quarta-feira, 13 de junho de 2012

Estratégia Florestal: Mudança de Paradigma

A Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal teve a
oportunidade de apresentar na Assembleia da República, em audiência na
Comissão de Agricultura e Mar, os pressupostos que considera
essenciais para o fomento e a consolidação do investimento nas
florestas em Portugal.

A Acréscimo defende os seguintes pressupostos:

1. Definir uma visão / estratégia para as Florestas;
2. Organizar a produção florestal;
3. Assessorar a produção florestal (extensão florestal);
4. Incentivar e fiscalizar a gestão florestal sustentável;
5. Adequar os instrumentos financeiros;
6. Assegurar a transparência dos mercados; e,
7. Acelerar as medidas estruturais.

Quanto ao primeiro ponto, a Acréscimo teve a possibilidade de expor a
sua opinião quanto à necessidade da definição de um Plano Estratégico
Florestal, Plano esse que possa conciliar os ciclos políticos com os
ciclos florestais. Para a sua concepção defendeu o envolvimento direto
do Parlamento. A um ciclo florestal médio, de 50 anos (entre florestar
e cortar), correspondem 10 ciclos políticos (legislaturas). É assim
essencial que ao investidor florestal sejam dadas garantias mínimas de
estabilidade, ou seja, que as mudanças na alternância entre ciclos
políticos não coloquem em risco os investimentos realizados.


Por último, a Acréscimo teve ainda a oportunidade de enfatizar, junto
dos Deputados, a necessidade de mudança de paradigma, defendendo uma
abordagem à floresta a partir da propriedade rústica, dos problemas
concretos dos proprietários e gestores florestais, das populações
rurais, e não apenas partir de conceitos estabelecidos no topo.

Resumindo: Importa adequar a produção legislativa às condicionantes da
atividade florestal, à realidade das florestas portuguesas e aos
problemas vivenciados pelos seus detentores e gestores. Só desta
forma, será possível ter sucesso na implementação de iniciativas de
redução do absentismo na gestão, na subsequente valorização
sustentável dos espaços florestais e no controlo dos incêndios, das
pragas e das doenças que cada vez mais têm vindo a afectar as
florestas em Portugal.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/06/13f.htm

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