quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Organizações de Produtores com novos requisitos



 22 Setembro 2015, terça-feira  Política AgrícolaAgricultura

As organizações de produtores já reconhecidas têm até ao próximo dia 15 de outubro para se adaptarem ao cumprimento dos requisitos estabelecidos pela publicação da portaria Nº169/2015, de 4 de junho.
De acordo com o documento, publicado em Diário da República, as organizações de produtores reconhecidas até à data de entrada em vigor desta portaria mantêm os respetivos títulos válidos, no entanto, devem proceder a algumas adaptações.
Entre outros detalhes, a nova portaria estabelece as regras para o reconhecimento de agrupamentos de produtores e refere que estes devem ter como objetivo principal "a concentração da oferta e a colocação no mercado da produção dos seus membros." O reconhecimento dos agrupamentos de produtores tem agora a duração máxima de três anos.
O documento adianta ainda que, dada a importância do setor floresta, passar-se-á a "incluir os produtos da floresta neste novo regime, criando-se, para o efeito, a figura das organizaç~eos de comercialização de produtos da floresta, também com o objetivo de concentração da oferta.
Fonte: Vida Rural.

Escócia: a Robótica ao serviço da Agricultura

 22 Setembro 2015, terça-feira  AgropecuáriaTecnologia

Uma quinta nos arredores de Glasgow, Escócia, utiliza a Robótica e a automatização ao serviço da Agricultura.
Este é o caso de uma quinta perto de Glasgow que utiliza a Robótica mais avançada em ordenha.
O investimento total foi de 1,8 milhões de libras, sendo que com 10 máquinas tratam de 250 vacas leiteiras.
As vacas são mantidas no interior, em instalações com teto alto, que abrem automaticamente para aproveitar a luz do dia e o ar fresco.
A alimentação é totalmente automática, com utilização de um robot, sendo que a empresa adquiriu ainda uma máquina inteligente que faz a ordenha.

Fonte: Reuters/Agronegócios 

Abate de porcos continua a aumentar na UE até final do ano

22-09-2015 
 

 
Desde o início de 2015, os abates de porcos na União Europeia não deixaram de crescer. No primeiro trimestre, aumentaram 4,3 por cento e no segundo cerca de 2,4 por cento.

Para a segunda metade do ano, as previsões são que continue com valores positivos de crescimento. De acordo com as estimativas avançadas pelo Comité de Gestão do sector da carne de porco da passada semana, prevê-se um aumento de 1,7 por cento no terceiro trimestre e de 1,8 por cento no quarto. Estes crescimentos têm fundamentalmente como base as expectativas previstas em Espanha e Alemanha que são líderes de produção do sector comunitário.

Para 2015, espera-se que a produção de carne de proco na União Europeia cresça cerca de 2,5 por cento. De referir que as exportações continuam a funcionar muito bem apesar do embargo russo.

Nos sete primeiros meses do ano, as exportações comunitárias aumentaram 4,9 por cento, o que supõe 551.906 toneladas. Apenas no mês de Julho, assinalou-se mais 12 por cento nas exportações em comparação com o ano passado.

Um ritmo positivo, em grande parte devido à China, que não se consolidou apenas como o principal cliente da União Europeia, como também aumentou as suas compras em 43 por cento nos primeiros sete meses do ano. O terceiro maior país importador é a Coreia do Sul, com mais 31 por cento até as 139 mil toneladas.

Pelo contrário, o Japão, que ainda se mantém como o segundo melhor cliente, reduziu as exportações em -20 por cento até um total de 161 mil toneladas.

Fonte: Agrodigital

terça-feira, 22 de setembro de 2015

CAP Promove “Dar e Receber Produtos Agrícolas”


QUARTA, 29 JULHO 2015 14:46

A CAP, a Entrajuda e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBA) promovem em parceria o projeto Dar e Receber Produtos Agrícolas, no sentido de aumentar a intervenção dos produtores agrícolas "junto dos que mais precisam".

A plataforma já se encontra disponível, tem uma abrangência nacional e reúne vários tipos de respostas de carácter social. A CAP colaborar neste iniciativa promovendo a doação de produtos agrícolas. Os agricultores ou as suas organizações que pretendam colaborar devem registar-se e seguir os passos do "Quero DAR", em www.darereceber.pt/produtosagricolas.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Práticas comerciais desleais – eventual legislação em debate

Setembro 21
13:21
2015

A eventual formalização de legislação sobre as práticas comerciais desleais, praticadas pela grande distribuição, é tema de discussão no Parlamento Europeu, mais concretamente na Comissão de Agricultura (COMAGRI).

Na última reunião, de dia 15 de Setembro da COMAGRI, a eurodeputada irlandesa Mairead McGuinness, denunciou práticas comerciais abusivas e lesivas ao sector agrícola.

Defende, por isso, legislação nacional nos diferentes países, coordenada por uma legislação central europeia.

A grande maioria dos eurodeputados apoiaram esta posição, apresar de o inglês Paul Brannen achar que todas as iniciativas de relação entre a produção e a grande distribuição devem ser de carácter voluntário.

Após esta reunião, o relatório vai passar para a Comissão do Mercado Interno e Protecção do Consumidor, que tem a seu cargo este dossier, para que possa vir a ser discutida, e votada em Dezembro ou Janeiro, o mais tardar.

O relator da Comissão de Comércio Interno, o polaco Dawid Bohdar Jackiewicz, defende, no entanto, que em primeiro lugar, é necessário definir, concretamente, qual o tipo de praticas desleais, antes de avançar com qualquer tipo de iniciativa.

Imagem -capreform.eu 

A Comissão é favorável à desinfecção dos frangos para combater o campylobacter


Setembro 21
08:29
2015

A Comissão Europeia propôs para aprovação o uso do mais controverso banho de ácido peroxiacético, dos frangos nos matadouros, para controlar as infecções por campylobacter provenientes dos frangos.

A proposta foi apresentada no Standing Committee e aos eurodeputados, no dia 15 de Setembro. Faz parte de um pacote de três medidas para controlar aquela infecção.

O responsável da DG Santé, Koen Van Dyck, quis esclarecer que as três etapas estão interligadas entre si e dependem, sobretudo, do processamento das condições de desinfecção e higiene dos matadouros. Assim, limpar, parar a cadeia de abate e verificar de onde provém a contaminação, são medidas, que, em conjunto, constituem a primeira medida para o controlo da infecção.

A segunda medida passa pela obrigatoriedade dos Estados Membros em colherem amostras e verificar se são compatíveis com os níveis de higiene apresentados pelos matadouros.

A terceira etapa será a possibilidade de uso do ácido peroxiacético para a descontaminação das carcaças.

Esta situação não é nada pacífica. Este método de desinfecção dos frangos no matadouro tem sido altamente polémico, sobretudo em países como a Alemanha e tem sido um obstáculo às negociações com os EUA, país onde o método é correntemente utilizado.

A crise da pecuária tem beneficiado a agricultura biológica


Setembro 21
08:27
2015

Em França, nos últimos 7 anos a área cultivada bio praticamente duplicou, podendo ultrapassar um milhão de hectares no final deste ano. O aumento da actividade bio tem sido cada vez maior, devido à baixa do leite e da carne no sistema convencional.

A crise sem precedentes que atravessa a pecuária tem impulsionado a agricultura bio. No primeiro semestre de 2015 o número de quintas bio aumento 8% em relação a igual período do ano passado. Até ao final do ano, as áreas bio podem aumentar 10%, ou seja, vir a ocupar 4,6% da superfície agrícola.

O entusiasmo dos agricultores pelo bio vem, muitas vezes, da dificuldade que têm em conseguir sobreviver com os baixos preços que hoje são praticados na pecuária.

Existem neste momento 200 hectares em conversão do tradicional para o bio e temos que ter em consideração que são precisos 3 anos para que um hectare convencional obtenha a certificação bio.


Como a automatização pode beneficiar a exploração agrícola


Setembro 21
08:26
2015

Uma automatização inteligente de uma exploração agrícola quer dizer, por exemplo, hoje em dia, que numa exploração leiteira as vacas podem ser alimentadas, movimentadas e ordenhadas só por uma ou, no máximo, por duas pessoas.

Este é o caso de uma quinta perto de Glasgow que utiliza a robótica mais avançada em ordenha. O investimento total foi de 1,8 milhões de libras, sendo que com 10 máquinas tratam de 250 vacas leiteiras.

As vacas são mantidas no interior, em instalações com tecto alto, que abrem automaticamente para aproveitar a luz do dia e o ar fresco.

A alimentação é totalmente automática, com utilização de um robot.

As vacas comem quando querem e a máquina até as ajuda a comer, colocando a comida debaixo dos seus narizes e, por isso, há muito pouco desperdício.

Quando é a altura da ordenha, as vacas fazem fila fora da sala de ordenha e uma a uma, empurram a porta para entrar. Entrando na sala de ordenha, ficam paradas e uma máquina inteligente trata de as ordenhar.

Há também um robot do tamanho de um cão grande que gira à volta dos cascos das vacas, limpando toda a sujidade produzida, evitando 6 ou 7 horas de trabalho por dia.

Imagem - bloomberg.com

ANIL ataca grande distribuição

Setembro 21
13:27
2015

A Associação Nacional de Industriais de Laticínios (ANIL) criticou os ataques ao sector, que têm gerado desconfianças no consumidor e acusou a grande distribuição de se estar a aproveitar da crise, em vez de defender a produção nacional.

A ANIL critica os ataques ao sector, em especial às propriedades nutricionais do leite e de alguns produtos lácteos, que consideram injustificados e geradores de desconfiança junto dos consumidores.

A situação é ainda mais complicada, ao nível da distribuição, com margarinas misturadas com manteigas, bebidas não lácteas junto ao leite e produtos semelhantes a queijo, nas mesmas prateleiras que o queijo, o que tem provocado um grande confusão junto do consumidor.

Nesta crise, a posição assumida pela grande distribuição tem sido escandalosa, pois não têm protegido minimamente o sector nacional. A grande distribuição, através das suas marcas próprias, tem privilegiado a importação de leite, colocando-as nas prateleiras a preços muito baixos, fazendo, inclusivé, dumping, o que leva a que este ano, a balança comercial portuguesa, no sector do leite, seja negativa em 250 milhões de euros.

A ANIL defende que é fundamental que todos os operadores da fileira assumam as suas responsabilidades face ao mercado, única solução para sair da crise.

Para o agravamento da crise também tem contribuído a diminuição das exportações, sobretudo para Angola, devido à crise financeira naquela país.

Por último, a ANIL lamenta que não tenham sido aumentados os preços de intervenção pública do leite e manteiga e se tenha optado, em Bruxelas, por um maior apoio à stockagem privada, que praticamente não se aplica em Portugal, devido ao valor irrisório das ajudas e aos custos proibitivos das garantias bancárias associadas.

Candidato do PPM quer um agricultor à frente da agricultura

   Lusa   
21/09/2015 - 18:23
 

Gonçalo da Câmara Pereira troca campanha nas ruas pelas vindimas na sua herdade do Alentejo.
 
O cabeça de lista do Partido Popular Monárquico (PPM) por Lisboa, Gonçalo da Câmara Pereira, anunciou esta segunda-feira que a sua campanha eleitoral passa pela vindima na sua herdade alentejana, sublinhando que é um "homem de trabalho" e da agricultura. 

"Eu trabalho, não sou chulo do Estado, não sou senhor deputado, não ganho cinco mil euros para chular os portugueses. Eu quero ir para lá [Assembleia da República] e dizer exatamente isto: 'vão mas é trabalhar!'", disse o candidato à Lusa.

"Façam a campanha a trabalhar, na agricultura que abandonaram. Agora andam com fantasias, com a política agrícola toda desgraçada, temos uma menina como ministra que nunca cá pôs os pés e anda a cortar fitas, ponham um agricultor a tomar conta da agricultura", defendeu.

Gonçalo da Câmara Pereira dedicou o dia às vindimas na sua herdade em Arronches, no distrito de Portalegre, onde tem "plantadas" várias bandeiras do PPM, enquanto num dos tractores que dá apoio às vindimas também marca presença uma bandeira monárquica.

O vice-presidente do PPM considerou "deprimente" a forma como os pequenos agricultores portugueses têm de viver com a política de subsídios desenvolvida pela União Europeia, uma vez que estão "descapitalizados".

"O Presidente da República só ajuda o poder económico, os pequeninos é que não ajuda. Precisamos de um Rei para ajudar os pequeninos, porque o Rei sempre ajudou o povo e o povo foi sempre defendido pelo Rei contra o poder económico, contra os senhores fidalgos, alguns presos, mas muito poucos", declarou.

Gonçalo da Câmara Pereira defendeu, também, uma política florestal diferente para combater os incêndios florestais, dando primazia à plantação de sobreiros, castanheiros e azinheiras. "O pinheiro e o eucalipto não fazem subcoberto, a política florestal tem toda de mudar", disse.


UTAD contribui para combate à doença da tinta do castanheiro


Set 21, 2015Destaque Home, Notícias0Like

Um porta-enxertos resistente à doença da tinta do castanheiro, o ColUTAD, é a proposta dos investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), para impedir a propagação da enfermidade. A invenção estará «brevemente disponível nos circuitos comerciais», diz a UTAD em comunicado.

O ColUTAD, apresentado durante o VI Encontro Europeu da Castanha, realizado entre 9 e 12 de Setembro, é um híbrido entre o castanheiro europeu (castanea sativa) e o japonês (castanea crenata).

A utilização desta ferramenta «permite a plantação de novos castanheiros com maior segurança em solos afectados pela doença, mesmo em soutos onde ocorreu a morte de outras árvores» sublinha a UTAD.

José Gomes Laranjo, docente do departamento de Biologia e Ambiente da UTAD, explica que o objectivo da ferramenta é «travar o avanço da doença da tinta, responsável pela morte de milhares de castanheiros na Europa».

O investigador adianta que já foram feitas várias experiências com o porta-enxertos obtendo-se «resultados positivos em vários locais de Trás-os-Montes».

A doença da tinta do castanheiro, provocada pelo fungo phytophtora cinnamomi, ataca as raízes desta espécie e impede a absorção de água e nutrientes, provocando a sua morte.

Bolsa de Terras: 1º concurso cede 19 terras do Estado



 21 Setembro 2015, segunda-feira  AgriculturaPolítica Agrícola


A Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), enquanto entidade gestora da Bolsa de Terras, divulgou o relatório que dá conta do balanço do primeiro concurso das terras do Estado.
No documento refere-se que o primeiro concurso permitiu a cedência das 19 terras do Estado, maioritariamente com aptidão agrícola, a 15 arrendatários, através da celebração de contratos 90% dos quais com a duração de 7 anos.
O perfil dominante dos novos arrendatários corresponde maioritariamente a pessoas singulares com idade entre os 18 e os 40 anos de idade, ou seja jovens agricultores, que representam 67%. 
«A orientação produtiva aponta essencialmente para atividades culturais associadas à produção de culturas arvenses, de hortícolas e frutícolas», lê-se no documento.
Para ver o Relatório completo, clique aqui.

ANPOC disponibiliza manual de boas práticas na cultura do Trigo



 18 Setembro 2015, sexta-feira  Grandes Culturas
A ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas disponibilizou para download gratuito um e-book subordinado ao tema "Manual de boas práticas em ambiente mediterrânico para o trigo mole e trigo duro".
Este manual técnico é um resumo do que mais relevante foi evidenciado pelo projeto "Novas tecnologias de produção de trigo de qualidade em regadio", que envolveu pela primeira vez toda a fileira, a produção, através das associadas da ANPOC, a Investigação, com o contributo do INIAV (Estação de melhoramento de plantas de Elvas, bem como a indústria transformadora destes produtos.
O objetivo, diz a associação, é que "este manual esteja rapidamente disponível para consulta num smartphone ou tablet e acompanhe o agricultor durante todo o ciclo da cultura".
Para já, o livro está disponível na AppStore, para todos os dispositivos com o sistema operativo iOS.

“RuralBeja” regressa em outubro de 2015



 27 Julho 2015, segunda-feira  AgroflorestalAgricultura
ruralbeja

O Parque de Exposições de Beja irá receber entre os dias 9 e 11 de outubro mais uma edição da "RuralBeja", um certame que pretende afirmar as potencialidades e os recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável e integrado do concelho.
O evento, que «alia tradição e inovação, produção e transformação e criatividade e competitividade», é uma «montra dos melhores produtos da região, os tradicionais e os mais inovadores, que, juntos, reforçam as potencialidades que fazem de Beja um território de excelência», sublinha o município.
A "RuralBeja" vai incluir o Salão do Cavalo, a feira Vinipax, a Festa Brava, os espaços "Natureza à Mesa" e "Do sequeiro ao regadio", mostras de artesanato, de aves (Avibeja) e de cães (Canibeja).
Após o sucesso da primeira edição, a "RuralBeja" terá novamente o Salão do Cavalo, aqui haverá um espaço dedicado ao cavalo lusitano.
Este certame terá também oficinas temáticas, workshops, exposições e «muitas atividades para todos os gostos e idades» são outras ofertas da "RuralBeja" 2015. 

CE publica prorrogação de armazenamento privado e intervenção para os lacticínios

21-09-2015 

 
A Comissão Europeia publicou, esta segunda-feira, a prorrogação ao armazenamento privado de manteiga e leite em pó desnatado, Regulamento 2015/1548.

Os prazos de solicitações da ajuda ao armazenamento destes produtos deveria terminar a 30 de Setembro, mas foi prorrogado até 29 de Fevereiro de 2016. A 01 de Março de 2016 tem início o período de intervenção de 2016.

Por outro lado, a Comissão também publicou a retardação da intervenção em 2015 e a antecipação da abertura em 2016, o qual deveria acabar a 30 de setembro de 2015 e foi prolongado até 31 de Dezembro de 2015. Em 2016, a data de início estava programada para 01 de Março, mas foi antecipada para 01 de Janeiro.

Desta forma, a intervenção púbica estará disponível sem interrupção até 30 de Setembro de 2016, conforme o regulamento 2015/1549

Fonte: Agrodigital

ANIL: Indústrias do leite criticam ataques ao sector e «aproveitamento» da distribuição

 21-09-2015 
 

 
A Associação Nacional dos Industriais de Laticínios criticou os «ataques ao sector» que têm gerado desconfianças no consumidor e acusou a distribuição de se aproveitar da crise do leite, em vez de proteger a produção nacional.

«Os ataques ao sector, em especial às propriedades nutricionais do leite e de algumas categorias de lácteos, têm vindo a crescer fortemente, gerando desconfiança no consumidor, de forma completamente injustificada e contrariando as orientações das autoridades competentes, que recomendam o consumo de lácteos», sublinhou a Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL) num comunicado, um dia depois de se ter reunido com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para expressar as suas preocupações.

Para a ANIL, existem «situações inqualificáveis nos lineares da distribuição» que contribuem «para a confusão que se tem instalado no consumidor», como as margarinas misturadas com as manteigas, as bebidas não lácteas junto ao leite e produtos semelhantes a queijo disponibilizados nas mesmas prateleiras e charcutaria.

O director-geral da ANIL, Paulo Leite, destaca ainda, no mesmo comunicado, que «o aproveitamento da situação particular deste setor por parte da distribuição tem sido escandaloso, com estas empresas a desobrigarem-se de se incluírem no desígnio de protecção da produção nacional».

A ANIL salienta que as importações de leite mantêm o nível dos anos anteriores e admite chegar ao fim de 2015 com um défice de 250 milhões de euros na balança comercial, porque as marcas da distribuição continuam «a promover esta via de aprovisionamento, a preços incomportáveis e claramente a coberto de "dumping"».

Na reunião de sexta-feira com Assunção Cristas, na qual participaram as associações representativas dos vários agentes económicos, a ANIL reforçou que «é fundamental que (…) todos os operadores estejam em condições de assumir os seus compromissos face ao mercado, quadro legislativo e restantes condicionantes com que se deparam».

Os industriais apontam vários constrangimentos, como o facto de os "stocks" estarem a atingir «o máximo de que há memória», já que têm recolhido todo o leite produzido em solo nacional e estão a pagar preços à produção próximos da média europeia e mesmo superiores aos de alguns países com mais vantagens competitivas, como a Irlanda, a Bélgica ou a Alemanha.

Para o agravamento da crise tem contribuído também a degradação do mercado externo, especialmente no que se refere ao peso do mercado angolano nas exportações de lácteos, «que não encontra, a curto prazo, mercados alternativos de dimensão semelhante».

A Comissão Europeia divulgou na última semana um pacote alargado de 500 milhões de euros para apoiar os agricultores europeus, dos quais 4,8 milhões destinados aos produtores portugueses.

Paulo Leite lamentou que não tenha sido aprovada a proposta da indústria europeia no sentido de alterar as condições financeiras da armazenagem pública, em detrimento do reforço das ajudas à armazenagem privada, um mecanismo que não é normalmente usado em Portugal devido «aos valores irrisórios» que lhe estão associados, normas específicas quanto às embalagens e custos «proibitivos» das garantias bancárias obrigatórias.

Fonte: Lusa

Lituânia é o segundo país da UE autorizado a exportar carne de bovino para os EUA

  21-09-2015 
 

 
A Lituânia é o segundo país da União Europeia autorizado a exportar carne de bovino para os Estados Unidos da América.

No início de 2015, a Irlanda foi o primeiro país que recebeu a aprovação por parte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para exportar carne de bovino após 16 anos de interrupção.

A Lituânia, para além de carne de bovino, pode ainda exportar carne de porco, ovino e caprino, assim como produtos derivados. As negociações para conseguir a permissão duraram 11 anos. Outros países, como o Reino Unidos, França, Dinamarca, Alemanha e Holanda também apresentaram os seus pedidos às autoridades norte-americanas para poderem ter acesso a este mercado.

Fonte: Agrodigital

Língua Azul: França aplica vacinação priopritária a animais para exportação

21-09-2015 
 

 
O ministro francês da Agricultura, Stephan Le Foll, anunciou que a política de vacinação contra a Língua Azul será orientada para assegurar as vendas no exterior.

Assim, a vacinação será efectuada de forma prioritária, para os bovinos, ovinos e caprinos destinados à exportação para outros Estados-membros ou terceiros países, tando de engorda como reprodução.

O Ministério conta que 1,3 milhões de doses de vacinas, suficientes para proteger todos os animais a exportar durante os próximos quatro meses. A vacinação começa esta semana, e será custeada pela administração nos casos obrigatórios.

Segundo a interprofissional pecuária francesa Interbev, até ao final do ano serão exportados cerca de 450 mil animais. O ministro francês adiantou que já falou com a ministra espanhola da Agricultura, Isabel García Tejerina, de forma a confirmar a aplicação do mesmo protocolo de certificação implementado durante a epidemia anterior. Em relação a Itália, as discussões estão em curso, mas prevê-se que será realizado o mesmo protocolo que na crise anterior. Le Fool espera ainda que a Tunísia e a Argélia apliquem o mesmo sistema de Espanha

Fonte: Agrodigital

Congresso Ibérico de “Raças Autóctones, Economia Local e Paisagem Rural”



Publicado em segunda, 14 setembro 2015 16:38
 

Informa-se que o prazo para submissão de trabalhos ao Congresso Ibérico de "Raças Autóctones, Economia Local e Paisagem Rural" foi alargado para 23 de setembro.

Trata-se de uma organização conjunta do CETRAD e do CECAV da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e do Centro Tecnolóxico da Carne (CTC), a realizar em Vila Real, nos dias 6 e 7 de novembro de 2015.


Industriais do leite criticam "ataque" ao setor



 20 Setembro 2015, domingo  Agropecuária

A Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL) critica os «ataques ao setor» que têm gerado desconfianças no consumidor e acusou a distribuição de se aproveitar da crise do leite, em vez de proteger a produção nacional.
«Os ataques ao setor, em especial às propriedades nutricionais do leite e de algumas categorias de lácteos, têm vindo a crescer fortemente, gerando desconfiança no consumidor, de forma completamente injustificada e contrariando as orientações das autoridades competentes, que recomendam o consumo de lácteos», sublinhou a ANIL num comunicado, um dia depois de se ter reunido com a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, para expressar as suas preocupações.
vacas
Para a ANIL, existem «situações inqualificáveis nos lineares da distribuição» que contribuem «para a confusão que se tem instalado no consumidor», como as margarinas misturadas com as manteigas, as bebidas não lácteas junto ao leite e produtos semelhantes a queijo disponibilizados nas mesmas prateleiras e charcutaria.
O diretor-geral da ANIL, Paulo Leite, destaca ainda, no mesmo comunicado, que «o aproveitamento da situação particular deste setor por parte da distribuição tem sido escandaloso, com estas empresas a desobrigarem-se de se incluirem no desígnio de proteção da produção nacional».
A ANIL salienta que as importações de leite mantêm o nível dos anos anteriores e admite chegar ao fim de 2015 com um défice de 250 milhões de euros na balança comercial, porque as marcas da distribuição continuam «a promover esta via de aprovisionamento, a preços incomportáveis e claramente a coberto de 'dumping' [preço abaixo do custo]».
Na reunião na sexta-feira com Assunção Cristas, na qual participaram as associações representativas dos vários agentes económicos, a ANIL reforçou que «é fundamental que (...) todos os operadores estejam em condições de assumir os seus compromissos face ao mercado, quadro legislativo e restantes condicionantes com que se deparam».
Os industriais apontam vários constrangimentos, como o facto de os 'stocks' estarem a atingir «o máximo de que há memória», já que têm recolhido todo o leite produzido em solo nacional e estão a pagar preços à produção próximos da média europeia e mesmo superiores aos de alguns países com mais vantagens competitivas, como a Irlanda, a Bélgica ou a Alemanha.
Para o agravamento da crise tem contribuído também a degradação do mercado externo, especialmente no que se refere ao peso do mercado angolano nas exportações de lácteos, «que não encontra, a curto prazo, mercados alternativos de dimensão semelhante».
A Comissão Europeia divulgou na última semana um pacote alargado de 500 milhões de euros para apoiar os agricultores europeus, dos quais 4,8 milhões destinados aos produtores portugueses.
Paulo Leite lamentou que não tenha sido aprovada a proposta da indústria europeia no sentido de alterar as condições financeiras da armazenagem pública, em detrimento do reforço das ajudas à armazenagem privada, um mecanismo que não é normalmente usado em Portugal devido «aos valores irrisórios» que lhe estão associados, normas específicas quanto ás embalagens e custos «proibitivos» das garantias bancárias obrigatórias.
Fonte: Lusa

Desflorestação abranda e plantação de novas florestas aumenta



 21 Setembro 2015, segunda-feira  Agroflorestal
florestas

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) revela que a desflorestação abrandou nos últimos anos, sobretudo, devido à progressão das novas florestas plantadas, mas a área total de floresta continua a recuar.
Praticamente 129 milhões de hectares de floresta foram perdidos desde 1990, o que leva a que a superfície florestal mundial tenha recuado de 31,6% para 30,6%.
O relatório apresentado em Durban (África do Sul), a 7 de setembro, refere que em África com 2,8 milhões de hectares e na América do Sul com 2 milhões de hectares, em que o problema é mais grave no último ano.
Facto positivo é que nos últimos 25 anos a taxa de florestação baixou 50%. No período de 2010 a 2015 a taxa é de 0,08%, enquanto nos anos 90 era de 0,18%.
Desde 1990, a quantidade de carbono em stock na biomassa nas florestas mundiais diminuiu cerca de 17,4 giga toneladas, principalmente devido à afeação da área florestal para a agricultura.
Entretanto, o aumento da área florestal plantada está em crescimento, sendo que está em aumento de 3,1 milhões de hectares por ano.
A maior utilização da madeira das florestas é para queimar. As extrações de madeira, que em 1990 eram de 2,8 mil milhões de m3, dos quais 41% era para queimar, em 2011 atingiram os 3 mil milhões de m3, com 49% para queimar.
Para terminar, a FAO estima que o setor florestal ocupe 1,7% da mão-de-obra mundial, da qual 0,4% trabalha diretamente na floresta.
Fonte: Reuters/Agronegócios

Publicada a Lei que estabelece o processo de reconhecimento da situação de prédio rústico e misto sem dono



Publicado em segunda, 14 setembro 2015 09:34
 

 Lei n.º 152/2015 - Diário da República n.º 179/2015, Série I - Assembleia da República

Foi hoje publicada a Lei que estabelece o processo de reconhecimento da situação de prédio rústico e misto sem dono conhecido que não esteja a ser utilizado para fins agrícolas, florestais ou silvopastoris e seu registo.

O procedimento de reconhecimento, pelo Estado, de um prédio como prédio sem dono conhecido compreende as seguintes fases:
a) Identificação do prédio sem dono conhecido;
b) Publicitação do prédio identificado como sem dono conhecido;
c) Disponibilização na bolsa de terras do prédio identificado como prédio sem dono conhecido;
d) Reconhecimento e registo do prédio sem dono conhecido;
e) Disponibilização na bolsa de terras do prédio reconhecido como prédio sem dono conhecido.

Aprovado o plano de ação para o setor leiteiro


Publicado em quinta, 17 setembro 2015 08:29
 

Resolução do Conselho de Ministros n.º 76-A/2015 - Diário da República n.º 181/2015, 1º Suplemento, Série I - Presidência do Conselho de Ministros

Aprova o plano de ação para o setor leiteiro, visando estimular o consumo interno, incentivar as exportações, estabilizar os rendimentos dos produtores e promover a inovação e valorização dos produtos lácteos.

Aceder à Resolução do Conselho de Ministros n.º 76-A/2015. https://dre.pt/application/conteudo/70322731

Alteração ao regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional



Publicado em quarta, 16 setembro 2015 18:27
 

Decreto-Lei n.º 199/2015 - Diário da República n.º 181/2015, Série I - Ministério da Agricultura e do Mar

Procede à primeira alteração e respetiva republicação do Decreto-Lei n.º 73/2009, de 31 de março, que aprova o regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional.

Aceder ao Decreto-Lei n.º 199/2015. https://dre.pt/application/conteudo/70309902

Seminário New Deal – Innovation



Publicado em terça, 15 setembro 2015 21:52
 

22 e 23 de setembro - Évora

O Monte e parceria do Projeto A New Deal for Youth Employment, vão promover o Seminário New Deal – Innovation, sob o titulo de "Challenges for new entrants to farming and the role of public support: comparing Northern and Southern European agriculture".

New Deal – Innovation é uma Iniciativa de Cooperação Bilateral, que compreende o desenvolvimento de um seminário no dia 22 de Setembro, nas instalações da CIMAC, em Évora, incluindo uma visita de campo à Herdade Freixo do Meio, no dia 23 de Setembro. Para a dinamização do seminário contamos com a colaboração de dois centros de investigação da Noruega: NIBIO - Norwegian Institute of Bioeconomy Research e Centre Rural Research; com as entidades que compõem a parceria do projeto "A New Deal for Youth Employment", do Programa de Cidadania Ativa do EEA Grants: ICAAM – Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas da Universidade de Évora, AJASUL – Associação de jovens agricultores, Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora; e a participação especial da Rede Rural Nacional.

O seminário promove a discussão sobre a evolução e contexto atual da agricultura em Portugal e na Noruega, com especial atenção para as estruturas e apoio público para os jovens que pretendem entrar no sector agrícola. Esta iniciativa de cooperação promove o debate para uma melhor compreensão dos constrangimentos e oportunidades de empresários agrícolas jovens no Sul da Europa, a comparação com a situação da Europa do Norte; e a troca de experiências de práticas para a promoção da empregabilidade e do empreendedorismo dos jovens em territórios rurais.

A iniciativa de cooperação bilateral é realizada com o apoio da Noruega, Islândia e Liechtenstein através do EEA Grants, no âmbito do Programa Cidadania Ativa, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian

Programa do seminário.

Inscrição através da seguinte ligação até ao dia 16 de Setembro.

Capoulas Santos acusa Governo de fazer “show off” com agricultura



 20 Setembro 2015, domingo  Política AgrícolaAgricultura

O cabeça de lista do PS por Évora às eleições legislativas, Capoulas Santos, acusou este fim-de-semana o Governo e a maioria PSD/CDS-PP de fazerem show off com a agricultura e serem incapazes de negociar em Bruxelas a favor de Portugal.
É um governo que apenas usa a agricultura como show off em Portugal e tem uma manifesta incapacidade de negociar soluções em Bruxelas a favor dos portugueses», declarou o antigo ministro da Agricultura em Évora.
Capoulas referia-se às negociações recentes sobre as ajudas ao setor do leite e ao fim das quotas leiteiras.
Capoulas Santos criticou ainda a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, pelo que diz ser o «despudor» de ter dito que o executivo PSD/CDS-PP deu um «contributo decisivo» para o aumento da produção do azeite.
«A senhora ministra esquece-se que uma oliveira só dá azeitonas ao fim de quatro anos. Quer dizer que as oliveiras plantadas no início deste Governo só darão azeitonas no ano que vem», alertou.
O antigo ministro e ex-eurodeputado ironizou ainda e declarou que para os agricultores e especialistas do setor a «medida mais emblemática» de Assunção Cristas no Governo «foi a proibição do uso de gravatas nos meses de verão no Ministério da Agricultura», numa alusão a uma medida de 2011.
Fonte: Lusa

Nestlé vai utilizar apenas «cacau sustentável» na produção de KitKat



 19 Setembro 2015, sábado  IndústriaIndústria alimentar

A Nestlé vai utilizar exclusivamente cacau sustentável na produção dos chocolates KitKat, iniciativa dada a conhecer no âmbito da comemoração dos 80 anos desta marca.
A KitKat já utiliza cacau sustentável em produtos vendidos em alguns mercados mas, a partir de 2016, a prática será generalizada a todos os mercados mundiais onde a marca está presente. A marca congratula-se de ser a primeira, a nível mundial, a tomar esta decisão, que irá permitir preservar os recursos das comunidades que cultivam o cacau e obter matéria-prima de maior qualidade.
A iniciativa faz parte do compromisso da Nestlé em alcançar as 150 mil toneladas de cacau sustentável em 2017, no âmbito do programa Nestlé Cocoa Plan.
Fonte: Tecnoalimentar

UE incentiva compra de azeite tunisino



 18 Setembro 2015, sexta-feira  AgroflorestalNegócios

A Comissão Europeia (CE) anunciou esta semana que pretende abrir, ainda que temporariamente, o mercado europeu com vista à compra de azeite de oliva proveniente da Tunísia.
A medida não contempla taxas aduaneiras, informou igualmente Bruxelas, numa nota enviada à agência Reuters.
A CE ofereceu, até o final de 2017, uma isenção de tarifa para 35 mil toneladas de azeite tunisino, a que irá se juntar às 56.700 toneladas já previstas sob o Acordo de Associação UE-Tunísia.
Bruxelas justifica a decisão com a necessidade de recuperação da economia tunisina, que sofreu graves quebras, depois dos ataques terroristas que se registaram nos últimos meses no país.
O azeite de oliva é o produto mais exportado pela Tunísia para a UE e é responsável por um quinto do total de postos de trabalho gerados pela agricultura do país. 

Tribunal francês condena a Monsanto

Setembro 17
10:30
2015

Um Tribunal francês decidiu condenar a Monsanto pela grave intoxicação sofrida por um agricultor durante a aplicação de um herbicida desta marca.

O agricultor em causa sofreu danos neurológicos graves, depois da inalação de vapores quando estava a aplicar o herbicida Lasso, que é produzido pela Monsanto.

Uma decisão destas é inédita em França e segundo o agricultor lesado é uma prova que "David pode bater Golias".

O Tribunal considerou que em 2012 a Monsanto foi responsável pela intoxicação do agricultor e condenou-a a indemnizá-lo.

O agricultor argumentou que sofreu problemas de saúde graves com a aplicação do herbicida, em 2004, tendo a Monsanto sempre argumentado que o produto era totalmente seguro.

A gigante Monsanto já informou que vai recorrer da sentença.

O herbicida Lasso acabou por ser proibido no mercado francês em 2007 e já tinha sido retirado do mercado canadiano em 1985 e do mercado belga e inglês em 1992.

Principais novidades do discurso do Comissário Phil Hogan

Setembro 17
10:31
2015

No Conselho de Ministros da Agricultura informal no Luxemburgo, o Comissário Phil Hogan fez uma intervenção de fundo, com novidades em relação ao pacote de ajudas apresentado pela Comissão no Conselho de Ministros de dia 7 de Setembro.

As principais novidades são:

Em relação às ajudas à stockagem privada, o leite em pó passa a beneficiar da ajuda máxima e os contratos de stockagem terão a duração de um ano.
Aprendendo com o último período de stockagem, propõe que os contingentes que não forem utilizados pelos países sejam, ao fim de três meses, redistribuídos por aqueles que querem usar mais este mecanismo.

No que diz respeito às ajudas à stockagem no sector do porco, disse que foram ouvidas as sugestões das Associações de Produtores e, assim, neste novo programa, vai ser incluído o toucinho fresco e os produtos do chamado "quarto quarto".
Informou que o Comissário Andriukats está a tentar, junto dos russos, eliminar as barreiras sanitárias, de modo a que seja possível voltar a exportar os produtos que não fazem parte do embargo político de Agosto 2014.

A distribuição da verba dos 420 milhões de euros pelos países foi feita tendo em conta a produção de quota leiteira de cada Estado Membro. A Comissão está decidida a dar a maior flexibilidade possível, para permitir aos Estados Membros distribuir o dinheiro pelos agricultores como melhor o entenderem.
Ajudas nacionais – em relação às ajudas nacionais, está disposto a considerar a possibilidade de os Estados Membros complementarem os envelopes que receberem de Bruxelas com ajudas nacionais.
Mantém a possibilidade do adiantamento de 70% das ajudas directas, a partir de 16 de Outubro e a novidade é que os Estados Membros podem fazê-lo logo após terminados os controlos administrativos e sem terem ainda realizado os controlos de campo.
 Imagem - thejournal.ie

domingo, 20 de setembro de 2015

Novo regime da Reserva Agrícola permite anular ações de interesse público



 17 Setembro 2015, quinta-feira  AgroflorestalAgricultura
ran
As declarações de interesse público que violem as regras de utilização da Reserva Agrícola Nacional (RAN) vão passar a ser declaradas nulas, segundo as alterações ao regime jurídico deste instrumento, publicadas a 16 de setembro em Diário da República.
As sanções de nulidade já abrangiam vários atos administrativos relativos à utilização destas áreas para fins não agrícolas, sem cumprirem determinados requisitos, estendendo-se agora às «ações de relevante interesse público» que violem a lei.
Os pedidos de relevante interesse público têm de ser reconhecidos como tal por despacho dos membros do Governo responsáveis pela área do desenvolvimento rural.
O requerimento terá de ser acompanhado por vários documentos e pareceres que sustentem o pedido, incluindo aprovação da Assembleia Municipal do respetivo concelho, situação tributária e declarativa do requerente regularizada, etc.
O diploma alarga também o leque de contraordenações, que já abrangia infrações como a utilização não agrícola dos solos sem parecer prévio favorável, à realização de quaisquer ações interditas, como loteamentos ou obras de urbanização, depósito de resíduos, lamas, entulho ou sucatas ou utilização indevida de produtos fitofarmacêuticos.
Por outro lado, reforça o caráter excecional do uso não agrícola destes terrenos que deverá obedecer cumulativamente a um conjunto de requisitos, nomeadamente quando não causem «graves prejuízos» aos objetivos da RAN e «não existam alternativas viáveis fora destes terreno»", no que respeita "às componentes técnica, económica, ambiental e cultural".
O novo regime introduz igualmente uma «simplificação procedimental» nos processos de consulta à entidade nacional da RAN e passa a dispensar a comunicação prévia, já que depende de um parecer prévio vinculativo por parte das entidades regionais da RAN, que terá de ser emitido em 20 dias.
Fonte: LUSA  

UMinho premiada por tecnologia que aumenta o valor nutricional dos alimentos



 18 Setembro 2015, sexta-feira  IndústriaIndústria alimentar
alimentos
O Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho desenvolveu uma tecnologia que permite aumentar o valor nutricional de produtos alimentares.
O projeto "Nutricap" acaba de ser destacado com o prémio Food & Nutrition Award para a Investigação & Desenvolvimento.
A tecnologia encapsula compostos funcionais e bioativos (ex: vitaminas, antioxidantes) em pequeníssimas estruturas (micro e nano-hidrogéis) para as incorporar depois em alimentos.
Para desenvolver estas estruturas são usadas proteínas do leite, conhecidas pelo elevado teor nutricional e pela capacidade de regular a circulação sanguínea e as atividades anti-inflamatórias e antitumorais.
O Nutricap oferece à indústria alimentar a possibilidade de desenvolver produtos fortificados com antioxidantes, vitaminas e fitosteróis.
«Os hidrogéis podem ser incorporados em sumos, iogurtes e cereais, por exemplo. A ideia é dar ao consumidor, cada vez mais exigente, produtos mais saudáveis e nutritivos», realça o investigador Miguel Cerqueira, que teve a colaboração de Ana Bourbon, Ana Pinheiro, António Vicente, Hélder Silva e Philippe Ramos.
A incorporação de compostos bioativos na forma livre tem sido usada em alimentos para potenciar uma nutrição mais rica e suplantar eventuais deficiências nutricionais. No entanto, a interação com meios alimentares e a perda de bioatividade após a passagem pelo trato gastrointestinal tem levantado vários desafios. O potencial desta inovação para aplicação no mercado tem sido explorada pela Improveat, spin-off da UMinho sediada no SpinPark, nas Caldas das Taipas, Guimarães.
Miguel Cerqueira afirmou que foi com «grande satisfação que recebemos este prémio por parte de um agente mobilizador para a inovação no setor agroalimentar, como é o caso dos Food & Nutrition Awards. É demonstrador do excelente trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos pelo CEB e um incentivo muito importante para continuar a investigação neste âmbito».
O galardão foi atribuído na 6ª edição do Food & Nutrition Awards, em Lisboa. O evento tem como objetivo destacar as mais-valias do setor agroalimentar no que diz respeito à competitividade, investigação e empreendedorismo, salientando a importância das várias fases do setor.
Miguel Cerqueira, de 33 anos, é natural de Ponte da Barca. Licenciado em Engenharia Biológica pela UMinho, desenvolveu o seu doutoramento em Tecnologia Alimentar na mesma instituição, o que lhe valeu o prémio de Tese de Doutoramento 2011, atribuído pela Escola de Engenharia. É investigador de pós-doutoramento no CEB e professor convidado do mestrado integrado em Engenharia Biológica.
Fonte: Tecnoalimentar