domingo, 29 de novembro de 2015

Felicidades ao novo Ministro da Agricultura

Novembro 25
12:22
2015

Tudo indica que Capoulas Santos vai ser o nosso Ministro da Agricultura. O Agroinfo não queria deixar passar a oportunidade de felicitar o Dr. Capoulas Santos e desejar-lhe o maior sucesso no desempenho desta função, que bem conhece.

Como portal de referência da agricultura nacional, o Agroinfo tem acompanhado ao longo da sua existência a acção da equipa do Ministério da Agricultura e acreditamos que todos os agricultores a devem ter considerado como positiva, bastando ver a taxa de execução do PRODER quando entraram em funções e a taxa de execução agora, que as abandonaram.

Um agradecimento pois para o trabalho realizado à equipa cessante.

Mas hoje o que importa é o que vai ser o funcionamento do Ministério da Agricultura.

Capoulas Santos já foi Ministro e é uma personalidade com grandes conhecimentos no sector, tendo desenvolvido um trabalho que consideramos notável enquanto eurodeputado.

Na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu foi um dos deputados de maior destaque na última legislatura e um dos eurodeputados portugueses mais conhecido e respeitado em todo o Parlamento Europeu.

Tem, julgamos, todas as condições para continuar o bom trabalho deixado pela equipa cessante e colocar ainda mais o Ministério da Agricultura ao serviço dos agricultores nacionais.

Pelo conhecimento pessoal que tenho do Dr. Capoulas Santos, julgo que vamos ter um grande Ministro. Parabéns Dr. Capoulas Santos.

António Tavares – Coordenador do Agroinfo 

Faz quarenta anos que os agricultores travaram o avanço da reforma agrária comunista

Novembro 25
12:18
2015

No dia 24 de Novembro de 1975, cerca de cinquenta mil agricultores concentraram-se, em Rio Maior, para protestar contra a reforma agrária que estava a ser levada em Portugal, instigada pelo Partido Comunista da altura e apoiada pelos militares do Conselho da Revolução.

Rio Maior foi o culminar de várias reuniões, como a de Santarém de 7 de Novembro de 1975, em que dois agricultores foram mortos e vários feridos. No dia 24 de Novembro, a mega manifestação culminou com o corte da estrada que ligava Lisboa ao Porto, o que causou grande impacto a nível nacional.

José Manuel Casqueiro, que tinha sido eleito Secretário-geral da CAP, veio a Lisboa com uma delegação de três agricultores, para apresentar um caderno reivindicativo ao Conselho da Revolução.

Neste caderno de treze pontos dizia-se, claramente, que se continuassem a ocorrer as ocupações selvagens das herdades, os agricultores iam começar a cortar as estradas.

Esta manifestação marcou um virar da página na "Reforma Agrária Comunista", a que se seguiu uma mudança política do país e o início da volta à normalidade da agricultura portuguesa.

Miguel Mota: A ciência em Portugal no século XX

Publicado  no "Linhas  de Elvas" de 26 de Novembro de 2015



Miguel Mota

O facto de se apresentar o que se fez em tempos recentes sobre a política científica, sugerindo que o que havia anteriormente seria quase nada, leva-me a escrever algo sobre a ciência em Portugal no século XX. Será certamente muito pouco – nem um artigo de jornal permite obra exaustiva – mas penso que pode mostrar que a situação –  que não era boa, como hoje ainda não é –  não era a nulidade que alguns pretendem insinuar.
Convém lembrar a investigação científica portuguesa que foi destruída nestes últimos quarenta anos, em obediência à lei – que parece que ninguém quer ver, mas é bastante evidente – que manda extinguir todas as instituições científicas públicas que não sejam das universidades.
(A não ser quando é possível roubá-las para dar a uma universidade, como já sucedeu). Ao que agora se fez de bom, há que descontar o muito que se destruiu.
Na falta de uma Bibliografia Científica Portuguesa, tentarei listar alguns casos de que tive conhecimento, uma pequena amostra que, espero, seja suficiente para mostrar que, nos três primeiros quartéis do século XX, a ciência em Portugal, não era o deserto que se tenta fazer crer e tinha alguma repercussão no estrangeiro.
Na  investigação médica contavam-se alguns casos com repercussão no estrangeiro, principalmente em França, ao tempo um país de boa ciência. Lembro que o único Prémio Nobel da ciência que existe em Portugal é desse tempo. 
Em 1936, com o ministro da Agricultura Rafael Duque, deu-se um grande passo em frente para a ciência em Portugal. Pelo Decreto-lei nº 27.207  foi criada a Estação Agronómica Nacional, destruída nestes últimos trinta anos. Não se tratou de uma simples alteração do nome da antiga Estação Agrária Central de Lisboa, como erradamente está escrito em publicação recente, mas da fundação de um instituto de investigação, em tudo comparável aos seus congéneres estrangeiros. No mesmo Decreto é criada a carreira de investigador científico, paralela à carreira do professorado universitário. Modelarmente delineada pelo Professor António Câmara, que deixou a sua cátedra no Instituto Superior de Agronomia para assumir a direção, em breve a Estação Agronómica dava ao país mais dinheiro do que o que nela foi investido. A solução do grave problema da maromba, uma doença das vinhas do Douro, é um bom exemplo.
A prova da excelência do modelo criado é que ele foi adoptado por todos os institutos posteriormente fundados, o primeiro dos quais, dez anos depois, foi o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
É natural que a produção de artigos científicos – hoje o principal factor de avaliação das universidades – não fosse tão abundante, até porque alguns desses trabalhos demoram anos. Muito está publicado em português. Mas a sua repercussão na economia foi muito grande. Portugal tem hoje muito menos dessa tão necessária investigação e a economia e as finanças estão como se sabe. Em 1973 o PIB crescia a 7%.
Em 1945, a Genética tinha quatro grupos activos, liderados por Abílio Fernandes e José Serra na Universidade de Coimbra, António Câmara, na Estação Agronómica Nacional, em Sacavém, mais tarde Oeiras, e Flávio Resende na Universidade de Lisboa. Esses grupos cresceram em número de investigadores e na década de 1950, pela sua produção científica, eram talvez o melhor da ciência portuguesa. Como exemplo, direi que em 1947, quando me encontrava no Departamento de Genética da Estação Agronómica, a elaborar a tese então necessária para se ser engenheiro agrónomo, dois cientistas desse Departamento publicaram na conceituada revista "Nature" um artigo que teve grande repercussão e originou mais investigação, principalmente na Suécia e nos Estados Unidos.
A partir da década de 1950, a Estação de Melhoramento de Plantas, em Elvas, produzia regularmente novas  e mais produtivas variedades de cereais e forragens que deram à agricultura um valor muitas vezes superior ao que o estado nela investiu. E se esses organismos produziam ciência de directa aplicação é porque também dispunham de laboratórios de genética, fitopatologia, química, estatística, microscopia electrónica e outros.
De tudo isto, após a destruição, restam migalhas, num organismo designado INIAV. Basta ver os nomes dos seus componentes, antigas estações e departamentos, para se perceber que quem o delineou não tinha a mínima noção do que é a investigação agronómica.


I Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias

Organizado sob os auspícios do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP), o Congresso das Agrárias, contando exclusivamente com a participação das Escolas Superiores Agrárias (ESAs), tem com propósito a promoção da atividade científica no domínio de atuação das mesmas e afirmação do Ensino Superior Politécnico. Trata-se de um evento com periocidade bienal a ocorrer sempre em local diferente e cuja organização ficará a cargo de duas ESAs territorialmente próximas.

Os objetivos passam pela análise e debate dos mais recentes resultados científicos desenvolvidos pelos docentes e investigadores, pela identificação de novas tendências nos domínios técnico-científicos das ESAs, bem como pela promoção da colaboração científica entre as instituições.

Os temas em debate abordarão áreas, desde a Agronomia, a Ciência Animal e a Zootecnia, o Ambiente e os Recursos Naturais e a Ciência e Tecnologia Alimentar.

Cada sessão/área é iniciada por uma conferência plenária proferida por um investigador convidado, seguida de sessões de comunicações orais proferidas por docentes e investigadores nas áreas temáticas em debate.
A Comissão Organizadora tem o prazer de convidar todos os colegas para participarem neste congresso e agradece, desde já, o envio de trabalhos e a realização da pré-inscrição no website do congresso.

 

O Congresso decorrerá a 2 e 3 de dezembro de 2015, no auditório Dionísio Gonçalves da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.


Falta de acesso a dólares compromete campanha agrícola em Angola


27/11/2015, 10:05
Operadores do setor agrário angolano necessitam de pelo menos 24 milhões de dólares em divisas para garantirem a importação de fatores de produção agrícola para a presente campanha.

Operadores do setor agrário angolano necessitam de pelo menos 24 milhões de dólares em divisas para garantirem a importação de fatores de produção agrícola para a presente campanha e o setor vai ser priorizado na atribuição de reservas.

Para limitar os efeitos da forte crise cambial no país, decorrente da quebra das receitas com a exportação de petróleo, o Governo angolano decidiu criar uma comissão, liderada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e integrando representantes dos ministérios da Agricultura, Pescas e Finanças, para priorizar a entrega de divisas a estes operadores.

"O BNA vai fazer uma venda dirigida e disciplinada aos operadores do setor agrário, por forma a adquirirem no mercado internacional fatores de produção e por via disto dinamizar a produção agrícola no nosso país", anunciou o secretário de Estado da Agricultura, Amaro Tati.

A medida agora conhecida, foi analisada na 14.ª reunião ordinária conjunta das comissões Económica e da Economia Real do Conselho de Ministros, realizada quinta-feira em Luanda, com a campanha agrícola 2015/2016 em análise.

Estas medidas, explicou o governante, visam precisamente "socorrer a campanha agrícola" angolana, que se iniciou entre setembro e outubro.

"Precisamos de pagar de pelo menos até 24 milhões de dólares [22,6 milhões de euros]de processos já em banco [pedidos de divisas para importar matéria-prima ou máquinas]. Por forma a garantir que a campanha agrícola viva um momento melhor", apontou Amaro Tati.

As dificuldades provocadas pela quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional desencadearam no último ano uma crise financeira e económica em Angola, também com fortes repercussões no mercado cambial, já que as divisas deixaram igualmente de entrar no país, pela diminuição das exportações de petróleo.

A disponibilização de divisas ao setor agrícola será monitorizada pela comissão liderada pelo BNA e terá de ser validade previamente pelo Ministério da Agricultura.

"Pede-se divisas para comprar fatores de produção para a agricultura. Compra-se tudo menos fatores para a agricultura. E isto é mau", advertiu o secretário de Estado, Amaro Tati.

O Governo angolano estima para 2016 um crescimento do setor da agricultura a rondar os 4,6%, com destaque para a reavaliação da produção esperada nos perímetros irrigados do Caxito Rega, Bom Jesus, Calenga, Mucosso, suportado pelo aumento da produção de cerais, raízes e tubérculos, leguminosas e oleaginosas, frutas e hortícolas.

Estudo: África arrisca crise ambiental


26/11/2015, 7:15
Um estudo australiano refere que os chamados "corredores de desenvolvimento" que procuram ligar África para impulsionar a produção agrícola e a exportação de minerais podem criar uma crise ambiental.

Os chamados "corredores de desenvolvimento" que procuram ligar África para impulsionar a produção agrícola e a exportação de minerais podem criar uma crise ambiental no continente, segundo um estudo australiano publicado esta quinta-feira.

"Acreditamos que estes corredores, que estender-se-ão ao longo de 53 mil quilómetros de comprimento, vão penetrar muitas áreas selvagens escassamente povoadas que são críticas para os ambientes naturais e para a vida selvagem em África", disse o principal responsável pelo estudo, William Laurance, da Universidade James Cook, da Austrália.

Um total de 33 "corredores de desenvolvimento", em projeto ou ativos, procuram interligar com estradas, linhas ferroviárias, terminais portuários e oleodutos diversas zonas da África subsariana para aumentar a produção agrícola, a exportação de minerais e a integração económica.

Estes corredores vão supor "o maior golpe em África de todos os tempos", já que, entre outros aspetos, podem "ameaçar ou degradar cerca de 2.000 parques e áreas protegidas", advertiu William Laurance, em comunicado.

O estudo, que foi publicado na revista científica Cell Press, avalia, entre outros aspetos, a distribuição das espécies selvagens em perigo, os ecossistemas únicos e a absorção do carbono na vegetação.

Os investigadores também levaram em consideração o tamanho das populações e o potencial agrícola de cada corredor.

O estudo conclui que seis dos corredores deveriam ser cancelados completamente e que outros 21 são "marginais", ou seja, que têm um impacto ambiental alto ou um baixo potencial agrícola.

Contudo, os corredores que causam maior preocupação aos cientistas são aqueles que penetram em florestas tropicais ricas em biodiversidade ou na savana equatorial.

"Ninguém tem dúvidas de que África precisa de desenvolvimento social e económico e uma melhor segurança alimentar", mas qualquer tipo de desenvolvimento deve "maximizar a produção agrícola sem degradar a incrível vida selvagem do continente nem as suas riquezas naturais", afirmou William Laurence.

Segundo a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), os corredores agrícolas em territórios ligados por linhas de transporte apresentam um "potencial para o desenvolvimento sustentável".

Sofreu AVC enquanto conduzia trator


CRA | Ontem
Um homem de 54 anos foi encontrado, este sábado, em Fafe, sentado em cima do trator que conduzia e sem qualquer reação.
 

Pelo que o JN apurou, junto de responsáveis das operações de socorro, o homem terá sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ficou sem reação e o trator só parou quando embateu numa árvore, não chegando a capotar.

O homem estava a demorar a regressar a casa e família decidiu partir à sua procura, encontrando-o sentado no trator.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Fafe e duas equipas do INEM, a SIV e a VMER. A vítima foi transportada para o Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães.

sábado, 28 de novembro de 2015

Já há vacas modificadas em laboratório para não terem cornos


     
Emanuel Costa Emanuel Costa | 27/11/2015 17:05 741 Visitas   

Ter vacas e bois sem cornos é o sonho de muitos criadores de carne ou produtores de leite 
Já há vacas modificadas em laboratório para não terem cornos


Uma empresa dos Estados Unidos conseguiu alterar o ADN de vacas em laboratório e criar dois vitelos que nunca terão cornos na vida. Parece 'coisa do demo' - apesar de haver outras raças que nunca os têm -, mas a inovação até pode ser positiva para a indústria de carne e leite, e para os próprios animais.

A inovação tem contornos positivos, uma vez que os cornos provocam acidentes todos os anos e a sua retirada traz sofrimento ao animal
Segundo uma notícia do New York Times (NYT), foi nas instalações da Recombinetics em Sioux Center, no estado norte-americano do Iowa, que os cientistas conseguiram alterar os genes de células bovinas para que 'perdessem' a predisposição para formar cornos. Essa alteração funciona até para as próximas gerações, tornando os dois vitelos machos num híbrido mais semelhente aos da raça Angus, uma das mais famosas do mundo e das poucas que não apresentam cornos naturalmente.

Esta notícia abre novamente a discussão em torno da "edição de embriões humanos", lembra o diário norte-americano, mas também tem contornos positivos. Os cornos nas vacas e bois causam frequentemente acidentes com as pessoas que lidam com esses animais.

Causam também feridas noutros animais que acabam por desvalorizar depois a sua carne ou a sua pele. E os processos de corte desses apêndice, mesmo que feitos ainda na fase de vitelos, podem ser dolorosos e ter sequelas nos animais.

Agências internacionais como a PETA têm exigido o recurso a métodos alternativos, como a escolha de raças naturalmente sem cornos ou a seleção de animais sem os mesmos – numa tentativa de expandir a criação de mais exemplares sem cornos –, de forma a evitar esses processos. Isto porque muitas vezes recorre-se a alicates e outras ferramentas de corte para os retirar, e nem sempre é feita a cauterização da ferida.

A Recombinetics, segundo o jornal norte-americano, afirma também que já conseguiu no passado 'editar' raças de porcos para engordarem e crescerem com menos quantidade de ração, e raças bovinas brasileiras para terem músculos maiores. Outras empresas estão a tentar desenvolver galinhas cujos ovos produzam apenas galinhas, para gerar mais ovos, e vacas que tenham apenas bezerros machos, que crescem mais rápido do que as fêmeas.

Já os chineses estão a desenvolver cabras cujo pêlo é maior, para produzir caxemira, e porcos mais pequenos que possam servir de animais de estimação.

O NYT lembra ainda que foi aprovada na semana passada pelo governo federal norte-americano a utilização de uma nova raça de salmão, geneticamente modificada para crescer mais rapidamente. É a primeira vez no país que se autoriza uma mudança deste tipo num animal de consumo humano.


Investigadores identificam gene essencial da cevada para a tolerância à seca

 18 Novembro 2015, quarta-feira  Grandes Culturas

Investigadores da Universidade de Queensland, na Austrália, identificaram um gene da cevada que permite à planta conseguir obter água armazenada a uma grande profundidade no solo durante os períodos de seca.

Segundo explicou a equipa de cientistas, o gene identificado impulsiona o crescimento de raízes estreitas, o que permite à planta desenvolver raízes mais rapidamente capazes de penetrar até à água armazenada em camadas profundas da terra, permitindo assim sobreviver em alturas de escassez de água.

Este descobrimento é a chave para o cultivo da cevada já que o maior desafio que o mundo enfrenta é a água. Os investigadores recordam que em períodos de seca nas camadas inferiores da terra existe água suficiente para cultivar plantas que contem com este sistema de raízes capazes de chegar às reservas. Este avanço significa que os produtores possam manter os rendimentos da cevada inclusivamente quando a escassez de água ameaça o cultivo.
"As nossas últimas descobertas demonstram que o gene que determina o crescimento de raízes estreitas proporciona uma vantagem de rendimento significativa", enaltece Hannah Robinson, lider do grupo de investigação.
Ler aqui.

IVDP: Produção de vinho no Douro cresce 15%


 
O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) acaba de divulgar os resultados da produção da vindima de 2015. No total, a Região Demarcada do Douro produziu 290.041 pipas de vinho (550 litros cada), um aumento de 14,8% em relação ao ano anterior.
 
De DOP Douro foram produzidas 107.556 pipas, de DOP Douro Espumante 312 pipas, de Regional Duriense 4.206 e de Moscatel do Douro 5.672 pipas.
 
No que respeita ao Vinho do Porto, na sequência do benefício de 111 mil pipas de mosto definido pelo Comunicado Anual de Vindima, aprovado pelo Conselho Interprofissional a 28 de julho, resultaram 140.823 pipas de Vinho do Porto.

DGADR: Código de boas práticas para produtores de hortofrutícolas frescos


Foi recentemente concluído e aprovado o "Código de boas práticas de Higiene na produção primária de hortofrutícolas frescos": http://www.dgadr.mamaot.pt/images/docs/val/Codigo_Boas_Praticas_Higiene_PP_Hortofruticolas_Frescos.pdf

Destina-se a ser utilizado pelos agricultores que produzem produtos hortofrutícolas frescos para colocação no mercado e aos quais se aplicam as regras definidas para a produção primária conforme estabelecido no Anexo I do Regulamento (CE) n.º 852/2004. O código foi elaborado em conjunto pelas confederações de agricultores CAP, CNA e CONFAGRI, passa a constituir o Código Nacional de Boas Práticas nesta matéria e em breve constará da lista de códigos nacionais de boas práticas no portal da Comissão Europeia.

CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO DO ANO INTERNACIONAL DOS SOLOS

Numa organização conjunta entre a DGADR, o INIAV e a Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo, realiza-se no próximo dia 4 de Dezembro, no auditório principal do INIAV, em Oeiras, a Conferência de Encerramento do Ano Internacional dos Solos. Este evento integrará um balanço das atividades realizadas ao longo do ano e um conjunto de intervenções orientadas para as diferentes perspetivas de governação dos recursos do solo.


A inscrição é gratuita mas obrigatória – aceda ao formulário online de inscrição: http://goo.gl/forms/xfEfbKlTUI


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Gumelo lança cerveja de cogumelos


por Ana Rita Costa- 10 Novembro, 2015


A Gumelo, empresa que dinamizou a produção de cogumelos a partir de borras de café, vai lançar este mês no mercado nacional e internacional a Gumelo UMA, uma cerveja de cogumelos.

Disponível em dois tipos de cerveja – a Porcini Weiss e a Porcini Dunkel -, a Gumelo UMA foi desenvolvida pela Gumelo e pela Faustino Microcervejeira, um dos principais produtores de cerveja artesanal em Portugal.

Tiago Marques, um dos fundadores da Gumelo, explica que o que levou à criação da cerveja de cogumelos foi "a nossa paixão por cogumelos que é tão grande como a nossa paixão por cerveja. Agora juntámos as duas e criámos uma cerveja artesanal com cogumelos."

Para produzir a UMA, a Gumelo desenvolveu uma forma de fazer um extrato líquido de cogumelos, que conserva a sua essência e os seus aromas. Este extrato é adicionado a uma receita de cerveja, desenvolvida para potenciar esta fusão.

"A Gumelo UMA, composta por trigo e aromatizada com extrato de cogumelos, é produzida apenas com ingredientes naturais, sem aditivos nem conservantes, e sem injeção artificial de CO2. O gás presente na cerveja é fruto do processo natural de fermentação", refere a Gumelo em comunicado.

A Gumelo UMA será comercializada em www.gumelo.com, em lojas gourmet, em lojas de presentes e em concept stores.

MEDIDAS URGENTES… OUTRAS POLÍTICAS AGRO-RURAIS…

CNA


Com um novo Governo e um outro Ministro da Agricultura, a CNA assinala que a importante mudança de Governantes deve agora abrir caminho a uma mudança de opções nas políticas agro-rurais concretas.
A situação muito difícil em que se encontram a Agricultura e o Mundo Rural Português, reclama que o novo Ministro da Agricultura e a nova maioria político-partidária na Assembleia da República, procurem dar resposta pronta e eficaz :
- Com mais apoios específicos à Agricultura Familiar e aos Jovens Agricultores;
- Com a limitação das Importações de Leite e de Produtos Lácteos, com a melhoria dos Preços da "intervenção" no mercado (compra pública) de Leite e Lacticínios para possibilitar escoamento, a melhores Preços à Produção, do Leite Nacional e também da Carne; com o prolongamento de outras medidas em curso de apoio aos Produtores Pecuários; com a criação de um sub-programa no quadro do PDR 2020, para o sector Leiteiro e com aumento das Ajudas às pequenas e médias Explorações.
- Com a reformulação de vários dos apoios destinados à Floresta Nacional e, nesta, às áreas comunitárias de Baldios. Fim à eucaliptização indiscriminada com a revogação da Lei da arborização e rearborização.
- Com mais verbas em Orçamento de Estado - 2016, para Agricultura e Mundo Rural. 
- Com a revisão e/ou revogação de Legislação imposta pelo Governo anterior e pela maioria que o apoiava na Assembleia da República, como a fiscalidade dos pequenos Agricultores, a Lei dos Baldios, a entrega da Casa do Douro a uma entidade privada, a Lei do Arrendamento Rural e outra legislação atentatória dos direitos e do património dos pequenos e médios Agricultores e dos Produtores/Proprietários Florestais.
- Com o fim da promiscuidade entre o Ministério da Agricultura, a CAP e os interesses de grupo dos maiores proprietários absentistas e do grande agro-negócio.
 
Mais a prazo:
- O aumento da Produção Nacional virada para o mercado agro-alimentar interno;
- A promoção dos mercados tradicionais e de proximidade. O progressivo abastecimento das Cantinas de Instituições Públicas através da produção familiar local.  A regulação legislativa e a fiscalização da actividade dos Hipermercados.
- O aproveitamento da "margem de manobra nacional" para corrigir algumas das más políticas concretas adoptadas na aplicação da PAC e do PDR 2020, por exemplo com a criação de um Programa específico para a Agricultura Familiar no PDR 2020. 



CNA  E  FILIADAS  -  SEMPRE  COM  OS  AGRICULTORES !
Da parte da CNA, espera-se que o novo Governo e a maioria que o suporta na Assembleia da República concretizem este sentido de mudança. 
Sim, é necessário tudo fazer para defender a Agricultura Familiar e melhorar os Rendimentos dos nossos Agricultores !   Para garantir a Soberania Alimentar do País.
Com esses objectivos, com propostas e reclamações fundamentadas, abertas ao diálogo democrático, a CNA e Filiadas – Sempre com os Agricultores ! – vão continuar unidas e em acção !


Coimbra, 26 de Novembro de 2015                      
A Direcção da  C N A

Bruxelas devolve 6,5 milhões à agricultura portuguesa


20 Novembro 2015, 15:39 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt

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A Comissão Europeia decidiu reembolsar a reserva de crises agrícolas não utilizada de 2015. Mas de Bruxelas veio também esta sexta-feira uma factura: Portugal tem devolver 1,9 milhões de fundos.
Nas contas de "deve e a haver" do financiamento comunitário à agricultura, Portugal recebeu esta sexta-feira duas informações da Comissão Europeia: uma boa, que terá a receber 6,5 milhões de euros; outra má, que terá, como Estado-membro, de devolver 1,9 milhões de euros por utilização incorrecta dos fundos.

O reembolso de 6,5 milhões de euros que cabe a Portugal é parte de um total de 410 milhões de euros que a Comissão Europeia tinha guardado, de reserva para crises agrícolas, que não foi utilizada em 2015.

"Desde a reforma da Política Agrícola Comum [PAC] de 2013, tem sido deduzido anualmente um montante significativo aos pagamentos directos aos agricultores, no sentido de constituir uma reserva anual para eventuais crises agrícolas", explica o comunicado de Bruxelas. "Se não for utilizado até ao final do ano, esta reserva é devolvida aos agricultores". O que aconteceu no ano financeiro de 2015.

Portugal recebe factura de 1,9 milhões
Noutra decisão publicada esta sexta-feira no Jornal Oficial da União Europeia, a Comissão Europeia fez saber que 19 dos Estados-membros da União, um dos quais Portugal, utilizaram mal o financiamento disponibilizado, elegendo incorrectamente despesas ao Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) e pelo Fundo Europeu Agrícola de desenvolvimento Rural (Feader).

Bruxelas "reclama aos Estados-Membros [visados] os fundos da Política Agrícola Comum (PAC) que foram gastos indevidamente", escrevem os serviços da Comissão, acrescentando que a medida "tem um impacto financeiro de 276 milhões de euros" no total.

No caso português, a quantia ascende a 1.906.177,80 euros e remete para "irregularidade" na aplicação da regulamentação, questões associadas à certificação e a "deficiências no Sistema de Identificação de Parcelas" - o parcelário agrícola é fundamental para a atribuição de verbas de ajuda directa - com pedidos efectuados ente 2009 e 2011, no anterior quadro comunitário de financiamento à agricultura (2007-2014).

A decisão abrange, além de Portugal, a Bulgária, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Países Baixos, Roménia, Eslovénia, Eslováquia, Suécia e Reino Unido. "A aplicação da decisão sobre a Grécia foi adiada até 2017", acrescenta a Comissão.

Milhares de jovens encontram na agricultura alternativa ao desemprego


Milhares de jovens encontraram na agricultura uma alternativa ao desemprego em Manica e Zambézia, centro de Moçambique, através de iniciativas agrárias desenvolvidas pela Aro-Moçambique para os retirar do mercado de trabalho informal.

Lusa
ECONOMIA MOÇAMBIQUE
11:43 - 22/11/15
POR LUSA
   
A Aro-Moçambique, através do seu braço económico, a Agência de Desenvolvimento e Empreendedorismo (ADE), começou a apoiar os jovens na educação agrária e na criação de cooperativas nos distritos de Manica (província como o mesmo nome) e Gurué (Zambézia) para reduzir a "pressão social" e o desemprego e melhorar os seus rendimentos, disse à Lusa fonte da organização.

"A agricultura é uma alternativa para combater o desemprego na camada jovem", segundo Policarpo Tamele, presidente da Aro-Moçambique e também diretor-executivo da ADE.

Através do programa Juventude e Empreendedorismo, os jovens são chamados a desenvolver ações no agronegócio, baseado numa agricultura sustentável, e assim reduzir a exposição da população à fome e diminuir a importação de alimentos.

No âmbito do projeto, seis cooperativas estão a produzir cebola em quatro hectares de Penhalonga, localidade de Maridza, distrito e província de Manica, e os agricultores já foram ligados a uma rede de mercados e supermercados da região para colocarem a produção para venda.

O projeto, com apoio financeiro do Fundo do Desenvolvimento Agrícola (FDA), promove uma agricultura competitiva, desafiando os grupos de jovens a superarem-se uns aos outros e aumentarem a produção.

"Quando trabalhávamos isoladamente, a colheita era relativamente baixa. Agora, com educação agrária, apoios técnicos e sementes melhoradas, a produção cresceu e esperamos um bom rendimento financeiro", disse à Lusa Jonice Mahojo, uma jovem de 27 anos, mãe solteira, mantendo uma cebola de 300 gramas na mão.

Os insumos, incluindo as sementes, foram distribuídos às cooperativas de Maridza pela Aro-Moçambique e a assistência técnica é garantida pelo SDAE.

"Numa fase inicial, optámos pela cebola, depois vamos olhar para feijões e outras culturas, como batata-reno, que podem dar-nos altos valores económicos", espera Pioce Mazumba, outro membro da cooperativa de Maridza, que beneficiou também de um celeiro modelo para conservação da produção.

Esta zona tem no garimpo a principal atividade e os jovens agricultores tiveram que combater largamente a ação mineira ilegal, uma vez que a água dos rios para irrigação dos campos chegava poluída pelas ações de extração.

Os jovens agricultores usam um sistema de irrigação por gravidade, desviando água dos cursos ou nascentes dos rios, e que, após contornar os campos com a rega natural, volta à proveniência.

As autoridades já tinham manifestado preocupação com o garimpo e sua ocupação de terras agrícolas e poluição dos rios, mas o problema tem sido ultrapassado com novas políticas sobre práticas mineiras.

"Ficam conciliadas as duas atividades, embora exija-se, igualmente, a constituição de associações, no garimpo de modo a que a exploração seja sustentável e não volte a causar danos na produção alimentar", referiu Lucas Cerveja, do SDAE de Manica.

Simão Tazua, chefe da localidade de Maridza, elogiou por sua vez a iniciativa pelo seu efeito de troca de comportamentos destrutivos, como consumo de drogas e álcool, sob pretexto de falta de emprego, por uma atividade saudável e geradora de receitas.

"Quero encorajar a juventude a aplicar-se na produção alimentar, tirando proveito das faculdades criadas, sobretudo, das parcerias estabelecidas entre a Aro-Moçambique e a FDA" vincou Tazua.

Para Policarpo Tamele, o projeto ´é "uma almofada" para o arranque das iniciativas juvenis, prevendo um futuro com empresários a criar riqueza, a reduzir o desemprego e até "a pagar impostos".

Avisa contudo que o país precisa de fundos de arranque como alternativa à banca comercial, que, disse, mantém juros proibitivos para o setor, além de estratégias mais arejadas para apoiar jovens recém-graduados na agricultura.

Bolsas de estudo nas áreas de agricultura e ambiente


 24 de Novembro de 2015
Prazo de inscrições termina a dia 30 de novembro

A Sigeru, responsável pelo Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura – VALORFITO está a disponibilizar quatro bolsas de estudo para desenvolver teses de estudantes em trabalhos de investigação e desenvolvimento nas áreas da agricultura e ambiente. O prazo de inscrições termina no dia 30 de novembro.
 
 
O valor da bolsa é de 2000 euros, sendo que o pagamento será realizado por partes. A primeira delas será fornecida no início do trabalho, sendo 250 euros para o aluno e o mesmo valor para a instituição de ensino. Depois, é necessário que o primeiro e o segundo relatório sejam aprovados para a libertação de 1.000 euros e o valor remanescente será disponibilizado após o término do trabalho.
 
Para participar no projeto, o estudante deve ser finalista de Mestrado ou de Mestrado integrado de cursos relacionados com a engenharia agronómica e do ambiente. Os interessados devem enviar um plano de tese para o e-mail contacto.valorfio@sigeru.pt ou por CTT para a sede da Sigeru Lda. É necessário explicar o projeto em apenas uma folha A4, contendo objetivos, enquadramento, tarefas, orientador e qualquer outro tipo de informação relevante.

Chegada da agricultura pode ter tornado tom de pele dos europeus mais claro


24/11/2015, 12:46
Um estudo sugere que a chegada da agricultura à Europa contribuiu para a mudança para um tom de pele mais claro dos europeus.

Há pessoas mais altas do que outras ou com a pele mais clara. E isso tem uma explicação. Um estudo publicado esta segunda-feira na revista Nature revela qual a origem do tom de pele e da altura dos europeus modernos.

A equipa liderada por David Reich, um geneticista da Universidade de Medicina de Harvard, analisou os genes de 230 pessoas que viveram há 8.500 e 2.300 anos. Entre as amostras está ADN de pessoas de toda a Europa, incluindo dos Yamnaya, um povo com origem nas estepes russas e que entrou na Europa há, pelo menos, 4.500 anos. Para além disso foram também estudadas 21 pessoas que viveram na região da Turquia de Anatólia há 8.500 anos. Ou seja, pela primeira vez foram estudados os primeiros indivíduos que trouxeram as primeiras formas de agricultura para o velho continente.

A partir daqui, Reich, juntamente com a sua equipa, revelou uma evolução nos genes que pode explicar as mudanças do tom de pele dos europeus. Para se chegar a estas conclusões é importante perceber que as primeiras populações humanas de caçadores descendiam dos migrantes africanos, e tinham, por isso, a pele negra até há cerca de 9 mil anos, altura em que a agricultura começou a ser praticada na zona onde hoje é a Europa. Os agricultores chegados de Anatólia tinham já um tom de pele mais claro. Mas, mais tarde, surgiu uma nova variante genética que tornou a pele dos europeus ainda mais clara.

Ora, há muito que a comunidade científica dava por adquirido que a pele mais clara ajudava a atrair mais vitamina D através da luz solar em latitudes elevadas. Agora, Reich sugere que os primeiros caçadores, de pele escura, também o faziam, pela quantidade de vitamina D presente na carne que caçavam. Ou seja, a chegada da agricultura, que reduziu o consumo de vitamina D na carne, pode ter provocado uma alteração no tom de pele.

Mas há mais. Estes novos dados permitem também acompanhar e identificar a evolução da altura da população na Europa. Depois de analisar 169 genes ligados à altura, concluiu-se que os agricultores de Anatólia eram relativamente altos, mas os Yamnaya eram ainda mais altos. Em relação aos europeus, os do norte herdaram grandes quantidades do ADN dos Yamnaya o que os poderá ter tornado maiores. Já no sul do continente europeu as pessoas cresceram mais lentamente depois do aparecimento da agricultura.

Sem conseguir oferecer respostas concertas sobre as razões pelas quais a população no sul manteve um estatura mais baixa do que a população do norte, a equipa de Reich refere no entanto que esta evolução moldou as diferenças de altura até aos dias de hoje. 

Lusosem é pioneira na valorização do tremoço como alternativa cultural sustentável em Portugal


O tremoço (Lupinus) é uma das leguminosas mais ricas e com maiores benefícios na alimentação e saúde humanas e fonte importante de proteína na nutrição animal. A Lusosem é pioneira na experimentação de variedades e na análise da viabilidade agronómica do tremoço em Portugal.

A Lusosem participou, a 7 de Outubro, em Lisboa, num workshop do projeto +Lupinus, onde empresas e investigadores partilharam experiências sobre o estudo e utilização do tremoço, numa perspetiva transversal, abordando desde a melhoria genética da espécie, ao seu itinerário cultural, passando pela sua versatilidade como alimento e benefícios comprovados na prevenção de inflamações e do cancro do intestino.

Gonçalo Canha, responsável técnico da Lusosem, apresentou o itinerário técnico para a cultura do tremoço. A instalação da cultura deve ser feita em solos não calcários e bem drenados. Na escolha da variedade é importante ter em conta a finalidade a que se destina a produção (calibre, farinha ou blad), a precocidade pretendida, o clima da região e a disponibilidade de água. A data ideal de sementeira varia das regiões do Interior (Outubro a Novembro) para o Litoral (Novembro a Dezembro). O uso de semente certificada e inoculada com Rhizobium é fundamental para uma boa produção.
Na condução da cultura, o técnico da Lusosem salientou a necessidade de realizar um herbicida de pré-emergência e a importância de controlar pragas como a Áltica, bem como estar atento à Antracnose, a principal doença que pode afectar o tremoceiro. A rega por gota-a-gota ou aspersão é fundamental. A colheita é recomendada quando o tremoço tem um teor de humidade abaixo dos 15%, usando ceifeira-debulhadora.

As variedades selecionadas pelo projeto +Lupinus têm um bom potencial agronómico aliado a um elevado interesse comercial, apresentando-se assim uma cultura com grande interesse em Portugal.

Para João Neves Martins, investigador do Instituto Superior de Agronomia que há vários anos se dedica à pesquisa do tremoço, as principais vantagens agronómicas da produção do Lupinus são: a eficiência da cultura na produção de proteína; a sua qualidade como fonte de alimento no Verão (pastoreio) e adaptabilidade ao programa de culturas continuadas. Por outro lado, o Lupinus quebra os ciclos das doenças e pragas dos cereais, evita a erosão do solo e não necessita fertilização azotada, fixando azoto que fica disponível para a cultura seguinte.

Do ponto de vista agronómico, o Lupinus é uma cultura rústica que se adapta bem aos atuais desafios da agricultura sustentável. Ricardo Boavida Ferreira considera que o tremoço é uma alternativa viável para substituir a soja, leguminosa que a Europa importa em grandes quantidades dos EUA. Este investigador do ISA é um dos autores do estudo que veio a dar origem à produção de um fungicida natural à base de tremoço, que está ser produzido numa unidade industrial em Cantanhede e exportado para os EUA.
O potencial do Lupinus como alimento funcional é elevado e começam a surgir as primeiras provas científicas dos seus efeitos benéficos na saúde. Uma equipa de investigadores do ISA avaliou o potencial do tremoço como inibidor natural das inflamações do cólon e do cancro do cólon, tendo concluído que o tremoço apresenta um potencial bioativo superior a outras leguminosas e que a sua atividade inibidora, ao contrário das outras, persiste mesmo após a cozedura do tremoço.

Os primórdios do +Lupinus
O +Lupinus nasceu da união de esforços entre a Lusosem e um grupo de técnicos do ISA, a que se associou a Consulai como consultora, com o objetivo de testar diferentes variedades de tremoço (Lupinus albus), de forma a identificar as melhores produtoras de proteína, analisar a sua adaptação às condições de cultura em Portugal e fomentar a sua introdução nas rotações tradicionais, de sequeiro e regadio.

«O +Lupinus surgiu de uma vontade de encontrar variedades de proteaginosas, fixadoras do azoto atmosférico, que o agricultor possa utilizar de forma rentável, intercalando-as na rotação de culturas, reduzindo simultaneamente a aplicação de adubos azotados na cultura seguinte», explica António Sevinate Pinto, administrador da Lusosem.

A experiência do fundador da Lusosem com o tremoço começou há 24 anos por via do desenvolvimento de uma variedade – Misak –, em parceria com os investigadores do ISA. O projeto acabou por ficar na gaveta, mas despoletou novas iniciativas, levando a que em 2005 a empresa se envolvesse na produção de tremoço no Alentejo, tendo como cliente final uma indústria de alimentos para peixes. Mais tarde viria a nascer o +Lupinus, cuja evolução passará no curto prazo também pela investigação de variedades com alcaloide (tremoço amargo) e desenvolvimento de novas aplicações do tremoço.
Sobre a Lusosem:

A Lusosem tem como missão colocar à disposição dos agricultores portugueses uma gama de produtos e serviços em permanente evolução e adaptados às necessidades do mercado nacional, na área dos Produtos para a Proteção das Plantas e das Sementes Certificadas. Disponibiliza soluções inovadoras, eficazes e rentáveis e trabalha com o Setor de forma a otimizar a sua utilização segura, no maior respeito pelo Homem e Meio Ambiente.

Phil Hogan insiste na simplificação da PACa


por Ana Rita Costa- 17 Novembro, 2015

O Comissário Europeu da Agricultura, o irlandês Phil Hogan, propôs esta semana durante a reunião do Conselho de Ministros da UE, que se crie uma lista de medidas para simplificar a PAC. A simplificação da PAC tem sido, de resto, uma das questões prioritárias para Hogan.

Para o Comissário da Agricultura, é uma das mudanças mais importantes e mais urgentes diz respeito ao controlo. Segundo o responsável, a diminuição dos controlos in situ, dos atuais 5% para 1%, pode tornar a PAC mais eficiente. Mais, para Hogan, os sistemas de ajudas ligadas e de jovens agricultores podem ser mais simples e mais flexíveis.

O responsável pela agricultura europeia acredita que é possível reduzir as 200 normas atuais para apenas 40.

Capoulas Santos volta à Agricultura


25 Novembro 2015, 13:20 por Jornal de Negócios | jng@negocios.pt

Antigo ministro de António Guterres para a Agricultura, Luís Capoulas santos volta às funções de ministro da tutela, após 10 anos como deputado europeu.
Aos 64 anos, Luís Capoulas Santos vai entrar, pela terceira vez, na porta do Ministério da Agricultura no Terreiro do Paço, como governante. 

Nos Executivos liderados por António Guterres, exerceu o cargo de secretário de Estado da Agricultura (de 1995 a 1998) e de ministro da tutela, entre 1999 e 2002, depois da saída de Fernando Gomes da Silva e antes de Sevinate Pinto (2002 a 2004), que o sucedeu já na liderança governamental de Durão Barroso. 

Saiu do Governo em 2002, mas não deixou a área da agricultura, quando, a partir de 2004, foi eleito, pelo PS, para o Parlamento Europeu, onde esteve durante dois mandatos, com presença quase contínua nas comissões de Agricultura e das Pescas entre 2004 e 2014. 

Com Assunção Cristas, ministra da Agricultura do Governo de coligação PSD/CDS-PP, teve, desde Junho de 2011, uma relação "diplomática" por força, também, ter sido escolhido pelo hemiciclo de Estrasburgo, no último mandato, para representar o Parlamento Europeu na avaliação e negociação com a Comisão Europeia da última reforma da PAC - Política Agrícola Comum. A sua saída do PE, em 2014, contudo, quebrou aquela relação institucional e intensificou as cores políticas das partes. Os efeitos nacionais do fim das quotas leiteiras na União Europeia (1 de Abril deste ano), motivou a última troca de críticas entre Cristas, o PS e  Capoulas Santos. 

Como Edite Estrela, Correia de Campos e Vital Moreira, ficou, na Primavera de 2014, de fora da lista do PS às europeias. Em reacção, disse: "O meu perfil não se enquadra nas prioridades que foram definidas, mas reconheço que é uma boa lista, e a prova disso é que foi aprovada por unanimidade" pela Comissão Política Nacional do PS a 24 de Março do ano passado. 

Licenciado em Sociologia, antigo técnico superior de agricultura e deputado da Assembleia da República (1991 e 1995), é desde 2013, membro da Assembleia Municipal de Évora (Capoulas Santos é natural de Montemor-o-Novo, tendo sido vereador da Câmara em 1976) e preside actualmente à Federação Distrital de Évora do PS.

Marrocos em alerta devido a surto de febre aftosa


por Ana Rita Costa- 17 Novembro, 2015

A região de Doukkala, em Marrocos, declarou estado de emergência devido a um surto de febre aftosa. A doença já se propagou por três províncias do país desde a primeira deteção de foco de doença, a 11 de novembro.

A Oficina Nacional de Segurança Alimentar de Marrocos (ONSSA) já anunciou entretanto medidas como a aplicação de quarentena em zonas suspeitas, a restrição de movimentos de animais e a proibição de concentração de animais.

Para além disso, já foram abatidos 42 bovinos e 74 ovinos e vacinados mais de 10 000 animais. De acordo com o Governo marroquino, em 2014, foram usadas cerca de 2,7 milhões de doses de vacinas para vacinar cerca de 3,34 milhões de cabeças de gado bovino.

Comissário da Agricultura defende que não haverá nova reestruturação no setor do açúcar


por Ana Rita Costa- 17 Novembro, 2015

Produtores europeus rejeitam aumento das importações de açúcar

Depois dos italianos terem reclamado durante o Conselho de Ministros da Agricultura da UE uma nova reestruturação para o setor do açúcar, Phil Hogan, Comissário Europeu para a Agricultura, frisou que essa reestruturação está fora de questão.

O responsável pela pasta da Agricultura na União Europeia lembrou que recentemente a UE investiu 6000 milhões de euros numa reestruturação desse mesmo setor e que a desaparição do sistema de quotas é já uma grande transformação.

Ainda assim, Hogan revelou-se disponível para criar um grupo de trabalho com especialistas com o objetivo de definir medidas para suavizar os efeitos do fim das quotas para o setor do açúcar.

Copa-Cogeca estima um aumento de 30 por cento na colheita de azeite

 23-11-2015 
 

 
As novas estimativas do Copa-Cogeca relativos à colheita de azeite para este ano são positivos, mas ainda com muita preocupação devido ao plano para aumentar significativamente o contingente de importação livre de taxas de azeite da Tunísia.

O grupo de trabalho "Azeite" do Copa-Cogeca publicou, esta semana, os novos resultados para a colheita de azeite, destacando, no entanto, a grande preocupação em relação ao aumento do contingente de azeite provenientes da Tunísia.

O presidente eleito do grupo de trabalho, André Pinatel, declarou que a colheita deste ano cresceu 30 por cento frente aos níveis do ano passado, marcado por uma grande seca. A qualidade também é boa em muitos países e os produtores europeus progrediram muito na melhoria da qualidade dos seus procutos, verificando-se um aumento da produção de azeite virgem na União Europeia, referindo ainda a importância dos consumidores estarem bem informados sobre a boa qualidade dos produtos e sua origem.

No entanto, assinalou André Pinatel, existe uma preocupação relacionada com a proposta da Comissão Europeia, que consiste em conceder à Tunísia um acesso adicional ao mercado da União Europeia (UE) com um contingente livre de taxas de 35 mil toneladas de azeite por ano durante um período de dois anos quando a UE dispõe de quantidades suficientes de produtos de boa qualidade e os preços estão baixos.

Para além disso, a proposta abrange todos os tipos de azeite tunisino, que não devem cumprir as rigorosas normas fitossanitárias e ambientais importadas à produção europeias e, desde logo, competirem directamente com a mesma.

O responsável falou ainda da necessidade de criar medidas para combater a Xylella fastidiosa dos olivais. Uma doença muito grave, pelo que se deve reforçar a investigação para alcançar a sua erradicação e lembrou o facto de os agricultores que são obrigados a aplicar medidas de erradicação deveriam receber uma compensação pela perda d rendimentos.

Fonte: Copa-Cogeca

Presença de casos da doença da Língua Azul na Áustria e Eslovénia

 23-11-2015 

 
Após quase seis anos sem a presença do vírus da Língua Azul, Áustria de detectou três focos do serotipo 4. Um em Burganland e outro em Steiermark, e todos em explorações de bovinos.

As autoridades da Eslovénia também informaram o surgimento de um foco da doença, mas sem indicação do serotipo, numa exploração de bovinos em Sobota, a noroeste do país, pela primeira vez na Eslovénia.

Não há conhecimento da origem da infecção, no entanto, o caso foi anunciado poucos dias depois da Áustria confirmar os três focos.

Fonte: Agrodigital

UTAD dá formação em exame inicial de caça selvagem a caçadores e médicos veterinários



 23 Novembro 2015, segunda-feira  AgroflorestalAgropecuária
caca
A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) aprovou, recentemente, os cursos de formação na área do exame inicial de caça dirigido a caçadores, gestores de caça ou outros e, também a médicos veterinários, ministrados pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). 
Segundo o Regulamento (CE) nº 853/2004 de 29 de abril, a caça selvagem deve ser sujeita a um exame inicial no local da caçada a efetuar por alguém com formação adequada (caçador, guarda de caça ou gestor cinegético) com vista à deteção precoce de risco sanitário, antes da colocação no mercado das peças de caça para consumo humano. 
Paralelamente, vigora em Portugal um conjunto de medidas especiais de controlo higio-sanitário de tuberculose em caça maior (edital nº 1 de 2011 da DGAV) que estabelecem que deverá ser um médico veterinário a realizar o exame inicial, e que este «deverá frequentar uma ação de formação relativa aos procedimentos de examinação de caça». 
Neste sentido, a UTAD apresentou propostas de cursos de forma a ir ao encontro destes requisitos, tendo os mesmos sido aprovado pela DGAV. 
Madalena Vieira-Pinto, coordenadora cientifica desta formação, declarou que, «atualmente, a UTAD é a única instituição no país habilitada a formar caçadores e outros agentes, assim como médicos veterinários em exame inicial de caça selvagem». 
No comunicado de aprovação da formação, a DAGV saudou a UTAD «pelo esforço desenvolvido e empenho demonstrado na formação dos intervenientes no setor da caça selvagem em Portugal».

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Fábrica de tomate em Mora processou 150 mil toneladas

23-11-2015 
 

 
A fábrica da Conesa Portugal, em Mora, no Alentejo, que produz derivados de tomate, cerca de 96 por cento dos quais para exportação, atingiu este ano a maior produção de sempre, ao transformar 150 mil toneladas de tomate.

«Esta fábrica existe desde 1966 e, este ano, fizemos a nossa maior campanha de sempre, em termos de volume», salientou à agência Lusa António Praxedes, um dos administradores da unidade industrial e responsável pela área agrícola da empresa.

Segundo o responsável, o anterior recorde de produção da fábrica tinha sido alcançado «há quatro anos», aquando do processamento de «113 mil toneladas de tomate». «Agora, ultrapassámos este número e atingimos as 150 mil toneladas», congratulou-se.

Esta fábrica de transformação de tomate, sediada na vila de Mora, no distrito de Évora, funcionou durante décadas como Sopragol, mas, há alguns anos, transformou-se na Conesa Portugal, após integrar o Grupo Conesa - Espanha.

Com um volume de negócios médio de 20 milhões de euros/ano, a fábrica produz derivados de tomate para indústria, sobretudo tomate triturado, concentrado e em cubos.

A matéria-prima é portuguesa, essencialmente de produtores «da zona de Évora», onde a empresa também possui uma exploração agrícola directa, «e do Ribatejo».

Sobre o aumento de produção, António Praxedes explicou que as condições climatéricas foram favoráveis e que, devido aos preços baixos de outras culturas, esta produção foi «mais rentável» para os agricultores.

«Portugal produz muito milho e arroz, mas os preços estão muito baixo e, então, devido a esta falta de alternativas culturais, o produtor optou pela cultura do tomate, que é mais rentável no momento», afirmou.

A unidade emprega 60 pessoas fixas, mas, nos meses da campanha, entre Julho e Setembro, em que o tomate é transportado para a fábrica e processado de imediato, tem «mais cerca de 250 trabalhadores temporários», disse.

Em Portugal, que tem «um dos melhores climas do mundo para a cultura do tomate», fica «menos do que cinco por cento da produção» da Conesa, que exporta quase todo o seu produto.

«Exportamos praticamente 96 por cento da nossa produção. O tomate produzido em Portugal é dos mais doces do mundo e de alta qualidade e conseguimos ser concorrenciais em termos mundiais», destacou António Praxedes.

A empresa, que prevê futuramente aumentar a capacidade da fábrica de Mora, num investimento que «não deverá ser inferior a cinco milhões de euros», vende para países como Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Polónia, Eslovénia, Suíça, Arábia Saudita ou São Tomé e Príncipe, entre outros.

Fonte: Lusa

Melhor ano de sempre nas rolhas de cortiça



 23 Novembro 2015, segunda-feira  Agroflorestal
rolhas
Dos 12 mil milhões de garrafas com rolha de cortiça, 25% leva selo da fábrica da Corticeira Amorim. 
Na Corticeira Amorim não há dúvidas de que este será o melhor ano de sempre no que toca à venda de rolhas de cortiça. Se em 2009/2010 o setor parecia estar a entrar numa crise, todas as dúvidas de dissiparam. 
A empresa portuguesa, que é líder mundial no setor da cortiça, faturou com este produto 300 milhões de euros até ao final do terceiro trimestre e viu a margem de rentabilidade do negócio subir de 12,1% para 16%. 
Dos 18 mil milhões de garrafas que são colocados anualmente no mercado mundial, 66% levam rolhas de cortiça. Dessas (12 mil milhões), 25% leva o selo da fábrica da Corticeira Amorim. 
O sucesso não depende de um fator apenas nem é simples de explicar, mas há alguns fatores que ajudam a justificar a liderança da empresa portuguesa no mercado mundial: à exceção da matéria-prima, comprada a milhares de fornecedores, a Corticeira Amorim controla toda a produção e distribuição final. 
Fonte: Público 

Medidas Greening vão ser alteradas



 20 Novembro 2015, sexta-feira

O Comissário Europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, prometeu uma alteração das medidas do greening, mas avisou que essas alterações não seriam propostas antes de 2017.
Com esta posição, o Comissário tenta acalmar a voz de vários Estados-membros, que há meses reclamam uma revisão destas medidas.
Esta posição não agradou, no entanto, às organizações de produtores, que têm alertado para os problemas causados ao setor pelo sistema de greening e queriam propostas muito mais rápidas e não somente para 2017.
Continua a ser exigida uma simplificação dos controlos administrativos ao nível dos Estados-membros e uma maior flexibilidade na aplicação de eventuais penalizações.
Fonte: Agroinfo 

Investigadores desenvolvem método que acelera crescimento do tomate



 23 Novembro 2015, segunda-feira

Uma equipa de investigadores da Universidade de Washington University em Saint Louis, nos Estados Unidos da América, desenvolveu um novo método que aumenta a produção de tomate em 80%. 
Os cientistas conseguiram aumentar em 82% a produção deste fruto em plantas que foram polvilhadas com um spray de nanopartículas. 
Os especialistas foram ainda mais longe ao dar origem a exemplares de tomates com um conteúdo de substâncias antioxidantes acima da média. 
A nova técnica, desenvolvida pela equipa de Ramesh Raliya e de Pratim Biswas, recorre a óxido de zinco e a nanopartículas de dióxido de titânio para aumentar a capacidade da planta absorver luminosidade e minerais, uma vez que o dióxido de titânio facilita a concentração de clorofila nas folhas do tomateiro. 
A junção da substância melhora e acelera o processo de fotossíntese. A inovação fez também disparar a quantidade de licopeno (a substância antioxidante que dá a cor vermelha às frutas e aos legumes) dos frutos produzidos por este método «em entre 80% a 113%», garante um dos responsáveis pela experiência, tornada pública no início de novembro de 2015. 
Os especialistas acreditam que a nova técnica pode ajudar a alimentar os nove mil milhões de pessoas que se estima que habitem o planeta em 2050, consumindo menos água e menos recursos energéticos. 
«Daqui por 100 anos, existirão mais cidades e menos terra cultivada, mas necessitaremos de mais comida», justifica Ramesh Raliya. 
Fonte: Jornal Metallomics

Há uma empresa portuguesa de gomas saudáveis



 22 Novembro 2015, domingo  Indústria alimentar
gomas
Nuno Santos é engenheiro químico e, tendo em conta uma experiência pessoal na Associação das Escolas Jesus, Maria, José, no Porto, pensou em resolver um problema: o açúcar que era adicionado aos medicamentos infantis, com o intuito de as crianças tomarem os remédios. 
É assim que surge a Doctor Gummy, uma empresa nacional que quer fazer guloseimas com 0% de açúcar ou adoçantes, glúten, lactose, aromas e corantes artificiais, já que o açúcar dos medicamentos está a promover a criação de cáries, obesidade e diabetes infantis. 
Ao fim de cinco anos de investigação, em que se associou a laboratórios e universidades europeus, Nuno Santos testou folhas, cascas e raízes e criou algo que «engana o cérebro e o leva a acreditar que é doce», explica. 
Neste momento o produto está pronto, e as gomas serão as primeiras a ser comercializadas, estando já a ser produzidas por uma farmacêutica. 
Atualmente a empresa tem uma encomenda de 3,1 milhões de euros, por parte da grande distribuição nacional e da Pepsi, para o pequeno retalho. 
Mais ainda, há um distribuidor francês que pretende encomendar 42 milhões de euros, mas Nuno Santos está reticente, devido à capacidade de produção. 
Os lucros da Doctor Gummy serão reinvestidos ou entregues à solidariedade: «um negócio pode gerar receitas que servem para apoiar o setor social de forma sustentada». 
A verdade é que Nuno Santos não tem tido 'mãos a medir', sendo que tem ganho concursos na área da inovação, da saúde e do empreendedorismo. 
Nos dias 25 e 26 de novembro estará em Paris a discutir o projeto, com a possibilidade de se apresentar em Sillicon Valley. 
Fonte: Jornal de Notícias

Leite: apoio da UE é «insuficiente» e «mal direcionado»



 22 Novembro 2015, domingo  Agropecuária
leite

O presidente do Governo dos Açores considera que o pacote de ajuda de 500 milhões de euros da Comissão Europeia (CE) para o setor do leite se revela «insuficiente» e é «mal direcionado». 
«Não podemos de deixar de considerar como insuficiente e mal direcionada a resposta que a nível europeu foi dada a essa situação [crise do leite]», disse Vasco Cordeiro, na cerimónia comemorativa dos 40 anos da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), na sede da instituição, na Ribeira Grande. 
O responsável máximo do executivo açoriano explicou que a insuficiência assenta no facto de os valores avançados pela CE - de 500 milhões de euros para todo o setor leiteiro europeu - terem baixado para 420 milhões, uma vez que 80 milhões foram canalizados para a carne de suíno, acrescentando que a verba atribuída a Portugal foi de apenas de 4,8 milhões. 
Vasco Cordeiro declarou que só o seu executivo, com base nas medidas que destinou ao setor agrícola no orçamento regional, a título de ajuda, disponibilizou verbas semelhantes a toda a ajuda da CE para o setor europeu e ao país. 
O líder do executivo açoriano especificou que a ajuda comunitária é mal direcionada porque «deixa inalteradas as causas da situação que vivemos», bem como «incólumes» as razões pelas quais o setor do leite, no quadro europeu, se encontra em dificuldades. 
«Nós temos é que aprofundar e enfrentar, de forma determinada, a nível europeu, a questão do mercado para os nossos produtos. E enquanto esse aspeto não for atendido e criadas medidas que possam, por via dessa procura de novos mercados, melhorar preços e rendimentos dos agricultores, estaremos, única e exclusivamente, a usar paliativos para aquilo que é a situação que se vive a nível europeu», declarou Vasco Cordeiro. 
Considerando que a agricultura, e de forma particular o setor leiteiro, enfrenta desafios que resultam de uma «conjuntura adversa» da parte de mercados importadores, o presidente do Governo dos Açores destacou que este fator tem pesado mais do que o aumento de produção de leite derivada do desmantelamento do regime de quotas no espaço comunitário. 
De acordo com dados do Observatório Europeu do Leite, citados por Vasco Cordeiro, entre janeiro e setembro de 2015, a produção nos 28 Estados-membros aumentou apenas 0,1%, em termos comparativos com período homólogo do ano anterior, o que deve motivar a procura das razões para o cenário atual. 
Vasco Cordeiro considera que se está perante uma retração do consumo e uma diminuição de importações em mercados da referência como a China e a Rússia, em que a queda do volume das exportações atinge os 40%, defendendo que a União Europeia (UE) não se pode alhear de um problema que tem «consequências devastadoras», devendo procurar as «respostas adequadas». 
O presidente da Confederação da Agricultura Portuguesa (CAP), João Machado, que também esteve presente na cerimónia comemorativa dos 40 anos da Associação Agrícola de São Miguel, afirmou que o setor investiu, nos últimos seis anos, mais de oito mil milhões de euros, quando «não havia crédito, ele era caro e nenhum outro setor da economia investiu, e enquanto as medidas de austeridade da 'troika' se faziam sentir no país.
Fonte: Lusa