segunda-feira, 11 de junho de 2012

“Vamos assistir a anúncios de insolvências de adegas cooperativas”

por Diogo Pereira
8 de Junho - 2012
A ViniPortugal tem uma estratégia para aumentar as exportações em 140
milhões até 2014. Já no mercado interno, Jorge Monteiro, presidente da
empresa, revelou em entrevista ao Jornal de Negócios que se esperam
"anúncios de insolvências de adegas cooperativas".


O responsável mostrou-se preocupado com os "operadores que trabalham
grandes volumes de preço baixo no mercado interno", por serem aqueles
que estão "em situação mais complicada". "Se olharmos para o estatuto
social", clarificou, "as adegas cooperativas estão nesse patamar.
Vamos assistir a anúncios de insolvências de adegas cooperativas",
declarou àquele jornal.


Nos últimos "dois ou três anos" a queda no consumo em Portugal "deve
estar para aí nuns 25%", com um consumo de vinho per/capita atual em
cerca de 24 litros. "Já foi quase de 60 litros", disse Jorge Monteiro.

O responsável apontou para um possível "realinhamento de preços" na
restauração, devido ao aumento do IVA. "Pode levar a uma revisão de
política de preços, na restauração. Há uns restaurantes, poucos, que
estão na gama média e média-alta, que já começam a ter uma política de
preços nos vinhos diferente". Como é exemplo o consumo de vinho a
copo: "por um lado é um consumo moderado e responsável, e ao mesmo
tempo as pessoas podem beber o vinho que querem, na medida que querem
– não ser a ditadura da garrafa". Esta opção proporciona ao consumidor
um preço final mais razoável, "e isto é mais gerador de margem",
acrescentou Jorge Monteiro.

Por outro lado, o consumo de vinho a copo poderá "corrigir alguns
efeitos sentidos no preço por via do IVA na restauração".

O presidente da ViniPortugal revelou estar apreensivo com o mercado
brasileiro: "obriga-nos a refletir se devemos investir um milhão de
euros num mercado que cria subitamente barreiras fiscais ou não
fiscais à entrada dos vinhos". Para Jorge Monteiro, esta situação "não
faz sentido". "Se a ameaça do Brasil é o crescimento súbito e
significativo das importações, então, não há que isentar o Mercosul,
nem o Chile, porque é daí que vem o grosso das importações".

http://www.enovitis.com/news.aspx?menuid=8&eid=5378&bl=1

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