segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vinhos do Tejo ambicionam crescer 10%

A região do tejo quer manter-se em 2012 como a região vinícola que
mais cresce, impulsionada pelas exportações para Angola, Suécia e
China.

Abílio Ferreira
10:00 Terça feira, 21 de agosto de 2012
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José Pinto Gaspar,presidente da CVRT
Fernando Veludo
A Região do Tejo ambiciona manter-se em 2012 como a campeã do
crescimento, batendo as suas congéneres. O presidente da CRVT -
Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, José Pinto Gaspar, reconhece
que o desempenho de 2011 (+28%) não será repetido, mas acredita que
possa atingir um crescimento de 10%, impulsionado pelas vendas no
exterior.

O otimismo decorre de uma oferta mais alargada no mercado interno e de
maior agressividade das principais marcas no exterior. Em quatro
anos, a região afirmou-se como protagonista do negócio do vinho,
passando de uma quota inexpressiva (1,5% para um valor respeitável
(5%). Por exemplo, são 11 os agentes da região que operam no mercado
chinês. E, na Suécia, os fornecimentos de vinho branco e rosé para o
monopólio estatal (€2 milhões) permanecem na região do Tejo, depois da
Falua, de João Portugal Ramos, ter destronado a Cooperativa de
Almeirim. A Quinta de Alorna inscreve também as suas marcas na lista
de importações suecas.

A Suécia emergiu de entre os mercados externos, o que registou melhor
desempenho, quadriplicando as vendas. Tornou-se no primeiro mercado
europeu e o segundo destino de exportação, a seguir a Angola,
recorrendo em grande medida ao formato bag in box.

Angola lidera

Angola lidera a lista de exportações dos vinhos de Tejo e tem
reforçado a sua importância, duplicando as vendas em dois anos. Reino
Unido está na 3ª posição, mas a surpresa está na China que surge logo
a seguir e à frente do Brasil. Os primeiros indicadores deste ano
apontam para um reforço de 30% das exportações, mas no final do ano o
desempenho será, certamente, mais moderado.

Se no mercado doméstico, o Tejo sofre ainda com o défice de
notoriedade face a regiãos como o Douro ou Alentejo, no exterior essa
desvantagem não se faz sentir. A relação "qualidade/preço é o fator
essencial" e, nesse critério, as marcas do Tejo estão numa posição
confortável. José Pinto Gaspar dá um exemplo prático: no recente
Concurso Munmdial de Bruxelas dos 10 vinhos portugueses que ganharam
medalhas de ouro quatro eram da região do Tejo. Destes, três deles
tinham preços de venda ao público na casa dos €3 (o outro era de €10).
É esta "relação imbatível", diz José Pinto Gaspar, que explica o
"grande sucesso" dos vinhos do Tejo no exterior.

Mas, a imagem do mercado interno está a mudar. O consumidor desperta
para a nova realidade, sensibilizados pelas ações de promoção dos
produtores e da CVRT. Um outro efeito desta crescente notoriedade é mo
maior número de marcas da região disponíveis nas principais redes de
retalho alimentar. Em 2012, a CVRT conta certificar o equivalente a 17
milhões de garrafas, gerando uma receita de €40 milhões



http://expresso.sapo.pt/vinhos-do-tejo-ambicionam-crescer-10=f742506

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