quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

SISAB 2012: A maior plataforma de produtos e marcas portuguesas para exportação

Nos últimos anos, têm sido os empresários que mais têm repetido que a
solução para Portugal sair da actual crise financeira e económica
passa pelas exportações.
Talvez por isso, o ministro da economia e do emprego, Álvaro Santos
Pereira, tenha estabelecido um objectivo ambicioso para o sector
exportador português. "Portugal deverá ter a ambição de exportar cerca
de 50% do PIB daqui a cinco anos", "chegando aos 70 ou 80% daqui a 20
anos", afirmou recentemente o ministro.
Segundo os últimos números, as maiores empresas exportadoras sediadas
em Portugal têm assistido a um reforço significativo das vendas para
os mercados externos, facto que é também resultado do declínio do
mercado nacional.

As 500 maiores empresas exportadoras portuguesas, de acordo com os
dados da Coface Portugal, conseguiram vender para os mercados
internacionais perto de 10 mil milhões de euros a mais em 2010, quando
comparado com o ano anterior Destas 500, 65 empresas vivem
exclusivamente dos mercados externos.
Promover o encontro entre as empresas portuguesas do ramo alimentar
com o mercado internacional, centrando a sua estratégia de crescimento
na internacionalização, é exactamente o objectivo do SISAB Portugal -
Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas, que decorre de 27 a
29 de Fevereiro de 2012, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Já na sua 17ª edição, o SISAB Portugal assume-se como uma plataforma
privilegiada de negócios, só para profissionais, que reúne 1200
compradores vindos de 80 países e 400 empresas portuguesas
exportadoras.
Carlos Morais, administrador do SISAB Portugal, não tem dúvidas em
afirmar que "o SISAB é a solução imediata para as empresas que
pretendem exportar. No difícil contexto de um mercado nacional maduro
e quase, diria esgotado, a exportação surge como hipótese única para
que se promova o crescimento das empresas. Ora o SISAB não é uma feira
como as outras onde apenas se "vende" espaço de exposição. O SISAB
promove efectivamente encontros de negócios, fruto da apresentação
"cara a cara" entre os empresários portugueses e os futuros parceiros
que vêm a Portugal expressamente para fazer negócios com empresas e
marcas portuguesas. Por isso o SISAB cria oportunidades únicas que as
empresas reconhecem."
Ao participar no Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas, as
empresas compradoras acedem à maior plataforma de negócios na área dos
produtos alimentares em Portugal, degustando mais de três mil produtos
provenientes de 28 sectores.
Na 17ª edição do SISAB Portugal, 400 empresas nacionais mostram os
seus produtos e marcas a 1200 compradores estrangeiros,
representativos de 80 países e das maiores cadeias internacionais,
como por exemplo, Harrods, Walmart, Pão de Açúcar e Le Roy (Brasil),
Halows (Japão), Royal Food (EUA), Inco Danmark (Dinamarca), Cora
Luxembourg (Luxemburgo) e Match Supermarché (Bélgica).
Entre as empresas portuguesas a apresentar os seus produtos/marcas
encontram-se a Delta, Primor, Nobre, Sagres, Super Bock, Sumol,
Compal, Cerealis, Herdade do Esporão, Sogrape, Imperial, Ferbar,
Vimeiro, Lactogal, Cofaco, Azal - Azeites do Alentejo, Bacalhoa,
Carmim, Gelpeixe, Licor Beirão, Riberalves, Saludães, Izidoro, Vieira
de Castro, Saloio, Vimeiro, Caves da Raposeira, Dan Cake, Aveleda,
entre muitas outras.
O esforço da organização para diversificar os mercados exportadores
teve o seu eco em países emergentes como a Rússia, Líbia, Argélia,
Dubai, Marrocos, Japão, EUA, Brasil, China e PALOP.
Numa altura em que a crise nacional pesa em demasia nos números das
empresas nacionais, o SISAB Portugal assume-se como um oportunidade de
negócio, que reúne os mercados tradicionais de destino de muitos
produtos portugueses, mas também outros que podem constituir-se como
alternativas aos gigantes europeus para a saída de produtos.
Com o mercado interno fragilizado, as empresas portuguesas procuram
retrabalhar os mercados tradicionais, ao mesmo tempo que apostam em
novos mercados e na fileira da exportação.
Países como Angola, Moçambique e Brasil, entre outros, vivem em
contraciclo, imunes à crise, e, por isso, continuam a ser boas apostas
para os exportadores portugueses. Paralelamente, as empresas nacionais
aumentam também as exportações para países extra-comunitários,
desafiando novos mercados e contrariando a dependência face aos
clientes habituais.
As maiores empresas exportadoras nacionais já vendem 35,3% dos seus
produtos e serviços para mercados extra-comunitários num valor
superior a 9,6 mil milhões de euros.
União Europeia, Angola, Estados Unidos da América e Brasil são os
principais mercados de destino dos produtos portugueses. Além de
Angola, mercado que continua em destaque, outros mercados começam a
assumir-se como protagonistas e enquanto mercados emergentes mais
significativos para Portugal: Brasil, Rússia, China, Hong-Kong, Japão,
Macau e região do Magrebe.
Marrocos, China, Japão, Estónia, Lituânia, México, Polónia, Hungria,
Eslováquia, Brasil, PALOP, Suécia, Noruega, Finlândia, Inglaterra,
República Checa, Venezuela, Itália, França, Áustria, Estados Unidos,
Canadá, Alemanha, Arábia Saudita, Dinamarca, entre outros, são alguns
dos países de elevado potencial económico já presenças assíduas no
SISAB.
São sectores como o vinho, as bebidas, frutas, lacticínios,
agro-alimentar, azeite, pescado, doçaria, especiarias e, mais
recentemente, produtos biológicos e dietéticos, os mais solicitados
por quem visita o país à procura de boas oportunidades de negócio.
Angola, França, Suiça, Luxemburgo, Bélgica, Brasil e Estados Unidos
são os países que mais compram no SISAB, muito devido à forte presença
de portugueses no seu território.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2011/12/22b.htm

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