segunda-feira, 30 de julho de 2012

Miguel Macedo atribui aumento do número de incêndios a “tempo seco” e mão criminosa

30-07-2012



Fonte: Lusa

O Ministro da Administração Interna atribui o aumento do número de
ignições às condições climatéricas extremas e a mão criminosa e não à
falta de meios, dado que, o número é superior ao do ano passado.

"Este ano, ao contrário do ano passado, temos mais equipas de
intervenção e meios aéreos no terreno", garantiu Miguel Macedo, à
margem da inauguração das obras de ampliação e remodelação do quartel
dos bombeiros da Cruz Verde, em Vila Real.

A título de exemplo, o governante referiu que no incêndio ocorrido no
Algarve houve críticas, mas não foram à falta de meios.


"Tivemos naquele incêndio e, fará parte do relatório, um conjunto de
meios como há muito tempo não se via em Portugal", afirmou.

Às críticas da oposição, Miguel Macedo respondeu que "não é tempo de
fazer críticas" e que "a política vem a seguir", agora "estamos
concentrados em resolver os problemas".

E fazendo alusão ao ditado popular "em tempo de guerra, não se limpam
armas", o governante salientou ser importante "não perder a cabeça"
com coisas que, sendo importantes, são menos importantes do que aquilo
que é essencial.

Neste momento, ressalvou, é fundamental assegurar todas as condições
às corporações para combater os incêndios e não fazer política.

Os incêndios no Algarve consumiram entre 18 e 22 de julho 26.839
hectares, enquanto na Região Autónoma da Madeira os dados da União
Europeia indicam uma área de 5.339 hectares entre 19 e 24 de julho.

A Autoridade Nacional da Floresta dispõe apenas no seu balanço
provisório de registos até 15 de julho.

O governante avançou à Lusa que, neste momento, não equaciona pedir
ajuda "extraordinária" à Comunidade Europeia para fazer face aos
prejuízos causados pelo fogo porque já foram tomadas uma "série" de
medidas imediatas e adequadas.

As autarquias, em conjunto com as entidades da administração central,
explicou, continuam a fazer o levantamento dos prejuízos para acorrer
a situações mais complicadas.

"Em termos políticos discutiremos no sítio e momento próprio o que há
para debater, mas agora não é o tempo", considerou.

O "excecional" número de ignições no país, sobretudo nos meses de
fevereiro e março, deveu-se, realçou Miguel Macedo, ao facto de ser o
tempo "mais seco e quente" dos últimos 81 anos.

Este ano, disse, ao contrário do ano passado, as condições
climatéricas são "mais adversas" e isso explica o aumento do número de
"algumas" das ocorrências.

Mas, além do "tempo seco", Miguel Macedo aponta mão criminosa como
outra das causas responsável pelos incêndios.

"Nos seis primeiros meses, já houve uma série de detidos por fogo
posto e foram, também, identificados outros presumíveis responsáveis.
Estamos à alerta", adiantou.

O presidente da liga dos Bombeiros Portugueses referiu que 85 por
cento dos incêndios tem origem criminosa.

Por isso, segundo Jaime Marta Soares, neste país "à beira mar
plantado" os fogos não podem ser só evitados através do combate, mas
sim fazendo prevenção e ordenamento das florestas.

Os políticos, garantiu, não tem sabido lidar com estas questões.

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44400.aspx

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