terça-feira, 19 de julho de 2011

Minhocas vão tratar 1500 toneladas de lixo por ano nos Açores

18.07.2011
Helena Geraldes
Parte do lixo urbano de São Miguel, nos Açores, vai passar a ser
tratado por minhocas, à razão de 1500 toneladas por ano, numa unidade
industrial no concelho do Nordeste, que será inaugurada esta tarde.
A vermicompostagem "é um processo através do qual os resíduos urbanos
que não foram sujeitos a recolha selectiva são tratados com recurso a
minhocas que digerem toda a componente orgânica (restos de comida,
papel e cartão sujo e resíduos de jardins) transformando-a em húmus,
um correctivo orgânico para a agricultura", explica a Quercus, em
comunicado.

Esta nova unidade tem capacidade para tratar os resíduos produzidos
por três mil famílias e dará uma boa ajuda na redução dos lixos que
vão para aterro ou queima.
Ao digerir os resíduos orgânicos, as minhocas acabam por limpar outros
resíduos, como o plástico, permitindo a sua reciclagem.
"Defendemos que em cada ilha do arquipélago deveria ser feito um
pré-tratamento dos resíduos, por exemplo com pequenas unidades de
vermicompostagem, para diminuir a quantidade que tem de ser
transportada das ilhas mais pequenas para as maiores", explicou esta
manhã ao PÚBLICO, Pedro Carteiro, do Centro de Informação de Resíduos
da Quercus.
A associação nacional de Conservação da Natureza entende que a Câmara
Municipal do Nordeste está a dar "um grande exemplo" aos Açores. Este
deveria ser replicado por outras ilhas, uma opção que, no entender da
Quercus, se deveria sobrepor à incineração.
Já em 2009 foi inaugurada uma unidade de vermicompostagem em Riba de
Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão. A unidade da Amave
(Associação de Municípios do Vale do Ave) trata 1500 toneladas de
lixos urbanos por ano.
As minhocas, animal que pesa entre um e dois gramas, podem viver em
média oito anos e digerir metade do seu peso por dia. Para tratar uma
tonelada de resíduos urbanos são necessários meio milhão de minhocas.
A taxa de recuperação através da vermicompostagem é superior a 80 por
cento, estima a Quercus.
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1503477

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