sábado, 22 de agosto de 2015

LIVRO: A Agricultura Portuguesa

A Agricultura Portuguesa
de Francisco Avillez

SINOPSE
Após a adesão de Portugal às Comunidades Europeias, a evolução da agricultura portuguesa foi influenciada, no essencial, pelas mudanças ocorridas na Política Agrícola Comum. Nos primeiros anos após a adesão à CEE, os ajustamentos estruturais e as alterações tecnológicas tiveram como consequência uma evolução bastante favorável dos resultados económicos do sector agrícola nacional e da viabilidade e competitividade das explorações agrícolas portuguesas. A partir de meados dos anos 90, os resultados económicos sectoriais e empresariais da agricultura portuguesa evoluíram de forma desfavorável. São inúmeros os factores que irão influenciar a evolução futura da agricultura portuguesa. Entre eles, importa destacar o comportamento ao longo da próxima década da eficiência económica e da sustentabilidade ambiental dos sistemas de produção agrícola praticados, que irá depender da consistência com que se vierem a aplicar as diferentes medidas e acções que integram o Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020.

LIVRO: Petróleo Verde | Floresta de Equívocos

Petróleo Verde | Floresta de Equívocos
De: João M. A. Soares
 
Sinopse

Um livro de leitura obrigatória para todos os que se interessam – ou dizem interessar – pela Floresta Portuguesa e pelo Ambiente, nas suas diversas vertentes. Em matéria ambiental – e não só – os textos nele contido assumem o carácter desassombrado e contra a corrente, assumindo-se o Autor como um técnico, um profissional e um cidadão disposto a pôr em causa, explicando o "politicamente correcto" nestes domínios. Elogiados por uns e criticados por outros, escritos, lidos e publicados ao longo de mais de quatro décadas de profissão, continuam a revelar enorme – e por vezes alarmante – actualidade e a apontar de forma crua, responsabilidades e responsáveis pelo actual estado da "Coisa Florestal" entre nós. Talvez este livro suscite agora a reflexão filosófica e a discussão objectiva e fundamentada que os textos nele raramente nos neles visados…
 
Ficha Técnica

Editora: Edições Ex Libris
Colecção:
Data de Publicação: 07-2015
Encadernação: Capa mole em 3 volumes c/ caixa - 646 + 718 + 586 páginas
Idioma: Português
ISBN: 9789898714312
Dimensões do livro: 155 x 230 mm
Prefácio: Eng.º José António Neiva Vieira
Capa / Paginação: Rui Cunha e João Timóteo, Nuno Remígio (contracapa) / Paulo Resende
Depósito Legal: 391766/15
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

IFAP: Pedido único 2015 - calendário indicativo de pagamentos - continente

O IFAP disponibilizou informação relativa às datas previstas de pagamento da maioria das medidas incluídas no Pedido Único — PU 2015.

Este Calendário Indicativo de Pagamentos é provisório e será atualizado em função da adaptação da nova cadeia de pagamentos da reforma da PAC.

Com efeito, o ano de 2015 é o 1.º ano de aplicação dos Pagamentos Diretos da nova PAC, bem como de um conjunto alargado de novas medidas do Desenvolvimento Rural, tendo ocorrido alterações significativas nas respetivas regras de aplicação.

Nesse sentido, o IFAP, enquanto Organismo Pagador, tem vindo a proceder a adaptações substanciais dos procedimentos de gestão e controlo de forma a garantir o correto pagamento das ajudas.

O trabalho desenvolvido, com o objetivo de assegurar os apoios o mais cedo possível aos beneficiários, designadamente através do início atempado das candidaturas e realização de controlos, permite confirmar, desde já, o adiantamento de alguns pagamentos:

Todos os apoios "ligados";

Manutenção da Atividade Agrícola em Zonas Desfavorecidas.

No caso do Regime de Pagamento Base – RPB, salientam-se as significativas alterações face ao anterior Regime de Pagamento Único, em particular a necessidade de estabelecimento de novos direitos cuja atribuição está condicionada à conclusão de todos os controlos, sendo condição necessária para proceder ao primeiro pagamento ou adiantamento do Regime de Pagamento Base (RPB), bem como do Regime da Pequena Agricultura (RPA).

As datas referentes aos restantes pagamentos serão oportunamente divulgadas, tendo em conta a implementação da respetiva operacionalização.

Países da África Austral reunidos para discutir crise alimentar


LUSA 15/08/2015 - 10:52
 
JORGE ADORNO/REUTERS
 
Os chefes de Estado dos 15 países da África Austral vão reunir-se na segunda-feira, no Botswana, para discutir a crise alimentar que está a atingir a região, onde mais de 25 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária.

De um total de 292 milhões de habitantes, 27,4 milhões de pessoas (cerca de 10%) confrontam-se com a falta de alimentos devido ao mau ano agrícola. A produção de alimentos diminuiu drasticamente nos países da zona, de acordo com um relatório da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) publicado em Junho. A falta de chuva e as temperaturas elevadas causaram efeitos preocupantes no volume de colheitas.

"O número de pessoas expostas à insegurança alimentar passou de 24,3 milhões no ano passado para 27,4 milhões em 2015, refere um outro relatório da SADC a que a AFP teve acesso.

De acordo com Margaret Nyirend, do Departamento de Agricultura da SADC, os chefes de Estado que se vão reunir a partir de segunda-feira em Gaborone vão previsivelmente lançar apelos individuais de apoio para os respectivos países. A Namíbia, o Botswana, o Malawi e o Zimbabué são os Estados mais afectados.

No Malawi e no Zimbabué regista-se mesmo a pior crise alimentar dos últimos dez anos, segundo David Orr, porta-voz do Programa Alimentar Mundial (PAM).

O Zimbabué precisa de importar 700 mil toneladas de trigo para colmatar a descida de 49% da produção nacional de cereais que afecta directamente um milhão e meio de pessoas. No Malawi, 2,8 milhões de pessoas precisam de auxílio alimentar até ao final do ano. O país é habitualmente o terceiro maior produtor de trigo da região, mas vai ser obrigado a importar cereais.

Bom tempo ajuda a aumentar produtividade das vinhas


ANA RUTE SILVA 19/08/2015 - 12:48

INE aponta previsões de crescimento global de 8% este ano na uva para vinho, mas regiões como Alentejo contrariam tendência.

 
Uvas cresceram sem problemas nas principais regiões produtoras ADRIANO MIRANDA

O tempo quente e seco deverá ajudar os produtores a ter mais uvas para a produção de vinho este ano. As previsões agrícolas do INE, divulgadas nesta quarta-feira, apontam para um aumento global de produtividade de 8% em comparação com 2014. Contudo, há excepções.

Na Península de Setúbal a estimativa do instituto de estatísticas é de uma queda de 10%, enquanto nas regiões do Tejo e Alentejo a produtividade deverá manter-se em comparação com a campanha anterior.

Na maioria das principais regiões, não se registaram problemas fitossanitários e, com vento moderado e pouca chuva nas fases da floração e alimpa (determinantes para o bom rendimento das vinhas), as uvas vingaram sem problemas, aponta o INE. As vindimas deste ano deverão resultar numa produção de vinho "de boa qualidade". Para a uva de mesa também há perspectivas de um crescimento de 10% na produção.

No milho, um dos cereais mais semeados em Portugal, os números não são positivos. A área de milho para grão de regadio diminuiu 10% em comparação com 2014 e deverá ficar abaixo dos 90 mil hectares. Isto significa um recuo para níveis de 2011. A volatilidade dos preços desta matéria-prima, usada para a alimentação animal, humana ou na produção de bioetanol e biogás, por exemplo, contribuiu para esta queda. Em Maio a redução do preço corrente foi de 23% em comparação com o mesmo mês do ano passado, indica o INE. As medidas de greening que obrigam à diversificação de culturas (inscritas na Política Agrícola Comum 2014-2010) também foram responsáveis por esta queda.

Mais maçãs, menos pêras
O boletim do INE detalha ainda a produção de maçãs deverá crescer 20%, depois de uma "floração abundante". Mas com as macieiras carregadas de fruta, os tamanhos (calibre) das maçãs deverão ser mais pequenos o que, em termos comerciais, desvaloriza o valor.

Enquanto a produtividade das maçãs cresce, a das peras deverá cair 20%. Apesar das temperaturas elevadas que ajudam a desenvolver os frutos, os ventos fortes "conduziram à queda abundante dos frutos logo após o seu vingamento".

No sector do tomate, já arrancou a colheita para a indústria onde há "abundância de frutos" e ausência de "problemas fitossanitários". Contudo, há dificuldades das fábricas de transformação em receber as elevadas quantidades de tomate, não só por se ter antecipado o início da colheita, mas também porque no final de Julho uma das unidades fabris ainda não tinha começado a laborar.

Produtores de leite preparam protesto em Setembro

Queda no consumo e de 13% no preço do leite esmaga produtores

ANA RUTE SILVA 21/08/2015 - 10:05

Quatro meses depois do fim das quotas, o aumento de leite no mercado fez descer preços pagos à produção. Cadeias de distribuição e Ministério da Agricultura discutem campanha para estimular consumo.

 
 HELENA COLAÇO SALAZAR

 PCP diz que sector do leite está a viver situação de desastre
 Governo açoriano exige intervenção de Bruxelas devido à queda do preço do leite
O preço do leite de vaca pago aos produtores caiu 13% em Julho para cerca de 28,8 cêntimos por litro, longe dos 33,3 cêntimos do ano passado. O fim das quotas leiteiras, em vigor desde Abril, provocou quedas consecutivas no preço em praticamente todos os países da União Europeia (19% de redução média em Julho), mas outros factores estão a deixar os produtores alarmados.

Além do fim de um instrumento que vigorou durante 30 anos, e que serviu para eliminar os excedentes, os portugueses estão a consumir cada vez menos leite. A categoria de lacticínios, que inclui iogurtes e queijos, tem vindo a perder importância no carrinho de compras (menos 3% até Julho deste ano, face ao mesmo período de 2014 de acordo com dados da Nielsen) e nem a queda de preços nas prateleiras, também impulsionada pelas promoções, faz aumentar as vendas.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Agricultura esteve reunido com a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) para discutir "possíveis acções que ajudem a atenuar " os problemas dos produtores, detalha fonte do gabinete de Assunção Cristas. As medidas serão apresentadas "oportunamente", mas uma das hipóteses é a realização de uma campanha nacional para levar os portugueses a beber mais leite. Esta é, aliás, uma reivindicação dos produtores que, nas palavras de Carlos Neves, presidente da Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep), se sentem abandonados pelos políticos europeus.

"Uma das coisas que já devia ter sido feita é a campanha. A opinião pública tem estado a ser intoxicada por opiniões contra o leite e uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. As promoções não resolvem porque as pessoas bebem o leite mais barato, mas não bebem mais", defende.

Nas explorações há relatos de encerramentos e abates de animais, atrasos de pagamentos e desespero. A Aprolep diz que a produção em Portugal "atravessa provavelmente a etapa mais difícil da sua história". "O preço pago aos produtores em média é de 28 cêntimos por litro mas há quem esteja a receber 23 cêntimos. E nenhum destes valores compensa o custo estimado de 32 a 33 cêntimos por cada litro produzido", defende.

O cenário europeu é ainda agravado pelo embargo russo aos produtos lácteos. Carlos Neves diz que a Rússia comprava 30% da produção de queijo da UE e lembra que, por cá, o negócio das exportações também está a ser afectado com a descida do preço do petróleo em Angola, um importante cliente do sector. Para forçar a Comissão Europeia a adoptar medidas para proteger a produção, a European Milk Board - que faz lobby em Bruxelas e representa 100.000 produtores - já marcou uma manifestação para 7 de Setembro, dia em que os ministros europeus da Agricultura se reúnem com o tema em cima da mesa.

"Mercado livre, oportunidades de exportação fantásticas, o leite que se quiser: todos conhecem estas palavras. Mas escondem uma política para o leite que está a arruinar os produtores e a nossa agricultura. Nenhuma destas promessas se cumpriu. O resultado: preços a bater no fundo e explorações a encerrar por toda a Europa", diz a organização. A Aprolep também está a organizar um protesto no mesmo dia em Portugal. "A capacidade negocial dos produtores depende da capacidade para fazer barulho", lamenta Carlos Neves, relembrando as manifestações em França onde os agricultores depositaram estrume e pneus à porta de supermercados.

Custo da água em Alqueva faz do olival a cultura mais acessível


CARLOS DIAS 21/08/2015 - 09:47
Pequenos e médios agricultores são os mais afectados pelos custos da rega. Uns regressam ao sequeiro, outros optam pelo olival, arrendam ou vendem as suas terras.

 Área de milho quase triplicou na zona do Alqueva em apenas três anos
 EDIA recorre à energia solar para reduzir custos no regadio em Alqueva
 Governo quer discutir preço da água para as culturas regadas
 Ex-secretário de Estado diz que o preço da água em Alqueva "é excessivo"
O elevado preço da água em Alqueva está a afastar um número crescente de pequenos agricultores das culturas regadas.

A alternativa passa pelo regresso ao sequeiro, pela venda ou arrendamento das terras, fenómeno que está a concentrar a propriedade nas mãos de empresas espanholas e portuguesas que investem, sobretudo, no olival superintensivo e intensivo.  

Assiste-se ainda à redução e até ao abandono de culturas que exigem um grande débito de água entre os 10 e 12 mil metros cúbicos por hectare/ano, como as do milho, arroz, melão, pastagens, beterraba, para optar pelo novo olival que consome muito menos água, entre 2,5 e 3 mil metros cúbicos por hectare/ano.

"O olival aumenta porque gasta menos água" explicou ao PÚBLICO, Luís Mira Coroa, que faz regadio no perímetro de rega da Margem Esquerda do Guadiana. O agricultor salienta que para as culturas de milho, pastagens, arroz e beterraba "o preço da água é proibitivo". Para além do custo da água, os agricultores em Alqueva ainda têm de pagar uma taxa de conservação de 50 euros por hectare regado. Alguns persistem no regadio "mas regam menos", por causa do nível incomportável do tarifário, ou então fogem das culturas de ciclo longo (mais tempo na terra) para gastar menos água, salienta Mira Coroa.
  
Para superar o cepticismo inicial dos agricultores em aderir ao regadio do Alqueva, receosos pelo custo da água, o antigo ministro da Agricultura António Serrano anunciou em Abril de 2010 que o seu preço ia ser controlado por um período de seis anos. O tarifário previsto no despacho 9000/2010, estabelecia que os agricultores pagariam no primeiro ano apenas 30% do custo da água, o qual seria aumentado progressivamente. 

O custo final varia entre os 0,42 cêntimos para rega em baixa pressão e os 0,58 cêntimos por metro cúbico, para alta pressão. Assim, e à medida que o preço se aproxima do valor máximo, "torna-se incomportável" sobretudo para os pequenos e médios agricultores refere Mira Coroa. 

No perímetro de rega de Monte Novo, em Évora, Gonçalo Macedo, presidente da respectiva Associação de Beneficiários de Rega confirma que a área regada está a reduzir-se por causa do tarifário. "Já estamos a pagar a água a 60 cêntimos o metro cúbico" assinala. As plantações que consomem grandes quantidades de água registam "uma quebra" com a subida do preço da água, observa o dirigente associativo.

O relatório e contas da EDIA de 2014 acentua esta "redução", neste caso de 365 hectares, com a saída de dois beneficiários "com peso nas culturas do milho e do melão."  

Gonçalo Macedo destaca a cultura do milho como a que regista a quebra mais acentuada. "O preço do cereal baixou e a água sobe" argumenta. A alternativa vai para a "produção de papoila (para extracção de ópio medicinal), olival, tomate e girassol" ou então os pequenos agricultores "arrendam por 300/400 euros/hectare" a terra aos espanhóis, garantindo assim um "baixo risco para o proprietário", esclarece.  

Noutra zona de Alqueva, próximo de Beja, onde as propriedade têm geralmente menor dimensão, Carlos Rosa, 46 anos, proprietário de uma centena de hectares, regressou ao sequeiro alegando não ter "capacidade para fazer regadio". A maioria dos pequenos agricultores tem mais de 60 anos, explica, "e quem se safa nesta situação são os grupos espanhóis e portugueses". 

O agricultor diz que "é quase tudo olival entre Ferreira do Alentejo e Beja", com base nas aquisições de pequenas propriedades. De acordo com a EDIA, na zona de Alqueva há mais de 20 mil hectares de pequenas explorações, com áreas médias na ordem dos 10 a 20 hectares.

A cultura da oliveira sofreu um novo incremento desde que o acesso ao crédito bancário se tornou mais fácil e se registou, em 2014, uma subida no preço do azeite que está a ter continuidade em 2015, realça Álvaro Labella, presidente da Olivum - Associação de Olivicultores do Sul. A opção preferencial dos agricultores vai para o olival superintensivo por garantir um retorno mais rápido do investimento realizado e oferecer melhores condições para a colheita mecânica.  

Neste momento mais de metade da área de regadio em Alqueva está preenchida de olival, revela José Guerreiro dos Santos director e coordenador técnico da EDIA. Segue-se-lhe o milho com cerca de 7 mil hectares e as culturas hortícolas com apenas 250 hectares.

Segundo o Ministério da Agricultura o investimento feito no Alqueva no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (ProDeR), no período 2007-2013, foi dominado pelo olival, com 164 milhões de euros (62% do total). Em seguida aparecem os cereais, com 26 milhões de euros (10% do total) e a vinha com 20 milhões de euros (7% do total). 

CAP Promove “Dar e Receber Produtos Agrícolas”


QUARTA, 29 JULHO 2015 14:46

A CAP, a Entrajuda e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBA) promovem em parceria o projeto Dar e Receber Produtos Agrícolas, no sentido de aumentar a intervenção dos produtores agrícolas "junto dos que mais precisam".

A plataforma já se encontra disponível, tem uma abrangência nacional e reúne vários tipos de respostas de carácter social. A CAP colaborar neste iniciativa promovendo a doação de produtos agrícolas. Os agricultores ou as suas organizações que pretendam colaborar devem registar-se e seguir os passos do "Quero DAR", em www.darereceber.pt/produtosagricolas.

Pampilhosa da Serra: plantar medronheiros para prevenir incêndios



 20 Agosto 2015, quinta-feira  Agroflorestal
medronho
O presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, José Brito, defende a plantação de medronheiros e realçou o valor económico do fruto e o contributo desta espécie autóctone para prevenir os incêndios florestais.
«O medronho é um fruto que tem atualmente uma projeção muito grande no mercado», disse José Brito, a propósito de uma ação de sensibilização ambiental que vai decorrer naquela vila do distrito de Coimbra, a 21 de agosto, às 16h00.
«Temos cada vez mais produtores de pinho e eucalipto que apostam neste tipo de plantação», um dos quais, José Martins, está a finalizar a instalação de uma destilaria, na zona industrial da Pampilhosa da Serra, destinada ao fabrico de aguardente de medronho, enfatizou José Brito.
A floresta a criar nas áreas destruídas pelo fogo «deve incluir folhosas», como carvalhos e castanheiros, mas também medronheiros, que podem travar o avanço dos incêndios e «têm a capacidade de se regenerar muito facilmente».
«No concelho, temos medronheiros que arderam há um ou dois anos e já estão a dar fruto novamente», exemplificou o autarca.
Além de proporcionarem a produção de uma aguardente saborosa, após fermentação prolongada, bebida que é «muito procurada» em Portugal, os medronhos podem ser consumidos em fresco, estando atualmente a ser estudadas outras utilizações, com a participação de investigadores da Escola Superior Agrária de Coimbra e das universidades de Aveiro e Coimbra.
José Brito disse ainda que a autarquia apoia o processo para a certificação da aguardente de medronho da região.
Fonte: Lusa 

Agrobio promove curso sobre modo de produção biológico



 21 Agosto 2015, sexta-feira  Agricultura Biológica
agrobio
O modo de produção biológico de produtos animais e origem animal, fertilidade e fertilização do solo, acondicionamento e comercialização, controlo e certificação, conservação do solo e da água bem como a proteção de plantas são alguns dos temas em destaque no curso sobre o modo de produção biológico, promovido pela Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (Agrobio).
A iniciativa, que vai na sua quarta edição, e que terá a duração de 50 horas, realiza-se entre 17 de setembro e 10 de outubro de 2015.
Todos os interessados podem inscrever-se aqui.
VER PROGRAMA 

Foto: Agrobio

Douro centra atenções nas vindimas e espera uma boa colheita este ano

21-08-2015 
 

 
No Douro, todas as atenções estão por estes dias centradas nas vinhas onde se começam a cortar as uvas e se perspectiva uma boa colheita em qualidade e quantidade, que poderá atingir os 20 por cento nesta vindima.

Entre finais de Agosto, Setembro e Outubro, os socalcos durienses enchem-se de cores e de gente. O tempo quente e seco acelerou as maturações e aqui e ali já se ouve o som das tesouras a cortar os cachos e o barulho dos tratores.

Na Quinta do Vallado, perto do Peso da Régua, distrito de Vila Real, colhem-se as uvas brancas. «As perspectivas para este ano são bastante boas. Prevemos um aumento da produção entre os 05 e 10 por cento em relação à média», afirmou à agência Lusa o responsável pela quinta, Francisco Ferreira.

A média de precipitação no Douro este ano foi cerca de 450 mililitros, enquanto a média dos últimos 30 anos foi de 750 mililitros. Em termos de temperatura, a região registou mais dois graus do que a média neste território.

«Apesar destas condições, as uvas estão bastante íntegras, não se vê stress hídrico o que se deve ao facto de o mês de Agosto não ter sido muito quente e ao tipo de solo que temos, um xisto fraturante que permite que as raízes entrem em profundidade para capturar água», salientou.

Em termos sanitários foi também um «bom ano», sem a ocorrência de doenças. «Desde que, daqui para a frente, as condições climatéricas não sejam extremas, acho que este poderá ser um grande ano especialmente aqui no Baixo Corgo», afirmou.

As previsões para a região são boas em qualidade e quantidade. De acordo com as perspectivas de vindima do Instituto da Vinha e do Vinho, a produção de vinho na Região Demarcada do Douro deve aumentar 20 por cento em 2015/2016 face à campanha anterior para cerca de 1,7 milhões de hectolitros.

Na região as previsões de vindima são feitas pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), que avançou com uma produção nesta vindima a rondar entre as 278 e as 300 mil pipas de vinho, o que se traduz num aumento de 20 a 30 por cento comparativamente com o ano passado.

Para esta fase inicial a Quinta do Vallado precisa de menos mão-de-obra. O grosso dos trabalhadores é chamado para a colheita dos tintos, que se iniciará dentro de dias. «As vindimas são o culminar de um ano inteiro de trabalho na vinha», afirmou o feitor da propriedade, Paulo Rodrigues.

É um trabalho que faz há cerca de 30 e diz que, neste período, muita coisa mudou na região. A vindima ainda é, na sua opinião, uma festa, mas «nada do que era antigamente». «Cantava-se, ria-se, agora pouca gente faz isso. As tradições estão a mudar», salientou.

Referiu que o trabalho está também agora mais facilitado pela mecanização, já que os tractores percorrem os socalcos e se tornou mais fácil o transporte das uvas.

Jorge Rodrigues, de Vilarinho dos Freires, concelho da Régua, corta uvas, um trabalho que antes era quase exclusivo das mulheres, mas que agora também é feito por muitos homens.

«Gosto da vindima mas dói muito a coluna porque estamos aqui agachados o dia todo. Apesar disso antigamente era pior porque tínhamos que subir os socalcos com os cestos de 50 quilos às costas e leva-los a pé para os lagares», frisou.

Ano Sofia trabalha para um empreiteiro agrícola, que presta serviços na quinta, e vem todos os dias de Resende para o Douro. «Este não é um trabalho difícil, até é dos que eu mais gosto de fazer. Não se apanha tanto frio e é divertido. Fazemos de tudo ao longo do ano, tudo o que a vinha tem, a gente faz», afirmou.

Na Região Demarcada do Douro existem cerca de 23.500 viticultores e à volta de 1.700 centros de vinificação, dos quais cerca de 150 concentram mais de 90 por cento de toda a produção deste território.

Fonte: Lusa

Seca não compromete produção agrícola mas Ministério antecipa alguns pagamentos

 21-08-2015 
 


 
A situação de seca que se verifica em Portugal continental não comprometeu a produção agrícola porque ocorreu a partir de Maio, mas o Governo vai antecipar pagamentos a agricultores que possam ter sido afectados, disse fonte do Governo.

«Como o início desta situação de agravamento da seca meteorológica ocorreu numa fase tardia do ano hidrológico, em Maio, permitiu que o ano agrícola não ficasse comprometido, tendo os efeitos sido limitados», referiu a Secretaria de Estado da Agricultura.

Em resposta a questões da agência Lusa, o organismo do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) acrescentou que, «para ajudar os agricultores que poderão ter sido mais afectados por esta situação, o Ministério vai antecipar os pagamentos ligados, oportunos em situação como esta».

E destacou os pagamentos ligados à produção animal, como vacas aleitantes, ovinos e caprinos, assim como ao leite, mas também ao arroz e tomate. «Estamos a envidar todos os esforços para que, na medida do possível, outros apoios sejam antecipados», avançou ainda a Secretaria de Estado liderada por José Diogo Albuquerque.

No final de Julho, quase 80 por cento do território continental estava em situação de seca extrema ou severa, os dois níveis mais graves, enquanto os restantes 21 por cento estavam em seca fraca a moderada, segundo o último boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

«Uma vez que nos encontramos no período estival, o qual corresponde, em Portugal, a meses de muito fraca precipitação, seria sempre expectável que a situação de seca meteorológica manifestada na estação anterior se viesse a manter ou a intensificar», referiu a Secretaria de Estado que acompanha a situação através do grupo de trabalho criado para este efeito, em 2012.

Entre os efeitos da pouca chuva e consequente falta de água nos solos, é apontado o «encurtamento do ciclo vegetativo de pastagens e forragens de sequeiro e alguma redução da sua produção», mas que «praticamente não implicou um recurso excecional a alimentos conservados e rações» utilizados no regime extensivo.

À questão sobre possíveis pedidos de apoio dos agricultores para resolver problemas relacionados com a seca, a Secretaria de Estado respondeu que «tem havido alertas», agora em avaliação, mas «não há justificação para a instituição de apoios específicos».

Os produtores têm assegurado o fornecimento de água para o gado beber, «apresentando apenas limitações em zonas de sequeiro acentuado onde não existem os devidos recursos para fazer face a épocas de menos pluviosidade», adiantou.

A previsão de disponibilidade de água para rega nos perímetros hidroagrícolas para a campanha em curso, segundo o Ministério, indica que está assegurada a quantidade necessária.

Por outro lado, a Secretaria de Estado estima um aumento de produtividade na quase totalidade das culturas nesta campanha em comparação com o período de cinco anos precedente, com excepção para casos pontuais, como a pereira, devido à ocorrência de ventos fortes, e a uma ligeira quebra no centeio.

Em 31 de Julho passado, 21 por cdento do território estava em situação de seca fraca a moderada e 79 por cento em situação de seca severa a extrema. Neste mês manteve-se a situação de seca meteorológica em todo o território que se verifica desde Março.

Fonte: Lusa

Sanidade animal e sistema de recolha dos cadáveres dos animais.

CNA


SANIDADE  ANIMAL  E  SISTEMA  DE  RECOLHA   DOS  CADÁVERES  DOS  ANIMAIS.
UMA  "BOMBA-RELÓGIO"…  GOVERNO  DEVE  9  MILHÕES DE  EUROS !

A Sanidade Animal continua a ser posta em causa pelos constantes atrasos, da parte do Ministério da Agricultura e do Governo, no pagamento da comparticipação pública que é devida aos Produtores Pecuários e que deve ser paga através das OPP - Organizações de Produtores Pecuários. 
Essa comparticipação pública tem vindo a ser reduzida e nem assim é paga a tempo e horas. De uma forma geral, as OPP e os seus Produtores Pecuários suportam já na ordem dos 60% dos custos totais/ano.  Entretanto, como não recebem a tempo a comparticipação pública - na ordem dos 40% do total dos custos – as OPP encontram-se descapitalizadas e com muitas a caminho da falência pelo que já estão a fazer recair sobre os Produtores todas as despesas com a Sanidade Animal, o que é injusto e ilegítimo.
Só agora começam a ser pagos os últimos 20% de 2014, o que soma cerca de 1 milhão de Euros. Quanto a 2015, o Governo ainda não pagou o "adiantamento" da comparticipação pública – 40% do total desta – o que dará na ordem de 2 milhões de Euros.  Ronda pois 3 milhões de Euros o que o Ministério da Agricultura e o Governo ainda não pagaram às OPP de 2014 e 2015.
Esta situação crónica causa grandes prejuízos aos Produtores e às OPP e compromete as condições em que deve ser prestada a Sanidade Animal, componente da maior importância para a Pecuária mas que está a ser posta em risco também por causa dos atrasos no pagamento da comparticipação pública. 

GOVERNO  TAMBÉM  NÃO  PAGA  A  RECOLHA - 2015 - DOS CADÁVERES DOS  ANIMAIS
Com ligação à Sanidade, mas muito relacionado com a Segurança Alimentar e Ambiental, existe o chamado SIRCA - Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração, um serviço público que o Ministério da Agricultura e o Governo entregaram a empresas para execução.
Segundo informações recentemente divulgadas, o Ministério da Agricultura e o Governo ainda não pagaram, a essas empresas, 6 milhões de Euros pela recolha dos cadáveres de animais desde o início deste ano de 2015, a uma média de 1 150 animais/dia. 
Para além da rápida recolha dos cadáveres, este serviço também proporciona o controlo sanitário (doenças) dos animais que morrem nas Explorações Pecuárias.
A falta de pagamento, por parte do Governo, dos custos directos do SIRCA, ameaça já este serviço, abre caminho ao ressurgimento de doenças na Pecuária e, assim, pode comprometer a Segurança Alimentar da População.
Portanto, a situação preocupante dos serviços da Sanidade Animal, conjugada com a situação também preocupante dos serviços do SIRCA, são uma autêntica "bomba-relógio" em consequência da falta de pagamento das verbas necessárias – na ordem dos 9 milhões de Euros, para já - por parte do Ministério da Agricultura e do Governo.  
"Bomba-relógio" que pode detonar a qualquer momento (com surtos de doenças nos animais) e agravar a já de si difícil situação da Pecuária.
Sim, como se já não bastassem para acumular dificuldades na Pecuária:- o fim das quotas leiteiras – a falta de escoamento e os baixos preços, à Produção, do Leite e da Carne – os custos elevados de Factores de Produção – as consequências da Seca.

CNA reclama ao Ministério da Agricultura e ao Governo o pagamento urgente das verbas em causa.
Em defesa  da Sanidade Animal, da Pecuária e da Segurança Alimentar nacionais ! 

Coimbra, 20 de Agosto de 2015
A Direcção da CNA


FATACIL: Cerca de 170 mil pessoas são esperadas na feira algarvia deste ano


Cerca de 170 mil pessoas são esperadas, entre sexta-feira e 30 de agosto, na 36.ª Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa (FATACIL), no Algarve, a principal montra de atividades económicas da região.

No certame, que nesta edição tem como tema «o ano do vinho e da vinha», estarão presentes 700 expositores em representação dos diversos setores de atividade, com destaque para o artesanato, com 200 participantes.
Os restantes dividem-se pelo comércio e indústria (275 expositores), agropecuário (150), institucional (40) e 35 de restauração.
Dinheiro Digital / Lusa

cursos de formação profissional na área da proteção animal

O Despacho n.º 9485/2015, de 20 de agosto: https://dre.pt/application/file/70055619

Cria os cursos de formação profissional na área da proteção animal.

Situação de seca será grave se não chover até fim de setembro


     
21/08/2015 08:15 2 Visitas   


Um especialista do IPMA disse hoje que Portugal continental vai estar em situação de seca nos próximos meses, mesmo que chova mais que o normal para a época, tornando-se preocupante se não se registar precipitação.

A continuar a seca com a gravidade atual até ao início de outubro, haverá igualmente, segundo o especialista, impacto nas pastagens e possivelmente nas barragens e albufeiras.
"Se não houver precipitação até ao final de setembro, começamos o outono com uma situação grave", afirmou à agência Lusa o diretor de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Pedro Viterbo.

"É uma situação preocupante, mesmo com a segunda metade de agosto chuvosa e setembro anormalmente chuvoso, poderíamos, na melhor das hipóteses, baixar para seca moderada e seca severa", acrescentou.

No entanto, o mais provável é que, mesmo com mais pluviosidade acima da média para a época, grande parte do país continuasse em seca severa e extrema.

Num cenário com precipitação superior ao normal "temos situação de seca severa e seca extrema em grande parte do território, menos gravosa do que o cenário de precipitação normal, em que todo o país está em seca severa ou extrema", explicou Pedro Viterbo.

Os técnicos do IPMA utilizam a informação histórica para estes meses e elaboram três cenários, sendo o primeiro com base em valores de precipitação muito inferiores ao normal, o segundo com valores próximos do normal e o terceiro tendo em conta chuva muito superior ao normal.

O especialista comentava a situação de seca extrema ou severa que, no final de julho afetava 79% do território continental, enquanto os restantes 21% estavam em seca fraca a moderada, segundo o último boletim climatológico do IPMA.

Na comparação dos seis meses de fevereiro a julho com o período de janeiro a junho, "temos um agravamento da seca e, neste momento, estamos com quase 80% do país com os dois mais altos níveis de seca: seca severa e seca extrema", resumiu.

Quando os técnicos prolongam a análise no tempo até final de agosto, obtêm "um mapa muito semelhante àquele registado até julho".

Acerca das consequências da seca, Pedro Viterbo referiu que, "se se materializarem os dois cenários mais gravosos", há a possibilidade de se prolongar o abastecimento de água por autotanques no nordeste transmontano, o que acontece com frequência no verão.

A continuar a seca com a gravidade atual até ao início de outubro, haverá igualmente, segundo o especialista, impacto nas pastagens e possivelmente nas barragens e albufeiras.

Questionado acerca da necessidade de abastecer a população de água em outras zonas, respondeu: "não creio que seja qualquer coisa que se alargue ao resto do país".

Mas, não deixou de realçar uma outra situação que pode ocorrer, "provavelmente mais gravosa que o abastecimento de água".

"Se mantivermos o solo seco, temos condições para ocorrência de incêndios superior ao normal, podemos prolongar a época [de fogos], com incêndios intensos", admitiu.

A análise dos técnicos tem em conta o balanço entre a precipitação e a quantidade de água evaporada do solo. "No início do ano, em princípio, nos primeiros três ou quatro meses do ano, temos maior precipitação que evaporação e nos meses de julho muito maior evaporação que precipitação".

Mas, com menos chuva nos primeiros meses e a evaporação a manter-se no verão, a humidade no solo reduziu-se.

A escala utilizada pelo IPMA para medir os níveis seca contempla quatro níveis de intensidade: seca fraca, seca moderada, seca severa e seca extrema.

Esta escala baseia-se num índice que tem em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo.

Lusa/SOL

Governo prepara plano desde 2012 para prevenir seca



 20 Agosto 2015, quinta-feira  AgropecuáriaAgricultura
seca
Por enquanto, a agricultura parece não estar a ser afetada de forma significativa com a seca meteorológica que, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) abrange quase 80% do território nacional.
Mas as confederações do setor começam a ficar preocupadas. Já o Governo garante estar atento e vai anunciar «oportunamente» um plano de prevenção e contingência - que está a ser preparado há três anos - além de tentar obter luz verde de Bruxelas para antecipar apoios comunitários.
Fonte oficial do Ministério da Agricultura disse que está em preparação desde a seca de 2012 um «plano de monitorização, prevenção e contingência para as situações de seca» que será anunciado «oportunamente».
Sem adiantar pormenores, a mesma fonte refere que o plano servirá para sistematizar procedimentos dos indicadores de deteção de futuras situações de seca, de atuação no combate e mitigação dos seus efeitos e de orientação dos vários setores e entidades para situações de seca na agricultura.
O ministério de Assunção Cristas defende que a atual situação de seca - que considera ser meteorológica e não hídrica nem agrícola - «não permite justificar pedidos de apoios» à União Europeia.
No entanto, lembra que os agricultores afetados, nomeadamente os de produção animal, terão antecipação de pagamentos, como estava previsto.
Em causa estão apoios às vacas aleitantes, ovinos e caprinos e leite, mas também ao arroz e tomate, que foram antecipados dois meses, para outubro. «Estamos a envidar todos os esforços para que, na medida do possível, assim os controlos permitam, mais apoios sejam antecipados», assegura a mesma fonte.
O ministério da Agricultura sublinha que está a acompanhar a situação de perto e que a disponibilidade das águas nas albufeiras não põe em causa a rega. Na agricultura, os efeitos da seca são para já «limitados» e afetam sobretudo a produção de pastagens e forragens, o que leva ao recurso a alimentos conservados e rações para os animais, explica fonte do ministério.
Também o secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, diz que as culturas afectadas até agora são basicamente «as pastagens» o que fará com que os produtores de pecuária tenham de investir mais em alimentação. E desdramatiza: «é verdade que este é um ano seco, uma vez que choveu menos em janeiro do que é habitual, mas também a realidade é que nem agosto nem setembro são meses de chuva», sublinha.
Para já, as reservas das barragens «estão num nível elevado» e uma parte significativa das culturas, nomeadamente as vinhas e os pomares, são de regadio, diz o dirigente da CAP.
Luís Mira salienta, aliás, que se chovesse em grande quantidade em agosto e com o calor que está, haveria consequências desastrosas para a produção, uma vez que estamos na altura das colheitas. Porém, o dirigente da CAP destaca que, se a partir de outubro, não começar a chover «então aí sim, é caso para problemas».
Isso mesmo explica o presidente da Federação Nacional das Organizações de produtores de Frutas e Legumes, Domingos dos Santos. Em declarações à TSF, o responsável adianta que, para a época de colheitas, o ideal é que o tempo seco se mantenha, pois se chover muito, haverá campos alagados. O ideal, remata, é que chova só no outono, defende. Porém, o calor intenso vai levar a uma antecipação das colheitas, o que fará com que haja uma redução da quantidade e da qualidade da fruta. Segundo diz, a pera rocha e a maçã são as mais afetadas.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) vai mais longe e considera que este é já o início de «uma seca dolorosa, próxima da que se sentiu em 2005, quando houve dez meses sem chuva», diz João Dinis, acrescentando que esta situação poderá tornar-se na «terceira pior seca do século».
O dirigente da CNA lembra que os dados do IPMA - segundo os quais quase 80% do território estava em situação de seca «severa a extrema»- são de 31 de julho e que «os primeiros dez dias de agosto estão a ser muito violentos», pelo que a situação irá agravar-se. João Dinis sublinha que o Governo parece não estar consciente da gravidade da situação e de estar apenas «preocupado com a campanha eleitoral».
Fonte: Económico 

Arroz transgénico ajuda a combater o efeito estufa



 20 Agosto 2015, quinta-feira  CerealiculturaInvestigacao & Desenvolvimento
arroz

O arroz é um alimento básico para mais de metade da população mundial. Porém, as plantações do grão também emitem metano, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.
De acordo com uma pesquisa publicada na última edição revista científica Nature, os arrozais lançam, por ano, até 100 milhões de toneladas do gás na atmosfera.
Perante esta descoberta e face ao aumento da população global, que deve chegar perto dos 10 bilhões de habitantes em 2050, o desafio de alimentar o mundo em consonância com práticas sustentáveis torna-se cada vez mais complexo.
Entretanto, a biotecnologia, mais uma vez, traz uma alternativa de solução para essa questão.
Por meio da adição de um único gene, os investigadores desenvolveram um arroz transgénico que praticamente não emite metano durante o processo de crescimento.
Além disso, a planta geneticamente modificada também tem mais amido, característica que a torna ainda mais interessante do ponto de vista nutricional e industrial, por conta da geração de biomassa para a produção de energia.
Para a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (Brasil), Adriana Brondani, a tendência do método transgénico passa por agregar cada vez mais valor a seus produtos. «A primeira geração de plantas transgénicas expressa características agronómicas, entretanto, as pesquisas apontam que, num um futuro próximo, poderemos contar com alimentos cuja produção causa cada vez menor impacto no meio ambiente, como por exemplo deste arroz».
A técnica por detrás do desenvolvimento da nova variedade, apelidada de SUSIBA2, consiste na introdução de um gene da cevada no arroz.
A ideia foi concentrar o carbono e o açúcar resultantes da fotossíntese nas partes superiores do vegetal, já que, quando nas raízes, esses nutrientes, combinados com um solo quente e húmido, formam o ambiente ideal para que os microrganismos produzam metano.
Os investigadores identificaram na cevada um gene que controla a conversão de açúcar em amido em determinadas partes da planta.
Depois, transferiram esse gene para o arroz. A modificação genética resultou num vegetal capaz de nutrir com mais eficiência os seus caules, folhas e grãos, ao mesmo tempo que «mata de fome» os microrganismos do solo que geram o gás.
O trabalho é resultado da cooperação de cientistas de três países (Suécia, China e Estados Unidos) durante mais de uma década.
Um dos investigadores envolvidos na descoberta, o diretor de ciências vegetais do Pacific Northwest National Laboratory, Christer Jansson, revela que a sua preocupação era a sustentabilidade.
«À medida que a população mundial cresce, também aumenta a produção de arroz, resultando num planeta mais quente, que aquece ainda mais os arrozais, gerando mais metano; o que fizemos foi quebrar esse círculo vicioso».
Fonte: Agrolink/Agronegócios 

Alto Minho quer drones a vigiar florestas

 20 Agosto 2015, quinta-feira  Agroflorestal

Os municípios do Alto Minho pretendem instalar o projeto de vigilância do ambiente e da natureza através de drones. O projeto, denominado VIANA, prevê uma estrutura de seis drones.
«Um drone com maior alcance e cinco unidades que permitem fazer a cobertura do território todo. Essas unidades ainda têm câmaras», começa por explicar João Esteves, autarca de Arcos de Valdevez.
«Um dos factores muito importantes é a questão das reativações, porque a maior parte acontece de noite e os drones têm maior capacidade para detetar de noite do que qualquer outro meio. Seria uma grande ajuda», sublinha.
Os aparelhos têm autonomia para 60 quilómetros, com sede no Centro de Meios Aéreos dos Arcos.
O projeto, no valor de três milhões de euros, abarca os dez municípios do Alto Minho e alguns do Parque Nacional da Peneda Gerês. Depois do aval do Governo, será candidato a fundos comunitários, lembra João Esteves.
Portugal foi palco de 13 mil incêndios este ano, grande parte dos quais (2.680) só nos primeiros 15 dias de agosto. O valor está acima da média da última década, mas a área ardida é menor (44 mil hectares).
Segundo dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que contabilizam os incêndios entre 1 de janeiro e 15 de agosto, houve mais 4% de ocorrências em relação à média dos anos entre 2005 e 2014.
O Porto foi o distrito mais afetado.
Fonte: RR 

Produtores de pera rocha esperam quebra de 50%

 20 Agosto 2015, quinta-feira  Hortofruticultura & Floricultura


A produção de pera rocha deverá ter este ano uma quebra de 50%, ficando-se pelas 110 mil toneladas, mas, em contrapartida, a qualidade do fruto é superior, segundo produtores que receberam a visita da ministra da Agricultura.
«Vai-se perder cerca de 50% da produção», afirmou João Alves, produtor de pera rocha no Bombarral, referindo que a produção nacional se cifra normalmente nas 220 toneladas.
A previsão foi transmitida à ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, durante uma visita a um pomar de cerca de 70 hectares de pera rocha, na Quinta da Freiria, na freguesia do Pó, concelho do Bombarral, onde ouviu as preocupações dos agricultores.
«É uma perda muito significativa» que, explicou João Alves, vai retirar aos produtores «rendimento que era fundamental para que eles pudessem continuar a investir» para responder a um mercado «cada vez mais exigente».
Ainda assim, a quebra não retira à pêera o título de «estrela da agricultura portuguesa» atribuído pela ministra, que realçou o facto de, apesar de o ano estar «a correr menos bem», a fruta estar «melhor do que o ano passado», com mais açúcar e mais qualidade, o que «significa que também ao nível do preço será mais valorizado».
A diminuição da produção vai, segundo os produtores, obrigar a «algum equilíbrio» para garantir o mercado nacional e os contratos externos, já que 50% da produção é destinada a exportação.
Assunção Cristas deixou a promessa de que o ministério vai continuar «ao lado dos agricultores» para «dar força à produção e visibilidade aos bons produtos», num ano em que a seca está a afetar muitos sectores.
«Tivemos um ano muito seco, que teve impacto, por exemplo, ao nível das pastagens, das forragens, e, por isso mesmo, vamos antecipar para outubro os pagamentos aos agricultores ligados por exemplo às vacas leiteiras, ao ovinos e aos caprinos, para ajudar esse setores», afirmou.
Fonte: Lusa 

Novo site mostra incêndios em tempo real


     
Sónia Balasteiro Sónia Balasteiro | 20/08/2015 16:58 3570 Visitas   

José Sérgio/SOL
Novo site mostra incêndios em tempo real


Num só clique, já é possível obter todas as informações sobre os incêndios que lavram nas florestas portuguesas: Se estão activos ou já foram extintos; quais os meios mobilizados para cada um dos focos de incêndio e a respectiva localização geográfica. Estes são apenas alguns dos dados disponibilizados directamente sobre o mapa do país no novo site de João Pina, estudante da Universidade de Aveiro (UA). 

Actualizado de dez em dez minutos com recurso aos dados da própria Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o www.fogos.tomahock.com pretende «dar uma rápida, permanente e preciosa ajuda aos bombeiros, aos profissionais do Instituto Nacional de Estatística (INEM) e às populações afectadas», explicou a UA em comunicado .

A ideia do estudante de Novas Tecnologias da Comunicação em desenvolver o site, activo há duas semanas, surgiu depois de perceber em conversas com amigos bombeiros que a visualização da informação disponibilizada pelo site da ANPC, no que diz respeito aos fogos que diariamente têm lavrado em Portugal, "é muito complicada", explica o próprio. 

Leitura fácil

"Os vários passos necessários para chegar aos dados da ANPC, apresentados em tabelas de leitura pouco óbvia e em formato PDF que têm de ser constantemente descarregadas para aceder à actualização das informações que a instituição disponibiliza ao longo do dia" deram o clique a João Pina.

"Tenho alguns amigos, bombeiros ou do INEM e que, nesta altura em que há mais incêndios, andam sempre a ver o site da ANPC", explica o jovem. Eles queixam-se da forma como a informação relativa aos incêndios é disponibilizada. Dizem estar muito dispersa e de não ser de rápida compreensão", explica o também programador no laboratório SAPO Labs/UA, mais concretamente no projeto SAPO Campus, uma parceria entra a UA e o SAPO.


Temperatura vai descer 10 a 12 graus no fim de semana


por DN.ptOntemComentar

Temperatura vai descer 10 a 12 graus no fim de semana
Fotografia © Algarvephotopress / Global Imagens
IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país, principalmente no domingo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para a descida acentuada da temperatura prevista para este fim de semana. Os valores máximos poderão cair entre 10 a 12 graus, com as temperaturas a variarem entre os 18 e os 22 graus em Portugal Continental, exceto nas regiões do Vale do Tejo e Alentejo, que poderão chegar aos 25 graus.
Segundo o comunicado do IPMA esta baixa de temperatura deve-se "à aproximação e passagem de uma superfície frontal fria pelo território do Continente".
De salientar ainda a possibilidade de chuva, no sábado no Minho e Douro Litoral, mas no domingo todo o país poderá ser afetado. No entanto, a chuva será "fraca e pouco frequente no Baixo Alentejo e Algarve".

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Incêndios em Agosto já deixaram 15 mil hectares de área ardida

18-08-2015 

 
Os incêndios florestais consumiram cerca de 15 mil hectares de matos e florestas na primeira quinzena de Agosto, elevando a área ardida para quase 43.844 hectares desde o princípio do ano.

O valor deste ano já é o dobro do registado em todo o ano passado, um dos mais moderados em termos de incêndios em Portugal desde 1980. Mas está abaixo da média da última década, que é de 55.920 hectares.

O mais recente balanço dos incêndios florestais, divulgado pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mostra que número de incêndios em Julho e na primeira quinzena de Agosto é muito próximo da média da década anterior. Mas a área ardida é substancialmente menor, de menos 44 por cento em Julho e menos 42 por cento em Agosto.

Os incêndios deste mês tiveram, até agora, o seu ponto alto entre os dias 7 e 10, quando temperaturas elevadas, acima dos 35ºC em vários pontos do país, e vento forte complicaram o trabalho dos bombeiros. Os maiores fogos deste ano ocorreram nesses dias, a começar por um que deflagrou em Vila Nova de Cerveira, a 8 de Agosto, e que consumiu três mil hectares de área verde. Dois dias depois, teve início um incêndio na Serra da Estrela, que assumiu grandes proporções. No total, arderam 2300 hectares de mato e floresta nos concelhos de Manteigas e Gouveia.

A queda das temperaturas a partir do dia 11 de Agosto teve reflexo imediato sobre os incêndios. O número de ignições caiu e desde o dia 13 tem estado abaixo das 100 ocorrências diárias, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Nesta terça-feira, às 12:45 horas, havia apenas dois incêndios activos, nenhum deles a requerer grande mobilização de meios.

As temperaturas vão subir a partir desta quarta-feira, com os termómetros a ultrapassarem novamente os 30ºC em vários pontos do país. Para a quinta-feira, estão previstos 37ºC em Castelo Branco, 36ºC em Évora, 35ºC em Elvas e Santarém, 34ºC em Lisboa e Bragança, 33ºC em Viseu e Vila Real e 32ºC em Coimbra e Braga. No fim-de-semana, os termómetros voltam a descer para valores abaixo dos 30ºC na generalidade do país.

Fonte: Público


Boas perspectivas em quantidade e qualidade para a campanha vinícola

 19-08-2015 
    
O Instituto Nacional de Estatísticas divulgou que há boas perspectivas em quantidade e qualidade para a campanha vinícola, enquanto estima que a produção de cerais de Outono/Inverno fique aquém das expectativas.

De acordo com as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 31 de Julho, deverá haver um aumento global no rendimento de oito por cento na uva para vinho face a 2014 e de 10 por cento na uva de mesa, já que as condições climatéricas favoráveis, com tempo quente e seco, na maioria das principais regiões vitivinícolas contribuíram para um bom desenvolvimento das vinhas.

Já no caso dos cereais e face à campanha anterior, a produção para o Outono/Inverno fica aquém das expectativas e deverá sofrer uma redução, «contrariando as anteriores que apontavam para aumentos de produtividade», diz o INE.

A aveia e o centeio, acrescenta, deverão ter reduções de produção na ordem dos cinco e 10 por cento, respectivamente, face à campanha anterior e foram as culturas que mais se ressentiram das condições climatéricas pouco favoráveis. Já a cevada dística, apesar de ter aumentado a produção em cinco por cento, apresenta problemas de qualidade, explica o INE.

O gabinete de estatísticas prevê ainda uma queda das produtividades em cinco pontos percentuais (p.p.) nas plantações de batata de regadio, «que ainda assim ultrapassam em 13 pontos a produtividade média do último quinquénio».

Por sua vez, as plantações de sequeiro, devido à falta de água ao longo do ciclo vegetativo, deverão apresentar reduções dos rendimentos unitários da ordem dos 20 por cento face a 2014.

A área semeada de milho para grão de regadio diminuiu 10 p.p. face a 2014, prevendo-se que fique abaixo dos 90 mil hectares, circunstância que já não se verificava desde 2011, e relativamente ao milho de sequeiro a redução da produtividade esperada situa-se em torno dos 10 por cento, face a 2014, devido à escassa precipitação em alturas essenciais do ciclo vegetativo do milho.

As searas de arroz estão bem desenvolvidas, apontando as estimativas para um aumento do rendimento unitário na ordem dos 10 pontos face ao ano anterior, ultrapassando as seis toneladas por hectare.

As variedades precoces de tomate para a indústria já estão a ser colhidas, apontando as actuais previsões para «aumentos significativos», devendo os rendimentos unitários regressarem a valores acima das 90 toneladas por hectare. Nas fruteiras, esperam-se aumentos de 20 por cento na produtividade na maçã e de cinco pontos no pêssego, atingindo máximos históricos.

Já quanto à pêra, refere o INE, a queda abundante de frutos após o vingamento deverá determinar uma redução na produtividade na ordem dos 20 por cento.

Anexo: INE-Previsões Agrícolas 31 de Julho 2015

Fonte: INE; Lusa

Vamos poder exportar pera rocha para o México, a Costa Rica e a Colômbia


Agosto 10
15:01
2015

O Secretário de Estado da Alimentação, Nuno Vieira e Brito, anunciou recentemente a abertura do México à pera rocha portuguesa. A Costa Rica também vai seguir rapidamente os passos do México.

Quanto à Colômbia, este país vai enviar rapidamente inspectores ao nosso país, para analisarem as condições de produção, estando tudo muito bem encaminhado para que também passe a ser um novo mercado para a nossa pera rocha.

A abertura destes mercados vem no seguimento de um trabalho muito forte desenvolvido pela Secretaria de Estado, no sentido de encontrar alternativas ao mercado russo, que sofre de um embargo desde o dia 4 de Agosto do ano passado.

Apesar de só representar 4,1 milhões de euros nas exportações de pera rocha, o embargo russo trouxe um aumento muito grande de competitividade de preços da pera no mercado interno europeu, uma vez que os principais países exportadores de pera para a Rússia, colocaram-na na Europa.

Outro tema abordado por Nuno Vieira e Brito foi o da proibição do uso da toxiquina, produto destinado a aumentar o período de conservação da pera e que não pode ser mais usado dentro da UE. Portugal pediu uma excepção para poder utilizar este produto na fruta a exportar para países onde o produto continua a ser autorizado.

Agroalimentar: catálogo encoraja empresas a apostar no setor



 19 Agosto 2015, quarta-feira  IndústriaIndústria alimentar

A Enterprise Europe Network e o seu Grupo Setorial do Agroalimentar estão a preparar mais uma edição do H2020 Agrofood Sector - Partnership Profiles Catalogue.
O principal objetivo do documento passa por «encorajar a participação das Pequenas e Médias Empresas (PME) e de outras organizações em iniciativas e projetos» relacionados com o domínio do agroalimentar no âmbito do Programa de Trabalhos do Horizonte 2020 (H2020) para o período de 2016 a 2017.
«O H2020 Agrofood Sector - Partnership Profiles Catalogue permite às empresas e organizações posicionarem-se numa plataforma internacional alargada», lembram os promotores do catálogo.
Nesta plataforma será possível às empresas «promoverem as suas competências a terceiros interessados em desenvolver projetos alinhados com os principais tópicos do Programa de Trabalhos (2016 - 2017) do Desafio Societal 2 "Segurança alimentar, agricultura e silvicultura sustentáveis, investigação marinha e marítima e nas águas interiores, e bioeconomia" ou até mesmo com outros temas e desafios do H2020 que, de algum modo, se entrecruzem com o domínio do agroalimentar».
À semelhança das edições anteriores, os dados de contacto das entidades/empresas não será exibido no catálogo, apenas o nome da organização.
Para cada perfil, haverá uma pessoa de contacto a partir da rede EEN.
No caso do "Partner Search", o nome da entidade/empresa pode permanecer confidencial se as entidades o desejarem.
A participação neste catálogo, com projeção em mais de 50 países, «constitui para as empresas e organizações portuguesas uma excelente oportunidade para divulgarem as suas competências, serviços, produtos e/ou tecnologias inovadores; acederem a know-how, tecnologias e serviços de terceiros fundamentais para os seus projetos e explorarem parcerias internacionais», adianta a Enterprise Europe Network.

Milão debate “intensificação sustentável” na agricultura global



 19 Agosto 2015, quarta-feira  Agricultura BiológicaAgricultura
agricultura 

A 23 de setembro de 2015, decorre no Pavilhão UE, na Expo Milão, uma conferência que irá debater "a intensificação sustentável e recuperação de nutrientes na reutilização na Agricultura".
O evento tem como objetivo, salientam os promotores, responder a questões como: «o que é a intensificação sustentável e por que é necessária para a agricultura global»; por que deve a reutilização e recuperação de nutrientes ser considerada para a agricultura um componente chave da intensificação sustentável: quais são os principais motores?; quais são os desafios e oportunidades para a reutilização e recuperação de nutrientes na agricultura europeia?».

Vinhos portugueses venderam mais 19,5 por cento este ano nos Estados Unidos


19/8/2015, 18:43129 PARTILHAS
Exportações de vinho português para os Estados Unidos aumentaram 19,5 por cento entre janeiro e maio deste ano, com a produção portuguesa a dominar listas dos melhores.


ESTELA SILVA/LUSA

As exportações de vinho português para os Estados Unidos aumentaram 19,5 por cento entre janeiro e maio deste ano, com a produção portuguesa a dominar listas dos melhores, segundo dados da associação que promove as marcas portuguesas no estrangeiro.

Este ano, os americanos compraram 420 mil garrafas de vinho português, afirmou o diretor de marketing da ViniPortugal, afirmando que 2015 está a ser "um grande ano" no mercado norte-americano, com vinhos portugueses nas capas de revistas da especialidade.

Os últimos dados estatísticos de exportações para o mercado, de janeiro a maio, apontam para um crescimento de 19,5% em valor para o total de vinhos e 36,4% para os vinhos tranquilos (sem contar com vinho do Porto, Madeira e espumantes).

A ViniPortugal investiu 1,5 milhões de euros este ano em promoção, organizando 142 provas de vinho dentro de supermercados.

De 2010 a 2014 os vinhos portugueses cresceram em valor 32%, partindo já de uma base expressiva e a ViniPortugal acredita que o sucesso neste mercado se repercute em crescimento noutros mercados, e dá o exemplo do Canadá, onde o total de vinhos cresceu 14 por cento e os tranquilos 12.6%.

Os vinhos nacionais foram ainda promovidos no Aspen Food & Wine Classics, que aconteceu em junho e é um dos mais elitistas festivais de gastronomia e vinhos nos EUA, e foi realizado um evento para empresários designado Find Importers Day Program.

Em outubro, serão realizadas as grandes provas anuais, que vão passar por Nova Iorque, Chicago e São Francisco, e a participação noutra feira do setor.

Neste momento, os EUA são o quarto mercado de exportação de vinhos portugueses, 2.º em termos de vinhos tranquilos, e o mercado de maior crescimento dentro dos cinco maiores mercados de exportação. No ano passado, os 16 milhões de litros exportados representaram vendas no valor de perto de 60 milhões de euros.

Portugal classificou ainda três vinhos portugueses entre os quatro melhores do mundo, de acordo com a revista de referência no mercado Wine Spectator. Cerca de 11% de todos os vinhos portugueses provados por esta revista em 2014 obtiveram pontuação máxima (95 a 100 pontos), quando a média global é de apenas 01%.

A mesma revista dedicou a sua capa da edição de Julho a Portugal. Os leitores de outra publicação norte-americana, a US Today, elegeram numa votação online o Alentejo como a melhor região vínica para visitar.

Herdade das Servas convida à experiência de pisar uvas em lagares de mármore

Um realidade pouco presente no Alentejo

"Vindimas": é por definição a época mais gratificante do ano vitícola! Altura de azáfama na vinha e na adega; tempo de apanhar as uvas e dar início à produção de novas colheitas no que ao vinho diz respeito. A vindima na Herdade das Servas começa para a semana e a família Serrano Mira desafio-a envolver-se no espírito, sendo um elemento activo da colheita de 2015. O convite é para que "venha sentir o Alentejo de corpo e alma na Herdade das Servas!".
Se no Douro os lagares de pedra são um elemento central e de forte carisma na produção de vinho, no Alentejo essa não é uma realidade tão marcante. Não são muitos os produtores com lagares de pedra, pedra essa que na região é mármore e não granito. A Herdade das Servas, um projecto recente de uma das mais antigas famílias produtoras de vinho na região, inaugura nesta colheita de 2015 os seus lagares de pedra, motivo que levou à criação de um programa de 'Pisa a pé nos lagares da Herdade das Servas'.
O programa de vindimas da Herdade das Servas começa com uma introdução sobre o projecto na zona de recepção dos visitantes, seguida de uma visita à adega e à cave de estágio das barricas. Posto isto é tempo de meter "mãos-à-obra", não na vinha porque as temperaturas são elevadas e a distância pode ser grande, mas na mesa de escolha, onde é feita a selecção das melhores uvas. Ainda antes de acalentar o estômago há que exercitar as pernas – como se de uma aula de step em ambiente de spa com produtos vínicos se tratasse –, pisando as uvas eleitas nos novos lagares de pedra mármore. Para abrir as hostes da refeição é feita uma prova de vinhos, à qual se segue um almoço com 'Menu de Vindimas' no Restaurante Herdade das Servas. A chefe Maria da Fé tem duas opções, uma de bacalhau e outra de carne.  
Um programa de um dia que não ficaria completo sem a oferta de uma t-shirt de vindima, um diploma de participação e uma garrafa de vinho que o fará prolongar a experiência vínica até casa. Disponível por marcação através dos contactos da Herdade das Servas, 269 322 949 e info@herdadedasservas.com, este é um programa acessível por €50,00 ou €25,00, caso inclua ou não almoço.

fonte: Joana Pratas

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Novos seguros agrícolas podem passar a ser obrigatórios em alguns casos



 14 Agosto 2015, sexta-feira  AgroflorestalAgricultura
seguros
Os novos seguros agrícolas podem passar a ser obrigatórios para determinadas regiões ou produtos se mais de 50% da produção dessa região estiver abrangida por contratos de seguros, segundo um diploma publicado em Diário da República.
O novo sistema de seguros agrícolas (SSA), que foi aprovado a 18 de junho de 2015 em Conselho de Ministros, substitui o atual sistema de seguros de colheitas (SIPAC) e passa a ser financiado por fundos europeus, além do Orçamento do Estado.
Abrange ainda um leque mais alargado de coberturas, abarcando os seguros de colheitas, de animais e de plantas, o seguro vitícola de colheitas e o seguro de colheitas de frutas e produtos hortícolas no âmbito dos fundos agrícolas europeus.
Os casos em que poderão ser obrigatórios serão definidos «em diploma próprio», mas o decreto-lei aponta para uma «obrigatoriedade tendencial, de acordo com a qual a contratação de seguros agrícolas pode vir a ser estabelecida como condição de acesso para a atribuição de outros apoios públicos».
Entre os princípios do novo SSA inscrevem-se ainda a flexibilidade das apólices, em função da especificidade das regiões e culturas, razoabilidade dos preços, podendo ser definida uma margem de tolerância que determina o custo máximo elegível para acesso ao apoio público e a «não compensação excessiva» que determina que a combinação dos apoios do SSA com outros auxílios de Estado ou seguros privados «não pode resultar numa sobrecompensação».
A atribuição de apoios públicos para compensar prejuízos será limitada aos riscos não cobertos pelos seguros agrícolas existentes, perdas causadas por fenómenos climáticos adversos, doenças dos animais ou plantas, pragas ou acidentes ambientais, e só será concedida aos agricultores com contratos no âmbito do SSA.
É também criada uma comissão de acompanhamento para «garantir o bom funcionamento do sistema de seguros agrícolas» que será responsável pela monitorização e apresentação de propostas de desenvolvimento do sistema.
O diploma entra em vigor na próxima quarta-feira, 19 de agosto de 2015.
VER DIPLOMA.
Fonte: Lusa 

ZURRA - Festa do Burro 2015

'ZURRA – FESTA DO BURRO 2015' VAI TER 2ª EDIÇÃO A 19 DE SETEMBRO NA TROFA

Os burros vão ser a coqueluche da próxima Zurra – Festa do Burro 2015, evento que se vai realizar no dia 19 de Setembro deste ano, em Coronado, Trofa, Porto. Com este evento, os organizadores pretendem ajudar a dignificar e a revalorizar o burro, e, ao mesmo tempo, demonstrar a sua importância social, cultural, económica e ecológica. Para quem aprecia estes animais, o burro é tido como "professor, guia, terapeuta e, sobretudo, amigo". A realização está a cargo da Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC) e a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA).

 

O INSTALADOR | Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

Foto: APVC e AEPGA

O Zurra – Festa do Burro 2015, além da presença destes animais, vai ter teatro, música, fotografia, Yoga, arte e muitas outras actividades, em especial as ligadas ao ambiente e à sustentabilidade.

Quem seja possuidor de burros, pode levá-los para o evento, mas o convite estende-se a todas as pessoas que apreciam e respeitam estes animais, que foram fundamentais nos meios rurais em Portugal até há poucas décadas.

A APVC esteve presente com uma banca-promo no evento CidadeMais, que decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, e que terminou ontem, dia 12 de Julho. Marcou presença também na ExpoTrofa, que terminou também ontem.

 
A primeira edição do Zurra – Festa do Burro, foi subordinada ao mote 'Dignificar, revalorizar e promover o burro', decorreu em Junho do ano passado e foi um sucesso. Fotografias e informação sobre o evento pode ser visto em Zurra 2014. Para outros contactos utilizar o e-mail valedocoronado@gmail.com.

O vestido (e peras) de Assunção Cristas


por Raquel Costa17 agosto 201512 comentários

Assunção Cristas na festa do Pontal, em Quarteira, com Patrícia Fonseca, candidata do CDS por Santarém
Assunção Cristas na festa do Pontal, em Quarteira, com Patrícia Fonseca, candidata do CDS por Santarém Fotografia © Facebook Portugal à Frente
A ministra da Agricultura e do Mar escolheu uma indumentária original para a festa do Pontal, que marcou a rentrée política da coligação Portugal à Frente.
Habitualmente discreta nas suas escolhas de vestuário, Assunção Cristas deu nas vistas no passado sábado, em Quarteira, ao surgir na festa do Pontal com o vistoso vestido-túnica. O modelo, um vestido-túnica estampado, continha uma mensagem bastante cara à ministra que detém a pasta da agricultura: a promoção dos produtos nacionais.
O vestido, com várias peras-rocha (variedade oriunda da zona oeste), foi criado pela estilista portuguesa Katty Xiomara e faz parte de uma coleção especial apresentada na Fruit Logistica, que aconteceu em fevereiro passado em Berlim e que é considerada a maior feira mundial de promoção de frutos e legumes.