quinta-feira, 23 de julho de 2015

Governo anuncia obras de 28 milhões de euros para regadio agrícola em Óbidos



Fonte: Lusa

A ministra Assunção Cristas anunciou, em Óbidos, o lançamento de obras no valor de 28 milhões de euros, com prazo de conclusão até 2017, para dotar o concelho de água e de infraestruturas de rega para a agricultura.

A ministra da Agricultura disse que a construção de uma estação elevatória para fornecer água aos agricultores vai ser adjudicada ainda nesta legislatura e anunciou ter assinado o despacho relativo ao lançamento do concurso público para a construção de infraestruturas para a de rega de Óbidos. O concurso para a rede da Amoreira é lançado até ao final do ano.

"Estaremos com todas as obras concluídas para a campanha de 2017", disse a ministra, segundo a qual não se trata de um "prazo irrealista para quem esperou 39 anos" pelo projeto.

Considerando um "líquido precioso para a competitividade e para a criação de postos de trabalho" da agricultura, Assunção Cristas explicou que a água vai chegar a 1.200 hectares de terrenos agrícolas, de 900 agricultores das freguesias da Amoreira e do Olho Marinho, em Óbidos, e do Pó e da Roliça, no Bombarral.

O presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Humberto Marques (PSD), sublinhou que o investimento "é um velho sonho com 40 anos" dos agricultores do concelho e que é indispensável para o seu desenvolvimento económico.

Vão ser construídos 50 quilómetros de rede de distribuição, por onde passarão 5,5 milhões de metros cúbicos de água, sendo disponibilizadas 400 tomadas de água, ou seja, cerca de três tomadas por hectare.

Integrada no Projeto Hidroagrícola das Baixas de Óbidos, a rede é aguardada desde 1978.

O regadio está integrado na construção da Barragem do Arnóia, obra de 6,5 milhões de euros, concluída em 2005, e parada desde então devido aos sucessivos adiamentos na conclusão da rede de rega.

Destinado em 60% a pomares e 40% a hortícolas, o projeto permite, por exemplo, aumentar a produção média de pera rocha de 12 toneladas (em sequeiro) para 40 toneladas por hectare, em regadio.

O projeto, orçado em 28 milhões de euros, conta com um financiamento comunitário.

Melgaço ultima contestação ao alargamento da produção de vinho Alvarinho



Fonte: Lusa

A ação judicial de contestação ao alargamento da produção de Alvarinho a todos os concelhos da Região dos Vinhos Verdes (RVV) deverá entrar nos tribunais ainda antes das próximas vindimas, previu o presidente da Câmara de Melgaço.

Manoel Batista adiantou que a "estratégia de contestação" ao alargamento será "afinada" no dia 27, numa reunião que irá decorrer no edifício da autarquia e que sentará à mesma mesa "o município, os advogados responsáveis pelo processo, e produtores de vinho Alvarinho" do concelho.

Segundo o autarca, trata-se do segundo encontro realizado após a publicação, em maio, em Diário da República (DR), da portaria 152/2015 que veio regulamentar o alargamento da produção de Alvarinho a todos os concelhos da RVV.

"Esta legislação vai entrar em vigor a 01 de agosto, e a partir dessa data temos três meses para formalizar contestação", adiantou.

A Câmara de Melgaço anunciou o recurso à justiça em maio passado após a publicação da nova legislação classificada pelo autarca como um "erro crasso" que resultou de um processo "ferido de ilegalidades, que "não serve nem a região nem o país".

A portaria resultou de um acordo alcançado em janeiro passado pelo Grupo Trabalho do Alvarinho (GTA), constituído pelo Governo para negociar a denominação daquele vinho, cuja exclusividade de produção é detida pela sub-região, constituída pelos municípios de Melgaço e Monção.

O acordo alcançado pelo GTA, liderado pela Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes (CVRVV), prevê o alargamento da produção daquele vinho aos 47 municípios que a integra a Região dos Vinhos Verdes (RVV).

Aquele acordo foi aceite por Monção, que tem cerca de 900 hectares de terrenos dedicados exclusivamente à produção daquele vinho.

Já os 600 produtores de Melgaço, acionistas da empresa "Quintas de Melgaço", cuja maioria do capital é detido pela autarquia local, contestam o acordo por considerarem que "prejudica" a sub-região.

A produção de Alvarinho é, até agora, detida em exclusivo por aqueles dois concelhos do Alto Minho, que juntos integram a sub-região demarcada do Vinho Alvarinho, desde 1908.

Tetra Pak apresenta nova geração de máquinas de enchimento



Fonte: ANIL/Revista Grande Consumo

A Tetra Pak apresentou na Fispal - Feira Internacional de Tecnologias que decorre em São Paulo, no Brasil, a Tetra Pak E3, uma máquina de enchimento que utiliza feixes de eletrões para esterilizar o material de embalagem em substituição do peróxido de hidrogénio. Comparada com a plataforma Tetra Pak A3/Speed, a máquina de enchimento Tetra Pak E3 "baixa os custos operacionais, melhora o desempenho ambiental e aumenta a flexibilidade de produção", declara a Tetra Pak em comunicado.

No centro da nova máquina está a tecnologia de esterilização eBeam desenvolvida pela Tetra Pak em colaboração com a COMET. A tecnologia permite centrar um feixe controlado de eletrões sobre a superfície do material de embalagem no interior da máquina de enchimento, eliminando quaisquer bactérias ou micro-organismos presentes.

Charles Brand, vice-presidente executivo de Product Management & Commercial Operations da Tetra Pak refere: "Este é um desenvolvimento muito entusiasmante. A Tetra Pak E3 não só oferece aos clientes vantagens significativas em termos ambientais e de custos de produção como marca o início de uma nova era no mundo das embalagens de cartão para alimentos líquidos. A eficiência e eficácia dos equipamentos de enchimento acabam de dar um grande passo em frente."

"A utilização da tecnologia eBeam remove uma limitação física de longa data à velocidade de produção das embalagens de cartão para alimentos líquidos: o processo de esterilização com peróxido de hidrogénio. Com a tecnologia eBeam, a capacidade de produção aumenta para até 40,000 embalagens individuais por hora ou seja, 11 embalagens por segundo. Testes de mercado revelaram que este aumento de produção pode gerar uma redução até 20% nos custos operacionais", explica ainda a empresa.

A Tetra Pak E3/Speed estará disponível para comercialização no início de 2016. O equipamento produz embalagens familiares Tetra Brik Aseptic 1000 Edge com LightCap 30, com capacidade para 15,000 embalagens/hora.

Mais três meios aéreos para o combate a incêndios



Fonte: dn.pt

Durante a Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, o secretário de Estado da Administração Interna anunciou: "brevemente estarão operacionais três Kamov".

O secretário de Estado da Administração Interna revelou que dois helicópteros pesados Kamov já estão disponíveis para o combate aos fogos florestais e que até final de julho um outro Kamov estará operacional.

João Almeida falava na Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar após um requerimento do PCP, aprovado por unanimidade, para ouvir o Governo sobre os meios aéreos do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

O governante lembrou que a manutenção destas aeronaves foram adjudicadas a uma nova empresa, a 06 de fevereiro de 2015, tendo posteriormente sido detetados problemas "graves" que levaram à inoperacionalidade de quatro Kamov, o que somado a outra aeronave que teve um acidente em 2012, deixou apenas um Kamov operacional.

João Almeida recordou que o seu Ministério abriu um inquérito para apuramento total das responsabilidades relacionadas com os problemas do KAMOV, o que não impediu que se iniciasse o processo de reparação das aeronaves, o que permite que atualmente dois Kamov estejam disponíveis e um outro pronto até final do mês.

"Brevemente estarão operacionais três Kamov", sublinhou o secretário de Estado, anunciando que durante o período mais intenso de fogos florestais (fase Charlie) houve um reforço das forças terrestres e antecipação da atuação de meios de atuação ampliada no combate aos incêndios na floresta.

João Almeida reconheceu que a inoperacionalidade dos Kamov é um "problema estrutural", indicando que em 2014 estas aeronaves estiveram inoperacionais 1.846 horas, enquanto em 2013 foram 2.887 horas e, em 2012, atingiu 2.146 horas.

O responsável realçou que o Governo "não nega a gravidade da situação dos kamov", nem desvaloriza a importância destas aeronaves pesadas no combate aos incêndios florestais, mas apontou a utilização de outros meios aéreos anfíbios que, com a ajuda das equipas terrestres, têm mantido taxas elevadas de sucesso nos ataques iniciais aos fogos.

João Ramos (PCP) questionou sobre se não era suposto o Governo estar a par da situação dos Kamov, observando que há dois anos tinham sido dados alertas sobre o estado das aeronaves e que aparentemente não houve a resposta adequada do executivo.

O deputado comunista estranhou ainda que tenha havido a substituição de diversos motores dos Kamov, sem que a situação melhorasse, e que o governo não tivesse acionado uma cláusula contratual que obrigava a que existisse um stock de peças para estas aeronaves.

"O Estado foi alertado para a situação destes meios aéreos e não tomou as medidas adequadas", criticou o deputado do PCP.

João Almeida garantiu que o Governo tinha informação oficial que "contrariava o estado" em que as aeronaves, afinal, se encontravam, pelo que decidiu instaurar um inquérito para apurar responsabilidades de entidades públicas ou privadas causadoras da situação.

O secretário de Estado elogiou a eficácia do ataque inicial aos fogos florestais em Portugal, que continua acima dos 90 por cento, dizendo que o mérito não é deste ou daquele governo, mas dos operacionais no terreno e dos seus coordenadores.

Jovens recolhem lixo e vigiam a floresta em Estarreja



Fonte: Lusa

Vinte e quatro jovens vão vigiar as zonas florestais de Estarreja, até 14 de agosto, em colaboração com os bombeiros e forças de segurança, informou a autarquia.

Trata-se da 9.ª edição do programa "Juntos pela floresta, todos contra o fogo no município de Estarreja", que arrancou com uma ação prévia de formação e que vai estar no terreno até 14 de agosto.

Este ano são 24 os voluntários envolvidos, os quais, ao longo de duas semanas, vão estar empenhados em diferentes tarefas, como detetar colunas de fumo, cartografar caminhos e linhas de água e recolher lixo.

Segundo o presidente da Câmara de Estarreja, Diamantino Sabina, o programa é uma "experiência enriquecedora para os jovens e importante para a prevenção, "num ano que se prevê seco e muito propício a fogos florestais.

A iniciativa decorre durante o período crítico de incêndios florestais, sendo os 24 participantes divididos em equipas e distribuídos por quinzenas.

O programa de voluntariado jovem para as florestas é promovido pela Câmara Municipal de Estarreja desde 2006 e visa a vigilância da área florestal do concelho.

Uma das vertentes é a recolha de resíduos deixados na floresta, tendo sido recolhidas na edição do ano passado 4,5 toneladas de lixo.

Serras de Valongo com patrulhas a cavalo para evitar incêndios

 21-07-2015 
 

Fonte: Lusa

O Centro Hípico de Valongo vai assegurar a vigilância e a deteção de ignições nas áreas florestais deste concelho do distrito do Porto, através de patrulhamentos diários às serras que formam um total de 4.300 hectares de zona verde.

"A zona verde de Valongo é uma zona de altíssimo risco porque é uma zona de contacto com a zona urbana. Investimos em muita prevenção e muita vigilância", afirmou o presidente da câmara, José Manuel Ribeiro, acrescentando que este concelho a par de Baião "tem sempre risco máximo quando há dias de temperaturas elevada".

Aos elementos do Centro Hípico de Valongo, entidade que esta manhã assinou um protocolo com a câmara, fica destinada a tarefa de se deslocarem a cavalo, em ações de vigilância móvel, nos percursos e horários definidos pelos Serviços Municipais de Protecção Civil e Proteção da Floresta (SMPCPF) e comunicar, via telemóvel, à Protecção Civil de Valongo sempre que detetem colunas de fumo.

"O alerta rápido é muito importante e a presença do patrulhamento a cavalo reforça o efeito dissuasor. Um território desta natureza deve ser muito utilizado para afastar quem tem más intenções", descreveu José Manuel Ribeiro.

O período de maior vigilância às áreas florestais de Valongo, devido ao risco de incêndio, já se iniciou, estendendo-se até outubro, embora, conforme referiu o autarca "ao longo do resto do ano sejam várias as ações nas serras como gestão das faixas de combustível, exercícios de fogo controlado, limpeza e reflorestação".

A par do patrulhamento a cavalo, pelas serras de Valongo estão espalhadas equipas que incluem desempregados a fazer vigilância, no âmbito dos chamados Contratos Emprego e Inserção do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Soma-se, ainda, a equipa de sapadores da câmara de Valongo, um grupo de cinco elementos constituído ao abrigo de um protocolo celebrado com associação Portucalea, e a cooperação com as associações de bombeiros locais.

"São bons exemplos de trabalho em parceria porque envolvemos várias entidades que no âmbito das suas atividades - por exemplo o centro hípico tem vocação para o ensino de equitação - conseguem encontrar motivações comuns à população e território onde se inserem", referiu José Manuel Ribeiro.

No protocolo hoje estabelecido lê-se que "é responsabilidade de todos zelar pela proteção e defesa das áreas florestais", e recorda-se que o Centro Hípico de Valongo "usufrui destes recursos florestais, imprescindíveis à sua atividade, pelo que apoia a sua valorização e defesa".

"Os nossos 4.300 hectares são muito importantes e devem ser bem vigiados. Temos um património que já não é só de Valongo, é um património metropolitano, nacional e europeu. Há que o salvaguardar", completou José Manuel Ribeiro.

Desse território, classificado como Área de Paisagem Protegida de Âmbito Local, 800 hectares estão afetos à Rede Natura 2000.

Dados da câmara de Valongo indicam que nos últimos dez anos o pior ano no que se refere a área ardida corresponde a 2005 com mais de mil hectares (223 ocorrências) ardidos, seguindo-se 2006 em que a área ultrapassou os 800. Em 2010 foram 785 os hectares ardidos, enquanto em 2014 apenas 36, o que correspondeu a 117 ocorrências.

Já este ano foram desenvolvidas acções como abertura de zona de proteção alargada na zona de Chães, o que, refere a informação da câmara, "facilitou a utilização em diversos incêndios, quando no passado havia receio dos pilotos dos helicópteros".

Quanto à rede viária foi iniciada a beneficiação de aproximadamente 12 quilómetros em área protegida.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Lagar português eleito o melhor do mundo por especialistas do azeite


21.07.2015

Um lagar alentejano, no centro do "maior olival do mundo", conquistou o prémio de produção. E há vários azeites portugueses entre os melhores.

Pelo segundo ano consecutivo, o lagar da Oliveira da Serra, em Ferreira do Alentejo e pertença da Sovena, foi reconhecido como "o melhor produtor de azeite do mundo". Não em vão, a marca já se tinha celebrizado a nível global por possuir o anunciado "maior olival do mundo".

A distinção foi conquistada na competição World's Best Olive Oil Mills, um ranking de qualidade, conseguido a partir dos resultados obtidos por produtores e marcas em "19 torneios internacionais dedicados a azeites extra virgem", segundo os organizadores, uma organização ("não-governamental e não-lucrativa") que reúne especialistas internacionais do azeite. O lagar alentejano foi projectado pelo arquitecto Ricardo Bak Gordon.

No top 25 dos lagares, há mais Portugal, para além da Sovena: a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços e a CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira estão também muito bem classificados, nos 10.º e 11.º lugares, respectivamente. A lista é dominada por casas de Portugal, Itália e Espanha.

Já no ranking dos azeites, o domínio é espanhol, com os primeiros quatro postos do top (também calculado a partir de resultados de 19 competições internacionais) a pertencerem à Andaluzia. O azeite português mais bem cotado é o Oliveira da Serra Lagar do Marmelo, em 5.º lugar, seguido de perto pelo Oliveira da Serra Gourmet, em 7.º. Ainda assim, na lista dos 50 melhores, há uma dezena de azeites portugueses, produzidos no Alentejo, Trás-os-Montes, Abrantes e Beira Interior.

O maior olival do mundo
Começou em 2010 com a plantação de "mais de dez milhões de oliveiras", precisamente "uma por cada português". É no centro deste mega-olival que se espalha por diversas zonas que está o lagar Oliveira da Serra. A proximidade entre olival e lagar "permite que o tempo decorrido entre a apanha das azeitonas e a extracção do azeite seja o menor possível", uma garantia de "elevada qualidade", defende a empresa. "Ao posicionar o azeite nacional como um dos melhores do mundo", comenta Otto Teixeira da Cruz, director de marketing da Oliveira da Serra, "abrem-se novas oportunidades de expansão tanto para os azeites como para outros produtos portugueses nos mercados internacionais". 

Indústria Alimentar: inovação aumenta o desafio para a análise de riscos



 20 Julho 2015, segunda-feira  IndústriaIndústria alimentar

O setor alimentar é um dos que maior peso tem no seio da União Europeia e é encarado como um setor-chave para fomentar a criação de emprego, caso consiga continuar a desenvolver novas tecnologias e produtos.
O Comissário Europeu de Saúde Vytenis Andriukaitis está, assim, convencido de que a indústria alimentar pode contribuir para o plano do Presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, de transformar a Europa, criando mais empregos e promovendo uma maior prosperidade.
Wim Debeuckelare, diretor legislativo da DG Sante, afirma, por seu lado, que «podemos contar com a European Food Safety Authority (EFSA) para fazer a necessária avaliação de risco. Quando tivermos a avaliação do risco, então ainda precisaremos, de acordo com as nossas regras, de considerar os benefícios e necessidades tecnológicas. A proporcionalidade é algo que se deve ter em mente. Precisamos de analisar para saber se o risco potencial realmente supera os benefícios».
Tobin Robinson, chefe do departamento de Estratégia de Ciência e Coordenação da EFSA, destacou as dificuldades que a Agência tem para a avaliação do risco. Por exemplo, sempre que a EFSA está a estudar o potencial risco para os seres humanos de um resíduo químico ou um metal pesado, a avaliação tem de incluir como o mesmo também afeta a qualidade da água e do ar e como se desenvolve em diferentes situações.
O representante da EFSA pediu mais e melhor tecnologia disponível para os especialistas que realizam as avaliações de risco e enfrentam, constantemente, novos desafios. Estes prendem-se, sobretudo, com novos alimentos, nano tecnologia e a clonagem de animais.
«Aqui, novamente, precisamos ter certeza de que a segurança alimentar não é um travão à inovação», terminou Robinson.
Gert Meijer, adjunto de Regulamentação e Assuntos Científicos da Nestlé, disse que, no momento, reduzir a pegada ambiental e melhorar a qualidade das matérias-primas, são alguns dos desafios mais importantes, a nível de investigação, para a indústria.
Acrescentou que a indústria alimentar está a seguir mais numa direção de remover aditivos dos alimentos, em vez de adicioná-los.
Fonte: Lusa

terça-feira, 21 de julho de 2015

Metade das vagas para limpar matas destinadas a desempregados ficaram vazias


ANA GASPAR | Hoje às 00:00
Mais de metade das vagas para limpeza e vigilância das florestas destinadas a desempregados e utentes do Rendimento Social de Inserção ficaram por preencher no ano passado.
 


O Governo tinha anunciado a abertura de 2000 lugares, mas, segundo os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) fornecidos ao JN, apenas 791 pessoas acabaram por desempenhar estas funções em 2014. A eficácia do programa é posta em causa pelos parceiros.

Bruxelas opõe-se a medidas de apoio ao setor do açúcar

 21 Julho 2015, terça-feira  IndústriaIndústria alimentar

A Itália em vindo a reclamar medidas concretas excecionais de apoio ao setor do açúcar, antevendo, desde já, graves problemas no mercado, com o fim das quotas em 2017.
A resposta da Comissão é radicalmente negativa, pois considera que o mercado tem tempo e capacidade de se autorregular por si só e fazer face a uma situação diferente, após o fim das quotas.
Por seu lado, a Alemanha defende que a ajuda ligada à produção de beterrabas, que foi atribuída em dez Estados-membros, corre o risco de provocar situações de distorção de concorrência e gostaria de medidas para fazer escoar no mercado as quantidades que ultrapassam a quota.
A Itália defende que a quotização paga pelos produtores de 13 euros por tonelada pode e deve ser utilizada para eventuais soluções que apoiem e defendam o mercado.
Phil Hogan reconheceu que a produção da campanha 2014-2015 foi muito abundante, atingindo 19,4 milhões de toneladas, enquanto a quota estava situada nos 13,5 milhões de toneladas, o que provocou stocks importantes extra-quota, que tiveram, como impacto, uma descida acentuada do preço, que atingiu os 416 euros por tonelada, ou seja, o preço mais baixo desde 1980. Contudo, este preço é cerca de 100 euros superior às cotações mundiais do açúcar.
Para concluir, Phil Hogan afirmou que o setor tem beneficiado de um mercado fortemente protegido, com preços a níveis muito altos nos últimos anos e, portanto, é perfeitamente capaz de fazer face a uma situação de mercado mais difícil.
Fonte: Agroinfo

CNA contraria ideia de «oásis» da agricultura e lamenta queda dos preços



 21 Julho 2015, terça-feira  Hortofruticultura & FloriculturaAgricultura
O dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Dinis, salientou esta segunda-feira (20 de julho) que os pequenos agricultores sofrem cada vez mais dificuldades devido aos baixos preços pagos aos produtores, contrariando a ideia de «oásis» veiculada pelo Governo.
«A propaganda oficial não faz produzir a agricultura portuguesa e não apaga fogos», disse o responsável da CNA, que integra uma delegação que recebida em audiência pela ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas.
João Dinis lamentou que o ministério da Agricultura funcione «como um aparelho de campanha eleitoral, como se a agricultura fosse um oásis em que tudo vai bem» e criticou o facto de os estímulos ao setor estarem essencialmente direcionados para as grandes empresas.
«95% dos apoios destinados à agricultura vão para o agronegócio», reforçou, apontando as «grandes dificuldades» dos agricultores devido à baixa de preços na produção, como acontece com o leite.
Lembrou ainda que enquanto alguns jovens agricultores estão a iniciar a atividade, muitos mais estão a «desinstalar-se» e a abandonar as suas explorações.
Na reunião, a CNA apresentou à ministra um plano para prevenir os acidentes com tratores, que já provocaram a morte a cerca de três dezenas de agricultores este ano.
O objetivo é «combater esta tragédia nacional», embora João Dinis acredite que o plano só deverá avançar na próxima legislatura.
Os dirigentes da CNA questionaram ainda a ministra sobre o processo de liquidação da Casa do Douro e sobre as implicações para a agricultura portuguesa do tratado transatlântico de comércio e investimento que está a ser negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos (TTIP).
Fonte: Sapo

O Copa-Cogeca solicita medidas urgentes para o sector da carne de suíno da UE

20-07-2015 
 

Fonte: Copa-Cogeca

O Copa-Cogeca enviou uma carta ao Comissário Europeu Phil Hogan a solicitar acções específicas urgentes dirigidas ao sector da carne de suínos da UE que minimizem o impacto da decisão Russa de bloquear importações de géneros alimentares.


O Presidente do Copa Albert Jan Maat sublinhou "É uma situação extremamente difícil para o mercado de carne de suíno da UE, em parte como resultado das restrições que foram impostas no final de janeiro de 2014. Na altura, a Rússia proibiu a importação de quase todos os produtos de porco de toda a UE, após o surto de peste suína Africana, registado na Polónia e nos países bálticos. Mais tarde nesse ano, em agosto, as autoridades russas impuseram um novo conjunto de restrições à importação, como resultado de uma disputa política entre a UE e a Rússia, que foi prolongado até 2016 ".

"Consequentemente, o setor da carne de suínos da UE foi duramente atingido pelas restrições à importação injustificadas e desproporcionadas da Rússia. A Rússia foi o nosso mercado de exportação número um. Apesar da introdução do regime de armazenagem privada, os preços atingiram níveis críticos, o que tem um grande impacto sobre as margens dos produtores e na sustentabilidade das suas explorações. A situação no mercado da carne de suíno é insuportável, forçando alguns a desistir do negócio, o que é particularmente preocupante quando é esperada uma subida na procura no longo prazo. A Comissão está acompanhar a situação e deve tomar medidas imediatas. Se a situação não melhorar, os Estados-Membros devem ser autorizados a negociar com as autoridades russas os seus certificados de exportação, a fim de restabelecer o comércio de carne de suíno, o mais rapidamente possível. ", acrescentou o senhor Maat .

O Presidente do Cogeca Christian Pees afirmou que: "As negociações com a Rússia devem ser intensificadas no sentido de serem levantadas as restrições sanitárias e fitossanitárias (SPS) impostas às exportações de carne de porco da UE no início de 2014. Isso permitiria que as exportações para a Rússia sejam retomadas para alguns produtos como miudezas comestíveis e o bacon que não foram incluídos na lista global de produtos proibidos resultantes da disputa política entre a UE e a Rússia. Acreditamos que é fundamental encontrar mercados alternativos para enfrentar a longa lista de SPS e barreiras burocráticas em países não membros da UE como a Rússia, Bielorússia, Japão, etc, alguns dos quais com acordo de livre comércio com a UE, incluindo a Coreia do Sul, Peru e a Colômbia. Apelamos também para que sejam tomadas acções específicas nas regiões mais afetadas pela proibição ".

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Explorações de agricultura biológica podem ser mais poluentes que as tradicionais


18/7/2015, 22:53142 PARTILHAS

Um estudo publicado na revista Agriculture and Human Values garante que, em 49 estados norte-americanos, a emissão de gases com efeito de estufa é maior nas explorações biológicas que nas restantes.

Tiago Palma

Há cada vez mais consumidores a optar por comprar alimentos de origem biológica. Nos Estados Unidos, de acordo com os dados da Organic Trade Association, as vendas deste tipo de alimentos subiu 11% em 2014, por comparação com o ano anterior, e representa uma faturação anual de quase 36 mil milhões de euros. E se há quem compre por considerar que são alimentos mais saudáveis, também os que compram para não prejudicar o meio ambiente.

Mas a verdade é que as produções de agricultura biológica não são tão "amigas" do ambiente quanto se possa imaginar. Um estudo publicado na edição de junho da revista Agriculture and Human Values avança que, no caso norte-americano, esta pode ser tão ou mais prejudicial que a agricultura dita convencional e de massas.

O autor do estudo, Julius McGee, investigador na Universidade do Oregon, garante que a emissão de gases que causam efeito de estufa (GHGs) é maior na agricultura biológica. E tudo porque, nos Estados Unidos, a indústria biológica se tornou tão procurada e lucrativa, que derivou das mãos dos pequenos produtores para a produção em massa, o que levou, gradualmente, a um desrespeito pelo nível de emissões poluentes. Para chegar a esta conclusão, McGee avaliou as emissões em explorações agricultas (biológicas e "tradicionais") em 49 estados norte-americanos entre 2000 e 2008.

No entanto, McGee garante que, apesar das elevadas emissões, a agricultura biológica continua a ter "benefícios" ambientais, "como o baixo nível de poluição das águas, uma vez que a utilização de pesticidas é reduzida ou nula", conclui.

domingo, 19 de julho de 2015

Faculdade de Psicologia do Porto inaugura horta comunitária


A Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto inaugurou hoje uma horta comunitária em terrenos próprios, a segunda iniciativa do género lançada este ano com o objetivo de envolver comunidade académica e a sociedade civil.
Em abril passado a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) inaugurou juntamente com o Centro Hospitalar de São João, o seu Pomar Solidário, cujos frutos se destinam a satisfazer as necessidades alimentares de pessoas carenciadas, nomeadamente os utentes da Associação ABRAÇO, particularmente fragilizados pela doença.
Hoje é a vez da Faculdade de Psicologia dar um passo no sentido de recuperar a história e a ruralidade da freguesia de Paranhos, criando uma horta comunitária onde a comunidade académica vai plantar vários produtos hortícolas, com a pretensão de envolver a população local, explicou à Lusa Ana Caldas, relações públicas daquela faculdade.
O projeto conta atualmente com o envolvimento de docentes, técnicos e estudantes, mas pretende, no futuro, "envolver estruturas da freguesia de Paranhos, como instituições da terceira idade e escolas, com o intuito de reativar a memória agrícola da região, desenvolver a consciência ecológica e fomentar as relações intergeracionais", lê-se na nota de imprensa da Faculdade de Psicologia enviada à comunicação social.
Nos nove lotes de terreno, que integra um espaço de 400 metros quadrados, vão ser plantados produtos hortícolas tão variados como couves, tomates, beringelas, alfaces, courgettes, mas também ervas aromáticas. No terreno haverá também um espaço de lazer.
O projeto recebeu apoio logístico e de planeamento da Câmara Municipal do Porto.
Diário Digital com Lusa

O que é a Xylella fastidiosa?


Por Gerson Ingrês -  Jul 17, 2015 11 0

 
A Xylella fastidiosa (Wells et al.) é uma das mais perigosas bactérias vegetais a nível mundial, causadora de uma série de doenças e com um enorme impacto económico para a agricultura. Desde outubro de 2013, uma estirpe desta bactéria está a alastrar na Apúlia (Itália), sendo de momento o primeiro e único foco confirmado na UE, afetando principalmente os olivais.

A Xylella fastidiosa é regulada na UE como organismo de quarentena pela Diretiva 2000/29/CE do Conselho (Diretiva Fitossanitária) relativa às medidas de proteção contra a introdução na Comunidade de organismos prejudiciais aos vegetais e produtos vegetais e contra a sua propagação no interior da Comunidade. Como tal, a introdução deste organismo e a sua propagação em todos os Estados-Membros serão objeto de proibição. A Diretiva Fitossanitária obriga legalmente os Estados-Membros, assim que se sabe que o organismo está presente e independentemente dos sintomas, a tomar todas as medidas necessárias com vista à sua erradicação ou, se tal não for possível, inibir a sua propagação.

A bactéria vive no tecido do xilema da planta e propaga-se normalmente por intermédio de cercopídeos, cigarras e cigarrinhas que se alimentam do xilema. A Philaenus spumarius (vulgarmente conhecida como cigarrinha espumosa), um inseto muito comum, polífago e abundante nas oliveiras, é conhecido por ser o vetor responsável pela transmissão da bactéria na Apúlia. Os sintomas associados à presença de Xylella fastidiosa nas plantas variam muito e podem conduzir à morte da planta num número limitado de anos, dependendo da planta hospedeira, da gravidade da infeção e das condições climáticas.

Com base na literatura científica, cerca de 300 espécies de plantas são sensíveis à bactéria e associadas às quatro diferentes subespécies de Xylella fastidiosa; no entanto, nem todas são sensíveis à doença.A estirpe identificada na Apúlia é considerada como uma nova variante genética da Xylella fastidiosa, subespécie pauca, cuja gama de plantas hospedeiras ainda não é totalmente conhecida. Ainda não foi detetada nos citrinos nem nas videiras, embora os testes de patogenicidade ainda estejam em curso. No entanto, devido ao grande número de plantas hospedeiras confirmadas (p. ex., oliveiras e ameixeiras) ou potenciais (p. ex., citrinos e videiras) e à abundância e distribuição generalizada dos insetos vetores, o risco de propagação desta praga para outras partes de Itália e o resto da UE é muito elevado.

Estão em vigor na UE, desde fevereiro de 2014, medidas de emergência para lutar contra este organismo. Estas medidas foram refinadas em julho de 2014 e reforçadas em maio de 2015 com o objetivo de prevenir a propagação da bactéria no interior da UE.

Perguntas e respostas

Que medidas foram tomadas pela Comissão para impedir a propagação no território da União?

Devido à grande incerteza quanto à gama completa de plantas hospedeiras sensíveis à estirpe da Apúlia (11 espécies e 2 géneros atualmente reguladas), as medidas de emergência da UE impõem requisitos rigorosos para a circulação dentro e fora da área afetada a uma longa lista de plantas especificadas, que consiste em 160 espécies e 27 géneros de vegetais para plantação, com exceção das sementes, incluindo videiras e citrinos.

Toda a província de Lecce, declarada como zona infetada, está sujeita a medidas de confinamento e cercada por uma vasta zona tampão de 20 km que se encontra livre da bactéria. Tem de ser estabelecida uma zona de vigilância reforçada em redor da zona demarcada de Lecce para assegurar a deteção precoce de novos focos. Também se estabeleceu uma zona demarcada (zona infetada e zona tampão) em redor do novo foco em Oria, na província de Brindisi, onde se aplicam medidas de erradicação rigorosas.

– Os focos detetados fora da província de Lecce (p. ex., no município de Oria, na província de Brindisi) estão sujeitos a medidas de erradicação muito rigorosas, que incluem o corte raso de todas as plantas hospedeiras (11 espécies e 2 géneros), independentemente do seu estatuto sanitário, num raio de 100 m em redor das plantas infetadas;

– Os focos na província de Lecce estão sujeitos a medidas de confinamento, onde pelo menos a remoção de todas as plantas infetadas (e não o corte raso) tem de ser realizada numa faixa de 20 km de largura, na parte norte da província, adjacente às províncias vizinhas de Brindisi e Taranto, bem como na proximidade dos locais autorizados de crescimento (p. ex., viveiros, centros de jardinagem) e locais com especial valor cultural, científico e social.

– A circulação para fora das zonas demarcadas de determinadas espécies de plantas apenas é autorizada se as plantas forem cultivadas em locais autorizados, sob condições de proteção, adequadamente amostradas e testadas antes da circulação, com notificação à autoridade competente de destino, incluindo requisitos de rastreabilidade.

Estas medidas terão um impacto significativo na província de Lecce e nas províncias vizinhas de Brindisi e Taranto devido à importância económica e cultural da produção de azeitonas na área afetada. A zona sujeita a medidas de emergência da UE tem 570 200 hectares. A província de Lecce, com 350 000 hectares, contém cerca de 12 580 000 oliveiras, das quais 2 900 000 com mais de 100 anos. No entanto, como a grande maioria dessas plantas ainda estão saudáveis, é necessário envidar os máximos esforços para evitar a sua contaminação.

De que modo irá a Comissão a impedir a introdução de Xylella fastidiosa a partir de países terceiros?

As regras atuais em matéria de importação foram reforçadas, e só é possível importar plantas especificadas (160 espécies e 27 géneros) a partir de países terceiros infetados se tiverem sido cultivadas em condições de proteção e, antes da exportação e à entrada na UE, forem inspecionadas, amostradas e testadas para determinar a ausência da bactéria. As condições para estas plantas importadas circularem no interior da UE são aplicadas de forma rigorosa.

Só é possível importar a partir de países ou zonas indemnes de pragas se o estatuto sanitário dessas zonas tiver sido previamente notificado oficialmente à Comissão. As importações, a partir das Honduras ou da Costa Rica, de plantas de Coffea para plantação são proibidas.

Existe algum apoio financeiro disponível para os agricultores afetados pela Xylella fastidiosa?

Pode ser concedido cofinanciamento da UE em matéria de fitossanidade para a execução de programas de vigilância e campanhas de erradicação/contenção ao abrigo do Regulamento (UE) n.º 652/2014. No âmbito do mesmo quadro jurídico, a contribuição financeira da UE para a indemnização dos proprietários pelo valor das plantas destruídas só será possível a partir de 2017. Atualmente está a ser discutido um apoio financeiro suplementar no âmbito da política agrícola comum da UE.

Além disso, prevê-se a realização de um convite à apresentação de propostas específicas de investigação sobre a Xylella fastidiosa no âmbito do futuro programa de trabalho 2016/2017 do Horizonte 2020, que visa promover um pacote abrangente de atividades para melhorar o conhecimento sobre a bactéria e desenvolver opções para a sua prevenção e controlo, bem como ferramentas para a avaliação dos riscos e as políticas fitossanitárias.

Poderá haver outras causas para o declínio das oliveiras uma vez que alguns documentos científicos argumentam que é causada por uma combinação de fungos que enfraquecem as plantas antes de serem atacadas pela Xylella fastidiosa, existindo aparentemente tratamentos específicos?

A Comissão analisou todas as informações disponíveis durante a revisão das medidas de emergência da UE. Todos os documentos relevantes foram enviados à AESA para avaliação científica. Em 17 de abril de 2015, a AESA emitiu uma declaração no sentido de que, atualmente, não há dados científicos que corroborem a hipótese de que são os fungos e não a bactéria Xylella fastidiosa a causa principal da síndrome do declínio da oliveira observada na região da Apúlia, no Sul de Itália. Além disso, não há provas publicadas de que o tratamento das doenças fúngicas reduza o estabelecimento, a propagação e o impacto da Xylella fastidiosa, embora uma boa gestão dos pomares seja, de um modo geral, benéfica para a fitossanidade.

No parecer de janeiro de 2015, a AESA já tinha concluído que as oliveiras com sintomas foram geralmente afetadas por um conjunto de pragas e agentes patogénicos, incluindo a Xylella fastidiosa, vários fungos e a Zeuzera pyrina.No entanto, embora o papel específico da Xylella fastidiosa na síndrome do rápido declínio das oliveiras ainda não seja completamente compreendido, a Xylella fastidiosa foi detetada em plantas jovens que apresentavam sinais da síndrome do declínio, não tendo sido encontrados outros agentes patogénicos.

Como se pode controlar a Xylella fastidiosa?

De acordo com os peritos em fitossanidade da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA), não existe qualquer método de controlo atualmente disponível para curar plantas doentes no terreno. As alterações nos sistemas de cultivo poderiam ter algum impacto sobre a doença (p. ex., poda, fertilização e irrigação), mas isso não é suficiente para curar as plantas. Na Apúlia, a poda severa das oliveiras infetadas resultou na emissão de novos rebentos na base da árvore, mas, até à data, não se verificou que este processo tenha curado as plantas nem impedido a sua morte.

A estratégia de controlo tem de se centrar no inseto vetor e na eliminação de plantas infetadas que, se deixadas no terreno, podem funcionar como reservatório do inóculo da bactéria.

Para o controlo da população de vetores, exigem-se tratamentos fitossanitários adequados, tais como a remoção das ervas daninhas necessárias para o cumprimento do ciclo de vida do inseto, mas também a utilização adequada de produtos fitofarmacêuticos, especialmente antes da remoção das plantas infetadas. Esses tratamentos devem ser realizados juntamente com práticas agrícolas adequadas.

É importante notar que os hospedeiros assintomáticos, as infeção assintomáticas ou as infeções baixas podem não ser detetadas nas prospeções baseadas unicamente em inspeções visuais e mesmo em ensaios de laboratório, uma vez que as infeções podem ser recentes ou haver uma distribuição heterogénea da bactéria na planta. Este é o principal motivo para a aplicação de medidas de erradicação rigorosas (p. ex., corte raso de todas as plantas hospedeiras em redor das plantas infetadas) relativamente a focos detetados fora da província de Lecce.

O que eu posso fazer na qualidade de cidadão para impedir a propagação de Xylella fastidiosa na UE?

As autoridades nacionais competentes devem ser imediatamente informadas de qualquer suspeita de Xylella fastidiosa, de modo a que se possam tomar as medidas necessárias

É importante que a circulação, no interior e para fora das zonas demarcadas na Apúlia, de plantas especificadas provenientes desta zona se restrinja às plantas cultivadas num viveiro autorizado e que sejam acompanhadas de um passaporte fitossanitário.

Por último, não traga nenhuma planta quando regressar de países terceiros, a menos que a planta seja acompanhada de um certificado fitossanitário.

Maioria parlamentar e PS aprovaram novo Código Cooperativo


Os deputados da maioria juntamente com os do PS aprovaram hoje, na especialidade, o novo Código Cooperativo que altera algumas regras para os setores da agricultura e dos serviços, introduzindo a possibilidade de as cooperativas terem membros investidores.
"Tentámos apresentar um projeto-lei que conciliasse a inovação com os princípios das cooperativas e depois de ouvirmos várias entidades, na comissão da especialidade, apresentámos várias propostas de alteração, que mereceram a concordância do PS e o resultado vai permitir aumentar a competitividade do setor cooperativo", disse à agência Lusa a deputada social democrata Mercês Borges.
Segundo a parlamentar, as grandes novidades do novo código são a introdução do membro investidor, que é quem introduz capital para dar maior sustentabilidade à cooperativa, e do respetivo voto plural.
Até agora não existia a figura do investidor e cada membro de uma cooperativa tinha direito a um voto.
A nova legislação vai dar ao membro investidor o direito ao voto plural, que varia em função do capital investido.
"Mas tanto o capital a investir como o voto plural têm limites", disse Mercês Borges.
Para a deputada do PSD "estas alterações vão permitir que o setor cooperativo tenha maior competitividade e se possa fortalecer".
Estas alterações apenas vão ser aplicadas às cooperativas agrícolas e de serviços e de crédito agrícola.
Nos restantes setores continuará a vigorar o princípio de um voto para cada elemento da cooperativa.
O projeto de lei da maioria PSD/CDS-PP para um novo Código Cooperativo vai regular organizações da área da solidariedade social, educação, saúde, cultura, habitação ou a agricultura.
O texto apresentado pelo PSD e CDS-PP reduz o número mínimo de membros cooperantes para três, admite três modelos alternativos de governação das cooperativas e impõe a nomeação de um Revisor Oficial de Contas ou de uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas.
Segundo o documento, referindo dados de 2010, cerca de 2.260 cooperativas ativas empregavam mais de 34 mil pessoas, o que correspondia a 5,5% do emprego remunerado em Portugal.
O Código Cooperativo não era revisto há cerca de 20 anos.
Diário Digital com Lusa

Relatório "O Estado do Solo na Europa"



Publicado em quinta, 16 julho 2015 16:40
 

Autor: Joint Research Centre – Comissão Europeia

O Relatório de Política foi completado por um relatório de referência "O Estado do Solo na Europa" do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (JRC), que fornece uma visão abrangente da nossa compreensão atual do recurso solo e processos de degradação.

Este relatório foi publicado em colaboração com a Agência Europeia do Ambiente, sendo uma contribuição para o relatório "O ambiente na Europa – situação atual e perspetivas 2010 - SOER de 2010".


Relatório de Orientação Sobre a Implementação da Estratégia Temática do Solo e Atividades em Curso



Publicado em quinta, 16 julho 2015 13:46
 

Cinco anos após a adoção da Estratégia Temática do Solo, em 13 de Fevereiro de 2012, a Comissão Europeia publicou um Relatório de Orientação Sobre a Implementação da Estratégia e Atividades em Curso (COM (2012) 46).

O Relatório fornece uma visão geral das ações desenvolvidas pela Comissão Europeia para implementar os Quatro Pilares da Estratégia, nomeadamente sensibilização, investigação, integração e legislação.

O Relatório Convida o Parlamento Europeu, o Conselho, o Comité Económico e Social Europeu e Comité das Regiões a apresentarem as suas opiniões e contributos, a fim de proteger os solos da Europa, ao mesmo andamento garantindo a sua utilização sustentável.

Aceder ao Relatório:

LIFE 2015 - Candidaturas

LIFE 2015 - Candidaturas
A Comissão publicou no dia 1 de junho o Convite à apresentação para 2015.

Para este período de candidaturas, poderão ser submetidos projetos tradicionais, preparatórios, integrados, de assistência técnica e de desenvolvimento de capacidades.

As propostas deverão ser apresentadas por entidades legais registadas na União Europeia; os beneficiários poderão ser organismos públicos, organizações comerciais privadas ou não comerciais privadas (incluindo ONG).

Produtores de leite alertam para “situação dramática” que se vive no setor


15/7/2015, 16:33
Cerca de duas centenas de produtores de leite manifestaram-se frente a hipermercados da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, alertando para a "situação dramática" que estão a atravessar.


PAULO CUNHA/LUSA

Cerca de duas centenas de produtores de leite manifestaram-se em frente a hipermercados da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, alertando para a "situação dramática" que estão a atravessar depois do fim das quotas leiteiras.

O protesto, que incluiu um desfile de tratores e alfaias agrícolas com várias mensagens, teve como objetivo dar conta da "situação crítica" da produção do leite, com preços muito baixos e dificuldades de recolha do leite produzido em Portugal.

Através das mensagens que se podiam ler nos tratores, os agricultores sensibilizaram a população para a importância do consumo de leite e derivados produzidos em Portugal.

O presidente da APROLEP – Associação dos Produtores de Leite em Portugal, Carlos Neves, disse que a situação que os produtores estão a viver é "muito difícil" e explicou os motivos da manifestação.

"Queremos lançar um apelo a Bruxelas para que reconheça esta crise (…), depois queremos um trabalho do Governo na fiscalização do leite importado, mediando a distribuição e a indústria".

O responsável sublinhou que existem produtores "a atravessar enormes dificuldades e que estão a colocar dinheiro do bolso na empresa".

"Quando não têm mais dinheiro, vivem dos fornecedores que vão alargando os prazos de pagamento", acrescentou.

Carlos Neves adiantou ainda que atualmente no continente restam cerca de três mil produtores, face aos 80 mil de há alguns anos.

"As pessoas vão resistindo até ao fim mas é muito complicado", afirmou.

Já o presidente da AJADP -Associação de Jovens Agricultores do Distrito do Porto, Miguel Silva, confessou que não percebe o motivo das importações de leite, defendendo que "estão a esmagar a produção nacional".

"Não se percebe o motivo das importações e como é que o leite chega a preços irrisórios. Estão a importar leite e isso está a esmagar a nossa produção. Os produtores estão falidos porque não há forma de combater estes preços", disse.

Miguel Silva explicou que atualmente o produtor recebe em média 28 cêntimos por litro, quando o valor justo ronda os 35 cêntimos.

"Isso já permitia, não ganhar muito dinheiro, mas pagar todos os investimentos que foram feitos. Assim é impossível resistir mais que quatro meses", afirmou.

"Não demorará muito para os produtores terem que vender os animais e fechar produções. Neste momento está já a dar prejuízo, as pessoas estão a viver de algum que têm amealhado ou de crédito", acrescentou.

Também presente na manifestação para apoiar o setor, Ariana Machado, engenheira zootécnica, alertou para a situação insustentável.

"Há aqui muitas questões que teriam de ser discutidas, as motivações são muitas, mas aquilo que mais nos preocupa são as estratégias nacionais que não foram adotadas pelas estruturas e acho que quanto à liberalização das quotas, que era sabida desde 2008, nada foi feito e agora estamos assim", explicou.

A engenheira zootécnica sublinhou ainda as dificuldades dos produtores em "cumprir com as necessidades básicas diárias de uma exploração, a desmotivação e a incapacidade de investimento".

Taxar os refrigerantes para subsidiar os hortofrutícolas


Jul 16, 2015Destaque Home, Notícias0Like

É o que propõe um estudo britânico, da British Medical Association (BMA). O documento sugere a criação de um imposto próprio para os refrigerantes e outras bebidas com elevados níveis de açúcar, de modo a subsidiar hortofrutícolas a preços mais baixos.

No relatório Food for Thought: promoting healthy diets among children and young people, os autores explicam que o imposto deve corresponder a, pelo menos, 20% do valor das bebidas – devem incluir-se neste universo todas as bebidas não-alcoólicas com açúcar adicionado.

A necessidade de tomar esta medida prende-se com dois factores: são bebidas altamente calóricas; e as crianças e adultos britânicos ultrapassam em muito os níveis recomendados de consumo de açúcar, o que aumenta o risco de aparecimento de vários problemas de saúde.

É com base nestes elementos que a BMA sugere a utilização dos fundos provenientes do imposto às bebidas para a promoção de uma alimentação saudável. Focando-se nas frutas e legumes, «um dos grupos alimentares mais afectados com o aumento do preço da comida» durante o período de crise, refere o relatório.

O documento propõe ainda a proibição da publicidade a alimentos pouco saudáveis dirigida a crianças e adolescentes.

Dados de um inquérito publicados no relatório da BMA indicam que a dieta britânica em pouco se compara com as recomendações dos nutricionistas. Com especial destaque para o exagero no consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar e a ingestão deficiente de frutas e vegetais.

sábado, 18 de julho de 2015

«Portugal tem produto de extrema qualidade a preços competitivos»


Jul 17, 2015Destaque Home, Notícias0Like

A expressão é de Antoni Valls, director-geral da Alimentaria Exhibitions em Barcelona (Espanha) e na edição deste ano da Alimentaria&Horexpo Lisboa é parceira na organização.

O responsável salientou que o certame – que decorre de 22 a 24 de Novembro na Feira Internacional de alimentaria2015_apresentacaoLisboa (FIL) – a «reconceptualização» da feira e destacou que nesta edição o enfoque estará na internacionalização. «Portugal tem produto de extrema qualidade a preços competitivos e está num crescimento de exportações notável», disse à Frutas, Legumes e Flores à margem da apresentação da feira que decorreu a 17 de Julho em Lisboa.

Antoni Valls sublinhou ainda a Alimentaria&Horexpo «tem de servir como plataforma de exportação». Nesse sentido, juntamente com a Associação PortugalFoods, prevêem trazer a Lisboa «sensivelmente 110 importadores». «A feira tem musculo financeiro próprio que está focalizado em atrair os mercados que neste momento são de principal interesse para as empresas portuguesas, tais como mercados dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e aqueles que valorizam produtos gourmet, como Estados Unidos da América e Canadá».

A Alimentaria&Horexpo, até aqui focada no sector profissional, abre este ano portas ao consumidor final. A Alimentaria Experience será um espaço de conhecimento e degustação dos produtos nacionais, uma experiência que pode ter continuidade na PortugalAgro – Feira Internacional das Regiões, da Agricultura e do Agro-alimentar, certame do sector agro-alimentar português que decorre em 2015 pela segunda vez. A PortugalAgro ocupa também pavilhões da FIL entre os dias 21 e 23 de Novembro.

Na apresentação de ambos os certames na Sala Ogival da ViniPortugal, no Terreiro do Paço, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, destacou o crescimento das exportações do sector agro-alimentar, que no ano passado chegaram aos 5,6 mil milhões de euros, e estas feiras devem também servir para os portugueses conhecerem o que se faz cá dentro. «Enquanto portugueses, precisamos consumir mais produtos portugueses», disse a governante.

Empresas portuguesas marcam presença na FILDA


Jul 17, 2015Destaque Home, Notícias0Like

Apesar da adesão mais fraca que no ano anterior, Portugal continua a ser o País mais representado na Feira Internacional de Luanda (FILDA), com 67 empresas.

«Vamos ocupar um pavilhão na totalidade, temos um número inferior, mas ainda assim são 67 empresas. Tudo indica que será a maior representação nacional», disse à agência Lusa o delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Luanda, Luís Moura.

A feira, subordinada ao tema "Dinamismo, criatividade, e competência na produção", contará ainda com a presença de empresas vindas da Alemanha – o país convidado -, Itália e mais outras três dezenas de países. Ao todo, marcarão presença na 32.ª edição do certame cerca de 1.000 expositores, distribuídos por uma área de 50.000 m2.

A FILDA é uma feira multissectorial onde se reúnem empresas de áreas tão distintas como o agro-alimentar, construção civil, farmacêutica, tecnologias de informação, entre outras. Esta edição do certame acontece entre 21 e 26 de Julho na capital angolana.

No primeiro trimestre de 2015, as exportações de Portugal para Angola desceram 24,4%. A quebra acentuada fez com que o País deixa-se de liderar o envio de bens e serviços para terras angolanas. Actualmente, a China e a Coreia do Sul são os seus principais fornecedores.


Financeiros atacam as regras da UE contra a especulação alimentar


Julho 15
12:36
2015

A MiFID é a Directiva Comunitária que regula o funcionamento dos mercados financeiros. Em 2012, foi votada a MiFID II, que incluía regras que evitassem a repetição de situações que causaram a crise financeira mundial e que, também, repercutissem os avanços tecnológicos.

Um dos objectivos desta revisão era evitar a especulação nos mercados de commodities, numa tentativa de reduzir grandes oscilações de preços.

Quando, em 2014, as reformas à Directiva Europeia (MiFID) foram aprovadas, o entusiasmo de políticos e ONG's era enorme. Significava, por exemplo, que a especulação em alimentos e matérias-primas iria acabar.

No entanto, a OXFAM veio, agora, acusar a European Securities and Markets Authority (ESMA) de estar a deturpar esta legislação, a favor de banqueiros e seguradoras. Foram inseridas excepções e lacunas que deturpam o objectivo final desta nova legislação, que era de evitar a deturpação dos mercados.

Durante as consultas efectuadas à sociedade civil, no âmbito da revisão desta legislação, foi dada uma clara prioridade às sociedades financeiras, que são responsáveis por quase 70% dos feedbacks recebidos.

Os preços altos e extremamente voláteis de bens essenciais, como o milho, a cevada ou o arroz, colocam as populações mais pobres e os consumidores de países em desenvolvimento em situação precária.

De acordo com analistas, as duas principais causas são o aumento da população mundial, que leva a um aumento do consumo e o uso indevido de áreas de cultivo para a produção de biocombustíveis.

Alguns críticos apontam, também, a especulação, em mercado de futuros, como um factor preponderante nesta situação. A maior parte das transacções de futuros está situada nos Estado Unidos e na Ásia, mas têm vindo a surgir algumas na Europa, com a liberalização da PAC.

O último relatório elaborado pela ESMA revela que os fundos de investimento seriam capazes de controlar, por exemplo, 40% de todo o trigo a ser fornecido.

O resultado seriam distorções de mercado massivas e picos de preço elevadíssimos. Em conjunto com outras ONG's, a OXFAM pediu que seja imposto um limite de 15%.

Outra preocupação é o factor de grandes multinacionais poderem dividir os seus interesses por várias subsidiárias. Isso poderia resultar em sociedades financeiras possuírem derivados sobre commodities, mesmo em excesso em relação à quantidade de oferta disponível, dando-lhes um enorme poder sobre a fixação dos preços.

A ESMA foi, também, acusada da falta de transparência com que conduziu o processo. O Eurodeputado Markus Ferber criticou, especialmente, a falta de cooperação com o Parlamento Europeu (PE).

O Comité de Assuntos Económicos do PE irá discutir a MiFID II hoje, 15 de Julho. Será, também, discutida a forma como o Parlamento reagirá em oposição às propostas da ESMA e, caso a maioria dos eurodeputados esteja insatisfeita, as propostas serão rejeitadas. Este é visto como o melhor sinal que há, ainda, muito lugar para melhorias.

 


Inovação na indústria alimentar aumenta o desafio para a análise de riscos

Julho 15
12:40
2015

O sector alimentar é um dos que maior peso tem no seio da União Europeia e é encarado como um sector chave para fomentar a criação de emprego, caso consiga continuar a desenvolver novas tecnologias e produtos.

O sistema de segurança alimentar europeu evoluiu muito, desde os escândalos das décadas de 80 e 90, do século passado. Hoje em dia, a Europa tem um dos sistemas de segurança alimentar mais completos do mundo, do qual se deve orgulhar e que não deve colocar em causa.

Assim, o desafio está em encontrar o equilíbrio entre inovação e segurança.

O Comissário Europeu de Saúde Vytenis Andriukaitis está convencido de que a indústria alimentar pode contribuir para o plano do Presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, de transformar a Europa, criando mais empregos e promovendo uma maior prosperidade.

Wim Debeuckelare, diretor legislativo da DG Sante, afirmou que "podemos contar com a European Food Safety Authority (EFSA) para fazer a necessária avaliação de risco. Quando tivermos a avaliação do risco, então ainda precisaremos, de acordo com as nossas regras, de considerar os benefícios e necessidades tecnológicas. A proporcionalidade é algo que se deve ter em mente. Precisamos de analisar para saber se o risco potencial realmente supera os benefícios".

Tobin Robinson, chefe do departamento de Estratégia de Ciência e Coordenação a EFSA, destacou as dificuldades que a Agência tem para a avaliação do risco. Por exemplo, sempre que a EFSA está a estudar o potencial risco para os seres humanos de um resíduo químico ou um metal pesado, a avaliação tem de incluir como o mesmo também afecta a qualidade da água e do ar e como se desenvolve em diferentes situações.

Robinson acrescentou que "há um pensamento em termos de ciclo de vida, tentando obter uma abordagem de grande plano para a avaliação de risco. Por exemplo, às vezes nos é dito pelos nossos colegas da Comissão para proceder a uma avaliação dos riscos de uma determinada substância em um contexto particular. Este poderia ser um material de embalagem de alimentos, e podemos fazer isso com bastante facilidade, mas o que seria também significativo, seria fazer uma avaliação de todo o ciclo de vida de risco desse material. Se esse material de embalagem de alimentos, e os produtos químicos que o compõem, entrou para o meio ambiente, através da forma como é tratado, então talvez nós, como os avaliadores de risco, não teremos realmente feito um bom trabalho".

O representante EFSA pediu mais e melhor tecnologia disponível para os especialistas que realizam as avaliações de risco e enfrentam, constantemente, novos desafios.  Estes prendem-se, sobretudo, com novos alimentos, nano tecnologia e a clonagem de animais.

"Aqui, novamente, precisamos ter certeza de que a segurança alimentar não é um travão à inovação", terminou Robinson.

Gert Meijer, adjunto de Regulamentação e Assuntos Científicos da Nestlé, disse que, no momento, reduzir a pegada ambiental e melhorar a qualidade das matérias-primas, são alguns dos desafios mais importantes, a nível de investigação, para a indústria. Acrescentou que a indústria alimentar está a seguir mais numa direção de remover aditivos dos alimentos, em vez de adicioná-los.

COPA-COGECA preocupado com as repercussões da política europeia do ambiente


Julho 17
13:45
2015

O COPA-COGECA está muito preocupado com os resultados da discussão no Parlamento Europeu sobre a qualidade do ar, temendo que as disposições que possam vir a ser tomadas pela Comissão venham a prejudicar o sector pecuário.

Segundo Pekka Pesonen, Secretário-geral do COPA-COGECA, os plafonds definidos são completamente irrealistas e lembra que os limites de emissões de gases com efeito de estufa feitos pelo sector agrícola já se encontram perfeitamente legislados.

O COPA-COGECA lembra os esforços que têm sido feitos pelo sector, no que diz respeito às emissões de amoníaco. Estas emissões registaram uma diminuição, entre 1990 e 2011, de 20% na Alemanha, 30% na Dinamarca, 44% na Bélgica, 67% na Holanda, 58% na Estónia e 22% no Reino Unido.

As reduções agora propostas podem ter um forte efeito sobre a produção agrícola europeia, forçando a uma forte redução da produção, que porá em risco a segurança alimentar.

Sumo de casca de laranja e pêra ganha prémio inovação na Expo-Milan

Julho 17
13:48
2015

Uma bebida, obtida a partir da casca de laranja e pêra, ganhou o primeiro prémio de inovação na Expo-Milan.

Esta bebida, denominada "Fresh-App" foi desenvolvida por estudantes da Universidade de Napoli Federico II, Napoles, que aproveitaram a casca dos frutos que normalmente é deitada fora.

Em segundo lugar ficou um biscoito produzido a partir da quinoa e do amaranto, denominado "Quindi". Este biscoito é óptimo para vegetarianos, vegans e intolerantes à lactose.

O terceiro lugar foi para os Honeydrops, que são cápsulas energéticas obtidas a partir de mel e muito fáceis de utilizar.

Este concurso contou com a participação de seis universidades, tendo cada uma apresentado um produto alimentar inovador, amigo do ambiente e respondendo aos standards de segurança alimentar.

Fruta em fim de vida transforma-se em comida em pó

FoPo Food Powder é o nome do projecto, pensado por um grupo de estudantes internacionais. A ideia é contribuir para o combate ao desperdício alimentar

Texto de P3 • 16/07/2015 - 12:25


São alimentos em fim de vida e com o destino traçado — o contentor do lixo — e podem ser convertidos em novos alimentos, com prazo de validade aumentado. A empresa FoPo Food Powder seca frutas e vegetais que já ninguém quer comprar e transforma-as em pó, dando-lhes uma nova vida.
 
"[Não estamos] a usar um novo produto ou uma nova tecnologia, [mas] sim a criar valor a partir da ineficiência do sistema alimentar", disse um dos criadores da marca, Gerald Marin, ao site "Mashable". A FoPo foi uma ideia do estudante sueco de engenharia mecânica Kent Ngo, que se juntou depois a Via Jarolimkova, Lizzie Cabisidan, Ada Balazy e Marin.
 
O conceito tem um cariz humanitário e pode contribuir para o combate ao desperdício alimentar, cujos números impressionam. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos são desperdiçadas 1,76 mil milhões de toneladas de alimentos — e a curta validade de alguns produtos é uma das razões para que isto aconteça.
 
A FoPo aumenta a vida útil das frutas e vegetais de duas semanas para dois anos. Para já estão disponíveis três sabores: banana, manga e framboesa. Em breve também o ananás vai integrar a lista, mantendo 30 a 80% do seu valor nutricional, assegura a empresa. O pó pode ser ingerido tal como é apresentado nas embalagens, que se assemelham às das batatas-fritas, ou utilizado na confecção de bolos e sumos ou como "topping" para iogurtes e gelados.
 
Depois de uma campanha de "crowdfunding" bem sucedida no Kickstarter, a empresa integra agora um projecto piloto nas Filipinas, com o apoio do governo deste país e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
 
O objectivo é que, num futuro próximo, a FoPo possa vender o produto a baixo custo a organizações não-governamentais.

Manifestação de produtores de leite faz tremer a grande distribuição

Julho 16
13:45
2015

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição reagiu de imediato à manifestação dos produtores de leite, que se concentraram junto a supermercados na Póvoa do Varzim e Vila do Conde, apelando a uma estratégia nacional para o sector leiteiro.

Num comunicado podia ler-se "O crescimento do sector, através da promoção do leite e produtos lácteos de valor acrescentado, passa indiscutivelmente pela emergência do desenvolvimento de uma estratégia nacional para encarar de forma pro activa e positiva o período pós-desmantelamento das quotas leiteiras"

Este comunicado surge após a manifestação, onde os produtores consideram como principal culpados os grandes supermercados, que acusam de estar a importar grandes quantidades de leite e produtos lácteos.

A posição da grande distribuição, se for verdadeira, pode ser uma grande ajuda para a solução do sector do leite português, mas não deixa de ser curioso ter acontecido após o forte protesto dos agricultores.

Vai ser interessante vermos o desenvolvimento dos acontecimentos, para ver se esta posição é verdadeira, ou serviu apenas para tentar acalmar os ânimos, com medo de eventuais acções violentas dos produtores contra os grandes supermercados.


Manifestação do sector leiteiro

Julho 16
13:46
2015

Cerca de duas centenas de produtores de leite manifestaram-se em frente a supermercados na Póvoa do Varzim e Vila do Conde, com o intuito de alertar para a situação dramática em que vivem, devido à baixa do preço do leite pago à produção.

Este protesto, que incluiu tractores e máquinas agrícolas com vários dísticos, pretendem também fazer ver ao consumidor português a realidade em que vivemos, com dificuldades no escoamento do leite nacional, devido à importação doutros países.

Um dos grandes alvos visados foram os grandes supermercados, que são acusados de importar leite e produtos lácteos de outros países europeus, aproveitando os preços baixos praticados em detrimento do leite português.

Em Março deste ano terminaram as quotas leiteiras, o que levou alguns países europeus a aumentarem consideravelmente a produção que, coincidindo com o embargo russo, levou a uma descida de preços.

Neste momento, os produtores consideram que o preço pago pelo leite está francamente abaixo do valor de custo, o que torna a situação insustentável.

Muitos produtores estão em risco de serem forçados a venderem os seus animais e fecharem as portas.

O número de produtores tem vindo a diminuir drasticamente em Portugal, de cerca de 80.000 há vinte anos, para 3000 nos nossos dias.

Imagem - jn.pt

Governo aprova diploma sobre a liquidação da Casa do Douro


Julho 17
13:44
2015

O Conselho de Ministros aprovou um diploma que regula a liquidação da Casa do Douro, que tem uma dívida ao Estado de cerca de 160 milhões de euros.

Os Ministros da Agricultura e Finanças vão nomear um liquidatário, pelo que os membros da direcção da Casa do Douro devem entregar-lhe todos os bens, valores monetários e documentos, nomeadamente a prestação de contas a 31 de Dezembro.

Este diploma enquadra-se no Código de Insolvência e Recuperação de Empresas.

A Casa do Douro foi extinta como associação de direito público em 31 de Dezembro de 2014 e, em final de Maio, foi escolhida a Federação Renovação do Douro como associação de direito privado que lhe vai suceder.

Para resolver o problema da instituição, foi elaborado um programa que incluía a dação em pagamento dos vinhos da instituição ao estado português e a abertura de um concurso a entidades privadas para suceder a Casa do Douro.

A realidade é que a insolvência foi requerida pelo Ministério Público, tendo sido confirmada pelo Tribunal da relação de Guimarães.

Em relação ao concurso, a entidade concorrente que perdeu, impugnou os resultados, estando o processo em tribunal.

A forma do liquidatário é defendida pelo Governo como a maneira do vinho ser vendido de forma mais justa no mercado e, assim, o Estado ser ressarcido da dívida.


Portugal 2020: guia de financiamento já está disponível



 18 Julho 2015, sábado  Política AgrícolaAgricultura
portugal 2020

Foi lançado recentemente um Guia que ajuda todos os que pretendem candidatar-se às oportunidades disponíveis de financiamento da União Europeia (UE) no âmbito do programa Portugal 2020.
O documento contém informações sobre os atuais programas da UE para o período financeiro 2014-2020.
O guia destina-se sobretudo a seis categorias principais de candidatos potenciais: as pequenas e médias empresas (PME), as organizações não governamentais, jovens, investigadores, agricultores e organismos públicos.
Saiba mais sobre o Portugal 2020 aqui:
Portugal 2020: tudo o que precisa saber para se candidatar