segunda-feira, 5 de outubro de 2015

85% dos adolescentes consome sal acima do recomendado



 04 Outubro 2015, domingo  IndústriaIndústria alimentar
sal

Um estudo da Universidade do Porto revela que 85% dos adolescentes avaliados consomem sal em excesso, havendo mesmo quem ingira 22 gramas de sal por dia, através de pizzas, chourição e pastelaria.
O recomendado são cinco gramas diárias.
Um valor de ingestão de sal «claramente acima da recomendação e excessivo», observa a nutricionista e especialista em Ciências do Consumo, referindo que as principais fontes alimentares desse dia da menina de 14 anos foram produtos «altamente processados, como pizza, chourição, queijo, pão e pastelaria».
Segundo Carla Gonçalves a «principal preocupação» sobre este alto valor de sal na adolescente de 14 anos e na generalidade dos adolescentes avaliados é que não têm consciência que ingerirem sal acima do recomendado pela OMS, chegando por vezes a duplicar ou triplicar os valores aceites mundialmente.
A amostra para o estudo realizado com a colaboração da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Direção-Geral da Saúde, contou com a urina de 24 horas de 200 indivíduos - 118 raparigas e 82 rapazes -, um número recomendado pela OMS e que é considerada uma «amostra razoável» para se tirarem conclusões sobre o excesso de consumo de sal nos adolescentes portugueses, explicou a investigadora principal do estudo que faz parte da sua tese de doutoramento apresentada até ao final deste ano.
Para além de informar que mais de quatro em cada cinco adolescentes avaliados consome sal a mais, o estudo realizado por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição Alimentação da Universidade do Porto da Faculdade de Ciências da Nutrição Alimentação Universidade do Porto também conclui que «os rapazes ingerem mais do que as raparigas», diz Carla Gonçalves.
A investigadora conta que fontes alimentares do sal ingerido pelos adolescentes estudados são o grupo dos cereais, em especial do pão, e o grupo da carne, como as salsichas, hambúrgueres, são os principais contribuidores.
«Este estudo é importante, porque as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade em Portugal, a par do cancro, e a ingestão excessiva de sal é a causa dos dois, pois está relacionada com o desenvolvimento de hipertensão arterial e com alguns tipos de cancro, como o do estômago», explica.
Pedro Moreira, professor e diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto disse que estes dados são «preocupantes», visto que os mais recentes resultados mostram também que um «panorama de consumo excessivo em crianças».
Um estudo conhecido em maio passado sobre hábitos alimentares das crianças portuguesas, e que a Lusa noticiou na altura, indicava que 93% das crianças ingere sal a mais do que é recomendado pela OMS e que 54% ingere sal acima do máximo tolerável, tendo apenas 8% das crianças ingerido as quantidades de potássio (legumes e fruta) necessárias.
Fonte: Lusa

Brasil é o principal destino do azeite de oliva do Chile



 04 Outubro 2015, domingo  Agroflorestal
azeite

A associação que reúne 37 dos principais produtores de azeite de oliva extra virgem chileno, a Chile Oliva, anunciou que, em 2014, o Brasil se tornou no primeiro destino das exportações de azeite de oliva chileno, superando os EUA, que liderou a lista até 2014.
Aproximadamente 70% das plantações de oliveiras chilenas estão destinadas à produção de azeites de oliva de qualidade extra virgem e 30% para produção de azeitona de mesa, indica a associação.
Atualmente, são 24 mil hectares de oliveiras plantadas naquele país e uma produção de mais de 17 mil toneladas de azeite de oliva extra virgem entre os meses de maio, junho e julho.
As principais variedades cultivadas são Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Frantoio, Leccino, Coratina e Picual.
«A ChileOliva iniciou a campanha com o compromisso de investir na qualidade das exportações para surpreender novos públicos e fidelizar os apreciadores do azeite de oliva extra virgem do Chile. Esse foi o primeiro passo para fortalecer os nossos laços comerciais com o Brasil», diz Oscar Paez, diretor do ProChile Brasil, escritório responsável pelas relações comerciais entre os dois países.
Em relação a 2013, o aumento foi de 65% no envio dos produtos para o mercado brasileiro, o que reforça o sucesso da campanha promovida após o lançamento, em 2014, da marca setorial Azeite de Oliva do Chile, que tem como principal objetivo demonstrar a qualidade premium do produto.
Os principais produtores estão agrupados na Associação Chile Oliva, com 37 empresas associadas, que concentram mais de 93% de participação na indústria.
Fonte: AFP/Agronegócios

UE: onze países rejeitam OGM’s

 02 Outubro 2015, sexta-feira  Cerealicultura

Aproveitando a legislação comunitária, que permitiu aos Estados-membros decidir por si a proibição da sementeira de Organismos Geneticamente Modificados (OGM's), está a crescer o número de países que vão utilizar essa prerrogativa.
Assim, com a data limite de 2 de outubro, para notificar a Comissão Europeia (CE) das suas decisões, já são 11 os países que manifestaram oficialmente a sua intenção de proibir a sementeira dos OGM's.
Os países que já oficializaram os pedidos são a Áustria, a Croácia, a França, a Grécia, a Hungria, a Letónia, a Polónia e a Holanda.
Alguns países optaram por proibir para algumas regiões, como é o caso do Reino Unido, com a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte e a Bélgica, com a Valónia. É provável que a Itália se junte a este grupo.
Segundo a legislação atual, a proibição em cada Estado-membro passa por duas etapas, sendo que a primeira é o pedido às empresas que produzem sementes OGM's para que não vendam no país.
Se tal pedido não for aceite, passam à segunda fase, que é proibir com base na política ambiental ou agrícola ou outros motivos de âmbito social. 
Fonte: Agroinfo

Vespa Asiática: mais de 1.000 ninhos sinalizados em Viana do Castelo desde 2012



 25 Setembro 2015, sexta-feira  Apicultura

Viana do Castelo sinalizou 1.098 ninhos de vespa asiática desde 2012, dos quais 955 já foram destruídos, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros Municipais.
António Cruz revelou ainda que a sua corporação recebe uma média de quatro pedidos diários para confirmação de ninhos. «Até hoje, dos 1.098 sinalizados, já destruímos 955. Os 145 ninhos restantes, uns foram queimados por populares, outros encontravam-se a mais de 30 metros de altura, inacessíveis aos meios de que dispomos para os destruir, ou então desapareceram porque uma colónia desta espécie só resiste um ano», explicou.
O responsável adiantou que, «só no final do ano será possível perceber se a praga aumentou no concelho, em relação ao ano passado», sublinhando que, «em média, por dia, a corporação recebe cerca de quatro pedidos de confirmação de novos ninhos» daquela espécie.
«A maioria dos alertas é feita através de chamada telefónica para os bombeiros. Apenas um a dois pedidos chegam através da plataforma "SOS Vespa". Estes pedidos são reportados, sobretudo, pela GNR, Juntas de Freguesia e apicultores», explicou.
António Cruz adiantou que, nesta altura do ano, «as colónias estão em fase de crescimento, e por esse motivo, as pessoas conseguem detectá-los com mais facilidade».
De acordo com a base de dados da corporação, com registos desde Novembro de 2012, aquela corporação percorreu 29.505 quilómetros para proceder à destruição ninhos de vespa velutina, como também é conhecida, maior e mais agressiva do que a espécie autóctone nacional.
No total, a corporação despendeu mais de 2.276 horas naquelas operações, que envolveram 586 homens, e representaram 547 saídas de viaturas.
Anteriormente, o mesmo responsável explicara à Lusa que a destruição, através de atos de queima, realizada em parceria com o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo (CMIA), é feita de acordo com o «carácter de urgência» de cada caso.
Primeiro, adiantou, a corporação «dá prioridade» aos ninhos que estão situados no solo, depois os que são detectados no edificado, como casas, escolas, hospitais, etc, depois nos quintais de habitações e finalmente na área florestal.
A destruição ocorre sempre quando cai a noite, período em que as vespas fundadoras estão no interior das colmeias. Dados da Associação Apícola Entre Minho e Lima (APIMIL) indicam que cada ninho pode albergar até 2.000 vespas e 150 fundadoras de novas colónias, que no ano seguinte poderão vir a criar pelo menos 6 novos ninhos.
Segundo os apicultores, esta espécie, «mais agressiva», faz com que as abelhas não saiam para procurar alimento por estarem sob ataque, enfraquecendo as colmeias, que acabam por morrer colocando em causa a produção de mel. 
Esta espécie predadora foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004. Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir no final do seguinte.
Fonte: Lusa/Confagi.

PDR 2020 lança Bolsa de Iniciativas para a sustentabilidade agrícola



 01 Outubro 2015, quinta-feira  Política Agrícola
Foi hoje (1 de outubro) publicada a portaria que cria a Bolsa de Iniciativas da Parceria Europeia de Inovação para a produtividade e sustentabilidade agrícolas, designada Bolsa de Iniciativas. A Bolsa dirige-se mais concretamente ao apoio previsto na ação 1.1, «Grupos Operacionais», da medida 1, «Inovação», do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PDR 2020).
De acordo com a portaria, a Bolsa de Iniciativas destina-se, entre outros objetivos, a «promover o encontro entre interessados em desenvolver iniciativas de inovação no setor».
Cabe à unidade central da Estrutura Técnica de Animação (ETA) da Rede Rural Nacional (RRN) assegurar a gestão dos procedimentos relacionados com o funcionamento da plataforma eletrónica da Bolsa de Iniciativas.

domingo, 4 de outubro de 2015

CE publica Guia sobre Greening para 2016



 02 Outubro 2015, sexta-feira  Política Agrícola

Devido à grande confusão que provocou a aplicação da legislação sobre o greening para cálculo das ajudas diretas aos agricultores, a Comissão Europeia publicou um Guia que cobre três áreas, a diversificação cultural, as áreas ecológicas (EFA) e as medidas para manter os prados permanentes.
Para 2016, as principais alterações são:
a) As oleaginosas contam como cultura de cobertura, ou como área ecológica;
b) Algumas áreas ecológicas podem estar afastadas cinco metros das culturas e não pegadas às áreas cultivadas.
No mesmo Guia surgem alertas sobre os principais efeitos para os produtores, a saber:
a) Os agricultores com mais de dez hectares têm de obedecer à rotatividade cultural dentro das regras do greening;
b) Os agricultores com mais de quinze hectares têm de seguir as regras EFA do greening;
c) Os agricultores com menos de dez hectares não têm que fazer nada, pois já estão dentro das regras do greening;
d) Os agricultores que recebam o pagamento de base assente em prados permanentes, têm que obedecer às regras do greening, no que diz respeito aos prados permanentes.
Fonte: Agronegocios.eu

IFAP: PEDIDO ÚNICO 2015 - CALENDÁRIO INDICATIVO DE PAGAMENTOS - CONTINENTE

O IFAP disponibilizou informação atualizada relativa às datas previstas de pagamento das medidas incluídas no Pedido Único — PU 2015.

Com efeito, decorrente das adaptações que o IFAP tem vindo a implementar nos procedimentos de gestão e controlo das diversas medidas da PAC, incluindo a nova cadeia de pagamentos das ajudas, é agora possível disponibilizar datas indicativas de pagamento para todas as ajudas incluídas no Pedido Único de 2015, incluindo as medidas agroambientais.

Igualmente, decorrente da proposta apresentada pela Comissão Europeia no Conselho Ministros Extraordinário, de 7 de setembro, a percentagem de adiantamento dos pagamentos "ligados" foi aumentada para 70%.

Este Calendário Indicativo de Pagamentos é provisório e está sujeito a alterações decorrentes de situações excecionais:

IFAP: O MEU PROCESSO - CORRESPONDÊNCIA


O IFAP disponibilizou um novo ponto de acesso na Área Reservada do Portal, em O Meu Processo relativo à Correspondência enviada por este Instituto aos Beneficiários, nomeadamente no âmbito do Desenvolvimento Rural, Condicionalidade, Projetos de Investimento, Controlos e Regime de Pagamento Base (RPB).


O procedimento agora iniciado, tem como objetivo disponibilizar a generalidade dos ofícios remetidos aos Beneficiários do IFAP, desde 1 de janeiro de 2014, apresentando uma funcionalidade de pesquisa através das datas inicial e final pretendidas.

O IFAP pretende, assim, contribuir para a melhoria da comunicação com os seus Beneficiários, através da simplificação de processos, com o acesso simples e célere à informação no âmbito das Ajudas geridas por este Instituto.

Insecto sugador de pinhas reduz produção nacional de pinhão a metade

FRANCISCO ALVES RITO 03/10/2015 - 08:47

Leptoglossus occidentalis, insecto semelhante a um grilo, suga o miolo da pinha. Autoridades nacionais assinaram em Alcácer do Sal uma parceria para avaliar os danos e definir o plano de combate à praga.


DANIEL ROCHA

A produção de pinhão em Portugal caiu para menos de metade nos últimos quatro anos, devido à praga de Leptoglossus occidentalis, um insecto, de aparência semelhante ao grilo, que está a afectar a floresta nacional de pinheiro manso, queixam-se os produtores e industriais do sector.

Segundo o presidente da Associação dos Industriais de Miolo de Pinhão (AIMP), antes da chegada da praga a território português, há cerca de cinco anos, depois de estar já declarada noutros países mediterrânicos como Espanha e Itália, a indústria nacional de descasque do pinhão trabalhava 120 mil toneladas de pinhas por ano e produzia cerca de 4 mil toneladas. A produção de miolo de pinhão que, em mais de 90 por cento, destinava-se à exportação para países como a Itália, Estados Unidos da América ou Alemanha, chegou a valer aproximadamente 160 milhões de euros por ano.

Actualmente a produção de pinhão descascado fica-se por menos de metade, porque o miolo extraído de cada pinha sofreu uma redução substancial.

"Antigamente, de 100 quilo de pinhas retirávamos quatro quilos de pinhão e agora, dos mesmos cem quilos de pinhas obtemos somente 1,2 ou 1,3 quilos de miolo", disse ao PÚBLICO Hélio Cecílio, industrial do sector e presidente da AIMP.

A restante quantidade de miolo é consumida pelo Leptoglossus occidentalis. O insecto, com uma grande capacidade reprodutiva, tem um lábio sugador, injecta um líquido ácido para o interior do pinhão e consegue depois chupar os nutrientes do miolo.

"Só sabemos que pinhas estão afectadas quando as abrimos na fábrica", diz Paulo Lopes, representante da Preparadora de Pinhão, uma das indústrias de descasque a operar em Portugal. E acrescenta: "Nós, os fabricantes, pedimos às autoridades nacionais competentes para tomarem as medidas necessárias à erradicação da praga, urgentemente, mas os resultados têm sido muito lentos".

Além de rendimento, a indústria queixa-se de estar a perder mercado por falta de competitividade. "Agora temos muito mais custos para produzir muito menos e, como o pinhão nacional escasseia, o preço sobe", explica Hélio Cecílio, concluindo que a situação "é má, para a fileira do pinhão, que concorre com produtos da China e do Paquistão sem qualidade e de higiene duvidosa, sem sabor, que chegam ao mercado a preços muito mais baixos".

O problema é conhecido das entidades competentes, que assinaram esta semana, em Alcácer do Sal – concelho que acolhe o recentemente criado Centro de Competência do Pinheiro Manso e Pinhão (CCPMP) -, um protocolo de cooperação para avaliação dos danos e adopção de medidas de controlo da praga.

O Instituto Nacional e Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Direcção Geral de Alimentação Veterinária (DGAV), o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa (ISA) e a União da Floresta Mediterrânica (UNAC), com a colaboração dos industriais do sector e do Município de Alcácer do Sal, comprometem-se a trabalhar em conjunto para "quantificar os danos causados pelo Leptoglossus occidentalis no território continental" e a elaborar o "plano de acção nacional de controlo" da praga.  

Objectivos fixados no documento em que as seis entidades reconhecem "a necessidade de implementar no terreno uma estratégia para a monitorização e o controlo urgente das populações" deste insecto.

De acordo com o protocolo assinado, o plano nacional a adoptar passará por sensibilização e informação de proprietários e produtores florestais, controlo da praga através de luta química e luta biológica, medidas de apoio, incluindo financeiro, ao sector, e pela investigação científica do fenómeno.

O pinheiro manso ocupa em Portugal uma área total de 176 mil hectares, sendo a espécie florestal que mais cresceu desde o inventário florestal nacional de 2005, com um incremento de 54%. Representa já cerca de seis por cento da floresta de todo o país.

Urgência na acção
A necessidade de medidas práticas urgentes, no combate à praga, é reconhecida por todas as entidades ligadas à problemática e sublinhada, também pelos responsáveis políticos.

O secretário de Estado Secretário de Estado da Alimentação e Segurança Alimentar, Nuno Vieira de Brito, que esteve presente na cerimónia de assinatura do protocolo de parceria, pediu celeridade a todas as partes envolvidas.

GPP: Ministério da Agricultura e do Mar antecipa pagamento das principais medidas agroambientais

Custo dos ingredientes do pequeno-almoço inglês mais baixo em cinco anos

Por Nelson Pereira
11/09 18:25 CET

O custo dos produtos que integram o menú tradicional do pequeno-almoço inglês é o mais baixo em cinco anos. Embora os analistas ressalvem que a baixa nos preços dos produtos básicos não tenha sempre efeito direto sobre a fatura a pagar pelo consumidor final, os apreciadores do pequeno-almoço inglês podem esperar pagar menos.

Os preços de seis ingredientes básicos do pequeno-almoço inglês – trigo, leite , café, sumo de laranja , açúcar e carne de porco – caíram este ano ao nível mais baixo desde 2010, de acordo com o Financial Times.

As razões são o clima favorável, a produção abundante e a recente venda agressiva das matérias-primas. A alta do dólar norte-americano retirou também capacidade de competição às exportações dos Estados Unidos, a par da pressão dos preços das sementes oleaginosas.

O preço do café caiu 28% este ano, refletindo a desvalorização da moeda brasileira e de colheitas abundantes na Colômbia. No ano passado, os preços do café subiram em consequência da queda na produção provocada por uma seca sem precedentes no Brasil.

As previsões para a produção de trigo australiana aumentaram de 23,6 milhões de toneladas para 25,3milhões de toneladas, graças às chuvas favoráveis e à expansão das lavouras. A França também espera uma colheita recorde.

O Conselho Internacional dos Cereais elevou em agosto a sua estimativa de produção mundial de trigo, prevendo uma produção recorde de 720 milhões de toneladas em 2015/2016 e consequente baixa de preços.

Por Nelson Pereira

Cientistas europeus criam método “low cost” para testar qualidade da água

28/09 11:24 CET



A água é um bem cada vez mais escasso. Podemos compensar isto através da reciclagem, mas precisamos de métodos de controlo simples e não muito caros.

Uma equipa de investigação europeia trabalha para encontrar soluções, com experiências na indústria do tomate, no sul de Itália.

Numa estufa que compara diferentes métodos de irrigação, os investigadores tentam produzir uma colheita que, utilizando águas recicladas da indústria, possa ser segura para a alimentação humana.

Alfieri Pollice, especialista nos processos e técnicas de tratamento de águas residuais, explica: "Uma fábrica aqui perto prepara os tomates para armazenamento ou para venda ao público. Este processo utiliza muita água. Normalmente a água utilizada é desperdiçada. Estamos a tentar encontrar métodos para a reutilização desta água na agricultura".

A água é preciosa neste clima seco e o tratamento das águas usadas pode ser uma excelente forma de evitar a escassez. Mas o controlo da qualidade é complicado. Na maioria dos casos é precisa uma enorme quantidade de garrafas de amostras do líquido, que têm que ser transportadas para laboratórios e analisadas para verificar se a qualidade respeita os parâmetros de segurança.

"O que pretendemos verificar é se a água pode ser reutilizada para regar plantas, e se não ultrapassa os limites dos compostos orgânicos, dos nutrientes, porque há normas específicas que devem ser respeitadas para a água de irrigação", esclarece a engenheira Química, Helle Skejø.

Os cientistas do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia https://ec.europa.eu/jrc/ criaram uma forma de simplificar a inspeção. Em vez de enviarem a água reciclada para um laboratório, passam-na pelo filtro existente numa caixa concebida para os testes. Os componentes químicos retidos no filtro são depois analisados em laboratório.

Segundo o químico Giulio Mariani:"Uma das grandes vantagens é a versatilidade desta caixa: pode ser usada nas estações de tratamento de água, em águas paradas, água do mar e outras…"

Estes filtros são muito mais fáceis de levar para o laboratório que as tradicionais garrafas de vidro com dezenas de litros de água, que é preciso analisar para detetar os componentes químicos.

"A vantagem deste filtro em comparação com as técnicas tradicionais de análise é que a retenção de muitos componentes orgânicos num único filtro simplifica as análises, reduz os custos e o tempo e permite perservar melhor as amostras".

Este equipamento de recolha de amostras é simples e não muito caro, e os investigadores vão torná-lo disponível para outros especialistas que trabalham nesta área. Este processo inavador está a despertar a atenção de muitos profissionais que trabalham com controlo de águas.

"Os nossos colegas ficam surpreendidos com a relação qualidade/preço. Há muitos equipamentos comerciais com funções semelhantes, mas são muito caros. Por isso quando vêm um instrumento "faça você mesmo" e que custa 100 vezes menos, ficam supreendidos. Especialmente quando constatam que a fiabilidade é a mesma".

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A eletrólise da água como alternativa aos fungicidas

01/10 15:17 CET

"As aplicações possíveis são o combate às doenças nos produtos vegetais, a desinfeção dos equipamentos, a segurança alimentar, que passa por lavar os produtos frescos e aumentar o ciclo de vida dos alimentos."
Um projeto de investigação australiano estuda a possibilidade de recorrer à eletrólise da água como alternativa aos fungicidas usados na agricultura.

Hoje em dia, um vasto leque de produtos químicos é usado, em todo o mundo, para aumentar a produtividade agrícola, em detrimento da saúde e do ambiente.

O método testado na Austrália já é usado para matar bactérias em produtos frescos. A água eletrolisada obtém-se passando uma corrente elétrica através de um tanque que contém água e cloreto de sódio.

"As aplicações possíveis são o combate às doenças nos produtos vegetais, a desinfeção dos equipamentos, a segurança alimentar, que passa por lavar os produtos frescos e aumentar o ciclo de vida dos alimentos", Karine Cadoret é responsável pela associação de agricultores.

Os pesticidas estão associados ao colapso das abelhas, que são responsáveis por 80% da polinização das plantas agrícolas.

Em 2013, a Europa proibiu o uso de três pesticidas comercializados por grandes nomes da indústria. Apesar do voto contra de vários países incluindo Portugal, a medida foi aprovada pela maioria dos estados.

Nathan Richardson é um dos agricultores que testam atualmente o método da água eletrolisada.

"Tudo o que pudermos fazer para reduzir o impacto dos pesticidas na flora e na fauna pode ser muito positivo", disse Richardson.

De acordo com vários estudos internacionais, os pesticidas usados na agricultura convencional são desreguladores endócrinos e interferem com o sistema hormonal, causando problemas de fertilidade e tumores.

Onde está a salvação dos agricultores europeus?

02/10 07:04 CET

24/04 11:29
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"Eu tenho amigos que se suicidaram. Para mim, a responsabilidade é da Europa e das cooperativas."
Jacques Jeffredo tem uma missão: prestar homenagem aos cerca de 600 agricultores que, segundo ele, cometem suicídio todos os anos em França. As autoridades francesas reduzem estes números em dois terços. Só que Jacques, ele próprio um agricultor, revela que as estatísticas não refletem aquele que é um assunto tabu para muita gente.

"Tenho muitos colegas desta atividade que já partiram deste mundo. Um dia, apercebi-me que ninguém lhes prestava tributo. Isso deixava-me triste, achava que era uma injustiça, não havia reconhecimento nenhum de todas aquelas pessoas que se mataram a trabalhar para nos alimentar a todos", afirma.

Jacques está a colocar 600 cruzes em frente a uma basílica na Bretanha. É a forma que tem de chamar a atenção para o suicídio entre agricultores, que tem as taxas mais elevadas do que qualquer outra profissão. E não é só em França. Embora seja difícil apurar os motivos pessoais por detrás dos suicídios, a pergunta coloca-se: o que está a acontecer com os agricultores europeus?

Durante o verão, as manifestações sucederam-se. Muitos dirigiram-se a Bruxelas para protestar contra a queda dos preços do leite e da carne. Os produtores afirmam que juntando o fim das quotas de leite, que existiram durante trinta anos, à diminuição da procura e ao embargo russo de produtos lácteos, é inevitável o estrangulamento do setor. Em setembro, a Comissão Europeia prometeu 500 milhões de euros para ajudar os agricultores. Mas estes afirmam que a resposta não está nos subsídios, está em regular a atividade.

Audrey Le Bivic assumiu, há dez anos, as rédeas da exploração que os seus pais têm na Bretanha. Mas, hoje em dia, Audrey considera que perde dinheiro com a produção que obtém de 75 vacas. O preço do leite baixou. Ela recebe agora 300 euros por cada 1000 litros. Mas os custos de produção ascendem aos 345 euros.

Segundo ela, "os compradores querem um volume de produção de 800 mil litros por pessoa. Mas nós somos três para conseguir produzir isso. Não vamos continuar a trabalhar a troco de nada. Os jovens não querem instalar-se no campo para viver assim. Não temos fins de semana. Não temos férias. Trabalhamos, no mínimo, 70 horas por semana. Não temos um salário. Nós é que somos ingénuos por trabalhar assim. Nos outros países da Europa, há gente a sofrer como nós. A base do setor está a morrer. Fomos a Bruxelas manifestar-nos, os alemães estiveram ao nosso lado para dizer que estão a morrer e para pedir novas leis. Mas os políticos não nos ouvem."

O pai de Audrey, Thierry, abriu esta exploração no início dos anos 80, na altura em que foram impostas quotas de leite para regular o mercado. No passado mês de abril, Bruxelas terminou com a medida, porque, a nível global, a procura de leite estava a aumentar. Mas foi uma tendência que se foi invertendo. O pai de Audrey preocupa-se com o seu futuro. "Nós já estamos perto da reforma, faltam cinco anos. Mas ela vai fazer o quê? Ou vende tudo ou arranja um sócio. Mas será que ainda vale a pena fazer isso? Só se houver um jovem que compre a nossa parte, que queira investir e refazer tudo. Há sempre coisas a refazer. Por isso, pergunto-me se, daqui a cinco anos, não vamos ter de vender isto tudo", desabafa.

O futuro… É a questão também dos produtores de carne bovina e os suinicultores. 
Yves-Hervé Mingam tem uma suinicultura na Bretanha. A indústria da carne de porco foi duramente afetada pelo embargo russo e também por algumas normas que os diferentes países europeus adotaram. "Se eu não vender os animais, depois não tenho lugar para os leitões. Eu preciso sempre de ter lugar disponível. Esta criação está a sempre a abarrotar. Fico com muito pouca margem de manobra se não abater os animais", explica.

Segundo Yves, há 10 anos, a França produzia mais carne de porco do que a Alemanha ou a Espanha, por exemplo. Hoje em dia, há normas comuns, mas também há normas específicas em cada país. Os alemães e os espanhóis passaram a produzir mais 20 toneladas por ano do que os franceses. Muitos produtores tiveram de fechar portas.

"Hoje em dia, os jovens como eu estão a ser sacrificados. Não conseguimos pagar as contas. Vamos ter de reduzir o volume de produção. Não recebemos ajuda de ninguém, só promessas do governo. Nem a nível europeu encontramos trabalho. Estamos a sacrificar toda uma geração de produtores e as consequências só vão ser visíveis daqui a 10, 20 anos", vaticina Yves.

Em 1960, mais de 4 milhões de pessoas trabalhavam na agricultura em França. Hoje em dia, são menos de um milhão.

Christian Hascoet produz laticínios. Ele, que foi a Bruxelas manifestar-se, afirma que o caminho liberal que a Europa está a tomar, deixando o mercado autorregular-se, vai levar à asfixia financeira de um terço dos pequenos agricultores.

Christian declara que "é preciso defender um projeto. Não basta manifestarmo-nos contra. É claro que isso já é alguma coisa. Mas o que falta é um projeto comum. E a única estrutura a nível europeu que tem um projeto é a EMB, federação de produtores de leite. Ela agrupa produtores de todos os países europeus. Aquilo que pretendemos é uma Europa onde se possa cooperar. O que as indústrias e os gestores nos querem impor é uma Europa para competir. Mas não são esses dirigentes que vão sofrer as consequências da competição. Em vez disso, impõem-nas aos produtores."

Este criador continua: "É uma realidade que nos está a matar. Em França, dizem que há, pelo menos, um agricultor por dia a suicidar-se. Mas eu acho que esse número é muito inferior à realidade, por razões das quais não vou falar agora. Infelizmente, o sofrimento social e económico é tal, que as pessoas acabam por passar ao ato."

Audrey Le Bivic resume a situação: "Eu tenho amigos que se suicidaram. Para mim, a responsabilidade é da Europa e das cooperativas. Por isso, estamos a morrer. Já propusemos soluções, mas eles recusam, porque acham que as explorações têm de se agrupar. Isso não é justo. Eu e os meus pais levámos dez anos a encontrar o nosso sistema, que funciona. Tivemos vários problemas sanitários para resolver. Custou-nos muito dinheiro. Hoje que tudo está estável, temos de vender. Não, lamento! Não estou de acordo. Vou continuar a reivindicar."

FIPA diz que partidos nacionais estão “recetivos” a compromisso para o agroalimentar


por Ana Rita Costa- 2 Outubro, 2015

A FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares terminou hoje (2 de outubro) uma ronda pelos principais partidos políticos nacionais para discutir os desafios e as prioridades estratégicas do setor agroalimentar no futuro. Jorge Henriques, Presidente da FIPA, terminou esta ronda confiante de que os partidos nacionais estão "recetivos a um compromisso nacional para o setor agroalimentar".

"Dos encontros resultou um compromisso dos partidos em olhar para os eixos estratégicos do setor e uma preocupação em fazer transitar o mesmo para os próximos grupos parlamentares. Todos foram unânimes no reconhecimento da indústria enquanto fundamental na economia portuguesa", refere a organização.

De acordo com Jorge Henriques, a FIPA pretende desafiar decisores políticos, parceiros e sociedade civil "para um compromisso nacional que permita que o setor, determinante na economia nacional, caminhe de forma concertada nos próximos anos e com políticas consolidadas no âmbito da fiscalidade, da internacionalização e da inovação."

Entre as prioridades que a FIPA define como estratégicas estão "o reforço da competitividade e a aposta na investigação e inovação, a promoção de estilos de vida saudáveis e a existência de um enquadramento legal simples, estável e não discriminatório para as empresas do setor", diz ainda a entidade numa nota enviada às redações.

A indústria agroalimentar é uma das indústrias transformadoras que mais contribui para a economia nacional, tanto em volume de negócios (14,6 mil milhões de euros) como em Valor Acrescentado Bruto (2,6 mil milhões de  euros). Segundo a FIPA, o setor é também responsável por mais de 100 mil empregos diretos e mais de 500 mil empregos indiretos e tem mantido nos últimos cinco anos um crescimento acima da média da economia nacional.

Gin alentejano quer conquistar mercado europeu


por Ana Rita Costa- 1 Outubro, 2015

Chama-se 'Friends' e é o resultado de quatro anos de testes à volta de alambiques artesanais, 438 botânicas e mais de mil macerações e microdestilações. O gin premium alentejano chegou agora ao mercado nacional, mas já tem os olhos postos na Europa, com o objetivo de chegar à Bélgica, a França e ao Luxemburgo muito em breve.

O novo gin nacional é resultado do trabalho do produtor de vinhos Tiago Cabaço e do engenheiro agrónomo Luís Ferreira, que se uniram para criar um gin artesanal que refletisse o carácter da viticultura portuguesa.

"As 38 botânicas presentes no Friends deixam antever um gin complexo, intenso e aromático, de onde se destacam as passas de uva Touriga Nacional", revelam os produtores. O gin estagiou em barricas de carvalho e à quadrupla destilação em alambiques artesanais ganhou "um cunho marcadamente português".

Já o rótulo, produzido pelo atelier Rita Rivotti Wine Branding & Design, pretende traduzir a história do Friends através de um estilo vintage.

Com 8000 garrafas já produzidas, o objetivo é chegar aos mercados belga, francês e luxemburguês em breve e a outros novos mercados já em 2016, através da duplicação da produção.

Por cá, o gin Friends está já disponível em garrafeiras, lojas especializadas, bares e discotecas por um PVP recomendado de 32,90 euros.

ASAE apreende mais de 75 mil litros de vinho


     
03/10/2015 17:56 8148 Visitas   

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ASAE apreende mais de 75 mil litros de vinho


A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou hoje a apreensão de mais de 75 mil litros de vinho, cerca de 10 mil embalagens de cartão ('bag-in-box') e 190 mil rótulos, num valor total de 40 mil euros.

O vinho apreendido encontrava-se em garrafas de 0,75 litros e em unidades de 'bag-in-box'.

A operação de fiscalização realizou-se, na última semana, nos concelhos de Vila Nova de Poiares, Cantanhede e Leiria, no âmbito das competências  da ASAE em matéria de segurança alimentar e fiscalização económica e de combate à distribuição e comercialização ilegal de vinhos.

Como resultado da ação de fiscalização, dirigida a três armazenistas de vinhos, foram instaurados três processos de contraordenação por irregularidades na rotulagem, designadamente por falta e inexatidão de indicações legalmente obrigatórias.

Lusa/SOL

BASF vai apostar no setor hortícola


por Isabel Martins- 1 Outubro, 2015

A BASF vai apostar na área hortícola e promete para breve mais investimento neste setor. Em declarações à Vida Rural, o diretor geral da empresa em Portugal, Gunther Sthamer, revelou que até aqui o foco na área agrícola tem sido a vinha, mas a BASF quer apostar noutras direções. Numa conferência de imprensa para assinalar o 150º aniversário da empresa, Sthamer reiterou que a empresa "quer crescer no setor hortícola" e pretende mesmo promover uma iniciativa similar ao Nectar Divino, mas sem a componente da distribuição, que nos parece mais complicada nesta área".

Questionado quanto à atual dificuldade dos produtores nacionais em encontrar agroquímicos para as culturas que ficaram recentemente desprotegidas, com a proibição de algumas substâncias ativas, este responsável adiantou que "não há novos produtos no mercado, nem novas moléculas para breve. Mas estamos a trabalhar para resolver essa questão, quer seja através de força própria, quer seja por aquisição de empresas que nos possam dar esse know-how", esclareceu Sthamer.

Gunther Sthamer confirmou que o negócio agrícola continua a crescer e que área dos agroquímicos apresenta uma faturação que ronda os 15 milhões de euros em Portugal.

sábado, 3 de outubro de 2015

Mercado dos cereais em baixa mas com possibilidade de mudanças devido à seca

02-10-2015 
 

 
O mercado dos cereais segue uma tendência em baixa, com altas existências mundiais e forte concorrência de exportação. Para a colheita de 2016, o mercado encontra-se preocupado com as condições de seca do Mar Negro, que ameaçam a germinação do trigo de Inverno, apesar da possibilidade de chuva para esta semana no sul da Rússia, segundo assinalou Toño Catón, director de Culturas Arvenses de Castilha e León.

Os meios de comunicação da Ucrânia mencionam que o mês de Agosto foi o mais seco em 54 anos. Prevê-se que 70 por cento dos campos na Ucrânia passam por condições de seca, no entanto, os agricultores continuam a esperar chuva. Agências privadas estimam que a superfície com problemas é de 50 por cento da Ucrânia e 25 por cento na Rússia, havendo ainda esperanças optimistas.

Os mercados da Ucrânia e Rússia seguem um cenário muito competitivo no mercado do Egipto. Na Rússia, parece haver propostas para que o trigo seja isento do pagamento de imposto à exportação, o que, caso se confirme, os preços do trigo na Rússia serão mais competitivos.

Esta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou os seus dados de existências, destacando que as estimadas são superiores às da campanha passada para a soja, milho e trigo.

Fonte: Agrodigital

Douro fiscaliza as vindimas desde o corte aos centros de vinificação

02-10-2015 
 

 
Equipas do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto espalham-se pela região, nesta altura de vindima, para fiscalizarem desde o corte das uvas, ao transporte e entrada nos centros de vinificação para garantirem a genuinidade dos vinhos.

Nas vinhas cortam-se as uvas que depois são transportadas para os centros de vinificação. Existem cerca de 1.700 no Douro, sendo que 150 concentram mais de 90 por cento de toda a produção desta região demarcada.

Os fiscais do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) estão atentos a toda esta movimentação, percorrendo o território em acções de fiscalização.

Numa dessas acções, num cruzamento perto de São João da Pesqueira, distrito de Viseu, dois militares da GNR mandaram parar carrinhas e camiões e os elementos do instituto público conferiram os dados, desde o registo da viatura, a matrícula, o produto transportado, a quantidade e os documentos de acompanhamento.

O presidente o IVDP, Manuel de Novaes Cabral, afirmou aos jornalistas que a fiscalização é feita durante todo o ano, mas que esta se intensifica durante a vindima porque é durante este período que há mais circulação de produtos vitivinícolas, quer sejam uvas, mosto ou aguardente.

«Fiscalizar, controlar e certificar» são, segundo o responsável, as três palavras que resumem a missão do IVDP, a quem cabe garantir a genuinidade dos vinhos do Porto e do Douro.

Nestas acções no terreno, os fiscais possuem também um "tablet", através do qual conseguem aceder ao servidor do IVDP e confirmar de imediato os dados fornecidos pelos condutores.

Da estrada, os fiscais seguem depois para um dos centros de vinificação onde as uvas são entregues. Todas estas unidades têm que preencher uma aplicação informática onde é registado o nome do viticultor, a matrícula do veículo, freguesia de origem, hora e cor das uvas. Os dados têm que ser submetidos ao IVDP no espaço de 48 horas.

Na Quinta da Nogueira entram cerca de 120 toneladas de uvas nestes dias de vindima. Aqui a produção média de vinho ronda as quatro mil pipas. «No centro de vinificação verificamos o registo de entrada de uvas, verificamos a vinificação, a utilização do mosto e da aguardente, do volume de aguardente utilizado», explicou Alfredo Silva, dos serviços de fiscalização do instituto.

O responsável referiu que se segue o rasto das uvas desde a vinha até ao centro de vinificação, fazendo-se depois um cruzamento de dados. O objectivo é, frisou, «verificar a genuinidade da origem das uvas». As irregularidades têm diminuído e, segundo Manuel Cabral, as verificadas têm sobretudo a ver com a «não regularidade documental».

O controlo é feito também nas zonas periféricas para fiscalizar a entrada de vinho de fora da região e, depois, quando as vindimas já estiverem a acabar, o IVDP avança para o controlo das quantidades de vinho produzidas.

Na vindima do ano passado, o IVDP passou por 412 centros de vinificação e levantou quatro autos. A missão fundamental do IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real, é promover os vinhos do Porto e do Douro em Portugal e no mundo e garantir o controlo da qualidade e quantidade destes produtos.

Fonte: Lusa

Reguengos de Monsaraz: Cidade Europeia do Vinho recebe prémio "Laurus Nobilis"

 02-10-2015 

 
Reguengos de Monsaraz, Cidade Europeia do Vinho 2015, vai receber o prémio "Laurus Nobilis", atribuído pela Confraria dos Gastrónomos do Algarve, informou o município alentejano.

O troféu representativo da distinção e o diploma vão ser entregues na noite de sábado, em Loulé, durante a IV Gala da Ordem de Santa Maria de Ossónoba.

Segundo a autarquia, o prémio "Laurus Nobilis" é o reconhecimento pela Confraria dos Gastrónomos do Algarve «de entidade pública ou privada que se tenha destacado no mundo da gastronomia ou dos vinhos, ou pelo apoio prestado ao desenvolvimento confrádico».

O "Conselho dos Sábios" da confraria decidiu, por unanimidade, a atribuição do prémio, considerando como factores determinantes Reguengos de Monsaraz ser a Cidade Europeia do Vinho 2015 e por ter apoiado e recebido este ano o Encontro de Confrarias Enogastronómicas do CEUCO - Conselho Europeu de Confrarias Enogastronómicas.

Reguengos de Monsaraz é a Cidade Europeia do Vinho 2015, distinção atribuída pela Rede Europeia de Cidades do Vinho (Recevin), que integra cidades da Alemanha, Áustria, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália e Portugal.

Fonte: Lusa

Exportação angolana de vinho alentejano cresce 14 por cento

02-10-2015 
  
A exportação de vinhos do Alentejo para Angola cresceu 14 por cento no último ano, até final de Agosto, mas os produtores já assumem preocupação com a evolução do mercado, face à crise angolana.

De acordo com números transmitidos à Lusa pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), à margem de acções de promoção dos vinhos daquela região portuguesa realizadas nos últimos dias em Luanda e no Lubango, no sul do país, Angola representa o principal mercado de exportação fora da União Europeia, actualmente com uma facturação de 16 milhões de euros no último ano e 4,3 milhões de litros.

«Até agora ainda não nos estamos a ressentir da crise em Angola. O que tenho ouvido nos últimos dias assusta-nos um bocado, mas temos de ter esperança e continuar a promover os vinhos», explicou Maria Amélia da Silva, da CVRA, à Lusa.

Fonte: Lusa

DGADR: Plataforma da FAO - Family Farming Knowledge Platform


A FAO criou a Plataforma da Agricultura Familiar para o Conhecimento

No âmbito do Ano Internacional da Agricultura Familiar, que se celebrou em 2014, e dando continuidade ao projeto de colaboração interinstitucional que se mobilizou um pouco por todo o mundo, a FAO criou a Plataforma da Agricultura Familiar para o Conhecimento, com o objetivo de recolher, sistematizar e disponibilizar informação sobre Agricultura Familiar, de natureza científica, legal e estatística, para apoiar a formulação de políticas públicas, a troca de experiências e as boas práticas aprendidas.

A DGADR foi designada como ponto focal desta Plataforma em Portugal e tem vindo a acompanhar o seu desenvolvimento ao longo dos 4 meses que leva de implementação. Esta Plataforma reúne informação detalhada sobre a temática da Agricultura Familiar no mundo, nomeadamente legislação, dados estatísticos, trabalhos científicos, testemunhos de campo, resenha de políticas públicas, etc., disponível de forma sistematizada.

Consulte a plataforma e colabore neste projeto: http://www.fao.org/family-farming/en/

DGADR: Bolsa Nacional de terras - Balanço do 1º Concurso das terras do Estado


A DGADR, enquanto entidade gestora da Bolsa de terras disponibiliza o relatório elaborado para efeitos de Balanço do 1º Concurso das terras do Estado o qual resulta de uma análise mais aprofundada de alguns dos indicadores associados ao citado concurso.

 O 1º concurso permitiu a cedência das 19 terras do Estado, maioritariamente com aptidão agrícola, a 15 arrendatários, através da celebração de contratos 90% dos quais com a duração de 7 anos. O perfil dominante dos novos arrendatários corresponde maioritariamente a pessoas singulares com idade entre os 18 e os 40 anos de idade, ou seja Jovens agricultores, associados de Organizações de Produtores. A orientação produtiva aponta essencialmente para atividades culturais associadas à produção de culturas arvenses, de hortícolas e frutícolas. Relativamente ao desenvolvimento de projetos específicos destaca-se sobretudo o facto de 53% dos arrendatários Jovens Agricultores assumirem o compromisso de produzir em Produção Integrada e, 42% e 16% comprometerem-se a desenvolver projetos respetivamente sobre o aumento de eficiência do uso de água de rega e sobre a adaptação de espécies e variedades mais resistentes à escassez da água.


DGADR: Inauguração por Sua Excelência a Senhora Ministra da Agricultura e do Mar do Bloco de Rega da Maiorca do Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Mondego


No passado, dia 31 de agosto de 2015, a Senhora Ministra da Agricultura e do Mar, Professora Doutora Assunção Cristas, procedeu à inauguração das obras do Bloco de Maiorca do Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Mondego.

As obras, promovidas pela DGADR e financiadas pelo PRODER, infraestruturaram uma área com 510 ha, dotando-a com 156 caixas de rega, abastecidas por uma rede com 18,6 km de condutas em PRFV.

A circulação no interior do Bloco foi beneficiada através da construção de uma rede de caminhos com 27,0 km, tendo sido ainda construída uma rede de drenagem com cerca de 15,0 km e realizado o nivelamento de precisão dos terrenos agrícolas preparando-os para a cultura do arroz. Para a integração paisagística deste Bloco foram plantadas mais de 4 000 árvores e arbustos.

 Nesta intervenção foram também realizadas operações de emparcelamento o que permitiu que os 195 proprietários, que inicialmente ocupavam 789 prédios, com uma área média por prédio de 0,65 ha, passassem a dispor de novos lotes com uma área de 2,20 ha/prédio redistribuídos por 231 prédios. 

O custo total das obras ascendeu a cerca de 6.400.000 €, valor que não inclui o IVA nem as indemnizações pagas aos agricultores pelo não cultivo durante a realização dos trabalhos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Angola abre linha de crédito para projectos agrícolas, pecuários e pescas

 01-10-2015 
 

 
Dois bancos públicos angolanos abriram uma linha de crédito no valor de 82,7 milhões de euros para financiar projectos agrícolas, pecuários e nas pescas em Angola, informou o Ministério da Agricultura.

Esta linha de financiamento resulta de decisão do executivo e está a ser implementada pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), após um convénio rubricado a 29 de Setembro com o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), de acordo com informação governamental enviada à agência Lusa.

A operacionalização desta linha surge numa altura em que o Governo tem anunciado a aceleração da diversificação da economia, dependente das exportações de petróleo, mais de 98 por cento do total, e que enfrenta uma crise financeira e económica precisamente face à forte quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional, diminuindo as receitas angolanas.

Segundo o Ministério da Agricultura, este crédito a conceder, indirectamente, pelo Estado no valor de 82,7 milhões de euros (ME) pode financiar projectos de valor até 3,3 milhões de euros, com um período de carência não inferior a 24 meses e pagamento do reembolso dividido por 66 prestações mensais.

De acordo com dados do Banco Nacional de Angola consultados pela Lusa, os sectores da agricultura e das pescas atingiram em Agosto o volume mais elevado de crédito concedido, respectivamente de 1,1 mil ME e 58 ME.

Apesar do potencial histórico e reconhecido ao sector no país, a agricultura angolana teve um peso de 12 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014.

Devido à crise da cotação do barril de crude, o Governo angolano estima que o peso do petróleo exportado nas receitas fiscais angolanas passe de 70 por cento do total de 2014 para 36,5 por cento este ano, com a necessidade de diversificar a economia a ser encarada como prioridade governamental.

Fonte: Dinheirodigital; Lusa

Cortiça das rolhas das garrafas de vinho vai constar do rótulo

 01-10-2015 

 
As garrafas de vinho com rolha de cortiça vão poder conter no rótulo informação sobre a composição desse vedante a partir do final deste mês, mas desde que a cortiça represente metade da matéria utilizada, segundo uma portaria hoje publicada.

As novas regras são facultativas e as garrafas rotuladas até 01 de Agosto de 2016, que não cumpram as novas regras, ainda podem ser comercializadas até ao esgotamento do "stock", mas a partir dessa data poderão referir no rótulo o uso de vedante em cortiça, com larga tradição em Portugal.

«A presente portaria visa favorecer a utilização mais generalizada desta prática e sensibilizar as empresas para a melhoria da informação ao consumidor, evitando, ao mesmo tempo, qualquer acréscimo de burocracia ou outros custos de contexto não justificados para os respetivos operadores económicos», escreve o Ministério da Agricultura e do Mar, no preâmbulo do diploma, que entra em vigor a 30 de Outubro.

A portaria exige que a referência no rótulo ao uso de cortiça, enquanto vedante, tenha carácter facultativo e passe a obedecer a critérios exigentes de composição e qualidade do produto.

A referência à cortiça no rótulo da garrafa só vai poder ser feita quando representar mais de 50 por cento da matéria-prima do vedante, quando a empresa produtora do vedante estiver certificada e quando os engarrafadores e os operadores económicos responsáveis pela introdução dos produtos no mercado estejam na posse de documento que assegurem a rastreabilidade necessária à comprovação do cumprimento das novas normas.

Nas últimas décadas, tem-se vulgarizado no mercado nacional a utilização de diversos tipos de vedantes nos produtos vitivinícolas nacionais engarrafados, tais como cápsulas de alumínio e outros vedantes sintéticos.

Em Portugal, «a utilização da rolha de cortiça natural, enquanto vedante, tem uma larga tradição e continua a corresponder à expectativa de um número significativo de consumidores nacionais, que a valorizam tendo em conta as suas características», defende o ministério, lamentando que nem sempre o consumidor final tenha condições de poder identificar o tipo de vedante utilizado.

Anexo: Portaria nº322/2015, de 01 de Outubro 

Fonte: Lusa

CTT: Frutas de Portugal




FRUTAS DE PORTUGAL, UMA EMISSÃO DE SELOS «FRESQUINHA»,
FRUTO DE UMA PARCERIA CTT E TERRAPROJECTOS
 
 
Terá lugar hoje, dia 01 de Outubro, pelas 18:30h, no Palácio Sousa Leal, em Lisboa, a apresentação «oficial» da emissão de selos Frutas de Portugal, que contará com a presença de Raul Moreira, diretor de Filatelia dos CTT, João Miguel Pereira, diretor da Revista, Fruta, Legumes e Flores e diretor executivo da TerraProjectos, Domingos Santos, Presidente da Federação Nacional das Organizações de Produtores (FNOP), Vitor Andrade, coordenador de economia do Jornal Expresso e da Revista Exame e representantes de cada uma das frutas ilustradas na emissão, numa Tertúlia Agronómica, que promete ser uma saborosa «salada de frutas» sobre este tema, conduzida pela revista Frutas, Legumes e Flores.
 
Num contexto sociocultural em que as cartas escritas assumem um estatuto especial, afastadas da rotina, em que o revivalismo e a valorização do que é português conquista novo interesse e entusiamo, a TerraProjectos desafiou o departamento de filatelia dos CTT a desenvolver uma emissão de selos com base na Fruta de Portugal. Um verdadeiro tributo ao nosso país que encerra um conjunto de riquezas frutícolas que nos devem encher, a todos, de orgulho.
 
Desafio feito, desafio aceite. Num espaço de dois meses as cores, os perfumes, as texturas e os sabores das frutas portuguesas serviram de inspiração à aguarela que, num traço criativo, se foi desenhando, à mão, na TerraProjectos. Revelam-se assim uma nova forma de contribuir para a divulgação e comunicação dos frutos portugueses. A TerraProjectos, trabalhando no setor agroalimentar há 15 anos em duas áreas complementares, a competividade e os mercados, reúne em si um conhecimento profundo dos contextos (produtivo, industrial e comercial), da evolução e do potencial do agroalimentar português. A consultora tem assistido — e crê contribuído — para a evolução da consciencialização de que o marketing, a comunicação e o design, assentes em estratégias integradas, diferenciadas e conjuntas, cruciais para a conquista de perceções valorativas, positivas do setor, dos seus produtos e marcas, «cá dentro e lá fora», porque também nas exportações nacionais o agroalimentar se tem destacado.
 
Castanha de Trás-os-Montes; Cereja da Cova da Beira; Pêra Rocha do Oeste; Citrinos do Algarve; Banana da Madeira e Ananás dos Açores são os frutos presentes na «fresquíssima» emissão das Frutas de Portugal. Porquê estas frutas? Estas e outras questões serão discutidas e saboreadas, já no próximo dia 01 de Outubro.
 
Assim, qualquer português que opte por colocar na sua correspondência um selo desta emissão estará assim a promover não só o consumo destas frutas, mas também a dar a conhecer país fora as invejáveis riquezas fruticolas que fazem parte de todos nós.
 
Esta emissão filatélica é composta por seis selos: dois selos (castanhas e cerejas) com uma tiragem de 155 000 exemplares cada e um valor facial de 0,45€ cada; dois selos (laranjas e pêras) com um valor facial cada de 0,55€ e uma tiragem de 120 000 exemplares cada um; um selo das bananas da Madeira com uma tiragem de 145 000 exemplares e um valor facial de 0,72€ e um selo com o ananás dos açores com uma tiragem de 115 000 exemplares e um valor facial de 0,80€.
 
O design esteve a cargo de Natali Nascimento (TerraProjectos) e os selos têm um formato de 40 X 30,6 mm. As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos Restauradores em Lisboa, Munícipio no Porto, Zarco  no Funchal e Antero de Quental  em Ponta Delgada.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Copa-Cogeca: agenda da ONU é incentivo para um setor agrícola europeu sustentável



 30 Setembro 2015, quarta-feira  Hortofruticultura & FloriculturaIndústria alimentar
onu
Sobre a adoção pelas Nações Unidas da nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável, o Copa-Cogeca, organização europeia que representa agricultores e cooperativas, considera que a mesma oferece «um incentivo maior para alcançar um setor agrícola europeu sustentável, competitivo e economicamente viável, capaz de responder à crescente procura alimentar mundial».
Os 17 objetivos são divididos por 169 metas conexas foram adoptados pela Assembleia Geral das Nações Unidas na cimeira celebrada em Nova Iorque, e fazem parte da "Agenda de Desenvolvimento pós-2015", intitulada "Transformar o nosso mundo: A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável" e supõem a continuidade dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio que terminam em finais de 2015», adianta o Copa-Cogeca.
O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, a partir de Bruxelas, declarou que querem na Europa uma política agrícola estável que permita à União Europeia (UE) produzir de forma sustentável, contribuindo para um dos maiores desafios da próxima década: aumentar a produção de alimentos para uma população mundial com recursos limitados.
Pesonen referiu ainda que «enquanto se estabelece o quadro para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável a nível mundial, os Objetivos Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm um impacto importante no momento de abordar os desafios, mais concretamente no setor agrícola europeu, o que também se aplica na próxima revisão intermédia da Política Agrícola Comum (PAC) em 2017 e o seu desenho para além de 2020, cujos objetivos são garantir que os agricultores europeus sejam competitivos, garantindo ao mesmo tempo o fornecimento de alimentos seguros a nível mundial e a proteção do ambiente».

Quebra na produtividade da pera e aumentos na maçã, uva para vinho e pêssego



 29 Setembro 2015, terça-feira  Hortofruticultura & Floricultura
maca
As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 31 de agosto de 2015, apontam para uma redução muito significativa da produtividade da pera, -45% face a 2014, devido ao mau vingamento dos frutos e de graves problemas fitossanitários.
Contudo, estimam-se aumentos nos rendimentos unitários da maçã, de mais 20%, da uva para vinho, de mais oito por cento e na produção de pêssego, com mais cinco por cento.
Nas culturas de primavera/verão preveem-se aumentos na produtividade do tomate para a indústria, com um total de 95 toneladas por hectares, o que supõe mais 35%, e do arroz mais cinco por cento.
Em relação ao milho de regadio, este deverá registar uma redução de cinco por cento no rendimento unitário, com uma situação semelhante na batata, com quebras no regadio menores que as no sequeiro, de -10 e -50%, respetivamente.
Para a produção de leite e produtos lácteos, o INE adianta que a recolha de leite de vaca foi 166,3 mil toneladas, o que representou um aumento de 3,8%, mais 5,2% em relação a junho.
O volume total de produtos lácteos teve um decréscimo de 13,0%, mais 1,9 em junho, devido aos menores volumes de produção de leite para consumo, de acordo com o Boletim Mensal de Agricultura e Pescas do INE. 

Há um novo curso de inspeção a sistemas de rega e de bombeamento



 30 Setembro 2015, quarta-feira  AgroflorestalAgricultura
curso

O despacho que regulamenta o novo curso de inspeção a sistemas de rega e de bombeamento foi publicado a 28 de setembro em Diário da República.
Um dos requisitos técnicos fixados pela portaria é a de «frequência de curso de formação, homologado pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, com um mínimo de 60 horas, versando a temática de inspeção a sistemas de rega e de bombeamento».
Segundo o documento, pode ler-se que «para além da lacuna que este curso vem preencher na criação de condições técnicas para a melhoria da eficiência dos sistemas de rega, existe uma compreensível oportunidade na sua criação, já que a excecional adesão registada ao Sistema de Reconhecimento de Regantes obriga a reforçar rapidamente o número de técnicos habilitados a executar as atividades de inspeção técnica aos sistemas de rega e de bombeamento».


Governo antecipa pagamento das principais medidas agroambientais



 29 Setembro 2015, terça-feira  AgroflorestalAgricultura
agroambiental

O Ministério da Agricultura e do Mar (MAM), através do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), vai proceder à antecipação, já em outubro, do pagamento de três das principais Medidas Agroambientais: Agricultura Biológica, Produção Integrada e Conservação do Solo.
Em comunicado, a tutela salienta que a operacionalização das várias medidas agroambientais do PDR 2020 «está a ser efetuada no âmbito da implementação do primeiro ano de reforma da PAC».
«Desde já, pode assegurar-se o adiantamento das medidas da Agricultura Biológica, Produção Integrada e Conservação do Solo», assegura o ministério tutelado por Assunção Cristas.
Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, «os adiantamentos das ajudas são muito importantes pois proporcionam mais liquidez aos agricultores».
«Como nos anos anteriores iremos procurar antecipar o maior número de apoios possível. No caso das medidas agroambientais, podemos já assegurar o adiantamento em outubro da produção integrada, agricultura biológica e conservação do solo. Estas medidas são aquelas que abrangem mais beneficiários. As comunicações das aprovações aos agricultores serão feitas na área reservada no portal do IFAP, e serão feitas em momentos distintos em função do tipo de medida agroambiental», acrescenta o governante.
Ainda no mês de outubro, também haverá a antecipação dos pagamentos ligados da PAC. Estes adiantamentos, para o pagamento das Vacas Aleitantes, Ovinos e Caprinos, Leite, Arroz e Tomate, serão aumentados para 70%, fazendo uso da possibilidade atribuída no pacote leite apresentado pela Comissão Europeia no último Conselho Ministros Extraordinário de 7 de setembro de 2015.
No mês de novembro, serão pagas as medidas de apoio às Regiões Desfavorecidas (MAZDs). No passado era permitido aos Estados-membros antecipar apoios mais cedo, razão pela qual Portugal antecipou em 2012, 2013 e 2014 estes pagamentos em julho.
Este ano, devido ao facto de a ajuda ter que se montada de novo e o novo regulamento comunitário só permitir pagamentos depois de 16 de outubro, a ajuda às MAZDs será antecipada para novembro.
No mês de dezembro, estará previsto o pagamento de RPB, e outros pagamentos, o qual será feito depois do cálculo definitivo de direitos e o cruzamento com os outros apoios.
Como tem sido prática nos últimos anos, o ministério de Agricultura garante que «continuará a fazer todos os esforços para assegurar a previsibilidade e os pagamentos atempados aos agricultores».
O calendário do IFAP será oportunamente atualizado com mais detalhes sobre os adiantamentos, montantes e pagamentos das medidas.