quinta-feira, 21 de julho de 2011

Copa-Cogeca insiste com medidas urgentes para recuperar o sector das frutas e hortícolas

21-07-2011
Os presidentes do Copa e da Cogeca, Sonnleitner e Paolo Bruni,
destacaram os benefícios nutricionais das frutas e hortícolas
europeias e reclamaram a introdução urgente de novas medidas para
apoiar os produtores e as cooperativas da União Europeia afectados
pela crise da bactéria E.coli.
As declarações dos responsáveis foram feitas no decorrer de uma
conferência de imprensa, onde o presidente da Confederação Geral das
Cooperativas Agrícolas da União Europeia (COGECA), Paolo Bruni,
organização da qual a CONFAGRI faz parte, disse que «os produtores e
as cooperativas agrícolas da União Europeia (UE) sofreram grande
perdas como resultado da crise da E.coli, que chegaram a atingir, numa
pior fase, os 400 milhões de euros semanais».

Por seu lado, o presidente do Copa, Gerd Sonnleitner, sublinhou que o
sector necessita de uma acção de promoção imediata, que propicie a
recuperação em plena campanha, factores que levaram o Copa-Cogeca a
enviar uma carta à presidência do Conselho da UE para que se
recompense os produtores a 100 por cento das suas perdas.
Paolo Bruni adiantou ainda que «apesar dom plano de resgate de 210
milhões de euros proposto pela Comissão ser um bom começo, não será
suficiente para cobrir as enormes perdas sofridas pelos produtores. Em
concreto, as dificuldades estruturais constatadas na comercialização
de pêssegos e nectarinas foram agravadas pela abundância de furtas no
mercado. Por isso, solicitam aos ministros da Agricultura que criem um
segundo pacote de medidas para os produtores com uma provisão
adicional de financiamento; uma ampliação do período até 31 de Julho e
que aumente o número de produtos contemplados pela ajuda».
O responsável continuou, assinalando que a medida de acção podia optar
por ajudar todas as frutas e hortícolas para as quais exista prova que
a redução do preço resultou da crise em questão, pelo que deve ser
anexo um pagamento adicional de 30 euros por cada 100 quilos às
quantias máximas decididas para a ajuda comunitária. Ser também criado
um sistema retroactivo ao período compreendido entre 26 e Maio e 18 de
Junho, de forma a compensar os produtores da diferença entre as
quantias máximas da contribuição da UE e os preços de venda dos
produtos afectados pela crise», terminou Paolo Bruni.
O presidente do grupo d trabalho "Frutas e Hortícolas" do Copa-Cogeca,
Van Es, referiu que «se deve dar inicio rapidamente a uma campanha de
promoção para as frutas e hortícolas, tanto ao nível da UE como nos
países extracomunitários», defendendo que esta devia ser financiada a
100 por cento pela UE, mediante um orçamento específico».
Para além da crise que afectou os produtores no momento menos
oportuno, o consumo de frutas e hortícolas estagnou, adiantou Van Es,
quando são alimentos fundamentais para a saúde dos consumidores. Tal e
como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), deve-se consumir
400 gramas de frutas e hortícolas ou cinco porções por dia, em torno
de um terço da alimentação diária. Por conseguinte, as acções de
promoção neste sector são muito importantes. No entanto, o Copa-Cogeca
está satisfeito com o aumento do orçamento indicativo para a promoção
do sector, de 10 a 15 milhões de euros anuais, para os próximos três
anos.
Fonte: Copa-Cogeca
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia40522.aspx

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