. Agora, quando já deveriam estar lavrados e a receber
as plantas do tomate e o melão, continuam alagados.
Mário Antunes, da Agrotejo, diz que as culturas instaladas, que
deveriam estar agora na colheita ficaram todas destruídas. No caso das
próximas, já passou o "período óptimo"para o seu cultivo e, a serem
cultivadas mais tarde, o rendimento vai ser menor. Agora à espera que
a água desapareça (mais duas semanas, pelo menos), os agricultores têm
de fazer uma "reestruturação do plano cultural, porque o ciclo ficou
irremediavelmente atrasado", explica o engenheiro da Agrotejo.
Mário Antunes diz que em Alpiarça e Azinhaga houve rombos sérios nas
margens do rio Tejo, que além de terem permitido a entrada de muito
mais água, areia e cascalho nos campos, continuam a ser uma ameaça à
recuperação do tempo perdido, porque se ainda chover em Abril, nada
está salvaguardado. Aqui mais perto, o Almonda também sofreu rombos,
nomeadamente na zona da ponte do Casal do Vale.
No fecho de edição deste jornal, na segunda-feira passada, ainda não
havia dados para revelar nem estragos para quantificar, mas a Agrotejo
já procedia ao seu levantamento.
Agricultores apreensivos
Carlos Graça, da Agro-Graça, revela que perdeu praticamente todas as
couves e bróculos que tinha na terra e que pelo menos 70% dos nabos
também foram à vida. Tem plantas em casa há dois meses à espera de
irem para a terra. Se o São Pedro for amigo a partir de agora e
permitir que a água desça rapidamente, ainda poderá plantar esses
melões dentro de 15 dias, com um mês e tal de atraso. Certo é que as
culturas de verão se vão atrasar e o rendimento vai ser muito menor,
porque em Setembro, mesmo que não chova, os dias são mais curtos e
terão menos sol. Carlos Graça estima que a sua produção de verão
deverá cair perto de 15%.
Joaquim Barroso, agricultor de Riachos, planeia plantar dentro de
quinze dias os tomates que tem à espera há semanas. Não teve grande
prejuízo com as cheias, porque tinha apenas um hectare plantado com
algumas hortaliças e batatas. Mas tanta água fora de tempo causou-lhe
espanto, não se lembra de ver o campo ficar tapado em Abril. "Só em
1969 é que isto aconteceu. Nesse Março, a água passou por cima do
Dique dos Vinte".
A sua maior preocupação é o que vai plantar com atraso. "A despesa é a
mesma e a produção vai ser menor (...) e se por acaso chove em
Setembro ou Outubro... fica lá tudo outra vez".
Joaquim Barroso acompanhou com precisão o período de chuvas, pois é um
facto histórico de que aconselha registo: começou a chover na
quarta-feira de cinzas. Passou a semana santa, sempre a chover. Quando
chegou ao domingo de Páscoa, os campos estavam todos debaixo de água.
Uma quaresma muito molhada que terminou com a enchente do Tejo a
causar os maiores estragos: a abertura das barragens fez o maior rio
transbordar e o Almonda andar para trás. "A água do Tejo chegou à
Quinta de Melo, tapou o campo todo. Há terras que só daqui a dois
meses é que ficam fora de água".
foto José Neves
http://www.oriachense.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1205:ha-mais-de-quarenta-anos-que-os-agricultores-nao-viam-chover-tanto-em-marco&catid=38:regiao&Itemid=69
Há menos lixo em aterros e mais a ser transformado em adubo e biogás
RICARDO GARCIA
10/04/2013 - 00:00
Paulo Lemos diz que ainda "há progressos a fazer"
Produção de lixo caiu 7,5% em 2012. Plano estratégico para os resíduos
pronto em Junho.
Portugal está próximo de ter mais lixo reciclado, incinerado ou
transformado em adubo e biogás, do que depositado em aterros
sanitários. A percentagem de resíduos sólidos urbanos encaminhada para
aterro no território continental caiu de 58% em 2011 para 54% em 2012,
segundo um balanço que será apresentado hoje pelo Ministério da
Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território no 7.º Fórum
Nacional de Resíduos, em Lisboa.
A deposição em aterro é normalmente considerada a solução menos
recomendada nas políticas de gestão de lixo urbano. Até à década de
1990, abrangia quase a totalidade dos resíduos produzidos em Portugal,
mas tem vindo progressivamente a ser abandonada, em favor da
reciclagem, incineração e valorização orgânica.
A valorização orgânica foi a que mais evoluiu no ano passado, com a
entrada em funcionamento de novas centrais de compostagem, que
transformam lixo em adubo, ou de digestão anaeróbia, que produzem
biogás. Em 2011, respondiam por 9% do lixo tratado. Agora são 15%.
A subida é importante, dado que Portugal estava até agora com um
atraso de cinco anos em relação às metas europeias para o desvio dos
resíduos biodegradáveis dos aterros. Em 2011, cerca de 1,7 milhões de
toneladas de lixo orgânico ainda iam para aterros, valor admissível
somente até 2006. Em 2009, o limite era de 1,1 milhões e em 2016 será
de 790 mil.
O peso da incineração e da reciclagem caiu no cômputo geral - de 20%
para 18% no primeiro caso, e de 14% para 13% no segundo.
No total, a produção total de resíduos urbanos no continente sofreu
uma queda de 7,5% em 2012. Já em 2011, tinha reduzido em 6%.
A reciclagem está a cair a um nível mais elevado. No sector das
embalagens, houve uma redução de 9%, segundo dados da Sociedade Ponto
Verde (SPV) - que gere este fluxo de resíduos, em nome da indústria.
"Há progressos a fazer", reconhece o secretário de Estado do Ambiente
e Ordenamento do Território, Paulo Lemos. Nas novas licenças para os
fluxos especiais de resíduos - como o das embalagens, pilhas ou óleos
- haverá novas obrigações a cumprir. O objectivo, diz Paulo Lemos, é
melhorar o acompanhamento dos resultados.
Já há duas novas licenças em negociação - com a Sociedade Ponto Verde
e com uma segunda empresa para os resíduos de embalagem, que o sector
da distribuição quer criar em alternativa à SPV. A decisão final
deverá ser tomada dentro de um mês.
Em curso está ainda a elaboração do terceiro Plano Estratégico para os
Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU III), uma peça-chave não só para a
gestão do lixo em geral como para a privatização da Empresa Geral de
Fomento (EGF), a sub-holding estatal da área dos resíduos.
A privatização dificilmente avançará sem regras do jogo claras no
PERSU III, sobretudo metas que tenham de ser cumpridas. "Vamos ainda
avaliar se devemos ter metas nacionais ou metas para cada sistema de
gestão de resíduos", afirma Paulo Lemos.
O PERSU III, diz o secretário de Estado, deverá estar pronto em Junho.
O Governo tinha anunciado o lançamento da privatização ainda no
primeiro semestre deste ano.
O plano estratégico terá três grandes objectivos: cumprir as metas
europeias para os resíduos, garantir que os sistemas de gestão são
sustentáveis e compatibilizar os investimentos necessários com os
financiamentos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
http://www.publico.pt/portugal/jornal/ha-menos-lixo-em-aterros-e-mais-a-ser-transformado-em-adubo-e-biogas-26356484
10/04/2013 - 00:00
Paulo Lemos diz que ainda "há progressos a fazer"
Produção de lixo caiu 7,5% em 2012. Plano estratégico para os resíduos
pronto em Junho.
Portugal está próximo de ter mais lixo reciclado, incinerado ou
transformado em adubo e biogás, do que depositado em aterros
sanitários. A percentagem de resíduos sólidos urbanos encaminhada para
aterro no território continental caiu de 58% em 2011 para 54% em 2012,
segundo um balanço que será apresentado hoje pelo Ministério da
Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território no 7.º Fórum
Nacional de Resíduos, em Lisboa.
A deposição em aterro é normalmente considerada a solução menos
recomendada nas políticas de gestão de lixo urbano. Até à década de
1990, abrangia quase a totalidade dos resíduos produzidos em Portugal,
mas tem vindo progressivamente a ser abandonada, em favor da
reciclagem, incineração e valorização orgânica.
A valorização orgânica foi a que mais evoluiu no ano passado, com a
entrada em funcionamento de novas centrais de compostagem, que
transformam lixo em adubo, ou de digestão anaeróbia, que produzem
biogás. Em 2011, respondiam por 9% do lixo tratado. Agora são 15%.
A subida é importante, dado que Portugal estava até agora com um
atraso de cinco anos em relação às metas europeias para o desvio dos
resíduos biodegradáveis dos aterros. Em 2011, cerca de 1,7 milhões de
toneladas de lixo orgânico ainda iam para aterros, valor admissível
somente até 2006. Em 2009, o limite era de 1,1 milhões e em 2016 será
de 790 mil.
O peso da incineração e da reciclagem caiu no cômputo geral - de 20%
para 18% no primeiro caso, e de 14% para 13% no segundo.
No total, a produção total de resíduos urbanos no continente sofreu
uma queda de 7,5% em 2012. Já em 2011, tinha reduzido em 6%.
A reciclagem está a cair a um nível mais elevado. No sector das
embalagens, houve uma redução de 9%, segundo dados da Sociedade Ponto
Verde (SPV) - que gere este fluxo de resíduos, em nome da indústria.
"Há progressos a fazer", reconhece o secretário de Estado do Ambiente
e Ordenamento do Território, Paulo Lemos. Nas novas licenças para os
fluxos especiais de resíduos - como o das embalagens, pilhas ou óleos
- haverá novas obrigações a cumprir. O objectivo, diz Paulo Lemos, é
melhorar o acompanhamento dos resultados.
Já há duas novas licenças em negociação - com a Sociedade Ponto Verde
e com uma segunda empresa para os resíduos de embalagem, que o sector
da distribuição quer criar em alternativa à SPV. A decisão final
deverá ser tomada dentro de um mês.
Em curso está ainda a elaboração do terceiro Plano Estratégico para os
Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU III), uma peça-chave não só para a
gestão do lixo em geral como para a privatização da Empresa Geral de
Fomento (EGF), a sub-holding estatal da área dos resíduos.
A privatização dificilmente avançará sem regras do jogo claras no
PERSU III, sobretudo metas que tenham de ser cumpridas. "Vamos ainda
avaliar se devemos ter metas nacionais ou metas para cada sistema de
gestão de resíduos", afirma Paulo Lemos.
O PERSU III, diz o secretário de Estado, deverá estar pronto em Junho.
O Governo tinha anunciado o lançamento da privatização ainda no
primeiro semestre deste ano.
O plano estratégico terá três grandes objectivos: cumprir as metas
europeias para os resíduos, garantir que os sistemas de gestão são
sustentáveis e compatibilizar os investimentos necessários com os
financiamentos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
http://www.publico.pt/portugal/jornal/ha-menos-lixo-em-aterros-e-mais-a-ser-transformado-em-adubo-e-biogas-26356484
Investigação em Horticultura Social e Terapêutica motiva publicação
Escrito por CienciaPT
10-APR-2013
Trabalho de investigação envolve vários Docentes, Alunos e ex-Alunos
do Politécnico de Viana
"O Jardim das Plantas Aromáticas e Medicinais & Bem-estar: Benefícios
da intervenção "green care" para envelhecer bem", "A Terra e a
horticultura como fatores sócio terapêuticos", "Plantas hortícolas,
ornamentais, aromáticas e medicinais e flores comestíveis" são alguns
dos temas que podemos encontrar no livro "Horticultura Social e
Terapêutica: Hortas Urbanas e Atividades com Plantas no Modo de
Produção Biológico" que vai ser lançado já este sábado, 13 de abril,
no auditório do Parque de Exposições de Braga.
Numa Coordenação de Isabel Mourão e Miguel Brito, ambos Docentes da
Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
[ESA-IPVC], o livro constituído por 334 páginas será apresentado numa
cerimónia que terá início às 17h30, no auditório do Parque de
Exposições de Braga, que acolhe nesta altura a Feira AGRO - Feira
Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação.
"A Horticultura Social e Terapêutica enquadra-se em programas de
horticultura urbana, de educação ambiental e de apoio a pessoas
idosas, com deficiência ou dependência, em instituições de saúde, de
reabilitação psicossocial e de inclusão social" explica Isabel Mourão,
justificando a realização deste trabalho de investigação que resultou
nesta publicação.
Do conjunto de 29 autores do livro, 7 são docentes de duas Escolas
Superiores do Politécnico de Viana, a saber a Agrária [ESA-IPVC] e a
de Educação [ESE-IPVC], e envolve ainda 5 alunos e ex-alunos da
ESA-IPVC.
http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=107972&Itemid=337
"Estes programas são promovidos por instituições particulares de
solidariedade social, câmaras municipais, associações,
estabelecimentos prisionais, instituições de ensino superior e outras
instituições e têm por objetivo contribuir para o bem-estar e melhoria
da qualidade de vida das pessoas, nomeadamente da sua saúde física,
mental e emocional" sublinha a Docente.
"Por outro lado oferecem oportunidades para a socialização,
participação ativa e exercício físico, estímulo dos sentidos, da
concentração e da criatividade" acrescenta Luís Miguel Brito.
"Neste livro, descrevem-se programas em diversos contextos e áreas de
intervenção que revelam o empenho das respetivas entidades e que,
entre tantas outras no nosso país, obtêm resultados magníficos e são
uma fonte de inspiração e a razão da Horticultura Social e
Terapêutica" adiantam ainda os Coordenadores da publicação.
"As plantas, as tecnologias e as práticas associadas ao planeamento e
à implementação de programas de Horticultura Social e Terapêutica são
orientadas, neste livro, de acordo com o modo de produção biológico,
por razões de saúde e segurança no trabalho para as pessoas que
participam nas atividades e também por razões de proteção ambiental",
esclarecem ainda.
O livro inclui ainda "um programa anual e a descrição de 43
atividades, que podem ser adaptadas às características dos
participantes nos diferentes contextos em que se inserem" revela
Isabel Mourão.
"Os principais destinatários desta publicação incluem técnicos das
instituições que se dedicam à Horticultura Social e Terapêutica,
estudantes e cidadãos em geral, que pretendam conhecimento técnico
para o desenvolvimento das Hortas Urbanas Biológicas, aponta Luís
Miguel Brito.
A publicação deste livro, que tem como editora a Publindústria,
enquadra-se na atividade de Investigação & Desenvolvimento da Escola
Superior Agrária do IPVC.
Uma segunda apresentação está ainda agendada na capital, para dia 20
de abril, na Feira Nacional de Agricultura Biológica, que decorrerá no
Campo Pequeno.
Este livro tem um PVP de 15,6 euros, pois foram doados os direitos de
autor, tendo sido ainda patrocinado por 12 entidades e empresas, que
tornaram possível um custo do livro mais acessível, entre as quais a
Associação Portuguesa de Agricultura Biológica – AGROBIO, a Associação
Portuguesa de Horticultura – APH, a Câmara Municipal da Maia, Câmara
Municipal de Ponte de Lima, Câmara Municipal de Viana do Castelo,
Fundação Vox Populi, Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento
Africano – VIDA, Bayer Cropscience - Produtos para a Agricultura Lda.,
Inoveplastika - Inovação e Tecnologia em Plásticos Lda., Leal &
Soares, S.A. - Sistemas Integrados de Reciclagem Orgânica – SIRO,
Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto –
LIPOR, Tecniferti, S.A.
10-APR-2013
Trabalho de investigação envolve vários Docentes, Alunos e ex-Alunos
do Politécnico de Viana
"O Jardim das Plantas Aromáticas e Medicinais & Bem-estar: Benefícios
da intervenção "green care" para envelhecer bem", "A Terra e a
horticultura como fatores sócio terapêuticos", "Plantas hortícolas,
ornamentais, aromáticas e medicinais e flores comestíveis" são alguns
dos temas que podemos encontrar no livro "Horticultura Social e
Terapêutica: Hortas Urbanas e Atividades com Plantas no Modo de
Produção Biológico" que vai ser lançado já este sábado, 13 de abril,
no auditório do Parque de Exposições de Braga.
Numa Coordenação de Isabel Mourão e Miguel Brito, ambos Docentes da
Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
[ESA-IPVC], o livro constituído por 334 páginas será apresentado numa
cerimónia que terá início às 17h30, no auditório do Parque de
Exposições de Braga, que acolhe nesta altura a Feira AGRO - Feira
Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação.
"A Horticultura Social e Terapêutica enquadra-se em programas de
horticultura urbana, de educação ambiental e de apoio a pessoas
idosas, com deficiência ou dependência, em instituições de saúde, de
reabilitação psicossocial e de inclusão social" explica Isabel Mourão,
justificando a realização deste trabalho de investigação que resultou
nesta publicação.
Do conjunto de 29 autores do livro, 7 são docentes de duas Escolas
Superiores do Politécnico de Viana, a saber a Agrária [ESA-IPVC] e a
de Educação [ESE-IPVC], e envolve ainda 5 alunos e ex-alunos da
ESA-IPVC.
http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=107972&Itemid=337
"Estes programas são promovidos por instituições particulares de
solidariedade social, câmaras municipais, associações,
estabelecimentos prisionais, instituições de ensino superior e outras
instituições e têm por objetivo contribuir para o bem-estar e melhoria
da qualidade de vida das pessoas, nomeadamente da sua saúde física,
mental e emocional" sublinha a Docente.
"Por outro lado oferecem oportunidades para a socialização,
participação ativa e exercício físico, estímulo dos sentidos, da
concentração e da criatividade" acrescenta Luís Miguel Brito.
"Neste livro, descrevem-se programas em diversos contextos e áreas de
intervenção que revelam o empenho das respetivas entidades e que,
entre tantas outras no nosso país, obtêm resultados magníficos e são
uma fonte de inspiração e a razão da Horticultura Social e
Terapêutica" adiantam ainda os Coordenadores da publicação.
"As plantas, as tecnologias e as práticas associadas ao planeamento e
à implementação de programas de Horticultura Social e Terapêutica são
orientadas, neste livro, de acordo com o modo de produção biológico,
por razões de saúde e segurança no trabalho para as pessoas que
participam nas atividades e também por razões de proteção ambiental",
esclarecem ainda.
O livro inclui ainda "um programa anual e a descrição de 43
atividades, que podem ser adaptadas às características dos
participantes nos diferentes contextos em que se inserem" revela
Isabel Mourão.
"Os principais destinatários desta publicação incluem técnicos das
instituições que se dedicam à Horticultura Social e Terapêutica,
estudantes e cidadãos em geral, que pretendam conhecimento técnico
para o desenvolvimento das Hortas Urbanas Biológicas, aponta Luís
Miguel Brito.
A publicação deste livro, que tem como editora a Publindústria,
enquadra-se na atividade de Investigação & Desenvolvimento da Escola
Superior Agrária do IPVC.
Uma segunda apresentação está ainda agendada na capital, para dia 20
de abril, na Feira Nacional de Agricultura Biológica, que decorrerá no
Campo Pequeno.
Este livro tem um PVP de 15,6 euros, pois foram doados os direitos de
autor, tendo sido ainda patrocinado por 12 entidades e empresas, que
tornaram possível um custo do livro mais acessível, entre as quais a
Associação Portuguesa de Agricultura Biológica – AGROBIO, a Associação
Portuguesa de Horticultura – APH, a Câmara Municipal da Maia, Câmara
Municipal de Ponte de Lima, Câmara Municipal de Viana do Castelo,
Fundação Vox Populi, Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento
Africano – VIDA, Bayer Cropscience - Produtos para a Agricultura Lda.,
Inoveplastika - Inovação e Tecnologia em Plásticos Lda., Leal &
Soares, S.A. - Sistemas Integrados de Reciclagem Orgânica – SIRO,
Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto –
LIPOR, Tecniferti, S.A.
Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar inaugura AGRO 2013
. AGRO 2013 arranca com seminário internacional que contará com a representação
dos Governos de Portugal, Angola e Moçambique
O secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar,
Nuno Vieira de Brito, inaugura amanhã, quinta-feira, dia 11 de abril,
às 12h00, no Parque de Exposições de Braga, a AGRO 2013 – Feira
Internacional da Agricultura, Pecuária e Alimentação, uma das maiores
feiras agrícolas do país.
A inauguração oficial integra uma visita guiada ao recinto da Feira
que contará com várias entidades e personalidades, nomeadamente Hélder
Muteia, da ONU, para a Agricultura e a Alimentação, Daniel Clemente,
do Ministério da Agricultura de Moçambique, Joaquim Duarte, diretor
nacional do Ministério da Agricultura de Angola e Hélder Vaz Lopes,
diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),
entre outros. O certame abre ao público amanhã e prolonga-se até dia
14 de abril, no Parque de Exposições de Braga (PEB). De igual modo
marcará presença na cerimónia solene de abertura da AGRO 2013 o
presidente da Câmara Municipal de Braga, Eng.º Francisco Mesquita
Machado e o vice-presidente da autarquia e Presidente do Conselho de
Administração do PEB, Vítor Sousa.
Antecedendo o acto inaugural, a partir das 10h tem início o seminário
internacional "Agricultura de Futuro: Segurança Alimentar,
Desenvolvimento Rural e Sustentabilidade" que será um dos pontos altos
da AGRO 2013 e irá reunir vários agentes e responsáveis do setor
agrícola de Portugal, Angola e Moçambique para abordar o futuro da
agricultura e o seu potencial de internacionalização.
"Este ano quisemos dar uma maior ênfase à internacionalização,
nomeadamente introduzindo, pela primeira vez, os casos de Angola e
Moçambique. Deste modo, queremos associar o futuro da agricultura
portuguesa às potencialidades de desenvolvimento agrícola destes
países e reforçar o posicionamento internacional da marca AGRO. Ao
mesmo tempo que queremos dar os primeiros passos para lançamento duma
«AGRO ÁFRICA»", defendeu Miguel Corais, administrador-executivo do
PEB.
Hélder Muteia, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a
Alimentação, e Vicente Seixas e Sousa, da Escola de Ciências Agrárias
da UTAD, irão debruçar-se sobre a questão do desenvolvimento económico
agrícola. As estratégias, políticas públicas e oportunidades de
investimento serão debatidas por Nuno Vieira de Brito, secretário de
Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Daniel
Clemente, secretário permanente do Ministério da Agricultura de
Moçambique, Joaquim Duarte, diretor nacional do Ministério da
Agricultura de Angola, Hélder Vaz Lopes, diretor-geral da Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Lúcia Catarina Mendes,
coordenadora do Gabinete da direção-geral do Centro de Promoção de
Investimentos (CPI) de Moçambique e Pedro Sousa Rodrigues, diretor da
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
"Boas práticas agroindustriais e desenvolvimento de negócios é o tema
do painel da tarde, com início às 14h30, e que trará vários exemplos
de projetos portugueses em curso nos mercados de Angola e Moçambique.
Fernando Bianchi Aguiar, da Galp, Pedro Pinto, da Primor, Rúben
Fonseca, da Lusiaves, Manuel Almeida, da Higest e Ondina Afonso, da
Portugal Foods são os oradores convidados. Para dar a conhecer algumas
das caraterísticas económicos e comerciais do mercado angolano estará
Teresa Freitas, da Associação Industrial de Angola. O seminário
terminará com um momento de business networking.
Paralelamente, às 14h30, decorre o seminário "INOVEMP- Inovação e
Empreendedorismo no Meio Rural", organizado pela INOVISA, pela AJAP –
Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) e pela Escola
Superior Agrária de Ponte de Lima (ESA). Ricardo Brito Paes,
presidente da AJPA, Cátia Ribeiro, da INOVISA, Pedro Silva, da
TecMinho e João Lima, do Crédito Agrícola serão alguns dos convidados
da sessão.
O dia termina com o espetáculo musical de Augusto Canário & Amigos, às
21h30, no exterior do PEB.
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=98358&mostra=2&seccao=moldura&titulo=Secretario-de-Estado-da-Alimentacao-e-da
dos Governos de Portugal, Angola e Moçambique
O secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar,
Nuno Vieira de Brito, inaugura amanhã, quinta-feira, dia 11 de abril,
às 12h00, no Parque de Exposições de Braga, a AGRO 2013 – Feira
Internacional da Agricultura, Pecuária e Alimentação, uma das maiores
feiras agrícolas do país.
A inauguração oficial integra uma visita guiada ao recinto da Feira
que contará com várias entidades e personalidades, nomeadamente Hélder
Muteia, da ONU, para a Agricultura e a Alimentação, Daniel Clemente,
do Ministério da Agricultura de Moçambique, Joaquim Duarte, diretor
nacional do Ministério da Agricultura de Angola e Hélder Vaz Lopes,
diretor-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),
entre outros. O certame abre ao público amanhã e prolonga-se até dia
14 de abril, no Parque de Exposições de Braga (PEB). De igual modo
marcará presença na cerimónia solene de abertura da AGRO 2013 o
presidente da Câmara Municipal de Braga, Eng.º Francisco Mesquita
Machado e o vice-presidente da autarquia e Presidente do Conselho de
Administração do PEB, Vítor Sousa.
Antecedendo o acto inaugural, a partir das 10h tem início o seminário
internacional "Agricultura de Futuro: Segurança Alimentar,
Desenvolvimento Rural e Sustentabilidade" que será um dos pontos altos
da AGRO 2013 e irá reunir vários agentes e responsáveis do setor
agrícola de Portugal, Angola e Moçambique para abordar o futuro da
agricultura e o seu potencial de internacionalização.
"Este ano quisemos dar uma maior ênfase à internacionalização,
nomeadamente introduzindo, pela primeira vez, os casos de Angola e
Moçambique. Deste modo, queremos associar o futuro da agricultura
portuguesa às potencialidades de desenvolvimento agrícola destes
países e reforçar o posicionamento internacional da marca AGRO. Ao
mesmo tempo que queremos dar os primeiros passos para lançamento duma
«AGRO ÁFRICA»", defendeu Miguel Corais, administrador-executivo do
PEB.
Hélder Muteia, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a
Alimentação, e Vicente Seixas e Sousa, da Escola de Ciências Agrárias
da UTAD, irão debruçar-se sobre a questão do desenvolvimento económico
agrícola. As estratégias, políticas públicas e oportunidades de
investimento serão debatidas por Nuno Vieira de Brito, secretário de
Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Daniel
Clemente, secretário permanente do Ministério da Agricultura de
Moçambique, Joaquim Duarte, diretor nacional do Ministério da
Agricultura de Angola, Hélder Vaz Lopes, diretor-geral da Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Lúcia Catarina Mendes,
coordenadora do Gabinete da direção-geral do Centro de Promoção de
Investimentos (CPI) de Moçambique e Pedro Sousa Rodrigues, diretor da
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
"Boas práticas agroindustriais e desenvolvimento de negócios é o tema
do painel da tarde, com início às 14h30, e que trará vários exemplos
de projetos portugueses em curso nos mercados de Angola e Moçambique.
Fernando Bianchi Aguiar, da Galp, Pedro Pinto, da Primor, Rúben
Fonseca, da Lusiaves, Manuel Almeida, da Higest e Ondina Afonso, da
Portugal Foods são os oradores convidados. Para dar a conhecer algumas
das caraterísticas económicos e comerciais do mercado angolano estará
Teresa Freitas, da Associação Industrial de Angola. O seminário
terminará com um momento de business networking.
Paralelamente, às 14h30, decorre o seminário "INOVEMP- Inovação e
Empreendedorismo no Meio Rural", organizado pela INOVISA, pela AJAP –
Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) e pela Escola
Superior Agrária de Ponte de Lima (ESA). Ricardo Brito Paes,
presidente da AJPA, Cátia Ribeiro, da INOVISA, Pedro Silva, da
TecMinho e João Lima, do Crédito Agrícola serão alguns dos convidados
da sessão.
O dia termina com o espetáculo musical de Augusto Canário & Amigos, às
21h30, no exterior do PEB.
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=98358&mostra=2&seccao=moldura&titulo=Secretario-de-Estado-da-Alimentacao-e-da
Leclerc propõe criação de um fundo de 180 milhões de euros para produtores de leite
por Ana Rita Costa12 de Abril - 2013
O Presidente da cadeia de distribuição francesa Leclerc, propôs
recentemente a criação de um fundo de emergência para ajudar os
produtores de leite. Este fundo teria um saldo de 180 milhões de euros
e seria financiado pela indústria e pelos distribuidores.
Michel-Edouard Leclerc estima que 51% do leite produzido em França vai
para produtos industriais, e assim, deve ser a indústria a financiar
51% do fundo, ou seja, cerca de 92 milhões de euros.
49% do leite francês destina-se a produtos de grande consumo, como
queijos, manteiga, iogurtes e leite de consumo, e por isso,
Michel-Edouard Leclerc acredita que 49% do fundo deveria ser
financiado pelas cadeias de distribuição, com um valor de cerca de 88
milhões de euros.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7187&bl=1
O Presidente da cadeia de distribuição francesa Leclerc, propôs
recentemente a criação de um fundo de emergência para ajudar os
produtores de leite. Este fundo teria um saldo de 180 milhões de euros
e seria financiado pela indústria e pelos distribuidores.
Michel-Edouard Leclerc estima que 51% do leite produzido em França vai
para produtos industriais, e assim, deve ser a indústria a financiar
51% do fundo, ou seja, cerca de 92 milhões de euros.
49% do leite francês destina-se a produtos de grande consumo, como
queijos, manteiga, iogurtes e leite de consumo, e por isso,
Michel-Edouard Leclerc acredita que 49% do fundo deveria ser
financiado pelas cadeias de distribuição, com um valor de cerca de 88
milhões de euros.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7187&bl=1
Revisão em alta das existências mundiais de milho
por Ana Rita Costa12 de Abril - 2013
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América manteve
invariáveis as suas previsões para este mês da produção mundial de
trigo, mas aumentou as de milho.
A produção mundial de trigo da campanha de 2012/2013 manteve-se
praticamente invariável em relação ao mês passado, mas houve países
onde se registaram variações.
Marrocos registou um aumento de 500 000 toneladas de trigo, enquanto a
média da produção da União Europeia desceu 200 000 toneladas, assim
como a da Arábia Saudita.
Em relação à produção mundial de milho, o World Agricultural Supply
and Demand Estimates elevou as suas previsões em cerca de 2 milhões de
toneladas até aos 855,92 milhões de toneladas devido à melhoria dos
valores brasileiros, que aumentaram 1,5 milhões de toneladas. A União
europeia também registou um crescimento ma produção de milho, assim
como a Rússia.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7186&bl=1
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América manteve
invariáveis as suas previsões para este mês da produção mundial de
trigo, mas aumentou as de milho.
A produção mundial de trigo da campanha de 2012/2013 manteve-se
praticamente invariável em relação ao mês passado, mas houve países
onde se registaram variações.
Marrocos registou um aumento de 500 000 toneladas de trigo, enquanto a
média da produção da União Europeia desceu 200 000 toneladas, assim
como a da Arábia Saudita.
Em relação à produção mundial de milho, o World Agricultural Supply
and Demand Estimates elevou as suas previsões em cerca de 2 milhões de
toneladas até aos 855,92 milhões de toneladas devido à melhoria dos
valores brasileiros, que aumentaram 1,5 milhões de toneladas. A União
europeia também registou um crescimento ma produção de milho, assim
como a Rússia.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7186&bl=1
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