quarta-feira, 27 de março de 2013

PCP pede suspensão imediata de "ofensiva" fiscal contra agricultores

O PCP apelida de "sentença de morte" as alterações fiscais na
atividade agrícola que entram em vigor a 1 de abril e pede suspensão
imediata


Agricultores têm de declarar atividade
D.R.
27/03/2013 | 16:31 | Dinheiro Vivo
O PCP pediu hoje a suspensão imediata das alterações fiscais na
atividade agrícola, que devem entrar em vigor a 01 de abril,
argumentando que esta "ofensiva" é uma "sentença de morte para
milhares agricultores".
Em causa estão alterações que decorrem do Orçamento do Estado para
2013, nomeadamente o fim da isenção do IVA para o setor e outras
medidas "que inviabilizarão o consumo e os mercados de proximidade" e
que, consideram, seriam "caricatas" se não fossem "de uma extrema
violência".
Estas alterações impõem, por exemplo, que todos os agricultores
declarem às Finanças o seu início ou reinício de atividade "mesmo que
tenham 80 anos" e obriga a passar fatura "para vender no mercado
local, uma couve, um ramo de salsa, meia dúzia de ovos", salienta o
comunicado do PCP.
Os agricultores terão também que passar fatura se prestarem um pequeno
serviço a outro agricultor e ficam sujeitos ao IVA e ao agravamento da
contribuição para a Segurança Social se as receitas brutas forem
superiores a 10 mil euros, acrescenta o documento.
"São medidas fiscais cegas, impostas sem qualquer avaliação do
desastroso impacto que terão nos agricultores e nas suas
organizações", critica o PCP, apelando ao Governo que tenha em conta
"os inúmeros avisos e pareceres de agricultores e de organizações
agrícolas" e recue na decisão.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO127000.html

CAP quer esclarecimentos sobre alterações fiscais na agricultura

27 DE MARÇO DE 2013, 16:56
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A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) quer explicações do
Governo sobre as alterações fiscais para a agricultura, que entram em
vigor a 01 de abril, considerando que algumas medidas "não fazem
sentido".

Para a CAP, "deverá ser dada especial atenção aos valores das ajudas
pagas pelo IFAP" que devem ser comunicadas pela primeira vez ao fisco
em 2013, e que terá "consequências para os agricultores com uma idade
avançada que desenvolvem uma agricultura orientada para o consumo
familiar".

A CAP considera, por outro lado, que "não faz sentido" e "não é
viável" que os adubos, sementes, razões e pesticidas não estejam
excluídos da obrigação de emissão de guias de transporte "atendendo à
natureza, ao cariz e aos locais de desenvolvimento da atividade
agrícola".

Agência Lusa

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/cap-quer-esclarecimentos-sobre-alteracoes-fiscais-na-agricultura_15931551.html

Leite pode faltar nos supermercados a partir de maio

Produtores alertam para a situação e justificam-na com a entrada em
vigor de nova lei

Por: tvi24 / LF | 2013-03-27 16:02
A Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENALAC)
alertou esta quarta-feira para a possibilidade de falta de leite no
mercado em maio, devido a uma nova lei, responsabilizando a Autoridade
Tributária e Aduaneira caso tal aconteça.

Em comunicado, a FENALAC disse ter enviado, a 04 de fevereiro, um
pedido às Finanças sobre a nova legislação «que obriga à comunicação
prévia [junto] daquela autoridade de qualquer movimentação de
mercadorias, solicitando uma exceção para o caso da recolha de leite»,
não tendo obtido qualquer resposta.

De acordo com os produtores de leite, «as especificidades da recolha
de leite» fazem com que tal obrigação «não seja exequível», tendo a
FENALAC argumentado que uma eventual exceção para o setor «em nada
prejudicaria a formalidade dos processos e o cumprimento das
obrigações fiscais dos operadores, uma vez que os camiões de recolha
de leite possuem mecanismos certificados por entidades oficiais».

«Sendo a legislação impraticável neste setor, apelámos a uma rápida
resolução da questão que impeça a interrupção do abastecimento de
leite e laticínios ao mercado nacional e prejuízos de grande monta
junto dos produtores, industriais, operadores da distribuição e,
obviamente, consumidores», acrescentou a federação.

Desta forma, a FENALAC coloca «o ónus de uma eventual quebra no
abastecimento do mercado em leite e em produtos láteos» sobre a
«Autoridade referida e a respetiva tutela, dada a insensibilidade e
inércia demonstradas até ao momento».

Em fevereiro, a Associação Portuguesa de Operadores Logísticos (APOL)
alertou para a possibilidade de atrasos de bens de consumo aos
supermercados a partir de maio, altura em que entram em vigor as
alterações ao regime de bens em circulação.

Em declarações à Lusa, a presidente da APOL, Carla Fernandes, explicou
que as empresas que transportam bens em Portugal vão passar a
identificar detalhadamente todos os itens transportados, origem e
destino, matrícula do veículo que os transporta e enviar esta
informação para a Autoridade Tributária.

Segundo Carla Fernandes, este sistema «é um caso único na Europa» e
obriga a «enormes custos de contexto», quer informáticos como
administrativos.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/leite-produtores-supermercados-consumo-lei/1433598-4071.html

GNR da Sertã coloca armadilhas para capturar cães que têm atacado ovelhas

26.03.2013 17:39
LUSA

Sertã, 26 mar (Lusa) - O Serviço de Proteção da Natureza (SEPNA) da
GNR da Sertã está a colocar armadilhas em terrenos do concelho para
capturar cães que têm atacado ovelhas nos últimos dias, disse hoje à
Lusa fonte daquela força de segurança.

Segundo a mesma fonte, os animais estão identificados e já provocaram
ferimentos a várias ovelhas que usam terrenos de pasto do concelho.

A GNR está a proceder à colocação de armadilhas e a outras ações de
patrulhamento, em colaboração com o município, com vista à captura e
observação dos animais, referiu.

http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2013/03/26/gnr-da-serta-coloca-armadilhas-para-capturar-caes-que-tem-atacado-ovelhas

Japão vai investir na agricultura portuguesa

27 de Março, 2013

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal assina
quinta-feira em Tóquio um memorando de entendimento com uma empresa
que prevê um centro de investigação de tomate em Portugal, informou
hoje a instituição.
A empresa para o desenvolvimento japonesa HIT vai alargar os
interesses já existentes na produção industrial portuguesa, na área da
investigação, e pode envolver a região do Alqueva.

João Basto, da Empresa de Desenvolvimento e Infra Estruturas do
Alqueva (EDIA) disse aos jornalistas que Portugal (o segundo maior
produtor de tomate do mundo) tem como aspiração aumentar a produção
naquela região.

"A EDIA como entidade responsável pela rentabilização do projecto do
Alqueva tem trabalhado em parceria com a AICEP na procura de novos
investimentos que permitam não só aumentar a área em produção mas
fundamentalmente encontrar soluções do ponto de vista da
agroindústria", disse João Basto.

O responsável explicou que a EDIA procura o investimento japonês na
componente agroindustrial, sobretudo na cultura do tomate.

"Em Alqueva temos território para este mercado da ordem dos 45 mil
hectares", disse ainda João Basto, lembrando que a produção do tomate
ocupa cerca de 15 mil hectares.

João Basto integra a delegação empresarial que acompanha o ministro de
Estado e dos Negócios Estrangeiros ao Japão e que se prolonga até
sexta-feira.

Lusa / SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=71824

Alimentos light ou diet podem trazer benefícios se usados na quantidade correta, alerta nutricionista

27/3/2013 às 01h00

De acordo com professora da UFP, o ideal é se consultar um nutricionista

Texto: -A +A
Vanessa Sulina, do R7

Domínio Público/Wikimedia Commons
Alimentos light ou diet podem ter mais gordura que os convencionais
Na luta com a balança para perder ou não ganhar peso, não há quem não
se renda ao consumo de alimentos diets ou light/zero. Mas será que
realmente eles ajudam a "economizar" algumas calorias ou ingerir menos
açucar?

De acordo com a professora de nutrição da Universidade Federal do
Paraná, Deise Regina Baptista, os alimentos diet ou light são
geralmente usados por quem tem diabetes eou sobrepeso ou obesidade.
Essa categoria de produtos pode podem trazer benefícios desde que
utilizados na dosagem correta, aliados e outros cuidados como:
ingestão de gorduras, carboidratos e calorias na dieta total e
realização de atividade física.

Veja o que está escondido atrás dos alimentos light e diet

Leia mais notícias de Saúde

A orientação da professora é que se consuma estes produtos sempre sob
orientação do nutricionista, que levará em conta o hábito alimentar, a
situação financeira da pessoa, pois normalmente esses produtos são
mais caros e nem sempre o custo benefício compensa. O profissional vai
avaliar também as preferências, necessidades de consumo de alimentos
especiais etc.

Diferenças light e diet

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os
alimento light são direcionados as pessoas saudáveis, já os alimentos
diet aos grupos de pessoas com necessidades específicas.

De acordo com a professora da UFP, uma das principais diferenças entre
os dois grupos está na quantidade permitida de nutriente. Enquanto o
diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma diminuição mínima
de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional.

Uma dica da nutricionista para evitar confusão é sempre ler os rótulos
dos produtos light e diet e comparar os dois grupos aos convencionais,
para verificar se atendem às necessidades e objetivos do consumidor.

Tanto os produtos diet como light são importantes aliados das pessoas
obesas, hipertensas e diabéticas, porém, isto não significa que possam
ser usados indiscriminadamente, alerta Deise.

http://noticias.r7.com/saude/alimentos-light-ou-diet-podem-trazer-beneficios-se-usados-na-quantidade-correta-alerta-nutricionista-27032013

Horticultores da Póvoa de Varzim afetados pelo mau tempo vão ter apoios

Publicado ontem

O Governo comprometeu-se, esta terça-feira, a apoiar os horticultores
da Póvoa de Varzim que viram as suas estufas destruídas pelo mau tempo
e aconselhou-os a, no futuro, fazerem seguros agrícolas.

Em janeiro, o vento e a chuva forte causaram prejuízos estimados em
cerca de cinco milhões de euros e, na ocasião, o Governo prometeu
apoios ao abrigo do PRODER para os horticultores afetados.

Esta terça-feira, a Associação dos Horticultores da Póvoa de Varzim
(HORPOZIM) pediu ao secretário de Estado da Agricultura um reforço no
apoio financeiro, uma vez que o mau tempo voltou este mês a causar
estragos na região.

"Saímos desta reunião muito contentes, porque fomos recebidos de forma
simples e sincera. Os últimos estragos não vão poder ser para já
enquadrados na ajuda do PRODER, mas eles prometeram solucionar esse
problema e ajudar os horticultores que foram prejudicados", disse à
agência Lusa o presidente do HORPOZIM, Carlos Alberto Lino.

Segundo este responsável, foram prejudicados pelo mau tempo mais de
250 horticultores.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado da Agricultura,
José Diogo Albuquerque, disse que, além do apoio através do PRODER, o
Governo vai ajudar os agricultores através de uma linha de crédito que
fez com oito bancos. "Todo o investimento que os agricultores fizeram
desde o momento do temporal será posteriormente ressarcido em 75%",
explicou.

José Diogo Albuquerque referiu, ainda, que o Governo está a analisar
semanalmente cerca de mil candidaturas relativas ao programa de
desenvolvimento rural PRODER, mas que irá dar prioridade às que
respeitam a agricultores vítimas de mau tempo.

"Há muito trabalho na análise das candidaturas, mas haverá um
tratamento prioritário para os agricultores" afetados pelo temporal "e
será assegurada uma celeridade. A partir do momento em que forem
aprovadas os agricultores poderão apresentar despesa", afirmou.

Na reunião com os horticultores, o governante aconselhou-os a, no
futuro, fazerem seguros agrícolas e prometeu apoios financeiros
maiores para quem cumprir. "A Agricultura é uma atividade de risco e
em Portugal o risco é ainda maior do que em alguns países da Europa. É
necessário sensibilizar os nossos agricultores para utilizarem
materiais mais resistentes e a fazer sistemas de seguro", sublinhou.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3131540&page=-1

Comissão Europeia reduz lista de aditivos permitidos na alimentação animal

por Ana Rita Costa
26 de Março - 2013
Cerca de 1200 autorizações de aromatizantes para alimentação animal
vão ser retiradas depois da publicação do Regulamento nº239/2013.


Esta medida faz parte do objetivo da Comissão Europeia de simplificar
a lista de aditivos autorizados na alimentação animal, incluindo
substâncias aromatizantes, e de proporcionar mais transparência e
segurança aos operadores.

A Comissão Europeia está a reavaliar todos os aditivos utilizados na
alimentação animal, e aqueles para os quais não foram apresentadas
solicitações de re-autorização, estão a ser retirados.

Todos os pedidos de reavaliação devem ser acompanhados dos dados
necessários para demonstrar a segurança do produto para os
consumidores, para os animais, para os trabalhadores e para o meio
ambiente. Esses dados serão avaliados pela Autoridade Europeia de
Segurança Alimentar.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7130&bl=1&page=1

Ministra anuncia obras para os campos do Baixo Mondego

Publicado ontem às 22:52
A Ministra da Agricultura anunciou hoje mais três empreitadas da obra
de aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego, num montante de 40
milhões de euros.


A irrigação dos campos do Mondego é uma aspiração dos agricultores do
Baixo Mondego há 30 anos
As obras começaram em 1979, mas o vale principal do Mondego só deverá
estar completamente irrigado no final de 2015.
Hoje, no concelho de Montemor-o-Velho, a Ministra da Agricultura
anunciou mais três empreitadas da obra de aproveitamento hidroagrícola
do Baixo Mondego.
Estas três obras, e as que estão já a decorrer, todas somadas,
totalizam cerca de 40 milhões de euros e têm de estar concluídas até
aos finais de 2015, de modo a serem financiadas pelo atual Quadro
Comunitário de Apoio e colocadas ao serviço dos agricultores do Baixo
Mondego.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3132256

terça-feira, 26 de março de 2013

Agricultura, uma agenda para o desenvolvimento em Portugal – debate do laboratório de ideias do PS em Santarém

Publicado por João BaptistaEconomia, em destaque, twitterTerça-feira,
Março 26th, 2013

"Agricultura – Uma agenda para o desenvolvimento em Portugal" foi o
tema em debate no sábado, no estúdio do Cnema em Santarém, organizado
pelo Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP) do PS. O
debate foi animado por alguns dos maiores especialistas do PS em
agricultura, como o ex-ministro da Agricultura Gomes da Silva, o
ex-secretário de Estado das Florestas Rui Barreiro, o deputado e
coordenador do grupo parlamentar do PS para a agricultura Miguel
Freitas ou os professores José Lima Santos e Francisco Castro Rego.
A sessão de trabalho contou com intervenções do presidente da
concelhia de Santarém Carlos Nestal, do ex-secretário de Estado das
Florestas e ex-presidente da Câmara Rui Barreiro e do líder distrital
do PS António Gameiro.
A questão agrícola não pode ser vista de forma alheada do que se passa
no país e na Europa, disse Miguel Freitas, deputado e coordenador do
Grupo Parlamentar do PS para a Agricultura e Florestas.
O deputado considera que "a construção do modelo europeu que o PS
partilha há muitos anos está neste momento claramente em risco,
Portugal está em risco de rotura e neste contexto a questão da
alimentação assume uma importância ainda maior também na sua dimensão
social". Para o deputado do PS, "neste momento são mais as
interrogações do que as certezas, é necessária uma profunda reflexão
sobre a agricultura nacional e os desafios que se colocam com a
reforma da política Agrícola Comum".
Deixou três ideias chave. "Como se vai fazer o milagre de ter mais
área elegível, mais dinheiro por agricultor/hectare e ao mesmo tempo
termos menos 1.400 milhões de euros de fundos disponíveis?", questiona
o deputado, adiantando que na sua opinião "o plafonamento das ajudas é
essencial". Por outro lado, defende que na questão do desenvolvimento
rural é necessário encontrarmos novas formulações da PAC, face à
redução dos fundos disponíveis. O deputado propõe que "os apoios ao
investimento deverão deixar de ser a fundo perdido e passar a ser
reembolsáveis, através de uma linha de financiamento aio
desenvolvimento rural, o que permitirá alargar a capacidade de
investimento". Em segundo lugar, propõe a simplificação do Proder
-programa de desenvolvimento rural.
A conclusão dos grandes projetos do Alqueva e do Baixo Mondego, que
exigem ainda um investimento de 200 milhões de euros, são as
prioridades assumidas pelo PS, para aproveitar esta última
oportunidade dos fundos. Defende ainda a integração dos dois pilares
do desenvolvimento rural e das medidas agroambientais. "Devemos
assumir um novo objetivo da política de desenvolvimento rural, porque
entendemos que não deve abranger todo o país, nem todos os projetos,
deve articular-se com o desenvolvimento regional".
"Quando definimos uma política agrícola temos sempre o dilema entre
apostar mais nas agriculturas mais competitivas e viradas para o
mercado ou nas pequenas agriculturas. Vamos ter menos 1.400 milhões de
euros de fundos comunitários e nacionais na próxima PAC, e por isso
importa termos uma perspetiva aberta multifundos que jogue com as
ajudas diretas e o programa de desenvolvimento rural", declarou Miguel
Freitas. O deputado defende a criação de um pacote de ajudas aos
pequenos agricultores em articulação com uma política fiscal e medidas
de desburocratização dos apoios. "Foi onde falhámos no anterior
Proder, é preciso simplificar", afirma.
Nas ajudas ligadas, Miguel Freitas salienta que poderão estar em risco
o arroz, o milho e o tomate, três culturas muito importantes para
Portugal, e por outro lado também a produção animal extensiva não terá
futuro sem apoios".
O ex-ministro da Agricultura Fernando Gomes da Silva também considera
que o Proder foi um desastre, vamos ter de devolver muito dinheiro e
por causa disso complicamos a vida a muitos agricultores.
"A globalização impede que haja uma economia portuguesa, embora
mentalmente continuemos a pensar em economia portuguesa o que temos é
uma economia para Portugal", declarou o ex-ministro da Agricultura
Gomes da Silva."A nova economia para sustentar o desenvolvimento de
Portugal tem de deixar de ser orientada pela produção, pela vontade de
quem detém a tecnologia e a empresa produtora, mas por quem identifica
as necessidades do consumidor e do modo como podem ser satisfeitas".
Nesta nova realidade, Gomes da Silva sublinha que a intensidade
científica e o conhecimento são fundamentais.
Quanto aos desafios estratégicos para Portugal, Gomes da Silva coloca
em primeiro lugar o equilíbrio da balança alimentar, com um défice de
4 mil milhões de euros que pode ser reduzido. "O estudo de Augusto
Mateus sobre o que fazemos bem na economia, refere que entre os 10
melhores setores, cinco são agroalimentares e florestais, o que mos
leva a acreditar que conseguimos tapar esse buraco do défice", afirma.
Um segundo desafio é "assegurar bens públicos – preservação da
natureza, ambiente, etc. – que atualmente são produzidos de borla
pelos agricultores". Gomes da Silva salienta que "a floresta é um dos
grandes desafios, mas andamos a falar nisso há 50 anos, é altura de
decidir se pegamos a sério na floresta ou a largamos, e o mesmo se
pode dizer do mar".
Outro grande desafio é termos um "rendimento sustentável e adequado a
quem trabalha na agricultura, que neste momento está nos valores
mínimos de há 30 anos atrás, o que é uma vergonha e um escândalo".
Gomes da Silva considera "fundamental assegurar a sustentabilidade das
empresas face á globalização e à futura redução dos apoios". Adverte
que "no Ribatejo, as ajudas diretas vão baixar muito, e os setores do
tomate, do arroz e do milho serão muito afetados". Por último, Gomes
da Silva defende que "é necessário assegurar um desenvolvimento
territorial equilibrado".
Quanto aos desafios instrumentais, destaca a importância das
negociações em sede da revisão da PAC. Defende os fundos de apoio à
agricultura devem deixar de ser a fundo perdido a passar a ser
reembolsáveis, de forma a manter a circulação do dinheiro na economia.
Considera que os fundos devem ser geridos por um banco de fomento para
apoiar o desenvolvimento da agricultura.
Como fatores decisivos destaca a importância da água, do conhecimento
que permita menos informações mal-informadas, e a floresta onde se
deve apostar em criar mais valor por árvore e menos árvores a destruir
valor".

Esta visão sobre a floresta foi partilhada por Francisco Castro Rego,
professor no Instituto Superior de Agronomia e ex-director-geral dos
Recursos Florestais. Destaca a importância para o nosso país do setor
das indústrias de madeira e da cortiça, com 60 mil postos de trabalho,
muito mais do que a silvicultura e a industria de pasta de papel. Na
definição de uma estratégia nacional para as florestas, Francisco Rego
propõe uma especial atenção aos riscos (incêndios) que retiram cerca
de 30% do valor da floresta, defendendo o uso do fogo controlado no
inverno para limpar os terrenos e, assim, evitar os efeitos
desastrosos dos incêndios no verão. Considera necessário dar
prioridade á criação de valor e de emprego, valorizando a conservação
da natureza, privilegiando as espécies como o sobreiro e os
carvalhais, e ao mesmo tempo valorizar o fator trabalho na
distribuição da riqueza em detrimento do fator capital/terra. "Se
associarmos a floresta de produção com a floresta de conservação, por
exemplo com povoamentos mistos de pinhal e de carvalho (mais
resistentes aos fogos), podemos criar florestas mais ricas no seu
valor acrescentado, com menos árvores mas com mais valor, com mais
exigência de mão de obra e de conhecimento (não é com desempregados a
limpar a floresta que se faz isto)".

José Lima Santos, professor no ISA, analisou a concentração espacial
da produção agrícola em Portugal, para concluir que 15% da superfície
concentra 2/3 da produção nacional. "O que fazer aos outros 85% do
território? Para a floresta?", questiona o professor. "Não pode haver
uma estratégia única, devido à diversidade do clima e dos terrenos,
além de que no futuro próximo as alterações climáticas irão afetar
muito as zonas do país já pobres", afirma. José Lima Santos considera
que "os investimentos devem ser orientados no sentido de tirarmos mais
valor da água e da energia, dos fertilizantes e das rações, ou seja,
para sermos mais eficientes, e produzirmos mais com menos, ou então
para produzirmos menos mas com mais valor acrescentado, isto se
queremos reduzir a dependência externa e equilibrar a balança
comercial".
Para atingirmos este objetivo, "o desafio fundamental reside no
conhecimento e na inovação, é preciso usar a enorme capacidade
instalada das nossas universidades e coloca-la ao serviço do
desenvolvimento da agricultura portuguesa; só assim seremos capazes de
responder às necessidades de desenvolvimento tecnológico dos diversos
setores. É para a criação de conhecimento que devem ser dirigidos os
fundos, e depois na sua aplicação na reconversão dos sistemas
produtivos".

http://www.oribatejo.pt/2013/03/agricultura-uma-agenda-para-o-desenvolvimento-em-portugal-debate-do-laboratorio-de-ideias-do-ps-em-santarem/

Portugal e Espanha pedem aumento das ajudas agrícolas ligadas à produção

HOJE às 17:560

Portugal e outros 14 países europeus querem aumentar até 15% a
proporção de pagamentos diretos da futura Política Agrícola Comum
(PAC) direcionados para as ajudas 'ligadas' à produção.
Portugal, Espanha, França, Polónia, Itália, Bulgária, Bélgica, Chipre,
Finlândia, Hungria, República Checa, Roménia, Eslovénia e Eslováquia,
bem como a Croácia (que se vai juntar à União Europeia a 01 de julho),
transmitiram hoje uma declaração ao Conselho da União Europeia na qual
destacam esse pedido, informou o ministério francês da Agricultura.
Todos os países, exceto a Eslováquia e a Eslovénia, salientam que
aceitarão o aumento da percentagem de ajudas ligadas de 5 a 7% e de 10
a 12%, segundo os casos, na posição comum comum sobre a reforma da
PAVC aprovada pelo Conselho de Ministros da Agricultura da União
Europeia na sua última reunião.
Diário Digital / Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=623536

Mercado dos lácteos cresce na China, mas com oferta escassa

por Ana Rita Costa
26 de Março - 2013
A produção doméstica de leite na China está a aumentar em simultâneo
com as importações de todos os produtos lácteos, de acordo com dados
do Bord Bia, da Irlanda. Mas apesar do aumento da produção de leite em
6% em 2012, a oferta continua escassa, com taxas de crescimento
inferiores às de 2011.


A produção chinesa alcançou os 23 milhões de toneladas nos 11 meses de
2012 até novembro, sendo 19 milhões de toneladas de leite líquido e
3,5 milhões de toneladas de produtos lácteos sólidos.

Com um valor de 0,60 dólares por quilo, os preços do leite na China
ficaram em quarto lugar entre os mais elevados do mundo, depois do
Japão, Coreia do Sul e Noruega.

De acordo com a alfândega chinesa, as importações de leite em pó
aumentaram para a sua maior taxa em 2012. As importações de leite em
pó inteiro alcançaram mais de 405 000 toneladas, enquanto os volumes
de leite em pó desnatado alcançaram 167 000 toneladas, ambos com
aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7127&bl=1&page=1

Negócios que ‘germinam’

por Isabel Martins
26 de Março - 2013
Um produtor de Caldas da Rainha está a investir na produção de
rebentos de vegetais. Uma microprodução em 'prateleira', onde aposta
em variedades pouco usuais, com preços que vão dos 12,5€ aos 25€/kg.


Alfafa, alho francês, couve roxa, girassol, lentilhas, feno grego e
rabanete são algumas das variedades produzidas para venda em
restaurantes, mercearias e no mercado local.

David Ramos, engenheiro físico de formação, explicou à VIDA RURAL que
a ideia é alargar o mercado e tornar natural o consumo de rebentos:
"Ainda nos olham como se fossemos extra terrestres. Temos de explicar
que é outra forma de comer o que já comemos", revela.

Mais coloridos e, sobretudo, com sabores mais intensos que os
tradicionais rebentos de soja, estes vegetais prometem conquistar o
paladar dos portugueses. Para já, este empreendedor continua a fazer
experiências e testar sementes e plantas, e já estão na forja rebentos
de orégão, coentros e mostrada.

Conheça toda a história na edição de abril da VIDA RURAL.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7135&bl=1&page=1

Setor agrícola duplica recurso à recuperação de créditos

por Ana Rita Costa
26 de Março - 2013
O setor dos armazenistas de produtos agrícolas e máquinas agrícolas
foi o que mais recorreu aos serviços da DevPag em 2012, empresa de
recuperação de créditos.


De acordo com a empresa, aquele setor representava em 2011 4,7% do
negócio, e em 2012 esse valor passou para 9,7%, período em que o setor
Transportes lidera com 15,9 % da procura, uma subida de 3.6 pontos
percentuais face a 2011.

Outros setores que mais recorreram a este tipo de serviço foram
Panificadores e Produtos de Pão (9,6 % em 2012 – 7,8 % em 2011);
Produtos de Beleza e Farmácia (9,5 – 7,5); Administração de
Condomínios (13,2 – 10,3); e Franchisadores (12,3 – 11,2).

A PME realizou em 2011, 8.930 processos de cobrança contra 8 938
efetuados no ano anterior, um aumento de cerca de 23 %.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7128&bl=1&page=1

CE prepara guia de bem-estar dos porcos

26-03-2013




A Comissão Europeia prevê apresentar um guia comunitário sobre o
bem-estar dos porcos, de forma a ajudar os pecuários a melhorar as
condições de vida dos seus animais.

O guia, do qual aguarda-se um rascunho nos próximos meses, visa criar
um grupo de trabalho em Julho, foi elaborado com base na legislação em
vigor, os guias já existentes para este fim e o conhecimento
científico.

Um dos pontos mais importantes será o corte do rabo, uma prática
proibida que, contudo, continua a ser utilizada de forma rotineira em
alguns Estados-membros para evitar que os animais se mordam uns aos
outros. Este comportamento agressivo é consequência das condições de
reclusão, de acordo com um debate que decorreu em Bruxelas, entre a
Comissão e outros especialistas e que se poderia evitar num ambiente
com menos estresse.

O documento, depois de terminado, será traduzido para todos os idiomas
oficiais da União Europeia.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46018.aspx

ViniPortugal quer manter crescimento de 10% das exportações para Alemanha

Por Agência Lusa, publicado em 26 Mar 2013 - 14:03 | Actualizado há 3
horas 20 minutos

O presidente da ViniPortugal, Jorge Monteiro, disse hoje em
Dusseldorf que Portugal está empenhado em manter o crescimento das
exportações de vinho para a Alemanha na ordem dos 10%.

O anúncio foi feito durante a Feira Internacional de Vinho de
Dusseldorf, Prowein, que termina hoje.

"O mercado alemão é dos mais importantes para Portugal e é no mundo o
que importa mais vinho depois dos Estados Unidos, por isso é tão
importante estar neste evento", afirmou hoje à Lusa o presidente da
ViniPortugal durante a Prowein.

Com a presença de 140 empresas portuguesas na mostra de vinho de
Dusseldorf, Jorge Monteiro diz que esta é a maior participação
portuguesa naquele evento, que considera "o mais importante para o
setor em termos mundiais".

"O objetivo desta participação é mostrar a qualidade dos vinhos
portugueses", disse o responsável, salientando que a estratégia passa
por "reforçar a aposta nas castas autóctones" e, no caso alemão,
continuar a ganhar quota de mercado, sobretudo no canal de
distribuição 'horeca' (hotelaria, cafetaria e restauração).

"A Alemanha é um dos principais países importadores de vinho no mundo
e é importante que Portugal continue a apostar neste mercado" e, nesse
sentido, a ViniPortugal está empenhada "em manter um crescimento das
exportações para a Alemanha na ordem dos 10%", disse.

Segundo um estudo divulgado pelo AICEP, sobre o consumo de vinho no
mercado alemão, a Alemanha é o quarto maior mercado de vinho no mundo,
depois da França, Estados Unidos e Itália, sendo que 75% dos 20 mil
hectolitros consumidos anualmente são importados.

O mesmo estudo refere ainda que Portugal ocupa a nona posição da
tabela de países que mais exportam vinho para o mercado alemão.

O presidente da ViniPortugal referiu também que a estratégia de
Portugal passa por apostar "no valor de exportação e não no volume, ao
contrário de outros países".

A Prowein, que teve início no último domingo, contou com a presença de
produtores e empresas de 50 países. Segundo a organização, deverá ter
sido visitada por mais de 40 mil pessoas.

O pavilhão da ViniPortugal contou nesta edição, entre outras coisas,
com a participação coletiva das Comissões Vitivinícolas Regionais de
Lisboa, Alentejo e Madeira.

Estiveram ainda presentes no evento os produtores associados ao
Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e da Comissão de Viticultura da
Região dos Vinhos Verdes, assim como algumas empresas portuguesas
independentes.

http://www.ionline.pt/boas-noticias/viniportugal-quer-manter-crescimento-10-das-exportacoes-alemanha

Abrir alas ao Vintage 2011

25.03.2013

Há muito que se esperava e vai-se confirmar. O ano de 2011 será
declarado pelos operadores do Vinho do Porto como vintage.
Após aprovação das amostras pela Câmara de Provadores do IVDP
(Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) os produtores podem anunciar o
vinho como vintage, engarrafando-se, obrigatoriamente, entre o 2º e 3º
ano após a vindima.
Trata-se de um vinho retinto, o melhor que o Douro pode produzir em
vinho novo, potencialmente capaz de viver entre 50 a 100 anos em
garrafa.
Com a diversidade que se conhece no Douro é quase sempre possível
fazer um vintage, umas vezes de topo e outras que «quase topo», estes,
vinhos que sendo bons têm menos longevidade, mas a enorme vantagem de
um preço mais acessível. Assim, algumas empresas nos melhores anos
declaram o vinho com o nome da empresa e nos outros anos com nomes
diferentes (de quinta ou não); um exemplo: nos anos de topo temos um
vintage Taylor's, nos outros um vintage Quinta de Vargellas.
Ora tudo leva a crer que o 2011 será declarado como topo por todas as
empresas, ganhando assim o estatuto de vintage clássico.
Numa ronda por algumas empresas – grupo Sogrape (Ferreira, Offley e
Sandeman), Sogevinus (Burmester, Kopke, Barros, Cálem), Niepoort,
Ramos Pinto, Noval, Andresen e Symington (Graham, Warre, Dow's e Qta.
do Vesúvio), de todos tivemos a notícia que o vintage declarado será
de topo.
Um clássico, portanto. Só o grupo Taylor's (Taylor, Fonseca e Croft)
se reserva sempre para o dia 23 de Abril (dia de S. Jorge) para
declarar o seu vintage.
Seguramente não deixará também se ser clássico. Estes são os vinhos de
grande guarda e se o seu filho/neto/sobrinho nasceu em 2011 saiba que
pode deixar-lhe uma bela herança se adquirir uma caixa de Porto
vintage.
A partir do Verão/Outono deste ano os vinhos começarão a chegar ao
mercado e, quanto mais cedo os adquirir mais vantajoso será o preço. É
que depois vêm as classificações dos gurus internacionais e nunca se
sabe o que virá a seguir.
Já com a colheita de 2012 em casa, os produtores já têm uma noção da
qualidade da mesma e, se vão declarar este 2011 como clássico é
porque, seguramente, é melhor que o 2012.
Por isso nada de esperas. E, como curiosidade e para os apreciadores
dos temas da numerologia, fique-se com esta triste sina: os anos
terminados em 3, alternam o bom com o muito fraco.
Ora repare: 1963 – ano excepcional; 1973 - ano miserável; 1983 – ano
excepcional; 1993 – ano miserável; 2003 – ano excepcional.
Infelizmente estamos em 2013, o que pode não augurar nada de bom. Mas
como entretanto vamos ter novo Papa, seguramente ele vai deitar água
benta no Douro e tudo se irá compor.
De água no solo (ainda que não seja benta) não se podem, pelo menos queixar…


n Expresso, Revista, 16 Março 2013

http://www.joaopaulomartins.com/artigos.php?e=163

Agricultores da Madeira não querem IVA para a agricultura familiar

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
13:10 Terça feira, 26 de Março de 2013 |

Funchal, 26 mar (Lusa) - A Comissão de Produtores Agrícolas e
Pecuários da Região Autónoma da Madeira entregou hoje um
abaixo-assinado na Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais
pedindo um seguro de colheita e a isenção do IVA para a agricultura
familiar.

Os produtores agrícolas consideram-se prejudicados pelas recentes
intempéries no início de março, que causaram elevados danos às
produções e áreas de cultivo. No texto do abaixo-assinado lembram que
já não estão disponíveis apoios do "seguro de colheitas" e do "fundo
madeirense do seguro de colheitas" e solicitam às autoridades
competentes "a avaliação dos prejuízos causados e ressarcimento dos
mesmos dado que para muitos agricultores o resultado das produções é
essencial às economias familiares".

A comissão pede ainda "a revisão das questões relacionadas com a
taxação do IVA sobre as produções (...) no sentido de ser garantida
isenção do regime do IVA para atividades agrícolas, nomeadamente para
a designada agricultura familiar".

http://visao.sapo.pt/agricultores-da-madeira-nao-querem-iva-para-a-agricultura-familiar=f720636

Sogrape vinhos declara Vintage

201126 Março, 2013 04:13 | Revista de Vinhos

A Sogrape Vinhos declarou 2011 um "ano Vintage" e Luís Sottomayor, o
enólogo que assina os Vinhos do Porto Ferreira, Offley e Sandeman,
afirma: "2011 permitiu-nos fazer vinhos Vintage com níveis de cor,
estrutura e complexidade como nunca tinha visto, bem como antever uma
vida extremamente longa em garrafa, graças à excelência da sua acidez
combinada com um corpo muito robusto ".

As três principais marcas de Vinho do Porto do universo Sogrape Vinhos
– Sandeman, Ferreira e Offley - preparam-se para lançar no mercado já
a partir de Maio, colheitas Vintage de 2011.

http://www.revistadevinhos.pt/artigos/show.aspx?seccao=noticias&artigo=10719&title=sogrape-vinhos-declara-vintage-2011&idioma=pt

Exportações portuguesas continuam a crescer na agricultura

Por Margarida Bon de Sousa , publicado em 26 Mar 2013 - 08:15 |
Actualizado há 7 horas 55 minutos
Pese a melhoria dos dois últimos anos, continuamos a manter-nos na
cauda dos países mediterrânicos,segundo um estudo da Espírito Santo
Research

Em tempos de crise e de um desemprego que já está nos 17,6%, a
agricultura é cada vez mais olhada como um dos poucos sectores que
criam emprego e são rentáveis. As exportações continuam a crescer,
embora a nossa produtividade ainda fique aquém da espanhola, pesem os
milhões de euros que entraram nos últimos anos no país ao abrigo da
PAC.

Mesmo assim, tem havido alterações significativas nos últimos anos. Um
estudo da Espírito Santo Research refere que em 2011 fomos pela
primeira vez superavitários, com um aumento de 22% nas exportações, um
crescimento de apenas 3% nas importações e um aumento muito
substancial da área cultivada. O olival, que actualmente ocupa metade
da área cultivável do Alqueva, inclui-nos já no top 5 dos exportadores
de azeite em 2012/2013. Desde 20111 que também passámos a produzir o
azeite que consumimos. No vinho, somos o quinto maior produtor na
Europa e o décimo segundo a nível mundial e só no ano passado ganhámos
1371 medalhas.

DIVERSIDADE Enganem-se os que pensam que o êxito das exportações de
produtos agrícolas se concentra no vinho e no azeite. O estudo refere
que os frutos, os vegetais e os produtos hortícolas representam 67% da
produção vegetal nacional. Mas se somadas as produções de batata e das
plantas industriais (tomate, tabaco, girassol, soja, plantas
aromáticas, chá, entre outras), o valor ascende a 72%. O vinho e os
cereais ocupam o terceiro e o quarto lugar na produção vegetal
nacional, registando ambos aumentos significativos nas exportações,
mais notoriamente até no caso dos cereais, que representam 14% do
total.

O principal parceiro comercial de Portugal é Espanha (44% do valor das
importações e 48% do valor das exportações). Nas exportações surgem
logo a seguir o Brasil (com 10%) e Angola (com 8%). Estes dois
destinos das exportações nacionais cresceram a uma taxa média de 31% e
35%, respectivamente. Em termos de potencial, os dois destinos,
juntamente com outros PALOP, poderão vir a ser uma alternativa viável
como destino de exportação, pois além de serem países onde o
rendimento está a crescer, as necessidades alimentares também se estão
a diversificar. O estudo refere igualmente que uma parte importante do
êxito dos produtos nacionais tem a ver com inovação: "Não se produzem
mais alfaces para abastecer um mercado inundado de alfaces dizendo
apenas que as nossas são melhores. O que se pode fazer é um produto
único, diferente e melhor, como as saladas embaladas, prontas a usar,
com uma variedade e qualidade que antes seria impensável."

MERCADOS A falta de transparência no funcionamento do mercado é uma
das questões transversais a todo o sector identificado pelo estudo. O
principal problema recai na formação dos preços, o que é sentido de
"forma generalizada" e, além de se considerar que distorce o mercado,
pode "comprometer o bom relacionamento e o diálogo entre a produção e
a distribuição". Outro constrangimento apontado tem a ver com as
exportações, sobretudo as que resultam em barreiras, porque existe
falta de conhecimento das normas e dos regulamentos do lado da
produção. A existência de capacidade produtiva instalada e a
experiência consolidada na incorporação de exigências ambientais são
dois dos pontos considerados fortes pelo estudo, contra a deficiente
organização da fileira e a falta de dimensão de grande parte das
explorações.

http://www.ionline.pt/dinheiro/exportacoes-agricolas-continuam-crescer-produtividade-espanhola-maior

Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa desafia empresas a investirem nos países árabes

26-03-2013




A CCIAP, Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa promove, esta
terça-feira, uma sessão de esclarecimento sobre oportunidades de
investimento no mercado árabe para empresas do concelho de Setúbal.

A iniciativa da CCIAP deverá contar com a presença de, pelo menos, 25
empresas que exercem actividade na região, como a Secil, Portucel,
Lisnave, Sapec, Tacoen, Alstom, Etermar, José Maria Fonseca, Ermelinda
de Freitas e Sopac, entre outras.

A sessão de esclarecimento da CCIAP, que tem o apoio da Câmara
Municipal de Setúbal, pretende aproximar o tecido empresarial
português dos 22 países árabes que representa.

Segundo revelou à Lusa fonte da Câmara Municipal de Setúbal, os
promotores do encontro vão dar conta dos planos de investimento
quinquenais dos diferentes países árabes do Magrebe, do Machereque e
do Golfo, e das oportunidades que existem para as empresas
portuguesas.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46015.aspx

CONFAGRI: "Medidas Fiscais penalizam sector agrícola"

26-03-2013

A CONFAGRI acaba de propor aos Secretário de Estado dos Assuntos
Fiscais a suspensão imediata de um conjunto de medidas fiscais para os
pequenos agricultores, nomeadamente – Declaração de início de
actividade e consequente inscrição na Segurança Social, facturação e
IVA nas relações entre o Agricultor e a Cooperativa de que é membro.

A CONFAGRI propôs igualmente ao Governo, uma análise do impacto destas
medidas sobre a produção agrícola com o consequente abandono por parte
dos pequenos agricultores abrangidos, no avanço da desertificação e na
actividade económica das Cooperativas.

Estas medidas que entram em vigor a partir de 1 de Abril, estão já em
muitos locais do país a criar um grande clima de instabilidade.

A CONFAGRI alertou ainda o Governo para a diminuição das
transferências financeiras de Bruxelas, como consequência do abandono
da actividade agrícola.

A suspensão imediata das medidas é a solução que a realidade justifica!

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46019.aspx

Sul de Portugal espera pela Barragem do Alqueva a funcionar a 100%

Por Margarida Bon de Sousa , publicado em 26 Mar 2013 - 03:10 |
Actualizado há 12 horas 4 minutos
Regadio é factor determinantes para crescimento das áreas cultivadas e
da produtividade



Ainda não é realidade mas o Alentejo caminha rapidamente para deixar
de ser a área mais árida de Portugal. A barragem do Alqueva, o maior
reservatório de água e um dos maiores projectos hidroagrícolas da
Europa, terá este ano 68 mil hectolitros de água, 88 mil em 2014 e 120
mil em 2015.

O regadio que a maior barragem nacional vai proporcionar nos próximos
anos é um dos factores que podem contribuir para o aumento da dimensão
das culturas nacionais e da produtividade. A produção agrícola per
capita portuguesa situa-se a níveis inferiores aos de Espanha e da
Grécia, embora, e segundo dados do Banco Mundial, até 1995 os valores
tenham sido semelhantes.
No entanto, a partir desse ano, os espanhóis posicionaram-se num
patamar superior que conseguiram manter até hoje. Comparando a
produção vegetal entre os cinco países mediterrânicos europeus e o seu
peso no PIB, Portugal continua a ocupar o último lugar.

A produção agrícola vegetal em Espanha tem acompanhado, de forma muito
próxima, a nacional, quer em termos de evolução quer de repartição por
subsectores.

Contudo, à parte esta semelhança, e embora a dimensão média da
superfície agrícola utilizada (SAU) em Espanha seja de cerca de 24
milhões de hectares (cerca de seis vezes superior à portuguesa, com um
SAU médio por exploração de 24,56 hectares), o total da produção
vegetal é quase oito vezes superior ao valor português.

O estudo da Espírito Santo Research refere ainda que Portugal
continua a produzir cerca de 70% do que consome, em linha com o que
aconteceu nos últimos anos. Nalguns casos, como nas frutas e
hortícolas vegetais, parte desta realidade é explicada pela produção
sazonal dos produtos, o que acaba por manter a nossa dependência do
exterior em termos alimentares.

http://www.ionline.pt/dinheiro/sul-portugal-espera-pela-barragem-alqueva-funcionar-100

Escola Superior Agrária de Castelo Branco organiza feira para atrair novos alunos

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
13:57 Segunda feira, 25 de Março de 2013 |
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Castelo Branco, 25 mar (Lusa) - A Escola Superior Agrária do
Politécnico de Castelo Branco pretende atrair novos alunos com a
terceira edição da Feira Agro-Agrária, que vai decorrer de 13 a 16 de
abril, anunciou hoje a instituição.

O certame vai contar com exposição de animais, equipamentos, produtos
agrícolas e empresas ligadas às atividades do setor, reunidos na
Quinta da Senhora de Mércoles, em Castelo Branco, junto aos terrenos
da escola.

A feira pretende destacar a importância da agricultura "enquanto
atividade produtiva que está na base da autossuficiência alimentar do
país", destaca o politécnico.


http://visao.sapo.pt/escola-superior-agraria-de-castelo-branco-organiza-feira-para-atrair-novos-alunos=f720437

Nauru, Kiribati mais 12 novos mercados

Empresas venderam os seus produtos, em 2012, para 208 países em todo o
mundo. Entre estes há apostas novas


Paulo Portas
José Carlos Pratas
26/03/2013 | 00:00 | Dinheiro Vivo
Nauru, Kiribati, São Pedro e Miquelon ou Santa Helena... Estes são
apenas alguns dos 14 novos destinos dos produtos portugueses 2012, ano
em que as exportações portuguesas chegaram a um total de 208 países de
todo o mundo, no valor global de 45 358,9 milhões de euros. Estes 14
novos mercados compraram, o ano passado, bens portugueses no valor de
428.943 euros. Sim, o valor é quase irrisório, mas são mercados
completamente novos e que resultam dos esforços de diversificação de
destinos dos empresários portugueses que tentam fugir da tradicional
dependência excessiva da Europa.
Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e mostram que,
entre os 14 novos destinos das exportações portuguesas, só as Ilhas
Marshal são uma presença constante nos últimos três anos. E mesmo para
este país da Micronésia, vizinho do Kiribati, as vendas portuguesas
sofreram um revés, já que passaram de 2,915 milhões de euros em 2010 e
para um valor estimado de 49.290 euros em 2012.
Mas há outros nomes tão ou mais exóticos do que os já referidos entre
as novas apostas das empresas portuguesas. É o caso de Anguila,
território britânico ultramarino nas Caraíbas, Samoa e Samoa Americana
(ambas na Polinésia) ou Vanuatu (Estado soberano insular da
Melanésia). Os Territórios Franceses do Sul, o Laos, a Coreia, o
Lesoto e a Somália terminam a lista dos 'top 14' das novas apostas
portuguesas pelo mundo.
E se saber quais são as empresas que estão a vender para estes países
se revela tarefa praticamente impossível, perceber a estratégia de
quem aposta em destinos tão exóticos não é, assim, tão difícil. Basta
ter em conta que as exportações portuguesas fecharam 2012 a crescer
5,8%, mas impulsionadas pela variação positiva de 19,8% no comércio
extracomunitário. As vendas no seio da União Europeia avançaram,
apenas, 1% no mesmo período. Apesar das relações comerciais das
empresas portuguesas continuarem dominadas pela UE, não é menos certo
que esse peso tem vindo a diminuir, fruto de um esforço de
diversificação de mercado: em 2012, a UE absorveu 71,1% dos bens
exportados, versus os 74,4% de 2008.
Esse é um caminho que não se trilha de um dia para o outro. "Leva
tempo a procurar novos mercados e leva tempo a conquistá-los.
Sobretudo se for em áreas onde não temos grande tradição e em que é
difícil entrar", refere João Duque, que dá como exemplo "a prestação
de serviços particularmente sofisticados, eventualmente na área da
consultoria high tech", para lembrar que a má imagem que o país tem no
exterior, não ajuda nada. "O país tem sido primeira página do
Finantial Times uma série de vezes no último ano, não é é por boas
razões", lembra. Por isso defende que, "o melhor que nos podia
acontecer" era que os mercados internacionais associassem a
recuperação económica do país "a alguma coisa, a alguma fileira, à
agricultura, ao turismo, algo de que todos falassem".
Mas não há bons sectores, questionamos? E os casos de sucesso tão
falados, como a moda portuguesa, o calçado, a cortiça? "Há sinais de
que há bons setores. O calçado, por exemplo, tem estado a apostar bem,
mas não é suficiente", refere o economista.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO115398.html?page=0

Adega da Lourinhã ameaçada de despejo

Até 31 de março

Ministério da Agricultura obriga saída da Adega Cooperativa da
Lourinhã das instalações do Instituto da Vinha e do Vinho até ao final
do mês, caso o imóvel não seja comprado por 500 mil euros.
25 Março 2013Nº de votos (2) Comentários (1)



O presidente da Adega Cooperativa da Lourinhã alertou esta
segunda-feira que o Ministério da Agricultura estabeleceu o dia 31 de
março como prazo para que a cooperativa saia das antigas instalações
do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).
Se a ação de despejo se concretizar a partir de abril, está em causa a
produção da única aguardente portuguesa com denominação de origem
controlada (DOC) pelo principal produtor.
"Seria o fim da maior produção de aguardente DOC Lourinhã porque, pelo
menos durante um ou dois anos, a Adega não teria condições para
receber uvas" disse à agência Lusa o presidente da cooperativa, João
Pedro Catela.
Para o dirigente, "é financeiramente incomportável" não só comprar o
espaço como arrendar outro e ter de fazer obras para o adaptar
sobretudo às condições de temperatura exigíveis para o processo de
envelhecimento da aguardente".
Desde junho que a Adega Cooperativa da Lourinhã era pressionada pela
tutela para desocupar as antigas instalações do IVV, existentes na
vila da Lourinhã, mas em de fevereiro terá recebido um 'ultimato', com
ameaça de corte de eletricidade.
Para evitar a deslocalização da Adega, o Ministério propôs a compra do
imóvel por 500 mil euros.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/adega-da-lourinha-ameacada-de-despejo

Rotas do Douro desafiadas a agregarem-se para conquistar mercados internacionais

A chefe de Projecto de Missão do Douro, Celina Ramos, desafiou os
agentes das rotas turísticas da região a promoverem em conjunto os
produtos que representam para criar valor e ir à procura de mercados
internacionais.

Celina Ramos foi uma das intervenientes no Congresso Internacional
Rotas Turísticas -- "Valorização e Posicionamento", em Mirandela, no
distrito de Bragança, que juntou as Rotas do Azeite de Trás-os-Montes,
anfitriã, do Vinho do Porto e das Vinhas de Cister.

Os recursos estão identificados, segundo observou, mas falta "agregar
os vários atores públicos, privados, as associações, universidades, no
sentido de uma promoção conjunta, de ganhar massa crítica, visando a
internacionalização e desta forma trabalhar a procura".

"É na agregação do conjunto dos nossos produtos que nós, de facto,
podemos ser diferentes e porque todos eles têm qualidade, podem
afirmar-se em conjunto", considerou.

Da mesma maneira que se conta a história do vinho do Porto a milhares
de visitantes que entram em Gaia, muitos deles com destino ao Douro,
"é contar-lhe também a história do azeite, dos enchidos, da castanha,
da amêndoa, doçaria", considerou.

Celina Ramos constatou que "a oferta está trabalhada, com "uma grande
aposta nas infraestruturas, nos equipamentos, na recuperação dos
centros históricos, das aldeias, material publicitário, agora é
preciso trabalhar o lado da procura".

"Tenho de trabalhar, fazer promoção, e ir buscar a
internacionalização, outros mercados, de forma a podermos de facto
criar valor a partir dos nossos recursos, do território", acrescentou.

Este é o caminho defendido também pelo anfitrião, Jorge Morais,
presidente da Rota do Azeite de Trás-os-Montes, que apontou o
congresso de hoje como espaço de reflexão e de partilha, em que deram
também testemunho rotas turísticas de outras zonas de Portugal e de
Espanha.

O congresso faz parte de um diálogo que as três rotas turísticas do
norte de Portugal vêm desenvolvendo há dois anos.

A ambição de "venderem" juntos a região do Douro comum a todos poderá
materializar-se no projecto de internacionalização da Rota do Azeite
de Trás-os-Montes, que se prepara para ir à conquista dos mercados
emergentes do Brasil, Moçambique e também Macau.

Fonte: Lusa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/03/26c.htm

Projecto de regadio do Baixo Mondego começou há 30 anos e só metade está concluído

O projecto da obra de fomento hidroagrícola do Baixo Mondego
iniciou-se há mais de 30 anos, mas actualmente só abrange cerca de
metade dos 13 mil hectares de campos de cultivo na região.

Ouvido pela reportagem da Lusa, Pinto da Costa, produtor de arroz,
olha para os seus terrenos e vê-se como que "numa fronteira entre dois
países diferentes": a poente da estrada que liga o castro de Santa
Eulália à povoação da Ereira não há obra de regadio, mas a nascente o
regadio já existe.

"Foi exactamente aqui, há 13 anos, que as obras pararam. Esta
fronteira significa que, por vontade de alguém, há agricultores muito
penalizados", afirmou.

Onde a obra hidroagrícola não chega, as dificuldades são acrescidas,
seja na necessidade de mais meios humanos e materiais, seja na
"disparidade de condições" que não permitem "rentabilidades"
idênticas, explicou.

"Na zona com obra, a situação é completamente pacífica, temos água à
entrada dos terrenos. Na zona sem obra, temos de bombar a água duas
vezes, primeiro para dentro de uma vala, para depois ser bombada outra
vez [para os terrenos]", frisou Pinto da Costa.

Os problemas de drenagem afectam, também, agricultores vizinhos:
"Tenho colegas em cotas mais baixas e, para nós podermos fazer a
bombagem, eles ficam inundados. E gerir toda esta situação torna-se
muito difícil", alegou.

Se o vale central do Mondego está praticamente todo coberto pela obra
hidroagrícola, o mesmo já não sucede nos vales secundários - dos
afluentes Pranto, Arunca e Ega - e na zona do rio de Foja e ribeira da
Ançã.

O Pranto, em Março, parece um imenso lago, onde não se vislumbram os
limites dos terrenos, só água, a cerca de um mês da sementeira do
arroz.

José Armindo, da Associação de Beneficiários da Obra de Fomento
Hidroagrícola do Baixo Mondego (ABOFHBM) lembrou à Lusa que o vale do
Mondego está em obra há mais de 30 anos e que os agricultores esperam
que no actual quadro comunitário possam entrar em execução os blocos
da Margem Esquerda, Bolão e Maiorca / Foja.

"Com esses três blocos, esperamos ultrapassar os 50 por cento [de
obra], mas ficam a faltar os vales secundários", notou.

Em declarações à Lusa, numa das margens dos campos de arroz do rio
Pranto, apontou a falta de acessos aos campos - "as pessoas para
chegar à sua propriedade tem de passar umas por cima das outras, não
tem drenagem, a drenagem é colectiva, não tem rega e a água anda de
uns terrenos para os outros".

Para José Armindo, fazer agricultura no Pranto "só se consegue pela
carolice e esforço dos agricultores".

O presidente da associação apelou "aos políticos" para que olhem para
as "especificidades" do Mondego que, frisou, "produz um dos melhores
arroz do País, em condições bastante deficitárias. Mas queremos
continuar a ser agricultores", garantiu.

"Desafiamos o poder político a mostrar-nos uma obra [de regadio] que
seja utilizada como no Vale do Mondego a 100 por cento. No vale do
Mondego não há um hectare sem estar a produzir, Queremos que as
pessoas tenham condições, porque, de futuro não vai ser possível fazer
agricultura nestas condições", avisou.

Na terça-feira, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, visita a
Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo
Mondego, em Quinhendros, Montemor-o-Velho, e aí anunciará a
"adjudicação da empreitada de construção das redes de redes de rega,
viária e drenagem do Bloco de Rega 16 / Margem Esquerda", de acordo
com nota do ministério.

Na quarta-feira uma delegação da APOR - Associação Portuguesa dos
Orizicultores vai ser recebida em audiência na sede da Direcção
Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) onde irá entregar
um baixo-assinado com centenas de assinaturas reclamando que o Governo
inclua as verbas necessárias para finalizar a Obra Hidroagrícola no
Baixo Mondego, seja através do Orçamento de Estado seja de outra
forma, e em especial com a implementação do Emparcelamento Agrícola no
Vale do Pranto, no Vale do Arunca e do Ega.

Argumenta a APOR que esta região é uma zona orízicola com perto de
4.000 ha, que integra o Perímetro de Rega do Baixo Mondego, região
rica na produção de arroz com grande impacto na economia da região, e
não pode continuar nesta situação, sem Obras Hidroagrícolas, sem
reestruturação fundiária, impedindo assim o desenvolvimento agrícola
da região.

No abaixo-assinado os subscritores dizem também que os preços do arroz
na produção não compensam os elevados custos que os agricultores
gastam.

Fonte: Lusa e APOR

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/03/26d.htm

Vascões ou a agricultura segundo o Estado Novo


Colónia Agrícola da Boalhosa, em Paredes de Coura, foi criada pela Junta de Colonização Interna de Salazar para povoar o Minho interior. Ainda ali vivem alguns ex-colonos
Publicado às 00.34
IVETE CARNEIRO


foto RUI OLIVEIRA/GLOBAL IMAGENS

Colónia agrícola da Chã de Lamas foi ocupada em 1957.Tinha água canalizada e sistema de combate a incêndios


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Florinda lembra-se de quando aquilo foi feito. "Vivia-se mal". Era pobre, ela. O marido recente também. Ele de Vascões, ali ao lado, ela de Bico, há freguesias com nomes assim no interior verde de Portugal. Inscreveram-se para a oportunidade que o bom do Estado Novo lhes oferecia: casa e terra. "Tive de ir ao médico saber se estava boa para a lavoura". Assim. Certificado de aptidão para alombar. Mudou-se em 1957.

A ex-Colónia Agrícola da Boalhosa, nos fins de Paredes de Coura, abre-se com singulares dizeres. "Pedi a Deus um conselho / Para encontrar alegria / Deus mostrou-me a terra e disse / Trabalha, semeia e cria..." Uma espécie de "Arbeit macht frei" em azulejo, numa terra portuguesa, com certeza. "Foi muito duro. Muito muito". Florinda Barbosa, a do João do Grilo que já lá foi há um par de natais, até pedras andou a tirar dos baldios que a Junta de Colonização Interna quis tornar cultiváveis em prol de melhores condições para os pobres da terra e do povoamento de zonas recônditas, na década de 1940. Hoje, diz-se simplesmente que ali eram os baldios que foram usurpados a Vascões para experimentar a agricultura em versão quase latifundiária, devidamente mecanizada. Durou 30 anos.

Foi um teste quase único - a experiência comunitária terá soado demasiado comunitária aos donos de Portugal - e, admitamos, visto do miradouro, uma bela experiência de urbanismo. Ex-colonos, já são poucos. Muitas casas estão fechadas e as experiências de recuperação, individualizadas, descaracterizam este raro testemunho do passado. Começa no alto, junto à escola e à casa do professor (hoje Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida do Corno do Bico), com a rua de Cima. A meio, está a do Meio, em baixo a de Baixo, e, antes dos campos e do forno comunitário, a do Fundo. Lógica acima de tudo.

Nas margens dos nomes, 15 casas geminadas. "Era feito para 30 casais, mas como era muito duro, só ficamos dez", a partir de 1971, com casa e meia cada. Autênticas mansões agrícolas e 672 hectares de terra comum, cujo fruto tinha de ser partilhado com o Estado, na proporção de um para seis. Os porcos eram de todos, os patos, a vacaria, o batatal.

"O Estado fez a experimenta e, quando viu que dava mais ou menos, entregou-nos". Mais coisa menos coisa. Criou-se a Sociedade dos Agricultores da Boalhosa, com regalias de cooperativa, viva até 1988, ano de extinção da colónia e da venda das terras de sequeiro, regadio e horta a quem ficara.

Por quanto? Florinda não tem ideia. Contas só aos filhos, oito mais um, falecido, criados pelos seis quartos que tinha. Lurdes, a mais nova, vive com a mãe e lembra-se de quando eram 20 e tal no recreio da escola que fechou em 1998. Fernando, um dos do meio, herdou a meia casa onde o João do Grilo punha uns porcos. Florinda faz ainda contas ao tempo que o homem dela passou na França de onde a contaminou com a forma como pontua verdades absolutas. "Boilá". E aos 82 anos, para cima de 50 na Chã de Lamas onde há uma cidade submersa, com sinos e mouras encantadas na lagoa. "Que aquilo deve ter alguma coisa, deve, uma velhota viu um grande coradouro e não era nada". Boilá. v

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Paredes%20de%20Coura&Option=Interior&content_id=3130146

Parque Natural do Vale do Tua com 900 mil euros/ano para financiar projetos


Lusa
25 Mar, 2013, 19:11

A barragem de Foz Tua deu origem a um novo parque natural em Trás-os-Montes que terá 900 mil euros por ano para distribuir por projetos para o desenvolvimento económico dos territórios abrangidos, anunciou hoje o responsável.
A iniciativa partiu da Agência para Desenvolvimento do Vale do Tua, um organismo criado como contrapartida pelo empreendimento hidroelétrico em construção no limite dos distritos de Bragança e Vila Real e que vai gerir o fundo que a EDP aprovisionará anualmente com 3% da faturação de energia.

A barragem só estará concluída em 2016, mas a empresa começou a fazer a transferências financeiras desde o início da construção, há dois anos, e a forma que a agência encontrou para aplicar as verbas foi a criação do parque, como explicou à Lusa José Silva, o diretor executivo.

A proposta para a criação do Parque Natural Regional do Tua foi apresentada a 31 de dezembro ao Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), que aprovou o projeto.

José Silvano realçou que este parque distingue-se das restantes áreas classificadas em Portugal porque não obedece às mesmas regras ambientais e foi criada para delimitar geograficamente a área de intervenção para o desenvolvimento local com os fundos da barragem.

O dirigente prevê que as primeiras candidaturas de entidades públicas e privadas possam ser apresentadas "no segundo semestre deste ano" e poderão estar relacionadas com áreas como "turismo de lazer, turismo rural, gastronomia, empreendedorismo e criação de postos de trabalho no âmbito artesanal, saúde e bem-estar, nomeadamente recuperação de termas existentes, e mobilidade".

Ao longo dos 75 anos de concessão da barragem, o Vale do Tua poderá acumular investimentos na ordem dos 60 milhões de euros, o valor estimado que a EDP disponibilizará para o fundo financeiro durante todo este período.

As candidaturas têm de ser oriundas de promotores da área correspondente ao parque que abrange cinco municípios: Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó.

José Silvano explicou que a criação do parque teve a preocupação de "não prejudicar as atividades económicas já existentes" e, por isso, ficaram de fora das regras de proteção "terrenos que tenham culturas intensivas" como olival e vinha.

De acordo ainda com o diretor executivo da agência, "as únicas restrições" que se aplicam nesta nova área protegida são as que constam dos planos diretores municipais de cada um dos municípios envolvidos.

A agência tem em mãos outro projeto que resulta das contrapartidas pela construção da barragem e que visa a revalorização do património cultural.

Segundo disse, o secretário de Estado da Cultura visitará a região em abril para formalizar o protocolo que permitirá recuperar monumentos já definidos em cada município.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=638506&tm=6&layout=121&visual=49

Portugal exporta dez por cento da produção de tomate para o Japão

 25-03-2013



Portugal exporta dez por cento da produção de tomate para o Japão. Segundo o secretário-geral da Associação dos Industriais de Tomate, Miguel Cambezes, «a importância do mercado japonês é tal que toda a gente vai. É um mercado muito exigente a nível qualitativo e, por isso, representa um enorme desafio. O facto de irem todas as empresas diz tudo».

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, partiu para o Japão com uma comitiva portuguesa que integra representantes de quase duas dezenas de empresas nacionais. A missão ao Japão decorre durante esta semana e o programa inclui «contactos institucionais e empresariais», avançou fonte da AICEP ao Dinheiro Vivo.

Entre as empresas está, por exemplo, a Unicer, representada por João Torres, country manager para a Ásia, Pacífico e Médio Oriente. «Iniciámos a nossa operação neste mercado há quatro anos, com uma parceria com um operador local para a importação das nossas marcas Super Bock Original, Super Bock Stout e Super Bock Green. A identificação de novas oportunidades de negócio com parceiros locais constitui o principal objectivo desta deslocação oficial», explica Joana Queiroz Ribeiro, directora de Pessoas e Comunicação da Unicer.

Entre os sectores presentes na visita oficial estão o agro-alimentar, tecnologias da informação, passando pelos sectores energético e da construção. O Japão foi, em 2012, o 29.º mercado-cliente mais importante para Portugal, representando 0,42 por cento do montante total de vendas nacionais para mercados externos. Enquanto fornecedor, o Japão ocupa o 28.º lugar, perto da Ucrânia, República Checa, Colômbia e Áustria, a pior posição desde 2008, com uma quota de 0,53 por cento das importações nacionais. Portugal assume posições sem relevância, quer como cliente quer como fornecedor do Japão, em 72.º e 60.º lugares, respectivamente.

Fonte: Dinheiro Vivo

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46009.aspx

Gastronomia: Portugal conquista 2 prémios internacionais

19 Março, 2013 02:52 | Revista de Vinhos

A Academia Internacional de Gastronomia, com sede em Paris, atribuiu os seus prémios relativos ao ano de 2013, dois deles foram para Portugal.

Portugal foi contemplado com dois dos mais importantes prémios da noite, "CHEF DE L'AVENIR" (Chefe do Futuro), Chefe Vincent Farges Restaurante Fortaleza do Guincho e o prémio "MULTIMÉDIA DE GASTRONOMIA" com o documentário da TVI "O melhor peixe do mundo", de Paulo Salvador e Ricardo Ferreira.

O reconhecimento da cozinha praticada pelo jovem francês Vincent Farges no restaurante Fortaleza do Guincho, foi um acto de consenso, tendo havido visitas de vários membros da Academia Internacional que puderam confirmar in loco, a sua culinária. A Fortaleza do Guincho tem 3G (máximo) no Guia Galp e uma estrela no Guia Michelin. A cozinha de Vincent Farges, domina a capacidade de combinar os sabores de forma surpreendente. Lembramos que há cerca de um mês este jovem chefe foi também um dos vencedores dos prémios especiais atribuídos na Gala dos Melhores do Ano da Revista de Vinhos, na categoria de "Restaurante do ano".

Paulo Salvador e o seu câmara Ricardo Ferreira da TVI, apresentaram o documentário (Portugal) "O melhor peixe do mundo", o resultado final foi uma verdadeira extraordinária homenagem a todos os pescadores portugueses que diariamente nos trazem do oceano o que este nos dá de melhor: o nosso peixe e o nosso marisco, indo buscar testemunhas internacionais como Ferran Adria, Thomas Keller ou Eric Ripert.

A Academia Internacional de Gastronomia conferiu ainda o Grande Prémio de Arte Culinária a René Redzepi do Restaurante Noma em Copenhaga (considerado o melhor restaurante do mundo na lista S. Pellegrino/The Restaurant).

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar na próxima 4ªfeira, dia 20 de Março, às 13h no restaurante Fortaleza do Guincho em Cascais. A Academia Internacional faz-se representar pelo seu Secretário-geral, Sr. Gerald de Balsac e estarão presentes o Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Cascais bem como o Chefe Antoine Westermann, três estrelas Michelin, concessionário da Fortaleza do Guincho, jornalistas e os membros da Academia Portuguesa de Gastronomia.

http://www.revistadevinhos.pt/artigos/show.aspx?seccao=noticias&artigo=10694&title=gastronomia-portugal-conquista-2-premios-internacionais&idioma=pt